All language subtitles for Big Mistakes - 1x08 - Episode 8.WEB.ETHEL.pt

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Original subtitles

- Nicky. - O que foi?

Estão todos mortos.

Eu sei.

Porque não nos mataram?

Não me interessa. Temos de ir embora.

Pode significar algo. Devíamos chamar alguém.

Quem? A polícia?

"Olá, aconteceu algo marado no nosso hotel e somos os únicos sobreviventes.

Não se atrevam a fazer mais perguntas."

Mas que merda?

Tive um pensamento reativo após um massacre. Desculpa.

Temos de ir. Temos de nos pôr a andar.

Vê onde metes os pés! Há sangue por todo o lado!

Estou a ver.

LOUNGE NO TERRAÇO

Deviam ir para casa.

Está bem.

Acho que eles não trabalham no hotel.

Não me digas, Morgan.

CRIMINOSOS, MAS POUCO

Não percebo a demora.

Deviam ter ligado com os resultados há meia hora.

Não foi uma vitória esmagadora,

o que diz mais sobre as pessoas desta cidade

do que sobre a nossa campanha.

A Susan Gopnik parou-me na mercearia

para dizer que votou em mim. Percebi que estava a mentir.

A mãe dela foi presa por furtos em lojas quando andávamos no liceu.

Aquela mulher é uma sociopata.

Natalie!

Chamaste-me?

Querida, a liquidificadora é ruidosa. Não consigo pensar.

- Entendido. - Porque estão tão calados?

Devíamos falar de algo enquanto esperamos?

Estou nervoso… por ti.

Não é uma forma útil de passar o tempo.

Vão os dois até Miami, num retiro da igreja

e voltam com cara de enterro.

Que simpatia, mãe.

Natalie! Querida!

Suplico-te, se me amas,

faz esse batido noutra altura!

- Toma. - Obrigada, querida.

De nada.

Quero dizer-vos o quanto estes últimos meses significaram para mim.

Natalie, guiaste-me por estas eleições

com uma postura e uma maturidade muito além da tua idade.

E ver-vos aos dois a entenderem-se de novo.

Só quero dizer que, aconteça o que acontecer hoje,

esta família será sempre o meu farol.

É um número privado.

Atende!

Linda Morelli.

Está bem.

Certo.

Compreendo. Obrigada.

O que foi?

Perdemos, não foi?

Empatámos.

Empatámos?

- Pois… - O quê?

Não duvides de ti. Fizemos tudo o que podíamos.

E agora? O que fazemos?

Bem, de acordo com o conselho, resume-se a um jogo de sorte.

- Não! Mãe! Meu Deus! - Querida. Natalie.

- Para. - Vai ser decidido à sorte?

- Mãe! Não! - Querida.

Meu Deus, isto é uma loucura!

Três dias a ver as notícias e nada.

Matam uma sala cheia de pessoas, ninguém fala.

- Foi claramente encoberto. - Eu sei disso.

Mas tenho um mau pressentimento de que vêm atrás de nós.

Fomos forçados a isto, sabes?

Dois cidadãos exemplares desaparecidos não lhes deve compensar o incómodo.

Pois.

Se nos quisessem mortos,

tiveram a sua oportunidade. Deixaram-nos ir.

É nisso que escolho acreditar.

Qual é a alternativa?

Matam-nos noutra altura.

Isso é animador. Que bom.

Acabou. Empatámos.

Como é possível?

Foi por causa da cabra da Susan Gopnik.

- Olá. - Olá.

Espero não interromper a tua ligação com Deus.

Acho que ele está radiante por eu me ir embora.

Então é oficial?

Sim. Foi uma decisão conjunta.

É bom ver-te.

Pois.

- Acho… - Posso falar primeiro?

Tenho de te agradecer.

Não sei quem eram aqueles miúdos, mas recuperaram a maioria do dinheiro.

Que miúdos?

Os hackers da tua catequese que encontraram Tegan.

- Os Hackers por Cristo ou lá o que é. - Exato.

Não quero saber como o fizeram,

mas restauraram a minha fé na Geração Alfa.

Folgo em ajudar.

Sim, ajudaste, apesar de eu te ter culpado,

o que não devias ter feito.

Gostaria de um recomeço.

Tudo às claras.

Sem mais segredos.

Há algo que te quero contar.

Claro.

Estou aqui.

Podes contar-me tudo.

Vamos dar uma volta.

Sim?

- Está bem. Sim. - Certo.

Vamos dar uma festa? Três garrafas de uísque?

Devíamos ter ido ao Costco.

Não disse nada quando compraste Lucky Charms e sumos.

Parece que estou com um miúdo.

O sumo é para depois do treino e tu também comes Lucky Charms.

Pareces uma velha rabugenta ultimamente.

Deixa estar, eu trato disto.

DESCONHECIDO

Foda-se, Max!

Morgan!

Morgan!

Meu Deus! Foda-se!

- Desculpa. Estás bem? - Atropelaste-me!

Eu sei. Foi um erro. Chamo uma ambulância?

Não, estou bem.

- Estou preso. Puxa-me. - Dá-me as mãos. Vá.

- Puxa. - Empurra um pouco.

- Puxa. - Está bem.

- Foda-se. - Meu Deus.

- Tenho um chassi sobre mim. - O chassi?

Sim, está no meu fémur.

- Vou pedir ajuda. - Não, Morgan! Foda-se!

- O que foi? - Isto é vergonhoso.

Meu Deus.

As pessoas estão a sair dos carros!

- Ele está bem. Por favor, vão-se embora. - Diz-lhes para se irem embora.

Estou tão zangado que me dói a cabeça.

A sério? Estás a filmar?

Ele disse que estava bem à vista. Deixou a chave na fechadura.

Não sei. Não tenho um negócio ilegal de importação e exportação.

Que levou a um massacre?

Não, isso levou a que nos envolvêssemos. Acho que os… homicídios

tiveram mais que ver com as centenas de milhares de dólares em cocaína

que eram importados ilegalmente nos testículos de bois.

- Tens noção do que estás a dizer? - Claro que tenho.

Então, e agora? Há pessoas à tua procura?

Não sei.

- Acho que não. - Achas que não?

Parece-me algo importante de saber,

tendo em conta que estou a teu lado. Durmo na tua casa.

Disseste para me abrir contigo. E para te dizer a verdade. É a verdade.

Claro que queria a verdade.

Só não esperava ouvir que o meu namorado esteve no centro de um massacre.

- Fiz isto por nós. - O que tem que ver connosco?

Como achas que recuperaste o teu dinheiro?

Os Hackers por Cristo.

- Pois. - Os Hackers por Cristo não existem.

Claro que os Hackers por Cristo não existem.

Tive de fazer um favor em troca de um favor.

Estás a culpar-me pelo assassinato de 15 pessoas?

Pensas que te estou a culpar pelo assassinato de 15 pessoas?

Parece que sei o que pensar?

Atende. Eu continuo a andar.

- Não posso falar agora. - O teu telemóvel de abrir tocou?

Não sei. Não olho para ele desde Miami.

Porque o meu tocou.

Como?

- Não sei. Não atendi. - Não atendas!

Atira-o para a merda do mar. Livra-te dele.

Dr. Flores…

O que é isso? Onde estás?

Urgências.

Porquê? Estás bem?

Sim, estou bem.

Atropelei o Max por acidente.

EDIFÍCIO MUNICIPAL DE GLENVIEW

O que é isso?

- Pedra, papel, tesoura? - Sim.

É aquele jogo de mãos estúpido

que o Nicky e a Morgan jogavam para decidir quem não ia levar o lixo.

Queres saber quem se sente como lixo?

Esta mulher adulta que se vê reduzida a jogar um jogo de crianças

com aquele nojento.

Bem, pelo menos é melhor do que a sugestão do Tom.

O xadrez não é um jogo de sorte. É puramente estratégico.

E misógino.

Diz-me uma mulher que tenha tempo para xadrez.

Natalie, tudo isto é simplesmente humilhante.

Eu sei. Também estou furiosa.

Mas acho que devemos a nós próprias mostrar às pessoas que,

ao contrário do Tom, isto não é só sobre o poder.

Não, isto é sobre o poder, Natalie.

É sempre sobre o poder quando nunca o tiveste.

Quando tinha a tua idade, trabalhava na loja.

Não por querer, mas porque era o que toda a gente fazia.

Não tive o luxo de ir para a faculdade

nem de experimentar franjas como tu, querida.

Depois apaixonei-me pelo teu pai, e isso foi maravilhoso

até querermos filhos

e eu descobrir que não conseguia tê-los sozinha.

Então adotámos o teu irmão e amámo-lo muito,

e, de repente, engravidei da Morgan.

Um milagre, disseram todos.

E, oito anos depois, vieste tu, outro pequeno milagre.

Mas a verdade é que vocês não foram planeados.

Foram dádivas de Deus, como poderia eu não vos ter?

Mas não foram planeados.

Amo-vos até à morte, mas não foram planeados.

- Foram um erro. - Pois.

Por isso, mesmo quando o meu corpo me deu tudo o que queria,

não foi nos meus termos.

E eu e o teu pai não estávamos bem.

Divorciámo-nos, e nem isso foi o que eu quis.

Por isso, quando soube que ia chegar o dia em que a tua avó partisse,

e já não haveria mais ninguém de quem eu precisasse de cuidar,

pensei: porque não

tentar ter algum poder

antes de vocês terem de me limpar o rabo num quarto de hospital?

Bem,

então vamos preparar-te para ganhares esse jogo estúpido.

Está aí alguém?

Se estiver aqui alguém, não vou gritar nem vou fugir.

Não sou assim. Por isso, vamos despachar isto.

CINCO CHAMADAS PERDIDAS

Vou para onde quiseres.

Mas pede com jeitinho.

- Nicky! - Morgan?

- Que merda se passa? - Não sei. Diz-me tu. Não vejo nada!

Eu também não vejo.

Vamos morrer? Socorro! Ajudem!

- Fogo! - Socorro!

- Fogo! - Porque estás a gritar "fogo"?

Li que as pessoas respondem melhor a "fogo"

porque "socorro" não lhes diz diretamente respeito.

- É egoísmo. - Está bem!

- Fogo! - Fogo!

- Fogo! - Calem-se, caralho!

- Yusuf? - Meu Deus.

- Estás a gozar comigo? - Meu Deus.

É assim que sei de ti depois de desapareceres?

Tentei ligar-vos, mas não atenderam, por isso, a culpa é vossa.

Meu Deus.

Eu sabia.

Eu sabia que se tinham comido. Que nojo.

- Que nojo. - Pronto.

Se tivesses atendido a chamada, tinha-te agradecido.

Porquê? Ias agradecer-me porquê?

Recuperei o meu poder. Fui promovido.

Quem te promoveu? O Ivan está morto.

De que porra é que estão a falar?

O Ivan não tinha poder nenhum. Fui falar com o chefe dele.

Quem é o chefe dele?

Os italianos.

Até ele os tentar lixar, então contei-lhes o que se passava em Miami.

O Ivan trabalhava para a máfia?

Quase que nos matavas!

Como?

- Como? - Meu Deus.

Teres sido um queixinhas resultou num massacre, está bem?

Os italianos mataram umas 15 pessoas. És um queixinhas do caralho!

Não sou queixinhas.

És, sim. És um bufo.

- E um assassino. - Não sou um bufo.

- És. - Do que estás a falar?

- Eles disseram: só o Ivan e o Andrei. - Mentiram-te, está bem?

Vi um membro do cartel a levar um tiro no olho.

- Sabes o som que isso faz? - Dispararam sobre a sala toda. Acorda!

Foda-se.

Estão os dois aqui?

Sim, estão aqui.

Yusuf, não nos apresentas?

Sim, são o Nicky e a Morgan.

Ficas-te por aí? Não vou mentir. Precisas de melhorar.

Temos uma pergunta sobre Miami.

Nós não…

- Não fizemos nada de mal. - Não fizeram nada de mal?

Ajudaram a negociar 100 quilos de coca.

Vimos o circo todo daquele russo estúpido em Miami.

Exceto cinco minutos na casa de banho

com o filho do líder do cartel brasileiro.

E tu.

Nicky.

Nicky?

- Do que estão a falar? - Não sei. Não foi nada.

Ele estava a ter uma crise pessoal.

Que crise exigiu uma audiência privada?

Sei que parece suspeito, está bem?

Mas não tem nada que ver com o cartel.

Sou pastor.

Ele veio falar comigo para pedir ajuda espiritual.

O que faço com isto?

Aponta-a a este pastor respeitado,

e, se não responder às perguntas como deve ser,

quando contarmos até dez, dispara.

- Esperem. Podemos falar sobre isto? - Dez.

Sobre o que falaram?

Sobre a vida pessoal dele. Não teve que ver com a família.

- Nove. - Ele vai substituir o pai?

- Não sei. Não falámos disso. - Sete.

Eu dir-vos-ia se isto tivesse algo que ver convosco, com o pai dele

ou com isto.

Juro por Deus.

- Sou um pastor a jurar por Deus. - Ele está a dizer a verdade?

- Estás a dizer a verdade? - Cinco.

Porque não estaria a dizer a verdade?

- Quatro. Três. - Mas que merda?

Ou dão-me um tiro na cabeça ou acreditam.

Não sei que mais hei de dizer.

Que se foda, mata-o.

A sério?

Mata-o.

Não consigo.

Não!

Está bem, acredito em ti.

Se dependesse de nós, tínhamos carregado a arma só pela piada.

Vou fazer um cruzeiro de seis meses com o meu namorado, está bem?

Não terão de se preocupar comigo.

Acho que o nosso chefe não ia gostar de saber

que há uma ameaça prestes a ir num cruzeiro

com um desconhecido durante seis meses.

Não mencionaste nada disto ao teu namoradinho…

Tareq.

Ao Tareq, antes de marcares o cruzeiro, pois não?

Espero que estejas a dizer a verdade. Porque, se não estiveres,

vamos encontrar-te.

Encontramos sempre.

Terão notícias nossas mais cedo do que gostariam.

Obrigada por não matares o meu irmão.

Estás a gozar comigo?

Ele raptou-nos, amarrou-nos, apontou-me uma arma à cabeça

e fez com que várias pessoas numa sala fossem massacradas.

- Está bem! - Qual é a tua?

- Achei simpático. - É esta a tua relação com os homens?

- Para! - Estás sempre a desculpá-los.

- Não estou nada. - Faz sentido.

- Faz sentido. - Tu é que fazes sempre isso.

Não faço nada. Cala a boca!

Desamarra-me já!

Não desamarres.

Olá.

Nick, puseste-me numa situação impossível.

Eu sei que sim.

Lamento.

O que fazemos?

Não sei.

Nick, estamos tão perto. Daqui a mês e meio,

há um cruzeiro em que podemos ficar seis meses…

Não posso ir nesse cruzeiro.

Do que estás a falar?

Fui raptado ontem à noite e não posso ir ao cruzeiro.

- O quê? - Eu conheço-o. Não foi culpa dele.

- Desculpa. Não consigo fazer isto. - Não devias ter de o fazer.

Não há nada a fazer. Não há mais nada a fazer.

Estás bem?

Sim, estou bem.

Acho que devias ir ao cruzeiro.

Não vou no cruzeiro. Isso é cruel.

Não é cruel. Planeavas ir comigo ou sem mim.

Acho que devias ir.

Achas que eu devia ir ao cruzeiro?

Ou estás a dizer-me para ir ao cruzeiro?

Estou a dizer-te

que acho que devias ir ao cruzeiro.

Nicky, o que fizeste?

O pior é que não sei exatamente o que fiz.

Eu diria que não fiz grande coisa.

Mentiste, Nick.

E o pior é que parece ser tão fácil para ti.

Lamento.

Sim, eu também.

Pedra, papel, tesoura. Ganhei!

Pedra, papel, tesoura. Boa!

Pedra, papel, tesoura. Ganhei!

Morgan, fizeste pedra cinco vezes seguidas.

- Sim. - Nem estás a tentar.

Pedra, papel, tesoura. Gan…

Sabem que mais? É ridículo. Não quero fazer isto com aquele homem.

Isto é enganar as pessoas. Não tenho interesse nisso.

Esse é mais ou menos o objetivo do jogo.

Ajuda sempre considerar a perspetiva do adversário, Sra. Morelli.

Obrigada, Kevin.

Kevin?

- Sim, amor? - Eu trato disto. Afasta-te.

O melhor das flores

é que funcionam se ganharmos e se perdermos.

Annette, que Deus te abençoe. Muito obrigada por vires.

- Como estás? - Estou bem.

- Morgan. - Olá.

- Só temos de esperar… - Olhem.

- O Tom está pronto? - Na verdade, não.

Falei agora com o Sr. Donaldson, que me informou que decidiu desistir.

Com a desistência do Tom,

a comissão eleitoral declara Linda Morelli a nova presidente.

Sou a…

Meu Deus!

Parabéns!

Vês, Linda? A melhor pessoa ganha sempre.

- Meu Deus! - Que tal uma bebida? Ou seis?

Ou seis.

Querida!

Meu Deus!

Olá.

- Parabéns, Linda. - Obrigada.

- Não esperava ver-te aqui. - Não podia faltar.

- Está tudo bem? - Sim, estou feliz por ti.

É muito simpático da tua parte, querido.

A Natalie também ia gostar de um abraço desses.

Está bem.

- Somos assim tão chegados? Não sei. - Vamos só despachar isto.

O que é aquilo?

O médico disse que não precisavas de usar isso o dia todo.

Quero voltar ao ginásio e os médicos não têm um traumatismo cervical.

Credo. O próximo retiro devia ser uma reunião dos Alcoólicos Anónimos.

O meu único filho.

Isso é mesmo necessário?

- Sim. - Está bem.

- Como te sentes? - Melhor.

Só dói quando mexo o pescoço.

Olhem para vocês.

Se conseguem superar o atropelo do companheiro,

conseguem superar quase tudo.

- Não é? - À nossa.

Quando o Max era bebé,

o pai esqueceu-se dele na cadeirinha em cima do tejadilho do carro.

Conduziu meio quarteirão antes de se aperceber.

- Céus. - Temos saudades do teu pai.

- Não temos, querido? - Sim.

Posso falar contigo?

Preciso da tua ajuda lá em cima.

Claro.

- Desculpa. Obrigada. - Sim.

Não acredito que nunca cá tinha estado.

Nem eu.

Estou tão orgulhosa da tua mãe.

Tanto trabalho árduo.

E estou muito feliz por irmos ser sogra e nora.

Sim, estou muito feliz.

Ouve.

Sei que já não estás apaixonada pelo meu filho.

O problema é que ele está muito apaixonado por ti.

E queria que soubesses que, se estás a pensar em deixá-lo,

isso não vai acontecer.

Como?

Estou a dizer-te

que te vais casar com o meu filho.

Esqueci-me de perguntar como correu a vossa viagem da igreja.

Ouvi dizer que correu mal.

O Max ficaria devastado se te acontecesse alguma coisa.

Podia até dizer-se que,

bem, o teu noivado com o meu filho

é a única razão pela qual regressaste a casa.

- O que fazem aqui? - Fala mais baixo.

Não sei o que querem de nós, mas não é a altura certa.

Deixem a minha família fora disto.

Fomos convidados, seu burro.

Abre.

Sim.

Soube que tiveste de passar por muito para me devolveres isso, e pensei:

"Que presente de noivado perfeito". Não é?

Sim.

Bem-vinda à família.

Eu fico com isso.

Salute.

Aqui.

Demasiado apertado?

Sim, um pouco.

Vais habituar-te.

Pronto.

Pensei que trabalhavas no imobiliário.

Trabalho.

Entre outras coisas, obviamente.

Olha só.

Guarda-o bem.

Não queremos que acabe noutra campa.

E, se voltares a atropelar o meu filho,

eu mesma te mato, caralho.

Vamos?

Sorrisos, pessoal.

- Morgan. - Temos de falar.

Os italianos estão aqui.

Faz sentido, porque a Annette é a chefe deles.

Do que estás a falar?

O Ivan e o Andrei trabalham para os italianos,

que trabalham para a Annette.

Isto era para ela.

Foi tudo por ela.

Pessoal!

A nossa presidente, Linda Morelli!

Obrigada a todos. É incrível aonde a vida nos pode levar.

Eu sei que apenas metade das pessoas da cidade votou em mim,

mas acreditem que vou trabalhar para deixar toda a cidade orgulhosa.

Quero agradecer à minha filha, Natalie,

que esteve sempre ao meu lado,

e ao Nicky e à Morgan por fazerem tudo o que fazem,

e um agradecimento muito especial à Annette Zofrea

por ter tornado este evento possível.

Annette, és uma salvação.

Ela é o meu amuleto da sorte

e mal posso esperar para que as nossas famílias se juntem oficialmente.

Acho que estamos no Inferno. Acho que isto é o Inferno.

- Olá, amor. - Olá.

Dê-me duas vodcas triplas. O que queres?

Não quero nada. O que vamos fazer?

Esqueci-me de votar.

Tinha muito em mãos. Esqueci-me de votar.

A minha mãe quase perdeu por minha causa.

Mas não perdeu. Está tudo bem. Vai festejar com o Kev.

- Tanto faz. - Kev.

Morgan.

Natalie, dás-nos cinco minutos?

Parem!

Estão sempre a interromper-me. Parem. Estou a falar com a minha irmã.

Morgan, não o faças.

Fazer o quê?

Casar com o Max, Morgan, não o faças.

- Como? - Meu Deus.

O Kevin é tão aborrecido que me dá vontade de morrer.

Natalie, acho que bebeste demais.

Morrer. Vou para casa todas as noites e ele está simplesmente lá,

sentado ao computador com a sua disfunção erétil

e os seus problemas de enredamento familiar e…

- Credo, Natalie. - Eu sei.

Mas chega a um ponto em que estar numa situação de que não gostamos

começa a magoar.

Se eu fosse a ti,

punha-me daqui para fora enquanto pudesse.

Com licença.

Não quero ser demasiado sentimental,

mas acho que este é um momento que deve ser celebrado. Filho?

- Gio, uma foto? - Sim.

Vamos juntar-nos todos nas escadas.

Linda?

Tu, aqui.

Aproximem-se mais.

Muito bem.

À família.

- À família. - À família.

Três, dois, um.

Legendas: Nuno Oliveira

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