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Tchau.
Júri reconheceu a culpabilidade de Diana Zambelli Celebrini, autor da morte de
Raul Celebrini por envenenamento, no dia 20 de outubro de 1980, na própria
residência da vítima, a Rua das Hortências 1720, nesta cidade de São
O júri reconheceu os qualificativos de emprego de meio insidioso, dissimulação
que tornava impossível a defesa da vítima, premeditação e atenção de obter
vantagem em outro crime.
A ré cabe uma pena de 12 a 30 anos de reclusão, competindo ao juiz, de acordo
com o artigo 42 do Código Penal, fixar a pena exata, atendendo aos antecedentes
em intensidade do dolo ou grau de culpa, e aos motivos ou circunstâncias ou
consequências do crime.
Diante disso, reconheço os qualificativos do artigo 121, parágrafo
3, 4 e 5.
as quais constituem as agravantes do artigo 44, alíneas B, D e F, ambas do
Código Penal, e por tal motivo condenou -a a 16 anos de reclusão e designo a
penitenciária na capital do Estado para o devido cumprimento.
Naquele dia, minha vida mudou.
Eu não tinha cigarros, então entrei naquele bar.
Como se alguma coisa me fizesse entrar lá.
Boa tarde. Você vende cigarros aqui?
Qual? Um charme, por favor, tá?
Pode não.
Raul?
Ô, Raul!
O que você está fazendo aqui?
Como é? É comigo que está falando, moça. O que é isso, Raul?
Eu acho que você está me confundindo com alguém, mas tudo bem. Se é algum tipo
novo de jogada, eu até gostei. Não quer sentar?
Que brincadeira mais boba, não?
Olha, se você está querendo me conhecer, meu nome não é Raul, é Otávio. Muito
prazer.
Moça, o cigarro.
Não, não, Adonis, deixa. Deve ser biruta.
Eu nunca deveria ter entrado naquele bar.
O jantar está pronto.
Estou com muita fome.
Onde é que você esteve no final da tarde?
No escritório.
Teve um momento em que você não estava lá.
Eu não saí do escritório.
Raul, você quer parar de brincadeira?
Você não está lembrado que foi tomar um sorvete na província?
O quê?
Província?
Tiana, que história é essa?
Acho que você está ficando cada vez mais louca.
No outro dia, voltei à província... e perguntei ao garçom se meu marido era
frequentador de lá.
Ele me garantiu que, de vez em quando... um homem chamado Otávio costumava
aparecer.
Então, fiquei esperando por ele.
Oi, Adonis. Tudo bem? Tudo bem. Um sorvete. O de sempre, tá?
É, o senhor já estava para chegar e estava preparando aqui.
Obrigado.
Agora pronto, isso sim.
Tá.
Era Raul, meu marido.
Estava com as mesmas roupas de quando saiu de casa pela manhã.
Seria muita coincidência que o homem que ali estava, na minha frente, usasse as
mesmas roupas de Raul.
Oi.
Podemos conversar?
Espera, você não é a garota do outro dia?
Claro, mas vamos estabelecer uma coisa antes de qualquer papo. Meu nome não é
Raul, é Otávio.
Algum problema?
Não, não, nada não.
Meu nome é Diana, muito prazer.
Diana.
Bonito nome.
Era o meu marido.
Meu Deus, era o meu marido.
Embora a vó suasse mais a veludade e fosse mais gentil que Raul, Otávio era
homem fino, delicado, ao contrário de meu marido.
Como eu sabia que alguma coisa de estranho estava acontecendo, eu resolvi
Otávio à minha casa.
Minha e de Raul ou Otávio, não sei.
Fique à vontade.
Você bebe alguma coisa?
Um whisky, se você me acompanhar.
Desculpe, mas não bebo.
Sua bebida.
Sua casa é bonita.
Você não tem a impressão de ter estado aqui antes?
Não. Por quê?
Deveria?
Não.
Sinta -se como se você estivesse em sua própria casa, tá?
Quem é?
Meu marido.
Aliás, um pouco parecido com você, não?
Não.
Nem um pouco.
Quer mais gelo?
Não, não é preciso.
Sabe, você é realmente encantadora.
Há anos eu não ouvi um elogio de Raul.
Eu começava a gostar de Otávio.
Ele voltou várias vezes para casa com essa segunda personalidade.
No começo nada acontecia, apenas conversávamos.
Um dia não resisti.
Ora, Otávio, que besteira é essa que você está falando?
Um homem que não trabalha não almeja nada na vida.
Ah, Diana, você está me surpreendendo.
Peixe trabalha?
Não.
Árvore trabalha? Não.
Passarinho trabalha?
Voa.
Diana, para um pássaro, voar não é trabalho.
É a mesma coisa que para nós, os seres humanos.
Andar, por exemplo.
Tudo bem, agora me diga o que você faz realmente.
Diana, estou te estranhando.
Vivo do que aparecer.
Cada dia se paga por si só.
Jesus Cristo, por exemplo.
Nos moldes de hoje, ele seria considerado um desocupado. Mas não é
Sua vida, sua filosofia.
seus pensamentos, cheios de humanidade.
Ele procurava passar para as pessoas seus pensamentos, sua vida, o que ele
comia. Por exemplo, o pão vem do trigo.
O peixe vem da própria natureza, como o índio de hoje em dia.
O índio, por acaso, não trabalha?
Talvez não, como a gente entende.
Mas ele vive.
Ele vive da caça, da pesca.
Ele vive, enfim, do próprio contato puro com a natureza.
Otávio, Otávio, você me fascina.
Eu te desejo.
Não era tão feliz.
Eu me realizei naqueles momentos.
Otávio era um homem totalmente diferente de Raul em se tratando de mentalidade,
educação e principalmente no sexo.
As horas se passaram e eu adormeci.
Diana!
Diana!
Diana!
Você está doente.
Que horas são?
Seis e meia.
Nossa, como eu dormi.
Faz muito tempo que não a vejo assim.
O que a fez ficar nua desse jeito?
O calor.
Não vou.
Eu vou te comer. Para, Raul.
Para. Agora não posso. Eu tenho que ver a janta.
Cadê minha roupa?
Está ali.
No bar.
Mas sua calcinha está aqui.
Devia estar muito calor mesmo.
Estava até para desconfiar que Otávio era outra pessoa.
Diana.
Você bebeu?
Não. Você sabe que eu odeio bebida.
Alguém esteve aqui?
Não. Por quê?
Engraçado.
Eu acho que não tomei todo esse uísque.
Hoje não, eu estou muito cansada. Não, como não? Raul, para! Não, Raul, para
isso! Me larga, Raul, me larga! Não, não!
Raul, para! Você está me machucando, Raul!
Para com isso!
Diana. Diana, você tem certeza que seu marido não vai voltar esta noite?
Tenho.
Ótimo, querida.
Foi um dia maravilhoso.
Durma bem.
O pedido será entregue em uma semana, Sr. Raul.
Veja isso rapidamente, China.
Os clientes estão precisando.
E eu estou precisando também.
Da grana.
Pode deixar.
Vou mandar providenciar imediatamente.
Eu quero ver, China.
Da vez passada, a encomenda chegou com 15 dias de atraso. Perdi muito dinheiro
nessa jogada.
Será que ninguém trabalha nessa porra dessa fábrica?
Até logo, Raul. Você está muito nervoso hoje.
Outro dia eu volto para tomar um café, tá? Hoje não está dando.
Tá legal, China. Tchau. Tchau.
Não parece surpresa me ver.
Por que, deveria?
Por pouco não caí em contradição.
Mas o pior estava por acontecer.
Diana.
Vem cá.
Vem dar um beijo no seu querido.
Vem.
Desespero. Diana, me faz uma gentileza.
Prepara um daqueles sanduichinhos de presunto que você faz tão bem. Para
acompanhar o meu drink.
Tudo bem.
Prontinho.
O que é isso?
Você ficou louca?
Você sabe que eu detesto presunto.
Tira essa merda daqui!
Diana, querida, e o sanduíche de presunto? Você não vai trazer?
Diana, estou com fome.
Você está mesmo querendo brincar comigo? Leva essa merda embora!
Tiana.
Você demorou tanto para fazer o lanche de presunto... que eu fui até o bar para
comer alguma coisa. Eu estava com fome.
Aproveitei e comprei umas flores do lado para você.
Olha aqui.
Obrigada.
O que tem?
Você parece triste.
Algum problema?
Problema?
Não.
Nenhum.
Eu acho que vou tomar um sorriso.
Tiana, você parece desanimada.
Eu vou te confortar.
Otávio, que bom.
Vou tomar um banho.
Quem tomou meu
uísque?
Quem esteve aqui?
E estas flores o que representam? Raul!
Para, Raul! Não faz isso!
Para, Raul!
Tinha que te matar!
Raul, para com isso! Puta que pariu!
Raul! Tinha que te matar!
Para com isso, Raul! O que esteve aqui, Diana? Para! Para!
Ali estava a minha chance.
Raul, que não sabia ser meu próprio amante, ao matá -lo por envenenamento,
estaria se suicidando.
Eu não gostava da ideia de ver Otávio morto, mas eu tive que engolir esse
sacrifício e ver morrer o homem que mais odiava no mundo.
No dia seguinte, Raul chegou e, ao tomar da bebida, morreu.
Mas, meu Deus, eu não posso pagar pelo suicídio desse homem.
Até ainda não nos interessa os motivos e sim as consequências.
Mas não foi bem assim que aconteceu, dona Diana.
Ele não tomou o veneno colocado na garrafa de uísque.
A autópsia acusou sinais de cianeto de potássio no organismo de seu marido.
Mas o veneno contido na garrafa era estricnina.
Eu confesso.
O que houve com seu rosto?
Foi nada, não. Uma pancada.
Estranho. Nada.
Diana.
Por que você não faz uma coisa? Larga isso tudo aqui.
E vá embora comigo.
Viver comigo?
Não é possível, Otávio. Você não entende.
Não dá para deixar o meu marido e viver só com você.
Realmente, eu não entendo.
O que é que te prende tanto ao seu marido que você não possa ir viver só
comigo?
Não. Não?
Toma um.
Não, obrigado.
Hoje eu não vou beber.
Que isso, Otávio. Só um, vai.
Olha, se você tiver um café, eu aceito.
Eu vou preparar.
Seu café.
Obrigado.
Me diga uma coisa, Diana.
Você ama seu marido?
Não.
E eu?
Você ama?
Infelizmente, sim.
Infelizmente?
Vamos lançar?
Vamos.
Será a nossa última bolsa.
Por quê?
Você vai me deixar?
Veneno estava no café.
Eu coloquei.
Matei meu marido.
Mas foi Otávio que morreu em meus braços.
O que foi?
Um sonho.
Não, um pesadelo.
Volte a dormir, China.
Lembre -se que amanhã você tem que viajar bem cedo.
Bom dia.
Bom dia.
Oi, Fábio.
Bom dia, papai.
Papai, você traz um presente legal para mim?
Eu vou trazer um presente muito legal para você. Você também quer?
Eu quero.
Então eu vou trazer um presente bem legal para vocês dois. Que bom, hein?
agora comam depressa que vocês têm escola.
Tá bom, mamãe.
Obrigado. Vamos para a escola?
Nós vamos ganhar presente.
É sim. Tomem cuidado, hein?
Depressa.
Boa viagem. Tchau.
Tchau, filhotes. Andem logo, senão vocês vão perder o ônibus.
Estamos indo.
Eu devo voltar na semana que vem.
Assim que fechar os negócios.
Quando será que você vai parar de viajar?
Me sinto tão insegura quando penso que você está na estrada.
Quase não te vejo mais.
Não dramatiza, Kimmy.
A estrada é tão perigosa.
Nunca sei se você volta.
Não vai acontecer nada, não.
Boa viagem.
Boa tarde, moço. O senhor pode me dar uma carona até o próximo posto? É que
carro fundiu o motor.
Bem, é que... Está bem. Pode pegar as suas coisas.
Obrigada.
Eu devo ter atrasado o senhor.
Não, senhora.
É que eu não costumo dar carona a ninguém.
Mas a senhora me... despertou algo estranho e... Eu também não peço carona.
foi a primeira vez.
Espero não incomodar o senhor com os meus problemas.
Posso parecer intransigente, mas... estou indo a Porto Alegre para
um corpo.
Que coincidência.
Também estou indo para lá.
Você vai identificar o corpo de algum parente? Do meu marido.
De acordo com a polícia, ele morreu carbonizado num acidente de automóvel.
Eu lamento.
Não deve se lamentar.
Nem o conhecia.
Bem, uma vez que também voa a Porto Alegre, sugiro que a leve até lá.
Não, não precisa se incomodar.
Pode me deixar em qualquer posto que eu pegue um ônibus.
Eu ia de avião, mas... Devido a esse fim de semana prolongado, não havia
passagem. A fila de espera era muito grande.
Pode abusar de minha hospitalidade.
Eu a deixo em Porto Alegre sem o menor aborrecimento.
Afinal, a senhora deve estar passando por um momento infeliz. Um momento
infeliz? Por que deveria?
Meu marido era um panaca.
A morte tem sido a ele um elogio.
Pois foi a única coisa que ninguém pode fazer em seu lugar.
Ainda não nos apresentamos.
Meu nome é Yang Zixing.
Mas pode me chamar pelo meu apelido.
Xina.
Meu nome é Eva.
Você me desculpe a grosseria de há pouco. É que eu e meu marido não temos
nada. Olha, dona Eva... Tire o dona. Pode me chamar de Eva.
A senhora vai me desculpar se eu não tenho assunto, mas... Pode dizer.
Eu não tenho nada a dizer.
O senhor tem dificuldade em falar com as pessoas?
Não.
Bem, então qual é o problema?
Bem, é que eu... O que o senhor faz?
Qual é a sua profissão?
Vendedor. De auto peças.
Trago aí atrás algumas do mostruário.
Vendedor? Isso que eu acho estranho.
Nunca tive dificuldade de falar com ninguém.
A senhora é a primeira pessoa.
Você está bem?
Um pouco zonzo.
Nunca me aconteceu isso na estrada.
Primeira vez.
Desço para o jantar.
Vivi com meu marido durante oito anos.
No princípio, quando dávamos aula na mesma escola, ele se mostrava uma
pessoa.
Mas isso foi muito antes do nosso casamento.
Engraçado como eu o achava atraente.
Mas há muito não tenho a menor vontade em vê -lo.
Já faz um ano e meio que nós nos separamos.
Depois eu descobri que ele era incapaz de fazer qualquer coisa sozinho.
Por seu próprio esforço.
Ele era um dependente total.
Bastardo.
Ele não merecia a morte.
Minha vontade era de ver -o rastejando, pedindo para fazer algo para si próprio.
Ao menos você tem sua própria liberdade de... Liberdade?
Que liberdade?
A liberdade é dolorosa. É angustiante.
Sabe, eu chegar à beira do abismo, olhar para baixo, sentir medo.
Eu tenho essa liberdade de me atirar abaixo.
Isso é que é angustiante.
Pensar que ninguém, nem nada, impedirá de me jogar.
Cedinho eu mando te acordar.
Você não se importa de viajar logo cedo, né? De jeito nenhum, China.
Não se esqueça que é você quem manda no horário.
Afinal, eu sou apenas uma caronista.
O que é isso?
China.
O que foi?
Obrigada.
Boa noite.
Boa noite.
Como é o seu quarto?
Que pergunta mais esquisita.
Por quê? Não posso saber?
Bom, é totalmente branco, carpetado, cortinas de seda, só.
Tenho a impressão que já nos conhecemos antes.
Que absurdo, você está pirado.
Tenho certeza que eu te conheço de algum lugar.
Você por um acaso estudou no São José?
Não, não é isso.
Estudou no Colégio 15 de Novembro, na Universidade de São Paulo.
Também você não seria vendedor se tivesse estudado lá, né?
Você não está me entendendo.
Talvez nos conheçamos numa outra geração.
Você não aceita a hipótese que tenha havido uma outra geração?
Ih, você endoidou de vez.
Você já entrou num quarto totalmente vermelho?
Lençol marrom?
Um quarto onde havia um grande espelho na parede?
Não, nunca.
Eva, procure se lembrar.
Nunca estive em tal quarto.
Nós já estivemos nesse quarto.
Vamos comer alguma coisa?
Vamos, mas não diga asneira.
Palavra de vendedor.
Mas eu te digo uma coisa que é certa.
Se eu fosse teu marido, eu ia ter muito orgulho de ter uma mulher inteligente
como você.
Mas você fala do meu marido de boca cheia.
Sabe quanto tempo eu não faço amor com ele?
Dois anos e lá vai pedrado.
Não acredito.
E com outros homens?
Eu não sei por que, mas...
Faz o mesmo tempo.
Faz tanto tempo.
Você é tão bonita.
do mundo.
Vamos a um lugar melhor.
Quero me sentir livre.
Totalmente mulher.
Eu vou acender a luz.
Você me enganou, Sheena.
Você deve trazer um monte de mulheres pra cá.
Não é nada disso.
Diz pra mim, cada vez que você passa por essa estrada e uma mulher lhe pede
carona, é pra cá que você a traz? É?
Fala! Você é a primeira mulher que eu trago aqui.
Se eu já estive aqui antes, foi com você.
Eva, venha cá.
Eu vim aqui com você.
Obrigada.
Hã?
O que foi, China?
Um sonho.
Não, um pesadelo.
Nossa, já são oito horas. Deixa eu preparar o café.
Acidente de automóvel?
Carbonizado?
Não há de que se lamentar, meu senhor. Eu já não vivia mais com meu marido.
Sei, mas não há outro meio de identificação do corpo?
Está bem.
Sei.
Estarei em Porto Alegre o mais rápido possível.
Está bem, está bem.
Assim que puder.
Não há de quê.
Obrigada.
Boa tarde, moça. Você pode me dar uma carona até o próximo posto? É que meu
carro fundiu o motor.
Pode pegar suas coisas.
Obrigada.
Eu espero não incomodar o senhor com os meus problemas.
Eu posso parecer intransigente, mas... eu estou indo a Porto Alegre para
identificar o corpo de meu marido.
Segundo a polícia, ele morreu carbonizado num acidente de automóvel.
Cansado de ver desfilar mulheres de plástico na sua televisão?
Então vamos celebrar a verdadeira essência da mulher brasileira. Venha se
deliciar com a abundância e celebrar a exuberância.
Diga não a frágil ilusão de um silicone.
Diga sim a realidade comovente de uma celulite.
No Canal Brasil, as mulheres não são iguais às outras.
Como era gostoso o nosso cinema.
Mais real do que alta definição.
Mais palpável do que 3D. Quarta e quinta.
Meia -noite e quinze.
No Canal Brasil.
Eu fico arrepiada em imaginar isso.
Meu Deus, a gente
vive se preocupando com vocês.
Hoje eu gosto perdidamente de alguém.
Amanhã posso não gostar mais.
Você é a única coisa que eu tenho na vida.
Da Marina eu não posso esperar nada.
Tão largada, Maria Tomina.
Como logs, flippings e croquetes, entre outros.
É tanta coisa que só acessando mesmo pra saber.
Loja Canal Brasil.
Leve o melhor pra sua casa. Já tá na boca do povo.
Pega a marca no chão, por favor. Conheça mais um lançamento do selo Canal
Brasil. Riscado. Não quero roupa não, né?
Eu não sou prostituta, não.
Sou atriz.
Karine Telles, vive uma atriz que luta pelo sucesso no premiado filme de
Pizzi. Olha gente, essa aqui é a minha descoberta.
Riscado, mais um produto do selo Canal Brasil, garanta o seu.
O Bolsonaro é muito grande aqui no...
No Japão é impressionante, todo mundo conhece, todo mundo fala de João
de Marcos Valle, de João Donato. O japonês, ele ouve a tua música quase que
adoração.
Português e japonês são muito semelhantes para mim, apenas o som.
Conheça a fusão musical Brasil -Japão em mais um episódio de Beyond Ipanema.
Domingo, 9h30 da noite, no Canal Brasil.
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Música brasileira escolhida a dedo.
Senhoras e senhores, peço um instante de sua atenção.
Gostaria de informá -los que o Canal Brasil não exibirá mais nenhuma animação
sua grade.
Isso é conversa, fofoca desse povo, blá, blá, blá, blá, blá. Oh, da animação,
não se assustem. O Animamundo está chegando ao Canal Brasil com mais uma
temporada, exibindo o melhor da produção nacional.
Animamundo Brasil, nova temporada.
Domingo, oito e meia da noite, animações de todos os tipos, pra todos os gostos.
Toda história deve ter um começo, um meio e um fim, mas não necessariamente
nessa ordem.
A única forma de me livrar dos meus medos é fazer filmes sobre eles.
Algumas vezes um clichê é a melhor forma de se explicar um ponto de vista.
O mistério é o elemento chave de toda obra de arte.
Um filme nunca é um relatório sobre a vida.
Um filme é um sonho.
Um sonho pode ser vulgar e informe, é talvez um pesadelo, mas um sonho não é
nunca uma mentira.
O cinema é o modo mais direto de entrar em competição com Deus.
Um filme é, ou deveria ser, mais música do que ficção.
Deveria ser uma progressão de sensações e sentimentos.
O tema é o que está por trás das emoções.
E tudo só faz sentido no final.
Cinema verdade?
Prefiro cinema mentira.
A mentira é sempre mais interessante do que a verdade.
Acho que é uma função digna do cinema mostrar o homem ao homem.
Verdadeiras ou falsas, nossas obras estão condenadas a desaparecer. O que
significa, então, o nome do autor?
Nada. Nada morrerá jamais.
A corrente segue seu curso, o vento sopra, a nuvem flutua, o
coração palpita.
Nada morrerá.
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