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Voc� me traiu, n�o? Anna...
Eu posso...
Posso entender.
Aconteceu comigo tamb�m.
Mas voltei para voc�.
Porque eu te amo...
desde sempre.
Eu n�o te tra�.
Mas voc� n�o voltou.
Te mataram.
Voc� est� morto, Leo.
Anna...
Anna.
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LA PORTA ROSSA - S02E11 legendas @drcaio
"N�o quero que v� embora, dor..."
"�ltima maneira de amar."
"Sinto viver quando me d�i. N�o em voc�."
"Nem aqui"
"Mais longe"
"Na Terra... no ano de onde voc� vem."
"No amor com ela... e tudo o que foi."
"Sua verdade me garante que nada era mentira."
"E desde que eu te sinta"
"voc� ser� para mim, dor,"
"a prova de outra vida na qual n�o me do�a."
"A grande prova, ao longe... "
"de que existiu... "
"que existe... que me amava."
"Sim."
"de que ainda a estou amando."
Sr. Sala, siga-me.
Por favor, Sr. Sala. Sente-se.
Agrade�o por concordar em testemunhar sem um advogado.
- N�o tenho nada a esconder. - Bem, vamos ao assunto?
- Voc� atirou em Rambelli? - Assim perdemos o nosso tempo.
- Por qu�? - Se eu tivesse atirado nele, diria que n�o.
Se fosse inocente tamb�m diria que n�o.
N�o acredita em mim de qualquer maneira.
Na verdade, n�o acredito mesmo.
Tudo bem, vamos come�ar com o que sabemos.
Por que anda por a� com uma arma?
H� muitos criminosos.
- Voc� ainda quer brincar! - Tem raz�o.
Somos pagos para pegar criminosos,
e nem sempre conseguimos.
Mas �s vezes conseguimos.
Est� bem, temos o proj�til que matou Rambelli.
Veremos o que a bal�stica diz.
Enquanto isso, me ajude a entender uma coisa.
Por que voc� fotografou...
a fachada de um banco...
que foi roubado no ano em que voc� entrou em coma?
- Tem uma calculadora? - Calculadora... Temos uma?
Se precisar, encontraremos uma.
N�o, � um c�lculo f�cil.
O crime est� prescrito. Ent�o, sim, eu roubei.
Foi ideia de Rambelli. Eu n�o queria.
Eu decidi mudar de vida, mas depois... voc� sabe.
- Fui fraco, me convenceu. - M�s amizades.
Meu pai sempre dizia, "cuidado com as m�s amizades."
- O meu n�o. - Al�m disso, voc�...
Eram muito amigos.
Admite que o verdadeiro objetivo do roubo era um livro?
"Os Mist�rios do Conde de Cagliostro"
estava em um cofre.
- O n�mero... - 2226. - Eu diria que est� certo.
Ajude-me a entender outra coisa.
Encontramos esta foto numa pasta na casa de Rambelli.
Na pasta diz "Leonardo Cagliostro".
Eu me pergunto o que esta foto estava fazendo nessa pasta.
- Saberia me dizer? - Rambelli era imbecil
mas tinha seu senso de humor.
Ele deu ao meu filho o nome do livro que tirei dele.
Uma piada entre voc�s dois.
Esse sou eu.
E depois descobrimos que o livro estava na cela de Rambelli.
Voc� o levou?
N�o vejo esse livro h� trinta anos.
N�o fale bobagem!
Vamos tentar "puxar as cordas".
Voc� rouba os cofres do Cr�dito Triestino.
Mas depois n�o reparte o saque com Rambelli...
e fica com tudo.
Rambelli o encontra, atira na sua cabe�a
e voc� entra em coma.
- A reconstru��o est� boa? - �tima reconstru��o.
Voc� percebe que Rambelli n�o s� roubou 30 anos de sua vida...
Mas tamb�m matou seu filho.
Pode acontecer que voc� sinta vontade de mat�-lo.
- � natural. - Voc� o matou?
N�o, desculpe... � uma pergunta boba.
Concorda em submeter-se a um teste de stub?
- Stub? - A luva de parafina. - Em sua �poca se chamava assim.
- Estou � sua disposi��o. - �timo.
- Dr. Paoletto, acompanha o Sr. Sala ao laborat�rio? - Sim.
Sr. Sala...
Sinto muito pelo seu filho.
No primeiro andar.
- O que faz aqui? - N�o te chamei.
N�o queria criar problemas como a outra vez. Tinha que te ver.
- Rambelli foi assassinado. - Como conseguiu entrar?
Voc� me ensinou alguma coisa, n�o?
Aonde levam Jonas?
Est� falando sozinha na delegacia.
No final do corredor est� a escada de servi�o. Nos vemos l�.
Federico foi para onde fiquei internada.
A tese fala ao meu caso.
A paciente tem as iniciais E.P.
E.P. sou eu! Lembrei de alguns detalhes.
- N�o pode ser coincid�ncia! - Isto torna tudo mais s�rio.
Assim que chegou em Trieste... se apresentou no local.
- Eu trabalhava l� h� alguns meses. - Claro...
Ele queria estar em contato com voc� e estud�-la.
Sempre fez muitas perguntas. Pensei que era s� curiosidade.
Claro, ele se interessou... se interessou por Vanessa...
quando ela disse no tribunal que ela via mortos.
O que faremos?
Falamos com ela?
A encontraremos nos fogos de artif�cios.
Vamos embarcar juntos.
Pegue isto!
Por isso Jonas te seguia! Como voc� se sente?
- N�o sei... - S�o seus pais.
Voc� os imaginou toda a sua vida.
- Sei como se sente. - N�o! Voc� n�o estava
morta quando encontrou Eleonora.
Estou brincando agora de mam�e e papai? Eu n�o tenho tempo!
- Preciso salvar a minha filha! - Estive na pra�a antes.
- Est�o preparando os fogos. - Sim, � esta noite.
- Vamos para a antiga f�brica? - N�o, ser� tarde demais.
- Quero evitar que a sequestrem. - Como? Pode mudar o futuro?
N�o sei, mas tenho que tentar, n�o?
O que mais posso fazer?
Primeiro preciso entender o que o idiota tem a ver com meu pai!
� t�o pequena...
Por que querem machuc�-la?
Eu te ajudarei.
Por que n�o? J� estou envolvida, como a minha m�e e a minha tia.
Tem que ficar fora! Entende? V� para casa.
N�o pode entrar na minha vida como e quando quiser.
Sim, eu posso.
Voc� precisa de mim.
N�o � verdade e voc� sabe disso.
Bem, eu preciso de voc�! Melhor assim?
N�o posso ficar sem voc�.
N�o te fa�o bem, fique longe de mim.
N�o pode decidir o que me faz bem ou mal.
- O que faz aqui? - O resultado do stub? - O que sabe disso?
Ele est� aqui.
O que isso significa? Quer me enlouquecer?
- Se est� aqui, deve saber tudo. - N�o. - N�o? - Precisa de n�s.
Jonas atirou em Rambelli ou n�o?
N�o d� nomes, estamos na delegacia!
Vamos ser claros, n�o estou dizendo nada...
O stub � negativo. Para o relat�rio
pericial, esperamos a bala, mas...
De acordo com a per�cia, a arma nunca disparou.
- Foi algu�m da Fenice! Alessi? - Nada de nomes!
Eu penso em Alessi tamb�m, mas faltam provas...
- A menos que... - A menos qu�? - N�o invente nada!
Agora v� para casa!
O stub n�o mente. Provar�o que atirou nele.
Voc� sabia desde o in�cio que sou seu filho.
Apareceu no meu funeral. Por que n�o disse nada?
Por qu�?
� voc� que vai sequestrar a minha filha?
Me conta...
Pelo menos me d� uma resposta! Uma!
Cagliostro!
Est� me ouvindo?
- Voc� est� aqui? - Sim.
Ou�a-me, Jonas...
Jonas...
Ent�o?
Estou com o relat�rio de Alessi.
- Quero sair. - N�o quero te fazer mal.
N�o quero nada de voc�, apenas respostas.
Voc� n�o me deu nada como pai, pelo menos me diga isso!
Agora eu me lembro de tudo.
- Paoletto. - O stub � negativo.
Queria lhe dizer o que sabia, mas n�o podia.
O que voc� sabia?
Aqueles que vivem entre a vida e a morte
n�o devem mudar certas coisas.
- � muito perigoso. - Mas que merda est� dizendo?
Deixe-me sair... Eu quero sair!
Sr. Sala, o que houve?
Sr. Sala, acalme-se, fique tranquilo.
O stub � negativo. Assine aqui. Ent�o poder� sair. For�a.
Di Mauro!
- Quer um copo de �gua, Sala? - N�o. - N�o?
Jonas... Jonas!
Se ele n�o atirou, s� resta uma outra hip�tese plaus�vel.
- A Fenice. - Tem os homens mais poderosos de Trieste.
- Temos que fazer alguma coisa! - Sigam a aut�psia de Rambelli.
Talvez surja algum ind�cio.
Como podemos esconder de Alessi?
Sobretudo, como o pegamos antes que ele nos pegue?
Boa pergunta.
- Oi, que surpresa... - Oi. - Por que veio?
Tenho turno, mas vim lhe trazer um presente. Toma.
- Obrigado. - De nada.
Pensava neste ir e vir cont�nuo.
Minha casa, sua casa... o trem!
Enfim, o que acha de passar para a pr�xima etapa?
Toma, estas s�o suas.
Ent�o, da pr�xima vez, n�o ter� que esperar por mim.
Obrigada.
Tenho que ir, tenho turno. Que saco!
- Tchau, querida. - Tchau.
Tchau.
Marco! O que houve?
Jonas Sala n�o atirou em Rambelli
e disse que n�o tem o livro.
- Tamb�m acha que foi Alessi? - Sim.
Ir contra um promotor da Rep�blica!
Sabe o que isso significa?
Sim. A Promotoria tem que abrir uma investiga��o sobre Alessi.
Digamos que eu seja a Promotoria.
Que elementos voc� me traz?
Ent�o... Alessi se encarregou do julgamento de Rambelli...
- porque era chantageado. - Com o qu�?
Segredos que o arruinariam.
- Provas? - Um cofre de Alessi no Cr�dito Triestino...
roubado e nunca reclamado h� 30 anos.
Pode ser uma coincid�ncia.
Alessi estava em uma confraria que dirigia o navio Fenice.
Uma foto retrata todos juntos.
Uma foto com pessoas que se conhecem... �timo!
Marco, s�o hip�teses e coincid�ncias...
trazidas por uma promotora na cadeia,
suspeita de assassinato...
e um oficial do Esquadr�o M�vel. Nem mesmo o delegado...
Convenceremos o delegado.
- �tima ideia. Quem o convence? - Voc�. - Eu? - � seu trabalho.
- Meu trabalho � fazer justi�a. - � a mesma coisa.
Como fa�o daqui de dentro?
- Posso? - Sim, claro.
Eu o trago aqui, esta guerra...
Anna, vamos ganhar esta guerra. Juntos.
Marco.
Obrigada.
- Todo seu, bom turno. - Tchau, obrigada.
Tia!
- O que faz aqui? - Sabia que trabalhava e passei pra te ver.
- N�o acostumou a ficar sem mim. - Estou trabalhando nisso.
- Brincadeira. - Estou sempre aqui para conversar.
Voc� come�a. N�o me disse que estava com o promotor.
Eleonora nunca foi capaz de ficar calada,
nem mesmo quando crian�a.
- Se instalou com ele. - Sim, bem... n�o � isso.
Claro, a motorista e o promotor parecem um conto de fadas.
Ele n�o est� em Melara, mas... quero te mostrar uma coisa.
Isto � mais importante do que
um anel de noivado, lembre-se disso.
� uma casa bonita ou feia?
Bonita, mas n�o estou acostumada.
Durante muitos anos estive sem
compromissos, talvez chegou a hora.
Mas continuo mantendo meu apartamento,
voc� tem que vir me ver.
- Ainda n�o foi embora. - Claro.
- Vou te levar de volta. - Sim.
Aqui est�.
Para o resto... causa da morte, exames, vou fazer com calma.
Est� interessado nisto, n�o?
Um momento.
Olha, olha...
- O que �? - Vamos... - Isto � Trieste, n�o Nova York.
N�o tem que abrir morto com balas com muita frequ�ncia.
- E ent�o? - Lembre-se da bala que voc� est� vendo.
Se parece com a que matou Brezigar.
Se eu fosse voc�, faria uma compara��o bal�stica.
Quarto andar.
Merda! O que passou pela minha cabe�a?
Cagliostro, se fosse voc�...
Isso � in�til. Pense, Vanessa, pense!
Um intelectual com tanto onde esconderia um livro?
Entre os livros... entre os livros.
"Fa�a com que absolvam Rambelli ou a Fenice
n�o ser� mais segredo." Meu Deus...
Com toda a minha amizade por voc�
e simpatia pela Dra. Mayer...
nenhuma promotoria abrir�
um processo por esses motivos.
Mas os nossos elementos s�o v�lidos?
Se Alessi n�o fosse um promotor...
- Anna... - N�o quero ofender, o doutor vai me entender.
N�o me ofende.
N�o vamos falar de um pacto de sil�ncio,
mas de oportunidade.
Precisamos de cautela. O Dr. Jamonte me entende.
Voc� n�o deveria estar aqui...
e ela n�o teria que estar em uma cela da delegacia...
mas na pris�o.
Eu...
vou investigar...
Mas n�o sou voc� e n�o pretendo ser. Na verdade...
Nem sequer vim aqui.
Claro... Iannone!
Leve-me para a pris�o.
O que est� dizendo?
Deveria ter feito isso faz tempo.
Tem que "cobrir suas costas", sem anomalias no procedimento.
Eu costumava me ater ao dever,
era muito escrupuloso. Mas agora...
Acontece comigo quando estou envolvido.
N�o s� com voc� n�o fiz o que devia...
nem com a minha filha.
- Desculpe, n�o deveria. - Tudo bem...
N�o sei o que aconteceu comigo.
- N�o se preocupe. - Vou buscar as minhas coisas.
Vou esperar l� fora.
Eu acompanharei voc�... para a pris�o.
- Hoje � quinta ou sexta? - � quinta-feira. - Quinta?
- Quem tem plant�o? - Di Cesare.
O cara chato...
For�a... Tem pouco tempo!
- Quanta encrenca, di Cesare! - Deixa-me esclarecer isto.
Sem peti��o, nomea��o, matr�cula... ou seja, sem nada.
- Com todo o trabalho que tenho? - � um favor, di Cesare.
Se fosse f�cil e de acordo com
as regras, n�o seria um favor. N�o?
Mexa-se, bunda mole!
Queria ir ver os fogos de artif�cio esta noite.
Se voc� se apressar, talvez consiga.
- Obrigado. - Hoje s�o meus convidados.
N�o sabe quantos me pediram!
N�o ia perder esta oportunidade!
- �s suas ordens! - O sal�o j� est� liberado.
Sim? Fale.
Merda! J� vou.
Era ele. H� problemas, tenho que ir.
N�o fa�a nada, pare de ser um servi�al!
Deixe-me falar com ele.
Ele me ligou porque voc� � apenas um aleijado...
que n�o vale nada! Agora � a minha vez.
Patrizia!
- Queria saber onde estavam. - Um pequeno contratempo.
- Quanto tempo demorou! - Eu estava na festa.
- O que aconteceu? - Um grande problema.
Venha, eu te mostro.
Estava aqui. Entrou para bisbilhotar.
- Como? - Com as chaves que dei a Stefania.
Quem �? A faxineira?
Tia dela, a mulher com quem estou.
- Est� em cumplicidade com a sobrinha? - N�o, � imposs�vel.
Stefania n�o me pediu as chaves, sua sobrinha as roubou.
- Desculpe, n�o � a louca que fala com os mortos? - Sim.
N�o sei como mas colabora com a pol�cia... esta imbecil!
Est� bem, se � a louca...
Se � a louca... desculpe...
Podemos... se � louca podemos
- fazer que se suicide como Piras. - N�o.
- N�o funcionaria. - Vamos faz�-la desaparecer.
- Como fez com a jornalista? Estamos bem. - Ent�o a solto.
- Quer que a deixemos escapar? - Cale a boca! E ponha a pensar!
Est� de acordo que temos que elimin�-la... ou n�o?
O problema � como fazer.
Sua tia me disse que ela � apaixonada por mergulhos.
Ele gosta de nadar, mergulhar... Algo assim.
Um acidente no mar.
Olha, est� melhor aqui.
- V� aquela �rea de estiramento? - Sim.
V� aquele esmagamento?
- A mesma arma! - A mesma arma.
Brezigar e Rambelli foram assassinados pela mesma pessoa.
Uma 6,35 curta. Uma autom�tica pequena.
Muito pequena para ter certeza que mataria.
Pequena e pouco potente...
Pequena e pouco potente...
Jonas!
- Fui atingido pelas costas. - Na nuca e de perto.
Saiu bem porque era uma 6,35. Se tivessem usado outra arma...
N�o s� Brezigar e Rambelli.
Tamb�m em Jonas atiraram com essa arma.
Cagliostro... Cagliostro... Cagliostro...
- N�o pode ser! - Cagliostro...
- Cagliostro... - Vanessa, mas que merda...
Meu Deus!
Calma, vamos conseguir de alguma maneira.
Fazemos isso juntos, n�o vai me dar ordens!
Voc� � viciado em coca�na!
Lucia Bugatti tinha a sua pele debaixo das unhas.
Eu sou promotor.
Quem tem a melhor chance de se salvar, voc� ou eu?
Certo, voc� est� come�ando a entender.
- Vamos usar um tapete e lev�-la viva em seu SUV. - Vim a p�.
- Estacionei perto da Pra�a. - V� buscar.
Anda logo!
Idiota!
- Vittorio? - Oi, Stefania. - Oi, j� estou aqui, cheguei.
Escuta, n�o... n�o posso te encontrar.
- N�o vem? - Trabalho urgente, n�o posso. - Seu merda!
- Disse que estaria livre. - � importante. - Me deixa s�?
- J� est� a�? - Sim, estou em frente.
Seu nome est� na lista.
- Sim, mas... - Entra. Se puder, eu vou. - Est� bem.
- Mas voc� vem? - Sim, te juro. - Est� bem. - Vou.
- Bem, te espero. - Tchau, querida.
Merda!
- Vamos. - N�o entendo... Por que n�o vem? - N�o sei.
- Ligo e n�o atende! - N�o leu as mensagens. - Certo.
O importante � que n�o est� com ele.
- Vamos ver se est� esperando os fogos. - Sim, vamos.
Temos que nos apressar!
O abridor de cartas.
Encontre-o e tente cortar a fita do pulso.
Vamos, voc� consegue. For�a!
Vamos, Vanessa, for�a! Voc� consegue.
Est� quase, tenta de novo.
Muito bem, conseguiu.
Agora corta! Corta, corta Vane...
Escuta, tenho que ir.
Escuta-me! Tenho que salvar a minha filha.
N�o se preocupe, tenho um plano.
Est� trancado com chave, por enquanto ningu�m pode entrar.
Escuta-me bem. Eleonora est� trabalhando?
Direi para ligar a Stella e Paoletto virem aqui.
Ficar� tudo bem! Mas deixe-me ir,
tenho que salvar minha filha.
N�o me chame de novo, pode ser um momento decisivo.
N�o se preocupe. Voltarei depois.
N�o vou deix�-la sozinha! Confie em mim.
For�a... for�a, de p�! Levante-se, Vane!
For�a! Est� quase. Muito bem, muito bem.
Onde voc� est�?
Onde voc� est�, Eleonora?
O inspetor foi claro.
Fiz a minha escolha e estou pagando as consequ�ncias.
Agora � a sua vez.
Paoletto.
Vamos. Assumo toda a responsabilidade.
Vamos pressionar a Fenice, come�ando com Alessi.
Est�o todos na inaugura��o da Funda��o Durante Gherardi.
Em poucos minutos eu te ligo e explico o que fazer.
Fique perto esta noite. Tem tamb�m a Vanessa...
Falo sobre tudo com voc�. O que quer dizer "perto"?
L� est� a �gua, � perigoso.
Beatrice est� nos esperando no cais Audace?
Sim, no cais Audace.
- V�o come�ar. - Patrizia nos fez a compra.
- Sempre exagera. - � uma noite perfeita.
�ramos todos t�o pequenos.
- M�e, posso descer? - N�o, querido.
- Por qu�? - Por que n�o. - S� cinco segundos.
Ent�o voltamos para casa. Decide.
- Demoro um segundo. - Renato, venha aqui!
Querida, fica aqui com sua prima.
Mam�e! Mam�e!
Renato, venha aqui!
Pare!
Meu Deus... pare!
Chega!
O que faz aqui? Tinha que ficar com sua prima.
Trazer Vanessa para ver os fogos
de artif�cio n�o � uma boa ideia.
Voc� sempre tem que implicar. Divirta-se um pouco!
Querem me deixar louca.
Cad� a menina?
Onde est� a Vanessa? Amor, viu algu�m pegar a Vanessa?
Meu Deus, meu Deus...
- O que est� havendo? - Vanessa! Meu Deus...
Tinha uma menina aqui.
Viram algu�m se aproximar do carrinho? Meu deus!
Por favor, ajudem-me. Por favor, ajudem-me! Vanessa!
Est� tudo bem agora.
As coisas foram mal durante muito tempo.
Ol�! A que devo a honra? Entra.
Vamos ficar � vontade, por favor.
Por que tem essa cara?
Ultimamente Jonas est� pensativo.
- Voc� tem algo a ver com isso? - N�o.
Diga-me a verdade, voc� o meteu em alguma coisa?
- Como obrigar a fazer algo que n�o quer? - Eu cuido de Jonas.
- Al�m do meu pai, ele � o �nico homem que me respeitou. - �?
E eu?
N�o te respeitei?
Voc� foi presa por drogas... Fiz voc� n�o ir para a cadeia.
Tamb�m te apresentei ao seu namorado...
e agora que penso...
Eu nem te provei.
Depois o deixar� em paz?
- Al�? - Silvia, Jonas est� a�? - N�o. - T�nhamos que nos ver.
N�o veio. Como lhe ocorreu contar tudo para ele?
Voc� est� louco?
Eu n�o disse nada para ele. Por qu�?
Ele n�o pode saber.
Merda, fui eu... Assaltamos um banco.
Havia muito dinheiro...
e muitas outras coisas valiosas. Sabe o que vai acontecer agora?
Nunca mais o veremos.
Merda, nos enganou!
Al�? Silvia!
Jonas!
Jonas!
Jonas!
Paris, uma passagem s� de ida.
Meu Deus! Silvia...
- Que merda voc� fez? - Ele queria ir embora.
Queria me deixar.
Voc� fez uma estupidez enorme.
Se Jonas n�o sai do coma, n�o saberemos
onde escondeu a mercadoria.
N�o me importa nada seus movimentos.
- Quem me dera poder voltar atr�s. - Tudo bem.
Agora acalme-se.
Vou cuidar disso. Juro que vou mant�-la fora desta hist�ria.
Darei um jeito em tudo...
Darei um jeito.
Mas �s vezes milagres acontecem.
N�o tenho raz�o?
Eleonora! Eleonora!
O que nos torna seres humanos � o fato de que podemos...
fazer escolhas.
Podemos escolher bater um no outro.
Ou perdoar.
Ou nos perdoarmos.
�s vezes seria melhor desistir de tudo.
- O que fazemos? - Procure no cais, procuro aqui.
Deixar tudo a um instinto que decide por n�s.
Decide se somos dignos de sobreviver ou n�o.
Idiota!
� quase uma menina.
Pensam que podem fazer o que quiser?
Agora eu me divirto.
Se n�o podemos escolher de que lado est� a nossa for�a.
Embora �s vezes signifique... perder sempre.
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