All language subtitles for La corta notte delle bambole di vetro 1971 720p BluRay FLAC2.0 x264-VietHD

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Original subtitles

Meu Deus! O que � isso?

O que voc� est� olhando?

Acha que eu o matei?

Eu o encontrei assim.

Mortinho.

Espere aqui, n�o se mova. Vou chamar uma ambul�ncia.

A BREVE NOITE DAS BONECAS DE VIDRO

Coloque-o aqui.

-Foi um acidente? -N�o.

Acho que n�o.

N�o h� vest�gios de sangue.

-O que houve com ele? -N�o sei.

Foi encontrado inconsciente em algum canto da cidade.

Est� morto.

Morto?

Estou morto?

N�o pode ser. Eu estou vivo!

N�o veem que estou vivo!

Eles precisam saber.

Voc�!

Me escute!

Olhe para mim!

Talvez eu esteja sonhando. Tenho que acordar.

Devo mover um dedo.

Eu preciso!

N�o deixe-me assim. Ajude-me!

Ajude-me!

Nos bolsos s� havia um passaporte e alguns trocados.

Deve ser estrangeiro.

Qual � o nome dele?

Gregory Moore.

Nascido em Springfield, Illinois...

em 6 de dezembro de 1931. Cidad�o americano.

Endere�o?

-N�o consigo encontrar. -Deixe-me ver.

� uma autoriza��o de resid�ncia. Rua Wodichkova 16.

-Era jornalista. -Causa da morte?

Parada card�aca.

E escreva que ele j� estava morto quando chegou aqui.

Por qu�? � um novo regulamento?

Sen�o a imprensa conecta ele a n�s.

Leve-o para o necrot�rio.

Eu estou vivo!

N�o podem fazer isso!

Suas coisas est�o aqui.

Anote o seguinte: Um casaco ingl�s.

Cuecas e camisas. Meias.

Uma camisa branca.

Cal�a.

Um rel�gio de pulso.

Um par de sapatos.

D� uma olhada.

-S�o novos e que couro! -O que fa�o? Devo anot�-los?

-Ou n�o? -Anote, anote.

N�o quero ser demitido por um par de sapatos.

Estranho...

Ele n�o parece t�o frio quanto os outros.

Ao menos poderiam ter fechado os olhos.

� tarde demais agora.

Vai.

Notou que o trabalho est� aumentando?

Notei, sim.

Mas o sal�rio n�o.

Isso n�o pode ser verdade.

Deve ser um pesadelo.

Eu n�o sinto nada. E aqui deve ser frio.

O que aconteceu comigo?

S� o meu c�rebro funciona.

Preciso lembrar. Bem, eu sou Gregory... Gregory Moore.

Isso eu sei. Mas o que mais?

"N�o � uma organiza��o verdadeira

Os membros deste grupo n�o t�m escrit�rios

ou assessoria de imprensa.

De tempos em tempos, eles se re�nem

para discutir a situa��o do pa�s".

Jacques, o chap�u.

"Eles foram presos esta manh�

porque criticaram publicamente as a��es do governo

em termos de sua pol�tica interna e externa.

Eles foram... Eles foram declarados insanos

e internados em um hospital psiqui�trico

para serem submetidos a terapias for�adas

por um per�odo indeterminado."

Tudo certo?

-Tudo bem. At� amanh�. -No necrot�rio.

No necrot�rio � onde voc� vai acabar com sua bendita vodca.

Eu vou, eu vou. Mas tenha cuidado.

O ataque card�aco tamb�m ir� lev�-lo, mais cedo ou mais tarde

-se continuar nesse ritmo. -Culpa das mulheres ou do trabalho?

Tenho que ir agora. Mira est� chegando.

Que venha o infarto!

Aqui est� uma not�cia que parece interessante.

Aparentemente esta noite em algum lugar na Sib�ria

um novo m�ssil com ogiva nuclear ser� testado.

-Quer passar a not�cia? -Fa�o isso amanh�.

� melhor esperar por uma confirma��o.

-Vou deix�-lo com voc�. -D�-me o telex quando terminar.

-Tchau. -Sempre se divertindo, hein?

Vejo voc� na confer�ncia de imprensa no Pal�cio Presidencial?

N�o, tenho algo a fazer. Ter� a companhia de Jacques.

Cherchez la femme.

Desculpa, Jessica. Eu esqueci.

-M�m t� r�d. -Eu tamb�m te amo.

Est� come�ando a fazer progresso. Tem uma nova professora?

Exatamente. Uma em cada pa�s.

-Para mim? -Um presente.

Eu n�o via a hora de voc� voltar.

E agora que estamos juntos novamente, estou com medo.

Medo que voc� possa ir de repente, assim como chegou.

Do que est� falando? Por que eu iria embora de repente

se tudo o que espero � estar aqui com voc� por alguns dias?

N�o sei...

Sempre que nos encontramos tenho a sensa��o de algo tempor�rio

de inquietude.

Como se algu�m ou algo pudesse nos separar?

Talvez.

� mesmo, tamb�m tenho essa sensa��o.

Sabe, �s vezes quando imagino a minha vida daqui h� um ou dez anos

n�o sei... � como se eu andasse entre duas paredes

que me impedem de imaginar ou esperar por algo.

Ent�o, sinto que devo fugir e vir at� voc�.

Porque voc� afasta os meus medos.

Felizmente, ele logo deixou-me sozinha.

Senhora? Senhor?

-Ele era um coronel. -Com licen�a.

Esta � uma especialidade exclusiva de nosso restaurante.

� bom, voc� vai ver.

Vou confiar em voc�...

N�o se preocupe, Madame, um bombeiro est� de prontid�o.

-Madame... -Obrigada.

Senhor...

Obrigado.

Ficar� triste em deixar este lugar?

Sim, claro.

� como se estivesse congelada no tempo.

Presa entre o Oriente e o Ocidente.

-Sua imobilidade � m�gica. -Esta � a nossa cidade, Gregory.

-Que horas s�o? -4h30.

Vou terminar esse cigarro.

Que gosto bom de ma��.

Ali�s, gostei do seu presente.

S�o lindas, n�o s�o? Mas pertencem a uma esp�cie peculiar.

D�o pequenos saltos mas n�o podem voar

apesar de suas belas asas coloridas.

-H� muito delas entre n�s. -A li��o j� acabou?

Quanto tempo vai ficar aqui?

N�o sei. Talvez mais tr�s semanas.

-E depois? -Londres.

Acha mesmo que pode me levar?

Acha que eu posso ir embora daqui?

Tudo que imaginei para n�s dois, quero que torne-se realidade.

O advogado Valinski pode nos ajudar.

De um jeito ou de outro, voc� vir� comigo.

Senhor, n�o sei nem como recompens�-lo.

N�o?

Mas posso demonstrar minha gratid�o de uma forma... mais agrad�vel.

-Aceita? -Aceito.

Deve ser o Jacques.

Talvez ele tenha mudado de ideia.

Gregory?

� tudo realmente t�o f�cil para voc�?

N�o, tudo � muito importante.

Come�o a lembrar.

Mira... Mira...

Ei voc� a�! Pode me ouvir?

Voc� est� do mesmo jeito?

Deve ser sempre assim quando morremos.

E n�o podemos voltar para contar ao outros.

N�o, eu n�o posso desistir!

Se voc� tivesse entrado na pol�cia em vez do jornalismo...

eu teria agora uma bela colega.

Gostaria disso, n�o � comiss�rio?

At� que h� algumas, mas n�o t�o bonitas.

Acredito, no entanto, que minha verdadeira voca��o seria banc�ria.

Nosso amigo Shubenberg poderia ajud�-la, se quiser.

-N�o, n�o, obrigada. -N�o � verdade, Shubenberg?

Gregory, onde voc� me trouxe?

Isto � um museu de cera!

Entre essas m�mias, h� pessoas importantes de toda a Europa.

Pol�ticos, banqueiros, pervertidos disposto a conversar. Interessada?

N�o, obrigada.

-Bonsoir. -Bonsoir.

Ele parece familiar. Quem �?

Franz Tibor, um famoso pianista.

-Boa noite, como vai? -Bem, obrigado.

Esta � Mira Sherkova.

Nunca pensaria que voc� � uma compatriota.

Talvez n�o aparenta, por ser t�o elegante.

Claro que voc� sabe que Gregory vai nos deixar.

� claro, ela vai comigo.

Espero que n�o negue sua ajuda, advogado.

Sempre achei que o jornalismo era um trabalho dif�cil para as mulheres.

N�o, pelo contr�rio.

H� muita vantagem em ser mulher nesse ramo.

As portas se abrem mais facilmente.

Minha porta est� sempre aberta para voc�.

� f�cil para um banqueiro ser galante.

Eu s� posso abrir as portas para not�cias confidenciais.

Satisfeita?

Sim, sim, claro. Um momento, por favor.

Deixe-me apresentar Mira.

S�o todas pessoas fascinantes, voc� ver�.

-Professor Karting. -Muito prazer.

Dr. Polonski e sua esposa.

Sr. Shokolov da embaixada.

E este senhor que olha para voc� fascinado � o Sr. Boomberg.

-Muito prazer. -Ele est� apaixonado.

-E o senhor Moore que j� conhecem. -N�o reconhece mais os amigos?

-Ivan, como voc� est�? -Bem e voc�?

-Fico feliz em v�-lo! -Vamos ali.

Dr. Borodaj acha que...

Por que n�o me disse que Gregory viria com aquela mulher?

Jessica, n�o leve a mal.

-N�o sabe que os homens s�o vol�veis? -Sem gracinhas, Jacques.

Minha querida Jessica.

Li seu artigo sobre o nosso acordo econ�mico com a Uni�o Sovi�tica

bem interessante, mas se me permite, gostaria de fazer uma corre��o.

E como vai a sua revolu��o?

-Esqueceu em Sorbonne? -N�o, em Moscou.

Passei dois anos em Moscou, me especializando em cardiologia.

Ainda com essa fixa��o de despir as mulheres?

H� muito a fazer neste campo.

Trabalho com karting.

Uma pena.

Logo voc� tamb�m ser� uma personalidade.

Espero que n�o.

� melhor eu salvar Mira antes que a roubem de mim.

-Depois vou apresent�-la. -Vou pegar uma bebida.

Maldito o dia em que eu os apresentei.

-N�o quer cumpriment�-la? -N�o, n�o.

Neste momento, n�o respondo pelos meus atos.

Olhe para ela.

N�o � que ela tenha defeitos. Toque-a. Pode toc�-la.

A carne � fresca, � jovem e simp�tica.

O que eu n�o gosto � que ela � filha de um milion�rio

e cr� que com d�lares compra-se tudo: homens, sentimentos...

Seu sexo est� aqui. Um capricho. Entende o que eu digo?

Vem aqui para se deitar com um comunista.

E depois quando retorna ao seu rancho

contar� sobre as emo��es da velha Europa. N�o � mesmo, querida?

No rancho... disso eu tamb�m n�o gosto.

Ela � t�o bonita.

Nossas jovens s�o lindas.

Vamos fazer aqui mesmo.

Vamos fazer agora mesmo.

Vamos voltar.

S� queria saber qu�o longe chegou sua tolice.

Vamos, garoto. Levante-se da cama.

Abra sua mente e livre-se da lux�ria, como fiz com o �lcool.

Parece que Bakosh fez um bom salto. Vinte metros.

Sim, o Bakosh.

Mergulho completo na cal�ada. Na estrada Meruda.

Certo, nos vemos l�.

-Ent�o? -Um fiasco.

O Bakosh que se matou n�o era o ministro, mas um encanador.

Um encanador chifrudo.

Aqui at� mesmo os frangos assados cometem suic�dio pol�tico.

-� inevit�vel. -E os outros colegas?

Eles vieram, deram uma olhada e foram embora.

Eu fiquei esperando para avis�-lo.

Tenho certeza que nos conhecemos

S� n�o lembro de onde.

-Ela pode falar. -Voc�s s�o t�o maravilhosos!

-Vamos a minha casa para uma bebida? -N�o, essa noite j� deu para mim.

E voc�?

Deixe-o em paz. Ele tem coisas melhores a fazer.

Volte para Mira. N�o vale a troca.

Tchau.

Esse seu amigo � muito legal.

Ou�a, onde fica o telefone?

Senhorita Natasha!

-T�o cedo para o mercado? -Bom dia...

Sim, j� � tarde para mim.

-Eu vou pagar amanh�. -Est� bem.

Mira?

Mira?

Mira, onde voc� est�?

Ivan, meu amigo!

� ele mesmo, Moore.

Inacredit�vel.

Eu o vi na semana passada.

Isso acontece at� com os amigos. Deveria saber, colega.

Estranho, ainda n�o h� nenhuma rigidez.

Quanto tempo voc� diria que ele j� est� morto?

-Ele j� estava morto quando chegou. -Est� aqui h� v�rias horas.

Ivan, se voc� me ajudar, eu conseguirei.

Eu ainda quero tentar alguma coisa.

Vou tentar reanim�-lo.

Como quiser, mas acho que � uma perda de tempo.

-Fique com o turno de noite, eu j� vou. -Leve-o para cima. Depressa.

-Enfermeira? -Sim, Doutor?

-Prepare tudo para reanima��o. -Claro, Doutor.

Nada. L� tamb�m n�o.

Nenhuma mulher foi internada hoje � noite.

O que pode ter acontecido?

Nada s�rio, voc� vai ver.

J� ligamos para todos os hospitais e delegacias, ent�o...

Nada. Felizmente nada no necrot�rio.

Aceito uma bebida. Depois de certos programas � o que preciso.

Ela n�o deixou nenhum bilhete? Nada?

� um absurdo que ela tenha partido assim.

Ela n�o foi embora, foi sequestrada.

-Tenho certeza que foi isso. -Est� bem...

Digamos que ela foi sequestrada.

Talvez ela n�o veio aqui s� para passar uns dias com voc�.

Talvez ela n�o seja a pessoa que voc� imaginou.

Jessica, n�o fale bobagem. Voc� nem a conhecia.

-E voc�? O que sabe sobre ela? -Jessica est� certa, Gregory.

-O que sabemos dela? -E da�?

H� mais de duas horas que fazemos suposi��es sem parar

sem saber o porque ela desapareceu.

De qualquer forma � estranho.

N�o pode ter sumido do nada.

Mas algumas vezes acontece de algu�m partir sem mais nem menos.

Assim, sem nenhum aviso e sem discuss�es.

E na sua opini�o ela fugiu completamente nua?

Sem sapatos, sem roupas?

Ela deixou tudo!

Calcinhas, suti�s! Tudo!

E como voc� pode ter tanta certeza?

Quando afirma que a mo�a n�o levou nada.

Talvez esteja tentando dizer que ela n�o levou isto...

ou isto.

Ou voc� pode jurar que sabe exatamente...

tudo o que havia no guarda-roupa da senhorita Sherkova?

-Eu acho... -Viu?

Voc� disse que saiu a neg�cios ontem � noite.

Que eu saiba, nada de importante aconteceu.

S� agora entendo que isso foi um truque para Mira ficar sozinha.

Este � o ponto de partida.

Sejamos honestos, quem lhe deu as informa��es sobre Bakosh?

Uma pessoa desconhecida.

Um dos habituais telefonemas an�nimos sem os quais n�o saber�amos nada.

Comiss�rio, quero colaborar com as buscas.

Sr. Moore, preferimos n�o ter complica��es

com um jornalista estrangeiro. N�o interfira.

Faremos tudo o que tiver ao nosso alcance.

Ah sim? Ent�o n�o se esque�a de uma coisa:

Mesmo que vire a cidade inteira de cabe�a para baixo

tem que encontr�-la, viva ou morta!

Por que voc� disse..."morta"?

N�o sei. Apenas falei.

� uma maneira de dizer.

-Boris, comece com a investiga��o. -Est� certo, Comiss�rio.

Sim? Sou eu, Jacques. Pode dizer.

O qu�?

Sem roupas...

Entendi. J� estamos indo.

Fique aqui.

Imprensa.

Venha.

Retire isso.

N�o � ela.

-Est�o aparecendo muitas... -N�o � ela, Jacques!

-Bem, j� que estou aqui... -Vou contar para a Jessica!

N�o sei mais o que pensar.

Se ao menos soub�ssemos de outras amizades dela. Mais pr�ximas.

Outro homem?

N�o, n�o quis dizer um amante.

Mas poderia ter conhecido algu�m.

N�o, desde que chegou, sempre esteve comigo. N�o encontrou com ningu�m.

A n�o ser no Valinski.

� verdade.

Vamos tentar lembrar algumas daquelas m�mias.

Talvez eles possam ajudar. Vamos atr�s deles.

Vamos, mesmo n�o sabendo se ajudar� muito.

Come�o por Karting. Voc� me passa uma lista de todos os convidados.

Ah, e o que mais?

-Professor Karting, por favor. -Vou avis�-lo j�.

Agora prestem aten��o.

Reage a dor.

Como um ser vivo.

O homem que cria a limita��o das classes.

Para simplificar a pesquisa.

Mas o mundo dos seres vivos � uma �nica unidade.

Um todo indivis�vel.

N�o h� nada de estranho que este tomate tenha a sua...

sensibilidade.

Interessante para um artigo.

Nunca mais arrancarei uma folha na minha vida.

Imposs�vel, Ivan.

At� o bem e o mal s�o indivis�veis.

Dois aspectos do mesmo gesto.

Um presente para voc�. Tempere com sal e azeite.

� s� um tomate.

Com licen�a, professor. H� duas pessoas procurando pelo senhor.

Mande-os entrar.

Adoro o surrealismo.

Creio ter violado muitas leis para ter esse quadro.

Nossa jornalista. Em que posso ajudar?

� sobre a Srta. Sherkova, Mira Sherkova.

Ela desapareceu da minha casa ontem � noite inexplicavelmente.

Sim, lembro bem dela.

A linda garota que estava com voc� no Valinski. O que houve?

H� provavelmente uma explica��o muito simples, professor.

A pol�cia j� est� cuidando deste caso.

-Mas n�s pensamos... -Queremos saber ontem � noite...

ouviu alguma coisa que possa nos dar uma pista.

Realmente n�o sei.

Conversamos sobre m�sica.

Falamos sobre o grande sucesso do Tibor em Viena e Moscou.

E ela comentou que em breve iria para Moscou.

Viu s�? E voc� n�o sabia de nada.

Que estranho.

Se fosse verdade, ela teria me contado.

Al�m disso, ela deixou todos os documentos em casa.

Se eu fosse voc� n�o me preocuparia.

As mulheres s�o imprevis�veis.

O que mais quero � que voc� tenha raz�o, professor.

-Nenhuma rea��o? -N�o, nada.

Insista, Ivan, insista!

E se usarmos o desfibrilador?

Ele est� morto h� horas.

Acredito que n�o h� nada a fazer.

N�o d� ouvidos a ele, Ivan! Tente me ouvir!

N�o.

A temperatura n�o caiu. Deve haver uma raz�o.

-Vou chamar o Karting. -Bem, como quiser.

Apresse-se. Ele perceber�.

At� l�, tenho que continuar pensando.

� a �nica maneira de sentir-me vivo.

-O que Jacques disse? -Nada. Ningu�m se lembra de nada.

� como se ela nunca existisse.

-Comiss�rio. Tem novidades? -Certamente

A novidade � que voc�s n�o seguiram o meu conselho.

Est�o fazendo muito alvoro�o para dois estrangeiros.

Al�m de estrangeiros, somos jornalistas e amigos da desaparecida.

E o que pretendem fazer? Perguntar a todos que conhecem

se lembram-se de cada palavra dita por essa garota?

-Fa�o o que � o seu dever! -Comiss�rio, s� queremos colaborar.

Como em toda cidade grande, todo ano dezenas de garotas desaparecem.

N�s cuidaremos deste caso.

Suspeitos, interrogat�rios, investiga��es, tudo.

-N�o se esque�am desta vez. -O que � isso?

Uma das amea�as habituais?

N�o � voc� que vai me impedir.

Se manter esta atitude, ter� que prestar contas

com algu�m mais importante que um simples comiss�rio.

Ent�o seria obrigado a permanecer neste pa�s

por muito mais tempo do que algumas semanas.

Pense nisso.

N�o foi uma boa ideia desafi�-lo. Agora ele n�o vai deix�-lo em paz.

N�o me importo. Al�m do mais ele disse...

que dezenas de garotas desaparecem todo ano nesta cidade.

Quero checar essa hist�ria.

E por favor continue com a lista. Est� bem?

Certo, Gregory. Mas ou�a-me: Seja discreto.

-Para onde? -Killiana 22.

Procurando por mim?

Sim.

Gostaria de consultar o Rud� pr�vo, dos �ltimos dois anos.

Prefere em d�lares?

-Parte criminal? -Sim.

-Sequestro? -Jovens desaparecidas.

As p�ginas policiais s�o minha paix�o. Por isso lembro de tudo.

Aqui existe um verdadeiro arquivo...

que causaria inveja a pol�cia.

Vamos l�, r�pido!

-Chuta! -Vamos l�!

-Eu marquei um gol! -N�o, voc� n�o marcou!

Sou jornalista e quero saber mais sobre Marika Sequince.

H� dois anos atr�s, ela foi dada como desaparecida.

Eu n�o sei de nada! V� embora!

A senhora � a m�e?

Isso j� � passado. N�o quero mais falar sobre isso.

� verdade que ela sumiu sem nenhuma roupa?

-Basicamente nua. -Diga a ele! Diga a ele!

Por que n�o falam? Voc� s�o covardes! � isso que voc�s s�o!

-Mas eu... -Cale-se!

-Eu n�o sei de nada! -Mas ela era sua filha, n�o era?

Marika era nossa filha e nos deixou.

N�o sabemos de nada e n�o queremos saber.

Fora daqui!

Mais alto!

Agora est� 1 a 0.

Ei, voc�, de camisa vermelha.

-Conhece o velho que mora ali? -Conhe�o.

-Quer ganhar isso? -Sim.

-Ent�o v� entregar a ele. -Tudo bem.

Estou muito agradecido.

Sem a sua ajuda nunca teria encontrado este lugar.

Por favor! Fico feliz em ajudar!

Mesmo que eu n�o compartilhe dessa sua obstina��o.

V� em frente, enquanto brinco com os c�es.

O que est� procurando?

-� aqui que morava Irina Dubczek? -Por qu�?

Eu sou jornalista.

Estou fazendo uma investiga��o sobre as jovens desaparecidas.

Investiga��o...

Voc� � jovem ou velho?

-Que diferen�a faz? -Nenhuma para mim.

Eu contei tudo h� anos atr�s.

Naquela �poca eu era jovem. Agora j� n�o sou �til.

E Irina?

Irina era jovem. Por isso foi �til.

Foi �til para quem? Ela est� viva ou morta?

Isso n�o faz diferen�a. Ela se foi.

H� algum suspeito?

-Era �til para algu�m? -Algu�m? Para todos.

Todos aqueles que querem superar o outro...

para manter o seu poder.

Aqueles que buscam o sangue de um soldado.

Ou de um estudante disposto a morrer.

Na paz e na guerra.

Estes s�o os suspeitos. � o suficiente?

Mas voc� n�o me respondeu.

Voc� � jovem ou velho?

-Digamos que jovem. -Tem muita sorte.

Ainda tem tempo suficiente para entender.

Por favor... diga-me o que voc� sabe.

Eu n�o posso ajud�-lo e aqui n�o h� nada para descobrir.

Eu n�o sei de absolutamente nada.

Irina amava a m�sica, certo?

Sim... Como muitas garotas.

Ligaram duas vezes de Nova York. Eu disse que voc� estava doente

mas que talvez aparecesse por aqui.

A� est� voc�, finalmente o encontrei.

O que descobriu?

Conversei com todos, mas n�o descobri nada.

A �nica coisa � que algu�m repetiu a hist�ria de Moscou.

-Que hist�ria? -N�o contou a ele?

Aparentemente, Mira disse que queria ir para Moscou.

E o que voc� descobriu sobre as garotas desaparecidas?

Talvez eu tenha uma pista. Um velho parece saber muito.

-Nada mais? -Uma coincid�ncia.

Quase todas as jovens que sumiram tinham algo em comum:

-A paix�o pela m�sica. -Se for por isso...

Tenho em comum com meus amigos a paix�o pela bebida

ou pelo tabaco de cachimbo.

Ademais, Mira n�o tinha paix�o pela m�sica.

N�o, mas h� outras coincid�ncias.

Ou�a, Greg. Este � um pa�s diferente.

Coisas que para n�s s�o estranhas, aqui pode ser completamente normal.

Algumas coisas entendemos, outras n�o.

Por que n�o desiste?

Em poucas semanas estar� em Londres e tudo parecer� t�o distante.

Acredite, ser� assim.

Voc� disse desistir?

N�o � do meu car�ter.

Nunca desisti quando tiraram-me algo a for�a.

Ou se algo foi-me imposto sem nenhuma explica��o.

� por isso que sempre me meto em problemas.

N�o v� atr�s, Greg. Talvez n�o valha a pena.

Sr. Moore, um recado para voc�. Um menino o trouxe.

� daquele velho! Ele quer me encontrar.

-N�o v�, Greg. -Ele respondeu.

-Posso saber o que est� acontecendo? -Espere, mas nem est� assinado.

E voc� vai encontr�-lo � noite

em um bairro perigoso, sem saber...

Leia, Jacques, leia. Eu vou com voc�.

N�o, aqui diz que devo ir sozinho. Nos vemos depois.

Cuidado!

-Quem era? Voc� o conhece? -N�o...

Elas n�o voam...

N�o as deixam voar.

O que quer dizer? Quem? Me diga!

N�o voam.

-O que houve? -O que faz aqui?

Temi que algo pudesse acontecer com voc�.

-O que voc� viu? -Nada. Est� muito escuro.

Voc� indo de encontro com algu�m, creio que o velho, depois a fuma�a

e ent�o voc� correu aqui como um louco.

�timo, diga isso ao comiss�rio e pensar� que sou um man�aco assassino.

Aonde vai agora?

Deixe-me em paz. Pare de me seguir, entendeu?

Ponha o oxig�nio no m�ximo.

O m�sculo card�aco n�o responde � estimula��o.

Infelizmente, mas o rigor mortis ainda n�o come�ou.

N�o � raro que exista uma certa mobilidade no cad�ver

mesmo depois de muitas horas.

� verdade que a temperatura...

A temperatura permaneceu constante em torno de 32 graus.

Mesmo depois da c�mara frigorifica.

Ainda deve haver algum processo de oxida��o.

-Talvez a n�vel molecular. -O cora��o parou h� muitas horas.

-� biologicamente imposs�vel... -Essa n�o � uma ci�ncia exata.

As coisas que ignoramos s�o mais numerosas do que as que conhecemos.

Tem raz�o, Karting.

Esta n�o pode ser a morte real.

Nenhuma atividade respirat�ria.

Card�aca tamb�m n�o. Nem cerebral.

N�o h� evid�ncia de qualquer atividade.

Sim, mas o oscilosc�pio mostra um n�vel acima de zero.

Aquele velho...

Quem o matou?

Talvez os mesmos que querem se livrar de mim.

Seja gentil, senhor, e ajude-me a atravessar a rua.

Obrigada. Voc� � muito gentil.

Muito gentil.

Quem � voc�? O que quer?

-Saia! Fora daqui! -O senhor est� enganado.

-Sou s�cio deste clube. -Voc� � um estrangeiro. Fora!

Fora! Fora! Estrangeiro, fora!

Fora! Saia daqui!

Suma!

Mestre, temos um intruso.

-Parecia ser estrangeiro. -Um estrangeiro?

Sim, reconheci pelos sapatos.

Ele fugiu para l�.

Precisamos encontr�-lo.

Ent�o, Pierre?

Eu n�o o encontrei.

Eu vou procur�-lo. Continue com seu trabalho.

Est� bem, patr�o. Est� bem.

Droga... Tomara que n�o tenha entrado.

Linda...

Eu nutria uma insana paix�o por Mira.

Assim que voc� saiu, eu entrei.

E depois de t�-la possu�do...

Eu a estrangulei e a joguei no rio.

Ah, j� ia esquecendo que depois para manter a forma

estrangulei duas meninas g�meas e uma octogen�ria insatisfeita.

Se quiser, pode ligar para a pol�cia e me entregar.

Mas por favor, paremos com todo este assunto.

Sim, talvez esteja certo.

Todos est�o certos...

N�o pense mais nisso. Ou�a o que eu digo.

Falo pelo seu bem. Descanse um pouco.

Caso contr�rio, corre o risco do famoso infarto.

� verdade, n�o estou bem.

Eu me encarrego do jornal, enviarei um dos meus artigos.

Tem visto a Jessica?

Quem? Jessica, n�o.

Esteve procurando por voc� durante estes dias.

-J� vai? -Desculpe, mas estou muito confuso.

-At� mais. -V� com cuidado.

Mais uma coisa: conhece o "Clube 99"?

Acha que podem estar escondendo alguma coisa?

Ah, por favor. L� dentro � puro t�dio.

� frequentado pela elite desdentada: pol�ticos, algum milion�rio chato

e um bando de entediantes e ilustres profissionais.

M�sica, selos e xadrez. Ou seja, a morte. Por qu�?

Nada. Devo ser um vision�rio. Come�o a ver coisas.

Esque�a tudo e trate de dormir.

Malditas mulheres.

Voc� falou sobre o "Clube 99"?

Sim, por qu�?

Quem � voc�?

Meu nome � Pravski.

Soldado Pravski.

Boa noite, Sr. Moore.

Eu disse boa noite, Sr. Moore.

Jessica, o que est� fazendo aqui?

-Como voc� entrou? -Eu queria avis�-lo.

H� algu�m que desde tarde est� vigiando a sua casa.

Deve ser um policial.

Suspeitam de voc�, n�o percebe?

Kierkoff nunca aceitou que voc� investigue sozinho.

E depois a hist�ria do velho.

Sinto que eles querem incrimin�-lo.

Seria melhor desistir.

Talvez seja o melhor. Estou cansado.

O mais sensato seria que voc� voltasse logo para Londres.

Se quiser, eu vou com voc�.

Eu tamb�m preciso de f�rias.

Voc� � muito am�vel.

Ao m�ximo.

Seringa.

N�o! N�o, Ivan! Karting!

N�o parem! N�o desistam!

Sinto muito.

Sei que era seu amigo.

Passamos muitos anos juntos em Paris.

At� o Ivan desistiu de mim.

Para eles j� n�o fa�o parte dos vivos.

Talvez seja melhor fazer uma aut�psia.

Acho que n�o � necess�rio.

Quero descobrir por que o rigor mortis n�o apareceu.

Estou a sua disposi��o.

Se voc� quiser...

Posso fazer isso durante a aula de anatomia.

Desculpa, mas isso n�o nos ajuda.

Sei que pode parecer rid�culo...

mas h� algo que me bloqueia.

N�o entendo sua teimosia est�pida neste assunto.

N�o entendo os fantasmas que o assombram.

Este pa�s que o corta como navalha.

E n�o entendo porque continua torturando-se por algu�m como ela.

J� chega! O quer dizer com "algu�m como ela"?

-O que sabe sobre ela? -� voc� que n�o sabe de nada!

Ela nunca pertenceu a voc�. Pertence a outra gente, outro mundo!

-Chega! -Se n�o a jogaram no rio...

n�o adiantar� de nada procur�-la em todos os canais da cidade

para que ela volte para voc�!

Voc� n�o era nada para ela. Voc� ainda n�o entendeu.

Voc� est� louco.

E eu deixarei que se afogue em sua loucura... sozinho.

Sinto muito. Sei que � minha culpa.

S�o lindas, n�o s�o? Mas pertencem a uma esp�cie peculiar.

D�o pequenos saltos mas n�o podem voar

apesar de suas belas asas coloridas.

Elas n�o voam...

N�o as deixam voar.

-Gregory? -Jacques?

Falei com o cego, Pravski. Est� lembrado?

Ele contou-me muitas coisas sobre o tal clube.

Sabia que eles t�m filiais em Paris, Londres, Nova York, T�quio?

Descobri coisas interessantes. Por exemplo:

No clube, eles necessitam de muitas flores. Estranho, n�o?

E na magia negra, o n�mero 99 significa "Am�m", "Fim".

Bem, quem sabe? Pode ser uma coincid�ncia.

N�o, n�o � coincid�ncia.

Eu tamb�m encontrei o que estava procurando.

As outras garotas desaparecidas e Mira n�o s� tinham a m�sica em comum.

Ou�a, estou aqui em frente ao clube.

Em uma cabine telef�nica na esquina da pra�a.

Esta noite vi muita gente entrando no clube

mas hoje n�o h� nenhum concerto.

Porque n�o damos uma olhada. Voc� tem o cart�o, certo?

� o que pretendo fazer. N�o saia da�.

N�o vou, mas anda logo.

Tamb�m estavam l�.

Eram borboletas!

Jacques?

Onde voc� est�?

Jacques, � voc�?

...terra cuspindo fogo Chuva Vermelha

Chuva de sangue

Vi pessoas bebendo da chuva

E suas enorme barrigas inchando e explodindo

Gastando seu dinheiro Chuva Vermelha

Chuva de sangue

Por que voc� n�o permite

Borboletas com asas coloridas Voarem livres no c�u azul?

Por que voc� n�o permite

Borboletas com asas coloridas Voarem livres no c�u azul?

Pensei que estava sonhando Ent�o lavei meu rosto

E a �gua era vermelha como sangue

Meu sangue

Eu queria voar para longe No c�u azul

Mas cortaram minhas asas

J� estou farto de voc� e seu amigo alco�latra

da sua ca�a �s bruxas, dos fantasmas que supostamente queria afog�-lo!

Basta! Entendeu?

Eu sei que voc� � um viciado.

Em sua casa, encontramos um frasco que estamos analisando.

Cont�m morfina, n�o �?

Os dois se drogavam.

Naquela noite, injetou na garota uma dose excessiva.

N�o foi? Confesse!

Muito bem, quero fazer uma proposta.

Se confessar que as coisas aconteceram como descrevi

eu encerro o caso.

Morte acidental.

Voc� � processado...

E eu encontro circunst�ncias atenuantes.

E voc� retorna ao seu pa�s.

O Clube... As borboletas...

Preciso ir.

Estou com frio.

Estou com frio....

Tenho que voltar... ao Clube.

As borboletas...

Voc� me ouviu?

Est� delirando. Temos de recuper�-lo.

S� est� cansado.

Ele precisa de descanso.

Eu mesmo o levarei.

Gregory...

Me ouve?

Sou eu, Valinski.

Seu amigo.

Tenho que ir...

Agora mesmo.

Tenho que ir...

-Tenho que... -O que est� dizendo?

Quer ir para a pris�o?

Voc� est� cansado.

Para onde quer ir?

Era s� ter me pedido.

N�o sabe que sou membro do clube?

Falaremos amanh�.

Tenho que ir... Mira...

Estou com frio.

Minha cabe�a d�i.

N�o fique agitado. Precisa descansar, dormir.

Tranquilo. Logo estar� em casa.

Abra!

Abra! Pol�cia!

Abra!

Eu mandei abrir!

Este caso pode ser considerado encerrado.

Mira Sherkova foi assassinada por seu amante

o jornalista americano Gregory Moore.

Que tamb�m matou a facadas

o colega Jacques Versain em uma cabine telef�nica.

Deixando um len�o com suas iniciais.

Moore sofria de alucina��es e mania de persegui��o...

que recentemente manifestava-se...

com frequentes estados de lapsos incontrol�veis.

Foi uma dessas crises que o levaram a assassinar a jovem

cujo desaparecimento ele mesmo denunciou.

Precisou matar Versain

porque ele havia encontrado provas de seu homic�dio.

O professor Karting acha que a aut�psia...

-N�o, ele n�o era louco. -...revelar� a presen�a...

de uma les�o cerebral, causa do transtorno mental de Moore.

N�o � Mira. Mira era uma rebelde.

Ela queria escapar de seu destino.

Ela recusou riqueza e sexo...

as iscas mais utilizadas no mundo todo.

A droga que mais que qualquer outra atormenta o pensamento e a consci�ncia.

E agora ela dorme.

Voc�... seguir� o mesmo destino.

Rebeldes devem ser sacrificados e eliminados.

Nada pode mudar.

-Somos a for�a do passado. -Tomamos as r�deas do mundo...

enquanto houver pessoas dispostas a morrer.

A derramar seu pr�prio sangue.

E nada pode mudar.

Nosso �nico inimigo � o pensamento e o despertar da consci�ncia.

N�s n�o toleramos nenhuma rebeli�o. Nenhuma.

Necessitamos dos jovens, para manter-nos vivos.

Eles devem ser como n�s.

Devem pensar como n�s.

Aqueles que se recusam s�o sacrificados.

Aqueles que se recusam s�o sacrificados.

Catalepsia...

Seu corpo ser� encontrado e voc� ser� considerado morto.

Agora voc� dormir� e s� acordar� quando estiver enterrado.

Quando estiver enterrado.

Quando estiver enterrado.

Ou�a meu cora��o!

A batida do meu cora��o!

Ele voltou a bater! Voc� ouviu?

Meu cora��o est� batendo!

Meu cora��o est� batendo! � imposs�vel que n�o percebam!

Aproveitaremos esta aut�psia para mostrar todos os erros t�cnicos

que pode acontecer em uma cirurgia card�aca

se n�o for feito com a m�xima precis�o.

Em todas as opera��es na �rea do cora��o

a t�cnica do cirurgi�o desempenha um papel de extrema import�ncia.

Pe�o-lhes que sigam esta li��o com muita aten��o.

Luvas, por favor.

Senhores...

Faremos agora uma incis�o entre a quarta e quinta costela.

Ser� esta a �rea da interven��o.

� uma �rea delicada que requer uma t�cnica especial.

Fechem, por favor.

O menor movimento errado

pode danificar irreparavelmente os �rg�os e levar � morte.

Prestem aten��o.

Acendam a luz.

Karting!

Marquem a �rea...

N�o!

Posicionem o bisturi no espa�o intercostal

e depois afunde-o com uma movimento r�pido e preciso.

Assim.

Legenda por Cinecultz

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