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Original subtitles

-Devagar.

- Despachem-se

- Pronto!

- Hei, calma contigo!

- Tu esperas...

- Oh, eu conhe�o esta...

- � filha do Jaguar!

- � d�cil?

- N�o est� � venda.

- Quando �? Em Mar�o?

- N�o, no local. - H� completo, tamb�m.

- Mas n�o h� obst�culos! - Sim, h� dos dois.

- No local? - Sim.

- Mas n�o havia s� no regional?? - N�o, tamb�m h� no local!

A porcaria da galera.

- Acontece, principalmente, quando se teve uma derroga��o.

- 65...65!

- O...

- O 19: 165.

180.

- � bom. - Eu estava em p�?

- No limite, mas � bom.

180.

- Ela faz parte dos grandes, est� impec�vel.

Impec�vel.

Bom dia. Pronto, � o n�mero 29.

O exame est� feito. Impec�vel. - Obrigado

- Garrote, dorso, rins

Tem um garrote bem alongado com rins bem apoiados.

- Sim, pode-se p�r 7. - Pode-se p�r 7, sim

Fa�a-a andar a passo � nossa frente. - Bem ao centro.

- A garupa, n�o est� mal.

- � aprumada.

Portanto, p�e-se 6,5 atr�s. - Sim, parece-me que sim.

- De frente, tamb�m n�o est� mal. - Est� bem, tamb�m.

- Sim, � um cavalo com um bom andamento a passo.

- Pode-se p�r 7.

- Fa�a o mesmo a trote.

Est� um pouco melhor.

Ponha-a paralela a n�s.

Sept, talvez de frente? - Sim.

Est� bem, j� chega.

- Gracieuse...?

- Toma. A patroa quer que tu a mostres a saltar.

- O qu�?

Ela n�o me disse nada. Mas que merda � esta? Tu sabias?

- Segura-a aqui um instante.

Cabra.

- Boa venda, hein?

- Voc� tinha-me prometido aquela �gua. - D� c� isso!

- N�o, ela � minha!

- Quem � que soltava os seus cavalos �s 6h da manh�?

- Escuta. Sempre te tratei bem.

- E esta � a prova! Sonhos desfeitos!

- Assim, n�o... Tem calma!

Desaparece daqui!

- Com o teu feitio, ainda h�s-de acabar como caixa de supermercado.

- Nunca na vida! - Desaparece!

- Todos os meus sonhos desfeitos!

- Ela n�o se devia chamar Gracieuse mas, sim, cabe�a de porco...

- Deixaste-te dos cavalos?

N�o precisas de apanhar frio por causa disso.

- Ol�, pap�.

- Vou buscar-te as mantas.

SPORT DE FILLES

HARAS DE MARESQUERIE Venda de Cavalos

Segura-o bem direito.

Assim. Sim. Ainda. Leva-o para a esquerda.

Assim tanto, n�o, querida.

Um pouco de pernas l� embaixo, e tu vais ver.

Com menos flacidez nas pernas...

- � uma loucura, a diferen�a!

- N�o � bom, Louisa? - � Louisa?

- Anna-Louisa. - Sim, Louisa.

- Este cavalo � muito bom.

- � rapido a reunir e pode empenhar-se sem fazer grandes esfor�os.

- J� acabei, n�o? - Pedi � Mina para aparelhar o cinzento.

- Deve-se acabar sempre com uma boa recorda��o.

Devia deix�-lo l� embaixo e experimentar aquele cinzento bonito.

Louisa.

Queres ver o que o cinzento te vai fazer? Sim.

� preciso experimentar para ver como � belo.

- Ele n�o quer aparelhar mais nenhum cavalo.

- Ele tem raz�o.

- O que � que voc� quer? - Eu sou filha do Sr. Malandain.

- A nossa vizinha nova! Ah... at� que enfim que a conhe�o.

Vive aqui perto... perdeu a m�e h� pouco tempo. O mundo � muito cruel, n�o?

- Pode esperar por mim?

Se quiseres continuar com o grande, o Franz ajuda-te.

- O Franz � muito bom.

N�o h� problema. Telefonas-me e eu mando-o ter contigo.

- Tome, � o seu contrato.

- N�o me faz pergunta nenhuma? Nem como eu trabalho?

- O que me interessa � o modo como quero que trabalhe e n�o como voc� trabalha.

- De acordo, mas com uma condi��o.

- Ah, sim?

- Quero poder montar um cavalo para mim.

- O seu pai contou-me. Fiquei sensibilizada.

Mas � dos obst�culos e do sela franc�s. N�s, aqui, fazemos dressage,

...de elevado n�vel. Com cavalos alem�es, n�o h� espa�o para improvisos.

- Precisamente, com um cavalo, aprendia mais depressa. E n�o com as pessoas

Isto n�o � das pessoas. Isto � Franz Mann.

E ao Franz Mann, � preciso merec�-lo.

Vale ouro.

Isto n�o � uma coisa qualquer.

Ali est�o dois cavalos que ir�o, brevemente, embora.

O alaz�o grande para It�lia e a �gua pequena para T�quio.

Com o Franz era t�o dotada, que me dava vontade de chorar

Quando se vende um cavalo, choramos, mas quando se v� o resultado ficamos felizes.

- Eu, a �nica coisa que quero � um cavalo para montar.

- Vai tratar disso com Mina, mais tarde. Aqui s� vamos aos concursos da Alemanha.

- Confie em mim.

A minha confian�a em si � o sinal do contrato de arrendamento com o seu pai.

Eu, agora, vou precisar destes terrenos.

- Isso arranja-se, arranja-se sempre.

A Gracieuse vai tratar dos cavalos novos.

- J� n�o h� compota de framboesa. � preciso comprar mais.

- Ent�o, Gracieuse, vens trabalhar connosco?

- Voc�s conhecem-se? - And�mos juntos na escola.

- Isso � bom.

- Com dressage ou sem dressage, para ti � muito bom.

Cavalos novos, s�o cavalos novos. � um trabalho igual, em qualquer s�tio.

- Um trabalho onde h� bons cavalos para os outros, como � costume. Vou pensar.

- Tu n�o tens dinheiro para te pores a pensar.

- E, depois da confus�o que armaste na Normandia, hein?!

- Deixa-te dessas pretens�es. - Eu s� queria um cavalo bom.

- Oh... cavalos! H� cavalos em todo o lado.

- Tu n�o viste a minha �gua. - Ainda bem... N�o sou casmurro como tu.

Nunca me passaria pela cabe�a largar as minhas terras.

- Um agricultor n�o vende o que � seu nem � de se gabar.

- E cala-te, que n�o est�s em tua casa.

E o que � que eu fa�o?

- Eu n�o quero este trabalho.

- Ahhh... v� bem o que eu vou fazer!

- Isto far� com que, mais uma vez, eu tenha que engolir o meu orgulho.

- E tu vais fazer o mesmo.

- Mas, eu... eu n�o sou como tu!

- Por�m, tu �s minha filha.

- Ahhh...

- Bom dia, Sr. Mann. - Ol�, JB.

- Ah...

- O veterin�rio j� passou. Os exames j� foram feitos.

- Lembrei-me de te dar um aut�grafo para a tua filha.

- Ah, obrigado, Sr. Mann. Ela vai gostar.

- Oh, Manifestant.

- Que coberta � esta?

- A senhora deixou ficar tudo em Miami e isso era o que t�nhamos aqui.

- J� vi que � bom.

- Acomoda-o na minha caravana.

- J� viste o estado em que tu est�s? - Estou aborrecida... demoraste muito.

- O que � que fizeste com o Manifestant? - 6 meses sem aulas!

- Estou ansiosa por andar a cavalo. - N�o mudes de assunto.

- H� quanto tempo j� n�o montas? - 3 meses.

- Franz!

- Lamento mesmo muito.

- Franz, porque � que queres que monte um cavalo que eu quero devolver?

- S� quero o mesmo que paguei por ele.

- E poupo um pouco mais para comprar um novo.

350.000 euros no estado em que tu j� est�s...

- Com a Jos�phine isso nunca aconteceu.

- Tu d�s cabo de mim, minha querida.

- Eu comprometi-me com a tua mulher a comprar-lhe um cavalo...

...s� porque precisava de ti

- N�o � a minha mulher. - Tu vives com ela h� 20 anos.

- Eu quero outro cavalo, Franz.

- Tu est�s doida.

- N�o impliques com a Jos�phine.

- Onde est� o Franz? O que � que fizeram?

Nunca sei se vou levar o Ulysse ou o Giacomo

- Est�o ambos inscritos. Est� tudo bem. - Tirando o facto de que eu n�o treinei.

- Basta, Alice.

O Franz tratar-te-ia melhor se tu n�o lhe tornasses a vida num inferno.

- Est�s sempre do lado dele. - Que idade tens tu?

� normal seres tu a esperar pelo professor.

- Ficar a contar as horas?

- Ah, apresento-te a nossa vizinha. Ela vai preparar...

...os pastos e tratar dos cavalos novos. Alice...

- A minha filha campe�.

- Bom dia. - Gracieuse.

- Trouxe o contrato de arrendamento?

- O meu pai fez uma viagem � Arg�lia... ... assina quando regressar.

- Quer que ponha as faixas? - Deixa l� as faixas, a Mina faz isso.

- Faz o levantamento das cercas necess�rias para as terras do teu pai.

Porque � que n�o atendias?

- Tinhas dito que montava �s 10h e j� � meio-dia. Como �?

- Como �? - Ora... est�s preparada, vai montar!

- Mas que bela surpresa!

- A tua melhor cliente. - O que � isso?

- Ela traz-te o Manifestant de volta. - Essa, agora...

- N�o se adapta a ele.

- Depois de 6 meses? Mas o que � que tu pensas? N�o me d� jeito nenhum.

- � minha responsabilidade, senhora.

- Bom dia, Jos�phine. Como est�?

- Est�o, de cada vez, mais bem instalados.

- � um prazer receb�-la, mas devia ter telefonado antes acerca do Manifestant!

- � que o Franz n�o est�o encarregado dos neg�cios.

- Mas eu pensei que n�o era preciso. Que estavam de acordo.

- De acordo, como? - Se n�o puder ser, levo-o de volta.

- Seis meses depois, n�o pode ser!

- Uma cliente destas, que te traz de volta...

...um cavalo que n�o te serve, leva outro cavalo, e pronto.

- N�o me comprometo com nada acerca do Manifestant sem o experimentar, sem ver.

- Alice, monta o Manifestant para eu o ver.

-Ah, n�o, nunca mais lhe toco. N�o faltava mais nada.

- Eu tinha dito que n�o o queria vender. Tr�-lo de volta quebrado, de certeza.

- N�o te deixes levar, mam�.

- Mina, vai mont�-lo. - N�o, ela tem 3 cavalos para tirar...

...e um cami�o para preparar para amanh�. - Com certeza, minha senhora!

Se � assim...

...Suzanne vai experimentar o Hanoveriano, imediatamente.

- Esse n�o era para o italiano de Mil�o?

- Bem, n�o � n�o.

Mina, aparelha o Trentino que eu j� vou ter contigo!

- E o meu caf�? - Espera-te na cozinha.

- E as minhas cercas?

- Susan, pressiona um pouco para veres como ele faz.

- Tu...

- N�o te coces nos seios. - N�o tens mais nada para me dizer?

- Susan, oh!

- Inclinada, n�o! Direita!

- � isso mesmo!

- Merda! Mas o que � isto? N�o sabe as prioridades? Est� na Am�rica, ou qu�?

- N�o � poss�vel!

- Tu n�o me ajudas. N�o dizes nada.

- J� est� dito tudo o que havia a dizer.

- Dizes-me para montar com as m�os. Que significa isso? Diz respeito a qu�?

- Tu resistes. - N�o resisto nada.

- Isso n�o � trabalhar como deve ser. Isso � p�r-lhe stress.

- Tu n�o v�s que deves parar? Que os olhos dele est�o salientes?

- Estamos h� demasiado tempo no picadeiro, � por isso.

Olha para isto... parece que acabou de atravessar o canal da mancha a nado!

- Que vergonha! Elevado n�vel, dizes tu!

- Vai-te acalmar e volta aqui com o outro cavalo!

- Tu, a�, vem busc�-lo, se faz favor.

P�e-no a andar a passo at� ele secar.

- Despacha-te!

- N�o est� mal, hein?

- Tu sabes do que � que o cavalo precisa...

...e sabes dizer-mo. E, depois, o cavalo fica bom.

- Sinto-me t�o bem...

- � feito para isso, minha querida.

- N�o o refreies tanto, por enquanto!

- Monta durante 10 minutos.

- R�deas soltas.

- A passo.

- Algum problema? - Sou apenas uma trabalhadora, eu.

- Precisamente, uma trabalhadora faz aquilo que lhe dizem.

- Desce do meu cavalo, imediatamente. N�o estamos no circo. N�s fazemos dressage.

- Que � que se passa?

- N�o sou eu, � o Franz.

Desde que dei o mau jeito �s costas ele n�o me larga, quando ando a cavalo.

- Resolvam os vossos problemas sem mim.

- Assim, est� bem!

Franz, o que se passa?

- N�o se passa nada.

- Encontrei uma pessoa para verificar o estado em que est� o Manifestant.

Manda selar o cavalo amarelo para n�s vermos.

- Boa ideia. Quando chegar a altura, chamem-me.

- N�o conhe�o esse cavalo. Se ainda c� n�o chegou, o que � que se passa?

- Trata-se de com�rcio. Faz o que ele diz enquanto terminamos isto.

- Olha o equil�brio, Alice.

- Redirecciona-o e pressiona por dentro.

- Ora a� est�.

Solta a frente. Agora j� podes, querida.

Oooh!

- O que � isso?

- Pareces um sapo em cima de uma caixa de f�sforos.

- Eu n�o fa�o dressage.

- �s dos obst�culos.

- Precisa de ser alongado.

Aten��o � prioridade. Vai...

- N�o andes a dois � hora.

Mant�m-no bem direito.

- V�s, quando tu n�o o pressionas...

...repara como vai por ele. Assim, est� bem.

- Est� bem. Assim j� gosto.

- Trote sentado.

- Tu ficas no canto.

- Tu deixas o cavalo no vazio. Conserva o contacto.

- Avan�a!

- For�a-o a ir em frente!

- Abre os joelhos.

- Fecha as pernas.

- As pernas.

- Tens que o apertar como a um barril. - Este cavalo tem mais gaz.

- Oh, p�ra.

- Desculpe l�, mas n�o gosto de intrigas. Obrigada.

- Tu tens raz�o, encarnada como j� est�s.

- Mant�m o contacto.

Pressiona em cima.

- O quadril esquerdo.

- V�s como p�es a cabe�a? Olha para mim.

- N�o estamos no Jap�o. Presta aten��o.

- Alivia as m�os. � com as pernas!

- Diagonal.

- E a perna de dentro.

- Mant�m a cad�ncia!

- Ent�o.

- Sim, ent�o.

- Assim, est� bem.

- Est�s a ver...

...ainda tem muito para dar. Preciso de um caf�.

- Recolhe o cavalo e vai fazer o levantamento das cercas.

- Diz-me. Onde � que a Miss Am�rica vai dormir?

- Eu n�o tenho quarto de h�spedes.

- Ela n�o � americana...� inglesa.

- Ela tem os est�bulos na Florida. - E depois?

- Eu sou alem�o e os meus est�bulos est�o em Fran�a.

- N�o s�o os est�bulos, propriamente.

- Obrigado por mo recordar, madame.

- O Hanoveriano n�o vai corresponder ao que tu queres.

- A troca com o Manifestant ser� boa para todos.

- Um cavalo de topo em troca de outro que n�o treina h� 6 meses? N�o sou doida.

- Tu bem viste que n�o est� quebrado, aquele cavalo.

- N�o vi grande coisa. - Mas vi eu!

- � preciso prepar�-lo, depois de 10 horas de voo.

- Eu tenho milhares de horas de voo e repara neste esplendor.

- Sim.

- Voc� aleijou um cavalo.

- Isso n�o � nada. Cr�me cicatrizante durante 2 dias.

- Ele diz-lhe aquilo sem lhe dizer que � preciso baixar as pernas.

- � preciso atingir um certo n�vel antes de trabalhar com Franz Mann.

- 4 a 5 anos de trabalho at� utilizar as pernas correctamente.

- O que quer dizer quando diz que � preciso baixar as pernas?

- � mais belo.

- N�o pode compreender.

- Tudo a correr bem, Franz?

- Ent�o, do�ura.

- A troca com o Manifestant est� complicada, por agora.

- � preciso dar tempo ao tempo.

- Faz-me uma massagem nos p�s. O avi�o f�-los inchar.

- Tu �s o melhor. - O que � que queres, querida?

- Tu �s o mais forte.

- Eu gostava que tu fosses o cavalo quando me dizes para o recentrar.

- Mas se eu estiver entre as tuas pernas quem � que vai falar para o cavalo?

- Quero l� saber. � a ti que eu quero. Manter-te comigo em Miami.

- Tu chegas com um cavalo. Deixa-lo ficar comigo.

- Um animal contra o outro, ou qu�?

- Um cavalo custa muito dinheiro, mas tu n�o tens pre�o.

- Eu n�o te troco, eu n�o te compro... Eu quero-te todo para mim.

- Vamos embora para Miami.

- N�o vamos desistir.

- Tu �s o melhor professor.

- P�e na conta. - Como sempre, na da senhora.

- Sim.

- Bom dia.

- Um triplo, se faz favor.

- Toma.

- Obrigado. - Aqui j� falas comigo.

- � frente da patroa, j� n�o � assim.

- N�o te sentes mal, a armares-te em virgem?

- A cerveja est� quente.

- Uma mulher a s�rio precisa de um homem.

- Ent�o, eu n�o sou virgem nenhuma.

- J� pod�amos ter feito isto h� tanto tempo.

- Tanto tempo perdido...

- � incr�vel.

- �s t�o sexy e, no entanto, t�o velho e rabugento.

- Vais para casa?

- Sentes-te melhor l� em casa?

- Nem uma coisa, nem outra. - Ent�o, fica.

- N�o trouxe as minhas coisas da Alemanha.

- � rid�culo.

- Ok, tu vais � Alemanha e eu cou contigo.

- Tu ficas em Fran�a.

- Em concurso sinto uma guia no pesco�o. - Por causa da tua mulher?

- N�o � a minha mulher...

- A prova de que �...

- Tu apareces como um cabelo na sopa.

- Trazes-me um cavalo velho... � preciso que te descubra outro, rapidamente.

- A vida n�o � assim.

- Ok, sou o cavalo na sopa, mas sou a tua cliente preferida.

- E eu, n�o sou m�gico.

- � a Gracieuse, l� em baixo.

- Gracieuse?

- Est�s outra vez num canto? - Eh, pois.

- Ela n�o me ligou nenhuma!

- Deixa-a l�, ela est� com a bolha.

- Levas-te-a ao casino?

- Sim.

- Espero que tenha ganho. Ser� mais f�cil negociar com ela.

- N�o a ia deixar ficar sozinha no restaurante.

- � preciso mimar... - ...as boas clientes, n�o?

- Ainda n�o sei se vou � Alemanha.

- P�e-se essa quest�o?

- Estou cansado.

- A Alice precisa de ti para os concursos. Isso est� fora de causa.

- Ela precisa de mim para treinar, e n�o para obter resultados.

- Tenho clientes � nossa espera. Preciso que estejas por c�.

- H� momentos em que penso que tu fazes marca��es a mais.

- Devias voltar a montar.

- Vai lev�-los todos? - Sim. Para fazer neg�cio.

- N�o os percas. - Obrigado.

- E o Sr. Mann? - Vamos lev�-lo tamb�m.

- Quem monta os outros na sua aus�ncia? - Qualquer um... e o Jacky orienta.

-Trouxeste o contrato de arrendamento?

- N�o, o meu pai resolveu ficar por l� mais tempo.

- Os velhotes da Arg�lia s�o os �nicos amigos que ele tem.

- Tens muita piada, tu. Veremos isso daqui a 3 semanas.

- Vamos. Sim. Vamos. Anda!

- Sim.

- Gracieuse!

- Vai ter comigo �s terras de baixo daqui a duas horas.

- Tu n�o queres apanhar ar, hein?

- Vamos.

- Anda.

- Vamo-nos esticar um pouco.

Porque � que n�o atendeste?

- Pomos os postes provis�rios. - N�o, n�o � isso que est� planeado.

- Estas terras ainda s�o do meu pai. Portanto, � assim que vamos fazer.

- Est�s-me a irritar, Manifestant!

- Calma... devagar. Sim.

- Oh... oh... sim, est� bem, est� melhor.

- Vamos voltar.

- Vamos.

- Vamos! Sim. Est� bem.

Com calma. Muito bem.

Com calma. Com calma.

- Est� bem. Bravo.

- Est�s a ver?

- Hein! Est� bem.

- N�o tens frio no quarto? - N�o.

- Vou alugar uma pequena casa. Arrendei os terrenos. E o que tenho j� me chega.

- N�o ser� naquilo que � meu mas, pelo menos, tem aquecimento.

- Sim.

- Tu podias-te instalar aqui com o teu homem.

- Qual homem?

- Sei l�. O que aparecer.

- N�o me parece mau de todo, o Jacky.

- Est� armado em chefe.

- Ele � de c�, tem trabalho. Isso � bom, � importante.

- Importante para quem?

- Achava que n�o era preciso mont�-lo.

- N�o o estou a montar, estou a lav�-lo. - N�o me fa�as de parvo.

- Digo que o montaste, quando voltarem? - Isso, faz de escravo.

- Isso acabou na era moderna.

- Mesmo sendo bons, v�o virar-se contra ti e fazer-te pagar.

- Isso � o que faz quem tem l�ngua da trapos.

- L�ngua de trapos!

- Podemos fazer coisas muito boas, se nos aliarmos.

- Precisas de uma mulher simp�tica, Jacky. E eu n�o sou assim.

Vou recuperar trotadores velhos, vou ensinar-lhes dressage e vou vend�-los.

- Tu n�o podes compreender, tu n�o sabes montar.

- Tu n�o sabes ensinar um cavalo at� ao fim. Um bom cavalo. Tudo o que te d�.

- N�o h� nada que possa compensar isso.

- Tu n�o amas as pessoas, s� amas os cavalos.

- O c�o est� l� dentro? - Sim.

- N�o, � aquele do fundo. Aquele ali.

- Tens olho. Podias ser carteira.

- Pois sim. Sim. Sim. Sim...

- Ah.

- Est�o sujas, as esporas.

Ladear � direita.

Ladear � esquerda.

Diagonal.

Piaf�.

Passage.

Volta � esquerda.

Ladear � esquerda.

Mudan�a de m�o, ladear � direita e mudan�a de m�o em tempo.

Pirueta, pirueta, pirueta, pirueta.

Ah!

- N�o vou p�r em causa o meu trabalho, por mi�da que n�o quer saber de mim.

- Oh, deixa-me em paz! Estou a treinar.

- Vamos, levanta-te.

- Vamos, acalma-te, n�o vai durar muito.

- Eh... Ah...? - Que maluqueira � esta, meu Deus?

- Sa�r a trote. Ladear � direita, ladear � esquerda.

Reunir, passage, piaf�, passage. Diagonal, trote m�dio.

Galope � direita, ladear � direita, mudar de m�o, ladear � esquerda, mudar de m�o.

Ladear � direita, volta � direita, diagonal mudar de m�o em tempo, volta � esquerda.

Diagonal, mudar de m�o em tempo. Pirueta.

Sa�r a trote. Ladear � direita, ladear � esquerda.

Reunir, passage, piaf�, passage. Diagonal, trote m�dio, galope � direita

Ladear � direita, mudar de m�o, ladear � esquerda, mudar de m�o, ladear � direita.

Diagonal, mudar de m�o em tempo, volta � esquerda

Diagonal, mudar de m�o em tempo, pirueta.

Sa�r a trote, ladear � direita, ladear � esquerda, reunir, passage, piaf�, passage

Diagonal, trote m�dio, galope � direita.

Ladear � direita, mudar de m�o, ladear � esquerda, mudar de m�o, ladear � direita

Volta � direita, diagonal, mudar de m�o em tempo, volta � esquerda, diagonal

Mudar de m�o em tempo.

Pirueta, sa�r a trote, ladear � direita, ladear � esquerda,

Reunir, passage, piaf�, passage, diagonal, trote m�dio, galope � direita.

Mudar de m�o, ladear � direita, mudar de m�o, ladear � esquerda.

Mudar de m�o, ladear � direita, volta � direita, diagonal, mudar de m�o em tempo

Volta � esquerda, diagonal, mudar de m�o em tempo, pirueta

Sa�r a trote, ladear � direita, ladear � esquerda, reunir, passage, piaf�, passage

Galope � direita, ladear � direita, mudar de m�o, ladear � esquerda

Mudar de m�o, ladear � direita, diagonal Mudar de m�o em tempo, volta � esquerda.

Diagonal, Mudar de m�o, pirueta, ladear � direita, ladear � esquerda.

Reunir, passage, piaf�, passage, galope � direita

Ladear � direita, mudar de m�o, ladear � esquerda, mudar de m�o, ladear � direita

Volta � direita, diagonal, mudar de m�o em tempo, volta � esquerda, diagonal

mudar de m�o em tempo, pirueta.

- Vem, anda.

Vamos andar um pouco.

- Importa.

- D�-me um aut�grafo, por favor? Obrigada!

- Estou farto daquela mulher...

Valoriza a minha arte, mas trata-me dum modo que s� me d� para n�o voltar mais.

- D�-me ordens com se fosse um mi�do mas dinheiro do bom, nem v�-lo!

- Agora andas com uma inglesa?

- � apenas uma cliente!

- Bom dia. H� 3 horas que te procuro. Vai trabalhar em vez de mimares a americana.

- Eu disse-te que n�o queria vir. N�o se faz nada aqui.

- A Alice quer que tu v�s falar com ela.

- Deixa-me tomar o caf� e ser educado com um velho amigo.

- Tens cinco minutos.

- Um grande mestre. Franz Mann.

- Com certeza. Com certeza.

- Franz Mann.

Sim, sim. Mas, por favor, d� a volta com a caravana e leve-a ali para baixo.

- Desculpe. Est� l� fora uma rapariga, sem pap�is, a perguntar por Franz Mann.

- Como?

- Nem fez a inscri��o.

- Quer que a acompanhe?

- N�o, obrigada.

- Estou a participar no concurso e tenho de sair. Importa-se de me abrir a porta?

- Obrigada.

- Que n�o te falte o ar.

- Vieste apresentar-me alguma queixa? Que disfarce � esse?

- Tenho o contrato. O meu pai j� o assinou.

- Deixa-o comigo e regressa a Fran�a, imediatamente.

- Eu compro-lhe o Manifestant. - Perd�o?

- Se aceitar, compro-o por 10 anos de sal�rios e pelo arrendamento das terras.

- Que � que se passa?

- H� qualquer coisa que n�o est� bem.

- Nada que te diga respeito.

- P�e a sela no Giacomo. L� vem a francesa, outra vez.

- Ah, Franz!

- Tenho uma boa not�cia. H� uma compradora interessada no Manifestant.

- Ela est� � tua espera na portaria 8.

- Ela conduziu 900 quil�metros s� para te ver.

- A tua americana vai dar-me uma comiss�o?

- Ela n�o � americana.

- Que fazemos? Contratamos um advogado? Quanto custa um advogado americano?

- Mais barato do que eu. Excepto se n�o lhe pagarmos.

- Oh, queres que eu fique com pena de ti?

- Se eu morresse agora, quanto dinheiro davas tu aos meus filhos?

- Tu n�o tens!?

- Querido G�nther...

- � um grande prazer v�-lo de novo por aqui.

- O grande mestre Franz Mann voltou a honrar-nos com os seus ensinamentos.

- Muitos parab�ns.

- � uma honra podermos voltar a contar com ele, apesar de ser pouco falador.

- S� gosto de falar do que sei.

- Vemo-nos por a�, a prova vai ser transmitida em directo.

- Trazem dinheiro?

- Mas? Para qu�?

- Ela n�o trouxe nenhum.

- Achas-te engra�ado? - N�o... n�o.

- Foi um mal entendido. Espero v�-los em breve. Muito em breve.

- Vamos embora. Com licen�a!

- N�o me dizes "merda" para o Grande Pr�mio?

- Merda.

- N�o sei onde ele est�.

- N�o faz mal. Eu fa�o-o sozinha. Vai correr tudo bem.

- Nem pensar. F�-los esperar.

- � poss�vel chamar Franz Mann atrav�s do sistema de som?

- Sim.

- Ben. Ele � o homem. Ele � o maior de todos. � o campe�o. Frank! � vit�ria!

Sr. Franz Mann: Mme de Sil�nre pede-lhe para ir ter com a sua filha.

Sr. Franz Mann: Mme de Sil�nre pede-lhe para ir ter com a sua filha.

- N�o compliques as coisas. Basta falares com clareza.

- Dizes-lhe "vou-te deixar" e fica tudo terminado.

- Para fazer isso � preciso ter orgulho,

- Ela foi-me amaciando o orgulho, dia ap�s dia, durante 20 anos.

- Reage!

- Primeiro, tenho que acertar uns pormenores, acerca de dinheiros.

- Na minha idade, j� n�o se anda todo nu.

- Mesmo nu, no deserto, algu�m vai mandar um avi�o...

...para te procurar, para que tu venhas ensinar o seu cavalo! �s o melhor!

- Oh...

- Franz, respondes?

- Se l� fores, despeja o saco.

- A Valda. Diz-se "partir a Valda".

- N�o era isso que eu esperava ouvir.

- A Valda � uma pastilha.

- Parte-se contra um canto. Tamb�m dizem "Est�-me atravessado na garganta".

- N�o se pode viver sem amor.

- Deve ser por isso que o fazemos a maior parte do tempo.

- H� j� alguns anos que tenho vindo a ter aulas com Franz Mann...

- Pelo que lhe estou muito grata pelos resultados... ele � maravilhoso...

- Ah, que bela surpresa. O grande mestre alem�o. Quanta honra em conhec�-lo.

- Honra? - A maior de todas.

- Hum... hum... O teu caf� n�o presta.

- Procurei-te por todo o lado. Quero apresentar-te uma pessoa.

- Ao seu servi�o, madame. - Que significa isso de ao seu servi�o?

- Isso quer dizer que o filme � sempre o mesmo. Que s� mudam os personagens.

- Sir Jeffrey, eu tinha-lhe dito que o encontrava...

- Espero que goste de o ver.

- Franz.

Jeffrey acabou de montar o cavalo dele e quer que lhe d�s a tua opini�o.

Ela e eu somos grandes amigos.

- Quanto � que ele me paga? - Porque � que dizes isso?

- O seu portf�lio fala alem�o ou ingl�s? - N�o sejas vulgar.

- Ah, vai ser dif�cil porque sou vulgar, muito vulgar e estou muito cansado.

- Senhor Mann!

- Senhor Mann! Queria falar consigo.

- Eu queria que me observasse a montar o Manifestant.

- Para qu�?

- Eu gostava de fazer competi��o ensinada por si.

- N�o tens o que � preciso, minha linda.

- Eles h�o-de vir buscar o cavalo e, ent�o, tudo ter� terminado.

- Eu perguntei � Josephine e ela est� de acordo.

- Perguntaste � Josephine... e, bem, tu vais dizer � Josephine...

...que antes de me arranjar grilhetas, me pergunte primeiro! De acordo?

- Qual � o teu problema?

- N�o sei, j� n�o consigo controlar-me. - E eu? Deixei de existir?

- Sr. Mann, 5 minutos por favor! - Oh, meninas, montem um clube.

- O que � que ela est� aqui a fazer?

- Eu quero ir at� ao fim com os cavalos.

- Deixem-na. Deixem-na em paz.

- Ao fim de qu�?

- Ao fim de tudo.

- Deixas-te impressionar. Como com a tua mulher.

- Eu vejo quem quero, onde eu quero e quando eu quero.

- Picadeiro n�mero 6, daqui a meia-hora.

- Leva-a ao picadeiro. - Porque � que eu havia de fazer isso?

- Porque a menina n�o sabe onde � e eu tenho que me equipar no caf�...

...porque � o teu cavalo e porque � bom que tu estejas atenta.

- Ok, se acha isto divertido.

- A Alice vai entrar sozinha, sem esperar por si.

- Por que raz�o?

- A tua patroa j� n�o � a minha patroa.

- Diz que n�o me viste.

Agora vai entrar Alice de Sil�nre, que faz parte da equipa nacional francesa..

- Procuraste nas boxes e nos campos de aquecimento?

- Haja sa�de... eu vou encontr�-lo...

- N�o... n�o, n�o.

- Franz Mann, aqui.

- Partir.

- Fora!

Deixem-se estar. N�o me vou demorar.

- Ah, estou a ver que arranjaste umas belas botas.

- O que � que me querias mostrar? - Eu observei como o senhor fazia.

- Era magn�fico.

- Bla, bla, bla... Afinal o que me querias mostrar?

- A pirueta, tenho que fazer igual ao que fiz na floresta.

- Se a consegues fazer na floresta, consegues faz�-la em qualquer lugar.

- Conserva o que j� aprendeste.

- Apoia as n�degas.

- Tens que ser menos meiga com ele.

"Se o quiseres muito", ou algo desse tipo, n�o funciona, � uma ilus�o.

- � preciso pedir, exigir, ser guerreiro!

- No teu carro, quando tu p�es o p� no acelerador, n�o � para abrandar.

- Desse modo, n�o consegues ir mais depressa, pois n�o?! Vamos.

- E mant�m as pernas.

- Alguns fazem pequenos ataques repetidos... esquece isso.

- � preciso estabilizar o p�. Isso n�o � grave.

- Aperta a perna de dentro. Mant�m a inclina��o � esquerda.

- Empurra com a perna de fora e, ent�o, pedes-lhe para partir a galope.

- Experimenta p�r um pouco mais de tens�o nas r�deas sem te retra�res.

- Continua. Sem te inclinares para tr�s!

- Nada mal, minha querida. Ora a� est�. Disso gosto.

- Tu fechas bem as pernas...

- Conservas o que sabes...

- Do modo como se impulsiona... como n�o acelera... e sem perder impuls�o...

- Mant�m a cad�ncia.

- A perna esquerda, querida.

Alivia as r�deas para sentires o que ele te pede com a boca...

... e transmitires-lhe a resposta que ele precisa com os teus dedos.

- Duas gramas em cada m�o. Duas gramas e n�o tr�s.

- E n�o quero ver mais nada!

- N�o est�s a� para te exibires.

- Mas para deixares ver o teu cavalo, est�s a perceber?

- Obrigado, Sr. Mann, obrigado.

- Vamos conseguir fazer alguma coisa de ti.

- Vai ajudar-me?

- Sim, minha querida.

- Promete?

- Sim, claro.

- Ele n�o ficou com o dorso tenso. Ele distendeu-se.

- E tu fizeste tudo sozinha, minha querida!

- Queres que vos traga o pequeno-almo�o?

- Alice, vem ver isto.

- Ent�o, que pontua��o fizeste?

- Terceiro lugar.

- Est�s a ver? N�o precisas de mim.

- Al�m do mais, agora tens um cavalo fora de s�rie.

- Desmonta.

- N�o. - Tu vais desmontar!

- O que est� a fazer?

- Um cavalo � um cavalo. Tu vais ter outros.

- Alice, desmonta imediatamente. Esse cavalo n�o te pertence.

- Pode saber-se o que se passa?

- Nada. � a cessa��o de um contrato por m�tuo acordo.

- Com um cavalo destes...

...ter�s as tuas vit�rias e boas vendas. D�-me a minha parte e eu vou-me embora.

- A tua parte?

- Todo o dinheiro que fizeste � minha custa, durante 20 anos!

- Que dinheiro?

- O dinheiro que h� est� nos est�bulos. Eu fa�o a gest�o e tu fazes de artista.

- N�o quero que me agrade�a por lhe deixar o Manifestant.

- D�-lhe a parte dele ou mando os meus advogados falar consigo.

- Fa�a o favor. � tudo meu. Ele n�o tem nada. Ele pertence-me.

- Est� a perceber? Ele pertence-me. Ele � meu. E se ele se for embora...

...vai sem nada, tal como chegou. Em pelo.

- Franz, diz qualquer coisa, meu Deus.

- Estou farto das conversas dela. E das tuas tamb�m.

- Tu achas que tens hip�tese de virar as costas a toda a gente?

- Em que mundo � que tu vives? - No meu.

- N�o � um mundo ideal, mas, pelo menos, voc�s n�o fazem parte dele!

- Mas � t�o injusto. - Fica com o Hanoveriano.

- Agora, o Manifestant tem valor.

- Princesa, vamos fazer uma pequena viagem para nos acalmarmos.

- Espera!

- N�o se aproxime, destruidor de sonhos! - Espera!

- Oh! Acalma-te.

- N�o se aproxime.

- Ok, vou-me aproximar.

- Vou-me aproximar. Vou-me aproximar.

- N�o se aproxime.

- Precisa de ajuda, Sr. Mann?

- Vamos lev�-la l� para fora, para ver se se acalma.

- Se p�ra com os gritos.

- Desfeitos. Sonhos desfeitos.

- "Sonhos desfeitos"...

- Vocabul�rio limitado, menina.

- � melhor n�o voltar a traz�-la consigo, Sr. Mann.

- Mas eu n�o a trouxe comigo. Veio sozinha.

- Vai p�-la na mala do carro?

- E porque n�o? Assim acalma-se e n�o me chateia durante o regresso.

- N�o confio mais em si. - H� alguma necessidade disto?

- Tu n�o me queres ouvir, mas, �s vezes, fazem-se coisas mal feitas.

- N�o �s obrigada a acreditar que eu n�o me apercebi do que te estava a fazer.

- Apesar das apar�ncias, nunca seria capaz de deixar que te afundasses.

- Quando prometo uma coisa, fa�o-a.

- Sim, viu-se, l�ngua de trapos!

- Bem.

- Vou abrir um pouco para que decidas por ti mesma se me queres ouvir.

- Escravo! Como � que o senhor p�de descer t�o baixo?

- Ainda n�o sabes o suficiente para sobreviveres em concursos.

- Escravo! Lacaio! Lacaio!

- Concorrente de dressage!

- Pensas que � uma profiss�o f�cil? - Lacaio!

- O que � que tu pensas?

- Este mundo n�o � para ti.

- Tu �s vulner�vel porque n�o �s calculista.

- Est�s a ver que tenho raz�o?

- Para todos os efeitos, tu roubaste um cavalo, hein?

- O que tu fizeste com o Manifestant, eu pr�prio n�o conseguia fazer melhor.

- Tenho admira��o por ti. Sim. Estou admirado contigo.

- Eu adoro-te.

- Tenho admira��o por ti.

- Tu sabes o que � preciso fazer e deixar fazer.

- Eu vi.

- At� ao momento, foste tu a fazer, mas, agora, deixa ser eu a faz�-lo.

- Mesmo que n�o seja do modo que tu tinhas imaginado.

- Onde � que estamos?

- A 5 minutos de Frankfurt e a cerca de 800 quil�metros de tua casa.

- Voc� � mesmo uma puta batida.

- Eu � que nunca mais vou confiar em ti.

- N�o, Kerian, desce da�.

- Laetitia, n�o.

- Kerian!

- Do que � que o teu pai gosta? - Leva o que tu quiseres.

- H� costeletas de porco. - N�o sei, n�o quero saber.

- Gracieuse? - Ol�, Irene.

- Muito obrigada, at� � pr�xima.

- Mas tu n�o andavas aos solavancos no Haras de Chemill�?

- Bem te podes rir... eu desisti.

- Nunca tive um domingo de descanso nem, sequer, o direito de tocar nos cavalos.

- � aquele, o teu homem?

- N�o, o meu homem n�o � aquele.

- Comprei as costeletas de porco. - Onde � que vamos?

- V�s isto? � a minha casa.

- N�o � Monte-Carlo mas, pelo menos, tem aquecimento.

- Daqui a um ano, j� posso mandar vir os meus trotadores, antes de os reformarem.

- A Gracieuse vai ensin�-los. - Eu n�o estarei c�.

- Para onde � que tu vais? - N�o sei, mas aqui � que n�o estarei.

- Jacky, era capaz de trocar uma vaca por um caf�.

- Meus senhores, minhas senhoras! N�o se levante, senhor.

- Sou eu que me vou sentar. - Est�vamos a comer. Podia ter avisado.

- O meu aviso � o de que tomava um caf�. - De onde vem voc�, nesse estado?

- Trataste do teu olho. Ficou bem.

- Como v�s, emagreci um bocado.

- Na minha idade, � preciso esfor�armo-nos muito para refazer a vida.

- Para isso, n�o h� idade.

- D�-lhe de comer, Jacky.

- H� muito tempo...

...que n�o sabia por que raz�o me mantinha parado.

- Fa�a o favor de se servir.

- O senhor arranjou-me um cavalo? - Melhor do que isso, minha querida.

- Preciso das tuas pernas.

- Voc�, agora, � o lacaio de quem?

- De mim mesmo, o que j� n�o � mau.

- Estive em Espanha e na Hungria...

- Puta velha que sou, puta velha que fica.

- Um bom pa�s de cavalos, a Hungria.

- De facto... trouxe de l� um garanh�o que n�o � nada mau...

...de uma coudelaria de Budapeste.

- Russos por perto, dinheiro a ganhar, passa-se a internacional, minha querida.

- Os meus pais sempre me disseram...

...que os soldados alem�es eram mais bem educados no trato que os americanos.

- N�o quer comer uma costeleta, Sr. Mann?

- N�o tenho muita fome, meu rapaz. Estou com o jet lag...

- Sabe? Se os cavalos alem�es s�o t�o bons...

...por que � que os nazis compraram os melhores garanh�es franceses l� de baixo?

- � por isso que vim buscar a sua filha, senhor.

Assim mant�m-se a tradi��o dos contrabandistas do lado de c� do Reno.

- Eles fizeram o mesmo com os quadros. Bem, n�s recuper�mos os quadros...

- Morei aqui durante toda a vida, senhor. Toda a minha vida, aqui!

- A mim, isso tamb�m n�o me teria desagradado nada.

- Mas, comigo, as coisas n�o se passaram assim.

- A vida est� sempre a acontecer, todos os dias.

- Onde � que est�s, todos os dias? Fazes de vagabunda em casa dos ricos.

- N�o sabes cozinhar... somos iguais.

- Estou a ficar farto desta merda. A minha comida n�o sabe bem?

- N�o, n�o sabe bem, tem creme a mais. Agora, deixa-nos em paz! Ah!

- Quando n�o se gosta, n�o se gosta.

- Isso, eu entendo.

- S� fazes aquilo que te d� na cabe�a, mas tu tens uma cabe�a muito boa.

- Pus cobertores na mala, para o caso de precisares de dormir no carro.

- Corremos o risco de passar muito tempo dentro desta caixa.

- At� � morte, se ela vier. - Ent�o, n�o ser� por muito tempo.

- Tem GPS? - Sim.

- Vai utiliz�-lo? - N�o.

- Ent�o, para que � que o tem? - Vinha inclu�do.

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