All language subtitles for The.Hangman.1959

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Original subtitles

O MENSAGEIRO DA MORTE

DELEGADO FEDERAL.

C. J. Cummings, Delegado.

- Nos vemos no inferno, enforcador! - Vamos l�, mexa-se!

- Oi, delegado. - Mac.

Nunca pensei que pegaria Zimmerman vivo.

� assim que queria, certo?

Sim, eu quero o homem que matou o delegado Davis pendurado numa corda.

Eu gostaria de enforc�-lo pessoalmente, e voc� tamb�m?

N�o me importo com isso, eu s� os prendo.

- Ouvi dizer que ele tentou atirar em voc�. - Sim, mas n�o � t�o bom quanto se gaba.

- S� falta mais um. - Butterfield?

Sim. Eu estou indo para Forte Kenton para continuar de onde Davis parou.

Lembre-se Mac, n�o sabemos como Butterfield �.

Certifique-se de o identificar primeiro.

Prefiro perd�-lo do que prender o homem errado.

Eu sei, voc� me disse isso h� 20 anos.

Boa sorte.

Vamos l�, por aqui!

QUARTEL GENERAL.

Obrigado.

Entre!

- Coronel Hemon? - Sim.

McKenzie Bouvard, delegado adjunto federal.

Como vai, Sr. Bouvard? Como posso ajud�-lo?

Estou procurando John Butterfield,

o soldado que recebeu baixa em Forte Kenton h� dois anos.

Seu delegado j� enviou uma adjunto para obter informa��es sobre Butterfield.

- Sim, o Davis. - Ele trabalha com voc�?

N�o, ele foi morto tentando capturar membro da mesma gangue, o Zimmerman.

Sinto muito. Gostava dele.

Voc� n�o lhe deu muitas informa��es.

N�o � nosso trabalho acompanhar soldados quando d�o baixa.

Coronel, dois dos quatro homens que fizeram aquele assalto foram enforcados.

Eu s� tenho Zimmerman preso,

ele � a �nica testemunha de quem estou procurando, Butterfield.

Diga-me como ele se parece.

Alto, em torno de 1,80m, tra�os regulares,

cabelos ondulados, ele tinha 27 anos quando saiu daqui.

- Tem alguma cicatriz? - N�o.

O que ele fazia antes de entrar para o ex�rcito?

Cocheiro. Por isso ele era um bom soldado. Bem educado.

Gentil com cavalos e com pessoas. Na verdade, aqui ningu�m acredita que

tenha participado do assalto.

Me desculpe, eu n�o posso ajudar mais do que eu fiz para o outro delegado.

Mas voc� pode, gostaria de ter

um de seus soldados para me ajudar a identific�-lo.

Sabe onde ele est�?

Eu acho que aproximadamente uns dois dias de dilig�ncia, em North Creek.

Eu gostaria de ajud�-lo, mas n�o posso destacar um homem numa tarefa civil

- sem autoriza��o por escrito do General. - Quanto tempo isso leva?

- Cerca de 2 a 3 semanas. - Devo sair imediatamente, porque

se enforcarem o Zimmerman, a� ficarei sem a �nica testemunha.

Senhor!

Me desculpe, eu n�o posso quebrar as regras.

Mesmo se pudesse, ningu�m iria voluntariamente.

- Todos gostam de Butterfield. - Todo mundo tem um pre�o.

Wells Fargo pagar� uma recompensa de US$ 500 d�lares.

Muitos traem seus amigos e por muito menos que isso.

Desculpe Bouvard, eu tenho que respeitar o regulamento.

N�o pude evitar de ouvi a sua conversa.

E ao mencionar 500 d�lares pareceu soar mais alto que o resto.

Voc� est� interessado?

De certo modo, mas voc� j� ouviu o Coronel,

- � contra o regulamento. - Ent�o, estou perdendo o meu tempo.

Por�m, h� uma pessoa aqui que poderia te ajudar.

- N�o precisa de uma licen�a. - Esse � meu homem.

� uma mulher.

- Uma mulher? - Selah Jennison.

Ela conhece Butterfield?

Conhece? Ela o reconheceria a uma milha de dist�ncia.

- Ele era amigo do marido dela. - Ela foi casada apenas por um m�s,

quando seu marido foi morto em batalha contra os �ndios.

- Por que ela continua aqui? - Est� sem dinheiro, n�o tem para onde ir.

Quando lhe oferecer US $ 500 d�lares, salvar� a vida dela.

Estou aqui a trabalho, e n�o por caridade.

Havia algo entre ela e Butterfield?

Talvez ela estivesse apaixonada, mas ele se casou com outra.

- Onde posso encontr�-la? - Na lavanderia, atr�s do curral.

Siga em frente que achar�. Vai logo sentir o cheiro.

- Saia do meu caminho. - Saia do meu varal.

- Ei! O que est� havendo aqui? - Pare com isso!

Desculpe-me, onde posso encontrar a Srta. Jennison?

Eu sou a Srta. Jennison.

- Eu gostaria de falar com voc�. - Estou ouvindo.

- Tem algum lugar para falar a s�s? - Sobre o qu�?

Assunto pessoal. Acabei de vir do coronel.

- Ele mandou voc� aqui? - De certa forma.

Conhece um homem chamado Butterfield?

- Johnny? - Sim.

Venha.

- H� quanto tempo voc� vive assim? - O que voc� quer com Butterfield?

Eu tenho um mandado de pris�o. Ele est� ligado ao assalto a Wells Fargo,

h� dois anos. Eu gostaria que voc� viesse comigo para o reconhecer.

- Pagarei US $ 500 d�lares. - Quem � voc�?

- O delegado adjunto federal. - Johnny Butterfield n�o tem nenhum

- envolvimento com assalto. - Como voc� tem tanta certeza?

- Porque eu o conhe�o. - Sim, eu soube que se casou com outra,

- n�o � Srta. Jennison? - N�o sei o que isso tem a ver com voc�.

Tem a ver com voc�. Ele fugiu e deixou-a aqui. Nisso.

Acho que eu sei como se sente uma mulher. Quantos anos voc� tem?

24.

- Mais perto dos 30. - Muito obrigado!

Mais dois anos neste galp�o e voc� vai parecer ter 40

a menos que voc� decida se casar.

N�o me diga que voc� n�o considerou nada isso.

Qualquer coisa � melhor do que isto.

Ofere�o-lhe para ganhar facilmente US$ 500 d�lares em dinheiro ou ouro, se voc� quiser.

Tudo o que tem que fazer � identificar um criminoso.

Procure outro para fazer o seu trabalho sujo.

Criminosos fazem o trabalho sujo, n�s s� limpamos.

Butterfield participou de um assalto que custou a vida de homens inocentes.

- Eu n�o acredito nisso. - Deixe isso para a lei,

deixe que o j�ri decida.

$ 500 d�lares � muito dinheiro.

- Acha que pode comprar qualquer um? - Sim, eu n�o sou sentimental.

J� vi muita coisa na vida.

Aqui est� a passagem para North Creek.

� melhor n�o viajarmos juntos. Eu vou na pr�xima dilig�ncia,

e voc� sega a seguinte. S�o dois dias de viagem.

Quando chegar, v� para o hotel, diga quem �, e ter� um quarto reservado para voc�.

- Eu n�o vou. - Vai sim. Conhe�o voc� e a mim mesmo.

Somos todos iguais. Fizemos o que devemos fazer porque precisamos sobreviver.

Sobreviver descentemente.

Pense bem antes de recusar o dinheiro da recompensa.

Aqui est� seu bilhete, eu vou esperar por voc�, Srta. Jennison.

A mala primeiro. Obrigado.

Sr. Bouvard, poderia me ajudar, por favor?

Estou t�o exausta. Obrigada, pode pegar a minha mala?

Vou chamar o carregador para vir ajud�-la com a bagagem, senhora.

Sr. Bouvard!

- Ol�, senhor. - Ol�, t�m dois quartos?

- Sim, senhor. Est� com aquela senhora? - N�o estou.

A Srta. Jennison chegar� amanh�. Vou reservar para ela em meu nome, Bouvard.

Ficam no fim do corredor, s�o os melhores quartos.

Segure esta para a Srta. Jennison. Cobre ambos os quartos de mim.

Sr. Bouvard! Yaa-hoo!

Esta � a senhora que precisa ajuda com a bagagem.

Espere aqui, Sr. Bouvard,

- vou mostrar-lhe onde � o quarto. - Eu encontro.

J� vou ajud�-la, senhora.

Cuidado com as escadas.

- Ora, Sr. Bouvard, vejo que somos vizinhos! - Realmente? Muito bom.

Acho que vai gostar muito do seu quarto. Senhora?

Bom dia.

A que horas chega a dilig�ncia de Forte Kenton?

- Daqui duas horas. - Obrigado.

Giddyap, giddyap conduzindo de carro�a

Tenho um pequeno territ�rio para ver

Ent�o, hey, ho, hey, ho

Minha garota ter� que esperar

Giddyap, giddyap conduzindo de carro�a

Giddyap, giddyap conduzindo de carro�a

Minha garota ter� que esperar

XERIFE.

- Voc� � o xerife? - Isso mesmo. Meu nome � Weston.

Tinha um ajudante at� semana passada, mas ele se casou e me deixou sozinho.

Disse que a mulher ficava nervosa com essa nossa profiss�o.

- Tenho que fazer toda a papelada. - Isso aqui diz quem eu sou.

- Delegado federal? - Adjunto do Cummings. Meu nome � Bouvard.

- McKenzie Bouvard? - Isso mesmo.

� um prazer, Sr. Bouvard. Eu j� ouvi muito sobre voc�.

- O que o traz aqui? - Vim pedir sua cadeia emprestada.

- Onde est� o prisioneiro? - Eu ainda n�o prendi, nem o conhe�o,

mas saberei muito em breve. Tudo o que sei � que ele est� aqui na cidade.

- Quem voc� procura? - Um homem chamado John Butterfield.

Butterfield? N�o tenho ouvido falar dele por aqui.

Talvez n�o use esse nome.

- Qual � a acusa��o? - Assalto � m�o armada e assassinato

- durante um assalto a Wells Fargo. - Como ele se parece?

Eu s� sei que ele � alto, de cabelo ondulado,

tem menos de 30 anos e serviu em Forte Kenton.

Assim, parece haver um monte deles. Como voc� vai encontr�-lo?

Um velho amigo dele chega na pr�ximo dilig�ncia.

Um informante?

Nesse meio tempo, n�o quero que ningu�m descubra quem sou e por que estou aqui.

N�o vir� de mim. N�o ter� problemas. N�o desconfiei de nada quando chegou.

Pensei que voc� fosse um rancheiro ou talvez um advogado.

Voc� n�o est� muito longe da verdade, estudei direito, at� trabalhei um pouco.

- Por que desistiu? - Tive um problema faz muito tempo,

tive que p�r um distintivo e n�o consegui mais tir�-lo.

Sempre tinha um novo rato, que deveria pegar.

O mundo est� cheio deles e a gente acaba n�o podendo confiar em mais ningu�m.

Este ser� o meu �ltimo trabalho, Xerife. Quando eu terminar, vou ver se posso

encontrar o que est� faltando na minha vida.

- Voc� n�o pode desistir. - Por que n�o?

N�o � s� o distintivo que voc� carrega, � a sua reputa��o.

Voc� � conhecido como um dos homens mais duros da lei no territ�rio.

Onde quer que voc� v�, lhe dar�o um distintivo e n�o ser� capaz de recusar.

Voc� ter� que ir at� a Calif�rnia para escapar de tal reputa��o.

� para onde estou indo.

- Voc� conhece S.G.A. Hodges? - Sam? Claro, ele tem um banco.

Isto apareceu com o contador dele. Descubra quem deu a ele.

N�o mencione o meu nome, apenas diga que o delegado Cummings lhe pediu para verificar.

- Est� bem, Sr. Bouvard. - Eu vou dar uma volta.

N�o h� nada para ver. � uma cidadezinha calma.

Voc� tem muitos condutores de carro�a de carga por aqui?

Aqui fica o maior dep�sito do territ�rio. Mercadorias vem de todos os lados.

- Conhece todos os condutores? - Sim, todos eles s�o boas pessoas.

- Herb Loftus contrata apenas os melhores. - Tem algu�m da sua idade, com cabelos claros?

Muitos deles t�m cabelos claros, Sr. Bouvard.

Veja esse condutor. � o Big Murphy.

A barba dele parece preta, n�o?

Mas ningu�m daqui sabe qual a cor do cabelo dele.

Ele se gaba de nunca ter tomado banho.

Vou esper�-lo no hotel. Quando acabar, n�s almo�aremos.

Voc� come muito r�pido. Relaxe e desfrute, � o que eu digo.

- Voc� come aqui? - A comida poderia ser melhor.

Mas eu vou cuidar de voc�, Sr. Bouvard.

Poder� escolher o que quiser. Que tipo de carne voc� gosta?

- Tem bife? - Vou lhe trazer o melhor.

- Ora, a� esta... - Bem, finalmente cheguei.

Todas depositadas por lojistas.

- Voc� verificou nas lojas? - � por isso que eu demorei tanto.

Ningu�m se lembrou de quando recebeu isto. Isso est� ligado com o assalto na Wells Fargo?

- Isso mesmo. - Isso n�o importa,

voc� j� tem o soldado para lhe apontar o homem.

- Que tipo de cara � este soldado? - Um jovem, de boa apar�ncia.

- Disse que � amigo de Butterfield? - Sim.

- Voc� est� errado. - Voc� ver�.

- Quero dizer, n�o pode ser amigo. - Por que voc� diz isso?

Ningu�m vai ajud�-lo a pendurar um amigo.

Digamos que voc� est� se afogando, afundando pela �ltima vez,

algu�m lhe joga uma corda para salv�-lo

e tudo o que tem que fazer � apontar para um homem. O que voc� faria?

Se voc� me jogasse uma corda, preferia morrer afogado.

Voc� s� pode imaginar, voc� nunca precisaria de uma corda,

e nunca nem molharia seus p�s.

O dinheiro fala mais alto. Voc� conhece algu�m que n�o tenha um pre�o, Weston?

- Sim, acho que sim. - S� quando n�o � oferecida a quantia certa.

Todo mundo tem um pre�o, incluindo eu e voc�.

Eu n�o sei sobre voc�, Bouvard, mas sei muito sobre mim.

S� que voc� nunca precisou desesperadamente de dinheiro.

- Voc� tem sorte. - Voc� se importa, Sr. Bouvard?

- N�o, n�o, por favor, fique a vontade. - Muito obrigada.

Agora voc� vai ter nos dar licen�a, temos que esperar a dilig�ncia.

Voc� tem algum Bourbon?

Ol�, Xerife.

- Ol�, Buck. - Ol�, Ben.

- Como voc� est�, Sra. Williams? - Bem Buck, s� um pouco cansada.

Obrigado, Bill.

Bem, Sr. Bouvard, onde est� o seu soldado?

- Ele perdeu a dilig�ncia, s� isso. - Ou voc� n�o o pode compr�-lo.

Se precisar de mim, vou estar em meu escrit�rio.

Sr. Bouvard, a Sra. Hopkins n�o gostou do quarto dela e ela,

- pediu um quarto em frente ao seu. - Diga a ela que ele est� reservado.

Mas Sr. Bouvard, j� passou dois dias, e a sua amiga n�o veio...

- Estou pagando pelo quarto, ele � meu. - Sim, senhor.

- Bom dia. - Bom dia.

DEP�SITO.

- Oi, Johnny! - Oi, Al!

Onde voc� estava, Johnny meu amigo? Ol�, Johnny!

Est�vamos esperando voc� antes, meu amigo Juanito.

Eu tive que pegar outra carga.

- Voc� trabalha muito, Juanito. - Melhor dar �gua aos cavalos, Pedro.

Pode deixar. Como est� a sua mo�a bonita?

- Bonita. - Bonita, �?

Como esse rapaz trabalha feito um condenado.

Agora vamos ver at� onde eu tenho que ir? Deixe-me ver.

Carregue assim que for poss�vel, Bill.

- Posso ajud�-lo, senhor? - Eu s� estava admirando os cavalos.

- N�o h� cavalos melhores que estes, senhor. - Quem � o homem que acabou de traz�-los?

Bem, o melhor cocheiro deste territ�rio!

- Johnny Bishop! - Estou vendo.

� um bom rapaz, por Deus.

- Ah, onde � o escrit�rio da empresa? - Aqui, voc� precisa de algu�m especial?

Oi chefe, aqui est� a �ltima verifica��o. Esse cara quer ver voc�.

- Michaels? - Loftus. Como posso ajud�-lo?

- Voc� tem um minuto? - Sente-se.

Um amigo de minha cidade me disse para transmitir uma mensagem a um homem

que trabalha para voc�. Pelo menos eu acho que trabalha para voc�.

- Qual o nome dele? - Vamos ver, engra�ado, eu esqueci.

Mas n�o faz mal, est� escrito no envelope.

Eu n�o me esqueci da descri��o. Jovem alto, cabelo ondulado,

bom condutor de cavalos. Tem um monte de amigos.

- Johnny Bishop? - Ele j� foi soldado.

Sim, aqui est�, Butterfield, John Butterfield.

N�o, ningu�m com esse nome trabalhou aqui.

Tem certeza que ele n�o trabalhou aqui nesta primavera?

Nem nessa, nem na �ltima, nem em qualquer primavera.

Eu sei que nunca trabalhou para mim. Al, voc� se lembra de um Butterfield?

- John Butterfield? - N�o sei, eles v�m e v�o,

- n�o consigo lembrar dos nomes. - Ele est� certo, eles v�m e v�o.

Alguns n�o t�m nenhuma utilidade para n�s tamb�m.

- Quanto tempo o Bishop trabalha para voc�? - Uns 2 anos, por qu�?

Ent�o eu pensei... n�o, deve ser algum engano.

A mensagem n�o tinha import�ncia. Muito obrigado.

Onde voc� estava, dando esperan�as a algu�m em �guas profundas?

Eu apenas peguei uma extremidade da corda.

O que voc� sabe sobre o cocheiro Johnny Bishop?

- N�o h� nada de errado com Johnny. - Ele � seu amigo?

Ele n�o tem inimigos, que eu saiba.

Eles falaram isso sobre o Butterfield em Forte Kenton.

N�o alimente ideias erradas sobre o Johnny, ele � bom.

Casou-se com uma das melhores garotas da cidade.

- �? - E logo ter� um filho.

Que pena, tenho um forte palpite de que ele � o homem que estou procurando.

Johnny? Voc� est� na pista errada, Bouvard.

Prenda-o e a cidade inteira cair� sobre voc�.

N�o se preocupe, n�o me arriscarei em prender o homem errado.

Me cerificarei primeiro.

Espere!

Ei, Joe!

- Voc� n�o tem assuntos seus para tratar? - Agora mesmo tenho que ir a reserva...

prender algu�m que est� vendendo u�sque aos �ndios.

N�o fui ainda, porque eu tenho que ajud�-lo a encontrar aquele soldado.

Voc� v�, eu posso reconhecer um h� um quil�metro de dist�ncia.

- Todos t�m duas pernas. - Esse nem dinheiro tem.

- Voc� quer apostar? - N�o, eu s� quero terminar esse trabalho.

Por que est� t�o certo de que ele est� nessa dilig�ncia?

Tem que estar!

- Oi, Jim! - Oi, Xerife.

- Ol�, senhora. - Oi, Buck.

� bom estar de volta.

Parece que voc� est� precisando que algu�m lhe jogue uma corda.

- Ainda diz que todo mundo tem um pre�o? - Parece haver uma exce��o para cada regra.

- O que voc� vai fazer agora? - Eu n�o sei.

Eu pensei que voc� era o homem que nunca desistia.

- Eles o chamam de "O Enforcador". - Criminosos me chamam assim, n�o amigos,

- eu n�o gosto. - Sinto muito.

Vou lhe dizer porque estou com pressa.

Em uma semana a �nica testemunha que pode ligar Butterfield

aquele assalto ser� enforcada.

Acontece que apostei o meu �ltimo d�lar que ia achar o meu homem,

mas n�o tenho como provar.

- Voc� acha que � Johnny? - N�o importa.

- Estou surpreso que voc� n�o est� com raiva. - Eu deveria estar?

- Voc� tem uma baixa opini�o das pessoas. - Se acreditasse em todo mundo...

h� muito tempo eu j� estaria morto.

"Tens visto um homem precipitado nas suas palavras?

Maior esperan�a h� de um tolo do que dele."

- Voc� prega aos domingos? - Venha, eu vou te mostrar.

Di�cono Weston, a ra�a humana com um cora��o de ouro.

- Ol�, senhores. - Duas cervejas.

Sente-se.

- Ol�. - Oi, Xerife.

- Ol�, Buck. - Johnny.

- O que est� fazendo nesse buraco? - Enganando esses dois ot�rios aqui.

- Eu j� limpei 30 centavos deles. - Este � o Sr. Bouvard. Johnny Bishop.

- Ol�. - Al Cruz.

- Ol�. - Pedro Alonso.

Ol�, senhor, como est�?

� melhor n�o deixar a Kitty saber que est� perdendo todo o seu dinheiro.

- Quantas? - Duas.

Quantas quer?

Aquele � o homem que estava perguntando sobre voc�.

Duas.

Voc� com certeza tem uma opini�o errada sobre o Johnny.

- Quais s�o as iniciais dele? - J. B.

- John Butterfield? - Ou�a, Mac,

todo mundo na cidade conhece Johnny e todos gostam dele.

- Como Bishop fez tantos amigos? - Johnny � um bom homem.

Ele ajuda a todos. Quando algu�m est� em apuros, fala com ele.

Ele tamb�m o conquistou, amigo.

Agora eu sei porque voc� quer me afastar desta pista desde que eu vim.

Eu? Eu n�o faria algo parecido. Eu vou at� o limite para ajud�-lo...

Agora, n�o carregue com um tridente, Buck.

Isso me d�i, vindo de um xerife.

- Ou�a, Mac... - Deixa para l�, n�o importa.

- Eu vou voltar ao Forte Kenton. - Por "Sam Hill", para qu�?

Quer ouvir uma coisa tola?

Vou pagar a pessoa que me recusou do meu pr�prio bolso.

- Pode vencer isso? - Eu n�o entendo.

Eu pensei que n�o havia uma pessoa honesta.

No fundo eu queria estar errado.

Parece que eu estava errado e isso me faz sentir bem.

Tiro o chap�u para voc�.

Ao pequeno soldado que n�o trairia o amigo.

Vai pegar a mesma dilig�ncia que n�s, senhor?

Eu estou indo na dire��o oposta, ainda nem dei baixa no hotel.

Est� aqui, Homer!

- Aqui, senhorita. - Obrigada.

- Eu posso ajud�-la, senhora...? - Sim, eu sou Srta. Jennison.

- Oh, sim, senhorita. Eis aqui sua chave. - Eu levo. Mostrarei o caminho.

Mas...

Obrigada pela surra.

- Dois dias engolindo poeira. - Para variar, � claro.

Sim, da dor de ouvido para e dor de dente.

Sente-se. N�o na cama.

Quero a coisa mais macia desse quarto depois dessa viagem.

Por que voc� est� me olhando dessa forma?

N�o importa. Por que voc� demorou tanto?

Levei um tempo para encontrar coragem.

- Para descobrir quem eu sou. - Eu n�o me importo quem voc� �,

s� quero saber quem � Butterfield.

O que mudou voc�? Pensei que estava feliz em me ver.

Eu n�o mudei, s� mudei de ideia.

Estava pensando em voltar ao Forte Kenton para jogar-lhe uma corda.

- Eu n�o entendi. - Nem poderia.

J� tenho ele localizado, trabalha de frentista.

Todo mundo nesta cidade mente, at� o homem para quem ele trabalha, Loftus.

O xerife, o homem que usa o distintivo,

ele vive grudado em mim desde que eu cheguei.

Voc� j� me fez perder mais um dia.

Agora n�o posso fazer nada, at� que ele volte para o trabalho amanh�.

Obrigada por isso. Preciso descansar.

� como se eu tivesse sido chutada por dois dias.

Eu fui chutado muito mais tempo.

A dilig�ncia deve ter sido um para�so, considerando o lugar onde eu te encontrei.

- Voc� � cruel! - Eu n�o sou cruel, a escolha foi.

Voc� queria sair da lavanderia, esse dinheiro possibilitar� isso.

E voc� n�o me deixar� esquecer, certo?!

Fique aqui at� que eu a chame.

Virei busc�-la amanh� � tarde. Voc� apenas tem que identific�-lo.

Talvez eu fa�a.

Selah.

- Selah! - Estou aqui.

- O que voc� est� fazendo a�? - O que acha que estou fazendo aqui?

Escolheu uma boa hora para fazer isso. Pedi que ficasse pronta.

Desculpe, n�o reparei que j� era tarde.

Vamos, vamos, pare de enrolar.

Eu estava exausta, devo ter dormindo demais, sinto muito.

- Por que n�o espera l� fora? - Por que n�o se veste logo?

- O que acha que estou fazendo? - Vai demorar o dia todo?

Est� bem, n�o me apresse!

Gostaria que voc� encontrasse outra pessoa para identific�-lo.

Algu�m que tenha servido no ex�rcito com ele.

Talvez eu possa. A companhia n�o se importa quem recebe a recompensa.

E se eu receber, o que isso faz de mim?

Rica.

Isso me faz sentir muito bem.

Jogue as meias para mim? Por favor, est�o sobre a cama.

Aqui.

Certo, apresse-se.

Quando eu conheci o Johnny, ele era legal.

- Legal ou n�o, fez parte do assalto. - Voc� � quem diz.

� o que digo. Voc� n�o tem que acreditar, basta apontar e deixar o j�ri decidir.

- Tem um buraco na meia. - N�o importa. Vista-a.

Se eu cumprir com a minha parte do acordo, ele ter� que me ver?

- Voc� o reconheceria do outro lado da rua? - Em qualquer lugar.

Espere na sacada do hotel, eu estarei no port�o, como se esperasse algu�m.

Quando os homens sa�rem, eu olharei para voc�. Se voc� o ver,

apenas deixe o len�o cair e v� embora. Eu farei o resto.

Est� bem.

Qual � o problema agora?

Nada.

Ele nem saber� que foi voc� quem o identificou.

- Certo. Apenas deixo cair o len�o? - Est� bem.

- Viu, eu n�o disse? - Por "Sam Hill" o que est�o fazendo aqui?

- Este n�o � o seu quarto. - � o quarto dela, mas ele pagou!

Espere um pouco, espere, senhora. Conhe�o o Sr. Bouvard.

Eu s� n�o sabia que ele havia trazido a esposa.

O nome dela � Jennison, ela n�o � mulher dele!

Quer fazer o favor de sair?! E voc� termina de se vestir.

Sr. Bouvard!

Agora, senhora, � melhor ir saindo...

- Como voc� permite ele fazer isso? - Apenas v� reto... Obrigado.

Desculpe Mac, essa intrometida est� querendo criar caso.

Ela disse que ia ao prefeito se eu n�o investigasse. N�o sabia que era voc�.

Ajudou muito dizendo que eu tinha uma esposa.

Como eu poderia saber? Uma garota bonita.

- Onde voc� a encontrou? - Voc� est� sempre errado.

N�o desta vez. Voc� me fez de bobo ontem a noite.

Pensei que fosse um solit�rio homem da lei como eu.

Quem � ela? De onde ela veio?

- De Forte Kenton. - Quer dizer que ela �...

Meu soldado, sim!

- Mas ela n�o � um soldado? - Foi voc� quem disse, n�o eu.

Ela est� fazendo isso por dinheiro?

Fui um ot�rio achando que tinha encontrado uma que n�o faria.

L� est� ele agora, conduzindo pelo p�tio.

- Quem? - O homem que voc� chama de Bishop.

� melhor ter muita certeza, antes de trancar algu�m na minha pris�o.

- Estou pronta. - Est� bem, vamos.

Em cima daquela loja vazia. Lembre-se do que eu disse.

- Sim. Deixo cair o len�o. - Vamos l�, Weston.

Eu n�o gosto disso.

Fique de olho naquele port�o.

Voc� est� certo, algumas mulheres fazem qualquer coisa por dinheiro.

Est� aprendendo.

Ela vai engan�-lo tamb�m. Vai apontar o homem errado, pegar o seu dinheiro

- e deix�-lo na cadeia. - Voc� se preocupa demais comigo.

Quero um sino que fa�a muito barulho.

Por favor.

- Voc� me deu um cavalo ruim! - N�o, Murphy...

Ele n�o estava manco quando eu...

� melhor chamar o chefe.

- N�o, Murphy! - Pare Johnny, ele vai te matar.

O que deu nele?

Ei, por que n�o luta comigo?

Deixe-me em paz!

Pegue ele, Johnny!

Murph, o que est� fazendo? O que est� fazendo?

Isso a�, Johnny!

Pegue-o, Johnny!

� isso a�, Johnny!

- Recebeu o que merecia! - N�o se atreva a tocar naquele garoto!

Johnny garoto, ele me parece um pouco sonolento, vamos acord�-lo.

Vamos l�, querido.

Venha, bebezinho. Bem aqui.

Hora do banho.

- V�o me pagar por isso! - Seu lambedor de banha idiota.

- Por que voc� atacou o Pedro? - Ele me deu um cavalo manco.

Ele estava bem quando cuidei dele.

Se n�o sabe lidar com cavalos, Murphy, por que n�o desiste?

Segure a�!

Ei, Johnny, este � o primeiro banho do Murphy, desde o grande dil�vio!

- Voc� est� bem? - Eu estou bem, Johnny.

Johnny, � melhor levar uma pedra no bolso de agora para frente.

- Ele esquecer� isso. At� mais, Al. - Certo.

- O que h� para amanh�? - Obrigado, Juanito.

A� vem ele.

- Tchau. - Tchau.

At� amanh�.

- Ol�, Buck. - Johnny.

- Voc� n�o o reconheceu? - N�o.

- Estava longe demais? - N�o, n�o � ele.

Voc� tem certeza que esse Johnny Bishop n�o � Butterfield?

Butterfield � menor do que ele, sei que n�o � ele.

Eu sei que voc� est� mentindo! � Butterfield.

- Voc� pensa que todos mentem! - Voc� est� certa, senhorita.

Se voc� quer o homem errado, muito bem, pode prend�-lo,

- mas n�o � Butterfield. - Voc� ainda n�o...

Cale-se, Weston!

- Vamos, admita que voc� est� mentindo. - Eu poderia mentir por US $ 500?

- O que fa�o agora, volto para a lavanderia? - Ainda n�o.

Amanh� vamos trocar de lugar, eu estarei aqui, e voc� estar� ao lado do port�o.

Se ele falar com voc� ou reconhec�-la, saberei que est� mentindo!

Voc� n�o acredita em ningu�m?

Bem, voc� n�o pode se opor, j� que tem certeza que n�o � ele, n�o �?

N�o.

N�o faz sentido discutir aqui no meio na rua.

J� que Mac n�o quer me apresentar, eu sou o Buck Weston, Xerife desta cidade.

- Prazer em conhec�-la, Selah. - Prazer em conhec�-lo.

Que tal eu acompanh�-la at� o seu hotel?

Ela n�o tem nada para vestir, exceto aquele vestido vermelho horr�vel.

N�o preste aten��o na velha senhora, ela apenas est� tentando menosprezar voc�

porque voc� � jovem e bonita, e ela n�o �.

Talvez tenha ci�mes de voc� porque est� caidinha pelo Bouvard.

As mulheres da cidade est�o de olho nele.

E voc�, Molly?

Eu acho que � bonito, muito bonito. Guardei a costela para voc�, Sr. Bouvard.

Obrigado, mas vou comer em meu quarto.

- O que houve com o Sr. Bouvard? - Est� um pouco sens�vel, Molly.

Que pena.

- Qual � o problema? - Eu estava pensando,

e se aquele homem falar comigo?

- Johnny Bishop? - Um homem que voc� nem conhece,

- faz coisa desse tipo. - Johnny n�o � assim.

Eu n�o quero colocar ningu�m em apuros.

Eu n�o queria este trabalho, mas me pareceu ser a �nica maneira de sair

daquela terr�vel lavanderia. Eu n�o sabia quanto tempo mais seria capaz de suport�-la.

N�o se preocupe, Selah. N�o � sua culpa se Bouvard prefere fazer papel de bobo.

Fa�a o que achar certo.

- Obrigada, Sr. Weston. - Desculpe, senhorita,

- meus amigos me chamam de Buck. - Obrigada, Buck.

� melhor tomar logo a sua sopa antes que esfrie.

Eu... vi uma luz por baixo da porta.

- Eu estava pensando... - Sobre o qu�?

Voc� ainda n�o me deve nada.

- Compre umas roupas. - Vergonha de ser visto comigo?

Aquela mulher intrometida fez voc� sair do sal�o, n�o foi?

Sinto muito que voc� tenha envergonha de ser visto comigo, Sr. Bouvard.

Voc� chamaria aten��o e faria sucesso aqui se tivesse roupas decentes.

Compre-as.

Minha mulher me disse que se eu n�o chegar cedo hoje em casa, ela ficar� vi�va.

- Onde est� o Sr. Bishop? - Johnny?

- Est� aqui? - N�o, senhora.

- Voc� � amigo dele? - Sim, senhora.

- Por favor, d�-lhe isso. - Voc� conhece o Johnny?

- Sim, ele me conhece. Sou Selah Jennison. - Voc� est� com algum problema, senhora?

N�o, mas ele est�. Estou aqui com o delegado adjunto,

que quer prender o Johnny.

Esse bilhete explicar� tudo, por favor, entregue a ele.

- Pode ir, senhora, entregarei a ele. - Est� bem, obrigada.

Bouvard, � o cara que estava hoje com Buck Weston.

- Nem acreditei que ele fosse delegado adjunto. - �, reconhe�o que ele �.

N�s demos conta do Big Murphy, talvez damos conta do Sr. Bouvard.

Sabe, nunca gostaria de apontar uma arma para um homem, se pudesse evitar,

mas isso n�o significa que n�o sou capaz.

Melhor levar isso ao Johnny.

Venha!

- Selah Jennison? - Quem � ela?

Uma velha conhecida minha, Kitty.

- Por que n�o sai da cidade de fininho? - Com isso n�o precisarei.

Ele n�o me conhece, e Selah n�o vai me entregar.

O que ele pode fazer, subir numa �rvore?

Voc� ser� pendurado num �rvore, se n�o sair da cidade.

Do que se trata, Johnny?

Leia aqui, querida. Bouvard � esperto, mas vai ter uma surpresa...

quando eu passar por Selah como se fosse cego.

Oh, Johnny!

Ei... tome cuidado Kitty, eu gostaria de ver o beb� em breve.

Vamos.

Obrigado, Al.

Por favor, querida, por favor, n�o se preocupe.

Temos que fugir daqui, Johnny, enquanto ainda h� tempo.

Kitty, voc� vai ter um beb�.

Posso ouvir o cora��o dele batendo.

Oh, Johnny, vai quebrar meu cora��o, se algo acontecer a voc�.

Por favor, vamos fugir enquanto ainda h� tempo.

N�o vou fugir, Kitty, estou disposto a enfrentar o que aparecer pela frente,

mas n�o fugirei mais.

- Foi bom eu ter aparecido. - Obrigada.

- Onde est� o Sr. Bouvard? - Eu n�o sei,

pegou meu cavalo e sumiu, disse que ficaria de olho no Johnny.

Voc� j� ouviu coisa mais maluca? Johnny n�o precisa fugir de coisa alguma.

Deixe que eu levo o resto.

Ei, ali est� o Johnny!

Ei! Um de voc�s, termine de carregar.

- Oi, Al. - Ei Johnny,

aquele homem, o delegado andou procurando voc� esta manh�.

- �? - Olhe,

por que n�o pede ao Loftus para voc� ir a reserva. 2 dias para ir e voltar,

� uma maneira de ficar fora da cidade por um tempo?

Obrigado Al, mas n�o vou embora.

- Onde est� a Selah? - No quarto.

Butterfield... Bishop acabou de chegar, temos que preparar tudo.

Se voc� n�o tivesse sa�do correndo daqui, como um diabo...

teria lhe dito porque ele chegou t�o cedo:

Ele teve que apressar um carregamento para hoje.

Espere por mim aqui.

Desculpe-me.

- Selah? - Sim, Sr. Bouvard?

Vamos.

- Macacos me mordam! Selah! - Pelo menos voc� me reconheceu, Buck.

Temos que nos apressar, ele vai aparecer a qualquer momento.

Voc� sabe o que fazer, � s� ficar andando pelo port�o.

- Ei, olha s� aquilo! - Cara, � realmente bonita, h�?!

Oh, rapaz, voc� v� o que eu vejo?

Ei, o que � isso?

- � como se nunca tivessem visto mulher. - E n�o viram, n�o aquela beleza.

Nossa! Senhorita!

- Ei, o que � isso? - Cuidado.

Venha aqui! Venha!

- De onde ela veio? - Quem � ela?

Olhe isso!

Este cavalo est� muito cansado, precisa de bastante �gua. Muita, muita �gua.

- Mais alguma coisa, Juanito? - N�o, eu tenho que ir para casa.

- Boa noite, Al. - At� mais.

Boa noite, Juanito.

- Ele nem sequer olhou para ela. - Por que n�o?

N�o a conhece.

N�o impediu os outros homens de ficarem babando ao olharem para ela.

Todos olham para mim como se eu fosse uma aberra��o.

Eu n�o pretendia constrang�-la.

- Oi, Xerife. - Murphy.

- Pode ir, eu tenho uma ideia. - Acabou? N�o precisa mais de mim?

Ainda n�o. Espere por mim em seu quarto.

Ele � um bom sujeito, mas estranho. O que ser� que ele est� aprontando?

Seja o que for, n�o gosto.

Posso acompanh�-la at� o seu hotel?

- Obrigada, Buck, voc� foi muito gentil. - Obrigado, senhorita.

- Partindo t�o cedo? - Sim de fato. Vou voltar para o Leste

onde as mulheres maduras e emancipadas s�o valorizadas.

- Toma uma comigo? - Se n�o se importar.

- U�sque. Seu nome � Murphy? - Sim.

Ontem voc� teve uma briga com Johnny Bishop.

O que tem ele?

Faz amizade com gente esquisita, como esse Big Murphy.

Voc� gostaria de me ajudar a prender um homem errado, n�o �?

Voc� n�o precisa da minha ajuda, do jeito que est� indo.

Estou usando o delator errado, s� isso.

Agora encontrei um novo delator, quero fazer um acordo.

- Onde est� Selah? - Foi dar uma caminhada.

- Onde? - Para fora da cidade.

Estava cansada de ficar trancada e foi tomar um pouco de ar.

- E foi nessa dire��o? - Sim.

Espere um minuto!

Ei, eu estou aqui!

- Procurando por mim? - Sim!

Sairei em um minuto!

- N�o disse para voc� ficar no seu quarto? - Sou sua prisioneira?

- Est� tentando me prender tamb�m? - Por que, se sente culpada?

Sim, por tudo que tenho feito desde que o conheci.

Por que est� me seguindo? Acha que tentarei fugir?

N�o sem as suas roupas.

Al�m disso, uma garota que n�o v� bem como voc�, pode se perder.

- Isso � uma piada? - N�o � o meu ramo.

N�o tentou se encontrar com um velho amigo quando sa�da da cidade, n�o �?

N�o tenho velhos amigos aqui.

Por que voc� � t�o desconfiado?

Porque todo mundo est� tentando me enganar.

Est�o jogando areia em meus olhos desde que eu vim para a cidade, incluindo voc�.

Eu? N�o fiz tudo o que pediu?

Talvez at� mais.

Ainda acha que eu menti, mesmo ele n�o me reconhecendo?

Ele foi avisado. N�o por voc�, mas por algu�m. Talvez Weston.

- Voc� sabe que ele n�o faria isso. - N�o importa, vou encontr�-lo.

- Voc� est� descente? - Nem tanto.

- Eu lhe devo desculpas. - Por qu�?

Fui duro com voc�, me desculpe.

Eu estava seguro que voc� n�o ia recusar aquele dinheiro, mas depois de...

esper�-la por 3 ou 4 dias, pensei que voc� n�o podia ser comprada,

comecei a me sentir bem, por perceber que eu estava errado.

Ent�o voc� apareceu, fiquei decepcionado, e descontei em voc�.

- Est� me entendendo? - N�o muito bem.

Sabia que n�o iria.

Diga-me como uma garota como voc� acabou parando naquela espelunca que te encontrei?

Eu sei que voc� casou com um soldado que foi dado como perdido em combate.

Mas o que aconteceu? N�o lhe deram uma pens�o?

N�o, n�o me deram nenhuma pens�o. Tivemos um belo funeral.

Com honras militares, mas isso n�o pagou as nossas d�vidas.

Eles me moveram dos meus aposentos.

O coronel sentiu muito, mas... o que podia fazer?

Pedi que me deixasse trabalhar na lavanderia. Eles permitiram.

Voc� tinha um amigo, John Butterfield.

Sim, sem o Johnny n�o sei o que teria feito.

Se algum soldado me olhasse de certa maneira, tinha que se ver com Johnny.

- Ele foi maravilhoso para mim. - O que aconteceu quando ele partiu?

Fiquei sozinha outra vez.

Deve ser como no inferno, ficar sozinha, n�o ter algu�m para conversar,

sem esperan�a, sem sa�da.

N�o at� que voc� apareceu, agora eu sei que existe outro tipo de inferno.

Eu tenho um trabalho para fazer e precisa ser terminado,

vou tentar n�o mago�-la mais.

Voc� parece diferente.

� melhor eu voltar para a cidade.

- Fez uma boa caminhada? - N�o, dei um bom mergulho.

- No lago? - Sim.

Minha nossa!

- Vai comigo, Bouvard? - Vejo voc� no bar.

- Est� louco se acreditar nesse palerma. - N�o acredito em ningu�m.

Toda vez que acredito, levo um tapinha nas costas e me sinto um idiota.

At� logo.

Voc� acha que aquele homem vai ajud�-lo?

Talvez ele minta para se vingar do Johnny.

E se ele prender o Sr. Bishop?

Voc� vai l� e prova que ele � o homem errado.

Ent�o Johnny pode process�-lo e Bovard pode at� mesmo perder o distintivo.

Como sentirei pena dele? Ele at� me acusou de ter avisado o Johnny.

Acha que eu avisaria algu�m que est� sendo procurado pela lei?

Claro que n�o.

- O que ganho com isso? - Dinheiro.

- Quanto? - Metade de US $ 500.

Mas voc� tem que ter certeza.

Escute, se eu disser que ele � o seu homem, � porque ele �.

Um soldado de Forte Kenton esteve aqui com um grupo de soldados,

ele viu Johnny conversando com uns amigos.

Ele disse que esteve no ex�rcito com ele.

- Como voc� descobriu? - F�cil, como eu te disse.

Eu j� tenho quase certeza. Tudo o que voc� tem que fazer, Bouvard,

� certificar-se que ningu�m descubra que eu lhe disse isso.

- Quanto tempo levar� para ter certeza? - Amanh� de manh�. Vou trabalhar cedo.

Seja o primeiro a sair.

Esteja l�. Se eu te der o sinal, saber� que Johnny � o seu homem.

Desta forma estarei fora disso, viu? E voc� s� tem que entrar e agarr�-lo.

Pode me pagar mais tarde, est� bem?

- Est� bem. - Para que a pressa?

A garrafa ainda n�o est� vazia.

Sirva-se, a garrafa est� paga.

- Est� bom para um passeio. - Ele suspeitaria de n�s.

� de mim que ele suspeita. Se continuar assim, darei um soco nele.

E � melhor ele n�o importun�-la tamb�m. Voc� n�o fez nada de errado.

- Voc� n�o poderia, Selah. - Obrigada, Buck.

Voc� realmente n�o me conhece, n�o sabe nada sobre mim.

Ora, sei como voc� �, como fala, como anda.

- Eu sei tudo sobre voc�. - Onde Johnny Bishop mora?

- Por que ainda se interessa por ele? - Eu s� queria saber.

Afinal de contas, andei observando-o. Pareceu-me amig�vel.

Ele �.

- Tem uma casa boa? - N�o muito, mas ele tem melhorado.

Tem uma cerca pintada de branco, ele e a Kitty tem uma planta��o no quintal.

Tem um padr�o melhor do que as da cidade.

- � longe daqui? - N�o, a duas quadras daqui, perto,

ao lado das minas de cobre.

Vamos voltar a falar de voc�. O que planeja fazer quando isso acabar?

- Eu n�o sei. - Esta � uma cidade pequena e agrad�vel.

Quieta. Um bom lugar para se criar uma fam�lia.

O que estou tentando dizer, voc� estaria interessada em ficar aqui permanentemente?

N�o posso lhe oferecer muito, mas...

Desculpe, Buck, n�o esta noite. Acho melhor eu entrar.

Boa noite.

Johnny! Johnny! Abra!

Selah!

- O que voc� faz aqui? - Eu preciso conversar com voc�!

Venha, entre antes que algu�m te veja.

Kitty, esta � Selah Jennison. Selah, esta � minha esposa Kitty.

- Ol�. - Como vai?

- O que te traz aqui, Selah? - Johnny, ele vai prender voc�!

- Voc� tem certeza? - Sim!

Voc� disse a eles!

N�o disse, querida, eu conhe�o a Selah, ela n�o faria isso.

Eu ia dizer. N�o me pergunte por qu�, eu ia dizer.

Eu fui trazida aqui para identific�-lo.

Mas voc� n�o o fez!

Voltei atr�s no �ltimo instante. Mas v�o prend�-lo de qualquer maneira!

- Quando? - De manh�. Algu�m vai identific�-lo.

- Eu lhe disse para fugirmos ontem � noite. - Quem?

Aquele homem com quem voc� lutou.

- Big Murphy? - Sim, sim, � ele.

- N�o, n�o pode ser o Big Murphy. - � sim, Johnny.

- Johnny, voc� confia em todos. - Essa briguinha � uma coisa,

mas colocar um la�o no meu pesco�o � outra.

- � imposs�vel que seja ele! - � poss�vel! Oh, Johnny!

Johnny, se acontecer alguma coisa e voc� vai morrer, eu morrerei.

- Querido, vamos hoje � noite, agora! - Eu n�o posso ir hoje � noite.

- Por que n�o? - Voc� n�o pode cavalgar,

eu n�o quero perder o beb�! Prefiro ser enforcado!

Deus, me ajude.

N�o posso ir sem voc�.

N�o se preocupe, querida, daremos um jeito, n�o se preocupe.

Selah, � melhor voc� voltar, antes que ele sinta a sua falta.

- Obrigado Selah, obrigado pelo aviso. - Consiga, Johnny, prometa que conseguir�.

- Eu vou conseguir. - Eu n�o vou v�-lo novamente.

Um dia voc� ir�, nosso beb� tamb�m.

Espero que tenha mais sorte que o pai.

- Espero que ele tenha mais ju�zo tamb�m. - Acha que eu estava envolvido no assalto?

- N�o! - Eu estava, Selah.

Eu n�o tinha trabalho, nem dinheiro.

Um homem chegou para mim e disse que me dava US $ 100

se eu levasse tr�s cavalos a um determinado lugar.

Eu fui um idiota, n�o fiz nenhuma pergunta.

Era tarde demais quando eu descobri que estava ajudando tr�s assaltantes.

Juro Selah, eu n�o sabia de nada disso at� que eles come�aram a me ca�ar.

E ent�o eu corri como um tolo.

� Bouvard!

� melhor voc� sair pela porta dos fundos.

- Eu errei. Eu errei. - Seu maluco.

Cale-se, se maluco.

- Eu errei. Eu errei. - Cale-se.

- Era voc�. - Eu estava esperando por voc�.

- Est� ferido. - N�o faz mal.

H� uma garrafa de u�sque no meu quarto, v� busc�-la.

Traga uma toalha.

Bons amigos voc� tem. Um homem que tenta me matar numa emboscada.

- N�o foi Johnny. - J� come�o a me odiar!

Cheguei a pensar que voc� estava sendo honesta.

Duas vezes! Duas vezes eu acreditei que voc� era diferente!

Voc� vem me traindo desde que chegou! Foi por isso que voc� veio, n�o �?

- N�o, n�o foi por isso. - Oh, pare de mentir!

Nunca pensei que tentariam me matar. Outras mulheres tentaram quanto...

eu perseguia seus maridos, mas elas n�o prestavam. Voc� � igual a elas.

Eu estava tentando salv�-la daquela sujeira, tentando dar-lhe aquele dinheiro.

- Vou me assegurar que Murphy receba tudo! - O que vai fazer? Vai prender o Johnny?

- De manh�! Sim! - Eu vou jurar que ele n�o � o Butterfield!

- Olhe para mim! - J� ouvi bastante de voc�.

Olhe para mim, pense em voc�, voc� ser� morto, n�o percebe?

� em voc� que eu estou pensando. Eu n�o quero o dinheiro da recompensa.

- Olha, estou dizendo a verdade agora... - N�o vai funcionar.

Voc� j� me traiu demais, n�o preciso mais de voc�. V� dormir!

E voc� v� para o inferno!

- N�o pode dormir aqui! - Posso tentar!

Est� bem.

Saia!

Para voc� sair de fininho e me trair de novo?

Voc� est� cada vez melhor nisso.

Voc�s s�o todos um bando de valent�o pagos!

Voc� � pior do que as pessoas que voc� persegue!

Fora daqui! Fora!

Voc� n�o tem nada com que se preocupar,

voc� est� mais segura comigo, do que eu estou com voc�.

Saia daqui!

Bom dia. Foi a �nica maneira que consegui dormir.

- O que voc� planejou para mim hoje? - Planos?

O mesmo que ontem, ou o qu�?

- Basta ficar aqui, at� que tudo acabe. - At� que tudo acabe?

At� eu prend�-lo.

Eu esqueci o meu casaco. Onde est�o as algemas?

Aqui.

Voc� j� n�o teve o suficiente? O que voc� fez com a chave?

- Joguei pela janela. - O qu�!?

Joguei pela janela!

- Voc� nunca desiste? Venha! - Est� machucando o meu bra�o.

Pode parar aqui. Voc� n�o vai prend�-la na minha cadeia.

Voc� tem chaves para algemas?

Por que a est� prendendo? Venha para dentro.

Espere um minuto.

Pode pegar seu frete, Bouvard.

Por Sam Hill, o que h� de errado com voc� para fazer isso com Selah?

- Cale a boca, Weston! - Se tivesse com suas m�os livres,

n�o falaria assim.

- Onde est�o suas chaves? - Na minha mesa.

- Pegue-as, pegue-as. - E a Selah?

Estou tentando me livrar dela. Pegue as chaves.

Talvez n�o sirvam para as suas algemas. Onde est�o as suas?

N�o fa�a perguntas, me traga as chaves aqui.

- Anda, n�o pode se apressar? - Posso, se voc� ficar parado.

- Viu Johnny esta manh�? - Sim.

- Onde? - No p�tio.

- Algu�m com ele? - Sim.

- Quem? - A esposa.

- O que ela est� fazendo aqui? - Como?

- N�o vai deix�-la para tr�s. - Essas chaves n�o servem.

Tenho outras na sala dos fundos, quer que v� busc�-las?

Agora n�o. Temos que deter as carro�as.

Venha!

Pare, pare!

- O que h� de errado, Buck? - Apenas pare, Al.

- Qual � o problema, xerife? - Desculpe, Herb.

Estou sob ordens do delegado adjunto federal Bouvard.

Ei, voc� esteve em meu escrit�rio, n�o �?

- Isso mesmo. - Voc� n�o usou esse nome.

Eu n�o uso nome nenhum, estou aqui para prender o Johnny Bishop.

- Johnny? - Onde ele est�?

- Eu n�o sei. O Johnny j� saiu, Al? - Apenas uma carro�a partiu, a do Big Murphy.

Ele estava com a esposa. Ele n�o est� na sua carro�a?

Est� disposto a olhar voc� mesmo, senhor?

Debaixo do assento!

- � o meu almo�o. - Nada.

Est� bem, pode ir.

Ningu�m est� autorizado a deixar esse p�tio sem a minha autoriza��o.

- O xerife vai verificar as carro�as. - N�o retenha-os por muito tempo.

Tempo � dinheiro.

Muito bem, pare!

- Tenho que confiar em voc�, Weston. - Eu uso uma "estrela" tamb�m, Bouvard.

Talvez n�o t�o grande quanto a sua, mas vivo dela.

- Eu sei disso. - Acho que voc� � louco.

Se Johnny tentar escapar numa carro�a, ele � louco tamb�m.

S� acredito se ver.

Verifique essa.

- N�o. - Est� bem, deixe-o ir.

Traga a pr�xima.

Tem certeza de que voc� viu ele e a mulher entrando no dep�sito?

- Eu falei com ele. - Como escaparam?

N�o escaparam.

Como, se a mulher estava com ele? Ele deve ter a levado ao m�dico.

- Primeiro passaram no p�tio. - Est� certo.

Aposto que devem estar no consult�rio agora, a n�o ser que tenham voltado para casa.

Ele escapou numa carro�a sob meu nariz, mas como?

- Eu vou at� o consult�rio. - N�o perca tempo.

Entre e vamos tentar remover isto novamente.

Estou farta de ser arrastada como um gato doente!

Murphy! Aposto que aquele traidor tem ele na carro�a dele.

Ele sabia que era o �nico homem que eu n�o suspeitava!

- Voc� n�o acredita em nada!? - Por que foi o �nico a ir para o sul...

em dire��o � fronteira, e as carro�as que revistamos iam para o norte?

Voc� tem que ir atr�s dele!

N�o irei a nenhuma ca�ada absurda. Procure um outro xerife.

Weston!

- Venha! - O que voc� est� fazendo?

N�o importa, suba aqui.

- Vamos l�, vamos l�, suba! - Tudo bem! Est� machucando o meu bra�o!

N�o se preocupe com isso. Se ele n�o vai atr�s dele, eu vou peg�-lo sozinho!

- Devagar seu louco! - Quer calar a boca?

Est� me machucando!

Vamos!

Pare! Pare!

Encoste. Pare a carro�a!

Encoste.

Encoste. Pare a carro�a!

Voc� acabou de perder o dinheiro.

Se est� procurando problemas, encontrou!

- Butterfield est� nessa carro�a! - Eu n�o conhe�o nenhum Butterfield.

Voc� tentou me enganar, Murphy, agora vamos voltar para a cidade.

D� a volta na carro�a.

- N�o vai me dar ordens! - Des�a dessa carro�a!

Se n�o tivesse com essa mo�a, eu arrancaria a sua cabe�a.

- N�o pense que eu n�o faria. - Saia!

- Pare, Murphy! - Eu vou mat�-lo.

- Johnny! - Ele vai te matar, ele tem uma arma.

- N�o adianta, ele me pegou. - Butterfield?

Isso mesmo.

- Est� bem, vamos voltar. - Vamos voltar, Murphy.

Deixe-me descer! Deixe-me descer!

A chave est� na minha meia, pelo amor de Deus!

- O qu�!? - Na minha meia!

Oh, n�o!

- Quem levou a Kitty para casa? - Selah.

Murph colocou os dois na carro�a.

Ele � seu prisioneiro, n�o meu.

Por que Johnny foi preso? Qual � a acusa��o?

- Roubo e assassinato. - Eu n�o acredito.

- Nem ele. - Voc� acredita, Sr. Bouvard?

Isso n�o � comigo.

Fa�o o meu trabalho como o senhor, Sr. Loftus,

e trato somente de meus neg�cios.

Saiba de uma coisa, Johnny, seu trabalho estar� esperando por voc�.

- Darei assist�ncia a Kitty. - Obrigado, senhor.

- Eu pare�o ser minoria nesta cidade. - Voc� n�o � popular.

O que acha disso, Buck?

- Por aqui, dona. - N�o, obrigada.

N�o quer?

� estranho, eu � quem deveria estar bravo, mas n�o estou. Voc� est�.

Vou sair da cidade com o meu prisioneiro, o que voc� vai fazer?

Talvez fique aqui. Posso encontrar algum tipo de trabalho...

- e talvez me case. - Boa ideia.

Ou talvez volte, eu ainda tenho a minha passagem, por que quer saber?

Eu a trouxe aqui. Se tivesse aqueles 500 d�lares poderia arrumar a sua vida.

Vou me assegurar que receba.

Posso dizer ao pessoal da Fargo que voc� o identificou para mim.

Me deu informa��es que levaram � pris�o dele.

Por que voc� faria isso?

Porque detestaria v�-la voltar para Forte Kenton.

Acho que voc� falou s�rio quando disse que queria um novo come�o em um novo lugar.

Eu cuido disso. O que importa a voc� o que acontece comigo?

Eu n�o me importo.

Importo sim, me importo com voc� da mesma maneira que me importo...

com uma crian�a �rf� que n�o soubesse se orientar sozinha.

Eu tenho dinheiro para te emprestar,

pode peg�-lo e come�ar uma vida nova aqui?

- Eu n�o quero o seu dinheiro sangrento. - Bem, me fez sangrar um pouco, certo?

Voc� me traiu v�rias vezes. Se eu fosse um fora da lei,

eu preferia voc� como um amigo, do que dez homens com armas.

E com certeza voc� fez o seu melhor, ou pior.

O que acontece agora com Johnny n�o lhe interessa.

Mesmo se voc� o enforcar?

Pare de dizer que eu enforco pessoas, eu s� os prendo!

� assim que o chamam, n�o �? O enforcador?!

- Selah. - E agora vai enforcar um homem inocente.

Deixe o j�ri decidir quem � inocente.

Ele � inocente! Johnny dir� ao j�ri que s� levou os cavalos,

ele n�o sabia para que era, ele foi est�pido e n�o fez nenhuma pergunta

- e o que o j�ri dir�? - Foi isso que aconteceu com Johnny?

Estou perguntando a voc�, o que o j�ri dir�?

Voc� sabe o que v�o dizer! Eles v�o dizer: Enforquem-no!

Enforquem-no! � o que o j�ri vai dizer!

Enforquem-no! Enforquem-no!

Fale baixo senhorita, ou saia dessa sala.

Com prazer vou sair da sala. Estou farta de olhar para esse enforcador!

Este � um hotel respeit�vel, senhora.

� verdade, Sr. Bouvard, voc� realmente enforca pessoas?

Selah!

Voc� n�o pode me deixar em paz?

N�o, receio que n�o. Antes de ir embora quero que nos entendamos.

- Eu entendo, voc� n�o passa de um... - De um enforcador, sim.

- Voc� � jovem demais para entender isso. - Eu n�o sou muito jovem.

Voc� mesmo me disse que pare�o ter 30 anos.

Eu a vi no meio de espumas, voc� ainda n�o cresceu,

� muito jovem para entender um homem como eu.

E talvez eu seja velho demais para entender uma garota como voc�.

Tempo � como uma cerca de arame farpado, quando os anos se acumulam,

n�o podem se cruzar.

� dif�cil para mim compreender o rapaz que um dia fui.

Estudei direito, queria ajudar as pessoas.

Meu irm�o me disse que precisavam de advogados na Calif�rnia.

Agentes imobili�rios estavam roubando terras l�, advogados podiam ajudar.

Ent�o, ele partiu para o oeste com o irm�o.

Eles n�o chegaram a Calif�rnia, a dilig�ncia foi assaltada e o irm�o foi morto.

Quando chegou na cidade o xerife fez corpo mole,

ele conhecia os criminosos, mas tinha medo de prend�-los, porque poderiam mat�-lo.

Aquele jovem n�o podia ver dessa forma,

arranjou para si um distintivo de delegado adjunto.

Levou um tempo, mas ele pegou os homens que haviam matado o irm�o.

�, foram enforcados.

Descobriu que era mais f�cil colocar um distintivo do que tir�-lo.

Disseram que precisavam dele.

Por isso, continuou se tornando mais duro, c�nico e mais velho.

� um neg�cio solit�rio, Selah, ser enforcador.

Bem, eu tenho que ir ver o xerife.

Ele � um homem muito bom, Selah, mesmo n�o me achando boa coisa,

poderia ser muito pior.

Aqui est�o os $ 500 d�lares. Eu receberei da Wells Fargo.

Espere! Eu sinto muito pelo que eu disse.

- Eu n�o sei quem est� certo ou errado. - Nem eu, e quem sabe?

Seguimos em frente, as coisas acontecem, fizemos o que for preciso,

tentando viver por regras. Mas nem sempre funciona.

Esque�a, voc� est� livre agora.

Voc� � jovem, comece de novo, comece a viver de novo.

Voc� sabe, o jovem xerife derrete como manteiga cada vez que v� voc�.

Case-se com ele, Selah.

Ele ainda n�o est� a sua altura, mas acho que voc� poder� mold�-lo.

Se eu tivesse a idade dele n�o perderia muito tempo.

- Algu�m no hotel quer te ver. - Foi o que ela disse?

Eu leio mentes.

Vou ter bastante tempo com a Selah depois que voc� for embora.

O Al aqui est� querendo ver o Johnny.

Estive h� pouco com a mulher dele, ela gostaria de saber dele, posso ir falar com ele?

- Seja r�pido. - Obrigado, Xerife.

H� algu�m nesta cidade que n�o seja amigo de Johnny?

N�o me lembro de ningu�m, exceto o Big Murphy.

De qualquer forma, se eu te mostrasse, voc� n�o acreditaria.

Vou fazer a barba.

- Johnny, vou tirar voc� desta cadeia. - N�o vai! Algu�m ser� alvejado.

- Eu n�o tenho uma arma, e voc� tamb�m n�o. - Esque�a, n�o fugirei mais.

Ao sair daqui ter� um cavalo l� fora. Monte no cavalo e cavalgue r�pido.

Voc� pode alcan�ar a fronteira antes que o alcancem.

Big Murphy e eu levaremos a Kitty mais tarde.

Vou tir�-lo daqui, ent�o fique preparado.

- Boa dia, senhor. - Como vai?

- Barba? - Isso mesmo.

Sente-se nesta agrad�vel e confort�vel cadeira, farei uma barba perfeita, senhor.

Ah, sim senhor, muito trabalho hoje.

- Voc� � o cara que prendeu o Johnny? - Voc� � mais um dos amigos dele?

N�o posso acreditar que ele tenha feito algo de errado.

N�o deixe a navalha escorregar.

Vou lhe fazer uma barba caprichada. Aqui est�, bem aqui.

BARBEARIA.

E agora uma toalha quente, senhor. Assim vai se sentir melhor.

Ei Sam! Afaste-se.

Voc� n�o pegar� o Johnny, n�o senhor. voc� n�o pegar� o Johnny!

Saia da frente, Sam!

Vamos, venha aqui!

- Prenda-o, Buck. - Ele tentou mat�-lo, Xerife.

Eu falhei! Eu falhei!

- Cale-se! - N�o podia falhar.

Eu falhei. Eu falhei.

- Agora voc� tem um outro prisioneiro. - Eu n�o quero ele! N�o vou acus�-lo.

- Mas ele tentou mat�-lo. - Solte-o. Quando eu sair da cidade.

- Como esse Butterfield fez tantos amigos? - Ora, ajudando os outros, eu j� te disse.

- O que ele fez por voc�? - � uma boa pergunta.

Homens como n�s combatendo a esc�ria de bandidos cru�is,

acaba nos tornando cru�is tamb�m.

Sempre que vejo algu�m fazendo alguma coisa para as pessoas,

ao inv�s de contra elas, me faz sentir melhor.

Foi o que Johnny fez para mim.

- Vamos terminar o trabalho. - Sim, senhor.

Johnny, Johnny, pegue a corrente!

N�o atire!

Ele fugiu.

- Que belo atirador eu sou. - E agora?

- Nada. - Vai atr�s dele?

- N�o tenho cavalo. - Arranjo um para voc�.

Voc� me daria um velho e manco.

Quando eu o pegar, a �nica testemunha contra ele j� ter� sido enforcada.

Daqui a alguns dias ele voltar� para c� em liberdade.

- Foi at� bom ter errado o tiro. - Voc� atirou sobre a cabe�a dele, n�o foi?

- Pode me fazer um favor, Buck? - Qualquer coisa, Mac.

- Devolva isso para o delegado Cummings. - Est� se demitindo?

Bem, um homem que j� n�o acerta mais um tiro, tem que desistir.

Diga ao Cummings que eu vou escrever para ele da Calif�rnia.

Viu Selah, vou copiar voc�. Come�ar uma nova vida.

Ou recome�ar aquela que deixei para tr�s h� muito tempo.

Oh! Aqui... tem uma lembran�a para voc�, Buck.

Fique de olho ou ela te prender� com algemas. Ela tem o h�bito.

- At� mais, Buck. - At� mais, Mac.

Sabe Selah, Buck e eu tivemos uma discuss�o sobre amizade.

Eu dizia que todo mundo tem um pre�o e acreditava, mas me enganei.

E o pior � que gostava disso. Johnny fez algo por voc� tamb�m.

Ele n�o, Selah fez.

Voc� j� decidiu o que vai fazer?

- Ela vai casar comigo, Mac... - Eu imaginava isso.

- Pelo ao menos eu pedi a ela. - �? E o que ela disse?

- Estamos indo, Sr. Bouvard. - Um momento!

O que ela disse?

Eu sei o que ela vai dizer. N�o a for�arei, posso esperar.

- Sr. Bouvard? - Acho que n�o vamos nos ver mais, Selah.

Eu gostaria de saber antes de ir.

Voc� sabe que tem a minha b�n��o.

Buck.

Eu gosto de voc�. Voc� n�o sabe o quanto.

Mas eu estou indo para a Calif�rnia.

N�o sei o que est� acontecendo comigo.

Mesmo que ele n�o me queira, eu vou.

Eu quero voc�.

Selah...

Ele n�o vale nem a metade de voc� Buck, mas tinha que acontecer.

Eu n�o a mere�o tamb�m, Buck.

Adeus, Buck! Adeus!

At� mais, Buck!

Cuide-se!

At� mais, Selah! Mac!

Boa sorte!

FIM

Tradu��o: virtualnet.

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