All language subtitles for The.Awakening.Of.The.Beast.1970.1080p.BluRay.x264.AAC-[YTS.MX]

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Original subtitles

Estranho. Mas é digno de todos que eu queiro aceitar.

E nunca corrupto como querem fazê -lo.

Pois é composto, meu amigo.

Estranhas. Mas não mais.

Estranhas. Do que?

Você!

Obrigado.

fazem você chorar do que vê.

Mas eu sei não há mais mais tempo esquecer que vamos morrer,

morrer muito cedo por causa do medo.

Por causa de loucos que eu sei não são loucos que querem assim.

Isto é ridículo, doutor Sérgio.

Se tal fantasia e cena partissem de um Zé do Caixão, ainda se poderia admitir.

Mas do senhor, um psiquiatra renomado... E o que dizer então da realidade dos

fatos? Por exemplo, é ilustrativo este caso.

Comentado em todos os órgãos informativos do Brasil. E que abalou de

impressionante a sociedade.

Que deixou -me assim, sozinho, triste

a recordar.

Vinde a minhas criancinhas, porque delas é o reino do céu.

Não tem nada não, franguinha. Batota aqui é pra frente.

Daqui pra frente, tudo vai ser diferente.

Você tem que aprender a ser gente.

Abre a janela,

formosa donzela.

E na menina vem ver o luar Beber a

água da fonte da vida Que da minha boca

começa a chorar

Como é, franguinha?

Trinta segundos.

Já vou eu.

Estão por fora.

o Senhor ordenou, farei e a glória do Senhor vos aparecerá

Uma brincadeira de... Digna das torturas do inferno de Dante, terminada em

tragédia. Uma simples orgia excessiva com suas consequências.

Mas qual a relação com o seu caso, doutor? O que tem a ver com o meu caso?

Uma bacanal de viciados, num ritual de taras, cuja consequência tirou a vida de

um adolescente. Um crime como outro qualquer, resultado da formação moral

seus participantes. Concordo plenamente.

São os atos anormais de uma juventude sem freio.

Não vejo relação com a sua teoria, doutor. O senhor descreve as proezas

de O Anormal como se fossem páginas poéticas de um romance de amor.

E aí

E que mensagem o senhor vê nessa visão pornográfica, doutor? A mesma cena

fabricada pelo nosso mundo cão. Cenas como essa se sucedem a cada segundo.

Que nesta noite, você... Você!

Pule e grite até cair de cansaço no meio do salão.

Recuperando as forças para começar tudo outra vez.

Este é o meu mais ardente desejo.

O que é isso?

Pega ele, segura!

Eu não fiz nada!

Me solta!

Ai, minhas costas! Me solta!

Vocês vão me pagar!

Me solta! É pra errar!

Eu não fiz nada!

É o caos da sociedade.

O mundo fecha os olhos e o homem cruza os braços dentro do naufrágio total de

uma geração.

Doutor, lembre -se, estamos falando de tóxicos, não das feridas do mundo.

E as raízes desse mal provém do quê? Se não me engano, as declarações do

doutor... Refere -se aos tóxicos.

Vejam, senhores, a vasta imaginação do psiquiatra que está abalando o país e

quem sabe o mundo.

Boa noite, querida.

Traz café.

Olá.

Chame os outros.

Quem sabe?

Estão dispensados por hoje.

Nada não pode ficar.

Estou tão cansada. Acho que vou dormir.

Boa noite, filhinha.

Uma débil mental, escrava da moralidade. É o termo que se pode aplicar para esta

sua historieta. A prova concreta do veneno que representa o tóxico. O

estimulante de Tara.

Responsável pela corrupção.

E aqui, senhores, outra prova.

Outra realidade.

É hoje.

Sim,

você.

Faça o favor de entrar.

Por hoje está terminado o expediente.

Voltem amanhã. Se quiserem, ouviram? Se quiserem.

Vamos embora, vai.

Essa gente se trata assim mesmo.

Sente -se, minha filha. Sente -se.

Servido?

A presa está dura.

Sim.

Precisando de um emprego, hein?

Você lembra minha falecida esposa?

Coitada da minha Mariana.

E você é tão parecida com ela.

Sim, vai começar a história de sempre.

Você pode não

acreditar. Me sinto tão sozinho.

E dado a sua semelhança com minha esposa, não sei.

Mas se você aceitasse, eu me casaria pela segunda vez.

Seria melhor do que essa vida.

Ao menos macarrão iria faltar.

Bem, deixemos o sentimentalismo para depois.

E vamos ao que interessa.

Sabe, eu tenho uma boa colocação para você. Vem cá.

Vem cá.

Se cuide, Maria, se cuide. O homem é perigoso, hein?

Você tem um corpo escultural.

Eu sou amigo de um grande diretor de cinema.

Pode confiar que o seu futuro está feito.

Sente -se aqui.

Na mesa?

Sim, na mesa.

Mas eu sou honesta, senhor.

Ora, filhinha, não tenha medo. Eu vou ajudar você.

A gente quer se fazer de difícil, mas o cara vai depressa demais.

Ah, essa conversa não falha.

Essas coisinhas são todas iguais.

Abre as pernas.

Abre.

Isso.

Vai em frente, comendador.

Vai em frente que nesse mato vai dar coelho.

Puxa, mas o cara é feio que dói.

Aguente, Maria, aguente.

Reserve o tesouro. O resto deixa vestígio do crime.

Você nasceu para ser artista.

Tenha confiança em mim.

Eu não vou lhe fazer nada demais.

Eu quero ajudar você.

Ajudar você.

Ai, Pasqualino, Pasqualino. Se você soubesse como sofre uma mulher... Ai,

Pasqualino, juro que eu queria que fosse você.

Que que é? Não podia esperar mais um pouco?

Obrigado, pombinha. Pode estar certa. Se você casar comigo, não vou te proibir

nada. Você vai ser livre como um passarinho.

Você precisa conhecer as coisas boas da vida, menina. E eu vou te mostrar.

Não aconteceu nada.

Pode abaixar o vestido.

Desça.

Desça.

Muito bem.

Isso mesmo.

O que esse cara vai contar agora?

Calma, Maria. Calma.

Tararap de faces e mães.

O que é isso?

Calma, Maria.

A essa não dá.

Não. Não quero. Negócio grosso.

Não, não, não.

Fenomenal. Passou no teste.

Falta só o teste de plástico.

E amanhã mesmo você estará contratada pelas grandes delas do mundo.

Descapei. Vai, minha filha. Pode ir.

Vai. Não tenha medo. As próbitas de sucesso estão abertas para você.

Vai, minha estrela. Vai.

Você demonstrou um talento artístico excepcional.

Não precisa ter receio.

Se dispa e fique à vontade.

É pétreo a tudo?

Sim. Fique à vontade, completamente à vontade.

Não tenha pudor. São os olhos da arte que vão contemplar você.

Agora, cuidado, Maria.

Se não, tchau, casamento.

Pense no Pasqualino. Te protejo.

Agora,

o meu meu filho.

E a missão está cumprida.

Amém.

O hospício foi o preço da necessidade do trabalho.

Gratuitamente causado pelo tóxico.

Senhor Mujica, o senhor que até agora apenas se limitou a ouvir e anotar,

concorda com o doutor Sérgio?

Sou neutro. Nem mesmo sei a razão de me encontrar aqui.

Saberá no devido tempo, senhor Mujica.

E agora, atentem, senhores, para mais este episódio.

Mas é absurdo. O senhor confunde frustração sexual com a estimulação dos

tóxicos. Jamais. Levei anos de pesquisa para concluir a minha obra.

O mal compartilha com o mal.

Tira a roupa!

E uma vez?

Devagar.

Bem devagarinho.

Eu vim do coração.

Você não vai ser bruto comigo?

Minha amiguinha, eu te juro que vou ser o homem mais carinhoso deste mundo.

Eu juro mesmo.

O que foi?

Eu sou uma adulta.

Perdão, vizinho.

Você não merece isso.

Não merece.

Não fique com mágoa minha.

Eu juro que no meu coração só existe você.

Eu estou fazendo, mas não quero fazer.

Por favor, acredite em mim.

Eu só gosto de você.

Eu não posso viver sem você, meu bem.

Meu corpo está manchado, mas meu coração é branco como um lírio.

Eu não compreendi.

Então...

O suicídio. O preço do remorso do adultério.

Perceberam? Ela era portadora do mal.

E, no entanto, não sabia. E recorreu ao tóxico.

O mal que serviu para pôr terme na sua vida. Mas, no momento, o que interessa é

o seu crime cometido contra a sociedade.

Que crime? Pouco lhe interessa saber, Sr. Zé do Caixão.

Sua cultura não lhe dá luz para entender a nossa presença aqui.

Desculpe, mas Zé do Caixão ficou no cemitério.

O senhor está falando com José Mugica Marins. Vamos ao que interessa.

O senhor cometeu um erro, um verdadeiro crime em nome da medicina. O senhor se

valeu de seres humanos para as suas experiências. Pelo menos é isso que se

deprende de suas palavras.

Não sei a que crime se refere na realização do meu depoimento.

Deixe de demagogia, doutor.

O senhor mesmo confessou que usou quatro viciados para submeter -nos a uma

experiência com o LSD.

Exatamente. Não estou negando isso. Aqui está explicado. E neste ponto que se

orienta, senhor Mugica. Não sei que relação possa ter este homem.

num assunto como este. Tudo teve origem quando estava nos últimos capítulos do

meu livro e procurava um motivo para concretizar minha teoria com êxito.

José Mojica Marins, mais conhecido como Zé do Caixão, Autor,

diretor, ator e produtor de filmes e programas de televisão.

Glauber Rocha, aplaudido e festejado em todo o mundo, como o líder da nova

cinematografia brasileira, considera Zé do Caixão um primitivista e um cineasta

puro.

Anselmo Duarte, premiado em Cannes, considera Zé do Caixão um diretor de

recursos inegáveis.

A maioria da crítica não o leva a sério.

Zé do Caixão, um cineasta ou um farsanto?

Culpado ou inocente?

É o que o Tribunal Popular da Verdade vai procurar saber a partir deste

O que você pensa da vida?

Completamente vazia. Então por que não se mata?

Suicídio é crime.

Discutir com ele é perca de tempo.

Eu não tenho intenção alguma de me debater com você, mas vou lhe pedir de

qualquer maneira que você transmita uma mensagem clara.

Se você fala que a vida é má, em breves segundos, então tem a obrigação de se

explicar. Olhe, me falta cultura acima de tudo para poder lhe dar a explicação

da pergunta em questão.

Que contribuição o senhor imagina que está dando com seus filmes para o cinema

brasileiro? Dar emprego a uma série de gente.

Levar ao público aquilo que o público quer ver.

O que ele escreve é o mundo de asneira. Não se pode fazer outra coisa a não ser

rasgar. Já serviu para alguma coisa.

Mujica, esta unha que você usa, unha de javali do seu dedo polegar, você a usa

como cabide?

Resposta censurada. Qual o nome do filme que está fazendo atualmente?

Ritual dos Sádicos.

Olha, eu sei que para fazer cinema no Brasil tem uma série de dificuldades.

não pode fazer um filme que levasse uma mensagem de felicidade?

Fazer cinema no Brasil é a mesma coisa que fazer um foguete aqui e mandar a

Não temos recursos para fazer cinema.

E o diretor tem que criar um personagem.

Tem que sair para outros lados.

Tem que importar firme virgem!

Firme virgem!

Inventar o que já está inventado.

Tem que dar ao público aquilo que ele quer ver. Senão, não tem jeito. Os

fecham as portas. Você vai vender banana e o diretor comer gás.

Nós tivemos um homem sentado sozinho, respondendo a sete feras. Eu acho que

homem tem direito de uma defesa.

Então, eu chamo o advogado de defesa.

Sabia que encontraria de tudo neste julgamento.

Mas não sabia que um elemento da nossa própria casa pudesse não ter a educação

necessária para receber um homem que nos visita.

E chamá -lo de burro, chamá -lo de cretino.

Até jogar no chão uma revista que ele edita e que vende 70 mil exemplares. E

corrigir o português do homem que veio aqui e disse que era inculto. Agora

trazer uma testemunha que ninguém pode ir contra. E que vem aqui para defender

também. Porque ele entende de cinema muito mais do que qualquer um de nós.

Este homem tem uma autenticidade enorme.

Ele acredita em alguma coisa.

E no que acredita, ele faz.

Julgamento dos intelectuais é outra coisa. Tem muito mentiroso por aí

Por favor, senhores jurados, queiram deliberar a sua sentença.

Absorvo José Mojica Marins. Muito bem.

Passemos ao outro.

Inocente. O próximo.

Eu solto ele.

Muito bem.

O seguinte.

Absorvo Zé do Caixão. Eu quero lembrar que cada um tem a sua característica

própria. Eu absorvo Zé do Caixão. O seguinte.

Condeno -o. Muito bem. Seis votos contra um.

Absolvemos Zé do Caixão.

E agora, para encerrar este julgamento.

Um minuto para Zé do Caixão encerrar a primeira etapa do nosso programa.

Ô meu muito obrigado aos jurados.

O que importa é o que o homem pensa de si.

Fazer alguma coisa, por pequena que seja, de uma vez, que sirva para

a humanidade.

Deve -se fazer.

Obrigado e boa noite.

Tenho certeza que seu livro será um best -seller, doutor.

Com a autoridade que é no assunto, ele se converterá num documento de suma

importância para a sociedade, não é mesmo?

Não sei.

Apenas afianço -lhe que será uma obra sincera e honesta. Me basearei somente

fatos autênticos.

Estarei a sua disposição, Dr. Sérgio. Terei grande orgulho em participar de

obra. Conte comigo.

Creio que precisarei mesmo do seu auxílio.

Você poderia me arrumar quatro viciados e entorpecentes?

Teriam que ser pessoas de camadas sociais diferentes.

Isso não será difícil.

Morão, nosso repórter policial, se incumbirá disso.

Vou fazer uma experiência, começando com um LSD, para ver a reação dos quatro.

Perante uma determinada situação.

E o senhor já encontrou o motivo?

Estou procurando.

Creio que não será difícil.

Por gentileza, eu queria um póster do velho caixão. Pois não. Um instante, por

favor.

Alô?

Sim, é ele mesmo.

Como?

Está certo.

Sei, sei.

Às seis e trinta.

Certo.

Até logo.

Tudo bem? Tudo bem.

O que é isso? Um presentinho para você.

Qual a novidade desta vez?

Não me diga que vai aumentar o preço novamente.

Nada disso, rapaz.

Eu incluí numa lista de quatro elementos que vão participar de uma experiência

que um médico desses que cuida da cuca dos outros vai fazer com o LSD.

Como é que é?

Topa?

Isso deve custar quase um ano de trabalho.

Qual o quê, homem?

O médico custeia tudo.

O cara está escrevendo um livro e quer estudar as reações.

Então, tchau, Valdomiro. Ainda tenho mais um encontro. Eu darei o alô do dia

hora, ok?

Certo.

Tenho novidades boas para você.

Há um médico que procura voluntários para experiência com LSD.

E você foi uma das escolhidas.

Eu? Mas isso é fascinante, Anitta.

Depende apenas de eu confirmar com o meu fornecedor. Ele foi incumbido por um

reporte de conseguir os voluntários.

Pode confirmar.

Será uma emoção nova para mim.

Estou cansada. Bom, então até amanhã para vocês.

Tchau.

Desculpe o atraso, boneca. Conversa com o cliente. Quanta urgência foi essa? O

que houve?

Desta vez, são boas notas. Um amigo meu, repórter, me incumbiu de conseguir

quatro elementos para uma experiência que um médico pretende fazer com o LSD.

Espero que você consinta.

Eu sei o que você está pensando, mas não há nada comprometedor.

Qual a finalidade dessa experiência?

Tudo se destina a um livro que está escrevendo. É sobre viciados, mas isso

importa. Quem entrou em contato comigo foi um repórter muito meu chapa.

Pode ficar tranquila que não vai dar galho nenhum.

Vai ser tudo no máximo sigilo.

Então não vejo por onde recusar. Estou à sua vaga.

Isto, boneca.

Aguarde meu chamado, tá?

Tchau.

Mas você sabe que eu trabalho em televisão.

E daí?

Você tem certeza que não vai dar galho? Ora, rapaz, você sabe que só entra em

coisa quente. Como é?

Vai ou não vai?

Positivo. A reação que deverão ter ante um determinado objeto servirá para

futuros estudos.

Agora, tudo depende de vocês.

Então, começaremos a nossa experiência.

Por que o senhor não me toca?

O senhor é um homem.

Se quiser, eu durmo com o senhor.

Por que eu não posso dizer isso?

Eu nem sempre pego tudo o que está ao meu alcance.

Se eu quero ser julgada, tento ir fora até cair de joelho.

É fácil.

E deixo cair o meu corpo, inclino minha cabeça e relaxo meus ombros.

Olha, eu não tenho mais a roupa que o senhor me deu.

Eu acho que ter vergonha é ter coragem.

Eu não sou corajosa.

Eu estou apaixonada pelo senhor.

A mulher que presenteia o que não tem.

Não presenteia muita coisa.

Meu corpo está virgem.

É fácil alugar o negro. A sua virginidade não é impensível.

Senhor, isso é virgem.

Eu tenho vergonha para fazer isso.

Esse é o buraco negro.

Agora, 40 anos vão passar.

Eu não digo não.

O fundo do poço reachou e o esgoto vem vindo à tona. Mas os desejos que ele

são muito fracos.

Tu queres comprar?

Ela é minha propriedade.

Muita chuva vem do céu

De toda a série de espetáculos que viram, qual o que mais impressionou? Sem

dúvida, o filme.

Detesto o Zé do Cachão. Eu nunca suportei seus problemas.

E abomino aquelas unhas longas.

Mas tenho que convir. Foi o que mais me impressionou. O Zé do Cachão.

Para mim, é um artista como outro qualquer.

Eu o considero um gênio.

Já trabalhei com ele na televisão e nunca conheci ninguém que tenha me

impressionado tanto.

Então está decidido.

O objeto da nossa experiência será Zé do Caixão.

. . . .

É a recompensa de sofrer da incompreensão terrena.

É o protetor dos infortunados.

desperto neutro para o reino que ajusta -se à razão comum.

A camada inatingível do incógnito, do

desconhecido e do fantástico são as pontas

que ligam o real da incansável busca do

despertar da perpetualidade.

O homem que se joga nessa missão incerta, a ele

abrem -se as portas do nada para converterem -se no tudo.

Forças benignas ou malignas jamais

irão se interpor entre o mortal

estigmatizado por mim.

É uma obra de arte.

É a poesia dentro do macabro.

O discípulo do rei das trevas é o pogeu da dor materializado.

A carne será o sangue.

E o sangue se converterá em...

Degenerado é a encarnação do demônio.

E isso é tudo, senhores.

O resultado você já sabe. Com o lançamento do livro, veio a polêmica que

justifica minha presença aqui. Acusamos o senhor de usar cobaias humanas em seu

experimento. Muito embora se tratassem de viciados.

Exatamente. Acusamos do uso de estupefacientes. Sinto decepcioná -lo,

Mas em minha experiência não usei LSD ou qualquer outro tóxico.

Usei simplesmente água destilada.

E disso tenho provas. Como poderá provar isso que está dizendo?

Tive o cuidado de submeter os meus pacientes a um rigoroso exame de sangue.

Homens e mulheres, com precisão.

Eis os laudos do resultado final.

Realmente aqui diz água destilada.

Apenas não chego a compreender a extensão de seu experimento e o porquê

livro. Enfim, doutor Sérgio, o que quer dizer com tudo isto?

O tóxico nada mais é que uma desculpa para a libertação do instinto de cada

humano. Isto quer dizer que se a pessoa praticou um crime sob a ação do tóxico,

é porque a sua mente já era doentia e o instinto alcançava as raias do

inconcebível. Em suma, esse ser representa perigo para a sociedade.

A minha mensagem não é acabar com o tóxico, e sim moderar o seu uso.

fortalecer a vigilância em torno dos que fazem o comércio com essa ameaça. Foi

isso que eu procurei ao fazer a experiência de autossugestão com esses

Isso quer dizer que todos esses pesadelos e atalhos no seu livro nada

do que o poder da sugestão? Exatamente.

Eles se julgaram sob o efeito do tóxico.

A mente fez o resto.

E por que sua preferência pelo Zé do Caixão? Me utilizei do personagem Zé do

Caixão para a experiência por ser ele controvertido e discutido a ponto de

causar polêmicas. E também...

Porque a sua forma de apresentar o terror se identifica com os problemas do

subconsciente. Tanto daqueles que o admiram, como daqueles que o combatem. E

assim, ele tem um maior poder de sugestão sobre as pessoas. Enfim, era o

personagem certo para o teste.

Assim, senhoras e senhores telespectadores, com nossos melhores

encerramos mais um programa da série Um Clarão nas Trevas.

Uma coisa me deixa curioso. Onde se vai buscar imaginação para suas histórias?

É simples. O senhor terminou a sua obra e eu inicio a minha.

Explicado?

Quer condição?

Não, obrigado. Prefiro andar um pouco. Até logo.

Até logo.

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