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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Não. Eu não vou entrar aí.

Pegue a garrafa.

É uma ratoeira. Não vamos sair de lá.

É entrada e saída. Com força.

Que cheiro é esse?

Devem ter jogado pesticidas aqui,

substâncias tóxicas para humanos. Não vou entrar.

-É água. -Água oxigenada.

Sente-se, vamos.

Vou sentar, mas não vou entrar.

Vamos.

É mais fácil treinar na piscina, mas o trabalho não é na piscina.

Será mais difícil do que isso.

E não poderá ter medo.

Não tenho medo.

Está se borrando.

Obrigado.

É porque agora é pai.

Veja.

Concordo com você, Bogotá.

Era tão imprudente, e não pode mais fazer isso.

Antes, quando dava errado, só eu me ferrava.

Sabe disso.

Não quero mais fazer certas coisas. Como entrar numa cisterna.

Não quero.

Sabe o que é ser um bom pai?

Não sei mais.

Agir como agia quando não era pai.

Claro, e sair da festa de manhã ainda bêbado.

Se gosta de ficar chapado às quartas, continue fazendo isso.

Precisa ou vai odiar seu filho.

Isso o tornará um pai ruim. Acredite.

Sabe o que pode fazer, Bogotá?

Pode escrever um livro.

Sim.

Como ser pai sem estar sóbrio.

Não tem filhos. Tem?

Tenho sete.

-Nossa. -O próximo virá com um prêmio.

Emilio, o primeiro. Mora na Venezuela. Julián, em DF.

Agora usa bigode e me chama de "cara".

Este é bagunceiro. Erik, na Islândia.

Hanna. Violinista.

É linda.

Drazen em Montenegro. Ele é chato.

Yaris, na Grécia, uma figura.

Ivanna. Mal-humorada,

mas é artista. Mora em Odessa.

Sete.

E o próximo com o prêmio.

Às vezes tenho vergonha por você.

Eu cuido de todos eles.

Mas ainda sou eu.

Vou às peças da escola

ou jogos de qualquer esporte que praticam na Islândia?

Não vou.

Mas apareço depois de seis meses

e não peço nada em troca. Nem abraço ou amor.

Mas me agarram e me cobrem de beijos.

Por quê?

Não sei.

Porque sou o pai deles.

Pai deles.

Não pode negar seu DNA.

Nunca.

Se já foi ladrão, ainda é ladrão.

E se arriscava sua vida,

continue arriscando.

Meus bebês...

Olhem o que eu trouxe.

Lindos brincos.

Viram?

Dourados! Puro ouro!

Vocês querem também, não é?

-Me dê. -Aqui.

Nunca viram nada igual.

Vamos ao trabalho.

Não acabamos.

Abram a porta para Bogotá.

Vamos. O pior já passou.

Vamos nos divertir.

Fica sexy com neoprene.

O quê?

Sua bunda fica ótima nessa roupa.

Suas bolas vão ficar ótimas também.

Vulgar!

Não estou rindo.

Por que fala assim?

Por quê?

Aqui, sou sua chefe.

Sim, chefe. Desculpe.

Não vamos nos desrespeitar.

Troque o tanque!

E vocês...

Rápido, vamos!

Quero os fornos funcionando logo.

Liguem os extratores de fumaça.

Vamos derreter o ouro da Reserva Nacional.

E você! A lança e o batiscafo.

Prioridade.

E não me irrite de novo.

Rápido, senhores! Tique-taque!

Com alegria!

É o nosso ganha-pão! Vamos!

Aprendi que se pode fazer fogo na água

no Monastério de San Giovanni.

Achei que era tão improvável quanto o fato de estar

ouvindo cantos gregorianos.

Mas quando soube que era possível devido ao oxigênio das bolhas,

achei que seria uma linda forma de explodir nosso alvo:

um cofre que ninguém nota no meio de tanto ouro.

Entraram fingindo ser a Sexta Companhia da BRIPAC.

A real chegou minutos depois.

Que droga.

Eles nos pegaram.

Grampearam todo mundo.

Vamos tirar tudo que pode ser grampeado.

Tudo que se conecta à internet ou celular!

Coronel, pense. Temos que fazer uma varredura.

Não podem ter grampeado tudo.

Podem fazer tudo. Eles têm um bilhão!

Sabe quanto a UIT tem? Dezesseis milhões.

E o CNI todo tem 282 milhões, contra um bilhão.

Grampearam até estagiários.

Apenas interceptaram a comunicação.

Eles têm fotos até de você pelado!

Têm fotos até da verruga das suas bolas.

Quer dizer oi? Certeza que estão ouvindo você.

Coronel, o protocolo é a varredura.

Atenção, pessoal!

Não liguem dispositivos que não

passaram os últimos seis meses guardado.

Não há rede segura, nem do exército, nem Ministério do Interior.

Apagão total.

E quero todos os telefones nesta lata.

Agora!

Usem o telefone público para ligações.

Em um minuto ficaremos cegos e surdos.

Vamos, sua vez!

Ele acabou de nos ferrar.

Está pulando os protocolos.

É ilegal confiscar telefones sem mandado judicial.

Droga!

Isso muda tudo.

Os técnicos irão analisar e devolver

-quando puderem. -Pense.

Antoñanzas, você ouviu?

Estou apagando coisas pessoais.

Trinta segundos, senhor.

Por Deus! Todos sabemos que namora Marisol.

Vinte segundos.

Alerta nível 5. Nosso sistema de segurança caiu.

Os computadores foram grampeados

com um vírus!

A última coisa que querem são suas conversas.

Passa o celular!

Pelo amor de Deus!

Quero um cronômetro com o tempo até a porta do banco abrir.

Vamos!

Você!

Pronto.

Gaze.

Sim.

Quase pronto.

Pronto.

Palermo.

Palermo, é urgente.

Professor. É a Tóquio.

E o Palermo?

Funcionando.

Descobriram sobre as escutas.

-Temos que acelerar, mas ficar calmos. -Calmos?

Está calmo porque está na van.

Estamos cercados pelo exército. Não sabemos quando entrarão.

Não sabemos por onde.

Bogotá começou?

Sim. Está lá há um tempo.

Furar a porta leva mais de uma hora. Talvez duas.

Professor, quanto tempo temos?

-Quatorze minutos. -O quê?

Ele nos ferrou e sabe.

Eu tentaria outra jogada.

Mesmo duvidando de Prieto.

Mas Tamayo vai pular os protocolos.

O que significa?

Que irão entrar assim que as portas abrirem.

Ótimo.

Então não temos opção além do golfinho. Certo?

Exato. Está aí?

Sim.

Flipper está conosco.

Coronel, ondas de rádio estão vindo do banco.

Sinais curtos.

Quero ouvir.

O que é isso?

Parece um sistema encriptado.

Uma vez lá dentro, a pergunta é...

Como iremos nos comunicar?

Palermo.

Uma bomba explodiu.

Todos morremos.

Sensores a laser. Tecnologia é incrível, não é?

Internet e endereços de IP escondidos.

Com nosso dinheiro, podemos comprar um satélite.

Mas isso nos levaria a um só lugar.

A mesma merda.

Tecnologia se combate com tecnologia. Nisso o governo pode ganhar.

Mas...

há algo com que não podem competir.

Viagem no tempo.

Ano 1941.

Da Inglaterra.

Com isso, a BBC transmitia para o mundo inteiro.

Ondas curtas, senhoras e senhores.

Nenhuma tecnologia bloqueia essa frequência. Usaremos isto.

Todos podem nos ouvir com isso.

Sim, Nairóbi. Qualquer idiota com um rádio pode nos ouvir.

Mas...

poderão nos entender?

Claro que não.

Codificação computadorizada.

Na transmissão e recepção também.

A codificação é difícil.

Usaremos 2.300 camadas.

Podem usar 200 milhões de chineses

e nunca decodificariam.

Sincronização.

Monges. "Vinde Espírito Criador...

os corações que criaste...

enchei com a graça do alto."

Eles ficarão lá...

apagando camada por camada.

Xingando nossas mães.

Vários cérebros

desesperados.

Um desperdício de dinheiro público,

pois a cada ligação que fizermos,

colocaremos mais 2.300 camadas.

Uma ligação...

e um código.

Uma ligação...

e um código.

Se é codificado, então decodifique!

Traga toda a unidade de tecnologia. Precisam começar agora!

Muito bem.

Em dois minutos, quero todos com a máscara e o colete.

Também terão armas.

Armas falsas.

Não se animem.

Amanda, certo?

-Eu sou... -Miguel.

Sabe meu nome?

Bom, você disse ao ladrão.

Uma vez guardei sua Tupperware. Lembra?

Não. Eu não lembro.

Coloquem o colete!

-Vamos, as coisas vão piorar. -Coletes.

Não coloque!

O quê?

Não coloque.

Todos vocês, não coloquem o colete!

Querem nos usar como escudo.

É verdade. Não coloquem.

Nós o achamos.

O mais inteligente.

O bem-sucedido.

-Não sou. -Não é?

Como se chama?

-Miguel. -Miguel.

Miguel, sou o Sr. Denver.

Sr. Denver. Sou Miguel.

Miguel, gosta de filmes?

Não. Assisto séries.

Entre no jogo,

vamos jogar "Qual é o filme?"

Vista isso!

Me dá isso.

Está ao contrário.

Ótimo.

Vai colocar esse também.

Ou vou te machucar.

Rápido!

Muito bem.

Vou dar sete passos.

E atirar.

Se adivinhar o filme antes que eu vire,

talvez não atire.

Sr. Denver...

Miguel é um robô.

Um.

Dois.

Três. Miguel, vou dar outra dica.

Também sou um robô.

Quatro.

WALL-E. É WALL-E.

Venho nu do futuro, Miguel.

-WALL-E. -Não.

-Não. -WALL-E?

Você me chamou de WALL-E?

Não, Sr. Denver.

O Exterminador do Futuro.

Sou o exterminador.

Sayonara, baby.

O show acabou!

Façam duas filas.

Rápido!

Vamos.

Vamos, máscaras.

Coletes e máscaras!

Quem esqueceu o telefone ligado?

Desculpe, é o meu.

NÚMERO PRIVADO

Sim?

Bom dia, coronel Prieto. É o Professor.

Sente-se melhor?

Oi, Professor.

Desculpe por tirá-lo do dentista dessa forma.

Espero não estar incomodando.

Nunca incomoda, Professor.

Coronel, ajude-me, estou confuso.

Está no comando da operação?

Ou Tamayo está?

Coronel Tamayo aqui.

Agora eu estou no comando.

Prazer em conhecê-lo.

NEGOCIAÇÃO

Nesta ocasião, nós faremos as ligações. E não eles.

Faremos com telefones, mas não poderão rastrear as ligações.

Por quê?

Porque vamos viajar ao passado.

Tive um por cinco anos e só carreguei uma vez.

Telefones de segunda geração.

Sem internet e sem GPS.

Com esses telefones, faremos apenas uma ligação.

Nada mais. Para um colaborador externo.

-Marselha. -O quê? O mudinho não vem?

-Não sou mudo. -Como seu rato que faz esse som...

Não é um rato.

Ela se chama Sofía.

Marselha terá dois terminais.

No primeiro, receberá ligações minhas.

No segundo,

ligará para o único contato:

coronel Prieto.

Esses telefones serão nosso firewall.

Arcaico.

Rudimentar.

Mas eficiente.

A polícia pode identificar o telefone que emitiu o sinal

apenas durante a ligação.

Não há tecnologia que rastreie

dois celulares em uma caixa

que está se movendo.

Além disso, sem GPS

ou internet, a única coisa que terão será a antena

que conecta o telefone na ligação.

Uma antena que fica

no centro de Madrid.

Bem na frente deles.

É a única coisa que terão.

Ou seja...

não terão nada.

Perdão, mas não o conheço,

então quero perguntar algo.

Está amando?

Sou casado há mais de 17 anos, algo incomum atualmente.

É a prova irrefutável do meu amor,

- Professor. -Sim.

No entanto, acho que não está amando.

Porque quando alguém ama, a vida fica bonita.

Tudo é lindo, e a pessoa se torna alguém dócil

que sorri sempre.

Quem ama não grita

ou insulta seus colegas. Por isso perguntei.

Sei que estava nos ouvindo, canalha.

Coronel,

pense na última vez que fez amor.

Professor, vá para o inferno com suas conversas.

Coronel, acabou de se juntar a nós, deixe-me lembrá-lo do que diz

o manual do CNI sobre negociação de reféns.

Diz: "Escute com atenção para entender a psicologia do sequestrador.

Mostre empatia e assegure a ele

que entende o que ele sente."

Quer saber?

Acho que está cego e surdo.

Por isso o celular de Prieto tocou logo antes de sair.

Estou achando que está ferrado, Professor.

Este não é o paraíso que passou seus dias

depois da Casa da Moeda, não é?

Como foi a fuga?

Como vai Murillo?

Olá, coronel Tamayo.

Coronel Prieto.

Ángel.

Imagino que também esteja ouvindo.

Você está com eles?

Não os perca.

Raquel. Como vai?

Sentimos sua falta aqui.

Obrigada.

E sinto muito por sair sem me despedir.

Como vai?

Você me conhece.

Sempre lutando.

E Mari Carmen?

Mari Carmen...

Ela me deixou.

Já estava na hora, não acha?

Sinto muito, Ángel.

Coronel, a antena fica na Rua Princesa.

Estão muito perto.

Raquel, o que está fazendo?

Vai acabar com sua vida.

Escute...

É uma vida nova.

E quer saber?

É mil vezes melhor que a vida de antes.

Acha que está vivendo em um filme?

Escute, Raquel.

Filmes acabam, às vezes sem final feliz.

Sabe que vou atrás de você, não é?

Não é novidade.

Sempre me perseguiu.

Desculpe interromper. Coronel, está aí?

Vou ligar novamente em uma hora.

Até lá, vou soltar cinco reféns.

Dessa vez, faremos o certo.

Em uma hora, estarei fumando um charuto por você com o governador.

Coronel, estou gravando a conversa.

Parece não ligar para os reféns.

Como está gravando, vou te dar um conselho para que se lembre.

Pegue sua máscara, sua arma e esteja pronto.

Porque o inferno está chegando aí.

O que sabemos sobre o telefone?

Ligaram de um telefone antigo.

É impossível acessar a localização,

mas se conectou em duas antenas.

Princesa e Callao.

O que significa?

Pode ser pela grande concentração de pessoas

ou estão se movendo.

Está dizendo que estavam passeando enquanto falavam conosco?

Quero todas unidades nas ruas verificando identidades.

Coronel, são mais de 400 mil pessoas.

Estão gastando o dinheiro que pegaram.

E a falta de barulho significa que não estavam na rua.

Talvez seja um porão ou túnel de metrô.

É impossível ter certeza.

Quatro horas.

Olha só! Você parece tão inocente assim.

Quero um filho assim.

E esses dois?

-O que estão fazendo? -Não sei.

Acho que estão batendo recordes.

Esse cara deve ser muito esquisito como namorado.

O que houve?

Nada.

Tem dúvidas, não é?

Quer desistir?

Temos que aperfeiçoar...

o plano.

Durante...

quatro meses.

-Quatro meses? -Sim.

O que vai dizer a Tóquio?

Que Rio vai se tornar um vegetal?

Não podemos ajudá-lo

com um plano que não funciona.

Não funciona?

Estudamos juntos. É perfeito.

Não é.

Sabe qual o seu problema?

Tornou-se egocêntrico.

Não confia no plano porque não é seu. É do seu irmão, mas ele confiou em você.

Por que tem tanto interesse em participar?

Por que está tão ansiosa?

Parece as pessoas que param de fumar

e começam a odiar tabaco, fumaça e pessoas que fumam,

e começam a advogar contra o tabaco.

Igual a você com a polícia.

Odeia a polícia porque destruíram sua vida,

porque tentaram levar sua filha,

porque têm um mandado de prisão contra você, e quer vingança.

E não está pensando em Tóquio, Rio ou Berlim.

Está pensando em você. Se for o caso,

não acho uma boa ideia fazer parte do plano.

Preciso de mais tempo.

Melhore, vou cuidar disso.

-Olá. -Por aqui, por favor.

Claro.

Ao seu dispor.

Você os conhece.

Na ausência de Fonollosa, o Berlim, quem acha que está no comando?

Por quê?

Como assim?

Por que se importa?

Se matarmos quem está no comando,

não será preciso matar todos.

Entendeu?

Denver.

É o mais experiente. Filho de Moscou.

-Denver. Acreditem. -Tem certeza?

Sim. Eu os conheço.

Helsinki é criminoso de guerra.

Só sabe obedecer a ordens.

Nairóbi.

Nairóbi deu um golpe e tomou o poder de Fonollosa.

Não a colocariam no comando.

E Tóquio?

Tóquio...

É muito instável. Estourada.

Por culpa dela Moscou morreu.

Tóquio não pode comandar.

Escute-me. É o Denver.

Denver.

O que foi aquilo?

Para ver se falaria comigo.

Funcionou.

Não está bem, Denver.

Eu sei.

Sei disso, mas não por causa de tudo que me falou sobre ser machista.

É outra coisa.

Ei.

O que foi?

Pode me contar.

-Sei como isso acaba. -Não.

-Não acaba em nada. -Meu pai morreu.

E sabe disso.

E aconteceu porque ela queria uma grande entrada. Não é, Tóquio?

Ele era bom.

E agiu como um pai na frente de policiais armados, sem colete.

E eles o mataram.

Entende o que eu digo?

Se está aqui,

acontecerá a mesma coisa comigo, porque não sou calmo.

Se eu tiver que proteger você, eu vou.

Não ligo.

Porque somos família, Mónica.

Você é minha família.

E por isso não queria você aqui.

Entende?

Escada.

Escada. Desculpe.

Vou cuidar da Browning.

Muito bem, Helsinki. Boa sorte.

Vamos entrar.

Você também.

Não sabem o que estão fazendo.

Assim que tocar a porta da câmara,

o sistema de segurança irá inundar.

Irá inundar?

Não.

Cem mil litros de água esmagarão você.

Cem mil litros de água, Nairóbi.

Ouviu?

Precisa saber mergulhar.

Não pense que está lidando com um idiota.

Sei para onde vamos.

E por quê.

E vou avisar,

não farei isso.

Vamos.

Coloque isso.

Por favor.

Senhora.

Saia da fila.

Eu consigo. Minhas mãos são fortes.

Senhora.

Saia da fila, por favor.

E os demais, continuem!

Obrigada.

Tóquio.

Assisti ao outro roubo, grudada na TV.

Conheço vocês.

Sente-se.

Helicópteros, decolem.

Agora.

Vamos.

Rápido com isso. Não parem.

Se der errado,

estaremos na pior das situações.

Começarão o ataque antes de abrirmos

aquela porta.

E abrir essa porta leva mais tempo do que abrir a primeira.

E só ele pode fazer isso.

Em duas horas.

Duas horas.

Se não abrirmos antes que entrem, então...

Morreremos.

Mas temos uma solução.

Sempre há uma solução.

Temos esse bebê.

Um golfinho.

Não tinha mais mergulhadores.

O nome dele é Flipper.

Lembra-se dele?

O golfinho treinado que batia palmas.

Salvava vidas também.

Terá que salvar a nossa também.

O governador do banco é o único que abre essa porta

em três segundos.

Este botão equilibra a flutuação.

Eu aperto. Não aperte, ou vai acabar preso no teto.

Ei!

Está viajando?

Tem um respirador emergencial.

Espero não ter que usá-lo.

Olhe para mim.

Olhe para mim!

Lá dentro, notará a mudança de pressão.

Não se assuste e não pare de respirar.

Mas há um problema.

Ele não fará isso.

Sua biografia fala de princípios.

Todos têm princípios.

Ele precisa se perguntar: "O que importa mais?

Meus princípios

ou minha vida?"

O tempo está acabando.

Vamos.

Governador, alguma dúvida?

Eu não vou.

Acho que vai.

-Entre no batiscafo. -Agora.

Equipes posicionadas.

Unidade aguardando.

Senhores,

dois minutos e trinta segundos.

A fila do Sayonara segue a Estocolmo.

Os demais, comigo.

Vocês ouviram. Vamos, rápido.

Rápido!

Rápido!

Vamos.

Até o fundo da sala.

-Rápido. -Vamos.

Se eu colocar a máscara em você, não vai tirá-la nunca mais.

Coloque-a, governador.

Não?

-Vai mergulhar. -Solte-me!

Não vou entrar.

Ele tem 60 anos

-e tem doença do coração. -Bem, cara.

Melhor para nós.

Exato, a doença do coração,

o batiscafo, a atmosfera...

Pensar sobre isso vai dar uma grande lucidez a ele.

O plano depende da decisão de um homem.

E tenho certeza que ele decidirá não fazer.

Sabe quando ele terá seu último momento de lucidez?

Quando entrar na câmara inundada

e perceber que não pode sair.

Quando decidir que sua vida depende da abertura da porta,

ou ficará sem oxigênio.

Sergio, se tivesse que escolher entre moral e oxigênio,

o que escolheria?

Ele não entrará.

Ele irá.

Teremos que forçá-lo um pouco...

mas vai entrar.

Estragou tudo.

Matías, o alicate.

Corta tão bem.

Fale o código ou contará notas com seus cotocos.

-Não fode, governador. -Corajoso idiota.

-Meu Deus! -Denver!

Denver, o que você fez?

Meu Deus! Alguém me diga o que houve!

Segure isso.

Governador.

Mario.

Mario.

Que droga!

O que houve?

Está inconsciente.

Meu Deus!

Cento e trinta batimentos. Ele vai enfartar.

-Temos quanto tempo? -Oitenta segundos.

Tudo isso?

Primeiros socorros. Temos que fechar a ferida.

-Rápido! -Denver!

Cubra a ferida, droga!

Sim.

Rápido, Denver!

E se por algum motivo,

ele decidir não abrir a porta?

Sempre há riscos.

Irmão, por favor.

O que seria da vida sem riscos?

É o que faz a vida excitante.

Se algo der errado,

sempre teremos explosivos.

Bogotá.

Cuidado, irmão.

Vamos.

Vamos, sem medo. Sem medo.

Vai.

Rápido!

Pulso em 150. Ele vai explodir.

Explosivos lá?

Também chamado de RDX,

ou conhecido como explosivo plástico.

Ficou louco!

É imprevisível.

Bárbaro, mas excitante.

Até o rio irá tremer.

Senhores, vamos entrar.

Sabemos o alvo prioritário,

mas temos autorização para atirar nos membros da equipe.

A presença de pelo menos 100 reféns foi confirmada.

...ruas bloqueadas e o país de olho no banco.

Uma unidade de operações especiais foi acionada

e carros blindados e veículos de ataque foram vistos.

E há alguns minutos, podemos ver helicópteros sobrevoando.

Dez miligramas de diazepam.

Puta que pariu! Pelo amor de Deus!

Vamos!

Vamos.

Está bem.

Uma onda de choque a 50 metros debaixo d'água,

liberando a pressão de 40 atmosferas, só Deus sabe o que vai acontecer.

Denver, lembre-me de matar você quando isso acabar.

Seu filho da puta!

Um Big Bang. O começo de tudo.

Não está baixando. Outra injeção.

Por favor!

Vamos lá.

Pode danificar parte do que está no cofre,

mas irá abri-lo.

Meu Deus!

Legendas: Daniela Berzuini

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