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"NENHUM A MENOS"
BASEADO EM "EXISTE UM SOL NO C�U", DE SHI XIANG SHENG
Professor Gao!
Professor Gao!
Ele est� lavando o cabelo.
Ele est� lavando o cabelo. Espere aqui.
Professor Gao!
- A substituta chegou! - De onde ela �?
Da aldeia de Wei. Chama-se Wei Minzhi.
- Ela est� na sala. Vou embora! - Fique para almo�ar.
N�o, preciso ir. Adeus.
- Que idade voc� tem? - 13 anos.
- S� 13 anos? Onde se formou? - No prim�rio da aldeia de Wei.
- O que o prefeito te disse? - Que a m�e do senhor vai morrer...
e o senhor precisa ir v�-la. Vou substitu�-lo por um m�s.
Temos alunos da pr�-escola � 3a. s�rie, 28 ao todo.
Voc� nem fez o gin�sio. Como pode me substituir?
Ningu�m mais vai vir.
- N�o h� outro professor? - Procurei em todo lugar.
Ningu�m quer vir para c�.
Esta aldeia � afastada, longe de tudo.
Ningu�m mais quis vir.
T�nhamos 40 alunos, mas 10 j� desistiram.
- Ela � jovem demais para lecionar. - � s� por um m�s.
Voc� precisa ir. O que eu posso fazer?
- Isso � o melhor que pode fazer? - � s� por um m�s!
- Pense em outra solu��o. - Tudo bem. Fa�amos o seguinte:
n�o viaje.
A� vou mand�-la embora. S� que voc� precisa viajar.
Diga-me o que sabe fazer.
O que sabe fazer?
N�o estou ouvindo. O que sabe fazer?
- Sei cantar. - Sabe? Ent�o cante alguma coisa.
Saiam daqui. Fechem a porta.
Pode come�ar.
Nosso pa�s � como um jardim As lindas aves em nosso jardim
Cantar�o em louvor ao pa�s Can��es...
Can��es...
Can��es para nosso l�der, Mao Tornando o c�u azul de novo
E levando-nos ao sucesso
Voc� canta baixinho demais. E errou a primeira estrofe.
Cante comigo.
Nosso pa�s � como um jardim
As flores l� s�o lindas
Pratique esta can��o e memorize os versos.
A� poder� ensin�-la aos alunos.
- Que outras can��es sabe? - Mais nenhuma.
N�o pode cantar uma s� o m�s inteiro! O que mais sabe fazer?
- Sabe copiar li��es? - Sim.
�timo.
Copie um cap�tulo por dia. Escreva com clareza...
e com boa caligrafia.
Quando acabar, deixe os alunos copiarem.
V� aquele mastro?
Quando o sol bater ali, � hora de ir para casa.
E se o dia estiver nublado?
Se o tempo mudar, dispense-os mais cedo!
Mas, se chover muito forte, n�o deixe que eles saiam.
Quando chove muito, a �gua empo�a no beco.
A� precisa levar os alunos para casa.
E se eles terminarem mais cedo?
Deixe que saiam para brincar. Mas n�o deixe que briguem.
Depois que brincarem, fa�a-os copiar mais li��es! Entendeu?
Vou ficar fora por um m�s.
Tirando quatro domingos, quantos dias d� isso?
- 26 dias. - Voc� vai ter um giz por dia.
Um para cada cap�tulo. Para copiar as li��es.
N�o escreva pequeno demais. Estraga os olhos dos alunos.
Mas n�o escreva grande demais porque desperdi�ar� giz.
Voc� s� ter� um giz por dia.
As palavras devem ser do tamanho de um coco de burro.
Mais ou menos.
Esta escola � pobre, n�o temos muito giz.
Vamos ver. Dois... dois pares, tr�s, quatro, cinco...
seis, sete, oito, nove, dez pares.
- Pronto? - Falta um.
Ainda falta um?
Pronto, 26.
Venha c�.
Esta � a sala do professor.
A sua escrivaninha. Pode trabalhar aqui.
Aqui tem livros e tinta. Voc� dorme aqui.
Se a cama for pequena...
aumente-a com a cadeira. Deixe-me apresentar voc�.
Zhang Mingshan!
- Ela � a monitora da classe. - JiaoJie!
JiaoJie, Zhang Huike, Tian Xuehui e Ming Xinhong.
As tr�s meninas v�o dormir com voc�.
Os dois meninos dormem l� fora. Voc� vai fazer comida na cozinha.
L� vai achar comida e um wok. Voc�s comem juntos.
- Professor Gao! - O que foi?
- E os meus 50 yuan? - Que 50 yuan?
O prefeito disse que ia me pagar 50 yuan.
Ent�o pe�a a ele.
Se ele prometeu, deve pedir a ele.
- Ele mandou pedir para o senhor. - Para mim?
N�o tenho dinheiro. Faz seis meses que n�o recebo.
- S� temos um pouco de giz. - Ele mandou pedir pro senhor.
Pois pe�a a ele! Eu n�o tenho dinheiro.
- Voc� faz xixi � noite? - N�o.
Ent�o durma do lado da parede.
- Voc� conhece Wei Chunzhi? - Por qu�?
Por nada.
- Aonde ela foi? - Correr.
- A esta hora? - Ela n�o quer mijar na cama.
- Mentira! N�o mijamos na cama! - Verdade, ela corre 10 km por dia.
- E por que n�o mijamos? - Ela tamb�m n�o, depois de correr.
- N�o precisamos suar pra isso. - Mas ela acha que precisa!
Pare!
Professor Gao!
Vamos embora.
- Ainda estou preocupado. - Com o qu�? � s� por um m�s!
Senhor prefeito!
Senhor prefeito!
Pare!
- Senhor prefeito! - O que foi?
E meus 50 yuan? O Prof. Gao n�o tem dinheiro.
Correu tanto pra isso? Pensei que algo tivesse acontecido!
Fa�a o seu trabalho, e n�s pagaremos os 50 yuan!
Wei Minzhi, cuide bem dos alunos.
Mais de dez j� pararam de ir � escola, n�o quero perder outros.
Se o prefeito prometeu 50 yuan, ele vai pagar, com certeza.
Se todos continuarem l� quando eu voltar... nenhum a menos...
...voc� vai ganhar 10 yuan a mais. - Certo, mas o senhor tem de pagar.
Se o prefeito n�o pagar, eu mesmo pago!
Wei Minzhi, por que est� sentada a�?
Os alunos correm feito doidos, e voc� fica a� sentada?! E a aula?
Voc� est� aqui para ensinar!
Chega de bobagens! Est� na hora da aula! Sabem que horas s�o?
J� � quase meio-dia! Vamos come�ar!
- Ainda n�o hasteamos a bandeira. - Hoje � segunda, dia de haste�-la!
Ent�o hasteiem! Hasteiem logo!
Um, dois, um! Um, dois, um!
- Sentido! - Esquerda, volver!
- Sentido! - Direita, volver!
Hasteiem a bandeira! Cantem o Hino Nacional!
Esperem! N�o tem bandeira nenhuma, como v�o cantar?
- Zhang Huike, e a bandeira? - Est� com o Prof. Gao.
- Ele est� viajando! - Mas...!
V� peg�-la! Como iam cantar sem a bandeira?
Hasteiem-na e cantem o Hino!
- Prontos? Comecem! - Levantem, n�o somos escravos
Juntos vamos erguer Uma nova Grande Muralha
Na hora de perigo, o povo chin�s
Lutar� at� seu �ltimo suspiro
Levantem, levantem Juntos temos um objetivo
Enfrentar as balas do inimigo E seguir marchando
E seguir marchando
Quietos!
Professora Wei, entre. Entre!
Voc� � a professora, entre!
Entre de uma vez!
A m�e do Prof. Gao est� doente, muito doente.
Ele tirou um m�s de licen�a. Eu encontrei uma substituta.
O nome dela � Wei Minzhi. Vamos cham�-la de professora Wei.
- Digam "professora Wei". - Ol�, professora Wei.
- N�o ouvi! - Ol�, professora Wei!
- Ela � s� a irm� de Wei Chunzhi! - O qu�?
- Ela n�o � professora. - Quem � essa Wei Chunzhi?
Ela mora perto da casa da minha tia.
E da�? Se eu disser que ela � sua professora, ela �!
Seu bostinha! Chame-a de professora, vamos!
- N�o. - Venha c�! Voc� est� pedindo!
- Chame-a de professora! - Professora Wei.
- N�o ouvi! - Professora Wei.
Chega de bobagens! Prestem aten��o e estudem bastante!
Especialmente voc�, Zhang Huike! Pare de procurar encrenca!
Se causar problemas de novo, vai se ver comigo!
Por que esta mesa est� quebrada? E o dinheiro que dei ao Prof. Gao?
- Ele usou pra comprar giz. - Comprou giz? Tudo bem.
Comece a aula.
- Copiem a li��o. - N�o sabemos essa mat�ria!
N�o podemos copiar.
- Foi o Prof. Gao que mandou. - Ainda n�o estudamos isso.
Ningu�m sai desta sala.
- O que est� fazendo? - Vou pra casa.
- Por que n�o est� fazendo a li��o? - N�o consigo.
- N�o me importa! - Eu n�o consigo fazer.
Continue copiando.
Ningu�m sai at� que o sol bata ali. Ordens do Prof. Gao.
O que voc� quer? Volte pra dentro!
Zhang Huike est� bagun�ando. Por que n�o d� um jeito nele?
Voc� � a professora. Precisa dar um jeito nele.
N�o posso fazer nada.
- Mas voc� � a professora. - N�o posso fazer nada.
Por que est�o aqui? Pra dentro! Continuem copiando.
Zhang Huike est� me perturbando. Fa�a alguma coisa.
J� falei, n�o posso fazer nada. Fa�a voc�.
Eu sou aluna, n�o posso. Voc� � que deveria fazer.
Ele � muito encrenqueiro, n�o tenho como control�-lo.
Mas voc� � a professora.
Quem derrubou a mesa? Quem fez isto?
Foi Zhang Huike.
- N�o fui eu! - Foi, sim!
- N�o fui eu! - Voc� estava correndo.
Eu ouvi um barulho. Ele derrubou todo o giz.
N�o, ele estava correndo atr�s de mim e chutou minha perna!
- Ele me empurrou! - Empurrei nada.
- Empurrou, sim! - N�o empurrei!
- Venha arrumar isto! - Mas n�o fui eu!
- Se n�o foi voc�, quem foi? - Eu n�o vou!
- Precisa vir! Voc� vem, ou n�o? - N�o.
- Voc� pisou no giz! - N�o fui eu!
- N�o fui eu! - Venha.
- N�o fui eu! - N�o pisem no giz!
Parem de pisar!
Zhang Mingshan, escreva uma lista de nomes. Amanh� farei chamada.
N�o me ouviu? Por que n�o est� escrevendo a lista?
Mandei fazer a lista.
Continue escrevendo isso, ent�o.
Quando o professor Gao voltar, vou contar tudo isto a ele.
- Tian Xuewei. - Presente!
- Li Lingyu. - Presente!
- Sun Zhiwei. - Presente!
- Li Shujun. - Presente!
- Li Zhanqiang. - Presente!
Falem mais alto.
Presente!
Li Meiying.
- Li Meiying. - Presente!
Wang Chunfei.
Presente.
Copiem a li��o!
Ningu�m sai at� eu mandar.
O que est� fazendo?
Volte pra dentro e fa�a a li��o!
Pare!
Pra dentro!
Volte!
- Preciso fazer xixi! - N�o!
- � verdade! - N�o! � mentira!
Preciso fazer de verdade! N�o consigo mais segurar.
Depressa!
N�o consigo com voc� olhando.
Volte e fa�a a li��o.
Vamos, pra dentro! Todos ao trabalho!
Copiem a li��o! Ningu�m pode sair!
Hora da aula de m�sica. Eu canto e voc�s repetem.
Fa�am os movimentos. Prestem aten��o.
Comecem.
Nosso pa�s � como um jardim
As flores l� s�o lindas
Vamos cantar outra can��o. Chama-se "O Sol Vermelho".
Acompanhem-me.
� assim...
Sol vermelho, nuvens de arco-�ris
Eu ajudo mam�e a lavar roupa
Cantem de novo.
Sol vermelho, nuvens de arco-�ris
Eu ajudo mam�e a lavar roupa
� aquela. Venha c�.
O nome dela � Ming Xinhong.
Ming Xinhong? Ouvi dizer que voc� corre r�pido.
- Corre mais de 10 km por dia. - Mesmo? Quero que me mostre.
Est� vendo aquela casa? Corra at� l� e volte.
Mas precisa correr r�pido. Quando eu der o sinal.
Pronta? J�!
- Muito bom. Est� cansada? - N�o.
- �timo. - Ming Xinhong...
o Sr. Zhang quer que voc� treine numa escola da cidade. Voc� quer?
- Quero. - Certo.
Amanh� vou avisar seus pais e voc� poder� ir.
- Ela n�o pode ir! - Por que n�o?
- Nenhum a menos. - Quem disse isso?
- O professor Gao. - Isto n�o � com ele!
Eles precisam de novos atletas! Esta � uma chance boa e �nica.
- Ela n�o pode ir. - Sou eu que decido.
- Sr. Zhang, quando ela vai partir? - Amanh� de manh�.
- Certo. - Quer que eu fale com os pais?
- N�o � preciso. - Ent�o eu j� vou indo.
Pode levar estes alunos tamb�m? Eles tamb�m correm r�pido.
N�o, s� ela.
Ming Xinhong!
- Onde est� ela? - N�o sei.
N�o sabe?
Ser� que est� na sala?
Onde ela se meteu?
N�o est� na sala do professor.
- Wei Minzhi, para onde ela foi? - N�o sei.
- Mas ela � sua aluna! - Eu n�o sei.
- Voc� a escondeu. - N�o.
� a professora! Como pode n�o saber?
- Onde est�o os alunos? - Aqui.
Est� faltando um!
Quantos alunos voc� tinha? Quantos tem agora?
V� ach�-la! Eles vieram busc�-la, n�o pode escond�-la! Ande!
Voc� a esconde e diz que n�o sabe! Por que est� mentindo?
- Eu contratei voc�! - N�o sei de nada.
- � melhor voc� me contar! - Eu n�o sei.
Se n�o a trouxer, vou demitir voc�!
- N�o vou ajudar o senhor. - Volte aqui!
- Trate de ach�-la! - J� disse que n�o sei!
Por que est� fazendo isso?!
Professora Wei, onde escondeu Ming Xinhong?
Podemos ir procur�-la? Ser� bom para ela, n�o v�?
Acha que o professor Gao vai se zangar com voc�?
N�o tem problema. O professor Gao � meu amigo.
Eu explicarei tudo a ele. N�o precisa se preocupar.
Quando ele souber, vai ficar muito feliz.
Com o treinamento, ela vai honrar nossa escola e nossa cidade.
Zhang Huike, onde a professora escondeu Ming Xinhong?
Conte-me.
- Eu n�o sei. - Tem certeza?
Ningu�m est� escutando, pode contar.
Onde est� Ming Xinhong? Eu sei que voc� sabe.
- Eu n�o sei. - N�o sabe? Conte de uma vez!
- Eu n�o sei. - N�o sabe! Por que n�o me ajuda?
- A quem voc� deve obedi�ncia? - � professora.
- E a quem ela deve obedi�ncia? - Ao senhor.
Isso. Sua professora me deve obedi�ncia e voc� tamb�m.
- Certo. - Onde ela est�?
Compre duas canetas azuis pra mim, a� eu conto.
Tudo bem.
- Das bem grandes. - Certo. Agora conte.
Antes, o dinheiro. Da outra vez o senhor n�o pagou.
- Eu esqueci. - Ent�o pague agora.
Certo, me conte. Diga a verdade.
Ming Xinhong! Voc� vai para a cidade!
Vamos! Venha!
Sen�o eu chamo outro aluno.
- Eu quero ir. - Ent�o vamos!
- Wei mandou esperar o Prof. Gao. - J� falei com ele. Ele autorizou.
Sr. Zhang.
Vamos.
Onde ela est�?
Parem!
Voltem!
Voltem!
- Parem, por favor! - Ela tem fibra.
- Nunca vi algu�m assim. - � muito boa. Cuida dos alunos.
Hoje manter as crian�as na escola � mais dif�cil do que ensinar.
- Vamos parar o carro. - N�o! A� n�o iremos mais embora.
Sr. Zhang, ela tamb�m corre bem r�pido.
Devolva!
- Devolva! - O que est�o fazendo?
Professora, ela escreveu coisas ruins a seu respeito!
- N�o � verdade! � meu di�rio! - Ela escreveu coisas ruins!
- � o meu di�rio. - Leia pra mim, ent�o!
Zhang Mingshan, deixe-o ler!
- N�o vou deixar, � meu di�rio! - Quem disse que n�o vai?
N�o me importa se � seu di�rio! Deixe-o ler!
- N�o! - Deixe-o ler!
Leia!
"Estou muito triste. H� dois dias, Zhang Huike... "
- Ela escreveu sobre mim tamb�m. - Continue.
"... Zhang Huike estava bagun�ando e derrubou a mesa.
Uma caixa de giz caiu no ch�o.
A Prof. Wei mandou recolher, ele n�o obedeceu. Ela o empurrou.
Zhang Huike resistiu. Quase todo o giz foi esmagado no ch�o.
A professora Wei n�o valoriza o giz como o professor Gao.
O professor Gao sempre nos diz que a escola n�o tem dinheiro.
N�o podemos comprar muito giz. Ele nos ensina a valoriz�-lo.
Sou a monitora da classe. Ajudo o professor Gao a recolher o giz.
Eu sei que ele n�o jogaria fora nem um pedacinho min�sculo.
Lembro que uma vez joguei um toquinho de giz num canto.
O professor Gao viu e o pegou do ch�o.
Ele o segurou com a ponta dos dedos...
e o usou para escrever mais uma palavra.
Ele fez o �ltimo tra�o com o p� de giz que ficara no seu dedo.
Estou muito triste. Uma caixa inteira de giz branco...
se tornou uma caixa de p� negro.
Se o professor Gao soubesse disso, tamb�m ficaria triste. "
- Levante-se. - O qu�?
- Quero falar com voc�. - Fale amanh�, eu quero dormir.
Vista-se.
Depressa!
O que voc� quer?
- Pe�a desculpas a Zhang Mingshan. - Por qu�?
Voc� derrubou o giz.
- Voc� cria tantos problemas! - Por que me desculpar? N�o quero.
- Precisa pedir desculpas! - N�o vou pedir.
- Precisa pedir. - Quero voltar pra cama!
N�o ir� a lugar nenhum at� pedir. Pe�a!
Pe�a!
- N�o! - Ent�o vai ficar a� a noite toda.
- Eu pago pelo giz. - Com o qu�?
- Dinheiro. - Quanto voc� tem?
Tome.
- Isso basta? - Quanto �?
- 50 centavos. - Para quanto giz d�?
Uma caixa custa um yuan.
- Vinte gizes bastam. - Eu vou dormir!
Pare de causar problemas.
- Sun Zhiwei. - Presente!
- Li Lingyu. - Presente!
- Tian Xuewei. - Presente!
- LiJianmei. - Presente!
Zhang Huike. Zhang Huike? Onde ele est�?
- Seus pais o levaram embora. - Ele n�o estava aqui de manh�?
Acabou de ir embora. Eu vi.
- Para onde ele foi? - A fam�lia o levou para casa.
- Zhang Huike! Zhang Huike est�? - Quem procura por ele?
- Entre. - Sou a professora dele.
- O professor n�o � o Sr. Gao? - Sou a substituta.
- Sente-se. - Onde est� Zhang Huike?
- Ele foi para a cidade. - Sozinho?
- Com crian�as de outras aldeias. - Por que ele foi?
- Para procurar trabalho. - Ele � t�o novo. O que pode fazer?
Tome um pouco de ch�.
O que podemos fazer? Veja a nossa situa��o. Estamos endividados.
- Ele n�o pode ir para a escola? - N�o.
Em que parte da cidade ele est�?
Nem tente procur�-lo. Ele n�o vai voltar.
A fam�lia dele tem s�rios problemas. O pai morreu jovem.
A m�e est� doente. Eles t�m d�vidas.
Se ele n�o trabalhar, nunca v�o pag�-las. O que posso fazer?
- O senhor precisa procur�-lo. - E se eu o achar? Ele n�o voltar�.
Dois alunos a menos. O que vou dizer ao professor Gao?
N�o pode comparar os dois. Zhang Huike precisa de dinheiro.
Ming Xinhong foi recrutada porque tem talento.
Foi uma coisa boa.
Se achar Zhang Huike, ele n�o voltar�. N�o podemos ajud�-lo.
Se tiv�ssemos dinheiro para lhe dar, ele poderia voltar.
Mas o senhor precisa ach�-lo. Se o senhor n�o for, eu vou.
N�o adianta. Ele n�o vai voltar.
- Pode mandar um trator me levar? - Est�o todos sendo usados!
- Ent�o pague o �nibus. - N�o tenho dinheiro.
- E meus 50 yuan? Pague agora. - N�o posso pagar agora. Depois.
- Mas eu preciso ach�-lo. - Ele n�o vai voltar.
E voc� � nova demais. N�o vou deixar que v� � cidade sozinha.
Precisa dar aulas. N�o vou deixar.
Quem dar� aula aos alunos?
Eu volto logo. D� aula o senhor por um dia.
Como vou fazer isso? Sou o prefeito! Sou muito ocupado!
N�o tenho tempo pra dar aulas. Voc� n�o pode ir.
- Preciso ir. - N�o.
- D� o dinheiro. - N�o tenho.
Quanto custa a passagem de �nibus para a cidade?
- Dez yuan! - Um yuan!
Quanto?
- Um yuan? - Claro que n�o. Quanto?
- Cinco e meio? - Pra crian�as � um yuan.
- N�o sei quanto � a de adulto. - A de adulto custa tr�s yuan.
- Mesmo? Tr�s yuan? Como sabe? - Fui com minha m�e uma vez.
Digamos que custe tr�s yuan. Ida e volta, s�o seis yuan.
Mais a passagem de Zhang Huike, s�o 12 yuan.
N�o, est� errado.
Ele s� precisa da volta. S�o nove yuan.
- Quem tem dinheiro? - N�o temos dinheiro.
Eu vou devolver. Vamos.
S� precisamos de nove yuan. Cada um d� um pouquinho.
- Vamos ver quanto voc�s t�m. - Eu n�o tenho nada.
Esvaziem os bolsos!
Dinheiro.
Aqui.
Entregue.
Isto aqui n�o basta.
Cada um precisa dar 50 centavos. Temos 28 alunos.
26! Zhang Huike e Ming Xinhong n�o est�o aqui.
Certo, s� 26.
Se cada um der 50 centavos...
d� 26 vezes 50 centavos. Quanto d� isso?
- 130 yuan. - Com 50 centavos de cada um?!
N�o, est� errado. 13 yuan. � o bastante. S� preciso de nove.
Cada um vai trazer 50 centavos amanh�, entenderam?
N�o temos!
Assim n�o d�. Como irei para a cidade?
Como vou trazer Zhang Huike de volta?
- N�o temos dinheiro. - Tragam o dinheiro amanh�!
Podemos carregar tijolos.
- Carregar o qu�? - Tijolos, pra ganhar dinheiro.
- Quanto podemos ganhar? - 1,5 centavo por tijolo.
A olaria fica ali. Minha fam�lia j� trabalhou l�.
- 1,5 centavo? N�o � muito. - � s� carregar bastante.
Quantos precisar�amos carregar?
Zhang Mingshan, venha fazer a conta na lousa.
Um tijolo d� 1,5 centavo.
Dez tijolos s�o 15 centavos.
Cem tijolos s�o 150 centavos.
Mil tijolos s�o 1.500 centavos.
Quantos yuan s�o 1.500 centavos?
15.
- N�o, est� errado. S�o 150 yuan. - Voc� p�s um zero a mais.
15 yuan, ent�o. 15 yuan � o bastante.
- Vamos para a olaria agora. - Certo!
- Vamos todos! - Certo!
- Por que n�o tem ningu�m aqui? - Faltou energia.
- Onde est� o diretor? - N�o est� aqui.
- Professora, o chefe n�o est�. - Vamos voltar.
N�o podemos voltar. Antes vamos carregar os tijolos.
- Ele vai pagar quando acabarmos. - E se n�o pagar?
Se trabalharmos, ele vai pagar. Vamos.
- Onde vamos p�r os tijolos? - Que tal aqui?
- E se a gente n�o souber empilhar? - � s� p�r um em cima do outro.
No fim, ele ter� de pagar.
O que est�o fazendo?
Quem deixou voc�s entrarem?
- Precisa nos pagar. - Carregamos mil tijolos.
Eu deveria cobrar os danos, isso sim!
Carregamos mil tijolos, precisa nos pagar!
- Pagar! - N�s os carregamos pra dentro!
Quebraram quase todos.
Quem mandou que fizessem isso?
- Precisa nos pagar. - Nem um centavo! Paguem voc�s!
- N�o trabalhamos de gra�a! - Sumam! Saiam j� daqui!
- Pague! - Saiam!
- Parecem um bando de galinhas! - Precisa pagar!
Pagar pelo qu�?
- Por carregar os tijolos. - Voc�s quebraram quase todos.
- Por que querem dinheiro? - Zhang Huike foi para a cidade.
Ela precisa tomar o �nibus para traz�-lo de volta!
Um de cada vez. O que aconteceu?
Zhang Huike foi para a cidade. Preciso encontr�-lo.
Temos de ajudar nosso colega.
- De que escola voc�s s�o? - Da escola prim�ria de Shuixian!
- O professor de voc�s � o Sr. Gao? - Sim.
- Quanto voc�s querem? - J� fizemos as contas.
Mil tijolos s�o 15 yuan. Carregamos 1.500, s�o 22 yuan.
S�o melhores em contas do que eu.
Eu prenso 10 mil tijolos e s� ganho 40 yuan!
Voc�s carregam mil e querem 20? Quanto � um quarto de 40 yuan?
Precisa nos pagar.
Por respeito ao professor Gao...
e por estarem ajudando um colega...
eu vou dar a voc�s 5 yuan. � bastante.
N�o basta!
Quanto voc�s querem? Trabalharam duro, crian�as...
mas quebraram muitos tijolos! Terei de prens�-los de novo.
- Deveriam ficar elas por elas. - Mas n�s carregamos tijolos.
Precisa pagar.
Certo. Como � o professor Gao e voc�s est�o ajudando um colega...
vou dar 15 yuan.
� mais uma doa��o para apoiar o seu esfor�o. Sou um benfeitor.
Professora, estou com sede. Vamos tomar alguma coisa.
- Tamb�m estou com sede. - Temos 15 yuan.
Podemos gastar seis. Vamos comprar refrigerante.
Legal!
- Aqui tem refrigerante! - N�o empurrem!
- O que vamos comprar? - Coca-Cola!
- O que v�o querer? - Coca-Cola � gostosa.
Eu nunca tomei.
- Quanto � a Coca-Cola? - Qualquer lata custa tr�s yuan.
S� temos seis yuan. S� podemos comprar duas latas.
- � pouco pra todo mundo. - Cada um toma um golinho!
Duas latas, ent�o.
- Deixa que eu abro. - Voc� n�o sabe!
Me d� um pouco.
- Me d�. - Adormece a boca.
O gosto � estranho.
Deixem a professora tomar.
Li Meiying.
Professora, a passagem n�o custa tr�s yuan, custa 20,50 yuan.
Mas custava tr�s yuan. Lembro que custava tr�s yuan.
Quanto custa a passagem pra cidade?
- Olhe a tabela de pre�os. - N�o custa tr�s yuan?
- N�o temos passagens de tr�s yuan. - E antes?
Nunca custaram esse pre�o.
Pode olhar ali.
Olhe de novo.
A passagem custa 20,50 yuan. De quanto mais eu preciso?
N�s temos nove yuan. Quem sabe quanto falta?
- Levantem a m�o. - Eu sei.
- Voc� sabe fazer a conta? - N�o.
Ent�o abaixe a m�o. Dong Dong, venha c�.
Errou naquela palavra! Falta um tra�o.
� "pre�o", n�o "pressa".
Vamos calcular.
Uma passagem custa 20,50 yuan.
Multiplicando por tr�s...
d� 61,50 yuan.
Precisamos de mais 52,50.
O homem da olaria disse...
que carregando 10 mil tijolos ganhar�amos 40 yuan.
Precisamos de 52,50. Quantos tijolos precisamos carregar?
- Quem souber, levante a m�o. - Eu fa�o a conta!
JiaoJie, voc�.
Voc� errou!
250.
Olhe de novo.
� 250, n�o 2,50.
Voc� errou na v�rgula.
Terminei.
Carregando 10 mil tijolos, ganhamos 40 yuan.
52 vezes 10 mil, dividido por 40...
Essa substituta n�o � ruim. Ensina at� matem�tica.
130 mil tijolos? Tudo isso? N�o puseram um zero a mais?
N�o podemos carregar tudo isso! Da primeira vez j� foi dif�cil!
Vamos calcular o tempo que leva.
Ontem carregamos 1.500 tijolos e levamos duas horas.
Para carregar 130 mil, quanto tempo levar�amos?
- Eu sei. - Pode vir.
Zhang Mingshan, voc� calcula.
Duas horas para carregar 1.500 tijolos.
Quanto tempo vamos levar?
175 horas? � tempo demais!
Trabalhando oito horas por dia...
quantos dias vamos precisar trabalhar?
- 21 dias. - 21 dias e sete horas.
22 dias.
- Voc� errou. - �, eu errei.
Onde?
Tem um zero a mais.
JiaoJie, p�s um zero a mais de novo!
S� vamos levar 17 horas.
S�o dois dias.
- Est� bom. Vamos l�. - N�o podemos ir!
� tempo demais! N�o vamos conseguir!
Mas eu preciso ir para a cidade! Para traz�-lo de volta.
N�s vamos, ou n�o?
Vamos esquecer os tijolos. Suba no �nibus sem pagar!
Leva tempo demais ganhar o dinheiro.
E se me pegarem?
N�o v�o pegar! A gente vai com voc�.
O que est�o fazendo, moleques? Por que n�o est�o na escola?
Onde est�o os outros dois? O que est�o querendo aprontar?
- N�o podemos comprar a passagem? - Des�am do �nibus!
�nibus para a cidade!
�ltima chamada!
Mais algum passageiro? �ltima chamada!
Ningu�m viaja de gra�a!
Onde fica este endere�o?
Templo Yu Dao...
n�mero 16.
Ah, � Templo Wu-Dao.
- Zhang Huike est� a�? - N�o sei.
- Zhang Huike est� a�? - N�o sei.
Zhang Huike!
- Quem quer Zhang Huike? - Eu.
- De onde vem? - De Shuixian.
Fale com Sun Zhimei. Sun Zhimei, tem algu�m te procurando!
- Quem me procura? - Onde est� Zhang Huike?
- N�o est� aqui. - Onde ele est�?
- N�s o perdemos na esta��o. - Perderam?! Como?
Ele foi ao banheiro e n�o voltou mais.
- E n�o veio trabalhar? - Quem � voc�?
A professora dele. Com quem ele veio?
- Comigo. - E como voc� p�de perd�-lo?
Ele disse que queria fazer xixi.
N�o voltou mais. Eu esperei um temp�o.
- Voc� o procurou? - � claro.
- Avisou a fam�lia dele? - Eu aviso quando voltar.
- Foi ele que quis vir. - Precisa me ajudar a procur�-lo!
- N�o, ganho 2 yuan por dia aqui. - Precisa me ajudar!
- Ele sumiu por a�! N�o tive culpa. - Precisa me ajudar.
- Ent�o me d� dois yuan. - Por que eu deveria dar?
Se eu for, precisa me pagar. Eu ganho dois yuan por dia.
- Venha comigo. - Pague e eu irei.
- N�o, primeiro voc� vem comigo. - Se n�o pagar, eu n�o vou!
- Venha at� a esta��o que eu pago. - Ent�o s�o 2,50 yuan.
Voc� disse dois! Por que s�o 2,50 agora?
Se me pagar agora, s�o dois. Na esta��o s�o 2,50.
2,50? Tudo bem, ent�o vamos.
- Voc� tem dinheiro? - Claro.
Deixe-me ver.
Veja, tenho dinheiro. Vamos.
N�o pode andar mais r�pido?
Depressa!
- Onde �? - A esta��o fica ali. � aqui perto.
- Por que parou? - Estou com fome.
- N�o, vamos embora. - Eu nem tomei caf�!
- Antes precisamos ach�-lo. - Deixe-me comer!
N�o.
Foi aqui.
- Como vamos encontr�-lo? - Ali! Aquela placa vermelha.
- Esta placa? - Sim, n�s desembarcamos aqui.
Fiquei esperando ele voltar do banheiro aqui.
- S� que ele n�o voltou. - Por qu�?
N�o sei, n�o o segui at� o banheiro. Eu o procurei.
- Aonde ele foi? - J� falei, n�o sei!
Foi ao banheiro. Gostaria de saber.
- Voc� o procurou mesmo? - Claro! At� deixei um recado ali.
Que recado?
Onde?
- Onde est� o seu recado? - Eu escrevi. Pus aqui.
- Voc� escreveu mesmo? - Escrevi num peda�o de papel�o.
Depois colei aqui.
- O que voc� escreveu? - Meu nome e endere�o.
- Ele consegue ler sua letra? - Claro, escrevi bem grande.
Como vamos ach�-lo nesta multid�o?
Escute!
Vamos mandar um recado. Um aviso pra ele.
� como um megafone que o vendedor de rem�dios usa.
- Vai dar certo? - Sim. � o �nico jeito.
� aqui.
- � a�? - N�o est� vendo o letreiro?
Bata � porta.
O que �?
Perdemos uma pessoa. A senhora poderia...
Anunciar pelo alto-falante? Quem?
Zhang Huike, estudante. Veio � cidade para trabalhar.
- Estudante? Menino ou menina? - Menino.
A fam�lia dele � pobre. Ele veio trabalhar.
Qual a apar�ncia dele? A altura, o que estava vestindo?
Desta altura. Estava usando uma camisa xadrez.
- Era cinza. - Esperem.
Escrevam tudo aqui.
- Terminaram? - Sim.
"Zhang Huike, menino, onze anos de idade, da aldeia de Shuixian.
Aluno da segunda s�rie.
Usa camisa xadrez e cal�a cinza.
N�o muito alto, cabelo curto, porte m�dio.
Sua fam�lia � pobre, sua m�e est� doente e seu pai morreu jovem.
Ele abandonou a escola. " Tudo isto � in�til.
Onde ele pode encontrar voc�s? Como vai ach�-las?
Fiquem ali. V�o at� aquela escada e esperem.
- Vou mandar procur�-las ali. - Que escada?
Ali. Fiquem esperando ali.
N�o saiam de l�, sen�o ele n�o achar� voc�s.
- S� um? - Um pra mim e outro pra voc�.
- N�o tem mais? - S� tenho dois!
Vamos comer.
Aten��o, por favor.
Zhang Huike, da aldeia de Shuixian.
Ela est� anunciando. Escute.
� o nosso aviso.
No alto-falante.
Zhang Huike, da aldeia de Shuixian.
Ao ouvir esta mensagem, v� at� a escadaria do pr�dio 11.
Sua professora espera voc� l�.
Ela leu o aviso.
Eu vim com voc�.
- Pague, preciso ir embora. - N�o. N�o vou pagar.
- Por que n�o? - Precisamos ach�-lo primeiro!
Acha que vou seguir voc� a vida toda?
Segui o dia inteiro, vim at� a esta��o. Ele vai aparecer logo.
- Agora me pague! - S� depois que eu o achar.
- Vamos, entregue o dinheiro. - N�o vou pagar!
Ela j� anunciou! Ele vai aparecer!
Se n�o me pagar, eu vou tomar o dinheiro.
N�o.
Voc� prometeu!
Pague!
Voc� prometeu. Depressa!
2,50 yuan.
N�o basta!
Tome.
E chega.
Fique a� esperando. Eu vou embora.
Ainda est� a�? N�o o encontrou?
Ele n�o veio. Pode anunciar de novo?
J� anunciei seis vezes. Nem deveria ter repetido tanto.
- Onde o perdeu? Aqui? - Sim.
- Quando? - H� dois ou tr�s dias.
Tudo isso? Ent�o foi in�til. � melhor voc� dar outro jeito.
- Por favor, s� mais uma vez. - N�o, � in�til.
- O que quer comprar? - Uma pena e nanquim.
Para qu�? Voc� parece ter vindo do campo.
Meu aluno veio para a cidade.
Preciso escrever uma mensagem para ach�-lo.
Quer escrever um aviso?
A pena mais barata custa 1,50 yuan.
- Quanto dinheiro voc� tem? - 6,50 yuan.
S� 6,50? Quer gastar tudo?
Tamb�m vai precisar de tinta. Um yuan.
O total � 2,50 yuan. Cem folhas de papel custam 4 yuan.
S�o exatamente 6,50 yuan.
"Perdeu-se: Zhang Huike, 11 anos, aluno da segunda s�rie.
Veio para a cidade h� tr�s dias.
Quem souber dele, favor avisar a escola de Shuixian. "
N�o tem endere�o. Nem telefone, n�mero de pager ou de celular.
Como v�o entrar em contato? Mesmo se quiserem ajudar, como far�o?
Onde fica a aldeia de Shuixian?
Em que regi�o? Em que distrito?
As pessoas t�m pregui�a at� de pegar o telefone.
Quem tem tempo para escrever? Ningu�m vai escrever pra voc�...
mesmo se souber de algo.
E a escrita est� clara demais. Quem vai conseguir ler?
Mesmo espalhando 500 avisos, mesmo que tivessem foto...
suas chances ainda seriam pequenas.
� uma perda de tempo.
- O que �? - O que devo fazer, ent�o?
Fa�a o que quiser.
- Diga-me o que fazer. - Que saco!
Pode avisar a pol�cia. Registre a ocorr�ncia, eles o procurar�o.
N�o, tamb�m n�o adianta. A pol�cia est� ocupada demais.
P�r um an�ncio no jornal, talvez?
Mas ele vai ser muito pequeno, ningu�m vai ler.
J� sei. V� at� a emissora de TV.
� s� aparecer na TV que a cidade toda fica sabendo.
- � a melhor coisa a fazer. - Onde fica a emissora de TV?
Pegue o �nibus n�mero 5.
- Como fa�o para ir a p�? - � longe daqui. N�o sei explicar.
Saia e pergunte pra algu�m.
Onde fica a emissora de TV?
- O qu�? - A emissora de TV.
- Para l�. - Onde fica a emissora de TV?
Fica para l�.
Onde fica a emissora de TV?
Aonde est� indo?
- Procurar algu�m. - N�o pode entrar ainda.
O expediente nem come�ou. N�o pode ir entrando assim!
O que est� fazendo?
- Procurando algu�m. - Quem?
Algu�m disse que eu o encontraria aqui.
H� muitas pessoas aqui. Quem voc� procura?
Sou professora substituta da escola prim�ria de Shuixian.
A fam�lia do meu aluno � t�o pobre que ele saiu da escola.
N�o quero ouvir isso.
- Assine a�. - Estou procurando algu�m mesmo.
Olhe.
"Perdeu-se... " Que mensagem imensa. Escreveu todos sozinha?
- E por que n�o os afixou? - Disseram que n�o ia adiantar...
...que a TV era melhor. - Sim, anunciar na TV � melhor.
N�o adianta colar cartazes. Ningu�m os l�. Eu nunca leio.
Pode me dar um documento? V� ao Dep. de An�ncios.
- N�o tenho documentos. - Uma carta de apresenta��o?
- N�o tenho. - Uma carta da sua aldeia?
- N�o tenho. - Uma carta da sua escola?
- N�o tenho. - Sua carteirinha de estudante?
- N�o tenho. - Nem isso tem?
Como vou confiar em voc�? Pode ser qualquer pessoa.
Diz que � uma professora das montanhas. Como vai provar?
Como posso deix�-la entrar sem documentos?
Por favor, deixe-me entrar!
- Por favor, deixe-me tentar. - N�o.
- Deixe-me entrar. - Escute aqui...
voc� quer ir ao Dep. de An�ncios.
Tudo bem.
Mas sem um documento ou uma carta de recomenda��o...
como posso deix�-la entrar? N�s temos regras aqui.
N�o posso deix�-la entrar assim. Entendeu?
- Zhang Huike est� perdido. - E eu com isso?
Por que n�o me ouve?
Aquelas duas pessoas tinham documentos, por isso passaram.
Se algo acontecer, v�o p�r a culpa em mim.
- Por favor, deixe-me entrar. - N�o.
N�o fique esperando a�. � in�til.
- Vamos, saia. - N�o!
Que menina chata!
- Por favor, deixe-me entrar. - Eu j� expliquei, v� embora!
Voc� tem dinheiro? Sabe quanto custa um an�ncio?
- Voc� tem dinheiro? - N�o.
N�o tem um centavo? Ent�o vai querer entrar pra qu�?!
Voc� � rid�cula! Mesmo se eu deixasse, n�o ia adiantar nada!
- Suma daqui. - O que devo fazer?
O que deve fazer? A menos que conhe�a o diretor da emissora...
- S� ele pode ajudar. - Como posso encontr�-lo?
Terceiro andar. Ele usa �culos. V� at� l�.
Veja se o guarda deixa voc� entrar.
Eu vou, ent�o.
- O que est� fazendo? - Vou ver o diretor da emissora.
Precisa de autoriza��o da recep��o.
Voc� me ouviu?
Pode pedir pra ele me deixar entrar?
Eu j� falei! Quem decide � o guarda!
Voc� nem tem documentos! N�o me ouve mesmo.
N�o pode ligar pro diretor? N�o tem telefone aqui?
Acha que � t�o simples?
Acha que vou incomod�-lo com esse assunto?
V� embora.
Pare de causar problemas.
- O jornal de hoje j� chegou? - Ainda n�o. Este � de ontem.
- Pode me ligar quando chegar? - Certo.
- Vamos, suma daqui. - Quero esperar pelo diretor.
Quer esperar? Aqui?
Vamos ver quanto tempo consegue esperar! V� esperar l� fora.
Do lado de fora do port�o. Pode esperar quanto quiser.
Se n�o for embora j�, vou chamar a seguran�a!
Somos muito ocupados aqui. Eu controlo pessoas o dia todo.
V� embora daqui, ande!
O senhor � o diretor da emissora?
O senhor � o diretor da emissora?
- O qu�? - O senhor � o diretor da emissora?
Diretor da emissora?
O senhor � o diretor da emissora?
Qu�? Diretor da emissora?
O senhor � o diretor da emissora?
O senhor � o diretor da emissora?
Diretor da emissora? N�o.
O senhor � o diretor da emissora?
- O senhor � o diretor da emissora? - N�o.
- O senhor � o diretor da emissora? - Diretor?
Que diretor da emissora? N�o! Voc� se enganou.
Venha c�, garoto. Entre.
D� comida a ele. Est� com fome?
N�o pode incomodar os clientes. Vai me causar preju�zo.
Se estiver com fome, venha para c�.
Depois de comer, pode me ajudar a lavar os pratos.
Lembre-se, fique longe dos clientes.
Certo.
Menina, acorde!
Por que est� dormindo a�? Vai ficar doente. Voc� est� bem?
Levante.
Tem uma garotinha l� fora procurando o senhor.
Pergunta do senhor a todos. Ficou l� o dia inteiro ontem...
e hoje apareceu de novo.
- Aquela de camisa vermelha? - Essa mesmo!
V� ver o que ela quer.
Disse ser uma professora procurando um aluno.
Queria veicular um an�ncio, mas n�o tinha documentos.
- Ela est� esperando desde ontem. - Ela quis esperar!
- Eu s� cumpro as regras. - Que falta de compaix�o!
Voc� a deixa esperando um dia e meio...
e diz que ela � louca? Acho que a louca � voc�!
Eu s� cumpro as regras. Ela n�o tinha documentos.
Por isso a deixou esperando? Como p�de fazer isso?
- Vou deix�-la subir j�. - N�o, esque�a. Eu des�o.
- O senhor � o diretor da emissora? - Sim. Posso ajudar?
Voc� n�o quer um an�ncio. 30 segundos custam 600 yuan.
Voc� n�o tem tanto dinheiro.
Mas o diretor quer ajud�-la.
Portanto, n�s temos um plano.
Nosso programa "Hoje na China" � o que tem a maior audi�ncia.
Voc� ser� nossa convidada. Falar� da educa��o no campo.
Mencionaremos seu aluno. Com certeza vai funcionar.
Os padr�es educacionais atingiram novos n�veis.
O conhecimento aumentou com a obrigatoriedade de 9 anos letivos.
Mas para alguns alunos � mais dif�cil...
sobretudo nas �reas rurais. Eles n�o t�m ferramentas adequadas...
e muitas crian�as, por v�rios motivos, n�o podem ir � escola.
Hoje tenho a honra de apresentar uma convidada especial...
que vai falar sobre a educa��o no campo.
Tenho aqui a Srta. Wei, da escola...
prim�ria da aldeia de Shuixian.
Pode nos falar a respeito da situa��o na sua escola?
A Srta. Wei est� um tanto nervosa.
Zhang Huike cursa a segunda s�rie em Shuixian.
A m�e dele est� doente e sua fam�lia tem d�vidas.
Ele veio trabalhar para ajudar a pag�-las.
A professora Wei veio para a cidade, sozinha...
para encontrar Zhang Huike e lev�-lo de volta � escola.
Cada vez mais alunos est�o abandonando a escola.
Por que voc� acha que isso acontece?
N�o fique nervosa.
Suas fam�lias s�o pobres.
Por que voc� precisa achar Zhang Huike?
Por que o est� procurando?
A situa��o de Zhang Huike � algo cada vez mais comum.
Esperamos que a sociedade possa ajudar esses alunos.
Precisamos ajudar as gera��es futuras.
Sabemos como voc� se sente.
Pode dizer algo para o nosso p�blico?
Talvez Zhang Huike esteja assistindo ao programa.
Olhe para a c�mera e fale com ele.
Olhe para a lente e imagine que Zhang Huike est� ouvindo.
Ele deve estar sentindo sua falta. Diga algo a ele.
Zhang Huike, onde voc� est�?
J� procurei em todo lugar.
Estou t�o preocupada!
Por que voc� n�o volta?
- Sim, � do "Hoje na China". - N�o, ainda n�o o encontramos.
Tem alguma informa��o?
- Sim? Quando foi isso? - Ainda o estamos procurando.
Ontem, no fim da rua? Como ele estava vestido?
Venha c�.
Veja isso. Est�o falando de voc�?
Olhe para a lente e imagine que Zhang Huike est� ouvindo.
Ele deve estar sentindo sua falta. Diga algo a ele.
Zhang Huike, onde voc� est�?
J� procurei em todo lugar.
Estou t�o preocupada!
Zhang Huike, por que voc� n�o volta?
Estamos quase chegando.
Como se sente, agora que achou Zhang Huike?
- Estou muito feliz. - Zhang Huike...
voc� acha que a Srta. Wei � uma boa professora?
- Sim. - Como vai retribuir o que ela fez?
Quando terminar os estudos...
o gin�sio, vou ganhar muito dinheiro...
...e comprar coisas pra ela. - Por qu�?
Ela passou momentos dif�ceis. Preciso retribuir.
O que voc� vai comprar?
Muitas coisas boas.
- Que coisas boas? - Coisas bonitas.
Que coisas seriam essas?
Flores.
- Voc� gostou da cidade? - Sim.
O que ela tem de bom?
A cidade � bonita e pr�spera.
- Muito melhor do que o campo. - O que mais impressionou voc�?
Que tive de mendigar comida.
Sempre vou me lembrar disso.
A professora Wei trouxe Zhang Huike de volta.
Toda a aldeia est� reunida para comemorar.
- Como o senhor se sente? - Estou muito feliz.
Estou feliz por Zhang Huike ter voltado.
- O senhor sabia que ela tinha ido? - N�o.
Ela disse que queria ir. N�o deixei, mas ela foi assim mesmo.
Fiquei com medo de que ela n�o voltasse.
Muitas pessoas boas doaram material escolar.
- O que vai fazer com tudo isso? - Vou dar aos alunos.
Vou deixar que os alunos usem. V�o us�-lo para estudar.
Muitas pessoas generosas se preocupam com Zhang Huike...
e com a escola prim�ria, e doaram dinheiro.
Como prefeito, o que o senhor far� com esse dinheiro?
Com dinheiro poderemos fazer muitas coisas boas.
Esta escola � velha.
- Tem goteiras quando chove. - Qual a idade da escola?
Tem uns 45 anos.
Quero construir uma nova escola.
Quanto giz! N�o vamos precisar mais comprar.
Vamos guard�-lo para o Prof. Gao. Ele vai ficar t�o feliz!
Professora Wei, que gizes bonitos!
Suas palavras v�o ficar bem bonitas.
Escreva alguma coisa!
- Vamos guardar para o Prof. Gao. - Escreva alguma coisa!
Tamb�m quero escrever!
Ent�o cada um pega um giz...
e escreve uma palavra. Mas s� uma!
"C�u"!
"Felicidade".
"�gua".
"Nome".
"Dilig�ncia".
Li Meiying, quer escrever uma?
Venha.
Venha c�.
- Eu s� sei desenhar uma flor. - Ent�o desenhe.
"Flor".
- Eu posso escrever mais de uma? - Tudo bem.
"Professora Wei".
"Lar".
Zhang Huike voltou � escola e, com a ajuda das doa��es, sua fam�lia pagou as d�vidas.
Ming Xinhong competiu na cidade e ganhou nos 5 mil metros.
Wei Minzhi voltou a cuidar da terra da sua fam�lia.
Ela sempre volta � escola para visitar seus alunos.
As doa��es foram usadas para reconstruir a escola...
que passou a se chamar Escola Shuixian da Esperan�a.
A pobreza tira mais de um milh�o de crian�as da escola todo ano na China.
Com a ajuda de doa��es, cerca de 15% delas conseguem voltar a estudar.
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