Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Czech
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Downloaded from YTS.BZ
Official YIFY movies site: YTS.BZ
- É esta a câmera? - Sim.
Aqui.
Certo.
Irmãos e irmãs deste pequeno planeta,
alguns de vocês podem vir aqui
apenas por curiosidade.
Então, as pessoas que vieram aqui
com alguma expectativa,
por alguma bênção milagrosa ou algo do tipo...
não esperem muito.
Eu quero deixar claro:
Somos os mesmos seres humanos.
Agora, se vocês me derem permissão
para usar meu inglês limitado.
SABEDORIA DA FELICIDADE
Lá no fundo,
sem nenhuma dúvida,
todo mundo,
todo ser senciente
quer
paz.
Felicidade.
Mas o nosso século XXI
não será um século fácil.
Medo.
Raiva.
Ódio.
Então, nosso mundo precisa de conhecimento
sobre nossa mente,
sobre nossas emoções.
E como enfrentar essas emoções.
Agora, o meu compromisso:
Eu tento compartilhar o conhecimento antigo
sobre como desenvolver paz de espírito.
Não estou falando sobre Deus,
não estou falando sobre a próxima vida.
Não.
Desta mesma vida!
Como construir uma mente pacífica.
No mundo de hoje,
todo mundo está ocupado demais.
Há estresse demais.
Preocupação demais.
Competitividade demais.
Quando sua mente estiver um pouco agitada,
esqueça completamente as causas
e apenas concentre-se na respiração.
Respire profundamente
e depois segure o ar.
Depois, solte o ar.
De novo, inspire.
Segure.
E expire.
Seu coração bate naturalmente mais devagar.
Calma.
Abertura.
Quando enfrentamos alguns problemas:
Se você olhar para esse problema de uma perspectiva mais ampla,
há muitos sinais que nos permitem ter esperança.
Então, tudo depende
de sua própria atitude mental.
Particularmente, minha vida se tornou complicada, difícil,
então esse conhecimento foi muito, muito útil
para manter a paz de espírito.
Aos 16 anos,
a invasão chinesa aconteceu.
Ocupação militar.
Presidente Mao. Eu acreditava ser um amigo próximo
e o considerei como meu pai,
mas o poder lhe subiu à cabeça.
Eu disse aos tibetanos: sejam pacíficos.
Os chineses também
não deveriam usar a força militar.
Aos 24 anos, as coisas se tornaram muito difíceis...
após uma séria ameaça à minha vida pelos chineses.
Em 10 de março de 1959,
vários milhares de tibetanos
se organizaram para defender o Dalai Lama.
Uma situação séria.
Percebíamos todas as noites
a movimentação das tropas chinesas e mais armas.
Se algo acontecesse,
então milhares de pessoas morreriam.
Na semana seguinte,
fiz o meu melhor para acalmar.
A autoridade chinesa
intensificou a repressão.
Preocupação.
Dilema.
Não há outra alternativa.
Pelo bem do povo tibetano,
eu escapei,
sem saber
se veria o dia seguinte.
O que mais me vem à cabeça é:
medo,
ansiedade, dúvida, hesitação,
e tristeza.
Eu perdi meu próprio país.
Quando chegamos à Índia como refugiados,
havia muitos problemas,
mas estávamos livres das forças chinesas.
Sentimos algo extraordinário:
Liberdade.
Depois que cheguei à Índia,
minha preocupação imediata foi...
com os milhares de refugiados tibetanos
que me seguiram.
E a situação dentro do Tibete,
sempre foi...
de notícias ruins, de notícias tristes.
Matança.
Prisão.
Tortura.
Foi de partir o coração.
Então, dediquei meu corpo, fala e mente
ao bem-estar dos outros,
ao bem-estar dos tibetanos,
e ao bem-estar da humanidade.
E, claro, neste planeta,
só há um Dalai Lama.
Então, você poderia se sentir sozinho,
uma pessoa muito infeliz.
Sem esposa, sem filhos, nada!
Mas eu acredito
que os oito bilhões de seres humanos
são, na verdade, meus irmãos e irmãs.
Então, não há motivo
para infelicidade ou solidão.
Enquanto o espaço existir,
enquanto existirem seres sencientes,
eu permanecerei para servi-los.
Então, isso me dá
uma força interior enorme.
Com base na unidade dos oito bilhões de seres humanos,
devemos cuidar uns dos outros.
No meu caso, minha mãe era muito bondosa,
nunca a vi com o rosto zangado.
Meu pai, de vez em quando, batia.
Porque ele amava o bigode dele
e eu geralmente sentava ao lado dele
e às vezes puxava seu bigode,
então ele perdia a paciência.
Costumo dizer às pessoas que acredito
que a verdadeira professora de compaixão, para mim, foi minha mãe.
Minha mãe era agricultora,
analfabeta, sem instrução, pobre,
mas era uma pessoa muito calorosa.
Quando eu era bem pequeno,
meu único interesse era brincar.
Nenhum interesse pelo budismo.
Nenhum conhecimento sobre ser a reencarnação do 13º Dalai Lama.
E uma grande relutância
em começar a decorar aqueles textos.
Naquela época, eu e meu irmão mais velho,
ambos monges, estudávamos juntos,
e meu tutor mantinha dois chicotes.
Um chicote era um chicote comum,
e um chicote amarelo, o "sagrado".
O chicote "sagrado" era para a pessoa sagrada: o Dalai Lama.
Mas você pode imaginar,
se aquele chicote "sagrado" fosse usado,
não acho que haveria uma dor "sagrada".
Eu acho que a dor seria a mesma!
Então, por medo, eu estudava aqueles textos.
Quando minha lição com meu tutor não ia muito bem,
eu chorava um pouco.
Assim que a lição terminava,
eu corria para o quarto da minha mãe
e chorava na frente dela.
Então, ela me pegava no colo
e me dava amor e compaixão total.
Ela não se importava com a tradição.
Ela se preocupava mais com a vontade de seu bebê.
Então, isso me mostrou que minha mãe me amava.
Ela demonstrava muito cuidado e amor.
Essa experiência
ficou realmente gravada na minha memória.
Já se passaram muitos anos desde que minha mãe morreu.
De vez em quando, eu penso:
"Onde está minha mãe?"
Compaixão é o sentimento de preocupação
pelo sofrimento do outro e o bem-estar de outros.
Bondade,
amor e compaixão são a mesma coisa.
Compaixão é o fator-chave.
Como qualquer outro ser senciente,
não queremos sofrimento.
Queremos uma vida feliz.
Então, vamos observar a natureza.
Paz.
Cada membro de um grupo se sente seguro.
Sente-se feliz.
Se algum animal hostil aparece,
eles, de todo coração, trabalham juntos.
Eles têm um senso de comunidade muito forte.
Vivem juntos.
Compartilham juntos.
Total cooperação.
Tudo isso sem treinamento.
Apenas um fator biológico.
Como uma mãe demonstra
seu senso de zelo e preocupação com suas crianças.
A sobrevivência ou o bem-estar dos filhos
depende inteiramente do cuidado da mãe
ou do cuidado de alguém.
Então, como outros animais sociais,
somos essa natureza.
Por isso, agora alguns cientistas dizem
que a natureza humana básica é mais compassiva.
É verdade.
É verdade.
Onde quer que vivamos,
somos mentalmente,
emocionalmente,
somos todos iguais.
Biologicamente, todos nós somos dotados
da semente da compaixão.
Por exemplo, as crianças pequenas...
não têm "inimigos".
Acho que, geralmente, as crianças,
as crianças muito pequenas,
não se importam com as diferenças.
Elas simplesmente valorizam
amor, carinho, sorriso
e brincar juntos.
Eles não se importam
com nacionalidade diferente,
cor diferente, religião diferente.
A igualdade dos seres humanos
está muito viva.
A base da violência
não está presente.
Depois, aos poucos, elas entram na escola,
e aí há ênfase demais nessas diferenças.
Mas somos iguais.
100% iguais!
Quando eu era jovem,
eu seguia o exemplo do meu pai,
e era explosivo.
Na parte seguinte da minha vida, eu segui minha mãe
olhando para dentro de mim.
Através do treinamento...
eu observo a própria raiva.
Temos a capacidade,
quando uma emoção negativa surge,
de tentar se distanciar
e observar essa emoção.
O problema é:
Quando emoções negativas se desenvolvem,
nossa mente inteira é tomada
e não consegue enxergar a realidade objetivamente.
Então, qualquer decisão sob forte emoção,
geralmente está errada.
Frustração demais,
desesperança,
desânimo.
Essa atitude mental é muito prejudicial
para nossa saúde.
Nós realmente nos tornamos escravos
de nossas emoções destrutivas.
Emoções destrutivas geram desconfiança.
A desconfiança destrói a confiança e a abertura.
Com esse tipo de atitude, olhando para o futuro:
Desconfiança.
Olhando para este lado:
Desconfiança.
Qualquer um que cause algum problema,
consideramos "inimigo".
Resultado: nossa porta interior se fecha.
E com esse sentimento,
fica difícil se comunicar com outras pessoas,
outros seres humanos.
Mas o sucesso da sua vida depende deles.
Afinal, você é um animal social.
Você faz parte da comunidade.
Se você tiver uma atitude egoísta,
sem pensar nos outros,
por causa disso
vem mais medo, ansiedade,
essas coisas acontecem.
Raiva e medo constantes
destroem o sistema imunológico,
alguns cientistas dizem isso.
Portanto,
podemos dizer que o verdadeiro propósito da nossa vida
é a felicidade, a alegria.
Nossa outra fonte de paz interior
é a nossa inteligência.
A fonte da capacidade
de analisar ou investigar.
E isso é muito, muito valioso.
Então um cérebro inteligente é maravilhoso!
A natureza criativa do ser humano
é por causa desse cérebro.
Desde minha infância,
tenho grande interesse pela ciência.
A forma científica de pensar,
não baseada na fé,
mas na investigação.
Até as próprias palavras do Buda
sempre questionamos: "Por quê?"
"Por que Buda disse isso?"
Não apenas fé, nem crença,
mas investigação.
Físicos quânticos,
como no budismo, dizem:
Há uma grande diferença
entre a aparência e a realidade.
Aparências:
Se há algo positivo,
desenvolvemos apego.
Se há algo negativo,
desenvolvemos medo e raiva.
Tudo no nível das aparências.
Se você for mais fundo, isso não é a realidade.
Eu percebi,
através das minhas conversas com cientistas ocidentais,
que eles nunca prestaram atenção
à mente e às emoções.
Apenas ao cérebro físico.
Todas as emoções, emoções construtivas,
emoções destrutivas,
fazem parte da nossa mente.
Mas o que é a "mente"?
A mente humana não tem forma,
não é sólida,
mas é muito poderosa.
A tradição budista tibetana
é baseada fortemente em uma abordagem lógica:
O treinamento da mente.
Portanto,
a pesquisa científica
e nossa tradição tibetana
devem ser combinadas!
Muitos cientistas hoje aceitam que,
além do cérebro, existe a "mente",
que pode controlar nosso cérebro
e nossas emoções.
Nossa mente pacífica
é como um templo interior.
O mais importante é:
sua mente deve estar muito calma.
Então, agora precisamos de algum tipo de educação
sobre os diferentes aspectos que eu costumo chamar de...
mapa da mente,
mapa das emoções.
Analise, pense, pense, analise:
Que tipo de emoção é útil?
Que tipo de emoção é prejudicial?
A raiva é destrutiva.
A compaixão é construtiva.
Raiva e compaixão não podem coexistir.
Agora devemos prestar mais atenção em como...
fortalecer as emoções positivas.
E isso automaticamente reduz
as emoções negativas.
Nada disso tem a ver com religião.
Use nosso bom senso!
Como animais sociais, seres humanos,
precisamos dessas emoções,
que nos aproximam!
Isso é muito importante!
Raiva: expulse!
Amor e bondade: une as pessoas!
Para amor e compaixão infinitos,
para minimizar emoções destrutivas,
é preciso enorme determinação ou força de vontade.
Para isso, é necessário autoconfiança.
Você precisa de um forte senso de si mesmo.
Eu consigo! Eu posso mudar minha mente!
Eu posso reduzir
a raiva, o ódio, essas emoções destrutivas.
Tudo depende
da nossa sincera
e compassiva motivação.
Primeiro, amar a si mesmo.
Isso é fundamental.
Se você sente algum ódio por si mesmo
é impossível desenvolver compaixão pelos outros.
Então, primeiro:
Máximo cuidado consigo mesmo.
Agora, por exemplo, no meu caso:
Eu me amo,
mas não com egoísmo,
mas no sentido de:
"Sou apenas um ser humano."
Então, eu mereço ser feliz,
mereço superar o sofrimento.
Por essa razão,
estenda amor aos outros.
Somos egoístas,
mas deveríamos ser
egoístas com sabedoria,
não egoístas tolos.
Mesmo do ponto de vista egoísta:
Cuidando mais dos outros,
você recebe o máximo benefício.
O altruísmo,
de fato, cria paz interior.
Respeite os outros, ame os outros.
Com essa reflexão,
toda a atmosfera se torna pacífica.
A mente compassiva é muito importante
no nível individual, no nível familiar, no nível da comunidade,
e por fim, no nível mundial.
Eu admiro a civilização moderna.
Realmente admiro.
Nós, seres humanos, todos temos esse maravilhoso cérebro humano.
A ciência avança,
e assim ficamos muito animados!
Toda a nossa esperança é depositada na ciência e na tecnologia.
Muita mudança, mudanças positivas acontecem.
A tecnologia ajuda a nossa vida a se tornar mais fácil.
Mas há competição demais.
Sempre querendo mais, mais e mais.
Insatisfação.
Ciúme.
Ganância.
Resultado:
milhões de pessoas
não são muito felizes por dentro.
Falta de afeto humano.
Falta de compaixão.
E você pode se sentir
solitário, desesperado.
Toda a sociedade:
vida materialista,
cultura materialista.
Também adoro visitar lojas.
Muitos artigos, artigos lindos.
Primeira reação: "Isso é lindo,
Eu quero isso, eu quero comprar!"
Então o segundo pensamento:
"Você realmente precisa disso?"
A resposta é: "Não."
A vida materialista é tão importante para nós,
que supostamente deveria trazer felicidade.
Então, a felicidade é o fator principal,
mas toda experiência materialista é temporária.
Enquanto essa experiência dura,
você sente alguma satisfação.
Desejo, desejo, desejo...
Sempre querendo mais, mais e mais.
Tudo imediatamente!
Quando isso termina...
acabou!
Neste planeta, o dinheiro é importante,
mas a fonte definitiva da felicidade
está dentro de nós.
Como qualquer outro ser senciente,
não queremos sofrer.
No entanto, devido a um pensamento míope,
egocêntrico e de mente estreita,
muitos problemas, na essência
são criação nossa.
Milhares de espécies diferentes de mamíferos,
aves,
nunca criaram guerras.
Somente nós criamos isso.
Violência organizada:
apenas seres humanos!
Fazemos distinção:
minha religião, religião deles.
Nacionalidade diferente.
Cor diferente.
Muita divisão.
Esse tipo de pensamento leva a quê?
Veja o século XX e antes disso:
Guerras demais,
mortes demais!
Tudo baseado em "nós" e "eles".
Se eu der ênfase demais:
sou asiático.
Sou tibetano.
Sou budista,
então, eu mesmo crio algum tipo de barreira.
Criamos essas distinções:
Raças diferentes.
Diferentes países.
Status social diferente.
Em nossa mente, é muito forte o conceito de "nós" e "eles".
E esta é a fonte de problemas.
Então,
esse é o conceito
de explorar os outros,
de intimidar os outros,
de fazer guerra contra os outros.
Há alguns milhares de anos na sociedade humana:
Guerra!
Morte!
Somos irmãos e irmãs.
Como podemos matar uns aos outros?
Na história humana,
milhões de pessoas foram mortas,
mas nenhuma vitória
eliminou todos os seus chamados inimigos,
com interesses diferentes ou opiniões diferentes. Não!
É impossível eliminar todas as pessoas
por quem você sente algo negativo.
Impossível.
Quer gostemos ou não, temos que viver juntos!
Desde o início dos anos 1960, toda a área tibetana:
Ocupação militar.
Mas, antes disso,
tradicionalmente a cultura tibetana era...
a cultura de paz,
cultura de compaixão,
cultura de não violência.
Intencionalmente,
dentro do Tibete,
está acontecendo uma espécie de genocídio cultural.
Muito sofrimento,
muita dor.
Um milhão de tibetanos mortos
desde 1959
pela fome
e pela tortura nos campos de trabalho forçado.
Nossa identidade, nossa cultura:
As autoridades chinesas
tentaram destruir.
Infelizmente, o governo chinês adotou o método mais fácil:
eles simplesmente negam a realidade
e criam apenas propaganda.
Em toda comunidade, o espírito é muito importante.
Se esse espírito junto com sua identidade,
cultura e fé
for eliminado,
essa é uma nação morta.
Mas nossa força é a verdade.
A longo prazo,
o poder da verdade e da compaixão
é muito, muito mais forte
que o poder das armas.
Mas, ver seres humanos matando uns aos outros,
em nome de...
O pior de tudo, em nome de uma fé diferente.
Inconcebível!
Todas as religiões
transmitem a mensagem do amor.
Bondade amorosa, perdão e tolerância.
Acho que no mundo,
muitos "heróis" surgiram.
Eles eliminam implacavelmente seus opositores.
A maioria desses "heróis",
"herói" significa assassino.
A maioria são homens.
Mais agressivos,
mais brutais, impiedosos.
Homens usam violência em excesso.
São escravos de suas emoções destrutivas.
Domínio masculino:
esse é o pensamento antigo e atrasado.
Esse tipo de pensamento precisa mudar.
Quanto à inteligência,
todos nós, seres humanos,
somos iguais!
Mas acho que, geralmente,
as mulheres têm mais senso de...
cuidado com o bem-estar dos outros.
O FUTURO É FEMININO LEVANTE-SE
O LUGAR DA MULHER É NA REVOLUÇÃO
EU SOU TODAS! NÃO QUERO UM PAÍS ONDE NOS MATAM!
REBELIÕES SÃO CONSTRUÍDAS SOBRE A ESPERANÇA
Por isso,
acredito que mais mulheres deveriam assumir responsabilidades.
Eu sinto...
que o mundo se tornaria mais seguro! Eu sinto isso.
Na história tibetana,
muitos líderes espirituais importantes
eram, desde o início, mulheres.
Mulheres reencarnadas como altos lamas.
Não é algo incomum.
Então, no futuro, poderia ser...
mais útil, talvez...
ter uma mulher Dalai Lama.
Se a maioria dos líderes mundiais
eventualmente se tornar mulheres,
talvez o mundo seja mais pacífico.
VOTE NAS MULHERES
No mundo de hoje,
tudo é interdependente.
O leste, oeste, sul e norte
estão fortemente interconectados.
Essa é a nova realidade.
Por causa de problemas ambientais,
da economia global e da tecnologia moderna,
estamos muito próximos uns dos outros.
Nessas circunstâncias,
a destruição deste planeta
é, na verdade, a destruição de si mesmo.
Costumo descrever o Tibete assim:
Muita neve.
E a maioria dos principais rios que cobrem toda a Ásia
vêm do Tibete.
Portanto, preservar a ecologia do Tibete
não é apenas do interesse dos tibetanos,
mas de toda a Ásia.
Quando eu era jovem,
no inverno, caía muita neve.
Depois, ano após ano,
tem caído cada vez menos.
Dentro da minha própria vida
testemunhamos o aumento do aquecimento global.
Década após década,
o mundo todo,
devido ao aquecimento global,
tem um problema sério.
Então, agora,
nossa responsabilidade comum é de trabalharmos juntos,
e como proteger o nosso mundo!
Como salvar o nosso mundo!
Fogo.
Água.
Vento.
Enquanto isso, lutamos uns contra os outros.
Criamos muitos problemas sozinhos.
É muito triste.
Agora não há muito tempo.
A questão é se vamos usar bem o tempo ou não.
A Lua, Marte,
que você vê no céu à noite são lindos,
mas se formos para lá... Sem esperança!
Então, este é o nosso único lar!
Precisamos trabalhar juntos.
Isso não é apenas uma questão de discurso.
É uma questão de prática.
Conseguimos fazer isso?
Cuidar do meio ambiente
devia fazer parte de nossa vida diária.
Temos que aprender com o passado,
e nos tornar mais maduros.
Mas nosso estado mental
ainda permanece antiquado.
Portanto, precisamos de um comportamento diferente
e um novo modo de pensar.
O problema é:
Nossa mente costuma estar dispersa,
irritada.
No fundo,
mesmo um pequeno problema parece insuportável.
Quando surgem problemas reais,
nos sentimos impotentes.
Lá no fundo, temos muita ansiedade.
Quando você sentir estresse, medo, desconfiança,
tente olhar para essa emoção,
e assim a intensidade já diminui.
Para alcançar uma mente calma,
desapegue-se!
Apenas concentre-se na respiração.
Respire profundamente
e então segure o ar.
Depois, solte o ar.
De novo, respire.
Tente alongar o tempo de "permanência".
Paz,
tranquilidade,
calma.
Aos poucos, você vai sentindo clareza,
e com essa clareza mental,
podemos mudar a nossa mente
e todas as nossas emoções.
Isso traz mais força interior,
mais autoconfiança.
Reduz o medo e a desconfiança.
Nos tornamos mais maduros.
Uma atitude mais compassiva
abre automaticamente nossa porta interior.
Paz e violência
estão, no fim das contas, ligadas às nossas emoções.
Então, devemos lidar com as emoções.
Quando você desenvolver alguma preocupação,
analise-a por meio da meditação!
Investigue
qual é a preocupação
e de onde ela vem.
Agora, você percebe
que num nível mais profundo, todas as emoções destrutivas
não se baseiam na realidade.
Realidade:
90% da negatividade é projeção mental.
Assim, o destruidor da paz interior,
não é um inimigo externo,
mas nosso próprio inimigo interno.
Através da meditação,
podemos desenvolver compaixão.
No momento em que você pensa nos outros,
sua mente se torna mais ampla, aberta.
Pense no sofrimento e na dor infinitos dos outros,
então use o poder da compaixão.
Se você tiver
uma prática mais séria de compaixão,
essa é a fonte suprema da paz de espírito.
Então, de acordo com a minha própria experiência,
o treinamento da mente
é o fator-chave para uma vida feliz.
Assim, através do treinamento você pode mudar suas emoções.
Mas isso leva tempo!
Uma semana ou mês ou anos...
ou décadas.
Esforço constante
eventualmente muda sua atitude mental.
Normalmente, as pessoas acham que meditar significa
fechar os olhos e não pensar,
um estado mental sem pensamentos.
Mas você não pode viver sua vida toda sem pensar.
Portanto, minha meditação principal é...
a meditação analítica
sobre a realidade final.
Tento descobrir onde está o meu verdadeiro eu.
Fora esse corpo e mente, onde está o "eu"?
Você não consegue encontrar.
Não existe um "eu" independente.
Ao mesmo tempo, o verdadeiro causador de problemas
é a atitude autocentrada.
Na realidade,
tudo é interdependente,
interconectado.
Dharamsala na Índia,
agora há mais de 60 anos,
é a minha casa.
De certo modo, sou hóspede do governo indiano.
Por outro modo, sou um refugiado.
No meu próprio caso, sobre a situação tibetana:
eu nunca desisto.
Não estamos procurando independência da China.
Queremos permanecer dentro da união chinesa,
desde que tenhamos o direito de preservar
nossa própria cultura e nossa própria língua.
Nunca senti qualquer tipo de sentimento negativo,
raiva ou ódio em relação aos chineses linha-dura.
Sempre faço distinção
entre o ator e a ação.
No que diz respeito à ação,
devemos parar com as injustiças e as más ações.
Mas sem raiva,
sem ódio,
sem violência.
No que diz respeito ao ator:
Perdão.
Visualizo essas autoridades chinesas
e absorvo seu medo,
sua raiva, seu ódio.
E dou a eles paciência,
tolerância,
compaixão.
Todo aquele que vem da própria mãe
tem a semente dessa compaixão.
Então, você desenvolve senso de cuidado com todos,
independentemente da atitude deles.
Quando você alcança
esse tipo de capacidade mental,
essa compaixão é...
genuína, imparcial,
ilimitada, infinita.
E podemos fazer isso
por causa desta inteligência maravilhosa.
Assim, seu criador de problemas,
seu chamado inimigo,
na verdade é o melhor professor
para praticar paciência,
bondade amorosa
e compaixão.
Sempre que tivermos
visões diferentes ou interesses diferentes,
precisamos encontrar formas e meios
de resolver isso por meio do diálogo!
Para realizar um diálogo significativo,
sua mente precisa estar muito calma.
Usamos nosso tradicional debate tibetano.
As diferenças, por si só, não são ruins.
Sem contradição, não há progresso.
Na tradição budista,
assim que surge um conflito,
a resposta imediata é o diálogo.
O que é o diálogo?
É respeitar os direitos e os interesses dos outros.
Discutir,
pacificamente.
O diálogo é o único caminho
para desenvolver um entendimento mútuo
e o desarmamento interior.
Com pontos de vista diferentes,
há a possibilidade
de sintetizar novas ideias, coisas novas.
Biologicamente, todos os animais sociais
têm o senso de comunidade.
Sem uma comunidade,
um único ser humano
não pode sobreviver.
Portanto, devemos desenvolver uma realidade
em que os oito bilhões de seres humanos
sejam uma comunidade humana única.
Somos irmãos e irmãs.
Humanidade!
Devemos tornar a compaixão algo vivo!
Na atmosfera!
Na família!
Na comunidade!
Nós somos animais sociais
e a cooperação plena é essencial.
Para desenvolver a cooperação,
a confiança é muito importante.
A confiança vem da compaixão,
da preocupação com o bem-estar dos outros.
A vida de cada ser humano
depende inteiramente
do restante da comunidade.
Portanto, uma sociedade mais compassiva
é do interesse de todos.
Todo mundo quer uma vida feliz,
uma vida pacífica, um mundo pacífico.
Mas uma sociedade pacífica
não surge por decreto,
apenas pela iniciativa individual.
Portanto,
eu sinto
que devemos incluir na educação
como lidar com nossas emoções.
Através da educação, devemos ensinar valores internos.
A longo prazo, essa é a única maneira.
O objetivo da educação é tentar conhecer a realidade.
Isso significa
tentar reduzir o abismo
entre a realidade e a nossa percepção.
Nosso cérebro deve ser a combinação de um coração caloroso
com senso de princípio moral.
Assim, esse cérebro inteligente se torna construtivo!
Como reduzir a raiva, o ciúme,
o senso de competição.
Desde o jardim de infância
até o nível universitário,
como desenvolver a paz interior?
Primeiro, você mesmo
deve ser uma pessoa pacífica.
Então, pense com mais cuidado,
com visão de longo prazo,
sem apego.
Cada indivíduo deve ser
uma pessoa sensata e bondosa.
Depois, expanda sua experiência,
expanda o amor aos outros.
Então, passo a passo,
com paciência e determinação,
podemos fazer da sociedade,
uma sociedade mais feliz e mais pacífica.
Por meio da educação, do conhecimento,
do treinamento da mente,
podemos desenvolver emoções positivas.
Não violência, compaixão
e autoconfiança.
Esses são fatores-chave
para um indivíduo feliz,
uma comunidade feliz,
um mundo pacífico.
- Quantos anos você tem? - Ela tem 97 anos.
Você viveu uma vida completa!
Espero viver mais de 100 anos,
então você deve me dar instruções!
Há uma história
sobre um lama tibetano.
Quando ele estava prestes a morrer,
seus discípulos mostraram tristeza e choraram.
E ele perguntou:
"Por que estão tão tristes?"
Então eles disseram:
"Até agora tivemos nosso guru.
Mas e quando enfrentarmos problemas,
o que fazer? Em quem confiar?"
Então o lama moribundo disse:
"Vocês já têm conhecimento e experiência suficientes,
então, a partir de agora, não precisam de nenhum lama."
Queridos irmãos e irmãs,
estamos no século XXI,
o tempo está sempre passando
e com o novo tempo, há uma nova realidade.
Então, as coisas estão sempre mudando.
A própria realidade agora nos diz
que nosso modo de pensar também deve mudar.
Temos que pensar sobre como devemos iniciar
essa nova mudança.
Então, aproveito a oportunidade
para compartilhar meu sonho
de um futuro longo e enérgico, um futuro brilhante.
Este século deve ser o século da compaixão.
O século da paz.
Chega de derramamento de sangue!
Agora chegou o momento
que devemos desenvolver um grande "Nós",
em vez de "nós" e "eles".
Claro, leva tempo, não é fácil.
Mas nossa vida
depende muito da esperança.
Não há garantias sobre o futuro,
mas vivemos com esperança!
Portanto, em nossa vida diária,
pense sempre:
"Posso contribuir."
Se eu contribuir, então outras dez pessoas,
centenas de pessoas,
centenas de milhares o farão.
Essa é a maneira de fazer.
O otimismo é a base para uma vida bem-sucedida.
Então, meus amigos,
vocês são os mestres de si mesmos.
Perturbações, raiva, medo, ciúmes
são inevitáveis,
mas apenas no nível superficial.
Vêm e vão, vêm e vão.
Não importa as circunstâncias,
lá no fundo você pode manter a paz interior,
a calma interior...
e a paz de espírito o tempo todo.
Sempre que tiver alguma dúvida,
use ao máximo seu cérebro humano
e combine esse cérebro inteligente
com um coração bondoso.
Com essas duas asas juntas,
você pode voar.
Então, enquanto viver:
sirva os outros!
Ajude os outros!
Nunca cause mal a ninguém!
Então, agora,
acho que devemos fazer deste século XXI
um século feliz, pacífico
e climaticamente equilibrado.
Isso está em nossas mãos.
SABEDORIA DA FELICIDADE
Obrigado!
Obrigado!
COM SUA SANTIDADE, O 14º DALAI LAMA
TRADUÇÃO: FABIO PIRES
SABEDORIA DA FELICIDADE
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.