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Seu verdadeiro propósito chama você mas você hesita.
-Por quê? -Porque sou fraco.
-Por que você é fraco? -Porque sou impuro.
-Como você se purifica? -Pela oração.
Ajoelhe-se.
Reze para seu coração ser limpo de todas as dúvidas,
e sua mente estar certa de sua missão.
Pois estes são os momentos decisivos na história.
Santifique-me em seu Nome Sagrado.
Purifique-me em seu Fogo Sagrado.
Fortaleça-me em seu Sopro Sagrado.
Que bom.
Tire a roupa dele agora.
Socorro! Alguém me ajude!
Rápido!
Meu Deus!
Que merda é essa?
Ela estava falando do sujeito que foi levado ontem à noite.
E você? Você a ajudou a amarrar a porra do laço?
Não achei que ela faria isso!
Não?
-Reg, isto é um grande erro, amigo. -É, sim, senhor.
Vá!
-Peguem ela! -Soltem-me!
Philo!
Philo está morto, sua puta.
Está esperando o quê?
Quero olhar nos seus olhos.
O que acha que vai ver?
Uma escuridão.
Um vazio.
Algum sinal da sua verdadeira natureza.
Minha verdadeira natureza.
Fiquei muito bom em esconder minha verdadeira natureza. Graças a você.
Nenhum sinal de remorso.
Remorso?
Pelo quê?
Não se atreva.
Você a dilacerou.
Você a estripou como um peixe! Sua própria mãe!
Acha que matei Aisling Querelle?
Diga o nome dela de novo.
Diga.
Eu o desafio, diga.
Ela não merecia morrer daquele jeito,
de um jeito tão horrível.
Não,
ela não merecia.
Abaixe a arma.
Implore.
Implore por sua vida.
Implore.
Do jeito que ela lhe implorou pela vida dela.
-Implore! -Ela não implorou a mim.
Abaixe a arma.
Que se foda.
-Merda de arma velha! -Eu não faria isso.
Eu não matei minha mãe.
Eu nem sabia quem ela era.
A primeira vez em que a vi,
ela estava em uma poça de sangue, morta.
Por você,
eu achava.
Até agora.
Ela me deixou em um orfanato.
Eu cresci sem nada, só com perguntas.
Mas eu não poderia fazê-las a ela agora, não é?
Mas posso fazê-las a você.
Eu?
Você, pai.
Eu era universitário quando a vi pela primeira vez
em um bar na Row.
A apresentação dela me impressionou e...
Eu estava bêbado o suficiente para dizer isso a ela.
Para a diversão dos ricos da elite que flertavam com ela.
Eu era um fazendeiro de Hinterlands,
bajulando a Rainha da Row.
Mas ela me poupou da vergonha.
Elas os mandou embora.
Ela era uma garota do interior.
Com saudades das montanhas de Anoun.
Quando o inverno chegou,
eu a trouxe para cá,
para a casa de veraneio da minha família.
Foram os dias mais estranhos e mais descomplicados da minha vida.
Achei que nunca fossem acabar.
Então meu pai descobriu nosso segredo.
Então não era de você
que ela tinha medo.
Era dele.
Meu pai não era um homem poderoso convencional,
mas era cruel,
com amigos cruéis.
Ele ameaçou matá-la, a menos que eu terminasse com ela.
Quando a viu pela última vez?
Ela pediu para me ver mais uma vez.
Eu nunca apareci.
Apenas a deixei na boate em que nos conhecemos.
Eu nunca soube o que ela queria me dizer...
até agora.
Está claro para mim que ia me falar de você.
Eu fui um covarde.
Meu pai tinha razão.
Eu nunca teria chegado onde estou se tivesse ficado com ela, mas...
algo dentro de mim morreu naquele dia.
Eu não ficaria surpreso se você me desprezasse.
Eu quero odiá-lo,
mas é uma história familiar.
Talvez familiar demais.
A minha começa em Tirnanoc.
Imagino que sua convidada tenha ido embora hoje cedo, senhor.
Foi, sim.
Acha que a verá de novo?
Não sei por que isso lhe diz respeito.
Tem razão, senhor.
Não, diga-me, Fergus.
Perdão, senhor?
Você desaprova meu comportamento?
A ideia lhe causa repulsa?
Responda-me, Fergus!
Por que isso lhe diz respeito?
Senhor,
certamente sabe que, se alguém descobrir...
E como exatamente descobririam, Fergus?
Está dizendo que não posso mais confiar na sua discrição?
Só digo que este romance não é tão bem escondido quanto pensa.
-As pessoas já estão falando. -Falar.
-É só o que fazem, não é? -Não é tudo que podem fazer, senhor.
O que vocês estão fazendo é perigoso.
Conheço bem o perigo, Fergus.
E ela?
-Bom dia, querida. -Bom dia.
Vai a algum lugar?
Aconteceu algo.
Tentei lhe dizer ontem à noite. Bati à sua porta às 19h30.
Eu devo ter adormecido.
Está ficando doente, querida?
Deve ter sido o livro que eu estava lendo.
-Aonde vai? -O Swan está pronto.
Swan?
Onde está o meu tabaco?
O seu navio novo?
Vai fazer a viagem inaugural hoje.
Vamos ao litoral de Port Hoy e voltaremos direto.
O Sr. Agreus vai acompanhá-lo?
Não seria perda de tempo, querida?
Devemos convidá-lo para jantar quando você voltar.
Outro esquema?
Não, para celebramos como amigos.
-Amigos? -Bem,
sócios, pelo menos.
Por favor, Imogen.
O quê?
Festas?
Jantares? Leilões?
Eu não faço ideia do que está insinuando.
As pessoas vão começar a fazer suposições inconvenientes
se continuar neste rumo.
Quem liga para o que as pessoas pensam?
Imogen!
É cansativo
se preocupar constantemente com o que os outros podem pensar.
Isso não é vida, Ezra.
Você fala como se esta
criatura
tivesse se tornado seu amigo de verdade.
Não, claro que não.
E então?
O que ele é então?
Um vizinho.
-Não é? -Um conhecido.
Um fauno.
Vou dar um jeito de soltá-la,
mas você não pode voltar à cidade, entendeu isso?
O assassino ainda está à solta.
E você não pode investigar.
Pelo que me disse, você é o próximo alvo.
Não posso ficar sem fazer nada.
Até onde sabem, você foi levado para ser executado.
Continue morto. Vai viver mais.
Vou resolver esta situação horrível.
Concentre-se nas chances que lhe restaram com a sua garota.
Antes que seja tarde demais.
Acredite em mim.
-Vignette... -Stonemoss.
Vignette Stonemoss. Eu cuido disso.
Eu queria conhecê-lo melhor.
Boa sorte, meu filho.
Era a garota Longerbane?
Achou mesmo que seu cocheiro guardaria segredo?
Tudo bem.
Sim, eu estava com a Sophie.
Sophie Longerbane.
Eu o aconselho a ficar longe dela.
Achei que ficaria aliviada por eu não estar na Row.
Aquela garota é duas vezes mais perigosa que qualquer coisa da Row.
Você não conhece aquela família como eu.
Eu conhecia o pai dela antes de você nascer.
E ele era uma cobra.
Ele nunca me prejudicou.
Como pode dizer isso depois de ele tê-lo raptado?
Acha que sou idiota?
Desculpe!
Foi para o seu próprio bem.
Sempre foi para o seu próprio bem.
Como se você fizesse ideia do que é bom para mim.
Você não vê o quadro geral, de onde está.
-Então me mostre! -Jonah, precisa confiar em mim.
Não, se tiver algum motivo para eu reconsiderar minhas escolhas,
pode me explicar como um adulto.
Ela é a líder da oposição!
-Eu saio com quem eu quiser. -Não, ela não!
Por que não?
-Porque... -Por que o quê?
-Porque ela é mais esperta que você? -Não, ela não.
-Porque ela é mais bonita? -Ela não.
-Porque ela é mais jovem?
-Porque ela é sua irmã!
Cala a boca desse cachorro!
Sei quem você é.
Lutem contra a prisão falsa das fadas. Muito obrigada. Ajudem a Vignette.
Vamos, meninas!
-Moira. -Tome.
Obrigada.
Vou lhe pagar.
Não se preocupe. Cuidamos umas das outras, não é?
Gosto da garota.
Obrigada, você é um cavalheiro.
O que você quer, Philo?
Só estou aqui pela Vignette.
Bem, pelo que sei,
o endereço atual dela é a cela seis na central da polícia.
Pelo menos, até esta merda de suborno ser pago.
Não precisa se preocupar com isso.
Ela está sendo solta.
Como assim está sendo solta?
Desejo ver o chefe de polícia.
Qual seria o motivo?
Pode dizer que é urgente.
Pode me trazer um chá?
Krik.
Um novo mundo está próximo, Krik.
Uma mudança está chegando a esta cidade.
ORDEM DE SOLTURA
E começa agora,
com a coisa que meu pai não pôde me dar.
Liberdade.
Vignette Stonemoss.
Seu chá.
Você não é o Krik.
Morte ao tirano!
O Escondido foi revelado!
Morte ao tirano!
Ele foi revelado!
Morte ao tirano!
Ele foi revelado!
Ele ainda está respirando! Ele está vivo!
Está ficando muito corajoso,
vindo na minha casa assim.
Em plena luz do dia.
Não vou demorar.
Venha, não seja tão pessimista.
Não podemos, Sophie.
Não podemos o quê?
Não podemos continuar.
Entendo o que houve.
Sua mãe lhe contou, não foi?
Contou-me o quê?
Sobre o romance dela com meu pai.
-Você sabia? -Acalme-se, Jonah.
Você sabia que éramos...
Eu sabia que era uma possibilidade.
O quê? E só a possibilidade não...
Não o quê?
Não sei, não a fez hesitar?
Por que deveria fazer?
Eu cresci sozinha,
trancada neste lugar.
Sem amigos, sem irmãos,
sem família,
separada de um pai distante e amargurado.
Então um estranho entra na minha vida,
com quem eu sinto um pequeno vínculo.
Por que isso deveria me fazer hesitar?
Porque o mundo impõe limites.
Desde quando você se importa com os limites do mundo?
Não pertencemos a esse mundo.
Ele pertence a nós.
Somos descendentes de imperadores e de faraós.
Acha mesmo que esta foi a primeira vez que aconteceu na nossa árvore genealógica?
Foi assim que o poder apareceu.
Você poderia ser forte e ameaçador.
O que é isto?
Uma oferta.
Algo a considerar.
Entre.
-O que foi, Jenila? -Um mensageiro de Balefire.
O Mestre Jonah deve voltar imediatamente.
Onde está aquele critch traidor?
Ele está sendo interrogado em Keep.
Vamos interrogar todos os criados critch e substituí-los, é claro.
Como ele está?
-Está estável, por enquanto. -Eu preciso vê-lo.
Não. Ele está fraco.
Ele precisa descansar.
Jonah, não...
Não o aborreça.
Jonah...
Disseram que devo sobreviver.
Foi por pouco.
É verdade.
Diga-me,
passou pela sua cabeça o quanto eu estava mal preparado
para assumir suas responsabilidades se você não tivesse?
Não tivesse o quê?
Sobrevivido.
Mas devo sobreviver. Disseram que devo...
Não paro de pensar no quanto é estranho você nunca ter corrigido isso,
com tanta coisa em risco.
Você sempre deixou eu me safar de tudo.
Se fui muito permissivo, foi porque te amo.
Mas sem ambições.
Sem planos.
Como se nunca tivesse me considerado um verdadeiro sucessor.
Isso é um absurdo.
Você tem o meu nome.
Seu nome e quase nada além disso.
De onde tirou isto?
Minha mãe contou a verdade.
Jonah...
Não sei do que está falando.
Espera que eu acredite nisso?
Por mais que você...
odiasse Ritter Longerbane, você sabia de algo.
No mínimo, você suspeitava.
Suspeitava?
Sério?
Em momentos tranquilos,
na calada da noite, você nunca
me olhou dormindo e se perguntou?
Perguntei se era mesmo meu filho?
Pronto.
Pronto.
No início,
Longerbane era um rival porque ela gostava dele.
Mas, Jonah,
você é meu filho.
Meu filho.
E tenho orgulho de você ter meu nome.
Não ligo para o seu nome.
Ou para a profecia ridícula dela.
Jonah? Aonde vai?
Jonah, volte.
-Jonah! -Adeus, chanceler.
Jonah!
Por quê?
Então...
você é filho bastardo do Breakspear?
Parece que sim.
E a Vini sabia do seu segredo,
que você era mestiço, todo este tempo?
Desde Tirnanoc.
Isso explica muita coisa.
Só...
Só cuide dela.
Por favor.
Vou cuidar.
Não que ela precise de mim do jeito que preciso dela.
Ela precisa.
Abra essa gaveta.
Abra.
REINOS DA LUA
Ela trouxe de Anoun.
Foi só o que ela trouxe.
Eu falei para ela queimar isso e esquecer você, mas ela não quis.
Eu deveria saber.
Saber o quê?
Que ela ainda te amava, seu idiota.
Olá.
Esta é a entrada dos criados, Srta. Imogen.
Sim, estou ciente da ironia. É muito engraçado.
Não vai me convidar para entrar?
O que está fazendo aqui?
Achei que pudéssemos...
Achou que pudéssemos o quê?
Bem...
Você sabe.
Com certeza, não sei.
Você está dificultando muito.
Você veio à minha casa. Estou apenas perguntando por quê.
Não acha...
que temos assuntos para discutir?
Está cedo.
Seu irmão não vai querer saber onde você está?
Ele vai passar a noite fora da cidade.
O quê?
Você não deveria estar aqui.
Não pode esperar que eu finja que não aconteceu nada.
É exatamente o que espero.
E você? Vai esquecer tão facilmente?
Não se superestime.
Como?
Seria impróprio da minha parte falar mais.
Não se segure por mim.
-Somos adultos. -Muito bem.
Quer a verdade?
Acho que mereço.
A verdade,
Srta. Imogen,
é que você é uma amante inexperiente e sem graça,
e ontem não foi nada memorável.
Você está mentindo.
Como pode saber?
Sei o suficiente.
Sei que há coisas que um homem não pode fingir.
O que quer que eu diga?
Que estou obcecado?
O cheiro do seu cabelo. O toque da sua pele.
Que não parei de pensar nisso o dia todo?
Mas você deseja,
é isso?
Há caminhos que nem eu posso seguir.
Então por que se importar com esta farsa ridícula?
Farsa?
A casa. As roupas. A arte.
Por que fingir ser um de nós
se não pode ter uma parte desta vida?
É isso, não é?
É assim que sua espécie vive a vida, não é?
Se achando perfeitos.
Achando que todos querem ser vocês e que o mundo pertence a vocês.
Se quer dizer que não temos vergonha por ter ambição, tem razão.
Quando queremos algo, tomamos.
E o que você quer?
Você sabe muito bem o que eu quero.
Vista-se.
-Ezra... -Vá para casa e me espere.
Isso é entre mim e o Sr. Agreus.
Saia da cama.
Saia.
Ezra.
Ezra, por favor.
Vá embora!
Você, vire-se para a parede.
Vire-se para a parede, seu animal.
Sua puta!
Como se atreve a se deitar com um animal desses?
Você nos destruiu!
Agora você já era.
Tudo isto,
tudo que você tem vai acabar.
Você já era, fauno.
Você vai morrer.
-Imogen, o que está fazendo? -Agreus, temos que ir.
-Temos que sair agora. -Não, esta casa é minha.
Eu sei, mas a polícia não entenderá assim.
Vão entrar em ver um fauno ao lado de um homem sangrando.
-Por favor. -Você está louca?
Aonde você vai?
Não, Imogen, não pode ir embora. Imogen!
Abra a porta!
Aonde vocês forem, vou achá-los e acabar com vocês!
Tem algo errado.
Ele não esqueceria, não é?
Moira!
-Ela morreu. -Quem?
-A haruspex. -Fleury, quem?
A haruspex?
Fleury, você falou da haruspex? Como assim?
Passando!
Foi o Darkasher?
Por que ela?
Ela sabia de algo.
Ou viu algo.
Mas ele não levou o fígado dela.
Inspetor,
eu estava esperando por você.
A imprensa soube do incidente. Estão começando a fazer perguntas.
Mais alguma coisa?
Você segurava isto quando foi atacado.
Obrigado.
O chefe de polícia chegou?
-Ele ainda está a caminho. -Droga.
Apresse-o.
Mandou me chamar?
Sim.
Querido. Quer alguma coisa?
-Detesto vê-lo assim. -Não.
Água.
Eu só queria lhe dizer que...
Falei com Jonah mais cedo.
Como foi?
Ele pode ter me ajudado a solucionar um enigma
em que estive pensando recentemente.
Que tipo de enigma?
Ela ainda está viva?
Eu estou...
na penumbra,
entre o dia e a noite,
entre a respiração...
e o silêncio,
como se a trama da criação se desenrolasse na minha frente.
Consigo ver tudo claramente agora.
Cada fio.
Cada interseção.
E se
minha querida esposa
sempre tiver tido algum motivo pessoal
para duvidar que o filho dela também fosse meu filho?
Você está delirando.
Mas foi previsto que meu filho estava destinado à grandiosidade,
e não tive outro.
Até, por algum meio que só ela sabe,
-ela descobriu um segredo. -Vou chamar o médico.
Um segredo que nem eu sabia.
Que havia, em algum lugar do mundo...
um outro filho.
Quem fez isto?
Eu devia ter visto antes.
Estava bem na minha frente o tempo todo.
O interesse que ela tinha pelo meu trabalho.
Ela arrumou um problema.
Ela não tinha como saber se o futuro prometido ao filho dela,
o futuro em que ela apostou tudo,
pertencia, na verdade, a outro.
Mas ela sabia que não poderia pertencer a um morto.
Ela sempre foi uma menina curiosa.
Curiosa demais.
Quem? Quem é?
A esposa do chanceler.
Onde ele está?
Eu o conheci, Piety.
Onde?
Ele nunca se tornaria nada.
Não aqui.
Ele é um mestiço.
-Ele não é uma ameaça para nós. -Onde ele está?
Jonah é o escolhido. Ele é meu filho.
O futuro que prometeram a você é dele, só dele.
Não posso arriscar.
-Diga onde ele está. -Piety.
Ninguém precisa saber,
mas isso tem que acabar agora.
Não, conte-me.
Minha nossa, Piety!
Isso é um truque de circo!
Pague 50 stivers a qualquer charlatã pixie,
e ela dirá tudo que quiser ouvir!
-Conte-me. -Não é real.
-Precisa me contar. -Não é real.
Nunca foi, Piety! Não é real.
Conte-me.
Conte-me.
Conte-me.
Conte-me.
Conte-me.
Vai contar, de um jeito ou de outro.
Consigo senti-la, mesmo agora.
A raiva dela é uma ferida no próprio tempo.
E a deixa forte, a deixa...
poderosa.
O trabalho sombrio dela ainda não acabou.
Ainda não.
Mais sangue foi derramado.
O sangue do seu pai.
O segredos dele agora pertencem a ela.
Tal pai, tal filho.
Ela conhece sua fraqueza.
Uma garota.
Uma pixie.
Aquela que você ama...
corre perigo de vida.
"Vignette Stonemoss."
Você tem amigos influentes, não tem?
Até enviaram um coche para buscá-la.
Agora ela é dela.
O tempo está acabando. Vá.
Vá.
Como vai entrar em Balefire?
Por onde as coisas saem.
Certo, então vou achá-la.
Até mais.
Algo em que pensar.
Lady Piety foi a última pessoa a vê-lo com vida.
-Onde ela está? -Ninguém a viu desde então.
Achem-na.
Chefe, não pode achar que ela teve relação com isto.
Ele estava vivo quando ela estava aqui. Agora ele está morto, e ela sumiu.
Certamente o agressor fauno tinha cúmplices...
Achem-na!
Sim, Chanceler.
Chanceler.
É verdade.
Até as próximas eleições, você é o chanceler interino.
Não sou uma pessoa violenta.
Não quero fazer isto.
Mas farei, se me obrigar.
O que exatamente você não quer fazer?
Diga-me onde seu amigo está
e nunca precisará saber.
Foi você.
-Você criou o Darkasher. -Cale a boca.
Eu faço as perguntas. Onde ele está?
O que você quer com ele?
Merda! Não está me ouvindo?
Entende o que está em risco aqui?
Faz ideia do que eu fiz?
Não sei onde ele está.
Você me contaria se soubesse?
Não.
Achei que não.
Eu lhe dei todas as chances de se salvar.
Você deveria ter me contado.
Acho que estamos com sorte.
Ele está vindo atrás de você.
Certo.
Eu deveria saber que você viria atrás dela.
O que você fez com ela?
Ela está bem.
Isso não tem relação com ela.
Nunca teve relação com nenhum deles.
Só com você.
Sempre foi só com você.
A ironia é que eu nunca teria sabido que você existia
se não fosse pelo bilhete da chantagem da sua mãe.
Bilhete da chantagem?
A que ponto uma mãe chega, não é?
Não posso correr riscos. Não depois de tudo que sacrifiquei.
Fui longe demais para poder voltar.
Chegou a hora de terminar isto.
Está terminado.
Não está, não.
ÁCIDO SULFÚRICO
Ele não estava sozinho. Há outros.
O fauno vai nos dar nomes. É só questão de tempo.
Quero que medidas emergenciais sejam tomadas hoje. Está claro?
A não ser que haja algo mais,
tenho que me preparar para um discurso no parlamento.
Sr. Millworthy, aí está.
Mandou me chamar, senhor?
Mandei, na verdade.
Sinto muito pela sua perda.
É uma experiência horrível.
Sua mãe já foi localizada?
Não.
Não, ela continua desaparecida.
Mas isto foi achado nos pertences dela.
O que é?
Uma fada foi achada morta na Row, semana passada.
Uma cantora de certa reputação no passado.
Aisling.
Sim. Sei que vocês eram do mesmo círculo social.
Isso foi há muito tempo.
Mas você a conhecia.
Perdão, senhor, mas por que me chamou aqui, posso perguntar?
Leia.
Em voz alta, por favor.
"Querida Sra. Piety, perdoe-me por envolvê-la neste assunto triste,
"mas entenderá logo por que alguém como eu não pode confiar
"no seu marido para fazer o que é certo.
"A verdade é que passo por dificuldades desde que o vi pela última vez.
"Mas, com a aproximação das eleições,
"com certeza os jornais pagariam um bom dinheiro
"para saber a história do mestiço...
"A história do filho mestiço
"que eu tive com o chanceler."
Senhor, acho...
Parece que esta carta foi escrita por sua amiga fada.
O que acha disso?
Não.
Não era do feitio dela.
-Tem certeza? -Sim.
Ela era uma grande amiga.
Ela não pensava assim. Não era assim.
Não, tenho certeza. Aisling nunca escreveria uma carta assim.
Eu temia que você dissesse isso.
Decidi que não preciso mais de um professor de Letras e Artes.
Eu entendo, senhor.
Mas preciso de um homem honesto.
Como, senhor?
Conselheiro especial do chanceler.
Obrigado.
Você é uma influência confiável, Sr. Millworthy.
Vou precisar disso...
nos dias difíceis que virão.
Desculpe, que dias difíceis?
Este fauno assassino era membro de um organização radical maior.
O quê? Como assim?
O que isso significa para a cidade e para a Row?
E para todas as fadas inocentes?
Significa que as coisas vão piorar antes de melhorar.
-Aonde você vai? -A Port Hoy.
Depois a New Freehold. A algum lugar onde um casal como nós não chame atenção.
Boa sorte.
Não está com raiva de mim, está?
Por que eu estaria?
Não sei.
Olhe, Vini,
sou sua amiga acima de tudo.
Sempre serei. Só quero que você seja feliz.
É tudo que eu quero.
Então vá. Seja feliz.
Seja feliz também.
Eu te amo.
Eu também te amo.
Se manda. Vai.
Venha cá, seu critch imundo.
As ordens são essas. Volte para a Row.
Muito bem, andando. Obrigado.
Perdão.
Obrigado.
Não pode ficar aqui. Precisa voltar à Row.
Voltar à Row? Por quê?
Você não entende. Estamos tentando sair.
Nenhum critch entra ou sai da cidade até nova ordem.
Por quê? O que está acontecendo?
O chanceler foi assassinado por faunos de um culto.
Todos os critch devem ficar isolados na Row.
Sem exceções.
Estão sinalizando
para voltarmos ao porto, senhor.
Todas as embarcações devem voltar.
Ignore-os.
Deixe que nos persigam, se quiserem.
Que rota devemos seguir?
O capitão gostaria de saber para onde vai nos levar.
Para algum lugar novo.
Algum lugar longe.
Surpreenda-nos.
Senhora. Senhor.
"Com certeza os jornais pagariam um bom dinheiro
"para saber a história do filho mestiço que eu tive com o chanceler."
O cargo combina com você.
Estudando seu discurso?
Não, pensando na sua oferta.
De casamento?
Casamento? Faz parecer tão insignificante e comum.
-E no que estava pensando? -Em uma dinastia.
No que estava pensando?
Que parece muito com este bilhete da chantagem
que foi enviado à minha mãe.
Como você é esperto.
É verdade.
Você é responsável por tudo.
Confesso que eu não esperava que você descobrisse tão cedo.
Ainda assim, é empolgante saber que ainda posso ser surpreendida.
Como você soube?
Este segredo estava muito escondido.
Nada fica escondido de verdade para quem procura.
Meu pai procurou sujeira do chanceler por um bom tempo.
Ele estava comprometido a descobrir os boatos.
Seriam arrasadores se fossem reais.
Mas ele se recusou a usá-los,
além das provocações ou insinuações ocasionais no parlamento.
Acho que eram resquícios do que ele sentia por sua mãe.
Eu, é claro, não tive esses escrúpulos.
Escrúpulos? Meu pai está morto por causa desta carta.
Ainda assim, seus olhos estão serenos. Por quê?
Diga, você chegou a chorar?
Eu poderia mandar prendê-la.
Você poderia, mas não vai mandar.
Dê-me um motivo para não mandar.
Você vai entrar lá
e anunciar que a cidade mais poderosa do mundo tem um novo líder
por causa daquela carta.
Não é curioso como a caneta de uma garota pode mudar
o curso da história?
Por que você fez isto?
Porque o caos cria oportunidade.
Para quê?
Para nós.
Estão prontos, senhor.
Você é o chanceler agora.
O verdadeiro jogo já vai começar.
É hora de você decidir.
Seremos amigos...
ou seremos inimigos?
Senhoras e senhores do parlamento,
a líder da oposição e o chanceler.
Meus amigos,
venho neste momento de grande perda, com uma mensagem urgente.
Somos uma cidade sitiada,
por ameaças que meu pai não compreendia,
vindas de fora
e de dentro.
Estamos à beira de uma guerra grande e secreta.
Não pedimos essa guerra.
Mas, por Deus, é uma guerra que vamos vencer.
Agora mesmo, estamos pondo em prática medidas para proteger nossos cidadãos.
TODO INDIVÍDUO VOANDO SERÁ ALVEJADO NA HORA
ORDEM DO CHANCELER
Nós vamos vencer.
Vamos nos preparar contra quem trama nossa destruição.
Vamos olhá-los nos olhos e não vamos piscar.
Não vamos ceder.
Não vamos negociar.
Andem, sigam.
Acho que cometeu um erro. Eu nasci aqui.
Sem exceções. Vamos.
Continuem em frente.
Vamos caçá-los...
até o fim do mundo.
Não sabemos o que o futuro reserva.
Mas sabemos de uma coisa.
Briguinhas políticas dividiram esta câmara por tempo demais.
Divididos, somos fracos.
Não podemos ser fracos.
Hoje não.
Hoje, temos um inimigo comum.
E devemos nos unir, se quisermos vencer.
Peço agora a você,
respeitável líder da oposição.
vai me apoiar?
Vou.
Nós vamos!
Que se foda, vou embora.
Fleury.
Vignette!
Vignette!
Entre, amor.
Tudo bem com você, amigo. Só critch, amigo. Ande.
Philo!
Philo, eu te imploro, não crie encrenca.
Vou achar uma saída.
-Uma voadora! -Solte-me!
Meu Deus. Não.
Vou achar um jeito.
Eu lhe falei, amigo. Só critch. Ande.
Eu sou critch.
Obrigada, chanceler.
Uma nova era está chegando.
Esta cidade vai mudar.
Juntos, estabelecemos um objetivo
e nunca mais vamos voltar.
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