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Zulu
Sri Lanka.
Daqui a pouco Sri Lanka nem vai mais existir.
Ilha nenhuma, vai.
Esse papo de ecologia, spray.
Isso tem a ver.
Ué.
Diz que cada apertada que você dá no desodorante faz tipo um buraco.
Como é que chama mesmo aquele negócio que protege a terra e que faz a gente
respirar? Camada de ozônio. Isso.
Camada de ozônio.
Aí ela vai ficar toda furadinha.
A temperatura sobe. Tipo febre.
O gelo derrete.
O mar sobe.
Aí vem uma onda e... E engole o
siriolete inteiro.
Você tem medo?
Do fim do mundo?
Muito.
Você não?
Eu levo com você.
Eu não te aguento.
o bicho, por um preconceito você não tem coragem de olhar na minha cara e dizer,
acabou
Tchau.
Que foi, porra?
E aí, bonita? O que é? Vai morrer? Te bater carreira? Tá tentando furar o
Ah, virou santa agora, foi?
A Madre Teresa do AZT.
Guarda um pra mim, que vou precisar depois.
Não tem uma foto do Antunes pra pregar naquele mural.
Amiga...
Estão fazendo teste de graça lá no hospital universitário.
Bora lá?
Eu preciso do seu nome de verdade.
Francisca, é meu nome de verdade.
Mas tem que ser o do RG.
Eu.
Endereço? Boate Paradise, de Paraíso. P -A...
Não conhece o Paraíso, não?
Contato de emergência.
Ninguém. Eu preciso colocar um nome.
Meu amor, pra quem mora no Paraíso, emergência é direto coxalar.
Por favor.
Pode colocar o meu.
chega a 143 .700 cruzados. Essa doença não para de crescer no Brasil e no
mundo. Mas o governo parece fechar os olhos porque o Ministério da Saúde fez
corte de 30 % no orçamento do programa de combate à AIDS, apesar dos leitos
continuarem lotados.
AIDS, os que vão morrer contam sua agonia.
Coitada da minha mãe.
Ela não merece ver isso, não.
Você não vai morrer.
Todo mundo vai morrer, vida.
Daqui a pouco eu vou estar que nem aquele ator do voo.
E você igual a Lila Diniz.
Sabe o que eu entendo, Caio?
Se o meu namorado fosse ficar daquele jeito, eu também fugiria.
Tô vindo.
Bebe um pouco.
Vida, olha pelo lado bom das coisas.
Pelo menos a gente vai conseguir trazer remédio pra mais gente.
Esquece de cair um pouco.
É que tudo isso parece uma confirmação do que meu pai falava que viado merece.
Ai, para com isso, Vi. Tá dando tudo certo e ainda vai melhorar.
Não acredito que a Mônica convenceu a sua Elidio. 350 pra cada e ela não...
Vida!
Tava pensando num caio de só merda que eu fiz.
Ei, para quieto um pouco.
Cuidado, Leia.
Vai, vai.
A gente só tem a gente, Vida.
A saúde, a doença.
Até que a morte nos separe. Até que a vida nos separe.
Casar?
Ih, não gostou. A vida inteira falando para me ajeitar e agora isso.
Não, eu gostei, é claro que eu gostei, mas... Dá um abraço.
Vou até beber mais uma tacinha.
Vocês não vão nem noivar, nem nada?
Conta você, vida.
Então, Dona Raquel, é que vai ter que ser tudo meio rápido.
Nossa Senhora!
Eu achei que eu ia morrer sem o neto. Vem fora, Dona Raquel.
Ai, Leia, eu tô tão feliz.
Vem, vamos tirar uma foto?
Ai, espera me arrumar. Não precisa não, vai pra esse fundinho aqui, vem.
Um, dois, três e... Só em Brasil.
Olha. Vem.
Achei que tinha mais, mas acho que foi o último.
Dá. Deixa eu ver.
Ah, o Raul, deve ter. Pra pegar as encomendas que eu falei.
Ai, tá maravilhosa. Que voz linda.
Casar. É.
Vamos? Tá lá dentro.
Vamos.
Vem pra todo mundo, como a gente combinou.
Claro, né?
Fala boa pra voltar pro armário, né, bonita?
Ai, vai cagar.
A Leia tá grávida, o pai é um escroto.
Preciso ajudar ela.
Pai viado, mãe solteira, criado pela avó.
Isso aí vai brilhar.
Estou de jet lag.
Eu nunca tive, né?
Agora eu sou um jet lag.
Estou enjoado o tempo inteiro.
Cansado de fingir que está tudo bem.
Quando a hora... Vida para lá, vida para cá. Meu cu.
E nada do teu... do teu bofinho?
Filha da puta.
Tô fudido, bicho.
Não quer ficar lá com ele um pouco?
Eu não consigo ver ele assim.
Se obriga.
Tem luva e máscara lá dentro.
Não foi culpa dele.
Graças a Deus o garoto não é viado.
Ele estava só querendo se divertir. A gente vai ter que contar pra ele. Eu não
vou discutir isso de novo.
Seu Paca...
Se
acontecer... A gente fala que foi câncer de pulmão. Ele não precisa
saber.
Ninguém precisa.
Você pensou no que eu te falei?
De trazer o remédio de fora?
Espiritual que está trazendo isso.
É de confiança mesmo?
Eu não preciso contar pra quem é.
Você quer esperar ele aparecer na capa da Veja?
E aí?
Você não vai entrar, não? A água tá uma delícia.
Tá melhor?
Tu sou a capa da gaita.
Sei lá.
Há horas que eu quero criar o filho da Leia.
Ficar velho.
Há horas que eu só quero que isso acabe logo.
Segura pra mim.
Queria deitar a cabeça no colo do Caio.
Não. Queria encher aquele filho da puta de porrada.
Nossa, mas é Caio pra cá, Caio pra lá.
Mas deve ter uma pica doce, né? Porque você não tira ela da boca.
E aí, bora?
Ainda é dia, preciso levar os remédios lá na Paradise.
Ah, segura essa boca, viu?
Tem gente demais sabendo.
Tá. Rádio Carioca. São seis horas no Rio de Janeiro e o tempo segue firme.
Agora 38 graus. E o país inteiro está na expectativa da entrevista da atriz
Andréa Brito.
Tem atleta petosa aqui, né?
Por falar nisso, você acha que tem como cobrar um pouquinho mais?
O povo tá precisando, Joana. O esquema tá suave, a gente pegou o jeito.
Tem como convencer os testemunhantes?
Eu me viro.
O que a gente tá fazendo, alguém tem que fazer.
Você vai conseguir viajar?
Olha, tua mula tá manca, mas ela ainda tá andando, viu?
O Raul ainda pediu remédio pra mais de 18 pessoas.
Boca a boca.
Eu sabia que tem gente que tem tipo um coma no sangue?
Que difícil.
O que a gente fez, Leandro?
Tio Guga.
Você esteve com o tio Guga?
Me conta.
Eu estava jogando videogame.
O tio Guga estava com saudade.
Oi, lindão.
Oi, tio Guga.
Queria te ver.
Você está jogando o quê? Ai, morri. Jogo da novidade. Mas falou que você não
quer ver ele.
Ele falou que é tipo a navezinha.
A nave tá destruindo os aliens brancos do sangue dele.
Por isso que ele vai morar no hospital.
Aí o papai chegou.
Ruga. E mandou ele ir embora.
Mas mãe, por que que Zorano vai lá no hospital e busca ele?
Ele gostou de você, Leandro.
Encostou em você?
Oi, mãe.
Calma, Leandro.
Calma, mãe.
Calma, mãe. Calma, mãe.
Calma, mãe. Calma, Leandro.
Ai, ai.
Mãe, para.
Desculpa, desculpa.
Deixa de paranoia.
Olha, o... O Guga deixou o endereço... Eu não quero saber.
Ele falou que vai ser internado hoje.
Esse é visto como ser montado.
Oi. Aqui no nosso estúdio, a atriz Andréia Brito.
Ela vem nos falar de AIDS.
O câncer gay.
Um câncer que só gay pega.
Tem que rir disso, né?
Pega mulher casada, sargento, criança.
Falar que só pega veada é muito conveniente pra família brasileira, né?
A pessoa pra acreditar numa coisa dessa tem que ter uma cabecinha desse tamanho,
né? Você parece estar super bem.
E mesmo assim quis tornar o seu diagnóstico público. Por quê?
Por isso mesmo.
Eu vim aqui hoje, belíssima, pra mostrar que AIDS não tem cara.
Eu tenho vírus, sim, mas doença não tenho nenhuma. Você vai me desculpar,
compreensível. A gente ainda não sabe como a contaminação... Ah, então o
me dá licença. Deixa eu te ajudar.
Primeiro que não é contaminação, é infecção. As pessoas não sabem como se
infecção, deixa eu ajudar.
Sangue, sexo, sim.
Suores. Saliva, não.
Simples.
Ah, lágrima, também não.
Porque senão, né, meu amor? A gente tava morrendo dez, cem vezes mais, né?
Porque a gente tá chorando mais do que transando.
Eu só essa semana enterrei dois grandes amigos.
Não sou eu que estou falando, são os médicos.
Aide. Tem uma relação com o comportamento promíscuo. No seu caso,
como você contraiu o vírus?
Escuta, o que você quer saber?
Se eu dei?
Dei.
Foi muito bom.
Aí com isso você está querendo dizer o quê?
Que eu mereço? Que eu sou puta? Eu queria lembrar que estamos ao vivo.
Para todo o Brasil. Ah, mas ele tem que ouvir.
Eu até queria ser puta.
Mas a criação católica sabe como é que é, né? Eu não sou, mas tô putíssima. O
senhor sabe por quê?
Porque a AIDS, amor, é muito mais do que uma doença.
A AIDS é um abandono.
O governo não quer saber de você.
A sua família não quer mais te ver.
O emprego te aposenta.
Tem um hospital, gran fino, que te recusa a te atender.
Aqui, hoje, quando eu cheguei, ninguém
me deu um abraço.
E o senhor sabe o que esse abandono faz com a gente?
Ele abre a jaula do bicho que tem aqui
dentro.
Porque eu tô sentindo como se eu tivesse uma fera solta aqui no meu peito.
E se ninguém me dá a mão, eu não consigo me defender.
Eu tenho que esperar a fera me devorar.
Porque a solidão, a solidão, o preconceito, a desinformação, isso
mata também.
E o senhor sabe...
Todo mundo vai embora com o nosso sistema imunológico.
Hoje eu conto os meus amigos na palma de uma mão.
Ei, mas eu não vim aqui só de baixo astral não, o que é isso?
Eu vim aqui porque a gente quer viver e a gente tá lutando por causa disso.
Tem muita coisa maravilhosa acontecendo no Brasil, sabe?
Tem muito grupo de apoio sendo montado pelo país inteiro.
O Herbert Daniel tá fazendo um trabalho super maneiro. Tem médico bom pra
caralho também, tá? A doutora Márcia Rachid. Olha, ela atende o dia inteiro
mulher e à noite ela ainda distribui camisinha.
Tem comissário de bordo trazendo a ZT na mala pra salvar brasileiro. Que merda é
essa?
Foi um tiro no pé.
Ela deu uma entrevista, tentaram ajudar.
Ela cagou tudo.
Isso aqui não funcionava porque ninguém sabia.
A culpa não é minha.
Então de quem é?
Eu me pergunto isso todo dia.
Desculpa. É, você não teve culpa.
É que...
Nando, chamaram todos os médicos do ambulatório no Semau.
Ameaçaram tirar o CRM.
É a última vez.
Sinto muito.
Eles obrigaram a entregar todos os prontuários pra Fly Brasil.
O meu também?
Mas eles vão me aposentar. Você sabe que eu preciso voar, Joana.
Eu vou tentar figurar uma semana.
Mais de uma, eu não consigo.
Desculpa.
Então pra não acabar com a tua vida, tu vai foder com a minha, é isso?
Não só com a minha, né, doutora?
Mas beleza.
Não preciso de você.
Eu dou o meu jeito.
Logan.
Você veio.
Você veio.
Vem.
Vou te levar pra casa.
Consegui. Alguém te viu entrar?
Você pode tirar?
Só um pouquinho, pode.
O que você tem?
Não sei.
Sei que é ruim isso.
Também não deixo ninguém te ver.
É. Todo mundo só entra aqui de máscara.
Mas pega?
É mais para eu.
Não pegar nada, sabe?
Minha proteção.
Então é melhor eu ir embora, né? Não, não fica.
É paranoia total do meu amor.
Faz três nós, três pedidos.
Calma, deixa que eu dou esse nó aqui. O pedido é meu.
Agora faz o terceiro comigo, porque tem a ver com a gente.
Sai, você não pode ficar aqui. O que isso faz? Solta ela.
Filho.
O que foi o problema?
O que está acontecendo aqui?
Eu falei, eu falei que tinha que contar para ele.
Contar o quê?
Me fala.
Me deixa ficar sozinha com ele.
Qual é a primeira coisa que vem na sua cabeça quando você escuta esse nome?
Então... Não vão falar isso do meu filho.
Ele não merece.
Você não quer que fale isso de você?
Só quem tem que saber é você.
Te falei que saiu Nessing, deu água sobre o céu.
Então é esperar, concluir.
Ai,
tá doendo.
Vamos, vida. Sai bem. Vem, vem, vem.
Vem, bebê.
Vem, bebê.
Senta aqui.
Sabe o que a gente vai fazer?
A gente vai botar o disco da Marina Lima pra se arrumar. E a gente vai ficar
lindos. Padrão o quê?
Fly Brasil.
Chega arrasando no show do Raul.
Meu Deus.
O Raul.
Eu vou precisar avisar pra ele que o esquema acabou. Fudeu, Leia.
Vida.
Alô, Caio.
Congelo.
Então, ela saiu ontem de noite e ainda não voltou, menino. Oi.
Aquela história do...
Remédio que o Nando... Tá dando certo?
Não, é... A gente não vai mais conseguir trazer.
Eu também queria.
Todo mundo vai falar que eu sou bicha.
Acho que eu prefiro morrer.
Só com raiva de mim, né?
Tô.
Se eu não falar com ninguém, eu vou ficar louca.
E de medo.
Às vezes eu penso umas besteiras, sabe?
Sei lá.
Quando eu tava no hospital, fazendo o teste de uma senhora.
Deu uma pena.
Naquela idade.
Ali, sabe?
Aquela senhora é mais fortuna que eu.
Ela viu mais coisa.
Ela viu mais gente.
Eu sei que você está em casa.
Se você não me atender agora, eu vou na porta do teu condomínio e vou gritar o
teu nome até você abrir.
Sri Lanka?
Eu ouvi suas mensagens.
Todas.
Por que você não respondeu?
Eu tentei. Mentiroso.
Cusão. Eu ia ter feito a mesma coisa. Não, eu não ia não. Se fosse você que
estivesse morrendo, eu ia te dar um beijo.
Eu tô limpo, Nando.
Quer dizer que eu tô sujo?
Meu mundo, você é quem faz.
Música, letra e dança.
Tudo em você é fugaz.
Tudo em você é quem lança, lança mais.
E aí?
Acabou!
Acabou a GT!
Acabei eu!
Nando, bicho, o que é isso?
Você tá pegando fogo, viado!
Deixa eu ver isso aqui.
Ai, ai, ai, calma.
Baby.
Ai, tem que limpar isso aqui. Nando, Nando, o Fusca tá lá fora. Vambora, eu
te levar pra casa. Vem, bora.
hoje, uma operação especial.
Assim como na Operação Tarântula, a Boate Paradise foi invadida há pouco
do Rio de Janeiro.
Gays e travestis foram levados para a delegacia.
Meteorologistas alertam que as chuvas extremas vão se tornar cada vez mais...
Conceita? Pronto.
Deixa eu ver isso aqui.
Ai, que bom.
Baixou.
Agora é remédio e cama.
Você sabe do que eu tenho mais medo?
Mais do que de morrer?
Se ninguém nunca mais tiver coragem de beijar a minha boca.
Me beija.
Sim, beijo.
A gente se fala outra hora. O Raul tá no esquema.
O Barcelos, ele vai ajudar a gente.
E a gente vai ajudar ele.
Você gostava dele?
Ou era só...
Era amor.
Desse de fazer loucura, de querer engolir o outro.
Sabe?
Larga tudo e ir embora.
Mas... Mas sim, é eu.
Não.
Não é você.
É o mundo.
Que me olha sem me ver.
Eu provo que... Tudo isso aí é o que protege eles.
Família, pecado, grana. Tudo isso é invenção.
Não, não sei. Eu sei que...
Eu sei que na Bíblia diz que Jesus está no meio da gente, sabe?
É, pode ser qualquer um.
Você, eu.
Sim. Você pode ficar aqui se quiser enquanto sai o resultado.
E não vou nem pegar meu exame, eu sei que eu tô.
É.
Eu também.
Mas o Nando não pode mais viajar.
Eu ainda tenho mais uma semana.
Mas você consegue?
Eu tô outro, vida.
A doutora Joana é que não vai mais poder ajudar.
Receita eu consigo tranquilamente.
Pro PACA também?
Pra quem o senhor quiser, comandante.
Quanto vai custar?
Caro.
Mas não pode ser muito de uma vez, senão vai dar problema na alfândega.
É, porque já foi parado na televisão, então o esquema tá avisado. Eles tão de
olho.
Acontece que a gente não vai trazer como bagagem de mão.
Meu crachá do infra -aero R1.
Dá acesso total.
Pátio, hangar, terminal de carga, tudo.
A gente junta o que der. A Ziza guarda muito dólar em casa.
A gente pega tudo.
Receita que o Raul vai comprar.
Dólar. Coloca tudo numa mesma mala.
Na maciota consigo não despachar no bagageiro.
Jonathan, você pode encaixar isso pra mim?
Peço pra mala ir junto com o book.
O que viaja como carga não passa pela alfândega no desembarque.
Vão normal, suave, nas nuvens.
No JFK, a mala vai direto pro terminal de carga.
Eu conheço um cara lá e eu desenrolo com ele.
Aí é o meu charme brasileiro pra pegar a mala antes da estrada. A gente soca
tudo na mesma mala.
Na volta, eu levo como bagagem pessoal, na cabine.
Chegou no Brasil, fiz o que esquecia a mala.
Entro em campo outra vez.
Tudo de novo.
Crachá, pátio, papinha nas costas do pessoal da limpeza que me entrega a mala
com os remédios.
Sem abrir, sem fazer pergunta.
Intacta.
Para que eu tô gorda.
É, vida, uma hora você vai ter que contar.
Ai, que saco.
Ele tá demorando.
Relaxa, ela tá dentro.
Olha lá, hein, Yara.
Que caridade é essa, de repente?
Não tem caridade nenhuma.
Eu preciso do remédio.
É pro meu irmão.
Ele também tá doente.
Eu sinto muito, Yara.
Você parou do PACA.
Vai dar certo.
Seu filho vai ficar velho pra te ver morrer.
Como deve ser.
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