Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Na guerra contra o crime em Toronto,
Os piores criminosos são perseguidos pelos detetives.
da Unidade Especializada de Investigação Criminal.
Estas são as suas histórias.
Cara.
Cara?
Por vezes temos de admitir o que fizemos
de forma a podermos seguir em frente.
Acho que não vou seguir em frente, então.
Porque não fiz nada.
Eu acredito em ti.
Tem cuidado contigo, rapariga.
Vadia assassina de bebés!
Vamos, Melville, vamos voltar pelo túnel.
Ok, toca a acalmar, senhoras.
- Vamos lá! - Estou de olho em ti.
Guarda? O quê...
Então acha que as costelas partidas contribuíram para a morte da bebé?
Lesões a que um adulto podia sobreviver
Podem ser fatais para uma criança.
Então embora as fraturas de costelas em geral
não sejam consideradas fatais,
como sugeriu o especialista da defesa,
no caso de uma bebé...
podem ser mortais.
Obrigada, Dr. Plath.
Vejam só o que acabou de chegar da Innocence Canada.
Não posso aceitar mais casos neste momento.
É sobre a Cara Melville.
Como assim, a Cara vai ter uma nova audiência?
O quê, tipo liberdade condicional?
É mais do que apenas liberdade condicional, Sr. Melville.
O que se passa, pai?
Oh, não é nada, Audrey. Não é nada.
Detetive Dreyfus,
A minha ex-mulher cumpriu apenas um ano de pena
por matar o nosso filho de seis meses.
Como é que isso é possível?
Estão a dizer que deixamos passar provas.
Devido às evidências potencialmente desculpabilizantes
que não foram divulgadas no julgamento original da Cara Melville,
um cabelo loiro encontrado na vítima,
Izzy Melville, de seis meses de idade,
este tribunal decidiu libertar a Cara Melville.
em liberdade sob caução, a aguardar recurso.
Estou convencida de que há razão nisso
e que ela não apresenta risco de fuga.
Vencemos a batalha de hoje, mas não a guerra.
Então ficas ali mesmo no motel
e deixa-me concentrar em vencer o teu recurso...
- Cara. Cara! - Pai, por favor.
Senhor Melville, dê-lhe algum espaço.
Fique fora disto!
Não te vais safar disto.
Achas que um fio de cabelo te vai libertar?
Tenho muito mais do que um fio de cabelo, Tate.
Passei por muita burocracia para conseguir isto.
Espero que saibas o que estás a fazer.
Obrigado, Sra. Shuter.
O que queres?
Precisamos de conversar.
Srª. Melville?
Srª. Melville?
Olá, sou da manutenção.
Só preciso de verificar o seu disjuntor.
Estou a entrar.
Que raio?
Jesus Cristo.
LAW & ORDER TORONTO CRIMINAL INTENT - S03-E03
Tradução e adaptação PPine Revisão slfh64
Desculpem por vos chamar aqui a meio da noite,
Mas temos um caso estranho em mãos.
Sabe o que dizem...
Não há descanso para os ímpios?
Com licença, senhor. O senhor é o gerente?
Sim. Olá, eu sou o Jonas.
Detetive Bateman. Este é o Detetive Graff.
Bem, olhem, eu não fiz nada. Ok?
A energia elétrica foi cortada por volta das oito,
por isso fui lá verificar o disjuntor e ela já estava morta, pá.
É como se houvesse um brilho de meter medo lá dentro.
Certo, obrigado, Jonas.
Pode prestar o seu depoimento ao polícia ali.
Talvez queira, hum, dar uma vista de olhos ao telemóvel dele para ver se há fotos.
Sim.
- Temos o nome da vítima? - Cara Melville.
Como em, tipo, acabou de sair da prisão depois
de ser presa por matar a filha dela,
- a Cara Melville? - Sim.
Eu disse-te que era estranho.
O Jonas encontrou a Cara na banheira.
A cabeça dela estava lá, os pés dela estavam lá.
O paramédico tentou salvá-la, mas...
Mas um secador de cabelo no banho é morte instantânea?
Sim.
Deitou também a energia do motel abaixo,
o que nos diz duas coisas. Este local não está de acordo com as normas
e a hora da morte foi às 20h, quando as luzes se apagaram.
E ela tem vivido aqui
Desde que ela saiu da prisão, não tem?
Falida, divorciada, sem família.
Ela não tinha para onde ir.
E algo me diz que ela estava mais segura lá dentro.
Algum tipo de arrombamento?
O Jonas disse que a porta estava trancada,
mas é um daqueles botões de pressão baratos,
por isso qualquer um podia ter fechado quando saiu.
Ainda há dinheiro na bolsa dela,
por isso não parece um assalto mal sucedido.
E quanto ao circuito fechado de TV?
- As câmaras de segurança estão avariadas. - Hum.
Foi por isso que vos liguei. Não sei dizer se
isto foi um acidente, um ato ilícito, ou algo auto infligido.
Bem, se a Cara estava tão perto da verdadeira liberdade,
porque é que ela ia acabar com tudo ao usar um secador de cabelo?
Bem, isto não me parece uma rendição.
Parece que foi uma luta.
Aquele corte na cabeça dela não foi provocado por
se debater ou cair na banheira.
E o azulejo é demasiado liso.
A pele dela está rasgada. É uma laceração vertical.
Então ela deve ter batido com a cabeça numa esquina afiada.
Ok.
Bem, pelo bem dela, vamos tornar visível o, hum, invisível.
- Vamos simular isto juntos. - Ok, vamos tentar.
Eu sou a Cara. A Cara está na casa de banho.
Certo. O assassino entra.
Faz um barulho.
A Cara ouve o barulho, abre a porta.
O assassino ataca. Rápido.
Certo. Não há sinais de luta, por isso o assassino agarra-a,
bate com a cabeça dela na moldura da porta.
Agora, ela tem mais ou menos a minha altura, por isso seria...
ali?
Quero dizer, não há sangue.
Sim, parece que foi limpo por, hum,
algo que danificou ali a pintura.
Vamos precisar de uma foto e de uma amostra desta marca.
Entendido.
Ok, então a Cara desmaiou.
O assassino atira-a para a banheira e depois
atira com o secador de cabelo para cima dela.
Parte então sob a proteção da escuridão.
Ok. Então. Quem?
Quem tinha alguma coisa contra a Cara?
Este é o ex-marido dela?
Sim, este é o Tate Melville.
O meu pai está em Kingston em trabalho.
Instalação de banheira de hidromassagem de manhã cedo.
Ele conduziu até lá ontem à noite.
Porquê?
Audrey, sabe o que aconteceu à sua ex-madrasta?
Nunca mais quero ouvir falar da Cara.
Ela é a pior coisa que já aconteceu ao meu pai.
Infelizmente, temos de a informar,
que, hum, a Cara foi assassinada ontem à noite.
No motel onde estava hospedada.
O quê?
Esperem, vocês não acham
que o meu pai teve algo a ver com isso, pois não?
Precisamos apenas de falar com ele.
Ele não fez nada.
Muita gente ficou perturbada com o facto da Cara ter tido liberdade condicional.
Eu, o meu pai, a detetive Dreyfus.
Ah, e caso se estejam a questionar,
estive na escola ontem à noite, o George Brown.
Não a estamos a acusar, Audrey.
Ótimo. Não quero falar mais.
Está tudo bem.
Se, hum, simplesmente pedir ao seu pai para nos ligar
quando ele voltar.
O Tate ficou furioso por a Cara ter saído da prisão.
Mas ele não faria isso.
É um homem bom e trabalhador.
Mas o Tate está algures por aí.
E ex-mulher dele terá matado a filha deles.
Quero dizer, para mim parece ser um motivo, Detetive Dreyfus.
Alegadamente?
E o que é que se passa com este, hum, cabelo que desapareceu?
Como é que isso lhe garantiu um recurso?
O cabelo não foi apresentado como prova
porque eu não o vi.
Nem o Dr. Plath.
Aqui tem as fotos da minha autópsia
de quando que examinei a vítima.
Como podem ver,
Não há nenhum cabelo loiro na mão da Izzy.
E esta é a foto policial tirada nas urgências
após a cessação das tentativas de reanimação.
Vê algum cabelo ao redor da mão?
Bem, talvez veja alguma coisa
perto do dedo médio? Mas não tenho a certeza.
Imagine que está nas urgências a poucos metros do corpo,
pode entender por que é que eu não percebi isso naquela altura.
- Sim. - Nem o médico legista.
Sim, o corpo e a roupa de cama
foram ensacados e trazidos diretamente para mim.
Estamos a analisar essas provas antigas
para ver se passou despercebido.
Sabemos a quem isso não escapou,
foi aos da Innocence Canada.
A Cara entrou em contacto com eles depois de ser detida.
Analisaram o processo dela, procurando uma solução
para a tirar de lá.
Agora, com uma ampliação de 300 vezes,
acho que ver o cabelo loiro é bastante óbvio.
Sim.
Ok, então esta imagem provou que algumas evidências
não divulgadas foi o suficiente para a Cara ter direito ao recurso?
Hum. Isso e o testemunho do médico das urgências, Garvey.
Supostamente, lembrava-se de ter visto isso,
mas ele não me mencionou isso na altura.
Sinceramente, acho que o cabelo é um contaminante.
Não era da Audrey nem da Cara, porque são ambas morenas.
E o Tate estava fora da cidade em negócios.
Sim.
A Cara era alcoólica.
Ela recaiu no vício.
Acho que não era fácil estar sozinha com a Izzy.
O relatório médico indica que ela sofria de cólicas.
A Cara precisava de uma pausa.
Ela contactou a Audrey para olhara pela Izzy, foi beber um copo.
Ela voltou por volta das 22h,
mandou a Audrey para a casa da mãe dela.
Ela acordou às cinco da manhã
para encontrar Izzy a convulsionar.
Hematoma subdural.
Síndrome do bebé abanado.
Com um trauma como aquele,
a linha do tempo entre a lesão e a morte
é quatro a seis horas.
A Cara ficou sozinha com a Izzy durante sete horas.
Então faça as contas.
Certo. Então acha que a Cara se safou por uma questão técnica.
Por acaso contou isso ao ex dela?
Pai, tenho-te ligado e enviado mensagens!
Eu sei, eu sei, peço desculpa. Chega cá, chega cá.
Parece que está a acontecer tudo de novo.
Ei, ei. Não está.
Prometo que acabou.
Agora acabou tudo, ok?
Como assim, acabou agora?
Significa que vou tratar dos polícias,
Não precisas de te preocupar com nada disso.
Foste ver a Cara ontem à noite?
Por que razão eu faria isso?
Para verificar se ela estava a dizer a verdade?
Não, ouve, a verdade é que a Cara matou a Izzy.
E nada vai mudar isso.
- Ok? - Ok.
Vai correr tudo bem, Audrey.
Um pai devastado pela dor, irritado com uma detetive furiosa...
vai ao hotel da Cara para se vingar.
Um ótimo lugar para matar alguém e sair impune.
Sim, o quarto é basicamente uma bomba suja quanto a ADN.
Vai ser difícil encontrar um verdadeiro suspeito.
Normalmente, eu ia concordar contigo.
Toda a gente, até a mãe dele estiveram naquela sala.
Mas encontrei algo debaixo das unhas da Cara.
ADN não identificado.
Ela pode ter arranhado o seu agressor.
Olha, não sei o que aconteceu à Cara,
Eu estava em Kingston.
Podemos fazer isso mais tarde? Tenho que trabalhar esta tarde.
Não, prefiro falar agora por causa desse, hum,
desse adesivo? Aí no seu pescoço?
Pode contar uma história diferente.
Ai, sim? O que é que vai dizer?
Que talvez tenha estado com a Cara ontem à noite?
A Cara arranhou alguém antes de ser morta.
Células de pele sob as unhas e se essas células
forem suas e não esteja a cooperar,
sabe, simplesmente não parece nada bem.
Ótimo. Estive com a Cara ontem à noite.
Discutimos e ela arranhou-me, mas eu não a matei.
- Tem a certeza? - Sim. Juro.
Eu estava na estrada. Pode verificar o meu GPS.
Olha, eu sei que soa mal, mas eu só...
precisava de saber a verdade.
A verdade sobre o quê, Tate?
Após a audiência, a Cara disse algo estranho.
Ela disse que tinha mais do que um cabelo para se ilibar.
Bem, se ela tivesse novas provas,
novas informações... porque é que ela não mencionou isso na audiência?
Bem, foi isso que o Plath e a Dreyfus disseram, mas...
Não conseguia tirar aquilo da cabeça, por isso fui ao motel,
ela não me disse, disse que não podia.
porque ela ainda não tinha reunido provas suficientes.
Tate, será que a Cara pensou
que outra pessoa matou a sua filha?
Aparentemente, ela estava a recolher provas em algum disco rígido.
Mas foi roubado.
Que conveniente, não é?
De onde foi roubado este disco rígido?
Hum, de uma biblioteca pública, um dia antes de ela morrer.
Que biblioteca?
Não sei, eu...
É a Audrey. Importam-se?
- Claro. - Olá.
Sim. Sim, tudo bem.
E se, hum, a Cara tivesse novas provas?
Quero dizer, ela tinha acabado de descobrir sobre o cabelo.
Talvez ela tivesse um palpite sobre...
a quem ele pertencia.
Hum, alguém que ela conhecia. E se esse alguém soubesse
que a Cara já sabia de tudo,
essa é uma razão para roubar um disco rígido.
Vamos ter de visitar todas as bibliotecas da cidade
Para encontrar um ladrão, não vamos?
Estás a fazer parecer que isso é algo mau.
O álibi do Tate é sólido.
Nós apanhámo-lo nas câmaras
de um posto de abastecimento de combustível perto de Oshawa às 20h.
Encontraste a Cara?
As imagens de segurança da biblioteca que ela frequentou chegaram.
Sim, confirma que a Cara esteve nesta filial todos os dias durante uma semana.
Antes de falecer, ela estava a pesquisar nos computadores deles.
Sabemos o que ela estava a procurar?
Não faço ideia.
O histórico é apagado automaticamente naqueles terminais,
Mas isto foi no dia antes de ela ser assassinada.
E olha só.
O nosso ladrão louro aproxima-se.
Se o cabelo encontrado na Izzy pertencer a este tipo,,
podemos estar perante o verdadeiro assassino.
Sim, e se, hum, a Cara tivesse alguma coisa naquele disco
que comprova ainda mais a responsabilidade dele...
talvez estejamos também perante o assassino da Cara.
Então acham que a Cara suspeitava que outra pessoa lhe tinha matado a filha
E que essa pessoa assassinou a Cara.
Alguém da família reconhece este tipo?
Não. Mostrámos isso ao Tate.
à Audrey, à Dreyfus, ninguém sabe quem ele é.
Talvez haja uma razão para ninguém saber quem ele é.
Quero dizer, isto pode soar indelicado,
mas o Tate estava fora da cidade na noite em que a Izzy morreu.
E a Cara estava sozinha.
Achas que a Cara tinha um namorado secreto?
Talvez o tenha convidado para passar a noite em que a Izzy morreu,
não achava que ele pudesse ter magoado a Izzy.
até que ela descobriu sobre o cabelo não divulgado.
Então a Cara sai da prisão e começa a investigá-lo...
Descobre que ela desconfia dele,
ele segue-a...
E rouba a disco e depois mata-a
antes que ela o possa expor como um assassino de crianças.
Se a Cara estiver morta, o recurso é anulado
e ela morre, culpada de homicídio em segundo grau.
O caso inteiro desaparece.
Ninguém irá estar à procura do verdadeiro assassino.
Nunca vi este tipo antes.
A Cara não mencionou as provas que estava a recolher
para tentar encontrar o verdadeiro assassino da Izzy?
Encontrar os verdadeiros assassinos é trabalho vosso, detetives.
Fui muito clara com a Cara sobre qual era o meu trabalho.
Demonstrar que o conselho não obteve todas as provas necessárias
para a defender adequadamente.
Assim, inocentá-la e encerrar o assunto.
- Mesmo sem o cabelo? - Eu não precisava dele.
Tenho a foto e o testemunho do Dr. Garvey.
Eles ainda estão à procura daquilo?
Porquê?
Querem-no comparar com este tipo?
Bem, se ele for compatível, pode muito bem ser
que ele é o assassino da Izzy e o assassino da Cara.
Verdade, mas não me parece que aquele cabelo vos vá ajudar
a processar o assassino da Cara.
Não há qualquer ligação
entre a cena do crime dela e um cabelo
encontrado na mão de uma criança há três anos atrás.
Espere. Disse na mão?
A foto que vimos parecia mostrar o cabelo
estava na mão de Izzy, não dentro dela.
Não segundo o Dr. Garvey.
Sim, foi isso que eu disse à Sra. Cross.
Nas urgências, vi um cabelo na mão da Izzy.
Ele deslocou-se durante os nossos esforços para salvar a vida dela.
Não contou à polícia?
Pensei que a mensagem tinha sido transmitida.
Não foi. Então, quando a Edith entrou em contacto comigo,
eu disse-lhe que ele estava entrelaçado nos dedos da Izzy
como se ela tivesse, hum, agarrado o cabelo e puxado.
Então, o cabelo não era um contaminante.
Se ela tivesse puxado o cabelo à Cara, teria sido escuro.
Não, isso significa que devia haver outra pessoa dentro daquela casa
entre as 22h e as 5h da manhã, quando a Izzy se magoou.
Talvez ou talvez tenha acontecido antes.
O que quer dizer?
Acho que o cronograma apresentado foi, hum,
muito conservador.
O Dr. Plath é o maior especialista,
mas já vi casos de bebés abanados morrerem 10, 12 horas após a lesão.
Espere aí. Está a dizer que a Izzy se pode ter magoado
muito mais cedo naquela noite?
Como quando estava a ser cuidada pela, hum, a sua meia-irmã Audrey.
Obrigado, Dr. Garvey.
Sim.
Bem, se ele estiver certo, a Audrey não estava sozinha naquela noite.
Sim, e ela mentiu ao dizer que não sabia quem era a nossa loira.
Acho que estás no bom caminho.
Com esta teoria do namorado secreto.
Boa ideia, mulher errada.
Ok, menti.
Mas mal conheço o Christian.
Ele era dois anos mais velho e estivemos juntos uma vez.
Foi naquela noite?
Eu estava lá.
Mas eu não magoei aquele bebé.
Não me era permitido receber rapazes em casa.
Eu não queria que o meu pai soubesse.
Além disso, o Christian não fez nada.
Bem, se tu não fizeste nada,
porque é que roubaste o disco portátil da Cara?
Podes contar-me sobre a última vez que ele entrou em contacto contigo?
Ele ouviu dizer que a Cara foi libertada.
Leu sobre o cabelo nas notícias e enviou-me uma mensagem.
Não tive notícias dele desde aquela noite.
Ele estava a passar-se porque achava que a Cara nos ia culpar.
Contaste-lhe o que a Cara disse ao teu pai?
Sim, mas ela estava a mentir sobre ter mais provas.
O meu pai contou-me.
Eu sei que o Christian não magoou a Izzy.
A Cara fez isso depois de termos ido embora.
Audrey, isso não é necessariamente verdade.
Basta uma sacudidela vigorosa de cinco segundos.
A única pessoa em quem toquei foi na Audrey.
Claro.
Sabe, ouvi dizer que...
a pobrezinha da Izzy ...
que ela chorava bastante.
A Audrey precisava de se estar sempre a levantar para, hum, olhar por ela?
O meu cliente já disse
que não se lembra de eventos específicos.
Acho que nem a Cachinhos Dourados aqui percebeu
os acontecimentos específicos dele poder ter feito algo
que magoou a Izzy.
Preciso que pense mais para trás, ok?
Faça o possível para se lembrar.
Houve algum momento em que o Christian ficou sozinho com ela?
Eu... eu quero dizer, fui à casa de banho uma vez.
A Izzy começou a chorar, mas depois...
ela parou.
Quando saí, o Christian estava no corredor.
Ele não estava no quarto dela.
Então, como é que um cabelo loiro ficou preso nos dedos da Izzy?
Está a tentar incriminar o meu cliente
por um crime pelo qual a Cara Melville já estava presa?
Ah, vamos deixar isso para, hum,
a detetive Dreyfus investigar o caso mais a fundo.
A nossa breve conversa aqui tem como objetivo perceber a sua motivação
no assassinato da Cara Melville.
A Audrey contou-te sobre as provas da Cara.
Que ela tinha mais do que uma vaga ideia sobre o verdadeiro assassino.
Então roubou o disco do computador, hum,
descobriu que a Cara tinha informações comprometedoras sobre si,
e foi ao motel e matou-a.
Não, não.
Olha, posso ter estado na casa da Cara na noite em que a Izzy morreu...
- Cristhian. - Mas eu não toquei naquele bebé.
E eu não estava nem perto daquele motel quando a Cara foi morta.
Bem, onde é que estava, Príncipe Encantado?
Conta-lhes.
O Christian estava a prestar serviço comunitário por vandalismo.
Estava num banco de alimentos até às 21h.
Ah, então ser um delinquente, hum, acabou finalmente por o beneficiar.
O que tinha no disco do computador?
Nem sei.
Os ficheiros estavam protegidos por palavra-passe.
Parti o disco rígido.
O Christian pode parecer inocente pelo assassinato da Izzy,
mas a Cara não estava a recolher provas contra ele.
Estes são apenas artigos
sobre outros pais que foram presos por matarem os seus filhos.
Portanto, não há nada no disco sobre, hum,
um novo suspeito no homicídio da Izzy?
Que eu saiba, não.
Então, porque é que a Cara ia achar que isso a inocentaria?
Quero dizer, nada disto tem a ver com a filha dela.
Hum. Abre o diretório para mim.
Quem é esta Nina Shuter e porque tem a sua própria pasta?
Sim, espera aí.
Ok, então...
A Nina era um bebé. A mãe dela, a Maxine,
foi condenada por homicídio em segundo grau.
E foi encarcerada na mesma prisão que a Cara.
E viviam na mesma ala conservadora.
Certo, então eram vizinhas.
Mas a Maxine não podia ter dado
à Cara nada disto, ela não tinha acesso.
E a Cara também não teria conseguido nada disto sozinha.
Quero dizer, aqui está o relatório da autópsia da Nina,
uma segunda opinião de um patologista,
Quero dizer, estes são documentos
que só a família Shuter podia ter acesso.
Espera.
Diz aqui que a autópsia original.
não teve em consideração uma doença hereditária.
"O que pode invalidar a assunção de que o abuso infantil
tenha provocado asfixia como...
determinado pelo Dr. Victor Plath."
Talvez quando a Cara disse
que ela tinha mais do que um fio de cabelo, ela queria dizer...
Mais do que um cabelo desaparecido.
E o que é que obténs ao combinar
provas exculpatórias perdidas com, hum,
provas de uma falha genética?
Um patologista que pode ser responsável
pelas condenações injustas da Cara e da Maxine.
E se a Cara estivesse a planear expor a má conduta do Plath?
E ele matou-a para que ela ficasse em silêncio.
Dr. Plath, na qualidade de advogada do Christian,
estou preocupada. A polícia pode acusá-lo do homicídio da Izzy.
Testemunharei em defesa dele, se for necessário.
Como disse, o meu cronograma de tempo está correto.
A Cara matou a Izzy.
Ainda não encontrou aquele fio de cabelo?
Não, mas, mesmo que o tivesse encontrado, isso não superaria a minha experiência.
Estamos à procura, mas...
Não sei se algum dia o vou encontrar.
Certo. Mantenha-me informada.
Aí estão vocês. Estava à vossa procura.
E nós estamos a vir ao seu encontro.
Grande avanço no caso da Cara Melville.
Sim, descobriu-se que ela estava a recolher informações
que podiam arruinar a carreira do Dr. Plath.
Autópsias mal feitas, provas desaparecidas...
Acreditamos que juntou as peças,
suspeitava que a Cara o estivesse a investigar.
Calma lá, calma lá. Não está a sugerir que o Plath...
O doutor Victor Plath matou alguém.
Sim, para encobrir irregularidades.
Ok!
Ok, precisam de parar com isso.
- Venham comigo. - Não, inspetora...
O Plath estava presente quando a Cara contou ao Tate
que ela tinha mais do que apenas um cabelo para se ilibar.
Acreditamos que o Plath estava no quarto de motel da Cara.
A mancha na moldura da porta da casa de banho foi causada
por hipoclorito de sódio.
Sim. Também conhecido como toalhitas para limpeza de ADN.
Não, isso não soa a algo que um...
patologista cuidadoso pudesse levar com ele para um local de crime?
Porque é que não perguntam a ele mesmo?
O Dr. Plath está no meu gabinete agora mesmo.
Detetives.
Ouvi dizer que têm um novo suspeito no caso da Izzy Melville.
Só vos queria dar conhecimento que
tenho todo o prazer em fornecer os meus relatórios, hum, uma discussão de ideias?
Agradecemos por isso, Dr. Plath.
Ah, devia falar com a detetive Dreyfus.
Ela está a tratar do caso da Izzy.
Nós ainda estamos ocupados com o assassinato da Cara.
Pensei que estavam a olhar para o ex-marido quanto a isso.
Ah, estamos a investigar muita gente.
Muito bem, então
Vou falar com a Dreyfus.
Tenho a certeza de que estão a conduzir bem a investigação da Cara.
Bem, sabe, uma segunda opinião é sempre bem-vinda.
Quer dizer, tem algum instinto, Dr. Plath?
Bem, para ser honesto, parece que nos está a escapar
algo que está mesmo à nossa frente.
Hum. Tem piada, ouvi uma grande citação
na outra noite, nessa leitura,
"Quando ouves passos de cascos, pensa em cavalos, não em zebras."
Por vezes, a resposta correta é a mais óbvia.
Ah, em que evento foi isso?
Ah, a Brighton Reading Series.
Eu levo a minha mãe todos os meses.
Certo. A sua mãe, não é?
Deve ser próximos.
Bem, éramos só os dois quando crescemos.
É o mínimo que posso fazer.
De qualquer forma, por favor, diga-me se posso ajudar.
Obrigado.
Bem, adivinhem quem acabou de revelar o seu álibi sem mais nem menos.
O evento Brighton Reading Series decorreu
na noite do assassinato da Cara, das seis às nove da noite.
Que conveniente. Olhem.
Não estou a dizer que vocês têm razão,
Porque se tiverem, isso vai ser
um erro crasso.
Portanto, é melhor terem a certeza absoluta
de que ele estava realmente a fazer algo errado
Antes de irem para cima dele por assassinato.
Errado nem sequer chega perto de descrever o que ele me fez.
E como é que descobriu isso, Maxine?
Eu e a Cara conhecemo-nos na terapia.
Tivemos de falar muito sobre admitir o que fizemos.
Mas ambas sabíamos que éramos inocentes.
Não fizemos o que o Plath disse.
Acreditamos que a minha filha morreu de uma doença genética.
A prima da minha mãe tinha isso.
Dissemos à polícia que era hereditário na nossa família.
Mas o Plath não testou a Nina.
Ele estava demasiado ocupado a dizer a toda a gente que eu a matei.
Porque eu era solteira. E estava na fase pós-parto.
Ele disse coisas semelhantes sobre a Cara.
Que era alcoólatra,
que foi levada a beber por causa das cólicas da bebé.
Ele não sabia nada sobre nós.
Que tipo de mães éramos.
A Cara adorava a Izzy.
Eu amava a Nina.
Consegue imaginar perder a pessoa
que mais ama neste mundo
E ter toda a gente a pensar que os matou?
Esperávamos que, se a Cara fosse libertada,
Ela usaria a sua exoneração como uma forma de
começar uma conversa a sério sobre o Plath.
Ser uma voz para todas nós.
Eu sei que está a dar o seu melhor,
Mas continuo a receber chamadas sobre o caso da Izzy Melville.
- De quem? - Da detetive Dreyfus.
Ela quer que procuremos aquele cabelo de evidência.
Novamente.
Eu verifiquei aquela caixa. Estou a dizer-lhe,
- não está lá. - Victor, como Chefe do Instituto de Medicina Legal,
é a minha função garantir que as autópsias que realizamos são realizadas em segurança
e os relatórios que emitimos são oportunos e precisos.
Você conhece-me.
Presto atenção a todos os pormenores,
A precisão é o que mais me importa
e fazer justiça a estas vítimas.
Eu sei.
E acho que é excepcional nisso, Victor.
Mas se cometeu um erro, precisa de me dizer.
Não te posso ajudar se eu estiver no escuro.
Francine.
Eu não cometo erros.
Fiquei chocada com o que encontrei.
Analisei 20 das autópsias mais recentes do Plath.
Estão repletas de erros e imprecisões,
Assim como as da Nina e da Izzy.
Isso levou à condenação de 12 pais
pela morte dos seus próprios filhos?
Todas elas mães.
Mães solteiras.
Ou mães com problemas de dependência de drogas e de saúde mental.
Mas não eram assassinas.
Olha, hum. O caso McMahon.
O Plath disse que a mãe esfaqueou o filho com um espeto de carne,
Mas, para mim, isto parece mordida de animal.
E o caso Bailer,
O Plath acreditava que a normal lividez pós morte
era na verdade evidência de estrangulamento, desculpe,
eu ... eu simplesmente não consigo acreditar no que estou a ver.
Como é que ninguém percebeu isso?
Ele é o especialista em medicina legal pediátrica.
O que lhe permite fazer o quê?
Simplesmente decidir por si próprio a causa da morte?
É uma ciência pouco exata!
Algo a que um adulto pode sobreviver pode matar uma criança.
O Plath afirma conhecer a diferença,
mas ele deveria analisar o quadro geral,
utilizar o conhecimento prévio em conjunto com a perícia forense,
não o contrário.
Estes erros são gravíssimos.
Não acho que sejam erros.
Parece que o Plath via um certo tipo de mulheres,
partia de uma suposição de abuso.
E espalhou desinformação para levar às condenações delas.
Jesus.
Certo, mas como é que ligamos isso à Cara?
Isto ainda não prova que o Plath matou a Cara.
Na verdade, pode ser que sim.
Sabe, se ele não se importa de espalhar desinformação,
talvez não se importe em reter provas.
Como o cabelo que podia ter ilibado a Cara?
Não podemos escolher que provas
partilhamos com a polícia. Revelamos tudo,
guardamos tudo.
Isto é algo que nos é incutido até à exaustão.
A cadeia de custódia é fundamental.
Por isso, talvez o Plath ainda tenha o cabelo.
E se o tiver,
isso por si só já é crime.
Agora estamos um passo mais perto de uma confissão de homicídio.
Ei, bom trabalho.
- Vicky? - Mãe!
Desculpa, não te queria acordar.
Tudo bem. O meu show está prestes a começar.
O que estava ali a fazer?
Ah, nada.
Passei para trazer os teus remédios.
Oh.
É só isso?
Bem, há
algo mais que precises?
Não?
Tudo bem.
- Hum. - Preciso de ir trabalhar.
Uma chávena de chá seria agradável.
Claro.
Comprei aquele de que gostas.
Ah, está bem. Eu... não quero nenhum.
Ah, qual é. Bebe uma chávena de chá com a tua mãe.
Tudo bem.
E vens cá no sábado, certo?
Já te disse, vou estar fora este fim de semana.
Fui convidado para participar numa conferência.
Fui convidado para ser o orador principal...
Essa não. A azul.
Desculpa.
Sempre foste um menino desastrado.
O Plath pensa que está a salvar o mundo de abusadoras
trancando-as uma de cada vez.
Mas é patologista, não é essa função dele.
ser juiz, jurado ou executor.
Theo, precisamos de fazer alguma coisa.
Ah, sim, nós vamos.
Mas considerando o quão envolvido o Plath está com a Coroa,
a Defesa...
Não o podemos simplesmente confrontar.
E quanto ao álibi dele?
Ah, o organizador do Brighton Reading
disse que ele estava lá, mas não pode confirmar que
esteve lá durante o tempo todo.
Quantas vezes o Plath testemunhou a teu favor, Theo?
Não sei. Tipo, 20, 30?
40 vezes?
E com que frequência ele se gaba sobre a especialização dele?
É literalmente por isso que ele está lá.
Lá ele tem estatuto, tem poder.
Então, o que acontece se lhe tirarmos isso,
lhe retirarmos as medalhas em público?
Ele ficaria vulnerável.
Ele pode ceder.
Não podem simplesmente aparecer num julgamento qualquer
onde ele esteja e começarem a interrogá-lo.
Ah, não estou a falar de nós. Estou a falar de ti.
Vá lá, Theo, podes ilibar a Cara do assassinato da Izzy
e processares alguém novo, certo?
- Tipo o Christian? - Tipo o Christian?
- Queres acusá-lo? - Bem, todos nós acreditamos
que o Christian matou aquela menina.
O único que não faz isso e não pode fazer é o Plath.
Ele terá de subir àquele palanque e dizer,
"Aquele cabelo é irrelevante."
Sim, é verdade. Se ele não o fizer,
basicamente, ele estará a admitir que estava errado sobre a Cara.
Só que acho que nem sequer vou tentar o Christian
sem aquela evidência capilar.
Oh, vamos lá, Theo. Tem de haver um jeito.
Espera.
Se o vosso objetivo é desacreditar o Plath,
Podíamos usar a investigação preliminar do Christian
para nossa vantagem.
Quero dizer, o principal objetivo do processo é testar
as provas e confrontar as testemunhas.
É a forma perfeita para prejudicar a experiência do Plath.
E se eu o chamar...
ele tem de vir.
Doutor Plath, no que diz respeito à cadeia de custódia,
as suas funções incluíam a recolha de provas
no caso da Izzy Melville?
Hum, é um pouco mais do que isso, mas... sim.
E recolheu o cabelo que estava visível
na foto policial tirada no serviço de urgência
pouco depois da morte da Izzy?
Não vi isso nela.
Não chegou juntamente com o corpo para a autópsia.
Como testemunha de continuidade, preciso que seja específico.
Não viu, ou não estava lá?
Eu não o vi.
Sem mais perguntas.
Olá, Dr. Plath.
Na sua opinião,
qual foi a causa da morte da Izzy Melville?
Objeção.
O Dr. Plath não pode emitir a sua opinião profissional.
Não foi qualificado como perito neste julgamento.
Apenas uma testemunha de continuidade.
O quê... claro, eu sou um especialista.
Certo. Vou-o qualificar agora mesmo.
Doutor Plath, apresente as suas credenciais.
Sou patologista forense com publicações na área.
Realizei mais de 800 autópsias,
depus em 100 julgamentos, muitos deles a favor da Coroa.
O Dr. Plath está agora qualificado como especialista.
Doutor Plath, na sua opinião,
qual foi a causa da morte da Izzy Melville?
Hematoma subdural.
Decorreu entre as 22h e as 5h da manhã.
E na sua opinião,
qual a relevância da evidência capilar
que foi encontrada em relação à causa da morte?
Não creio que isso tenha qualquer relevância.
Acredito que tenha sido um contaminante.
Sem mais perguntas.
Pode descer.
O que estás aqui a fazer?
Ah, eu convidei-a. Shiu, o tribunal está em sessão.
A Coroa convoca testemunhas especialistas previamente qualificadas,
Doutora Lucy Da Silva.
Doutor Da Silva, reviu as evidências.
Na sua opinião especializada,
qual foi o intervalo de tempo entre a lesão da Izzy Melville
e a morte dela?
Pode ter durado mais de quatro a seis horas.
Pode ter-se ferido antes das 22h.
E, na sua opinião especializada, o que terá provocado esta discrepância
entre as suas descobertas e as do Dr. Plath?
Eu acredito que o Dr. Plath foi parcial.
Obrigado, Doutor Da Silva.
Ah. Na verdade, mais uma questão.
Já teve a oportunidade de rever
Algum outro dos ficheiros de casos do Dr. Plath?
Objecção, Meritíssimo. Relevância?
Trata-se de uma investigação preliminar, advogado.
Eu permito.
Por favor, continue, Dr. Da Silva.
Já revi outras autópsias
de que ele foi responsável.
E constatei que lhes faltava algo.
O Dr. Plath não conseguiu preservar
material de patologia, interpretou mal
- os resultados da autópsia - Objecção.
E referiu que o histórico parental era irrelevante
- à patologia - Objecção!
O que, na minha opinião,
comprometeu a administração da justiça!
Objecção, Meritíssimo!
Indeferido.
Vicky, o que é que se passa?
Precisa de me chamar de novo.
Como especialista, preciso de responder ao que ela disse.
Penso que já estabelecemos,
que está longe de ser um especialista.
Theo.
Estamos do mesmo lado.
Já trabalhámos juntos inúmeras vezes.
E se eu soubesse naquela altura o que sei agora?
Eu nunca o teria usado.
E, francamente, esta conversa está a tornar-se um conflito de interesses.
O que quer dizer?
Isso significa que ele não pode ser seu aliado e processá-lo.
Processar-me? Por quê?
Pelo assassinato da Cara Melville.
Assassinato? Vicky, o que se passa?
Nada, mãe. Essas pessoas estão a tentar
destruir a minha carreira com acusações absurdas.
Fizeram com a ... minha subordinada me difamasse...
Liguei para a médica legista chefe.
Ela está a iniciar uma investigação sobre os seus casos.
Você puxa esse fio,
vai inundar a cidade com assassinos.
Não, Victor, já fizeste isso.
Eu não estava enganado em relação àquelas mulheres.
Elas... fizeram coisas terríveis aos seus filhos!
Todos filhos de más mães, não é?
Não tenho qualquer viés, Graff.
Não, não tem qualquer viés.
Tem algo mais profundo.
Tem experiência pessoal.
Reviu-se naquelas crianças, não foi?
Foi seis vezes ao hospital antes de completar 14 anos?
Hum, ossos partidos, concussão? Queimaduras?
Foram acidentes. Ele era um menino desastrado.
Ah, era mesmo?
Ou era apenas uma mentira que contou a si mesma
para que pudesse dormir à noite?
A mentira de que ele era demasiado pequeno para dar luta?
Lembra-se daquele quarto de hospital?
Sim, a sua mãe do outro lado da cortina,
a tecer as histórias dela sobre como caiu, como você...
como torceu o braço nas barras de macaco?
A sentir-se doente do estomago só de pensar no que podia acontecer
se contasse a sua verdade.
Ela é a sua mãe.
Victor, era suposto ele protegê-lo.
E ela não o fez.
E, todas as vezes,
eles mandavam-te de volta para casa, para ela.
Não sabe nada sobre o Victor.
Ele tinha uma casa maravilhosa.
Não, uma casa maravilhosa é um lar seguro.
E o seu não era, pois não?
Então, o que fez?
Anda pé ante pé em torno dos humores dela como se fossem minas terrestres?
Porque é que se importa com o que me aconteceu quando era criança?
Porque aconteceu comigo quando era criança.
E eu preocupo-me.
Veja, eu queria encontrar o seu esconderijo.
O meu ficava debaixo das escadas,
mas eu não tinha a certeza sobre si, por isso fui
a casa da sua mãe.
E tomamos uma chávena de chá e conversamos.
Olhei em volta porque tem algo de que precisamos.
E eu tinha a certeza de que o ia encontrar no seu esconderijo.
Onde era?
Será que foi naquele cantinho atrás da porta da frente,
estava no porão?
Não.
Veja, o triste é que,
é que não havia nenhum lugar para se esconder.
Mas encontrei isto...
da mesma forma.
Você, hum...
Deu-lhe?
Disse que eu ia estar a ajudar o Victor se eu...
se eu lhe mostrasse onde estavam as coisas dele.
Isso não é dele. Isso é uma prova.
Não acredito que tenha tirado isso do corpo da Izzy
e guardou-o durante todos estes anos.
Fez um juramento de não causar mal algum.
Coloquei um criminoso atrás das grades!
Sim. O errado.
Passei toda a minha vida ao serviço
da justiça para os indefesos.
Não estava a proteger aquelas crianças.
Estava a tentar proteger aquele garotinho.
Porque ter o poder de decidir quem será punido
significa que mais ninguém te está a castigar.
Não me vai culpar por isto.
Eu fui uma boa mãe!
Eu criei-o corretamente.
Quero dizer, olhem para ele, é bem-sucedido,
- e rico, e tem bons modos... - Mãe.
E leal! Ele era... era um bom menino!
- Mãe! - Quer dizer, claro,
por vezes tinha que usar mão firme,
- era isso que ele precisava! - O que eu precisava...
era que você parasse...
de me magoar.
Eras assustadora.
Eu era apenas um rapaz.
Eras apenas um menino.
Nunca ninguém devia ter encostado um dedo em ti, Victor.
Merecias segurança.
E você só estava a tentar consertar as coisas
para aquelas crianças, não era?
Quando foi visitar a Cara?
Tive de a impedir.
- Do quê? - De falar.
Sim.
Conte-me o que aconteceu?
Entrei no quarto de motel dela.
Eu precisava de encontrar as provas dela.
- Hum-hum. - Mas...
Eu fiz barulho!
Ela saiu da casa de banho...
Eu agredi-a.
E depois?
Empurrei-a para dentro da banheira.
E depois?
Atirei o secador de cabelo lá para dentro.
O juiz concordou.
Vamos declarar o julgamento nulo e começar tudo de novo.
Compare o Christian com o cabelo e as provas assim que forem testadas.
Façam justiça pela Izzy.
E com toda esta história revelada sobre o Plath,
talvez também para a Maxine e a Cara.
Hum.
Bem, é sempre bom sermos lembrados de vez em quando.
que o nosso sistema jurídico é humano,
e, portanto, falível.
"E o máximo que podemos esperar alcançar
é uma justiça certa?"
PD James.
É um pouco popular demais para o teu gosto.
Bem, não dispenso um bom livro de praia, Bateman.
Não depois disto. Bem, acho que já chega por hoje.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.