Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
| ManiacS | Haters Gonna Hate!
SINAIS DE RISCO DE SUIC�DIO
Amea�ar se matar verbalmente.
Ter perdido recentemente um ente familiar.
Exprimir desesperan�a e raiva.
Piorar o desempenho acad�mico subitamente,
abusar de subst�ncias que alteram a percep��o,
n�o demonstrar interesse por sexo.
Alasca apresentava dois desses sinais de risco.
Tinha perdido a m�e, embora n�o muito recentemente.
E ela estava mesmo bebendo mais no fim.
Ela falou sobre morrer.
Para ser pretensiosa, n�o porque falava s�rio.
As notas dela n�o ca�ram,
e ela n�o perdeu o interesse por sexo.
Precisa gostar muito de sexo para curtir sua bunda magricela.
Engra�adinho.
O humor dela era muito imprevis�vel.
Sempre que ela n�o queria responder
"como", "quando", "por qu�", ou "o qu�",
ela podia ficar muito sombria.
O qu�? E eu n�o posso ficar sombrio?
Inclusive, voc� n�o est� s� o brilho do sol e arco-�ris,
e voc� n�o vai se matar.
- Espera, vai? - Engra�adinho.
Certo, eu tenho uma teoria.
N�o � muito poss�vel, mas � plaus�vel.
Naquela noite, o telefone toca...
� o Jake, desejando feliz anivers�rio de namoro.
Que cara legal...
Ela se sente p�ssima por transar com o Gordo,
e quer ir v�-lo.
Ela est� furiosa, b�bada, e puta consigo mesma.
Ela est� dirigindo e v� a viatura da pol�cia.
Em um piscar de olhos, tudo faz sentido...
e ela bate.
N�o porque estava b�bada, mas porque se matou.
Isso � rid�culo.
J� falamos sobre isso. Ela n�o pensava no Jake...
Voc� ao menos se importa com ela ou com a verdade?
Do que voc� est� falando?
Calma, Coronel.
Se ela te amava tanto assim, por que partiu naquela noite?
Se voc� a amava, por que a ajudou a partir?
- Eu estava b�bado, mas e voc�? - Cale a boca!
Vai se foder.
Que porra est�o olhando?
"Como sa�mos deste labirinto de sofrimento?"
Recentemente, tivemos boas raz�es para nos desesperar,
mas aqui est�o... na minha aula.
Diante de tanta tristeza, voc�s est�o enfrentando.
Voc�s est�o, como dizem, sobrevivendo.
Enquanto fazem o trabalho e tentam responder a pergunta
da falecida Alasca Young, perguntem a si mesmos...
"O que me d� esperan�a?"
Gordo...
Gordo, desacelere estas pernas magras, cara.
Eu...
Sei que disse umas merdas dolorosas,
e eu estava errado.
S� quero que tudo volte ao normal de novo.
- Eu e voc�, normais. - � tudo que quero.
Se apenas soub�ssemos...
Tem raz�o, precisamos continuar procurando.
E se n�o acharmos nada?
H� respostas para todo mist�rio, precisamos saber onde procurar.
Que bom que eu tenho um plano.
Licen�a. Sou o irm�o da Alasca Young
e preciso falar com o policial que a viu morrer.
chere | rsquint alineana | Colorada
Vit�ria | MBrasil D3QU1NH4 | Frank
| Looking for Alaska - 1.08 | It's Very Beautiful Over There
Tem mesmo 19?
Perdoe meu franc�s, policial, mas isso � papo furado.
Pode se casar aos 18, 14 com autoriza��o dos pais,
mas preciso esperar at� os 19 para poder fumar?
- Ent�o tem 18. - Cara, pode me multar.
S� precisamos saber o que viu.
J� vi muita coisa, mas nunca vi aquilo.
Ela n�o freou.
Ela s� bateu.
Achei que eu ia morrer.
Mas aqui estou...
Ela disse alguma coisa?
�ltimas palavras?
Perdoe-o, isso � um lance dele.
Ela estava...
Ela estava morta, filho.
Acha que foi um acidente?
Bem, eu...
Sou policial h� 26 anos.
J� vi mais b�bados que podem imaginar.
Nunca vi ningu�m b�bado o bastante para n�o desviar.
Qu�o b�bada ela estava?
Ela tinha 0,21g de �lcool no sangue.
Sem d�vida, estava b�bada.
Estava bastante b�bada.
Tem como conseguirmos uma c�pia do boletim de ocorr�ncia?
Eu n�o deveria fazer isso,
e com certeza, n�o entregar a crian�as.
Eu entendo, policial, de verdade.
Mas estamos desesperados e s� procurando pistas
sobre o que aconteceu, e talvez, s� talvez,
tenha algo naquele boletim que possa nos ajudar.
Est� bem, mas s� porque s�o da fam�lia.
Vou copiar o que puder para voc�s, rapazes.
Espero que encontrem o que procuram.
Aquele policial me convenceu que teria sido suic�dio.
E se ela quisesse se matar,
isso nos fez c�mplices, Gordo, e eu a odeio por isso.
Talvez dev�ssemos deix�-la descansar em paz.
Voc�s estudam em Culver Creek?
Teve uma morte l�.
Sinto muito em saber disso.
� por conta da casa.
Sempre soube que a Alasca era boa em algo.
- Acontece que ela era mesmo. - Bolachinha gr�tis.
No site dizia
que quem se suicida costuma fazer planos bem pensados,
mas nada nesse relat�rio faz parecer que ela pensou nisso.
Tinha folhetos da faculdade no carro,
e estava claramente pensando no futuro.
Tudo bem. N�o foi suic�dio.
Mas tamb�m n�o faz sentido ser um acidente.
Estamos progredindo mesmo.
S� nos resta uma jogada.
O �nico jeito de entender a Alasca naquela noite
� ficar t�o b�bado quanto ela estava.
O �guia tem um baf�metro na casa dele e precisamos dele.
Cavalheiros, que surpresa agrad�vel.
A mesma surpresa que � v�-lo sem bigode.
Aceitam um pouco de croque monsieur?
Eu estava cozinhando um petit d�jeuner.
- Se quiserem. - N�o, obrigado, senhor.
Acabamos de comer.
Ent�o, o que trazem voc�s ao ninho do �guia?
Sim, sei como voc�s me chamam.
- � encantador. - � uma ave majestosa, senhor.
E patriota.
Mas enfim, conversamos e achamos que seria legal
fazer algo oficial em mem�ria da Alasca.
Talvez n�o tenha nos ouvido. Comemos antes de vir.
Sim, estou com visita.
Esses parecem estar fant�sticos.
- Madame O'Malley! - Obrigado.
Mon Dieu!
N�o fazia ideia que voc� e o �guia...
Sr. Starnes estavam passando um tempo juntos.
Voc� sabe, os franceses s�o conhecidos pelo seu requinte.
Ouvi que s�o muito requintados com o seu gosto.
- Sou de Albuquerque, mas... - Lugar lindo.
Obrigada, Chip. Vou corrigir umas provas.
Qual �! As provas podem esperar.
Ali�s, tem um delicioso ovo saindo do fog�o agora para voc�.
E preciso saber tudo sobre voc�s dois.
- Sr. Starnes, seu espertinho... - Olhe por onde anda, Chip.
Nossa, esse � um queijo car�ssimo.
N�o deveria interromper isso. Um petit d�jeuner.
- Fique conosco, Miles. - N�o posso negar assim.
- Mas devemos ir mesmo. - � verdade.
- Temos muitas coisas... - Isso foi a porta?
- N�o ouvi nada. - Tamb�m n�o.
Merde, voc�s est�o tramando algo?
Merde.
Desculpe-me, eu...
Acho que ainda estou um pouco nervoso
e voc�s n�o t�m a melhor reputa��o.
� totalmente compreens�vel.
Somos conhecidos por causar alguns problemas no passado.
N�o h� consolo nesse luto, n�o �?
Tem sido horr�vel.
Mas um memorial seria ador�vel.
Pensarei nas f�rias de Natal.
Obrigado por considerar.
E vou mandar um visco para voc�s.
Voc�s s�o uns amorzinhos e estou torcendo por voc�s.
N�o se divirtam muito.
- Obrigado, Sr. Martin. - At� logo.
- Ajude-me, Gordo. - Certo.
- Socorro! - � s� a sexta dose. Tome mais.
Beber muita vodca � perigoso, mas � o leite que vai me matar.
Diz que n�o h� marca de pneus. Ou seja, ela n�o freou.
- Foi um suic�dio. - Talvez ela dormiu.
N�o sei se d� para dirigir em linha reta enquanto...
est� dormindo, mas se algu�m puder...
Um de voc�s podia ser a cobaia para testar isso.
Isso queima! Est� queimando.
Bote a boca e sopre forte nisso por uns dois segundos.
- Foi isso que disse � Lara? - Cale-se.
- 0,14g. - Qual �, cara!
- Est� uns 2/3 do objetivo. - Estou a 3/4 de vomitar.
- Consegui! - 0,21g.
Muito bem, Coronel.
- Sente-se. - Cuidado.
- Vou vomitar. - N�o, n�o, n�o.
N�o pode fazer isso. Sen�o, ir� arruinar
o experimento, queremos informa��es.
Precisamos ver se est� s�brio.
Ande em linha reta.
- S� isso? - Sim.
Consigo fazer isso.
Ela estava t�o b�bada assim?
Aparentemente, sim.
Pode dirigir agora?
N�o, n�o, n�o, n�o.
Gordo, n�s fomos burros.
Fomos piores que burros.
Ela devia estar acabada.
Por que acreditamos que ela n�o estava?
Porque nunca sab�amos se ela estava b�bada ou n�o,
se ela estava feliz ou n�o.
E sempre faz�amos tudo que ela queria.
- Chore. - O qu�?
- Chore. - Vou entrar.
Sabem que horas s�o? O que est� acontecendo?
Sabemos, e sentimos muito.
O Coronel est� passando por algo dif�cil.
� por causa da Alasca. Ele est� bem mal.
N�o sabia o que fazer, ent�o chamei o Takumi.
Eu tenho os melhores ombros em Culver Creek para chorar.
Sr. Martin, posso fazer algo?
N�o, senhor.
S� estou feliz de ter �timos amigos.
Eu tamb�m fico feliz.
Sr. Hikohito, pode voltar para seu quarto?
J� passou da hora de dormir.
E Miles...
Fique de olho nele, tudo bem?
Se ele precisar de ajuda, podemos ajudar.
- Pode deixar. - Obrigado, Miles.
Agora, apague a luz.
- Como voc� est�, Miles? - Est� bem, cara?
Eu... Voc�s sabem.
Estamos t�o felizes que est� voltando para casa.
Sua m�e est� quase perdoando voc� pelo dia de A��o de Gra�as.
Ela n�o parou de falar que sobrou muito molho.
Isso � mentira,
nada sobra quando seu tio Melvin vem tamb�m.
N�o fale mal do tio Mel.
Ele fez a cirurgia e est� bem agora.
- Miles, voc� est� ai? - Amo voc�s, at� mais.
As margaridas de pl�stico.
Quando arrumamos o quarto,
lembra se as margaridas de pl�stico estavam l�?
N�o sei. O qu�?
- Por qu�? - Onde est� o boletim?
O que foi, Gordo?
Puta merda. Olha aqui.
Encontrado no carro: as margaridas de pl�stico.
As margaridas significam algo.
Por que ela levaria margaridas de pl�stico?
Ela estava falando com o Jake,
e ficou mal quando ele falou do anivers�rio,
ent�o talvez, do jeito feminista dela,
ela estava levando flores para se desculpar?
Sim, talvez.
Precisamos falar com o Jake. Talvez ele explique.
Eu n�o sei.
Precisamos ir aonde a investiga��o nos leva,
mesmo quando n�o gostamos.
Ainda sinto a morte em mim.
Voc� vai precisar falar com ele.
Pode desligar o sol?
- Al�? - Oi, Jake.
- � o Miles. - Oi, Miles.
Que bom que ligou, cara.
Estava pensando em ligar para voc�.
- S�rio? - Sim.
N�s estamos no mesmo barco, sabe?
O que sent�amos por ela, como estamos agora,
como um grupo de ajuda da Alasca.
Parece... legal.
Na verdade, estou ligando por causa da Alasca.
Sim, eu penso muito nela. Viu cara? Somos iguais.
Existe chance dela ter ido atr�s de margaridas para voc�?
Desculpa, mas o que isso tem a ver com tudo?
N�o sei. Soa estranho dito em voz alta.
- Talvez nem seja uma pista. - � engra�ado.
Lembro de quando a conheci.
Ela tinha uma margarida no cabelo,
estava sentada naquela ponte, t�o triste.
T�o linda, bebendo sozinha.
- Estou confuso, cara. - Desligue.
- Desligue. - Ela rompeu, e ainda a amo.
Sinto muito mesmo, Jake, n�o quis te deixar triste.
Ligo depois, certo?
Isso foi rude.
Conseguimos o m�ximo poss�vel daquele homem bonito e triste.
- Ent�o as flores n�o eram dele. - Como eu j� disse.
E n�o eram para o anivers�rio, mas para onde mais poderia ser?
Um casamento.
Por que dirigiria daquele jeito para um casamento?
- Um funeral. - Ela n�o perdeu ningu�m.
N�o recentemente.
Vamos.
OBITU�RIOS SOBRENOME
"Mary Ellen Young deixa a filha, Alasca."
� isso. � ela.
Olhe para a data. 12 de dezembro de 1997.
O mesmo dia da morte da Alasca. E quando ela conheceu o Jake.
Que tamb�m � o dia no qual a m�e dela morreu.
- Eu esqueci. - � para l� que ela estava indo!
Caralho.
Takumi, cara. Est�vamos procurando voc�.
- Faltaram a aula. - Solucionamos.
Vi uma margarida perto do orelh�o,
e lembrei das dela de pl�stico e estavam no carro,
porque ela dirigia para o t�mulo da m�e dela.
Era o anivers�rio de morte da m�e,
que ela esqueceu, ou quase.
- Por isso que estava triste. - Como pudemos n�o perceber?
N�o se martirize, Gordo. N�s pensamos, eventualmente.
E o que foi que eu disse? Sempre h� resposta.
- Disse mesmo. - Sempre digo.
Quais respostas?
- Sobre a margarida. - As flores.
Prova o qu�? N�o sabemos se foi acidente ou de prop�sito.
O que descobriu, exatamente?
S� a Alasca sabe se ela dormiu,
ou se distraiu com o cigarro e n�o viu a pol�cia,
ou se viu e bateu o tanque.
E esses segredos morreram com ela.
Mesmo se descobrisse algo, o que mudaria?
N�o far� ela voltar.
Escuta, se n�o quer saber...
Nunca saberemos.
Esse mist�rio n�o ser� resolvido.
Teremos que conviver com isso para sempre.
Miles.
- Miles. - Miles!
Vai passar as f�rias todas na piscina?
Queremos passar um tempo com voc�, filho.
- � quase v�spera de Natal. - Certo. Saio j�.
E podem se livrar disso?
Por favor.
- Planos para o natal, Chip? - Est� olhando para eles.
Ficarei aqui, vendendo ornamentos de grama
como uma pequena engrenagem no grande complexo industrial.
Espero que aproveite.
- Provavelmente n�o. - Perd�o?
Eu disse "para voc� tamb�m", srt� Wigfield.
Chip, uma coisa � ficar triste,
mas n�o desconte nos clientes,
que s�o nossos vizinhos.
Ent�o se comporte quando formos � igreja de noite.
N�o vou para a igreja.
Como �?
Vai virar as costas para Jesus?
�bvio que ele j� fez isso comigo.
Sei que est� triste, filho,
mas agora, mais do que nunca, voc� precisa de ora��es
- e da comunidade, e de Deus. - Deus?
Que tipo de Deus mata uma adolescente em uma batida?
N�o o que eu preciso. Estou cheio.
PARA MILES DE PAPAI NOEL
Miles?
Quer assistir um pouco de "Meerkat Manor" conosco?
Est� muito bom.
Flower despejou Kinkaju e Mozart.
- Alerta de spoiler. - Estou ocupado.
Estou tentando concluir a reda��o de Religi�o Mundial.
Ou come�ar, melhor dizendo. � importante.
N�o me interesso em problemas dom�sticos dos suricatos.
Enquanto o resto da fam�lia fica junto no buraco roubado,
cuidando e curtindo um ao outro,
a hist�ria muda...
N�o posso escrever com voc�s me encarando.
Estou bem.
Desculpa, eu s�...
Essa reda��o � uma grande parte da minha nota
e eu nem sei o que vou escrever.
E ent�o...
Estou sob muita press�o.
Seu pai e eu queremos que saiba...
que n�o precisa voltar para Culver Creek.
Pode voltar para sua escola aqui.
Pode vir para casa, Miles. Vamos ajud�-lo a superar.
Eu n�o vou superar.
Eu n�o disse para ser logo de pronto, claro.
Mas com o tempo, essa tempestade vai passar.
N�o esta.
Se as pessoas fossem chuva...
eu seria a garoa.
E...
ela...
Ela era um furac�o, certo?
N�o ter� um dia na minha vida
onde eu n�o pense nela.
Parece assim agora, mas ficar� mais f�cil.
N�o quero que fique mais f�cil!
Porque significaria que parei de lembrar dela.
E � isso que queremos? Que eu a esque�a?
Que ela se torne uma lembran�a distante?
� isso que quer quando voc� morrer,
que eu esque�a voc�?
Porque os cad�veres continuar�o a se empilhar
e, quanto mais eu viver,
mais pessoas que conhe�o v�o morrer.
E eu tenho espa�o o bastante na mem�ria para todos eles?
E o que importa, afinal?
Um dia, ningu�m lembrar� que ela existiu,
ou que eu existi.
Tudo desmorona...
as lembran�as tamb�m.
E ent�o, voc� � deixado com nada,
nem mesmo a porcaria de um fantasma.
Apenas pense a respeito.
- Al�. - Oi, Coronel.
Feliz Natal, Gordo.
Espero que note que eu estava sendo ir�nico.
Notei.
Minha habilidade de entendimento de sarcasmo ainda est� intacta.
�timo, do contr�rio, essa amizade acaba.
E como voc� � meu �ltimo amigo remanescente,
n�o posso perder voc�.
Escute, Coronel,
estava falando com meus pais.
Walter Halter e Judy. Mande lembran�as a eles.
Claro, mandarei.
Mas...
Est�vamos falando sobre tudo,
e...
N�o vou voltar para Culver Creek.
N�o posso.
Vai ser primavera em breve
e ela n�o estar� l� para ver.
E eu apenas...
N�o quero ver um mundo
que ela nunca poder� ver.
Certo, esta��es acontecem.
N�o tem como evitar isso. Ent�o, o que vai fazer?
Bem, minhas notas est�o boas,
e meus professores da antiga escola me amam.
Como n�o amariam?
Meus pais dizem que ficariam felizes com minha volta.
Bem, que bom. Isso � �timo.
Deve ser �timo conseguir fugir dos seus problemas
e saber que tudo ficar� bem.
Desejo um pouso tranquilo
e boa sorte.
COMO SAIREI DESSE LABIRINTO!
O GENERAL EM SEU LABIRINTO
Desculpe, j� fechamos por essa noite.
- O que est� fazendo aqui? - Dr. Hyde!
Voc� n�o queria ir � igreja.
Parece que igreja veio at� voc�.
Aqui est�.
N�o, m�e. N�o quero um biscoito.
- N�o acredito que o chamou. - N�o acredito que ele veio.
Estamos honrados com sua presen�a.
Deixarei voc�s a s�s, mas me chamem se precisarem.
Obrigado, Dolores.
- Ent�o... - Ent�o...
- Est� tendo uma crise de f�. - Sem crise, sem f�.
As pessoas devem acreditar em algo.
As pessoas s�o idiotas.
Est� preparado para julgar toda humanidade?
S� os idiotas.
Agrade�o por ter vindo, mas n�o � necess�rio.
N�o preciso ouvir que faz parte de um plano,
- do c�rculo da vida. - N�o vim para isso.
- N�o veio me animar? - N�o.
Vim estar com voc�.
Est� de luto, ent�o sinta. N�o precisa lutar contra.
Talvez eu queira lutar.
Alasca morreu, Miles n�o voltar�,
- estou aqui com meu professor. - Fique com sua raiva.
Permita-se sentir.
A �nica esperan�a de superar � passando por tudo isso,
e estou aqui para passar com voc�.
Ficar� sentado aqui por muito tempo.
Tudo bem. N�o tenho nada para fazer.
Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
Est� tudo bem, filho. Est� tudo bem.
N�o entendo por que Ele levou minha amiga.
- Sinto falta da minha amiga. - Eu sei, filho.
Deixe sair. � bom. Tamb�m sinto falta dela.
"Grande Talvez". Gostei.
� amb�guo o suficiente.
Incont�vel, meio m�gico.
Uma grande met�fora.
Ent�o...
Parece que n�o ficarei sozinho.
Sinto muito por decepcion�-lo.
Nunca me decepcionaria, seu magrelo maldito.
Pensamos no melhor jeito de lembr�-la,
tenho o orgulho de apresentar o Banco Alasca Young.
Alasca amava ler, talvez na primavera,
outros estudantes sentar�o para ler e sonhar.
Deram um banco para ela? Ela teria odiado.
Ent�o d� algo que ela teria amado.
O qu�? Vinho ruim e met�foras pretenciosas?
N�o sei. Que tal um trote?
Isso! �tima ideia.
- Um trote para lembr�-la. - Trote Alasca Young.
Ela estava trabalhando em uma ideia.
Estava guardando para o �ltimo ano.
Estava s� no papel, mas era �tima.
Se executada direito, ser� mais do que �tima.
Ser� �pica.
Mas precisaremos de mais gente.
Verdade, precisaremos da escola inteira,
e podemos nos dar mal.
- Estou dentro. - Eu tamb�m.
- Eu tamb�m. - Vamos fazer hist�ria.
DIA DO PALESTRANTE
Cara, n�o posso dar mais nada de gra�a.
- O gerente n�o gostou. - N�o quero nada de gra�a, Gus.
- O que voc� quer? - Quero voc�.
- Oi. - Sara, preciso de voc�.
- Por favor, n�o fa�a isso. - O qu�? N�o nesse sentido.
O que est� acontecendo?
Meu Deus, Longwell, vista uma camisa.
Sua pele branca est� me cegando.
Do que se trata, Chip?
- Algo maior que todos n�s. - Certo.
- Miles, qual � o problema? - Oi...
Lembra que roubou o sino da escola e enfiou no cemit�rio?
O maior trote da hist�ria de Culver Creek.
O que acha de fazer parte
do maior trote de todos os tempos?
Continue.
Sr. Starnes, Miles e eu viemos aqui
representando a turma j�nior,
para dizer que elegemos o palestrante.
Que maravilha. � sempre um dia enriquecedor.
- Por favor, quem �? - Um amigo do pai do Miles.
Dr. William Morse.
Ele � professor em uma universidade na Fl�rida.
Ele estuda a sexualidade dos adolescentes.
Estamos querendo criar pol�mica?
N�o, eu conheci dr. Morse.
Ele � interessante, mas n�o � pol�mico.
Ele estuda o entendimento dos adolescentes
sobre o sexo e como muda e cresce constantemente.
Ele � contra o sexo antes do casamento.
Lee, isso parece ser tr�s int�ressant.
Quando se trata desse assunto,
a mente � o �rg�o mais importante.
Ligarei para ele.
Dr. Morse falando.
DIA DO PALESTRANTE 2006 - Sejam todos bem-vindos.
Hoje � um dia de significado hist�rico em Culver Creek.
Foi a vis�o do nosso fundador, Phillip Garden,
que achou que os estudantes e o corpo docente,
deveriam ter uma tarde por ano
para nos beneficiarmos com a sabedoria de vozes
de fora da escola.
Este ano, n�s temos dois convidados ilustres.
A turma de formandos escolheu
o Procurador-Geral Adjunto, Tim Harris.
Bem-vindo, Tim.
E a turma j�nior escolheu como orador
algu�m tamb�m interessante,
que s� n�o parece ser t�o pontual.
A� est� ele. O orador da turma j�nior.
Dr. William Morse � professor de psicologia
na Universidade da Fl�rida Central
e um acad�mico bastante respeitado.
- Est�o falando de voc�. - Certo, sorria.
- Isto co�a... - Muito interessante.
Ajudem a dar boas-vindas ao dr. William Morse.
Doutor.
Bem-vindo. Obrigado por vir.
Confirmamos se ele sabe ler?
Boa tarde.
Estou aqui hoje para falar com voc�s
sobre o assunto fascinante
da sexualidade na adolesc�ncia.
Minha pesquisa
foi no campo da lingu�stica sexual,
sobretudo na maneira como os jovens discutem o sexo
e as quest�es relacionadas.
No mundo atual, os garotos s�o mais propensos
a objetivar o corpo das meninas, do que o inverso.
Os garotos dir�o entre si
que fulana tem "peitos durinhos",
e � prov�vel que as garotas digam
que um garoto � bonito, termo que descreve
caracter�sticas emocionais e f�sicas.
Isso tem o efeito de transformar garotas
em meros objetos,
enquanto os garotos s�o vistos como pessoas...
Doutor!
Voc� � gostoso. Queria que calasse a boca
e tirasse toda a roupa.
Obrigado. O que acabou de acontecer
� um estudo de caso interessante.
Uma f�mea me objetivando, um macho.
� t�o incomum, que acho que est� brincando.
Ela n�o est� brincando! Tire toda a roupa!
- Fa�a isso, gostos�o! - �, gato!
Certamente � importante
subverter ao paradigma patriarcal,
e acho que essa � uma maneira de fazer isso.
Tudo bem, ent�o.
Isto � por Alasca Young!
Isto � por Alasca Young!
Isso, Gordo!
Isto � por Alasca Young!
Isto � por Alasca Young!
Isto � por Alasca Young!
Isto � por Alasca!
Isto � por Alasca!
Isto � por Alasca!
Meu Deus.
Tudo bem, j� chega.
Chega, dr. Morse.
Pare com isso. J� chega, dr. Morse.
Voc� tem de sair desse campus agora.
Por favor, pare.
N�o aprovei nada desse tipo.
J� chega. Muito bem.
Isso foi bem inesperado. Tudo bem, vamos l�.
Ent�o, isso n�o teve gra�a.
Ent�o, a seguir, temos o palestrante dos formandos,
o Procurador-Geral Adjunto do Alabama, Tim Harris.
Sr. Martin, sr. Halter.
- Voc�s t�m muita coragem. - Antes que fique bravo,
s� d� para provar que trouxemos uma pessoa aqui que achamos ser
um especialista em express�o sexual,
mas que acabou sendo algu�m
que expressa a sexualidade com especialidade.
Digo o mesmo.
- N�o estou bravo. - N�o est�?
N�o, mas nunca mais fa�a algo assim.
Mas, minha nossa,
"subverter ao paradigma patriarcal"?
� como se ela mesmo tivesse escrito isso.
Apesar de n�o estar acostumado com esse som,
acho que acabamos de ouvir o �guia rir.
- Milagres acontecem. - Maior trote de todos.
Tenho que lhe dar os parab�ns. Gus fez uns bons passinhos.
Vim aqui � procura de um Grande Talvez,
de amigos verdadeiros e de uma vida melhor.
O que est� fazendo?
Finalmente, escrevendo a reda��o para o Hyde.
Ela disse que eu poderia ser um escritor.
Ent�o...
Quero que a primeira coisa que escreverei seja sobre ela.
Desculpe interromper,
mas ainda temos que fazer uma coisa.
At� chegar aqui,
meus �nicos amigos eram as �ltimas palavras dos mortos.
Como William McKinley,
o terceiro presidente americano a ser assassinado.
Ele viveu por v�rios dias depois de ser baleado.
Mas no final, sua esposa come�ou a chorar e gritar:
"Eu tamb�m quero ir."
Com a sua �ltima demonstra��o de for�a,
McKinley virou para sua esposa e disse suas �ltimas palavras:
"Todos n�s vamos."
E ent�o, a Alasca teve que ir,
porque eu e o Coronel estragamos tudo
e a deixamos ir e ela escapou das nossas m�os.
Sempre viveremos com as coisas feitas
e n�o feitas naquele dia.
Se ao menos pud�ssemos ver a quantidade de consequ�ncias
que resultariam de nossas pequenas a��es.
Mas s� percebemos tarde demais, quando perceber � in�til.
Primeiro pensei que ela estava morta, s� escurid�o.
S� um corpo sendo comido por insetos.
�s vezes, ainda acho que a vida ap�s a morte
� s� algo que inventamos para aliviar a dor da perda,
para tornar toler�vel o nosso tempo no labirinto.
Mas eis o que me d� esperan�a...
Se pegar o c�digo gen�tico dela e somar suas viv�ncias
e os relacionamentos que teve com as pessoas
e pegar o tamanho e a forma do corpo dela,
voc� n�o vai entend�-la.
Ser� algo totalmente diferente.
H� uma parte dela
maior que a soma das suas partes conhecidas.
E essa parte tem que ir a algum lugar,
porque a energia uma vez criada nunca ser� destru�da.
E se a Alasca se suicidou,
essa � a esperan�a que eu queria ter dado a ela,
para entender que tudo na vida � sobreviv�vel,
porque somos t�o indestrut�veis quanto acreditamos ser.
Ent�o sei que ela me perdoa, assim como eu tamb�m a perdoo.
N�o podemos nascer e n�o podemos morrer.
S� podemos mudar formas, tamanhos e express�es.
Sei tantas �ltimas palavras, mas nunca saberei as dela.
Nunca saberei seus pensamentos nos �ltimos minutos.
Nunca saberemos se ela nos deixou de prop�sito.
Mas n�o saber n�o me impedir� de me importar.
Devemos parecer bobos.
As �ltimas palavras da Alasca para mim foram:
"Continua."
E ela estava certa.
Eu devo continuar.
Eu escolho o labirinto,
mesmo sem sa�da,
mesmo que todos partamos, mesmo que tudo desmorone.
- Oi. - Bom dia.
EM MEM�RIA DE ALASCA YOUNG
Eu sempre amarei Alasca Young,
minha vizinha torta, com todo o meu cora��o torto.
As �ltimas palavras de Thomas Edison foram:
"O outro lado � muito bonito."
Eu n�o sei onde fica o outro lado,
mas acredito que seja em algum lugar,
e espero que seja bonito.
FIM
Legende conosco! www.maniacsubs.ga
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.