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Ghost Media apresenta
Produzido em parceria com Documentary
- A pergunta é...
a moralidade enquanto relações entre animais e humanos é uma grande questão.
É a próxima grande barreira do desenvolvimento social e moral
por que os humanos precisam passar.
Digo "próxima", porque está tão atrasada
temos nos tornado tão mais atentos às necessidades dos animais...
O fato é que todos os animais são sencientes...
e humanos são animais...
e...
nós compartilhamos
as propriedades básicas das emoções,
do prazer e da dor
com outros animais.
Esse é o pacote básico de...
Todo o espectro do que chamamos de senciência.
- Senciência significa a capacidade de sentir.
Refere-se a todo um espectro de sentimentos.
Da agonia da pior forma de dor
do êxtase das melhores formas de prazer.
- A Ciência está lá
e está crescendo a cada minuto.
E estamos deliberadamente ignorando isso,
porque é inconveniente reconhecer.
Senciência é um conceito que...
- Animais têm mesmo emoções reais...
mas isso não significam que são pessoas.
Há uma grande coisa no cérebro que separa
pessoas dos animais:
o tamanho do córtex.
Nós temos uma aparelhagem potencial que animais não têm.
Animais não viajarão até a Lua...
Intelecto é que separa pessoas dos animais, não emoções...
É mesmo a solução para todas as nossas doenças.
- Alguém falou, uma vez, que os animais são outra Nação.
Não são alienígenas, não são propriedade,
não são perigos,
mas, ao contrário, são seres com quem compartilhamos a vida.
Que têm tanto interesse na própria vida como nós mesmos temos.
Tudo o que precisamos fazer é ter certeza de que
não nos tornaremos a praga, o verme,
que leva tudo embora,
mas, melhor, ter certeza,
de que haverá sempre espaço para eles.
Porque, sem eles, estaremos num maldito lugar solitário.
Um filme de Liz Marshall.
Estrelando Jo-Anne McArthur.
- Sinto-me como uma fotógrafa de guerra
e estou registrando a história.
Que estou fotografando mudanças na história, logo agora,
em termos de Direitos dos Animais e o seu rumo.
- Logo ali, no canto...
Ela é tão boa mãe. - É.
Próxima gaiola...
ela precisa de água...
Imagino há quanto tempo está sem.
Sair é sempre a coisa mais difícil.
E sair é a razão de eu ser assombrada.
Ao fechar essa porta,
enquanto deixo a fazenda industrial, esta fazenda de pele ou abatedouro
Fecho a porta e os deixo pra trás...
Sair é a pior parte do meu trabalho.
As almas na nossa máquina.
- O que é? É uma emergência.
para esses animais e para o meu lado ativista,
- Surgiu primeiro quando percebi que minhas fotografias
eram muito mais efetivas e se propagavam muito mais
rápido quando eu trabalhava com campanhas.
Então, por exemplo, quando eu fotografava as fazendas de pele da Suécia,
centenas de milhares de pessoas as viam porque existia uma
grande campanha acontecendo.
Acabei de voltar de Laos, Vietnã, Camboja...
Então posso mostrar-lhes algumas fotos, acho que já devem ter visto algumas.
Essas são de onde eles são capturados antes...
antes de serem enviados para a China.
É uma instalação típica...
quando as pessoas pensam animais nos laboratórios,
elas pensam em animais, numa gaiola, num laboratório,
mas a sua história antes disso, a maneira como são criados,
é um segredo.
Então...
Esses são macacos que são pegos na vida selvagem,
quase empre no Camboja, e criados em Laos, no Vietnã.
Mas envolve companhias americanas,
e companhias europeias,
que estão comprando esses macacos.
É por isso que queremos que isso passe a ser uma história aqui...
- Não sei, digo..
acho que isso é tão poderoso....
que...
perturba....
- É perturbador, de verdade.
São uma mercadoria.
Não têm, de verdade, muito valor.
É por isso que não ligam sobre as condições.
Então não os alimentam muito.
Só o estritamente necessário para mantê-los vivos.
- Oh, meu Deus, veja como o cara está segurando um macaco...
é bem triste...
- Você compreende, trazendo isso à tona você vê o conflito,
porque essas imagens são tão difíceis...
As revistas de consumidores não vão publicar isso.
- Mas é tão poderoso...
eu entendo...
- É tão potente...
- Mas é disso que sempre falamos...
- E esse problemas são tão importantes, porque...
- Nós pegamos histórias de fotógrafos que têm impacto social,
por todo o mundo, porque nós nos preocupamos.
Isso não quer dizer que, porque ligamos,
será publicado amanhã, ou depois de amanhã.
- E quanto menos gráfico for,
você sabe, ainda somos uma sociedade com "controle parental",
para muitas revistas publicadas aqui, nos EUA.
Então... então... abaixo de 13 anos... você sabe...
- Uh-hu....
- Você vai ficar bem?
- Tenho síndrome de stress pós-traumático.
- OK. - É.
- É... eu tenho muitos pesadelos.
- Eu vi na sua mensagem.
- É... eu estou tentando cuidar disso.
- Eu me solidarizo com isso.
Temos fotógrafos de guerra que chegam aqui e...
E eu desabo, porque é tão... a imagem mental que fica...
- Como você disse, quando está lá, você está na zona de crise.
- A adrenalina é insana.
E testemunhar as necessidades emergênciais de alguém
é como ir a uma fazenda industrial,
onde há 40 mil porcos sofrendo,
e também como quando se está
vendo um animal ser levado para ser abatido.
E estar com eles enquanto morrem...
Não sei exatamente o que dizer sobre isso, é o que eu faço e... seria
- É importante... e, sabe... infelizmente, eu gostaria de
ter uma revista ou escrever sobre isso todos os dias, mas...
mas não será assim, posso te dizer.
- É, é.
- O que posso te dizer é que estamos o mais livre possível
pra tentar colocar seu material por aí.
- OK, certo, ãhn-hãn.
- Tentaremos te arrumar o maior número de reuniões possível
e enquanto você puder.
- Ok. É alguma coisa.
- É bom... - É.
- Então, mantenhamos em contato.
- Sim, claro, foi ótimo te conhecer.
- Isso, se a gente tiver alguma pergunta, - Me mande um email...
... e a gente se mantém informado.
- Então mantemos contato? - Isso.
- Isso, a gente se vê em breve.
- Ah... - Continue com o bom trabalho!
- Não diria que fotografo animais.
- Diria que fotografo os eventos críticos em que os animais
são envolvidos pelos humanos.
- Quando comecei na Fotografia, e o sucesso veio
de fotografias bem boas, de imagens artísticas.
E isso ainda é importante.
Mas não tão importante quanto criar uma conexão entre
os animais não-humanos, no retrato, e os humanos.
A fotografia tornou-se a ferramenta para o ativismo.
Minha missão, na vida,
é
cultivar uma consciência
sobre as questões animais.
Não há muitas pessoas trabalhando pelos animais.
- Um brinde a todos! - Um brinde!
- Ótimo ve-los todos novamente. - É!
- Sim
- Curiosamente, gosto de cozinhar para muitas pessoas!
- Normalmente, como arroz e feijão toda noite, sabe?
eu... sabe...
- Eles dão apoio a fotógrafos documentaristas.
- E fazem mais do que algumas outras agências.
São conhecidos por isso. Por isso fui até eles.
Mas eu...
há 2 anos e meio, temos o mesmo tipo de reunião que a de hoje.
Que foi com ótimas fotos...
Essa questão não está...
no foco, no radar de nenhuma forma...
e, até que esteja....
- E como vai chegar lá, se... - Eu sei... eu...
- Como vai fazer pra chegar lá, isso não é impressionante, ou
Isso aqui é impressionante, ou uma questão "do que veio antes, o ovo ou a galinha?"
essa situação das galinhas e ovos...
Já não era hora de as pessoas e... e...
e a mídia trazerem isso à tona?
- É, em última análise, o que temos que mudar.
- Temos que chegar num ponto em que eles olharão para esses animais
e entenderão cada um como um indivíduo.
- Eles os vêem...eles vêem os animais como querem,
vêem-nos como vida selvagem ou como animais domésticos.
E... é confortávei olhar pra eles e inspirar sentimentos
de felicidade, conforto e familiaridade.
Aqueles para os quais não olhamos são aqueles que tento fotografar.
Aqueles que são coisificados em zoológicos,
aqueles que comemos,
e vestimos...
E, aí, há uma invisibilidade aí.
- Ei, quer falar sobre o livro?
- Sim, sim.
- Você veio até mim com uma ideia de publicar
um livro
das e com as suas fotos.
E eu te disse
que seria um projeto bem caro
que não conseguiríamos pagar por ele
Você precisaria de uma subvenção. - Uh hu. Você quer ser meu editor?
Vou pôr isso por escrito,
vou fazer o orçamento...
Vamos sonhar alto.
- Ok.
- Então, sim, eu posso ser seu editor.
- Alô?
- Ei, Marcel, é a Jo, como vai?
- Bem, Jo e você?
- Estou bem. Estou ligando porque quero falar sobre
criar um portfolio, para que eu possa entregar pras pessoas certas.
- Claro!
- Acho que preciso de algumas orientações suas,
sobre como faremos isso,
estrategicamente escolher quais histórias você acha que irão se encaixar
melhor com alguns clientes...
- Ah, sim... acho que tem séries fabulosas, como a dos macacos,
- Ok, e o material que te mandei recentemente...
como a história do urso,
- A história do urso é incrível.
- Ok.
- Tem a da fazenda de martas. - Fazenda de martas, sim.
- Ok, diremos que sim.
- E... tem alguma ideia de para onde enviaremos esse portfolio?
- Acho que devemos pensar nas maiores revistas de notícias,
como a do New York Times,
The New Yorker, Times, NewsWeek,
- Ok, parece ótimo, Marcel obrigado mesmo!
Preciso compartilhar mais histórias sobre pele...
Não só sobre as martas, mas
os pequenos animais, as rapozas, guaxinins,
dos cachorros, até, que são mantidos nas gaiolas para as peles.
Esses lugares estão quase sempre no meio do nada.
- Você tem que sair da trilha conhecida, pegar pistas,
em estradas sujas para chegar nesses lugares.
- Dinamarca, China, (Europa)
Finlândia, Holanda.
Foram os últimos 10 anos, com um trabalho após o outro.
A indústria de pele diz que tudo está OK, tudo está sob controle,
tudo está bem.
E essa investigação
deve mostrar o contrário.
Toda essa indústria é podre por dentro.
- Por isso é preciso tanto registrá-la.
- E temos que ficar em cima, filmando coisa nova a todo momento.
- É... - Pra mostrar
"olha, isso é do ano passado, isso é de agora..."
- Sigam-nos. Câmbio. Sullivan.
Meu dever é dar à mídia as melhores imagens disponíveis.
Foi por isso que decidi tirar fotos.
Uma foto pode causar um dano mil vezes piores à indústria do que
- Do que uma ação?
- Do que qualquer atividade direta.
E aprendi isso, por exemplo, quando trabalhei num laboratório de testes...
Aquele laboratório não tinha medo de danos na propriedade,
por que isso é pago pelo seguro,
eles pagam isso com dinheiro de mesada.
- É...
- Mas tinham medo de que alguém se infiltrasse, tirando fotos, videos.
- E era o que você fazia lá?
- Era.
- Por quanto tempo ficou lá?
- Por cinco meses. - Oh, meu Deus!
- Vou te mostrar um pouco só pra você ter um panorama.
- Vai começar com as martas?
- Não, raposas.
- Oh, meu Deus.
- Então, lá vamos nós.
- Essa é a fazenda de raposas.
- Uma bem pequena, mas são sempre da mesma forma,
não importa se guardam 200 ou 5 mil rapozas.
É o mesmo sistema. - Certo.
- Na área das fazendas, há muita coisa agrícola, mas
felizmente esta fazenda está localizada
aqui na junção dessa linha de trem e a floresta
então as únicas casas que têm alcance visual dali estão aqui,
a cerca de 400m.
Eles não serão uma ameaça.
A única ameaça é essa estrada.
Mas vamos colocar uma pessoa aqui e talvez outra aqui.
- Ótimo! - E talvez nessa via, vamos ver
como é a situação.
Então, o que quer que aconteça, teremos
um tempo de alerta de cerca de 1 minuto.
- Quando começaram com esse lugar? - Não sabemos.
Mas, normalmente,
fazendas de pele não são ocupação para pessoas ocupadas,
Então a única atividade diária que eles têm
é alimentar as rapozas 2 vezes por dia.
Uma pela manhã e outra à noite.
Devemos terminar em 1 hora.
Porque, às 6h30, todas as pessoas vão ao trabalho
e a chance de alguém ver alguma coisa é bem maior.
Em caso de emergência, você deixa a fazenda primeiro,
e... e eu serei a última pessoa...
- Emocionalmente, já estou lá.
Já estou lá, com eles.
- Então... nossa viagem até lá leva entre 15 e 20 minutos.
Rapozas são vulneráveis por sofrerem de automutilação,
e canibalismo,
então pode ser que tenham feridas
e é bem importante tê-las nos registros. - É, elas são cortadas dos documentos...
- Sim, qualquer machucado nas orelhas, pescoço, que eu possa localizar...
- Vamos estacionar o carro bem fundo na floresta.
- Ok. - Então, é isso...
é seguro lá, ninguém vai causar problema lá.
- Já fede aqui.
- O ciclo de vida de uma fazenda de peles começa
em março, com os acasalamentos.
E significa que o número de animais pode ser até 7 vezes superior.
Quer dizer, os animais, as gaiolas são
superlotadas,
os animais começam a brigar.
Agressão vai começar...
Elas serão separadas de suas mães de junho a julho,
então, para toda rapoza que não seja fêmea ou
ou macho acasalador,
a vida acaba em novembro, ou dezembro.
- Cuidado ao tocar as coisas...
- É... sem traços da gente.
- Isso, sem danos, sem rastros.
- Lamento tanto...
Oh, querida...
- Ok, temos que ir.
- Você se conecta com elas porque você olha nos olhos delas e elas, nos seus.
Sabia que ver, de verdade, as rapozas,
seria difícil, porque elas são tão cheias de alma, sentimentais,
seus olhos e seus movimentos
são tão fáceis de ser lidos, porque são como cães.
Não estou ali pra liberá-las.
Estou lá pra documentá-las.
Por mais que eu quisesse libertá-las das suas jaulas,
não posso, porque isso não mudará o sistema.
O meu papel é educar as pessoas.
E então não haverá mais gerações futuras desses animais.
Isso está mesmo infeccionado.
- É... e isso mostra que não há tratamento médico para o animal.
Eles apenas sobrevivem ou não.
- É.
Qual é o plano pra essa tarde?
- O plano é chegar bem cedo nessa fazenda de martas grande,
Pegar boas fotos de fora, pra mostrar
quão grandes essas instalações podem ficar...
- É difícil documentar.
Verdadeiramente.
- Você contarmos os barracões, -
com certeza, mais de 100 mil.
Mas é difícil dizer.
Uma fazenda de martas pode ter 20 mil
e 3 meses depois,
quando os mais novos chegam,
6 ou 7 vezes mais.
Esse é um rancho topo de linha nas fazendas de criação de martas
em todo o mundo.
E você vir como essas instalações são construídas,
há dinheiro ocidental envolvido nisso.
Milhares de fazenda de pele foram fechadas nos últimos anos.
Então a indústria de pele ainda está caminhando.
Em todo lugar.
Não tenho certeza se verei o dia em que
as últimas fazendas de pele serão fechadas em todo o mundo.
- Veja!
- É... - Cartões de boas vindas...
Uma de suas provas bem raras.
- Essa é uma outra.
- É uma companhia holandesa.
Fazenda Santuário Nova Iorque
- Desde que eu era criança,
eu sempre me senti em comunhão com os animais.
Minha mãe
tinha 10 galinhas
10 galinhas poedeiras na nossa casa de campo,
e elas tornaram-se minhas amigas.
Eu sabia quais delas eram tímidas,
e quais eram as chefes...
Vendo a dinâmica delas,
vendo as personalidades incríveis que elas tinham,
aprendi que
se fosse pra casa e comesse frango, eu não ia comer um mero pedaço de carne,
eu iria comer
uma pessoinha... é, alguém com personalidade,
alguém com senciência.
Estar aqui, estar nesta fazenda
me permite processar,
porque as vejo felizes,
e me faz pensar nas que estão tristes.
Mas aí as que estão tristes me fazem pensar nas que estão
em fazendas, confinadas, completamente abusadas.
Nem todo mundo pode vir a esses santuários.
- Há uma certa coisa com algumas pessoas:
acham que com santuários ou não, estão gastando dinheiro.
Não acho que seja um desperdício dinheiro
porque costumava existir mais mundo de fazendas...
Mas agora, a maioria vive nas cidades,
há muito poucos fazendeiros.
A maioria das pequenas fazendas foram devoradas pelas industriais.
Então ninguém mais faz as conexões com os animais hoje em dia.
Eles são quase tão desconectados que nos dessensibilizamos.
Acho que existirem santuários é como...
Chegar no ponto essencial, "olha, esses são indivíduos,
eles têm sentimentos e gostam de ser vistos como eles são.
Assim é diferente. - Não conseguem ter sentimento
por um bilhão de animais, ou um milhão.
- Ninguém liga! - Ou por mil, ou por cem.
- Não fazem isso com as pessoas!
- É o que vocês fazem, colocam um rosto.
- Um rosto e um nome.
- Toda vez que colocamos um desses animais na fazenda,
eles representam
todos aqueles animais que não podemos salvar.
Então nós temos umas fotografias poderosas pra mostrar
como é quando tiramos esses animais do estoque das indústrias,
e como estão em más condições.
Estou, de verdade, muito esperançosa
de que faremos disso um resgate bem especial.
Essa garota que conseguimos
estava numa venda onde estavam se livrando dos animais "gastos".
Vacas mães, vacas leiteiras gastas.
- O pequeno bezerro estava caído, mas...
mas com as costas de pé, e é muito, muito pequeno.
E eles, eles parecem tão aterrorizados.
Como se nada daquilo fizesse qualquer sentido.
E ninguém a queria.
Sempre faço esse tipo de coisa. Vou a um curso de veterinária
e quero os animais que não estão bons. - Aí você pode trabalhar sobre eles.
- É. Quando essa vaca apareceu,
veio alguém e disse "você tem que matá-la,
isso é tudo o que ela poderia dar".
É uma insanidade! - É.
Hospital para Animais da Universidade Cornell - Nova Iorque
- Vem, garota. - Vem.
- Aqui, eu posso ir por trás.
Aqui, docinho.
Vamos lá!
- Então, o que acha?
- O primeiro peso está em 64,
e a taxa respiratória em 36...
auscultação está limpa também,
- Seus olhos estão bem fundos.
Mas tenho certeza de que ela está um tanto desidratada.
Você detectou alguma anormalidade nas mamas?
- A aparência é boa.
Não há inchaço, nem vermelhidão,
A aparência do leite também é boa.
- É. - Normal.
Não escuto anormalidade nos dois lados.
Nem eu. A obviamente suas patas são bem longas,
e parece que... ela não tem mastite
então não acho que não tem caroços na teta.
Os cascos longos dela, provavelmente estão causando
a maioria de seus problemas.
Então... nós vamos tirar ao menos uns 5 cm...
- O umbigo está um pouco feio, então é capaz
que tenha nascido há 1 dia, ou, quem sabe, hoje.
Provavelmente, algo entre 1 ou 2 dias, eu acho.
Verifique o umbigo, veja se há alguma infecção.
- Está tudo bem, querido.
- Lá vai você, você consegue.
Está cansado.
- Antes que eu dê algum fluído, eu quero saber do sódio,
porque ficou à venda o dia todo,
está desidratado,
e se ver se não tem necessidade mesmo de tratamento.
- A conexão que tenho com animais
enquanto os fotografo não é outra senão a empatia.
Compreender que há
imensos
maus-tratos
e iniquidade entre humanos e animais não-humanos.
Isso está sempre
martelando na minha mente.
"A não ser que estendamos nosso círculo de compaixão a...
... a todos os seres vivos, a humanidade não encontrará a paz." - Albert Schweitzer
Coelhos, Perus, Gansos, Porcos, Cabras,Galos, Patos...
- Isso aqui é a história de todos eles.
(Gado) - Cada um está aqui, nos registros.
- Aqui você pode ver que temos animais vivendo por muito, muito tempo.
Se você olhar, guardamos desde o primeiro animal.
que é a Hilda.
E ela está aqui.
Esse é o diário de entrada e saída de todos.
Se prestar atenção, há o Bombay, Tom Collings, Gragg,
HAhaHA Você pode ficar sem nomes...
- Perfeito! - Essa é a ficha do Sonny.
Ele já tem úlceras. - Sei, é horrível. (Idade: menos de 1 semana...
...Marcas: fronte branca, Muito curioso e brincalhão)
- Gosto quando chamavam-no de "Desconhecido, caso 880257"
era como começamos.
Ela era numerada.
A vaca fêmea, adulta. Idade desconhecida.
- Oi, Fanny, garota fofa!
É sua nova casa, linda!
Muuuu!
- Hahaha Acho que ela te ouve.
Isso é pra tratar seu cordão umbilical. Isso, para úlceras.
Ok.
Ok, lá vem!
- Oi, Sonny!
Você vê, machuca, só de relar naquela etiqueta, porque o metal é enfiado.
Quer ficar com ele? - Sim.
- Pode ficar. Tenho aos montes.
Tenho quase o de todos, então pode ficar com esse.
- Obrigada, Mario.
- Sem problemas, pessoal.
A Farm Sanctuary é meu lar fora de casa.
É pra onde vou quando preciso
recuperar-me e conviver com animais felizes.
Cercar-me de pessoas que trabalham arduamente,
com as mesmas metas que eu tenho.
Que são a Libertação Animal.
- Venha, fique uma semana, e apenas tire fotos, deite na grama.
Você pode ficar um mês, o quanto quiser!
Você precisa de uma pausa, só vê maldade, é difícil.
- É.
- Tem que deitar e ver a bondade, a bondade está aqui.
- Olá, Blitzen!
Olá, olá!
- Estou tentando dizer oi para a Fanny.
- Ok, vamos lá.
Eu sei.
Vem!
Oi, Fanny, docinho!
Como você está?
Sei onde você estava há alguns meses.
Você ainda está tímida.
- Eu sei!
Como estão essas pernas, hein?
Oi, Sonny!
Você está tão grande agora!
Estou finalmente pondo todas essas histórias no papel.
Os animais que deixei pra trás nunca estão longe da minha mente.
Quero que o livro seja uma reflexão sobre
os indivíduos que encontrei por esses anos.
Eles são centenas de milhares,
mas com alguns deles eu passei mais tempo.
- Ei, olá!
Muito grata!
E alguns deles continuam comigo, no coração,
enquanto sigo em frente, neste trabalho.
Teresa!
Quero compartilhar suas histórias e...
acho que as pessoas vão querer ler porque
esses são indivíduos realmente incríveis, que eu encontrei
em circunstâncias inacreditáveis.
Então... posso apenas colocar essas imagens e histórias
na minha frente
Oi, belezinha!
É pata dolorida, como quase sempre...
Tadinha.
Ei, linda!
Acho que essas histórias vão
vão mudar as pessoas
e
fazer as pessoas preocuparem-se com os animais.
Então tenho uma motivação imensa
pra estar aqui.
Pra estar escrevendo.
- Beagles tornaram-se os cães de escolha...
(Voz da Dr. Theodora Capaldo, presidente da sociedade anti-vivissecção de Nova Inglaterra)
- Primeiro, por terem o tamanho certo. Têm o quê? Uns 18Kg ou menos.
Segundo, porque há laboratórios suficientes provendo Beatles,
e foram capazes de selecionar,
ao longo das últimas décadas,
um cão dócil, passivo, não agressivo.
Tudo isso
torna os beagles um modelo ainda mais desconcertante do que
qualquer um poderia pensar.
- Ahn... eu sei...
Aqui, vem!
Venha, suba aqui e faça uma visita.
Olá!
Quando o assunto é documentar animais usados em pesquisas,
e animais em laboratórios, não há muitas portas abertas pra mim.
Então precisa haver outros meios de contar essas histórias
dos animais que vêm desses lugares.
Aqui, Maggie!
Boa garota!
Maggie é uma beagle procriada motivadamente.
Nem todos os beagles são usados em laboratórios de pesquisa
Alguns, como Maggie, são utilizados em instituições de ensino.
O que é interessante na Melanie e no Mark é que eles
não são pessoas "pelos direitos dos animais"
São pessoas normais que amam os cães, como a maioria de nós.
Eles adotaram a Maggie e suas vidas mudaram.
- Fique paradinha, garota.
Tatuagens do seu passado.
Mostram por onde você passou, né, belezinha?
Bom!
- Pra Maggie chegar onde está agora,
Foi uma jornada longa e dura.
Eu deveria estar tirando fotos e escrevendo...
Eu deveria estar tirando fotos! Ok, sua sapeca!
Depois do resgate da Maggie,
ela passou por 1 ano de transformações até chegar no cão que é agora.
- Que bagunça!
Vamos lá!
Sério?
Lá vamos nós.
- Quando a pegamos, tinha entre 8 ou 9 meses.
Então ainda era um filhote.
E...
A ansiedade de separação foi, provavelmente, a pior coisa.
A instituição disse pra trazer uma gaiola,
que era com isso que estava acostumada, que eles iriam se adaptar
e ficariam bem no seu engradado.
Ela vomitava.
Ela tinha náuseas, ela roía a barra de metal da porta,
e cortava as gengivas, ela estava ficando louca.
Não sabíamos lidar com isso.
Então arrancamos completamente a jaula.
Ela tem muitos problemas,
e talvez muitos deles não conseguiremos resolver.
Por favor, verifique todas as razões por que podem querer adotar.
Companhia, eu acho, sim. - Sim.
Companhia para um outro bicho de estimação. É.
Por favor, liste os animais de estimação que tenha tido
ou têm nos últimos 10 anos.
Maggie.
2 anos e meio. Castrada, sim. Ainda é dona? Simp.
Sabendo que a maior parte dos animais vem de pesquisa e ensino,
tendo vivido um estilo de vida bem diferente do
de um bicho de casa,
permitiria um período de adaptação,
que pode durar semanas ou mês, até que o cão se ajuste ao lar?
- Ah, nós fizemos.
- É... - Fizemos com a Maggie e...
... e foi mais que "semanas"...
- Foi mais pra "mais que ano". - É.
Mas...
Acho que Maggie será uma grande ajuda.
Gosto da raça e eu sinto
que tem sido transformador.
- Vamos lá, pegá-la. Bora!
- Ela tem várias marcas como as da Maggie, né?
É mais clara no rosto.
Disseram que ela fez mais coisas do que a Maggie.
- Foi o que disseram? - É... vou descobrir mais sobre isso.
- Uau, ela é tão dócil.
- Bem dócil.
- É tão emocionante!
- Que linda carinha!
- E que vida teve, imagino, nem tanto uma vida...
- Ei, filhote!
- Olá... ei!
Vem!
Ela está ansiosa.
- É.
Vou consertar essa ansiedade.
- E isso é comigo.
- Você disse que mudará o nome dela?
- Sim. Abbey. A-B-B-E-Y.
(Em febre!... sangue... muito melhor...)
(recebeu butorphanol 0.2mg. Colocado /retirado catéter... direto da jugular.
Cão em febre.
região cervical...
... diarreia+regurgitação... totais de sangue por direto....)
- Ela era uma candidata para ensino de castração.
- Ok.
- Alterno contigo? - Sim.
- Abbey!
- Ei, docinho!
- Está pronta pra ir pra casa?
Está pronta pra ir pra casa?
- Vamos embora, agora.
- Vou na maciota, porque não sei como ela fica.
- Parece muito bem, de verdade.
- Parece hipnotizada.
- Veja o olhar dela.
São ótimas fotos!
Você é muito fotogênica, Abbey.
- Ei, Abbey. Boa garota!
- Essa é sua nova casa. - Sua casa.
- Maggie está sendo ótima!
- Vamos arrumar uma água, então.
- Venham, vocês duas!
- Você consegue!
Bom trabalho.
Bom, quase lá!
- Lá vai ela!
- Mais um.... mais um.
(Patético)
Dra. LORI MARINO - bióloga comportamental e neurocientista, fundadora e executiva
do Centro Kimmela pela defesa animal.
- A tendência lamentável que ocorre globalmente é que parques temáticos
aquáticos, com mamíferos marinhos, estão literalmente pipocando
por todo lugar.
Qualquer animal altamente inteligente, altamente social,
não pode prosperar num zoológico ou aquário.
Temos evidências científicas mais do que suficientes dizendo isso.
O livro será dedicado ao Ron.
Ele é um chimpanzé
que encontrei algumas vezes.
E com quem eu tive uma grande conexão. Ele faleceu no ano passado.
Passou a maior parte da vida,
mais de 30 anos,
em pesquisas, e vivia numa gaiola.
Ron foi submetido a tantas cirurgias,
foi anesteziado tantas vezes,
16 vezes num período de 5 semanas.
Era mantido numa jaula de 1,5m x 1,5m x 2,0m .
E ele... hãn..
nunca, de verdade, lhe deram algum agrado.
exceto por um lençol ou cobertor, de vez em quando.
E mesmo depois de seu resgate,
aquilo era o seu consolo, era aquilo que ele conhecia.
Então ele pegava um punhado de cobertores
e fazia um ninho circular perfeito.
O perdão que ele mostrava aos humanos
era mesmo inacreditável.
Que embaixador
para animais usados em pesquisa.
E... eu... sinto muita falta dele, mesmo.
(Para Ron)
(Buzine por piedade com os porcos)
- Pessoal, vocês estão presos aqui.
Eu vejo vocês, caras.
- São tão gentis.
- Oi, essa á Susie.
Acabamos de tomar uma porca reprodutora.
Ela deu a luz a 16 porquinhos e tivemos que tirar 8
e estão tomando muito leite.
- Pegamos a porca reprodutora, um dos trabalhadores caguetou
que eles batiam nela.
O trabalhador foi polícia e a entregou.
A polícia, na verdade, a expulsou.
Eles nos chamaram, fomos até lá, pegamo-la e a trouxemos.
Essa é a fazenda de onde ela veio.
Essas são as celas de gestação.
É todo o espaço que têm.
No concreto.
Ele me mostrou, foi daqui que ela veio
Esses são os vizinhos dela.
Foi daqui que a tiraram.
Pode ver que todas estão prenhas.
Essa é uma das mães.
Eu queria pegar todas, mas não pude.
Essa é ela.
Ela tinha sangue por toda essa parte.
Isso são contusões.
E aqui, em cima dela, onde estão as queimaduras.
São queimaduras elétricas.
Vêm do aguilhão.
E aí pegaram uma vara de metal e bateram nela
E ela entrou em choque.
Ela colapsou completamente
quando conseguimos colocá-la em nosso trailer.
Uhn.. ah... não faz o menor sentido ela ter que passar por tudo isso.
Machucaram-na mesmo.
E então, ela veio pra cá.
Ela estava toda estragada.
Fazer um animal passar por tudo isso
enquanto ela está a dias de dar a luz, só porque
ela não queria fazer o que eles queriam
Ela é encantadora, um docinho.
Todo mundo vai dizer oi à mamãe!
Quando conersei com esse cara, era loucura.
Perguntei por quanto tempo você fica com as leitoas,
e ele disse "oh, nunca fico mais do que 2 anos".
Como se ele estivesse fazendo-lhes um favor, e ele está
mas isso quer dizer que eles serão abatidos.
- Então... eles não chegam nem a viver por mais de 2 anos.
- Elas são fecundadas 2,5 vezes por ano.
Sim, porque têm um ciclo de 144 dias.
Sim, é uma das mais terríveis, elas são máquinas.
- Quão grandes eles ficarão?
- Os meninos chegarão a uns 360 Kg, as meninas, a uns 270 Kg.
Vamos, vamos!
Ei, tem leite em cima de você toda.
- Vocês são tão bobos! HaHA
Lá vamos nós.
- Estamos aqui pra ver o Marcel. Ótimo, obrigado.
Que bom te ver!
Dê-me um abraço, bom te ver!
Temos um editor da NewsWeek vindo pra cá.
- Oi, Jamie. Sou a Jo-Anne.
- Prazer, obrigado por aguardar.
Descule por demorar tanto.
Bom te ver.
Você está em Toronto, mas levou 6 meses do ano
perseguindo essa questão.
- É, é a coisa de que tenho um arquivo enorme,
de 10 anos de nosso relacionamento com animais.
E... eu... estou tentando salvar o mundo.
- E não há nada de errado com isso.
É por isso que faço o que faço.
Mesmo que quase sempre eu olhe para causas
que são sobre tormento e perda,
ou até agressão e tristeza.
A não ser que nós exponhamos isso para o mundo,
que chance temos de engatar uma conversa
pra imaginar meios de salvar o mundo?
- É o que estou fazendo, fotografando esses assuntos
mas é uma guerra invisível, uma guerra contra os animais.
- Muito poderoso. - Obrigada.
- Bem perturbador.
Forte, visualmente, muito forte.
- Estou voltando atenções para coisas perto de casa
coisas que são invisíveis de verdade.
- Como o quê?
- Como fazendas industriais.
porque o maior número de animais
no mundo está sofrendo os piores destinos.
Isso é um dia de vida do vitelo na fazenda de leite.
- Nova Iorque é um estado de enorme atividade com laticínios, aliás.
- E esses são animais quase orgânicos, criados humanamente.
Estou tentando mostrar a indústria disso, até as pequenas.
- É muito bom.
- Pequenas fazendas.
Mas leite é... é...
é um tantinho diferente pra você
do que, do que matá-los
Ou é tipo, no mesmo nível?
- Uma hora vão matá-los,
essas vacas leiteiras podem viver 20 anos, mas
são mortas, normalmente, com3 ou 4 anos.
porque seus corpos estão completamente esgotados.
Eu, de verdade... muitas pessoas tornam-se vegetarianas,
e cortam a carne vermelha, o frango, por razões éticas,
- E aí comem lagostas, ou algo assim
- Ou continuam comendo laticínios e, hmm, ovos.
- E sorvete, por exemplo.
- Mas essas são, na realidade, as indústrias mais crueis.
Muito mais crueis, por causa do confinamento dos animais,
e seus filhotes são levados embora,
e pela velocidade com que são abatidos,
e pela forma com que seus corpos são super abusados.
- Isso é o lance do hormônio, né?
- Não, nem isso, nem isso.
- As galinhas poedeiras têm as piores...
- Há quanto tempo você é vegana?
- Há quase 10 anos.
- Quando você fala sobre o número de animais que são mortos por
ano para serem consumidos, de quantos está falando?
- Cerca de 10 bilhões.
- Bilhões?
- 10 bilhões por ano, para comida.
E isso não inclui os animais marinhos, que são muito mais.
Os números são muito maiores para aqueles que são pegos nas redes.
- E o que fará em seguida, se você puder sair e contar alguma história?
Onde seria?
- Na realidade, precisa ser
onde o sofrimento está concentrado.
- E onde seria?
- Países desenvolvidos, com fazendas industriais.
E gostaria também de...
Conseguir tarefas quando estiver fazendo esse tipo de coisa,
Quero aproveitar meu tempo quando estiver lá,
para que as publicações pensem em mim quando
tiverem uma história com animais.
- Então, você precisa ir e visitar lugares sobre seu trabalho.
- É, e preciso fazer mais disso, então...
- Eu ia dizer isso.
Quero dizer, isso é sua missão de vida.
Você tem que, tem que pressionar.
- As pessoas vão continuar a fazer essa história,
e é importante eles saberem que você
continuará a fazê-la.
Você tem que deixar as pessoas alertas de que você está fazendo esse trabalho.
- Um dos desafios é esse.
- Se você tiver uma história no New York Times, ou no Wall Street Journal,
muitas pessoas veriam.
- Eu sei.
- Muita gente.
- E é muito, muito importante, não só pra você, mas, claro, pra causa.
Então, depois de ter feito esse trabalho por anos a fio,
qual seu sentimento sobre seus companheiros, seres humanos?
- Não posso passar muito tempo pensando "por que, por que, por quê?"
porque não tenho uma resposta, e não é uma resposta fácil.
Então meu trabalho é tirar as fotos e...
- Mas já que você está tirando as fotos e
e se imbuindo de tanta responsabilidade na causa,
você tem muito mais do que, na realidade, aquele crédito que você está se dando.
- Sou sempre fascinado com o fato de, você sabe, como você
muda algo que está tão culturalmente enraigado.
- Eu penso que podemos usar animais de uma forma ética, para comida.
Há animais que não estariam aqui se não os selecionássemos.
(Dra. Temple Grandin - prof. de Ciência Animal, da Universidade Estadual do Colorado)
- Mas nós devemos dar a esses animais uma vida que valha ser vivida.
Cerca de 50% do gado nos EUA, Canadá e Australia
quando vão para matadouros industriais bem grandes,
são manejados no meu sistema
"centro de trilha de contenção".
- Eu sempre sou perguntada
As grandes fábricas funcionam bem?
As grandes fábricas funcionam bem, se o equipamento
é instalado corretamente.
Você tem que ter certeza se não tem gente de menos,
ou sobrecarga no equipamento.
Esses são meus desenhos, que rascunhei eu mesma, à mão.
Temos dois sistemas curvos de manejo de gado ,
E alguém pode perguntar, por que são curvos?
O gado tem tendência de querer voltar pro lugar de onde veio.
Então você pode usar esse comportamento
para te ajudar a colocá-los dentro do sistema.
Uma das coisas que são importantes mesmo
é notar o que o gado está vendo.
Se vêem gente andando, não vão entrar.
Se a entrada é muito escura, não vão entrar.
Você tem que iluminar a entrada adequadamente,
Não podem existir reflexos ali.
Tem que ter um chão antiderrapante.
Tem que bloquear a visão justamente nos lugares certos.
Os detalhes do projeto são importantes.
Também, já que o sistema está a uns 2 metros do chão,
você tem que colocar um piso falso,
para que os animais não vejam o efeito de penhasco.
Com gado, tudo é sobre aquilo que ele vê.
Se você controla o que vêem, e eles estão em superfície não escorregadia,
Eles vão entrar.
Acho que os matadouros deveriam ter paredes de vidro.
Já levei inúmeras pessoas a grandes fábricas abatedouras
quando elas trabalham certo.
E elas assistem o gado subindo a rampa e a forma que vão,
E elas "não acredito como sobem a rampa de forma tão quieta"!
Agora, uma das maneiras de dar-lhes paredes de vidro é o vídeo.
É só passá-los na internet.
- Susie, onde você está?
- Olá, olhe esse lugar!
- Como está a Fanny?
- Fanny está bem.
- Ela ainda chuta?
- É, ela ainda chuta a perna.
Ela sempre terá problemas no casco,
pelo resto da vida.
Porque eles eram tão sérios que ela sempre terá artrite.
- Oi, Fanny, querida!
Olá!
Vou dizer oi pra todos os outros.
- Sonny!
- Sonny!
- O Sonny está crescendo saudável?
- Sonny está, provavelmente, com uns 360 Kg.
Sonny vai virar um ano, vai ter um ano agora.
- Venha cá.
Ele é tão abraçável!
- Olhe essas pestanas perfeitas.
Eu verdadeiramente acredito que é inato sermos
todos compassivos e que se formos dados a oportunidade
de tomar conta, nós tomaremos.
- Eu tenho uma pergunta sobre o que você disse,
que não pode sempre usar a porta da frente.
Não sei, você praticamente disse que é uma espiã.
Pergunto-me o que isso pode ocasionar...
- Ok, obrigada.
Estava pensando, porque com tantas histórias
sobre as quais você fala, ou ouvimos nas notícias,
você acha que a maior parte do que acontece
no exterior?
Sei que há muito o que acontece aqui e sobre o qual não ouvimos falar.
- Como sabemos, fotos podem valer por mil palavras.
E se podemos entrar e ficar de cara com isso,
documentar algo do ponto devista de um animal,
e mostrar aquilo por que passam os animais,
isso vai mudar o coração e a cabeça das pessoas.
- Oi, queria perguntar quais são seus planos pro futuro.
- A maioria das culturas antigas no mundo julgavam a si mesmas
como a família da Terrra, com todos os seres.
como parte da teia da vida,
não como mestres ou proprietários dela.
E tivemos o desenvolvimento de uma visão de mundo
que define poder e direitos apenas nas mãos de poucos seres humanos.
tomando direitos de outros seres, incluindo animais.
E penso que o que vemos hoje
é uma correção nessa aberração.
- Estou convencido de que os direitos dos animais
e direitos humanos trabalham juntos.
Se estivéssemos tendo essa conversa há 200 anos,
e conversávemos sobre escravidão,
ou sobre sufrágio,
pessoas argumentariam que mulheres nunca teriam vez no governo,
diriam que é natural para humanos manter outros humanos escravizados.
- Adoraia ver animais terem direitos.
Não sei exatamente o que isso significa.
Provavelmente, alguém diria ser o não uso de animais,
para qualquer coisa.
Outros diriam "sem abuso de animais".
A percepção dos direitos dos animais é um pouco vaga,
especialmente sabendo que o processo
legislativo, especialmente ao se tentar
ter uma maioria no Parlamento,
e na população,
para dizerem "sim" a degraus a frente.
- O fato da matéria é que os animais sequer têm o direito de viver.
Então estamos bem longe de alcançarmos os direitos dos animais.
Acho que outras nações poderiam aprender algo com a Suíça.
A saber, lá você pode proteger os animais num nível legal,
e que você pode alcançar muito bem-estar animal
com a alavanca da lei.
Animais merecem nossos esforços contínuos
em seu benefício.
Eles não podem fazer isso por eles mesmos.
Eles confiam em nós,
e isso precisa ser feito num nível societário.
E, claro, também no nível legal,
com leis fortes e empoderamento consistente.
- Essencialmente, qualquer organismo vivo tem direito básico
à integridade física e à liberdade.
E a não ser possuído ou controlado por outro ser.
E por tudo isso, quero dizer,
não que eles não mereçam os direitos que possamos dar-lhes,
mas que eles já os têm.
Em virtude de quem são.
Pelas almas.
Acessórios, roupas e sapatos de pele estão a pleno vapor.
Em 2011, 2.771 beagles foram usados em pesquisas no Reino Unido,
essencialmente em medicina humana ou odontologia.
Depois de 4 anos na indústria leiteira, vacas são consideradas "esgotadas"
e enviadas para o abate.
Animais não humanos apresentados.
Estimativas apontam a existênia de 10 a 12 mil zoológicos e
apresentações de animais selvagens no mundo.
Aproximadamente, 5% delas com apoio de associações profissionais.
Animais humanos apresentados (em ordem de aparição)
Vozes apresentadas (em ordem de aparição)
Em 2011, a produção global de martas e rapozas
aumentou 6%, com um total de 57 milhões de peles.
As seguintes companhias não seriam entrevistadas.
Em 2010, aproximadamente 65 mil cães foram usados em pesquisa,
testes e ensino nos EUA.l
A cada ano, um milhão de bezerros são os produtos não desejados pela
indústria leiteira nos EUA. Eles podem ser vendidos
por valores tão baixos como US$ 50,00 "pro cabeça", a produtores de vitela.
Pelo mundo, mais de 100 aquários atuônomos foram abertos desde
o começo dos anos 1990, representando um investimento
de centenas de milhões de dólares.
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