All language subtitles for jessica - 1962

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Original subtitles

A GREVE DOS SEXOS

Ol� amigos! Pensaram que estava dormindo? N�o.

Ningu�m dorme em Forza d'Agro durante o dia...

exceto aos domingos para dar um cochilo na igreja.

� um povoado como outro qualquer, a �nica diferen�a que existe...

� que est� na Sic�lia.

Meus bons paroquianos s�o pessoas muito simples.

Trabalhadores que semeiam terra no devido tempo.

E tamb�m no tempo, com a ajuda de Deus...

cresce a semente e, portanto, quando � tempo...

colher o que haviam semeado e pode criar seus filhos.

Colheitas e pequeninos, s�o um povoado sem hist�ria.

Embora seja melhor dizer que era um povoado sem hist�ria...

porque um dia vieram as complica��es.

Jessica, a nova parteira.

A profus�o de cabelo, um sorriso r�pido...

encantadora uma menina, um delicioso produto americano.

Uma obra-prima da natureza.

Sabe o que fez aos meus paroquianos? Pois!

Ela alterou o bom funcionamento neg�cio.

Bela e tranq�ila.

Colocando dificuldades sobre os meios de transportes.

Este � o melhor bul� da minha irm�.

- Peppi, voc� viu o meu bul�? - N�o.

Por sua causa, os propriet�rios...

se v�em despossu�dos dos objetos que lhes pertencem.

Por sua culpa cairam a curva de produ��o do trigo e de milho...

e tamb�m � a respons�vel da voz e o dever se converteu em um fruto morto.

De todos os maridos, o que pode ser citado como exemplo...

� o prefeito...

para os demais � como se ter sede e comer farinha.

Com o agravante de que mais ou menos todos os maridos do povoado...

tem seu interesse e n�o � exagero, pois pode se notar.

Senhor, temos um grande problema.

Bom dia, Padre.

Ai est� o problema.

Ol�, Jessica.

Onde vai?

A casa da Sra. Risino, o primeiro parto que vou assistir.

Ah! Chegou o momento.

Todas as mulheres do povoado est�o observando para ver como se sai.

Est� preocupada?

Sou uma boa enfermeira.

Mas te julgar�o como parteira.

Sim, eu sei. Jessica Brown Visconti, jovem parteira.

A parteira incomum.

Diz isso porque sou americana?

N�o, e eu t�o pouco sou siciliano e me tratam como se fosse.

Mas h� muitas coisas incomum em uma parteira de porto.

Jessica, me permita uma pergunta. Por que veio para c�?

N�o sei, padre.

N�o que me dizer, n�o tem nenhuma obriga��o.

N�o, n�o sei, realmente.

Veja, passei a minha vida fazendo planos.

Enquanto estudava, Eu queria ser enfermeira-chefe.

Mas um dia, nos corredores do hospital Passavant de Chicago, Illinois...

tropecei com um estudante de medicina, Carlo Visconti...

e meus planos mudaram.

N�s nos casamos no pal�cio de sua fam�lia em Palermo.

Meus sonhos foram cumpridas, casamento, recep��o...

e a saida para a lua de mel, mas, fora do programado...

surgiu uma �rvore atravessada na estrada e Carlo que estava indo r�pido demais.

Resultado, ele morreu e eu me salvei.

Desde ent�o, n�o tenho feito mais projetos.

Assim no hospital, quando recebi a sua carta pedindo uma parteira...

n�o hesitei um instante.

Oh! Esta � Priscilla, me tem falado dela.

" Priscilla, ao padre Antonio em agradecimento por sua ajuda...

aos homens da Terceira Companhia, Quinto regimento".

� isso ai! Os garotos americano...

s�o t�o generosos e entusiasta...

e as suas garotas t�o lindas.

Bem, n�o falemos do passado.

J� pensou em voltar a casar?

� natural padre, mas tenho muito trabalho.

Vamos ver quantos solteiros existe no povoado.

S�o Peppi Torriello, o xerife...

que tem uma loja de vinhos com sua irm�...

Se refere ao cara com o bul�?

Voc� o conhece?

N�o, n�o. Tem raz�o. N�o conv�m.

Depois, h� Edmondo Ramo...

Quem?

O Bar�o. N�o, n�o tampouco serve.

N�o � como seu pai. Seria um erro.

Ser�? E por que, padre?

Ent�o h�... Gianni!

Bom dia, Padre.

Como est�?

Bem, Gianni. Este � Gianni Cruppi.

A Sra. Visconti.

Voc� disse senhora?

� isso a�. A Sra. Visconti. Nossa nova parteira. Americana.

Parteira? Tr�s ao mundo os filhos dos outros.

� curioso.

Suponho que tenha aproveitado a viagem, Gianni.

H� quanto tempo voc� esteve fora, 15 dias? � bastante tempo.

Sim, demais.

Gianni, tamb�m Nicolina pensar� assim, deve estar te esperando com impaci�ncia, correto?

Nicolina.

Gianni! Andando!

A Sra. Risino me espera. Voc� me perdoe. At� breve.

Ser� um menino muito sortudo.

O primeiro rosto que vai ver ser� o seu.

Se n�o me apressar, talvez n�o.

Se for um menino, esperar�.

Jessica, esqueci uma coisa.

Gianni Cruppi � um rapaz de sorte...

herdar� o esp�lio dos Lombardos algum dia...

a velha Maria Lombardo o considera como um neto.

De todas as formas o ser�, pois se casar� com sua neta Nicolina...

- dentro de poucos dias. - Nicolina...

ah sim, uma menina pequena e doce?

Sim, com a av� severa e autorit�ria.

N�o se preocupe, padre. N�o estou a procura de marido. N�o criarei dificuldade.

- Minha filha, � voc� a dificuldade. - Minha m�e, est� precisando.

Em seguida. Reze por mim.

Vou fazer.

Desde que est� aqui, n�o parei rezar por todos os meus paroquianos.

Ol�, Nicolina!

Ol�, Gianni. Bem-vindo

Gianni, onde esteve?

Me divertindo.

Gianni Senti muito a sua falta.

Por que demorou tanto tempo?

Por que meu amor tive que lidar com o azeitoneiro muito teimoso de Mecina.

Conseguiu convenc�-lo?

No entanto sua av� que est� nesse entendimento ter� que me feliciar pelo �xito.

Gianni.

Gianni, n�o.

Querida, por que n�o?

V�o nos ver.

O que importa que nos vejam?

Gianni, por que parou pelo caminho?

O vi falando com o padre Antonio e com Jessica.

Quem?

Sra. Visconti, a parteira americana.

Ela � bonita, verdade?

E eu que sei.

At� parece.

N�o percebi. Uma mulher com marido, o que importa?

Ela n�o tem marido, � vi�va.

Vi�va, verdade? E se chama Jessica...

Gianni, me diga o que pensa.

Estou pensando em como deve se sentir.

Quem?

Jessica, naturalmente.

Primeiro conhece o amor, um homem que a aperta entre seus bra�os...

l�bios que a beija e depois tudo se acabou.

Tudo se acabou muito antes.

Seu marido morreu no dia do casamento.

Ent�o, � solteira.

Se esqueceu da parteira, Sra. Lombardo.

Nos disse que ir�amos vigiar...

Quero dizer, que iriamos ajudar.

Sra. Risino est� prestes a dar � luz.

Sr. Risino, est� quase na hora, mas n�o deve se preocupar.

Espero que n�o queira ver a sua esposa agora?

Obrigada, n�o � o lugar adequado para um marido.

Quando a crian�a nascer, sim. Agora, deixe a sua esposa e a mim. De acordo?

Volte ao seu trabalho.

Tenho fome.

Mas homem acabou de comer, volte ao trabalho.

Por que n�o?

� apenas um arranh�o. V� embora.

Quero ver minha esposa.

Est� bem. V� em frente.

Deus me valha. Que est� fazendo aqui?

- Eu vim para ver... - Para ver o qu�?

- Pois, a criatura. - Porqu�?

N�o est� seguro que n�o sei como ter um filho?

Quem teve os outros oito? Voc�? Sra.Visconti.

Que ele saia daqui.

Esta doendo?

Se est� doendo? Tire-o agora.

Vamos.

Deixou o burro s� no campo, por qu�? Nunca fez isso, nunca.

Por que ele fez desta vez?

Senhora, posso falar com voc�?

V� embora. Fora.

Fora e n�o volte.

Vou mandar um de seus filhos para o avisar.

V� embora de uma vez. Suma! Suma!

Bom, n�o est�o vendo. O tratou a empurr�es.

Sim, mas teve que faz�-lo.

N�o a devemos julgar pelo seus modos, mas pelo seu trabalho.

Se dizem a verdade trabalha bem.

Imposs�vel, lhes garanto.

Trabalharia com seu marido, se fosse bonita como a parteira? Claro que n�o.

J� lhe lavou o rosto?

- S�o desconhecidos. - No ponto, Humm.

Que cheiro bom.

J� nasceu? Costuma levar um dia inteiro.

Est�vamos aqui para ajudar. Foi dif�cil?

N�o.

Com a outra parteira, sempre teve dificuldade.

E sempre a ter�. Filipella � estreita nos quadris.

- Mas mulher... - Lembra o que dizia a outra parteira?

� lindo

Gosta de crian�as?

Vou gostar muito quando vier meu neto.

Vou colocar todo o meu amor ao filho de Nicolina e Gianni Cruppi.

Amo todos eles. S�o t�o preparados.

Basta virem ao mundo, que sabem onde est� o seu sustento e como obt�-lo.

Obrigada por me ajudar.

Agora, o que me dizem?

Me enganei.

Te parece boa?

Muito.

Muito?

� honesta, boa e adora o seu trabalho.

Nada que ocultar.

Como voc� foi?

Bem.

Tudo est� tranquilo?

- Tranquilo, Mamma Parigi. Tudo saiu muito bem. - Oh! Gra�as.

H� tanta gente mal intencionada no povoado.

D�-me sua bolsa. Deus, como pesa.

Voc� deve estar cansada.

Est� com sorte. Tinha muitas ofertas de casas para trabalhar.

Por�m preferi voc�.

Voc� deu uma li��o na Maria Lombardo e as outras intrometidas.

Estou ciente de tudo.

Como � que voc� sabe?

Essas coisas s�o conhecidos imediatamente, voc� lhes deu uma boa li��o.

Antes que me esque�a, o velho Cruppi est� com uma infec��o muito desagrad�vel.

Quem?

Cruppi, o jardineiro que trabalha no castelo.

O tio de Gianni, este jovem que a Lombardo quer casar com sua neta.

Voc� conhece Gianni, verdade?

Que jovem este Gianni. Ah! Se tivesse 40 anos...

O que acontece com seu tio?

Fez um corte na m�o.

Gianni quer que v� tratar dele, mas voc� n�o vai.

Passe-me os copos.

Com ou sem infec��o, Cruppi � como um urso.

O caf� est� pronto.

Ele odeia os m�dicos e, provavelmente, mais ainda as parteiras.

N�o quer pagar-lhes, mas tamb�m n�o quer morrer.

� um velho louco.

Que bom.

Resumindo; � melhor ir v�-lo no castelo.

Te agradecer�, te mandando passear.

O Sr. Cruppi?

O que quer?

Oi, eu sou Jessica Visconti.

- Ah, sim? - A nova parteira.

Senhorita se engana, n�o espero qualquer crian�a.

Muito pena. N�o vim v�-lo como parteira.

Me enviou seu sobrinho Gianni.

Meu sobrinho Gianni � um idiota.

Sim, � poss�vel, mas quero saber como est� a sua m�o.

Basta que eu saiba como est�.

N�o basta. Permita-me que a veja.

N�o! N�o o permito. Ela passa bem.

Tem medo que lhe cobre? � voc� t�o mesquinho?

O sou, e eu acho que eu sou.

Tem medo que o machuque?

Claro que sim. Tamb�m tenho medo disso. Agora, deixe-me em paz. Adeus.

Sinto muito. Desculpe t�-lo incomodado.

Mr. Cruppi, � verdade que � o melhor jardineiro do povoado?

Sou o melhor jardineiro do mundo.

S�rio?

Por qu�?

N�o sei, vejo que em um mesmo canteiro colocar tulipas e vinha junto...

e mistura todas as cores.

Ent�o o qu�?

Destoam.

Venha voc�. Venha aqui. Olhe. Olhe isto.

Quer saber o que eles dizem dos meus canteiros de flores?

Elas s�o os mais bonitos de toda a Sic�lia.

Meus canteiros t�m todas as cores do arco-�ris.

Plantei tulipas mais vermelhas que o nariz de um b�bado...

l�rios dourados como um raio de sol...

e mesclado ger�nios vermelhos, brancos e azuis, tudo em um mesmo canteiro.

Sr. Cruppi, n�o me fala de um jardim, isto � uma selva.

Voc� n�o sabe nada de nada. � o jardim mais bonito que existe.

Para os olhos e o cora��o.

Al�m disso tem que pensar tamb�m nas abelhas.

Elas se alimentam de flores e gostaria de mudar sabores...

como n�s, como a todo mundo.

Os bot�es de ouro como aperitivos. O primeiro prato, os rododendros...

e para a sobremesa, as zinnias. Planto e cuido das minhas flores...

mais para as abelhas que para as pessoas.

Elas s�o menos ingratas que os homens...

e muito mais inteligentes que eles, n�o acha?

Ele est� um pouco infetado, n�o � grave, mas n�o use esta m�o por alguns dias.

Me enganou.

Sim.

Veja, eu n�o sou m�dica, mas deixe-me dizer-lhe...

que n�o est� com uma cara muito boa.

Eu sei disso.

N�o poderia chamar um m�dico?

N�o, n�o posso.

Suponho que agora pretender� que lhe pague pela consulta.

- Claro. - Quanto?

A permiss�o para voltar e ver seu jardim.

Muito caro.

Ent�o me considero paga.

Ainda que, por casualidade, passar por aqui...

pode vir a me ver, sempre estou com as minhas flores.

Obrigada. Terei isso em conta.

- At� breve, Sr. Cruppi. - Adeus.

- Ei Rosano, o que lhe parece? - N�o faltar�o luzes?

N�o, se a noiva nos v� muito bem, pode mudar de ideia.

O trabalho que est� dando.

E para o que serve se Gianni como meu marido, tirar� o vestido como uma passa.

Por qu�?

Dizem que os homens s�o muito nervosos, Virginia.

Por qu� raz�o?

Ei, Jessica, venha aqui um momento, por favor. Venha ver isso.

- Queremos saber sua opini�o. - Agora n�o.

Nicolina, est� em casa?

No meu quarto, suba as escadas Jessica.

- N�o fique a�. - Ol� Nicolina.

Estamos todas aqui.

N�o posso ficar. Queria te dar isso.

- Obrigada. - Bom dia.

� um lindo vestido. � seu, verdade?

Sim.

� uma maravilha, esta muito bem ajustado.

Jessica.

Esperava que gostasse. Me presenteou meu marido no meu casamento.

Vou ficar feliz de levar no meu. Obrigada, Jessica.

N�o deve sofrer muita recorda��o de seu marido se se desprende t�o facilmente de seus presentes?

Que diz! A recorda��o est� viva no cora��o, n�o nas coisas.

Certo.

Por�m n�o podemos aceitar. N�o � costume aceitar presentes de estranhos.

Nicolina devolva-o.

Mas Jessica � minha amiga.

Sim, sou uma amiga de verdade, mas tamb�m sou uma estranha.

De toda a forma sua av� sabe que n�o procurava um pretexto...

e sei tamb�m que ela n�o queria me ofender.

Pode ficar com ele.

Adeus a todas.

Adeus e obrigada.

Rapidamente a convenceu?

Mudei de id�ia.

Come�a a gostar dela?

Estou come�ando a odi�-la.

- Porque demonstra ser boa? - O qu�?

Vamos! N�o h� tempo a perder. Me passe os alfinetes.

Aqui est� ela novamente.

Que n�o lhe escape.

- Me sirva um copo de vinho. - Tem que brindar com o noivo.

Vamos depressa.

Um brinde ao noivo.

E um beijo para o noivo.

Do que tem medo? De uma mordida.

Ms. Lombardo, n�o perca o espet�culo.

Pense como se fosse um beb�, apenas um pouco maiorzinho.

Tinha medo e com raz�o.

Jovens, est�o indo com muita pressa, n�o lhes parece?

O casamento ainda n�o foi realizada.

Jessica!

Estava s� felicitando o noivo, padre. Seus amigos insistiram.

Pague voc� o pecado padre, estou prestes a perder minha liberdade para sempre.

Voc� vai tomar um copo de vinho com a gente?

N�o, n�o. Agora n�o posso.

Vim falar com a Sra. Lombardo alguns detalhes sobre o casamento.

Al�m disso, o bar�o me espera no castelo e devo ir. Outro dia poderemos.

Desculpem. Enquanto isso, alegria...

por�m n�o em demasia.

- Entendido, padre. - Adeus, padre.

- At� breve, padre. - Adeus.

Jessica, lembre-se que ir� comigo ao casamento.

Certo. O esperarei.

- At� breve. - Adeus.

Ol�, Anna Maria.

Bom dia, Padre.

Bar�o est�?

No bosque, passeando por suas terras.

Vou dar uma volta por ai, talvez o encontre pelo caminho.

Olhe padre, lhe aconselho que hoje n�o lhe pe�a nenhum favor.

Est� simplesmente insuport�vel.

- Quem lhe disse? - Senhorzinho, por onde entrou?

- Pela porta de servi�o... - Voc� me perdoa, s� tentei...

Tudo bem, tudo bem. V� embora. V� para dentro.

Bom, padre, vamos dar um passeio. Perdi algo no bosque.

Certo.

A que devo a honra? Precisa de dinheiro para seus paroquianos?

De fato.

Quanto pede desta vez? Ou estou sendo muito franco?

N�o de modo algum, lhe trouxe uma pequena lista que queria ler-lhe.

A eterna lista. Se n�o me engano, sempre digo n�o a sua lista.

Certo. Sempre me disse.

Primeiro caso, Bugianni morreu h� um m�s.

Sua vi�va est� triste, por n�o ter dinheiro para uma l�pide.

O que importa uma l�pide a um morto? N�o, que h� mais.

Voc� deve assistir ao casamento de Nicolina Lombardo e Gianni Cruppi.

Voc� sabe que nunca vou � igreja. A resposta � n�o.

N�o vou ao casamento. O que tem mais nesta sua lista?

A hipoteca que tem da fazenda de Giuzzeppe di Pasco�.

Sim.

A perna de pau para o velho Tur.

Sim.

Maria Lombardo � a pessoa mais importante do povoado e voc� deveria...

N�o!

A quem esta dedicando seu "n�o" desta vez, padre?

N�o quer assistir ao casamento do seu sobrinho com Nicolina Lombardo.

N�o estranho, o que mais teme na vida � agradar algu�m.

E me d� raiva, porque seu aspecto � igualzinho ao seu pai.

N�o sou o meu pai!

N�o faz muito tempo, voc� era como ele.

Talvez, n�o me lembro.

Bem, vou andando. Veja se consegue convenc�-lo.

Eu? Por que eu?

Porque � um velho rabugento e teimoso, estou notando que ele se envolve como voc�.

Tem raz�o e um como eu, basta e sobra.

J� n�o tenho for�as nem para levantar uma pedra. O tempo n�o passou em v�o.

Meu filho...

Te vi nascer. Somos bons amigos fazem muitos anos...

e eu nunca me permiti dar-lhes conselhos,...

mas deixe-me dizer-lhe abre as janelas e deixe entrar a luz...

abre a porta e viva com os outros.

Pelo jeito acredita que as pessoas s�o maravilhosas...

e que n�o deveria viver separado, t�o s�, por que os canalhas, para vigar-se de mim...

assaltaram minha casa e mataram minha esposa a sangue frio.

Sim, eu sei, foi um golpe terr�vel, mas deve esquec�-lo.

N�o, n�o vou esquecer. Al�m disso devo lembrar-me.

- Posso fazer algo mais por voc�? - J� acredito que pode.

- Ir a esse maldito casamento, hein? - Est� bem, irei.

Com uma condi��o Que voc� v� tamb�m.

- Eu? - Os dois.

- Jessica. - Jessica.

Al�m disso, como ela dirige a Vespa.(Scooter) Que vulgaridade.

- E sempre vai sorrindo. - E tem uma voz carinhosa.

- E como ela anda. - E seu corpo.

Me perdoe, padre. Me referi a sua linha.

- Suas pernas j� s�o um pecado. - Voc� que peca ao falar assim.

- Est� com ci�mes. Todas est�o com ci�mes. - Com ci�mes eu? Como pode dizer isso?

J� est� bom, basta.

Me perdoe, padre.

Minha filhas, chegou o momento de falar.

Voc�s est�o chateadas por causa de Jessica.

Que rouba de todas a tranquilidade.

Querem se livrar dela, n�o? O compreendo.

Com certeza deve ser uma p�ssima parteira.

N�o, � magn�fica.

Bom, � a verdade.

Mas, talvez, aquele tenha sido um caso de sorte.

Logo nasceram outras criaturas, com certeza n�o deve ter ido t�o bem...

N�o, pelo contr�rio, � muito habilidosa.

Sim! Ent�o, querem se livrar dela porque...

porque flerta com todo o povoado, hein?

Se mostra sempre sorrindo.

Permite que ou�am sua voz doce...

e sua linha...sua linha a exp�e de forma pecaminosa.

N�o, n�o faz nada disso.

N�o?

N�o.

Ah! Ent�o, s�o os homens,...os homens que correrem atr�s dela.

Sim.

E com isso seus maridos descuidaram um pouco de suas esposas.

Oh, n�o, que seja. Sei l� do marido das outras, ...

mas o meu, me d� mais aten��o que nunca.

Ent�o, qual � o problema?

- Estou cansada. - E n�o s� isso.

E quanto ao meu marido toda vez que chega perto de mim, sei que pensa nela.

- Como sabe? - Porque fecham os olhos, Virginia.

Ai, caramba.

Se as coisas v�o mal, voc�s devem tomar uma decis�o...

e dizer a Jessica que v� embora,...

mas explicando os motivos, a ela e aos seus maridos.

Ent�o, n�o falemos mais.

Me isentem. Estava relembrando uma hist�ria que me contou meu marido.

Se trata de uma com�dia intitulada "Lisistrata"

que fala de umas mulheres que existiram h� muitos anos.

Seus maridos passaram suas vidas na guerra...

e elas j� estavam fartas.

Assim, um dia, decidiram dispensar inteiramente a seus maridos.

Ao cabo de um tempo, eles deixaram de ir � guerra.

Se as mulheres os dispensaram, isso n�o pode ter acontecido aqui.

- Na Sic�lia, imagine! - Ao que parece foi na Gr�cia.

E se dispuseram como uma esp�cie de resist�ncia passiva.

� uma ideia magnifica! N�o se d�o conta.

Sem os homens, se acabaram as crian�as e se acabaram as parteiras.

Assunto resolvido. � perfeito, n�o?

N�s devemos ficar juntas.

- Vamos votar - Certo, vamos votar.

Intervenha voc�, obrigue-as a refletir.

Mas se eu penso como elas.

Voc�? T�o pouca confian�a tem em Gianni Cruppi?

Essa menina, Jessica, � como um novelo...

que se enrosca no cora��o de todos os homens.

Mas n�o � culpa dela. Por que deve ser punida?

Por que � o mais prudente. O fogo pode nos queimar a casa.

Tem que a manter arejada.

Est� indo contra a natureza.

Natureza resistir.

� um pecado de negar assim a vida.

N�o a vida, se negam elas em pessoa.

No fundo, � uma virtude, padre.

Maria, estas s�o apenas palavras. Voc� sabe disso.

E saiba tamb�m, como elas, que uma esposa...

tem obriga��es que n�o pode renegar.

N�o posso dizer mais nada, minhas filhas...pensem bem.

Sou a mais velha e sinto imensamente deix�-las nessa confus�o, mas...

Como vou gostar de ver meu marido ficando carrancudo.

Se n�o estou enganada, querem dizer como estranhos?

- Exatamente, o mesmo que estranho. - E nada mais?

- N�o. Nada mais. - Mas se enfesaram ....

- Lucia... - Lucia voto sim.

E Nicolina estar� conosco?

Sim. Eu voto sim e ela ter� qeu dizer sim.

Em frente!

Todas as mulheres est�o em greve hoje.

Greve? Que interessante. E contra o que?

- Contra o amor. - O que?

N�o importa.

Devo viver com Gianni, como se fosse um forasteiro.

S� por agora. S� por agora.

Depois n�o far� falta. V�o fazer muitas coisas juntos.

H� muitas outras coisas em um casamento, sabe?

A vida � longa e, felizmente, voc� ainda � muito jovem.

Tem muitos anos pela frente, Nicolina.

Assim saber� se Gianni realmente te ama.

Posso faz�-lo, por�m...

Por isso te pe�o a voc�, minha filha.

Ser� muito mais dif�cil para Gianni.

Para um homem jovem, lhe conv�m um pouco de paci�ncia. Lhe far� bem.

Ent�o, voc� me promete, Nicolina?

Farei todo o poss�vel, vov�.

Os prop�sitos de um Lombardo alcan�am melhores resultados que dos outros.

Tenho certeza de que, enquanto estiver sob o meu teto, vai cumprir a promessa.

E confirmar� que sei mais que voc�.

N�o se esque�a que, enquanto Gianni estiver preocupado em te conquistar...

n�o ter� tempo para pensar em outra mulher.

Muitas mulheres descobriram isso.

Mas em quem ir� se por a pensar.

N�o tenha tanta certeza.

Esta � outra descoberta das esposas.

Av�.

Se refere a Jessica, talvez? Sim, sei que � muito bonita,...

mas para Gianni n�o lhe importa quer apenas a mim.

Querer! Eles as querem de seu jeito.

Lembre-se bem, por mais apaixonado que possa estar um homem...

se lhe apresenta uma boa oportunidade, pica.

Voc� tem muito a aprender e tempo de sobra para isso.

Mas, por agora, por agora me prometa.

Sim, eu tentarei.

Bravo, bom para a minha neta.

Abra a porta, te pe�o. Onde quer que v� dormir?

Durma onde quiser, n�o me importo, vai com sua tosse dormir no forno.

Eis que me incomoda muito seus ronquinhos. Como n�o me dei conta antes.

N�o a primeira vez que acontece, sabe Filippo.

N�o acredita, mas foi o que aconteceu h� muitos anos na Gr�cia.

- � a hist�ria da Lis�strata. - Venha deitar-se.

Eram mulheres de verdade. Seus maridos estavam sempre na guerra ...

At� que um dia decidiram declarar uma greve e assim conseguiram ...

Filippo!

Amados filhos.

N�o. Este lugar � reservado ao Bar�o.

Quem?

N�o pode sentar ai. � o local do Bar�o. Venha aqui.

Dou conta do compromisso matrimonial...

entre Gianni Cruppi e Nicolina Lombardo...

ambos participantes desta par�quia, e a boda se celebrar� no pr�ximo s�bado...

Este � o segundo aviso.

Meu serm�o de hoje est� baseado na epistola ...

de S�o Paulo aos Ef�sios. Cap�tulo Quinto.

As esposas est�o sujeitos a vossos maridos, como ao Senhor.

Por que o marido � a cabe�a da mulher, como Cristo � a cabe�a da Igreja...

e como a Igreja est� sujeita � Cristo, assim as mulheres a seus maridos...

em todas as coisas.

Padre Antonio foi muito eloquente.

- Eu tentei e veja. - Se empenhe mais.

Deve imaginar, por exemplo, que sou eu que estou vivendo a seu lado e n�o ele.

N�o fez mais al�m de falar de voc�.

Confesso que � a primeira vez, em 30 anos...

Que ou�o meu tio falar bem de algu�m. Deve estar chateada.

Oh n�o, ele esta na maturidade.

Bom dia.

Como est�o minhas crian�as?

Vamos j�, crian�as. Vamos.

Antonio!

Como est�, Sra. Lombardo? Est� preocupada?

Nada, nada.

E voc�, querida? Parece uma garotinha de 18 anos.

Verdade?

Nicolina, seu casamento est� chegando. Estou feliz por voc�.

Obrigada, Jessica.

Nicolina! Gianni! Vamos!

Adeus, Jessica. Gianni.

At� breve.

- Toma, bebe. - N�o, beber tanto � perigoso.

Logo, logo faremos ...

O que belo dia, padre.

S� lamento que falte meu pobre Roberto.

Sua pobre Roberto poderia ter a todos.

Sim, eles ganharam para beber, para dan�ar e amar.

Vem, vamos dan�ar.

N�o est�o casados, compreende?

O Bar�o.

Ol�.

Estou feliz que voc� veio.

Boa tarde.

Que surpresa agrad�vel.

Oh n�o! N�o poderia faltar ao casamento da minha afilhada...

com o sobrinho do meu velho amigo, Cruppi.

A prop�sito, onde est� Cruppi?

Ele tinha algo para fazer, mas logo vir�.

Obrigado.

Senhora...

me daria a honrar de tomar uma bebida comigo?

Naturalmente.

Estava olhando a minha esposa, padre.

Est� com ci�mes, Luigi?

Ci�mes? Nada disso.

Unicamente pensava que se estivesse aqui a parteira americana...

Nada em absoluto ofuscaria minha mulher.

Assim se mudam em dan�ar, e ela encanta.

Deixei Jessica se vestindo para vir...

esperava esse.

Olhem como est� colhendo.

Sr. Cruppi, mas eu... E o Rosano?

B�bado! B�bado como uma Cuba.

- Est� pronta? - Entre.

� para mim?

Claro, para voc�.

- Ent�o, pegue isso para voc�. - Obrigada.

Estou bem?

Vai pegar um resfriado. Vamos.

Um momento.

Para voc�.

E com isso, n�o vou ficar com frio.

Assim, de bra�os dados.

Vamos.

Meus filhos, n�o tenho que dar nenhum serm�o, em seguida tenho ...

um presente de casamento que oferecer, s� o melhor da felicidade.

Padre, o meu velho amigo Cruppi.

E ai velho, cansado? Venha.

Tome uma bebida.

Dissemos a Rosano para n�o traz�-la.

Eu sei, Rosano me contou.

E Cruppi como sabia?

A vila � muito pequena e as pessoas murmurram. Conhece isso?

Nunca a havia visto. � daqui?

Vive aqui. Mas n�o sei se durar� muito.

Meu pobre Roberto sempre dizia que se n�o tem bom casamento se n�o h� briga...

mas eu n�o gosto.

O que voc� espera de um povoado erguido em cima de um vulc�o?

Tome.

Venha

- Nossa! - O que disse?

Veja... Nada.

Um pouco mais de vinho, Jessica?

Devo aceitar?

Como desejar.

Ent�o n�o. Como sabe o meu nome?

Padre Antonio me falou de voc�.

Bem, um pouco mais. E o que ele disse?

Que deixa louco todos os homens da aldeia.

Vamos.

Mas n�o me disse quem a faz ficar louca.

Nenhum deles eu gosto.

Quer me fazer crer que nenhum destes bronzeado...

e musculosos jovens a atrai?

Ser jovem n�o � suficiente. Melhor n�o ser tanto.

Sim.

Quando se � jovem, n�o se aprecia as coisas.

Com o avan�o da idade, se melhora, ou deve melhorar.

Os sentimentos s�o mais profundos.

Ent�o, lhe sou conveniente, correto? Sen�o por que me atraiu ao jardim.

- A qualquer hora, querida... - Est� cansado?

Um pouco, mas se quiser ficar...

Apenas matando o tempo enquanto lhe esperava.

- Obrigada, Pascoal. - Antonio.

Sim, � verdade.

Eu gosto deste vinho.

Voc� disse que se chama Giusseppe...

que vai de barco de pesca at� Taormina...

que amanh� estar� no mar em seu barco...

e retorna dentro de umas semanas.

Conte-me algo mais.

Nada mais, mas sou um homem de sorte.

Ent�o por que que sair amanh�.

Porque a encontrei esta noite.

Tem certeza que � um pescador?

Sim, por que n�o?

N�o o sei, � uma coisa...

� algo t�o aborrecido.

N�o sei, Eu n�o sei como lhe explicar.

Segundo voc�. A pesca � algo aborrecido?

Voc� a acha interessante?

Sim, se o advers�rio � que vale a pena, se voc� sabe lutar...

se � um peixe lutador... Ent�o, � interessante.

Nenhum homem no mundo, rico ou pobre...

que n�o consiga a presa, se n�o souber esperar o momento oportuno.

Isso � cruel.

Cruel? � a presa que conduz � isca.

e n�o a isca que conduz a presa.

O fato � que n�o tem sa�da.

Conseguir o peixe, � a ilus�o de ter.

Se eu n�o foi uma ilus�o qeu conseguiu, que sentido teria a vida?

Pobre peixinho.

Como?

N�o importa.

Oh, um momento...

Est� comprometido?

N�o.

Tem uma namorada?

N�o.

Est� apaixonado?

N�o.

Ent�o, ningu�m sofrer�.

Luigi, j� � tarde, feche a varanda e venha para a cama.

Esta � a raz�o por que as mulheres deixam que seus maridos se embebedem.

- Para quem n�o pode... - Claro.

Fazem muito bem que os embebedem todas as noites durante meses.

- Voc� tamb�m, querida? - Eu tamb�m o qu�?

Tamb�m faz parte dessa conspira��o?

- Claro que sim, sou uma mulher, n�o? - Isto salta � vista, querida.

- O que voc� est� olhando? - A uma mulher.

- A uma mulher das mais desej�veis. - Quem?

Voc�, Nunzia.

Que est� dizendo!

Para mim, voc� � t�o apetitosa como um fruto proibido, Nunzia.

- Mas est� ficando louco. - Tenho atravessado o Rubic�o...

atravessei a ponte, devo confessar que, neste momento...

te encontro completamente irresist�vel.

N�o sei se � pela luz da lua, por�m algo aconteceu.

Tenho que enfrentar esse desafio como um homem.

- Est� pronta. - N�o h� falta de coisa alguma.

Nicolina...

Minha av� pode nos ouvir.

N�o h� nada que n�o imagine j�.

V�o nos ouvir. V�o nos ouvir.

Gianni, n�o agora.

Por que n�o?

Tenho um sonho.

N�o tem estado mais acordada em toda tua vida.

Temos que falar, antes temos que falar de...

como pessoas civilizadas...

e decidir o que... Oh! Gianni...

N�o, p�ra.

Mas Nicolina, eu te quero.

Sim, eu sei e eu tamb�m te quero, mas n�o sei...

Nicolina, deixe-me te dizer uma coisa...

Todas as garotas no princ�pio tem medo, mas depois, gostam.

Confie em mim, n�o tenha medo.

Medo eu, quem tem Medo?

Gianni, tenho uma id�ia. Vamos ao campo.

Ao campo? Agora? Ao campo!!!

Quer abandonemos a casa e vamos apanhar ar fresco?

Sim, por favor, Gianni, te pe�o.

Eu quero passar as primeiras horas de casados...

sob a lua e as estrelas.

Quer dormir no campo?

Ent�o, vamos l�.

Gianni, os sapatos.

Vamos, louca, depressa. Depressa.

Gianni.

Minhas m�os n�o parecem ter mudado.

Voc� espera que elas mudassem?

As �rvores est�o iguais.

O sol brilha como sempre. Nada mudou. S� eu.

Oh Gianni! N�o se pode querer mais a um homem.

E, por isso o marido e a mulher partiram.

O marido tem olhos de fogo escondido.

Tem sorte esta menina.

Sabe muito bem o que faz.

Jessica! Precisa fazer tanto barulho?

Por que est� dando tantas pancadas?

Voc� passou muito melhor � noite. Vinho e amor.

Eu s� tive vinho...

mas quando te vi sair com o Bar�o...

Se refere a Giusseppe?

Giusseppe? Quem � Giusseppe?

O mais alto e belo com uns olhos...

e um sorriso enganador...

Um homem muito interessante.

Eu sei. Eu que o diga. O homem que te acompanhou at� o jardim.

Bar�o Edmondo, o senhor do castelo, ai de cima.

Giuseppe � o bar�o?

Faz anos que lhe assediam as mulheres de toda Sic�lia.

Por�m ele, nada. At� hoje, nenhuma veio aqui e fez o menor caso

Com voc� deve ter feito uma exce��o, porque voc� � estrangeira.

Parigi Mamma, tem certeza que o homem que...

que o homem que me viu ontem � noite era...?

Era o Bar�o. Com certeza, eu lhe digo.

Para os homens, tenho olho de lince.

A prop�sito, a noite passada, algo raro.

Todos os maridos estavam b�bados e todas as mulheres estavam felizes.

Algo devem estar tramando e deve ser contra voc�.

Estar�o prontos para explodir.

Como vou rir.

N�o haver� nada para rir.

Por que n�o me disse que tudo que est� passando � por mim?

Teria se revoltado.

Por que n�o as deteve, padre?

Lutam pelas coisas mais importante de suas vidas...

seu marido e sua casa. N�o consegui nada.

Cr� voc� ent�o, que tem raz�o para fazer uma coisa semelhante.

Elas t�m o direito de defender a fam�lia.

Mas por que? Que mal lhes fiz a elas se posso perguntar?

Estar aqui. Minha filha � o que se chama a oportunidade, sim...

uma tenta��o para os maridos e um tormento para as mulheres.

N�o tenho nada a me reprovar.

N�o, mas elas cr�em que os homens pensam em voc�.

E isso, as mulheres n�o podem perdoar.

E se eu quiser ficar, padre?

Est� no seu direito, minha filha.

Ent�o o que devo fazer?

N�o posso dizer nada, Jessica. Deve decidir-se sozinha.

Sim, � claro.

Obrigada, padre.

Por que voc� n�o me dizer que foi uma greve?

Qual � a diferen�a? Manteve a sua palavra, n�o?

Sim.

E n�o ficou chateada, certo?

Naturalmente.

Deve retirar essas ervas do cabelo.

O que mais quer?

L� marrom.

As suas meias est�o cheia de buracos.

Ela come�a bem.

Parece cansada. N�o dormiu bem?

Dormi muito bem, mas pouco, como voc�s.

Como todos n�s.

Quem voc� conta? Oh! Se vissem a ele...

Eu n�o consigo ver a gra�a.

Diga-me senhora Casabianca tem ideia do que fez?

Que foi que fiz? Realmente achar engra�ado...

que nos traiu, humilhou e sabotou?

N�o fomos?

Sim, para todas n�s.

Falo por mim e n�o tenho por que fechar meu quarto.

Voc� pode rir, mas se n�o tivesse sido por mim...

Talvez algumas estariam chorando agora.

fui a �nica que vi percebi o perigo de esta Jezebel, esta americana.

Fui a primeira a adivinhar seus planos.

A �nica em ver que ia usar sua diab�lica beleza ...

para enfeiti�ar todos os homens do povoado.

Bom dia, senhoras.

O padre Antonio me contou sobre a greve...

e vim anunciar que irei, mas isso foi antes de ouvi-las.

Minha beleza diab�lica. Que palavras t�o envenenadas se utilizam...

voc�s para encobrir seus maus pensamentos. Enfeiti�ar aos homens?

Voc�s sabem que n�o est�o certas.

Querem se livrar de mim pelo medo das confus�es.

Senhoras, agora saber�o o que s�o confus�es.

Que insolente.

Senhor, tenho que confessar...

Tenho medo que fiz uma bagun�a...

n�o pode ser culpa sua.

Por isso, deve ser minha culpa.

As mulheres da aldeia tem raz�o...

e os cavaleiros tamb�m t�m muita raz�o.

E Jessica tamb�m tem raz�o.

Mas tudo est� errado.

Meu pequeno povoado est� de cabe�a para baixo...

Meu pacato povoado...

Meu pequeno povoado pacato est� de cabe�a para baixo...

com Jessica aqui.

As mulheres da aldeia tem raz�o...

e os cavaleiros tamb�m t�m muita raz�o.

E Jessica tamb�m tem raz�o.

Mas tudo est� errado.

Eu n�o posso culpar os homens.

Eu n�o posso culpar os homens.

Homens.

Perfeito. Um exemplar perfeito.

Propor��es requintadas. Membros longos.

E figura esbelta.

� a grande ocasi�o que tanto esperava. Oh! Boa tarde Jessica.

Nunca vi nada t�o perfeito e sem obst�culo � a primeira vez.

Bem, o que quer voc� dizer?

N�o � f�cil de distinguir o macho da f�mea, sabe,...

mas desta vez n�o tenho nenhuma d�vida.

Sei que � um verdadeiro exemplar masculino.

O qu�?

Uma aranha.

Onde est�?

N�o, n�o, j� escapou.

Voc� se interessa pelas aranhas, por acaso?

N�o, n�o a mim, mas congratulo-me que lhe interessam.

� o meu hobby, Eu estou escrevendo um livro.

Sobre as aranhas?

que ordem, que paci�ncia, que teimosia...

delicadeza infinita que adverte em suas obras de arte.

Pense por um momento senhora que em uma teia de aranha.

� uma armadilha perigosa cheio de gra�a e beleza.

Posso dedicar a vida descrev�-las.

- A� vem ele. - Bom dia.

N�o, n�o querida, n�o quero que ningu�m me distraia agora...

Preciso ficar sozinho revivendo a experi�ncia de hoje.

Foi uma experi�ncia �nica maravilhosa.

Bom?

- Pobrezinha - Que pena.

- A americana. - Sim, nadando.

� uma aranha.

Luigi, quanto te quero.

Agora, querido, tenho uma noticia para voc�.

Logo ser� o pai Vamos, o que diz?

- Pai... - Sim

- Pai. - Luigi.

Bravo, Tuffi.

� um verdadeiro siciliano.

Veja, n�o costumo perder tempo.

- Vamos tome um trago. - Trago!

N�o, idiota. Cavou muito.

Dois dedos de profundidade, como me disse.

Tem mais de dois dedos. Vai afoga-las.

Vamos, deixe-o.

Vai matar todas as flores.

Sim, � uma pena, mas n�o deve se levantar.

Eu repiti a ele todos os dias por quatro semanas...

mas n�o quer obedecer-me.

Deveria...

Deveria voc� deixar o trabalho..

Est� bem.

Voc� � a �nica pessoa que me d� aten��o.

S� voc�, a �nica.

Essas orgulhosas pernas tamb�m n�o querem me obedecer.

Nem sequer querem me manter em p�.

Tanta coisa para fazer ainda e tenho t�o pouco tempo.

Jessica, percebe o quanto eu me perco com os seus cuidados?

Por que fez isso?

Por que tem um mau g�nio, ningu�m se atreveria.

Como no fundo, tenho madeira de Santo...

o que ocorre � que dissimulo, para que n�o abusem.

Bem, ande v� ver esse garoto antes que me estrague todas as flores.

Ande, ande, quero dormir.

E n�o tenho vontade de ver ningu�m, compreende,...

mas se por casualidade amanh� tiver que passar por estes lugares...

Me parece que teri que passar.

Bem, o que voc� acha?

Horr�vel, se tivesse feito de prop�sito n�o haveria resultado pior, do que resultou.

- Me leve para casa na Vespa? - N�o.

Por qu�?

Pelos olhos do povo, como dizem os italianos.

Retornando ao plantio, voc� faz deliberadamente.

Seu tio e eu lhe explicamos muitas vezes como se faz.

N�o se deve colocar o rosa ao lado do azul. O amarelo junto ao verde.

Sen�o, veja...

Uau, Gianni. Vejo que avan�a muito?

Estarei fora uma ou duas semanas. Cuide do seu tio. Cuide dele.

Quando voltar, o arranjarei...

mas n�o lhe diga, � teimoso.

Deve estar no hospital fazem dias, se houvesse ido...

Se houvesse ido ao hospital, j� estaria morto.

Especialista em rufi�es?

Oh n�o, digamos melhor, em barcos a motor.

Que surpresa para mim. Pensei que disso sabia pouco.

Veja, aprendo r�pido.

Traz sorte para os seus amigos.

Gianni vamos, venha depressa se quiser vir comigo na Vespa.

Gianni, de lembran�as para sua esposa.

Nos vemos amanh�?

Por que n�o?

Gianni � tarde.

Padre ant�nio e vov� terminaram de jantar.

Estou te esperando.

Ol�, Nicolina.

J� te disse que n�o quero que esta mulher entre em minha casa.

Nicolina!

J� sabe. Diga que se v�.

Fica com a gente para o jantar?

N�o, nos veremos amanh�.

Sempre que lhe deixem sair de casa.

At� breve, Gianni.

Que bombom, hein?

Gianni, venha aqui.

Voc� velha, se meta com sua vida. Nicolina!

Gianni, quero falar com voc�.

� cedo para serm�o, padre.

Nicolina!

Onde est� o meu jantar?

Gianni, por favor, n�o me trate assim.

Avise-me quando estiver posta Esperarei no celeiro.

Gianni...

E me fa�a a cama na sala pequena.

E agora o que fa�o, n�o sei o que fazer, pobre de mim.

Nem eu tampouco, mais confus�o.

N�o tenho certeza que esta v� embora.

Por um lado, tenho o Edmondo.

Por outro lado, a garota.

E o que me parece que Edmondo poderia consertar tudo...

e ela salvar-se. Tenho que tentar.

Ainda que seja arriscado.

Bom, bom, senhoras, n�o � arriscado, � uma loucura.

Bonito, n�o �?

Lindo.

Ent�o, far� Edmondo?

Eu n�o sei.

Pelo que disse de bom da garota n�o fez mais do que o bem.

Levou ao povoado otimismo e alegria.

Na verdade, deu mais recrea��o e anima��o.

E voc� quer que lhe diga que se v�?

Sim, quero.

N�o pode me explicar o motivo?

N�o.

Est� bem.

Quando voltarmos, vou lhe agradar.

Olhe, diga-me algo mais sobre ela.

N�o se preocupe, vou cuidar para que chegue bem o seu filho.

Obrigada, me tranquilizou.

Adeus, Sra. Tuffi.

Quantas crian�as est�o a caminho agora?

Com este da Sra. Tuffi, tr�s certos e quatro prov�veis.

Sete, sete caras que vieram em segredo e com presentes.

E outro est� a caminho.

Quem �?

N�o vieram para ver-me!

Estou indo.

Sra. Visconti, uma surpresa para voc�.

Vamos ao assunto. Este homem quem �?

- Meu irm�o Peppi - Seu irm�o!

Meu irm�o Peppi, em sua qualidade de xerife Municipal de Forza d' Argo.

Sra. Visconti.

Como xerife municipal deste povoado...

Recebi o dever de ler-lhe o seguinte.

Jessica, se quiser se opor, a ajudo.

" O Bar�o Edmondo Ramos disp�e...

que a Sra. Jessica Brown Visconti...

desocupe sua casa dentro de 15 dias...

contando a partir de hoje. Assinado, Edmondo Ramos.

Legalmente, pode faz�-lo, mas procuro um caminho...

Te mantenho muito bem.

Por voc�, Jessica, farei o qeu for precisar.

A este ponto temos chegado. Uma coquete, ...

uma qualquer, n�o se deve falar. Estou dizendo a voc�.

- Onde est� indo agora? - Eu estou indo ao bar.

E voc�, por que n�o vai para o inferno?

O que deseja?

Quero falar com voc�.

Do que se trata?

Bem, vamos l� para dentro.

N�o tem por que temer, estou com boas rela��es com os elementos, se recorda.

Entre.

Sente-se.

N�o estou cansada.

Bem, vejamos...

Ah! J� sei.

Quero saber por que me ordena que desocupe a casa?

� minha.

- Te pago aluguel. - Certo.

Ent�o, por qu� devo sair?

N�o h� uma raz�o concreta.

Pois eu n�o quero sair.

N�o se v�.

Pediram-me para fazer algo. E fiz. Assunto resolvido.

- Quer que bebamos algo? - N�o.

Est� com medo?

Sim.

Est� bem, pode sair.

Ainda est� aqui? Muito am�vel.

Beba.

Giuseppe, Edmondo ou como voc� se chame.

Por que mentiu?

Eu n�o sei. Por costume.

Se falo a verdade e querem mentiras, se minto e querem a verdade.

N�o me desgosto de a terem advertido.

Tamb�m me dei conta das suas mentiras.

Mentiras? N�o lhe disse nenhuma.

Dava a impress�o que gostava de viver em minhas terras se dedicado �s crian�as.

Mas na verdade, se dedica aos pais.

Por favor, isso s� ocorreu depois, nunca fiz com seriedade

Assim virou uma piada?

Eu tamb�m gosto de piadas, mas n�o com meu povo...

ainda que...

talvez se trate de uma confus�o.

Talvez esteja realmente apaixonada por Gianni Cruppi...

ou de Antonio Risino, Pietro Musodino...

Peppi Torriello, Filippo Casabranca...

N�o se esque�a na lista do jardineiro?

Tamb�m o velho Cruppi?

Pensei que usava como artimanha para se insinuar ao seu sobrinho.

Sup�e que sou muito h�bil, pelo visto.

N�o nada disso. Aprecio o talento quando o descobro.

Bem, muito obrigada.

E agora disse quanto queria vamos ver se nos colocamos de acordo.

Estou farta que todos estejam me observando...

na espera de que se decidam se lhes convenho ou n�o.

Creio que j� � hora de dizer se voc�s me conv�m.

N�o me conv�m, come�ando por voc�.

Jessica.

Pensava que Gianni estava aqui.

N�o.

Ele n�o voltou para casa e eu pensei que talvez estivesse aqui.

N�o.

Jessica, n�o tome meu marido.

Seria f�cil se quizesse e eu n�o podia fazer nada...

mas n�o o fa�a.

A que vem tudo isso de, "n�o o leve"? N�o o quero.

N�o quero qualquer um.

Quando v�o meter na cabe�a que n�o � de mim...

que devem ter medo?

Mas sim de voc�s. E n�o medo, mas vergonha.

N�o � poss�vel que voc�s duvidem de seus maridos t�o facilmente?

Voc�s n�o tem confian�a neles?

N�o importa.

Nicolina, fa�a o favor de n�o se preocupar por Gianni,

N�o h� motivo para isso. Venha. Vou lev�-la para casa.

Jessica, meu tio est� morrendo, quer v�-la.

Gianni.

Nicolina.

Deixe-me ir tamb�m.

Onde diabos ela se meteu?

N�o entendo. O que diz?

Eu disse: Onde diabos ela se meteu?

Mas n�o se mova, ela vir�.

- Sofre, padre? - N�o.

O que voc� sabe?

Eles acham que estou morrendo.

Que n�o me fa�a enraivecer! Ou aqui desbasto.

Bem, mas agora deve descansar.

Eu quero ver o meu jardim.

Sim, logo. Agora n�o deve se cansar.

Logo n�o vai ter mais tempo. Ajude-me a levantar

O que � isso?

Meu jardim... Jessica.

Sim, existe uma tempestade.

Eu quero ver. Eu quero ver.

Deixem que o veja.

60 anos de trabalho.

Toda a minha vida dedicada a este jardim e acabou.

Vamos ter que plantar de novo.

N�s faremos isso por voc�.

Verdade?

O far� de verdade, Jessica?

Sim, e exatamente o mesmo. Flor por flor.

N�o me jugue, lembre-se que aguardarei todos l� em cima.

Padre, se orar por mim, acha que poderei subir?

Te asseguro que vai.

Ent�o, � melhor que comece...

imediatamente.

- Edmondo. - Diga-me.

Eu estou morrendo, certo? N�o me engane.

- Sim, � verdade. - Bravo.

N�o se esque�a que mesmo quando estou meio morto, estou mais vivo do que voc�.

- Seja esperto, filho. Seja esperto. - Sim.

Jessica.

Eu estou aqui, Cruppi.

Cale-se, n�o fale.

O que � isso de n�o falar?

Sabe muito bem que nada pode me impedir de...

Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.

� triste, estarmos indo para Roma esquecer tudo isso...

embora Maria Lombardo e as outras nos enviou suas desculpas...

nos seguimos feridas profundamente.

Aperte um pouco esta cinta, padre.

� isso, obrigada. Voc� j� fez a mala, querida?

Ent�o, pe�a ao padre Antonio que o feche.

Jessica, n�o sei o que poderia te dizer.

Jessica, espere um momento, esquecemos a fotografia...

do nosso pobre marido morto.

Perdoe, padre, o que dizia? O interrompi?

N�o v� para Roma.

Por que? Por que n�o devemos de ir?

Jessica, eu cometi um erro.

Falei com Edmondo para dizer-lhe que se fosse.

Eu s� queria coloc�-lo cara a cara...

Eu tinha certeza... ou esperava...

acreditava... enfim...

Eu estava errado.

S� os grandes cora��es reconhecem seus erros, padre.

N�s te perdoamos.

Bem, n�s fechamos o bau e nos pomos em marcha?

- N�o vai ficar por isso? - N�o.

Por minha culpa.

N�o, padre, n�o por voc�.

Pelas mulheres?

N�o, tampouco.

Ent�o, por quem?

Eu n�o sei.

Creio que eu sei.

O Bar�o.

Certo, estava por dizer-lhe.

O Bar�o!

Como?

- Temia que j� havia ido. - Estavamos a ponto de sair.

- Vamos, Jessica. - Por favor, espere.

Sinto muito apresentar-me assim. Lamento tamb�m muitas outras coisas.

Em resumo o que voc� sente pelas crian�as eu sinto pelas promessas.

E queria que fossem cumpridas.

Que promessa est� falando, o Sr. Bar�o?

Vamos, Mamma Parigi. Vamos, para fora.

Por qu�?

Voc� prometeu planta jardim novamente meu amigo.

Como pretende faz�-lo?

Pois deve fazer como fazia Cruppi misturando todas as cores. Para voc� � uma selva.

Assim � como ele gostaria, e eu creio que a selva...

� o mais belo jardim do mundo.

Tem visto as flores silvestres nos bosques.

Que louca fui quando lhe reprovei ao plantar os cravos de cor rosa, com os de cor vermelha

Var�es.

Anuncio o nascimento do filho...

Sr. e Sra. Tuffi.

Parab�ns.

Dois var�es.

Dois filhos! Dois!

Os tiveram Sr. e a Sra. Tuffi.

Peppi, dois meninos.

� a supresa, � a supresa.

A m�e e as crian�as...

e o pai...

est�o todos bem.

O tema da minha palestra hoje ser�...

"Quando a fruta est� maduro...

� tempo de colheita."

Os exorto a se juntar a mim, em a��o de gra�as.

Agradecemos, Santo Padre...

por ter indicado o caminho da verdade e da concordia...

o caminho do amor e da compress�o...

S� assim � poss�vel a n�s pobres humanos ...

colher o fruto do nosso trabalho, da nossa vida...

em concordia e irmandade.

E te pedimos para continuar assistindo para n�s...

e que nos guie pelo caminho da paz...

porque sem a sua ajuda, podemos errar.

Senhor, quanto podemos errar.

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