All language subtitles for Tunisian Victory 1944

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Original subtitles

OS GOVERNOS DOS E.U.A.

E GR�-BRETANHA APRESENTAM

VIT�RIA NA TUN�SIA

18 horas de viagem.

Destino desconhecido.

Um segredo militar.

A maior expedi��o internacional de sempre.

Orientada pela bandeira da Marinha americana.

A sul da Gr�-Bretanha, a 4800 Km de dist�ncia,

uma escolta duas vezes maior,

move-se no trajeto previsto atrav�s do oceano,

protegida pelas cores da Marinha brit�nica.

Torpedeiros em apoio de proximidade,

cruzeiros nos flancos e coura�ados para l� do horizonte.

Das plataformas dos porta-avi�es

e desde a costa, toda a frota

patrulha os c�us e os mares,

posto avan�ado de um elaborado escudo protetor.

Este e Nordeste, a escolta americana.

Sudoeste por Oeste, a brit�nica.

Nada como estas duas armadas agitou os mares

desde o in�cio dos tempos.

Trata-se de uma opera��o conjunta,

iniciada cerca de quatro meses antes em Washington D.C.

18 DE JUNHO DE 1942

O Presidente dos E.U.A.

recebeu o Primeiro Ministro da Gr�-Bretanha.

A gravidade do momento tinha-os aproximado.

Passaram a noite em claro na Casa Branca,

onde se reuniram com os respetivos Chefes do Estado-Maior.

Pois este era o cen�rio que ganhava forma

para os l�deres civis, militares e navais

nesta reuni�o secreta.

Duas pontas de lan�a do Eixo voltavam-se para Este.

A Norte, von Bock avan�ava da Ucr�nia ao C�ucaso.

No Sul, Rommel percorria a fronteira eg�pcia.

Estes dois v�rtices planeavam encontrar-se no Ir�o

e avan�ar para Este at� � �ndia.

No Oriente, o Jap�o ocupara a costa da China,

�ndias Orientais, Mal�sia e Birm�nia,

preparando-se para a deriva ocidental atrav�s da �ndia.

Na eventualidade de ambas se cruzarem,

R�ssia e China, excluindo os remotos portos no �rtico,

ficariam completamente isoladas.

Mat�rias primas japonesas e produ��o alem� combinar-se-iam.

Os povos da Europa, �sia e �frica,

perfazendo sete-oitavos da popula��o mundial, seriam escravizados.

Pela manh�, uma decis�o t�o ousada quanto revolucion�ria.

Ousada, ao tomarmos a ofensiva num momento t�o sombrio.

Revolucion�ria pois concebida, planeada e executada

pelos povos de duas na��es.

O momento e o local tinham sido combinados.

O nome de c�digo desta opera��o conjunta era "Acrobat".

Os dois pontos fundamentais eram sincroniza��o e secretismo.

125 dias para planear e lan�ar o ataque

a 4800 Km de dist�ncia.

Uma opera��o envolvendo centenas de milhar

de soldados e marinheiros americanos e brit�nicos.

S� o esfor�o de milh�es de trabalhadores dos dois pa�ses,

E.U.A. e Gr�-Bretanha, poderia concretizar este plano.

Mas nenhum deles o poderia conhecer.

SECRETO

Poucas figuras destacadas, n�o mais que isso,

conheciam integralmente o plano para a maior das opera��es conjuntas.

Em Londres e Washington,

oficiais brit�nicos e americanos colocados lado a lado,

trabalhando dia e noite na �rdua tarefa que se avizinha.

Gradualmente, duma conviv�ncia di�ria for�ada,

aprenderam a respeitar-se.

Assim nasceu o relacionamento que viria a originar um ex�rcito Aliado.

Chegavam relat�rios hora a hora acerca da enorme tarefa

que era conceber a arma adequada.

Era uma corrida contra o tempo.

Nos E.U.A. homens e mantimentos a Este

em dire��o � costa Atl�ntica.

Na Gr�-Bretanha, o ex�rcito avan�ava por estradas e ferrovias.

Os estivadores trabalhavam dia e noite.

Batiam-se recordes de transporte de carga nos navios.

A cada soldado, brit�nico ou americano, dez toneladas de equipamento.

De ambos os lados do Atl�ntico, o esfor�o era extraordin�rio.

Armas, cami�es, aeronaves, gasolina, �gua, alimentos,

arame farpado, locomotivas.

Foram enviados 520 diferentes tipos de muni��o.

Todos os navios viajaram em sintonia e absoluto secretismo.

Prosseguindo de forma encoberta.

Chamo-me McAdams. Joe McAdams.

Kansas City, Kansas, soldado raso de primeira classe.

Eu estive num dos navios que est�o a ver.

Parte do maior espet�culo de sempre sem o saber.

Demasiados navios de uma s� vez.

CL�SSICOS DO WESTERN "Cora��o de Le�o"

Estivemos a reclamar por a��o. E agora �amos t�-la.

Mas n�o sab�amos onde. Noruega, Fran�a, It�lia, China...

Finalmente, ao quinto dia, tivemos novidades.

O que est�vamos � espera de ouvir.

Entregaram-nos pequenos manuais. Lembro-me da primeira linha:

"Dever�s servir no norte de �frica como soldado dos E.U.A."

Entusiasmou-me de alguma forma.

Porqu� o norte de �frica? Em que consistia o plano "Acrobat"?

A escolta americana apontava a Este e a brit�nica a Sul.

A dada altura, a oeste de Gibraltar, a brit�nica dividir-se-ia.

Durante 12 horas, deslocar-se-iam em dire��es opostas.

A segunda metade inverteria o percurso e seguiria a primeira.

Passando por Gibraltar 24 horas depois.

Ent�o, com precis�o cronom�trica,

iniciariam aterragens simult�neas em Casablanca...

PORT-LYAUTEY

Or�o...

Argel.

Casablanca protegeria o flanco de um ataque do Eixo atrav�s de Marrocos.

Or�o e Argel como bases seguras de onde pressionar a Este.

A ocupa��o da Tun�sia...

Permitiria cortar as linhas de provis�o de Rommel ao longo do Mediterr�neo.

Depois, a emboscada e destrui��o do Afrika Korps pelas For�as Aliadas

e pelo 8� Ex�rcito brit�nico.

Assim, um dos lados da pin�a do Eixo seria amputado

e as provis�es no Cabo da Boa Esperan�a

reduzidas a metade

pela conquista do Mediterr�neo.

O norte de �frica seria nosso e da� poderia atingir-se

o cora��o da fortaleza do Eixo.

Eram estes os objetivos principais do plano denominado "Acrobat".

Mantiveram-se em forma, sabendo agora a miss�o que os esperava.

Para a maioria, esta viagem era uma nova experi�ncia.

Nunca tinham estado t�o longe de casa.

Assim se passou comigo. Chamo-me George Metcalf.

Era um merceeiro em Surrey Street.

T�nhamos uma loja h� imenso tempo. Mas �ramos uma fam�lia militar.

O meu pai esteve em Passchendaele e eu em Dunquerque.

Nunca conheci companheiros como aqueles que embarcaram comigo.

Malta de Glasgow, Nova Iorque, Londres, Melbourne,

Cidade do Cabo, Montreal, Chicago, Birmingham,

Wellington, Bethnal Green, de todo o lado.

Reconhe�o que era altura desta equipa ser posta � prova.

Enquanto descascava batatas, escrevi uma bela carta � minha mi�da.

Descrevendo o ziguezaguear do navio, falando de peixes voadores e baleias.

Claro que ainda n�o vimos nada.

Mas acho que vai gostar de saber que estou a desfrutar.

E agora tenho mais qualquer coisa para lhe contar.

As melhores not�cias em muito tempo. Acabaram de as afixar.

BOLETIM NOTICIOSO ESPECIAL

AP�S 12 DIAS DE COMBATE

NO DESERTO PELO 8� EX�RCITO,

O AFRIKA KORPS EST� AGORA EM RETIRADA

Mas esta ofensiva inseria-se numa estrat�gia mais vasta.

Com bombardeamentos em G�nova...

N�poles, Turim.

Ataques � f�brica da Renault, desmantelando os tanques de Rommel.

Tudo isto fazia parte desse mesmo plano "Acrobat",

que o inimigo desconhecia ainda.

Nada da viagem de submarino a �frica pelo General Mark Clark,

com uma mensagem clandestina para Fran�a.

Nada da chegada a Gibraltar do General Eisenhower,

a quem se juntaria o General Henri Giraud,

que tinha recebido antes essa mesma mensagem.

O inimigo nada sabia at� ao �ltimo momento,

quando a primeira metade da escolta brit�nica

passou pela fortaleza de Gibraltar.

Foi durante a noite que o navio atravessou os estreitos.

Momento cuidadosamente escolhido.

Pois num espa�o t�o reduzido, o ataque parecia certo.

A bordo do navio e no rochedo, todos assumiram posi��es.

Mas os navios mantiveram-se firmes.

Era como se, nesse momento, o inimigo tivesse sucumbido

� indecis�o.

Desta vez, foi em Roma e Berlim que ningu�m se deitou.

Pela primeira vez desde o in�cio da guerra,

estava a inverter-se a posi��o de poder.

Mas antes que o inimigo pudesse recuperar,

os nossos navios mantinham-se na proximidade do destino previsto.

Os eventos planeados quatro meses antes caminhavam para o seu auge.

A escolta americana posicionava-se ao largo de Casablanca.

O General Patton discursou ent�o para os seus homens a bordo:

"Soldados e marinheiros,

n�o sabemos se o ex�rcito franc�s em �frica ir� reagir ao nosso desembarque.

Mas toda e qualquer resist�ncia ter� de ser destru�da.

Contudo, se algum dos soldados franceses se quiser render,

dever�o aceit�-lo e tratar com respeito

um corajoso oponente e futuro aliado.

Lembrem-se que os franceses n�o s�o os Nazis ou os Japas."

A TODA A TRIPULA��O

8 de novembro de 1942. Ordens do dia:

"Quando as palavras 'Ir a Jogo' forem transmitidas pelo Comandante,

todas as for�as dever�o tomar medidas

e iniciar o ataque contra o inimigo.

Durante a noite, o foco de um holofote em posi��o vertical

significa que eles aceitaram as nossas condi��es."

Hora zero, desde os E.U.A. a transmiss�o radiof�nica presidencial:

"N�o cobi�amos o vosso territ�rio. O nosso inimigo � comum."

De Londres, o General de Gaulle: "N�o resistam."

De Gibraltar, o General Giraud: "Os Aliados s�o bem-vindos a Fran�a."

Como responder a estes apelos?

Ir a jogo.

Combatia-se em Casablanca.

Em Argel, as nossas embarca��es foram atingidas desde a costa,

ataque logo silenciado pela Marinha brit�nica.

�s tropas francesas em terra foi pedido por r�dio que demonstrassem

uma atitude amig�vel apontando feixes de holofote na vertical.

N�o demorou muito at� que ao longo da costa

se avistassem luzes apontadas aos c�us.

Ao nascer do dia em Gibraltar, ca�as carregados com combust�vel extra,

descolaram sem saber se as pistas de aterragem em Argel

estavam tomadas.

�s 7:00 da manh�, a resist�ncia em Argel era neutralizada.

Tropas brit�nicas e americanas desembarcaram por Este e Oeste,

avan�ando 16 a 18 Km e conquistando pontos estrat�gicos.

Em Argel, nessa data memor�vel, estava o Almirante Jean Darlan,

Vice-Chefe do Estado-Maior no governo de P�tain.

Foi ap�s delibera��o com este que a lideran�a francesa

concordou na rendi��o.

Entretanto, em Or�o...

Tropas americanas aerotransportadas da Gr�-Bretanha,

a 2400 Km, tinham aterrado para tomar as pistas.

Enquanto outras tropas americanas se lan�am ao longo da costa,

protegidas pela Marinha brit�nica.

Aqui, como em Argel, o combate durou poucas horas.

Mas em Casablanca n�o tinha ainda terminado.

Artilharia pesada a bordo dos coura�ados Jean Bart,

auxiliada por outras for�as navais, desencadeou um ataque devastador.

Artilharia naval americana a par de bombardeamentos de precis�o,

silenciou essa investida.

Ataques terrestres desde as praias a Norte e a Sul.

Tropas de choque cortaram ferrovias, outras linhas de comunica��o,

convergindo depois na cidade.

Dois dias depois, os alem�es ocuparam a Fran�a.

O Almirante Darlan, declarando P�tain prisioneiro do Eixo

e a si mesmo Chefe de Estado, ordenou o cessar-fogo.

Evidenciando a surpresa dos nossos desembarques,

as comiss�es do armist�cio alem�o foram apanhadas desprevenidas.

Objetivo, esvaziar o norte de �frica de mat�rias-primas e produtos agr�colas.

Os habitantes locais estavam obviamente felizes de os ver partir.

A a��o desenrolava-se rapidamente.

A Argel chegou o General Anderson, comandando o 1� Ex�rcito brit�nico.

General Giraud, l�der das for�as terrestres de Fran�a.

Unidos pelo General Eisenhower, estavam prontos para a batalha.

Uma vez mais, as tr�s bandeiras

estavam unidas e ondulavam lado a lado.

TUN�SIA

Mas o inimigo n�o tinha perdido tempo.

Atrav�s do Mediterr�neo, por via mar�tima e a�rea,

colocava homens e equipamento em Tunes e Bizerta.

Apesar disso, est�vamos determinados a avan�ar,

esperando alcan�ar cidades distantes antes de ca�rem nas garras do inimigo.

Esta foi uma decis�o audaz,

pois o 1� Ex�rcito brit�nico era pouco maior do que uma divis�o.

E o grosso das for�as americanas

era necess�rio para garantir oposi��o em Marrocos.

Havia outras desvantagens. As estradas e ferrovia eram prec�rias.

TUNES TOONERVILLE

HOMENS 32 40 CAVALOS 8

O inimigo para l� das montanhas

tinha linhas de abastecimento curtas desde a Sic�lia e a Sardenha.

As nossas, avan�ando desde a base improvisada em Argel,

eram quatro vezes maiores.

Mais importante ainda, a falta de pistas em posi��o avan�ada.

Na Tun�sia, o inimigo tinha todas as pistas permanentes que necessitava.

Em menos de um m�s, o clima ia mudar.

Poderia a nossa for�a fragilizada, no final do outono,

atingir o sucesso contra o tempo e um inimigo mais forte?

Com enorme vigor, tentou-se faz�-lo.

Por estrada, infantaria, tanques, artilharia Aliada em dire��o �s colinas.

De comboio, homens do General Giraud com mulas para carga nas montanhas.

Pelo ar, voaram paraquedistas brit�nicos e americanos

para ganhar posi��o nos aer�dromos e pontos estrat�gicos pr�ximos.

Pelo mar, Comandos em dire��o a Bugia e Bona.

Estes �ltimos, 480 Km para Este e apenas a 96 da fronteira tunisina.

Aqui, o aer�dromo tomado pelos nossos paraquedistas

era j� alvo de ataque por parte da Luftwaffe.

Era a nossa �nica posi��o avan�ada, tinha de ser defendida constantemente.

Avan��vamos em tr�s colunas em dire��o a Tunes e Bizerta.

Todavia, o inimigo aterrava em �frica.

Um milhar por dia, em meados de novembro.

Entre eles, o Marechal Kesselring, Comandante-Chefe no Mediterr�neo.

Uma figura tornada famosa pelas interven��es em Vars�via e Roterd�o.

A 18 de novembro, dez dias ap�s o primeiro desembarque,

as tropas Aliadas tinham entrado na Tun�sia

e escaramu�as eram frequentes.

Seguimos viagem, pequenas unidades de franceses, brit�nicos, americanos,

resistindo e avan�ando, lutando contra as estradas e os alem�es,

mas sempre pressionando.

A 22 de novembro, cheg�vamos a B�ja.

700 Km de estrada at� Tunes.

Chegaram not�cias que, a 50 Km, os franceses do General Barr�

estavam a defender Majaz el Bab dos alem�es.

Combatiam-nos teimosamente,

s� com metralhadoras e espingardas.

O General Anderson avan�ou prontamente em seu apoio.

Em conjunto, mantivemos Majaz el Bab, um ponto central da� em diante,

for�ando a retaguarda alem�.

Mas, no terreno, fomos cada vez mais sujeitos

ao maior poderio terrestre e a�reo do inimigo.

A 25 de novembro, deu-se o primeiro duelo real entre tanques.

15 tanques inimigos destru�dos e os restantes em retirada.

E assim prosseguimos em dire��o a Tunes e Bizerta.

Numa corrida contra o tempo e o clima.

A 100 Km de Bizerta.

80 Km, 65 Km.

Provis�es diminuindo visivelmente. Cada vez menos refor�os.

50 Km de Bizerta, 30 Km, 28 Km de Tunes.

25, 24.

Das colinas, as nossas patrulhas vigiavam a cidade.

Mas para j�, o ataque inimigo crescia de intensidade.

Dos c�us, um bombardeamento a que n�o consegu�amos responder.

As nossas provi�es n�o eram suficientes.

Um grande n�mero de baixas.

Mesmo com a meta � vista, t�nhamos perdido a corrida.

Este �mpeto inicial, esta aposta de risco tinha falhado.

Retrocedemos para a prote��o das colinas.

Mas enquanto retir�vamos para nos reagrupar, surgiu um novo inimigo.

O inverno tinha chegado.

As pistas improvisadas � pressa estavam inundadas.

Os avi�es, atolados.

As estradas transformadas em riachos.

Os tanques, imobilizados.

Todas as esperan�as de uma r�pida vit�ria se tinham afundado na lama.

Mas a corrida at� Tunes e Bizerta n�o tinha sido em v�o.

As linhas de batalha, j� estabilizadas, desciam desde Majaz el Bab

atrav�s de Ousseltia, Faid, Maknassy e Gafsa.

Ao longo da cordilheira conhecida como a Grande Dorsal,

que separava a plan�cie costeira ocupada pelos alem�es

das regi�es montanhosas a Oeste.

A expans�o alem� s� era poss�vel por uma s�rie de passagens

transversais � Grande Dorsal.

E durante os meses de inverno, mantivemo-las

a salvo do incessante ataque alem�o.

Sobre este per�odo era noticiada uma pretensa inatividade militar.

Ainda que tenha provocado quase metade das baixas ocorridas

durante toda a campanha do norte de �frica.

� verdade.

Os jornais falam de tr�guas que nunca existiram para George Metcalf

ou para a desgra�ada infantaria.

Trabalhamos todas as noites. Patrulhas nas colinas e nos bosques.

L� vamos n�s, com umas metralhadoras e umas bombas.

E se tivermos sorte, capturamos alguns alem�es e trazemo-los connosco.

O velho Fred Parker era o maior, um ca�ador.

� a segunda noite para o velho Fred.

Regress�mos camuflados,

para que fosse imposs�vel distinguir homens de peda�os de lama.

Carreg�mos metade dos camaradas quando volt�mos nessa manh�.

Mal recuperados,

repetimos a dose ao anoitecer para trazer a outra metade.

Bela vida.

Pensavas que a lama fosse diferente em �frica?

Diferente da francesa, digamos.

O velho Fred diz que esta � mais pesada e o cheiro diferente,

mas para mim � toda igual.

Escurece o p�o branco tal como a outra.

Manter as armas autom�ticas impec�veis � um pesadelo.

O velho Fred j� s� tinha um peda�o da camisa limpo.

Se h� algo que agradecemos a Deus, s�o as belas das mulas.

Se n�o fossem elas, passar�amos fome.

N�s n�o as comemos, n�o � isso. S�o elas que transportam as ra��es.

S� mulas ou �guias conseguiriam aqui chegar.

Lama e mais lama.

Disse � minha mi�da que me agarraria a ela como lama, nada o supera.

Assim que os campos voltaram a estar secos,

os nossos avi�es descolaram, enfrentando a Luftwaffe.

Mesmo em menor n�mero, abateram 241 avi�es em quatro semanas,

tendo-se perdido 89 dos nossos.

Mais atr�s, dia ap�s dia, a For�a A�rea estrat�gica

esfor�ava-se para eliminar o embri�o do inimigo.

Liberators a Este,

Fortresses a Oeste,

avan�aram para destruir bases do inimigo em It�lia.

Sardenha, Sic�lia.

Mas, em terra, nenhuma ofensiva poderia ser lan�ada at� � primavera.

Contra a sua chegada,

devia haver acumula��o de for�a nos dois lados da Grande Dorsal.

Sobre rotas de abastecimento pelo lado alem�o, 150 milhas de �gua.

No nosso lado, centenas de quil�metros de terra.

Depois disso, milhares de milhas de �gua.

As maiores linhas de montagem do mundo estavam operacionais.

Das f�bricas dos E.U.A. e Gr�-Bretanha,

de Birmingham a Argel, de Detroit a Or�o,

de Manchester, Los Angeles, de Leeds, de Pittsburgh a Casablanca.

Comboios constru�dos de ra�z no local, carregados e encaminhados.

Atl�ntico Sul tornou-se uma rota a�rea e mar�tima.

Do Brasil, avi�es P-38 equipados com tanques de gasolina,

voavam atrav�s do oceano.

Cada voo liderado por um Fortress, garantindo orienta��o.

De Gibraltar, avi�es transportados por navio da Gr�-Bretanha

e montados em terra, descolavam em dire��o � Tun�sia.

Quase 1500 atingiram a frente de batalha por esta via.

Estradas estavam a ser constru�das onde nada existia antes.

Em pistas de aterragem por terminar, enormes avi�es estacionados

assim como carga.

Um reservat�rio de energia estava a encher-se.

A Tun�sia seria o palco de uma grande campanha.

O mesmo local onde tinham antes combatido Cipi�o e An�bal.

Onde j� tr�s vezes no passado,

grandes ex�rcitos se tinham derrubado entre montanhas e mar.

Nestas colinas e plan�cies ecoaria de novo o rumor da batalha.

N�o com som de elefantes, mas o estrondo de tanques e artilharia.

N�o estava agora em causa um Imp�rio, mas um estilo de vida.

Neste Natal de 1942,

os nossos homens no deserto ocidental da Tun�sia

reuniram-se em pequenas igrejas a c�u aberto.

Faziam-no, pensando nos seus lares e entes queridos

a centenas de milhar de quil�metros de dist�ncia.

Os nossos soldados pensavam em Nova Iorque e no Midwest.

Nas cidades e aldeias de Fran�a, nas plan�cies e colinas da �ndia,

em casas na Cidade do Cabo e na savana, ou na neve no Canad�,

ou no sol de inverno da Nova Zel�ndia e Austr�lia,

e entre o nevoeiro e chuva de Londres e Edimburgo.

E portanto, tamb�m nos camaradas que tinham j� ca�do em combate,

defendendo a causa que os unia a todos.

A causa que os tinha feito atravessar os mares para lutar.

A causa da liberdade e da toler�ncia,

da dignidade e da paz.

E de como o horizonte trazia um pouco de esperan�a,

como se nascesse um novo dia.

UM FELIZ NATAL

RUA DE PINE GROVE E.U.A.

AVENIDA BIRNEY MINOOKA

Muitos de n�s receberam encomendas durante o Natal.

Sabes o que eu recebi? T�maras recheadas.

T�maras recheadas numa f�brica de t�maras em �frica. Queres melhor?

Uma coisa boa do Natal � que, mesmo com tantas saudades de casa,

t�nhamos direito � consoada.

UM FELIZ NATAL

Todos comem bem durante o Natal,

incluindo os animais.

A dada altura, come��mos a reparar nos mi�dos.

Ao in�cio, eram um bocado t�midos.

Mas as crian�as �rabes s�o iguais �s outras no que toca a guloseimas.

Muitas delas tinham um ar esfomeado. Os alem�es tinham limpado tudo.

Demos metade da ra��o de leite � Cruz Vermelha. Eles serviram-na.

Nas folgas, vague�vamos, olhando em volta.

Encontr�mos coisas bem estranhas.

Imagin�vamos como seriam as raparigas por detr�s dos v�us.

Mas nunca pass�vamos da imagina��o.

Um domingo...

A meio de janeiro...

Est�vamos a passear, pondo as novidades em dia,

quando nos convocaram para uma assembleia.

Pediram-nos a todos que estiv�ssemos a postos.

Alguns perguntaram: "O que se passa?"

Acab�mos por descobrir, com enorme surpresa,

que era o pr�prio Presidente chegando num jipe.

Quando vimos o senhor Churchill sem a companhia do seu charuto,

sab�amos que algo importante estava para suceder.

HOTEL ANFA

Reuniram-se num pequeno hotel � beira-mar em Casablanca.

O objetivo era delinear a estrat�gia vitoriosa, a come�ar por �frica.

Primeiro, marcou-se uma reuni�o entre os Generais de Gaulle e Giraud,

sucessor do Almirante Darlan, assassinado um m�s antes.

Da� deveria resultar a consolida��o das for�as francesas,

que nunca tinham desistido,

e do povo franc�s, de novo esperan�oso.

Criou-se uma lideran�a conjunta para a nova campanha tunisina.

As tropas aliadas no terreno eram na maioria brit�nicas.

Mas, por m�tuo acordo,

o General Eisenhower continuou como l�der.

Como Subcomandantes, tr�s oficiais brit�nicos,

General Alexander em terra,

Almirante Cunningham no mar,

Marechal Tedder nos c�us.

Sob o seu comando, brit�nicos, americanos e franceses,

servindo lado a lado,

uma lideran�a articulada jamais vista em campanhas militares.

Estipulou-se que o combate terminaria com uma rendi��o incondicional.

Todas estas decis�es

foram integralmente partilhadas com russos e chineses.

Finda a confer�ncia,

Churchill foi a Tripoli saudar o 8� Ex�rcito.

COMANDO

Explicando o papel vital num futuro pr�ximo,

pois estava a chegar a hora da decis�o.

Desenharam-se linhas de batalha.

A Norte, o 1� Ex�rcito brit�nico.

No centro, as tropas francesas do General Giraud.

No Sul, os americanos.

Mais a Sul, um pequeno contingente franc�s

tinha completado uma marcha hist�rica de 2400 Km,

e ocupado posi��es no flanco esquerdo do 8� Ex�rcito brit�nico,

de frente para a formid�vel linha Mareth.

Para l� da qual, o ex�rcito de Rommel,

ap�s uma longa retirada, se tinha entrincheirado.

A Tun�sia estava carregada de tropas alem�s, 15 divis�es no total.

N�o se tratava de novatos.

Eram veteranos com experi�ncia na Pol�nia, Fran�a e Balc�s.

Estavam, juntamente com sete divis�es italianas,

armados com o mais moderno equipamento,

incluindo as mais recentes aeronaves da Luftwaffe.

As ordens alem�s eram:

"Conservar a Tun�sia a todo custo. Manter o controlo do Mediterr�neo."

Rommel, detr�s da sua linha Mareth,

entendeu que ia sofrer em breve um ataque � retaguarda

do ex�rcito Aliado ao longo da Grande Dorsal,

assim como uma carga do 8� Ex�rcito em Mareth.

Como tal, investiu primeiro,

num esfor�o para remover a amea�a nas suas costas.

A 14 de fevereiro, o golpe foi desferido.

Colunas armadas at� aos dentes irromperam pela passagem Faid,

atravessando o vale.

Na imin�ncia de um massacre, os Aliados retiraram com baixas elevadas.

A 21 desse m�s, o inimigo tinha for�ado a entrada pela passagem Kasserine,

as suas colunas num avan�o trifurcado.

A coluna principal apontada a T�bessa, base de abastecimento a sul da Tun�sia.

Outra em Thala, cidade chave para as nossas linhas de comunica��o.

Prestes a atingir o seu objetivo, foi interrompido.

Americanos, brit�nicos e franceses imov�veis perante o impacto final.

E em contra-ataque, quebraram-no,

enquanto a avia��o aliada devastava comunica��o e provis�es de Rommel.

Era o final da amea�a.

Avan�ando por entre sucata alem�, reocup�mos a passagem de Kesserine.

A 17 de mar�o, tinham-se restaurado as linhas de batalha originais.

Assim que Rommel percebeu a ru�na da sua investida ocidental,

efetuou um ataque frustrado a Sul contra o 8� Ex�rcito.

Os alem�es revelaram um novo tanque, o Tiger.

Os brit�nicos, novo armamento anti-tanque.

52 tanques Tiger foram completamente destro�ados.

A partir da�, a iniciativa era nossa.

De todas as estrat�gias que poderiam ser utilizadas contra o inimigo,

o General Eisenhower escolheu aquela que concebia

toda a envolvente militar como um cilindro.

Barreira a Oeste: for�as terrestres ao longo da Grande Dorsal.

A Norte e Este:

for�as mar�timas e a�reas concentradas no Mediterr�neo.

Os portos de Tunes e Bizerta serviriam de v�lvula de entrada,

atrav�s da qual as tropas inimigas que tinham escapado dos ataques

de avi�es e submarinos desde Malta, seriam absorvidas pelo cilindro.

Na sua base, posicionava-se o poderoso 8� Ex�rcito

servindo de pist�o, que num movimento ascendente,

condensaria o inimigo numa �rea cada vez menor.

Este controlava ainda algumas posi��es elevadas

a Oeste de Tunes e Bizerta.

A sua captura era essencial para toda esta estrat�gia.

Pois estas colinas serviriam de igni��o,

para que o pist�o, ao for�ar o inimigo

a um estado de enorme compress�o,

levasse � explos�o da mat�ria combust�vel.

Essa era a estrat�gia final.

Para o seu sucesso, era necess�ria perfeita coordena��o

entre for�as terrestres, mar�timas e a�reas.

A For�a A�rea no noroeste africano, comandada pelo General Spaatz,

estava dividida em cinco grupos principais, tr�s deles de combate.

A For�a A�rea estrat�gica, guiada pelo General Jimmy Doolittle.

Peixe gra�do,

bombardeiros de longo alcance destruindo bases e material inimigo.

A JEITOSA 82

A For�a A�rea costeira do Marechal Lloyd,

combatendo dia e noite.

Protegendo portos e escoltas.

E finalmente, a For�a A�rea t�tica, uma nova conce��o militar,

desenvolvida pelos brit�nicos no M�dio Oriente.

Todos os ca�as e bombardeiros, brit�nicos e americanos,

submetidos � mesma chefia

para que pud�ssemos atacar com a m�xima for�a da nossa artilharia,

quando e onde esta fosse mais eficaz.

O Marechal Cunningham, no comando deste grupo,

e o General Alexander, liderando todas as for�as terrestres,

viviam e trabalhavam juntos num acampamento nas montanhas tunisinas.

Tratava-se de uma parceria completa,

na qual se fundou o padr�o da derradeira vit�ria.

A meio de mar�o, tudo preparado.

Foi o Marechal Cunningham a iniciar o ataque.

Numa investida cont�nua de 24 horas,

as fortifica��es de Mareth foram atingidas pelo ar.

O General Alexander deu ent�o sinal para iniciar o movimento ascendente.

Montgomery antecipara-se e planeara a batalha de Mareth tr�s meses antes.

Atacando por detr�s de uma barricada, encoberto pela noite.

Ao mesmo tempo, iniciaria um movimento pelo flanco esquerdo.

O golpe frontal teria de atravessar o desfiladeiro de Wadi Zigzaou,

criando uma passagem que os tanques e artilharia usariam

para o atravessar, antes do contra-ataque inimigo ocorrer.

Tr�s dias antes, choveu copiosamente.

Na manh� seguinte, os homens aguentavam-se como buldogues.

S� quatro tanques passaram,

os suficientes para que a infantaria mantivesse a ponte intacta.

O inimigo, temendo uma nova El Alamein,

retirou de outros setores e focou-se aqui.

O nosso gancho esquerdo contornaria o cen�rio da batalha,

liderado pelos neozelandeses

com o apoio da 1� Divis�o Blindada,

e avan�aria velozmente 250 Km pelo deserto at� El Hana.

O golpe foi desferido por 50 mil tropas em terra,

com o aux�lio de toda a avia��o.

Os alem�es, empurrados pelos Northumbrians em Mareth,

moveram-se muito tarde.

Os neozelandeses,

conhecidos como "Canhotos", progrediram.

A linha de Mareth sofrera uma volta. O pist�o estava em movimento.

A sua velocidade era poss�vel gra�as a obras na estrada

por engenheiros sul-africanos.

For�as a�reas e navais despejando bombas ao longo da barreira mar�tima.

Ca�as destruindo seus avi�es de transporte,

injetando homens atrav�s da v�lvula de entrada,

eliminando-os dos c�us �s centenas.

Em terra, o 1� Ex�rcito era uma amea�a constante a Norte.

Na zona central, os franceses tinham atacado Pichon,

e mais a Sul, os americanos entravam em El Guettar e Maknassy.

A press�o era constante em toda a barreira terrestre do cilindro.

A 7 de abril, patrulhas americanas encaminhando-se para Este

cruzam-se com o 8� Ex�rcito brit�nico, que avan�ava para Norte.

Encontr�-los foi extraordin�rio.

Tinham percorrido 3200 Km, combatendo ininterruptamente.

Sim, foi realmente extraordin�rio.

Foram eles que quebraram a espinha ao Afrika Korps.

O impulso do pist�o prosseguia implac�vel.

A 10 de abril, Sfax caiu. No dia 12, foi a vez de Sousse.

E a 20 de abril, ap�s exatamente 30 dias de persegui��o e combate,

o 8� Ex�rcito tinha conduzido o inimigo �s colinas para l� de Enfidaville.

E no seu rescaldo, um retorno a casa em massa.

O que mais me marcou foi observar o regresso de todos os alde�os.

Montados em pequenos burros, t�o sobrecarregados,

que imagin�vamos como aguentavam.

Lembrou-me algo sa�do da B�blia.

Com os burros e as colinas por tr�s, e toda esta gente regressando a casa.

Um homem de idade, falava um pouco de ingl�s,

aproxima-se de mim e do Joe McAdams,

e diz: "Muito, muito, muito obrigado."

Apertou-nos as m�os com for�a, como se nunca as fosse largar.

Enquanto ele se afastava,

o Joe diz-me: "Sabes, George,

vi um amigo meu morrer no outro dia e isso afetou-me muito.

Mas ver todos estes pobres diabos voltar a casa

faz-nos entender tudo de modo bem diferente."

Quando regress�mos � aldeia,

passava-se exatamente o mesmo.

Pequenos judeus removendo a estrela que tinham sido for�ados a usar

como se fossem leprosos.

Os nossos m�dicos assistindo mulheres e crian�as,

tal como se estivesse em casa.

Via agora as coisas de uma forma menos amarga, isso � certo.

O r�pido avan�o do 8� Ex�rcito deixara as divis�es americanas

em Maknassy e El Guettar muito para tr�s.

O General Alexander mudou-as de posi��o para Norte.

Esta extraordin�ria marcha de 320 Km ao longo de intenso tr�fego

nas linhas de provis�o do 1� Ex�rcito,

foi alcan�ada sem por uma s� vez interromper o fluxo a Este.

E tudo isto, em completo secretismo.

O pist�o tinha completado o seu movimento ascendente.

O ambicionado estado de compress�o do inimigo tinha sido conseguido.

Agora, a igni��o. Pontos vitais a oeste de Tunes e Bizerta.

Isto conduziu a importantes batalhas, cinco delas exemplares.

Hill 609, Longstop Hill, Goubellat Plain,

Djebel Mansour e Takrouna.

O 8� Ex�rcito investiu em Takrouna.

O 19� Ex�rcito franc�s atacou Djebel Mansour.

Em Goubellat Plain, a 6� Divis�o Blindada brit�nica,

ao atingir Tunes, tinha atra�do os restantes blindados inimigos.

Ao fim de tr�s dias de luta, o objetivo principal foi alcan�ado.

Atrair viaturas e armamento para este campo e destrui-los.

Entretanto, a 78� Divis�o brit�nica pressionava Longstop Hill.

Durante 12 dias, as colinas ecoaram com estrondo.

Posi��es ganhas, perdidas, retomadas.

Quando as linhas alem�s finalmente cederam, deixaram um rasto de morte

� vista de todos no terreno.

Enquanto a nossa infantaria avan�ava, os engenheiros constru�am estradas

no topo das montanhas, para que a� chegassem mantimentos.

Em 14 dias, constru�ram-se 18 Km.

Entretanto, mais a Norte,

os americanos desencadearam a sua fase da campanha.

Come�ou com a investida em Hill 609.

Iniciada por artilharia de longo alcance.

Corre��es para todas as baterias. Esquerda: oito companhia B.

Conquist�mos Hill 609.

�ramos menos no topo,

do que os que estavam na base, e ainda assim conquist�mo-la.

Ent�o, ca�ram um a um os basti�es na montanha.

Os alem�es tinham j� perdido em combate. Seriam agora ludibriados.

O General Alexander sabia que temiam o 8� Ex�rcito,

pelo que o refor�ou com bombardeamento pesado

e ataques no local desde a frente de Montgomery.

Simultaneamente, transferiu em segredo a 4� Divis�o indiana

e a 1� e 7� Divis�es Armadas

do 8� para o 1� Ex�rcito a Norte,

de onde surgiria a investida principal.

A vela de igni��o era nossa. Rebentar�amos a mat�ria combust�vel.

Agora, injetar poder.

Dar aos apologistas da autoridade uma li��o sobre o seu uso.

INFERNO � SOLTA!

Brit�nicos e americanos nos c�us com toda a frota dispon�vel.

E em terra, com todo o armamento.

Artilharia francesa.

Infantaria francesa.

Marinha brit�nica.

Todos libertaram a f�ria acumulada.

Isto era guerra-rel�mpago como os seus inventores

jamais imaginariam.

Uma resposta contundente ao desafio nazi de retalia��o ou rendi��o.

Ap�s oito horas, a ess�ncia da resist�ncia alem� estava aniquilada.

Esmagada pelos nossos blindados.

Os americanos avan�aram vertiginosamente at� Bizerta.

Os brit�nicos a fundo pelo centro, a fim de capturar Tunes.

Uma coluna de blindados destruiu tudo de Cap Bon a Hammamet.

Outra coluna acelerou em torno do cabo,

a fim de prevenir qualquer fuga.

Todo o aglomerado do Eixo foi partido em quatro fragmentos.

O final foi r�pido.

�s dezenas...

�s centenas...

milhares de homens a caminho...

A p�,

em cami�es, seguindo as bandas.

A maior rendi��o em massa da Hist�ria militar moderna.

Perderamos quase 70 mil homens, mortos, feridos, desaparecidos.

35 mil brit�nicos, 18 mil americanos, 15 mil franceses.

Mas por cada um dos nossos, o inimigo tinha perdido cinco.

No final, 15 divis�es completas.

266 mil dos seus melhores homens renderam-se.

N�o como em Bataan ou Creta.

Nenhum homem assolado pela doen�a e encolhido com fome,

lutando at� ao fim, desarmado.

Educados na disciplina, rapidamente reconheceram novas hierarquias.

E assim que o fizeram, desistiram. Sem pestanejar.

Este � o fim da aventura africana do Eixo.

Depois de tamanho tumulto, � curioso, n�o �, Joe?

- Este sil�ncio. - Isso mesmo.

- Que se passa, Joe? - N�o sei bem.

N�o consigo ignorar todo o esfor�o por tr�s destes escombros, os tanques,

os ve�culos, os avi�es.

Tudo em v�o.

- Teve de ser. - Evidentemente.

Mas ainda assim, pensa nos cami�es e nos autom�veis,

o que toda a sucata poderia ser.

� verdade. Uma pena.

E tudo porque lhe disseram que era um super-homem.

Nunca procurou pensar por si mesmo,

nunca discordou, como n�s fizemos.

N�o ouviu as discuss�es que tivemos antes de tudo isto.

Acho que � essa a verdadeira diferen�a entre n�s e eles.

N�s "discordamos", como dizes, eles n�o.

Sim, quando j� n�o questionas as coisas, deixas de ser um homem.

N�o passas de uma ferramenta pronta a ser manipulada.

- Talvez prefiram assim. - Talvez.

Mas imagina que algu�m tentava usar-nos da mesma forma, Joe.

Que algu�m ordenava: "cega aquele indiv�duo."

Ou "atinge com �gua aquele judeu" ou "aquela mulher."

- Obedecer�amos? - O que achas?

Podemos divergir no pensamento, Joe, mas n�o deixamos de refletir.

Eu e tu, o velho Alphonse,

como todos os outros, n�o deixamos de pensar.

Sabes, George, tenho uma ideia.

Porque � que todos n�s, depois da guerra,

n�o nos continuamos a juntar?

O que n�o far�amos.

Construir mais casas do que nunca?

Sim, isso mesmo.

- E navios, milhares deles. - Certo.

E comida, para que ningu�m mais passasse fome.

Sim, construir coisas em vez de rebentar com elas.

Como, sei l�, barragens no deserto,

ou estradas na selva,

talvez pontes atrav�s dos oceanos. Pod�amos faz�-lo, acredita.

Sim, tudo o que necessita ser feito

� dar cabo de quem queira come�ar outra guerra.

Trazer um sorriso de volta �s crian�as de todo o mundo.

Que tarefa essa, amigo.

Mas n�o te esque�as, Joe, � o mesmo caminho �rduo.

O mesmo caminho que acab�mos de fazer.

T�o duro como sempre foi,

e ainda bastante longo.

Como seria bom, amigo. Trazer de volta o sorriso das crian�as.

�frica foi libertada. E a Europa, t�o pr�xima de o ser.

Os executantes do plano desaparecem no horizonte.

A maioria das imagens neste filme foi recolhida

na frente de batalha por fot�grafos brit�nicos e americanos.

A documenta��o da atividade inimiga prov�m de filmes confiscados.

Por uma quest�o de clareza, usaram-se imagens de arquivo,

assim como reconstitui��es concebidas

sob a supervis�o do Departamento de Guerra.

Legendas: Manuel Pereira

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