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Original subtitles

Caixa quatro.

Ol�!

- Como se diz? - Ol�.

- Peguei um. - N�o precisa, querido.

- Mas eu quero. - Compraremos poucas coisas.

Agora o Benny tamb�m quer empurrar.

Certo, Benny, empurre seu irm�o.

Pronto, amig�o?

Certo. Podemos ir?

Davey! Meu Deus, Davey!

Meu Deus!

Benny.

- Est� me perseguindo? - At� parece!

Esperar por horas at� eu sair � persegui��o.

Acalme-se. Minha aula tamb�m acabou agora.

Voc� vai?

Acho que n�o. Tenho coisas para fazer.

O que seria mais importante que mudball?

Mudball com futuros cientistas da Am�rica?

- Qualquer coisa. - Precisamos de voc�!

Voc� � o �nico do time que parece um atleta.

Eu sou atleta. Mas n�o estou no seu time.

Oficialmente.

- Substitutos s�o permitidos. - N�o.

Por favor, olhe para mim!

Por favor! Homem gostoso, por favor!

- Mas n�o tenho camisa. - Obrigada!

Use a do John que est� no meu quarto.

Tudo bem, vou avisar a minha m�e.

Voc� � incr�vel!

Sempre ganhamos quando voc� joga.

Voc� devia entrar no time.

Pare com isso!

- Oi, como vai? - Ol�.

- Voc� acabou com a gente. - Foi um trabalho em equipe.

Besteira. S� voc� sabe o que est� fazendo.

- Sou Christopher. - Benny.

- Prazer. - O prazer � meu.

� dif�cil te derrubar.

- Eu jogava na escola. - Entendo.

O curso de Engenharia n�o � famoso pelos atletas.

S� o nome "Coelhos Assassinos" j� diz muito.

- Mas � divertido. - Bem...

N�s n�o temos uma desculpa. Meu time � horr�vel.

Preciso ir embora, porque n�o moro no campus.

- Preciso voltar para jantar. - Tudo bem.

- Voc� mora no campus? - Moro.

- No Gallucci Hall. - Legal.

- Christopher! - Diga.

Pode me passar seu n�mero?

Benny, � voc�?

Sim. Estou coberto de lama.

- N�o traga isso para c�. - Eu sei, m�e.

- Acho que conheci algu�m hoje. - Como assim?

Um menino.

- S�rio? - S�rio. Eu acho.

Ent�o... conte.

- N�o quero falar agora, m�e. - Voc� que come�ou!

- Quem �? - Ainda n�o sei.

Ele � do time advers�rio no mudball.

N�s acabamos com eles.

- Falou com ele? - Falei.

- E a�? - N�o quero falar disso agora.

- � fofo? - Nossa.

- Benny tem um namorado! - Era isso que queria evitar.

Becca, n�o � meu namorado.

- Eu o conhe�o? - Por que conheceria?

- Eu conhe�o muita gente. - Nossa!

- M�e? - Diga.

Sim, ele � fofo.

OI! � MUITO CEDO?

PARA O QU�?

PARA TE MANDAR MENSAGEM.

N�O! COMO EST�?

MUITO, MUITO BEM. VOC�?

ESTUDANDO, MAS BEM.

- EU TAMB�M! - UM POUCO DOLORIDO.

ACHO QUE TIVE UM ATAQUE CARD�ACO.

VAMOS SAIR.

CLARO!

Tenho uma irm� chamada Becca.

Est� no primeiro ano. Al�m dos meus pais.

- Legal. S�o pr�ximos? - Sim, nos damos bem.

Meu pai � bem legal e descontra�do.

Minha m�e � meio grudenta.

- Contei a ela sobre voc�. - Sobre mim? O que disse?

Disse que conversamos e voc� parece legal.

- E o que ela disse? - Falei para ela n�o dizer nada.

- Por que n�o? - Nem eu sei o que dizer.

Ainda n�o tem muito o que dizer, tem?

Como � sua m�e?

Ela gerencia um est�dio de ioga em Jacksonville.

Ela � muito tranquila e...

autoconsciente, sei l�.

O que � legal. Mas � solit�ria.

Meus pais se separaram quando mor�vamos aqui,

ent�o fomos morar na Fl�rida e ela n�o conheceu mais ningu�m.

- Voc� faz ioga? - Poderia, mas n�o fa�o.

� dif�cil respirar e relaxar quando � sua m�e que orienta.

Algumas vezes eu queria morar no campus.

Amo minha fam�lia,

mas n�o tenho muito espa�o ou liberdade.

No meu dormit�rio tamb�m n�o.

Meu colega de quarto...

nunca sai. Ent�o...

- Qual � seu curso? - Engenharia biom�dica.

Quero virar m�dico e desenvolver tecidos.

- E voc�? - Sou de Artes e Ci�ncias.

Meus colegas parecem acreditar

que quanto menos se sabe, mais se fala.

E eu adoro falar, como pode ver.

Adoro falar com pessoas inteligentes.

Como voc�, dr. Benny.

Obrigado.

Se morasse sozinho, te chamaria para subir.

Tudo bem. Preciso ir embora para estudar.

Gostei de voc�, Christopher.

Tamb�m gostei de voc�.

Quero te ver de novo.

Eu quero te ver de novo.

- Tenho que esperar um minuto. - Por qu�?

- Desculpe. - N�o, tudo bem. Confie em mim.

- Ligue-me, dr. Benny. - Ligarei.

Esses s�o bonitos, m�e.

Tamb�m acho.

- Quer vir comigo hoje? - N�o, acho que vou ficar.

Bom.

Obrigada, Becca.

Benny disse que quer ir a uma festa no campus amanh�.

Ele quer passar a noite.

Bom para ele. Parece divertido.

Ele disse que ficar� na Julie.

Est� bom, n�o? Ela � amiga dele.

N�o � como se ele fosse engravid�-la.

- David. - O qu�?

Acho que ele pode estar mentindo.

- N�o. S�rio? - N�o fa�a isso.

Amor, tecnicamente, ele n�o deveria morar conosco,

e certamente n�o saber�amos o que ele faria fora de casa.

Pense nisso.

Imagina sua m�e sabendo o que acontecia na faculdade.

N�o sei se quero ele passando a noite com esse garoto.

Por qu�? O que h� de errado com ele?

N�o sei. Ainda n�o o conhecemos.

Tenho certeza que ele � legal. Benny � um garoto esperto.

N�o pode p�r o pinto em quarentena.

- N�o ter� gra�a. - N�o � engra�ado.

Deixe-o ir, ele ir� de qualquer jeito.

- Deixaria Becca fazer o mesmo? - Claro que n�o!

Ela n�o dormir� fora at� depois de casar.

N�o � justo.

Est� bem, estou brincando, mais ou menos.

Quando cresceu para fazer coisas que n�o � grande o suficiente?

Cavalheiros! Dama!

Obrigado!

Aos amigos, a n�s, a uma �tima noite!

� bebida!

- Estou t�o cansada. - Qual �.

Essas s�o para voc�.

Passarei a noite no John,

e voc�s dois passar�o a noite no meu quarto,

- porque minha colega n�o est�. - S�rio?

Claro! Boa lua de mel, querido.

- Voc� � a melhor! - Meu Deus!

Perfei��o total hoje.

- Meio que foi. - Ainda �.

- Te amo, Bennie. - Tamb�m te amo, Julie.

Obrigado.

John, diga boa noite a eles. � hora de dormir.

- Boa noite, garotos. - Boa noite, John.

At� mais.

Eu adoraria.

Meu Deus.

Ainda preciso dizer de que lado Julie est�?

Meu Deus, eu a amo. Eu a amo!

Estou gostando de voc� mais e mais.

Espera, deixa eu te ajudar.

Tenho que dizer,

imaginei isso acontecer, mas n�o em len��is floridos.

Bom dia.

Bom dia.

Que horas s�o?

10h20.

Queria que pud�ssemos ficar o dia todo.

Seria �timo.

Mas, cara, seu h�lito fede.

- Voc� sente c�cegas? - N�o.

Pare!

Retire o que disse.

Seu h�lito n�o fede! Eu retiro o que disse.

Como foi?

Foi divertido.

Foi? O clube era legal?

Sim, era �timo. Estava muito cheio.

E, qual o nome, Christopher? Ele estava l�?

Sim, ele estava l�.

- Isso vai ficar s�rio? - M�e.

- S� uma pergunta, Benny. - N�o sei.

Talvez.

M�e, pai,

esse � o Christopher.

- Oi, prazer em conhec�-los. - Prazer.

Prazer em conhec�-lo no dia que levar� meu filho para longe.

- M�e. - N�o. S� brincando.

� legal da sua parte convidar Benny para Fl�rida nas f�rias.

Sim, claro.

Prefiro ele em uma casa legal a hot�is com grandes festas.

N�o sou festeiro. E minha m�e estar� l�.

�timo. Gostaria de poder ir tamb�m.

Talvez na pr�xima, m�e. Talvez na pr�xima.

Sabem para onde v�o?

Sabemos. Temos tudo planejado.

Christopher sabe onde acampar no caminho.

- Tudo certo. - Preocupo-me, voc� sabe.

- � meu trabalho. - Te deixo informada.

- N�o enquanto dirigir. - �bvio.

Benny, venha aqui um minuto. J� voltaremos.

- Pai... - Seja esperto.

Venha c�.

Vamos, antes que ela questione.

Que foto bonita de Benny!

Na verdade, n�o � Benny. � o irm�o mais velho dele.

Irm�o dele?

Benny tinha um irm�o mais velho. Meu primeiro filho, Davey.

- N�o sabia, ele n�o mencionou. - Davey foi morto aos 8 anos.

Sinto muito.

Tudo bem, aconteceu h� muito tempo.

As f�rias n�o esperar�o por n�s.

- Hora de irmos. - Certo. � s�rio?

- Quer mesmo ir com esse cara? - Lenora!

Sem ofensas, Christopher, voc� parece ser legal.

Mas Benny � meu queridinho, meu beb�.

N�o querem ficar por aqui? Eu cozinharia para voc�s.

- Voc�s deveriam pegar estrada. - At� mais, pai.

At� mais. Christopher, prazer conhec�-lo.

- Tomem cuidado. - Certo.

- Tchau, gente. - Tchau.

Simples assim...

- Aquela mulher estava louca. - N�o foi t�o ruim.

Foi sim! Sinto muito se ficou estranho.

V� por que estou t�o animado para ir?

- Voc� est� bem? - Estou, estou bem.

F�rias!

- Voc� nunca saiu de Ohio? - Nunca.

Como isso � poss�vel? Nunca saiu de f�rias?

A gente acampava aqui, passeava de barco ali...

Eu sei, bem chato.

A �nica vez que eu iria para a capital com a escola,

peguei mononucleose e fiquei em casa.

Doen�a do beijo? � s�rio?

- Quem voc� beijou? - Quem me dera.

Uns rapazes do futebol pegaram por compartilhar garrafas.

Acredito.

Posso inventar uma hist�ria de vesti�rio,

mas foram as malditas garrafas.

Em honra da primeira viagem do dr. Benny,

- um v�deo! - N�o, odeio que me filmem.

Pare!

- Mas voc� � t�o fofo. - N�o enquanto dirijo!

- Certo, minha vez. Diga "ol�". - Meu Deus! O que � isso?

Vamos comer muitas coisas.

Vamos � praia pela primeira vez.

- Primeira vez para mim. - Primeira vez de tudo.

Fa�a uma careta.

Adoro viajar.

Minha m�e e eu nos mudamos muito depois de Ohio.

Moramos um pouco na Ge�rgia,

Carolina do Norte. Estive no Texas, Arizona.

Depois da faculdade, quero sair e conhecer o mundo.

- Isso n�o seria incr�vel? - Seria.

Voc� deveria me acompanhar. Viajamos bem juntos, eu acho.

- S�rio? - S�rio, pelo menos por um dia.

N�o, quem me dera.

Tenho que estudar por sei l� quantos anos.

� mesmo, dr. Benny.

Sim, dr. Benny.

Posso perguntar algo?

Por que nunca falou do seu irm�o?

Eu n�o sei, acho que n�o penso muito nisso.

- Sente falta dele? - N�o penso muito sobre isso.

Como ele era?

- O qu�? - O qu�?

- O que est� fazendo? - Vamos entrar.

As placas dizem para n�o nadar � noite.

N�o falam nada sobre nadar pelado.

Vamos l�.

Chama isso de nadar pelado?

Isso sim � nadar pelado!

Est� gelada!

Achei.

Puta merda! Uma caixa inteira?

Quanto sexo planeja fazer comigo?

- Meu pai quem me deu. - Seu pai?

- Cale-se! - Ele espera que fa�a muito.

Sr. Cruz...

Se n�o parar, n�o ter� nada a viagem toda.

Foi o que pensei.

Oi, m�e.

S� queria avisar que vamos chegar � tarde.

Ent�o, vejo voc� em breve.

Tem algo que quero falar com voc�.

Falo com voc� quando estivermos a s�s.

Desculpe por parecer estranho. At� mais, tchau.

Christopher!

Pensamos que esqueceu, a casa estava escura.

Esquecer de voc�s? Como esqueceria de voc�s?

Esperei por semanas. Benny...

- Bem-vindo! - Obrigado, senhora.

- Carol, por favor. - Est� grelhando?

Estou! Bagre. Olhe s� isso.

Frutas, salada verde. O melhor para seu retorno.

Voc� nunca grelha. O que houve?

Tive que aprender a me alimentar depois que voc� saiu.

Essa grelha � de Christopher, ele era o Chef aqui.

- M�e, voc� precisa vigiar. - N�o...

N�o se preocupem, ainda consigo salvar.

Viu? Est� perfeito. S� n�o olhem para ele.

V�o em frente, sentem-se. A mesa est� posta.

Estava muito bom, Carol. Obrigado.

- N�o estava ruim, estava? - Estava bom.

Pode-se ensinar novos truques a um c�o velho.

Est� chamando sua m�e de cachorra?

Parei de te chamar de cachorra quando sa� de casa.

Obrigada, eu acho.

- J� fui uma cachorra para voc�? - N�o, m�e.

- Acho que fui uma �tima m�e. - Voc� foi, m�e. Voc� �.

Eu sempre soube te constranger, n�o �?

Tudo bem, vou parar. Mas acredite, Benny,

ele fica vermelhinho quando se irrita.

N�o fico corado, sou mexicano.

Vou levar essas coisas, est� louca para te entrevistar.

Seja gentil, e cuide da sua vida.

Deus, eu amo esse menino. Voc� ama esse menino?

- Ele � �timo. - Sim, ele � �timo.

Estou feliz por ser amigo dele e por ele ter te trazido.

- Sinta-se em casa aqui. - Eu me sinto.

N�o seja t�mido.

Akron, Ohio? Chris te contou que nasceu l�?

E eu nasci e cresci l� tamb�m.

Boas pessoas, educadas.

Voc� parece ser um bom rapaz, Benny.

N�o que n�o h� pessoas legais na Fl�rida.

S� s�o poucas.

Mas o clima? Vale cada um desses imbecis.

Perdoe meu franc�s.

Em espanhol � "pendejo".

"Pendejo"?

- Soa muito legal. - Soa.

Vamos ver o quarto, Benny.

N�o, n�o.

Est� parando a entrevista muito cedo!

V�.

Muito obrigado pelo jantar, Carol.

Acham mesmo que vou deixar voc�s dois a s�s nessa banheira

em uma noite linda como essa?

M�e, por favor.

Preciso disso por conta dos velhos e doloridos ossos.

Benny e eu estamos bem sem voc�.

Est� mais quente que o comum aqui?

Tudo bem, Christopher.

Obrigado, Benny. Um cavalheiro.

Mudar para c� foi a melhor decis�o que fiz,

e digo o porqu�.

Eu n�o podia voltar para o inverno de Ohio.

Benny, vamos ficar �ntimos.

Diga-me algo sobre voc� que ningu�m mais sabe.

- Voc� n�o precisa. - N�o, n�o.

Eu falo.

Se eu conseguir pensar em algo.

Certo. Pode ser bobo?

Bobo � melhor que tr�gico, querido.

Certo.

No meu ensino m�dio,

eu gostava de um colega no futebol.

Isso depois de j� saberem que eu era gay.

� dif�cil esconder uma paix�o quando n�o se revelou ainda,

mas � pior quando j� fez porque todos ficavam esperando

quem Benny iria atr�s.

E voc�s sabem,

muitos achavam que gostava deles e eu n�o estava nem a�.

Eu gostei desse cara, � claro.

O nome dele era Ron.

Tackle direito.

Meio sombrio, mas am�vel e fofo.

Agia como se nem o visse e ficava longe dele,

mas s� porque eu ficava nervoso perto dele.

No dia dos namorados, quando todos mandavam cartinhas,

eu fiz um cart�o de um papel de constru��o

e joguei perto dos arm�rios.

Dizia "eu gosto de voc�". N�o assinei, claro.

E foi o �nico cart�o que ele recebeu.

Ele fez quest�o de mostrar para a escola inteira...

tentando adivinhar que garota tinha feito para ele.

E ele ficou sorrindo pelo resto do dia.

O que me fez feliz tamb�m,

porque eu podia faz�-lo ficar daquele jeito.

Mesmo que s� um pouco.

Nunca disse isso a ningu�m antes.

Isso n�o � bobo. � fofo.

Conseguiu um rom�ntico, Christopher.

- Voc� � doida. - Nunca contou isso � sua m�e?

Deveria contar,

ela adoraria saber isso sobre voc�.

Benny e a m�e dele s�o muito pr�ximos.

Sim. Sou sortudo, meus pais s�o �timos.

O que eles fazem?

Meu pai � advogado

e minha m�e cuida da casa, de mim e minha irm�.

A fam�lia Cruz � a pequena e perfeita

fam�lia do centro-oeste, eu acho.

M�e.

Cruz? Seu sobrenome � Cruz?

Sim.

M�e, v�.

Sua m�e � Lenora Cruz?

- Sim. - M�e! Entre!

Isso foi estranho.

Ela � meio louca �s vezes.

Como ela sabe o nome da minha m�e?

Devo ter dito a ela, com certeza disse.

Est� fumando?

Christopher, desculpe, preciso falar.

- M�e! - Preciso falar com o Benny.

N�o pode nos deixar sozinhos?

Benny, eu estava naquele estacionamento aquele dia

com seu irm�o.

- O qu�? - Benny, vamos sair.

Christopher, preciso falar isso.

Benny. Est�vamos fazendo compras.

Christopher estava l� comigo e eu estava dirigindo.

Eu estava saindo do estacionamento normalmente

e ele s�...

Eu nem o vi.

Seu irm�o.

Ele era t�o pequeno.

Eu juro. Ele era...

Eu n�o o vi.

Foi um acidente.

Espero que saiba disso.

Um terr�vel acidente.

Foi o pior dia da minha vida. Precisa saber disso.

Sei que foi um acidente, sr� Gaines.

Pobre crian�a.

N�o acredito que est� aqui na minha frente.

Acho que vou embora agora.

Benny.

Sinto muito.

Est� tudo bem.

N�o.

N�o, n�o est�.

Eu s�...

Mas que merda.

S� preciso de um minuto.

Sinto como se n�o conseguisse respirar.

O que posso fazer?

Nada, s�rio.

S� me deixe aqui.

D�-me um minuto.

Por que n�o vai tomar um banho?

Sinto muito.

Tome banho primeiro.

Ficarei bem.

Certo.

- S� um segundo. - N�o, n�o.

Espere, � o Benny.

� o Benny.

Oi.

- Oi, m�e. - Oi, querido.

- Est� ocupada? - N�o, n�o, de forma alguma.

Parece que voc� est� malhando ou algo assim.

N�o, n�o.

Na verdade, sa� um pouco para andar.

Como est�, querido? Como � a Fl�rida?

� �timo.

� mesmo?

- Que bom. - S� queria ligar e dizer

que tudo est� indo muito bem.

Voc� est� bem?

Sim, estou.

Certo. Continue se divertindo.

- Obrigada por ligar, beb�. - Obrigado, m�e.

Amo voc�.

Amo voc� tamb�m.

J� tomei, pode ir.

�timo. Obrigado.

- Sinto muito por isso. - Voc� sente muito?

Est� brincando comigo?

Eu sinto muito.

Eu s� nunca ouvi o outro lado da hist�ria.

E acho que liguei e atrapalhei a transa dos meus pais.

Que merda.

Fale comigo.

Por favor.

Voc� lembra daquele dia?

N�o muito.

Eu tinha seis anos.

Lembro que Davey estava l�...

e estava no ch�o.

E lembro dos gritos da minha m�e.

E principalmente do que veio depois.

O funeral. Meu pai me dizendo o que houve

e me dizendo para ser um bom garoto.

E lembro da minha m�e...

minha m�e me tratando de forma diferente.

Por um bom tempo.

E minha m�e.

Isso � loucura.

S� queria ter umas f�rias legais.

Sim. N�s teremos.

Vou tomar banho.

P�s juntos. M�os ao lado do corpo.

Palmas para frente...

e respirem.

M�o direita sobre a cabe�a, alonguem.

Alongamento simples.

Abram o peito. Abram os cora��es.

E respirem. �timo.

Acho que pode alongar um pouco mais aqui, Benny.

- Acho que quero ir para casa. - N�s vamos.

N�o... quis dizer Akron.

- Acabamos de chegar. - Eu odeio querer isso,

mas estou muito desconfort�vel.

Eu n�o sei o que fazer.

N�o posso ficar.

Se formos agora, minha m�e vai ficar p�ssima.

Eu sei, mas eu estou me sentindo p�ssimo.

Era para ser maravilhoso, sabe, n�s dois aqui.

Vamos embora � tarde.

Obrigado.

Como eu te falei, Benny logo tem v�rias provas

e est� come�ando a ficar preocupado.

Ent�o, acho melhor lev�-lo de volta.

- Eu entendo. - Muito obrigado, sr� Welling.

Carol. Por nada.

Espero que volte aqui em breve.

Ser� sempre bem recebido.

- Obrigado. - Tchau.

- Vou falar com ela, rapidinho. - Sim, claro.

Voc� sabe que n�o estamos indo por causa das provas.

- � por sua causa. - O que voc� est� falando?

- Voc� tinha que dizer para ele? - Christopher.

Te disse v�rias vezes para parar de falar.

- Querido. - Voc� sempre tagarelando.

- Eu tinha que contar. - Por qu�? Voc� nem o conhece!

Quem disse que isso cabe a voc�?

Voc� sempre estraga tudo!

N�s ter�amos umas f�rias �timas

como um casal, e v�rias outras coisas

e voc� arruinou tudo.

Assim como voc� fez com meu pai.

O passado n�o some, simplesmente.

- Tem que lidar com isso mesmo. - Eu sei, m�e...

Mas quem disse que voc� decide isso?

Eu estava feliz. Muito feliz.

Voc� n�o me deixa ser feliz.

Que droga.

Acho que j� vou.

- Benny. - Deixe-me perguntar algo...

Voc� sabia, n�o sabia?

Sabia sobre Davey, e me levou mesmo assim.

Eu n�o sabia at� o dia em que partimos.

Ent�o j� era tarde demais.

Voc� sabia que sua m�e matou meu irm�o

e me deixou ir at� l� como se nada tivesse acontecido.

S� queria que as f�rias fossem boas.

Por que voc� faria isso comigo?

Eu n�o sabia o que fazer. Desculpe-me.

Acho que quero dar um tempo de voc�.

- N�o quero mais sair com voc�. - Benny...

N�o.

Sim.

Sinto muito mesmo.

- Quem volta antes das f�rias? - Julie, n�o.

- Diga-me, o que houve? - Nada.

N�o est� mais com o Christopher? Ele fez algo?

N�o, ele est� bem.

S� n�o combinamos mais, ent�o por que insistir?

Acho que voc�s s�o �timos. E voc� gosta dele de verdade.

- N�s somos muito diferentes. - E da�?

Podemos n�o falar disso, por favor?

- O que houve? - Julie, por favor.

Desculpe. N�o posso me preocupar com voc�?

Preocupe-se em sil�ncio, por favor.

Queria ficar perto de voc� para me animar.

Est� bem.

O tempo estava feio, ou algo assim?

N�o quero falar disso.

Bem, se eu estivesse na praia, nunca ia querer voltar.

- Becca! - Tanto faz.

- Benny, posso entrar? - Claro, m�e. O que foi?

N�s temos que conversar.

Seja o que for, est� te consumindo.

Odeio te ver desse jeito.

- O que aconteceu na Fl�rida? - N�o aconteceu nada l�.

Voc� n�o pode ficar carregando isso com voc�.

- S� n�o deu certo. - Como?

- Preciso estudar. - N�o, Benny.

Voc� vai parar um minuto e me contar.

Voc� estava t�o feliz quando saiu.

O que aconteceu com Christopher? O que ele fez?

Ele n�o fez nada. S� n�o deu certo.

M�e... confie em mim,

- n�o vai querer saber. - Eu quero.

Pode me contar.

- Ele te machucou? - M�e, n�o.

Ent�o o que �?

- Mam�e... - Querido...

N�o � o Christopher.

� a m�e dele.

O nome da m�e dele...

� Carol Welling.

Mas antes,

quando era casada...

era Carol Gaines, e ela morava aqui.

M�e, eu n�o queria te contar.

M�e...

N�o consigo.

N�o, n�o, m�e.

M�e, eles se mudaram para Jacksonville depois...

Por isso veio embora?

Eu precisei.

Eu acho que tomou a decis�o certa.

Amor, o que foi?

Lenora, o que aconteceu? O que foi, amor?

- Benny... me contou... - Ele est� bem?

Christopher...

Christopher...

� Christopher Gaines.

Christopher Gaines, filho de Carol Gaines.

Como � poss�vel?

Foi por isso que ele...

Agora, toda vez que eu vir Christopher...

N�o consigo.

Pararam de se encontrar? Benny terminou com ele?

- Isso � errado? - N�o, claro que n�o.

E a�?

Oi.

Bom dia.

- Oi? - Ol�.

Julie disse que estaria em aula at� as 16h.

T�pico.

Queria te dar isto.

SAUDADE

Sinto saudade, Benny.

Christopher, por que n�o me contou?

Por que me deixou ir at� a Fl�rida?

- N�o sabia o que fazer. - Deveria ter me contado.

- Deveria ter tido empatia. - Eu sei.

Achei que tudo ficaria bem. Que se contasse, me deixaria.

- N�o queria te perder. - Mas me perdeu.

Eu te perdi mesmo assim.

Desculpe-me.

Sinto falta de n�s dois.

Tamb�m sinto falta de n�s dois. Odeio isso.

- Benny j� chegou? - Est� vindo, tenho certeza.

L� est� ele.

Minha nossa.

- Por que ele o trouxe? - N�o sei, amor.

Estamos aqui pela Becca. Conversamos com ele depois.

Tia Abby! Tia Martha! Entrem aqui!

- Iremos em um minuto, querido. - N�o, venham agora!

O que, querido? Cad� Elaine?

Prometeu que ningu�m entraria comigo fora!

Minha nossa...

Jonathan acabou de entrar...

- N�o falo de Jonathan. - Dr. Einstein estava junto...

Tamb�m n�o falo de Einstein. Quem est� a�?

- N�s contamos, � o sr. Hoskins. - N�o � o sr. Hoskins.

Bem...

- Quem seria este? - Ent�o nunca o viu antes?

Tenho certeza. � uma �tima recep��o.

Agora qualquer um acha que pode entrar nesta casa.

- Oi, m�e, pai. - Ol�.

Oi, sr. e sr� Cruz. � bom v�-los de novo.

Voc� tamb�m.

- Becca mandou muito bem. - Mandou mesmo.

Meu Deus, ela estava hil�ria. N�o acha, m�e?

Estou muito orgulhosa dela.

Aqui est� nossa estrela. Venha aqui!

- Incr�vel, estou t�o orgulhoso! - Obrigada.

- Fiquei feliz por voc� vir. - Claro, estava incr�vel.

- Voc� tamb�m. - Claro, foi um prazer.

- Acho que vai ser uma estrela. - Obrigada.

- Esperaremos no carro, querida. - Tudo bem.

Conversamos em casa.

- Oi, pai. - Filho, tem um minuto?

Tenho.

- A noite n�o foi boa. - Achei Becca maravilhosa.

Sente-se.

Deixou sua m�e e eu chateados essa noite.

Sinto muito por se sentirem assim.

Talvez devesse dar um tempo com o Christopher.

Por qu�?

Achamos que ele n�o � o melhor para voc�.

N�o escolhemos por quem nos apaixonamos.

Na verdade, escolhemos. � o que adultos fazem.

N�o escolhem s� com o cora��o, mas com a mente.

E n�o escolhem s� para eles, mas pelos que os amam.

Isso � idiota.

Isso � idiota, eu tentei terminar com ele.

Fiquei longe dele e me senti muito e muito triste.

Ben, eu sei que d�i.

- Vai passar. - N�o vai!

Benny, n�s te amamos muito.

S� queremos o melhor para voc�.

E esperamos que escolha o que � melhor para n�s.

J� se divertiu com ele.

Voc� sabe que ama sua m�e.

- Como sabe que ama Christopher? - Eu sei, pai, eu sei.

Benny.

Por que n�o posso ter o que quero?

Por que n�o podem ficar felizes por mim?

N�o fiz tudo certo esses anos todos?

- Quando fodi as coisas? - Benny, olhe essa boca.

- Ou o qu�? - Espere para ver.

Isso, pai, veremos.

Ben!

- Oi. - Ol�, o que foi?

- Posso ficar aqui? - Pode, claro.

- Lembra-se do Tucker. - Oi, Tucker.

Nem vai nos notar.

- O que aconteceu? - O que acha? Meus pais.

N�o querem que eu fique com voc�.

N�o querem que eu viva a minha vida.

Deveria atender.

N�o estou com vontade.

Vou deixar se preocuparem um pouco.

- Vou te arrumar um espa�o. - Legal!

� praticamente isto...

Caramba!

O qu�? Alguns estudam de verdade na faculdade.

Babaca!

- Cad� o Benny? - N�o voltou � noite.

Isso eu sei. Onde ele est�?

N�o sei, filha. Por que n�o liga e pergunta?

Nossa.

- O que quer eu diga? - Nada, eu acho.

Oi, Becca, como vai?

Becca, est� tudo bem.

S� n�o posso ficar em casa agora.

Becca, est� tudo bem, n�o chore.

Isso vai acabar logo. Prometo ir para casa em breve, maninha.

Mas tenho que desligar agora. Vai ficar tudo bem.

Prometa que n�o vai chorar mais, certo?

Certo, �timo.

Tchau, Becca.

Tamb�m te amo, maninha.

Benny...

Benny...

Pode ficar aqui o tempo que quiser.

Voc� sabe disso, n�o �?

Mas n�o pode ficar evitando sua fam�lia.

Voc�s t�m que se acertar.

- Est� me expulsando? - Claro que n�o.

Que bom. Porque minha m�e nunca vai aceitar.

Voc� n�o sabe.

Mas eu sei sim.

Sua m�e n�o vai aceitar enquanto estiver evitando-a.

- Precisa falar. - Esquece.

- Apenas converse. - Eu disse para esquecer isso!

Voc� quer que eu saia? �timo, vou sair!

N�o quero falar com minha m�e e nem com voc�!

Quero que todo mundo me deixe em paz.

Ol�.

- Pensei ter escutado algu�m. - Oi.

Veio assaltar a geladeira?

Estava com fome.

� bom te ver.

V� em frente, fa�a seu sandu�che.

Ent�o, uma prova a menos...

C�lculo.

Acho que fui muito bem.

Que bom, fico feliz.

Eu sabia fazer tudo. Estudei bem, imagino.

Sim, voc� sempre estuda.

Bem, voc� sabe onde estou ficando.

Com o Christopher.

Benny...

Ele n�o teve nada a ver, m�e.

N�o sei o que quer de mim.

N�o sei o que voc� quer que eu te diga.

Nunca falamos sobre isso antes...

Eu e voc�.

Ele � um cara legal.

Ele n�o se lembra.

Eu mesmo n�o me lembro.

Por que isso importa? Foi h� muito tempo, m�e.

H� muito tempo? Ainda est� acontecendo.

Est� acontecendo bem agora!

Vai acontecer. Aquele dia � hoje.

N�o sei como posso ser mais clara.

Tem sido tudo um longo, terr�vel dia.

N�o quero que se sinta assim, que fique triste.

Christopher estava l� naquele dia.

Consigo v�-lo, consigo ver voc�.

E consigo ver Davey. � demais, Benny.

Ele est� na minha vida agora.

Eu estou aqui agora!

N�o posso fazer voc� entender.

Acho que nenhum de n�s nunca vai entender o outro.

Benny!

Benny! Pare!

Benny!

Benny, pare!

Pegue seu sandu�che.

N�o quero nada de voc�!

Benny.

Perd�o.

Voc� me assustou.

Est� bem?

Estou.

Veja quem est� aqui.

Oi, Benny. Sei que n�o esperava me ver.

Christopher me contou o que ocorreu,

voc� ficar aqui e tudo mais.

Eu quero consertar as coisas.

Disse para ela n�o vir.

N�o poderia deixar de vir. E voc� sumindo noite passada?

Ela quer encontrar sua m�e.

- Por Deus... - � importante conversarmos.

N�o pode consertar tudo o tempo todo.

Voc� n�o � uma guru espiritual.

Preciso v�-la.

- Ela n�o vai querer falar. - Podemos resolver isso.

Eu disse para voc� n�o vir.

Voc�s merecem uma chance.

E eu me sinto respons�vel.

N�o � justo para nenhum dos dois.

Benny, quero duas coisas de voc�.

O endere�o da sua casa.

E o endere�o do seu...

do lugar de descanso do seu irm�o.

- Oi. - Ol�.

Lenora...

Desculpe vir aqui, mas eu precisava.

- O que... - Eu pensei muito a respeito...

e precisei vir aqui.

- Voc� n�o tem o direito... - Por favor. S� um momento.

Visitei o t�mulo dele antes de vir aqui.

Vi o vaso de flores.

Quero que saiba que eu sinto muito...

Sinto muito mesmo.

N�o h� um dia sequer em que n�o pense naquele dia.

O �nico jeito que encontrei para superar foi me lembrar.

Foi dizer a mim mesma que foi um acidente.

Um acidente tr�gico.

E ent�o eu conheci Benny, seu filho.

Ele � maravilhoso.

N�o sei por qu�, mas ele e meu filho s�o amigos.

Eu vejo que eles t�m algo especial.

Voc� v�?

Perdoe-me.

Por favor, perdoe-me.

Benny � especial.

E Christopher parece ser um rapaz muito bom.

Mas voc� precisa ir embora.

Eu vou, se voc� quiser.

S� queria que soubesse que eu sinto muito.

Agora eu j� sei.

Sim.

Obrigada, Lenora.

N�o vim at� aqui por mim.

Nem por voc�.

Vim pelos nossos filhos.

Quem era, amor?

A m�e de Christopher.

O que ela queria?

Ele veio me pedir para perdo�-la.

� mesmo?

Voc� est� bem?

Estou.

O que disse a ela?

N�o sei.

Pedi para ela ir embora.

Ela tem sorte por eu t�-la ouvido.

Amor, voc� se lembra do que me disse...

quando perdemos Davey?

Lembra?

Eu achava que n�o ia aguentar mais.

A tristeza, o distanciamento de voc�.

A saudade de Davey.

Eu queria ir embora e voc� disse:

"Seja mais forte."

Voc� sabia que eu era mais forte do que eu achava.

Amor, preciso que voc� seja mais forte.

- N�o quero. - Mas voc� tem que ser.

Eu vou ajudar voc�.

Voc� tem que ser.

Benny ama Christopher.

Mesmo que s� por enquanto...

temos que cuidar disso agora.

Sei que parece loucura, mas n�o vejo mais nosso garoto.

Ele n�o � mais garoto, amor, ele cresceu.

Se eu perder Benny...

ser� como perder Davey de novo. � isso que eu sinto.

Preciso que seja mais forte.

Oi, m�e.

- Oi, Benny. - O que foi?

Benny, venha para casa.

Acho que n�o, m�e.

Queremos que venha para casa, estamos com saudades.

N�o � uma fam�lia sem voc�.

N�o sei...

Queremos jantar com Christopher.

Espere.

Ela quer que voc� jante l�.

Diga que eu vou.

Est� bem.

�timo!

Fico muito feliz.

Conseguem chegar aqui at� as 19h?

- Sim. - Que bom.

Ent�o nos vemos �s 19h.

Benny, eu amo voc�.

Certo.

� bom.

Bom... O jantar � �s 19h.

- Oi, meninos! - Oi, m�e.

Oi, garotos!

- Obrigada por virem. - Claro.

Espero que estejam com muita fome

porque preparamos uma refei��o enorme.

Sim, tem muita comida aqui.

Obrigado, sr� Cruz.

De nada, Christopher.

- Sentem-se! - Sente-se aqui, Christopher.

- Ao seu lado, Becca? - Talvez.

Obrigado, adoraria sentar ao seu lado.

Vamos logo jantar, estou com fome!

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