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Original subtitles

Ubaldo!

Ubaldo!

Ubaldo!

Ubaldo!

Ubaldo!

Ubaldo!

Ubaldo!

Ubaldo!

Ubaldo morreu.

Não morreu.

Morreu, Dilvânia!

Morreu!

Não morreu.

Não morreu.

Não morreu.

Não sai daí, Vitória.

Eu e Dinorah.

Tirolesa, Jeremias... Aqui já é quatro.

- Aí é 15. - Aí...

- Quinze? - Sim.

Onde a gente vai achar 15 caras?

Hm... 15, não, 17. Já que estamos nesse experimento aqui.

Duas pistas: uma na frente, outra atrás. Tem que ter dois na ponta.

Ninguém pode ficar sozinho, pra não dar merda.

Tem que garantir que a polícia não vem da outra cidade.

Eu e tu na ponte estreita, então?

Não. Vocês dois na retenção da agência. Eu e Dinorah, a gente cai pra dentro.

E a ponte larga? É lá que o couro vai comer.

A gente espera os amigos do Tirolesa pra ver o que têm pra oferecer.

Lembrando que a gente tá sem explosivista.

Tem que chamar o Fafafá.

- É. - Dar uma chance.

Aquilo é treta antiga. Não tem a ver com a gente.

Depois da merda que ele fez? Dá pra confiar, não.

- A gente tem que comprar um açude. - Eu confio.

Tá ligado?

Quero que se foda. Traz o gago, a gente fica de olho.

- Não surtando, tá bom. - Isso aí.

Um olho no peixe, o outro no gago.

Olha os teus amigos aí.

Que porra de cabelo é esse, meu amigo?

Parece uma caixa de fósforo.

- E aí, beleza? - E aí? Massa?

- Tudo bom? - Beleza?

- Sentar aqui. - Tranquilidade?

Massa.

O banco é esse aí mesmo?

A gente tem oito pra cobrir o perímetro, fazer a retaguarda.

Sete, macho.

Só sete mesmo. Precisa de oito, não.

Falei oito, não. Falei 17.

Eu já fiz com quatro.

Sete tá bom.

É.

A gente se garante.

E eu conheço a ponte.

Então tá. A gente fecha a ponte e garante a segurança.

E as armas?

Como ficam as armas?

Vai chegar.

E aí, Raul? Beleza?

Como tá o esquema, hein?

A gente tem que tomar distância desse povo.

Se der merda nos Vaqueiros, não pode respingar na gente, chegar na prefeitura.

O que esse povo tá fazendo aqui?

Não sei.

Trava a porta, peraí.

Que isso?

Vamos conversar. Calma, gente! Calma!

- Calma! - Calma!

Gente, calma! Peraí! Calma!

Acalma que a gente pode conversar! Que isso?

Prefeito safado!

Prefeito safado!

Safado!

Tu e Vitória merecem coisa melhor.

Mas eu gosto daqui.

Então a gente fica.

A gente fica.

Tarde, dona.

Boa tarde.

Quem são vocês?

Bonita aqui sua propriedade.

Quem são vocês?

Eu sou João.

Esse aqui é o José.

- E a senhora? Qual é a sua graça? - O que vocês querem aqui?

A gente queria fazer uma oferta na casa da senhora.

Vocês devem ser da mesma empresa daquele outro homem, né?

Já falei que não tá à venda.

A gente tem cara de quem trabalha em empresa?

Calma, dona.

Educação passou longe aí, viu?

Deus, Sebastião...

Deus manda sinais o tempo todo, homem.

Com essa cabeça de jumento, não quisesse ouvir a voz da razão dentro de tu?

Hein?

Olha pra mim, homem.

Levanta, macho.

Ai...

- Dê uma chance pra sua mulher, homem. - Ai...

- Olha pra tua mulher, olha. - Ai!

Dê uma chance pra ela, homem!

Deixa ela.

Tu vai assinar.

Desamarra ele.

- Levante, caralho! - Ai!

Vira aí.

Assina essa porra aí.

Assina, porra!

Tião!

Tião!

A gente sabe que não foi da prefeitura.

Bora descarregar aqui, gente! Bora!

Bora, gente. Carrega aqui.

Cuidado.

Aqui, ó

- Isso aí. - Deus te ajude.

Aqui, ó.

Tem água aqui?

Filho da puta! Bando de arrombado, filho da puta.

- Peraí que eu abro! Vai dar merda! - Que foi?

- Vai dar merda! - Que que aconteceu?

- Tudo bem, dona Luzia? - Toda fodida, ó!

Puta que pariu.

Que que foi isso?

Uns posseiros, porra.

Foram invadir nossa terra. Tentar expulsar minha mãe de casa, pô.

Deram até amanhã. Deram até amanhã.

- Quem foi esse filho da puta? - Sei, não. Nunca vi antes.

Mandaram um tal de João, José... Ela nunca viu, não sabe quem são...

Trabalho da porra pra conseguir terra, meu irmão.

Aí vêm uns posseiros tomar nossa terra.

Vou passar o recado, e você vai ajudar.

Peraí, segura aí.

Como eles eram, dona Luzia?

Brabos, Dinorah. Os bichos eram brabos, viu?

Eu já tinha recebido um moço, mas era mais apessoado.

Agora esses aí, pelo amor de Deus...

Aí, Dinorah, dá pra mainha ficar aí com vocês?

- Dá, porra. Peraí. Dilvânia! - Claro.

Vem cá.

Ligeiro.

Os posseiros foram lá e botaram pra foder.

Leva ela lá pra casa.

- Obrigada. - Passa um remédio, mainha.

Eu vou encontrar Tirolesa e encontro vocês lá.

- Formou, então. - Bora.

Se cuida, hein? Se cuida.

Vocês viram alguma placa de "pode entrar" no portão?

Dia!

Deixa eu adivinhar.

Você... deve ser João.

E você deve ser a Maria.

João e Maria. Estão passeando no bosque errado, João e Maria.

- Queria falar com dona Luzia. - Você que veio falar com minha mãe?

Ah, tu que é Jeremias.

E tu, quem é, irmão?

Nós aqui é família, porra!

Quero saber quem mandou vocês entrar no meu terreno e intimidar minha mãe.

Ninguém manda em ninguém aqui, não, macho.

Só vim porque queria criar uns bodes.

Criação de bode é uma porra!

Quem foi que mandou vocês aqui, seus dois palhaços do caralho?

Tô vendo que dona Luzia tá cheia de protetor.

Pois tá bom.

Depois eu volto.

Volta uma porra!

Filho da puta do caralho!

- Quem mandou você aqui? - Ai!

Quem foi?

Foi o cão! Vai te foder, caralho!

Quem se fodeu foi você. Mexeu com mãe de bandido.

Vai em casa beber uma água.

Eu desenrolo aqui.

Foi. Foi.

Puta que pariu, meu irmão...

Não tá entendendo o que tá acontecendo, né?

Gastão falou em comprar as terras. Falou nada de jagunço.

Nada de ameaçar ninguém. Tu acha que eu quero essa merda?

A gente vai fazer uma denúncia contra ele.

Não entendo por que não entregou o Gastão quando aquela investigadora veio

pra falar sobre a morte de Joelinton.

Quatro mortes em dois dias.

A polícia já sabe quem foi?

E quem sabe?

Acha que ele vai tomar as terras do arraial?

Porque lá tem caulim também.

O que uma coisa tem a ver com outra?

Os Vaqueiros.

O que que tem esse povo?

O atentado do Gastão, Paulino.

Eu sei quem foi.

É o do Zé Maria.

Mas o outro já era.

Rapaz, não tem coisa que deixa mais invocado,

pagar por um serviço mal feito.

Foi contratar jagunço, rapaz. Claro que deu ruim, né?

Tu também é jagunço contratado por mim. Para com isso.

Não. É diferente.

Eu só atiro quando convém, Gastão.

Uhum.

Tá bom.

Acha que devo me preocupar também?

Deveria.

É Vaqueiro.

Zé Maria me contactou. Os corpos todos jogados

na caçamba de uma picape.

Fala pro Zé Maria que tem mais esse terreno dos Vaqueiros.

Acaba com esse calo no meu pé. Não era nem pra terem esse terreno ainda.

Mas tem muita gente ali, Gastão.

O que tem muito ali que me importa muito

é minério e dinheiro.

Somente.

Você sabe que, se mexer ali, não tem como esconder, né?

Tu acha que me importo com aquele povo, Curimbaba?

Tá vendo algum policial por aqui?

Vê se tem algum policial por aqui.

Quem manda em Cratará sou eu, rapaz.

E chegou a hora desses Vaqueiros aprenderem isso.

Agora avia.

Pede pra Zefa vir aqui que tô querendo uma caipirinha.

Nem com cola deu certo aqui?

Só tá elástico mesmo aí.

Que chibata, viu?

Chegou aí?

Peraí.

- Chegou, Daiul? - Pouquinho.

Vai pegar pressão ainda.

- Chegou aí? - Vamos abrir mais.

Aí, ó.

Tá chegando.

Deu certo aí?

Foi?

Tá chegando aí?

Já coloquei.

Deu, deu.

Não!

Não!

Sai!

Calma.

Vou ajudar você.

Calma!

Calma. Peraí.

Vem aqui.

Ai...

Calma, menina.

Calma.

Calma. Não vou lhe machu...

Dilvânia!

Não, ela tá com medo.

E se ela não quiser falar?

Se ela não quiser falar?

Oi.

Meu nome é Dinorah.

Essa é a minha irmã, Dilvânia.

Como é seu nome?

Você tá com fome?

Dilvânia fez um cuscuzinho. Você não quer comer, não?

Tia...

Diga.

Minha mãe.

Vou achar sua mãe pra você. Só me fale onde ela tá.

Mataram.

E o meu pai também.

O pai e a mãe, Ubaldo.

Gente ruim não morre, meu irmão!

O cara já tem os terrenos que ele conseguiu.

Pra que ele faz isso? Passa os pais da menina.

Foi lá pra cima de dona Luzia.

É água, é tudo.

Gente ruim não morre, meu irmão!

Puta que pariu!

Você tá certa.

A gente precisa pensar, Dinorah.

Eu vou pensar o quê?

Ninguém nunca falou de boa comigo. Ninguém nunca pensou em mim.

Pensar é o caralho, Ubaldo.

Descarregar meu tambor na cara, ó. Meu irmão!

Dá pra resolver tudo na bala?

Dá?

A gente não é mais invisível nessa cidade, não.

Afrânio já tá no cargo do jeito que tu queria.

A tua mineradora tá andando do jeito que tu queria.

A gente tá com um problema de semântica.

Que expandir é uma coisa, matar é outra.

Rapaz, vou te falar que gente morta

dá menos trabalho que sem-terra, visse, Paulino?

Nem tudo se resolve na bala.

- Tipo o que, então? - Gastão, essa merda é tua,

e não tô aqui pra limpar teu cu.

Vai me matar também? O prefeito que acabou de te dar as licenças?

Porque aí quem fica é minha esposa, e aí tu tá fodido mesmo.

Vai matar ela também. Vai matar todo mundo.

Oxe, tá doido, é?

Jamais, Paulino.

Quem manda matar prefeito aqui é tu e tua prima.

Você mandou matar minha mulher.

Foram vocês que me atacaram antes. Deixa de besteira, homem.

Então tu acha mesmo que fomos eu e Lei que mandamos te matar?

Se não foram vocês dois, quem foi?

Teu passado, seu imbecil!

Teu passado tá vindo te buscar.

Pedófilo, estuprador, filho da puta.

Que conversa é essa, Paulino?

Tô fora.

Me fala teu preço aí, Paulino.

Diz teu preço que te pago.

Tá perguntando errado, Gastão. Não é "quanto", é "o quê".

Teus jagunços, fora da minha cidade.

Vaqueiro desgraçada.

Se isso não for a força da fé, não sei o que é.

Vamos seguir firmes e unidos que dias melhores virão.

Ave Maria...

Ave Maria...

- ...mãe de Jesus... - ...mãe de Jesus...

- ...nos dê força e coragem... - ...nos dê força e coragem...

- ...pra carregar nossa cruz. - ...pra carregar nossa cruz. Amém.

Zeza, eu posso dar uma palavrinha?

Por favor?

Vamos ouvir o que Leinneane tem a dizer?

Obrigada.

- Bom dia. - Bom dia.

Gente,

a verdade é que o governo anterior nos deixou uma bomba-relógio.

E, infelizmente, a bomba estourou.

Mas a gente tá resolvendo a questão.

E eu vim aqui pedir um pouco de paciência

e de confiança em Paulino.

- Essa crise vai passar... - Agora não é momento de pedir nada.

O povo da zona rural já deu o seu voto de confiança.

E o que a gente recebeu em troca?

Se tu não tem nada de concreto pra dizer pra gente,

então é melhor a gente parar por aqui.

É isso, minha gente.

Bom retorno.

- Em nome de Jesus. - Em nome de Jesus.

- E a gente volta a se falar mais adiante. - Era só uma palavrinha.

É isso. E aí a gente agora...

É. A gente agora vai...

- Bom dia, gente. - Bom dia.

Oi, pequena!

Essa eu não conheço. Quem é?

Vitória.

Vitória...

Que nome lindo que teus pais te deram, Vitória!

Vá com Dilvânia, só um pouquinho. Eu já vou pra casa.

O pai da Vitória era trabalhador.

Aí apareceu um jagunço lá na terra dele.

Foram assassinados.

Eu quero saber

quantas famílias vão precisar ficar sem terreno, perder tudo aqui.

Quantas crianças vão precisar ficar sem pai pra você saber de alguma coisa?

Não tem segurança nessa porra pra ninguém viver.

Eu não sei se vocês estão sabendo que a gente perdeu um delegado.

Aí fica mais difícil cuidar, né?

Fica muito difícil. Olha isso aqui.

Quem não tá morrendo tá sem água.

Mas pra você tá tudo bem. Porque na sua casa tem água,

no frigorífico tem água, mas as pessoas estão morrendo de sede.

Estão achando que Cratará é só isso aqui?

- Que o mundo gira em torno de vocês? - Sua cachorra.

- Quando precisou de voto... - Me respeita. Cachorra, não.

- Me respeita! - ...isso aqui valia alguma coisa pra você!

- Não valia? - Mas vale!

- Valia alguma coisa! - Por isso tô aqui!

Teu horizonte é muito curto, menina.

Tem que olhar adiante!

Tu não tem estômago pra aguentar o que eu aguento.

Tá todo mundo achando melhor do que eu?

Mas não tem nenhum santo aqui nesse purgatório!

Nem o teu falecido pai, nem a santa Dilvânia!

- Puta que pariu, Dinorah! Porra! - Que isso?

- Não, Leinneane! Não precisava disso! - Lei. Lei.

- Não, Dinorah! - Caralho... Puta que pariu...

Não precisava disso!

Ubaldo, meu filho...

Foda... Abre a porta, tia.

- Você vai levar ela pra onde? - Bora, Dinorah! Hospital, porra!

- Ligue pra Paulino. - Rápido, minha filha.

- Não tem necessidade de algemar. - Tô fazendo meu trabalho.

- Vai levar ela pra onde? - Pra regional.

- Pra regional? - Pra regional!

- Vamos conversar. - Se você quer conversar, procure a juíza.

- A gente vai tirar você daí. - Pega aqui, um presente pra você.

Você vai guardar pra mim. Tá certo?

Somos Vaqueiros. Você vai guardar pra mim.

- Fecha o olho. - Dinorah...

Estão esperando o que pra botar esse animal numa jaula?

Tira essa desgraça da minha frente agora!

A vítima tá lá dentro, tendo a cabeça costurada!

A vítima tá lá dentro!

Fica firme, minha filha! Fica firme! Nós vamos tirar você daí!

- Vamos, sobe. - Eu vou subir.

Eu subo, meu irmão.

Vira pra direita.

Pra esquerda.

Isso.

Tira a roupa.

Vira.

Acocora.

Tosse.

Abre a bunda.

Bora.

Cabeça na parede.

Atenção, pavilhão!

Cela 6, fundo de cela!

Cabeça na parede.

Pode entrar.

Paulino?

Paulino...

Aqui, meu amigo.

Como ela tá?

Tá dormindo ainda.

Obrigado pela agilidade aí.

Oxe, que é isso, Paulino... A juíza Sandra é minha amiga.

Com tentativa de homicídio, não se brinca, meu patrão.

Foi bom você ter me ligado mesmo.

Lei só faz ajudar esse povo. Ó o que ganha em troca.

Não fosse tu, aquela rapariga estava solta ainda.

No final, foi tu que me ajudou a prender ela.

Esses Vaqueiros, Paulino...

Agora tá me entendendo

por que tô fazendo o que tô fazendo?

Mas aquela conversa que a gente teve continua, visse?

Tô fora.

Pois tu tá mais dentro do que tu imagina, Paulino.

Mas vou ser bem sincero contigo, macho.

Uma pena não ter me aproximado de tu antes.

Porque eu e tu somos...

somos iguaizinhos.

Mande um abraço pra Leinneane por mim. Tá?

E aproveita pra fortalecer os laços com ela.

Vai ser bom pra vocês dois. Tá bom?

Manda notícia. Tá?

♪ Posso sair daqui pra me organizar ♪

♪ Posso sair daqui pra desorganizar ♪

♪ Posso sair daqui pra me organizar ♪

♪ Posso sair daqui pra desorganizar ♪

♪ Da lama ao caos, do caos à lama ♪

♪ Um homem roubado nunca se engana ♪

♪ Da lama ao caos, do caos à lama ♪

♪ Um homem roubado nunca se engana... ♪

Achei chique, viu?

Salve, salve.

E aí, meu irmão?

- Família, porra. - Família.

Ubaldo, tá de sacanagem! Essa porra, longe pra caralho!

- Como é cuzão esse Carioca... - Foi a viagem inteira.

Tirolesa, Jeremias, esses são meus parças aí de São Paulo.

Raul, meu irmão.

- Beleza? - Tu não mora, tu se esconde.

E esses brinquedos aí?

Bora descarregar.

♪ Da lama ao caos, do caos à lama ♪

♪ Um homem roubado nunca se engana ♪

♪ Da lama ao caos, do caos à lama... ♪

Agora, sim. Agora é a parte boa da viagem.

Já viu uma dessa aqui, soldado?

É o fuzil de assalto alemão HK G36. Manteguinha.

Calibre 5.56. Coisa linda de ver. Canta mais que a Ivete Sangalo.

Essa belezinha opera em regime automático e semiautomático, tá ligado?

- A gente trouxe rádio. - A gente já tem rádio.

Já tem rádio, Ubaldo? Isso tem sinal digital criptografado.

Isso tu não tem, não.

Isso aqui Ubaldo conhece bem. Submetralhadora Uzi.

Israelense.

Aí, Jeremias, você vai se dar bem com essa belezinha aqui. FAL 7,62.

Ótima precisão.

Ali, ó, na mão do Ganso, minha preferida, Dragon 9.

Poder soviético.

É isso aí. Tem um poder de alcance de uns... 800 metros.

Essas caixas têm o quê?

Aqui, ó. Essa aqui tem quatro MK2.

Quatro granadas incendiá... Ô, rapaz, cuidado!

Só tem quatro. Foi uma pica pra conseguir.

Que importa o nome da danada? Importa o estrago que ela vai fazer.

Viva o Exército Brasileiro, caralho!

Deixa eu perguntar um negócio. Vai ser quando essa parada? Ahn?

Logo. Em breve.

Logo quando?

- Preciso resolver umas coisas primeiro. - Tá certo.

Resolver até quando? Falaram que era pra ontem, pô.

Qual foi?

Saí do cu da casa do caralho pra vir. Um calor da porra...

Tu tá tentando me enrolar?

Faz isso, não...

♪ Do caos à lama Um homem roubado nunca se engana ♪

Anti-inflamatório, relaxante muscular,

e esse antibiótico para os pontos na cabeça.

- Tá certo. - Ah.

E esse analgésico aqui, ó. Esse é porreta.

Isso derruba até elefante. Cuidado, viu?

Pode deixar, quem vai cuidar dela sou eu.

- Tá bom. Vou providenciar a alta. - Obrigado, doutor.

Melhoras, vice-prefeita.

Obrigada.

Lei...

me deixe cuidar de você.

Tu sabe que isso tudo só tem sentido quando tu estiver lá.

Eu tô só esquentando a cadeira pra tu.

Tu é o único motivo de eu ter entrado nessa história, tu sabe disso. Não sabe?

Deixe eu cuidar de tu, deixe?

Deixe eu cuidar de tu.

Hoje a Palavra, pra nós, é o Salmo 23.

"O Senhor é meu pastor e nada me faltará."

Amém.

Não vai ser difícil. Vai ter que crer que a gente vai sair desse lugar.

Tem que acreditar.

Cabeça erguida, né?

Agora, quando sair desse lugar, fazer tudo mais pra não voltar, né?

Mas, enfim, é... Cada hora é...

Nós vamos vencer. Nós somos vencedoras. A lei cuida de quem tá no corre.

Nós estamos aqui. Mas, a qualquer momento, estamos na rua.

Se Deus quiser.

Eu mesma, quando eu sair de aqui, tô estudando, não quero voltar nunca mais.

Que que foi agora, Elis?

Seu Paulino, tem visita pro senhor.

Diga que eu já vou! Vá.

Isso foi um mal-entendido, Paulino.

A gente não precisa cair em desgraça.

Como é que ela tá?

A gente queria falar com a Leinneane.

Minha esposa ainda não tá em condições de receber visita.

Mas eu falo pra ela que vocês estiveram aqui pra...

prestar solidariedade.

E, aproveitando sua presença aqui, dona Syzélia,

por causa dos últimos acontecimentos, acho que é importante que a senhora...

fique longe da prefeitura, sabe?

Pra situação não piorar.

Agora vão me dar licença que preciso voltar a cuidar da minha esposa.

Como é que é, Paulino?

Só quero que você saiba...

que faz bem uns 20 anos que eu trabalho nas eleições com vocês.

Eu não esperava isso, não, viu?

Vambora, Ubaldo.

Bora! Bora, bora!

Vem, Ubaldo!

Você é um merda. Você é um prefeito de merda!

Você tem que agradecer que eu financiei tua campanha!

- Vambora! - Escuta o que tô falando.

Você vai ver quem é o verdadeiro prefeito dessa cidade.

- Bora... - Não encosta em mim, caralho!

Vamos, Ubaldo, daqui!

Tentativa de homicídio?

Vambora, Ubaldo!

RG na mão.

Opa. Tudo bem, companheiro?

Aqui, ó.

Bom dia.

Syzélia Aparecida Lima Vaqueiro

e Maria Dilvânia Santos Vaqueiro não estão na lista.

- Como não? Foi cadastrado isso. - Como assim?

- Olhe direito. - Dá uma olhadinha.

Pede pra detenta botar o nome de vocês na lista.

Não tem o que fazer.

- Como pode? - É com a detenta.

- Estamos aqui desde cedo. - Vou falar com ela.

- A gente tem que entrar. Leva pra ela. - É coisa da Dinorah.

Ubaldo pode entrar.

Dilvânia.

Diga que a gente tá aqui, esperando.

Ali é o jumbo pra inspeção, e depois vai ali pra revista, ok?

Desde cedo aqui, desse jeito, meu Deus do céu.

Tome, minha filha, seu documento.

Ave Maria...

Como é que Dinorah faz um negócio desse?

Zeza e a Dilvânia não conseguiram entrar.

Tirei o nome delas, porra.

Vai bagunçar as energias de Dilvânia todinhas aqui.

Não quero elas aqui.

Elas trouxeram isso aqui pra você.

Obrigada.

E... Leinneane, como é que tá?

Consegui falar com ela, não. Paulino tá foda.

Acho que a gente tem um novo inimigo.

E a pirralha?

Virou mãe, é?

Ela tá bem.

O problema agora é o assalto. Preciso de você, Dinorah.

E o tempo tá acabando.

Tô dando um jeito de tirar você daqui. Falei com a advogada.

Senão eu, Tirolesa e Jeremias, a gente dá um jeito.

Não, senhor.

- Fica na sua. - Foda-se.

Escuta essa porra: não vou deixar minha irmã se fodendo aqui dentro.

Você não é burro.

Eu tô aqui porque eu fui burra.

Eu só saio pela porta da frente.

Quer cuidar desse povo? A gente vai fazer direito.

Não dá pra ter a vida que painho tinha e não querer morrer do mesmo jeito.

Você não é burro.

Você vai ficar na moral.

Te amo, porra.

Essas terras são nosso novo objetivo?

É, isso aí. E só tem gente aqui. Isso aqui é imenso.

E Gastão quer tudo.

Eu sou doido, mas teu chefe é mais doido do que eu.

Vou precisar de um bando.

Se ele bancar...

Ele banca?

Ele banca, sim.

Então simbora.

♪ Eu não vou sucumbir ♪

♪ Eu não vou sucumbir ♪

♪ Avisa ♪

♪ Na hora ♪

♪ Que tremer o chão ♪

♪ Amiga, é agora ♪

♪ Segura minha mão ♪

♪ A minha jangada ♪

♪ Foi pro mar ♪

♪ Pra minha jogada ♪

♪ Arriscar ♪

♪ A minha jangada ♪

♪ Foi pro mar ♪

♪ Pro mar ♪

♪ Pra minha jogada ♪

♪ Arriscar ♪

♪ Eu não vou sucumbir ♪

♪ Eu não vou sucumbir ♪

♪ Avisa ♪

♪ Na hora ♪

♪ Que tremer o chão ♪

♪ Amigo, é agora ♪

♪ Segura minha mão ♪

♪ Você largou, largou, largou ♪

♪ Não tem solução ♪

♪ Ago, ago, ago ♪

♪ É libertação ♪

♪ Largou, largou ♪

♪ Não tem solução ♪

♪ Ago, ago, ago ♪

♪ É libertação ♪

♪ Eu não vou sucumbir ♪

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