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Era o meu supervisor.
Precisam de mim na agência...
para ajudar com o grande volume do feriado.
Que maravilha. E agora isso! Meu casaco está nesta bagunça.
Pessoal, venham aqui pegar os casacos, sim?
É assunto oficial.
Vamos.
-Carla. -Já vou, Sam.
Para trás, eu estou indo.
Vou achá-lo, seu...
Peguei.
Carla, esse não é o meu...
Vista-o, senão vou arrancar as roupas que está usando.
Sim, senhora. Deus a abençoe, Carla.
Bom, pelo menos os cachorros não vão me atacar.
Cheers S02E12 "Where There's a Will"
Resync Web-DL Evilkinder
Permita-me.
Obrigada.
Veja isso.
Como faz isso sem queimar a mão?
Não faço.
Sam, mostre a ela os outros truques.
Você faz muitos truques, é?
Sei fazer alguns.
Mostre a ela como faz a namorada desaparecer.
Está bem. Você vai gostar deste. Veja.
Sammy.
Boa noite. Bem-vindo ao Cheers. O que vai querer?
Qual é a especialidade do barman?
É especialista em hot buttered rum. Que tal?
Parece bom. Quero um duplo. Tive o pior dia da minha vida.
Sabe o que eu digo sempre? ''A vida é como um banquete chinês.
Entre o marreco de Pequim e o peixe agridoce...
espera-se uma canja de patas de galinha''.
Então, ria. Ria.
Acabam de me dizer que tenho seis meses de vida.
Nossa!
Sinto muito.
Não tive a intenção de brincar. Sinto muito.
-Fiquei falando como uma idiota. -Posso lhe pagar uma bebida?
Sammy, como você faz o truque? Sabe, aquele.
Está tudo na sua cabeça, Carla. O truque é: enquanto você faz...
pense na coisa mais agradável da sua vida.
Ser queimada por este fósforo seria a coisa mais agradável da minha vida.
-Sam? -Sim?
Precisa falar com aquele homem sozinho ali na mesa.
Por quê?
Ele veio aqui porque acaba de descobrir...
-que tem seis meses de vida. -Ah, qual é.
Tem certeza que não foi uma cantada?
Sam, que tipo de animal diria algo assim como...
uma investida em alguém?
Ninguém. Eu não, com certeza.
Ele parece querer falar a respeito.
Vou falar com ele.
Como se anima alguém que tem seis meses para viver?
Vou dizer que tenho cinco.
-O que ele vai beber? -Hot buttered rum.
Pessoal, vejam isso. Vejam só isso.
É isso aí, Treinador. Você conseguiu.
Sua resistência à dor deve ser grande.
-Não conheço essa palavra. -Durão, hein?
Não, ele não sabe o que é ''resistência''.
Obrigado, Normie.
Posso sentar com você?
Meu nome é Sam Malone. Sou o dono do bar.
-Malcolm Kramer. -Como vai?
Antes de me aposentar, tinha uma usina perto de Chicago.
Sabe, isso pode não ser da minha conta...
mas já pensou em ouvir outra opinião?
Quero dizer, os médicos erram.
Todos os médicos que vi disseram o mesmo...
e fui a 12 especialistas mundiais.
Talvez fosse melhor se consultasse um charlatão.
Como está a bebida?
Excelente. Você é um ótimo barman.
-Obrigado. -Não acredito nisso.
Parece que eles estão se divertindo.
Sabe, enquanto estudava em Harvard fui barman.
Foram os melhores anos da minha vida.
Será que ainda tem jeito?
-Sério? -Por que não? Venha.
Temos duas regras por aqui. Nenhum copo fica vazio...
e, se alguém arrotar, culpe a garçonete.
Entendi.
Meu Deus Queria ter nascido em Bornéu
Se a metade destas fotos São de verdade
Pode me imaginar Embaixo de uma pimenteira?
Seria muito atrevido Com as mulheres
Ele conseguiu!
Por que estou gritando? Apostei contra.
Muito obrigado.
Não esquecemos nunca.
Ele é maravilhoso.
Mesmo. É um grande contador de histórias, e sabe o que faz.
Nós devíamos ter alguém mais velho no bar.
-Os fregueses gostariam. -E você, Treinador?
Eu também gostaria.
-Vou pensar. -Obrigado, Sam.
Temos poucos copos de cerveja.
Alguém pode lavar estes?
-Seria um prazer. -Gosta de lavar copos?
Claro. De repente, parece que tenho 18 anos de novo.
Eu também. Vamos nos ver por aí?
Pode crer, bonitão.
E como as renas o adoravam
Já era hora de voltar.
Qual é o problema? O vento passou por essa coisa velha.
E as balas deviam ter pelo menos um ano.
Se Boston soubesse que por pouco...
escapamos de uma catástrofe, haveria pânico nas ruas.
Kramer, este é Cliff, meu melhor amigo. Dê uma cerveja a ele.
Este é o Sr. Kramer, um freguês.
Ah, um freguês. Se não se importar...
gostaria de receber minha bebida de um barman competente.
Cliff, seja sensível, sim?
Sam fez um favor a ele.
Os médicos dizem que ele vai morrer em meses.
Nossa, sinto muito.
-A vida é assim. -É.
Sr. Kramer, sinto muito fazer isso...
mas o senhor pediu para avisá-lo às 23h.
Ah, sim. Tenho de pegar um avião.
-Vai mesmo embora? -Sim.
Não quero que me chamem de ''ausente'' antes que seja oficial.
Obrigado, Sam.
De nada, Malcolm. Volte aqui antes...
Logo. Volte logo.
Boa noite a todos. E obrigado.
-Boa noite. -Boa noite.
Tive uma noite maravilhosa, bem quando precisava.
Um dia, vocês vão perceber o quanto gostei mesmo daqui.
-Cuide-se. -Foi um prazer conhecê-lo.
-Até logo, Sr. Kramer. -lsso é que é boa gente.
Obrigado, Norm. Meu pai sempre disse para me despedir.
Com licença.
O que vocês fizeram hoje foi magnífico.
Aumentou a minha confiança na humanidade...
que, às vezes, fica meio abalada.
Quero que todos saibam...
que não há nada que eu não faria por vocês.
-Cachorro-quente! -Largue isso e dance.
Vermes.
Quem foi o espertinho que colocou uma promissória na caixa de gorjeta?
Deixe-me ver isso. lsso não é promissória.
lsso é...
É um monte de frases que eu não entendo.
-Está em outra língua, Sam? -Não, está em inglês.
No seu caso, é outra língua.
Está bem.
''A quem possa interessar...
A partir de agora, no meu testamento irá constar o seguinte:
como recompensa por sua gentileza, deixo a quantia de...
US$ 100 mil para o pessoal do Cheers''.
-Assinado, Malcolm Kramer. -O quê?
lsso é piada?
Cliff, cheque isso. Veja se é válido.
Deixe-me ver.
Não quero fazer um prejulgamento, Treinador...
mas sim, eu acho que tem precedente...
no caso Pennoyer versus Neff...
ao descobrirem que jurisprudência era a melhor parte da dicção.
Tom, você é advogado, não é?
Trabalho no escritório de Sing e Fleckman.
Dê uma olhada nisso, sim? Diga o que significa.
Acho que a intenção dele foi fazer com que todos do Cheers...
-dividissem US$ 100 mil. -Estou feito.
Ouvi o cara dizer que era rico, mas achei que era conversa.
Sam, quem viria com uma conversa dessas?
Eu não.
US$ 100 mil. Quanto fica para cada um?
Aproximadamente US$ 2.500.
Menos meu saldo devedor, sobram 100 pratas.
-Cada um ganha 100 pratas? -Não, dividimos 100 pratas.
Esperem, esperem.
Não diz nada aí sobre dividir igualmente.
Tem muita gente aqui...
que nem viu o cara, sabe?
-É verdade. -Esperem um instante.
lsso não importa. Este papel não vale nada.
-Como assim? -Para um testamento ser válido...
segundo a lei de Massachusetts...
os termos devem ser claros e o documento, assinado...
por pelo menos três testemunhas, e este não foi. Sinto muito.
Ora, vamos.
É uma bela lembrança de uma noite de generosidade e boa vontade.
Que se dane. Quero meu dinheiro.
-Dinheiro. Dinheiro. Dinheiro. -Dinheiro. Dinheiro. Dinheiro.
Esperem, esperem. Eu tive uma idéia.
Tive uma idéia.
Se o trouxéssemos de volta, ele poderia escrever algo válido...
e dizer exatamente quem ele quer que ganhe e quanto.
Claro. Ele está a caminho do aeroporto.
Podemos pegá-lo ainda no hotel.
-Está bem. Eu vou. -Por que você?
Ele gostou mais de mim.
Ah, é, Norm? Por que acha isso?
Ele me abraçou, se querem saber.
O que é isso? Não vimos nada.
Está bem, não foi um abraço público.
Nós nos abraçamos com o olhar.
Sei. Sei.
Ouçam, seja quem for lá...
terá uma chance de preparar o terreno com o cara.
Então, é melhor mandarmos alguém de confiança.
Sim, sim, sem dúvida. Está bem, eu vou.
Você? Daria um tiro na sua mãe pela grana.
-Ei, minha mãe é uma santa. -Por que não mandar o Treinador?
-Confiam nele, não? -Sim.
-Está bem, eu vou lá. -É isso aí.
-Eu vou. -Certo, Treinador.
Manda ver, Treinador.
-Manda ver, Treinador. -Mas vá com calma, sim?
Não queremos assustar o homem.
-É, sim. -Certo, certo.
Diga-lhe que o filho adotivo, Norm, manda lembranças.
Certo, Normie.
Quero que todos saibam que é uma honra e um privilégio...
terem me escolhido para isso...
e espero corresponder às suas expectativas.
Quais são suas expectativas?
Faz quase uma hora que o Treinador já foi, Normie.
O que será que houve?
Muito bem, Sammy. Muito bem.
lsso vai satisfazer o estado de Massachusetts.
Nós só precisamos da assinatura de Kramer e três testemunhas...
e pronto.
Só porque você datilografou um pouco, não vai ganhar a mais.
Em nome do governo federal...
é melhor eu ver isso aqui.
Você escreveu Massachusetts errado, para começar.
-O quê? -É, ouça, na verdade...
isso é tudo prima facie non corpus interruptus.
Não perca tempo, Tom. Esse cara, sei lá.
-Que tipo de advogado você é? -Não saberia se eu dissesse.
Ah, é? Pois diga, sabichão.
Bom, ainda não sou advogado.
Vou fazer o exame da Ordem no mês que vem.
Ele mentiu aqui.
Vamos tirar a roupa dele e mandá-lo na neve.
-É! -Ei, pessoal...
-Vocês... -Ei, qual é?
Vamos com calma. lsso está virando loucura. Acalmem-se.
-Eles voltaram. -Viva o Sr. Kramer.
Por que demorou tanto, Treinador?
Sam, tive de tirar o carro, colocar a corrente nos pneus...
Por que não foi de táxi?
Achei que não valia a pena. O hotel fica a um quarteirão daqui.
Cumprimentem meu melhor amigo, o Sr. Kramer.
O Treinador disse que havia algum problema com o testamento.
Sr. Kramer, o senhor fez um gesto maravilhoso...
e agora eles pedem que o repita.
Você faz isso comigo toda noite.
Espero que um dia você acerte.
Sr. Kramer, foi um gesto maravilhoso...
mas não nos disse como vamos dividir o dinheiro.
Sim, veja bem, temos um problema sério aqui.
Quem ganha mais? Esses palhaços...
ou meus cinco lindos filhos.
Posar para esta foto é o máximo que já ficaram sem muletas.
Mostre esses monstros em outro lugar. É hoje que conta.
Lembra dos grandes momentos que passamos ali?
É, Sr. Kramer, não pode se esquecer...
daquela nossa adorável caminhada até o jukebox, não é?
E não se esqueça de quem procurou na dificuldade...
quando quis saber as horas.
-Você não me disse. -Acha que sou o Big Ben?
Sr. Kramer, por que não dá seu dinheiro a seus parentes?
-É má idéia. Má idéia. -Essa não.
-Não tenho parentes próximos. -Agora tem, Mervyn.
-Meu nome é Malcolm. -Posso chamá-lo de Mervyn?
Era o nome... O nome do meu pai.
Sr. Kramer, poderia doar seu dinheiro à caridade.
-Eu sou caridade. Pare com isso. -Nós somos caridade.
Sam, não tenho tempo para lidar com isso agora.
A vida é curta, tenho um avião me esperando.
Vou passar o dinheiro para você...
e você pode dividir como quiser.
-Ah, não, Sr. Kramer... -Desculpe, Sam, tenho que ir.
-Não faça isso... -Até logo. Boa noite.
-E mais uma vez, obrigado. -Até, Sr. Kramer.
Boa noite, Sr. Kramer.
Apareça sempre. Sammy...
Qual é? Parem.
Vou tentar dividir isso da forma mais justa possível...
mas não apelem para amizade e sentimento...
e nada de bajulações.
De que outra prova você precisa, Sam?
Quer ver sangue derramado? Destrua o testamento.
-Vamos matá-la! -É!
-O que vai ser, Sam? -Vamos, Sammy...
-aja como um homem. -Está bem.
Todos os que estão nesta sala agora recebem igual valor, e pronto.
-O quê? -É lei. Eu escrevi.
-O que está fazendo? -Sam...
Agora acabou. Acabou. Vamos voltar ao normal por aqui.
Devíamos ter acabado com ela quando tivemos chance.
Espero que tenhamos aprendido com isso.
Quer dizer, a não sermos ambiciosos demais?
Não, a sempre jogar fora corretamente o lixo inflamável.
Devíamos ter previsto isso.
Gente como nós não ganha aquilo.
Vejam as coisas desta forma...
não estamos mais pobres do que quando chegamos aqui.
Você pode falar. Vai ser advogado.
-É, mas muito ruim. -Podem me dar um tempo?
Bem, o Cheers voltou ao normal.
E eu estou aliviada.
Vou agradecer ao Sam. Vocês também deveriam.
A propósito, com toda essa história de testamento...
ninguém falou do meu penteado novo.
Está horrível.
Pronto. Foi tão difícil assim?
Sam.
O que fez foi um gesto bonito e nobre. Estou orgulhosa.
E posso ver pelo seu olhar que também se orgulha, não é?
Sim, Diane. Estou orgulhoso e...
rico.
O que é isso?
lsso é meu ingresso para a felicidade.
Este é o testamento. Queimei um papel falso.
-O quê? Como? -Está brincando?
Faço mágica, lembra?
Veja só isso.
Ah, olhe só.
Esta foi a coisa mais mesquinha, horrível...
e voraz que você já fez.
Espere aí. Algumas dessas palavras não soaram muito bem.
Que tal isso?
Você desceu tanto que precisaria de uma escada para beijar uma cobra.
Assim ficou claro, mas por quê? lsto é...
Achei que fiz a coisa certa. Vi o que todos faziam...
brigando daquele jeito lá.
Aí, pensei que esta seria a melhor solução.
Vamos. Veja isso logicamente.
Como vai explicar sua riqueza para eles?
Confie em mim. Não vou...
mudar meu estilo de vida de repente. Minhas compras serão simples.
Talvez uma televisão. Um par de sapatos.
Duas calças.
Uma viagem às llhas Canárias, no meu novo iate, de 18 m.
Já sei com o que está preocupada. Ei, você é minha namorada.
Vou dividir tudo com você.
Pense em todas as coisas boas que pode fazer com ele.
Que bem poderia vir disso?
Caridades.
Bom, acho que se pode fazer maravilhas com muito dinheiro...
se gostarmos da idéia.
Poderia doar para instituições ambientais.
-Doe. -Ajudar a combater a fome.
Salvar animais em extinção e comprar aquele vestido de seda na Claudine.
-lsso, isso, isso. -Não! Agora sou eu.
-Não vai fazer isso com seus amigos. -O que vai fazer? Vai me delatar?
Espere aí. Espere um instante.
É disso que estamos falando aqui, não?
Você está louco.
Talvez esteja, mas não sou burro.
Você é muito burro.
Vou dizer o quanto eu sou burro. Conheço você como a um livro.
lsso é burro.
Você quer o meu dinheiro.
O que vai fazer? Vai me chantagear agora?
Acaba de perder o passeio de barco.
Não pode bater em mim. Eu sou rico.
Por quanto tempo mais vai fazer isso?
Não conheço você. Nunca vi você assim, e não gosto.
Qual é, qual é! Não deixe isso nos separar.
Quero que me ajude a gastar.
Vamos, vai nos fazer felizes.
Já está me fazendo sentir mal.
Espere só para ver como vamos nos divertir de barco, juntos.
Droga! Se o homem morresse em quatro meses...
poderíamos velejar no Atlântico, na primavera.
Você ouviu o que disse?
Meu Deus!
Foi horrível dizer isso, não foi?
Seis meses está ótimo. Pegaríamos a Corrente do Golfo.
Sam.
O que está acontecendo comigo? Virei uma pessoa horrível.
Virou, sim.
Vou fazer o que deveria ter feito quando vi esta coisa horrorosa.
Vou destruir este papel, antes que ele me destrua.
Era o certo a fazer, Sam.
Agora, vamos esquecer que isso tudo aconteceu.
Vamos, sim.
Eu me odeio pelo que acabei de pensar.
Não. Não vou nem dizer.
Sei que você não fez isso...
-mas quero ter certeza. -Qual é!
Você acha mesmo que eu faria algo assim outra vez...
depois de tudo o que passei?
-Desculpe. -Tudo bem.
Claro que não.
Qualquer um que fizesse algo assim tão vil...
teria a culpa como companheira pelo resto da vida.
Obrigada.
Eu a odeio.
Odeio mesmo, de verdade. Odeio muito, muito mesmo.
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