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Participa��o de 17 Tradutores Maior Contributo: deia

AMOR LOUCO

MAPAS DAS ESTRELAS AQUI

Cidade de Los Angeles

O amor � uma porcaria.

A REVISTA DO BEB�

Bom dia!

O qu�? N�o h� caf�!

Estou a beber um ch� de ervas.

Preciso de cafe�na.

Queres que te prepare uma das minhas omeletas?

N�o, obrigada.

- Andas mal do est�mago? - N�useas matinais.

- Que engra�ada. - Donald, precisamos de falar.

S�o eles. Os irm�os mexicanos idiotas.

Donald, Donald!

- O qu�? - Disse que precisamos de falar.

Assim que fale com os nossos assassinos de �rvores.

Est� na hora duma confronta��o.

Sim, est�.

Muito bem, est� na hora de resolvermos isto duma vez por todas.

N�o fa�a isso, pode magoar-se.

N�o te preocupes. Falemos da minha �rvore. Est� a morrer.

Talvez tenha raz�o.

Queres explicar-me porqu�?

N�o sei...

nada funciona. Isto pode ser um acto de Deus.

Reza para que n�o.

Se morrer, despe�o-vos. Compreendes?

Sim, compreendo muito bem.

Fico contente!

Desculpe, senhor. N�o falo ingl�s.

O qu�? A �rvore de novo?

Quando cair a �ltima folha, vai despedir-nos.

Ent�o � melhor despedirmo-nos, porque vai morrer.

N�o, homem.

Necessitamos do dinheiro. Tu sabes disso. Vamos trabalhar.

Lamento, o restaurante est� cheio.

N�o vamos deixar que isto estrague a nossa lua de mel.

Encontraremos outro restaurante.

- Obrigado. - Tenham um bom dia.

- O que me escapou? - Os sapatos.

- Esque�o-me sempre! - Eu sei.

- O duo din�mico. - C�us.

Jackie, B�rbara, que prazer t�o inesperado.

O que traz aqui t�o encantadoras senhoras?

� suposto conversarmos.

Sim. Desculpa, querida. Esqueci-me.

Bem, j� que estamos aqui todos juntos...

seria bom sentarmos e termos uma conversa familiar.

Claro. Querem almo�ar enquanto falamos?

Boa sorte.

FLORISTA SANCHEZ

O almo�o est� a servir-se no estacionamento.

- Quanto te devo? - Nada.

� o teu anivers�rio! Eu pago.

- Obrigado, meu amigo. - N�o � nada.

No meu anivers�rio, convidas tu...

mas iremos a um s�tio melhor.

Qual � o teu desejo de anivers�rio?

- N�o acredito em desejos. - Anda l�!

Se fosse alguma coisa era que a Catalina estivesse connosco.

Catalina! Se a tua irm� n�o tivesse t�o mau feitio...

poderia estar a viver connosco.

Ela quis castrar o tipo da Imigra��o com uma colher.

N�o foi muita esperta.

Ele estava a tentar apanh�-la...

Talvez sim, talvez n�o.

O que acontece � que...

a Catalina continua a viver no M�xico.

com uma colher.

Temos uns especiais deliciosos hoje.

N�o viemos para comer.

Donald, a B�rbara acaba de me informar que...

vou ser... av�.

Est�s...?

Boa tarde, senhoras, Sr. Chandler.

Trago algo para beberem?

Eu quero uma �gua mineral com uma rodela de lim�o.

Eu vou tomar um vinho branco.

Algo encorpado, de sabor intenso.

Escolha voc�.

- Algo que me sacuda... tequilha. - Tequilha?

Sim! Acabam de me informar que vou ser pai.

Felicidades!

Tu n�o �s o pai, Donald..

Traz a garrafa.

Que est�s a dizer?

A Barbie tem andado a ter um caso.

- Com quem? - Com o Daniel Gadbois.

- O vendedor de autom�veis? - � o dono.

Crian�as, a profiss�o dele n�o � importante.

Como vamos resolver a situa��o?

- Ele vendeu-nos o Benz. - Por favor.

Falei com os meus advogados esta manh�.

E a forma mais f�cil de resolver esta confus�o � pedir a anula��o.

� r�pido.

E j� encontrei uma pessoa que quer comprar o restaurante.

Jackie, dediquei-me de corpo e alma a este lugar!

Enquanto me ignoravas completamente.

Se se vender o restaurante, perdemos os dois dinheiro.

Considera isto uma perda nos impostos.

Talvez para si seja s� isso. Para mim � a ru�na.

Apenas poderei abrir uma tasca de tacos!

Tenho a certeza que os tacos seriam excelentes.

Jackie, por favor. N�o me pode fazer isto.

Donald, n�o te fa�as de coitadinho. N�o te fica bem.

Casaste-te com uma pessoa rica.

Agora "descasas-te" e ficar�s sem o dinheiro.

N�o a deixarei fazer isto. Levo-a a tribunal se for preciso.

N�o sejas tonto.

Tonto? N�o fui eu que fui infiel mas � a mim que me lixam.

� a minha melhor oferta e ser� a �ltima.

Acho que j� acab�mos por aqui.

Tem um bom dia, querido.

Tob�as, um ritmo.

- Isto estava bom! - Muito bom, irm�o.

�s o Tupac latino.

- Achas? - Claro. Vamos a uma cerveja.

Vamos! N�o posso.

A Juanita vai fazer-me um jantar.

J� sei, ela convidou-me.

Mas � o teu anivers�rio, vamos beber um copo.

- Bem, s� um. - Tamb�m n�o posso pagar mais.

Corta esse bigode horr�vel para os teus anos.

- O meu bigode � muito viril. - Estou a brincar, homem.

O qu�? S� estou a ser amig�vel.

J� sei. Demasiado amig�vel.

Surpresa!

Eu disse-te que n�o queria festas.

Eu sim.

Feliz anivers�rio, pap�!

Menos abra�os, mais copos!

Como est�s?

Uma para mim e uma para a Velha.

E outra para mim!

Muito bem!

Comida para vermes.

Quando morremos, somos comida para vermes.

E enquanto estamos vivos, somos alimento para as mulheres.

Voc�s, gostam de alimentar-se dos nossos sonhos, verdade?

E quando acabam com todos...

come�am a roer o nosso amor pr�prio.

N�o olhe para mim. Tenho estado de dieta.

O que aconteceu aos tradicionais barman?

Foi voc� que me contratou.

Sim, verdade? Nesse caso, est� despedida.

A s�rio?

N�o. Preciso de outro copo.

Permita-me que chame um dos seus amigos para o levar a casa.

Eu n�o tenho amigos.

Chamo-lhe um t�xi?

N�o, n�o. Se vou galantemente sair para a noite...

vou faz�-lo com estilo.

Arranje-me uma limusine

Isto tornar� nossos desejos em realidade. Feliz anivers�rio!

Obrigado, Velha.

Um bilhete de lotaria

Sabes o que penso destas coisas. � um desperd�cio de dinheiro

� assim que agradeces um presente?

Tem cuidado, j� sabes que esta Velha � uma bruxa poderosa.

Duvidas dos meus poderes?

Estou a brincar, Velha.

Por falar nisso, � hora da lotaria. Eduardo! P�e no canal 8.

N�o queres ver se ganhaste?

J� ganhei, mi�da. Tenho-te a ti...

dois filhos maravilhosos e muitos amigos.

Queres verificar os n�meros?

Que mais nos ofereceram?

Lotaria! Vamos, vamos!

N�o �.

Deixaste a Velha beber tequilha outra vez?

S� dois copos. Deixa-me ver o boletim.

Velha, est� bem?

Consegui!

Se ganhares a lotaria, emprestas-me um milh�o de d�lares?

Se ganhar, empresto-te dois milh�es.

Ainda bem, irm�o, porque acho que a ganhaste.

- Deixa-me ver isso. - O qu�?

Agora que vais ter um filho de outro...

S� me resta um caminho a seguir.

Que � o fim da minha vida...

ser� o principio de uma vida mais feliz para ti...

bla, bla, bla

Sinceramente, Donald.

Isto manter� esta cadela na terapia algum tempo.

Queria dizer algo antes de partir.

Est� ligado?

Talvez esteja a exagerar um pouco.

Sr. Chandler! Sra. Chandler!

N�o est� ningu�m em casa. Deixa-lhe um recado.

Quero dizer-lhe pessoalmente que nos vamos despedir.

Sr. Chandler, � favor de atender o telefone branco.

- Que casa linda, irm�o. - N�o est� mal.

Caramba!

Algu�m andou a festejar.

Ouve, n�o bebas isso!

Que se passou?

Enforcou-se.

Porque � que um homem que tem tanto faria isto?

- Provavelmente ouviu que nos �amos despedir. - N�o brinques sobre isto.

Olha! Deixou um recado!

O que � que diz?

A mulher dele engravidou doutro tipo.

N�o podia viver sem ela. "Adeus mundo cruel!"

- Sr. Chandler? - Tu...

- Sou eu, Miguel Sanches. - N�o gosto de ti.

Mataste a minha �rvore. Sai do meu sonho.

N�o est� a sonhar, Sr. Chandler.

O que � que fa�o aqui?

- Creio que tentou suicidar-se. - Mas o maldito ramo partiu-se.

- Tob�as, por favor! - A culpa � tua.

Minha? Nem conhe�o a sua esposa! Sou um homem feliz no casamento...

Estava a falar da �rvore, idiota.

Se n�o tivesse morto a minha �rvore, o ramo n�o teria partido.

N�o estar�amos a ter esta conversa. A minha cabe�a!

Calma, ainda h� muitos ramos fortes para se pendurar.

Tob�as! A vida n�o � assim t�o m�, homem.

A minha mulher quer anular o casamento. Perdi o meu restaurante. N�o tenho dinheiro.

- Ainda � jovem! - Que fazem aqui? � quinta.

- Viemos dizer-lhe que vamos despedir-nos. - �ptimo.

- Pisam uma pessoa quando est� em baixo. - Lamento.

- Ouve. Tive uma ideia. - Sem brincadeiras, est� bem?

N�o � brincadeira! Penso que vais gostar desta ideia.

Falemos em particular.

Pode dar-nos um segundo, Sr. Chandler?

Um segundo.

Qual � a tua grande ideia?

- Acho que devemos contratar o chefe. - Disseste que n�o era piada.

N�o � piada! � um homem desesperado.

Isso � exactamente o que precisamos.

Para qu�?

Para que ele se case com a tua irm�.

Catalina finalmente poder� viver aqui!

N�s j� tent�mos, n�o resultou.

Ela afugentou-o antes que ele dissesse sim.

Por isso precisamos dum homem desesperado.

N�o te ofendas, mas n�o � f�cil...

viver com a tua irm�.

- Tem tido uma vida muito dif�cil. - Eu sei

Mas agora tens dinheiro para lhe dar uma vida f�cil.

E necessitamos de um homem desesperado para isso.

Acho que estamos a olhar para esse homem.

� certo. Deus aben�oou-me com muito dinheiro

Talvez devamos ajudar o Sr. Chandler.

- Como um acto de caridade. - Isso! Um acto de caridade.

Sr. Chandler...

o meu cunhado convenceu-me a oferecer-lhe ajuda.

Queremos contrat�-lo!

Lamento, rapazes, n�o sou jardineiro.

Acho que n�o me percebeu, Sr. Chandler.

Recebi muito dinheiro.

62 milh�es!

� isso mesmo, menino!

Como?

Ontem � noite ganhei a lotaria! Por isso desistimos.

E queremos contrat�-lo para algo que n�o tem nada que ver com cortar a relva.

N�o consigo pensar antes de tomar o meu caf�.

Querem um caf�?

Algo cheira mal aqui.

Porque diz isso?

Primeiro que tudo, voc�s n�o gostam de mim.

Est� certo.

E ainda assim emprestavam-me o dinheiro para abrir um restaurante.

Se se casar com a minha irm�.

- Porqu� eu? - Ainda n�o conheceu a irm� dele.

� uma gorda baixa e com bigode?

De facto, n�o. A Catalina � uma mulher muito bonita.

� que... tem algum mau feitio

Algum?

Quase nada.

Se isso � tudo...

Sou um profissional a lidar com mulheres de mau feitio.

Falemos mais acerca do restaurante, sim?

Tob�as, o que se passa?

Quem s�o estas pessoas?

Com licen�a, posso sair?

Claro. Claro.

Licen�a.

Deixe-me passar.

Licen�a. Entra, vamos l� para dentro!

Adeus!

N�s ganh�mos a lotaria!

- � minha! - N�o!

D�-me a minha cautela!

Sil�ncio. Quero paz e tranquilidade.

Protesto.

Temos pena.

Ol�? Sim, � aqui.

N�o creio.

- N�o! Entendes? - Quem era?

Algu�m que queria ajudar-te a gastar o teu dinheiro.

Compras-me uma TV?

- Quem quer jogar Monop�lio? - Eu.

- Vamos jogar Monop�lio. - Com dinheiro de verdade?

- Claro! Tens dinheiro, verdade? - N�o

Estou a brincar com eles.

Ai, meu amor.

Caramba!

C�us! J� viste isso?

Ontem queix�vamo-nos porque n�o t�nhamos dinheiro...

e hoje queixamo-nos porque temos demasiado. A vida � uma loucura.

Sei como deixar a loucura para tr�s.

Como?

Esta noite vamos mudar-nos para um bairro muito bonito.

Onde?

Na casa do meu futuro cunhado

Encontrei algu�m que se casar� com a Catalina.

N�o, Miguel. Outra vez n�o!

Sobreviverei. Obrigado.

Quem ser�?

- Como est�? - Que surpresa.

Boas not�cias. A minha irm� concordou casar-se consigo.

Bem, essas s�o boas not�cias! E o que fazem voc�s aqui?

Vamos mudar-nos antes do planeado.

Mudam-se?

Sim. Tem sido uma loucura em nossa casa.

Decidi que seria melhor para a fam�lia

deixar esta loucura e mudarmo-nos para aqui.

Espera um momento! Vamos com calma.

N�o me lembro da vossa mudan�a para c� fazer parte do nosso acordo.

E �. Durante os pr�ximos dois anos e umas semanas...

Seremos uma grande fam�lia feliz.

N�o, n�o, n�o, n�o. Nunca concordei com isso.

Vamos, Miguel. N�o somos bem-vindos aqui.

Foi um mal entendido.

Encontrarei outro que se case com a Catalina.

Esperem um momento.

Estou certo que podemos chegar a um acordo que nos agrade a todos.

Ou nos inclui a todos ou a nenhum.

Donald, a pergunta �...

Ainda quer fazer parte deste acordo?

Sim

Pelo poder que me foi dado pelo estado da Calif�rnia...

vos declaro marido e mulher.

Pode beijar a noiva.

Bom, bastar� com um aperto de m�os.

Acho que o homem com quem me casaste gosta de homens.

Ouve, Catalina, se me vais insultar usa algo mais original.

Isso est� mais que visto.

Ent�o, os outros suspeitaram dos teus gostos

N�o � que me interesse...

Mas � tradi��o que os noivos se beijem.

Queres que te beije?

Ainda que me pare�a desagrad�vel, sim.

Os nossos convidados est�o a olhar.

Muito bem!

Espero que beijes o teu namorado melhor que isso.

Beijo mulheres com sangue quente.

Os teus l�bios de peixe desconcentram-me.

L�bios de peixe? Escuta-me, verme!

T�m tempo suficiente para compararem com todo o tipo de animais.

Devemos dar aten��o aos nossos convidados.

Pareces um cachorro capado.

S� am�vel.

Donald, toma as chaves do restaurante.

- Obrigado, Miguel. - De nada.

Ol�!

Olha, o Matusal�n cuspiu-me nos sapatos.

- Queres traduzir isto? - Sim, claro.

Disse que j� n�o �s um homem verdadeiro...

porque vendeste a tua alma.

Moveste ao som da vida...

Mas, sem alma, j� n�o podes sentir a m�sica.

Agora �s simplesmente um urso bailarino de circo.

Isso foi um insulto. Po�tico, mas desastroso.

Podes aprender com ela.

Obrigada, Velha, porque me deste um presente de casamento.

Deu-me o apelido de meu marido, o Urso...

Bailarino.

- Vamos, Urso. Dan�a com a tua esposa. - N�o dan�o.

Eu ensino-te.

� melhor reserv�-lo para o nosso div�rcio quando tivermos algo para festejar.

- Vou-me embora. - N�o te atrevas!

Observa-me!

Todos sabem que n�o se trata de um casamento verdadeiro.

N�o tem modos.

Regressou o Urso.

N�o o chames assim. � falta de respeito.

Ele esqueceu-se do casaco...

- Tu devias t�-lo avisado. - N�o h� problema.

J� est�o casados.

T�m que resolver certas coisas sozinhos.

Isso doeu-me! Foi como me tivesses arrancado um olho.

Falhei. A pr�xima vez bates � porta.

N�o tenho que bater � porta para entrar no meu quarto.

Isto � meu! N�o toques nas minhas coisas.

S�o caras. Agora quero que v�s embora.

Enquanto estivermos casados este ser� o meu quarto.

Vejamos que tipo de homem �s?

Vai-te embora! Fora!

A tua irm� amea�ou-me com um garfo!

N�o foi intencional. Vou falar com ela amanh�.

N�o. Fala com ela j�.

Acha que o meu quarto � dela.

Donald, tu e a Catalina s�o casados.

Onde decidem dormir, n�o me interessa.

Mas � o meu quarto!

Toma. Mostra � tua mulher quem � o homem.

- Ol�, tio Donald! - Que fazem acordados?

Est�vamos a perguntar-nos quem iria dormir aqui esta noite.

Agora j� sabem. Contentes?

Sim!

Contas-nos uma hist�ria, tio Donald?

N�o me chamem tio Donald.

- Parece que est�o a falar dum pato. - Como te chamamos ent�o?

N�o me interessa. Sejam criativos.

Que te parece tio Urso?

Parece-me bem.

Contas-nos uma hist�ria, tio Urso?

Desculpem, mas entreter-vos n�o est� no meu contrato.

Agora, se n�o se importam, � a minha noite de n�pcias.

D�i-me a cabe�a e quero estar sozinho.

N�o foi um pesadelo.

Que fazes aqui?

Vou pagar ao Miguel o dinheiro que lhe devo.

- Os dois milh�es? - Sim!

Ganhei na bolsa.

Toma, Urso, cozinhei isto especialmente para ti.

Sinto muito, mas nunca considerei comer feij�es ao pequeno-almo�o.

Al�m disso, provavelmente cuspiu-lhes em cima.

- S� porque somos mexicanos! - N�o � nada.

Vives num bairro muito lindo...

mas aqui as pessoas podem ser muito m�s!

Que se passou?

No mercado perguntaram se �amos pagar com cup�es de comida!

- E? - E?

Gostavas que te perguntassem isso?

- � porque somos mexicanos! - N�o acho que seja isso.

N�o, de todo. Olha, n�o sei como dizer isto com delicadeza...

mas a raz�o porque as pessoas vos tratam assim �...

pela forma como se vestem.

A nossa forma de vestir n�o tem nada de mal!

Este � um lindo bairro bem em moda actualmente.

Meu Deus! �s igual a eles!

N�o disseste que o que conta � a pessoa?

E � assim, sempre e quando est�o bem vestidos.

O que te estou a dizer n�o � novidade.

� assim desde o in�cio da humanidade!

Os homens das cavernas ca�avam os animais mais ferozes e perigosos da floresta.

E muitas vezes perdiam bra�os e pernas...

Porqu�? Por causa das peles.

J� n�o somos homens das cavernas.

Tens raz�o.

Os tempos mudam, a moda mudou, as peles j� n�o est�o na moda.

Mas o conceito � o mesmo.

As pessoas gastam fortunas em roupa que dizem:

"Olhem para mim. Sou muito poderoso. Mere�o respeito."

- � uma tolice. - Pois �.

Mas � assim.

� tudo por hoje em...

"Assim vivem os ricos e os tontos."

Tenho coisas a fazer.

Vou abrir.

Bons dias! Em que posso ajud�-las?

Compre os meus bolos.

N�o � a melhor forma de vender, filhita.

Talvez se disseres "por favor", vendas mais bolos.

Nunca digo "por favor" a uma empregada.

Desculpe. A Alexandra est� de mau humor.

- A dona da casa est�? - Sou eu.

Deve ser o dono da casa.

Em que posso ajud�-las?

Comprem os meus malditos bolos!

N�o compramos bolos a meninas mimadas!

A sua empregada tem um problema de atitude.

N�o tanto quanto a sua filha.

- Eu nunca...! - N�o me surpreende.

N�o me interessa nada do que vendam. Adeus.

Adeus ao meu momento de paz.

Calma, Urso. Dou-te a noite de folga.

- Que est�s a fazer? - Panquecas.

- "Pancaques". - N�o. Panquecas.

- Tamb�m quero. - Claro, por que n�o?

Vais usar isto?

� mel puro do bordo de Vermont.

O mel � para a manh�. Para a noite...

- Sim? - O qu�?

Vais adorar.

� feito de leite de cabra e a��car. � uma esp�cie do caramelo.

Senta-te, vou mostrar-te como se fazem "pancaques".

- Quero comer. - A tua mulher j� falou.

Vai sentar-te. Senta-te.

Gostas?

- Sim. - Claro.

Mas n�o tenhas esperan�a que comece a cozinhar para ti?

Que fazem acordados?

Deix�mo-nos levar pela nossa vontade.

"Pancaca".

Restam dois. Come-os.

Vou deitar-me. Eu cozinhei, tu limpas.

Adoro-os!

Quando a tua irm� n�o est� possu�da por Satan�s, � am�vel.

A sua vida foi dif�cil.

Os nossos pais morreram quando �ramos crian�as.

Eu vim para a Calif�rnia viver com um tio.

Ela passou de fam�lia em fam�lia no M�xico.

Dado o seu car�cter, entendo porqu�.

Ela n�o era assim. Ao menos no princ�pio.

� que cada vez que ficava pr�xima duma fam�lia...

passavam-na...

para outra. - Muito dif�cil.

Tent�mos traz�-la para a Calif�rnia v�rias vezes, mas nada funcionou.

E houve um problema com um agente da Imigra��o.

Ainda bem que me disseste. Vou telefonar � par�quia para cancelar o exorcismo.

Tio Urso! Serpentes!

- Serpentes? - Debaixo da minha cama!

Era um bom bairro.

T�m olhos azuis e verdes e caninos muito grandes.

Como as que est�o debaixo da minha cama.

Acalma-te, foi uma piada.

Posso dormir contigo?

�s um rapaz grande. Deves dormir na tua cama.

- Por favor. - Oh, n�o.

L�grimas, n�o.

Vem.

- Desculpe. - N�o te preocupes, querido.

N�o te sintas mal. Todos t�m medo de alguma coisa.

- Tu tens medo de qu�? - Eu?

Vamos ver. Eu tenho medo dos c�es grandes sem coleira...

de quem se tatua em casa com m� ortografia...

e da tua tia Cat.

Mas basta de falar de mim.

Agora vamos dormir e sonhar com coisas boas.

Tu n�o fazes xixi na cama, certo?

Geralmente n�o.

Que reconfortante.

Donald, tomei uma decis�o.

� hora de repartir a minha riqueza com a minha fam�lia.

Compraremos roupa que fique de acordo com a nossa nova posi��o social.

Que bom. Se quiseres, posso recomendar-te algumas boas lojas.

Considero um favor pessoal se vieres.

- Pareces ter um bom sentido de estilo. - Sim

Mas aviso-te que n�o sair� barato.

Donald, que parte de 62 milh�es tu n�o percebes?

- Vamos �s compras. - Sim!

Ol�!

- Como tens passado? - Sobrevivendo. E tu?

Bem. Muito bem!

Eu pensei que a partir de agora estarias mais...

Isso... foi um falso alarme.

Como est� o vendedor de autom�veis?

Isso foi outro falso alarme.

Tu est�s �ptimo!

Talvez dev�ssemos sair juntos...

para almo�ar, ou...

Que te parece este, Urso?

Urso?

Sim. � o diminutivo que chamo ao meu marido.

Est�s casada com o Donald?

Sim. E tu quem diabos �s?

Cat, esta � a minha ex-mulher, B�rbara.

Esta � a minha futura ex-mulher, Catalina...

N�o demoraste muito tempo a encontrar outra.

� por isso que querias ir �s compras? Para te encontrares com esta... mulher?

Devia saber.

Se queres chatear-te, chateia-te com ela.

Vou ver o Miguel.

� tarde. Tenho que ir embora. Muito prazer, "Carolina".

Claro que n�o!

Escuta-me, querido.

O colombiano dos an�ncios de caf�...

� um peda�o, do tipo latino, mas isso n�o � o que gostam aqui.

Tens que te desfazer desse bigode.

S� quero cortar o cabelo.

Vai a um cabeleireiro.

Sen�o gostares, podes deix�-lo crescer de novo.

Mas eu gosto do meu bigode! Tenho-o desde os 16 anos.

- � o teu dinheiro! - O meu dinheiro?

Vou fazer com que pare�as feroz. Ouviste? Feroz.

N�o quero!

Acho que j� chegaste.

Vou ao mercado comprar uns...

ovos.

Quero ir contigo.

N�o estar�o crian�as na inaugura��o.

Os teus pais n�o v�o.

Mas eu quero ir.

Levo-vos na semana que vem. Vamos almo�ar.

O que acham?

A gravata � um horror.

Tens raz�o. � horr�vel.

D�-me algo com um pouco mais de cor.

Algum problema?

N�o, s� me surpreendeste. Nunca te tinha visto vestida assim.

O dinheiro fica-te bem.

- Vais sair esta noite? - Vou contigo.

N�o! Nem penses nisso!

A tua mulher tem que ir a um evento t�o importante.

Convidei muitos peixes gordos. N�o vou levar uma barracuda.

Calma, Urso. Vou portar-me bem.

Vou representar o papel da mulher dedicada.

Desculpa, mas n�o posso arriscar-me a que expludas na frente de algu�m.

Irei de qualquer forma.

E n�o ser� agrad�vel.

Tu decides. O que preferes, Urso?

A dama... ou a barracuda?

Vamos ver o que o teu irm�o tem a dizer sobre isto.

Muito bem! Miguel.

Sim, mas o bigode � algo de muito pessoal!

Donald queria ver-te.

- Precisamos falar. - � o meu amigo H�ctor.

Estou a pensar emprestar-lhe dinheiro para abrir um cabeleireiro.

Mas tem que rapar esse bigode. Parece um criminoso.

Ouve!

Um cabeleireiro deve estar bem barbeado.

Barbeia-te! Eu tive de casar com a sua irm� para que me emprestasse dinheiro.

Falando de neg�cios...

A Catalina insiste em ir � minha inaugura��o.

- Leva-a. Est� vestida para a ocasi�o. - Exactamente!

- Que mal poderia fazer? - Muito.

- Prometi portar-me bem. - Ent�o, qual � o problema?

Se arruinar a minha inaugura��o, falaremos do div�rcio de manh�.

J� ouviste o teu marido.

Corta o bigode.

- Eu conduzo. - N�o.

- Porqu�? - J� te vi a conduzir.

E?

Neste pa�s, conduzir n�o � um desporto de contacto f�sico.

N�o me irrites esta noite.

Est� bem. Esta noite temos um casamento feliz.

Ser� a nossa noite de mentiras. De acordo?

Est� na hora!

Calma, Urso. As pessoas n�o confiam num homem que transpira demais.

- N�o estou a transpirar. - Chegaram uns vivos!

Para dar-te sorte.

Norm, Ellie, obrigado por terem vindo.

- Bem-vindos. - Cheg�mos demasiado cedo?

N�o, s�o s�... os primeiros!

Andem, vamos p�r o pessoal a trabalhar.

- Que brincos lindos! - Obrigada.

Mais vinho, senhor?

Obrigado por terem vindo.

- Superaste-te, Donald. - Obrigado.

- Ainda bem que gostaram. - Ador�mos.

Vemo-nos ter�a-feira no clube.

- Ser� um prazer. - Boa noite.

- A� vem o Hurley? - Um peixe gordo?

Dos mais gordos. O cr�tico n�mero um na cidade.

Achei maravilhoso. Adorei.

Muito obrigado por ter vindo, Sr. Hurley.

Achou tudo satisfat�rio?

Foi tudo de segunda classe...

comparando com o talento e o encanto da sua bela esposa.

Quanto � comida e ao servi�o...

a experi�ncia foi... aceit�vel.

Foi mais que aceit�vel. Foi espl�ndida.

Vamos embora, antes que...

insultes este agrad�vel casal.

Talvez voltemos noutra ocasi�o.

- Esperamos que sim. - Est� bem.

Obrigado. Adeus.

- Querido. - Boa noite.

Seremos um �xito instant�neo. Gostou muito!

N�o, Urso. O Moby Dick gostou de mim.

Disse que o teu restaurante...

� aceit�vel. - Eu sei.

"Aceit�vel" n�o � um elogio.

Para o Andrew Hurley �.

O maior que faz a um restaurante.

Seremos um �xito instant�neo.

Acompanhas-me, querida?

Sim, meu amor.

Vejo que algu�m tem muito bom gosto em m�sica.

Para a minha encantadora mulher, que ajudou a tornar esta noite num sucesso.

Pela nossa noite de mentiras!

- Vamos dan�ar. - Aqui?

Claro, por que n�o? J� foram todos embora, ningu�m nos vai ver.

- N�o sei... - Eu ensino-te.

Sinceramente...

Este n�o � o momento de ser sincero. � a nossa noite de mentiras. Vamos.

Eu disse-te que era boa condutora.

- Est�s a confundir sorte com destreza. - S� am�vel.

Lamento, alteza. Se me saiu a verdade antes que pudesse det�-la.

Quando quiseres...

Tu tamb�m, Urso.

Vamos.

Permite-me que te abra a porta.

Obrigado, Cat. Estiveste perfeita esta noite.

E tu estiveste aceit�vel.

N�o te ofendas.

� o melhor elogio que dou.

Onde estavam?

N�o queres saber como correu a inaugura��o?

Desculpa, Donald. Como correu?

Fomos um �xito.

Fico contente. Mas onde estavam?

A comemorar. A beber champanhe e a dan�ar.

A dan�ar? Pensava que tu n�o dan�avas.

Devias ter visto. N�o me deixou ensin�-lo.

Vais criticar? Falemos antes de como conduzes.

N�o comeces!

Se se v�o chatear, baixem o volume.

- Os meus filhos est�o a dormir. - Boa noite.

Bem, acho que j� partilh�mos mentiras suficientes por uma noite.

Tens raz�o.

- Bons sonhos, Cat. - Igualmente, amigo.

Estava a pensar que depois do div�rcio pod�amos sair juntos.

Vou pensar nisso.

Durante uns anos.

Feliz dia de Ac��o de Gra�as!

Outro dia encantador na cidade de Los Angeles...

ensolarado e a 20�C.

Ponha ent�o a salsa no peru...

e mantenha-se na KUNO, a n�mero um.

Nem penses.

� um dia festivo americano.

Sou o �nico capaz de cozinhar.

Se juntas algo � minha comida, mando chamar a Imigra��o.

Corrige-me se estou errado, mas parece-me que n�o tens visto de resid�ncia.

Vejo que talvez tenhas raz�o.

Este � o teu dia festivo.

E ent�o, como vou demonstr�-lo?

Est�s em desvantagem no que diz respeito � cidadania.

Donald, h� coisas com as quais n�o se brinca.

Bem. Acho que agora a Velha e eu...

entendemo-nos melhor, n�o �?

Vamos � sala ver o desfile.

- Desfile? - Sim, h� um na TV.

J� vi. Os desfiles encantam-me.

- N�o sejas mau com ela. - Porque n�o? Ela � m� comigo.

Tu mereces.

Porta-te bem, sim?

Cheira tudo t�o bem.

- Casa do Sr. Chandler? - Sim. Quem �?

Somos do Departamento de Imigra��o.

Juro que n�o fiz nada � comida!

Como disse?

Por isto te amaldi�oo, Urso.

Quem �?

- Catalina Chandler? - N�o, � a minha cunhada.

Catalina, odeio-te com toda a minha alma!

Odeio-te!

Se fosses um homem, isso magoaria, mas n�o �s.

- O que � que fizeste? - Entrem, por favor.

Queremos falar com o Sr. Chandler e a sua esposa.

As minhas gravatas!

Pegou nas minhas gravatas de seda importadas...

e lavou-as na m�quina!

Foi um acidente. Estavam na roupa suja.

N�o foi um acidente. Foi vingan�a.

Vingou-se de mim porque me esqueci do anivers�rio dela!

Interessa-se mais pela roupa do que pelas pessoas que a usam!

Nem sequer um cart�o. Nem um cart�o!

N�o discutam.

Estas pessoas s�o da Imigra��o.

Pouparam-me um telefonema. Levem-na.

- Olhe, Sr. Chandler... - � uma bruxa! Levem-na!

Obrigado por virem.

Vou fazer as malas.

N�o viemos julgar se est�o ou n�o felizes no casamento.

Viemos verificar se est�o...

a viver juntos como marido e mulher.

E parece que est�o.

Desculpa, n�o quis dizer aquilo. Mas as minhas gravatas!

Eu sei. Tamb�m lamento.

- Falo contigo quando chegar em casa. - Estarei a aguardar.

Queremos fazer-lhe umas perguntas, senhor.

Desculpe, mas tenho que ir trabalhar. Estou atrasado e preciso de gravatas novas.

Desculpem o Urso. Quero dizer, Donald

N�o precisa de pedir desculpa.

Aparentemente t�m uma rela��o muito apaixonada.

Invejo-os.

- J� � muito tarde. - Vou preparar o presente do Domi.

Esta fam�lia tem sido uma boa influ�ncia para ti.

Penso que est�s a voltar a encontrar a tua alma.

- � por causa das festas. - Queres ponche de ovo?

- N�o. Detesto. - Eu tamb�m.

Mas s�o as festas.

Urso, tenho que te dizer uma coisa.

- Diga. - Fiz-te mal.

Algo em particular ou no geral?

H� umas semanas quando vieram os da Imigra��o...

pensei que os tinhas mandado para me levar.

Amaldi�oei-te.

Nessas circunst�ncias, n�o lhe levo a mal.

Foi uma maldi��o para fazer-te enfrentar o que tu tens mais medo.

H� pouco tempo descobri de que � que tu tens mais medo.

Do amor.

Por isso trataste de enterrar-te nestas comodidades todas.

Precisas delas para n�o sentires as coisas que n�o podes controlar.

Sabe, Velha? Seria uma vidente muito boa.

� um dom que tenho.

Odeio desiludi-la, mas n�o acredito em magia.

E muito menos no amor verdadeiro.

As pessoas que perderam a alma, acreditam em muito poucas coisas.

H� mais uma coisa que tenho que dizer-te.

Algo que n�o disse a mais ningu�m.

O qu�?

N�o fa�o parte desta fam�lia.

O qu�?

Por acaso, entrei na igreja onde estavam a baptizar o Anthony.

Pareciam uma fam�lia muito boa.

Deixe-me adivinhar? Usou um feiti�o para se tornar parente de repente?

Isso ajudou. Mas n�o me perguntaram se era parente dele por amabilidade.

Velha, por que me est� dizer isto?

Vivi com este segredo durante muitos anos.

�s vezes � bom confiar os segredos do nosso cora��o a outra pessoa.

E confia em mim?

Em muitas coisas, a Catalina e tu s�o t�o parecidos.

Boa noite. Feliz Natal!

- Alo? - Feliz Natal, Donald.

Barbie!

Estou a celebrar a V�spera de Natal.

Gostava muito que viesses, se n�o estiveres ocupado.

Lamento, B�rbara, mas estou a embrulhar os presentes.

Compraste-me alguma coisa?

C�us, n�o. Este ano n�o est�s na minha lista.

- Odeias-me, n�o �? - N�o, n�o te odeio.

N�o est�s na minha lista de odiados nem na de Natal.

N�o est�s em nenhuma das minhas listas.

- Tenho algo para ti. - N�o era preciso.

Sim. Por que n�o vens para que te d�.

Desculpa, mas tenho compromissos aqui.

- Procuras algo de especial? - Assustaste-me.

Cat, vais portar-te bem ou mal?

Ainda n�o decidi.

Gosto do teu gorro.

Que queres para o Natal, menino?

� muito perigoso perguntar isso a um solteiro, querido.

Eu sei.

Que bem! Aqui vem o Pai natal.

Ho, ho, ho, amigo.

Tretas, amigo.

Cinco, quatro, tr�s, dois, um...

Feliz Ano Novo, quase marido.

Feliz Ano Novo, quase mulher.

- Feliz Ano Novo, Catalina. - Feliz Ano Novo!

- Feliz Ano, Donald. - Igualmente.

Posso pagar-te um copo?

Nunca bebo quando trabalho, sabes disso.

Vamos. Somos amigos, somos s�cios.

Temos que brindar ao Ano Novo.

Bem, s� um. Vamos ao bar. Eu pago.

Feliz Ano Novo.

Sa�de, dinheiro e amor, amigo.

Soa bem.

Se te surpreendo a beijar a minha irm�, n�o vais achar apropriado.

Adeus, restaurante.

Calma. Eu n�o a beijei, ela � que me beijou.

� Ano Novo. As pessoas beijam-se. Qual � o mal?

A Catalina est� a enamorar-se de ti.

A mim tamb�m me come�a a agradar.

� melhor que brigar.

N�o! N�o a quero ver a sofrer outra vez. J� a magoaram o suficiente.

- Nisso tens raz�o. - Bem.

Mantenham a vossa rela��o de neg�cios.

Se n�o, serei for�ado a tirar-te o restaurante. Compreendes?

Sim.

� um lindo restaurante. Sa�de.

E a oferta � para agora.

N�o durar� para sempre.

- Que posso dizer? - Diz que sim.

Pelo menos diz que vais pensar.

Vou pensar.

V�! O Miguel e o seu fiel guia da selva.

Est�s a ver? Disse-te que as pessoas iam gozar.

A minha ex-mulher, B�rbara.

E a sua m�e, Jackie.

Muito prazer.

Podemos falar um segundo?

Claro. Com vossa licen�a, senhoras.

- Vamos. - Claro.

- O que � isto? Outro empr�stimo? - � ele?

Sim. Estou a pensar emprestar dinheiro ao Cruz...

para um servi�o de jardinagem.

De primeira classe, com uniformes e tudo.

N�o quero que seja de primeira.

Eu s� quero cortar alguns jardins e tratar das flores.

Confia em mim, est� bem?

- Que fazem aqui? - Almo�am.

Obviamente. N�o quero v�-las aqui.

Lamento, Miguel.

- Diz-lhes que se v�o embora. - N�o.

- N�o foi um pedido. - Acabou-se.

Passaste dos limites.

Se queres tirar-me o restaurante, podes faz�-lo. � s� dizeres e � teu.

Tenho outras ofertas.

- Falamos disto mais tarde. - Est� bem.

Vou comprar uma prenda de S�o Valentim � Cat.

- Isso n�o � necess�rio. - Sim, �.

O que aconteceu quando eu me esqueci do anivers�rio dela?

Tens raz�o.

- Ol�. - Ol�, Cat.

Vou sair.

J� passa das 10:00!

Quero sair! Estou ansiosa. Parece-te bem?

Hei, estava s� a perguntar. Est� bem!

Sim, senhor. Amanh� �s 8:00.

Pagas-me um copo?

Que fazes aqui?

Vim dar-te o presente de S�o Valentim.

O meu presente?

Sim!

Barbie, os clientes est�o a reparar

Bem terei de me contentar com uma bebida at� eles sa�rem

Pensaste na oferta?

De facto, sim.

Obrigado, mas n�o, obrigado Porqu�?

Barbie, j� fui prejudicado uma vez com a tua m�e.

- Acho que uma vez � suficiente. - Anda l�, Donald

Admito que cometi um pequeno erro

Vais ter isso contra mim para sempre

N�o foi um pequeno erro, foi grande...

Sabes uma coisa. Na verdade, fizeste-me um favor

Aqui tens, um Cosmo por conta da casa

Sabes o que uma mulher gosta.

Vai ser diferente desta vez, amor

At� a m�e aprova. Impressionaste-a.

Eu impressionei a tua m�e?

Claro que sim, tiveste aqui muito �xito.

Mas o que a impressionou mais�

foi que casaste...

com aquela rapariga mexicana para que tudo acontecesse.

� incr�vel o que um homem desesperado faz.

J� n�o tens que estar desesperado�

ou sozinho, Donald.

Pagaste as tuas d�vidas, � hora para regressares ao mundo...

e dizer adeus a essa fam�lia de terceiro mundo.

N�o encontrar�s melhor oferta

E incluo algo mais

- Algo mais? - A mim...!

Barbie... Donald d�-me um beijo.

Vamos! Basta.

Basta! Sim, Donald!

Vem c�, d�-me um beijo.

Eu volto mais logo.

N�o estou a brincar N�o gostas disto.

N�o podes fazer isso, isso � coisa de homens.

Ent�o o que posso fazer por ti?

Porque n�o apanhas um t�xi e vais para casa...

E depois?

Esperas por mim.

N�o me fa�as esperar muito.

O que se passou contigo e com a minha irm� ontem a noite?

De que est�s a falar? A Catalina regressou ao M�xico.

O qu�?

N�o te fa�as inocente comigo O que lhe fizeste?

Eu n�o sei do que est�s a falar.

- Mas Miguel, eu n�o fiz nada. - Isso explica tudo.

Ela saiu porque n�o fizeste nada. Exactamente

Deixou-te esta carta.

Urso, eu n�o sei de qual n�s dois � o mais tolo, eu ou tu

De alguma forma come��mos a ter sentimentos um pelo outro

podemos ter dan�ado a mesma can��o mas a letra � diferente.

Agora que a dan�a acabou � tempo de voltar aos nossos mundos separados

O meu mundo � M�xico

Foi ao restaurante ontem a noite

O que se passou, Donald?

A minha ex-mulher...

foi dar-me um presente de S�o Valentim muito especial.

Tu sabes "um bom bocado"

Acho que ele est� a falar em sexo.

Oi�am!

Quero que v�o para cozinha e acabem o pequeno-almo�o.

Mas n�o h� pequeno-almo�o.

Se tens idade para falar de sexo, tens idade para fazeres o pequeno-almo�o

� culpa tua

Ent�o tens andado a enganar a minha irm�.

N�o.

Mas j� que falamos nisso, n�o tens nada a ver com isto.

Disseste para me afastar da tua irm�.

E agora est�s a dizer-me que n�o posso ver outras mulheres.

Vou dizer-te o seguinte, eu nunca pensei em vir a ser um padre.

O importante � que n�o se passou nada ontem a noite.

Ent�o por que a Catalina se foi embora?

Aparentemente ela foi-se embora antes de me ouvir a dizer n�o.

Miguel, deixa o Urso vestir-se.

Fa�o o caf�.

E depois sentamo-nos e falamos disto como adultos.

Veste-te.

N�o h� mais nada a discutir, ok.

Irei ter com a Catalina para cham�-la � raz�o.

N�o te ofendas, Miguel mas acho melhor ir eu.

N�o, j� causaste problemas suficientes nesta fam�lia.

O Donald tem raz�o, foi por causa dele que a Catalina se foi embora

Ele que a traga.

N�o, eu n�o confio nele. Ele seduziu a minha irm�.

Eu nunca lhe toquei Miguel

N�o te fa�as de t�cnico comigo, Donald. T�nhamos um acordo.

N�o era suposto sentirem nada

Mas n�o chegou, pois n�o?

Tu fizeste que ela sentisse coisas.

Planeaste tudo

S� os tontos planeiam apaixonar-se.

� certo que o Donald pode ser bastante tonto

mas ele n�o planeou isto

Se temos que culpar algu�m � a mim. Eu amaldi�oei-o.

N�o culpem a Bremilda aqui. Se algu�m tem a culpa �s tu.

- Culpa minha? - Sim tu e a tua fam�lia.

Por raz�es que desafiam a l�gica eu por acaso at� gosto da tua companhia.

S�o como uma fam�lia para mim e a tua irm� Catalina � uma grande parte

- N�o somos tua fam�lia, Donald. - Somos todos Fam�lia.

Por que seria t�o mau o Donald e Catalina se apaixonarem-se?

Eu digo-te, amor. Como homem de neg�cios o Donald tem o meu respeito.

Mas acho que n�o seja homem para se casar com a minha irm�

Eu tenho discordar, Miguel.

Tu sabes o que estou a dizer!

Casados aos olhos de Deus, como marido e mulher, por um padre

Mas por que eles n�o podem ser marido e mulher de verdade?

Porque este homem n�o tem honra, casa por dinheiro.

N�o h� mais nada para discutir Eu vou para o M�xico.

- N�o, eu pro�bo-te que v�s - Pro�bes-me?

Sim, Miguel.

Tens andado a fazer de patr�o com todos os nossos amigos.

Dizes-nos como viver e como levar os assuntos e eu n�o digo nada.

Mas nunca mais.

Esta � a nossa fam�lia e eu n�o vou ficar calada

Eu pro�bo-te de dizeres quem deve amar e com quem.

Desculpa Catalina, mas n�o te posso oferecer trabalho.

� m� altura do ano.

Compreendo, Dom Carlos

Talvez dentro de um m�s ou dois quando os turistas regressem.

Ser�s a primeira a contratar

Obrigada, Dom Carlos

Precisas de dinheiro?

N�o estou bem, obrigada.

Lamento que as coisas n�o tenham resultado para ti nos Estados Unidos.

Mas estamos contentes por voltares.

� bom estar de volta.

Tob�as toma a chaves e obrigado por ocupares o meu cargo no restaurante.

- Tenta n�o o incendiar. - Isso � o trabalho do Miguel

Tio Urso, vais trazer-me um presente?

E que tal eu trazer a tua tia favorita?

Est� bem

Eu digo-te o que fa�o.

Digo � tua tia Cat que te escolha algo especial.

De acordo? Deseja-me boa sorte. Boa sorte

Donald se queres trazer a Catalina de volta tens que enfrentar o teu medo.

Deves ouvir a m�sica do teu cora��o

que te manter� honesto contigo mesmo

N�o te esque�as do que te disse.

N�o esquecerei. Voltaremos em breve.

Adeus. Adeus.

Aqui tem, guarde o troco.

Aqui?

Espero que goste da sua estadia aqui.

Obrigado, por acaso viu esta mulher?

Eu soube que ela trabalhou aqui

Catalina, claro que conhe�o.

Mudou-se para os Estados Unidos para se casar.

Eu sei. Eu sou o homem com quem ela casou.

Se a vir pode dizer-me?

Sr. Chandler, guarde o seu dinheiro

Catalina sempre foi uma irm�zinha para mim.

Eu prometo-lhe que manterei os olhos abertos.

Obrigado

O que �?

� verdade que v� a Catalina como uma irm�?

Bem, mais como uma prima.

Uma prima afastada

Porqu� patr�o? Por que n�o disse ao marido que a Catalina estava aqui?

Regra n�mero dois.

Qual � a regra n�mero dois?

Escuta-me jovem.

� a regra mais importante para poderes dirigir um hotel.

Nunca te envolvas com os problemas de uma mulher com um homem.

Pode ser um fosso mortal com cobras mortais.

E qual � a regra n�mero um?

A n�o ser que te perguntem...

nunca, mas nunca digas � esposa que o marido est� aqui neste hotel.

Ent�o n�o dizemos a Catalina que o Sr. Chandler est� � sua procura.

Exactamente!

- Posso usar o telefone? - Claro.

Com todo o gosto.

Ol�, Juanita, sou eu. Sabes alguma coisa da Cat?

Telefona-me se souberes de alguma coisa, est� bem?

Sim, eu fa�o o mesmo. Adeus

Obrigado.

� uma viagem de neg�cios ou prazer?

Procuro uma mulher.

� por prazer.

- � a minha mulher. - Ent�o n�o � meu assunto.

Viu por acaso esta mulher?

Seria dif�cil esquecer formosa mulher.

Mas sinto muito, n�o lhe posso dizer nada.

Eu n�o sei porque

Devias chorar

Porque sabes que eu por ti morreria

N�o consigo dormir quando choras

Porque n�o h� nada que eu n�o faria

Por ti

Tu sabes que n�o h� nada que n�o faria

Por ti

Tu sabes que �s tudo para mim

Tu �s tudo para mim

- Ol�! - Ol�!

Tem quartos dispon�veis?

Para uma mulher t�o bela�

Claro!

Quer um simples?

Ou espera algu�m?

Bem isso depende. Estou � procura do meu marido.

Viu este homem?

� seu marido?

Chama-se Donald Chandler.

Ele fez a entrada ontem.

Nesse caso n�o preciso de quarto.

Tem uma chave extra?

Com certeza.

� o bungalow 103. Junto � piscina.

Obrigada.

Ou�a chefe.

Porque lhe contou do marido?

Ela perguntou.

Mas talvez dev�ssemos chamar a Catalina.

E as regras?

Quando um homem tem duas mulheres, as regras n�o se aplicam.

Que pitoresco.

� procura dum bom bocado?

Que fazes aqui?

Tinha fome, pensei em jantar.

Eu digo, aqui no M�xico?

Eu telefonei para o teu restaurante ontem, falei com um tal de Tob�as.

Ele disse-me que te encontrava aqui. N�o me convidas para sentar?

N�o, quero que te v�s embora.

Cat deixou-me porque viu-nos aos dois juntos na outra noite.

Eu preciso explicar-lhe o que n�o se passou.

- A tua presen�a n�o me ajuda. - A s�rio, Donald.

N�o achas que j� levaste esta palha�ada longe demais?

Escuta-me. N�o � brincadeira.

Catalina � muito importante para a minha vida.

N�o pode ser! Tu e ela?

Sim, acredita ou n�o eu at� gosto da fam�lia dela.

Pobre homem! Fizeram-te uma lavagem � cabe�a.

Isto vai ficar muito feio.

Foi por isto que vieste?

Se est�s a pensar fazer-me ci�mes n�o vai resultar. Vai para casa!

E leva-a contigo. Cat, isto n�o � o que parece.

- Ela seguiu-me at� aqui. - Bom para ela, ela pode ficar contigo.

- N�o � o que eu quero - Tu n�o sabes o que queres!

N�o posso ajudar-te com isso.

Vai para casa onde pertences.

V�s at� ela sabe o que � melhor para ti.

N�o irei sem ti.

Se te preocupa perder o restaurante, n�o te preocupes.

Fa�o com que o Miguel to d�.

N�o vim por causa do restaurante.

- Eu vim por ti. - Eu vi-vos naquela noite.

Eu ouvi o que disseram.

Tu devias ter ficado at� � parte que eu disse n�o, n�o se passou nada.

Eu vi-vos a beijarem-se.

Ela atacou-me. Fui um espectador inocente.

- N�o se passou nada. - Nada?

- Nem me senti tentado. - Verdade?

Deixa de ser parva, com o que eu tinha vestido ele tinha que estar tentado.

Sim, mas n�o se passou nada!

N�o importa.

S� me queres de volta, porque te deixei.

Eu sei como pensas.

- Ela tem raz�o. - P�ra de acordar comigo!

- Est�s a chatear-me! - Que grosseira!

Grosseira! N�o acho.

At� agora tenho sido muito simp�tica com isto tudo.

Tu n�o me queres ver grosseira, Gringa.

- Est�s a amea�ar-me? - Senhoras...

- O que �? - O que �?

Antes que comecem a bulha. Posso dizer uma coisa?

Tenho tentado falar com voc�s...

mas nenhuma me escuta.

Ent�o aqui vai...

B�rbara, quero que v�s para casa.

Catalina, eu quero que venhas para casa.

Eu parto amanh� de avi�o. Se sentes alguma coisa por mim...

por favor diz-me antes de ir.

Tenham uma boa tarde.

Voc� lidou muito bem com a situa��o.

Como pode dizer isso?

- Ningu�m ficou ferido. - A noite ainda � jovem.

Sabes qual � o teu problema, Urso?

N�o, mas tenho um pressentimento que me vais dizer.

- Tu n�o sabes o que queres. - Eu penso que sim.

- N�o. - Eu preciso de ti, Cat.

Se quiseres eu imploro.

N�o quero que implores.

Bem, um pouco.

Por favor, vem comigo. Por favor!

- N�o. - Podemos falar?

Isso depende do que tens a dizer.

- Somos bons juntos, Cat. - Isso n�o basta.

- Diz-me ent�o o que queres. - N�o, Urso, diz-me tu o que queres

- A ti. - N�o, n�o queres.

Eu sei que n�s pertencemos um ao outro.

N�o, eu perten�o aqui.

� uma vida simples, mas � a minha casa.

Volta para onde pertences.

Os carros caros, a roupa luxuosa e a tua enorme casa.

Ouve bem uma coisa, a grande casa...

a roupa cara e os carros caros...

Bem, eu gosto.

Mas...

... n�o significam nada se te vou perder.

Se � isso que sentes, porque n�o fizeste algo antes...

de me ter ido embora? - Tive medo.

- Tinhas medo? - Isto assusta-me.

Costumo ter o controlo e isto est� fora de controlo.

Mas sei uma coisa.

Estou apaixonado por ti.

Claro que est�s.

Boas not�cias. Havia um lugar dispon�vel...

e tomei a liberdade de o reservar para si.

- Obrigada. - Sra. Chandler.

Que pena uma mulher t�o bonita como voc�...

... n�o possa passar mais tempo connosco.

- Agora � a tua vez. - A minha vez?

- Para dizeres a palavra Amor. - N�o

- N�o? - N�o.

Porqu�?

Bem, se eu te disser que te amo n�s acabamos.

E?

E o Miguel tirava-te o restaurante.

Certo.

A tua ex-mulher n�o te dava dinheiro para um novo.

Podia perder tudo o que considerava importante.

Mas isso j� n�o me interessa.

Eu abdicava de tudo se isso significasse ficar contigo.

Urso, ainda n�o consigo confiar em ti.

Catalina, confia em mim, por favor.

Ouve a m�sica do teu cora��o.

Eu posso ouvir a m�sica do meu cora��o mas...

A m�sica do teu cora��o pode mudar de manh�.

Faz-me um favor. Vem comigo ao meu bungalow.

- S� sabes pensar em sexo? - N�o!

Gostaria, mas n�o � por isso que quero que venhas.

Comprei-te um presente.

Agora achas que podes comprar-me?

Algo do g�nero. Tu vens?

Sim, mas manteremos a porta aberta.

Que prenda me queres dar?

Bom, � uma surpresa.

Surpresa!

- Isto n�o era o que eu tinha em mente. - �s um homem horr�vel.

N�o sei como explicar o que se passou ali.

N�o consigo explicar. Mas confia em mim.

O qu�?

Se me queres, confia em mim, por favor.

D�-me uma boa raz�o para faz�-lo.

Dou-te duas.

- Estou apaixonado por ti. - E a segunda?

- Ainda n�o te dei o teu presente - Espero que seja bom

Vais gostar, vais gostar, d�-me s� dois minutos com ela.

Dou-te um minuto e est� a contar.

Obrigado.

Donald, quase me enganaste.

Depois encontrei o vestido de noiva.

E de alguma maneira pensaste que o vestido era para ti?

Bom, j� est�s casado com essa mexicana.

O que n�o entendo �...

porque estavas t�o certo que te ia seguir at� aqui?

Barbie, tira o vestido...

e falamos ...

Queres mesmo que tire?

Mais do que imaginas.

- � isso que queres... - �, � o que eu quero

O tempo acabou.

Donald o que est�s a fazer? Donald!

Lembras-te como se nada, n�o lembras?

- N�o te atreverias. - Repara.

Come�o a gostar daquele gajo.

Vem.

- Quieta. - Ia deixar a porta aberta.

N�o, a nossa amiga pode pensar que � um convite.

Odeio este lugar!

Toma, esta � a primeira parte do teu presente.

Sapatos. Compraste-me uns sapatos novos.

S�o para combinar... com isto.

A B�rbara estava a demorar muito tempo, eu n�o podia aguentar mais.

Pode arranjar-se mas...

� um vestido de noiva.

Eu sei. Queres casar comigo?

- J� estamos casados. - Casados de verdade.

Diante de Deus, numa igreja, por um padre.

V� l�, faz de mim um homem honesto.

N�o sei. Isto � t�o repentino...

De que est�s a falar?

N�s temos andado a falar nisto sempre.

N�o, mas Miguel...

Esquece o Miguel. Isto � entre mim e tu.

Tu amas-me mesmo, n�o amas?

Eu tamb�m te amo

- Acabaste de dizer que me amas. - Eu sei.

Eles chegaram.

Tia Catalina.

Venham amorzinhos.

Nunca te irei perdoar por n�o me teres entregue a Catalina.

Ias entreg�-la a mim?

Provavelmente n�o.

Bem-vindo � fam�lia, Donald.

Estou t�o contente por voc�s os dois.

S� gostava que Miguel n�o estivesse t�o zangado connosco.

Estou zangado comigo.

Fui um tonto e um ditador com as pessoas que adoro.

Perdoem-me.

Claro.

Isto n�o significa que posso ficar com o meu restaurante?

Desculpa p�, j� deu os pap�is ao novo dono.

Tamb�m n�o me parecia.

Ent�o, vamos ficar o dia todo aqui fora ou qu�?

Eu levo as malas.

Miguel.

Donald e eu ficamos no mesmo quarto agora.

Eu se eu sei. Primeiro quero mostrar uma coisa.

- � uma surpresa. - Surpresa?

Venham. J� v�em.

Venham pessoal. Vamos.

Surpresa!

A primeira recep��o foi para a Catalina.

Esta � para os dois.

E tenho um presente especial de casamento para ti Catalina.

As chaves do restaurante do Urso.

Est� em teu nome.

Adoro esta can��o! Anda Urso, dan�a com a tua mulher.

Sim... querida.

� mem�ria do Santo

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