All language subtitles for Oeste.Selvagem.(Prairie.Fever.2008).DVDRip.XviD.Dual.AC3.By.macale.FenixBrazil.Org

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Original subtitles

"OESTE SELVAGEM"

CADEIA

Meu Deus!

Afaste-se desse cavalo.

Afaste-se e iremos embora.

Para tr�s!

Xerife, n�o h� raz�o para n�o resolvermos isso.

Esta mulher n�o precisa morrer.

� s� dinheiro. N�o vale a pena pessoas morrerem por ele.

O pr�ximo tiro ser� na sua cabe�a!

Atire nele.

Atire nele!

DOIS ANOS DEPOIS

QUARTOS

Vejam e chorem, homens.

� apenas sorte, amigos, apenas sorte.

Somos s� n�s agora, Sr. Kitt.

- Posso me juntar a voc�s? - Ol�.

Vejamos sua aposta.

Por mim, tudo bem.

- Subindo. - D� as cartas.

Vamos a...

50 d�lares.

Pago para ver.

- Quantas, senhor? - Uma carta.

Aqui est�.

- Srta. Thibodeaux? - Tr�s, por favor.

Eu quero uma.

Basta.

Basta.

Seriam 50 d�lares.

Pago para ver, Sr. Kitt.

Infelizmente, estou fora.

Full house. Com �s e valete.

Espere para ver as cartas da mo�a.

�s vezes, � surpreendente o poder da carta dois...

se voc� tem quatro delas.

- Espere! - Solte a mo�a, senhor.

Inevit�vel.

Algu�m tem algo contra?

"O poder da carta dois."

Voc� foi excepcional hoje, querida.

- N�o precisava mat�-lo, Monte. - O que disse?

- Que n�o precisava mat�-lo. - Leg�tima defesa.

- Minha e sua. - Ele n�o tinha chance.

Subestima minha habilidade com armas, querida.

- Quanto? - Cerca de...

200 d�lares.

N�o basta para cobrir nossas despesas.

Tem gente que trabalha um ano por essa quantia.

- N�o somos essa gente. - Quero minha parte.

Voc� n�o tem parte. At� pagar suas despesas.

Veja quantos vestidos bonitos.

- Voc� insistiu em compr�-los. - Insisti para que flcasse bonita.

Quer me passar a perna?

- Quanto � o suflciente, Monte? - Quanto � o suflciente?

- Voc� me deve, Livy. - Estamos quites, Monte.

Eu quero uma vida.

Uma vida decente, e preciso de dinheiro para ter isto.

BAR DE LUK

Dois u�sques.

- Ol�, xerife. - O xerife foi para casa.

N�o, falei xerife Preston Biggs.

- N�o lembra de mim e Earl? - N�o, n�o lembro.

Acho que mudamos um pouco.

Quatro anos na pris�o fazem isso com um homem.

Mas ningu�m mudou mais que voc�. Tem bebido muito ultimamente.

Rapazes...

- foi bom falar com voc�s. - Esperei quatro anos por isso.

- N�o v� que n�o estou armado? - Earl, d� sua arma a ele.

Voc� a ter� de volta, depois que eu o matar.

Pode ficar com os vestidos e o dinheiro de que precisa.

FERREIRO

CADEIA

O que est� fazendo, mo�a?

Bom dia.

- Sei por que est� aqui, reverendo. - A morte de Homer foi um dilema.

Dilema? N�o foi ideia minha trazer 17 noivas por encomenda.

Eu avisei. Mo�as da cidade n�o aceitam bem o campo.

Elas enlouquecem e pegam a febre dos prados.

N�o existe esse neg�cio de febre dos prados.

Elas chegaram possu�das pelo dem�nio.

Quanto pagou para Homer se livrar delas?

Cem d�lares cada.

Cem d�lares adiantados e o contrato de Homer.

Darei uma resposta, reverendo.

Obrigado.

A brisa da manh� tem segredos para contar.

Ela tentou me matar enquanto esteve ausente.

Ela est� com a febre.

Voc� j� viu isso. Afeta cada uma de um jeito diferente.

- Ela matou algu�m? - N�o, n�o matou ningu�m.

Ela tentou matar o marido, mas n�o conseguiu.

Bem, ela continua treinando.

Pegue. Eu lhe trouxe biscoitos.

Obrigado.

Onde est�o aqueles caras que queriam me matar?

- Foram embora, eu acho. - Por que n�o os impediu?

Porque eu estava em casa, jantando...

para onde um homem decente vai, no flnal do dia.

Arranjou um problema desta vez, Preston.

Luk quer responsabiliz�-lo pelos danos.

Quanto Luk quer?

Primeiro, quer que pague a conta da bebida...

e mais 200 d�lares pelos estragos.

Duzentos d�lares?

Ele n�o lhe servir� mais nada at� a conta ser paga.

Aceite isso como um aviso. � hora de come�ar do zero.

- Um c�o gostaria desses biscoitos. - Ouviu algo do que eu disse?

N�o vai me tirar daqui?

- S� depois que pagar os US$ 200. - Onde vou arranjar esse dinheiro?

Sei de um jeito para voc� ganhar esse dinheiro...

e talvez mais.

N�o. Seja o que for, n�o, obrigado.

Homer Kitt iria receber US$ 200 para levar Lettie at� o trem em Carson.

- Tudo bem, mas n�o sou vigarista. - S� para saber, o que voc� �?

Voc� era xerife, e n�o � mais.

Era algu�m que respeit�vamos, e n�o � mais.

- O que ela est� fazendo? - Como vou saber?

Eu aceito.

Leva uma semana para chegar a Carson.

Vou lhe dar US$ 10 para provis�es.

Aqui est�o US$ 100 adiantados por Lettie.

Assine o contrato aqui, onde risquei o nome de Homer.

Muito bem. A carro�a de Homer est� no ferreiro.

As passagens est�o na esta��o para Lettie e a outra.

- A outra? - A outra n�o � t�o perigosa.

Isso � muito animador.

Receber� a outra parte quando as deixar no trem.

Voc� ir� com este bom homem.

Ele � bom, vai gostar dele.

Venha, n�o pode voltar. Vamos para a carro�a.

Voc� vai passear. Voc� vai andar no trem.

N�o se suje na terra. Acabamos de arrum�-la.

Suba atr�s, voc� vai para a esta��o de trem.

Voc� vai para casa. Boa menina.

- Outro cordeiro perdido de Deus. - Ela parece mais um le�o.

- Pronto, Abigail. Vai ficar bem. - Comporte-se!

Voc� vai para casa, Abigail.

- A palavra "casa" parece acalm�-la. - E onde � a tal casa?

A casa de Abigail ser� o sanat�rio em St. Louis.

- Ela sabe disso? - A fam�lia acha que � o melhor.

Parece que ela sempre foi diferente.

Ela nunca deveria ser uma das minhas 17 mo�as.

- O tempo est� passando. - V�o com Deus!

- Senhor? Espere, senhor! - E agora?

� Frank Cowen com a noiva.

- Sei que levar� mulheres de volta. - Apenas duas de dezessete.

- Tem lugar para mais uma? - N�o, n�o tenho.

Foi o Senhor Deus que o guiou entre os escorpi�es e o deserto.

- E o conduziu nas terras �ridas... - Precisa lev�-la.

Ela est� t�o pr�xima de Deus, que n�o consigo ficar entre eles.

Parece que ganhou uma mulher aben�oada. Um presente de Deus.

O homem que diz Deus com a l�ngua e n�o com o cora��o...

nunca ver� o portal do para�so, pois � o mais vil dos vis.

Quando nos casamos, fomos felizes por um tempo.

Agora, ela manda todos queimarem no inferno, dia e noite.

- Terei meu dinheiro de volta? - Voc� conhecia os termos.

Senhor...

estou desesperado.

Por favor, se houver um jeito...

N�o deveria fazer isto, mas tenho dinheiro. Tenho US$ 25.

Espere. Estou recebendo US$ 100 por cada uma delas.

- Al�m do mais, � muito peso. - O orgulho do homem cair�...

e o Senhor ser� exaltado no Dia do Julgamento.

Escute, tenho US$ 50. Pegue tudo. � o que tenho.

Quem se esconde atr�s do nome do Senhor ser� derrubado.

S�o tr�s de dezessete, reverendo.

Vou embora, antes que as outras apare�am.

E quem se ocultar usando o nome do Senhor ser� derrubado!

Quanto aos outros, dana��o eterna, dor e fogo!

O ventre o esquecer�. E o verme ser� gentil com ele.

Ele n�o ser� mais lembrado e ser� quebrado como uma �rvore.

Ou�a, tu me levar�s hoje da face da Terra...

e me esconderei atr�s de teu rosto...

e serei um fugitivo na fome sobre a Terra.

E isto acontecer� com todos que me enfrentarem...

Estes s�o os Mandamentos, as leis e os julgamentos...

que o Senhor, seu Deus, ensinou a voc�.

Voc� deve segui-los na Terra para poder viver. E voc� deve...

- Quem fez isto com voc�? - Vai me desamarrar...

- ou pretende me deixar amarrado? - Claro, senhor.

Meu empregado disse que ela pediu nosso cavalo mais veloz.

Pagou duas vezes mais e n�o queria n�o como resposta.

- Ela disse para onde ia? - N�o, senhor.

Por acaso voc� viu para onde ela ia?

Para leste, saindo da cidade.

Certo, senhoritas. Acamparemos aqui esta noite.

- Blue? - A palavra do reino de Deus...

se espalhar� pelo mundo, e o flm chegar�.

Sim, ele vir� logo.

Srta. Abigail? Est� tudo bem.

Tenha calma. Farei uma fogueira aqui.

Ficar� tudo bem. Calma.

N�o querem descer para esticar as pernas e outras coisas mais?

� muito grande. Est� me esmagando!

� muito grande! Vai me esmagar! Socorro!

� muito grande! N�o consigo respirar!

N�o consigo respirar! N�o consigo! Socorro!

Est� me esmagando!

O c�u n�o vai cair.

Vou lev�-la para casa, lembra? Para casa.

Afaste-se dela ou vou atirar em voc�.

Vire-se, devagar.

Solte-me. Est� me esmagando!

- Estou desarmado, senhora. - Certo, um homem indefeso.

Ande.

- Voc� est� bem? - O c�u...

O c�u � muito grande. Ele � muito grande!

- Do que ela est� falando? - Ela tem a febre dos prados.

Ela enlouqueceu. Eu a estou levando para o trem, em Carson.

- Posso abaixar os bra�os? - D�-me seu chap�u.

- O qu�? - Mandei me dar o chap�u. Agora.

Est� me empurrando! N�o consigo respirar! Socorro!

Pode sentar? Est� tudo bem.

Est� tudo bem. Isso.

Ponha isto depressa.

Pronto.

Pode abrir os olhos agora?

Nossa, que olhos bonitos voc� tem. Qual � seu nome?

Abigail...

senhora.

- Pode me chamar de Livy. - Obrigada, Livy.

De nada. Quer vir comigo?

Venha aqui.

Est� tudo bem. Voc� est� bem. Pode falar comigo.

Maravilha. Agora, estou com quatro.

Agora, n�o temos dinheiro nem colheita. Isso, se tivermos uma.

Do que vamos viver, Frank?

- N�o podia mais viver com ela. - N�o sei por que n�o.

Parecia uma colmeia na minha cabe�a.

Dia e noite, maldi��o, maldi��o, maldi��o e fogo do inferno.

Pare de reclamar. Foi bom ela ir. Ela o transformou em um bebez�o.

Voc� teve a ideia de eu encomendar uma noiva, Charlie.

Mas n�o uma maluca, n�o �?

Lamento por Blue. De verdade.

Mas somos irm�os.

Ficaremos juntos e daremos um jeito de recuperar a grana.

- Como faremos isso? - Roubando, acho.

- Eu n�o sou ladr�o. - Pegar o que � seu n�o � roubar.

Dizem que Preston Biggs as levou, certo?

- Ele n�o passa de um b�bado. - Podemos ir buscar o dinheiro...

e ele devolver� Blue, porque n�o receber� mais.

Vamos esperar.

At� eles chegarem perto de Carson. Vai ser...

mais dif�cil traz�-la de volta do que ele coloc�-la no trem.

Vamos dar mais tempo a eles.

- Bebida? - N�o, obrigada.

N�o � da minha conta...

mas deveria p�r uma rolha nessa garrafa.

Tem raz�o. N�o � da sua conta.

� para criar coragem e ir alimentar a fera na carro�a.

O nome dela � Lettie, n�o �?

- Vou levar comida para ela. - � vontade.

� melhor ela comer algo, seja l� o que for.

Tenha cuidado, porque ela quer matar algu�m.

Um homem, n�o a mim.

- Ol�, Lettie. Sou Olivia. - Ela n�o fala.

Suba ali e segure isto um pouco.

N�o tenha medo. N�o vou machuc�-la. S� vou ver seus pulsos.

Meu Deus. Temos de cuidar disto. N�o est� nada bom.

- O que h� no caixote? - � dela.

D�-me isso.

Est� com sede? Venha.

Tudo bem, beba.

Vamos...

beba. Isso.

Escute, se pretende apontar essa arma para mim toda hora...

talvez seja melhor esperar seu marido em outro lugar.

N�o gosto que ningu�m mexa nas minhas coisas.

N�o ia roubar suas guloseimas ou seja l� o que tem a�.

Eu s� ia arrumar um lugar para voc� dormir.

Livy, posso dormir perto de voc�?

Isso vai ser bem aconchegante. Fa�a sua pr�pria cama.

Certo.

Vamos. O tempo est� passando.

Voc� e seu marido nos encontrar�o na estrada.

Qualquer coisa viaja mais r�pido que esta velha carro�a.

Livy, n�o ir� conosco?

Ponha a lona na carro�a. Ficar� menos sol para Abigail.

Boa ideia.

Sr. Biggs, tudo bem eu ir junto at� meu marido aparecer?

- Tudo bem para quem? - Eu pago.

A carro�a j� est� cheia de mulheres que pagaram.

Voc� n�o � do tipo que abandona uma mulher nos prados.

- Como seu marido fez? - N�o sou casada. Eu...

n�o queria que pensasse que eu estava sozinha...

Senhora, � voc� quem tem uma arma.

Quando um estranho mora em sua terra, n�o o trate mal.

O estranho ser� como um dos cidad�os...

assim como voc� foi estranho nas terras do Egito.

Calma, senhoritas. Senhoritas!

H� outra raz�o para voc� me levar.

- E qual �? - Voc� precisa de mim.

- Preciso de voc�? - � uma longa viagem at� Carson.

A carro�a n�o vai aguentar.

As mulas n�o conseguir�o puxar. Por que me importar?

- Fique � vontade. - Obrigada.

Certo, vamos.

Ouviu isso?

- O que foi? - O caixote.

O vento faz barulho nele.

Seja o que for que haja l�, ser� a morte destas mulas.

Talvez a senhorita valha o que pagou.

- O que quer dizer, Sr. Biggs? - Voc� tem um efeito calmante.

Tamb�m pode ser que estejam cansadas por causa de ontem.

De qualquer forma, meus ouvidos agradecem.

- Senhorita? - Vejam um cavalo desbotado.

E quem estava montado nele era a morte.

Como est�?

- Meu nome � Monte James. - Bom dia.

Lembro de voc� no bar, em Clear Water.

Ainda bem que o alcancei.

- Isso n�o foi dif�cil. - Sua carga parece pesada.

- O que quer, senhor? - Procuro uma mulher.

Ela saiu h� dois dias de Clear Water.

- Na verdade, � minha esposa. - Sua esposa?

Ela saiu um dia antes de mim, e achei que a alcan�aria...

- mas receio que algo aconteceu. - Deixou sua esposa viajar aqui sozinha?

Ela sabe se cuidar, com certeza.

N�o vi nenhuma mulher bonita por aqui, senhor.

Posso beber um pouco de �gua? Estou flcando sem.

� vontade.

- Est� um dia quente, n�o? - Sim, est�.

Nossa! Santo Deus...

- Que diabos. - Sem problema.

Tenho tr�s mulheres com a febre dos prados.

Vou lev�-las at� o trem, em Carson. Voc� � bem-vindo.

N�o, agrade�o muito.

- Espero que encontre sua esposa. - Muito agradecido.

Ele n�o � meu marido.

Ent�o, s�o ambos mentirosos.

Formavam um belo par na mesa de jogo em Clear Water.

Trouxe o vestido bonito com as cartas escondidas?

Quem � voc� para julgar? Por que n�o bebe mais um pouco?

N�o preciso de sua permiss�o, senhora.

Voc� est� bem?

- Mo�as, tudo bem a� atr�s? - Acho que sim.

Saiam todas da carro�a...

mas tenham cuidado. Ela n�o est� flrme. Venha.

- O que aconteceu? - A porca saiu da roda.

- Mas e Lettie? - Vou peg�-la.

Maldi��o!

Pare!

Nunca bati numa mulher, Srta. Lettie, mas vou bater.

- Lettie! - Segurem-na, segurem-na!

Est� tudo bem. Tudo bem, Lettie.

Sr. Biggs nos levar� para casa.

Amarrem-na naquela �rvore.

Fiquem todas perto da �rvore e me deixem em paz.

N�o comece com o serm�o. V�.

Essa n�o!

Com licen�a, achei a porca. A roda est� boa.

Mas a carro�a � muito pesada para eu erguer sozinho.

Vou precisar de ajuda porque o caixote � muito...

Posso ajudar.

Srta. Lettie, sempre que eu a solto, voc� tenta me matar.

N�o sabia que ia nos levar para casa. Achei que voc�...

- Achou que eu o qu�? - Posso ajudar. Por favor.

Desamarrem-na, tudo bem.

Se flzermos devagar, podemos tir�-lo do caixote.

Calma, calma.

Lettie, � lindo!

� uma beleza, Lettie.

- Quero tir�-lo da carro�a. - Por qu�?

Para ele n�o sofrer danos enquanto conserta a carro�a.

Lettie, tenha calma. N�o vejo nenhum problema.

Verdade?

Certo, vamos remov�-lo.

Est� flcando tarde mesmo. Vamos acampar aqui.

- Toque algo para n�s. - N�o posso.

Meu marido trancou o tampo e jogou a chave no po�o.

- Mas que maldade. - Por que ele faria isso?

Ele dizia que eu me distra�a das minhas tarefas.

Todas as garrafas quebraram?

Vou pegar isto emprestado para abrir o �rg�o de Lettie.

O jantar fcar� pronto em poucos minutos.

Obrigado.

- Sr. Biggs? - Obrigado.

- Sr. Biggs? - Obrigado, Srta. Abigail.

Achei que ia querer um pouco de caf�.

Obrigado.

Est� quente.

Como algu�m t�o genioso pode tocar t�o docemente?

Lettie s� precisava tocar m�sica. Traz paz a ela.

Ela ainda me mataria, se tivesse chance.

As mulheres est�o come�ando a conflar em voc�.

N�o importa se elas conflam ou n�o.

Sabe, j� vi o u�sque estragar muitos homens bons.

Muitos homens?

Desculpe, n�o quis dizer isso.

Todos somos mercadorias daniflcadas...

mas o truque � se recompor e recome�ar de novo.

- �s vezes, � tarde demais. - N�o acredito nisso.

Obrigado pelo caf�.

- Por que estamos parando? - Os cavalos precisam descansar.

Ainda n�o acho isto certo, Charlie.

N�o achei certo quando voc� deu nosso dinheiro a Preston Biggs.

Fiz um acordo com ele de maneira justa.

Justa? Nenhuma mulher vale aquele dinheiro.

N�o dever�amos pegar o �rg�o de Lettie primeiro?

Desculpe, mo�as, n�o podemos lev�-lo.

� muito pesado. O eixo da carro�a pode quebrar.

Temos de lev�-lo.

N�o disse que n�o era dela, mas n�o chegaremos a Carson se...

O Senhor o castigar� com cegueira e afli��o.

Voc� tatear� ao meio-dia como o cego tateia no escuro.

E o Senhor far� de voc� uma prostituta para todos verem.

E Ele o castigar� com hemorr�idas, fur�nculo, cicatrizes e coceira.

- Isso pode ser uma b�n��o. - Elas n�o ir�o sem ele.

Sua carca�a ser� alimento para p�ssaros e feras na terra.

- E o Senhor... - Am�m, est� certo?

Meu Deus...

Sabe, n�o acredito nessa febre dos prados.

- Ver � acreditar. - Acho que estas mulheres...

- esqueceram o que � ser mulher. - � mesmo?

O cabelo delas est� embara�ado e seus vestidos est�o rasgados.

- � uma regi�o dura para uma mulher. - N�o � o lugar. S�o os homens daqui.

Homens como Monte James?

Conheci Monte quando eu tinha 13 anos.

- Eu n�o preciso saber... - N�o estou escondendo nada.

Monte me tirou das ruas de Nova Orleans...

e ensinou a me vestir, a falar e a ser uma mulher.

- Mas ele n�o a tratou como uma. - Levei muito tempo...

para perceber isso. Quando percebi, fui embora.

Peguei minha parte e nada mais, nada menos.

Acha que o que tem na mala vai lhe dar um novo come�o?

Eu n�o teria chance sem ele.

Podemos acampar aqui tamb�m.

Eles est�o indo mais devagar do que pensou.

Pobre Preston.

Uma carro�a cheia de doidas, e ele n�o tem bebida.

Deve ser melhor assim.

As mulheres n�o conflam em b�bados.

Conflam? Voc� fala de Blue e as do tipo dela?

- Como assim do tipo dela? - Uma crist� doida de pedra.

�s vezes, sinto-me respons�vel por parte disto.

Blue n�o era quem voc� pensou que fosse, Frank.

- O que quer dizer? - Mulher � como gato.

Tem sete vidas. E voc� n�o sabe qual delas pegou.

Voc� n�o entende muito de mulheres.

Talvez n�o, meu irm�o...

mas sei o que sei.

Ali. Pode pegar. H� mais duas x�caras.

- N�o tenho nada disso. - Srta. Olivia?

Se quiser, leve as mo�as ao rio para se refrescarem...

e se sentirem mulheres de novo.

- N�o vou fazer nada. - Eu sei.

Voc� tamb�m deveria se refrescar.

Isto � da perfumaria mais flna de Nova Orleans.

Mostre o pulso.

� meu �ltimo vidro.

Esqueci como � estar limpa.

A sensa��o, o perfume...

Aqui.

- Hank me deu perfume uma vez. - Hank?

Meu marido. Hank. O c�u caiu sobre ele.

- Como assim? - Ele flcou sob o c�u 23 dias.

Eu o achei l� fora, esticado, sob o c�u.

- Voc� estava com ele? - Ele disse que s� sairia...

por algumas horas. E me disse para ficar dentro de casa.

Ele dizia que o campo n�o era lugar para mo�as flnas como eu.

- Lamento, Abigail. - Era muito c�u.

Hank era um bom homem, como o Sr. Biggs.

- Gosta do Sr. Biggs? - Ele vai nos levar para casa.

N�o posso ir para casa. Prego a palavra de Deus...

- mas Ele sabe que pequei. - Todas pecamos, Blue.

N�o chore, Blue.

- Ele disse que, se eu falasse a algu�m... - Quem?

Tu n�o deves cobi�ar a esposa do teu irm�o.

- O irm�o do seu marido? - Estou perdida, n�o entendem?

S�o todos mentirosos. O meu me escreveu cartas lindas...

sobre o quanto adorava m�sica...

e o quanto me amava. S� que ele n�o sabia ler nem escrever.

Ele pagou a algu�m para me escrever mentiras.

Lettie...

Ele n�o queria uma esposa, mas outro animal para a fazenda.

Ele disse que usaria o �rg�o como lenha. Quase o matei.

Matar n�o � a solu��o. Tem uma vida pela frente.

Uma vida com m�sica e homens que v�o gostar de voc�.

- Como o Sr. Biggs. - Sim, como o Sr. Biggs.

Acho o Sr. Biggs um bom homem. Mas � dif�cil esquecer os ruins.

- Sr. Biggs? - Sim.

Achei isto. Acho que � seu.

- Obrigado. - � sua esposa?

- Ela � muito bonita. - Sim, ela era.

- Algo mais? - N�o.

Ainda est� pensando que n�o dever�amos ir atr�s deles?

N�o, eu n�o deveria ter dado aquele dinheiro.

Ele � seu tanto quanto meu.

Estava pensando em Blue, antes de ela enlouquecer.

Em como ela era doce, meiga, e como ela cheirava bem.

Sim, ela era meiga.

Mas ela mudou, n�o se esque�a disso.

V� dormir.

Sr. Biggs?

Fiz um desenho para voc�.

Estes s�o voc� e Livy.

Acho que formam um belo casal.

- � muito bonito, Srta. Abigail. - N�o, guarde. � um presente...

por me levar para casa.

Mas est�o me pagando...

para lev�-la para casa.

- Mas... - Est�o me pagando.

Sr. Biggs?

O que �?

- Seria demais aceitar aquilo? - Talvez seja.

- Voc� se importa com estas mulheres? - N�o sou pago para me importar.

Sabe por que Blue cita a B�blia dia e noite?

Ela acha que est� perdida porque o irm�o do marido a violentou.

- Ou�a, eu n�o... - E a pobre Lettie...

foi a�oitada como uma besta de carga.

A doce Abigail, o marido saiu de casa um dia e n�o voltou mais.

- Ela acha que o c�u caiu sobre ele. - Isso � loucura para voc�.

Ela s� queria agradecer por voc� lev�-la para casa.

- Mas eu n�o estou levando-a para casa. - Como assim?

A fam�lia pagou a passagem para um sanat�rio em St. Louis.

- N�o pode fazer isso. - N�o depende de mim.

Um sanat�rio n�o � lugar para ela.

Ent�o, � melhor eu n�o me importar, nem voc�.

Por que paramos? Disse que ainda faltava muito ch�o.

H� um posto de abastecimento a 1,5 km.

N�o vamos perder tempo?

N�o vai demorar pegarmos alguns suprimentos.

E u�sque. Beber n�o a trar� de volta, Preston.

- Trar� quem? - Sua esposa.

� melhor voc� ir para tr�s. N�o preciso anunciar que viajo com quatro mulheres.

Certo, mas n�o precisa disto.

Senhoritas...

vamos parar mais � frente. Quero que flquem quietas.

- Vemos voc� semana que vem. - Sim, at� a semana que vem.

POSTO COMERCIAL

- Voc� pegou? - Sim, peguei.

- Bom dia. - Bom dia.

- � o propriet�rio? - Sou o dono.

Quero seis garrafas de u�sque, por favor.

- E do melhor. - S� tenho um tipo, US$ 3 a garrafa.

US$ 3 � um pouco caro, n�o acha?

- Para onde vai? - Carson City.

S�o tr�s dias de viagem.

Sim, senhor, bem pensado. Pagarei os US$ 3.

O que voc� acha?

N�o tenho certeza sobre ele.

N�o vai acreditar quem parou a carro�a a�. Preston Biggs.

- Tem certeza? - Sim, ele est� l� dentro.

Ele est� onde n�s queremos.

- Ol�, xerife. - Ora, ora...

s� quer�amos parar para descansar e quem diria?

O xerife beberr�o Biggs.

Virou condutor de mulas agora? Mas que mudan�a.

Deveriam pensar em mudar de carreira, tamb�m.

Aqueles quatro anos v�o virar oito facilmente.

Fique de olho nele, James. Vou ver o que ele est� levando.

N�o h� nada a� atr�s. Vou a Carson pegar uma carga.

- Bem, vamos ver. - Ele tem raz�o, James.

N�o h� nada aqui, exceto um instrumento musical chique.

Que interessante. Nunca achei que voc�s gostassem de m�sica.

Eu n�o faria isso, xerife.

Pode acertar um de n�s, mas um de n�s o acertar�.

Talvez eu s� queira acertar voc�.

Para tr�s, todos voc�s.

Pelo que vejo, a sorte ainda est� a nosso favor.

E agora?

- Diria que isso � um pouco diferente. - Largue a arma.

Voc� ouviu a mo�a.

Obrigado. Agora, des�a.

- V�, Preston. Vou det�-los aqui. - Monte seu cavalo primeiro.

Tenham um bom dia.

Voc�s, para tr�s, tamb�m.

Diabos, n�o era nada, apenas um bando de mulheres!

Sr. Biggs! Espere!

Espere!

Voc�s est�o bem?

Foi muito corajoso o que flzeram l�.

D� minha mala, por favor.

Foi um bom plano, Srta. Olivia. E agrade�o.

Voc� quase nos matou. E por uma garrafa de u�sque?

Vamos andando. Eles vir�o atr�s de n�s.

Atr�s de voc�, talvez. Posso ir para Carson sozinha. Obrigada.

Livy? N�o pode nos deixar.

Est� tudo bem. N�o h� motivos para ela ficar.

Importa-se mais com a mala do que com as mulheres.

N�o me venha com serm�o.

Abigail, Blue, entrem na carro�a. Lettie, voc� tamb�m.

Vamos, � mais seguro. O tempo est� passando.

- Boa sorte, Livy. - V� com Deus.

- Boa sorte. - Para voc� tamb�m.

- Vamos. - Livy!

Mo�as, entrem na carro�a.

Entrem na carro�a!

Seja forte com o Senhor. Tire suas for�as Dele.

Use a armadura de Deus, e poderemos enfrentar o dem�nio, as sementes do mal!

Eles voltaram.

Eles v�m vindo, dois deles.

Apertem o cinto da verdade ao seu redor.

- Vamos! - Usem os escudos da...

- Onde est� meu rifle? - Eu esqueci l�!

Blue, preste aten��o.

Precisa rasgar sua saia em tiras.

Rasguem os enfeites, mulheres.

Abigail, voc�, tamb�m. Lettie, venha aqui.

Pegue as garrafas, tire as rolhas...

e enfle as tiras de pano at� metade das garrafas.

Ponha as rolhas de volta e avise quando terminar.

Eles nunca v�o nos pegar.

Isso mesmo. Assim � que eu gosto.

Diga quando estiverem prontas para acender!

V�o, mulas, v�o!

Estamos prontas!

Acendam agora.

Certo, podem lan�ar. Joguem as garrafas, mo�as!

- Voc� est� bem, Earl? - Estou bem, James.

Vamos embora daqui. Vamos, vamos!

Vamos!

Por que parou?

Nossa...

ele levou um tiro!

Livy! Livy, o Sr. Biggs levou um tiro!

A bala precisa sair.

N�o posso fazer isso. Algu�m sabe fazer isso?

Acho que sei. Minha tia era enfermeira.

- Vi ela tirar uma bala uma vez. - Confle no Senhor.

Sr. Biggs vai nos levar para casa.

Precisamos de �gua quente, fervendo, e uma faca aflada.

Vamos para casa.

- Aqui. - Precisamos de muito u�sque.

- N�o tem nenhum. - Jogamos tudo nos homens maus.

Se havia uma hora para precisar de u�sque, seria agora.

Lettie, segure-o, por favor.

Sr. Biggs, Sr. Biggs, abra a boca.

Preston, morda com for�a.

Segure-o com for�a.

Xerife, n�o h� raz�o para n�o resolvermos isso.

- Esta mulher n�o precisa morrer. - Atire neles.

Atire neles. Atire neles. Atire neles.

Preston, agora.

Meu Deus, ela est� morta!

Xerife, n�o h� raz�o para n�o resolvermos isso.

Ele atirou na esposa!

Eu consegui!

Meu Deus, bom trabalho. Bom trabalho.

Pegar peda�os de pano, colocar no local e limpar tudo.

Bom trabalho.

- Sr. Biggs precisa de comida. - Vou preparar para ele.

L� est�o eles.

Muito bem, vamos com calma, Frank.

Ainda est� do meu lado, irm�o?

Sim, estou com voc�.

Deve ter acontecido algo com Biggs. Vai ser f�cil.

Como ele est�?

Voc� precisa de tempo para recuperar as for�as.

- N�o, estou bem. - S� depois que descansar uma noite.

O modo como dormiu a noite passada...

Foram s� pesadelos. Desculpe se ouviu algo.

N�o, tudo bem.

Vejo que amava muito Mary.

Mas n�o demonstrei o bastante.

Sempre fui o xerife.

Ningu�m iria roubar um banco na minha cidade.

Todo o dinheiro de todos os bancos do mundo n�o a trar�o de volta.

N�o deveria ter me casado com uma mulher decente como ela...

- e t�-la trazido para c�. - Ela tamb�m se casou com voc�.

Quer saber?

Ela iria com voc� para qualquer lugar.

Sr. Biggs, precisa comer algo.

- Voc� fez isto, Blue? - Lettie e eu.

Blue, isso � um sorriso?

- Vou cortar em peda�os pequenos. - Obrigado.

- O Senhor prepara a mesa. - Sim, Ele prepara.

Viu? Blue nunca fez seu jantar assim.

Acho que n�o.

Vamos descansar um pouco e iremos at� l� � noite.

Fique perto da carro�a.

Frank? � voc�?

- Pensei que fosse um sonho. - Ol�, Blue.

Voc� o conhece, Blue?

- Desculpe, n�s �ramos casados. - N�s somos casados, Blue.

- O que est� fazendo aqui? - Querida, eu sinto muito.

N�o, Frank, pe�o desculpas por ter pecado.

Querida, voc� n�o � pecadora.

- Largue a arma, senhor. - N�o, Livy, Frank nunca fez nada comigo.

Largue a arma, mo�a.

- Pegue sua arma, Frank. - N�o dever�s cometer adult�rio.

- Cale a boca. - Esse � seu irm�o, Frank?

N�o deves cobi�ar a mulher de teu irm�o!

Viu? A� est� voc� de novo, Blue, citando a B�blia.

Ser� que voc� � t�o burro? N�o percebe o que seu irm�o fez?

- Do que ela est� falando? - Ela est� maluca. Todas elas.

- Agora, pegue sua arma. - Livy n�o est� louca.

- Ela est� certa. - N�o deves cobi�ar a mulher de teu irm�o!

Charlie?

Como fez isso, irm�o?

Blue, eu sinto muito.

A verdade est� a�, Charlie.

N�o!

Blue!

Blue?

- Minha querida... - Voc� ficar� melhor sem ela, Frank.

Ela era minha esposa, Charlie.

Espere um pouco, irm�o. H� muito dinheiro nessa mala.

Tenha calma e pense bem. Ela n�o vale a pena, Frank.

Ela vale para mim.

Voc�...

Voc� est� bem, Olivia?

Vim para o jardim sozinha

Enquanto o orvalho Ainda est� nas rosas

E a voz que escuto Em meus ouvidos

O filho de Deus se revela

E Ele anda comigo Fala comigo

E me diz que sou Dele

E a alegria que compartilhamos Enquanto estamos ali

Ningu�m mais j� conheceu

Acho que eu deveria ler alguma passagem da B�blia.

- N�s a enterramos com Blue. - Certo.

Meu Deus...

se havia uma pessoa...

que conhecia a B�blia t�o bem quanto o Senhor, era Blue.

N�o ter� problema para falar com ela quando a encontrar.

Blue era uma mulher devotada a Deus...

que teve uma vida dura e que tinha um lindo sorriso.

Ela quase n�o sorria.

Cuide dela por a� e zele por essas mulheres aqui.

Agrade�o, tamb�m, por salvar minha vida.

Obrigado, meu Deus. Am�m.

Como se sente?

Melhor. Abigail foi uma boa cirurgi�.

- Ela salvou sua vida. - Acho que sim.

E o que devemos fazer?

Chegaremos a Carson amanh� � tarde.

Abigail e Lettie pegar�o o trem no dia seguinte.

N�o pode mandar Abigail para um sanat�rio.

- Voc� sabe como s�o esses lugares? - Assinei um contrato.

Pare a carro�a! Pare.

Qual � o problema?

Abigail n�o � louca.

Ela s� casou muito nova, no meio do nada...

- e o marido morreu. - � o que a fam�lia dela quer.

Quem vai saber se ela pegou o trem?

Eu vou. E n�o receberei o resto do dinheiro.

- O dinheiro? - Sim, dinheiro.

Assim como voc� mant�m aquela mala t�o perto de voc�.

- Quanto? - Quanto o qu�?

- Quanto por Abigail? - Vamos, n�o...

- Voc� quer 200? � o bastante? - Guarde seu dinheiro infernal.

N�o pode fazer isso com ela. N�o pode.

� o que a fam�lia dela quer!

- Al�m disso, quem vai cuidar dela? - Eu vou.

Certo. Vai ensinar a ela seus truques com cartas?

E quem, ent�o? Voc�?

A �nica coisa da qual cuida � de sua garrafa de u�sque.

Voc� est� sempre atrasado!

Chegamos, mo�as.

Abigail, acorde. Chegamos e ficaremos em um hotel!

Um quarto grande para as mo�as.

Pode nos trazer �gua quente para o banho?

Sim, senhora. E um quarto para o senhor.

- E champanhe. - Agora mesmo, senhora.

- Como disse? - Eu vou pagar.

Vou cuidar da carro�a e descarregar o �rg�o.

Vai cuidar dele para mim, n�o �, Sr. Biggs?

Vou ter muito cuidado, Srta. Lettie.

- N�s o encontraremos no jantar. - Fiquem boazinhas.

Rapaz, ajude as mo�as com a bagagem.

Senhora, o quarto flca logo depois que subir a escada.

Obrigada.

Vou ensinar piano como meu pai fazia.

Uma mulher solteira na minha idade...

� um fardo para a fam�lia.

Por isso vim para c�, encomendada.

Haver� um homem na Pensilv�nia...

que gostar� de uma mulher talentosa como voc�.

Voc� � rom�ntica, Livy.

- E ela gosta do Sr. Biggs. - Por que diz isso?

Sempre que desenho voc�s, est�o mais pr�ximos.

Deveria estudar na escola de arte, Abigail.

- Gosta tanto de desenhar... - Minha fam�lia nunca aprovaria.

Dizem que isso n�o � vida para uma mulher.

N�o entendo uma coisa. Se ela trata voc� assim...

por que quer ir para casa?

� a casa com a qual sonhei, n�o a de onde vim.

Vai ficar em Carson, Livy?

Alguns dias, at� ajeitar as coisas.

Com o Sr. Biggs?

- Ele n�o me pediu isso. - E se pedisse?

N�o me fa�a perguntas, e n�o contarei mentiras.

BAR

Senhora.

Ol�.

Ol�.

Posso ver?

- � muito bonito. - � o que dizemos para ela.

Quem � sua outra amiga?

Ela e o Sr. Biggs vir�o jantar conosco.

� mesmo? Tenham uma boa noite.

- Est� vestida? - S� um instante.

Nossa, voc� est�...

Voc�, tamb�m.

Obrigado por escolher isto para mim. Foi muita gentileza.

- Onde est�o... - Abigail e Lettie?

Elas queriam ver o lugar. Est�o esperando l� embaixo.

�timo. Eu queria falar com voc�.

Fui comprar as passagens na esta��o hoje e...

Preston, n�o podemos mandar Abigail naquele trem.

A fam�lia n�o a entende. Ela vai apodrecer no sanat�rio.

Como eu dizia, fui pegar a passagem da Srta. Lettie...

e mandei um telegrama para a fam�lia da Srta. Abigail.

- Telegrama? - Dizendo que ela ficar� aqui.

H� uma mulher muito boa no armaz�m em Clear Water.

Ela gostar� de ficar com Abigail, e poderei ficar de olho nela.

Eu, tamb�m.

- Ou melhor, se eu flcasse. - Se flcasse, seria bom.

Livy...

- n�o sei como dizer isso. - N�o precisa dizer.

N�o, quero dizer. Eu quero.

Depois do enterro de Mary...

atravessei a rua, entrei no bar e quase n�o saio mais de l�.

Nunca acreditei que eu pudesse mudar at� conhecer voc�.

N�o sei direito por onde come�ar.

- Vamos come�ar com o jantar. - Jantar seria �timo.

Srta. Lettie, isso foi muito bonito.

Lettie, voc� tem um admirador.

Ele fez conservat�rio aqui, em Carson.

Esta � uma das noites mais bonitas da minha vida.

- Da minha, tamb�m! - Ent�o, um brinde.

�gua tem um gosto diferente. Abigail, fez mais algum desenho?

Tenho desenhado muito tanto mulheres quanto homens do hotel.

Espere.

Este homem estava no hotel? Este homem?

Lettie disse que jantar�amos juntos. Talvez ele passe aqui.

Est� tudo bem. Esperem aqui.

Sumiu.

Sumiu. � Monte. Ele pegou minha mala.

� s� dinheiro.

Era minha liberdade. A chance de uma vida decente.

Ainda pode ter isso. Esque�a o dinheiro, deixe com ele.

Sr. Biggs, n�o �? Nunca fomos apresentados.

Onde est� meu dinheiro, Monte?

Depois de nosso �ltimo encontro, decidi usar o cofre do hotel.

- Abaixe a arma, Monte! - N�o comecei isto.

- Usa muito essa desculpa, n�o �? - � inevit�vel.

- Ele n�o tem chance, Monte, por favor. - Estou feliz em v�-la.

Pensei que tivesse morrido e lamentei como qualquer marido faria.

- Ela j� me contou que n�o s�o casados. - Disse isso a ele?

Foi no in�cio de mar�o...

e as magn�lias come�avam a florescer na Rua do Canal.

Comprei para Olivia um vestido amarelo simples...

e dei US$ 200 ao pai dela...

que, com certeza, gastou tudo em u�sque.

- Devo continuar? - Pare!

- Casou com ele? - Eu tinha 15 anos.

Sabe, Sr. Biggs, tenho todo direito �quele dinheiro...

assim como direito a Olivia.

Por favor, Preston, ele n�o me trata como esposa.

Ele me trata como uma propriedade. Fa�a alguma coisa.

Ningu�m precisa morrer aqui.

N�o h� raz�o para n�o resolvermos isso.

Esta mulher n�o precisa morrer.

Vejo que o Sr. Biggs gosta de voc�...

e que tamb�m gosta dele.

Segure isso para mim.

Quem est� ganhando?

N�o liguem para ele, senhores. Ele est� b�bado.

Posso garantir que h� mais de 52 cartas nesse jogo.

Se fosse voc�s, olharia nas mangas dele e at� nas botas.

Senhor, est� ofendendo minha integridade.

Sim, estou. E tamb�m o estou chamando de vigarista e assassino.

E eu vou matar voc�.

Verdade? E o que est� esperando?

- Monte, espere! - Fique fora disto.

Pare. N�o, por favor. N�o!

N�o fa�a isto. N�o. Olhe para mim.

A vida dele signiflca tanto assim para voc�?

- Isto n�o � necess�rio. - Deveria ter atirado em mim.

Teria sido interessante, sob o ponto de vista legal.

Viu? Ele est� desarmado.

Voc� seria enforcado, e eu n�o ia querer isso. Por favor.

Todos podem ver quem usa cal�a nesta fam�lia.

- Livy, n�o precisa ir com ele. - Quero ir com ele.

- Est� mentindo. - Sr. Biggs...

saiba que menti para o senhor o tempo todo.

Monte diz que isto � a melhor parte do meu charme.

- Vamos embora, minha querida. - O tempo est� passando.

- Bom dia, senhoritas. - Bom dia, Sr. Biggs.

Livy disse que ficar� com o Sr. James.

- Eu sei. - Lamentamos muito, Sr. Biggs.

Srta. Lettie, vamos lev�-la � esta��o de trem.

Bem, resolvi ficar em Carson.

O novo conservat�rio precisa de professores...

e conheci um homem.

Ambos ter�o sorte de ter voc�.

Fico muito feliz por voc�, Srta. Lettie.

Obrigada.

Parece que somos s� n�s dois agora, Abigail.

Vamos embora. � uma longa viagem pela frente.

Vou lev�-los at� l� fora.

Pronto.

- N�o vai colocar sua touca? - N�o tenho mais medo do c�u.

O c�u azul, nuvens escuras, trov�es... Nada mais me assusta.

Isso � �timo, Srta. Abigail. Muito bom.

A viagem de volta a Clear Water ser� mais f�cil para mim.

Venha, vamos partir.

N�o vou a lugar nenhum com voc�.

Acha que pode usar sua ast�cia feminina em n�s dois e dar o fora?

N�o fui falsa com o Sr. Biggs. Eu tentei mant�-lo vivo.

Se acha que pode sobreviver por a�, pode ir.

Voc� me ensinou tudo o que sei sobre sobreviv�ncia.

Mas n�o tudo o que eu sei.

- Vou para Kansas City. - Meu advogado ir� procur�-lo l�.

Espero que ele saiba jogar p�quer.

A prop�sito, estas meias s�o suas.

Adeus, Monte.

Vejo voc� em Kansas City!

Por que estamos parando?

Temos um arreio solto.

Acha mesmo que as pessoas v�o comprar meus desenhos?

N�o vejo por que n�o. Tem um talento nato, Srta. Abigail.

Livy!

- O que faz aqui? - Abigail?

Trouxe mais problema com voc�? N�o estou interessado.

Monte n�o vem atr�s de mim. Acabou, e ele sabe disso.

Parece que voc� diz qualquer coisa para qualquer um.

- Menti para salvar sua vida. - N�o preciso de sua ajuda, Livy.

Sei disso, mas Monte era problema meu, n�o seu.

- E voc� o resolveu? - Estou aqui, olhando para voc�.

Est� olhando para mim? Pode fazer melhor que isso.

Agora...

que tal seguirmos viagem?

Temos muito ch�o pela frente, antes de escurecer.

Sim, o tempo corre, certo?

N�o corre mais.

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