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AINDA SER�S MINHA
"02 de outubro de 1941,
83 dias antes do Natal
e 65 dias antes de Pearl Harbor".
- Bum, bum, bum! - Brincam de bombardeios?
- N�o, de cowboys e �ndios - Ent�o grite: bang, bang, bang!
Brinquem l� em cima, crian�as Vamos, r�pido.
Bang, bang, bang!
Bom trabalho, Winifred. Est�o vivos e saltando.
Saltando, exatamente. N�o param de irritar.
Fico feliz que as crian�as est�o seguras aqui.
Seguras, por enquanto.
Me assusta, diga como ser� quando bombardearem Omaha.
N�o ser� nada agrad�vel, J�nior.
Seis meses. � uma longa aus�ncia.
Tr�s anos � mais.
Vou ficar feliz em v�-la.
A Est�tua da Liberdade? Acabamos de passar.
N�o, falo da minha outra namorada.
- Disse "outra namorada"? - Sim, se chama Paula.
Uma grande garota, antes da minha viagem nos viamos muito.
Paula? N�o tinha me falado dela.
- Tenho que te contar tudo? - N�o seria m� id�ia.
- Conhe�o ela? - � melhor n�o conhecer.
- Quero me casar com ela. - N�o brinca.
Exatamente, n�o brinco.
Acha que desta vez � s�rio, heim?
- E ela tamb�m? - Pelas cartas diria que sim.
- N�o estava tudo esclarecido? - Tudo n�o.
Mas nestes seis meses acabei de decidir.
Se levou seis meses para decidir,
n�o vai funcionar.
O que voc� sabe?
Nada lhe dura muito, nem a crise dos sete anos.
Talvez, mas quando conhecer finalmente a garota,
saberei no ato e voc� tamb�m.
Talvez eu seja lento, mas seguro. Muito seguro.
Os caras como n�s n�o levam nada a s�rio.
Aproveitam as oportunidades e depois v�o embora.
Um correspondente de guerra n�o deveria se casar.
- Est� me convencendo. - E ser� mais barato.
Poderia te custar um div�rcio descobrir o mesmo.
- Johnny! Kirk! - Ol�, querida.
- Ol�, Coultie. - Johnny, por Deus!
Como est� a minha deusa?
Avisa o nosso editor, vamos v�-lo agora.
Johnny, o Sr. Stafford est� muito irritado com voc�.
Irritado, heim?
"A postura da delega��o japonesa em Washington
descartar a possibilidade de guerra com o Jap�o".
"Fontes bem informadas asseguram que existe
um acordo n�o-oficial para garantir a paz".
Em Foco, 8 colunas e titular da manchete.
Davis, quero ouvir a sua vers�o. Por que voc� e seu irm�o
foram expulsos da Alemanha?
� f�cil, por procurar a verdade.
E escrever.
S�o como aqueles malucos que acham que iremos para a guerra.
Como solteironas procurando ladr�es debaixo da cama.
N�o � debaixo onde deve procurar �ltimamente.
Est�o em cima da cama.
N�o seguiram minhas instru��es.
Investigaram assuntos que ofendiam pa�ses neutros.
E voc� mutilou a ess�ncia das nossas reportagens.
N�o podemos publicar rumores de guerra, esc�ria alarmista.
Mande o Charlie entrar, j� pode me fazer a massagem.
Para voc� � a esc�ria, para mim � a verdade.
Um jornal s� justifica a sua exist�ncia publicando a verdade,
n�o conseguindo mais an�ncios.
Nossa esclusica � uma bomba e publicaremos.
O Chronicle n�o � o �nico jornal da cidade.
Mande o acerto pelo correio.
Espere.
- Quero ver esta obra-prima. - N�o vai gostar.
Paguei por ela, deixe-me ver.
- Bem, os irm�os Davis! - Ol�, Charlie, velho amigo.
Te cumprimenta, Charlie, quanto tempo sem nos ver.
- Como encontraram Berlim? - Estritamente pelo cheiro.
Mais dinamite.
Temos um contrato de exclusividade.
Se tentar publicar isso, tiro voc� da profiss�o.
Sua hist�ria n�o ser� publicada.
Isto abrir� a p�gina do Chronicle de hoje.
Seguro, sensato e s�lido.
"Edi��o da tarde".
Tem que escolher a not�cia para o homem m�dio
com tanto cuidado como sua comida, ou ainda mais.
Pena que n�o engorda com o que voc� lhe oferece.
Conhe�o o meu neg�cio e sei o que altera o cidad�o m�dio.
- Tudo pronto, Sr. Stafford. - Um momento, chefe.
J� olhou bem para o Charlie?
N�o. O que foi?
Nada, � o cidad�o m�dio.
Voc� fala muito dele. Veja bem.
Por qu�?
Contamos esta hist�ria e vejamos se salta
e se cai em algum lugar inconveniente.
Certo, Davis. Te darei uma li��o pr�tica.
Charlie, aproxime-se.
Vejamos a opini�o do seu bom senso.
Darei a m�xima vantagem ao seu lado: voc� l�.
Charlie,
fazeremos uma pesquisa de um s� entrevistado.
Voc� � uma cobaia humana.
Aposto que aprovar� a minha tese.
Ou�a atentamente e fique de olho.
Espera, chefe.
Aproxime-se, Charlie. Fique aqui.
Voc� tamb�m, Junior.
Queremos ouvir at� a �ltima palavra.
Em frente, chefe.
"Por Johnny e Kirk Davis, ex-correspondentes em Berlim."
"Esta informa��o foi obtida da embaixada japonesa,
em estranhas circunst�ncias."
Casualmente conhe�o essas estranhas circunst�ncias.
Algu�m colocou soniferos para o c�nsul japon�s
num copo de saqu�.
"O Oceano Pac�fico n�o � t�o grande como parece,
se tentar atravessar de canoa."
"No quartel general japon�s,
que se mudou de T�quio para Berlim."
Insinua que esses dois arianos agem juntos?
"Est�o planejando esfaquear os Estados Unidos pelas costas,
enquanto d�o tapinhas no ombro."
"Ningu�m pode prever onde golpear�o,
mas as manobras navais e de tropas,
embora evidentemente destinadas a submeter a China,
t�m como real objetivo os Estados Unidos".
Veja. Espera realmente que publique algo assim?
- N�o seria bom? - Aonde chefe?
Sabe onde gostaria de ver, queria que publicasse
na 1� pagina, em 8 colunas e como manchete.
Obrigado, tentou ser justo.
Charlie, pelo que acaba de ouvir, o que acha
que os EUA deveriam fazer?
Acho que deviamos acordar e ir lutar.
V� como reage o homem m�dio? Quer lutar.
O que h� de errado? Ou lutamos ou vamos afundar.
H� formas de evitar a luta.
� o homem m�dio quem deve se preocupar.
Sou jornalista, n�o psic�logo.
Talvez possa evitar o corpo a corpo.
Come�a a ver a raz�o?
- Possivelmente. - Eu duvido.
Caras como voc�s n�o aprendem, distorcem tudo.
Est� cheio de equ�vocos sobre o povo.
O povo.
N�o v� que o povo simples � essencialmente simples?
Chefe, n�o deviam estar compondo esta grava��o?
Um momento. Chama a Sra. Coulter.
Certo, chefe.
- Sim, Sr. Stafford? - Venha, querida.
- O que voc� diz. - Oxal� falasse s�rio.
Seria o seu melhor trabalho se n�o perdesse a cabe�a.
Vou tentar a partir de agora.
- Sim, Sr. Stafford? - Sra. Coulter.
Prossiga com isso, paramos a edi��o.
N�o � hora de lerdeza, isso � para a posteridade.
N�o quero ser lembrado, mas que saibam que estou aqui.
A lista de despesas, chefe. Eu moderei o m�ximo.
Bem.
Comprou um globo de observa��o?
Era antigo, do per�odo persa.
Vou descer para ver os rapazes.
N�o atrapalhe, t�m que imprimir um jornal.
Resposta, sim?
- Gabinete do Dalai Lama. - O qu�? Quem �?
Johnny Davis, lembra?
Como vai Pearceley?
Diga ao chefe que ouvi sua grava��o. O que fa�o?
Pergunta o que fazer com o artigo.
Como o artigo? Imprima.
O chefe disse: "Com o artigo? Imprima".
O qu�?
Que o inclua na edi��o da tarde ou ser� despedido.
Inclua na edi��o da tarde ou ser� despedido.
Certo, mas � uma volta na nossa pol�tica editorial.
A chefe nunca publicou. . .
O que � isso?
O que est� acontecendo? O que o Pearceley dizia?
O que h� nesta grava��o?
Est� louco?
Cale-se e ou�a: a minha reportagem est� na outra grava��o.
� a verdade e pertence ao povo como voc�. Me ap�ia?
At� o final. Ou n�o sou do povo simples?
Vamos, antes que a secret�ria entre.
Al�? Sr. Stafford. . .
O Sr. Stafford ligou?
N�o. Est�o lhe torturando.
Se continuar assim, vai explodir. Muito gordo para a luta livre.
- S� mais 5 minutos. - Se soltarmos, sair� e. . .
N�o creio que vai muito longe,
depois da aula pr�tica que lhe darei.
Chefe, voc� � conciliador e sempre ter� a perder.
Creio que salvar� o que deseja dando o que n�o necessita.
Primeiro d� o seu terno.
Isto � Reden��o.
Depois d� os seus sapatos.
Um � da �ustria e o outro
Tchecoslov�quia.
Depois as meias, que s�o da Espanha.
Depois a camisa, que � da Pol�nia.
E suas cuecas? Esta � da Fran�a.
Acertou em cheio, Charlie.
Agora, o Sr. Conciliador s� pode fazer uma coisa:
Tirar tudo o que resta, a toalha.
J� pode solt�-lo, Charlie.
Maldito. . .
Condenado Davis. . .
Cuidado, avisar� algu�m.
N�o mais.
Isto � sabotagem.
Chamar� a Sra. Coulter.
N�o creio que fa�a uma senhora entrar. Certo, chefe?
Charlie, assim acabam todos os conciliadores:
Despojados e ao ar livre.
- Extra, leia a grande not�cia! - Ouvi soar a manchete?
Ol�, chefe.
Eu ou�o.
- Aqui, Johnny. Rec�m-impresso. - Bom trabalho, garoto.
"Jap�o conspira no Pac�fico." O que acha?
� o que o chefe precisa para entrar no calor. Toma.
Algum dia me agradecer�. Vamos, Charlie.
O meu chap�u.
- Os gastos, no caixa. - N�o, minha garota me espera.
Se n�o aguenta mais meia hora, acaba muito em breve.
- Estou atrasado. - Vamos.
Te vejo na casa da Eve e Willie, pega a sua mala.
- O Sr. Stafford quer ver voc�. - N�o me ligou.
Logo chamar� todos aos gritos.
Vamos, Charlie.
N�o voltar� a trabalhar num jornal.
Te colocarei na lista negra.
Fa�a alguma coisa, traga umas cal�as.
Willie.
- O que voc� acha? - Est�o bem.
Claro, no seu cartaz.
N�o critique, nos mant�m durante anos.
Demais. Outras mulheres se preocupam com o queixo duplo,
mas eu sofro porque meus joelhos n�o aguentam.
- H� algu�m? - � o Johnny!
Ele mesmo.
- Estou de volta. - Ah, querido. . .
- Por que n�o nos avisou? - Sim, teriamos saido.
- O que acontece no mundo? - Est� contando seus segredos.
Para mais informa��es, leia o meu artigo no Chronicle de hoje.
- Onde est� o Kirk? - J� vem.
Finalmente em casa. . .
E voc�s, o qu�?
Continuo vendendo meias, gra�as �s pernas de Eve.
Eu disse, Willie as pernas n�o d�o dinheiro.
Desenha uma tira c�mica.
N�o pare�o muito engra�ada?
Onde est� o meu cinzeiro?
- Aqui. - N�o mudou de lugar.
Ou�a cordeirinho, est� ausente h� tr�s anos.
- Limpei algumas vezes. - Quando? No primeiro m�s?
Pare de ser o valent�o do bairro.
- Minha cama tem len��is? - Sim e n�o.
O que significa sim e n�o? Parece um diplomata.
Tento ser. Aluguei o quarto.
- O qu�? - Afinal Johnny. . .
Quando voltar, encontrar� sua mala na porta.
� uma garota e gosta de ficar sozinha.
- � isolacionista? - N�o pode subir.
O safado me faz o favor de sair do meu quarto?
Seu quarto? Eu comprei a banheira que voc� suja.
- Ir� embora? - N�o sem resist�ncia.
Ent�o passe-me o vestido, por favor.
Assim poderei expuls�-lo, Sr. Davis.
Posso saber o seu nome completo?
Para qu�? Me chame de "baby", ser� o mesmo.
Me atrevo a dizer que isso � uma guerra de nervos.
Voc� � muito atrevido, amigo.
N�o poderiamos ser algo mais que amigos?
J� somos.
Mas ainda n�o confia em mim.
Agora eu confio.
Sem pressa, a maioria dos acidentes acontecem no banheiro.
Aparentemente, acha que sabe muito de mim.
O suficiente. Se eu escrever, voc� poderia me processar.
Sim? Voc� � muito bonita?
Seria mais divertido adivinhar.
Certo, reconstruirei o corpo desaparecido
com as evid�ncias dispon�veis.
Para come�ar,
o corpo n�o � ruim.
Quente, quente. . .
O calor ainda pode subir alguns graus.
Voc� tem menos de 25 anos e um rosto bonito.
� essencial para usar este chap�u.
Quanto � cor do cabelo,
sim, voc� � uma loira linda.
Fique longe da fechadura!
Sim, uma bela loira.
Olhos azuis, pele clara, dentes perfeitos. . .
Se n�o olha pela fechadura, como sabe a minha apar�ncia?
O que mais queria, gracinha.
Mas parece que voc� se gosta muito, certo?
Aqui tem um espelho, lembra?
Olha, "Narcisa" pelas pistas voc� poderia ser uma bruxa velha
macabra, tingida, masculina, vesga,
pele enrugada, zambeta e com mau gosto para chap�us.
Mas n�o � assim, amigo, certo?
N�o �.
Claro que nos conhecemos.
Aposto o que quiser. Fico feliz em ver voc� de novo.
- N�o finja que se lembra de mim. - O qu�?
Como eu poderia esquecer?
N�o voltar� a fazer.
- Como est� o Kirk? - Conhece o Kirk tamb�m?
Eu come�ava como jornalista quando levou seu irm�ozinho
nos escrit�rios do Chronicle antes de irem para a Europa.
Sim, agora me lembro. Voc� era aquela loira.
Ent�o era ruiva.
O Kirk ainda leva seus recados?
Por qu�?
Tinha que envi�-lo com uma nota pedindo uma entrevista.
Ah, claro. Que noite tivemos!
E como dan�a conga!
Naquele ano dan�ava rumba. Mas d� no mesmo, n�o dan�amos.
- N�o? - N�o.
Mas aquele jantar foi espl�ndido, me custou 5 d�lares.
Nem um sandu�che de presunto.
- N�o? - N�o.
Agora me lembro, eu estava de regime.
N�o combina.
J� usou "Sweet Surrender"?
�ltimamente, n�o.
N�o dan�amos, nem bebemos, nem jantamos.
Algo tivemos que fazer. Ou foi algo imagin�rio?
Foi tudo imagin�rio, n�o veio para a entrevista.
Um descuido que deve ser corrigido.
Um ano destes. V�, senhor.
Devia patente�-lo.
Eu vou, mas devo adicionar melhoras.
Eu sugiro algumas.
Aprenderei logo se me guiar.
Ei, voc�s. Algu�m quer v�-los.
- Est�o nos chamando. - Eu n�o ou�o nada.
Eu sim.
Obrigada por me mandar aquele broche.
Querido Kirk, est� muito bonito.
E voc� est� para comer, o que n�o � m� id�ia.
Eve, n�o disse que o Kirk havia chegado.
Ver para crer, querida.
Eve, vamos acabar este an�ncio de meias.
Volto ao meu pedestal.
Ol�, Johnny. Vejo que j� conhece a Paula.
- Sim. - � como a descrevi?
� ainda mais.
- Fez uma boa viagem, Kirk? - A �nica coisa boa foi chegar.
Espero que se conhe�am.
Morro de impaci�ncia, gostaria de conhec�-la melhor.
Conhec�-la � am�-la.
N�o me surpreenderia nada.
Eve, n�o se surpreendeu ver o Kirk? Eu sim.
Nada que os irm�os Davis fazem me surpreende.
Se importa se ocupamos o seu sof�, Johnny?
N�o, enquanto n�o saltarem. As molas n�o est�o boas.
Ter� que achar outra caverna, n�o podemos viver com a Paula.
N�o?
O que voc� acha, Paula?
Tr�s � multid�o.
Seremos apenas dois, querida.
Levarei a nossa bagagem ao Great Northern.
N�o vou contradiz�-lo, Junior.
E se jantarmos?
Pensava sair?
Devo terminar isso.
E n�o pode fazer sem eu.
Tenho que preparar uma reportagem.
- Nos veremos aqui �s nove. - Tudo bem.
Vou vestir algo mais confort�vel.
At� logo.
- O que voc� acha? - At� aqui tudo bem.
- N�o me disse que morava aqui. - N�o me deu chance.
Johnny, hoje me fez um favor.
O jornalismo e o casamento n�o se d�o bem.
Espero que a sua dama n�o fique muito decepcionada.
O que abandono � o jornalismo.
Se a Paula n�o se importar, ser� a nossa dama de honra.
- Ou�o sinos de casamento? - Sim, o que foi?
N�o conhe�o outra garota igual, Johnny.
Sincera, fiel, direita. . . Voc� vai descobrir.
Talvez j� saiba.
Junior, voc� � correspondente de guerra,
e tem guerra, lembra? N�o pode se retirar.
Sim, eu posso. J� tenho um trabalho me esperando.
Sim?
Johnny, nem todos s�o como voc�.
Preferiria ser jornalista a ser Shakespeare.
Shakespeare era jornalista.
Conseguiu uma exclusiva da Rainha Elizabeth. Isso tem que fazer
com as mulheres, se adiantar a elas, mas longe do altar.
Desculpa, Johnny. � o que quero fazer.
Mesmo que algu�m queira passar dez anos na cama, n�o pode.
- A hist�ria n�o deixa. - A mim deixar�.
Talvez sim, mas eu n�o.
J� nos veremos, amigos.
Deveriamos fazer algo para comemorar o reencontro.
- Mate o bezerro, ou algo assim. - N�o olhe para mim.
Engordei um pouco, mas nem tanto.
Trouxemos presentes, esperem desfazer a bagagem.
N�o espero muito, apenas um par pulseiras de diamantes.
� um grande rapaz, apenas tenta te imitar.
N�o ouve o seu cora��o bater acelerado l� em cima?
N�o espere que uma linotipia lhe atraia mais que essa garota.
Relaxe e deixa a natureza seguir o seu curso.
Cuido do Junior desde que usava cal�a curta.
N�o me importa o que faz nos fins de semana,
mas me importo com o resto da sua vida.
- Johnny, n�o pode. . . - Esque�a. Ele � problema meu.
O J�nior � respons�vel por si pr�prio, aceite de uma vez.
Claro, mas eu sempre o ajudo com os deveres.
Sou um lince com as divis�es,
especialmente quando os termos s�o incompat�veis.
Estou indo, devo informar de um inc�ndio com vis�o feminina.
H� anos n�o vejo um inc�ndio,
especialmente com vis�o feminina.
Diga ao Kirk que a casa do Papai Noel est� em chamas.
O que acha disso?
O mesmo que ter mais 10 kg abaixo da cintura.
- Me pergunto o que pretende. - E o que ela pretende?
Sabe de uma coisa?
Aposto que n�o h� nenhum inc�ndio.
Haver� quando eles chegarem.
J� te disse, tenho coisas para fazer.
Sim, comigo. E uma � comer na casa da Mam�e Lugovska.
N�o sabe o que � viver at� provar sua borsch.
E quando provar, nunca mais ser� a mesma.
Receio que sim.
Certo, traga sua borsch.
Johnny! Bem-vindo, de cora��o.
Ol�, Dorloff. E o urso russo?
Em p�, como um homem. L� os jornais.
Ol�, Anatole.
� professor e astr�logo, previu a queda da bolsa.
- Tinha que ganhar milh�es. - N�o, algu�m o dissuadiu.
Perdeu at� a camisa.
- Mam�ezinha! - Johnny!
� maravilhoso, feliz em v�-lo.
- Me foi fiel? - Fiel a voc�?
� muito travesso.
N�o h� garotos travessos, mas com problemas hormonais.
- Lhe apresento Paula Lane. - Muito prazer.
- Ol�. - Sempre com uma garota bonita.
Leve as bebidas ao reservado.
Johnny, desculpa, sinto muito. Mas est� ocupado.
Pensei que era a primeira op��o daquela sala.
Qual � a diferen�a entre um assento e outro?
A mesma que entre democratas e republicanos.
Como nos velhos tempos. A mesa do canto.
Tem gente jantando no reservado,
mas n�o podem ficar a noite toda.
N�o subestime os seus clientes.
O de sempre?
- E para voc�? - O que ele beber.
Isso � bom, mas n�o concorde sempre com ele.
Dorloff.
Por favor, sirva dois "Johnny especial".
Bem, o que e com quem
passou esses anos perdidos?
- Perdidos? - Sim, por n�o me conhecer.
Vamos, fale de voc�.
Escrevo esporadicamente artigos para recheio
sobre inc�ndios, moda e convoca��es pol�ticas.
Esforce-se e triunfar�. Rumo ao alto.
Por hora n�o muito alto, mas continuo me esfor�ando.
Johnny.
Obrigado, amigo.
Dorloff, veja se pode tirar aquela gente do meu reservado.
Farei o que posso.
N�o me leva a s�rio, certo?
Como jornalista? N�o.
Stafford, sim.
Possivelmente me mande para o Oriente.
Para informar sobre os bichos da seda?
Como correspondente feminino na Indochina.
N�o me venha com sua superioridade machista.
Eu consegui o furo sobre a demiss�o do embaixador Zirkle.
Voc� escreveu aquele artigo? Como voc� soube?
N�o diga: olhou para ele com ternura e cruzou as pernas.
Bem, dan�amos um pouco. . .
Pela primeira vez, entendo a pol�tica do embaixador.
Bom saber.
N�o merece que a subestimem.
Johnny, eu. . .
Talvez lhe interessa saber
que o fim do mundo se aproxima.
S� se vai ser esta noite.
Segundo as estrelas, ser� em 7 de abril
de 1987,
�s 5:00hs.
Hor�rio de ver�o?
Isso nos deixa uma margem, 45 anos e meio.
Como as coisas v�o, n�o nos sobra um minuto.
Desculpa, professor.
Me surpreendeu em pleno transe.
Desculpa, n�o tinha visto que estava com uma senhorita.
O transe n�o foi brincadeira.
Tamb�m estou tentando uma patente.
Um detector de mentiras e provo com voc�.
- Qual � o resultado? - N�o marcou nem um gol.
� ideal para uma garota se o contrario procura o "clinch".
O que voc� faz, futebol ou boxe?
Me refiro a sua g�ria.
Meu pai dava abrigo a muitos atletas
e jornalistas.
- Era assistente social? - Dirigia um balne�rio.
A sa�de pela sa�de.
Conhe�o v�rias maneiras de fortalec�-la.
Acho que o Dorloff n�o vem.
Vamos ver, aonde estava?
N�o ia a lugar nenhum mesmo que tentasse.
Sem d�vida, � voc�.
O que eu sou?
Passei muitos anos pensando numa garota como voc�.
� uma garota imagin�ria, um dos meus sonhos preferidos.
N�o esperava encontr�-la.
De repente a porta do banheiro se abre e paix�o!
A garota que responde ao uivo do lobo est� perdida.
Para Chapeuzinho Vermelho n�o foi t�o ruim.
Nem t�o bom, at� que amadureceu.
N�o me venha com indiretas.
Voc� n�o me lan�ou diretas precisamente.
Certo, estou perdida.
Me conte mais hist�rias.
O detector de mentiras quebrou.
Queimou um fus�vel.
Como � doce!
- O Pac�fico � um len�o. - Johnny.
Os do reservado n�o passar�o do segundo prato.
Isso n�o se faz nem a um c�o.
Lhes convenci que a sobremesa n�o valia a pena.
Veja
- Caf�? - Por que n�o?
Desculpa.
Chefe, errou a dire��o.
N�o, vamos tomar caf�.
De jeito nenhum, caf� excita os nervos
e voc�s precisam dormir. Se sai por l�.
Obrigado.
O que foi?
Felizmente entre assaltos tem pausas, Johnny.
Tenho bastante bom senso para sair por essa porta.
O bom senso n�o tem a ver com o que sentimos.
Basta fechar os olhos e deixar se levar.
Tchau.
N�o tinha fome?
Sim, mas n�o morrer� por isso.
N�o acredito.
�s vezes n�o entendo as mulheres.
Li��o 1: Se encontrar uma loira da idade e peso
adequados e que mantenha o seu interesse, est� perdido.
Sim, � terr�vel.
Parte o meu cora��o.
A loira � sua ou a minha?
- Toma, o jornal. - Algo interessante?
N�o muito.
O inc�ndio devia ser pior do que esperava.
Me sinto como se estivesse montada numa bicicleta
por uma montanha russa.
Uma bicicleta sem guid�o.
E sem freios.
Foi divertido?
Sim, quando n�o estava com medo.
Eve, nunca duvidou do Willie?
Nunca quis acreditar nele mais do que ningu�m
sem conseguir?
Uma vez, o caipira nosso vizinho. . .
Claro que nunca duvidei dele.
Que sorte.
Ali�s chegou um telegrama para voc�.
O que foi? Ainda vai de bicicleta?
Sim.
- Quer que leia para voc�? - Por favor.
Ser� o an�ncio da abertura de uma nova lavanderia.
Enviado por Stafford.
Te encarrega da reportagem sobre a Indochina!
N�o esque�a de levar o chap�u de palha e quinino.
N�o creio que v�, Eve.
O qu�? � a oportunidade da sua vida.
Pensava isso. . . ontem.
Antes da montanha-russa.
Claro, sou uma velha pouco rom�ntica.
N�o quer deixar o Kirk
at� depois do vosso casamento.
O Kirk disse isso?
Por sinais e com voz pausada para entendermos.
Est� louco por voc� querida.
Se precipitou um pouco.
E ent�o? Voc� tem sorte.
Vale a pena, � um bom partido.
Sim, eu sei.
A mulher que ca�a o Johnny deve usar luvas
quando conseguir agarr�-lo.
Pensei que gostasse do Johnny.
Gostar? Adoro aquele tolo! Como todo mundo.
� culpa sua.
Fala como se voc� fosse sobre-humana.
Tento dizer que � totalmente humano.
Muito humano.
Eu amo os seres humanos.
Como o Johnny, um por um.
Se manter a sa�de, chegar� a vez de todos.
Eve, estou numa confus�o, n�o sei o que fazer.
Devo confiar nas minhas emo��es,
jogar uma moeda, ou o qu�?
Kirk ou Johnny?
Sim.
Cara ou coroa?
Nesse caso, eu n�o ouviria minhas emo��es,
jogaria a moeda
e garantiria que saisse cara e n�o coroa.
- Ol� a todos. - Ol�.
- Onde est� o Willie? - Tomando um banho.
Mandei ele lavar a pintura das orelhas.
- Querida. - Kirk.
Coloca uma gravata, trouxe um par da rua Bond.
- Voc� � um anjo, anjo. - E isto � para voc�, Eve.
Um presente da Fran�a, dos irm�os Davis.
Aceita, n�o � indecente. � da Fran�a livre.
Voc� � um grande cara, Kirk.
Levaremos apenas um minuto.
J� era hora de ficar um minuto a s�s com voc�.
Tamb�m tenho um presente para voc�.
Eu tinha.
� para o seu dedo.
Kirk.
- N�o me d� esse anel. - Por que n�o?
N�o lhe convenho.
O que n�o me conv�m? � tudo que poderia desejar.
N�o, voc� � assim.
E quer que eu tamb�m seja assim.
O que quer dizer?
O Johnny e eu sa�mos para tomar uma bebida quando voc� saiu.
Enquanto n�o jogou droga na bebida. . .
� famoso por isso.
N�o quero te machucar, mas. . .
Por que n�o me diz em que est� pensando?
Certo,
No Johnny.
Passei 3 anos pensando no Johnny.
Desde o dia em que o vi.
Quando te deixou plantada?
Sim, eu sei.
Tentei me convencer que sou uma ing�nua.
Dizia a mim mesma que era um problema, veneno puro.
E a� eu entro como um ant�doto. Ou nunca cheguei entrar?
Kirk, nunca tinha conhecido algu�m como voc�.
Se o Johnny n�o tivesse voltado, ou se tivesse ido. . .
Devo te dizer algo.
O Johnny � um caso excepcional.
Muito excepcional.
Pode n�o ser culpa sua.
As mulheres n�o podem evitar de se jogar em seus bra�os.
� verdade, aconteceu comigo tamb�m.
Hoje me joguei em seus bra�os.
Suponho que sempre fa�o.
Pois se assegure que sempre
esteja l� para te pegar.
Estar� l�.
Sim? Espera que as coisas fiquem feias.
J� aconteceu, o Stafford quer que eu v� a Indochina.
Isso � dinamite!
N�o irei, Kirk. O Johnny n�o permitir�.
Se algu�m te interessa tanto quanto o Johnny a mim,
n�o pode desperdi�ar.
- Ah, n�o? - Desculpa, Kirk.
Cale-se! Talvez tenha raz�o sobre o Johnny.
Eu n�o acredito e espero que n�o.
Por favor, querido.
� como um coice de mula na barriga.
E queria matar o Johnny, simplemente mat�-lo.
Olha para n�s.
Kirk, o vestido � fant�stico.
Consegui entrar nele.
Parece uma cortes� de luxo.
N�o te esbofetearei porque sei que n�o sabe franc�s, querido.
Ent�o, pessoal?
Ambos est�o muito elegantes.
Eva, Willie, me perdoem. Hoje n�o tenho vontade de sair.
Na verdade, sinto que j� sa� de mim mesma.
O que foi?
Seja o que for, � contagioso.
De repente, tenho enxaqueca. Suspendemos a comemora��o.
Enxaqueca? Me dizia que se sentia capaz
de destruir a cidade a mordidas.
Ponha a dentadura posti�a, Willle, � isso o que faremos.
Esta casa nunca ficou assim.
Por que n�o desfez minhas malas?
Tem um olho cl�nico dos Davis, sabia?
- Essa garota � magn�fica. - Que garota?
- A sua. - E n�o quer mudar isso?
- N�o ser� muito duro. - N�o?
N�o.
Levei ela para tomar um refresco com u�sque.
A festa acabou na casa da Mam�e Lugovska.
- E acabaram b�bados? - N�o, s� acabamos.
Ent�o pode come�ar, O que est� tentando provar?
Que a Terra � redonda, mas tem que percorr�-la.
Para todos nos d�o cartas ruins antes de uma boa m�o.
Esperava cartas ruins, mas n�o de voc�.
- Eu n�o embaralhava. - Nem da Paula tamb�m.
D� um tempo e vai te dar.
- Voc� devia saber. - Sim, claro.
Nos vimos depois que saiu.
Depois do descanso? Em vez de uma mulher parece uma bola.
� o que defende ou � dupla personalidade?
Se um homem joga duas cartas � normal, mas
se trata de uma mulher, n�o � adequada para menores.
- Devia te dar um soco. - Por qu�?
N�o entende aquela garota, algu�m tem que ajud�-la.
- A chamo pelo nome? - Fala claro.
Soa como "pura", mas significa o contr�rio.
- Devia. . . - Bate aqui.
A� mesmo.
Continua soando como pura.
N�o conseguir� que mude de id�ia sobre a Paula.
Talvez devo cuidar para que seja ela a mudar de id�ia.
Adeus, Johnny. Foi um prazer ser parente seu.
Ol�, Dorlott.
Estava com algu�m, est� ocupado hoje?
Hoje est� a sua inteira disposi��o, Johnny.
Esteve com a nossa loira?
A de ningu�m.
Diga a Mam�e para colocar a champanhe para gelar.
Champanhe? Johnny!
A melhor n�o � o suficiente para a loira de ningu�m.
A melhor n�o � suficiente?
Ei, Johnny.
Acho que n�o devia cham�-lo.
Me adiantou com o telefone.
Enquanto vinha para c� dizia a mim mesma:
"Devagar, amiga, continue com uma virtuosa mod�stia."
Vamos para o reservado?
Para o inferno a virtuosa mod�stia.
O que uma mulher precisa � seguran�a.
Onde voc� quiser, Johnny.
Me lembra de te acompanhar quando escolher outro chap�u.
- N�o gostou deste? - Voc� n�o precisa.
Seu cabelo deve brilhar, n�o enterr�-lo.
Aproxime-se.
- Por qu�? - Precisa de uma raz�o?
Seria in�til.
� apenas um passo at� a�, mas � um grande passo.
Onde est� a seguran�a que estava falando?
Certo, vou te dar uma raz�o.
� o que quer fazer.
� um grande passo, Johnny. N�o h� outra raz�o?
Certo, cobra o seu tributo.
� o que quero que fa�a.
Acho que nunca dir� para uma garota o que quer ouvir.
Tamb�m n�o precisa do casaco, n�o deve enterrar o resto.
N�o tenho muito tempo, Johnny.
Carrega um cron�metro?
Devo pegar um avi�o �s 3:00hs.
Vai para Nova Jersey?
- Meu chefe me manda � Indochina. - Esse homem est� louco.
A Indochina � muito longe.
N�o quer que v�, certo?
Sim e n�o.
Primeiro ouvirei as raz�es a favor.
Voc� � um perigo para v�rios dos meus planos.
As mulheres nem sempre freiam os homens.
Por que n�o quer que eu v�?
Gostaria de t�-la por perto.
Mesmo voc� pode fazer melhor.
Acho que tem algo mais a dizer.
Sim, tenho algo mais a dizer.
Adeus e boa viagem.
Adeus?
A reportagem da Indochina � a sua grande chance.
N�o posso pedir para deixar escapar.
Mas disse que gostaria de mim por perto.
Algumas semanas.
Isso � tudo? Algumas semanas?
Isso � tudo, sei dizer em seis idiomas,
mas vou tornar f�cil para voc� entender.
Qual foi o idioma do beijo?
O idioma universal, n�o creio que precisa de um int�rprete.
Interrompo alguma coisa?
Infelizmente, nada.
Beber� comigo, Dorloff?
Mas pensei que a champanhe era para a senhorita.
N�o era necess�rio.
A senhorita vai para o Extremo Oriente, certo?
N�o entendo.
Primeiro ela se vai, depois voc� manda ela ir. . .
Mas � evidente que ambos querem ficar juntos.
O desejo � a chave.
Aqui tem algo para esquentar sua cabe�a.
N�o pode comer a sobremesa e mand�-la para a Indochina.
- Para onde vamos, senhorita? - Para a China.
"Aos cuidados do Sr. Stafford."
"Estou a semanas esperando as excelentes reportagens
dos irm�os Davis. Quando retomar�o?
"Atenciosamente um assinante de toda uma vida."
"Sempre lia as not�cias da Europa dos Davis."
"Se o seu jornal pode viver sem eles,
eu posso viver sem o seu jornal."
"Cancele a minha assinatura. Uma m�e de sete filhos."
Ol� Johnny! Onde esteve este �ltimo m�s?
Especialmente no desemprego e visitei o t�mulo do Grant.
Estive no Zool�gico do Bronx e duas vezes no aqu�rio.
Se surpreender� saber quantos peixes t�m.
A maioria parecem o velho.
Vamos, entra e fa�a as pazes.
Fico feliz em voltar a ver voc�s dois.
- Os dois? - Seu irm�o est� l� dentro.
O que acontece com voc� e o Kirk? Quando disse que voc� vinha,
reagiu como voc�, como se o tivessem acertado.
Aonde, querida?
Ol�, Junior.
Parece bem, como um c�o espancado.
Ol�, Johnny.
J� falei com o Kirk, lhe contar� os detalhes.
Sabe que o jornal enviou Paula Lane � Indochina.
- Um golpe de mestre. - Desapareceu completamente.
Tentamos encontr�-la por todos os meios.
Contataram Floyd Kirsten em Han�i?
O Kirsten est� acabado.
Se encontrar sua garrafa � porque est� na sua m�o.
Era uma simples pergunta.
Estou preocupado com a Paula.
Pode haver problemas com o Jap�o.
S�rio?
Dever� informar imediatamente o Minist�rio da Defesa.
Em suma, quero que ambos v�o para Han�i
e encontrem Paula Lane.
N�o quer tamb�m reportagens decentes para o jornal?
- Deixa eu cuidar disso, chefe. - Desculpa, rapaz.
Devo ao jornal n�o posso permitir.
N�o conseguiria sozinho. Com o Johnny, talvez.
Sempre encontra solu��es mesmo pisando em algu�m.
Sim, nisso voc� tem raz�o.
Bem, quando sair�o para Han�i?
Tem certeza que irei?
Sim, Davis.
Conhe�o sua situa��o porque eu te levei at� ela.
Est� sem dinheiro, nenhum jornal quer saber de voc�.
Seu contrato comigo � por dois anos
e prefere morrer a deixar a profiss�o.
Ent�o, quando saem para Han�i?
- Como est�o os p�s, chefe? - Mal.
Falo dos p�s das fotos do jornal. Sempre muito frios?
Mande suas cr�nicas e eu publicarei como quiser.
Eu sempre disse, muito frios.
Sabe o que consegue com teus p�s de foto frios?
Poucas vendas, ou seria o contr�rio?
N�o questionar� novamente a minha pol�tica editorial, certo?
N�o espera que eu assimile sem vomitar, certo?
Certo, Davis. N�o nos damos bem,
mas trabalhamos juntos.
A necessidade cria diferentes companheiros de cama.
- Certo, Junior? - Coloco-os na folha de pagamento?
Sim, desde quando nos expulsou.
De acordo. O que voc� diz, Kirk?
- Estou pronto. - Claro, todos n�s estamos.
Calma chefe. Conseguirei que as not�cias sejam publicadas.
Como? Vai levar uma impressora manual?
N�o jogar� comigo, como uma bola de badminton.
N�o se joga com uma bola, se chama peteca.
Voc� devia saber, entende muito disso.
"Consulado dos EUA"
H� mais japoneses que insetos num pomar da Calif�rnia.
Viemos preocupados com o pa�s ou encontrar a Paula?
N�o sei voc�, eu vim para informar, enquanto posso.
Sim, mais que num pomar da Calif�rnia.
Que tipo de homem � voc�? Paula � uma colega.
Para mim n�o � mais nada.
Acabou de procurar onde ningu�m a conhece?
- Sim. - Certo.
Taxi!
Agora procuraremos onde a conhe�am.
Em toda cidade h� algu�m informado sobre os outros.
- Se refere a Kirsten Floyd? - Exato.
Staftord nos disse que � um b�bado acabado.
Sim, mas o Kirsten sabe mais b�bado que o velho s�brio.
Nada como o trabalho para distrair.
Documenta��o.
Seus passaportes por favor.
Desculpa.
Continuem. Sinto muito.
S� sente n�o poder puxar o gatilho.
Ainda.
Vamos, antes que queiram ver nossas marcas �ntimas.
- Obrigado, monsieur. - N�o nos fa�a perder tempo.
Eu n�o perco o meu.
Em favor da garota direi que seu sil�ncio foi excelente.
- Acha que � uma farsa? - Acho que � muito inteligente.
Finge estar em apuros para que alguns bobos a resgatem.
- E esse � voc�. - E por que me ajuda?
� f�cil, quanto antes ver que � uma fraude,
antes procurar� outro alimento.
- Sim? - Floyd Kirsten est�?
- Somos velhos amigos. - Amigos?
Faz tempo que n�o vem ningu�m da sua ra�a. Bem-vindo.
Obrigado.
Por favor. . .
Prepare-se, Junior. Ver� uma lenda viva.
Um veterano da escola de Richard Harding Davis.
Ol�, Floyd.
Sou o Johnny Davis.
O arquiteto das farras noturnas de Hong Kong.
Johnny Davis? Que um raio me parta. . .
E eu e meu irm�o Kirk.
Encantado, filho.
� uma honra conhec�-lo, li os seus artigos.
Imposs�vel, �ltimamente.
Faz muito tempo que n�o publicam o meu nome, Johnny.
Acho que o jornal n�o precisa mais de mim.
- Querem se sentar senhores? - Obrigado.
Desculpa, Thomas. � Thomas Chang.
� muito bom para mim.
Cuida de mim aqui em sua casa.
Minha casa � sua. Desculpa.
Veja, Johnny, perdi
o contato com a realidade.
N�o escrevo mais.
Ainda cheiro as not�cias, mas n�o sei escrever.
Talvez esteja acabado.
Me d� caga�o quando vejo uma m�quina de escrever.
Como caga�o?
O que quer dizer? Parece muito bem.
Obrigado, mentiroso.
Pode nos ajudar? Procuramos Paula Lane.
� rep�rter do Chronicle
e como voc� conhece todo o mundo em Han�i. . .
Os japoneses se apoderaram de tudo isto.
Invadiram a Tail�ndia.
Os tailandeses n�o resistir�o por muito tempo.
N�o podem lutar contra bombas com arcos
e flechas, n�o acha?
Posso ajudar?
Ming! Estes ataques s�o comuns.
- Vai passar? - Sabemos como cuidar.
Leve o Sr. Kirsten ao seu quarto e chame o m�dico.
Sim, Sr. Chang.
Aparentemente, voc� falhou desta vez.
Talvez se vierem mais tarde. . . Por aqui, senhores.
N�o, Sr. Chang. Por aqui.
Junior, acho que o Sr. Chang tem algo a dizer.
Por exemplo, sobre os insetos japoneses.
Voc� � a favor do controle de pragas? Decida-se.
O que voc� decide?
Sou a favor, n�o gosto de vermes.
O que me diz de Paula Lane?
- Por que quer encontr�-la? - Acreditamos que est� em apuros.
Somos seus amigos, n�o tem por que disfar�ar.
Se conhece o Sr. Kirsten, provavelmente � verdade.
Onde ela est�?
Ajudava o Sr. Kirsten.
Est� na fronteira, uns 320 Km daqui.
- L� h� problemas, Johnny. - Isso mesmo.
- N�o conv�m falar disso. - � pior n�o falar.
Se alvoro�amos a fronteira faremos muito barulho.
Voc� acredita que estamos do seu lado, n�o?
Sim, eu creio. Caso contr�rio expulsaria voc�s daqui.
Por que o mist�rio?
Se a encontrarmos, saber�.
Do contr�rio, para ela n�o conv�m que voc� saiba.
E haver� dois a menos que podem comentar
nossos planos onde e com quem n�o conv�m.
N�o Sr. Chang. Tr�s pessoas menos.
H� 4,5 Km at� o rio. O outro lado � chin�s.
Aproveitemos que se distanciaram do rio.
- E a patrulha? - Passa a cada meia hora.
Chegamos.
- E aquele sinal? - J� posso dizer.
Trazem crian�as chinesas da zona de guerra para territ�rio franc�s.
L� est� o barco.
Parece esper�-los.
Vou avisar que voc�s s�o amigos.
N�o � perigoso para as crian�as, com tantos japoneses?
Se cruzam a fronteira ter�o uma chance.
N�o precisar�o se refugiar durante os bombardeios.
Vamos.
Sil�ncio, crian�as. N�o fa�am nenhum barulho.
� a Paula, sim.
Paula.
Feliz em te ver.
- Est� bem, querida? - Sim.
Vejo que veio com o seu irm�o mais velho.
Vou ajudar com as crian�as.
O Stafford te envia para informar sobre os bichos da seda?
Pretende sair nos jornais?
Espera, eu farei.
N�o se v�, te conseguirei uma entrevista.
Boa forma de morrer, atravessando crian�as pela fronteira.
Que fronteira? � uma linha imagin�ria.
- N�s cuidaremos disso. - Pega estes.
- � o �ltimo envio? - Sim, j� est�o todos.
Se esquecia de alguns.
Tudo pronto. Para onde vamos?
Para a miss�o junto ao rio, Mao os levar�.
J� guiou expedi��es, assim h� menos riscos.
Mao.
O que pensava fazer com a arma?
Atirar em quem tentasse me deter.
Age como se fossem seus filhos.
As crian�as com problemas s�o filhos de todo o mundo.
Talvez tenha raz�o baby.
Venha, vamos.
Ent�o era uma fraude, heim?
Doutor.
- Tem certeza que ficar� bem? - Claro, � s� esgotamento.
Est� prostrada e n�o se move.
Lhe dei um son�fero.
Os efeitos duram algum tempo,
mas n�o precisa se preocupar.
Quem se preocupa?
Aposto que voc�, Sr. Davis.
Cuidado, n�o meta o dedo no olho.
Isto n�o � trabalho para homens.
Comece escrever sobre o que acontece na Tail�ndia,
ou os japoneses chegar�o antes que escreva.
Ming.
- Como est� o Kirsten? - Descansando.
Bem. Venha aqui, sim?
Lave a senhorita e deixe-a como nova.
� bonita, por ser branca.
Como um queijo mordido pelos ratos.
Como vai com a literatura?
A hist�ria se escreve sozinha, eu s� coloco o papel.
De fato.
Mas se escreve sozinha, diga que perf�dia se escreve com e.
Obrigado, ainda � grande falando para mim.
Ming, suavemente.
Parece a ponto de quebrar.
Ao terminar este poema, assine como Kirsten.
- Acredita que � coisa dele? - � de quem saiba ler.
N�o, deixa. Eu farei.
N�o limpa seus ouvidos. Cuida de arrumar a cama.
Sempre gostei de mulheres de testa grande.
N�o tenho nada acima das sobrancelhas.
Com o nome de Kirsten, heim?
Sim.
Eu disse isso, com seu nome.
E mande ao seu departamento, n�o ao nosso.
Pensei que estava vacinado contra o altru�smo.
Reconhece um alfinete quando voc� v�?
Talvez, se vejo a ponta.
A ponta o Stafford tira com sua pol�tica editorial.
- Disse que publicaria. - Sim.
O Kirsten leva as honras e ainda engana o Staffod.
Bom jogo duplo.
Jogo triplo, a audi�ncia fica sabendo a verdade.
O Kirsten n�o � um cara mau e foi um grande jornalista.
� mais do que eu posso dizer desta tonta.
Muita gente votaria por dar-lhe uma medalha.
Por qu�? Largou o seu trabalho
para ser enfermeira de um bando de mij�es.
Tem que ser inconsciente para cuspir no olho do Mikado.
A cama est� pronta.
Sim, muito bem.
Certo querida. Se eu precisar, te chamo.
� bonita, por ser branca.
Voc� � bonita em qualquer idioma.
Bonita � a palavra.
Que tipo de queijo?
Me enganei, n�o � o queijo, mas o rato.
Mostro outra falha pelo seu cabelo.
- Como? - Disse que era ruiva.
E como sabe que n�o era?
Est� a semanas sem tintura e nem se notam as ra�zes.
Uma garota n�o pode te enganar, certo?
Apenas uma vez.
Desta vez valeu a pena.
Eu ouvi tudo o que disse.
Por que n�o abriu os olhos?
Parecia melhor se n�o te via.
Os elogios parecem melhor no escuro.
Eu fazia isso?
Claro, n�o sabia?
Sem roteiro, sem frases engenhosas. . .
N�o uso frases engenhosas quando repreendo algu�m.
Nem quando molha o pesco�o de uma mulher?
Grande idiota, bobalh�o. . .
J� sei por que veio � Indochina, isso me preocupava.
Compartilha o segredo comigo, n�o conto a alma alguma.
N�o reconheceria uma alma mesmo com uma aur�ola.
Eu vim para contar os 400 milh�es de chineses.
Ent�o acho que vim para procurar voc�.
Ei, vim para escrever not�cias n�o para protagoniz�-las.
Para de disfar�ar, Johnny, � in�til.
Est� t�o apaixonado por mim como eu por voc�.
E quanto � isso?
Do tamanho do c�u?
� uma tortura.
Sabe de uma coisa? O meu nariz co�a.
Isso n�o significava algo quando era crian�a?
Ainda significa algo.
Quando o nariz co�a � que vai beijar um bobo.
Quer ler isto ou confia em mim?
Se arrume um pouco, querida.
Por que n�o diz nada?
Talvez n�o devesse me irritar. Encontramos ela.
E prefiro que esteja segura que estar comigo.
O que devo fazer agora? Peg�-la no pulo?
Claro, quanto mais altos o pulo, mais f�cil de pegar, n�o?
Diga voc�, � o especialista.
Sempre faz elas pularem muito.
Lembra do bar da rua 51?
O que tem as mesas de um lado e o balc�o do outro.
- Sim, conhe�o o lugar. - V� me ver l� algum dia.
N�o entendo.
Claro que sim, me descreveu perfeitamente.
Este � o grande pulo, Junior.
E a Paula? Lhe dava um beijo de despedida?
Se despedir com um beijo � ser educado.
N�o como voc� fez.
Agora eu entendo, acabou o trabalho como pretendia.
Que trabalho?
J� garantiu que eu n�o tenha chance com ela.
Davis o teimoso.
- Adeus, Junior. - Espera um pouco.
Esquecia de me despedir com um beijo.
Esqueceu outra coisa: me agradecer.
Por me cravar um punhal entre as costelas?
Pelas informa��es que te facilitarei.
Voc� e essa gracinha se merecem como o leite e o mingau.
Ela � o leite.
100% puro, ideal para jovens e idosos.
Voc� � o mingau, Junior.
Johnny.
� in�til, n�o vai funcionar.
Se precisava de alguma prova, tive ao entrar no quarto.
O qu�?
Ah, aquilo. Ou�a, rapaz, muita gente beija a pedra
de Blarney todo dia, mas logo esquecem.
- Ela n�o te esquecer�. - At� que outro a beije.
O cara certo, e se for inteligente ser� voc�.
Tem o que a garota procura, o contrato eterno.
Eu sei. Se estiver errado perderei anos de investiga��o.
Vai embora, Sr. Davis?
Sim, obrigado por me deixar usar o cen�rio.
- O qu�? - N�o importa.
Um senhor a espera.
N�o � um senhor, mas fico feliz que espere.
- Como estou? - Bonita, por ser branca.
� terr�vel querer pegar um homem
e n�o ter as armas necess�rias.
Se foi.
Vai voltar?
Disse que n�o.
Bem, o que voc� acha?
O que voc� acha?
Voltei para me jogar em seus bra�os.
Al�m disso, n�o estava a� para me pegar.
N�o acha que deveria me acostumar com os golpes?
N�o chore, querida. � um cara estranho.
Estranho? Bem, sim.
Mata a gente e depois arremata.
Sim, tamb�m � carinhoso.
N�o � mais daninho que uma cobra.
Olha.
Quanto umidade. Te arrumarei o terno.
H� um tempo estava chateada por n�o ter sombra para os olhos.
Ainda bem, porque agora pareceria um monstro.
Toma.
N�o acredito.
N�o acredito que seja parente daquele. . .
"Tropical Club, o mais alegre de Manila."
Sim, senhor?
Champanhe numa jarra de cerveja
e um jato de u�sque irland�s.
Sim, senhor.
Estou curiosa.
Como chama essa mistura horr�vel?
Segundo os cientistas, chama lrish Mail.
Como "macho", "irland�s" em ingl�s.
Deve se escrever assim. Parece mais poderoso.
Em absoluto, � suave como uma brisa primaveril.
Toma dois r�pido e ouve a banshee uivar.
Sempre come�a beber ao meio-dia?
Claro que n�o, aos s�bados come�o antes.
- Por qu�? - No s�bado tenho mais sede.
Estou sempre mais sedenta aos domingos.
- Que dia � hoje? - Domingo, senhor.
- O que quer tomar? - Provarei um desses.
"Machos" irlandeses.
A senhorita tomar� um Irish Male.
Se escreve "m-a-i-l".
Perde seu tempo, querida. Tenho menos de 20 d�lares.
No meu pa�s h� um ditado: "O dinheiro n�o � tudo."
Seu pa�s?
Em casa, moro na Park Avenue.
Aposto que antes morava no Brooklyn.
N�o uso tatuagem no meu corpo, certo?
Pelo menos n�o � vis�vel.
- E como voc� me pegou? - Eu sou linguista.
Se isso significa m�ope, sigo com voc�.
Faz uma semana que te vejo por aqui,
mas voc� n�o me viu.
- Me pergunto por qu�. - F�cil, nunca me olhou.
Eu olho agora.
Voc� gosta do que v�?
Claro.
� t�o bonita como a foto de uma revista de meio d�lar.
Ent�o por que se acanha? N�o entendo.
Nem eu, meus outros reflexos parecem bem.
Se te freia n�o ter dinheiro, sei onde encontrar� trabalho.
Te direi algo.
Pela primeira vez na minha vida, n�o quero trabalhar.
Deve ser este tempo t�o chato.
� um inferno, o tempo. Eu diria que usa
um cartaz luminoso t�o grande que serviria como tar�.
Est� olhando o meu nariz.
Quando um homem como voc� afunda e n�o levanta a cabe�a
costuma ter alguma saia no meio.
Provavelmente � uma puritana pretensiosa e certinha.
E se sairmos daqui?
Por que n�o?
Tentarei apagar este cartaz luminoso.
- Gosta de Manila? - Vou dizer mais tarde.
� aqui, senhorita.
Esse � o quarto do Sr. Davis.
Que coincid�ncia, conhe�o um Sr. Davis.
Podemos jogar cartas, como numa lua de mel.
Ainda n�o terminou a lua de mel?
H� quanto tempo est� no mundo dos sonhos?
Desde que deitou na cama.
Voc� tinha preparado e devo ver como dorme.
Parece intacto.
Sim.
Me chamo Paula Lane.
Muito prazer.
Digo o mesmo, irm�. Sou Crystal McReagan.
Devia ir ao psiquiatra.
Desperdicei as melhores 8 horas da minha vida
para conseguir s� chegar a este estado lastim�vel.
N�o serve nem aos homens ou aos animais.
Como n�o sou nem um nem outro talvez possa pensar em algo.
� engra�ado.
N�o � em nada como eu imaginava.
N�o � uma puritana certinha.
At� mais, sei encarar uma derrota.
Mas antes de ir e s� por curiosidade,
vejamos o que aconteceria se jogamos as cartas.
Certo, a maior leva o pote.
- Cheio de rum. - Rum n�o, champanhe e u�sque.
Uma bebida doce e suave, se bebe com autoridade.
Disse isso.
Em frente.
- O valete. - O rei.
Me sinto melhor agora que � legal.
Se te serve de consolo, n�o fizemos nada.
Caiu eliminado no melhor momento.
Eu disse que preciso dormir.
Ligou para o servi�o de quarto?
Deve ser uma apari��o dos meus sonhos.
Sou seletiva com os sonhos em que intervenho.
Onde est� o Kirk?
Chega no pr�ximo v�o.
E rep�e com u�sque e soda borbulhante?
N�o suportaria o barulho.
Ent�o faremos melhor. Tire suas roupas. . .
e entre no chuveiro.
Prefiro continuar dormindo.
Eu prefiro que n�o.
O que diz agora daquele chuveiro? Ou teme se molhar?
- Como est�o voc� e o Kirk? - Est� tudo nos trilhos.
Agora se enxugue e poder� sair comigo e se embebedar novamente.
Sair com quem?
Comigo.
Desculpa, estou sem dinheiro.
N�o, tenho o seu sal�rio. Esqueceu de pegar em Han�i.
Deixe-o na prateleira.
Quer sair comigo, n�o?
Claro que sim.
Como me localizou?
Os farejadores de Stafford acharam.
Telegrafei para o Kirk, n�o est� chateado pelo de Kirsten.
- Quanta gentileza. - � mesmo?
Pediu para o Kirk o trazer de volta � profiss�o.
Disse para remover at� a �ltima pedra.
Diga ao velho que pode com todas elas, exceto Gibraltar.
Essa sou eu.
N�o estou em Manila por isso, Johnny.
N�o me importo se volta ou n�o ao trabalho.
O que quer ent�o? Aprovar seu �ltimo exame?
Algo assim, quero que fique de p� para o �ltimo assalto.
Quero te ver batendo forte.
Em que?
N�o gosto de montagens.
Lembra que temos uma celebra��o pendente.
J� a retardamos duas vezes.
Fico feliz em saber que voc� e o Kirk est�o bem.
Sim, est� tudo bem. Que receita usou?
N�o � justo perguntar para um bolo como se faz.
Em certos bolos tem que passar mais o rolo.
- Fico muito feliz. - Por qu�?
Por pararmos, j� � hora de voltar ao hotel, n�o acha?
- Que hotel? - O seu.
Reservei o quarto ao lado do seu.
- Que cuidado tive, heim? - N�o, que otimista.
- Boa noite. - Boa noite?
Sim.
Temo que o otimista � voc�.
Por que n�o a engraxa?
N�o � a sua especialidade?
Qual era a sua?
Sei uma maneira de descobrir.
Garanto que pensamos na mesma.
Duvido, minha id�ia era que se arrastasse
pelo corrim�o at� a minha varanda.
Pensava em algo menos atl�tico,
mas igualmente ousado.
Claro que se tem medo de cair. . .
N�o se preocupe.
Sempre aterrizo em p�.
N�o pegava bambu desde que parei de jogar Mah Jong.
S�rio? Por que parou?
Me cravava ferpas sob as unhas.
- Devia jogar com luvas. - Eu fazia.
Sei quando devo abandonar e � agora.
O que h� entre voc� e o Kirk?
O habitual, � capaz de escrever uma carta de amor
e se despedir dizendo "respeitosamente teu".
- N�o sabia que as escrevesse. - Faz com palavras.
Fala demais. E nem mesmo sabe beijar.
Mas acho que est� aprendendo.
Pratica bastante.
Vou mostrar o que acontece. Ele aponta para a boca
e lhe dou a orelha.
Embora de certo modo seja agrad�vel como um cachorrinho.
Como gostaria que ele te beijasse?
Assim.
Ou assim.
Como que o rapaz beija como um cachorrinho.
Seja paciente, ser� um mastim adulto.
Vem de fam�lia.
Sabia que conseguiria fazer voc� trair o seu irm�o.
Ele � cem vezes melhor que voc�.
- Quantas vezes? - Duzentas.
Est� muito engra�ado, plantado a�.
- Engra�ado, heim? - Muito.
Mas agora eu que rio, porque posso ir embora
para nunca mais voltar.
At� nunca, Sr. Davis. Eu n�o lhe devo nada.
Domingo, 7 de dezembro.
N�o acenda a luz.
N�o confio em voc� nem com luz, Johnny Davis.
Se engana de Davis.
- Kirk! - Sim e n�o acenda a luz.
Fa�o por voc�, provavelmente tem o rosto cheio de creme.
- N�o entendo nada. - Desculpa entrar assim.
Me abriram o quarto do Johnny, ele n�o estava e. . .
- Esperava encontr�-lo aqui? - N�o se enfure�a.
- Ouve isso? - Sim, � o ex�rcito.
- Passam avi�es continuamente. - Agora s�o de outro ex�rcito.
Aqueles avi�es t�m o Sol Nascente pintado nas asas.
Leia e chore, eu estava na sede do jornal quando chegou.
Os japoneses bombardearam Pearl Harbor.
- Sabe alguma coisa do Hava�? - Ainda n�o.
S� sabemos que os passaros chegaram durante o caf� da manh�
e soltaram seus ovos.
Para Manila pode acontecer o mesmo.
- Telegrafou para o jornal? - N�o, impuseram censura.
N�o sei quanto tempo durar�.
J� n�o terei que dar desculpas por n�o encontrar o Johnny.
Eu o encontrei, mas por pouco tempo.
- Sabe aonde foi? - N�o.
Naquele momento n�o me importou, enquanto fosse longe.
Mente muito mal.
Continua apaixonada por ele como sempre.
Mais ainda, mas odeio inclusive v�-lo.
E por parte do Johnny?
Eu n�o sei. Algu�m realmente conhece o Johnny?
Eu te amo, voc� ama o Johnny e ele ama a si mesmo.
A combina��o ideal para ficar louco.
O labirinto m�stico, 6 formas de entrar e nenhuma de sair.
N�o conv�m se expor ao ar da noite.
- Ol�, Johnny. - Ajuda-me aqui, sim?
Se engana de quarto, Sr. Davis.
- Como est� Han�i? - Bem, e voc�?
Cansado de guerra. E a sua bagagem?
O que pretende?
- Desfez a sua bagagem? - N�o.
Deixa assim, voc� vai para a Austr�lia com essa idiota.
O barco sai dentro de 1 hora.
Se vou para a Austr�lia � porque n�o posso viver sem cangurus.
E agora posso peg�-los ou larg�-los.
Vai pegar. Coloque isso para a travessia.
Eu tamb�m estou cansado de guerra, vou desertar.
N�o, o jornal n�o deixa. Toma, um telegrama do chefe.
- E quem cobrir� Manila? - Eu, como uma camisa suja.
Fez falta uma guerra para voltar ao trabalho.
Este chap�u combina com o vestido.
Eu os colocaria juntos se fosse a algum lugar, mas n�o � assim.
Isto combina com tudo.
Antes de irmos Vou dizer-lhe algo sobre a Paula.
Eu ouvi, com m�sica e letra.
Uma bagagem bem-feita, e � raro eu dizer isso.
Ou�a, Johnny Davis, n�o me expulsar� de Manila.
N�o sou eu, mas o jornal. S�o ordens, entende?
- Isso vale para voc�. - Eu renuncio.
Ningu�m renunciar�. Pegue a sua mala.
Bem, eu levo. Vista-se ou te vestirei no t�xi.
- Quem pensa que �? - Me lembra o Johnny Davis.
Vai permitir que nos d� ordens desse jeito?
Vou deixar pensar que sim.
Nunca discuta com o Johnny, ou�a-o enquanto age
como o Sr. Importante, que pense que se importa,
e o resto voc� pode imaginar.
Acho que bateu o prego, Junior.
"Cais n� 5."
Ficarei bem no uniforme da Cruz Vermelha?
Os feridos n�o se importam porque poder�o descobrir.
Um deles poderia ser eu, me alistarei no ex�rcito.
Espero que Manila continue aqui quando voltarmos.
Estaremos no embarcadouro em meia hora.
N�o ser� muito dif�cil viajar no barco do pr�tico?
Menos que lutar com o Johnny com unhas e dentes.
"O Jap�o ataca as Filipinas."
"Os japoneses desembarcaram em Apari de surpresa."
"Nichols Field, invadido."
"Come�a a batalha em Manila Olongapo bombardeada."
"Desembarque japon�s em Luzon. Manila � uma cidade aberta."
"O Jap�o bombardeia Manila Filipinoas freiam os japoneses."
"MacArthur se retira para Bataan. Ataque japon�s recha�ado."
"Brutal ofensiva japonesa em Bataan." Por JONNY DAVIS
Bem, chegamos a Sun Valley.
Obrigado, Slim. Pe�o que mandem meus esquis dos EUA.
N�o se esque�a de tirar os girinos da �gua antes de beber.
Beber �gua eu? N�o serve nem para lavar os p�s.
Apresse-se, Bill.
Parece um impacto direto.
- Sim em plena viga mestre. - Apontavam para a cruz, com certeza.
- O hospital de campanha 3? - Era.
- Quantos sa�ram ilesos? - Nem um.
Retirem esse cabo.
Uma not�cia de interesse humano para os nossos compatriotas.
Garanta que lhes chegue. Para qual jornal trabalha?
- O Chronicle de Nova York. - Eu conhe�o.
Dizia que esta guerra n�o aconteceria.
As coisas mudaram muito.
Pearl Harbor fez o Stafford se juntar ao comboio.
Mas n�o sei o que acontecer� quando tiver o primeiro trope��o.
- Tudo pronto, senhor. - Ent�o em marcha.
- Boa sorte. - A levamos aqui. Vamos.
- Para onde v�o? - Dir�o quando voltar.
De onde?
- Posso acompanh�-los? - Nada de companhia.
N�o espera que carreguemos voc� tamb�m.
Pelo contrario, me permita.
Pode apostar que permitiremos.
� dinamite, n�o tropece.
O que o faz pensar que ainda n�o tropecei?
Um ex�rcito avan�a sobre o seu est�mago, sem d�vida.
- Bom trabalho, Porto. - Obrigado, senhor.
D�em-lhe uma m�o, rapazes.
J� era hora.
Me chamo Davis, tenente. Sou correspondente.
Eu vim com a patrulha.
Toda uma for�a de desembarque.
Correspondente, heim? Isso � bom.
N�o podemos fugir das suas palavras, poder� fugir das nossas balas?
Posso tentar.
Davis?
N�o bastava um Davis?
Pegue a dinamite, Purdy, Que todos preparem "biscoitos".
Isso, as melhores provis�es para as nossas tropas.
N�o queremos que passem fome.
� id�ntico ao meu irm�o, mas ele est� na Austr�lia.
Como voc� sabe?
- Deixei ele a bordo de um barco. - Devia esperar, desembarcou.
Desembarcou algu�m com ele?
Sim, uma loira n�o identificada.
- Aonde est�? - L� atr�s.
- Atr�s, onde? - Em Sun Valley.
Sim, eu conhe�o. Estive l�.
E o que faz?
Certamente segura a m�o de algum ferido sortudo.
Alistou-se na Cruz Vermelha.
- Hospital de campanha 3? - De fato.
Como � que n�o a viu?
N�o sei, acho que n�o consegui v�-la.
Nem eu consegui algumas vezes.
Disse que o contrato eterno a cativaria.
E me joga na cara?
Te servi uma loira �nica numa bandeja de prata.
N�o pode manipular as pessoas como se fossem pe�es.
- N�o consegui me aproximar dela. - Certo, deixa pra l�.
Certas coisas n�o podemos deixar, como a Paula.
O que deve fazer � pegar o que pode.
Eu disse para pararmos, no momento.
Vamos sirvam-se voc�s mesmos.
Fa�am circular, vamos.
Preparem "biscoitos". Voc� tamb�m, Bico de Ouro.
- J� tinha visto antes? - Sim, os biscoitos do Casey.
Lhes dediquei uma coluna a semana passada.
Dois bambus ocos e uma banana de dinamite.
Temperado com um detonador.
Joga sobre os japoneses no seu molho e os amassa bem.
Aqueles filhos do c�u.
Certo, soldados.
Podemos escolher entre atirar enquanto est�o na �gua ou
deix�-los desembarcar e tentar nos apoderar
daquele grande equipamento que usam.
- Que desembarquem. - Dizem que trazem chocolates.
N�o � necess�rio dizer que nos superam em n�mero.
Como sempre, come�a a ser chato.
- Lhes faremos uivar. - Vou dizer o que faremos.
Quero que dois homens equipados com biscoitos
des�am por esse penhasco e varram os japoneses
quando se reagruparem na praia.
Tentar�o chegar naquele barranco.
� a �nica forma de chegar ou sair da praia.
Tentar�o, mas n�o conseguir�o
porque os outros estar�o esperando-os na entrada.
- Quem lan�ar� os biscoitos? - Voc� n�o, tem pouco alcance.
- Porto, voc� ser� um deles. - Sim, senhor.
E eu, tenente? Lan�ava dardos na escola.
- Certo, Davis. - Sim, senhor.
Os outros me seguir�o at� o barranco.
Exceto o nosso bombeiro visitante.
E voc� Purdy, ficar� na trincheira.
Por que eu? N�o estamos numa democracia?
Sim, e voc� e sua metralhadora proteger�o
os democratas dos "biscoitos".
Mam�e e eu estaremos aqui, cuspindo.
Calar baionetas.
Porto, Davis.
Esperem 5 minutos antes de come�ar.
- �s 07:53 hs? - Exatamente.
Se precisam de algo que os estimule,
o Sam traz not�cias frescas.
Os japoneses bombardearam ontem � noite o hospital 3.
Morreram todos.
Vamos, democratas. E voc� procure
escrever bem os nossos nomes.
Sigam-me.
- Voc� sabia do hospital. - Sim, ouvi comentarem.
Eu permiti que desembarcasse, coloquei a id�ia na sua cabe�a.
A culpa � minha.
Por que n�o me disse?
N�o escrevo nada at� ter visto e ouvido tr�s vezes.
Vamos l�, amigo.
Certo, Sam.
N�o me disse porque n�o queria me preocupar.
Simplesmente, n�o acreditei.
Johnny, posso suportar como qualquer um.
A gente aguenta muito se n�o houver mais escolha.
Uma vez voc� disse algo que agora faz sentido para mim.
Disse que a hist�ria n�o deixa voc� ficar na cama.
Estava certo. At� logo, irm�o.
N�o deixe que o Sr. Motto tenha tempo para pensar.
Aqueles rapazes est�o esquentando a cabe�a.
Ser� pelo sol tropical.
De l� debaixo ver� melhor, Bico de Ouro.
Cuide bem da Mam�e.
L� vai o primeiro "biscoito".
A �ltima coisa que me disse foi: Escreva bem os nomes.
Anotei bem e quero que voc�s os conhe�am.
Isto � parte do que fizeram:
Por exemplo, Sam Porto, um dentista de Manila.
Foi intenso exceto para os japoneses.
Era um homem com um grande sorriso e um cora��o em jogo.
Um grupo japoneses se abrigou numa caverna,
uns 30 metros abaixo, na praia.
Porto s� poderia chegar at� eles explodindo seu apoio.
Ao lan�ar seu �ltimo cartucho de dinamite, sabia que morreria.
Mas fez assim mesmo.
Aquele era Sam Porto, N�o esque�am o seu nome.
Kirk Davis, ex-correspondente de guerra, descia pelo penhasco
e se apoiou numa sali�ncia pequena demais para seus p�s.
Acertou um alvo que faria feliz um artilheiro japon�s,
mas estava em posi��o de fazer muito dano,
se n�o o descobrissem antes.
Os japoneses se entricheiraram em outra caverna.
Dali cobriam a praia com fogo de metralhadora.
O tenente Halls tirou os seus homens do barranco.
N�o esque�am o seu nome: Wade Halls, West Point, 1937.
Os japoneses colocaram para funcionar a "pipoqueira"
e um explorador filipino, Manuel Ortega,
n�o esque�am o seu nome, recebeu toda a carga.
O soldado Davis n�o podia chegar na metralhadora,
mas sim na grande rocha que tinha sobre ela.
Seu instituto ficaria orgulhoso daquele lan�amento.
Como um lan�ador de dardos ficou � vista de todos,
mas assim ficou � merc� do inimigo armado.
Um avi�o japon�s veio do nada
e converteu o soldado Davis numa nova estrela
para a bandeira do seu instituto.
Esse foi Mirk Davis, n�o esque�am o seu nome.
N�o esque�am o sargento Tom Purdy,
um frentista de Butte, Montana.
O avi�o japon�s mergulhou sobre a trincheira
e destruir as pernas que sustentavam a Mam�e.
Chamava de Mam�e a sua metralhadora.
Quase creio que aquele democrata preferiu
parar as balas ele mesmo.
Estava muito zangado.
O tenente Halls voltava � carga, mas o avi�o tamb�m. . .
Halls foi baleado na perna e caiu.
O sargento Purdy pegou a mutilada Mam�e,
apoiou em seu corpo e apesar dos coices,
continuou atirando.
O piloto japon�s se juntou aos seus antepassados na selva.
Mas n�o restava muito do sargento Purdy.
Viveu o suficiente para saber que Mam�e e ele cumpriram.
Sargento Tom Purdy, n�o esque�am o seu nome.
O Halls ainda tinha uma perna saud�vel.
E uma d�zia de homens duros ao seu lado.
N�o podia andar, mas saltar sim.
N�o podia falar, mas sinalisar sim.
Gra�as ao Porto e Davis,
os japoneses ficaram expostos.
Gra�as ao Tom Purdy, agora s� deviam se preocupar
com sua inferioridade num�rica.
Os rapazess atacaram e terminou o confronto.
- N�o t�o r�pido, Sr. Davis. - Desculpa, rapaz.
O confronto terminou em vit�ria,
mas tamb�m demonstrou algo mais importante.
Alcan�o voc�s depois, tenente.
Homens brancos e de cor lutaram e morreram juntos
e o sangue derramado era da mesma cor.
N�o esque�am seus nomes.
O tenente Wade Hall, o sargento Tom Purdy. . .
Obrigado.
Os soldados Manuel Ortega, Sam Porto e Kirk Davis
perderam a vida.
� um erro, n�o perderam, entregaram.
Pe�o que n�o esque�am seus nomes.
Johnny.
Acabei de te ouvir, Johnny o Kirk. . .
Pare de choramingar, boba. N�o se chora pelos her�is.
Onde est� o seu amuleto da sorte?
Disseram que todo o pessoal do hospital tinha morrido.
Tinha um momento livre.
Voltava com uns soldados feridos.
Terminou, Sr. Davis? Preparo para enviar?
N�o, ainda tem mais, mas em frente com o que temos.
- O r�dio n�o vai durar muito. - Sim, senhor.
P�e uma folha em branco, escreveremos juntos.
Preparada.
Ganhamos a batalha dos "biscoitos",
mas por um tempo n�o ganharemos outras
na pen�nsula de Bataan.
A press�o aumenta.
Chegaram ordens de evacua��o.
As manchetes de amanh� v�o dizer: "Bataan caiu."
A manchete estar� errada, porque Bataan n�o caiu.
Resistiu por 94 dias e continua resistindo.
A mais dura batalha da guerra foi travada
numa �rea do tamanho de um munic�pio.
300.000 japoneses foram detidos o tempo necess�rio
para que os EUA fizesse aliados.
Espera, Johnny.
Continue.
Se um punhado de americanos e filipinos pode fazer,
comendo arroz e carne de mula, lutando com pedras
e paus, Bataan ainda resiste.
O Jap�o perdeu a batalha de Bataan.
Se os japoneses n�o perceberam, tenho
uma mensagem dos homens de Bataan, vivos e mortos:
"Continuar�."
Em linguagem jornal�stica significa que a hist�ria
n�o terminou, ainda n�o escreveu a �ltima palavra.
Lembre-se, T�quio: "Continuar�".
LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLIED FORCE Tradu��o da legenda em Espanhol
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