All language subtitles for Se.a.Rua.Beale.Falasse.2019.1080p.BRRip.x264-DUAL.COMANDOTORRENTS

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Original subtitles

"A Rua Beale � uma rua em Nova Orleans,

onde nasceram meu pai, Louis Armstrong e o jazz.

Todo negro nascido nos EUA nasceu na Rua Beale,

no bairro negro de uma cidade americana,

seja em Jackson, Mississippi, ou no Harlem, New York.

A Rua Beale � o nosso legado.

Este romance lida

com a impossibilidade e com a possibilidade,

com a necessidade absoluta de dar express�o a este legado.

A Rua Beale � barulhenta.

Cabe ao leitor discernir o sentido da batida."

Est� pronto para isto?

Nunca estive t�o pronto em toda a minha vida.

Espero que ningu�m tenha olhado para algu�m que ama...

atrav�s de um vidro.

- Oi. - Oi.

Alonzo...

Alonzo, n�s...

vamos ter um beb�.

Eu j� devia ter dito: "N�o somos casados".

Significa mais para ele do que para mim,

mas entendo como ele se sente. O Fonny tem 22 anos.

Eu tenho 19.

Estou feliz, Fonny.

Estou feliz. N�o se preocupe.

- Contou para o meu pai? - Ainda n�o.

E para a sua fam�lia?

Ainda n�o, mas n�o se preocupe com eles.

Eu queria contar para voc� primeiro.

Um beb�...

O que voc� vai fazer?

O mesmo que estou fazendo.

Vou trabalhar at� o �ltimo m�s,

e depois minha m�e e irm� cuidar�o dele.

N�o se preocupe.

E, de qualquer forma, voc� j� ter� sa�do.

Tem certeza disso?

Eu sempre terei certeza disso.

Eu amo voc�.

Eu tamb�m amo voc�.

O Fonny frequentava uma escola t�cnica,

onde ensinam crian�as a fazer um monte de merda,

como mesas de carteado, genuflex�rios

e c�modas que ningu�m comprar�.

Mas o Fonny n�o se acostumou e fugiu,

levando muitas ferramentas da oficina.

Foi ser cozinheiro de fast food, para poder comer,

e encontrou um por�o onde podia fazer suas obras,

ficando mais na nossa casa do que na dele.

Era tudo muito simples. Aprender isso, construir aquilo,

conseguir emprego e ficar nele at� ser consumido.

Mas o Fonny decidiu mudar totalmente.

Ele encontrou algo que queria fazer.

Isso o salvou da morte

que aguardava as crian�as da nossa idade.

E, apesar de assumir v�rias formas,

a morte, em si, era muito simples.

A causa tamb�m era simples.

Diziam �s crian�as que elas n�o valiam nada.

E tudo o que viam ao redor

comprovava isso.

Oi. Como est�, baixinha?

- Como ele est�? - Na mesma.

Ele est� bem.

Mandou lembran�as.

Que bom.

Foi ver o advogado?

Hoje n�o. Tenho que ir na segunda-feira.

Ele foi ver o Fonny?

N�o.

M�e...

Fala, querida.

M�e...

Cante, mam�e, cante.

Pegue as ta�as boas.

- O que vai fazer com isso? - O que parece?

Qual � a ocasi�o especial?

Voc� � o homem da casa, comece a servir.

� claro, madame.

Muito bem...

E mais esta... quatro ta�as.

N�o muito para a Tish.

Est� bem.

O que est� havendo?

Isto...

� um sacramento. E, n�o, n�o enlouqueci.

Estamos bebendo a uma nova vida.

A Tish vai ter um filho do Fonny.

Beba.

Uma not�cia e tanto.

N�o vai beber ao pequeno, Tish?

H� quanto tempo isso est� acontecendo?

Cerca... de tr�s meses.

- �. Foi o que pensei. - Tr�s meses?

Enquanto procuravam um lugar para morar?

Certo.

Tish...

Quer mesmo este beb�?

Sim. E o Fonny tamb�m quer.

� o nosso beb�,

e o Fonny n�o tem culpa de estar preso, ele n�o fugiu.

Sempre fomos amigos, desde pequenos, pai. Voc� sabe.

Estar�amos casados, se n�o fosse a mentira daquela senhora...

O seu pai sabe. Ele s� est� preocupado com voc�.

N�o pense que acho voc� uma m� filha,

ou bobagens do tipo.

S� perguntei porque voc� � muito jovem.

- E... - Erga a cabe�a, irm�.

Ao rec�m-nascido.

- Espero que seja um menino! - Papai!

O velho Frank vai pirar!

Tish, voc� se importa se... eu der a not�cia para ele?

N�o, pai, n�o me importo.

Eu tamb�m gostaria de contar �s irm�s dele.

Que saber, Joe? Diga para eles virem aqui.

- N�o, � s�rio. - M�e!

� s�bado, tem muita bebida nessa garrafa,

n�o � tarde e, pensando bem, � o melhor jeito de fazer isto.

V�, chame os vagabundos.

Est� bem, est� bem. Tem raz�o, meu bem.

Vou convid�-los para vir.

Beleza! Beleza!

Minha irm�zinha vai ter um beb�!

Ei, Nipsey Russell.

O que voc�s est�o fazendo?

- O que voc� quer? - Um menino.

- Fonny. - Fonny.

O dia em que percebi que o Fonny estava apaixonado por mim

foi estranho.

Foi no dia em que ele deu aquela escultura para a mam�e.

Joguei �gua na cabe�a do Fonny e lavei suas costas na banheira.

Numa �poca que parece muito distante.

N�o me lembro de termos curiosidade

em rela��o ao corpo um do outro.

O Fonny me amava demais.

Isso significava que nunca houve espa�o para vergonha entre n�s.

�ramos parte um do outro, carne um do outro,

o que ach�vamos t�o normal que nunca pensamos na carne.

Ainda assim, n�o me surpreendeu quando finalmente entendi

que ele era a pessoa mais linda que eu havia visto na vida.

Eu dormi neste parque algumas vezes.

N�o, n�o � boa ideia.

Por que dormiu no parque?

Era tarde.

Eu n�o queria ir para casa.

N�o queria acordar voc�s.

Mas agora eu tenho um lugar.

Quer comer aqui ou esperar at� voltarmos ao bairro?

Ou quer ir ao cinema,

ou quer um pouco de vinho,

ou um pouco de maconha?

Ou uma cervejinha?

Ou uma x�cara de caf�?

Ou talvez s� queira andar mais um pouco, at� decidir.

Vamos.

Sabem que estamos vendo voc�s, n�o �?

Ent�o n�o olhem. Mantenham os olhos a�.

Seus safadinhos!

- Certo. - Certo.

Eu atendo.

- Oi! - Oi.

- Ernestine. - Adrienne.

- Como est�o? - Que bom v�-los.

Tem que ser uma emerg�ncia para ver voc�s?

Bom ver voc�s.

A m�e do Fonny n�o gostava de mim.

Ela n�o me achava boa o bastante para ele.

O que significava n�o ser boa o bastante para ela.

E, de certa forma, ela achava que talvez

eu fosse exatamente o que o Fonny merecia.

Minha jovem.

Voc� viu o meu garoto cabe�udo hoje?

Sim. Ele est� bem.

Mandou abra�os.

N�o est�o sendo muito duros com ele, est�o?

Pergunto porque ele pode lhe dizer coisas

- que n�o diria para mim. - Segredos de amantes.

Bem, ele odeia aquilo. D� para perceber.

E devia mesmo.

Mas...

ele � forte. Vai ficar bem.

Mas temos que tir�-lo de l�.

Se ele tivesse lido e estudado quando devia,

n�o estaria l�, para come�ar.

O que voc� sabe sobre isso? Por que n�o...

N�s temos gim, u�sque e conhaque.

Mas n�o temos vinho.

Espero que as senhoras n�o se importem.

Nos importarmos? O Frank n�o liga se nos importamos.

Sra. Hunt, o que posso lhe trazer?

Posso oferecer caf�, ch�...

sorvete, refrigerante.

- Refrigerante. - Eu pego.

Que tal uma vaca-preta, Sra. Hunt?

Posso preparar.

Sheila, pode me ajudar?

Vamos.

Bom Deus, como o tempo voa.

N�o vejo voc�s desde que o problema come�ou.

Nem me fale.

Eu estou me exaurindo, correndo todo o Bronx,

buscando a melhor consultoria jur�dica que puder.

Eu s� rezo, rezo e rezo...

para que o Senhor traga meu filho para a luz.

Eu s� rezo para isso.

Todos os dias, e todas as noites.

Ent�o, �s vezes...

acho que este pode ser o plano do Senhor

para fazer o meu filho pensar nos pecados dele

e entregar a alma para Jesus.

�, talvez voc� tenha raz�o.

O Senhor escreve certo por linhas tortas.

Com certeza.

Ele pode nos tentar,

mas nunca abandonou nenhum de seus filhos.

O que acha do advogado que Ernestine achou?

O garoto Hayward.

Ainda n�o o conheci.

Ainda n�o pude ir ao centro.

Sei que o Frank o viu.

O que achou dele, Frank?

� um garoto branco, estudou Direito, se formou.

Preciso dizer? N�o significa merda nenhuma.

Est� falando com uma mulher.

Sou descolado.

E � uma mudan�a muito bem-vinda.

Como eu dizia, n�o significa merda nenhuma.

N�o sei se vamos ficar com ele.

Mas, para um menino branco, ele n�o � t�o ruim.

� jovem e ambicioso.

Ainda n�o � t�o mentiroso como pode vir a ser.

� o que eu continuo tentando lhe dizer.

Essa atitude negativa. Voc� � cheio de �dio.

Se der �dio �s pessoas, elas devolver�o.

Toda vez que ou�o voc� falar assim, parte meu cora��o

saber que o meu menino est� trancado num calabou�o

de onde s� o amor de Deus pode tir�-lo.

Alice, o Frank n�o estava falando sobre �dio,

ele s� est� falando a verdade.

Eu confio em Deus.

Eu sei que Ele olha por mim.

Sr. Rivers, qual �, exatamente, o prop�sito deste encontro?

N�o nos chamou aqui s� para ver o meu pai ofender a minha m�e.

Por que n�o?

� noite de s�bado.

Imprevis�vel o que se faz quando se est� entediado.

Talvez tenhamos convidado voc�s para... dar uma animadinha.

Acredito que voc� seja maliciosa assim,

mas n�o que seja t�o idiota.

Vou dar uma olhada na vaca-preta...

Pedrocito, como est�?

- Ei, parceiro. Como vai? - Vou bem.

Podemos ser atendidos, por favor?

Atendimento, por que n�o?

Como posso ajud�-la, senhorita?

Lamento que sua companhia hoje seja um pouco indesej�vel.

Mas, infelizmente, n�o posso ajudar com isso.

N�o pode, o cacete.

Nunca tinha visto o Fonny fora do meu mundo.

Eu tinha visto ele com o pai e a m�e,

e conosco.

Nunca o tinha visto em seu mundo.

Talvez s� agora pudesse v�-lo comigo.

Pois, mesmo de costas para mim, rindo,

ele segurava a minha m�o.

Tish?

Sim?

Quer ver a minha casa?

Mas est� tarde.

N�o � longe.

Est� bem, Fonny.

Est� bem.

Aqui est�o.

Aqui, papai.

J� chega.

Eu convoquei a reuni�o.

Pedi para o papai chamar todos

para contar para voc�s o que contei para o Fonny hoje.

O que eu contei para o Fonny hoje �...

que o Fonny vai ser pai.

Vamos ter um beb�.

Voc� e eu?

Vamos sair e nos embebedar.

Isso a�.

Estou feliz. N�o se preocupe, estou muito feliz.

E quem vai ser respons�vel por este beb�?

O pai e a m�e.

Pode apostar que n�o vai ser o Esp�rito Santo.

Acho que chama o seu ato lascivo de amor.

Eu n�o.

Sempre soube que voc� seria a ru�na do meu filho.

A B�blia diz: "Mate, portanto, tudo que for mundano em voc�.

Imoralidade sexual,

impureza,

paix�o.

Maus desejos, cobi�a."

Essa crian�a nasceu do pecado.

E o Esp�rito Santo a far� definhar no seu ventre.

Mas meu filho ser� perdoado.

Minhas preces...

- Frank! - O cora��o dela!

Ver�o que ainda est� batendo!

Mas eu n�o chamaria de cora��o!

Me ajude. Venha, mam�e. Venha.

Joe, deixe as mulheres cuidarem dela, e venha!

Joseph, v�.

- N�o precisamos de voc� aqui. - Certo.

Est� tudo bem.

Frank. Frank!

Voc� me disse uma coisa horr�vel.

A coisa mais horr�vel que ouvi em toda a vida!

Meu pai n�o precisava bater nela.

- O cora��o dela � fraco. - A cabe�a � que �.

O Esp�rito Santo amoleceu seu c�rebro.

Ela esqueceu que foi o neto do Frank que ela amaldi�oou?

Voc� n�o tem o direito de zombar da f� da minha m�e.

N�o me venha com essa.

Essa m�e pregadora envergonha tanto,

que n�o sabem o que fazer. Voc�s me d�o nojo!

E quem voc�s pensam que s�o?

Ela s� fez uma pergunta.

"Quem vai criar esse beb�?" E quem vai?

A Tish n�o tem forma��o,

e Deus sabe que ela n�o tem nada.

O Fonny nunca valeu nada.

Ent�o quem vai criar esse beb�?

Eu vou, sua vagabunda!

E se continuar falando, eu vou dar um jeito em voc�.

Adrienne, querida.

Posso lhe dizer uma coisa?

Desde a primeira vez em que coloquei os olhos em voc�,

n�o pude parar de olhar o seu pomo de Ad�o.

Eu tenho sonhado com isso.

E eu n�o sei dizer

se quero arranc�-lo com meus dedos

ou com meus dentes.

E se voc� encostar na minha irm�,

vou ter que decidir bem r�pido.

Ent�o encoste nela.

N�o dev�amos ter vindo.

Sheila, eu n�o sabia que voc� falava assim.

Ernestine!

Vamos, Sheila.

Vamos embora.

Vamos, m�e. Vamos.

- Pegue a bolsa, venha. - Venha, m�e.

Vamos ajudar voc�.

Ajude aqui. Vamos.

Espero que esteja orgulhosa de como criou as suas filhas.

Minhas filhas n�o v�o trazer bastardos pra casa pra alimentar!

Disso eu tenho certeza!

Ningu�m vai querer trepar com elas.

Ernestine...

Esse beb� que est� vindo...

� seu neto.

Eu n�o entendo voc�.

� seu neto.

Que diferen�a faz como ele chegou aqui?

A crian�a n�o tem nada a ver com isso!

Nenhum de n�s tem nada a ver com isso!

Essa crian�a...

Essa crian�a...

- Essa crian�a... - Vamos, m�e. Vamos.

- Essa crian�a... - Vamos...

Essa crian�a...

Essa crian�a...

Levem essas merdas!

Levem com voc�s!

N�o tenha medo.

Apenas lembre que eu perten�o a voc�.

Que eu nunca a machucaria, por nada neste mundo.

Voc� s� tem que se acostumar comigo.

Temos todo o tempo do mundo.

Confie em mim.

Gosto de ficar deitada aqui, assim.

Eu tamb�m gosto.

Foi a minha primeira vez.

Voc� sabia?

Voc� gosta de mim?

Quero dizer, quando a gente faz amor,

voc� gosta?

Voc� s� quer me ouvir dizer...

- Ent�o... - Ent�o o qu�?

Ent�o diga de uma vez.

Eu s� sei que amo voc�.

A Sra. Victoria Rogers,

nascida Victoria Maria San Felipe Sanchez,

declara que na noite de cinco de outubro,

entre as 23h e 24h, na entrada da sua casa,

foi atacada por um homem que ela diz ser Alonzo "Fonny" Hunt,

e foi violentada pelo sujeito acima citado,

da maneira mais extrema e cruel,

for�ada �s mais impens�veis pervers�es sexuais.

Eu nunca a vi.

S� sei que um irland�s nascido nos EUA

foi para Porto Rico h� seis anos e conheceu a Victoria,

ent�o, com 18 anos.

Casou com ela e a trouxe para NY.

Depois de fazer tr�s filhos nela, ele partiu.

A casa dela fica na Rua Orchard.

A Rua Orchard, se voc� conhece NY, � bem distante da Rua Bank.

A Rua Orchard � quase no East River

e a Rua Bank, praticamente no Hudson.

� imposs�vel correr da Orchard para a Bank,

ainda mais com a pol�cia atr�s de voc�.

Mas o policial Bell jura que viu Fonny "fugir" da cena do crime.

Isso s� seria poss�vel se Bell estivesse de folga,

pois sua �rea � no West Side, n�o no East Side.

No entanto, cabe ao acusado provar, pagando pelas provas,

a irregularidade e a improbabilidade

desta sequ�ncia de eventos.

A recusa da Sra. Rogers em reconsiderar seu testemunho

nos deixou numa situa��o muito dif�cil.

- E agora ela desapareceu. - Desapareceu?

Como ela pode desaparecer assim?

N�o deve ter ido longe, n�o tem recursos para isso.

Mas a fam�lia pode t�-la mandado para Porto Rico.

De todo modo, para ach�-la precisarei de bons detetives

- e... - Isso significa mais dinheiro.

- Infelizmente. - N�o � ruim para o caso dela,

ela desaparecer assim?

- � a testemunha-chave. - Ela � s� uma neste caso.

Lembre-se do policial Bell.

� dele a identifica��o oficial do estuprador.

� Bell quem jura ter visto Alonzo fugir da cena do crime.

Se ele viu o Fonny fugir,

por que esperou para prend�-lo em casa?

Tish, Tish... Deixe-me entender.

Est� dizendo que o policial Bell disse a ela o que falar?

Exatamente.

- Ent�o est� dizendo... - N�o h� como chegar � verdade?

Vejam...

Se eu n�o acreditasse na inoc�ncia do Alonzo,

- nunca pegaria o caso. - Chame-o de Fonny.

Perd�o?

Chame-o de Fonny. Quando o chama de Alonzo,

eu vejo o juiz, as grades, as correntes e...

Sei que est� fazendo um favor para a minha irm�,

e que este escrit�rio � excelente,

mas se vai fazer isto, deve ser da fam�lia.

Ent�o chame-o de Fonny. Por favor.

Eu entendo.

Ent�o voc� e... o Fonny insistem que estavam juntos

na Rua Bank, com Daniel Carty, um velho amigo,

esse � o �libi.

Mas o seu testemunho,

como pode imaginar, n�o vale nada.

E Daniel Carty acaba de ser preso pela promotoria,

e eu n�o pude v�-lo.

O que eles est�o fazendo � ilegal, mas...

O Daniel tem antecedentes, v�o tentar convenc�-lo

a mudar o testemunho. E...

N�o sei, mas aposto que � por isso

que a Sra. Rogers desapareceu.

Farei tudo o que puder.

Para quando precisa do dinheiro?

Estamos rastreando a Sra. Rogers.

Vou precisar do dinheiro... assim que poss�vel.

Farei a promotoria liberar a visita a Daniel Carty,

mas usar�o todos os obst�culos poss�veis.

- N�o chore. N�o chore, querida. - M�e...

- N�o chore. - Tome.

N�o chore, meu amor. Por favor.

Oi.

Oi.

Esteve com o Hayward?

Estive.

O que houve com a Sra. Rogers? Para onde ela foi?

- N�o sei. Mas vamos ach�-la. - Como vamos ach�-la?

Mandaremos algu�m para Porto Rico.

- Achamos que ela est� l�. - Sei.

E se ela foi para Argentina?

- Ou Chile, ou China? - Como ela iria t�o longe?

- Eles t�m dinheiro. - Quem?

A promotoria!

- Fonny, n�o acho... - N�o acredita em mim?

N�o acha que s�o capazes?

N�o acho que tenham feito isso.

Como vai conseguir o dinheiro?

Todos n�s estamos trabalhando.

�, meu pai, no Garment District,

voc�, numa loja,

- seu pai, na zona portu�ria. - Fonny, ou�a...

Ouvir o qu�?

Esse advogado n�o liga para mim nem para ningu�m!

Voc� quer que eu morra aqui?

Sabe o que est� acontecendo comigo?

Aqui dentro...

Me desculpe, amor.

Desculpe, n�o era para voc�.

Eu amo voc�. Voc� sabe disso.

Eu sei.

E entendo pelo que voc� est� passando.

Porque eu estou com voc�.

Se cuide l� fora.

O Fonny estava andando pela Avenida Lenox

- quando encontrou o Daniel. - Fonny!

O tempo n�o havia melhorado o Daniel.

Ele ainda era grande, negro e barulhento.

Com 28 anos, um pouco mais velho que o Fonny,

ele j� n�o encontrava tantos rostos conhecidos.

Ent�o eles se abra�aram na avenida.

- O que est� pegando? - Por que pergunta?

Como diz o cara sobre o Monte Everest:

- "Voc� est� a�". - Fala s�rio.

- Que eleg�ncia � essa? - N�o posso parecer uma crian�a.

- Eu curti, cara. - Vamos l� para casa.

Tomar uma cerveja. A Tish cozinha algo.

E mesmo n�o devendo gastar dinheiro,

ele p�s o Daniel num t�xi e foram para a Rua Bank,

onde eu n�o estava � espera deles.

Eu n�o podia ser indiferente ao Daniel.

Vi no rosto do Fonny como era maravilhoso

ter resgatado, das �guas lamacentas do passado,

um velho amigo.

Eu entendo isto, cara.

N�o, Fonny... S�rio, cara. Eu saquei. Isto �...

abstrato, n�o? Tipo...

- Tipo aquela negritude... - Ser� algo um dia.

Eu sei, cara. Quero dizer...

� s�lido.

Continue fazendo o que gosta, cara. �...

� algo de peso.

- Quer um cigarro, cara? - Pode apostar.

Valeu, cara.

Eles t�m lofts vazios por todo o East Side, cara...

S�o armadilhas para inc�ndios.

Alguns nem t�m banheiro.

Ent�o voc� acha que encontrar um loft n�o ser� dif�cil.

Mas, cara...

Este pa�s n�o gosta mesmo de negros, cara.

Eles odeiam tanto, cara...

que alugariam para um leproso antes.

�s vezes, eu e a Tish vamos juntos,

�s vezes, ela vai sozinha, �s vezes, eu vou,

mas � sempre igual, cara.

Nem posso mais deix�-la ir sozinha.

Escuta essa...

Semana passada, achamos que t�nhamos conseguido.

- O cara prometeu a ela. - Certo.

Mas ele n�o tinha me visto.

Ele imaginou: Uma negra no centro,

procurando loft sozinha...

- Ele achou que ia se dar bem. - �...

Achou que ela estava se oferecendo.

� isso que ele pensa de verdade.

Ela veio me contar toda contente e orgulhosa.

N�s fomos at� l�, e quando o cara me viu...

ele disse: "Houve um grande mal-entendido.

N�o posso alugar o loft, a minha fam�lia vai chegar

da Rom�nia em meia hora, e eles v�o ficar l�."

Mentiroso...

- Chamei o cara de farsante. - �.

E ele amea�ou chamar a pol�cia.

Preciso me virar e juntar uma grana

- para cair fora deste pa�s. - � mesmo?

Como vai fazer isso?

Ainda n�o sei.

A Tish n�o sabe nadar.

Qual �, cara?

Voc� est� bem?

Essa foi demais. �, cara.

E, veja...

Talvez voc� deva ir primeiro.

N�o, cara.

Eu n�o poderia fazer isso.

Eu teria muito medo.

Medo de qu�?

Medo, s� isso.

Do que pode acontecer com a Tish?

Do que pode acontecer a n�s dois.

Um sem o outro.

Posso parecer um cara estranho, mas...

Eu tenho duas coisas na vida, cara.

Tenho a minha escultura

e tenho a Tish.

Sem eles, estou perdido.

Eu sei disso.

N�o fui eu que coloquei o que est� em mim.

E sei que n�o consigo tirar.

N�o acho voc� t�o estranho, cara.

Sei que � um sortudo.

Eu n�o tenho nada disso.

- Posso tomar outra cerveja? - Claro que pode.

- Aqui est�, parceiro. - Certo. Valeu.

- Sa�de. - Sa�de.

Eu acabei de sair da pris�o.

Dois anos.

Eles disseram...

Ainda dizem que roubei um carro.

Bem... tinha maconha comigo quando me prenderam, mas...

Eu nem sei dirigir, Fonny.

Mas era melhor do que a pena por posse de maconha.

Pegaram voc� de jeito.

De jeito.

Estou fumando todos os seus cigarros.

Devia ter pedido � Tish para comprar.

J� se encheu de grana?

- A� est� ela! - Oi!

- Ol�! - Precisa de ajuda, amor?

N�o, tudo bem. Voc�s est�o bem?

Sim, s� passando fome, como sempre.

J� vai, j� vai.

Tish, � brincadeira. Estou zoando.

Vou servir algo bem especial.

Ela tirou o casaco! Vai entrar pra valer!

Obrigado, Tish.

Escolheu bem, cara.

H� quanto tempo saiu, cara?

H� uns tr�s meses.

Foi horr�vel, cara.

Horr�vel mesmo. Continua horr�vel.

Se eu tivesse cometido algum crime, mas...

eu n�o fiz nada.

Fizeram isso porque sabiam que podiam.

E pegar dois anos foi sorte minha, porque...

Quando voc� est� l�, eles fazem com voc�...

tudo o que quiserem. Entendeu?

Tudo...

o que eles quiserem.

E eles s�o unidos, cara.

Descobri na pris�o

do que o Malcolm e os caras falavam.

O cara branco

s� pode ser o Diabo.

Com certeza, n�o � um homem.

Algumas coisas que eu vi...

Vou sonhar com elas at� morrer.

Ei...

Est� tudo bem, cara.

Voc� est� livre agora.

E voc� � jovem.

Eu entendo o que voc� diz.

E agrade�o, mas...

Voc� n�o sabe.

O pior...

O pior � que eles podem deixar voc� t�o...

assustado, Fonny.

Simplesmente...

assustado, cara.

Est�o com fome?

- Sim. - Sim!

Estamos famintos!

Tish, voc� n�o trouxe cerveja, trouxe?

Acho que ainda temos algumas.

- Se j� n�o beberam tudo. - Nunca.

Tish, venha c�. Obrigado!

Muito obrigado, Tish. Mesmo.

N�o vou chorar.

Deus � bom, Deus � grande,

e n�s agradecemos a Ele por esta comida,

e por receber o Daniel na nossa mesa esta noite.

Falou bonito. Quem ensinou isso?

O Fonny?

Me tire daqui!

Me tire daqui, por favor!

Sei que n�o posso ajudar muito agora.

O Senhor sabe o que eu n�o daria, se pudesse.

Mas eu entendo de sofrimento.

E sei que ele termina.

Quando est� deitada nesta cama, voc� n�o est� sozinha.

Voc� tem essa crian�a aqui, bem abaixo do seu cora��o.

E estamos todos contando com voc�.

O Fonny conta com voc�

para trazer este beb� seguro e bem, e...

Voc� � a �nica que consegue.

Entendeu?

Sim, mam�e.

Certo.

N�o quero parecer tola,

mas lembre-se: O amor trouxe voc� at� aqui.

E se voc� confiou no amor at� aqui,

n�o entre em p�nico agora.

Acredite nele at� o fim.

Eu amo voc�, minha menina.

Eu tamb�m amo voc�.

Oi, Jezebel.

Minha irm� me chama assim desde que consegui emprego

no balc�o de perfumes. Ela disse...

Voc� cheira como uma prostituta da Louisiana.

A loja achou progressista

dar o emprego a uma garota de cor.

Eu ficava atr�s do balc�o o dia inteiro.

Sorrindo at� os dentes de tr�s doerem.

N�o s�o s� as brancas idosas que v�o ao balc�o

cheirar a minha m�o.

Raramente um homem negro chega perto do balc�o.

E, se chega, suas inten��es s�o bem mais generosas

e sempre mais precisas.

Talvez para um negro, eu pare�a uma irm�zinha,

e ele n�o quer que eu vire uma prostituta.

Ainda sim, alguns se aproximam,

para olhar nos meus olhos, checar o que est� havendo,

e eles nunca cheiram a minha m�o.

Um negro estende a m�o, voc� borrifa o perfume,

e ele leva a pr�pria m�o at� as pr�prias narinas.

Mas um homem branco...

Um homem branco pega a sua m�o,

leva a sua m�o at� as narinas dele,

e a mant�m ali.

Mant�m ali por uma eternidade.

Obrigado.

Certo.

Primeiro a boa not�cia ou a m�?

A m� not�cia.

Viu? Somos mesmo irm�s.

Muito bem.

A m� not�cia �:

Acharam a Sra. Rogers, mas ela est� em Porto Rico.

Algu�m deve ir l� conversar com ela.

E precisaremos pagar por isso.

Tudo bem.

E a boa not�cia?

Voc� est� cheirosa.

Eles a encontraram.

Mas como ela chegou em Porto Rico?

N�o posso ir at� Porto Rico.

A mam�e e o papai n�o sabem.

N�o falei com eles ainda, queria contar para voc� antes.

Voc� acha que ela foi mesmo estuprada?

Irm�zinha!

Eu acho que ela foi mesmo estuprada

e que n�o faz ideia de quem fez isso.

Ela poderia ver o homem na rua e n�o reconhecer.

Mas por que o Fonny?

Ele foi apresentado a ela como o estuprador.

Foi mais f�cil ela reconhec�-lo como tal

do que tentar reviver todo o horror.

Bem, e o Daniel?

Ele pode testemunhar, ele estava com o Fonny.

Hayward vai conversar com ele amanh�.

Talvez fa�a isso at� hoje.

Que merda.

�.

Mas estamos nela agora.

Voc�s leram o an�ncio, certo?

Certo, senhora e senhor... aqui estamos.

Sei que n�o h� muito para olhar, mas...

n�o terminamos. Veja...

voc�s t�m que imaginar que tem paredes aqui...

Bem, � um... trabalho em andamento.

Viu, Tish? N�o est� pronto. Est� em andamento.

Fonny, me desculpe, mas...

como vamos transformar isto em um lar?

Ou�a, imagine que temos paredes aqui e aqui.

N�o ser� assim. Teremos o nosso pr�prio espa�o.

Talvez haja mais jovens, ali e ali,

como uma comunidade, n�o?

�, uma comunidade, claro.

Mas... onde vamos cozinhar

e dormir e tomar banho, quero dizer...

onde minha m�e e os outros v�o sentar?

� f�cil!

Vou colocar um sof� bem aqui.

Mam�e, papai e talvez at� Ernestine, certo?

E a cama ser� l� atr�s, contra a parede.

Para a luz bater no seu rosto quando o sol nascer.

Algumas esculturas aqui... e aqui.

Certo?

Assim que entrei, pensei...

em colocarmos uma mesa bem aqui.

O que acha?

N�o sei, Fonny...

At� onde sei, s� esquecemos a geladeira.

Mas n�o quero estourar as costas antes de fazermos um filho.

Ei, Levy.

Me d� uma m�o com essa geladeira, cara.

- Voc� quer... - �, me ajude.

Est� bem.

Ei, amor, precisa segurar a porta.

Segure a porta, vamos!

- Certo, est� pronto? - Sim, e voc�?

Estou pronto... Tr�s, dois, um...

Certo, voc� est� legal?

- Estou. - Certo, devagar. Cuidado.

Estou fazendo mais for�a que voc�.

Pode deixar, estou segurando. Aqui atr�s.

Aqui atr�s...

- Aqui? - Sim, bem aqui.

Tirei um peso das costas.

�, eu tamb�m.

Mas o que um homem n�o faz por amor, Levy?

Am�m.

Obrigada pela minha geladeira, rapazes.

Mas n�o se esque�am do meu fog�o.

Claro que n�o. Voc� se importa de me ajudar com o fog�o?

- Nem um pouco. - Temos que fazer isso.

N�o se preocupem com vizinhos. S� tem f�bricas por aqui.

E o lugar no t�rreo � legalizado.

Al�m de ser uma armadilha para inc�ndio, qual � o problema?

Problema?

Quero dizer...

sem ofensa, Levy, mas...

estamos procurando h� um bom tempo.

N�o vejo uma raz�o para tratar dois negros t�o bem.

Claramente, n�s somos ferrados,

n�o temos onde cair mortos.

Perdoe meu linguajar.

Olhe, cara, comigo �... bem simples, eu...

curto pessoas que se amam.

Negro, branco...

verde, roxo, n�o importa para mim, s�...

espalhe amor, entendeu?

Ent�o voc� � hippie?

- N�o... - N�o achei que fosse hippie.

N�o, cara, eu...

Sei l�, sou s�... o filho da minha m�e.

�s vezes, � o que faz a diferen�a entre n�s e eles.

Ent�o, fique em dia com o dep�sito, certo?

Pode deixar.

Pode deixar, Levy.

Obrigado.

Est� pronta para isso?

Nunca estive t�o pronta em toda a minha vida.

Vou comprar umas coisas para o jantar.

E eu vou comprar uns cigarros.

O que vamos fazer?

A primeira coisa que temos que fazer � parar de nos culpar.

Se n�o pudermos fazer isso, nunca soltaremos o garoto.

Porque estaremos ferrados.

E isso n�o pode acontecer.

Sei que sabe do que estou falando.

Eu sei, mas o que vamos fazer quanto ao dinheiro?

Voc� j� teve dinheiro?

- J� teve algum dinheiro? - N�o.

E por que se preocupar agora?

Voc� os criou, de algum jeito.

E os alimentou, n�o foi?

N�o se preocupe com dinheiro agora.

Estaremos ferrados se perdermos nossos filhos.

O cara branco...

quer que a gente se preocupe com dinheiro.

� o jogo dele.

Mas se chegamos at� aqui sem dinheiro,

podemos ir mais longe.

N�o me preocupo com o dinheiro deles.

N�o pertence a eles mesmo. Eles roubaram de n�s.

Eles nunca conheceram ningu�m que n�o possam mentir e roubar.

Eu posso mentir tamb�m.

E roubar.

Como acha que criei minhas filhas?

Merda!

O que acha que vai acontecer?

- O que fizermos acontecer. - � f�cil dizer.

N�o se for pra valer.

Eu amo o Fonny mais que qualquer um no mundo.

Me deixa envergonhado, porque ele era...

um menino muito corajoso que n�o tinha medo de nada!

Com exce��o da m�e, talvez.

Agora ele est� preso, sem ter culpa

e n�o sei como tirar ele de l�.

� um cara e tanto.

E ele pensa que voc� �.

Ele ama voc�.

E o respeita.

E digo mais.

O seu filho...

� o pai do beb� da minha filha.

Agora...

ficar sentado aqui dizendo que n�o pode fazer nada?

Temos um beb� a caminho, cara.

Quer que eu arrebente voc�?

Agora...

eu conhe�o umas "manobras", e voc� tamb�m conhece.

E s�o os nossos filhos, n�s temos que libert�-los.

Ent�o...

vamos beber, cara...

e entrar nessa.

Temos muita merda para resolver em pouco tempo.

A data do julgamento continuava mudando.

Esse fato, � claro, me fez perceber

que a preocupa��o do Hayward era genu�na.

Acho que ele n�o se importou muito no come�o.

Nunca teve um caso como o do Fonny, mas...

uma vez dentro, o cheiro de merda subiu demais.

Ele n�o teve op��o a n�o ser continuar.

Ficou �bvio, por exemplo,

que o grau de preocupa��o dele com seu cliente

o colocava em desacordo com os guardi�es das chaves e selos.

Ele n�o esperava por isso.

A princ�pio ficou aturdido,

e depois assustado e irritado.

N�o ajudava que eu desconfiasse dele.

A Ernestine discutia com ele, a mam�e o deixava exausto.

Para o Joseph, ele era s� outro garoto branco com diploma.

Ent�o... comecei a alargar minhas roupas

e a ir trabalhar com vestidos que eram sacos.

A mam�e come�ou a se preparar para uma jornada:

Salvar a alma do Fonny.

Joseph e Frank roubavam das docas e do Garment District,

vendendo os produtos no Harlem ou no Brooklyn.

N�o me contaram nada disso, � claro.

Mas eu sei.

Eu sei.

Obrigada.

L� vem ela!

Grande como duas casas.

N�o s�o g�meos? Ou trig�meos?

Droga, podemos fazer hist�ria.

O seu pai acha que � comediante.

Voc� est� �tima, amor.

Obrigada, querido.

Melhor que qualquer um aqui, mesmo enorme.

Se n�o for verdade, tem algo errado.

Me diga, e eu dou o fora daqui.

Como voc� est�, marido?

Estou bem, esposa.

Voc� est� aqui, estou bem agora.

Sabe que eu amo voc�.

Sabe que eu amo voc�!

N�o importa o que acontecer, voc� sabe...

Tish! Guarda! Venha!

Tish?

Estou bem...

Est� tudo bem.

Eu estou bem.

Voc� est� bem?

Eu?

N�o fui socado por um an�o dentro da barriga!

Me lembro da noite em que o beb� foi concebido.

No dia em que vimos o nosso loft.

Gosto de um tomatinho que gosta de tomate.

Tomatinho doce!

Eu gosto de tomate, sabia?

Vamos, morena, me d� um sorriso.

- Vamos... - O que est� fazendo?

Merda!

Solte!

- Fonny, espere! - Solte!

Fonny!

Fonny...

O que aconteceu?

Aquele homem me atacou.

Onde voc� estava,

enquanto...

isso acontecia entre o rapaz e a sua garota?

- Comprando cigarros. - Estava na esquina...

comprando cigarros.

Foi isso, garoto?

Ele n�o � um garoto, policial.

Voc� mora por aqui?

Sim.

Na Rua Bank.

- Vou lev�-lo comigo. - N�o!

- Por amea�a e agress�o. - N�o, n�o!

N�o, voc� n�o vai. N�o vai, n�o!

Voc� n�o vai!

Eu conhe�o esses dois jovens.

Eles sempre compram aqui.

O que a mocinha falou � a verdade.

Vi exatamente o que aconteceu.

Jeito estranho de levar seu neg�cio.

N�o vai me dizer como cuidar do meu neg�cio.

Eu estava nesta rua antes de voc� chegar

e estarei aqui bem depois de voc� partir.

At� mais.

Venham.

Vou ficar de olho em voc�.

Pode ficar.

Ou talvez n�o...

Tish.

Sim?

Nunca tente me proteger.

Voc� estava tentando me proteger.

N�o � a mesma coisa!

Ou�a...

N�o pense...

Nunca pense que eu n�o sei que voc� me ama.

Acredita que vamos conseguir?

Veja s� quem est� aqui.

N�o temos dinheiro.

Mas estamos com muita fome.

E vou ter algum dinheiro em uns dias.

Me d� um segundo.

Uns dias?

� o que todos dizem.

Acho que tamb�m querem sentar para comer, n�o?

Bem, sim. Seria legal, se pudesse.

Vou adivinhar, voc�s querem margaritas.

Me pegou de novo.

Estamos come�ando a ter um di�logo �cido,

esta coisa e eu.

Ele chuta, e eu derrubo um ovo no ch�o.

Ele chuta, e a garrafa de caf� vira na mesa.

Ele chuta...

e o perfume na minha m�o traz sal para o c�u da boca

e minha m�o livre se apoia no balc�o

com for�a para parti-lo em dois.

Seja paciente.

Estou fazendo o melhor que posso.

Por favor!

Ent�o ele se lan�a de novo, como Muhammad Ali,

e eu estou nas cordas.

Vamos, querida, por aqui.

Vou fazer um ch� para voc�. Vamos.

Devagar, querida.

Devagar.

Isso.

Venha c�.

Nos bra�os do papai, vamos.

Vamos, estou com voc�.

Tudo bem, tudo bem.

Respire fundo, est� bem? Vamos l�.

Inspire.

Est� tudo bem. Estou com voc�.

Voc� est� indo bem.

Est� indo bem, querida.

A mam�e chega em Porto Rico de noitinha.

Sra. Rivers. Estava me esperando?

Gim e t�nica.

Obrigada.

- E para voc�? - N�o, agora n�o.

E ent�o, por que queria me ver?

N�o quero ver voc�, especificamente.

Eu quero ver Victoria Rogers.

Sou a sogra do homem que ela acusou de estupro.

Eu n�o sei nada sobre isso.

N�o pode ser verdade.

Veio at� aqui para me chamar de mentiroso?

Eu vim aqui para provar a inoc�ncia de um homem.

E precisa infernizar a vida da Victoria para isso?

Ela j� passou por coisas demais.

Deixe-a em paz.

Um homem est� para morrer por algo que n�o fez.

Podemos deix�-lo em paz?

Acredita que eu amo a minha filha?

Sinceramente, � dif�cil acreditar que tenha uma.

Eu casaria a minha filha com um estuprador?

Voc� pode n�o saber.

Por que veio at� mim?

Eu n�o sou americano.

Voc�s... t�m advogados por l�.

Certo?

Olhe em volta.

Merda.

Tenho meu neg�cio aqui. E a Victoria...

est� se recuperando.

Senhora, n�o quero a Victoria metida em mais confus�es.

N�o, n�o... boa noite!

Olhe para eles.

Acha que eu vim aqui para faz�-lo sofrer?

Olhe para mim.

Estou olhando.

Acha que vim aqui para faz�-lo sofrer?

N�o... n�o.

Ent�o leve isto para Victoria.

Leve para ela e pergunte...

mostre para ela.

Eu sou mulher.

E sei o que as mulheres sabem.

Sei que ela foi estuprada.

Mas tamb�m sei...

Eu sei que o Fonny n�o a estuprou.

Quando a mam�e acordou,

Pietro tinha enviado algu�m para lev�-la at� Victoria.

Ela se tornou responsabilidade do Pietro porque,

como o cara diz sobre o Monte Everest, "voc� est� a�".

Quanto tempo voc� ficou em NY?

Tempo demais.

Seus filhos ainda est�o l�?

Ou�a...

Deixe os meus filhos fora disso.

Por que voltou para c�?

Se acontecesse com voc�,

o que voc� faria?

Filha...

eu j� era mulher bem antes de voc�, lembre-se disso.

E eu sei...

que pagamos por nossas mentiras.

Voc� mandou para a cadeia um homem que nunca tinha visto.

Ele tem 22 anos, � jovem...

e ia se casar com a minha filha.

Eu o vi.

Voc� o viu na fila da pol�cia.

Foi a �nica vez em que o viu.

Como tem tanta certeza?

Eu o conhe�o a vida toda.

Uma coisa eu posso dizer, senhora.

Voc� nunca foi estuprada.

Eles me levaram l�...

e disseram para apontar para ele.

E foi o que eu fiz.

- Eu apontei para ele! - Mas estava...

Aconteceu no escuro.

- Voc� viu o Alonzo na luz. - Vi o suficiente.

Filha, em nome de Deus...

Me solte!

- Filha, por favor! - Me solte!

- Por favor, me ou�a... - N�o, n�o, me solte!

Por favor! Por favor!

Me solte! Me solte!

Droga!

Merda!

- Voc� est� bem? - Sim, estou bem.

- Tudo bem com o beb�? - O beb� est� bem.

Temos que colocar carne nesses seus ossos...

Deus tenha piedade.

Fale alto, Ele n�o ouviu.

Ou�a...

preciso lhe contar uma coisa.

A mam�e voltou de Porto Rico.

Ela achou a Victoria, mas... ela enlouqueceu.

N�o sabem onde ela est� agora, ent�o...

o julgamento pode ser adiado.

Fonny?

- Fonny? - Estou bem.

Ou�a...

eu vou sair logo.

Vou para casa porque estou feliz por ter vindo, entende?

Veja...

Eu sou... um artes�o.

Como um cara que faz mesas.

N�o gosto da palavra "artista".

Nunca gostei.

Acho que n�o sei o que significa.

Sou um cara...

que trabalha com seu instinto...

com suas m�os.

Veja...

agora eu sei do que se trata.

Mesmo que eu afunde... mas acho que n�o vou afundar.

Eu sei que n�o vou.

Querida, eu amo voc�.

Vou construir uma mesa enorme para n�s.

Nossa fam�lia comer� nela por muito, muito tempo.

N�o se preocupe.

Eu vou para casa logo.

Vou para casa para voc�.

Quero estar nos seus bra�os,

e quero segurar voc� nos meus.

Quero segurar o nosso beb� nos bra�os.

Tem que ser assim.

N�o se preocupe.

Eu vou para casa.

Quero estar nos seus bra�os,

e quero segurar voc� nos meus.

Quero segurar o nosso beb� nos bra�os.

Tem que ser assim. Tem que ser assim.

Meu pequeno Fonny...

Estou aqui... Eu estou aqui.

Estou aqui.

Prometo que vou estar com voc�...

Estou com voc�. Eu prometo...

Estou aqui com voc�.

Estou aqui.

Eu prometo.

Ainda n�o somos casados.

Depois de tudo, n�o ligamos para o que isso significa.

O Fonny j� teve 22 anos e eu, 19.

Mas n�o somos mais jovens.

N�o podemos ter esse luxo.

Devemos viver a vida que nos foi dada.

Para que os nossos filhos sejam livres.

N�o h� horas no dia, ou ju�zes trabalhando

para julgar os casos contra esses homens.

O jogo � manipulado e os tribunais seguem em frente.

O julgamento � um direito seu.

Mas enterrar voc� na pris�o por for�ar o juiz e o promotor

a fazerem seu trabalho

� direito do tribunal tamb�m.

E ent�o, como muitos desses pobres homens,

o Fonny se declarou culpado.

Isso.

Tome.

Vai fazer um desenho para o papai?

Oi, rapazinho.

Oi.

- Parece que est� comendo bem. - Bem...

parece que n�o sou o �nico.

A ma�� n�o cai longe da �rvore.

Para quem � isso?

- Para voc�. - Para mim?

De onde tirou dinheiro para isso?

Tem um emprego agora?

Virou bicheiro?

Diga "na cabe�a, do primeiro ao quinto".

N�o diga isso.

N�o ensine essas coisas para ele.

- O que est� desenhando? - Voc� voltando para casa.

Me deixe ver.

Desde que eu contei...

ele escreve em todo lugar.

Tome, filho.

Bem... n�o sei voc�s, mas eu estou faminto.

Tem que dar gra�as.

Temos que dar gra�as?

Tudo bem.

Quer dar gra�as por n�s?

Obrigado, Deus, pela comida que vamos comer

e por todas as b�n��os que temos recebido.

E pelo meu pai. Em nome de Jesus, am�m.

- Am�m. - Am�m.

Ei, Alonzo, tamb�m est� com fome?

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