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Original subtitles

VIVA VILLA!

Esta saga do herói mexicano, Pancho Villa,

não vem dos arquivos da história.

É uma ficção baseada na realidade,

e inspirada pelo amor ao quase legendário Pancho.

E da adorável terra que servia .

México em 1880...

uma terra dominada pelo longo chicote de Diaz, o tirano.

Espanhol, expulso do país há muito tempo, tinha deixado para trás

uma aristocracia arrogante

que mantinha na escravidão pessoas nascidas humildes.

Alto! Sargento leve essas pessoas!

Vamos lá para fora! Fora!

Corneteiro, toque a reunião.

Pai, o que diz aí?

Ele diz que suas casas e terras foram confiscadas.

Não é possível levar a minha casa.

Eu a herdei de meu pai.

Quando eu morrer, vou deixar para meu filho, Pancho.

Você não pode doar o que não é seu.

Agora ela pertence a Don Rodrigo, o proprietário do terreno.

O que podemos fazer?

Só rezar, meus filhos... só rezar.

O que é isso? O que vocês querem?

Por que vocês estão me incomodando?

Don Rodrigo, desculpe.

Ontem eramos homens com lugar, agora somos cães desabrigados.

Nós trabalhamos, trabalhamos duro.

Sempre foi nossa terra.

Você já ouviu falar da lei!

Don Rodrigo, tudo isso lhe pertence.

Dê-nos ao menos...

isso...

Fora! Este punhado de terra.

O resto do México te pertence.

Basta dar-nos este pedacinho. Um pouquinho. Não nos negue isto.

Eu lhe disse para ir!

Nós éramos escravos... e agora nos tornamos cães.

Mas eu não sou um cachorro. Eu sou um homem.

Pedro. Açoite-o. Cem chicotadas.

Existe alguém mais por aqui que pensa que é um homem?

Pronto?

- Acabou. - Baixe-o.

Saiam daqui! Vão-se embora! Deixe o campo livre!

Você o pegou um pouco demais.

- Morreu? - Sim.

- O que passou? Roubou alguma coisa, é? - Não, apenas um punhado de terra.

Deixe-o no caminho. Servirá de lição.

As colinas de Chihuahua serviram de refúgio ao pequeno vingador..

Longe do pelourinho, cresceu nas sombras do México..

A injustiça era sua mãe, a opressão o seu tutor.

Então, lentamente uma nova canção

surgiu na noite deserta: "La Cucaracha".

A canção de um bandido lendário.

Seu nome era: PANCHO VILLA.

Ao enviar estes seis bandidos a Sua Excelência...

seu amigo Don Miguel sugere que não deseja nenhuma piedade.

A execução destes seis bandidos será um excelente exemplo para os peões...

- Olá! - Como se encontra Don Pablo?

Olá.

- Estou feliz que você veio. - Temia chegar tarde para a execução.

Não, não. Só começamos.

Trouxe-lhe um presente. Uma peça de porcelana.

Olhe atrás dela.

- Não é óptima? - Excelente. Obrigado, Don Pablo.

Excelência, para abreviar, só deveríamos ouvir as acusações.

Tenho aqui uma lista, Excelência. Don Miguel as enviou.

Não é necessário atrasar o procedimento com trivialidades.

Pronunciarei as sentenças.

- Eu... eu não fiz nada de errado! - Silencio!

Mas meu filho é tão jovem... por favor.

Tem sido amplamente demonstrado...

que estes seis servos são culpados de vários delitos.

Contra a nobre casa do meu amigo Don Miguel.

Então, eu os declaro culpados e os condenou a serem enforcados.

Ordeno que seus corpos miseráveis permaneçam penduradas...

para servir como uma lição aos peões deste distrito.

Tire-os.

Alto. Vou praticar tiro ao alvo.

Sierra!

Espere um pouco.

- Traga-os. - Depressa, depressa!

Ponha-os no banco.

Sente-os.

Agora que todos se calem.

Vamos realizar o julgamento.

Eu sou um servidor do Governo e exijo que você me escute!

Sim, bem, então fale, eles são os jurados.

Eu não fiz nada de errado. Eu só cumpri com meu dever.

Dever?

Já o ouviram, jurados, ele cumpria com seu dever.

Don Miguel me enviou estes homens para serem julgados por seus crimes.

- Que crimes? - A lista, rápido.

Tome, aqui está tudo detalhado.

Sim...

Desculpe, eu não posso ler. Faça você mesmo.

Leia-o para o júri, eles têm ouvidos, como você.

Talvez não possam ouvi-lo muito bem.

Mas leia em voz alta.

- Bem alto! - Mas isso é um ultraje!

Eu exijo justiça.

Sierra, por que você não o deixou terminar?

- Você arruinou o julgamento. - Eu não gostava. Estava demorando muito.

Muito bem, vamos nos apressar.

Saiba que esta é a lei do tribunal de Pancho Villa.

Dois por um, entenderam?

Se um peão é morto, eu vou matar dois capatazes ou o melhor que achar.

Um momento, Sierra.

Alguma objeção por parte do júri?

Não?

Não há objeções do júri, Sierra.

Termine-o.

Ei, pare com isso, calma! Ou vou amassar seu nariz.

- Levante-se! - Eu disse a você...!

Desculpe. O que você está...?

Um momento. Se você está procurando dinheiro vai se decepcionar.

Eu sou apenas um jornalista. Johnny Sykes, o New York World,

Não ouviu falar dele? Em minha vida.

Desculpe. Este é o meu passaporte. Olha, minha fotografia.

Veja o que diz? Sou jornalista. Todo cérebro, nada de músculos.

- Que tipo alegre. - Não serve. Tome-o.

Espere... Está bem, você pode levá-la.

- Mas não esperem propinas. - Aqui não há propinas.

Pancho, aqui tem esta!

Saia daqui!

Desculpe-me.

- Qual é seu nome? - Rosita.

Rosita, heim? Você é muito bonita, Rosita. Não tenha medo de Pancho Villa, heim?

É muito bonita.

Thomas, paro com esta.

Vamos lá.

Você não quer que me irrite, certo? Vamos lá!

Thomas, leve ela.

Você só me terá se casar comigo. Eu não gosto de vagabundos.

Thomas, traga-a!

Pancho, Pancho, Serra quer vê-lo. Há alguém no escritório de telégrafo.

Terá que se casar comigo! Tem que se casar!

É claro que vou casar com você, eu me caso com todas.

Thomas, não a perca de vista. Me caso com ela esta noite.

Viva Villa! Viva Villa!

La Concepcion, México. 15 de agosto. Especial do New York World .

Pancho Villa varreu hoje esta cidade pacífica em uma orgia de destruição e....

Você é Pancho Villa? Pois não leia isto,

tenho que fazer mudanças.

Esse é o meu nome? Pancho Villa?

- Leia o resto. - Você não sabe ler?

Bem...

Dito de outra forma, é um relato de sua heroica vitória.

Sobre o exército federal.

Com algumas alusões a seu gênio pessoal.

Isso está dito aí?

E você escreve para um jornal dos gringos?

Seis milhões de leitores esperam minhas crônicas na hora do almoço.

Seis milhões!

Mas este está um pouco curto. Não vai escrever mais?

Claro.

Você pode dizer aos americanos

que Pancho Villa não teme ninguém. Um momento, sou o tenente...

Cale a boca!

- Escreva meu nome também. - Cale a boca!

Não dê ouvidos a ele.

Diga-lhes o que eu fiz em Presidio. Escreva.

- Diga-lhes também o que eu fiz. - Cale-se. Saia!

- 250 homens. - Entre mortos e feridos?

- Não, nada de feridos. - Eu enforquei 10 na semana passada!

Cale a boca, eu dou as ordens! Saia daqui!

Ande, vá.

Pancho, os federais estão vindo! Dois regimentos!

Já é hora de alguma alma caridosa vir em ajuda de Johnny Sykes .

- Aos cavalos! - Aos cavalos!

- Nós estamos indo. Venha comigo, por favor. - Se você não se importa, eu vou ficar.

Não. Quero que escreva minha história, por favor.

Eu tenho que ficar aqui para enviar notícias ao meu jornal.

Te darei tudo o que você precisar para seu jorna! Agora vamos!

Thomas, leve seus homens para fora da cidade. Eu tenho que ver alguém.

Chavito.

Pancho! Te caçaram aqui como a uma toupeira.

Não, não... Chavito, quero que escreva uma carta por mim.

Você conhece uma garota chamada Rosita Morales?

- Claro. - Eu vou me casar com ela esta noite.

Escreva-lhe uma carta e peça-lhe um encontro para mim.

Por todos os santos, agora dá para se casar!

Sim, isso é o quer, ele gosta de se casar.

- Passa o dia se casando. - Foi assim que me educaram. Religioso.

Vamos ver como se saiu.

Será muito bonita: Minha gloriosa rainha, minha linda pomba...

Posso matar três ou quatro facilmente.

- Não faça isso! - Gringo, heim?

Deixe-me sair fora desta ratoeira.

- Chavito, que seja muito apaixonada. - Ela vai ficar louca.

Diga-lhe que sou seu suspiro do deserto.

Desenhe algo na carta, algo agradável.

Claro, eu vou desenhar dois pombas se beijando.

Não. Eu não gosto de pombos.

Desenhe algo que a faça pensar em mim.

Um touro, com grandes chifres. Não posso fazer isso.

- Você não pode desenhar um touro? - Claro que posso desenhá-lo.

Mas eu me recuso, Emilio Chavito é um artista.

- Você vai fazer o que eu digo! - Eu não vou desenhar um touro, eu sou um artista.

- Desenhará um enorme touro. - Mate-me, mas não desenharei!

Eu te ordeno, desenhe um touro!

Então você não quer desenhar um touro?

Vá em frente, atire em mim! Eu não vou desenhar um touro, eu sou um artista!

Eu não faço anúncios publicitários! Muito bem!

Esses caras estão vindo, é melhor sair daqui.

Venha, virá comigo.

Um touro teria sido melhor.

Ouçam-me, ouçam-me todos. Estou prestes a unir em casamento Rosita Morales,

a flor mais encantadora do velho México...

com o incomparável príncipe romântico Pancho Villa.

Se alguém aqui tem algo a opor a essa união...

fale agora e será enterrado com honras militares.

- Está demorando muito. - Cale a boca!

Pancho, promete cuidar desta flor do deserto para o bem...

e para o mal e não sair de casa depois das nove da noite?

- Vou tentar fazê-lo. - Ele vai ficar em casa, não duvide.

Promete também obedecer a esta menina delicada?

- É o sinal de Thomas! - Eu prometo!

- Os federais estão vindo. - Quieto.

Esqueceu a coisa mais importante. Diga o "Eu os declaro..."

Eu os declaro marido e mulher. Onde está meu chapéu?

Fora da orgia de crueldade e ganância, que havia convertido

o México em um pais de escravos encolhidos, surgiu um caudilho -

um estranho e gentil homem conhecido como "o Cristo Louco";

Ele era Francisco Madero .

- Mandou me buscar, Don Felipe? - Sim.

O que foi? Está cansado de sua fazenda e quer que alguém a queime?

- Você pode queimá-la se você quiser, mas... - Cale a boca!

Não me dê ordens. Eu não recebo ordens de um espanhol.

Em quantos desses pobres trabalhadores você bateu nesta semana?

Eu não açoito os peões, sou seu amigo.

Você está errado, Pancho, se você acha que os espanhóis são vilões com chicote.

A muitos nos doem tanto quanto a você a miséria dos pobres.

Não, eu não creio nisso.

- Um amigo meu veio falar com você. - Quem?

- Francisco Madero. - Madero? Veio me ver?

Onde está essa "árvore"?

- Cale a boca! - Ele está lá dentro. Quer vê-lo sozinho.

Sierra, vigie-o até eu voltar.

- Quem é você? - Meu nome é Francisco Madero.

Oh... Vá...

Eu pensei que tinha outro aspecto... que era diferente.

Eu sou Pancho Villa, o bandido. Você mandou me chamar?

Não. Não mandei chamar Pancho Villa, o bandido.

Mandei chamar Pancho Villa, o peão.

O homem cujo pai foi espancado até a morte...

cuja mãe morreu a chicotadas...

cuja irmã foi estuprada por um proprietário de terras,

porque ele era rico e ela pobre. Cujo povo jaz angustiado...

nos campos de cactos. Foi a esse Pancho Villa,

o homem a quem os peões adoram, quem eu chamei.

O que você quer dele?

Venha aqui.

Você sabe o que é isso?

- Não, senhor. - É seu país, Pancho. México.

É divertido, como um chapéu colocado para trás.

- Aqui é Durango, onde nasceu. - Ai?

Parece maior do que meu cavalo. É da mesma cor que o resto.

A mesma cor, a mesma cara de fome.

As mesmas lágrimas dos pobres.

Eu estive em La Concepcion durante alguns dias da semana passada.

- Você ficou sabendo o que eu fiz lá? - Sim, mas esse não é o caminho.

O nosso país não pode ser liberado vingando-se algumas mortes.

Ou saqueando fazendas.

Essa não é a maneira de conseguir a liberdade.

Como então vai conseguir isso? Exércitos. Organizados e disciplinados.

Com chefes disposto a esquecer suas brigas em favor da causa.

E onde você vai recrutar soldados?

Aqui e aqui. Nos aguardam exércitos.

Exércitos sem bandeiras ou armas.

- Estes exércitos são inúteis, não servem. - São a melhor classe de exércitos, Pancho.

Ajude-me a reuni-los e verá como servem esses exércitos.

Verá como se erguem da poeira;

Como uma bandeira sobre suas cabeças transforma escravos em homens.

Os verá invadir cidades, avançar contra canhões, conquistar lugares.

Será o exército portador da liberdade e da justiça.

Trabalho, em vez de escravidão, e escolas.

Nossos irmãos esquecerão as surras.

Já não terão que tirar o chapéu para ninguém.

Viverão como Deus quer que os homens vivam.

Não vale a pena lutar, Pancho?

Ninguém tinha me falado dessa forma antes.

Você desperta grandes esperanças no meu coração.

Vamos, venham todos aqui. Tenho algo a lhes dizer.

Eu quero que todo mundo me escute.

Eu estive falando muito com o senhor Madero.

Vejo que vocês o conhecem. Um cara baixinho, com barba.

Ele queria saber o que pareceria deixar de ser uns simples e inúteis

bandidos, para converter-nos em soldados do exército da liberdade...

com Pancho Villa e uma grande bandeira.

O que há de errado com vocês?

Vocês acham que pendurar alguns capatazes é tudo que há para fazer?

Esta não é a maneira de obter liberdade para o nosso país.

O que lhes pareceria pendurar todos os capatazes do México?

Assim se fala, Pancho.

Eu imaginava, tudo bem. Vocês já tem uma razão para lutar.

Você tem uma bandeira, e vocês são a revolução.

Vocês estão no exército da liberdade com Pancho Villa!

Olhem, a águia do deserto.

Vocês veem onde ela voa? Vocês sabem onde ela está indo?

Rumo à Cidade do México.

Esse é o nosso objetivo! Pedro!

Vá a Matopilas e diga aos peões que Villa os quer aqui imediatamente.

Francisco! Francisco! Vá para Rio Conchos e traga Lopez e Garcia. Rápido.

José! José! José!

Vá a Canutillo... me largue! Não vê que formo um exército?

- Eu quero ir. - Você é jovem demais.

- Eu não sou. - Você pode tocar trombeta?

- Eu vou encontrar uma. - Depressa.

José, uma vez em Canutillos, vá aos galpões de dinamite.

Thomas, diga a minha mulher que durante um tempo não vou estar em casa às nove.

- Qual delas? - A lá de Conception, Rosita.

Você não sabe? Rápido. Sierra, você e eu vamos tomar Telica.

Lá tem armas e munições. Don Felipe...

Teresa, te apresento Pancho Villa, que se juntou a nossa causa.

Estou muito feliz.

- É sua esposa? - Não, é minha irmã.

- Você também está na revolução? - Sim.

- Ao lado dos peões? - Sim.

- Sempre entristece vê-los sofrer. - Ricos e pobres são iguais. - Sim.

Você sabe que eu amo essa revolução?

Pancho, se temos de liquidar aos de Telica, será melhor irmos.

Cale a boca!

Por favor.

- Bem, eu tenho que ir. - Eu sinto muito.

Você sente?

Desculpe decepcioná-la, nada posso ficar mais.

Não se preocupe, eu vou estar de volta amanhã.

Adeus.

Vamos, todos!

- Não espere. - Porque não?

Mais uma gentileza dessas e você terá que se casar com ele.

- Qual é seu nome? - Jesus.

- Jesus, o quê? - Não sei.

- Você sabe quem é Francisco Madero? - Não.

Então, por que você veio para lutar?

Pancho Villa mandou me chamar e lutarei por ele.

Está bem, aliste-se.

Silêncio! Silêncio!

Quem lhe disse que tirassem os chapéus?

Vocês não tem que se descobrir para ninguém. Entendido?

Voltem a colocá-los em suas cabeças! Agora!

Olá, como você está? Vai tudo bem?

Sim, obrigado. O sr. Sykes me faz de guarda-costas.

Suponho que já limpou Telica, varrendo-a do mapa.

Johnny, olhe. Dois mil fuzis e muita munição.

Está dando mau exemplo a seu exército. Como assim?

Acaba de lhes dizer para não tirar o chapéu e... olhe para o seu.

- Desculpe-me. - Ficou melhor. Obrigado Sr. Sykes. Tchau.

Pancho Villa, eu tenho uma corneta.

- Grande. Toque um pouco mais. - É tudo que eu sei, a carga.

Pois é tudo o que você precisa saber. Toque novamente.

O caos se apoderou do México

e na cabeça desse caos montava Pancho Villa.

O espírito daquele homem inflamou

os corpos emagrecidos

de seus irmãos operários e fez ecoar nas batalhas

o grito da vingança.

Eles saltaram nas gargantas das cidades. San Andrés Fell, Carnago, Jimenez,

Sabosi, e Ojinaga foram pisoteadas na poeira.

Olá, Sr. Madero. Eu trago um monte de boas notícias.

Já me relataram suas vitórias, capitão Villa.

Capitão Villa?

Não Pancho?

Mandei te chamar para te dar ordens pessoalmente.

Eu quero você e seus homens se ponham sob o comando do general Pascal.

- Por quê? - Você é a desgraça desta revolução!

Você não luta como um soldado, mas como um bandido.

Sr. Madero, quem se importa como nós ganhamos as batalhas?

Que os adversários não vençam, é isso que importa de verdade.

Você permitiu a matança de feridos no campo de batalha.

O que poderíamos fazer com essa gente? Não sei muito sobre a guerra.

Você sabe de gente que se ama, mas não se faz revolução com amor.

Um tem que odiar.

Você é o lado bom e eu sou o lado ruim.

Você receberá ordens do general Pascal.

E você vai lutar como um soldado, não como um bandido.

- E se eu disser não? - Você vai fazer o que eu digo!

Não caio bem para você. Acabou!

Trabalhando para você, eu luto por você, eu te aprecio...

mas não gosta de mim! Bem, adeus, Francisco Madero!

É uma criança. Criança travessa. Ele sabe o que faz...

sabe o que eu sinto. Sabe o quanto preciso dele.

Sim, eu preciso dele.

Mas se nos abandona agora, será um golpe de morte. Deixe-me...

Não, não. Tem que voltar. Por quê se fizer...

tem que lutar de nosso modo, como homens ou...

Tudo bem. Quer me dizer de novo? Quais são as ordens?

- Você deve se reportar ao General Pascal. - Tudo bem, na primeira hora da manhã.

Obrigado, Pancho!

Em breve estaremos na Cidade do México. Você gosta de mim? De acordo!

Vamos, ponham-se por ali.

Está bem, vamos lá, venham todos aqui. Toque alguma coisa. Assim.

Oi, Johnny.

- Olá, Johnny Sykes. - Como está, Pancho?

Onde você estava?

Dê-me um lugar para trabalhar e um jarro de água gelada.

Bêbado, hein? Grandes notícias todos os dias e você nas nuvens.

Que tal Santa Rosalia? Deverá ser uma grande batalha.

Santa Rosalia? Vai levar um longo tempo, é uma grande cidade.

Eu tomo uma cidade por dia. San Andrés, Sabosi...

Não lhes dou tempo para respirar a esses gringos do jornal, heim?

Veja o que diz: "Pancho Villa toma Santa Rosalia".

Por Johnny Sykes, uma testemunha ocular.

Impossível, não estive em Santa Rosalia na minha vida.

- Johnny, quem te disse isso? - O garçom de um bar.

"Diante de esmagadoras forças federais, Pancho Villa conseguiu..."

Cale-se já! Pare o trem, tenho que descer.

- Venha cá Johnny, Johnny... - Sierra, deixe-me descer.

Johnny, mas o que se passa com você?

Eu sou o cara que inventou a batalha mais fantástica do século.

Johnny Sykes, o Judas dos jornais.

Johnny, talvez possa dizer ao seu chefe que estava bêbado.

Pois sim que ele aceitaria.

Você acha que eu posso fazer alguma coisa?

Claro! Você pode tomar Santa Rosalia!

É?

Os reforços não chegarão em menos de dez dias, não posso fazer isso agora.

Tudo bem. Eu entendo. Eu pensei que era um amigo.

Mas agora eu vejo que é um amigo de conveniência. É tudo.

Ouça, Johnny. Tem três poderosos fortes em Santa Rosalia.

Eu não estou interessado.

Sierra, diga aos homens que não desceremos em Potasi.

Você está falando sério?

Mas eu tenho que falar com o general Pascal primeiro.

- Tomará Santa Rosalia? Quando? - Esta noite.

Não deixe que isso volte a acontecer de novo, Johnny.

O capitão Villa.

Olá, General Pascal. O sr. Madero me disse para trazer o meu exército e ficar sob suas ordens.

Bom. Vai acampar nos arredores da cidade.

Estamos esperando as tropas do general Garcia.

- Quanto tempo vamos esperar? - Cerca de três semanas.

Depois de combinar forças, nós marchamos para Santa Rosalia.

Se queremos a cidade, a tomaremos e logo diretos a Juarez.

Eu não gosto disso.

- Sim? O que você sugere? - Que vamos hoje à noite, entende?

Impossível. Santa Rosalia é muito bem fortificada.

Pois você pode ficar aqui, que eu irei.

As minhas ordens são para que você fique em Potasi!

- É que não gosto de suas ordens. - Eu estou no comando, capitão!

Se você me dá as ordens que eu gosto, tudo bem.

Então, farei o que eu disser, senão eu farei o que eu digo.

Adeus, Pascal.

Alguém me disse que você era um bom general, mas eu não penso assim.

Lopez, detenha-o e prenda!

Espere.

- Vai escapar. - Aproxime-se.

Deixemos que ataque Santa Rosalia. O farão em pedaços. Será seu fim.

Isso nos convém porque se interpôs em nosso caminho.

Ele gosta muito do Madero.

Nós estaremos em Santa Rosalia daqui a três horas.

- Está tudo pronto, Thomas? - Sim. Eu tomarei um regimento.

Esperarei Pancho entrar e logo entrarei com as tochas.

Isso mesmo.

Primeiro entraremos eu e Pancho, pelo norte. Entendido?

Como, pelo norte? Mas, não leu o que eu escrevi?

- Disse que entrarão pelo sul. - Isso é impossível.

Há um rio e os cavalos não podem atravessá-lo.

- E também uma colina. - Está bem, sim.

Mas todos os jornais dos Estados Unidos dizem que foi pelo sul.

- Quantos jornais dizem isso? - Seis milhões.

Atacaremos a partir do sul!

JOHNNY SYKES, PARABÉNS PELA GRANDE NOTÍCIA.

SOBRE A BATALHA DE SANTA ROSALIA. VOCÊ SE ADIANTOU À IMPRENSA MUNDIAL.

EM TRÊS DIAS. GRATIFICAÇÃO GARANTIDA. EUGENE.

Posso informar-lhes que o norte é nosso.

- Juarez caiu? - Sim, Pancho Villa me telegrafou.

FRANCISCO MADEIRO, LIBERTADOR DO MÉXICO. CARO AMIGO.

DESCULPE-ME PELA MINHA MANEIRA DE LUTA. TOMEI JUAREZ .

ALGUMAS POUCAS MORTES. PANCHO VILLA.

O bonito verão...

Não está mal, hein?

- Menina bonita. - Eu que o diga!

Eu gosto, vou me casar com ela esta noite.

Sente-se.

Que acha de se casar com Pancho esta noite? Johnny, venha!

Me disponho a unir em matrimônio ao simpático príncipe romântico

e mais encantadora flor... Rosita!

Vamos para casa, já são nove.

Oh Rosita, tomamos Juarez, estamos celebrando.

Depois das nove você celebra só comigo.

Coronel Villa, Madero acaba de chegar. Está na estação e quer vê-lo.

O senhor Madero está aqui? E quer me ver?

Rosita, vá para casa, o Sr. Madero me quer.

Sierra! O sr. Madero quer vê-lo também. Vamos lá.

Pancho! Pancho Villa!

- Oh, como você está? - É bom ver você.

- Ficou contente de me ver, hein? - Você não mudou nada, certo?

Depois de todo este grande trabalho que tem feito pelo México.

- Você realmente acha isso? - Claro.

Mas não devo deixar que o Sr. Madero continue lhe esperando.

Está lá.Gostaria de fazê-lo comer alguma coisa.

Claro. Olha, bolachinhas. Vamos lá. Venha, traga café.

- Vai para a Cidade do México, hein? - Sim.

Eu também estou indo para Cidade do México.

Vamos nos divertir muito. Farei que passe muito bem.

Você tem certeza que temos linha com a Cidade do México?

- Sim, senhor. - Não seja impaciente, Pascal.

Está à beira de um ataque de nervos. Olá!

Eu vim trazer-lhe comida. Como está? Muito bom, hein?

Pancho, eu aprecio e agradeço a tomada de Juarez.

Bem, não tem importância. Tome, você não quer um pouco?

Não, obrigado, esperamos notícias de Diaz.

Olá, Felipe, agora há pouco conversava com sua irmã aí fora.

Olá, Pascal. Sirva-se do que quiser.

Sierra, de ao Sr. Madero um café quente.

- Uma grande noite. - Sim!

Você ouviu que não atirei em nenhum prisioneiro em Juarez?

Você não fez nenhum prisioneiro, matou aqueles que tentaram se render.

Oh, parece que o general está chateado, porque eu tomei Juarez...

e Santa Rosalia enquanto ele estava sentado aqui.

Cidade do México.

Diaz caiu. Abdicou. Nós somos os donos do México.

- Viva! Viva! - Viva Madero, presidente do México!

Eu concordo com Vossa Excelência. É inútil demorar.

É melhor ir para Cidade do México imediatamente. Agora mesmo!

Tudo bem, vou juntar o meu exército. Vai levar cerca de uma hora...

enfiar cinco mil soldados nesse trem. Não, não, não...

Sua Excelência e eu concordamos que não é necessário nenhum exército.

Francisco Madero deve entrar no Capitólio...

não como um conquistador, mas como um amigo.

Eu darei as ordens para sair, Excelência.

Pancho, acabaram-se as batalhas. Você já fez o seu trabalho...

deve retornar para a paz.

Você não quer eu vá para a Cidade do México?

Você vai servir melhor ao México desfazendo o seu exército e voltando para casa.

Eu não quero ir para casa.

Você não pode ir lá sem Pancho, é seu amigo, ele te estima.

Você deve ter ao seu lado alguém de confiança.

Pancho, te conheço bem demais para te dar recompensas.

A liberdade é a sua recompensa, a liberdade que teu valor conquistou

para os seus irmãos.

Eles recordarão de Pancho Villa e lhe cantarão enquanto houver trovadores.

- Então não lhe serei útil no México? - Será, mas a distância.

- Estas são as minhas ordens, Pancho. - Excelência, o trem está pronto.

Capitão Lopez, quero enviar uns telegramas.

Você será quem vai acompanhá-lo até Mexico City, hein?

Nenhum exército, só você para protegê-lo. Está bem.

Lembre-se, se algo acontecer com meu amigo, será sua culpa.

Se acontecer alguma coisa, vamos nos encontrar novamente. Então...

Estarei com você em seguida.

Eu tenho que me despedir.

Eu...

Está bem.

Tome.

O meu anel. Carregue-o sempre, Pancho.

Como prova de minha eterna amizade.

Obrigado em nome do México. Adeus.

Está bem.

Adeus, Pancho Villa. Tenho orgulho de tê-lo conhecido.

Espero lhe ver na fazenda, algum dia.

Bem, eu acho que é adeus.

Poderia deixar a Rosita, você e eu nos divertiríamos esta noite.

Não, já são nove, tem que voltar para casa.

Preferia estar com você do que com qualquer outra pessoa.

Você sabe o que sinto por você.

A melhor companhia e o melhor amigo que alguém poderia desejar.

- Pare de chorar. - Não sou notícia, não mais, não é Johnny?

Você é mais do que isso, você é história.

- Você é que já não precisa de mim. - É claro que eu preciso de você, Johnny.

Como imagina que me sinto em deixá-lo assim?

Eu tenho que seguir em frente, é o meu trabalho.

- Bem, adeus. - Johnny! Johnny, me escute.

- Por que não fica aqui com Pancho, heim? - Eu tenho que sair.

- Fique, Johnny. - Adeus.

Adiante, princesa, já pode se despedir.

Basta.

Eu disse que chega.

Todo mundo sabe o que vou dizer, então eu vou dizer rápido.

Adeus. Isso é tudo que tenho a dizer.

Voltem todos para casa. Adeus.

O que há de errado com vocês? Eu sei. Vocês não querem ir embora.

Todos lembram dos bons momentos que tivemos juntos.

Lembram-se de Concepción?

Sabosi? Santa Rosalia?

Isso é o suficiente, eu disse.

Aqueles bons tempos acabaram.

O Sr. Madero disse: "Pancho, você deve ir para casa..."

"e diga aos seus soldados que voltem para casa também."

"Para que trabalhe pelo México como lutou por ele."

Você vai fazer isso por mim?

Vocês sempre fazem o que eu digo.

Não, não... Viva Madero.

Vamos, vamos, é o meu último pedido.

Viva Madero!

- Eu temo que seja um dançarino ruim. - Foi um grande prazer, Excelência.

- Pode me dar licença, por favor? - Desde já.

Desculpe-me, senhoras.

- Boa noite. - Deixa o baile, Sr. Presidente?

Só por uns momentos. É difícil dançar quando há tantas

reformas que fazer no país.

Onde está a lei de restituição das terra? Eu a coloquei aqui.

- Eu acho que é isso, Sr. Presidente. - Oh, obrigado. Obrigado.

- Desculpe-me, por favor. - Claro, Sr. Presidente.

- Aqui está outra. - De Villa? Madero a leu?

Não.

Parece que ao bom Pancho sobrecarregam os pressentimentos.

Dorme mal, vagueia sob a prateada noite do deserto.

Muito poético.

Está convicto de que a alma do general Pascal é tão negra...

como as asas de uma ave de rapina.

Inclusive imagina a ave pairando sobre uma pomba.

Vigia as correspondências e controle o telefone.

Tudo bem, agora leia o que te ditei.

"Caro amigo Johnny, vou me casar amanhã com Rosita,"

"minha primeira esposa. Nós já temos três filhos e está muito chateada comigo."

"Desta vez vamos fazer bem as coisas."

- O que foi isso? - É uma invenção.

Estico a pele sem curtir e quando seca rompe a cabeça.

Muito engenhoso.

- Serviria para a guerra. - Continue, acaba o que te ditei.

"Mas tudo vai dar certo no final, porque eu conheci uma garota..."

"chamada Conchita, que vive apenas 3 km, e é muito bonita."

Ponha "muito apaixonada".

Olá, Rosita. Você está linda esta manhã.

Eu achei que você tinha ido à cidade para buscar dinheiro para o casamento.

Eu estava escrevendo uma carta para Johnny. Eu vou em seguida.

Cabron, se apresse. Vou agora mesmo.

Sierra, nós vamos.

- Onde você está indo? - Ao banco. Eu tenho que tirar dinheiro.

Por que você guarda o dinheiro no banco?

Porque lá está seguro, ninguém rouba.

Ademais, eu recebo juros sobre o meu dinheiro.

O que são juros?

Cale a boca. Vamos, gire a manivela. Vamos sair daqui.

É simples, você coloca o seu dinheiro no banco, e quando você precisar dele,

vem aqui e leva-o embora.

Olá, como você está? Eu quero sacar uns 200 pesos.

Prepare o papel que vou assiná-lo.

Me desculpe, Sr. Villa, estamos fechados. Passou 10 minutos das três...

e fechamos às três. Eu te avisei no outro dia, eu...

- Serra, não devia ter feito isso. - Tranquilo. Quanto dinheiro você quer?

- Cerca de 200 pesos. - Aqui tem um monte.

Pois então me dê 100 a mais.

Por que contar?

Vamos. Pode ser que volte amanhã pelos interesses.

Alto, desmontar.

Espere, não vá. Meu pai e minha mãe estão se casando.

Sou o capitão Sanchez e tenho ordens para prendê-lo.

- Porquê? - Você foi acusado de roubar um banco.

Não, não, era meu o dinheiro que saquei do banco.

Também é acusado de matar o ajudante do caixa.

Não, não, não.

Não atire.

- Foi um erro, desculpe. - Tenho ordens para lhe prender.

Leve-o.

Tudo bem, vá em frente e leia.

A decisão deste conselho de guerra é que o acusado...

Pancho Villa, é culpado de roubo e assassinato,

por isso, está condenado a ser fuzilado entre 5 e 09:00

do dia 14 de Setembro. Ou seja, amanhã de manhã.

É costume Sr. Villa, nestas circunstâncias infelizes...

Retire-se, por favor.

Você quer algo especial em seu último café da manhã?

- Não. - Não? Está bem.

Até amanhã, então. Adeus.

Tenho México, a capital.

Leve, envie para Madero, como está escrito.

É melhor se arrepender e assim poderá salvar a sua alma.

Não, não, eu não devo morrer.

Se eu morrer, Madero também morre. Você não entende? Eles o matarão.

Não haverá ninguém que possa pará-los.

Está elaborando a lei que restituirá a terra aos peões.

Eu não devo morrer até tenha terminado.

- Meu filho, prepare-se para morrer. - Não é possível.

Quem vai matar Pancho Villa?

Ganhei mil batalhas para meu país.

Quem vai matar Pancho Villa por um pequeno incidente?

Não, não...

Solte-o.

A seus postos. Cigarro?

- Pascal, quero falar com você. - Você quer que lhe vendem os olhos?

Ouça, você não entende. Ainda não chegou a hora da minha morte.

O México precisa de mim.

- Não me preocupa minha pessoa. - Preparar!

Pascal, não pode atirar em mim agora. A revolução ainda não acabou.

Madero precisa de mim; Meu país precisa de mim.

Pascal, peço-lhe de joelhos. De joelhos, é?

Não. Me tocou muito fundo.

Acredite, eu não posso resistir. Nota.

Eu não sei ler.

É um telegrama de Madero.

É seu desejo que você seja perdoado, mas...

como punição por seu crime...

seja exilado do México.

Adeus, Pancho Villa.

Exilado pela causa a que tinha servido

e pelo líder a quem ele amava.

A alma de Pancho Villa crescia pequena e escondia

do mundo em um saloon do Texas.

Apenas iniciado o regime de liberdade de Madero

tempestade de conspiração estalou contra ele.

As guarnições o traíram. A artilharia dos traidores

varreu o capitólio e Madero se encontrou sozinho.

General Pascal, posso dizer-lhe algo? Era seu amigo, você lutou por ele.

Ele nunca fez nada de errado. Sua morte seria uma vergonha para o país.

Levem-no.

Siga-me.

O conselho tomou uma decisão.

É nossa vontade que sua família seja poupada.

Obrigado.

Quando eu vou morrer?

- Você quer deixar uma mensagem? - Tantos. A reforma agrária...

Receio que esta não seja a hora para ensaios políticos.

Você quer escrever para qualquer um dos seus amigos?

Eu só tenho um amigo. E ele está muito longe, no exílio.

Eu o enviei.

Posso escrever algumas linhas, por favor? Vá em frente.

Quero pedir perdão.

Ao último dos meus capitães Pancho Villa...

Sim, sim.

Sim, eu já vou.

- Quem é? - Sou eu, Johnny, abra a porta, Pancho.

- Johnny! Johnny! - Ei, garoto.

- Ei, Johnny. Como tem se saído? - Muito bem.

Ouvi dizer que você estava em El Paso, então eu vasculhei toda a cidade.

Olhe para isto. Más notícias, hein Johnny?

Madero.

O que ele diz?

Madero foi assassinado pelo general Pascal e seus homens.

Vamos, acorda. Madero foi assassinado.

O meu pequeno amigo.

- Johnny... quanto dinheiro você tem? - Uns sete dólares.

- Você se importaria de me acompanhar? - Claro que não. Onde?

A Cidade do México, e traga bastante lápis, Johnny.

VILLA PRECISA DE VOCÊ.

VILLA PRECISA DE VOCÊ.

VILLA.

PRECISA.

DE VOCÊ!

VILLA PRECISA DE VOCÊ.

Alguém lhe tinha roubado a revolução,

e o ódio trovejou entre os campos da cactus.

O mundo testemunhou um milagre

nos desertos do México.

Um exército de vingadores veio do nada.

Para recuperar o pais tirado de seus pais.

A revolução tinha começado novamente.

ABAIXO PASCAL, O TRAIDOR! VINGANÇA A MADERO.

Morto o gentil Madero, Pancho Villa lutou a sua maneira.

Os vencidos eram mortos, os feridos eram abatidos.

Repita novamente.

A munição está escassa, gaste só uma bala para cada três homens.

- Don Felipe, os soldados estão vindo! - Calma. Fique onde estão.

Olá! Como vai você?

- O que quer Villa? - Lhe ordenei que se juntasse ao meu exército.

Por que não o fez? Eu não recebo ordens de um bandido.

O homem que matou o Sr. Madero está em Chihuahua.

Em três horas eu tomarei Chihuahua.

Por que o amigo do Sr. Madero não está do meu lado?

- Eu lutei por Madero porque acreditava nele. - E não acredita em mim, hein?

Você está destruindo a obra de Madero.

Onde ele está agora? Lá em cima.

Talvez ele esteja com raiva de mim, mas é porque ele ainda não entendeu.

Esta é a mesma revolução só que eu faço do meu jeito.

Para que não volte a perder. Não é a mesma revolução.

- Eu não gosto do que você está dizendo. - Não há nenhuma revolução!

Matam os feridos, enforcam pessoas, gente que nunca tinha pegado em armas!

Eles roubam e matam como bestas. Bestas?

Pensa que somos animais? Está bem. Tem razão.

O pobre sempre foi um animal. Só que desta vez não está assustado,

São os outros que estão.

Vá pegar as chaves da despensa e lhe dê tudo o que eles querem. Rápido!

Venham cá, todos! Para comer. Vamos lá!

Terá que nos dar licença.

Você não vai fugir da revolução, certo?

Então acreditava que Pancho Villa era um herói, um grande homem.

Cale-se, vamos ter ocasião de falar.

Aqui estão as chaves.

Os criados lhes trarão comida.

Suba para seu quarto.

Teresa.

Pegue isso.

Deixe-a e saia, Sierra.

Largue-se!

Aproxime-se.

Vamos lá, chegue aqui.

Por que você está tão zangada? Não gosto disso.

Eu estava furioso faz tempo, mas agora me sinto bem.

A minha família nunca fez nada. E agora você está em nossa casa.

- Isso não lhe diz nada? - Vamos lá, quieta. Sente-se.

- Eu quero voltar para o meu quarto. - Não, espere um momento.

Você ouve? São meus exércitos que chegam.

Muito em breve entrarei com eles em Chihuahua,

na Cidade do México, no palácio.

- Você não quer vir comigo? - Com você?

Ouça, eu só sei fazer amor de uma forma.

Ainda que veja um anjo, eu tenho que fazer amor dessa maneira: Selvagemente.

Se atreveria a atirar? Meus homens a matariam.

Deixe que me matem. Não me importaria se puder livrar o México de você.

Vá em frente, chame seus homens. Agora!

Você...!

Saiam!

Veda-me.

Eu disse para me vedar.

Felipe, vá, por favor!

Sierra, deixe-os sozinhos.

Quero que se lembrem por muito tempo ricos e pobres são iguais.

Vamos!

Teresa, Teresa!

Teresa... qual é o problema?

Eu fui atingida...

Tudo bem, Felipe.

Não dói.

Comece com isso e dê curso.

Por que não deixam os postes telegráficos em paz?

Como está você?

Diabo.

Você é o Sr. Sykes, heim? Sou Wallace Calloway, acabo de chegar.

Eu reconheço o chapéu.

Eu agradeceria algumas informações sobre os rumores que correm por aqui.

Bem, são as seguintes:

O Sr. Villa deixou El Paso faz três semanas, com sete dólares meus.

Cinco homens e uma ressaca. Passou por aqui.

Mordendo, arranhando e cortando cabeleiras.

Agora está longe, dirigindo o maior e mais estranho exército

já conhecido. E podem impedi-lo?

Porei você ao corrente de saborosos detalhes.

O general Pascal, o cara que matou Madero, está liderando a oposição.

Esse é o grande incentivo para o Sr. Villa.

Já preparou algumas palhaçadas especiais...

para quando o Sr. Pascal finalmente cair em suas mãos.

Eu entendo, é uma vingança pessoal.

Se você ficar aqui, você aprender o suficiente sobre isso.

- Posso usar o telégrafo? - Depois que enviar minha mensagem.

Por favor, Pete. Trate o companheiro o melhor que puder e não atire nele.

Bem, adeus. Boa sorte. É bom que não vejam seu chapéu.

Aqui não gostam desses modernismos.

Tire isso, não fume até que lhe diga.

Não creio que nosso amigo Pancho goste dessas cercas.

Toque a carga.

- Bom dia. - General Villa.

Thomas, eu não gosto disso. Pascal é um grande general. Desamarre-o.

Obrigado.

- Cigarro? - Obrigado.

- Você é valente, certo? - Estou disposto a enfrentar

- o seu pelotão. - Belo discurso.

Melhor do que eu fiz.

Para o mundo inteiro o general Villa é um herói, um bravo.

Para o general Pascal sou só um homem que rasteja de joelhos.

Eu gritava e chorava forte naquele dia certo? Você se lembra?

Quando um homem teme a morte, ele comete muitos disparates.

Eu acho que tem razão.

Eu, então, perguntei a mim mesmo...

Pancho, você realmente tem medo de morrer? E eu respondi: Não.

Vou te dizer o que acho que deveria ser.

Talvez fosso por que eu estimava um homem pequeno e de barba.

O amor faz de qualquer um, um medroso. Principalmente se for alguém que você ama.

Você tem uma esposa, filhos? Gostaria de vê-los novamente?

Você gostaria de me ouvir gritar.

Não, Villa, desculpe desapontar-lhe. Eu não vou implorar, nem vou gritar.

Eu estou pronto para o pelotão. Pelotão? Quem lhe disse...?

Thomas, você disse ao general Pascal que pensávamos matá-lo?

- Não, Pancho. - Não.

Veja, formigas!

Eles gostam de laranjas. Olha como elas comem.

Mas gostam mais de mel.

Este mel vem do mesmo lugar onde me arrastei de joelhos.

Você não quer provar? Não, Pancho, isso não é uma maneira.. Não!

- É a minha maneira! - Não pode me matar assim!

É a minha maneira!

Vamos, Tomás, pegue esta garrafa. Despeje sobre as orelhas...

seus olhos, o nariz, a boca; Despeje em todos os lugares.

Você ouviu? Seus gritos são mais fortes dos que eu dei.

Sim, mas o que me interessa são suas botas.

Começando com quatro homens que se juntaram a ele em Rio Grande,

Pancho Villa entrou na Cidade do México três meses depois

como um conquistador, levando um exército de 60.000 homens.

Ei, Pancho!

Olá, Johnny!

Felipe, não agora! Te fariam em pedaços.

- Era a sua...? - Sim.

Meu pobre amigo.

Onde está a lei que o Sr. Madero estava fazendo?

- Qual lei, general? - A lei para restituir as terras.

Estava desenvolvendo essa lei quando o mataram.

- Onde está? - Você vê...

haverá alguma dificuldade para encontrá-la.

Não conheço nada que não oferece dificuldades. Encontre-a.

Sim, Excelência.

O que se passa com vocês? O que há de errado com todo mundo?

Eu já não lhes disse que haverá muito dinheiro para todos os departamentos?

Tudo o que fazem é me falar de orçamento.

Porém, jamais me falam da lei do Sr. Madero!

General, já lhe dissemos que estamos olhando essa lei.

Voltando ao orçamento...

A Áustria se recusa a nos conceder um empréstimo.

É a vigésima quinta potência europeia que nos nega.

Eu não lhe pedi para parar de incomodar estas potencias?

Eu não quero ter nada a ver com todas elas.

Eu mesmo lhe darei o dinheiro! Compreendem? Eu...

Eles estão lá embaixo.

- Quanto? - 100 milhões.

100 milhões! Onde você conseguiu isso? Temos o direito de saber.

Você cale-se e sente-se. Eles estão levantando o dinheiro.

Como estão?

O que isso de não chamar a porta? O que deseja?

Excelência, sou Alfonso Mendoza, presidente da impressa Mendoza.

Este é o meu tio, Alfredo Mendoza, secretário.

E meu irmão Carlos, tesoureiro. Onde está o dinheiro?

- Está lá embaixo. - Pois que o subam.

O pagamento pela impressão de cem milhões de pesos é de 10.000 pesos.

Está certo, suba o dinheiro e lhe pagarei.

Eu imploro seu perdão Excelência, mas a impressão deve ser paga em prata.

O que se passa com o dinheiro que você imprimiu?

- Será que eles não foram bem feitos? - Sim, foi perfeitamente impresso.

Mas seu valor, é outra assunto. Nós trabalhamos e queremos ser pagos.

- Cale a boca, já já será pago. - Mas, não com esse dinheiro.

Você não gosta do meu dinheiro, hein?

A menos que nos pague em prata, levaremos de volta o dinheiro.

Vamos, prenda este homem! Vá pegar o dinheiro e não lhe dê qualquer coisa.

Eu vou te mostrar quem é o presidente do México!

Chavito, conte o dinheiro que cada um quer.

Dê ao general Gomez 7 milhões para a construção de estradas.

Excelência, esta é uma farsa.

Se você colocar em circulação um dinheiro sem valor, o verdadeiro perderá o seu.

Ele será reduzido a nada e a situação será desesperadora.

- Mas é dinheiro. Você não quer? - Eu rejeito absolutamente.

Senhores, reunamos em conselho, urgente.

Mas...

Chavito, não entendo o que há de errado com esse dinheiro.

- Ei, Pancho. - O que quer?

Nada, estou cansado. Eu vou tirar um cochilo.

Sierra, você quer dinheiro?

Eu já conheço esse dinheiro, ele não é bom.

Eu não entendo. O que há de errado...?

Pombos! Pombos!

Não te disse que não desenhasse pombos no dinheiro?

- Por que você não desenhou um touro? - Não! Não desenho touros!

- Você desenhará um touro! - Não desenho touros!

Vamos sair daqui. Fico entediado, se não há mulheres.

Não. Como os meus pés doem! Que saiam todos. Quero descansar.

Vamos lá, todo mundo para fora. Acabou a folga.

Isto é um insulto. Eu não tinha ouvido nada assim!

- Fora. - Vamos lá, não demore tanto.

Qual é o problema com você?

Estes tipos com costeletas, eles me deixam doente.

Orçamento. Tudo o que eu ouvi durante o dia foi: Orçamento.

Que dor de cabeça.

Sierra, o que te pareceria estar cavalgando agora mesmo...

pelas colinas de Chihuahua? Eu gostaria.

Talvez em breve.

Mas cale a boca, agora devo preparar o discurso para o banquete.

Deus...

Que te parece se nos casarmos?

Não a havia visto nunca por aqui. Eu me pergunto quem será.

Tenho certeza de ter visto em Viena no ano passado.

Eu acho que é a Duquesa de...

Não a encontramos na casa dos Windsor, em Buenos Aires?

Há algo nela que eu acho vagamente familiar.

Sr. Sierra, você pode me dizer quem é a senhora que fala com o Sr. Villa?

É a manicure francesa do Hotel St. Regis.

Excelência, senhoras e senhores, os olhos do mundo estão voltados para nós esta noite.

Na pendência de que honremos aqui alguém que, na minha opinião, é...

e para salvar o México...

para salvar a liberdade arrancada de nossas mãos...

tudo isto, ao contrário das expectativas,

tem um valor sem paralelo nos anais da arte da guerra...

e os seus grandes feitos honramos e pedimos humildemente

aceitar esta medalha cunhadas em memória da gloriosa...

libertação do México.

Este é um pequeno presente para dar a alguém que fez...

tudo que você disse.

Mas eu convoquei esta reunião porque eu queria lhes dizer uma coisa...

não para me darem uma medalha.

O que defendo é a lei que fez Sr. Madero,

que ele estava terminando pouco antes de alguém matá-lo.

Diz que as terras que foram tomadas dos peões

voltarão para os trabalhadores.

Eu, Pancho Villa, vim para a Cidade do México para assinar esta lei.

Agora tenho de ir para casa.

Ele estava certo. Ele disse: "Pancho, a Cidade do México não é o lugar para você."

Se alguma vez vier ao meu conhecimento que alguém violou esta lei,

eu voltarei novamente com meus soldados, mais do que vocês viram.

Surgiremos destas colinas e destruiremos este palácio.

E nós vamos pendurar a todos pelas costeletas.

Felipe, o que aconteceu?

- Nada, eu não pude me aproximar dele. - Por favor, Felipe, desista de sua ideia.

Nunca.

Eu o matarei, nem que seja a última coisa que eu faça.

Ei, eu tenho te procurado por todos os lugares.

- O que você está fazendo aqui? - Eu dava uma última olhada.

Diga-me, amigo, por que se vai?

Por ele.

Sabia que quando eu me sentasse na cadeira, teria que sair.

Se pudesse ser presidente a cavalo, teria sido grande.

Sim. Talvez o cavalo, não eu.

Sierra, volte a pendurá-lo.

Chavito, pare com isso.

- Eu quero ir com você. - Não, já não sou notícia.

Bem, adeus, amigo.

Fizesse o que fizesse, sai como um homem honrado.

Obrigado.

Johnny, não se esqueça de colocar isso no papel.

Rápido, nos vamos. Depressa!

Não se esqueça do presente.

Para meu novo lindo amor, Dolores, do seu Pancho.

Olhe. Vou comprar costeletas de porco, ela gosta.

- Você, os doces. - Está bem.

Felipe, está na frente da rua, no açougue.

- Que sejam gordas. - Não se preocupe.

- Vamos, você me deve sete dólares. - Johnny!

Eu queria fazer uma parada no meu caminho para o México,

ver se conseguia alguma notícia, alguma mentira a mais...

sobre o Napoleão do deserto.

Não, não há nenhuma notícia aqui, Johnny.

Bem, não importa. Vamos pensar em alguma coisa.

- O que é isso? - Um roupão para a minha namorada.

- Sempre agitado, heim? - Sim, no alto...

Ainda não vou te deixar Johnny, vou te levar à minha casa para ver minha esposa.

Bem, vou me preparar. Eu os declaro marido e mulher.

Eu não pude conseguir os doces, mas olhe...

Pombas, pombos de novo!

Traga um médico, rápido.

Virei notícia, hein, Johnny? Pancho Villa assassinado.

- Por sorte você está aqui. - Fique tranquilo.

Que lugar estranho para morrer: Um açougue.

- Talvez você possa adornar algo. - Eu adornarei.

Tenho ouvido falar dos grandes homens, o que eles dizem ao morrer.

- Escreva algo agradável sobre mim. - Vou escrever.

Vou escrever como Pancho Villa morreu levando a medalha em volta do pescoço

que lhe deram por ter salvo México.

E o anel que o Sr. Madero me deu, vai escrever isso também?

- Sim, isso também, se deseja. - E o que mais Johnny? Gostaria de ouvir.

Os peões, vinham de toda parte, do norte e do sul.

Os peões vieram para vê-lo, quando ele morreu.

Eles se reuniram em silêncio. Uma multidão ajoelhada lhe rendeu homenagem.

E então, mais uma vez, as emocionantes notas de "La Cucaracha".

Ecoaram pelo ar da noite. Que bonito, Johnny. Me conte mais.

Pancho Villa falou pela última vez. Ele disse...

Ele disse... Rápido Johnny, quais foram minhas últimas palavras?

"Adeus, México", disse Pancho Villa, "perdoe os meus crimes."

"Se pequei contra ti, foi porque te amava muito."

Perdoe-me... Johnny, o que eu fiz de errado?

A canção do exército da liberdade se extinguiu...

dos anos de batalha surgiu um novo México.

Dedicado à justiça e igualdade...

aquele selvagem coração não tinha lutado em vão...

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