All language subtitles for Boy.Band.Confidential.S01E01

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian Download
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian Download
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American) Download
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

E aí, Jesse?

Nos anos 90, a indústria musical transformou garotos talentosos

em uma nova geração de ídolos adolescentes.

- Vocês estão prontos? - Os Backstreet Boys voltaram!

- Somos o LFO! - 98 Degrees.

Perderam o lugar, Backstreet Boys.

Seus rivais, NSYNC, agora detêm o recorde de vendas de álbuns.

Há 30 anos, zoavam da expressão "boy band".

Agora é um motivo de orgulho.

Mas a fama tem um preço alto...

Sei que tem sido um momento difícil pra você, AJ.

Foi uma experiência horrível pra mim.

É um ramo cruel.

- Loucura! - Isso é um golpe.

É a primeira vez que falo sobre isso tão abertamente.

As pessoas que achávamos que nos apoiavam,

na verdade não ligavam.

Agora, quanto tempo a fama e dinheiro vão durar.

Fui uma vítima.

Ele fazia propostas indecentes a esses jovens artistas,

inclusive a mim.

Foi preso.

Ele também foi agredido.

Só tínhamos um ao outro.

Se eu tivesse a chance de fazer tudo de novo,

e chegar onde estou...

eu faria?

Eles já conversaram antes...

Mas nunca assim.

Que coisa linda!

Backstreet Boys!

Amamos nossos fãs. Por isso que estamos aqui.

BOY BANDS: O LADO SOMBRIO DA FAMA

ESTÚDIO DE GRAVAÇÃO ORIGINAL DO NSYNC E BACKSTREET BOYS

Ah, as histórias...

Artistas que gravaram aqui:

NSYNC, Backstreet Boys, Britney Spears, Jonas Brothers,

Boyz II Men, 98 Degrees, Aaron Carter, Snap,

Full Force, Menudo, Galen Brown...

E... não sei quem é aquele cara.

Quantos anos se passaram?

Ah, meu Deus! Bem mais de 20 anos.

Muita coisa mudou.

Na verdade, é meio engraçado. Tem uma foto.

Ah, tá bem ali. Dá pra ver bem. Isso estava literalmente aqui.

Essa foi essa foto.

Eles estavam lá no beco e nos fotografando ali.

Mas o mais engraçado é que a TV enorme agora é uma tela plana.

Tipo, olha só... Até coisinhas simples assim.

Não sei por que. É meio engraçado pra mim.

Meu nome é Joey Fatone.

Eu estava num grupo chamado NSYNC.

Depois que viramos um grupo,

fizemos uma turnê em estádios.

60 mil, 70 mil pessoas gritando pra você.

Para nós cinco,

ter tanto sucesso não acontece com frequência.

É... Memórias demais aqui.

Muitas vezes suando a camisa.

Muitas vezes a mesma

música repetidas vezes...

Não dá pra negar que sem o NSYNC,

Justin Timberlake não seria quem ele é hoje.

Não estaria na Broadway,

apresentando programas de TV nem atuando em filmes.

O filme "Deadpool" usou nosso sucesso na abertura.

Agora, uma nova geração

está descobrindo o NSYNC, o que é bem legal.

É uma experiência incrível poder viver tudo isso.

Mas quando começamos, éramos jovens.

Justin tinha 14 anos.

Eu tinha, sei lá, 17, 18?

Recém-formado no ensino médio. De verdade.

Naquele tempo, não entendíamos o que rolava.

Mas, ficando mais velhos, olhamos a vida de outro jeito.

E você percebe que a indústria pode ser

incrível e cruel ao mesmo tempo.

- Ainda rolaria uma reunião? - Sempre há uma chance, claro.

Mas muitos fãs não sabem os desafios que enfrentamos.

Mas durante a minha carreira,

eu conheci artistas de outros grupos.

E percebi que todas as outras boy bands passavam

pelo mesmo e se calavam.

Era a hora de finalmente contarmos suas histórias.

AO TELEFONE COM O SEU EMPRESÁRIO

- Fala aí. - Tudo bem por aí?

Como estamos com a filmagem até agora?

Bem, é engraçado, porque eu acordei bem cedo.

Joey e eu temos conversado nos últimos seis a oito meses

sobre quais histórias as pessoas ainda não ouviram.

Veja, trabalhamos com entretenimento, certo?

Nosso trabalho é retratar e vender

não só fantasia, mas entretenimento.

Mas em uma boy band há um lado não muito glamouroso.

Há um lado que não é tão sexy.

Se você é humano, você tem dificuldades.

Todo mundo sofre.

Só que ainda mais quando você está numa boy band.

Esqueci, teremos 4-5 pessoas em LA na semana que vem.

E depois o Jeff Timmons, em algum momento.

E aí?

Falando no diabo, quem mais já fez isso até agora?

Vamos receber o AJ em LA.

Só quero te cumprimentar.

Acho que vamos ter o Nick em LA.

- E aí, irmão? - Fala.

OK, alta velocidade.

Shawn...

Jeff Timmons.

Gosto de ouvir outros lados da história.

Basicamente, eles passaram por provas e tribulações.

Nunca tivemos a conversa de perguntar:

"Como foi? O que aconteceu?"

Porque poucas pessoas puderam viver algo assim.

Nick Lachey. Tomada um.

Erik Estrada. Tomada um.

Já passou da hora.

Já fizemos vários desses, e não exploramos esse ângulo.

Tudo bem.

Tudo bem?

Moleza.

Estes são nossos prêmios da Billboard de 1999.

Ganhamos quatro desses.

Por anos, não deixei nenhum dos meus prêmios exposto em casa,

pois eu achava que não merecia isso.

A.J. é um personagem numa banda.

Alex sou eu.

Nasci como Alexander McLean,

um garoto nerd, de Palm Beach, Flórida,

que tinha uma bicicleta Huffy, tocava piano, amava jogos,

amava histórias em quadrinhos, mas, mais que tudo,

amava atuar, cantar e dançar.

Havia um teatro incrível chamado Royal Palm Dinner Theater.

Um dos primeiros papéis que consegui foi em Branca de Neve.

Me escalaram como Dunga, pois Dunga era mudo

e eu tinha problema na fala quando era criança.

Eu tinha dois, na verdade.

Eu gaguejava e tinha língua presa.

Claro, fui o personagem que não precisava falar nada.

Roubei a cena.

Mas acho que o lado negativo do aplauso é como você o percebe.

Por que estão me aplaudindo?

Eu mereço esses aplausos?

Não fiz nada demais.

Se eu fosse vocês, estaria me vaiando.

Crescendo no sul da Flórida, a maioria dos meninos,

te olhava tipo: Por que não curte esporte ou videogame?

É, eu era muito zoado. Sofri muito bullying.

E isso começou a me abalar por dentro.

Eu sempre tive problemas com a autoestima a vida toda.

Mas eu tinha habilidade de atuar

e trazer alegria as pessoas.

Eu tenho que fazer essas coisas pra as pessoas gostarem de mim.

Para muitos na época,

grande parte do motivo pelo qual escolhemos a música

é que ela é uma forma de nos comunicarmos,

e é quase como...

um pedido de ajuda.

Eu tinha uns 10 ou 11 anos, um pouco mais velho que isso.

Aí surge o New Kids on the Block.

Morávamos no Brooklyn, em Nova York.

Lembro de uma amiga, o nome dela era Deborah.

Eu ia a casa dela e assistia a todas as fitas VHS.

Não queria que ninguém soubesse.

Não se assiste uma boy band. É coisa de menina.

Aquilo não é pra meninos. É coisa de "marica", diziam.

E eu pensava: "Não sei do que você tá falando.

Eu tô curtindo as apresentações. Adoro as músicas.

E, além disso, olha quantas pessoas nesta arena."

Eles se apresentavam em arenas naquela época.

E eu pensava: "Eu adoraria fazer algo assim."

Eram grupos assim, New Kids ou Boyz II Men,

que admirávamos e nos mostraram o que era possível.

New Kids on the Block é, sem dúvida, a boy band original.

Eles foram um fenômeno mundial que começou no fim dos anos 80,

e venderam mais de 80 milhões de discos em todo o mundo.

Nunca nos cansamos de ganhar prêmios e ter sucesso.

Ter milhões de pessoas querendo comprar os seus discos.

Eu fui gerente de turnê dos New Kids on the Block.

E eles, em questão de personalidade

e de performance, são imbatíveis

até hoje. Não importa o que dizem.

Mas aí, o New Kids on the Block decidiu,

depois de quatro anos e meio, que estavam esgotados.

Então quiseram uma pausa.

Foi quando os Boyz II Men começaram a surgir.

Sim, há uma distinção entre grupos vocais e boy bands.

Mas, infelizmente, as vivencias são bem parecidas.

Mas quando ouço pessoas falando muito do grupo,

sem entender o que passamos, eu pessoalmente não me importo.

Porque vocês não sabem.

Vocês não fazem ideia. Nem nunca terão.

Não éramos um grupo montado.

A música nos uniu.

Todos vivíamos em quatro lugares diferentes na Filadélfia.

Minha mãe me teve aos 19. Meu pai tinha 18.

Eles eram crianças.

Encontrei meu pai depois, quando tinha oito anos.

Eu morava em um conjunto habitacional.

Minha mãe não estava na sua melhor fase na época.

Minha avó me levou ao ponto do bonde.

Ela disse: "Vou te mostrar como fazer isso."

Ela disse: "Suba no bonde. Sente-se perto da porta.

Se algo acontecer, é preciso correr direto dali."

A rua é a rua. Entendeu?

Alguém entra no bonde e quer roubar o dinheiro.

Eles assaltam o bonde.

Era assustador, pois eu chegava em casa e havia loucuras.

Estou falando de chegar em casa e deitar na cama.

Levantar o colchão, e ver espingardas de cano serrado.

Várias 9mm.

E adivinha o que eu fazia?

Ia dormir.

Sacou?

Foi isso.

Então tive que ir embora.

Lembro que, um dia, sentado na cama,

comecei a chorar.

Chorando. E eu estava orando.

Eu só disse: "Quero ser uma estrela."

E continuei chorando. "Quero ser uma estrela."

O mais louco é que quando você vira estrela,

não te contam que vem com muita coisa.

Eu não estava pronto para a perda.

E essa perda mudou a trajetória de tudo.

Eu cresci assistindo ao programa "Fame"

com Leroy e Coco e todos os dançarinos.

E era só essa escola que era incrível.

Tipo, seria ótimo se existisse uma escola assim, né?

No nono ano, as escolas de ensino médio

começam a ir nas suas para te recrutar para outro lugar.

Eu estava lá e outra escola veio.

Aí, de repente, eles botaram o material deles na tela.

Eles mostraram Leroy e Coco.

Eles disseram: "Talvez você conheça a escola de..."

E eu gritei: "Fame!"

Entendeu? Fiquei louco. Sabe? Eu quero ir pra Fame.

Kappa é a sigla para artes criativas e performáticas.

Então, se for como a série, eu preciso ir.

E foi lá que conheci os outros do grupo Boyz II Men.

Quando começamos, eu tinha uns 15 anos.

Nate, Mike e Mark tinham 16, 17.

E Wanya tinha uns 14.

As pessoas precisam saber

é que ensaiávamos todos os dias, de graça.

Nada! Não tínhamos nada.

Nós íamos cantar de graça.

Só depois da formatura, que nós conseguimos entrar

no camarim do show do Will Smith.

E foi aí que conhecemos Michael Bivins.

Michael Bivins é um artista do grupo Bell Biv DeVoe.

Ele era um dos membros originais do New Edition.

Eles cantam para Bivins.

E ele acaba virando o empresário deles.

O grupo foi formado em 1989.

Em 1990 assinamos um contrato.

Em 1991 lançamos nosso álbum.

Vou te falar, esses caras são demais.

Todo mundo os ama.

Mulheres enlouquecem por eles e são todos solteiros.

Eles harmonizam bem, são bons cantores, talentosos.

São os melhores. São mesmo.

Boyz II Men, são os reis do R&B.

São legais.

É um dos grupos que admirávamos. E tentávamos ser como eles.

Eu estudava numa escola de artes cênicas em Cincinnati

e tínhamos um grupo de canto a capela,

então logo começamos a fazer covers do Boyz II Men.

Havia algo naquele som que estava em um nível

do que qualquer coisa arranjada ou tocada que já ouvi na vida.

Michael Bivins fez força pra gente ir em turnê.

Então fomos o show de abertura do MC Hammer.

Claro, a gente não sabia o que isso implicava.

Sabe, a gente só pensou: "Meu Deus, vai rolar uma turnê!"

Sabe, isso é incrível. MC Hammer, uau, sabe.

Na hora de irmos pra turnê,

Michael Bivens montava a equipe.

E ele nos apresentou o Khalil no ensaio.

E, sabe, um cara grande e corpulento.

Ele usava anéis de ouro grandes,

com diamantes e uma corrente enorme.

Khalil Rountree era nosso gerente de equipe.

Ele cuidava de viagens, hotéis e nossa alimentação.

O gerente de turnê cuida de tudo.

Então, ele era isso e muito mais.

Era também nossa segurança.

Quando Khalil virou nosso gerente,

ele precisou de ajuda.

Chamamos o melhor amigo dele.

Eu e Khalil crescemos a um quarteirão um do outro.

Estudamos juntos no ensino fundamental.

Ele era um grande cavalheiro.

Eu era pequeno e nos conectamos.

Era um gigante gentil.

E ele era leal.

Ele sabia o que tudo isso implicava.

Queria que estivéssemos seguros.

Ele nos protegeu, de um jeito ou de outro, não importa o que.

Se precisássemos correr, corríamos.

Se precisássemos rastejar, rastejávamos.

Mas ele estava lá conosco, mostrando como.

Mas aquilo de que você foge na vida

sempre vai te encontrar.

É maio de 1992.

Estamos na turnê "Too Legit to Quit".

E estávamos em Chicago, Illinois.

Eu estava, na verdade, no quarto da minha namorada no Doubletree.

Ela era uma das dançarinas do MC Hammer.

E a gente estava curtindo, se divertindo.

E ouvi uma porta bater forte.

A namorada do Shawn entrou no quarto e disse:

"Khalil morreu."

Saiu muita coisa na imprensa e muitas notícias sobre isso.

Mas as pessoas não sabem

o que a gente passou, nem como lidamos com tudo isso.

Recebi uma ligação no meu quarto de hotel.

Era o Wynye. Ele disse: "Ei, vem comigo num lugar."

Algo aconteceu com o Khalil.

E subimos para o quarto do Khalil.

Chegamos lá.

Era tipo CSI, investigadores.

Nos levaram para uma sala e nos sentaram.

O policial disse que tinha gente num hotel.

Eles procuravam a festa.

Porque o MC Hammer estava no hotel.

Então, eles batiam nas portas.

Khalil deixava a porta do quarto aberta.

Só pra ficar de olho em tudo.

A porta de Khalil estava aberta.

Então, em vez de bater, os dois forçaram a entrada.

E o viram contando o dinheiro da turnê.

Então, um cara invadiu.

Khalil: "Esse é o meu quarto".

Ele sai.

Então ele pensa: "Putz". Eles viram o dinheiro.

Ele sabe que os caras estão aqui.

Deixa que eu resolvo.

Ele ligou pro Qadree.

Ele disse: "Eles estão tentando entrar no meu quarto".

Então, ele diz: "Vem. Vamos tirar eles do corredor.

Porque se eles baterem em um quarto dos idiotas..."

Falando da gente...

"Eles vão abrir a porta. Isso não pode acontecer."

Então Khalil e Qadree agarraram eles.

Aí eu disse: "Cara, vamos lá".

Vamos levar eles lá pra baixo e nos livrar deles.

E um dos caras tinha uma arma.

Levei um tiro.

Senti um, dois, três.

Um dos caras atirou na cabeça do Khalil.

Eles foram embora.

O ATIRADOR, CHRISTOPHER BABBINGTON,

MAIS TARDE, FOI PRESO EM SUA CASA, NAQUELE DIA.

Eu estava em choque.

E eu saio do elevador.

E eu disse: "Meu amigo, ele tá no elevador.

Ele tá bem ali. Ele tá morto. Ele tá no elevador. Tá morto."

E eu não parava de dizer. E aí eu desmaiei.

Eu nunca vivi nada assim.

Na minha vida.

Alguém tão perto de mim,

sendo morto...

tão perto.

CHRISTOPHER BABBINGTON FOI CONDENADO

POR HOMICÍDIO DOLOSO E LESÃO CORPORAL GRAVE

COM ARMA DE FOGO.

O TRIBUNAL O CONDENOU A 2 PENAS DE 14 ANOS DE PRISÃO.

Os caras que estavam batendo nas portas dos quartos,

como eles dizem, tentando achar onde era a festa.

Na verdade, acho que eles estavam nos procurando.

E Khalil sabia disso.

Pois isso nos aconteceu.

Pessoas já se infiltraram nos nossos camarins e tal.

Ele era nosso protetor.

Ele era o nosso escudo

contra muita confusão a que agora estamos expostos.

Então, temos que crescer.

Temos que nos tornar homens.

É difícil se ajustar a fama?

Não é, pois nos ajudamos, sabe.

Boyz II Men desistiu da turnê.

Mas eles voltam pra mesma em uma semana.

E depois, estão de volta no estúdio,

gravando o próximo hit, "End of the Road".

É nosso primeiro single no 1.

É antinatural

Você me pertence

Não consigo te deixar

Passa 13 semanas em no 1.

E vira um sucesso enorme.

"I'll Make Love to You".

Outro sucesso enorme tira "End of the Road"

do topo das paradas.

E eles se superam um depois do outro.

O sucesso do Boyz II Men abriu caminho

para outros grupos seguirem seus passos.

Mas há um porém nisso.

Porque eles podiam crescer e te tirar do topo das paradas.

Graças a muitos grupos que vieram antes de nós,

como o Boyz II Men.

Uma porta foi reaberta para grupos masculinos entrarem.

Poderíamos fechar um acordo com a Atlantic Records.

E o mais engraçado é:

A Atlantic Records não quis nossa foto na capa.

Porque nosso grupo, All-4-One.

Tem um branco. Tem um mexicano.

E dois negros.

A indústria da música, ainda hoje,

é um dos lugares mais segregados.

Lançamos o hit "I Swear".

Eles simplesmente pegam fogo.

Agora, a história maluca de "I Swear".

Muitas rádios negras não podiam tocar "I Swear".

Tinha gente dizendo: "Roces não são R&B o bastante."

Não são negros o bastante.

Você tem um garoto branco e um mexicano no seu grupo."

Não foram os fãs que nos segregaram ou não aceitaram.

Foram mais as pessoas que tomam decisões de negócios.

E foi uma droga.

E é uma droga.

Passado e presente.

Certo. Então fui na minha garagem.

E, literalmente, são caixas na minha garagem.

Nem sei metade das coisas que tem aqui dentro.

Então, vamos só abrir e dar uma olhada,

provavelmente tem coisas do NSYNC aqui,

tem um monte de outras coisas aqui.

Mas logo de cara, parece que isso pode partir ao meio,

um microfone do NSYNC, um portátil e sem fio.

Todos os bonecos. Funko.

Nós somos, somos fãs de bonecos pop de vinil.

Quantas pessoas tem bonecas Barbie?

Bem, essa é a Christie, e ela é fã do NSYNC.

Se seu grupo, tomara, fique popular,

vira, digamos, uma marca de algum tipo.

Você não se vende só, mas também o produto, a música.

Mas as vezes funciona ao contrário.

Onde a gravadora ou empresário

começa com a marca que quer vender,

e busca pessoas para se encaixar nessa marca.

É quando se ouve críticas de que boy bands são

entre aspas, fabricadas.

E ninguém sabe disso melhor que os Backstreet.

Quando eu era criança, nós saímos do sul da Flórida

para Orlando,

para ficar mais perto da Nickelodeon e da Disney.

Lugares onde eu poderia trabalhar ou conseguir empregos.

- Onde você pegou? - Deste cara.

"Hi, Honey, I'm Home!"

É um programa da Nickelodeon que acabou sendo transmitido

pela ABC brevemente.

Foi bem divertido.

Foi só quando essa coisa, "The Blue Sheet",

chegou pelo correio.

Era basicamente como os classificados

de todo o entretenimento local.

E na página final, no topo, dizia:

"Empresário local busca montar um grupo vocal.

"A la New Kids on the Block encontra Boyz II Men."

Olhei para minha mãe e pensei:

O que você acha?

Lou Pearlman fez audições pros Backstreet Boys.

E as pessoas vieram fazer os testes.

Fui o primeiro a conhecer o Lou.

Fui a casa dele, cantei pra ele.

E ele me contratou na hora. E foi isso.

Então, eu sou o OG.

Eu literalmente ajudei a montar a banda.

Naquela época, amigos me diziam:

"O dono dos dirigíveis quer te ver."

E eu: "Quem é ele?"

O nome dele é Lou Pearlman.

Não sei, ele é um cara rico. Ele é dono dos dirigíveis.

Ele anda de Rolls Royce.

Então, decidi encontrá-lo num restaurante italiano.

Quando entrei, fui para uma sala privada.

Havia uma mesa enorme montada pra umas 14 pessoas.

E a única pessoa na mesa era o Lou.

Foi tipo um momento "Poderoso Chefão", né?

E então cinco caras entram.

Cinco garotos.

Kevin, Ryan, Nick, AJ e Howie.

Então eu pensei: "O que está rolando?"

Enfim, esses cinco caras entram cantando a capela.

Arrepiou os pelos do meu braço.

Porque as harmonias eram perfeiçoes.

Lembro de olhar pra Johnny e pensar: "É grana!".

É o Backstreet Boys, um grupo novíssimo.

- Qual é o seu nome? - Eu sou AJ McLean.

Ai, meu Deus.

Foi a nossa primeira apresentação na TV.

No jornal local de Orlando.

AJ tinha 14 anos. Ele era o bad boy.

- E você, quem é? - Howie D.

- Howie? - Howie era o amigo doce.

Sou de Lexington, Kentucky.

Meu nome é Brian Littrell.

Brian era o "bom moço".

- Eu sou Kevin Richardson. - Kevin e Brian eram parentes.

Kevin Richardson era como o pai maduro do grupo.

Ele só tinha 22 anos. Então, parece estranho.

Mas hoje os fãs dizem que Kevin tem vibe de pai.

E Nick era o caçula.

Nick tinha 12 anos quando comecei com ele.

Sou de Tampa, Flórida. E eu sou Nick Carter.

12 anos. Nick e AJ.

Eram os mais novos.

Estamos gravando um álbum neste momento.

Eu estava animado por vários motivos.

Novamente, voltando ao motivo de eu ser provocado.

Porque eu não tinha muitos amigos homens.

Todas as minhas amigas eram garotas.

Oi, tudo bem?

Lou Pearlman era um empresário peculiar.

Ele criou essa empresa de transporte

onde ele fretava dirigíveis.

Não é comum que um empresário de dirigíveis

simplesmente entre na indústria e forme uma boy band.

Isso não acontece.

Mas você precisa de muita visão de negócios

pra criar um grupo musical de sucesso.

Eu sempre digo que tem um milhão de artistas aqui.

Esses caras tem a promoção certa e fazem sucesso.

Porque eles tem a estrutura em torno deles,

que os ajuda a chegar lá.

Com os Backstreet Boys, Lou financiou a gravadora

a Transcon Records.

Lou construiu um estúdio pra eles gravarem lá.

Era o dinheiro do Lou.

O lado dos negócios é muito importante.

A empresa de Lou Pearlman, a Transcon Records,

estava desenvolvendo

os Backstreet Boys pra torná-los atraentes pra uma gravadora.

Ao atuar como tal. Como um empresário ou produtor.

Lou contrata Johnny Wright

pra gerenciar, treinar e agendar shows.

Lou recrutava coaches vocais, produtores e coreógrafos.

Para criar demos e videoclipes.

Havia toda uma estrutura para lançar os Backstreet Boys.

E muitas vezes, os artistas não podem pagar sozinhos.

Então dependem de alguém como Lou pra pagar tudo no início.

Que depois vão reembolsá-lo. Mais tarde.

No início os Backstreet Boys, ganhavam uma mesada semanal.

E Lou os pôs pra morar todos juntos numa casa.

Era uma linda mansão.

Ele tinha uma piscina coberta.

Tinha a casa. Tinha as limusines.

Tinha os aviões.

Com 14 anos

você está na casa de um cara que tem muita grana.

Nunca vou esquecer. Ele tinha uma máquina de Coca Mexicana.

Garrafa de vidro.

Era a melhor parada do mundo.

E ele tem estátuas do C-3PO e do Darth Vader.

Uma tela que desce do teto pra ver filmes.

E você pensa: "Que cara irado!"

É tipo o Tony Stark, só que sem a tecnologia.

Bem menos atraente que Tony Stark. Digamos assim.

Ele era cinco Tony Starks em um só.

Dava presentes. Levava-os pra jantar.

Ele financiava tudo.

Os levava de limusine.

Nunca gostei do Lou Pearlman. Nunca.

E tive uma sensação sobre ele que eu não confiava.

Tipo: "Como vai? Vamos comer um bife.

Sempre tinha gente bonita ao redor.

Tinha esse cara que pegou 3,5 milhões de dólares

que ele podia ter investido na bolsa de valores.

Podia ter comprado um imóvel e revendido.

Ele poderia ter feito algo mais seguro

do que investir na sua música.

Isso te faz questionar.

Ninguém parou pra pensar: Por que?

Se você vem de uma família onde o pai não está presente,

e tem um cara que sai com você,

te ajuda e te dá dinheiro,

você se apega a essa pessoa.

É como chamamos "Sr. Big Papa".

- Big Papa Lou. - Big Papa.

Foi o apelido que deram a ele.

Big Papa.

Era como uma figura paterna

e um melhor amigo pra mim.

Cresci sendo criado pela minha mãe e meus avós.

Quando eu tinha dois anos, meus pais se divorciaram.

Depois do divórcio dos meus pais,

meu pai me buscou quando eu tinha uns 8 anos,

para ver a minha avó no aniversário dela.

Essa foi a última vez que o vi.

Até os 17 anos.

Naquela época, alguns meninos admiravam Lou.

Kevin tinha perdido o pai,

infelizmente, antes de começarmos o Backstreet Boys

ele faleceu de câncer quando ele tinha 19 anos.

Ele logo desenvolveu essa relação com o Lou,

o via como uma figura paterna.

Aí surgiu um problema.

A gente botou fé no disco e fez ele acontecer.

Ia ser um estouro.

É um single que tentamos promover nos EUA.

E ninguém queria jogar.

A música virou mais rock e grunge.

Então não tinha espaço para uma boy band.

Todo mundo desdenhou.

Deixa eu te falar. Deixa eu te dar o babado.

Nesse ponto, estamos nos sentindo meio realizados.

Ganhamos um Grammy, um American Music Award.

Estávamos rodando o mundo.

Sabe, estávamos lançando músicas e tendo sucesso.

- Pessoal, mais uma chance. - Tá.

E um dia, a gente conseguiu esse grupo jovem, os Backstreet Boys.

Queriam ver como era um ônibus de turismo.

Convidamos eles no nosso ônibus de turismo em Orlando.

Estamos conversando com eles e tentando dar conselhos, sabe.

E eles eram crianças bem legais naquela época.

E, tipo, não há competição.

Porque no fim das contas, o que mais importa

São os hits.

Porque tem muita gente talentosa e você pode arrasar cantando.

Qual é a diferença entre eles e nós?

Os hits, né?

Ninguém queria tocar os Backstreet Boys nos EUA.

Então, eu me envolvi com outras bandas

que tocaram pela Europa e o mundo.

E mantendo meus contatos de quem conheci na vida.

A propósito, a gente tinha contratado

os Backstreet Boys pra Alemanha.

Mais uma vez. Vamos!

Dava pra ver as garotas da plateia com o queixo caído.

E o lugar pegou fogo.

E mesmo sem redes sociais, só o boca a boca.

Esses caras dos EUA ou algo assim.

Foi aí que tudo começou pra gente.

O single deles chegou ao topo em umas 8 semanas.

E então começou.

Acho que são ótimos.

Eles cantam bem e são bonitos.

Pra começar, é sensacional.

Poder trazer tanta alegria e felicidade

a quem você nem conhece em um nível pessoal.

Pelo mundo, pela música, pela performance,

é uma benção.

Eles fizeram todos os programas de TV.

- Olá. - Somos os Backstreet Boys.

Nick, você é o maior mulherengo.

Mas agora ouvi todas as meninas gritando "Nick"!

Tocávamos em estádios de 30 mil lugares.

E agora estão explodindo.

E agora a gravadora diz: "Roces tem que ser como eles."

E eu fico tipo:

"Bem, a gente já estava na ativa antes deles."

E por que não pode haver espaço pra eles serem quem são?

Eles tem o caminho deles e estão arrasando nesse caminho,

e a gente tem o nosso caminho,

uma base de fãs e estamos arrasando no nosso caminho.

Acho que te faz duvidar do seu talento.

Porque é como se você pensasse que não sou bom o suficiente,

para ser eu mesmo, se está me dizendo que preciso ser ele.

Meu nome é Jeff Timmons.

Sou o membro fundador do grupo 98 Degrees.

Nosso caminho foi extremamente diferente

do Backstreet e Boyz II Men,

e do All-4-One.

Teríamos preferido muito mais

ter uma gravadora gigante nos apoiando,

Mas a gente não tinha. Éramos quatro garotos de Ohio.

Nos mudamos para North Hollywood no verão de 95.

E, na verdade, para nós, era tudo uma questão

daquela moda antiga de simplesmente tentar chegar lá.

Tínhamos um trailer coberto com a nossa foto,

e a gente fazia um show,

e eu dirigia por seis horas pra próxima cidade.

A gente ia na Kinko's.

Nós imprimíamos nossos panfletos.

Andávamos distribuindo panfletos para as garotas na praia.

Tipo, tá, qual a outra maneira da gente ser notado?

A gente, literalmente, botou o chapéu no chão,

e você canta por dinheiro e comida.

Apareça numa esquina, só cante.

A gente ia no Taco Bell e cantava.

A gente ia pro Fatburger e cantava.

Dá pra gente um hambúrguer de graça?

Lutamos com unhas e dentes pra sobreviver.

E aí a gente pensou: Uma hora, vamos conhecer alguém em L.A.

Quem conhece alguém que conhece alguém.

E isso vai nos levar pra algum lugar.

Eu tinha uma amiga artista na Alemanha,

e ela disse: "Tem um grupo por aqui que está bombando,

chamado Backstreet Boys."

E ainda não tinham estourado nos EUA.

Grupo similar, bem mais sofisticado.

Lembro da gente dizendo: "É pra cá que a gente vai."

Se a gente continuar, vamos ter mais disso.

Agora é só praticar e precisamos da oportunidade.

Em 1995, tivemos o single com a Mariah, "One Sweet Day".

Foi arrebatador, emocionante,

tocou fundo no coração.

Duas potencias musicais se uniram.

Quer dizer, foi mágico.

Fomos indicados a seis Grammys.

E Mariah era tão baixinha.

E não ganhamos nenhum.

Tiramos um ano de folga.

Estávamos exaustos, cara, brigando entre nós.

Cancelamos a turnê europeia.

E a gente veio pra casa, mano.

E ninguém nos entendia.

As pessoas não aguentavam mais a gente.

E com nossa era da música.

E a tendencia mudou para as boy bands.

Não se pareciam em nada conosco.

Motown Discos.

Nossa gravadora, em particular,

deixou dolorosamente claro que era o fim.

Estavam fartos de nós.

E o pendulo mudou.

Isso mesmo. Essa música aqui.

Juntem mais brinquedos, a gente quer pagar ingressos pra Motown.

Assinamos com a Motown.

E pra quem não sabe,

é uma gravadora lendária que tem artistas tão grandes.

Como Stevie Wonder, Marvin Gaye, The Four Tops, The Temptations.

E agora, tem ótimos artistas como Boyz II Men.

Quem aí gosta de Boyz II Men?

Eu estaria mentindo se não dissesse:

"Caramba, isso é insano."

Eles foram a primeira banda branca numa gravadora negra.

Nos dariam essa música chamada 'Invisible Man'.

E descobrimos que foi enviada pra Boyz II Men

por escritores de Vancouver, Canadá.

O presidente da Motown ouviu.

E ele disse: "Não, não quero isso pra Boyz II Men.

Quero que 98 Degrees grave este disco."

Essa música se chama "Invisible Man".

É clássico.

Fazer música negra com brancos.

Pat Boone, Os Osmonds, Elvis.

Todos tocavam música negra.

Essa é a verdade. E é uma verdade dura.

Não é falando mal de 98 Degrees,

NSYNC, Backstreet, nem desses caras.

Eles eram só garotos tentando a vida também.

Odeio dizer, é só tosco.

Eu odeio dizer isso

mas para a fã branca comum,

os grupos negros,

"Ah, eu treparia com ele."

Já os brancos? "Ah, eu casaria com ele."

Justin Timberlake na minha parede é mais aceitável

do que dois negros.

Posso casar com o Justin.

Posso levá-lo pra casa,

ele pode jantar com minha família.

É mais difícil levar o Sean,

um negro, para o Arkansas rural.

É um negócio implacável.

Eles querem a próxima sensação, a maior novidade ou atração.

As vezes, as gravadoras não dão a mínima.

E se eles conseguem ser tão frios

com a maior sensação musical da época,

imagine o poder que tinham sobre um novo artista.

O presidente da Motown.

Ele queria que fôssemos o Jodeci branco.

Então, ele tentava nos dar isso num curso intensivo.

Quero que vocês visitem igrejas de negros,

de negros, no Harlem, aos domingos.

Vamos vestir esses caras com roupas

da Fubu e da Fat Farm...

Lembro de ter ido de trem para Rochester, NY

para trabalhar com o Davante do Jodeci.

A gente chega,

e o Davante está ajustando

um colete a prova de balas, no estúdio.

E eu olho em volta e penso:

a gente precisa de colete a prova de balas?

Onde foi que a gente se meteu?

Isso faz a gente questionar: Por que nos contrataram

se não queriam que a gente fosse quem somos?

Roces estão tentando nos transformar em outra coisa.

Lembrem-se, somos um grupo novo.

Não estamos ganhando dinheiro.

Não sabemos qual é o plano.

E essa é a nossa chance.

Vamos tentar. Vamos tentar isso.

Vamos sair no Bowery Bar com o Russell.

Vamos fazer tudo isso. Vamos fazer o que for preciso.

Você vai pra casa e pensa: "Quem sou eu?

Isso começa a te afetar mentalmente.

E, pra mim, isso causa uma depressão grave.

Mas eu sentia que era o elo mais fraco do grupo.

Não me sentia bem comigo.

Não me sentia bem fisicamente. Não conseguia dormir.

E minha cabeça não estava bem.

Eu me sentia tão inútil.

E só de não aguentar toda essa pressão,

eu pensava: "É melhor acabar.

E não sei, por alguma razão, eu simplesmente pensei:

"Não, dane-se isso."

Tipo, vou me esforçar mais uma vez.

Tipo, tente essa última coisa.

Fui ao nosso gerente e disse: Preciso de ajuda.

Se não tiver ajuda, não estarei mais aqui.

Tipo, isso acabou.

E eu falo sério.

Então ele arranjou um psiquiatra pra eu ir.

Ele me colocou na dieta Atkins, e me deu uns medicamentos.

Em três meses, eu me sentia melhor do que nunca.

E não facilitou em nada.

Mas eu me senti melhor, sem querer morrer.

Sacou?

- É isso. - Obrigado por compartilhar isso.

Na época, eu ouvia burburinhos das mesmas pessoas.

Que me contaram do Lou na minha primeira reunião.

Que o Lou tinha outra boy band.

E toda vez que eu ligava pro Lou

eu dizia: "Que papo é esse?"

"Não, não tenho outra boy band.

Não sei do que você está falando. Estão mentindo.

Tem outra boy band por aí, mas

não tenho nada a ver com eles."

Tá bom. Peguei uns prêmios e outras coisas.

Tenho um depósito cheio de coisas.

E adoraria ter tudo exposto se eu pudesse.

Adoraria mesmo.

Porque significa muito pra mim. É a minha vida.

É boa parte da minha carreira. É toda a minha carreira.

O que eu realmente comecei a fazer.

Foi assim que tudo começou.

A Disney queria transformar Orlando na Hollywood do Leste.

Na época, todos os parques temáticos tinham

bailarinos, cantores, artistas de todos os níveis.

Naquela época, eu fazia um show do Beetlejuice na Universal.

E eu estava num grupo com um garoto, chamado Jason,

e mais 2 amigos.

Aí eu encontro o Chris, que na verdade trabalhava na Universal.

Sempre há especulações de como o grupo se formou.

As pessoas vão dizer muitas coisas diferentes.

Mas vou dizer, o Lou disse ao Chris:

"eu não quero fazer audição."

"Não quero fazer um teste, vai lá e resolve isso."

e o Chris foi.

O Chris juntou os caras.

O Lou Pearlman ajudou financeiramente.

E Lynn Harless, a mãe do Justin,

criou o nome NSYNC.

A Lynn disse: "Ah, os nomes de vocês?

"A última letra do nome de vocês forma NSYNC.

E eu: "Como assim? Ela disse: "Bem, N é de Justin.

S de Chris, C-H-R-I-S.

Então, N-S-Y. Y é de Joey.

Então N-S-Y-N, que era o Jason pro outro N.

E então JC pro C.

Assim formava o NSYNC.

Você é um cara engraçado.

Quando começamos, éramos bem garotos.

Tínhamos o Justin, que tinha 14.

Tínhamos o Chris, que tinha 23, 24 na época.

Então, era uma diferença de 10 anos entre eles.

Devíamos nos parecer assim.

Então, nós cinco nos juntamos.

Cantamos. Tudo estava ótimo.

Íamos assinar com a Transcontinental,

que era a gravadora independente do Lou Pearlman.

E de repente, fomos assinar.

E o Jason não aparece.

E a gente tipo: o que aconteceu?

Jason,

esse é o cara que saiu do NSYNC.

Ele era um bom amigo meu.

E o pai dele foi meu professor de Canto no ensino médio.

O que quero fazer é sentar com o Jason e conversar,

pra ouvir o lado dele.

E aí?

- E aí, meu? - E aí, meu?

Você tá bem, irmão.

Como você tá, cara?

Que bom te ver, cara.

Estamos fazendo este documentário.

Por isso te chamei. E, obviamente as pessoas não sabem.

É tipo o quinto Beatle, sabe.

Pra nós,

é contar a história que ninguém nunca ouviu.

Oi.

A história completa com o NSYNC.

Eu não fazia ideia do que ia acontecer.

Eu era um garoto burro.

Nunca tinha visto um contrato musical antes.

Fui esperto o bastante

pra levar os contratos para advogados revisarem.

E tipo, opa, opa, opa.

Como assim, Lou é da banda agora?

Pros Backstreet Boys e NSYNC, havia um contrato.

Lou sempre estruturava as empresas como dono de 51%.

Mas ele também era um 6º membro

dos Backstreet Boys e NSYNC.

Então, ele ganhava um sexto da parte deles dos 49%.

Só posso dizer que estou muito orgulhoso desses caras.

Um parágrafo dizia que,

se eles fizessem qualquer negócio fora do grupo

enquanto fossem membros dos Backstreet Boys,

a gerencia ainda teria direito a uma comissão.

Brian perguntou: "Se eu tiver 1 carrocinha de cachorro-quente?

Enquanto estou nesse grupo, vocês pegam uma parte disso?"

E falamos: "Sim."

Porque qualquer coisa em que você use o seu nome

e a gente ajude a promover, que traga boa reputação

para outro negócio,

a gente deve ser pago por isso."

A indústria da música é uma das poucas

que não exige escolaridade e você é jogado nela.

E contratos de gravação.

Você nunca viu essa confusão de palavras na sua vida.

E...

tudo isso você aprende, aprende na prática.

Acredito que 90% dos artistas assinarão um contrato horrível.

Só para ter um.

Infelizmente, este era muito ruim.

Eles eram adolescentes.

Mal eram adolescentes.

De 12 e 14 anos.

Para os Backstreet Boys.

Ninguém pensou:

"Roces não deviam assinar isso sem um advogado."

Então, fizemos.

Ou pensei que sim.

Sem eu saber, o advogado deles foi uma sugestão do Lou.

O único advogado na sala quando assinamos, era o dele.

Nenhum de nós teve advogado.

Eu sempre me perguntei, e se um dos nossos pais

resolvesse pagar um advogado.

Se esse advogado estivesse lá, lesse o contrato

e percebesse isso,

será que Lou teria nos dispensado na hora?

Ou ele teria mudado o contrato?

Acho que ele teria nos dispensado.

Eu achei 5 pessoas.

- Posso achar outras 5 pessoas. - Exatamente.

E ele fez.

Tchau, pessoal.

Quanto ao NSYNC, Lou sentou com a gente

"Ei, sabe de uma coisa? Adoro fazer isso, A, B, C e D.

E sei que vou zelar pelo seu melhor interesse.

"Lembrem-se que estou dizendo isso.

Se eu virar o 6º membro com vocês,

Significa que vamos dividir tudo,

mas vou cuidar dos seus interesses.

Eu tipo, divido por cinco, seis.

Isso parece bom. Parece bem razoável

pensando que é a única coisa que ele vai receber.

Obviamente você quer tomar uma decisão

usando seu melhor julgamento.

Mas quando você tá lá fora se matando de trabalhar,

sem dinheiro, e tá num cenário competitivo,

num ramo que é um sonho de se realizar,

e o fato de alguém ter me entregado um de papel

tornando isso oficial,

você vai justificar na sua cabeça que é algo legítimo.

Então, nós quatro assinamos um contrato.

Naquela época, com o NSYNC, não parecia certo.

Então, eu não fiz isso.

O JC ficou furioso, ligando pra mim.

"O que você tá fazendo?"

E eu não o culpo, porque eu, tipo,

eu meio que os deixei na mão.

Então, eu entendo. Eu também ficaria bravo comigo mesmo.

Depois do NSYNC, voltei pra faculdade, me formei,

E fui trabalhar com um amigo meu com quem estudei,

que trabalhava com financiamento imobiliário,

e eu venho fazendo isso desde então.

Você sempre vai ter, sabe, aqueles momentos

de "e se", sabe, é a natureza humana.

Você vai pensar nisso e ter esses momentos de "e se"?

Não sei, não sei.

Então agora éramos só nós 4, e estávamos bem, bem irritados

porque estávamos, estávamos prestes a fazer algo.

Então tentamos achar um barítono.

Bem, eu cresci numa cidadezinha chamada Ellisville, Mississippi.

Era uma cidadezinha de 2 mil pessoas, bem rural.

Um lugar onde não se tranca as portas.

Você conhecia todo mundo na cidade.

Sabe, você não ia pra casa até as luzes da rua acenderem.

Era o seu sinal. E bem conservadora.

Ia a igreja 3 vezes por semana.

Era só família. Era só religião.

Sempre cantei no coral da igreja.

Então, eu nunca tive um sonho de ser artista.

Quando eu tinha 16 anos, tinha uma namorada.

Estava me preparando para o desfile de boas-vindas.

Cheguei em casa depois de ajudar a montar o carro alegórico.

E minha mãe estava no telefone com Lou Pearlman.

E Justin Timberlake, e a mãe dele, Lynn.

Eles me acharam pelo meu coach para outro show que eu fazia.

Estavam montando uma banda e queriam um barítono.

Pense como é louco, né?

Alguém liga pra você do nada, do Mississippi, pra dizer:

"Ei, esses 4 caras querem fazer um teste com você pra um grupo.

Diz pra sua mãe vir pra Flórida. Nós pagamos a passagem pra ela."

Minha mãe disse: "Não, não tenho interesse."

Desligou e pronto.

Na 2ª vez,

de alguma forma minha mãe achou que estava tudo bem

a gente voar para Orlando só para conhecer os caras.

Estava muito nervoso.

Eles eram talentosíssimos.

Senti, a tal da síndrome do impostor, certeza.

Um garoto de 16 anos que nunca saiu da cidade.

De repente,

fingindo ser um ótimo cantor e dançarino.

Senti que fingia o tempo todo,

e me servia, porque eu estava fingindo

ser muitas coisas naquela época.

Algumas das minhas primeiras memórias

foram saber que eu era diferente.

No jardim de infância, lembro de ter tido, tipo,

uma paixonite pelo menino em vez da menina.

E eu soube na época que aquilo não era certo.

Você sabia de várias formas, bem,

que as pessoas diziam nas igrejas,

piadas sobre pessoas gays.

Então, muito jovem, você sabia

que esses sentimentos deviam ser suprimidos.

Então escondi essa parte de mim.

E quanto mais velho eu ficava, menos eu gostava de mim.

Eu me sentia sozinho, muito sozinho.

Eu me sentia numa ilha porque não podia falar com ninguém.

Eu me sentia quebrado...

quando entrei no NSYNC.

Sempre se insinuou que sua vida particular devia ser escondida.

Se nos assumíssemos gays, ou mesmo com uma namorada,

isso realmente atrapalharia nossa carreira.

Isso precisava ser escondido.

E isso sempre se traduzia para mim como:

Nunca se assuma.

Essa coisinha só destrói tudo isso.

Estamos gravando, e é muito legal

O Joey tá com a câmera e tá fazendo papel de bobo

Opa, uma babadinha.

Adoro o filme "De Volta as Aulas."

Não conheço mais nada que rime com "ool"

Comecei no ramo do entretenimento nos anos 1990.

E comecei com uma boy band louca em Orlando, Flórida.

Para o NSYNC, comecei como assistente pessoal.

Eu não trabalhava pro Lou, nem pro Johnny.

Eu trabalhava direto pros cinco.

A primeira vez que os vi cantar, eu disse: "Tirem aquele menino!"

Ele dançava bem, mas...

A voz dele era muito anasalada. E era o Justin.

Estou na rua e a música tá bombando.

Eu realmente disse isso.

Puxa, como eu tava errado!

Puxa, como eu estava errado!

Eu percebi que o Lance era gay.

A gente estava no ônibus, e

eu estava fazendo sanduíche de pasta e geleia.

Aí ele perguntou: "O que você tá fazendo? Não, não, não, não!"

Ele pegou um copo de isopor, pôs pasta de amendoim nele.

E depois pegou geleia.

Não dá pra só colocar pasta e geleia.

Tem que misturar tudo!

É uma consistência diferente. É um sabor diferente.

Experimenta. Tô te falando."

Ele fala: "Experimenta o meu!"

Aí eu provo o dele.

Aí eu: "Lance, você tá me zoando, cara?"

Essa é a melhor coisa que já provei na vida!

Isso é inacreditável!

Aí ele: "É, Joe. Eu te disse."

Eu disse: "Mas também, esta é a coisa mais gay que já fiz."

E ele me olhou, rosto ficou todo vermelho

e saiu correndo do ônibus.

Muitas vezes, quando falavam palavras-gatilho, eu travava.

E você meio que...

Tipo o Homer Simpson, sumindo nos arbustos.

Tipo, eu vou só desaparecer agora.

No grupo, foi bem interessante

porque fui o primeiro a descobrir.

Saímos uma noite,

e voltamos pra casa do Lance.

Eu desmaio num dos quartos de hóspedes dele.

Acordo tipo umas 3 da manhã.

Aí penso: "Preciso ir embora."

Vou pro quarto dele, abro a porta

não tem ninguém lá dentro.

Aí vou pro escritório dele e abro a porta,

e ele tá lá sentado com um cara montado em cima dele.

Eu estava no meu computador e meu namorado da época,

o meu primeiríssimo namorado, estava sentado no meu colo.

Não nu. Mas estava montado em cima.

E eu tipo...

- em silencio. - E ele tipo: "Ah, desculpa."

Eu: "Não, não, não, não." Entra, entra.

Eu: "Surpresa!"

Sabe, irmão, fui sincero: "Sua mãe vai te matar."

Foi só o que eu disse a ele.

E ele: "Ah, por favor, não ligo."

Eu: "OK."

E eu sabia que ele não ligava,

mas foi tão bom ouvir aquelas palavras.

E, finalmente, um membro do seu grupo saber e dizer: "Não ligo".

Ele disse: "Não conte a ninguém. Não quero contar ainda.

- Não é certo". - Eu: "Lance, eu te amo.

Você é meu irmão.

Me avisa quando for a hora certa pra você contar.

Não vou falar nada aos rapazes, porque descobri por acidente."

Éramos uma família por várias razoes.

Ser peixe fora d'água nessa situação te une,

pois estão presos um ao outro.

Então, além disso, éramos o filho rejeitado.

JC.

Era como um pequeno segredo que tínhamos.

Mas Lou Pearlman,

por causa dos garotos, os Backstreet Boys.

Eles não podiam saber da gente.

Eu trabalhava pro Lou, dirigia a limusine e enchia a geladeira.

E lembro bem de estar no escritório dele,

os Backstreet Boys estavam bombando.

E eles tinham começado o NSYNC

sem que os Backstreet Boys soubessem,

e chamaram o Johnny pra cuidar deles.

E lembro de estar numa reunião com Lou e Johnny.

Eles falavam sobre como iríamos lidar com isso.

Era bem tenso naquela época.

Para o NSYNC, demos os mesmos produtores,

escritores, e os levamos a Alemanha.

Essa era a estratégia para os dois.

Mas Lou não queria que os BSB soubessem

que ele estava criando uma outra banda.

E eu agora ia gerenciar o NSYNC.

Mas um dia estava indo para Utah para ver os BSB

e a gravação do clipe.

E Kevin e Brian entram no meu quarto e perguntam:

"Por que mentiu pra gente?"

Foi bem desconfortável.

Na cabeça deles, era uma traição.

Todos fomos enganados, como o mundo todo sabe.

Essa era a maior pergunta que tínhamos.

Bem...

Por que você fez isso?

Por que não podia estar feliz com a gente

e como as coisas estavam?

Havia um certo receio: "Devo fazer isso?

Pois não queremos um grupo irritado

por termos outro grupo igual.

Eles achavam que éramos gananciosos.

Vou dizer: Sou culpado.

Mas aí, quando você se coloca no outro lado,

por que eu deveria deixar outra pessoa

entrar no NSYNC e fazer a mesma coisa?

Se vai ter competição, que seja por dois artistas

que eu represento.

Para que eu saiba como gerenciar a situação

e ninguém saia prejudicado.

O Lou sempre comparava com isto.

Roces tem Burger King e McDonald's.

E em algumas cidades,

o Burger King fica bem ao lado do McDonald's.

As pessoas tem escolha, mas ambos sobrevivem.

Então, vocês podem sobreviver.

E eu disse: "Faço essa promessa de que vocês

terão seu caminho e eles terão o deles."

E essa é a palavra que eu cumpri até contratarmos

os Backstreet Boys para a série de shows da Disney.

Foram quase dois, dois anos

que a gente se matou de trabalhar

sem chegar a lugar nenhum por um tempo.

A gente ralou.

A gente tocou em barzinhos e boates por toda parte.

E isso nos fez crescer e melhorar cada vez mais.

E lembro que uma vez, o NSYNC abriu pra gente.

E eles entraram e cantaram "I Want You Back".

E estava rolando toda a coreografia deles.

E eu ali, tipo: "Caramba, onde a gente chegou!"

Pensei: Eles nunca mais vão abrir pra gente.

É a primeira e última vez que eles vão abrir pra gente.

NSYNC era bem unido na coreografia.

Vi garotos que trabalhavam duro para realizar o sonho.

Mas eles precisavam de uma chance pra ficarem famosos.

A Disney queria fazer um show em seus parques.

E vimos que as propostas eram para os Backstreet.

E Johnny procurou os garotos, mas eles não quiseram.

Eles pensaram: "Por que fazer Disney se estamos

na capa da Rolling Stone?"

Então vamos mostrar por que vocês devem fazer.

Johnny Wright gerenciava os dois grupos.

NSYNC estava lapidado e pronto.

Eles se encaixaram.

Foi o primeiro show que fizemos para o NSYNC.

Obrigado, Backstreet Boys.

A pausa na Disney

foi bem merecida, pois eram muito bons.

E então, bum!

E isso os catapultou para o topo.

NSYNC pairava em 66 com o álbum.

O álbum dos Backstreet Boys estava em 4º lugar.

E, de repente, o álbum do NSYNC o ultrapassou e foi para 2º.

Ninguém era maior que eles naquela época.

Mas há um lado não muito glamoroso.

E isso vai dos fãs,

dos próprios artistas e da equipe.

Você recebe ameaças.

Adolescente de 17 anos planejou roubar armas

para matar 5 músicos em uma arena.

Tudo por causa da popularidade da banda NSYNC com as garotas.

Um dia, descobrimos uma ameaça de bomba na turnê.

A gerencia da banda está levando a ameaça muito a sério.

- Eu amo o NSYNC. - NSYNC é a melhor!

Uma garota apontou uma arma uma vez.

Se eu não deixasse ela ver alguém, ela apontava a arma.

E então ela fugiu.

Meu comportamento mudou depois disso.

Você fica mais consciente.

Você percebe que a qualquer hora algo pode acontecer.

Você vê um Bieber cancelar uma turnê.

Você vê um Shawn Mendes cancelar uma turnê.

Porque minha saúde mental precisa vir primeiro.

Isso não era uma opção quando estávamos lá.

Você ia lá e fazia o show.

E você voltava do show,

desabava, chorava e fazia um buraco na parede.

Ou fazia o que precisava.

Mas não desistia.

Você trabalhou duro pra chegar lá.

Não pode tirar o pé do acelerador.

Isso vai soar superestranho.

Mas na nossa primeira turnê,

alguém da gravadora nos deu um livro.

Era a idade de consentimento de cada estado do país.

E a gente guardava esse livro no ônibus.

Eles são gatos. São lindos.

- Queremos vê-los. - Eles tem tudo.

Infelizmente, tinha gente lá fora querendo te derrubar.

Dick, casa comigo, por favor?

Não vai ter nada disso.

É difícil não ter uma imagem impecável

sendo uma banda ou um grupo teen.

Não vejo problema em ter uma imagem impecável.

Só queremos deixar nossas mães, pais e famílias orgulhosos.

Naquele momento, naquela época, eu não conhecia meu pai.

Nem um pouco.

A maioria das pessoas não sabe disso.

Eu tinha uns 17 anos, algo assim.

Naquela altura, eu já estava na banda há 3 anos.

Minha namorada da época me levou a uma casa

no meio do nada.

A uns 30 min de onde eu morava.

Saímos.

Ela bateu na porta, sumiu e me deixou lá.

Fiquei com muita raiva.

E um cara abre a porta, e eu digo:

"Sinto muito incomodá-lo."

Ele olhou pra mim, eu pra ele, e foi tipo: "Ah, merda, peraí.

Ele diz: "Alex?"

E eu: "Pai?"

Foi um momento estranho e surreal.

Eu entrei, conversamos um pouco.

Era a primeira vez que conhecia minha madrasta.

Ele tinha jornais sobre os Backstreet Boys,

recortes, tudo isso.

Eu olhei e pensei: "Que legal!

Ele acompanha minha carreira mesmo sem nos falarmos."

Aí a gente trocou números

combinamos de ir almoçar.

Mas fiquei ocupado.

Muitas turnês, muitos álbuns.

Não consegui ir.

Depois disso, não o vi nem falei com ele por uns dez anos.

Backstreet Boys, esses eram meus garotos.

Eu só achava que eles eram tão naturalmente legais.

Mas eu não sabia o que os Backstreet Boys

enfrentavam ao ouvir a música deles.

E isso é de propósito.

Porque se você contasse aos fãs

tudo o que acontece nos bastidores

toda a ilusão começaria a desmoronar.

Com o NSYNC cada vez mais famoso,

recebi a ligação dos Backstreet Boys.

"Precisamos ter uma reunião."

Eles disseram: "Há 3 condições para continuar nosso empresário.

Primeiro, tem que demitir o Lou.

Tem que cortar sua comissão de empresário pela metade.

E tem que se livrar do NSYNC."

Então eu disse: "É uma oferta que eu posso recusar.

E eu disse: "Se não trabalho com vocês e com eles,

então tenho a responsabilidade de fazer deles

o maior grupo do mundo.

E isso significa que vou usar

todas as minhas armas contra vocês,

para torná-los ainda maiores."

Descobri que havia um problema

com o American Music Awards envolvendo os Backstreet Boys.

Aí eu disse: "Tá bom, eu te dou NSYNC."

Aqui é o NSYNC.

É, a gente faz. Quer dizer, por que não?

A gente queria muito.

É incrível como eles eram bons.

As harmonias deles eram melhores que a dos Backstreet

na minha opinião.

Desculpem, meninos.

Fiquei sabendo que os Backstreet Boys

iam fazer uma turnê em estádios.

Aí liguei pro nosso agente e disse:

"Quero fazer uma turnê em estádios.

Duas semanas antes deles."

Eles cancelaram a turnê em estádios

e fizeram a turnê em arenas,

porque acharam que não iam conseguir vender os ingressos.

Sempre que eu percebia que eles estavam fazendo algo

eu tentava chegar antes deles.

O sucesso era minha vingança.

Em vendas de discos e nas paradas,

NSYNC deu trabalho aos Backstreet Boys.

E claro, surgiram outras bandas

depois que eles explodiram em popularidade.

E você via grupos de fãs fanáticos

brigando pra ver qual era a melhor boy band.

Virou uma corrida, sabe?

A MTV nos anos 80 e 90 era o ponto para a cultura pop.

Criamos o TRL, Total Request Live,

ao vivo no estúdio com Carson.

O programa era feito pelos fãs.

Muitas garotas ligavam em uma hora e gritavam.

Porque elas programavam pra ver NSYNC, Backstreet Boys e Hanson.

A posição no TRL importava.

Só há 10 vagas.

Consegue se manter?

Virou uma competição.

Sempre os Backstreet Boys e NSYNC no 1º ou 2º lugar.

Então, qual lado era maior?

Boy bands, não dava pra gostar das duas.

Era meu time e era seu time.

Era aquela rivalidade.

Era tipo Red Sox e Yankees.

Não dá pra gostar dos 2 times.

Desculpa.

Pensa bem. Foi o que realmente virou.

Foi o que aconteceu. Alguém é um gênio.

Alguém é um gênio de verdade aqui.

Não quero dizer quem eu acho que foi.

É sério. Nem quero dizer quem é.

Veio do Lou.

E o que fez os fãs começarem a ir contra...

o outro é porque ele inventava histórias.

Eles são tão fofos! Ai, meu Deus!

Os Backstreet Boys são os melhores.

Ele dizia algo tipo:

"Ei, eu estava com os Backstreet Boys

outro dia e eles disseram

que o NSYNC realmente não sabia cantar."

Era mais tipo o Lou dar uma reviravolta e dizer:

"Os Backstreet estão fazendo isso.

Eles estão ótimos, realmente ótimos.

Roces deviam entrar mais em forma."

Sabe, era esse tipo de coisa.

Ou: "Essa banda faz, sabe, piruetas.

Talvez vocês devessem fazer isso também."

O Lou sempre quis que aqueles dois

ficassem brigando ou separados.

Pra que nunca tivessem a chance de sentar e conversar de verdade

tipo contratos ou dinheiro.

E então, pra mim, era realmente essa a intenção dele.

Naqueles primeiros dias dos Backstreet Boys e do NSYNC,

eles estavam por aí trabalhando e fazendo de tudo,

e caminhões blindados chegavam nos estádios

levando o dinheiro embora,

eles pensavam: "Tudo bem, com o 1º cheque de dividendos

que a gente deve receber, vamos ficar ricos."

Mas não é bem assim.

NSYNC vendeu 10 milhões de álbuns.

Lou Pearlman lhes deu 10 mil.

Deveriam ser milionários.

Ficamos de coração partido.

Não estávamos atentos aos números.

Não dávamos atenção aos números

nem ao que vendíamos, até depois.

Depois que Lou nos deu um cheque,

pensei: "Preciso saber tudo."

Me mostrem os números. Quero saber o que entra.

Quero saber o que sai. O que estamos ganhando?

O que está acontecendo? O que perdemos?

Lou ganhava em três frentes.

Lou é a gravadora.

Lou é um dos gerentes.

e recebe por isso.

Lou ficava com uma porcentagem dos produtos promocionais

e recebia por isso.

Lou ficava com uma porcentagem dos lucros do grupo.

E recebia por isso

E a palavra que aprendi foi: Recuperável.

Boa palavra, pessoal.

Recuperável.

Lembrem-se disso.

Recuperáveis são coisas que uma gravadora paga

durante aquele processo inicial,

quando está investindo em um novo artista,

Como transporte, jantares fora,

uma roupa para um ensaio fotográfico.

Mas aí, quando você começa a vender discos,

eles pegam esse dinheiro de volta

antes mesmo de você receber.

Então, sabe, na teoria, parece tudo bem.

É justo, eu acho.

Mas eles disseram: "Tá, então, aqui está a parte do reembolso."

E deu um tapa em todo mundo e nos mostrou uma cópia

de todas as coisas e todo o dinheiro que devíamos.

Mas tô olhando.

"Caramba, que isso, não gastei isso!

Quando a gente fez isso? Não lembro disso.

A casa que foi alugada.

Se a gente ficasse junto pro jantar.

Qualquer sessão de gravação.

O melhor professor de canto. É o melhor. O melhor possível.

Literalmente acrescentando 80 milhões de outras coisas

que você tanto dizia que você cuidava.

Onde eu pensei que era pra você cuidar.

Cuidado no sentido de não ter que recuperar o dinheiro.

Aquela em que eu pensei: "Você tá brincando?"

Estávamos filmando o clipe do "Tearing Up My Heart em Miami."

E foi perto do meu aniversário.

Era época do aniversário meu e do Justin.

Lou disse: "Compro um presente pra vocês de aniversário."

Tá ótimo! A gente vai pra Armani Exchange.

Lembro que comprei essa jaqueta. Deve ter sido uns 200, 250.

Compra.

E nos recuperáveis, estava a jaqueta.

Agora começa a dar a entender que esse cara tá pra me ferrar.

Mas você esquece.

Tinha esse cara que pegou três milhões e meio de dólares

que você coloca na carreira musical.

Mas ele tinha tanta fé em você.

Ele tinha um acordo pra ficar

com a maior fatia se desse certo?

Sim. Ele devia.

Porque ele arriscou.

Se você liderou um grupo e fracassou, quem paga a conta?

Eu.

Os Backstreet Boys e o NSYNC dois dos exemplos

mais conhecidos desse tipo de exploração,

mas isso acontece com todos os grupos populares.

98 Degrees.

Assinamos com a Motown

e recebemos um adiantamento

sabe, bem simbólico no nosso contrato.

Sabíamos que todos os gastos eram reembolsáveis.

E tomamos o caminho inverso.

"A gente não vai pagar por nada."

Vamos dar uma pausa, dar uma volta até o Wendy's

ali na esquina e depois voltar pro estúdio.

E então no final da sessão, as 4 da manhã,

não vamos pegar um carro de volta pra Brooklyn.

Vamos pegar o trem A de volta

para Brooklyn no meio do inverno.

Nós quatro, quatro da manhã, parados na estação de metrô.

E aí percebemos que não importava.

Você não ia ver um centavo disso de qualquer jeito.

No começo, na Motown, a gente chegava no estúdio

e o saguão todo, onde rolavam as sessões,

ficava lotado de outros artistas e executivos.

Todos fumavam, ficavam por lá, bebiam, pediam comida,

E tudo isso será descontado dos recuperáveis.

A única forma de responsabilizar uma gravadora é auditando-a.

Que negócio funciona assim?

É como um golpe de rua que acontece em salas de reunião.

E, pra completar, tinha alguém desviando dinheiro por fora.

Estávamos em uma loja chamada Clothes Time.

Era como uma loja de roupas.

A gente apareceu e tirou fotos o dia todo.

A gente estava animado porque ganhamos 5 mil só pra ficar ali.

Cinco mil! Mil dólares pra cada!

Era pra gente ter recebido 50 mil por aquilo.

Acabamos por demiti-los.

São os Backstreet Boys e a gerencia.

Tá certo. Beleza.

Você botou todo esse dinheiro pra gente sair do zero.

E serei para sempre grato.

Mas somos nós que estamos lá fora fazendo o trabalho.

Somos nós que estamos lá fora, deixando nossas famílias

dando sangue e suor e lágrimas.

Você não devia estar recebendo a mesma coisa que a gente recebe.

Não tem motivo pra isso.

De 1993 a 1997,

Lou Pearlman ganha dez milhões dos Backstreet Boys.

Os integrantes da banda receberam US$ 300 mil.

Então, a gente fez uma festinha com todos os grupos.

Aí eu vejo o Justin falando com o Nick e com o Brian.

E aí os outros caras todos estão conversando

e com outros membros.

Lou não queria que esses caras

se sentassem pra conversar de verdade.

Sobre coisas do Lou que ele pode ter mentido.

E aí, cerca de 1 semana depois,

foi quando um advogado alemão manda

um aviso do Brian que estão me processando e ao Lou.

Brian Littrell é o primeiro a processar Lou Pearlman.

E logo depois, os outros dos Backstreet Boys fazem o mesmo.

Os 5 rapazes do BSB

estão processando o ex-empresário deles.

Backstreet processou Lou Pearlman.

E Johnny Wright, que começou em 1998.

Aí, o NSYNC entrou com um processo contra Lou

e só contra o Lou em 1999.

Temos que lutar pelo que construímos

ao longo desses 2 anos e meio, 3 anos que a gente tá ralando.

Eu falei: "Escuta, precisamos fazer isso."

Foi uma decisão muito assustadora e dura.

E então o que aconteceu foi

que ele quis traçar um limite e dizer:

"Tem contrato comigo? Gastei esse dinheiro.

Se não fosse por mim, não haveria eles."

Então eles foram pra batalha.

Aí o Lou tentou processar o NSYNC pelo nome.

Ele está desesperado pra não perder o que não era dele.

Estávamos com certeza nervosos.

Tínhamos o Lou e ele tem todos esses advogados e tipo,

a gente não tem esse dinheiro.

Não temos ninguém pra nos apoiar assim.

Nesse sentido, estamos abrindo uma

caixa que pode sujar nosso nome.

A gente talvez nem tenha mais o nome NSYNC.

Se ele ganhasse, suas carreiras voltariam a estaca zero.

Parecia que tinha acabado.

Eu estava com medo, mas a gente estava confiante também.

Com medo porque não sabíamos o que seria do NSYNC.

Mas confiantes o bastante para saber que não estávamos errados.

Fomos diante de um juiz.

Até o jeito que o juiz disse foi:

"Olha, se eu olho pra um pôster,

vejo cinco caras lá.

Você não está no pôster.

Então como você é um 6º membro?"

Mas estava tudo certo.

O advogado disse:

"Olha, precisamos acertar fora do tribunal."

O NSYNC ganhou os direitos ao nome, mas ainda

tinha um contrato assinado com Lou Pearlman.

Então, Backstreet Boys e NSYNC pagaram um total

de US$ 64 milhões para acertar a rescisão do contrato.

Quando a gente se separou do Lou,

acho que doeu diferente pra cada um.

Foi desapontamento.

100% decepção.

Ele era o Big Papa.

Era nele que a gente buscava orientação em certas coisas,

E nos ferrou.

Os Backstreet Boys, depois que ficaram famosos,

se voltaram contra você e te processaram,

dizendo que você ficou com muito dinheiro deles.

Não acho que tenham dito isso. Foram mais os advogados

que se meteram no meio da história que, de certa forma,

exageraram a situação.

Essa era a mentalidade do Lou.

Lou ia produzir boy bands uma atrás da outra.

E ele fez.

E aí? Sou Brad.

- Sou o Rich. - Sou Devin.

E somos LFO.

Eu era do Take 5.

Quando eu tinha 12 anos, conheci Lou na casa dele.

Você fez a audição naquele dia?

Cantou pra ele naquele dia?

Não.

Lá pela metade, acho que comecei a me dar conta.

Ah, acho que isso já foi decidido.

Era óbvio que não faltavam boy bands em Orlando.

Agora tem uma banda latina, C-Note.

Ele produziu o C-Note.

E ele fez grupos femininos também.

E todos vieram de Orlando.

Produzindo a rodo.

As bandas de Lou Pearlman são todas iguais.

Não sei diferenciar.

Talvez o conceito, o estilo, ou o rumo seja nítido.

E esse pode ser o ponto em comum.

Sempre que faz um bolo.

Sempre fica bom no final.

Se você fizer direito.

Meu nome é Steven Mooney.

E eu estava fazendo um teste pra entrar numa boy band

e trabalhei com Lou Pearlman na Transcon Records.

Eu estava no Exército.

Eu devia ter uns 19, 20 anos.

E quando saí, estava trabalhando na Abercrombie & Fitch.

Nine West Shoes e TGI Fridays como ajudante de garçom.

E um moleque me abordou no shopping.

E ele falou: "Ei, tô formando uma boy band."

Aí ele perguntou: "Você sabe cantar?"

Eu nunca tentei de verdade, mas nunca me disseram que não canto.

Aí ele falou: "Vem pra minha casa,

e gente canta e a gente vê seu talento."

No fim, acabei na casa de de um dos amigos íntimos do Lou.

Ele é um dos caras do grupo do Lou.

Tipo, tinha centenas de crianças naquela casa.

E ele faz todo mundo cantar.

E aí ele pôs todo mundo pra fora de casa, menos eu.

E ele pôs a mão no meu ombro ao me acompanhar pra fora.

Aí ele: "Ei, quero te apresentar o grandão."

Eu não fazia ideia do que aquele cara estava falando.

Eu não sabia quem eram os Backstreet Boys.

Não fazia ideia de quem era o NSYNC.

Não sabia quem era Britney Spears.

Tinha acabado de sair do Exército.

Mas no dia seguinte, eu já estava no escritório,

as 9h da manhã, para conhecer o Lou Pearlman.

Quando entro pelas portas de vidro,

vejo fotos da Britney Spears,

Aaron Carter, Backstreet Boys, NSYNC.

E tem duas portas gigantes no fim desse corredor.

Elas se abrem.

E lá está o Lou sentado.

E ele me fez cantar algo a capela pra ele.

E foi aí que ele: "Você é meu!"

O que ele prometeu?

Que eu ia ser, na frente dos meus pais,

um milionário no próximo ano.

Você já tinha ouvido alguma coisa,

até aquele momento, sobre o motivo

pelo qual o Backstreet ou o NSYNC estavam processando ele?

Não. Ele nunca disse o motivo.

E tudo isso foi resolvido fora dos tribunais, certo?

Então, ninguém sabia o motivo.

Ainda não conhecemos o Backstreet nem o NSYNC.

Então só estamos ouvindo o lado dele.

É como se fossem apenas ingratos ou gananciosos.

Há tantas outras versões diferentes

dessa história que podem fazer todo sentido.

Qual era sua perspectiva, aos 12 anos,

sobre o que Lou queria disso?

Não sei. Acho que nunca pensei no que Lou queria disso.

Você está trabalhando em 3 empregos

e está tentando conseguir

fazer algo por conta própria e está sem rumo.

E alguém aparece como um anjo da guarda

e fala que você é uma pessoa incrível.

Você tem um talento incrível. Você tem um ótimo visual.

E vou te fazer milionário baseado nestas coisas.

Não tem sentimento melhor no mundo, né?

E ele disse: "Tenho algumas ideias.

Tô montando uma banda.

Se não der certo, a gente acha algo pra você."

Mas era tipo em aberto.

Ele falou: "Você vai trabalhar pra mim o tempo que for."

Ele me fez seu motorista.

Ele falou: "O JC dirigiu pra mim.

Rich chegou a dirigir pra mim.

Até o Brad dirigiu pra mim."

Qual foi sua primeira impressão do Lou Brommen?

Não sei.

Sabe, quando eu ainda trabalhava pro Lou,

dirigindo sua limusine, queria ser rapper.

Aos 19, Rich e esse cara, o Brian, marcaram com Lou.

Aí ele falou: "Roces estão fazendo o mesmo tipo de música.

Por que não se juntam logo como 1 só grupo e assino com vocês?"

Eu, tipo, "ok", sabe.

Então ele desaparece e volta.

Acho que ele estava só de shorts e com uma guitarra.

Sabe, short e guitarra, né?

E ele tá sentado lá na nossa frente, no sofá,

e começa a tocar violão.

Só foi uma época meio estranha, bem estranha.

Ele foi gentil de me deixar ficar na casa dele.

Enquanto eu avançava por essas coisas.

Mas quando eu morava naquela casa,

e foi aí que tudo desmoronou.

Muita coisa rolou a portas fechadas.

Não foi legal.

Tem algo errado aqui.

E não era só eu.

Sempre falei muito bem do Lou e sou muito grato.

Mas parece que tinha um membro de cada grupo que Lou lapidava.

Inclusive eu.

Tradução e Legendas DREI MARC

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.