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Original subtitles

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Alerta de seguran�a. Fechem todas as celas. Procurem a Zulema.

Ela desapareceu da enfermaria.

Repito, a Zulema desapareceu.

Todas as atividades est�o suspensas.

Todas as �reas comuns est�o interditas.

Venham! Todas para dentro! J�!

Todas as reclusas, voltem para as celas imediatamente.

Todas as reclusas, voltem para as celas imediatamente.

Dois, dois.

O refeit�rio est� livre. Vamos ao p�tio.

Quero todos os cantos desta maldita pris�o revistados.

Aten��o. Todas as reclusas, voltem para as celas imediatamente.

- Depressa! - Deixa isso, porra.

... para as celas imediatamente.

Aten��o. Todas as reclusas, voltem para as celas...

- Biblioteca? - Livre.

Gin�sio?

Livre.

- P�tio? - Livre.

- Refeit�rio? - Nada.

Nada.

Nada, Fabio. N�o h� sinais dela em nenhum s�tio.

Aten��o. Todas as reclusas...

- Voltem para as vossas celas! - Pronto!

Para dentro, j�!

- Sala das visitas? - Livre.

- Cabinas telef�nicas? - Livres.

A cabra de merda!

Todas as reclusas, voltem para as celas...

Repito. Todas as reclusas...

Escorregou no chuveiro, pobrezinha.

A Zulema est� na casa de banho.

Aten��o, ajudem a levar a reclusa Helena Mart�n para a enfermaria.

Ela est� gravemente ferida.

Preparem a enfermaria. Reclusa ferida.

Repito, preparem a enfermaria.

Reza para que ela saia disto viva

ou est�s lixada.

Estou t�o abalada quanto voc�.

Pod�amos ter sido boas amigas.

� pena que ela seja pol�cia, n�o �?

Fechem as celas. Nenhuma reclusa na galeria.

Nenhuma reclusa na galeria.

Celas um, dois e tr�s livres. Fechem as portas.

- Fechem as portas. - Que porra. Fechem as celas!

- Galeria livre no pavilh�o 2. - Valbuena.

Uma reclusa enforcou-se da galeria superior.

Atr�s de ti, no passadi�o.

Que raio?

Ajudem!

- Chama o Sandoval, r�pido. - � in�til, Valbuena.

Partiu o pesco�o. � tarde demais.

Temos um suic�dio.

Uma reclusa enforcou-se da galeria.

� a Susana Tamayo.

Valha-me Deus.

Que trag�dia.

Ainda bem que ela me disse onde est� a rapariga antes de se enforcar.

H� males que v�m por bem.

O que est�s a fazer a�?

Tive um pesadelo.

Diz-me uma coisa. Temos alguma hip�tese?

Certo, n�o tens de responder.

H� outra mulher?

Outro homem?

Esta discuss�o de amantes vai durar a noite toda?

Juro que vos pagava uma viagem a Havana se achasse que fariam isso resultar.

A pris�o n�o � lugar para segundas oportunidades.

N�o te quero ver assim.

Se quiseres, pe�o para me mudarem para outra cela.

Ent�o, est� tudo acabado entre n�s?

Sim.

Tudo bem.

Ent�o, tudo bem, sua maldita cabra ingrata.

Quero que saias da minha cela j�.

Que porra!

Nunca mais quero voltar a ver a tua cara de fedelha mimada.

Entendido?

Carac�is, por favor.

Portanto...

... toma o pequeno-almo�o no primeiro turno,

evita ir para o p�tio e n�o te cruzes comigo nos chuveiros,

porque as ingratas como tu me metem nojo.

Quando eu voltar, n�o te quero ver na minha cela.

Mas...

Ela vai ultrapassar isto, n�o?

Claro.

Como ultrapassamos a menopausa.

O que faz aqui esta santa?

A Carac�is tamb�m tem uma.

O que raio significa isto?

Eu n�o tenho nenhuma.

Quem raio as p�s aqui?

Diz aqui que Santa Rita � a padroeira dos imposs�veis

e das causas perdidas.

O que nos torna causas perdidas?

Parecem ser cartas da morte.

Algu�m vos marcou, meninas.

� o que fazem na Col�mbia quando os mafiosos querem matar algu�m.

� assim que vos avisam que v�o morrer.

Paras com isso, sua bruxa?

Guarda as tuas maldi��es para ti.

Mais ningu�m as tem, certo? S� n�s.

Se calhar, o capel�o deixou-as para n�s.

Talvez pense que precisamos de ser salvas.

O que tomaste? O capel�o, o tanas!

- Deve ter sido a mexicana. - N�o foi o capel�o.

� a Anabel.

Voc�s roubaram as drogas dela

e venderam-nas.

A Bambi traiu-a e eu mandei-a para o isolamento.

� ela.

Quer vingan�a.

N�o me surpreenderia que ela quisesse castigos marados.

- Aquela maldita ave. A s�rio. - Antonia, para.

- Aquela ave est�pida! - Carac�is.

Carac�is! Vem c�, por favor.

Algu�m me chamou?

Carac�is, deixa-te de tretas e vem c�.

Diz-lhe que n�o quero falar com ela. Vou levar estes livros.

Preciso de estudar e sair desta espelunca.

Isto � s�rio.

A Anabel amea�ou-nos e temos de fazer algo.

Se a Anabel se aproximar de mim, enfrento-a e ponho-a inconsciente.

Carac�is, por favor, ouve-me.

- C�us. - Maca, o que vamos fazer?

Proteger-nos e manter-nos juntas.

Merda. Maca, foi o que disseste sobre o calend�rio

e, depois, desiludiste-nos.

Isto � diferente. � importante.

As coisas s� s�o importantes quando se passam contigo.

Portanto, v� l�!

Como assim? Isto afeta-nos a todas.

Isto � algo que a Sole engendrou para nos assustar.

Certo, Sole?

Por acaso a Anabel avisa antes de atacar?

Ela n�o avisa.

Ela tem mais uma semana no isolamento.

Acalmemo-nos um pouco, sim, meninas?

Vou tomar algo.

Sinto-me mal depois desta merda toda.

Espera!

Inspetor,

perdoe-me se n�o me levanto para lhe dar um abra�o,

mas pode ver a minha posi��o.

Eles receiam que me morda.

Mudei.

Desde a morte da Susana,

quero adotar a bondade.

J� nem sequer sei de que a acusar.

Falar com uma lun�tica � crime?

Porque foi tudo o que fiz.

Est� tudo bem.

Tenho algo para te dizer.

Encontraram a rapariga.

Est� morta.

Tentei faz�-la desconfiar do marido.

Depois, tentei dar-lhe paz.

O que disse a Susana?

Que ela precisava de paz.

Eu nunca tinha visto ningu�m t�o perturbado, a sofrer tanto.

Eles p�r-te-�o num hospital psiqui�trico. Nunca sair�s.

J� n�o te posso ajudar.

Disse que sabe onde est� a rapariga.

- Exato. - Onde?

Acha...

... que isto � algum modo de ter uma conversa?

Acorrentada como um animal?

N�o a vou soltar.

Nem sequer lhe dou �gua.

Portanto, ou me diz onde est� a Amaia

ou amorda�o-a e pode sentar-se a� a olhar para o teto.

Acha que perder as estribeiras ir� ajudar a Amaia?

N�o preferia uma conversa calma?

Feriu uma agente da Pol�cia.

E pode agradecer a Deus por a Helena estar bem

ou eu tinha dado cabo de si e s� lhe juntavam as pe�as com cola.

Onde est� a rapariga?

N�o sei bem se � consigo que me devo abrir.

Que porra, sua maldita cabra!

Acalma-te!

- Ela n�o sabe onde a rapariga est�. - N�o sabes isso.

N�o sabes onde ela est�. N�o tens outros suspeitos,

nenhuma pista para seguir.

Inspetor.

Inspetor.

Sei muitas coisas.

Sei que o bom e velho Ces�reo cavou um t�nel de 600 metros

para fugir de voc�s quando sa�sse da casa.

Grande coisa, j� sabia.

Mas n�o sabe o que ele fez a seguir.

Devem ter estado a vasculhar a �rea, a cavar como tolos, n�o �?

A seguir o rasto de uma carrinha sempre parada no lugar dela,

nunca pensando que o Ces�reo

emergisse do t�nel,

atravessasse a floresta,

atravessasse a povoa��o

e apanhasse um autocarro.

E agora,

adivinhe-me isto.

Para onde ia aquele autocarro?

Conseguimos algo.

O motorista reconheceu os Tamayo

e disse que viajavam com sacos das compras.

Mas n�o se lembra quando ou onde sa�ram do autocarro.

O autocarro faz 23 paragens

atrav�s de nove povoa��es.

E podem ter apanhado outro autocarro em qualquer dessas povoa��es.

� como procurar uma agulha num palheiro.

Ela sabe, certo?

Sim.

A Zulema sabe onde est� a rapariga.

E mandou-nos c� para provar algo.

Agora, come�a o jogo.

Tens de fazer um acordo com ela.

N�o temos outra op��o.

A prop�sito, n�o vou apresentar queixa contra ela.

Ela ganhou.

Lamento.

Ela ganhou um par de batalhas e tu tens um galo na cabe�a,

mas n�o ganhou a guerra, est� bem?

Est� bem.

Macarena.

Preparada?

Macarena Ferreiro, cela 234.

Pedi uma transfer�ncia e p�e-me com a Zulema?

A Helena Mart�n foi transferida para outra pris�o.

Este � o �nico beliche livre, juntamente com o da Susana Tamayo.

E n�o podes fazer nada?

O Valbuena � que faz a atribui��o. Fala com ele. V�, entra.

Mas n�o te preocupes, a Zahir e a Vargas ainda ficar�o uns tempos no isolamento.

Bem-vinda.

N�o devias estar na oficina?

P�e-te a mexer.

Soube que a Helena estava a trabalhar infiltrada.

Exato.

Da� eu n�o poder dizer nada. N�o a queria p�r em risco.

Lamento ter-te feito passar por aquilo.

Um pouco de ci�me n�o � mau.

Mas ainda bem que me disseste porque...

... eu estava a dar em louca a pensar no que os dois podiam estar a fazer.

E tamb�m n�o quero que sintas ci�mes.

� muito am�vel da tua parte.

Eu e a Carac�is acab�mos tudo.

Temos de pensar no nosso plano.

Quando vamos?

Macarena, n�o � uma ida ao parque de divers�es.

Ouve.

Precisamos de tempo.

Precisamos...

Precisamos de uma estrat�gia, certo?

Primeiro, o teu irm�o tem de voltar.

- Sabes alguma coisa? - Ainda n�o.

Est� bem. Quando ele te contactar, diz-lhe para n�o me ligar.

Ele deve vir ver-me, mas n�o me deve ligar.

Percebes?

Ele n�o deve ligar.

Entretanto, quero que fiques calma.

N�o sei se consigo ficar calma.

Porque s� te quero meter num canto e...

Portanto, n�o me pe�as calma.

N�o te metas em sarilhos nem chames a aten��o, est� bem?

Anseio que chegue a nossa hora.

O que raio quer?

Primeiro, quero agradecer-lhe por negociar comigo.

Acho que � o mais acertado.

Segundo, tire a Cigana do isolamento.

Ela f�-lo porque a ameacei.

Saray Vargas.

Reclusa 02587.

Vais sair do isolamento.

Como est� a sua pila?

- Est� bem? - Muito bem.

Perfeita.

Mas estou sob press�o para apresentar queixa por agress�o.

O que achas?

Pode fazer isso.

Mas, ent�o, eu teria de dizer em tribunal

que houve uma viola��o.

Eles investigariam e voc� teria de explicar.

A Saray est� fora.

Agora, diga-me onde est� a rapariga.

Tenho umas exig�ncias, primeiro.

Por exemplo, bombons.

O Natal veio e passou, depois, o dia de S. Valentim

e n�o recebi uma caixa de bombons.

Cuidado com as suas jogadas e n�o se arme em esperta,

ou o feiti�o pode virar-se contra o feiticeiro.

Cuidado com as suas. As minhas jogadas s�o claras.

Continue.

A minha liberdade pela da rapariga.

Isso � imposs�vel.

Est� a cumprir penas por fuga, rapto, extors�o e agress�o.

J� cumpre duas penas, com um caso pendente por crimes violentos.

N�o nego que cometi erros no passado.

Nenhum juiz varreria duas penas para debaixo do tapete.

Claro. Nem eu esperava que o fizesse.

Mas j� c� estou h� tempo suficiente para o meu bom comportamento

me passar para a sa�da prec�ria.

No julgamento pelo homic�dio da Casper,

correr� tudo a nosso favor.

Ela deu um tiro na cabe�a.

Ela devia ter p�lvora nas m�os,

mas, como sabe, caiu no chuveiro

e isso desapareceu com a �gua.

A fuga.

Fui raptada e for�ada a fugir, tal como a Macarena.

A extors�o.

O Hanbal Hamadi queria um milh�o de euros

e usou-me dentro da pris�o para o obter.

Espera que eu minta por si?

Que conven�a os ju�zes a libert�-la para que possa magoar outra pessoa?

Sinto o seu desd�m e estou a ficar farta disso.

Se continuar assim,

exigirei falar com outro agente.

Os AI devem estar � espera disso.

Est� a amea�ar-me?

N�o.

Estou a dizer que...

... o seu rancor por mim � mais forte do que o seu desejo de salvar a rapariga.

Se ela morrer, n�o ser� por minha culpa.

S� tinham barras de chocolate.

Obrigada. Adoro chocolate. Faz bem � mem�ria, n�o �?

E preciso de cuidar da minha.

Porque, se voc� tardar a resolver o meu futuro,

posso esquecer-me de onde est� a pequena Amaia.

Fa�o isto pela minha m�e.

Se me encontrarem, quero parecer bem.

Para lhe poupar mais sofrimento.

Est�s a apanhar sol?

Pareces aborrecida.

Ouvi dizer que acabaste tudo com a Carac�is. � pena.

Por que porra se importa?

Ouvi dizer que comutaram a pena da Anabel devido � depress�o.

Ela sai do isolamento esta tarde.

Portanto, n�o te preocupes, ter�s muito para te manter ocupada.

- Passa a bola. - O que est�s a fazer?

Carac�is.

- Larga a bola. Larga-a. - N�o.

Ouve-me! A Anabel sai do isolamento hoje.

- N�o quero saber. - Queres, sim.

- D�-me a porra da bola! - Ouve-me!

Ela amea�ou-nos. Anda atr�s de n�s.

- N�o vou ouvir. Desaparece. - N�o sejas tola.

- C�us! - Carac�is, isto tamb�m te afeta.

Olha, n�o quero saber se fodes nos elevadores

ou se n�o �s l�sbica.

N�o pude evitar que te apaixonasses por um sacana,

tal como n�o pude evitar apaixonar-me por uma fedelha mimada como tu.

S� sei foder a minha vida.

- Deixa-me em paz. - Tudo bem.

N�o te posso obrigar a dar-me ouvidos.

C�us, Carac�is.

- Puta! - J� chega. Acalma-te.

- Achas que j� chega? - Para!

O que est�s a fazer?

Para!

Para, porra!

- Tamb�m recebeste uma santa. - Quero l� saber!

O que raio se passa?

- Vai-te lixar! - C�us!

N�o te quero ver noutra rixa

ou meter-te-ei no isolamento �s escuras, porra.

- Estaria a fazer-me um favor. - O que disseste?

- Repete. - Nada.

- Est�s bem? - Sim, estou.

Divertiram-se?

Muito bem, desapare�am.

SUICIDOU-SE

AS HIP�TESES DE RESGATAR AMAIA JIM�NEZ S�O CADA VEZ MENORES

Inspetor, tem uma chamada.

Se � dos AI, diz-lhes que estou a cagar.

� um homem que diz ter informa��es sobre o rapto.

Passa-mo.

Vou pass�-lo.

Inspetor Castillo. Com quem falo?

Bom dia, Inspetor. Estou a ligar da Frecuencia Radio

sobre o rapto da Amaia Jim�nez.

Como reagiu �s mortes das duas �nicas pessoas

que sabiam do paradeiro da rapariga? - Com grande tristeza.

� verdade que o Ces�reo Tamayo foi morto � sua frente?

N�o estou autorizado a dizer.

N�o est� autorizado a dizer, compreendo.

E quanto � morte da mulher dele?

� verdade que n�o a quis mandar para uma ala psiqui�trica

e que ela se suicidou na pris�o

ap�s 48 horas de interrogat�rio? - Isso � tudo?

Ou ainda n�o terminou de me chatear?

Saiba que esta conversa est� a ser gravada.

A s�rio? Ainda bem. Ent�o, poder� repetir-me

de manh�, � tarde e � noite.

Estou a cagar-me para si!

� escumalha!

N�o tem respeito pelos sentimentos e dignidade!

Filho da puta! Sacana! Imbecil!

- Como vai isso, meu amigo? - Bem como a merda.

Talvez v� a Marbella falar com os tipos dos AI.

O que foi? Isso ajuda-me a pensar.

Lembras-te de quando patrulh�vamos juntos?

Apanh�vamos um marginal e faz�amos de pol�cia mau e pol�cia bom.

Percebo agora que eu era o pol�cia mau.

O pateta. E tu eras o pol�cia bom.

Que raio? Chamaste-me aqui para te limpar o nariz?

N�o, chamei-te para te perguntar se voltarias para a Pol�cia comigo.

N�s os dois.

Como antes.

O que dizes?

Digo, por que raio est�s a beber a esta hora do dia?

H� dois dias que n�o durmo. Nem sequer sei que horas s�o.

Porra, Dami�n.

D� � Zulema o que ela quer.

Emenda os relat�rios se necess�rio, faz um acordo com o Juiz Andrade

e resolver�s este maldito caso.

Se fracassares agora, est�s fodido.

E aquela filha da puta escapa?

N�o seria a primeira vez.

Nem terei tempo para isso.

Est�o prestes a tirar-me do caso.

Credo, hoje est�s mesmo choramingas.

Fracassei com o Karim.

Fracassei com o Hanbal.

Fracassei com a porra da fuga

e foi preciso dizeres-me que elas estavam em Marrocos.

Estou mais remendado do que um insufl�vel de um porco-espinho.

Inspetor. Ligaram de Cruz del Sur.

Os pais da Amaia est�o l�.

Querem ver a Zulema Zahir.

Pelos vistos, ela ligou-lhes.

Mas ela est� no isolamento.

Como raio lhes ligou?

A Anabel sair� do isolamento esta tarde.

Ela � uma psicopata, no sentido cient�fico da palavra.

Ela � incapaz de sentir empatia ou afeto por algu�m.

S� os neg�cios lhe interessam.

E a vingan�a faz parte disso.

D� um tempo. Sabemos que ela vem atr�s de n�s.

A quest�o �: o que fazemos?

O que raio podemos fazer?

Ter o bando mais perigoso da pris�o.

O maior.

Temos de a enfrentar e acabar com ela.

Como faremos isso?

Tal como ela o faz.

Comprando membros.

Com o dinheiro dela.

S� temos de lhe tirar o dinheiro e ela ficar� indefesa.

- Isso � loucura. - Porqu�?

Caramba, Sole.

Queres que sejamos criadas dela nos pr�ximos 15 anos?

N�o, a Anabel n�o me querer� como criada. Ela diz que sou desleixada.

Ouve, como lhe tiras o dinheiro? N�o sabes onde ela o tem.

Acho que os pombos-correio o transportam por ela.

Cala-te, sua drogada est�pida!

Ela deve d�-lo ao tipo

que lhe d� um pouco de amor �s quintas-feiras.

Tem de ser isso.

N�o pode estar na cela. Nem pensar.

Ia d�-lo ao tipo a quem paga para a foder?

Ela n�o confia na pr�pria m�e.

Estou certa de que o dinheiro est� aqui algures.

Est�s? Ent�o, est� bem.

Come�a a procurar.

H� apenas 25 000 metros de bet�o armado

entre ti e o teu tesouro.

Est�s � espera de qu�?

Voc�s precisam de ser realistas.

Enfurecerem-na por causa das drogas.

Agora querem o dinheiro dela?

O que acham que ela far� se lhe roubarem o dinheiro?

Chorar na cela?

A Anabel � m�.

E isto ser� muito pior.

Ent�o, o que fazemos? Deixamo-la matar-nos?

Ol�, Macarena!

Minha linda Macarena!

Fui t�o dura contigo e, agora, era capaz de te comer toda.

- O que queres? - O que quero?

Dizer-te que te amo.

Eu devia adorar-te no altar da irmandade das l�sbicas.

- Obrigada. - Pelo qu�?

Deixaste a Carac�is, n�o foi?

Isso torna-nos irm�s.

Eu e a Macarena agora somos irm�s!

Quem se meter com ela, est� a meter-se comigo.

Aten��o, Macarena Ferreiro.

- Vai � sala de visitas. - Porra.

Repito, Macarena Ferreiro � sala de visitas.

Viram aquilo?

O que se passa?

- N�o quer mesmo que lhe traga algo? - N�o, obrigado.

Inspetor, estes s�o os pais da rapariga.

A diretora de Cruz del Sur est� ausente,

por isso, pedi ao Inspetor

para autorizar a vossa visita com a Zulema Zahir.

Ela � uma prisioneira muito perigosa.

Porque a querem ver?

Ela disse-me ao telefone que...

... antes de morrer, a mulher lhe disse onde estava a minha filha.

E que o senhor n�o negoceia com ela.

� verdade?

H� um processo para se negociar com uma reclusa.

Um processo? E quanto tempo leva isso?

Quanto tempo?

Porque segundo os conselheiros m�dicos da Pol�cia,

a minha filha pode estar morta daqui a dois dias.

Portanto, se essa reclusa sabe algo, n�o me podem impedir de lhe perguntar.

Vamos faz�-lo,

mas � minha maneira.

A conversa ser� no p�tio, ao ar livre, sob vigil�ncia.

A Zulema deixou claro que, se um guarda se aproximar dela,

ela n�o dir� nada.

Muito bem. Nesse caso, as m�os e os p�s dela estar�o atados

e ela ficar� numa jaula.

- Como foi a tua viagem? - Muito boa.

Se n�o fosses tu, eu nunca teria ido a Marrocos.

- Preferes La Manga. - Mais ou menos.

E o dinheiro? Tem-lo?

Sim, tenho.

Est� bem.

Agora, procura o Fabio e d�-lho.

- Mas n�o lhe ligues. - Est� bem.

Tenho uma louca atr�s de mim.

Ela mutila pessoas, bate-lhes.

Denunciei-a e, agora, persegue-me.

Tenho de sair daqui quanto antes.

Se o pai c� estivesse, saberia como te tirar daqui.

N�o paro de pensar nele

e na m�e.

Desde que acordo.

Eu n�o senti a tristeza que imaginei.

� t�o estranho.

Os dias passam e penso em tudo

como se tivesse sido s� um sonho.

Como se tivesse sido um filme ou assim.

N�o sei se...

... a pris�o atenua as emo��es, porque...

... fiz coisas...

Fiz coisas que...

Estou a tornar-me um animal.

- N�o. - Sim.

Como as mulheres que eu temia quando cheguei.

Talvez quando os for ver no cemit�rio,

isso me atinja em cheio na cara

e eu desabe.

Mas, agora, n�o consigo.

- N�o consigo mesmo. - Eu sei.

Estou orgulhoso de ti, mana.

- N�o. - Sim.

Pela tua for�a.

Pela nossa for�a.

Olha. Ouve-me.

Quando sa�res daqui, vais para as Cara�bas

e esquecer tudo isto.

- Falo a s�rio. - Sim.

- E levas-me contigo, espero eu. - Claro.

Est� bem.

- Come�aremos de novo. - N�s os dois.

E o Fabio.

Sim, claro.

E o Fabio.

N�o me esquecerei disso.

Vem c�.

Aten��o � m�o.

- O que te aconteceu? - Nada.

- O que raio aconteceu? - N�o � nada, Maca.

Rom�n.

O dinheiro da Zulema, como sempre, veio com restri��es.

Estava atr�s de uma armadilha para ursos

e meti a m�o l� dentro. - Porra.

Fiquei preso durante 13 horas.

No in�cio, pensei que n�o aguentaria a dor,

mas, gradualmente, habituas-te.

Acho que � isso que acontece...

... quando as extremidades nervosas s�o totalmente cortadas.

Sangrou durante pelo menos duas horas e parou.

Depois...

... come�ou a ficar roxa.

Eu ia cortar a minha m�o.

Vem c�.

Aproxima-te.

Vamos.

Apanha a chave de fendas do ch�o e sobe para uma cadeira.

Finalmente, tiraram-me dali.

Passei tr�s dias no hospital em Arzila.

N�o sei se recuperarei o uso da m�o,

mas tenho o dinheiro.

Maca, tenho o dinheiro.

- Lamento. - Vai correr tudo bem.

Olha para mim.

Metem-se com um Ferreiro

e metem-se com todos eles.

Metem-se com um Ferreiro e metem-se com todos eles.

Os pais v�o sair.

Unidades no p�tio, vigiem os movimentos da Zulema Zahir.

Os pais est�o fora. Repito, os pais est�o fora.

Unidade de Refor�o 3, posicionem-se no sul.

Unidade 3 em posi��o.

As minhas condol�ncias por aquilo que est�o a passar.

Lamento n�o vos apertar a m�o. N�o me permitem aproximar.

Contudo, � um prazer conhecer-vos.

Tenho de vos pedir um favor. Importam-se de se despir?

Sei que t�m microfones da Pol�cia,

mas para prote��o da vossa filha e minha,

a nossa conversa n�o deve ser gravada.

Porra. A Zulema est� a faz�-los despir-se.

- Aten��o a qualquer movimento suspeito. - Entendido.

Estejam de olho no alvo. Repito, estejam de olho na Zulema.

Tire o microfone.

Tudo, incluindo a roupa interior, por favor.

Afastem-nos 30 metros.

- Est� tudo bem, tenho-a na mira. - Aguardo ordens.

- O que fazem? - Afastam a roupa e os microfones.

Aguardo ordens.

- Que cabra. - Porra.

Quando falarem, ponham a m�o sobre a boca.

Valha-me Deus! Ela est� dez passos � nossa frente.

Quanto me podem dar pela liberdade da vossa filha?

Uma quantia que pare�a justa, que n�o vos arru�ne.

Confio em voc�s.

- N�o sei... - A sua m�o.

Desculpe.

- Precisaremos de algum tempo. - Bastar� meio milh�o.

Prometo que farei o que puder para salvar a vossa filha.

Sei que esta situa��o � muito complicada,

mas digo-vos uma coisa...

- Cuidado. - A m�e aproxima-se da Zulema.

Aguardo ordens.

Est� a chorar. O que foi que ela lhes disse?

- Tirem-nos dali. - Tirem-nos.

- Vou a caminho. - Tirem-nos j�.

Eles v�o ser removidos.

- Quando a vossa filha estiver a salvo... - Sim.

... ligar-vos-ei.

- Cumprir�o a vossa parte? - Sim, claro.

Tem a minha palavra.

Deve estar escondido algures.

Corta-a e procura no interior.

- Abre-a. - Nada.

Devo t�-la visto mil vezes a receber dinheiro e met�-lo no suti�.

A quest�o �: o que faz com ele depois?

Deve ser um s�tio inteligente, a que mais ningu�m pode aceder.

Talvez use a rata como mealheiro.

Vai fumar um charro e dorme at� o efeito passar. Ela irrita-me, porra!

Talvez o entregue a um guarda para lho guardar.

Talvez ao Valbuena.

Ela sai do isolamento esta tarde.

Vais sair do isolamento.

N�o, isso � imposs�vel.

Ela n�o confiaria em ningu�m.

Muito menos num guarda que gastaria o dinheiro enquanto ela apodrece aqui.

Nem pensar.

Pensemos nisto.

- Como � um dia t�pico para a Anabel? - Igual ao de todas n�s.

Comer, cagar, mijar. N�o h� muitas op��es aqui.

Ela vai ao refeit�rio, mas n�o � cozinha ou ao gin�sio.

Eles reviraram a lavandaria ap�s a fuga.

Raios, pensemos.

Maca, n�o est� na roupa dela.

Tem de ser um s�tio a que ela possa aceder facilmente

e n�s n�o.

C�us! O que mais faz ela?

Nada!

Ela passa o dia aqui a ler revistas.

� tudo o que ela faz.

N�o tem amigas, nem v�cios.

Apenas pede livros da biblioteca,

depois, senta-se aqui o dia todo...

... a ler revistas.

Raios.

Saiam daqui.

O que se passa? O que foi?

Mexam-se!

- Que porra! - Desculpa.

Qual � o teu problema? N�o sabes bater � porta?

Vejam, � a morena mais procurada do reino.

Gostas das minhas drogas?

- Vende-las por um bom pre�o, n�o �? - Sim.

� hero�na afeg�...

... fora de s�rie.

Sim, �.

Agora, fecha a porta. Estou a tentar mijar. Vai!

- Vemo-nos mais tarde? - Sim, fecha a porra da porta.

Estou a tentar mijar!

Maldita chata!

Fal�mos com o juiz.

Em menos de 24 horas, a sua pena ser� revogada,

o juiz de execu��o de penas ir� conceder-lhe a sa�da prec�ria

e ter� a sua liberdade.

Um homem s�bio.

Teremos um pol�cia connosco. Tenha muito cuidado.

Eles conhecem muito bem o terreno.

Agora, cumpra a sua parte do acordo e leve-nos � Amaia.

Sou uma mulher de palavra.

A Anabel...

... pede livros da biblioteca.

Isso � verdade, mas depois n�o os l�.

Porque pede livros,

se passa o dia a ler revistas?

Sei o que ela est� a fazer.

Socorro.

Socorro.

Socorro!

Ajudem-me!

Afastem-se!

- O que aconteceu? - Carac�is!

Carac�is, o que aconteceu?

Carac�is. Merda!

Porra!

O que te fizeram?

Tinhas raz�o. Partiram-me os tornozelos.

Anabel!

Vou matar-te, sua filha da puta!

V� se te escondes porque te vou destruir!

Filha da puta!

O que raio aconteceu? O que �? Meu Deus!

Cara�as. Merda.

P�e o dinheiro onde estava.

N�o � teu.

Nem teu.

Escondes dinheiro para uma traficante.

Para uma chula,

uma assassina.

�s a tesoureira dela,

a c�mplice dela.

N�o prejudico ningu�m.

S� recolho o dinheiro que deixa nos livros que lhe empresto

e, depois, guardo-lho aqui.

Sou a Su��a.

A Su��a n�o � respons�vel

pelos judeus queimados nos campos de concentra��o.

A Su��a guarda o dinheiro dos ladr�es

e isso permite-lhes continuar a roubar, a matar e a lixar pessoas.

Isto � uma pris�o.

Aqui dentro, todas sobrevivemos como podemos.

At� a Su��a

pode ter os cofres roubados.

Maca.

Se levares esse dinheiro, elas matam-me.

Lamento, Sole.

Fa�o o mesmo que tu.

Sobrevivo.

- Seguimos a estrada nacional M-538. - Entendido.

Onde sa�mos?

� em frente.

Unidade a�rea. Nenhuma povoa��o vis�vel em 20 km.

Isto � divertido. Parecemos a Bonnie e o Clyde.

Sou a Bonnie,

mais ou menos,

e voc� � o Clyde, s� que coxo e calvo.

Fazemos uma boa parelha.

Dev�amos fugir juntos, n�o acha?

Agora, por onde?

Vire � direita,

em dire��o ao p�r do sol.

Viram para uma estrada de terra batida.

Repito, viram para uma estrada de terra batida. N�o v�o para Soria.

A estrada vai dar a um baldio. N�o h� mais nada.

- Aonde raio v�o? - Aguardo ordens.

N�o � assim t�o dif�cil mudar de lado, pois n�o, Inspetor?

Todos o fazemos de vez em quando.

Dependendo do que est� em jogo.

A linha torna-se indistinta

e ficamos confusos sobre o certo e o errado.

Seguimos em frente.

N�o h� estradas adjacentes nem bifurca��es na estrada.

- Entendido. - Concorda, Inspetor?

Deve ter feito algumas coisas m�s.

Todos cometemos erros

e temos de recome�ar.

Conhe�o bem isso.

Cheg�mos. Pare ali.

Vamos parar.

Todas as unidades a postos, vamos parar.

Parece...

... que tens a� um belo grupinho.

O grupo das Santas,

pode-se dizer.

Se queres guerra,

t�-la-�s.

Ainda fazemos um quadro bonito?

Ora.

Vejo que fizeste novas amigas na minha aus�ncia.

N�o.

Comprei-as, como tu fazes.

E comprei-as com o teu dinheiro.

Quase 46 000 euros.

Nada mau.

Mas, agora, ter�s de encontrar outro esconderijo, querida.

Sua filha da puta!

Larguem-me!

Sua filha da puta! Sua...

Larguem-me!

J� n�o tens nada.

N�o tens dinheiro.

Na verdade, pensando bem,

tens muitas d�vidas.

E, aqui dentro,

tens muitas inimigas e bastantes pessoas que te odeiam.

Mas eu posso ajudar-te,

se fores minha criada.

Parem!

Pronto, acabou-se o espet�culo! Mexam-se!

Saiam daqui!

- A Zulema est� a sair do carro. - Onde raio estamos?

Todas as unidades, tomem as vossas posi��es e aguardem ordens.

- Entendido. - Entendido.

Entendido.

Preparem a equipa m�dica.

N�o sabemos em que estado encontraremos a Amaia.

Entendido. Equipa m�dica a postos.

Daqui unidade a�rea. Estamos a vasculhar a �rea.

C�mbio. Procurem qualquer casebre ou edif�cio.

O que possa ser um esconderijo.

Eles aproximam-se do banco.

- � aqui. - O qu�? N�o h� nada aqui.

Aqui?

Nem sequer vejo uma cabana de pastor.

Mas veja aquele p�r de sol.

� magn�fico.

O que raio se passa aqui, Zulema?

Eu vinha aqui com o Hanbal para ver o p�r do sol.

Quis v�-lo uma �ltima vez.

Sente-se, por favor.

Unidades da Pol�cia...

O walkie-talkie do Castillo est� desligado. O que raio fazem eles?

Deem-lhes tempo. N�o interfiram.

Repito. Mantenham as vossas posi��es. N�o interfiram.

Dizem que chegamos a um ponto em que percebemos...

... que todas as coisas boas na nossa vida ficaram para tr�s.

O pouco bem que me resta, irei dev�-lo a si.

Por isso, fale com o juiz.

E pare de me tentar enganar.

Sei que � um homem inteligente.

Pense nisso.

Se n�o fizer nada, eu fico na mesma.

Mas voc� perder�, os pais da rapariga perder�o,

a pobrezinha perder�. Todos perder�o, exceto eu.

Volte com um perd�o escrito do juiz...

... e sapatos novos para mim...

... e dir-lhe-ei onde est� a rapariga.

Que raio est� o inspetor a fazer?

N�o sei. Est� s� ali sentado.

Unidade a�rea a vasculhar a �rea.

N�o h� sinais de cabanas ou abrigos.

Exatamente, Merit�ssimo. Ter�amos de falar com o MP.

Temos provas de que a Zulema Zahir n�o foi a cabecilha da fuga.

Exato.

Tamb�m temos novas informa��es sobre o Hanbal Hamadi, o Eg�pcio.

Nestas condi��es,

o advogado dela pode requerer

regime semiaberto.

Exato.

Est� bem.

Obrigado, Merit�ssimo.

Pousa isso. J� n�o vais precisar dele.

O que raio � isso?

Tamb�m tenho de lavar as tuas cuecas sujas?

� o dinheiro que a Zulema escondeu em Marrocos.

Isto ajudar� a limpar o teu historial.

Legendas: Ana Paula Moreira

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