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Lou Pearlman,
criador do Backstreet Boys, NSYNC, LFO, Take 5...
Literalmente dominando o mundo
atualmente no cenário das boy bands.
Eu nunca o vi usar um contrato musical antes.
Lou sempre foi o proprietário de 51%,
mas ele também era... Calma, calma, calma.
O que, Lou é um membro da banda agora?
Quando nos separamos do Lou,
isso afetou cada um de nós de maneiras diferentes.
Naquela época, eu não conhecia meu pai.
De jeito nenhum.
Lou estava produzindo
uma boy band atrás da outra. Sem parar.
E ele fez isso.
Esse não é nem mesmo o período sombrio.
As coisas ficam muito mais sombrias.
E muito mais desoladoras.
Ele disse: "Você vai falir."
Eu disse: "Desculpe, o quê?"
Eu só gritava com Deus, tipo, "Por favor, não o leve.
Por favor, não o leve."
E isso está ficando muito desconfortável.
Você também está sentindo esse estranho instinto
de que isso não parece certo.
Backstreet Boys!
Nós amamos nossos fãs. É por isso que estamos aqui.
BOYS BANDS O LADO SOMBRIO DA FAMA
Vamos falar sobre essa geração mais jovem.
Há pessoas que cresceram com o NSYNC,
e disseram: "Sim, eu quero fazer isso."
Então, o que elas devem saber?
Bem, o que elas devem saber...
é... manter seus olhos e ouvidos abertos.
Há muitas pessoas por aí enganando as pessoas.
Há muitas pessoas por aí com falsas promessas.
E há sempre aquela questão:
em quem você confia?
Meu nome é Steven Mooney.
Lou Pearlman me fez seu motorista.
Eu não tinha para onde ir, e o Lou disse, "Venha ficar comigo."
Então Lou tinha um lado da casa
que estava completamente trancado.
E os meninos tinham o outro lado da casa.
Então, na época, éramos Rich Cronin e eu na casa.
Fiquei muito próximo do Rich.
E do Brian Gillis na época.
O Rich, ele era o loirinho,
sabe, o loiro bonitinho do LFO.
Tínhamos nossos próprios quartos.
E acho que o Lou viu isso como uma forma de meio que...
podia ser do jeito que ele quisesse, certo?
Eu não chamaria isso de "propriedade",
mas ele se sentia muito confortável, certo?
Então ele entrava.
Ele andava de cueca.
Ele chamava você para o quarto dele
ou quando estava tomando banho.
Ele tentava te contar como foi o dia
e eu dizia: "Você tomando banho.
Podemos fazer isso mais tarde?"
Ele dizia: "Não, é importante. Não quero me esquecer disso.
Então, ele disse, tudo bem.
Vamos ter a conversa, eu acho, você sabe?
Eu fui abordado por outra pessoa de outra banda.
Estávamos tomando um drinque.
E a pergunta era:
"Você já deixou o Lou fazer sexo oral em você?"
E eu fiquei tipo...
Desculpe-me, o quê? Não fez nenhum sentido.
E eu simplesmente ignorei como se estivessem brincando.
Acho que nessa idade, você fica mais ligado nessas coisas.
A limusine, os Rolls Royces.
Eu cheguei a dirigir um Rolls Royce por aí. Entende?
É estúpido.
Em nosso grupo, o NSYNC,
ele era o cara do vinho e dos jantares.
"Deixe-me levá-lo para sair. Vamos jantar.
Vamos lá, te levo ao Peter Lugers.
"Te levo ao Planet Hollywood."
Você sabe, olhando para trás agora e pensar, OK,
nós éramos jovens e saímos com esse cara.
Você meio que pensa, o quê?
Isso não é estranho?
Então, você teve alguma conversa com algum dos outros?
Apenas com o Rich.
Ele me chamou na varanda dos fundos um dia
e disse: "Essas são as coisas que você pode esperar,
o que deve ficar de olho e o que deve evitar", então...
Ele disse o que deve ser evitado?
Sim, era para tomar cuidado com o contato físico,
porque isso ia piorar.
Mas o lance com o Lou é que ele era superleal.
E se ele dissesse a você que ia que ia fazer algo,
ele encontraria uma maneira de envolver você.
Por que você acha que ele escolheu você?
Eu não sei.
Odeio dizer isso dessa forma e parece tão grosseiro,
mas é como serial killers.
Eles têm seus perfis e sabem que podem te manipular.
E é muito fácil identificar caras como eu, certo?
Eles são meio solitários.
Ou ele estava procurando por famílias disfuncionais,
porque ele tinha uma brecha de entrar ali também,
tenho certeza, ou tinha uma maneira dele entrar lá.
Isso é ótimo. Legal.
- Tenham um bom show. - Obrigado a vocês.
Você também, irmão.
Meu nome é Erik-Michael Estrada.
E atualmente ainda faço parte da banda O-Town.
Eles disseram que sua mãe é...
Claro que não.
Eles disseram que sua avó é...
Claro que não.
O-Town, galera.
Aos três.
O-Town: Um, dois, três.
O-Town!
Eu cresci no Bronx com minha mãe e minha avó.
Minha mãe e meu pai biológicos eram divorciados.
Desde muito cedo.
E minha mãe trabalhava.
Os pais não são perfeitos.
Ela fazia o que podia.
E queria que eu não me metesse em problemas.
Infelizmente, ao andar pelas ruas de Nova York
os problemas nos encontram.
Eu estava sendo assaltado.
Eu estava sendo espancado.
E eu estava completamente isolado.
E a única coisa que eu tinha era minha voz.
- O-Town, estamos prontos? - Sim, sim.
- Estamos prontos? - Sim, sim, sim.
E como dizem: "Lá vou eu."
Divirtam-se.
Eu sou Ashley Parker Angel, conhecido como o cara de O-Town.
Cresci em uma cidade muito pequena no norte da Califórnia.
É como um tipo de cidade que você pisca e já passou.
Cresci esquiando, praticando snowboard,
fazendo muitas coisas ao ar livre.
Meus pais são Testemunhas de Jeová.
E meu pai também era ancião na igreja.
Então, havia uma pressão
para ser a família modelo da igreja.
Não havia bailes na escola.
Eu não cresci comemorando aniversários ou feriados.
E como se você realmente não buscasse uma vida no palco.
Mas sempre quis estar em um palco cantando.
Acabei fazendo isso, contra a vontade do meu pai
e isso foi uma coisa importante.
Consegui o papel de Danny Zuko no musical Grease
da faculdade comunitária.
E isso foi um verdadeiro ponto de virada
no relacionamento que eu tinha com meu pai.
E ele disse: "Você não vai viver nesta casa
e fazer musicais como esse."
Então, saí de casa para perseguir meus sonhos.
Então, em 1999, era nessa época
que programas como o E-News Daily
ou o Entertainment Tonight,
que estavam exibindo notícias do tipo:
"Lou Pearlman está montando sua nova boy band
e está viajando pelo país tentando encontrar talentos.
Se você acha que poderia fazer parte dos Backstreet Boys,
ou se acha que poderia fazer parte do novo NSYNC,
venha fazer o teste."
Na época, ele estava no meio de um processo judicial enorme
com as duas bandas.
Mas todos os problemas e dramas com o Backstreet e o NSYNC
ainda não havia sido divulgados publicamente.
Lou disse: "Beleza, se eu criei
Backstreet Boys e o NSYNC.
Então eu posso fazer isso de novo."
Lou foi esperto porque depois ele fez
um programa chamado "Making the Band".
Ele criou isso.
Então ele criou isso com o "Making the Band".
Era uma mistura do mundo real...
Atenção!
E um concurso de música para formar uma boy band.
Então, aqui está esse Lou Pearlman,
esse Svengali das boy bands.
Ele criou dois grupos gigantescos,
que estão literalmente
dominando o mundo no momento em que o assunto era boy band.
"Making the Band"
foi aquela coisa que estava acontecendo
para provar ao mundo que ele não era um acaso.
Ok, vamos começar do início.
"Making the Band" era a coisa que iria
mostrar o quão bom ele era no que estava fazendo.
Para aqueles que não sabem sobre a história de O-Town,
originalmente eram 25 rapazes que foram trazidos para Orlando.
E esses 25 foram reduzidos a 8.
E desses oito, cinco rapazes seriam escolhidos
para fazer parte da próxima boy band.
Lou veio e disse: "Eis o que vamos fazer.
Você vai fazer um teste como todos os outros.
Você passará pelo processo como todo mundo.
Ele diz que tudo isso é feito para a televisão.
Vamos nos certificar que você esteja na banda
e tudo mais, certo?"
Mas eu tinha que manter isso em segredo de todo mundo, certo?
Então você fingiu que era uma pessoa aleatória
que estava lá para o teste?
Sim.
- Olá? - Olá?
- Como está indo? - Oh, cara, sou eu.
Ah, aquele corte de cabelo!
Aquele corte de cabelo era terrível.
Era eu mesmo ali.
Eu estava tão nervoso para fazer o teste
para o "Making the Band".
Mas me disseram que eu estava indo
para a próxima etapa da competição,
que será a final dos 25 melhores concorrentes de todo o país.
Tenho algumas semanas para me preparar.
Voltei para casa e recebi uma ligação do Lou.
E Lou disse: "Não conte a ninguém
que estou ligando para você.
Eu tenho grandes esperanças em você, e acho que
que isso vai dar muito bem para você.
Você é exatamente o tipo de pessoa que estamos procurando
para montar uma boy band como essa."
Ele era muito carismático.
E ao mesmo tempo você tem esse estranho pressentimento
de que algo não está certo.
Pernas à frente, mãos, seis e sete.
Isso não está bom.
Todos esses números estão errados.
Durante meu tempo lá, ele me difamou.
Ele fez todas essas coisas na câmera,
me menosprezou sempre que pôde.
- O quê? - Você não vai conseguir isso.
Se você não entrar nisso, suas mãos não vão acompanhar.
Se você não entrar nisso,
suas mãos não vão acompanhar. Você tem que acompanhar.
Eu queria estrangulá-lo quando ele falava sobre isso.
E isso o levou ao fracasso.
Na verdade, fiquei muito chateado com isso.
Você pode ver a minha linguagem corporal
que eu não estava feliz.
Eu me lembro disso.
Lembro-me de ter tido essa conversa.
E de ter alguns pensamentos bem claros.
Foi aí que as coisas começaram a desandar
e essa era a maneira dele de me envergonhar.
Eu tinha acesso a tudo.
Provavelmente não deveria ter feito isso.
Mas eu estava tão furioso na época,
que tive que acessar todos os arquivos dele.
Comecei a fazer algumas pesquisas por conta própria.
E, na verdade, o que aconteceu
foi que encontrei monte de fotos.
As fotos eram dele sozinho em férias com certas pessoas.
Em posições muito comprometedoras.
Essas fotos eram de pessoas que estavam da família TransCon.
Um estava numa banda,
outro era um cara de alto escalão
e o outro dirigia uma Divisão da TransCon.
E então comecei a fazer perguntas.
E ninguém gostava de responder às perguntas.
E, quando comecei a questionar
as pessoas que estavam fora de meu círculo,
foi quando as coisas começaram a ficar realmente difíceis
para mim na TransCon.
E, de repente, o telefone tocou.
E foi quando ele começou a gritar comigo
sobre seu lixo em sua casa.
E essa foi a noite em que tudo meio que aconteceu.
A essa altura, eu estava furioso e não aguentava mais.
Quando cheguei lá, ele estava andando com seu roupão.
Ele disse: "Quando eu ligar para você, atenda.
Quando eu disser para você ir para casa,
você vem para a casa.
Você leva o lixo para fora.
E quando eu estava falando com ele
sobre as coisas que eu estava
passando em O-Town,
ele foi muito indiferente em suas respostas.
Finalmente, eu simplesmente perguntei:
"O que eu tenho que fazer para entrar nessa banda?"
Minhas palavras exatas para ele foram:
"O que eu tenho que fazer para entrar nessa banda?"
E ele se sentou, abriu o roupão, e lá está ele.
E ele disse: "Você é um garoto esperto, descubra sozinho."
Tentaram me fazer cruzar a linha.
Mas eu nunca conseguiria me olhar no espelho e ser assim.
Essa aqui é a versão final.
A noite na casa do Lou,
quando ele me disse que eu era um "garoto esperto",
foi na noite anterior a esta.
Ele me tirou do programa no dia seguinte
ao que eu disse "não".
Foi isso.
Foi difícil de fazer isso?
Saber que você está abrindo mão de um contrato
de, pelo menos, um milhão de dólares com 20 e poucos anos?
Sim, foi muito difícil.
Foi muito difícil.
Deixei de viver em Bay Hill, dirigindo Rolls Royces
e fazendo parte dessa grande coisa, certo?
E acho que naquela noite
eu fui e fiquei no chão do dormitório do meu amigo na UCF.
E fiquei lá por umas 2 semanas
até entender o que estava acontecendo.
Tentei conversar com as pessoas para que soubessem
que aquele cara não era quem pensavam que ele era.
Mas ninguém queria me ouvir.
Liguei para todos os meios de comunicação que possível.
E eles perguntam:
"Quem é você e por que está me ligando?"
Isso quando atendiam, pois nunca recebia uma ligação de volta.
O cara era o "mágico" de Orlando.
Ele ia transformar o centro da cidade,
a gente ia dar toda a Church Street pra ele.
Ele ia fazer todas essas coisas incríveis por lá.
Em qualquer lugar que eu fosse, não me levavam a sério
porque eu era apenas mais um dos animais de estimação de Lou.
Então, tive que me afastar de tudo isso.
Felizmente, decidi sair de Orlando.
Só quero sentar e bater um papo com vocês.
No final da temporada de "Making the Band",
no momento em que todos nós nos sentamos no sofá,
e o Lou Pearlman iam anunciar quem ia formar a banda O-Town.
- Ashley. - Ashley Angel.
Ele chamou meu nome.
E toda a emoção disso foi muito intensa.
Foi como levar um soco no estômago.
Lágrimas começaram a vir aos meus olhos.
Isso vai mudar minha vida.
Talvez isso venha a gerar
a melhor carreira de entretenimento
que eu jamais imaginei.
Sinto que o Lou gostou de mim
porque Lou me disse especificamente:
"Quando as câmeras terminarem a produção
e o "Making the Band" acabar
e você for apenas O-Town,
eu quero que você venha morar na minha casa comigo.
Você sabe, eu tenho uma grande mansão.
Tenho um quarto enorme para você.
Sabe, já tive outros caras de outras bandas
morando comigo.
E quero que você venha morar na minha casa."
E você pensa: "Nossa, Lou Pearlman
quer que eu me mude para a casa dele?
Tipo, isso é loucura.
E ele estava dizendo, tipo:
"Você vai ser o Nick Carter da banda.
Você sabe, você vai ser o galã.
Você será o Justin Timberlake."
Isso é bom porque você é
uma espécie de essa versão de si mesmo
que ainda tem 18 anos
e está saindo daquela fase estranha da adolescência.
Portanto, você está tentando desenvolver mais confiança.
Mas Lou estava definitivamente me isolando.
E então ele dizia coisas como: "Tire sua camisa.
Sabe, temos que mantê-lo em forma
para essas revistas para adolescentes.
Deixe-me ver seu abdômen.
Tire sua camiseta."
E então ele entrava no estúdio de dança
e dizia: "Pessoal, vamos ver como estão fisicamente.
Tirem suas camisas."
Na frente de todo mundo, na frente dos produtores.
Então, você meio que se condiciona
a tirar a camisa pro Lou.
Porque, em algum nível, ele está cultivando essa aparência.
Da mesma forma que os Backstreet Boys faziam.
Acho que aquele momento constrangedor no vídeo,
foi o concurso de camisetas molhadas,
em que eles jogaram água uns nos outros,
foi coisa do Lou, que sempre dizia:
"As garotas querem ver seus músculos.
Elas querem ver seus corpos."
E esse era o "fator Lou".
Essa é uma caixa com algumas lembranças
acumuladas ao longo dos anos.
Eu tinha 12 anos quando conheci o Lou na casa dele,
e foi aí que começou o Take 5.
Essa foi a 1ª sessão de fotos.
O fato de ele trabalhar representando
esses, tipo, ídolos adolescentes,
faz com que não seja estranho ele dizer:
"Levanta a camiseta, deixa eu ver seu abdômen."
porque todo mundo acha que, tipo,
ele tá dizendo pra você malhar,
Você precisa ter um tanquinho.
Ele está lhe dizendo que seus braços precisam aumentar
e coisas do gênero.
Portanto, desse ponto de vista, é menos estranho e
é por isso que ele consegue de se safar com isso.
Porque é quase como se esses fossem seus produtos.
E, ao mesmo tempo, as pessoas te chamam no canto e dizem:
"Ei, sabe, não fique sozinho com o Lou.
Não entre num quarto de hotel sozinho com o Lou."
Lembro-me de uma vez em específico
em que ele me convidou pro quarto dele.
Estávamos em turnê com o O-Town.
E entrei no quarto dele.
E ele disse: "Tire sua camiseta."
E ele dizia coisas como:
"Eu posso deixar seus músculos mais definidos.
Da mesma forma que se você realmente
malhasse e levantasse pesos,
eu posso deixar seus músculos mais definidos
só massageando você.
Então, deite-se no sofá.
Deixe-me massagear seus músculos.
Você vai ver o que quero dizer."
E então Lou está lhe dando essa massagem intensa.
E isso está ficando realmente desconfortável.
E algo sobre isso parece abusivo e predatório.
Meu empresário estava me ligando várias vezes repetidamente.
Eu dizia: "Lou, preciso atender o telefone."
E ele dizia: "Onde você está?
Você não está no quarto do Lou, está?"
E eu disse: "Estou." E ele disse: "Saia daí.
Não fique no quarto do Lou sozinho."
E eu disse: "Lou, tenho que ir."
E ele disse: "Tudo bem, volte mais tarde."
Então, era uma situação muito estranha
em que você se encontrava com o Lou.
Ele fez isso comigo duas vezes.
Ele o chamava para a sala dele e,
pedia que você se sentasse ao lado dele.
E ele se aproximava por trás de você
e esfregava suas costas e colocava as mãos em você.
Não era uma sensação boa.
E eu pensei: algo aqui não está certo.
Acho que tem havido muita vergonha
em torno de jovens artistas do sexo masculino
falarem sobre esse tipo de coisa em geral.
Eu não era menor de idade.
Eu era um adulto na época.
Mas definitivamente sinto que, de alguma forma,
o que o Lou fez comigo foi claramente inapropriado.
Houve uma série de
circunstâncias sexuais muito inadequadas.
Em que nos encontramos com Lou.
E isso foi nos levando a baixar a guarda.
Estávamos na Alemanha e não percebemos
que estávamos em um bordel.
Havia uma espécie de mulheres com pouca roupa
que vinham nos servir nos servindo um monte de coisas.
E aí elas falavam: "Vamos juntar vocês com essa
e com aquela, elas vão voltar pro quarto com vocês."
E a gente ficava tipo: "O quê?"
Tipo, estávamos literalmente num bordel com o Lou.
Um dia, nosso empresário disse:
"Vocês precisam falar com o Rich.
Sobre a história real do Lou.
E confie em mim, apenas tenha essa conversa com o Rich."
E Rich era um grande amigo meu.
Fizemos uma turnê no O-Town com o LFO.
Estávamos na estrada juntos.
Ele meio que me chamou no canto e disse:
"Aqui está a verdadeira história sobre o Lou,
e é com isso que você precisa tomar cuidado."
Então Rich conta essa história em que Lou dá a boa notícia
que eles vão ter essa reunião com a gravadora.
Mas será no exterior.
Vai ser internacional.
E ele diz: "Olha... sabe,
as coisas funcionam de maneira diferente lá.
E eu não quero que você seja pego de surpresa.
Mas esse executivo musical que está realmente interessado
em assinar um contrato com vocês
vai pedir que vocês façam sexo oral com ele.
E eu não quero que você seja pega desprevenido.
Não quero que fique chocado.
Para que você possa superar isso,
vou deixar você praticar o sexo oral em mim, Rich."
E Lou se inclina para trás,
sabe, em seu roupão e abre as pernas.
Rich disse: "Não, Lou, não vou fazer isso.
Tipo, eu não vou fazer sexo oral em você.
E quando ele me contou essa história,
eu pensei: Cara, já dá pra ver o que vai acontecer.
Ele estava fazendo propostas
a esses jovens artistas, inclusive eu.
Sem mencionar nenhum nomes, parece que havia
era um membro de cada grupo que Lou estava preparando.
OU CONDUTA IMPRÓPRIA,
E ANTES DE MORRER, SEMPRE NEGOU ESSAS ACUSAÇÕES.
LOU PEARLMAN NUNCA FOI ACUSADO DE NENHUM ABUSO SEXUAL
Então, quando Rich me disse isso, eu nunca
fiquei sozinho com Lou em uma quarto sozinho novamente.
Houve muita coisa que ficou ambígua
e varridas para debaixo do tapete.
E acho que muitas pessoas talvez apenas
se sintam hesitantes em compartilhar isso.
E esse tipo de abuso de poder é muito comum no entretenimento.
Mas acho que a maioria das pessoas não percebe
que é isso que está acontecendo com Lou.
Se você assistir ao "Making the Band" de 2000
nós estamos na pizzaria.
e...
ficamos sabendo que ele está em um saguão com o NSYNC.
E estamos apenas olhando um para o outro como se...
Estamos ferrados.
Tivemos uma separação do Lou quando
o "Making the Band" foi ao ar.
Houve problemas para obter
financiamento das empresas do Lou.
Houve problemas para pagar as contas
quando estávamos em turnê.
Por fim, acabamos cortando relações com o Lou
como qualquer outra banda.
Não se pode tirar do Lou que ele era o mais talentoso
cara de todos os tempos a montar boy bands, ponto final.
Não havia ninguém melhor do que Lou.
Mas por que você tinha que tirar vantagem
de todos nós da maneira que você fez?
Lou tinha algo especial.
E poderia ter sido a próxima Motown.
E estava a caminho.
E a ganância ficou no caminho.
Depois que o NSYNC processou Lou e saiu,
eles assinaram contrato com a Jive Records.
Mas eles precisavam de dinheiro
para sair daquele contrato horrível.
Na época em que o NSYNC apareceu
e entrou com o processo,
uma coisa que eu fiz antes de me afastar disso
foi que o Max Martin tinha uma música
do NSYNC chamada "Bye Bye Bye".
Max Martin é um prolífico produtor musical
responsável por alguns dos maiores
sucessos pop de uma geração.
E, quando a gravadora ia tirar o nome deles,
o Lou tentou tirar a música daqueles cinco caras,
e eu não queria que isso acontecesse.
Então nos pediram para tocar no Radio Music Awards.
Eu disse: "A única maneira de eles
subirem no palco e se apresentarem
é se eles cantarem essa nova música chamada "Bye Bye Bye".
Então, aqui está o novo sucesso deles.
"Bye Bye Bye"!
E foi como uma ode a...
'Bye Bye Bye' pode ser a última música nossa que você ouvirá.
Mesmo que fossem perder o nome,
se alguém tentasse lançá-la, ficaria na cabeça dos fãs
que foram esses caras que fizeram isso primeiro.
Foi grandioso.
Todos nós pensamos: "Ah, meu Deus,
este é o videoclipe mais legal de todos.
Só as marionetes, as bonecas,
a produção dele parecia um tipo de conceito
realmente novo para vídeos de vídeos de boy bands.
Somos muito gratos a todos os fãs que compraram o álbum.
O álbum "No Strings Attached" foi lançado no ano 2000
e vendeu 2,4 milhões de cópias na primeira semana.
Perderam o lugar, Backstreet Boys.
Seus rivais, NSYNC, agora detêm o recorde de vendas de álbuns.
Eles fizeram um grande alarde sobre o fato
de que as vendas de discos na primeira
semana bateram o recorde de vocês.
- Quebrou. - Esmagado.
Mas acho que,
depois que "No Strings Attached" foi lançado,
nós realmente nos estabelecemos quem éramos como artistas.
E eu adorava como estávamos crescendo como artistas.
Na época, eu achava que os temas desse álbum eram
sobre rompimentos ou dizer
"bye bye bye" a um interesse amoroso.
Foi mais simbólico do que isso,
e foi sobre o relacionamento deles com Lou Pearlman.
O "No Strings Attached" era sobre
o fato de que ninguém vai nos controlar.
Seremos nossos próprios artistas.
Vamos controlar nosso destino.
É um álbum divertido e animado.
Depois, saiu o álbum seguinte.
Eles fizeram 1.7, e assim tiveram o número 1 e número 2.
Esses 5 caras lindos cujos nomes fazem
fazem seu coração se derreter.
NSYNC estava em seu auge.
Subam aqui, NSYNC, e todos se levantem de seus assentos
e lhes deem um pouco de amor.
Steven Tyler disse pro Joey
quando a gente estava nos bastidores:
"O som agudo das garotas gritando me lembra os Beatles."
Steven Tyler está basicamente
aqui nos contando essa história,
que o seu grupo me lembra de quando eu
via os Beatles quando era criança.
E o sucesso desse álbum mostrou que o NSYNC
não precisava de Lou Pearlman.
Durante todo esse tempo, ele sempre quis essa fama.
Lou Pearlman queria fama.
Ele só queria continuar a fábrica pop, como você disse.
Ele ganhou muito dinheiro com base em seus 51%
e tudo o que ele tinha com os Backstreet e o NSYNC.
Ele se mudou para uma mansão maior, com piscina e tudo mais.
Ele não parou até ser preso.
Em 2006, Lou Pearlman é preso,
e descobrimos que seu histórico criminal
começou muito antes de ele estar desviando
fundos dos Backstreet Boys e do NSYNC.
Antes de fazer sucesso com os Backstreet Boys e NSYNC,
Pearlman estava envolvido
em um caso de esquema de pirâmide
em que o valor da perda é quase inédito.
Foram mais de 1.500 vítimas,
mais de US$ 300 milhões em perdas,
em um período de mais de 20 anos.
Ele tinha investidores que estavam
indo atrás dele por dinheiro,
bancos que estavam que o procuravam por dinheiro.
E grande parte da razão pela qual
Lou estava decidido a fazer boy bands.
Ele precisava de nós para vencer.
Ele precisava que ganhássemos para ele.
Ele precisava que vencêssemos para manter seu legado.
Ele precisava que vencêssemos por seu bolso.
Bom dia a todos.
O magnata das boy bands Lou Pearlman foi preso.
Pearlman foi pego na Indonésia,
na quinta-feira, e entregue ao FBI.
Mas o problema com esse esquema
era que não havia 300 milhões de dólares
em nenhuma conta.
Como é que mais de 300 milhões de dólares desaparecem
simplesmente do nada?
Onde diabos está esse dinheiro?
Mano, onde ele está?
Lou Pearlman se declarou culpado de conspiração,
lavagem de dinheiro,
e de fazer declarações falsas durante o processo de falência.
Me senti um pouco vingado, porque, tipo, aqui estou eu,
que venho dizendo a todo mundo há anos
o que esse cara estava fazendo,
e só depois que ele roubou os bancos
é que ele foi pego.
Seus bens foram liquidados,
e ele foi condenado a 25 anos de prisão federal.
Eu era membro do Take 5,
uma das novas bandas do Lou.
Quando Lou foi processado, todos os bens dele
foram para um fundo.
O patrimônio que foi vendido e leiloado
para poder pagar as vítimas
incluíam nossa imagem e nosso nome.
Com minhas gravações, minha voz e tudo o mais.
Então não temos mais nada disso. Não sei de quem é.
Quer dizer, mesmo se você ouvir o álbum cem milhões de vezes
em qualquer serviço de streaming agora,
eu ainda não recebo nenhum dinheiro.
Assim, Louis Pearlman foi condenado
a 25 anos em uma prisão federal.
Isso equivale a cerca de 300 meses.
Mas o juiz fez algo interessante no final da sentença.
Ele disse algo como:
"Vou lhe dar as chaves de sua própria cela,
e para cada milhão de dólares que você trouxer de volta,
vou reduzir sua sentença em um mês.
Mas, infelizmente, o que Pearlman ouviu foi:
"Oh, agora vou começar um reality show sobre boy bands
de uma penitenciária para ficar rico rapidinho"
Ele entrou em contato comigo lá da prisão,
pedindo que eu fosse visitá-lo.
E acho que talvez, em algum nível,
seja por isso que ele estava me procurando.
Porque o Lou ainda era, no final das contas
um empreendedor por excelência.
Ele estava sempre pensando em termos de negócios.
Mas...
ele acabou falecendo,
e eu nunca tive uma última conversa com Lou.
EM 2016, APÓS CUMPRIR 9 ANOS DE PRISÃO FEDERAL
LOU PEARLMAN MORREU DE PARADA CARDÍACA.
Sim, ele...
Eu o amava.
Eu o amava.
Eu amo o Lou.
Não consigo não amá-lo.
Tipo, é difícil não amá-lo.
Eu não tive, tipo, um pai.
E acho que Lou...
Ele era uma figura paterna para todos nós.
Para quem eu liguei no Dia dos Pais?
Lou.
Você sabe?
Como você concilia o fato de que a pessoa que fez você
é também a pessoa que o quebrou?
E, infelizmente, esse comportamento predatório
não é tão raro assim.
Tem muitos oportunistas
que copiaram o manual do Lou
sobre como formar e criar boy bands.
E quando você aprende como usar jovens,
você cria a oportunidade de abusar deles.
Está um pouco empoeirado.
Eu sou Ricky Garcia.
O nome de nossa boy band era Forever in Your Mind.
Quando estava crescendo,
eu meio que idolatrava os Backstreet Boys
e todas as boy bands que você possa imaginar.
Tipo, eu ouvia todas elas.
E eu...
Eu realmente queria fazer isso sozinho.
Oi, meu nome é Ricky Garcia.
Tenho 12 anos de idade.
E, hum... Devo dizer mais alguma coisa?
Minha família era, uh...
bastante caótica.
O relacionamento de meus pais era realmente tenso.
Nunca entendi completamente o motivo da separação.
Eu só sabia que eles discutiam muito.
Eu morava em Cibolo, no Texas.
Eu tinha, tipo, 12 anos.
Acabei indo para Dallas fazer um teste,
sabe, para mostrar meu talento para as pessoas,
e acabei conhecendo um cara chamado Joby Harte,
E ele fazia parte dessa agência.
Ele trabalhava com a Disney, a Nickelodeon,
todas essas emissoras de TV
as quais eu queria trabalhar.
Ele tinha essa...
Essa personalidade.
Ele chega, joga uma foto na mesa e vai embora...
Eu fico tipo, espere, espere!
Quero falar com você.
Ele disse: "Vou tornar seu filho famoso.
Vou fazer dele uma estrela."
Eu acredito nele.
Eu realmente acho que há algo especial nele.
"Eu vejo ele como o garoto mais incrível de todos,
tá ligado?"
Então, ele se tornou meu empresário.
Minha mãe e eu nos mudamos para Los Angeles.
Joby começou a levar a mim e a minha mãe.
Estávamos saindo para jantares com bife
provavelmente 1 vez por semana.
Não eram lugares baratos, de forma alguma.
E eram garrafas muito caras.
Isso me fez sentir como se eu estivesse vivendo no topo.
Como se, talvez...
Tipo, talvez eu possa ser...
o sucesso da minha família.
Eu, Ricky Garcia e meu primo Liam Attridge formamos, em 2013,
uma boy band chamada Forever in Your Mind.
Todos diziam: "Oh, Joby, eu não sei
se você deveria fazer isso ou não.
Tipo, talvez você devesse parar com isso.
Quando começamos a fazer isso,
eles eram tão ingênuos em relação ao mundo
que estavam entrando nessa por acharem
interessante ver como eles reagiriam.
Joby Hart fechou um contrato incrível com a Disney.
Eles querem gravar músicas com eles.
Eles querem criar um show sobre eles.
Querem colocá-los em turnê.
A Disney está dizendo:
"Queremos criar todo um universo
em torno do Forever in Your Mind."
Quem vai dizer não a isso?
Estamos no Disney Channel.
Eu estava em "Best Friends Whenever",
sobre duas garotas que viajam no tempo.
Eu era o personagem mais bobo do programa.
Por que está gritando?
Não temos mais batatas fritas!
Depois disso, ficamos muito leais ao Joby.
Estamos indo para Nova York.
E temos um grande show acontecendo, o Digifest,
onde o Fifth Harmony estava se apresentando.
Demi Lovato estava se apresentando.
No início de 2014, quando Joby estava nos dizendo,
que iríamos aparecer no The Lance Bass Show.
Ficamos tipo: O quê?
Em algum momento da minha carreira,
consegui fazer rádio com a SiriusXM e a iHeart,
e foi muito bom ter essa plataforma
pra poder ficar diante do microfone duas horas por dia,
ao vivo, e conversar com essas bandas em ascensão,
dar alguns conselhos, contar histórias de advertência
sobre os Lou Pearlman do mundo
e a fazer a carreira delas crescer um pouco mais.
Você está...
se encontrando com uma das lendas das boy bands.
Você sabe, nem todas as boy bands
podem estar no The Lance Bass Show.
A Forever in Your Mind conseguiu.
O Joby era, naquela época, eu diria
que ele era uma figura paterna.
Era um grupo muito unido, sabe, parecia uma família.
Eu estava trabalhando em um estúdio de gravação.
Eu tinha 24 anos na época,
e o Joby me foi apresentado por um amigo em comum.
Eles mencionaram que o Joby era empresário de uma boy band
e que precisavam de ajuda com as redes sociais deles.
Mas, antes de eu ir conhecer o Joby oficialmente,
eles me deram algumas advertências, por assim dizer...
"Ei, ele realmente se importa com essa boy band,
com um garoto em particular."
E eles não disseram quem era esse garoto.
Apenas disseram: "Sabemos que ele tem uma relação
muito forte com um deles.
E eles realmente me disseram:
"Sabemos que não é nada envolvendo pedofilia,
porque isso seria simplesmente estranho."
Muito trabalho, muita energia.
Eu os vejo praticamente todos os dias.
Eu sei tudo o que está acontecendo na vida deles.
É a diferença entre gerenciar um adulto
e gerenciar adolescentes, porque eles têm muitas emoções.
Quando saíamos em turnê,
minha mãe confiava no Joby o suficiente
para nos deixar ir sozinhos.
E minha mãe saía da cidade, às vezes.
E ela dizia: "Tudo bem, o Joby pode cuidar de vocês.
E vocês podem ficar na casa dele."
Comecei a ir bastante pra casa dele,
tipo, o tempo todo eu dormia lá.
Joby o ajudava em tudo.
Você sabe, pagava o aluguel, pagava as contas,
pagava o aluguel da mãe dele, pagava as contas da mãe dele.
Ele se dedicava tanto ao Ricky que,
Não importava o que o Ricky quisesse, ele fazia...
Em troca do que o Joby queria.
E assim foi como uma linha muito tênue
entre, o que é o negócio e a vida pessoal.
Em 2014, fomos para um retiro de composição.
E fomos para a Ilha Catalina.
Retiro de composição.
A Hollywood Records que organizou tudo.
E Ricky, Liam e eu. Eu com 16 anos,
Ricky com 15, Liam com 15.
E chegamos a Catalina.
Então, éramos só nós três, os meninos, e o Joby.
Acho que foi tipo o 1º gatilho pra ele perceber
que, tipo, "a mãe dele não está por perto,
eu posso realmente aproveitar a situação
do jeito que eu quiser."
Fazemos algumas músicas ótimas.
E então chegamos à última noite.
Começamos a nos divertir e a beber.
Nesse momento, eu tinha acesso
uma quantidade insana de álcool.
E Joby era quem estava me dando bebida.
Bêbado de um jeito muito, muito agressivo,
a ponto de, sabe, o Ricky estar no nosso quarto,
vomitando nas paredes.
Eu me lembro de Joby levando Ricky para o banheiro.
E trancar a porta.
Foi a primeira vez que fiquei bêbado
a ponto de perder a consciência.
Eu entrava e saía de um estado de torpor.
Quando acordei em Catalina,
eu estava completamente nu sob as cobertas.
E o Joby entrou no quarto e ficou
sorrindo maliciosamente pra mim, como se fosse algo engraçado.
E...
acabei descobrindo que o Joby me deu banho.
Bem...
essa foi tipo a primeira vez em que eu
não tenho absolutamente nenhuma lembrança do que aconteceu.
E ele poderia fazer tudo comigo, e eu nem teria percebido.
Depois de alguns anos trabalhando com a banda,
comecei a perceber algumas coisas,
que me pareciam estranhas,
pelo menos para mim.
Estávamos em Washington, D.C.
Joby, ele me levou para jantar.
Eles também estavam dando bebida ao Ricky.
No final da noite, assim que chegamos ao hotel
Ricky estava muito mal.
E precisou de ajuda para subir até seu quarto.
Mas Joby disse: "Tudo bem, eu levo ele pro meu quarto."
Essa me pareceu muito estranha.
Eu gostava daquele estilo de vida festivo.
Eu fico doente.
E então,
ele diz: "Você pode tomar banho."
E então houve um momento em que ele
simplesmente entrou no chuveiro comigo.
Porque éramos amigos.
Mas havia um momento em que,
você sabe, ele me tocava lá embaixo.
E ele...
tentava,
você sabe,
e então,
eu congelava, honestamente.
Eu realmente não sabia o que fazer.
Eu não queria...
tornar a situação incômoda para nós dois.
Então, simplesmente aceitei.
Você fez um chamado
Então, você pode me tirar daquele túmulo
Sei que fiz uma bagunça comigo
Olho para o que ele sacrificou
Realmente pensei que eu não era uma causa perdida
Agora fui libertado
Sim, eu tinha planejado, mas esse amor pagou por mim
Não posso deixar de pensar que acho que ele me escolheu
Essa é a minha redenção
Não sou mais o antigo eu
Pensei que não estava perdido Agora fui libertado
Sim, eu tinha planejado, mas esse amor pagou por mim
Não posso deixar de pensar que acho que ele me escolheu
Essa é a minha redenção
Não sou o antigo eu
Acho que quando as pessoas sofrem abuso,
isso vem de um lugar onde, talvez,
isso tenha sido normalizado.
Para mim, não era como se fosse a primeira vez.
Eu já tinha passado por isso, com alguém da minha família,
quando eu era bem pequeno.
Eu tinha 7 anos, e esqueci disso por muito tempo.
E isso me deixou aberto e vulnerável
a outra situação em que eu pude ser vitimizado,
mas em uma escala maior.
Eu não disse nada para o resto dos rapazes.
Acho que é melhor ficar calado com a galera.
E agora, o que eu faço? Com quem eu falo?
Você sempre lê ou ouve sobre esse tipo de história
e nunca imagina que isso possa acontecer com você,
que isso nunca vai acontecer, que isso não acontece.
E aconteceu com ele.
Mas ele não queria comprometer o resto que estava acontecendo.
Mas isso só mostra que pessoas com tanto poder
querem te manipular, e isso não é nada confortável.
E acho que as pessoas que estão passando por coisas assim
deveriam se manifestar e falar alguma coisa.
Alli.
Ela veio conversar comigo.
E eu pensei: "Ei, o que está acontecendo?
Está tudo bem?"
E eu simplesmente não queria falar com ela.
Fiquei bem calado.
Acho que só respondia com monossílabos.
Eu estava sendo bem seco com ela
Eu não queria conversar. Só queria que ela fosse embora.
Ele não estava olhando nos meus olhos
e tentava se afastar de mim enquanto eu falava com ele.
Então, ela perguntou: "Alguém te machucou?"
E quando ele disse "sim",
tive a sensação de que a conversa
poderia tomar um rumo diferente.
Ela estava examinando a lista de pessoas.
Assim que eu disse o nome de Joby.
Olhei para ela e disse que sim.
E eu simplesmente... acho desabei e chorei.
Ela disse: "Você não precisa mais carregar isso sozinho."
E foi como se fosse a primeira vez que me senti visto.
É...
Eu realmente tinha força suficiente,
para confrontar o Joby.
Fui até a casa dele e disse: "Ei, Joby, você abusou de mim."
E foi, foi, foi tipo: "Meu Deus!
Não acredito que acabei de dizer isso."
Tipo, quando, quando saiu
a minha boca, eu fiquei tipo,
"uau!"
Acho que tudo o que rolou entre mim e o Joby
fez tornar difícil qualquer apresentação.
Estávamos em uma turnê em 2018.
E depois dessa turnê, você sabe, ela meio que acabou.
Depois de cinco anos.
Ricky tinha 19 anos.
E eu tinha uns 20.
Não acho que foi porque não queríamos mais fazer isso.
Acho que, por causa de tudo o que aconteceu,
Você sabe?
A gente estava se sentindo diferente, eu acho.
EM 2019, RICKY ENTROU COM UMA AÇÃO CONTRA JOBY HARTE,
ALEGANDO QUE HARTE O AGREDIU SEXUALMENTE REPETIDAS VEZES.
NÃO HAVIA PROVAS EM RELAÇÃO A ESSAS ALEGAÇÕES.
Muitas vezes, em casos de abuso sexual,
não há provas concretas suficientes
para apresentar queixa criminal.
Assim, Ricky Garcia entrou com uma ação civil contra Joby Harte
e esse caso finalmente foi a julgamento em 2024.
Na época, eu tinha 25 anos.
E, nossa, eu estava tão nervoso de vê-lo no tribunal!
Ele estava se defendendo sozinho.
Ele disse que a Alli estava me coagindo
porque ele a demitiu,
Então ela está tentando inventar toda essa história
de que ele abusou de mim para conseguir o dinheiro de volta.
Tipo, eu tenho provas.
Tenho fotos das noites
em que eu bebia sendo menor de idade
e estava em um lugar onde não deveria estar.
E tenho outras pessoas para testemunhar
o que você não consegue se safar falando.
Por exemplo, como você vai explicar isso?
EM 2024, O JÚRI CONSIDEROU HARTE CULPADO
POR ABUSO SEXUAL INFANTIL, VIOLÊNCIA DE GÊNERO
E IMPOSIÇÃO INTENCIONAL DE SOFRIMENTO EMOCIONAL
EM UM TRIBUNAL CIVIL.
Eu simplesmente desabei.
Estava soluçando, e senti como se as pessoas tivessem me visto.
Eles determinaram um valor.
Determinaram um valor de US$ 6 milhões.
Mas,
claro, eu não vi um centavo desse dinheiro.
Joby entrou com um pedido de falência.
Há anos,
antes do julgamento.
E sabe de uma coisa?
Se nunca mais vir esse dinheiro pelo resto da minha vida,
não vou me importar nem um pouco,
Porque...
não estou mais deixando isso me afetar.
Isso te faz pensar: se o grupo do Ricky
não tivesse que passar por esses horrores nos bastidores,
onde estaria a banda hoje?
Eles tinham todo o talento, os contratos e o potencial,
mas a trajetória deles rumo ao estrelato foi prejudicada.
Infelizmente, Lou e Joby não são as únicas
histórias assim que a gente ouve.
Roy Rosello, que era membro,
naquela época, da banda Menudo...
Roy Rossello, do Menudo, acaba de entrar com uma ação
contra seu empresário, Edgardo Diaz,
alegando que ele o estuprou violentamente.
O PROCESSO ROSSELLO VS. MELENDEZ ESTÁ EM ANDAMENTO,
E EDGARDO DIAZ MELENDEZ TEM NEGADO CONSISTENTEMENTE
TODAS AS ACUSAÇÕES DE ABUSO SEXUAL.
Quanto mais luz a gente conseguir lançar sobre isso,
menos sombras eles terão para se esconder, certo?
Estou fazendo isso, mas não é por mim.
Estou fazendo isso pelos meus filhos.
Meus filhos, no futuro, podem querer ver artistas.
Eles precisam ouvir histórias como essa
e saber que existem pessoas ruins por aí.
E só porque têm dinheiro não significa que sejam boas.
E só porque têm poder não significa que sejam boas.
Uma das coisas estranhas sobre nós,
era que estávamos nessa montanha-russa
que simplesmente não parava,
ou você achava que ela nunca iria parar.
Mas Johnny Wright disse isso da melhor maneira.
Nosso empresário, nosso antigo empresário.
Literalmente, é tipo, se você se torna o número um,
pra onde você vai a partir daí?
Pesquisas mostram que as boy bands
têm prazo de validade.
Para qualquer um desses grupos musicais,
o tempo médio que eles passam no topo, como nº 1,
é de cerca de 6 a 8 anos.
Acabamos de fazer uma turnê em estádios
e depois fizemos uma turnê de arena.
E então o Lance teve a oportunidade
de treinar como astronauta e ir pro espaço.
Quando era criança, eu era obcecado pelo espaço.
Não fazia ideia de que a música me levaria ao espaço.
Quem diria?
E aí, o Justin disse:
"Ei, eu quero fazer minhas próprias coisas solo."
No começo, pensei: Legal, vai em frente, se diverte. Ótimo!
Isso vai nos dar tempo para dar um tempo,
se vocês quiserem fazer isso.
Por que não tentar?
Não é mesmo? O Justin se apresenta desde jovem.
Então, por que não fazer um álbum solo?
O AJ e o Nick, do Backstreet, já gravaram álbuns solo.
Por que não?
Ah, isso é interessante.
O Justin Timberlake, em 2002,
aparece no TRL
como artista solo com "Like, I Love You".
Para onde foi o NSYNC?
Agora, de repente, o Justin está no topo do mundo.
Eles não voltaram a se reunir.
O Justin tem se dedicado à carreira solo
nos últimos 15, 20 anos. Certo?
Isso foi o mais estranho de tudo,
ninguém realmente conversou, de fato.
Nunca houve um papo. Nunca houve um adeus.
Nunca houve nada.
A única vez que me senti constrangido, de verdade,
foi quando o Justin foi ao MTV Awards
e se apresentou pela primeira vez,
e a gente o apresentou.
Esse garoto é muito bom. Isso foi demais, cara.
Porque naquela época, eu pensava:
"Isso é uma besteira.
Você basicamente está nos empurrando,
meio que nos deixando um pouco de lado pra fazer isso,
mas, mesmo assim, ainda quer a gente por perto
pra apresentá-lo."
Preciso recuperar o fôlego. Espere um pouco.
Depois, fizemos um evento no tapete vermelho na MTV.
Antes disso, estávamos todos os cinco:
"Sim! Os cinco vão pro tapete vermelho? Sim!"
Não!
Era quase como se a gravadora
estivesse nos empurrando pra longe,
e garantindo que o Justin recebesse o que era dele.
O que, de novo, tá tudo bem.
Mas fale conosco. Tenha uma conversa.
Diga: "Estamos promovendo o Justin, ele lançou um álbum.
Não estamos aqui pelo NSYNC agora."
Acho que se tivessem tido essa conversa,
teria sido muito mais fácil.
Para mim, pessoalmente.
E eu não culpo o Justin.
Estar no lugar dele deve ter sido muito difícil.
Deixar seus amigos de um grupo.
Alguém deveria ter dito alguma coisa.
Se você pensar bem no NSYNC,
eles só estiveram na ativa em 1998, 1999 e 2002.
Foi um período curto. Assim, desse tamanho.
Parece que foi assim, mas na verdade não foi.
Backstreet, isso.
New Kids, isso.
Boyz II Men, isso.
O-town, isso.
A química do grupo é um dos maiores atrativos
desses artistas para os fãs.
Se a banda não conseguir manter isso,
vai afetar a longevidade deles como músicos.
Muita gente acha que o 98 Degrees se separou.
Mas nós não nos separamos.
A última vez em que estivemos juntos,
durante nossa primeira fase, foi em 10 de setembro de 2001,
em Nova York, para um especial do Michael Jackson na VH1,
o que foi incrível pra gente. Foi como um sonho.
Tinha o Michael, a Beyoncé, o Destiny's Child,
a Whitney Houston e todas essas lendas
Estamos cantando com o Usher e o Luther Vandross.
É tipo, estamos conseguindo, tipo, estamos fazendo isso.
E no dia seguinte, acontece o 11 de setembro.
Nunca mais voltamos a nos reunir depois disso.
Estávamos em Nova York naquele dia,
então mudamos, a música mudou e a vida mudou.
Já tinha uma saturação dessas boy bands.
Eu tenho alguns amigos no rádio.
Eles diziam: "Estamos fartos disso.
Não estamos mais fazendo isso."
E eles decidiram mudar o jeito de divulgar a música.
Foi estranho para mim porque todo dia era a mesma coisa
com esses caras por cinco ou seis anos seguidos.
Eu estava no Madison Square Garden.
Nos dois dias seguintes, estava na minha casa
na Califórnia com dois filhos e uma esposa, e sem emprego.
Não tinha entrevista, não tinha sessão de gravação.
Digamos que isso nunca mais aconteça.
O que eu vou fazer?
Tudo bem.
Só quero repassar algumas coisas com você.
Então, minha prima era obcecada por vocês.
- Eu adoro isso. - E eu a vi há algumas semanas
e falei: "Adivinha quem vai aparecer no programa?"
- Liquid Dreams. - Eu sei.
Eu sei, eu tinha tipo oito anos quando cantei essa música.
Sim. Você quer tudo ou nada.
Sim, exatamente.
Você se identifica tanto com esse sucesso,
e ninguém te prepara para o que vem depois disso.
Tipo, se você fracassa, tenta de novo.
Mas e se a primeira coisa que você faz quando criança
for um dos maiores sucessos do mundo?
O que você faz depois disso?
Minha casa tinha 16.200 m² de terreno, e a casa 930 m²,
ficava à beira de um lago.
Comprei a casa há muitos anos, quando o NSYNC estava no auge.
O dinheiro estava entrando.
Perguntei ao meu contador: "Ei, estamos bem?"
- "Sim, estamos ótimos." - "Posso comprar esta casa?"
Ele respondeu: "Os filhos dos teus filhos, vão ficar bem."
Agora, ele estava dizendo isso
como se o dinheiro provavelmente ainda estivesse entrando.
Dez anos depois dessa conversa,
mudei de contador, e perguntei:
"Você pode dar uma olhada nas minhas finanças
e ver o que está rolando?" Ele respondeu:
"Você precisa sair dessa casa ou vai à falência."
Eu disse: "Desculpa, o quê?"
O problema é que, quando o dinheiro acaba
e você é uma figura pública, vira motivo de piada.
Fulano de tal faliu. Como você pode ser tão burro?
Como você pode ser tão idiota a ponto de ir à falência?"
Não é realmente burrice.
Porque, quando você começa a viver do jeito que eles vivem,
dinheiro vem de todas as partes, e você está cuidando de gente,
e então essa fonte de renda para,
você passa a lutar pra sobreviver.
E eu não acho que seja engraçado.
Essa história que eu acho que muitas pessoas não conhecem.
Foi aí que eu passei pelo meu pior momento.
Teve uma vez, no Natal, que cortaram a luz da minha casa
porque eu não paguei a conta.
Quase fui à falência.
E eu tenho uma família.
E isso é quando estou casado.
Com dois filhos.
Essas são coisas que acontecem na vida de pessoas comuns.
Mas aí, você tem que pensar:
para mim, como faço isso
sem que o público perceba o que está rolando?
Eu estava pedindo dinheiro às pessoas.
E, por incrível que pareça, as pessoas a quem eu pedi
eram justamente aquelas que,
na maioria das vezes, tinham mais dinheiro na vida
Elas diziam: "Não posso te ajudar."
Então, tive que fazer algumas coisas bem diferentes
e, como homem, abaixar a cabeça para tentar resolver isso.
Tive que vender minha casa.
E tive que me mudar com minha ex-mulher e meus filhos
para a casa dos meus pais por um ano.
Morei em Las Vegas por quase um ano.
Me matei de trabalhar para, aos poucos,
reconstruir uma espécie de carreira, de certa forma.
Graças a Deus, as coisas começaram a andar
e eu comecei a fazer coisas,
e tudo acabou dando certo, graças a Deus.
Nunca pensei que deixaria
a pressão desse estilo de vida me afetar
a ponto de recorrer a drogas e álcool.
Mas foi o que aconteceu.
Trabalhei como ator e cantor depois do "Making the Band",
que deu origem ao O-Town.
E acabei sendo o protagonista de um espetáculo da Broadway.
Mas houve muitos momentos
em que senti que estava passando por uma crise dos 25 anos.
Eu tinha por volta de 26 anos.
E estava muito ciente de que o Clube dos 27 existe
e que tantos artistas jovens morreram, por vários motivos,
por volta dos 27.
Naquela época, me identificava muito com o meu "sucesso".
E quando a tomada foi desligada, por assim dizer,
e eu soube que minha segunda gravadora estava me dispensando
que eu não faria outro álbum,
que meu programa na MTV não seria renovado
que meu relacionamento também estava chegando ao fim
e eu era um pai jovem,
eu fiquei com um medo mortal de ser chamado de "acabado".
Eu estava apavorado com a ideia
de não conseguir atender às expectativas das pessoas.
Eu estava sentado na varanda do meu apartamento, no 38ºandar,
em Nova York e, literalmente,
por várias horas...
eu só pensava em pular daquela varanda.
Estou muito grato por ter conseguido ligar
para alguns familiares e amigos
Eu me concentrei na saúde e no bem-estar.
E pude realmente trabalhar para me livrar do que eu sentia.
Músicos, cantores e artistas do sexo masculino
têm uma das taxas de suicídio mais altas do país.
Quase dez vezes maior do que a população em geral.
Os homens foram condicionados a reprimir suas emoções,
a não chorar, a nunca demonstrar
qualquer sinal de vulnerabilidade.
Então, dá pra imaginar um músico que sente essa pressão
em um nível ainda mais intenso,
onde não pode mostrar nenhuma rachadura na armadura.
É aí que as pessoas começam a tomar decisões
realmente destrutivas.
A primeira vez que experimentei drogas
foi antes de uma gravação de um vídeo em 2000.
Só precisava chegar às 2h da manhã,
era uma gravação noturna.
Eu literalmente saí para jantar com alguns dos rapazes,
tirei uma soneca, acordei meio grogue,
e meu amigo estava lá e disse: "Bem, se você está cansado,
eu tenho algo que você poderia tomar que vai te levantar.
E ele tirou o saquinho, e eu disse:
"Ah, nem pensar. Não, não. Não vou tomar essa merda."
Ele disse: "Bem, eu vou usar o seu banheiro.
Está bem ali, se você quiser."
Eu poderia facilmente ter feito o vídeo sem usar drogas.
Acho que, naquele momento, eu simplesmente cedi
e decidi: "Qual é a pior coisa que poderia acontecer?
As piores coisas aconteceram.
Somos apenas três caras normais, totalmente normais.
É como, imagine como três melhores amigos
pegando a estrada juntos e apenas se divertindo.
Com o LFO, a história do Brad é diferente.
Ele passou por uma montanha-russa de emoções,
que acho que ninguém mais em um grupo de garotos já passou.
Bem, a gente começou como um grupo de rap.
Nos primeiros anos, éramos o Rich, o Brian e eu.
Depois, o Brian saiu.
O Devin entrou.
A gente escreveu muitas das nossas músicas.
- Chega aí, Dev. - Tudo bem, pessoal?
Mas lembra que, naquela época,
era muito raro uma boy band ter uma música
que eles mesmos escreveram no próprio álbum,
sabe?
"Summer Girls".
É um hino.
É um clássico.
Esse clipe poderia ser filmado hoje, sabe?
A gente estava fazendo uma cena tipo oceano, tipo praia.
E, no final, Devin e eu estávamos
de braços dados em volta um do outro
e caminhamos no oceano.
Foi realmente atemporal.
Mas o LFO, "Summer Girls"
definitivamente ficou no top 10 do TRL por muito tempo.
Sabe, o segundo single foi "Girl on TV",
porque o Rich estava apaixonado pela Jennifer Love Hewitt.
Ah, Jennifer Love Hewitt...
Eu me lembro disso, porque, bem,
a Jennifer Love Hewitt era uma gata naquela época, e ainda é.
E ainda é.
Esse é perfeito.
Mais uma vez.
O terceiro single, tocou em várias rádios,
mas não fez muito sucesso.
E quando as vendas não decolaram,
acho que a gravadora pensou:
"Bem, é isso aí, sabe? Hora de seguir em frente."
Temos uma notícia meio triste
pra compartilhar com vocês neste momento.
O LFO, como vocês conheciam e conhecem, acabou.
Alguns anos depois, em 2005, eu estava andando por aí,
na Flórida, e recebi uma ligação do irmão do Rich, Mike.
"Ei, Brad, tenho más notícias.
O Rich está com leucemia.
Eu tinha ouvido dizer que Rich
estava tendo problemas com suas pernas.
Então, mandei uma mensagem para ele.
Eu disse: "Ei, cara, eu ouvi dizer
que você tá com dificuldade pra andar.
Achei que tinha duas maneiras de te tirar da cama.
Uma é, você sabe, uma loira linda. Ou uma turnê."
Eu disse: "O que você acha?"
Você quer uma turnê de novo?"
E ele não respondeu.
E então, sabe, algumas semanas depois,
descobri, por meio de um fã, que ele tinha morrido.
Então, fizemos o enterro e depois...
Quando o Rich faleceu, foi mais ou menos
no mesmo ano em que minha filha nasceu.
E eu simplesmente sentei à mesa e chorei.
Sei que isso soa estranho porque eu não era tão próximo a ele
nos últimos anos.
Mas pensei: "Essa é a parte da minha vida,
que era muito especial para mim, e simplesmente se foi."
E eu nunca pude falar muito com ele, você sabe.
Devin estava morando comigo e era meu melhor amigo.
Então, começamos a fazer música juntos.
Não, você não pode substituir o Rich.
Na verdade, é em homenagem a ele.
Rich é insubstituível.
Então fizemos a turnê. Incrível.
E voltamos para casa depois disso.
E pensamos: "Vamos fazer mais dois shows.
Mas eu me lembro, um dia eu estava no meu escritório
o Alan, que tocava violão pra gente, entrou e disse:
- "Ei, preciso falar com você." - "O que foi?"
Ele disse: "O Devin tá no hospital."
Eu disse: "Em que quarto?
O Devin nunca ficava doente.
Então, corri para o hospital e ele não estava no quarto.
Ele estava sentado no sofá, como se estivesse meditando.
Mas então, você sabe, na mesa, uma lista de médicos,
e um dos médicos listados era oncologista.
E eu pensei: "Meu Deus."
Ele tinha um câncer muito raro chamado câncer adrenal primário.
A glândula adrenal é um órgão
do tamanho de uma bolota, em cima do rim,
e tinha tomado conta do rim inteiro dele.
Tudo bem, estamos ao vivo na cama do hospital.
Eu disse ao Devin que ia gravar um vídeo rapidinho
só pra contar pra galera como ele estava.
Ele disse: "Me dê meus óculos.
A cirurgia foi ótima.
O tumor era do tamanho de uma bola de futebol?
- Isso. - Mas,
logo depois descobrimos
que o câncer tinha se espalhado para os ossos e pro sangue dele.
E, no ano seguinte, nada funcionou.
Eu costumava gritar com Deus, tipo: Por favor, não o leve.
Por favor, não o leve.
Ele faleceu.
E ele não era apenas meu colega de banda,
mas era meu melhor amigo, sabe?
Então, naquele momento, entrei na escuridão.
Tipo, escuro, escuro, escuro, escuro.
Os homens, às vezes, não são vulneráveis o suficiente
para perceber, tipo, quando eles precisam de um pouco de ajuda.
Mas isso não foi o fim de tudo.
Há alguns anos, eu estava em casa,
e meu empresário me ligou.
E ele disse: "Ei, cara, você está pronto pra isso?"
Eu disse: "Sim, o quê?"
"Acho que você não está pronto para isso."
E ele diz: "Brian está morto."
Fui para o nosso quarto, me sentei na cadeira
e chorei da mesma forma que chorei quando Devin morreu.
E, tipo, cara, eram só uns caras que eu conhecia desde pequeno.
A gente fazia parte de algo.
Foi muito legal. E foi... sabe, enfim, desculpa.
Como isso pode acontecer?
Como é possível que esses três caras
com menos de 50 anos estejam todos mortos?
Você sabe?
Mas, se você olhar de fora,
as pessoas dizem: "Ah, o LFO está amaldiçoado."
Eu realmente não acredito nesse tipo de coisa.
Quem sabe? Talvez eu esteja errado.
Talvez, quando isso for ao ar, eu já tenha ido embora.
Todo mundo acha que este lado do mundo é só diversão.
Mas aconteceram algumas coisas,
ao longo da nossa trajetória, muito tristes e trágicas.
Acho que é por isso que, como artista,
eles recorrem a outras coisas,
ao álcool, para tentar intensificar esse sentimento,
porque você já meio que alcançou isso,
e então tenta, tenta.
É exatamente a mesma coisa de se realizar como um ser humano.
Acontece que isso é exibido publicamente.
2001.
Os Backstreet Boys ainda estão se apresentando.
Minha avó faleceu.
Ela era tudo para mim.
Minha avó era praticamente minha mãe:
me buscava e me levava para a escola,
me levava para meus testes
para as aulas de dança, para as aulas de teatro...
Pra tudo.
Ela foi provavelmente a minha maior incentivadora.
Quando ela morreu, fiquei com raiva de Deus.
Eu senti raiva das pessoas, lugares e coisas.
Eu odiava isso.
Eu odiava tudo.
E...
na minha cabeça, a melhor maneira de entorpecer a dor
era pegar uma bebida, e isso acabou virando drogas.
A gente curtia muito no AJ's o tempo todo.
Ele tinha uma casa de festas,
a gente sempre se divertia muito lá.
Mas eu não sabia que o AJ estava,
lidando com algum tipo de dependência na época.
Parabéns. Sei que seu álbum está em quarto lugar.
- Isso é verdade? - Sim.
Com os Backstreet Boys, o resto dos garotos,
nesse momento, eles estavam todos praticamente no escuro
sobre o quão mal eu estava.
Exatamente isso.
- Parabéns. - Muito obrigado.
A gente ia fazer o primeiro arremesso
num jogo de beisebol e cantar o hino nacional.
Obviamente, todos nós cinco precisávamos estar lá.
E eu saí pra beber muito naquela noite
e não queria sair da cama no dia seguinte.
E o Kevin não gostou muito dessa ideia.
Ele arrombou a porta do quarto.
Ele me disse que eu...
estava morto pra ele
e que nunca mais confiaria em mim.
Ele veio até a gente e disse que precisava de ajuda.
E nós nos apoiamos mutuamente.
No dia seguinte, voei direto
de Boston para Tucson, Arizona.
E essa foi minha primeira internação para tratamento.
- Oi. - Olá.
- Como vocês estão? - Tudo ótimo.
Como estão indo? Vocês estão juntos novamente
depois de um intervalo de três anos.
AJ, como você está agora?
Estou indo muito bem.
No dia 23 de outubro deste ano,
completam-se três anos de sobriedade.
Existe, com certeza, um vazio
que nós, como viciados,
tentamos preencher com validação externa,
com coisas externas, pessoas, lugares e coisas.
Mas eu sei que a bebida e as drogas
eram sintomas de um problema realmente maior.
E esse problema era a falta de autoestima.
Fui criado em uma família divorciada,
eu precisava saber por que eles se separaram,
porque durante toda a minha infância
me disseram que era por minha causa.
Que meu pai tinha ciúmes de mim.
Minha mãe simplesmente se dedicou a mim
e se esqueceu dele,
assim que eu comecei a demonstrar interesse
nas coisas que me interessavam.
E agora, nesse momento, eu não conheço meu pai
de jeito nenhum.
E ele está vivo, mas eu não o conheço.
7 ANOS DESDE QUE ALEX VIU O PAI
Lancei um projeto solo em 2009 com o nome de AJ McLean.
Não vejo meu pai há um bom tempo.
E meu pai está aqui esta noite.
E o lugar ficou muito silencioso.
Tipo: "Oh, merda."
Meu pai apareceu naquele show sem avisar.
E me contaram, bem antes de eu subir no palco,
que meu pai estava lá.
Nos últimos dois anos, enquanto trabalhava no meu álbum,
eu queria escrever uma música sobre o que diria ao meu pai
e ele está bem na minha frente hoje à noite.
Esta é "Sincerely Yours".
E eu mal consegui terminar a música.
Uma das melhores partes dessa música é:
"Tudo o que você me deixou foi meu nome."
Isso é, isso é uma droga pra se dizer.
Isso é, isso é de arrasar, sabe? Porque é verdade.
E pensei, depois disso,
quando o vi depois do show,
"isso deve ter significado alguma coisa para você."
Naquele momento, eu queria um pedido de desculpas.
Eu queria um monte de coisas.
E...
nada.
Não disse uma palavra sobre isso.
E, mais uma vez, me irritou.
E eu pensei: "Tudo bem, estou fora.
Até logo."
Que honra!
Que dia lindo!
Que outra bela maneira de comemorar 20 anos juntos.
Quem poderia imaginar que quando começamos essa jornada
isso seria uma parada ao longo do caminho.
Quando se trata de reabilitação, já passei por isso três vezes.
Sou pai.
Tenho duas filhas.
Minha filha mais nova salvou minha vida.
Quatro anos atrás, voltei de Miami,
ainda cheirando a bar.
Tentei abraçar minha filha e ela não quis me abraçar.
E eu pensei: "O que está acontecendo?
O que está acontecendo, bebê?"
Ela disse: "Você não tem o cheiro do meu pai."
Aquilo me atingiu em cheio...
O suficiente para me acordar.
Para que eu não quisesse mais me sentir assim.
Em 2021, Alex anunciou que estava ficar sóbrio novamente.
Para sempre.
Esta é a primeira vez em 25 anos
que faço o que me foi sugerido.
As reuniões, conseguir um padrinho, seguir os passos.
Há cerca de 3 anos, meu pai e eu começamos a conversar novamente.
Entrei em contato com ele
e, finalmente, conversamos.
E então, descobrimos o que realmente aconteceu.
Minha mãe e meu pai simplesmente pararam de se amar.
Não houve mais nada. Não tinha nada a ver comigo.
Aprendi que ele não é um cara ruim.
Ele não é.
Na verdade, ele é um gênio.
Estava em uma banda.
Tocava baixo.
Foi assim que meus pais se conheceram.
Agora tenho clareza, um desfecho
e uma melhor compreensão um do outro.
E aí, cara? Como você está? Faz um tempinho que não te vejo.
Eu quero dizer: Eu realmente amo o que faço para vida.
Nós estamos indo fazer um show.
Quando alguém dizia "obrigado",
eu queria me encolher e morrer
porque eu pensava tipo: Eu não mereço isso.
Hoje não vejo nada parecido com isso.
Agora eu digo: "De nada."
O prazer foi todo meu, e vou fazer isso de novo.
Porque eu amo demais o que faço."
É, cara. Estamos ocupados nos preparando para Vegas, mano.
Realmente não temos tempo.
Vocês estão fazendo uma turnê, certo?
Agora estamos fazendo uma temporada em Vegas.
Em 2025...
Os Backstreet Boys
esgotaram vários shows no The Sphere, em Las Vegas,
e receberam essa geração de fãs
que cresceu ouvindo a música deles.
Chame-os do que você quiser.
Essa boy band está no The Sphere,
tocando para 22 mil pessoas por noite,
esgotando todos os ingressos.
Faturando US$ 4 milhões por semana em merchandising.
Não poderíamos estar mais orgulhosos.
Eles, sozinhos, mudaram tudo em seus negócios.
Alguns artistas são superestrelas
nas paradas de sucesso,
mas não conseguem fazer isso.
Acho que somos mais populares hoje
do que éramos do que éramos em 1999.
E minhas filhas acham que o pai
é a coisa mais legal do mundo agora.
No penúltimo show da primeira parte da temporada
elas vieram até mim depois do show
e disseram como estavam orgulhosas.
E eu quase perdi o controle.
Tive que ir ao banheiro me recompor.
Elas podem dizer que estão orgulhosas do pai delas.
Nunca tive ninguém para quem dizer isso.
E elas podem dizer isso para mim
e eu posso dizer isso de volta para elas.
Porque tenho orgulho delas todos os dias.
Quero que as pessoas saibam
que há pessoas lá fora
que ouvirão você e que o verão E que há cura disponível.
Essa é a Alli.
Sinceramente, ela era como uma de minhas melhores amigas.
Eu tinha 21 anos.
Ela tinha 28 anos quando começamos a namorar.
Ela sempre esteve ao meu lado
e ainda me tratou com gentileza...
quando eu achava que não merecia isso.
RICKY GARCIA E ALLI NADINE
SE CASARAM EM 31 DE MAIO DE 2023.
ELES ESTÃO ESPERANDO O PRIMEIRO FILHO.
Decidi sair e me mudar para Los Angeles.
Conheci minha esposa no dia em que cheguei lá.
Desde então, não nos separamos um dia sequer.
Isso foi há 23 anos, certo?
Tenho uma vida maravilhosa.
Vivo muito bem, tomei algumas decisões corretas
tenho três lindos e uma bela esposa.
Não consigo imaginar a vida de outra forma.
Em 2006, a revista People ia publicar uma matéria de capa
me expondo publicamente, pela mídia,
E eles me contaram sobre isso.
Confirmei o fato com a revista People
e sabia que não queria ver as consequências.
Minha carreira estava acabada. Eu estava acabado.
Eu nunca iria fazer o que eu queria fazer nesse ramo.
Mas todo mundo reagiu de forma oposta.
Quer dizer, foi a primeira vez que vi a mídia,
o apresentador de talk show falando sobre isso de um jeito
que era tipo: "Espera aí, por que a gente se importa?
Como se isso não fosse mais grande coisa."
Mas, sim, quando me assumi,
meus pais foram expulsos de algumas igrejas.
E até hoje, muitas igrejas me usam para pregar o ódio.
E meus pais continuaram mudando de igreja em igreja.
Não foi fácil pra eles.
Mas os aspectos positivos que surgiram disso
superaram de longe os negativos.
Então, eu estava feliz.
O NSYNC, ironicamente, foi uma grande bênção.
Sem NSYNC nada teria acontecido, não sei o que teria acontecido.
Porque eu tinha uma namorada na época.
Será que teríamos ficado juntos?
Será que eu teria me casado só por casar?
Ter filhos e viver uma vida secreta?
Provavelmente teria sido um miserável.
Teria sido solitário. Teria sido uma mentira.
Não sei o que teria acontecido se eu não tivesse o NSYNC
para me manter seguro.
Depois que tudo isso meio que passou por um tempo,
e você tem tempo pra refletir sobre isso.
Você percebe que somos todos muito parecidos
uns com os outros.
Esses caras passaram por jornadas parecidas.
Com a mesma base de fãs, o mesmo tipo de música,
os mesmos programas de TV, as mesmas regiões,
a mesma programação de turnês.
Todos vocês viram as mesmas coisas.
Conhecemos a camaradagem.
Sabemos pelo que passamos juntos.
Esses caras compartilham e viveram isso,
e, cara, eu, você, nenhum de nós sabe realmente como é,
a menos que você fosse um deles.
Uma das coisas que todos nós sempre queríamos fazer
era colaborar.
Eu disse: "Ei, já passou tempo suficiente.
Vamos começar a fazer essas colaborações."
O tempo está melhor do que da última vez, acho que sim.
Agora, é com grande prazer que te apresento
o único e incomparável LFO!
Tive a chance de colaborar com o LFO e com o Chris,
que é tipo um dos meus melhores amigos no mundo, do NSYNC.
Tive a chance de fazer parte
de um dos momentos mais incríveis da música,
que é tão importante para tantos fãs.
O Joey tem o "Joey and Friends", onde ele convida as pessoas.
Naquela época, isso era inédito.
Não juntavam as boy bands.
Fizemos uma turnê com os Boyz II Men.
Fazer uma turnê com eles era um sonho absoluto.
Eu não poderia ter planejado uma maneira melhor
para voltarmos depois de uma pausa de 11 anos.
Se essa música significou algo para você naquela época,
ela vai significar algo para você agora.
As pessoas são atraídas
pelas memórias, por essa viagem no tempo.
Um, dois, três.
EM 2026, O BOYZ II MEN FEZ UMA TURNÊ COM O NEW EDITION
ALÉM DE SE APRESENTAR COM O ALL-4-ONE,
JAMIE JONES PRODUZ TALENTOS MUSICAIS PARA A DISNEY,
NETFLIX E MARCAS DE K-POP.
EM 2026, ALEXANDER McLEAN LANÇOU SEU NOVO ÁLBUM,
"MY NAME IS ALEXANDER JAMES".
LANCE BASS É AUTOR BEST-SELLER E DOMINA VÁRIAS PLATAFORMAS HOJE
MOVIDO PRINCIPALMENTE POR CAFEÍNA,
CAOS E A VIDA COM OS GÊMEOS DE 4 ANOS E O MARIDO.
JOEY FATONE APRESENTA PROGRAMAS DE TV,
CUIDA DO SEU PODCAST E VOLTOU RECENTEMENTE À BROADWAY.
NICK LACHEY APRESENTA REALITY SHOWS E CONTINUA
SE APRESENTANDO COM JEFF TIMMONS E O 98 DEGREES
BRAD FISCHETTI HONRA O LEGADO DO LFO
FAZENDO TURNÊS COM ERIK-MICHAEL ESTRADA E O O-TOWN.
TIM CHRISTOFORE DIRIGE UMA EMPRESA DE SHOWS AO VIVO
E SE APRESENTA COM UMA NOVA BANDA EM ORLANDO.
ASHLEY PARKER ANGEL ATUALMENTE SE DEDICA A SER
TREINADOR DE FITNESS E EMPREENDEDOR NA ÁREA DA SAÚDE.
É como se houvesse um renascimento em tudo isso.
De tentar agradar a gravadora, as adolescentes,
os empresários, os agentes de branding
e cumprir com todas as responsabilidades,
para agora satisfazerem a si mesmos.
Todo mundo sempre pergunta pra si mesmo:
"Se você pudesse voltar no tempo, o que mudaria?"
Acho que não mudaria nada.
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