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Original subtitles

Audi�ncia conclu�da.

Meu filho � artes�o, doutor.

Chega, m�e. Vamos logo.

Ele faz essas coisas. Queria lhe presentear.

Se o senhor me apoiar, eu o apoio, doutor.

N�o posso fazer nada pelo seu filho, senhora.

A �nica coisa que posso fazer � pedir que me fale a verdade

e que a senhora n�o se meta em problemas.

Porque sei que a senhora sabe que eu sei

que a senhora sabe onde seu marido est� escondido.

N�o � assim, doutor.

O senhor est� desconsiderando os problemas da minha fam�lia.

- Tem outras pessoas... - Senhora, por favor.

O senhor � um idiota exagerado.

Filho da m�e, tomara que te aconte�a algo pior.

Pega.

Vou met�-la na cadeia.

Caramba!

Processo 2205 de 2008, usurpa��o. Deten��o: seis anos.

O 2355 de 2007, furto. Deten��o, tr�s anos.

O 17 de 2009, crime contra a vida, o corpo e a sa�de.

Deten��o: oito anos.

O 2131 de 2008, contra a liberdade sexual.

Deten��o: 35 anos.

Deu a todos pena privativa e m�xima, doutor.

Sim.

Se quiser verificar, pode passar no Juizado,

eu posso esperar.

Doutor?

- Quer ver o futebol? - J� quer me encrencar.

Se encrenca sozinho. Estou trabalhando.

Al�, doutor? Doutor?

Doutor?

Oi. Quebraram a janela do meu carro.

Como �?

Estava assim. Quando cheguei, estava assim.

- N�o viu nada? - Quando cheguei, estava assim.

- N�o vi nada. - Nunca sabe de nada!

Esta no meio do campo est� pedindo pelo meio.

Chega no meio a bola pra Javier, que sofre a press�o.

Vamos, vamos que d�. Vai com cuidado.

Faz o passe, t� chegando perto da meta, l� vai Javier.

Ele continua sendo pressionado.

Ele passa a bola para Guar�n. Vamos, assim mesmo.

Cuidado, ele est� avan�ando.

Chega na grande �rea, Javier j� est� esperando a bola.

Gol!

Gol colombiano! Um erro!

Que merda!

� muito dif�cil o que eu pedi?

N�o est� pensando no que eu sinto.

Sei que voc� sabe que n�o � o momento

de pensar no que voc� sente.

Seu pai continua com a mesma ladainha?

O melhor que pode fazer � n�o ligar pra ele.

Est� julgando o rapaz, tendo visto s� uma vez.

Deixa os garotos se divertirem.

Vamos, pai. Eu te levo.

N�o s�o muitas segundas-feiras

que sua mulher n�o consegue substituta?

Por que deixou ela operar?

� pra isso que bebe?

Para falar bobagens.

- Ol�, pai. - Ol�, filha.

"Na manifesta��o concreta

do primeiro..."

Conhe�o s� de olhar, com a apar�ncia que esse cara tem.

Coloco ele na cadeia, porra. Minha filha � boba.

� normal.

Ela est� apaixonada.

Por que n�o quer que seu pai fa�a a festa para a Sheryl?

� conveniente pra n�s. Vai convidar gente importante.

N�o me importo com essa gente.

N�o seja burro.

- N�o faz isso. - Deixa disso. N�o seja assim.

Assim n�o vai chegar a lugar nenhum.

Lembra o que te contava sobre sua av�?

Papai! Ningu�m mais lembra dela.

Eu me lembro dela, seu av� tamb�m.

E temos a tese dela.

Al�m disso, n�o sei se quero estudar Direito.

Deixa eu ver.

Senhorita, bom dia. A recep��o, por favor?

- Obrigado. - � aqui, senhor.

- Bom dia. - Vim deixar este...

- Deixa eu ver. - ...documento.

Um momento, por favor.

Derrubaram o doutor Zegarra.

Vai voltar a Mala?

Acabou a viagem.

Isto est� mal escrito.

Doutor? Doutor?

Leia, por favor.

Boa sorte, doutor.

Doutor, boa sorte.

Boa sorte, doutor.

Sorte.

Senhor...

Senhor, por favor.

N�o pode entrar aqui. � por aqui.

Siga em frente, por favor.

E o assunto do cavalo verde?

- Por que pintaram de verde? - Ele queria agradar � sua dama.

D� pra entender, n�o?

� a ideia.

O senhor sabe um monte de historinhas, hein?

Um monte de piadas.

Claro, � o que se faz normalmente.

Olha, os m�sicos eram terr�veis, n�o?

- Papai. - Oi, filho. Como vai?

- Que faz aqui? - Eram assassinos.

Doutor, quero falar com o senhor.

Sim. Daqui a pouco saio.

Iam desaparecendo um a um.

Um por um?

Eles se acertavam entre eles. Assassinos terr�veis.

Queriam ficar com tudo.

Grande vantagem que tinham, n�o?

- N�o chamavam aten��o? - N�o, de ningu�m.

O que foi, Zegarrita?

- Por que me destitu�ram? - N�o sei, n�o fa�o ideia.

N�o sabe mesmo?

Certo. Voc� � amigo do gordo.

Eu n�o vou voltar a Mala.

Deixe de ser encrenqueiro. Mala fica aqui ao lado.

Tenha paci�ncia.

N�o entendo, eu estava gerando resultados

socialmente �teis como magistrado.

Doutor, na semana que vem mando o e-mail.

- Prazer em v�-lo. - Prazer.

Foi um prazer. Vamos manter o contato.

Claro.

Doutor S�nchez, n�o se esque�a da reuni�o no domingo que vem.

N�o se preocupe. Estarei l�.

Bom, est�o me esperando.

Tenha paci�ncia. Depois conversamos.

ESCRIT�RIO DO JUIZ NAO BATER

CONTRA CORRUP��O

N�o h� ningu�m na recep��o.

Tem que esperar. Ela saiu um momento, j� volta.

Quem trancou minha sala?

Tenho que tirar minhas coisas.

Doutor, por favor, quero conversar com o senhor.

Senhor, j� expliquei, primeiro tem que passar na recep��o.

Doutor, por favor. quero que me escute.

Me ajude com o meu problema.

- Senhor, o doutor. - Querem me prejudicar.

O doutor n�o vai lhe atender. Por gentileza, espere l� fora.

Doutor, por favor.

Senhor, por gentileza espere l� fora.

- Senhorita... - Ela vai atend�-lo em breve.

Por gentileza, retire-se.

Tem certeza de que � um compl�?

Senhor promotor.

Se tem tanta certeza, marque todos os processados

com que ele teve problemas no Juizado.

D� um visto aqui, doutor, para nos orientar.

Algum amigo, senhora?

Alguma aventura?

N�o acho que tenha a ver com isso.

Vamos investigar de qualquer forma.

O pessoal do tr�nsito est� l� embaixo para passar o relat�rio.

J� volto, senhora.

Iniciando a jornada da Bolsa de Valores de NY,

na qual importantes investidores do mundo inteiro se reuniram

para escutar as oportunidades que o Peru oferece

em diferentes campos da nossa economia.

Tamb�m n�o acho que tentaram te matar.

No fundo, voc� teve sorte.

Vamos ter que rever as despesas.

N�o vai mais receber o mesmo sal�rio.

Vou chegar tarde de novo.

Pelo 2� ano consecutivo, o Peru tocou o sino

iniciando a jornada de hoje na Bolsa de Nova York.

Entre as autoridades, est�o os ministros...

N�o foi a 1� vez que quebraram a janela do seu carro.

Ningu�m vai contratar um franco-atirador.

Se algu�m quer matar, vem e te mata.

E o policial disse que, naquele dia,

teve um tiroteio ali por perto, n�o � mesmo?

N�o se preocupa, ningu�m quer matar o seu pai.

N�o � isso.

� que Victor n�o me ligou.

Tem que come�ar a sair um pouco

e tirar essas ideias da cabe�a.

O que est� fazendo?

Oi, papai.

Boa tarde, senhor.

Avan�a, filho da m�e!

N�o vai mais poder falar atrav�s das cordas vocais,

porque elas foram danificadas.

Agora o senhor vai ter que aprender a falar usando o es�fago.

Isso vai se dar progressivamente.

N�o tem que for�ar muito, vamos aos poucos.

Ent�o, vamos ver se podemos tentar. Vamos l�.

Sim, assim, suavemente.

Tudo bem.

Mas me deixa dormir um pouco.

Sinceramente, acho que estamos perdendo tempo.

Calculem:

s�o quatro pessoas por fam�lia, por cada detento.

Uma m�dia de 800 pessoas odeiam seu marido, senhora.

N�s...

N�s estamos nos mexendo.

Mas est� muito dif�cil.

A arma � ilegal. Pode come�ar a procurar.

Onde estar�?

Doutor, metade das pessoas

com as quais o senhor teve problemas

mora bem longe.

Temos que chamar um mont�o de pessoas.

Para que tenha ideia, doutor,

aquele computador ali � do meu colega Negro.

Todo final de semana, ele tem que levar pra casa

para que os filhos trabalhem.

N�s temos que pagar pelas passagens nesses casos.

N�s tamb�m pagamos pela nossa muni��o.

Posso colaborar com cart�es telef�nicos.

Diga qual a sua operadora.

Senhora, assim eu fico sem gra�a.

Deixo a seu crit�rio.

Eu n�o te entendo.

Achei que voc� queria que fizessem alguma coisa.

- Nos vemos amanh�? - Sim, claro.

- Boa noite, senhor. - Papai.

- Filha? - Ol�, como vai?

- Me ajuda por favor. - Ajudo.

Obrigada.

- Me d� um beijo. - Oi, meu amor.

Eu levo isso.

Obrigada.

- At� logo. - At� logo, filho. Obrigada.

- Tchau. - Tchau.

- Terminou sua tarefa? - Sim, m�e.

Seu pai vai nos ajudar at� sua licen�a terminar.

Por que pediu tanto tempo?

Falei com seu pai para fazer a festa da Sheryl.

Amor, j� est� no ponto?

Manda uma mensagem quando conseguir pegar o �nibus, ok?

E quando chegar em casa.

N�o se esquece do nosso encontro no s�bado.

O qu�? Voc� disse que n�o ia sair com aquela vaca.

Eu te odeio.

E os faladores?

Apostaram em quem falava primeiro?

Essa � boa.

E o mudo ganhou.

Ol�, filho. Como vai?

Quero te ajudar.

N�o seja orgulhoso. Relaxa.

Ol�. Boa noite. Sente-se. Entre.

Doutor Zegarra. Como vai?

Como vai, doutor?

Quero ajudar.

Est� convidado a ficar.

Esses senhores s�o bons amigos do seu pai.

� um prazer conhec�-lo.

Olha, deixa de babaquice. Somos fam�lia. Relaxa.

Desculpem. � caso de rabo de saia.

Acontece que o pai e o filho est�o disputando a mesma mulher.

Gar�om. Vem logo, cara. Que demora!

O problema do seu filho � que s� l� sobre Direito.

- D� pra ver alguma coisa? - N�o, n�o d� pra ver nada.

Victor vai cair de quatro aos seus p�s.

N�o me importa. Ele que fique com aquela vaca.

- E quais brindes vai dar? - Esses.

Meu pai n�o usa. N�o �, pai?

S�o horr�veis.

Problema de quem comprar a rifa.

S� quero o dinheiro para a minha viagem.

- E como vai o trabalho? - Vai bem.

Vamos precisar do dinheiro do seu pai agora.

N�o me interessa de onde venha. Vou aceitar do mesmo jeito.

Marisol esta enfiando minhoca na cabe�a de Sheryl.

Pra que ela pare de estudar e comece a trabalhar.

Est� fazendo os exerc�cios?

Passa, passa! Passa pra ele!

Vou ganhar campo!

Foi, foi!

Isso, isso!

O que esse senhor tem a ver com o tiro e sua destitui��o?

Eu estou investigando, mas de outra forma.

Me empresta, doutor.

Lembra desse cara?

O senhor o meteu na cadeia

por fazer o gesto de sacar uma arma.

E o acusou de pertencer a uma quadrilha.

Esse sujeito est� livre. E pode ser ele.

Estamos caminhando. � bem poss�vel.

Certo, doutor. Eu posso ir.

Mas imagina se vou e perco meu tempo?

Ir at� l� tem custo.

Se deslocar tem custo.

E a ajuda que sua esposa nos deu j� acabou faz tempo.

Al�, amor.

Estou no escrit�rio.

Certo. Te ligo depois.

Certo, tudo bem. Tchau.

Fala, doutor. Aqui ningu�m te escuta.

Ol�, amiguinha. Seus pais est�o a�?

Mas eu os escutei.

O que �?

Bom dia, senhora.

Sou o delegado Ronal Valdez da Investiga��o Criminal.

Preciso da sua ajuda para abrir a porta.

Queremos falar com seu vizinho.

Por que n�o toca a campainha dele?

� o que estamos fazendo.

Senhora Escalante?

O que est� fazendo aqui, miser�vel?

- Est� com algum problema? - Nenhum.

Queremos falar com seu marido, Jos� Escalante.

Esta � a casa do irm�o do meu marido.

Ele n�o mora aqui.

Eu sei. Vai ser bem rapidinho N�o vamos incomodar.

J� falei que n�o sei nada dele.

Estamos separados.

- Onde podemos encontr�-lo? - N�o sei.

O que est� fazendo na casa do seu cunhado?

Estou dando uns pegas nele.

Calma, doutor. N�o se irrite.

Jos� Escalante � irm�o do seu vizinho.

Sabemos que est� morando aqui do lado.

� estranho que n�o tenha encontrado com ele.

Na verdade, n�o sei de quem est� falando.

Trabalha com o qu�?

Trabalho orientando jovens no �ltimo ano do col�gio.

Ajudo a escolherem o que cursar. Encaminhamento.

Ent�o o futuro dos nossos garotos est� nas suas m�os?

Isso mesmo.

Os senhores t�m filhos em idade de escolher faculdade?

N�o, senhora. Meus filhos j� s�o crescidos. Obrigado.

Al�, pai.

Estou em Nova York.

Doutor...

N�o posso entrar nessa casa assim do nada, como pensa.

Tenho que estar seguro, ter um mandado.

Tenho que preservar o meu trampo.

Sinceramente,

n�o acho que tenha sido esse homem que atirou em voc�.

Mas, assim mesmo,

vou cruzar as informa��es.

N�o se preocupe. Eu mesmo me encarrego disso.

Doutor,

quero perguntar uma coisa.

O senhor sabe o que � ter um filho metido em Lurigancho?

O senhor acha que isso era necess�rio?

Como vai, Escalante?

- E a�? Tudo bem? - Tudo bem.

- N�o temos novidades no servi�o. - Certo.

N�o fizeram nenhum disparo. Tudo normal.

- Entendi. - N�o temos nenhum problema.

Vou fazer a substitui��o da arma, certo?

"TEMPO QUE PASSA, A VIDA QUE ESCAPA"

O delegado vai demorar. Vai demorar.

Esta supervisionando a fiscaliza��o no est�dio.

Fico ansiosa. N�o consigo parar de comer.

Todo dia eu trago para o escrit�rio

chocolate, essas coisas, e como.

E eu engordei muito.

Tenho que fazer algo para emagrecer.

Passar o dia todo sentada no escrit�rio n�o faz bem.

Precisa de alguma coisa?

A m�e apelou, mas n�o acredito em decis�o favor�vel.

Aquela mulher n�o conhece ningu�m

nem tem dinheiro.

Mas, se quiser, posso averiguar.

Que obsess�o � essa com essas pessoas?

Ol� pai.

Papai, quando vai fazer os exerc�cios?

Preciso te escutar.

Venha a n�s o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade,

assim na Terra como no C�u.

O p�o nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai as nossas ofensas,

assim como perdoamos a quem nos tem ofendido.

E n�o nos deixeis cair em tenta��o,

mas livrai-nos do mal. Am�m.

Maldito. Como p�de fazer isso comigo?

Ainda mais com uma qualquer, que n�o chega aos meus p�s.

Quieto, desgra�ado. Eu ligo na hora que eu quiser.

A m�e est� procurando ajuda, mas o filho continua preso.

O processo est� parado. Eu te disse.

Ningu�m est� ajudando eles.

O magistrado novo � um homem bom, trabalhador, decente.

O que voc� achava?

Paro por aqui.

Estou devendo muitos favores por causa do que me pediu.

Quanto voc� est� disposto a pagar...?

Boa tarde. Um quarto de frango ou metade?

N�o quero nada. Tenho que ir.

Metade?

Mais alguma coisa?

Quando vai voltar a Mala?

Como foi em Lima?

Vou lhe passar uns processos para que voc� se atualize.

O novo magistrado despacha fora.

Ele � assim.

O senhor sabe de tudo que estamos passando,

- dos problemas que temos. - Um momento.

Tudo bem.

JUIZADO DE PAZ DISTRITO DE MALA

N�o lembra que dia � hoje?

Faz 20 anos que mataram sua m�e.

O que voc� tem na cabe�a para ter esquecido?

- Ol�. - Ol�.

Me serve alguma coisa, vamos.

At� em cima. Pode encher.

Amigo, voc� n�o pagou o caldo.

Falta pagar o caldo.

Tr�s s�is peruanos.

Que bom que se interessou, senhor!

Quantos filhos tem?

Que curso acha que seria conveniente para eles?

Vamos, entre.

Com um adiantamento, posso garantir a matr�cula.

Porque, o senhor sabe, agora com a universidade...

�...

Eu posso falar com o promotor, � conhecido meu.

Esse cara atende os requisitos. Isso vai ser bem r�pido.

E o que Jos� Escalante tem a ver com o seu caso?

D� no mesmo, compadre.

Bem...

Podemos aproveitar a situa��o

e conseguir para ele uma indeniza��o

ligada a acidente de trabalho ou algo assim.

N�o � poss�vel que n�s, magistrados

estejamos t�o desprotegidos.

Nos tratam pior do que aos policiais.

Mas, se o que voc� quer � colocar algu�m na cadeia,

melhor que seja um estuprador.

Ningu�m vai brigar por um sujeito desses.

Porque � isso que voc� quer, n�o �?

Condenar algu�m.

E eu pensava que seu pai era o louco.

Mas n�o se preocupe.

N�o olhe tanto pra ela, doutor. D� azar.

Al�m do mais, est� descarregada.

Bom, garotos, j� localizaram o sujeito.

Vamos todos pra l�.

Popeye, a M�vel est� em opera��o?

- Est� pronta. - Muito bem.

- Preparados, caras? - Preparados.

Onde �? Col�mbia ou Nova York?

Col�mbia, Negro.

Vamos, mo�as, andando r�pido.

Vamos, para que o senhor fique tranquilo.

Moveu seus pauzinhos, doutor!

O que foi, doutor?

O senhor fica aqui.

Negro, voc� sobe comigo. Popeye, d� cobertura.

- Gringo, voc� cobre a entrada. - Tudo bem.

Segura ele, caramba!

Que merda!

N�o toca nele. N�o toca nele.

Liga pra Central.

Ei!

Estive pensando bem, e n�o vou cursar Direito.

Vou tirar um ano para pensar bem no que vou estudar.

Enquanto isso, vou trabalhar.

Papai, o que foi?

Papai, n�o e pra tanto. Como voc� � exagerado!

Ai, que exagerado, papai. N�o � pra tanto.

Fica calmo, fica tranquilo.

Tem que aceitar as minhas decis�es.

N�o � pra tanto, papai.

Me d� um abra�o.

Se for menino,

seu pai vai querer que se chame Constantino.

Ontem ele come�ou a chorar

quando eu disse que n�o ia cursar Direito.

Eu gostaria que ele tivesse o mesmo nome do meu pai.

Com que idade voc� perdeu a virgindade?

- Aos 13 anos. - Mam�e!

N�o tenha pressa, v� com calma.

Seu pai perdeu junto comigo.

J� est� chutando?

Est� muito pequenininho ainda.

Cons...

tan...

...tino.

Zegar...

...ra.

Cons...

tanti...

...no

Zegar...

...ra.

- Mam�e? - O que foi?

Esse ficou melhor.

Queria defender os companheiros que roubaram...

Esse jovem, que agia em bando, s� tem 24 anos

e foi capturado em flagrante

quando tentava roubar um celular

e foi conduzido imediatamente a uma delegacia...

Melhor os pretos.

...foi feito pelos pr�prios universit�rios

que colocaram nele um letreiro

que dizia: "Sou um ladr�o de merda."

Esse tipo de comportamento adotado pelos universit�rios

se deve ao sentimento...

O que a esposa do seu filho faz trabalhando de noite

- em um hotel? - N�o sei e nem quero saber.

- Por que convidou Cabrejos? - Quero que conhe�a meu filho.

N�o vai ficar em Mala a vida inteira, n�o �?

Esse infeliz n�o pode fazer nada pelo seu filho.

Mas o caso do seu filho j� est� todo certo, n�o?

Quase se meteu em um problem�o

por causa daquele cara que se matou.

Tradu��o: Sueli Fontes

Legendas: gooz makingoff.org

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