All language subtitles for Tom Segura Disgraceful 2018

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Original subtitles

Senhoras e senhores...

... Tom Segura!

UM ESPECIAL DE COM�DIA ORIGINAL NETFLIX

Ena!

Como vai isso?

Merda! Obrigado, Denver. Isso foi incr�vel.

Muito obrigado.

O que eu queria, agora, era estar em casa.

Sem ofensa. N�o � nada pessoal.

� s� a primeira coisa que penso quando entro em qualquer lado.

S� penso: "Queria era estar em casa."

Acho que pensam o mesmo.

Deve ser: "Espero que seja bom."

Mas tamb�m: "Despacha l� essa merda para me poder ir embora."

Acho que � esse o sentido da vida.

As pessoas est�o sempre a filosofar sobre o sentido da vida.

Eu digo-vos qual �.

O sentido �: "Que se foda este s�tio. Vamo-nos embora."

Agora...

Felizmente para n�s, acho que faltam cinco anos

para nunca mais sairmos de casa.

E isso deixa-me contente como o caralho!

H�... H� muitos indicadores, se estivermos atentos.

Antes de mais, j� processaram bem a ideia

de que n�o temos de sair de casa para comprar nada?

�: "Vou comprar coisas online."

N�o. Podes estar sentado no sof�,

pegar no telem�vel e, se quiseres, � s� dizer: "Quero bananas.

E quero martelos. E quero um bico de �guia."

E a Amazon: "Est� na tua entrada." O que acham disso?

N�o acham isso de loucos?

N�o temos de sair para ver pessoas.

Deve-se fazer. Mas n�o � preciso.

Pega no mesmo dispositivo e diz: "Ol�."

"Adeus."

E viste toda a gente.

Mas o indicador principal

de que, em breve, n�o vamos sair de casa

� a quantidade de an�ncios a camas que te sentam automaticamente.

Se n�o sabem do que estou a falar, � porque n�o t�m visto televis�o.

H� montes de an�ncios a passar

onde, basicamente, aparece um gajo e diz:

"N�o � uma merda sentarmo-nos?"

Uma coisa assim. E as pessoas devem dizer: "� mesmo uma merda!"

E ele: "Compra a merda da cama.

Assim, n�o tens de te sentar."

Dizem que � por causa do ressonar.

Mas � por seres um merdas. Por isso � que a compraste.

J� estavas deitado.

J� est�s a dormir h� horas. A primeira coisa que pensas ao acordar �:

"Nem sequer me quero sentar.

Quero ir daqui at�..."

Est� na hora, � poio de merda.

Como vais mudar o mundo?

Daqui a dois anos, vamos estar sentados em camas autom�ticas,

� s� dizer: "Comida."

E aparece um bra�o mec�nico.

E, depois, � dizer: "Merda." E a cama abre-se.

E depois... Cagamos pela cama abaixo.

E, no fim, dizemos: "Estou cansado.

Quero descansar. Pois."

E vamos pesar 350 quilos.

Mal posso esperar.

Por falar em peso, h� pouco tempo perdi bastante peso.

Participei...

Participei num concurso de perda de peso com o homem mais gordo do mundo.

E... sim.

J� o devem ter visto. Chama-se Brent Crystals. E...

Ganhei o concurso por ser melhor pessoa,

mas n�o � disso que quero falar.

Perdi cerca de 20 quilos e sabem... Sim.

Talvez estejam a� a pensar:

"Porra, se tu consegues, eu tamb�m consigo."

Talvez n�o.

Olha para o que estou a fazer. Consegues?

Acho que n�o, caralho.

Acontece que sou um gajo altamente. Mas...

Sabem o que � pior? Quando se emagrece em p�blico, como eu,

h� muitas mensagens.

Pessoas a dizer: "Inspiraste-me." E eu: "N�o queria."

Pedem se as posso treinar para emagrecer.

E eu digo: "Claro que n�o."

Um gajo ligou 50 vezes.

"Manda uma mensagem para come�ar."

"Eu mando-te uma mensagem.

Quando te v�s ao espelho, dizes 'odeio-te, porra'?

N�o est�s pronto.

Chora mais, come menos." Enviar.

� a minha mensagem.

Foi ele que me perguntou.

Mas quem n�o est� mesmo a ajudar ningu�m emagrecer � a Starbucks.

Isto � verdade. Eles t�m uma campanha de forma��o nacional

para vos levar a pedir comida.

E � por isto: eles sabem que v�o pedir uma bebida.

E levam-vos a querer comida.

V�o a qualquer drive-through.

Recebem-nos e dizem: "Bem-vindo � Starbucks.

Que comida lhe podemos servir hoje?"

E ficamos: "O qu�?

S� queria caf�."

E eles: "N�o digas."

E o que mais?

E pensas: "Sei l�, salsicha?

O que � que t�m?"

N�o respeito isso. Gosto que a minha vergonha seja direta e sincera.

E n�o h� ningu�m que fa�a melhor isso do que a hamburgueria In-N-Out.

E se nunca l� foram...

Se nunca foram a nenhuma, acordem para a vida e v�o l�.

E quero que v�o para que possam sentir

a pergunta mais vergonhosa e sincera de todo o fast food.

Porque paras e pedes um hamb�rguer duplo com batatas e cola.

E eles perguntam: "Vai comer no carro?"

"Sim, acho que sim."

E eles respondem: "Claro que vai, seu monte de merda gorduroso."

N�o magoa?

"Estou a viver no carro? Porque � que como aqui?"

Se disseres que n�o, d�o um saco e dizem: "Sai com dignidade."

Mas se disseres que sim, � num tabuleiro e eles dizem: "Come aqui, seu porco."

E aquilo cai-te no colo e eles dizem: "Pega nisso!"

E tu dizes: "Cachorro e batatas."

"Vais bater uma quando chegares a casa?"

E tu: "Sim."

"Vamos dar-te um batido de gra�a porque est�s a chatear toda a gente.

Trabalhamos com fast food.

E temos d� de ti. P�e-te no caralho."

J� n�o se diz "deficiente".

Dizia-se at� h� pouco tempo.

"Deficiente."

As pessoas chateiam-se.

N�o sou a favor dos argumentos contra isso

quando avisam para n�o o dizer. "Porqu�?"

"E se houver algum por aqui?" E tu ficas...

Nunca o dissemos dessa forma. Nunca foi: "Olha aquele!"

Nunca foi assim. Era mais para descrever uma ideia

ou uma situa��o, sabem?

Se um amigo dissesse: "Vou buscar-te a casa

e, depois, vamos a minha casa e, mais tarde, voltamos a tua casa.

Para irmos buscar a tua mala.

E, depois disso, voltamos aqui.

E tu: "�s deficiente? Vamos fazer isso para qu�?"

N�o se pode. Agora tem de ser: "Isso n�o �... inteligente."

Acho que a tua ideia tem um 21.� cromossoma a mais."

N�o � o mesmo.

N�o se pode dizer: "Que gay!" Porra!

Dantes abusava desta express�o, a s�rio.

E nunca era nada minimamente sexual.

S� estava sempre a dizer isso. Algu�m pedia �gua sem gelo.

E eu dizia: "Que gay." Sabem?

"Porque � que tens tantos bal�es? Que gay." Merdas assim.

J� n�o se pode dizer. S� para esclarecer, pode dizer-se "que gay".

Mas tem de ser alguma coisa muito gay.

Tem de haver uns dez gajos em fila,

sendo que cada um tem a pila enfiada no cu do gajo da frente.

E, ao andar, v�o dizendo:

"Quero o leitinho. D�-me o leitinho. Quero o leitinho."

E a� j� se pode dizer: "Que gay."

E, mesmo assim, dizem para teres calma. E tu dizes: "Pronto, porra!"

J� n�o se pode dizer "an�o". Raios!

Nunca pensei que isso se fosse perder.

N�o se pode. As pessoas ficam muito chateadas.

Nunca o disse cruelmente. E, na verdade,

foi completamente aceite durante anos.

O melhor da palavra an�o, antes de se tornar ofensiva,

� ser espec�fica.

Sabem do que se est� a falar. Por isso � que � fixe.

Podia dizer-se: "Hoje fui ao zoo e vi um an�o."

E tu perguntavas: "Deram-no de comer aos le�es?"

Mas, agora, n�o se pode.

Agora, diz-se que se viu uma pessoa pequenina.

Ao que tu respondes: "Mas era uma crian�a ou..."

"N�o. Com menos de um metro, com as m�ozinhas."

"Ah, est� bem."

Agora, j� sabem o que �.

Por isso...

Devem estar nos vossos lugares a perguntar "Tom, o que � que ainda podemos dizer?

O que podemos dizer?" Eu digo-vos.

Ofensas racistas contra brancos.

Todas elas.

Camone, co�o, copo de leite, boche, ucraniano, avec, mafioso, branquela.

Divirtam-se.

As que quiserem.

E se n�o forem brancos e estiverem pensar: "E eu tamb�m posso dizer?"

� exatamente o que estou a dizer.

Ningu�m quer saber.

Liguem ao vosso amigo italiano e digam: "Ol�, mafioso de merda."

E ele vai responder: "Quero l� saber.

Estou-me a cagar."

N�o � um grupo historicamente marginalizado.

Para mim, a melhor ofensa � branquela. E j� vos digo porqu�.

A palavra branquela � hilariante... por si s�.

Mas, por algum motivo, os verdadeiros brancos racistas agarraram-se a ela.

� �tima para perceber se algu�m � racista.

Se eles parecerem ofendidos com esta palavra, fujam, OK?

� s� ver o notici�rio.

Quando aparecer uma luta racista, v�o encontrar um parolo.

"O que aconteceu?" E ele dir�: "Chamou-me branquela."

E v�o perguntar-lhe: "Partiste-te todo a rir,

o que aconteceu depois?"

E ele: "N�o, esfaqueie-o." Uma pessoa fica tipo: "Merda.

� passado da cabe�a."

Eu pago para me chamarem branquela. N�o quero saber. � fixe.

Vi uma luta racista, um dia destes. � mau, mas vi-a.

Como se desvia o olhar?

Uma pessoa v� as lutas todas, sabem? T�m aquela qualidade estranha.

As lutas s�o como as punhetas: n�o � que queiras uma,

mas queres saber onde � que vai dar.

"Vais dar-lhe um beijinho? N�o? Est� bem." J� sabem.

H� que aproveitar.

Estou eu em Filad�lfia a passear no parque a meio do dia.

Um dia lindo em Philly, um parque lindo. Estou eu a passear.

E, enquanto fa�o isso, vejo um gajo branco.

E ele grita para um gajo negro do outro lado do parque

e chama-lhe pr...

E...

Quando ouves isso em p�blico, ficas tipo: "Valha-me Deus.

Vou morrer." � a primeira coisa que te vem � cabe�a.

E, depois, outro gajo negro, n�o sei se vivia nos arbustos, mas...

Saltou dos arbustos e...

Se isto fosse um arbusto,

eu tinha acabado de ver um negro a dizer: "N�o...

No meu parque, n�o."

Mais ningu�m viu o gajo.

S� eu � que fiquei: "Porra! Estou a ver aquele gajo!"

Tornou-se no meu pr�prio filme.

Vi-o a preparar-se como um ratel.

E ele: "� aquele? Est� bem." E desata a correr pelo parque fora.

E apanha o gajo branco.

E eu, por instinto, digo: "Apanha-o!"

Mas demorei um segundo a perceber que sou eu o outro gajo branco no parque.

Por isso, a� uns dez negros viram-se para mim e eu: "N�o!

Aquele ali!

O nosso!"

E eles ficaram: "O qu�?" E eu: "Vou bazar, s� isso."

E, depois, mataram aquele gajo branco.

E, para que conste,

estou a cagar-me para o que fizeram. Sabem porqu�?

A lealdade entre brancos n�o existe, est� bem?

Quer dizer, existe para aqueles gajos que andam por a� com tochas.

Mas para o resto...

O resto n�o se preocupa com essas merdas.

Tenho inveja da lealdade no seio das ra�as.

Porque a vejo. Os brancos v�m isso noutras ra�as.

Asi�ticos, os negros tamb�m.

O que digo �... Pode haver uma situa��o perigosa,

uma luta ou assim, e est� um negro no meio dela.

E, depois, outro negro que n�o o conhece, diz:

"Vou meter-me nisto.

S� por sermos os dois da mesma ra�a.

No fundo, somos irm�os."

E eu fico: "Uau!"

Porque um branco, nessa situa��o, diz:

"Que se foda o gajo. N�o o conhe�o.

Fa�am-lhe o que quiserem. Estou a cagar-me."

Fa�am algo como aquele gajo no parque

e olhem para mim: "Vais ajudar?"

Devem saber uma coisa. Est�o prestes a ser assassinados. OK?

Vou tirar fotografias enquanto eles vos fodem

e carreg�-las com as hashtags #branquela e #branquelamorto.

Fode-te, copo de leite. Vou bazar.

� fant�stico estar na Rep�blica Popular de Denver.

� uma cidade incr�vel e...

Adoro mesmo isto.

Acho que j� devem estar habituados � vossa descriminaliza��o da erva.

E esquecem-se. Esquecem-se da luta que todos trav�mos a certa altura.

Fic�mos todos traumatizados com isso. Espero que saibam.

Estamos traumatizados com a nossa educa��o.

Quem tem mais de quatro anos, est� traumatizado com as leis deste pa�s.

Vou explicar porqu�.

Comprei erva na semana passada. Ao gajo do costume.

Foi num lugar p�blico.

Qual foi a primeira coisa que lhe disse?

Foi: "Vou p�-la no carro." E ele pergunta: "Porqu�?"

O meu instinto foi dizer: "Porque � erva."

E ele responde: "Cola-a na testa. Est�-se toda a gente a cagar."

E eu: "Ah, pois, esqueci-me."

Mas, como na��o, fic�mos traumatizados

com estas leis terr�veis e ao ver pessoas a serem presas por terem erva.

E mostra n�o s� o absurdo que �, n�o s� o facto de ser ilegal

e algo louco durante anos,

mas tamb�m mostra como a pr�xima gera��o

nunca vai acreditar nas hist�rias sobre isso.

N�o h� hip�tese de eles perceberem aquilo que lhe contarmos.

Seria como dizer a um puto:

"Sabias que os pombos entregavam mensagens?"

E ele fica: "Que merda est�s a dizer?"

Era a mesma coisa.

Um dia, vou dizer ao meu filho:

"Quando tinha a tua idade, quase morri para arranjar erva."

E ele vai responder: "Porqu�? A loja estava a arder?"

"N�o vendiam isso nas lojas.

O pap� entrava em carros com estranhos."

"Para onde vamos?" "Relaxa." "Est� bem."

Fazia viagens de tr�s horas para comprar erva.

"Qual era o peso que levavas?"

Vinte d�lares de marijuana.

Coisas assim descomunais.

Uma vez, comprei erva a uma gajo num atrelado.

N�o era um parque de caravanas. Era s� um atrelado.

O tipo de habita��o mais assustadora que existe.

� quando pessoas que vivem em caravanas te expulsam. "Sai daqui, caralho."

E eu, com 15 anos, entrei num. Estava l� um gajo a perguntar: "Queres um saco?"

E eu: "Merda! Sim."

"Podemos tratar disso." E eu: "Fixe."

E ele diz: "S� temos de a ir buscar." E eu: "N�o a tens, caralho?

N�o � essa a tua �nica responsabilidade?" Tentei ter calma. "Vamos l�."

E ele diz: "Eu vou. Tu ficas aqui a vigiar-me a casa."

E eu fiquei tipo...

"Est� bem."

E ele diz: "Est�o uma .357 e uma ca�adeira na minha cama.

Se aparecer algu�m, rebenta-o."

Por dentro? Paralisado.

Mas eu disse: "� isso mesmo.

Claro, meu."

Depois ele diz: "N�o fa�as isso � minha m�e."

E eu: "Podes fazer-me uma descri��o antes de eu concordar?"

Peso e medidas da velha?

Nem todos concordam com a erva. Tudo bem.

Os meus pais n�o concordam... N�o aceitam a erva.

Caguei. S�o velhos. Gosto deles na mesma.

O meu pai foi soldado no Vietname. Alguns deles aceitam a erva.

Outros n�o. Alguns n�o gostam de falar do Vietname.

O meu pai gosta.

Alguns dizem: "N�o quero falar."

O meu pai �: "O que queres saber?"

Em puto, o que eu queria saber...

� mau perguntar a um estranho, mas era o meu pai.

Eu tinha visto filmes e perguntei: "Foste � guerra.

Mataste algu�m?" Da primeira vez, ele disse-me que n�o.

E eu: "Tudo bem." Alguns anos depois, voltei a perguntar.

"J� mataste algu�m?" E ele: "Eu era tenente.

Cuidava das pessoas. N�o era assim."

E eu: "Tudo bem." Anos depois, perguntei: "Mataste algu�m?"

E ele: "Mandava granadas para bunkers."

E eu perguntei: "Havia pessoas l� dentro?" E ele: "Sim, havia."

Mas j� estavam em bocadinhos quando cheg�vamos."

H� um ano, perguntei: "Mataste algu�m?"

E ele: "N�o h� nada como matar o inimigo."

Ena!

Lembro-me da primeira vez que fal�mos de erva.

Porque era Natal. � por isso que me lembro.

Eu tinha 12 anos. A minha irm� falou nisso.

Ela disse: "Quero fumar erva."

E o meu pai: "Queres saber o que acho da marijuana?"

E eu estava mesmo curioso. "O qu�?"

E ele: "Uma vez, eu estava numa festa.

E algu�m saca um cigarro de marijuana.

E eu disse: 'Vou p�r-me a andar.'"

E eu: "Boa hist�ria, tot�. Tens mais?"

E ele: "Sim. Uma vez, no Vietname,

um vietcongue queria vender marijuana aos homens.

Encontrei-o, agarrei-o pelo pesco�o,

atirei-o ao ch�o e encostei-lhe a minha M16 ao focinho.

E disse: 'Se te apanho aqui outra vez, mato-te.'"

E eu perguntei: "N�o tens mais hist�rias al�m dessas duas?"

Cristo! � Natal, meu. Porra!

Dois anos depois, t�nhamos um pica-pau a foder-nos a casa.

Isto vai fazer sentido. E...

Os pica-paus conseguem estragar uma casa.

Sei que o meu pai pagou 500 d�lares a um gajo para remendar parte da casa.

Um m�s depois, o pica-pau voltou.

Dessa vez, o meu pai n�o chamou o gajo.

Acordou-me, o filho adolescente, a um s�bado de manh�.

Imaginem que est�o a dormir. O meu pai murmura ao ouvido

com um bafo potente de pai.

Murmurou-me ao ouvido e eu a dormir: "Preciso que mates um p�ssaro."

E eu: "N�o sei fazer isso."

E ele diz: "Descobre."

Respondi: "Sim, tenente." E fui buscar a press�o de ar.

Dei-lhe um tiro. Acertei-lhe a meio das bicadas, por isso ele ficou...

Aterrou � minha frente. Era muito maior visto de perto.

Penas vermelhas, fei��es n�tidas.

Fiquei at�nito. Pu-lo num saco, deitei-o fora.

Fui at� casa da minha namorada,

contei isto � fam�lia dela ao almo�o.

Na altura, a fam�lia da minha namorada

tinha um centro de reabilita��o animal.

Eu n�o conhecia o p�blico.

Mas... ouvi os garfos a cair e olhei para cima.

E o pai dela disse: "Meu Deus.

Mataste um pica-pau-bico-de-marfim.

� uma esp�cie amea�ada."

E eu: "Ah..."

"Foi o meu pai que me obrigou."

E ele perguntou: "Como te sentes ao saber que fizeste isso?"

E eu: "N�o h� nada como matar o inimigo.

Foi altamente.

Adorei.

Agora, esses p�ssaros est�o extintos. Fui eu.

Estou a cagar-me. Sou doido." Por isso...

Meu...

N�o odeiam toda a gente?

N�o estou a falar de voc�s, claro. Mas...

N�o, j� estou nesta digress�o h� muito tempo. Demasiado.

E, �s vezes, depois do espet�culo, conhe�o umas pessoas.

Conhe�o pessoas e � uma quest�o de sorte.

Tenho conhecido loucos. Quer dizer, s�o pessoas.

Um dia, conheci um gajo. Estou a cumprimentar pessoas.

Um gajo aparece e diz...

E eu: "O qu�?"

E ele...

E eu: "Qual � a minha terra natal?"

E ele...

Eu digo: "Nasci em Cincinnati, mas mudei-me muitas vezes.

E ele...

E eu: "�s uma pessoa que est� a falar comigo agora, certo?"

E ele diz: "Sim."

Depois, percebi que o que ele queria dizer era:

"Sou de Lafayette, Louisiana, que fica a 30 km da�.

H� muitos Seguras por l�. Pensei que fosses um deles."

E eu digo: "N�o, caralho."

E depois percebo que h� uma popula��o inteira

de Cajun a viver entre n�s, como se fizessem parte de n�s.

E n�o fazem.

Porque � que t�m direitos?

O gajo teve a cara de pau de me perguntar:

Eu disse: "Acabaste de perguntar se h� uma Redbox aqui perto?"

"Eu n�o trabalho aqui, caralho."

Faltava pouco para ele se virar e dizer: "Declaro

que sou um cromo que ganhou vida."

Quero dizer isto:

apoio a constru��o de um muro, se for � volta do estado do Louisiana

porque aquele pessoal n�o bate bem da cabe�a.

N�o precisamos de voc�s, seus pantanosos.

O que nos vai faltar? "Onde v�o arranjar camar�o?"

Grande contributo.

"Jacar�s e camar�o."

Parolos do caralho.

Azeiteiros, n�o s�o precisos.

Digam-lhes. Eles v�o ver esta merda.

Fode-te, azeiteiro.

Devo ter estado em 400 hot�is este ano.

E quando digo que isto j� me aconteceu mais de meia d�zia de vezes,

n�o estou a exagerar.

Em todos, quando come�a o check-in, � tudo igual.

Nos hot�is, as pessoas ao balc�o perguntam: "Apelido?"

E aconteceu-me isto: "Apelido?"

Eu digo: "Segura".

E o gajo pergunta: "Uau! �s japon�s?"

E respondo: "Sim, completamente."

E ele diz: "N�o costumamos receber muitos japoneses. Que fixe."

Ent�o, tenho de o interromper e digo: "Meu, n�o sou japon�s."

E ele responde: "Segura.

Segura!

Parece japon�s."

E eu: "Isso � porque o est�s dizer � japon�s.

Podia chamar-me Smith e, se disseres: 'Smith...'

Passa a ser japon�s."

E ele: "Ent�o, o que �s?" O que � uma indelicadeza.

Posso dizer que essa pergunta nunca � importante.

"O que �s?" Nunca � importante perguntar.

�s vezes, � importante, mas... n�o muito.

Quando? Com o chef de sushi, o contabilista ou numa corrida.

Fora isso...

�s vezes, importa.

Eu digo que "Segura" � espanhol.

E ele diz: "Que estranho. Pareces branco."

E eu: "E sou branco."

E ele: "Mas �s espanhol?" E eu: "Certo."

E ele: "Falas espanhol?" "Sim."

E ele: "Ent�o, �s mexicano."

E eu: "N�o."

Ele diz: "N�o sei o que se passa."

E eu respondo: "Acontece que reprovaste a Ci�ncias Sociais.

E tamb�m n�o te safas a Geografia."

E, depois, ele fica cabisbaixo, abatido. "Olha...

Sabes que h� brancos no M�xico. Sabes isso."

E ele diz: "N�o, n�o sabia."

E eu digo: "H� brancos, negros, at� asi�ticos por l�.

E se quiseres ficar mesmo todo cagado, os asi�ticos

tamb�m falam espanhol.

N�o se est� � espera, mas eles dizem: 'Dim sum...'

S�o... asi�ticos e falam espanhol."

Como j� devem ter reparado, falo um lindo e perfeito espanhol.

N�o � gra�as a mim.

A minha m�e � do Peru e fala mal ingl�s.

Por isso, falava connosco em espanhol.

E foi assim que aprendi.

H� muitas rea��es quando descobrem que falo espanhol.

Ou aparecem pessoas incr�dulas a dizer: "Puta que pariu.

N�o acredito no que est� a sair dessa boca.

Acho que me vou mijar." E eu digo: "N�o � aramaico.

� espanhol. Porque � que?...

E eles dizem: "Isso n�o devia vir de ti, meu."

Portanto, h� essa rea��o ou, ent�o, �:

"Falas espanhol? Eu tamb�m falo."

"N�o, n�o falas."

E eles: "N�o, tive quatro anos no liceu."

E eu: "Claro, joguei futebol quatro anos no liceu

e nenhuma equipa me quer contratar.

Sabes como �."

O teu espanhol � uma merda.

Com "M" mai�sculo de mierda. Bem...

Na minha casa falava-se espanhol,

ou seja, ouvia muita m�sica espanhola.

S� quero salientar... Acho que � importante.

Ouvir m�sica espanhola influencia quem tu �s,

como toda a m�sica.

No meu caso, ouvia um cantor chamado Juan Lu�s Guerra,

um dominicano.

E ele cantava can��es de amor.

Com t�tulos como "Si Tu Te Vas".

Que significa: "Se me deixares."

E a letra �:

Que significa: "Se me deixares, o meu cora��o morrer�."

Com dez anos, fiquei: "Merda.

N�o quero que isso aconte�a."

Por isso, equilibrava a coisa. Ouvia Todd Shaw.

Devem conhec�-lo pelo nome art�stico, Too Short.

E ele cantava can��es...

... como "Blow Job Betty". E...

Eu andava sempre dividido entre estes dois compositores fant�sticos.

Os dois tomates a bater-lhe no queixo

Esporra nas bochechas � tudo o que vejo

E � assim que vivo hoje em dia.

Basicamente, sou tipo: "Hola..."

Desculpa, m�e. Bem...

J� agora, h� alguma coisa que satisfa�a mais

do que fechar a porta do elevador na cara de algu�m?

Fiz isso...

Fiz isso no hotel hoje.

Senti uma adrenalina t�o grande.

Senti que o interior do meu corpo estava a abra�ar o exterior, sabem?

Eu estava a tentar perceber porque � t�o bom.

Acho que � o poder que sentes.

A maioria de n�s n�o tem poder na vida di�ria.

Mas se est�s sozinho num elevador,

�s o senhor do po�o do elevador.

Podes decidir, como o rei na sua ponte levadi�a.

Tens as op��es "Abrir" e "Fechar".

E v�s as pessoas a vir e pensas: "N�o."

E carregas.

E v�s aquilo a fechar e ficas...

�s vezes, abrem passado um segundo e tu ficas: "Foda-se!"

Ficamos com uma energia nervosa. Como putos que est�o a fazer asneira.

� sempre uma senhora que pergunta: "N�o me viu?"

"Nem sei como funciona. S�o tantos bot�es.

Experimentei todos."

Eu estava a tentar perceber onde � que o poder � mais igualit�rio.

Acho que � no parque de estacionamento.

N�o importa o que est�s a conduzir.

Se conduzires alguma coisa, aquele lugar de estacionamento � teu.

E quando est�s prestes a sair

e outras pessoas est�o � procura de lugar...

Isso n�o � altamente?

Est�s a voltar do shopping para o carro a um s�bado,

compras feitas, e v�s pessoas a pensar...

"Onde vou estacionar?"

E, depois, veem-me. "Ol�, vai?..."

E eu digo: "N�o sei.

Talvez."

Gosto de dar falsas esperan�as. Voc�s n�o?

Querem ver a luz do trav�o.

Primeiro, ligam o pisca, como se fosse oficial.

"O pisca... Essa merda � minha." "Est� bem."

Algum pol�cia te vai apoiar nessa merda?

Mas querem � a luz do trav�o,

significa que vais ligar o carro. Por isso, toco no trav�o.

E largo-o.

E sentes a tens�o a aumentar. Pensas: "Isto � entusiasmante."

E os outros passam-se, come�am: "Que caralho est�s a fazer?"

E � a� que eu digo: "Estou a comer In-N-Out.

Vou comer este hamb�rguer.

Se calhar, demoro uma hora. N�o sei."

Depois, logo que arrancam, dizes: "N�o, como depois. Vou bazar.

Sou muito filos�fico.

Acho que o mais importante na vida � o timing.

O timing. Quando � que o devo tirar, quando � que devo parar de limpar o rabo.

Quando devemos pedir um aut�grafo a um atleta profissional

depois de a equipa dele perder em casa?

E acho que a resposta � nunca.

Felizmente, um amigo meu n�o v� as coisas assim.

� a melhor coisa que j� me aconteceu na minha vida adulta, est� bem?

Um dos meus amigos mora em Cincinnati.

E � um grande adepto dos Cincinnati Bengals.

Bem... Sim, eu sei. S�o complicados. Portanto...

Ele foi ver um jogo, eles perderam, o que n�o � de estranhar.

E, depois, ele decide ir at� ao t�nel

e pedir aut�grafos aos jogadores.

Se s�o como eu, devem estar a pensar:

"Espera l�, o teu amigo estava com um puto ou assim?"

N�o, � um homem crescido. Portanto, imaginem-me no t�nel do est�dio:

"Ol�, amigos.

Animem-se.

Podem dar-me um aut�grafo?" E todos disseram que n�o.

Alguns deles mandaram-no foder.

Imaginem os vossos her�is a fazer isso.

Valha-me Deus.

E, depois, o Adam "Pacman" Jones sai do balne�rio.

Se n�o veem futebol americano e pensam

"n�o sei quem �", como o posso descrever?

Certa vez, ele foi a um clube de strip e muita gente foi baleada.

E, depois, isso aconteceu mais duas vezes. Que tal?

As vibes dele s�o tipo: bang-bang, ba-bang-bang-bang,

ba-bang-bang-bang-bang.

N�o � uma pessoa af�vel. Por isso...

O burro do meu amigo...

O gajo mais burro da Am�rica...

... grita: "Pacman!

Assinas esta bola?"

E o Pacman ficou: "O qu�?"

Ao que eu teria respondido: "N�o? Tudo bem, n�o faz mal."

O meu amigo preferiu clarificar as coisas.

Diz:

"� uma bola. Joga-se com ela.

E acabei de te ver.

Podes assin�-la?"

E o Pac vira-se a ele: "Que caralho � que me disseste?"

E eu: "Porque � que continuaste ali?"

E ele diz: "Acho que foi por me ter mesmo cagado todo."

Mas sabe que tem uma hip�tese. O Pac vai at� ele:

"O que disseste?" E o meu amigo diz: "Olha, meu.

� uma bola.

� para o meu pai.

E ele adora-te."

Ele diz que o Pac olhou para ele e disse:

"Diz a esse cabr�o que lhe agrade�o."

E a hist�ria acaba assim, mas...

N�o adoram a justaposi��o de dizer, zangado,

"diz aquele cabr�o..." e, depois, "n�o te esque�as de agradecer"?

Tento fazer isso na minha vida.

Eu estava no aeroporto, no bar, a levantar-me.

O barman diz: "Est� ali um f�.

Mandou uma bebida." E eu: "Diz ao cabr�o que agrade�o.

E ele diz: "Que raio � que disseste?"

"Manda foder a m�e dele. Gosto dela. Diz-lhe."

Cabr�o. Por isso...

Ainda n�o encontrei a altura certa, mas estou a tentar.

Conheci... como disse, muitas pessoas.

Conheci uma mulher recentemente. Elas podem ir aos meus espet�culos.

V�em? Est�o aqui. E...

Veio ter comigo e ficou...

� uma mulher muito espec�fica, sim?

Acho que fiz uma imita��o de 0,2 segundos.

E todos pensaram: "Sei de quem est�s a falar."

Porque em todo o lado h�...

Sabem do que gosto mais nela?

Se perguntam porque se est� a rir, ela diz que n�o est�.

Est� bem.

Ent�o, ela vem tem comigo e diz: "Foi engra�ado."

E eu digo: "Obrigado. Obrigado, cabrona, agrade�o." Por isso, digo...

Digo: "Obrigado."

"Vais encher o teu quarto de esporra?"

E fiquei...

"Provavelmente, vou escolher um s�tio espec�fico. N�o vou..."

E ela fica: "Sim, estou a ver." E eu: "Ainda bem."

Depois, diz: "Estou toda excitada." E eu fico: "OK."

E ela: "Estou excitada como um homem." E eu digo: "N�o, n�o est�s."

E ela: "Estou, sim."

E eu digo: "A s�rio que n�o."

E ela: "Porque dizes isso?"

E eu digo: "Deixa-me contar-te uma hist�ria.

Quando era caloiro na universidade, o meu aspeto era este.

Parecia que tinha 47 anos.

Os outros estudantes ficavam assustados.

Viam-me e diziam-me:

"�s algum cabr�o administrador?"

E eu: "Sou caloiro, tenho 18 anos."

E eles respondiam: "�s um b�fia."

Nasci com esta cara, meu. Sou Agente da Terceira Idade.

Com esta cara, veio muita responsabilidade.

Eu comprava �lcool para a resid�ncia toda.

N�o estou a falar de tr�s gajos. Todos. Era f�cil.

Eu parecia t�o velho que, ao entrar em lojas de bebidas,

as pessoas diziam: "Ol�, senhor. Como est�o as a��es hoje?"

Comprava �lcool. Todos tinham �lcool.

Fazia o mesmo com pornografia.

Deixem-me explicar antes que me perguntem porqu�.

"Podias ver online na resid�ncia."

Bem, esta hist�ria aconteceu em 1997 e...

... havia muitas interrup��es na altura. A verdade � essa.

N�o sei se se lembram ou sequer se eram nascidos,

mas a porno nos anos 90 era...

Quem estou a enganar? Uso a m�o direita.

Lembrem-se de que n�o estava a arranjar porno para dois amigos.

Era para um edif�cio inteiro de caloiros de 18 anos na universidade.

Tentem adivinhar a quantidade massiva e a especificidade das encomendas.

Ia de porta em porta, os gajos davam-me dinheiro

e os pedidos.

Tipo: "Quero pilas negras, c�s e p�s. N�o te enganes."

E eu: "Est� bem."

Imaginem o psicopata que eu parecia

quando entrava na loja de porno com uma lista de compras:

"A m�e disse para eu me lembrar."

Ent�o, um dia, eu estava a comprar quantias obscenas de porno.

E o dono da loja vem ter comigo.

"Devias ir a outra loja."

E eu: "Que coisa para dizeres ao teu melhor cliente, meu!"

E pergunto porqu�. E ele: "Acho que vais gostar."

Por isso, fico tipo: "Est� bem."

E vou. Ele mandou-me...

N�o sei se j� estiveram num edif�cio de cimento

sem tabuletas nem morada.

O tipo de edif�cio em que se pensa: "N�o sei que raio tem aqui."

Bem, l� entrei e vi um homem de jardineiras sem t-shirt.

Que, como devem saber, � o uniforme internacional

do �ltimo gajo que v�o ver na vida. Bem...

... este gajo...

... est� atr�s do balc�o.

Olha para cima e v�-me.

E as palavras que lhe saem da boca s�o:

"Tara com mijo?"

E eu pergunto: "O qu�?

N�o."

E ele: "Tinha a bexiga cheia.

N�o queria desperdi�ar."

E eu fico: "Que merda � esta?"

Disse-lhe: "� isso que fazes aqui?"

E ele: "Entre outras coisas."

Disse-lhe: "Bem, mostra-me o s�tio.

Mostra-me o que tens mais."

N�o quero ser conservador. Vemos a loja.

Filmes, brinquedos.

Ele diz: "H� uma cabina. Metes uma moeda."

E eu: "Sim, estou a ver."

E ele: "Mas esta � a cabina VIP.

E, como v�s, a parede tem um buraco.

E se te puseres ali,

algu�m pode enfiar o dedo naquele buraco.

E fazer assim...

E se quiseres, metes a pila pelo buraco,

e... algu�m a vai chupar do outro lado.

E eu, burro como tudo, pergunto: "Um gajo ou uma gaja?"

E ele: "Viste mais carros no estacionamento?"

Ent�o, senti um monte de diarreia a formar-se dentro de mim.

E medo a descer pela coluna.

Tive a certeza de que ia ser raptado e violado pelo Sr. Fodas.

Ent�o, digo:

"Levo s� os filmes. Obrigado."

Por isso, menina, quando dizes que est�s excitada "como um homem",

pergunto-te se est�s disposta a entrar num edif�cio vazio

e esperar atr�s de uma parede

at� que um desconhecido enfie a pila por um buraco nessa parede?

E depois...

... aceitas o bico por amor � coisa?

Porque os homens s�o selvagens a esse ponto.

E ela diz que n�o est� assim t�o excitada. Eu sei.

Acho que tenho a responsabilidade de lembrar �s mulheres os porcos que somos.

Mulheres que est�o aqui com homens:

saibam que bastam duas bebidas para ele entrar na cabina.

E sinceramente...

Eu n�o sou melhor.

Se a resposta a "� um gajo ou uma gaja?" fosse outra,

por exemplo, "n�o sei", eu diria: "eu tamb�m n�o, por isso..."

"O queixo dela arranha um bocado.

Onde est�s meu? N�o te estou a ver."

Perdi alguns com esta. � a vida.

Portanto...

Algumas mulheres est�o...

"O meu homem nunca faria isso." Claro.

Queres saber o porco que ele �?

� t�o porco quanto tu o deixas ser.

Todos os homens t�m um "porcotencial" ilimitado.

S� precisa de um incentivo da mestre.

N�o acontece aos dois. N�o � fascinante?

Um gajo n�o pode dizer: "Quero que a comas por tr�s."

Ela fica: "Que caralho acabaste de dizer?"

Mas as mulheres podem dizer o mesmo.

E ficamos...

"� para levar."

Estou a ficar velho. Eu sei.

Estamos todos. Sinto que estou velho.

E sei que olham para mim e pensam: "O qu�? �s perfeito."

Mas isso � s� o exterior.

Sabem o que me chateia mesmo?

Quando a vis�o come�a a falhar.

Sobretudo para quem tinha vis�o perfeita.

Eu nem tinha pensado nisso. Tinha uma vis�o excelente.

Tinha uma vis�o fora deste mundo. Se estivesse com amigos

e houvesse um sinal a dez ruas de dist�ncia, via-o.

"Como consegues?"

"Jesus gosta de mim. Estou a v�-lo agora."

E, agora, tenho o esguelho da morte.

Ou, ent�o, olho para as merdas assim.

Perguntam: "Est�s bem?" "Sim, estou s� a ver coisas.

Nunca olhas para coisas?"

E � dif�cil de aceitar. Estou em nega��o.

Sabem onde acaba a nega��o?

Na DGV.

Fui renovar a carta. E, quando isso acontece, assinamos e pagamos.

A senhora l� diz: "Pode ler a linha tr�s?"

Eu ainda via isto com arrog�ncia. E disse: "Repara.

A, X, G, L, sete."

E ela: "Sete?"

E eu: "Que caralho � aquilo?

Acho que nunca vi aquele s�mbolo na vida."

E ele responde: "� um T."

E eu fiquei...

"Foi quase."

E ela responde: "Sim, tem raz�o. Foi quase."

Esta � a DGV de LA, por isso...

Sa� dali em p�nico e fui direto ao meu m�dico.

J� vou ao mesmo m�dico cabr�o e abusador h� dez anos.

Entro no consult�rio e digo: "Meu, v�-me os olhos."

E ele diz: "Devias fazer um exame � pr�stata."

E eu: "Por causa dos olhos?" E ele: "Devias faz�-lo."

"Nem tenho 40 anos." "Experimenta."

"Experimentar?

Tipo um sorvete? Para ver se gosto do sabor?"

E ele: "Sim."

E eu digo: "Tudo bem, se o m�dico diz. Est� bem."

Por isso, estou ali nu em posi��o fetal.

Ele mete o lubrificante. Muito mesmo. Eu n�o sabia.

Disse: "Por isso � que nunca consegui fazer isto."

E ele diz: "Vai sentir alguma press�o."

E isto � a minha pila... � o meu dedo, assim.

Tem alguma piada.

Mas se tiverem o dedo de algu�m no cu

enquanto dizem aquilo, v�o rir-se. Garanto que se v�o rir.

� uma mera quest�o de agradecimento. Do g�nero: "Disseste pila."

� de loucos.

Depois, ele apalpa de forma bastante agressiva.

E diz: "Parece estar bem." E eu: "OK."

E ele diz: "Se quiser outra opini�o,

posso p�r-lhe a� outro dedo."

Eu fico...

"Pare com isso."

E ele diz: "Pare de rir.

Sempre que se ri, eu fico preso.

N�o consigo tirar o dedo enquanto se estiver a rir."

E eu digo: "Tire-o, caralho. J�."

Depois pergunto: "Fez-me um exame � pr�stata

s� para fazer essas duas piadas pirosas?"

E ele diz: "� verdade." E eu: "Na verdade, foram mesmo engra�adas."

Depois, fez um exame oftalmol�gico. Lavou as m�os, viu-me os olhos.

E diz: "Tem raz�o. Tem hipermetropia latente."

E eu pergunto: "O que � isso?" E ele diz isto:

"Sempre viu mal. S� que n�o sabia."

"Pode explicar um pouco melhor?"

E ele: "Veja assim.

Os seus olhos t�m-se esfor�ado para o convencer de que v� bem.

E, agora, est�o cansados.

Foi por isso que c� veio."

Eu digo: "Meu, isso � como dizer que sou novo, mas tenho a pele cansada.

Agora, sou velho."

Ele diz: "� uma perspetiva interessante." E eu: "N�o."

"Estou s� velho e cego." "E a ficar careca."

E eu digo: "Eu sei.

Dantes tinha cabelo, mas ele cansou-se e caiu."

E ele diz: "J� est� a perceber." E eu: "Meu...

Como � que lhe pagam para isto?"

Percebo porque se riem dos meus defeitos.

Os defeitos s�o engra�ados. Simplesmente, s�o.

As defici�ncias j� n�o.

Mas algumas sim.

A maioria n�o. Sabem quais s�o.

Quando envolvem a��es de solidariedade.

Isso � mau, mas...

O resto pode ser discutido.

Se estiverem a� sentados a pensar: "Qu-qu-quando � que isso � engra�ado?"

Felizmente, tenho tr�s exemplos.

Primeiro... S�ndrome do sotaque estrangeiro.

Alguns j� conhecem isto, outros n�o.

Existe mesmo. Podem pesquisar quando sa�rem daqui.

Algumas pessoas t�m um traumatismo craniano.

N�o tem piada.

Mas, quando acordam, falam a l�ngua materna com sotaque estrangeiro.

Muito engra�ado.

Desafio-vos a verem entrevistas com estas pessoas sem se mijarem a rir.

Est�o a ver?

Um agricultor do Alabama que fala assim...

Esse gajo... bateu com a cabe�a e agora �:

"O atrelado do trator... caiu."

N�o achas engra�ado, seu merdas? A s�rio?

O melhor caso de s�ndrome do sotaque estrangeiro aconteceu no Reino Unido.

N�o s� era uma mulher brit�nica, que viveu a vida toda no Reino Unido,

como j� n�o sa�a da terra onde tinha nascido h� 33 anos.

Teve um acidente e acordou a falar ingl�s

com um sotaque chin�s.

Ouviram o que eu disse?

Agora, j� acreditam no brutal sentido de humor de Deus?

Uma senhora brit�nica que passou a vida:

"Ol�. Mas que chatice, n�o �?" Assim.

Agora, diz: "J� n�o acabo uma conversa h� mais de tr�s anos."

Sabem como � complicado fazer esta imita��o sem puxar os olhos?

E depois...

Se est�o desconfort�veis e a pensar: "Est� a gozar com o sotaque asi�tico?"

N�o. Ela � branca. N�o faz mal.

Uma senhora branca... e brit�nica que, por acaso, diz:

"Quel... uma ch�vena de ch�?

Sabe bem?

� casado?"

Quer um biscoito?

Que bom.

Quel que chupe a pila agola?"

N�o sei, seja o que for.

� uma brit�nica simp�tica. Diz o que quiser.

Se estiverem a� sentados a pensar:

"Acho que isto n�o tem piada."

Acalmem l� a piriquita. Tenho mais duas assim.

O que acham da s�ndrome da excita��o sexual persistente?

� uma maneira chique de dizer: "Sempre a vir-se."

S�o pessoas que t�m orgasmos a cada 90 segundos.

E n�o conseguem trabalhar.

Porque � que n�o trabalham, Tom?

Porque se est�o sempre a vir.

N�o � correto pedirem: "Posso experimentar esta camisa?"

E o gajo est�...

"Que se foda. Fico com a minha.

N�o vou usar a tua camisa."

Imaginam? Dizem: "J� n�o temos mais sumo." Ou...

"Traga s� �gua, j� � a��car a mais. N�o quero mais disso."

Algumas pessoas t�m as duas s�ndromes.

� raro, mas acontece.

Conseguem imaginar?

Vais ter com algu�m e dizes: "Os meus p�sames pelo teu pai."

E o gajo...

"Isto sabe bem."

Inventei esta. N�o aconteceu, mas...

Foi de mau gosto, mas foi engra�ado.

Se ainda n�o est�o convencidos, que tal falar de uma mais antiga?

Sobre a s�ndrome de Tourette. Sim.

Talvez j� tenham ouvido falar.

No quinto ano, os meus pais mandaram-me para uma escola nova a uma quarta-feira.

Nunca me vou esquecer. Era uma escola cat�lica onde havia missa �s quartas.

Por isso, imaginem: s�o novos na escola, n�o conhecem ningu�m

e a primeira coisa que fazem � ir � missa.

Por isso, l� entro eu e o padre come�a.

Diz: "Em nome do Pai, do Filho..."

E o puto na fila � minha frente diz:

"Fode-te, cabr�o."

E eu fico...

Ningu�m fez nada. E o padre: "... e do Esp�rito Santo."

Come�a a ler da B�blia.

E o puto diz: "Lambe-me os tomates!

Fode-te!"

Estou a rir-me como um perdido.

Mas sei que n�o me devo rir. Parece que estou a ter um ataque.

Tenho dez anos...

L�grimas a cair-me pela cara.

Quando finalmente saio, pergunto: "Porque � que ningu�m...

... se est� a rir?"

E o puto ao meu lado diz: "Ele tem Tourette.

J� n�o tem piada."

Passei tr�s anos naquela escola. Nunca deixou de ter piada.

Era...

... a melhor d�diva que Deus me podia ter dado.

E digo-vos.

O melhor dia da minha vida, at� ao nascimento do meu filho,

foi quando tivemos uma professora substituta, nesse ano,

e ningu�m a avisou sobre ele.

A vossa imagina��o est� certa.

Foi glorioso.

Vi um rapaz de dez anos a destruir uma adulta.

Os pobres substitutos n�o sabem o que se passa.

Ela entra sem ser avisada.

E diz: "Leiam o cap�tulo tr�s."

Os tiques dele aumentavam. Come�avam pequenos.

Ele est� na sala...

E ela pergunta: "O que foi?" E n�s...

"Ela n�o sabe."

Ele fazia sempre isto.

Pegava em canetas e pintava a camisa.

Fazia sempre isso, mas ela n�o sabia.

E pergunta: "O que est�s a fazer?" "O que achas, cabra?"

E come�a a pintar a cara com a caneta.

E ela diz: "Para com isso." E ele: "Fode-te, cabra."

E ela fica: "O que se passa?"

E n�s: "� o Kevin. Porque est� a chorar tanto?"

Ela matou-se. Morreu.

J� n�o d� aulas, mas est� bem.

Eu sei.

Alguns devem estar a pensar: "Que gajo mais idiota."

N�o sou assim t�o mau. A s�rio.

Acabei de ser pai. O que acham disso? Eu... Sim.

Sim, � a melhor coisa do mundo.

� muito bom. Os gajos abordam-me.

N�o sei, mas confiam em mim. "Devo faz�-lo?"

E eu digo: "Claro que sim. � a melhor coisa do mundo.

S�o incr�veis. Al�m disso, ser pai � f�cil meu. Fac�limo.

Muito mais f�cil do que ser m�e."

N�o h� muito que se tenha de fazer para ser bom pai.

N�o abandonar o puto.

E � isso. � s� fazer isso.

N�o, acho que ser m�e � naturalmente mais dif�cil,

sobretudo no in�cio.

Por isso, n�o gosto quando os homens se queixam.

Tenho amigos que dizem: "O puto chora muito."

E eu digo: "� por seres pai dele. � por isso que ele chora.

Se eu visse a tua cara logo de manh�,

tamb�m come�ava a berrar..."

Como assim? "Ele chora"? Ele n�o sabe falar.

... quer dizer alguma coisa. Descobre, foda-se.

Por isso � que eles saem t�o fofos. Sabiam?

� para n�o os estrangularmos.

O meu filho � muito fofo.

N�o tanto como um beb� asi�tico, mas logo a seguir.

Esses s�o mais fofos do que coelhos e c�es beb�s juntos.

Atirava 20 beb�s brancos ao lixo para ter um asi�tico.

Mas, felizmente, a taxa de c�mbio est� mais baixa.

Cinco? N�o sei.

Ser� que podemos, juntos, enquanto sociedade, acabar com o mito

de que ter um beb� � um ato altru�sta?

Ou�o as pessoas a dizer essa merda. "� a coisa mais altru�sta...

... que se pode fazer." N�o, n�o �. N�o � altru�sta, � ego�sta.

� preciso, mas � ego�sta. Porqu�? Apaixonas-te por uma mini-vers�o tua.

O que pode ser mais ego�sta?

Do g�nero: "Altamente, � mesmo parecido comigo.

Nunca gostei tanto de mais nada a vida toda.

O que gosto mais s�o as partes que se parecem comigo.

Algumas parecem-se contigo. Essas tamb�m est�o bem, mas...

... as que se parecem comigo s�o incr�veis.

Faria tudo por ti,

sobretudo porque sinto que o estou a fazer por mim.

�s o melhor, novo eu."

� isso que se faz.

Est�s a encher o mundo com mais uma coisa tua.

Est�s a dizer: "Sou fant�stico. Aqui est� mais um igual."

Precisamos mesmo de mais vers�es tuas?

Quer dizer, precisamos? O Martin Luther King Jr. teve quatro.

Eu sei. Devia ter tido dez.

Mas tu?

Que ficas todo entusiasmado quando "os Muslitos est�o em promo��o"?

Acho que j� h� que cheguem. Se calhar, deves parar.

Mas vou ser sincero.

Se est�o a pensar na parentalidade,

v�o deixar de ter tempo.

N�o faz mal. V�o continuar a ter momentos. E isso � diferente de tempo.

O que � o tempo? O tempo �... amanh�.

Dormes at� ao meio-dia, comes na cama.

E dizes: "Que se foda o dia de hoje." E voltas a dormir.

Tens muito tempo para gastar.

Os momentos s�o assim: bebes um gole. "Foi bom."

E o momento acaba. Percebem?

Eu vivo por momentos.

A masturba��o � importante, sabem?

D�-se mais valor depois de ser pai.

Fico mais contente com masturba��o do que com sexo.

Sabem porqu�? Porque sei que vou cuidar bem de mim. � por isso.

Sim, adoro isso.

Arrumo a cama. Os c�es podem ver, mas mais ningu�m.

Cheguei a um ponto em que me provoco. E voc�s?

Deito-me na cama e digo: "Quem se portou bem?

Quem foi? Quem se portou mal?"

E, depois, agarro os meus tomates por tr�s. "Quem foi?"

Tu?...

"Trouxeste algu�m? Eu n�o trouxe ningu�m." Mas...

Mantenho a pica.

� verdade!

"Que sapatilhas fixes, Tom. Onde as arranjaste?" Eu digo-vos.

Estava a fazer espet�culos em Portland, no Oregon.

Fiz alguns espet�culos. Um maior como este.

Um grupo veio ter comigo depois e disseram:

"Repar�mos que tens sapatilhas Nike. Gostas?"

E eu respondo: "Sim."

"Queres vir � sede da Nike amanh�?"

E eu respondi: "Nem por isso.

Gosto das sapatilhas, mas n�o quero ver a sede, meu."

E ele: "Podes ir � loja dos funcion�rios."

E eu: "O que � isso?"

Ele diz: "� um armaz�m com todos os produtos imagin�veis.

E tens um desconto de 50 %."

E eu pergunto: "E se alugar um cami�o e esvaziar o armaz�m amanh�?"

E ele: "Fica com tudo."

Fiquei entusiasmado. Depois, ele liga:

"Queria dizer-te que podes vir � Nike,

mas n�o comprar na loja."

Pergunto porqu� e ele: "Pesquis�mos o teu nome no sistema. Est� sinalizado."

E eu fico: "Sinalizado. Pela Nike.

Por n�o ter feito flex�es? O que se passa?"

E ele diz: "N�o. �s uma pessoa influente."

E eu fico: "Desculpa?"

Ele diz: "�s humorista. Para n�s, isso � ser influente.

N�o podes fazer compras na loja." E eu: "Isso � fodido."

"Podes tentar ir � sec��o de entretenimento."

"O que � isso?" E ele: "Coisas de gra�a." "Serve."

Ent�o...

D�o-me o n�mero e eu ligo.

Atende-me um gajo: "Nike Entretenimento."

E eu respondo: "� o Tom Segura."

Ele diz: "Est� bem." Eu digo: "Sou uma pessoa influente."

E ele diz: "Est� bem." E eu: "Quero merdas de gra�a."

E ele: "Est� bem." E eu: "Ent�o, como querem fazer isto?"

Ele diz: "Vamos reunir e, depois, contact�mo-lo."

E eu digo: "Est� bem."

E nunca me ligaram, por isso gastei 130 d�lares nestas Adidas.

Fode-te, Nike!

Vamos ver se se aguentam sem as minhas compras.

Querem saber como eles s�o doidos?

Contei esta hist�ria num espet�culo em Nova Iorque.

E, no dia seguinte, um executivo da Nike arranjou o meu n�mero,

ligou-me e disse-me: "Estive no teu espet�culo.

E acho aquela hist�ria de mau tom."

E eu digo: "Eu acho de mau tom n�o me darem merdas de gra�a."

"Acho que n�o a deves contar"

E eu digo: "Vai-te foder.

Vai-te catar, meu."

Ele diz: "Vai-te foder."

E eu digo: "E se me mudasses a fralda?"

E ele fica: "O qu�?"

E eu: "Ouviste-me bem."

E foi, ent�o, que percebi

que temos este insulto incr�vel

e que quase nunca o usamos.

Porque � que "mudar a fralda" n�o faz parte do l�xico?

Devia ser o melhor insulto.

Devia ser: "Fode-te." "Vai comer a tua m�e."

"Porque n�o me mudas a fralda?" E acabou.

A s�rio. Os rappers deviam us�-lo em v�deos:

"Muda-me a fralda, puta."

O presidente de outro pa�s devia dizer ao nosso:

"Muda-me a fralda, laranjinha."

E ou�am.

Se tiverem filhos, percebem bem a qualidade deste insulto.

Se n�o t�m, vou contar-vos um segredo.

Faz sentido que a �nica parte do corpo que n�o conseguimos ver

seja o olho do cu.

� uma coisa horr�vel.

Quando se tem um beb�, fica-se na primeira fila durante anos.

E o meu filho caga com os olhos fechados.

N�o sei quantas vezes fazem isso. Talvez duas por ano.

Talvez depois de voltarem de Canc�n

e quando dizem � senhora do restaurante tailand�s:

"Sim, aguento bem o picante."

O meu filho, sempre que caga, fica...

E quando acaba, olha-me nos olhos e eu fico: "Uau!"

E ele for�a a por��o que falta e sabe como me sinto.

Fica... E eu digo: "�s um porco do cara�as. Que nojo."

Era bom, uma vez na vida, ao limpar o olho do cu cheio de merda do meu filho,

que ele se virasse e dissesse: "Agrade�o-te, cabr�o."

E eu diria: "Sim. E eu a ti."

Obrigado. S�o os maiores.

Tenham uma boa noite. Gosto muito de voc�s.

Muito obrigado.

S�o os maiores.

Obrigado. S�o os maiores. Adoro-vos. Boa noite.

Tradu��o: Sara Ara�jo Marques

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