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Original subtitles

- Anteriormente, em Instinct... - Maya. N�o.

Tarde demais.

Se � um agente nervoso, n�o sabemos como se propaga.

Se pudesse, ela teria me avisado.

Ela enviou uma mensagem? O que dizia?

Apenas "MB". Pensei ser "Maya Bhaduri"

Mini bar?

- Espere. � Pasternak. - N�o tem como. Ele est� morto.

Parece que est�vamos errados.

Vicunha. Feito por encomenda.

Lapelas parisianas, bolsos embutidos,

tr�s por dois.

Tr�s por dois? � tipo, compre dois e leve tr�s?

N�o, sr. modelo da Renner, a lapela � pressionada...

� uma �poca estranha para nadar.

Est� bem?

Eu pularia mas... voc� sabe.

Eu vou.

Tome cuidado.

| mars |

| crolzinha |

| alineana |

| Andressa |

| Miss.Tery |

| Beta |

| Renna |

| LauraA |

| Colorada |

Ele est� bem?

Olhe para a esquerda.

Seus olhos est�o saud�veis.

Ent�o, minha vis�o emba�a e volta ao normal,

desde que acordei porque...

Pode ser exaust�o, estresse ou envelhecimento.

- Envelhecimento? - Est� ficando velho.

Obrigado por decifrar tal enigma m�dico.

Mas dado o agente nervoso a que foi exposto,

- gostaria de uma resson�ncia. - � mesmo necess�rio?

Por que descobrir a causa logo?

D�-nos um minuto?

Fui liberado pela dr.� Weiss,

da contamina��o que matou Maya.

E por que estou tendo sintomas?

Est�vamos no mesmo quarto.

Falta de sono?

Sei que virei a noite pesquisando na internet.

Sem sinal de Pasternack.

O que quer que esteja fazendo, � sob a nova identidade.

- Ken Goodman. - Goodman?

Ele realmente est� se chamando de "Bom Homem"?

Nosso velho amigo ainda tem senso de humor.

Como ele n�o morreu?

Matar o Diabo � mais dif�cil do que parece.

Ainda est� mal?

Conte-me mais sobre Pasternack, quero dizer, Goodman.

Qualquer registro do mercen�rio duas caras e trai�oeiro

que conhecemos em Jalalabad foi apagado.

Ken Goodman tem uma biografia completa

dos �ltimos 30 anos,

verificada e narrada em v�rios contratos

e artigos em jornais.

Se Pasternack est� de volta ao jogo,

sabe do meu trabalho com o DPNY.

E infectou os computadores da delegacia

para te incriminar?

Ou para te testar?

E ent�o trouxe Maya para a trama?

Pode t�-la contratado para chegar a mim

e eliminou-a quando n�o era mais �til.

Ou quando te protegeu, ao inv�s de te dedurar.

� como se ela fosse apagada.

� parte do trabalho.

E por que eu sa�.

Sim.

�, sim.

Agora devo neutralizar a amea�a

e acabar com o alvo, dessa vez de verdade.

Foi �timo trabalhar contigo, Ryan.

Ainda est� aqui? Quer uma festa de despedida?

- Vem c�. - Certo.

Contenha-se, Stock. Temos plateia.

Tenha um bom voo.

E obrigada por me dar um tempo longe desse cara.

"Esse cara" fica triste em te ver partir.

Obrigado por tudo o que fez para resolver o caso.

Certo, irm�o.

Hasta Nebraska, querido.

Pr�xima parada: f�rias!

Certo, � hoje. Escolhas.

Preciso delas agora e r�pido.

J� peguei o Natal, ent�o nem pensem nele.

Fucci � o pr�ximo.

Eu sei que Needham n�o vai viajar.

Exato.

Sgt. Harris, se n�o for problema,

gostaria de folgar dia 23. Vou a um retiro de sil�ncio.

Voc� n�o � oficialmente do departamento,

pode folgar o m�s inteiro.

Se quiser come�ar a ficar calado antes, sinta-se � vontade.

Mas agora, voc�s t�m que ir para o lago Turtle.

- Acharam uma cabe�a. - S� a cabe�a?

Do que mais voc� precisa?

- Obrigado. - Obrigada.

Acho que voc� evita tirar f�rias porque gosta da rotina.

Trabalho, comer, dormir.

- Est� errado. - � normal.

Por exemplo, acho que voc� vai mandar eu parar de te analisar

antes de jogar um pretzel quente na minha cara.

- N�o seria um pretzel. - Tenho uma pergunta.

- S� uma? - Por que ela n�o tira f�rias?

Sabia que tem uma cabe�a decapitada ali?

Tecnicamente, � uma cabe�a cortada.

O corpo que foi decapitado.

E as f�rias?

Lizzie tira f�rias, mas fica em casa.

- "F�rias em casa". - Isso � quando fica na cidade,

e faz coisas legais que n�o costuma fazer.

- Voc� s� fica em casa. - E n�o costumo fazer isso.

E posso passear mais com Gary.

Por que gastar dinheiro em um hotel caro

quando eu gosto da minha cama?

Como eu disse, rotina. Precisa mudar de cen�rio.

Estar na natureza pode ser restaurador.

�, entendo o que quer dizer.

Acharam o corpo?

Os mergulhadores est�o procurando.

Acho que a cabe�a estava na mochila

com pedras para afundar.

Algum animal que vive na �gua mordeu e rasgou a mochila,

a cabe�a saiu e flutuou para superf�cie.

Decapitar e jogar no lago parece coisa de gangues.

Os Vikings decapitavam para usar a cabe�a como trof�u.

Outros para provar a vit�ria,

como Davi levou a cabe�a de Golias para Jerusal�m.

Na Era da Raz�o acreditavam ser a forma mais humana de execu��o.

N�o h� nada humano nisso.

- N�o, mesmo. - Achei algo!

- Achei outra! - Mais uma aqui.

- Quatro cabe�as. - Nenhum corpo.

Tem certeza que n�o quer tirar f�rias?

| Maniacs | Haters Gonna Hate!

Instinct - 2.11 Grey Matter

Series Finale

A fascina��o da humanidade com a rela��o

entre corpo e mente � constante.

Sociedades antigas acreditavam que para libertar a alma

era preciso cortar a cabe�a.

O fil�sofo grego, Anaximandro, disse

que a mente era a for�a vital do corpo.

Hoje, se perguntar a um cardiologista,

ele dir� que o cora��o que alimenta a cabe�a.

Professor, s� para esclarecer,

atirar em um inimigo,

digamos, um agente duplo, do tipo mercen�rio trai�oeiro,

que era seu amigo e voc� achou que tinha te tra�do,

com uma bala capaz de arrancar uma cabe�a,

isso seria considerado o qu�?

Simbolicamente letal?

Mesmo...

se n�o tiver matado ele?

Com licen�a, professor.

Acho que a revolu��o francesa usava guilhotina por essa raz�o.

N�o s� matavam a elite, mas decapitavam o patriarcado.

Excelente observa��o, Theresa.

Sugiro que leia Diderot para saber mais do assunto.

Diderot atestou que ideias mudam porque as pessoas mudam.

Ent�o... tive uma ideia.

� um lindo dia.

Em vez de sentarem me ouvindo, levem seus corpos e mentes

para fora e vivam suas vidas.

V�o. Vivam!

Levantem voo.

- Oi, Doug. - Oi, onde est� o Reinhart?

Est� atrasado, podemos come�ar.

Recebeu algum corpo sem cabe�a recentemente?

N�o apareceu nenhum.

Quando eu puser minhas m�os nesses corpos,

ser� mais f�cil de solucionar esse mist�rio.

Falando sobre m�os em corpos...

Na verdade, n�o. N�o estou falando disso.

N�o sei por que disse isso. Desculpe-me, foi ofensivo.

Doug, o que houve?

Estava pensando se voc� queria jantar comigo.

N�s flertamos um pouco

e faz um tempo que eu queria te perguntar.

Porque eu estou ligado em voc�

e agora � para valer.

Voc� pegou essa frase de uma m�sica?

Isso mesmo.

Desculpe pelo atraso. O que eu perdi?

Oi, Doug estava falando sobre Grease.

O musical. E agora que est� aqui,

podemos voltar a nossa agenda cheia de crimes a resolver.

Doug, as cabe�as, por favor?

Conhe�am Sonny, Connie, Michael e Fredo.

Fredo, a primeira cabe�a, e tamb�m � a mais recente.

Morto h� uns 3 ou 4 dias.

N�o h� tra�os para identifica��o?

A decomposi��o conseguiu

prejudicar as do Sonny, Connie e Michael,

mas estamos analisando os registros dent�rios.

A decomposi��o nos ajudou a determinar a hora da morte.

Sonny, coberta em uma subst�ncia cinza conhecida como adipose...

- Esteve mais tempo no lago. - Mais ou menos, uns 6 meses.

Enquanto Connie, com escorrimento de pele,

talvez de dois a 3 meses.

E o superinchado Michael, s� algumas semanas.

Pediremos � Per�cia para fazer a reconstru��o facial digital.

Quando soubermos quem s�o, saberemos o motivo.

Com licen�a.

Voc� conhece Hamlet?

Pode fazer o discurso, mas n�o tocar� nas cabe�as.

- DNA do mais recente... - Fredo.

Resultou em algu�m fora do banco de dados criminal.

- Ele... - Fredo.

Era um membro, de 26 anos, de uma gangue de rua.

Victor Owens. Longa ficha criminal.

Preso v�rias vezes com o l�der da gangue,

que acabou de sair da cadeia.

- Conte mais, conte mais. - Chega, Sandy.

Vamos sair daqui. Tchau, Doug.

Ele era como um irm�o para mim.

Por causa dele, estou aqui falando com voc�.

Depois de tudo que passamos, ele ainda acabou morto.

Ent�o Victor deixou a gangue.

Talvez um deles tenha feito isso para dar um aviso?

N�s n�o decapitamos.

Bom saber que voc�s t�m um limite.

Algo mais que possa nos contar?

Depois que Victor se ajeitou, ele se tratou, se mudou,

conseguiu um emprego em uma cl�nica.

Ele vinha falando sobre estar envolvido em algo grande.

Vamos precisar do nome da cl�nica.

Fique perto, sr. Starr, e me fale se souber de algo.

Barry esteve envolvido em crimes horr�veis.

- N�o acredito em nada. - Sem estere�tipos, detetive.

Ser l�der de gangue, n�o quer dizer que mente.

Desculpe por ofender voc�

e a Associa��o Nacional de L�deres de Gangues.

Ele tinha pupilas dilatadas.

O que acha, falando em comportamento?

Bem, considerando o comportamento, eu...

- Tive problemas em enxerg�-lo. - Para l�-lo?

Enxerg�-lo. Minha vis�o est� ruim.

Emba�ada, �s vezes.

Posso ter sido exposto a um agente nervoso.

- Pode ter sido exposto? O qu�? - N�o h� rela��o com o trabalho.

- Julian est� envolvido? - Julian est� bem.

O que significa que tamb�m ficarei.

- Andy sabe? Sobre sua vis�o? - Ainda n�o. Quero ter certeza.

- Sabe o que pensa sobre a CIA. - Dylan, precisa ir a um m�dico.

Eu fui, eu fui. E ela pediu uma resson�ncia.

- Certo. - Se isso continuar, se eu...

N�o puder mais estudar o comportamento...

N�o sei como vou continuar trabalhando.

N�o sei como poderei continuar sendo eu.

Com licen�a. Estamos procurando Victor Owens.

N�o sabemos qual o departamento dele.

Victor com V?

Sim.

Certo, Victor Owens.

Nenhuma pessoa com esse nome no sistema.

Nenhuma "pessoa" mesmo.

Ent�o acho que o l�der da gangue mentiu.

Procuram pelo Victor? Victor n�o trabalha aqui.

Por isso n�o estereotipo.

Ele � um curador no Instituto Conklin.

O centro de pesquisa em neuroci�ncia avan�ada?

Sim, � l� em cima. Eu sou o dr. Wells.

Espero que Victor n�o esteja com problemas.

N�o. Quem � o chefe l�?

Dr. Martin Portman.

Dr. Martin Portman � pioneiro em estudos cerebrais.

� l�der em novos tratamentos para doen�as neurol�gicas.

Isto � cheiro de hortel�?

Voc� n�o merece Martin Portman.

Definitivamente � hortel�.

Sim. Certos aromas estimulam o pensamento claro,

d�o concentra��o, e revigoram a mente.

Eles devem soltar pela ventila��o.

Eu sabia.

Desculpe interromper.

Detetive Needham e dr...

Reinhart. Dr. Wells disse para esper�-los.

Dr. Portman, � um prazer.

Minha esposa, Allyson, pesquisadora associada.

- Prazer conhec�-los. - O mesmo.

Desculpem pelo suor.

Eu me inclu� no grupo de controle

para um estudo de mobilidade e produtividade.

E agora esta sess�o foi perdida devido a interrup��o.

Odiamos atrapalhar, mas investigamos o assassinato

de um homem que trabalhou aqui.

Victor Owens.

Victor est� morto? Ele era t�o jovem.

- Qual deles � o Victor? - Com as...

Qual o nome daquelas marcas de tinta?

Tatuagens.

Ele foi assassinado no Instituto?

O nome do Instituto est� a salvo.

Quanto tempo Victor trabalhou aqui?

Cerca de 8 meses.

Dr. Wells, que trabalha em um hospital

que ajuda a empregar pessoas em condicional, o contratou.

Ent�o sabiam dos antecedentes dele?

Ele nos falou sobre as gangues e que estava tentando sair.

Voc� tem algum problema com Victor, doutor?

Ele parecia respons�vel.

Mas nos �ltimos meses, ele come�ou a se atrasar.

E, algumas drogas...

Fentanil, code�na, come�aram a sumir dos arm�rios.

- Voc� o questionou? - Eu n�o tinha provas.

Algum ind�cio de uso? Venda?

Pelo comportamento dele, n�o me surpreenderia.

Gostar�amos de ajudar,

mas temos trabalho de verdade a fazer.

Talvez o RH possa ajudar.

Reconstru��o facial das outras 3 cabe�as.

- J�? - Preliminares.

Reconstru�ram digitalmente as partes decompostas

com base em medidas da estrutura �ssea.

Uma mulher branca, dois homens,

sendo um negro. Todos de idades diferentes.

E nenhum tipo aparente ou conex�o.

Acha que fariam um de mim?

Queria ver como fico com a sobrancelha maior.

Dylan.

Zack, poderia espalhar na cidade e passar pelo banco de dados?

Checarei os desaparecidos.

- �timo. Obrigada. - Vejam isso.

O laborat�rio encontrou tra�os de contraste infravermelho

sens�vel � tens�o dentro das 4 cabe�as.

Usa-se contraste para observar os neur�nios no c�rebro.

No tratamento de doen�as neurol�gicas.

- Isso mesmo. - Obrigada.

N�o pode ser coincid�ncia.

Imagino se usam esse contraste no Instituto Conklin.

- O que est� fazendo? - Reagendando a resson�ncia.

N�o vai se livrar disso.

Estou apenas adiando.

Deixe-me ver se entendi.

Voc� me diz para tirar folga do trabalho,

e n�o consegue priorizar a resson�ncia?

- N�o � a mesma coisa. - Eu sei!

Seus problemas s�o importantes. Os meus, nem tanto.

Voc� n�o enxerga porque est� na defensiva.

E voc� n�o enxerga, ponto.

- Quando �? - 15h15.

�timo. Ap�s a visita � Conklin, te levo.

Voc� n�o deve dirigir.

Voc� mencionou que algumas drogas sumiram.

Os contrastes s�o mantidos trancados?

N�o, o agente de contraste que usamos �...

� de tipo comum... � base de mangan�s.

Encontrado em qualquer instituto de pesquisa neurol�gica.

Que tipo de pesquisa o Instituto Conklin tem feito?

Posso te enviar a rela��o por e-mail

de todos os ensaios que estamos realizando.

Mas a maioria dos estudos est� centrada no Alzheimer.

Tornou-se nosso foco principal desde...

Bem, talvez um m�s ou mais.

Allyson, perdoe a pergunta,

mas voc� foi diagnosticada com Alzheimer precoce?

� por isso que Martin focou nesta �rea de pesquisa?

O que me entregou?

Bem, os lembretes em sua mesa, para realizar tarefas simples.

Exerc�cio ajuda na cogni��o e atrasa a progress�o da doen�a.

E a dificuldade em encontrar palavras.

Voc� � muito observador.

Eu ainda sou, em dias bons.

Apesar que fazer omelete

ou lembrar quando sair do metr�, nem sempre � t�o simples.

Eu sinto muito.

N�o imagino o qu�o assustador esse diagn�stico deve ser.

� assustador sim.

Mas tamb�m �...

O que me fez perceber como a vida � preciosa. Eu...

s� quero viver todo dia

ao m�ximo, enquanto for mentalmente capaz.

Quero fazer novas mem�rias enquanto ainda posso.

- Toc, toc. - Tudo pronto.

Allyson, h� algo mais que eu possa fazer?

- N�o, obrigada, dr. Wells. - Certo.

- Obrigada. - Claro.

Obrigado pela conversa.

- Teve sorte? - Pior que n�o.

Parece que muitas cl�nicas est�o usando esse contraste.

- Como foi com Allyson? - Ela tem Alzheimer precoce.

- Pobre mulher. - Contarei tudo.

Tem o tempo de eu te largar na resson�ncia.

- Sobre isso... - Eu te enfio na m�quina

- se preciso. - � bem mandona.

Obrigada. Prefiro firme.

Ficar� a� por 20 minutos. Ser� barulhento.

H� um alto falante a�, chame-nos, se precisar. D�vidas?

Vamos come�ar a festa.

O foco do dr. Portman era compreender

as fun��es mentais e suas desordens.

Mas h� 6 meses, o Alzheimer passou a ser o foco.

E logo depois, a primeira cabe�a cai no lago.

Ele canalizou todo dinheiro dado ao Instituto

para esse foco s�bito no Alzheimer?

Por que isso � suspeito?

Fotos da autopsia.

Trauma com objeto cortante confere com as cabe�as.

Obrigada, Zack.

Nenhuma liga��o de tecido de uma borda irregular

em nenhum deles, s�o todos cortes limpos.

Esse � o trabalho de um m�dico.

Logo, n�o h� nada aleat�rio nessas decapita��es.

Portman quase perdeu seu dinheiro h� alguns anos

em outro Instituto, pois souberam que usava porcos,

cortava as cabe�as deles para estudar os c�rebros,

antes, durante e logo depois da morte.

Ele decapitava porcos.

E agora h� pessoas perdendo as cabe�as.

Consiga um mandado para a casa e o escrit�rio dele.

Eu estava perdido.

Mas agora me encontrei.

Faz um bom tempo, Dylan.

N�o se preocupe, amigo, voc� n�o est� sonhando.

Sou eu mesmo.

Como entrou aqui?

Eu era cego, mas agora vejo.

Deixe-me sair.

S� se voc� prometer se comportar.

Eu me lembro, pessoalmente, como voc� pode ser violento.

Deixe-me sair daqui.

Aqui estamos n�s.

Alguns melhor vestidos e mais preparados.

A camisola te caiu bem.

O que quer, Pasternack?

N�o, n�o. Pasternack est� morto.

E ainda assim, aqui est� voc�.

Depois de atirar em mim, eu fiquei perto de morrer.

Levou dois anos s� para voltar a andar.

Pensei em voc� todo dia, Dylan.

Cada dia me mudou um pouco.

Comecei a pensar...

que para ter uma boa vida, uma longa vida,

devo ter uma vida virtuosa, igual � sua.

Bom homem.

Escute...

algo atacar� Nova York.

Preciso impedir.

Seu amigo, Julian, poderia me ajudar.

Quer que eu fa�a Julian ajudar voc�?

� por isso que veio elogiar minha camisola?

Ele � um Rachmaninov no computador, o melhor.

Sabemos o que ele diria se eu o pedisse.

- Ele n�o ajudar�. - S� se voc� pedir.

E deixe-o saber

que n�o sei de nada da morte de Maya Bhaduri.

Eu apreciava aquela mulher.

E sou a melhor aposta dele para descobrir quem a matou.

A interrup��o que tiveram na delegacia,

tamb�m n�o fui eu.

Mas � a ponta do iceberg, acredite.

Quem planeja esses ataques

busca destrui��o m�xima.

Voc� n�o quer isso. Eu n�o quero isso.

Ent�o acredite ou n�o,

mas se n�o acreditar...

um de n�s estar� errado.

E n�o serei eu.

Voc� parece bem.

Pois ent�o... Bom dia.

Pois �...

Bom dia para voc�.

Voc� n�o deveria estar em Nebraska?

E vestido?

Deveria. Mas sabe de uma coisa?

Percebi que estive t�o ocupado, que nunca curti Nova York.

A pol�cia de Garfield n�o pagar� um hotel

e n�o pagarei US$ 150, ent�o decidi

passar a noite no vesti�rio.

Espere. Achou uma di�ria de US$150 em New York?

De toda a hist�ria, isto que chamou aten��o?

Est� amanhecendo. Por que est� aqui?

Buscando um mandado.

Ent�o, vai alegar usucapi�o?

N�o. Ouvi voc� comentando sobre f�rias,

e percebi que um descanso seria bom para mim,

ent�o aproveitarei para a Big Apple.

E depois, quem sabe?

Tem uma luta de MMA no final de semana que vem no Caesar's.

Sempre quis ir para Vegas.

Quer dizer, o que estou esperando?

De quem � a luta?

Khabib contra GSP.

Pois �!

Consigo ingresso, se quiser vir.

- Como amigos, claro. - Sim, claro.

Adoraria ver aqueles dois

dando uma surra um no outro,

mas j� planejei minhas f�rias.

Certo, ent�o, fica para uma pr�xima.

- Certo. - Divirta-se.

E d�-lhe, Huskers!

Por que ele se revelaria e por que para voc�?

Ele disse querer sua experi�ncia e n�o minha.

N�o posso trabalhar com aquele homem.

N�o quero que trabalhe.

Mas n�o vejo modo mais r�pido de descobrir o que ele quer.

Se conseguir trabalhar com ele, de dentro, posso ajudar.

Est� oferecendo uma volta ao meu mundo?

Se a CIA est� comprometida, n�o podemos contar com eles.

Mas podemos fazer isto juntos.

Se Ken Goodman estiver limpo, talvez possa nos ajudar

descobrir quem matou a Maya e se n�o, saberemos par�-lo.

Maya est� morta?

Sim. E s� falaremos isso.

Julian, o que houve?

Pedi ao Jules porque Zack est� em um interrogat�rio.

J� pegou os resultados do exame?

Ainda n�o.

Vamos?

Deve haver algum engano, certo?

Como que invadir nossa casa,

vasculhar nossas coisas, ajuda na sua investiga��o?

Diga-me, dr. Portman,

o que era t�o secreto na sua pesquisa

que nem os subescritores sabiam?

Do que ela est� falando?

Eles n�o entendem o que estou tentando realizar.

Se tudo precisasse de aprova��o e explica��o

ainda estar�amos trabalhando na vacina da p�lio.

As cabe�as de porco serviam para isso?

Cabe�as de porco?

O projeto foi abandonado anos atr�s.

Houve indigna��o dos ativistas dos direitos dos animais,

mas sem testes em animais, n�o poder�amos tratar a mal�ria,

o Parkinson.

Algu�m da sua fam�lia tem c�ncer?

Se eles est�o sendo tratados, agrade�a a um porco.

Mas seu interesse no Alzheimer n�o � apenas profissional.

Sempre estive interessado na cura do Alzheimer,

mas agora que a doen�a

inevitavelmente levar� a pessoa que mais amo no mundo,

pensei em procurar nas pedras que ficaram para tr�s

e mant�-la comigo.

Por mais que a pesquisa com porcos pare�a horr�vel,

� leg�tima e v�lida

- para entender a Onda da Morte. - Onda da Morte?

O pico de adrenalina antes da morte.

Quando falam que viram a vida passar diante dos olhos.

Imagine se pud�ssemos capturar este pico de adrenalina,

imagine o que isto faria com todo tipo de doen�as.

E o que aconteceu com as pesquisas?

Nada. Tive que abandon�-las.

Chegamos a um ponto cr�tico,

onde, para capturar a verdadeira Onda da Morte,

eu teria que matar pacientes, n�o porcos.

Com licen�a, detetives.

Extensivos estudos e relat�rios.

Destacando e detalhando a inatividade el�trica

do c�rebro logo ap�s a morte.

Essas notas indicam cobaias humanas.

- Imposs�vel. - Parece que s�o pessoas

servindo de cobaias do teste,

com o momento fatal sendo cronometrado,

e mensurado por resposta eletroqu�mica.

- N�o pode ser. - Dr. Portman,

esses sujeitos estariam ligados

�s 4 cabe�as que achamos?

- Cabe�as? - Sim. As 4 decapitadas.

N�o fa�o ideia do que est� falando.

Talvez seja verdade, o computador � da sr� Portman.

Martin, por que isso est� no meu computador?

- Deveria estar no seu? - Claro que n�o.

Se estava, foi deletado.

Talvez voc�s acharam a pedra que todos perderam.

Precisam vir comigo.

Por favor.

S� quero dizer que sinto muito...

Sobre sua amiga.

Obrigado.

Estou aqui se precisar de algo.

Voc� est� bem?

Estou.

Se procura os corpos, n�o acho que est�o l� em cima.

Acha mesmo que foram os Portman?

O estudo no computador da Allyson entregou tudo.

N�o foi o que perguntei.

Quando falei com Allyson,

ela falou sobre o qu�o preciosa � a vida,

e como ainda queria fazer mem�rias.

N�o soa como uma assassina para mim.

Isso que n�o entendo.

Se Martin fez a pesquisa para salvar a vida da mulher,

ele a colocaria em risco envolvendo-a.

Identificando as cabe�as,

poder�amos ter o perfil do real assassino.

Ou combinando a reconstru��o facial

com os dados dos desaparecidos.

Se ao menos conhec�ssemos algu�m

que tivesse uma tecnologia mais avan�ada.

Tammy Hayes. 48 anos.

Alguma conex�o com os Portman?

Ela n�o tinha Alzheimer,

nem frequentava o Instituto Conklin.

No entanto...

Ela tinha c�ncer de pulm�o est�gio 4,

e era uma paciente da UTI no mesmo hospital.

Houve um processo contra o hospital.

Foi encerrado.

Parece que Tammy deu o seu corpo para pesquisas.

Um parente assinou os papeis depois de sua morte.

Tia Tammy parou o tratamento h� uns 3 meses.

Ela se deu alta da cl�nica para morrer em paz em casa.

Ela falou sobre deixar o corpo para ci�ncia?

S� descobri quando estava cuidando do enterro.

- Voc�s eram pr�ximos? - Particularmente, n�o.

Mas ela era bem religiosa,

o que me deixou surpreso por ela querer isso.

Voc� falou com algu�m sobre a decis�o dela?

Eu tentei, porque...

Talvez seu psicol�gico n�o estivesse bom.

Talvez algu�m tenha a persuadido.

Mas o centro de doadores tinha uma assinatura.

Naquele ponto, n�o havia corpo para enterrar.

Tia Tammy havia sido picada e quebrada para a ci�ncia.

Se lembra de quem estava no comando?

Sim, era uma cara bem legal...

Dr. Wells.

Se Wells estava quebrando corpos...

Por isso n�o os encontramos.

Talvez Victor se livrasse das cabe�as.

O l�der da gangue disse que Victor

trabalhava em algo importante.

E os dados que Julian achou no computador,

talvez Wells plantou para incrimin�-la.

Fazendo-nos achar que o Alzheimer a fez esquecer.

Dr. Wells tem o Complexo de Deus mais extremo que Portman.

Regras s�o para meros mortais.

Uma severa falta de empatia.

Ele nem os via como humanos, apenas cobaias para pesquisa.

Duas v�timas identificadas.

Uma tinha doen�a arterial coronariana,

a outra, fal�ncia hep�tica aguda.

- Ambas terminais. - E ambas...

No mesmo hospital.

Dr. Wells?

� um chuveiro?

N�o � incomum em laborat�rios,

e � bem �til quando voc� desmembra corpos.

� uma guilhotina?

Um m�todo r�pido, indolor e f�cil

de matar seus pacientes com doen�as terminais,

registrando as atividades cerebrais.

- Posso ajud�-los? - Dr. Wells.

Na verdade, pode.

Vamos falar dos homic�dios de Victor, Tammy...

Homic�dio? Eu n�o matei ningu�m.

Aquelas pessoas j� estavam morrendo.

Cada um deles aceitou isso.

Sabiam que minha pesquisa tinha o potencial de melhorar o mundo.

Ent�o, todo mundo sai ganhando.

Exceto, as pessoas mortas.

Isso n�o � sobre ganhar.

Minha pesquisa pode ajudar com doen�as

que estra�alham as vidas das pessoas e familiares.

Posso salvar milh�es de pessoas.

- Precisava quebrar alguns ovos? - J� estavam quebrados.

- Eles j� estavam morrendo. - Victor n�o estava.

Victor se matava com o v�cio em fentanil.

Era quest�o de tempo.

Um homem de passado duvidoso era o bode expiat�rio perfeito.

O uso de drogas tornou-o um risco.

N�o podia arriscar que falasse, ent�o o matou.

Detetive, quantas pessoas podem dizer de verdade

que tiveram vidas significativas?

Cada uma das minhas cobaias morreu sabendo que, no fim,

as vidas delas importaram.

Com certeza, disse isso a eles, mas deixou claro

que estavam aceitando serem decapitados vivos?

Voc� tem tantos princ�pios...

humanidade e hipocrisia, mas deixe-me perguntar.

Como dormiria � noite, sabendo que seus preciosos "ovos"

que voc� n�o quebrou quebrariam outros milhares?

As doen�as sem curas,

as dores e mortes deles estariam na sua mente, n�o na minha.

N�o, homic�dio qu�druplo estar� sobre sua cabe�a.

Pessoas morrem todo dia.

- Assassinos matam todo dia. - Voc�s que s�o assassinos!

Voc�s que deveriam ser presos, n�o eu!

Voc� n�o pode decidir quais vidas importam ou n�o.

Est� preso por homic�dio.

Ora, ora, ora.

� bom te ver, Julian.

Eu estenderia a m�o, mas voc� a apertaria?

Vamos falar de trabalho?

Vamos, ent�o.

Preciso dizer que sinto muito pela Maya.

Se estiver envolvido na morte dela, eu te mato.

� bom ver que n�o mudou.

Vamos?

Vai me ligar assim que pegar o resultado.

A tomografia foi interrompida,

ent�o vou voltar para refaz�-la amanh�.

Mas tenho um bom pressentimento.

De repente, comecei a ver claramente.

Tem ideia do que aconteceu?

A libera��o de adrenalina e norepinefrina

pela medula das minhas gl�ndulas adrenais.

Rea��o aguda ao estresse. Ou rea��o de lutar ou fugir.

- Qual era a amea�a? - N�o "qual", mas "quem".

� uma longa hist�ria. Conto quando voc� voltar.

Tudo bem. Qual voc� escolheu? Lutar ou fugir?

Na CIA, fomos treinados para n�o pensar na morte.

S� para fazer o trabalho.

Ent�o conheci Andy, e ele pensou nisso por mim.

Agora, com o nosso beb� a caminho,

estar aqui e presente � importante.

De verdade, pela primeira vez.

Fico muito feliz em ouvir isso.

Fico muito feliz por voc� estar indo.

O que te fez mudar de ideia?

Se Allyson pode dar um jeito de criar mais mem�rias,

tamb�m devo ser capaz.

Se a sua vida passasse diante dos seus olhos,

levaria uma hora, a minha, menos do que um bocejo.

Estou orgulhoso de voc�. Vou sentir saudade.

Por favor, ser�o duas semanas. Vai esquecer antes do almo�o.

Nada do tipo.

- Estarei aqui quando voltar. - Eu sei.

- Cuide muito bem dele. - Eu cuidarei.

� como dizem, nada te prepara melhor

para a paternidade do que um c�o.

Andy e eu vamos te mimar bastante, Gary.

Cuide muito bem dela.

Cuidarei mesmo.

Obrigadinha.

Para onde vai?

Nenhum lugar, em especial.

Sempre quis cruzar o pa�s,

e percebi que n�o sei pelo que estive esperando?

Agora fui surpreendido, detetive Needham.

S� estou indo aonde a estrada

e sua m�quina de 170 cavalos me levarem.

Exceto, por uma parada.

Vai ter uma luta de MMA em Vegas, no s�bado.

Posso dar uma passada l�.

- Tchau, bonit�o. - Tchau, Lizzie.

Estava falando com Gary. Que constrangedor.

E ent�o... o que voc� quer fazer?

Vamos indo.

Tem algum compromisso que eu precise saber, Gary?

� o fim! Obrigada por acompanharem!

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