All language subtitles for Az prijde kocour (Vojtech Jasny, 1963)

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Original subtitles

FILMEXPORT HOME VIDEO apresenta

UM DIA UM GATO

Estrelando

No papel das crian�as

Associates Sound Illustrations

Roteiro, cen�rio e Storyboard

M�sica

Orquestra Sinf�nica do Filme regida por

Editor de imagens Editor de som

Decorador/ Estilista Maquiador

Decorador/ Estilista Maquiador

2� Camera / Camera Assistente Fotografia

Efeitos especiais / Arquiiteto Assistente/ Treinador de animais

Efeitos de som / Efeitos musicais

Iluminador chefe Assistente de Editor

1� Assistente do Director Demais assistentes

Produtores associados

Executivo de Custos

Diretor de Fotografia

Diretor

Produzido pelo grupo

Vou contar uma est�ria... com mais verdade que fantasia.

Observar a correria da vida,

� divertido. �s vezes voc� at� ri, mas deve gostar de ver gente.

Para isso, deve-se olhar as coisas de uma altura apropriada.

Alto demais, como astronautas, n�o d�. Eles flutuam sem peso.

Eles tamb�m n�o t�m tempo para notar o que acontece aqui.

Uma pouca altura, numa simples torre, num povoado humilde, serve.

E voc� ver� mais trag�dias que nas trilogias gregas.

Agora, vejamos o que o dia de hoje nos reserva daqui.

Ali, vemos 5 carrinhos de beb�. Oh, n�o. J� s�o 6.

Estamos crescendo sem controle e n�o h� nada a fazer.

Aqueles ali s�o turistas vindos de long�nquas fazendas de cooperativa.

Sempre aparecem por aqui, principalmente depois da colheita

para admirar nossas c�pulas renascentistas e saborear a cerveja.

Esse a� � o maior expert em tr�fego. Vejam com aten��o

como ele induz � colis�es. Sorte nossa que ningu�m o obedece.

Eis o Frank Madeira, ou Cano, dependendo do pouco trabalho que faz.

Susan desenha o dia todo. A crian�a est� tentado tamb�m.

Hettie, pode me ouvir? Por que s� desenha de azul?

S� tenho esse giz, tio.

T� certo! Por que n�o? Picasso n�o teve sua fase azul?

Ah, a fofoqueira. Sempre pulando para ver dentro das janelas.

Ela fiscaliza esses dois. Ele n�o s�o casados, veja,

e ela acha que deveriam ser. Essa � a fun��o dela.

H� h�spedes celebrando. N�o deve ser nada grande, j� que

bebem em copos pequenos. Seriam fiscais do Distrito ou

talvez do Escrit�rio Regional? Eles teriam ta�as maiores, eu acho.

Esse a� � o Joey com seu pai, Jack, que vive falando

a todos que sofre de artrite. Na verdade, sofre � de vontade de t�-la.

Frank est� levando tijolos.

A auditoria continua ali.

Vejam! O Jack est� trabalhando? Mas n�o tem artrite?

Claro que n�o! L� vai ele simular um colapso, como sempre.

E Marianne vai ajud�-lo, ela � realmente gentil.

Ela � m�e da menina do giz azul.

N�o sei se � vi�va ou m�e solteira

bem...o que isso nos importa, n�o � mesmo?

Mas que patife!

Outro babaca � esse a�. Seu nome � Robert.

N�o sei o que ele v� nela.

Amor, tem certeza? Se n�o, me diga. Ainda � tempo.

Acertei. S�o do Escrit�rio Regional. Eles t�m Sedans pretos n� 603.

Vejo que as contas do Hotel estavam OK. A bebida, inclusive.

E esse resto deve ser para o motorista, imagino.

E o show termina.

V�o lev�-lo para casa. Ele "melhora" e da� escapole para o boteco.

Frank, de novo? O que ele tem no pesco�o? Medalha estranha, eu diria.

Esse a�, se n�o o pararem, vai trabalhar at� morrer.

N�o posso ver isso. Come�a como uma opereta,

mas se Robert n�o pensar direito, vai acabar como uma trag�dia.

Voc� vai me amar pra sempre, at� morrer?

Tenho que ir para casa tomar caf�. - N�o v�...

- Fant�stica pontaria. - Que belo tiro!

- Assassino! - Eu assassino? Que tolice.

Por que fez isso? Matar cegonhas � proibido.

Eu sei, mas tenho uma licen�a especial para isso.

Aguarde, e ver� o trabalho na ave.

Ela sabe que n�o fazemos isso para n�s mesmos.

Algu�m pode me falar o que faz essa cidade famosa?

- � o Museu de bichos empalhados. - Me diga, professor, e todos voc�s...

O que seria de nossa cidade se n�o houvesse o museu?

- N�o ter�amos museu de c�ra. - Voc� deve se dar conta

que um animal perfeitamente empalhado � o melhor para se estudar.

Aprender como � um cad�ver, n�o �? N�o te entendo.

Nenhum animal vivo � melhor para estudar

que um animal empalhado. - Voc�s s�o assassinos mesmo assim.

Eles n�o gostam de s�res com penas. Temos sorte de n�o t�-las.

Ou�a, Sr. Oliva, com essa bolsa a�, voc� n�o tem o direito de falar de ningu�m,

entende? Olhe pra si mesmo. - Isso aqui n�o � qualquer coisa.

Voltem �s suas ocupa��es, todos voc�s.

S� um minuto, estou um pouco atrasado.

Al�.

E algo para voc� tamb�m, Johnny. Aqui est�.

Bom dia.

- Aquela fileira deve ser reparada. - Eu j� vi. Vou consertar.

- Espera a�. Limpe isso, camarada. - Sim, senhor.

Ficar� brilhando... Olda, n�o pode ser... quando...

- Vai, vai. - Ent�o...

Bom dia.

Meu filho n�o � meio burro?

N�o acho. Ele � um garoto esperto. Todavia, requer cuidado.

Cuidar dele n�o � f�cil, ainda mais quando se � vi�vo.

Para piorar, o Robert � que � o seu professor.

Escute-me, Robert. Chamar o seu superior

de assassino em p�blico n�o me parece uma cr�tica construtiva.

- Ou �? - Bem...

Como v�, n�o �. Apesar de tudo, nunca desisti da id�ia

de traz�-lo para o caminho certo, o �nico que h�, como a verdade, sabia?

- Especialmente a sua verdade. - Minha verdade?

O que voc� quer dizer? Afirma que cada um tem uma?

Que esp�cie de disparate � esse, garoto? Cuidado!

Com licen�a, colega.

Claro. Caminho certo, camarada.

- Perd�o? - Eu disse o certo.

Ah, para o certo.

O que sempre dizemos que � a melhor coisa do mundo? Joey?

- Amizade. - E o que mais, Hettie?

- Sinceridade. - Sim, e o que mais, Olda?

- N�o ofender as pessoas. - N�o ofender, isso a�.

E tudo isso junto significa ser um bom cidad�o em nossa cidade.

Agora, cada um vai escrever, desenhar ou pintar o que gosta

ou n�o gosta em nossa cidade, ou o que gostaria

que melhorasse aqui. Vamos l�, todo mundo.

Sei que voc� est� me observando, mas o que eu poderia fazer?

Precisei de grana para o carro, depois pr� gasolina, tamb�m para a sua m�e.

Se dou aos h�spedes o que eles merecem, n�o terei para os impostos...

A�, vou pr� cadeia. Se pago meus impostos

e tiro dos turistas... - Te mandam pra cadeia tamb�m!

Aqui na classe dizemos que as melhores coisas do mundo...

s�o sinceridade e amizade. Mas tem gente que s� conta lorota...

N�o gosto de meu pai, mas n�o vou escrever isso aqui

sen�o ele me sapeca na vara de marmelo.

Visto que a realidade mostra-se abaixo de nossas exig�ncias

� essencial prestar particular aten��o ao aspecto moral do caso.

ao aspecto moral do caso... datilografou a�?

Nossas exig�ncias morais... Entre! ...n�o coadunam com atos...

Oh, Julie, aplicada como sempre.

Charlie, feche os olhos.

Que bobagem, Rosie.

Maravilha! Que primoroso! Ficou absolutamente perfeito!

- Voc� � um grande artista, senhor. - Fez um belo trabalho, camarada.

Eu s� fiz a parte t�cnica. A parte art�stica coube toda...

ao nosso excelso diretor. - Como queira,

cada um com suas habilidades. Voe aqui em volta.

- N�o entendi, senhor? - Voe. Finja estar vivo.

- Desse jeito? - Isso mesmo.

Garotada, hoje vai ser desenho de observa��o.

O senhor Oliva ser� nosso modelo.

Se quiserem...

Posso contar algumas est�rias.

Conte como se apaixonou um dia.

Fale de quando foi marinheiro e enfrentou um naufr�gio.

Querem amor e perigo... Por que n�o?

Ambos fazem um homem comum se tornar her�i.

E eu queria ser her�i de novo. Eu era jovem e lindo,

N�o sou mais jovem, apenas lindo.

- Por que n�o riu, Helen? - Voc� � lindo, tio.

Obrigado, querida. Mas n�o me chame de tio.

Eu era o segundo timoneiro num navio grego.

Adentramos o mar num lindo dia. Tudo ia muito bem...

at� passarmos no Cabo dos Sem Esperan�a. Antigamente era

Cabo dos Sem Esperan�a, mas hoje � Cabo da Boa Esperan�a,

estava tudo calmo... A�, quando passamos pelo cabo,

de repente veio uma tempestade. Foram terr�veis 3 dias e 3 noites!

A tempestade fazia de tudo, o barco lutou como um le�o,

eu lutei como um tigre, mas o capit�o era meio burro,

da�, batemos num rochedo e o navio acabou afundando.

No dia seguinte, acordei na areia de uma praia, sem saber

como cheguei ali. N�o vi ningu�m, a n�o ser os destro�os.

Vi mais adiante um povoado. Andei e, quando cheguei l�,

vejam voc�s, n�o vi ningu�m nas ruas...

ningu�m nas casas, nem nos jardins... Tudo deserto!

Notei, por�m, que n�o longe dali, trazida pela brisa, vinha uma m�sica.

Encantadora, como de uma flauta m�gica. Podem ouv�-la?

Eu segui aquele som, o que acabou me levando a uma pra�a

onde todos do povoado estavam reunidos, escutando

um mago tocar uma flauta m�gica. Havia uma garota com ele,

t�o charmosa...Nunca vi garota t�o bela em toda a minha vida,

e olha que eu j� procurei! Seu nome era Diana.

E enquanto ela dan�ava e cantava t�o lindamente,

um gato andava ali por perto, e esse bicho tinha algo...

que nenhum outro gato no mundo jamais teve:

- Pequenos �culos de sol! - Verdade, tio...Sr. Oliva.

Ainda os tenho. Aqui est�o.

N�o posso dar a voc�s.

Ei, voltem para a carteira, sentem-se.

Estes �culos s�o a �nica coisa que tenho para lembrar de Diana.

Ela, para meus olhos, parecia incorporar...

toda a beleza do mundo, e todo o mist�rio do mar.

- O que havia acontecido comigo? - Apaixonou-se.

E como! Viajei com ele de povoado em povoado,

de cidade em cidade. Me juntei ao show, fiz de tudo, mas havia algo

que eu era proibido de fazer: tirar os �culos do gato.

- Mas por que? - Foi o que eu perguntei tamb�m.

Mas ningu�m me revelava. Parab�ns, Lassie,

voc� � uma perita no desenho. Que talento!

Voc� poderia ir para o circo como a desenhista veloz!

Onde eu estava? Ent�o, ningu�m me contou nada.

At� que num belo dia, Diana pegou no sono debaixo de uma ameixeira florida.

Quando se dorme debaixo de uma dessas, voc� vai falar a verdade.

Assim diz um velho ditado �rabe...ou ah...vem do Oriente.

Da�, quando ela j� estava dormindo gostoso,

eu perguntei: "Diana que dorme debaixo da ameixeira,

por que n�o tirar os �culos do gato?" "Porque, disse ela ainda dormindo,"

" se o gato ficar sem �culos..."

"as pessoas v�o mudar de cor, segundo seus atos e sua natureza."

"e as pessoas n�o gostam disso." Da�, eu s� esperei o pr�ximo show

e no cl�max da apresenta��o, arranquei os �culos do gato.

E foi como Diana dissera. As pessoas foram mudando de cor

segundo sua natureza e seus atos. Vi umas ficarem roxas...

- Quais? - As mentirosas e hip�critas.

- Os desleais ficaram amarelos. - � mesmo, como o enxofre...

ou gema de ovo, ou can�rios. - Foi bem merecido.

Mas veja, Hettie, os apaixonados ficaram vermelhos como papoulas.

- E com as pessoas normais? - Que aconteceu com elas?

Bem, o maior problema acontecia com os normais.

Eles n�o ganharam nem perderam nada, mas houve grande confus�o.

Os roxos e os cinzas...

n�o queriam que ningu�m soubesse que eram maus, da� mataram o gato.

- E a Diana? - Diana desapareceu...

e tudo o que restou foram os �culos.

Te conhe�o! Voc� � voc� e ele � ele.

N�o permita que aqueles que pintam percam suas esperan�as.

O que pensa que faz na minha escola? Voc� � um doid�o!

- E o que o viajante faz ali? - O camarada Oliva...,

estamos na aula de artes, e ele � nosso modelo.

Ah sei. O que vi foram palha�adas de um doid�o!

- Ele est� estimulando a imagina��o. - N�o � cient�fico.

Nada mais h� para mim. Nada mais existe...

Tabby!

Chanin!

- Chanin! - Pera�, n�o seja tolo.

Aqui, chanin, chanin.

Chanin, chanin!

Nada? Droga. Chanin! Chanin!

Machucou?

Venha.

Chanin, Tabby.

Chanin, Tabby.

- Sente-se. - Obrigado.

N�o est� quente?

- Isso d�i? - N�o.

Voc� � a mulher mais linda que eu j� vi.

Pelo menos, eu acho.

- Acertei a cabe�a dele. - Oh, isso acontece.

- S�o probabilidades. - � um prazer...

- Que eu tenha levado a pancada? - N�o. Prazer em conhec�-lo.

- Voc� parece nosso castel�o. - Pare�o quem?

O castel�o. Ele parece com voc�, fala como voc�. Se chama Oliva.

Oliva... Conhece algum Oliva?

- Ele � um cara legal? - Assim como voc� parece ser.

- Uma eleg�ncia, imagino? - Voc� deveria saber,

j� que � um m�gico. - N�o sei de nada.

S� sei o que me interessa. Voc� queria saber tudo de tudo?

- Bem, se eu fosse m�gico... - Que tal um cafezinho?

- Caf� preto? - Sim.

- Tenho qualquer tipo de fantasia. - S�rio?

De quem voc� quiser. Qual deseja? De Napole�o?

- N�o. Essa � comum. - Gengis-Khan?

- N�o. - Colombo, ent�o?

N�o, eu queria algo... menos militar, mais comum.

- Tipo o que? - Tipo eu.

Assim...

Aqui est�. Fantasiado, fica igualzinho

Igual ao infinito ou ao finito do Universo.

Qual universo prefere, um finito ou um infinito?

- N�o sei. E voc�? - Bem, eu penso

que uma x�cara de caf� cairia bem, o que me diz disso?

Todos j� se acomodaram.

Vai ser dif�cil com o Robert, afinal.

Vamos, pega a�.

Robert � t�o teimoso. Mas ao mesmo tempo � um banana.

Muito engenhoso, n�o?

Obrigado.

Essa foi boa, n�o?!

Quanta besteira.

Totalmente sem p� nem cabe�a, n�o quer dizer nada.

Muito comum. Achei meio obsceno.

Pobre homem, parece que estamos no mesm barco.

Amarelo � a cor da infidelidade.

Uma rosa cinza, muito estranha...

Cuidado, madame, cinza � a cor dos ladr�es, dos lar�pios.

A roxa � para os hip�critas, trapaceiros, ego�stas e mentirosos.

Vermelho � para o amor verdadeiro, para os apaixonados.

N�o sabia que estava ocupado.

Ainda te reconhe�o, senhor.

N�o se preocupe. Acharemos Tabby.

- Tem certeza? - Tabby se foi.

- � a vida. - Vou mat�-lo! Vou mat�-lo!

Esperava por mim, amigo pulguento?

Qual o problema?

Quieto!

Tabby!

Chanin, chanin!

O que est� havendo?

� um congresso de clones, ou a mat�ria frente � antimat�ria?

Isto eu n�o recomendo, pois elas se anulam...

e efeitos desconhecidos surgir�o. J� bastam os conhecidos.

Sr. Oliva, por favor, voc� viu o gato?

Mentir ou n�o mentir, eis a quest�o, ainda mais no escuro.

- Eu vi sim. - Pra onde ele foi?

Eu o trouxe escondido num saco, pois queriam mat�-lo.

E o libertei por aqui, para que ele vivesse um pouco mais.

- Ele corre perigo aqui. - Ele corre perigo em qualquer lugar.

Poderia nos mostrar o que traz a� nessa bolsa?

Voc� � um m�gico. Deveria saber.

- Desculpe-me a desconfian�a. - Tudo bem.

Estamos acostumados a desconfiar. As m�s l�nguas dizem que eu como gatos.

Mas eu trago � carne de cavalo. Adoro um ensopado, sabe?

- Boa noite. - Bons sonhos.

Voc� tamb�m.

- Boa noite, clone. - A prop�sito...

n�o se lembra de mim? - Como me esqueceria,

voc� foi meu substituto. E era apaixonado pela Diana.

Oh, e como! Mas como ela n�o me reconhece?

A juventude tem mem�ria curta. S� os mais velhos guardam lembran�as.

Ela era linda e jovem. O que estou dizendo?

Ela ainda �! Espera a�, h� algo errado!

Por que? Juventude n�o envelhece e beleza n�o se enfeia.

A� tem coisa... H� quanto tempo � assim?

Quanto? Desde quando as pessoas t�m precisado.

Uma pitada de beleza, outra de magia, adicionadas a um pouco de domingo

a um dia cinza de trabalho. E voc�, o que anda fazendo?

Estou tentando cultivar a fantasia nas crian�as.

� uma fr�gil flor. Vai murchando ao passar da inf�ncia.

Eu a chamaria como uma flor de uma s� primavera.

Bem, estou tentando cultivar uma flor mais resistente.

- Um bot�nico, hein? - Hmm.

Parece que n�s dois estamos presos ao trabalho.

- A prop�sito, clone, boa noite. - Muito boa noite.

- De onde veio o gato Tabby? - De nossa casa.

Sei... da sua casa. E onde fica essa casa?

Qualquer lugar onde estejam crian�as, onde esteja o Sr. Oliva e voc�.

- E pessoas como voc�s. - Eu j� te vi antes, Diana,

h� muito tempo, eu subia por essas colinas.

Quando se � jovem, parece que se sobe montanhas muito altas.

Voc� continua subindo, mas isso n�o importa, porque o vento sopra

e o c�u est� sobre voc�, t�o azul que d�i no cora��o.

E quando voc� tenta toc�-lo, ele retrocede.

Voltando a essa �poca, quando eu escalava, eu via voc�.

Muitas vezes, e n�o sei como n�o te reconhecia toda vez.

- Mas voc� ainda est� subindo. - Sinto isso ao seu lado.

Ou quando estou com as crian�as.

Acho que � por isso que adoro minhas aulas.

- Tabby! - Chanin, chanin!

Tabby!

- N�o se v�, Diana. - Eu preciso. Nos esperam.

Encontre o Tabby.

Voltarei por ele.

Aten��o! Aten��o! Este � um aviso extra�rdinario.

Sumiu um gato chamado Tabby. O bicho tem o tamanho

de um gato adulto, e � cinzento. � um animal treinado,

de inestim�vel valor. H� uma gorda recompensa por ele.

Nada pode me acontecer.

Mas tem gente que est� contra a parede agora, hein?

- N�o estou nem a� pra esse tal de gato. - Eu n�o gosto de gatos,

por serem naturalmente p�rfidos. Tamb�m detesto vagabundos.

N�o h� o que temer para os de consci�ncia limpa.

Miau, miau.

O que quer dizer I-ha-ha-ha-ha?

Viram aquele gato andando pelo campo perto do bosque.

No meio do mato, o bicho

est� desprotegido ante feras humanas. - Voc� tem licen�a pra ca�ar...

e n�o a usa. - Eu adoraria dar uns tiros por a�.

Seu rifle est� polido e brilhando.

- Ent�o a tarde promete, hein? - Esta tarde.

- Quem paga? - Eu, fa�o quest�o.

- Que aconteceu, senhor? - Que fedor!

Que catinga horr�vel. Espera!

Marianne! Tenho dores terr�veis.

- Voc� est� falando a verdade? - Juro por Deus.

E a�, pai?!

- Miau! - Ou�a, Sr. Oliva,

- Voc� j� foi mais engra�ado. - E voc� j� foi menos cinza.

- Para que a pressa? - N�o estou com pressa.

Ah, n�o est�. Mas est� sim! Sempre temos pressa quando estamos envergonhados.

N�o sabe bater na porta?

Traga o Robert aqui.

Acharam o Tabby, veja. Chame o Joey pra c�.

Eu queria ver de perto esse mago de quatro patas.

Vou tentar.

Chamando Joey pra vir com o gato at� a sala do diretor.

- Voc� vai cuidar dele? - Claro que vou.

Ele ficar� bem comigo at� que Diana volte pra busc�-lo.

- Legal, ele vai brincar com a chanin. - Ele vai se esbaldar.

V� agora e diga �s crian�as que eu vou cuidar do Tabby. Pode deixar.

Estou chegando. Quero ver essa pequena aberra��o.

Espera! Espera a�!

- Espere voc�, vamos conversar.

- Me perdoe, mas isso � trai��o! - Perfeitamente, � trai��o.

Sua trai��o. Voc� traiu o sacerd�cio de ser professor.

- Sou um bom professor! - Sil�ncio e senta a�.

Ensinou �s crian�as a prejudicar nossos cidad�os. Esse gato � obra sua.

- O gato s� mostra a verdade. - O assunto aqui � voc�, n�o o gato.

Como queira, mas diga ao servi�al pra me devolver o Tabby!

- Gosta de lecionar? - Claro, sen�o n�o estaria aqui.

Vou te dar um conselho: Esque�a desse papo de gato,

p�ra de inventar moda, e vai lecionar. Do contr�rio...

Soube de tudo, Robert.

O que direi �s crian�as? Me deram o Tabby pra que eu cuidasse...

- Rebeldia n�o vai te ajudar. - N�o posso aceitar isso, Julie.

Calma. Ter estrat�gia e fingir um pouco n�o significa que voc� aceitou.

Sua vida de estrat�gias te fizeram ficar toda roxa.

Estrat�gias por voc�, Robert. S� por voc�...

Seja sensato. Se quer o gato e as aulas...

voc� tem que saber jogar. - Como quiser. J� estou jogando.

Sem ironias. Um jogo tempor�rio � poss�vel.

Como assim? Hein?

Olha. O que o diretor mais preza?

- Mas j� lecionei sobre a cegonha. - Ent�o vai repetir a li��o.

- � por uma causa maior. - Boa coisa n�o parece.

� o gato pela cegonha, pau a pau.

- Deixa o resto comigo. - Julie...

� verdade que o Tabby n�o est� com voc�, senhor?

Deixei com o pai da Olda por uns dias.

- Meu pai n�o gosta dele. - Isso acontece.

Crian�as, que p�ssaro � aquele, quem sabe?

� uma cegonha.

- Correto. - Mas j� estudamos ela.

Eu sei, mas � um p�ssaro importante, da� repetiremos a li��o.

- Hettie, o que voc� sabe a respeito? - Ela come peixes e outros bichos da �gua.

- Vamos pegar o Tabby de volta?

Bom dia.

Continue a aula, camarada.

Sinto minha coluna dobrando.

A cegonha. � um t�pico sensacional.

Diretor, a classe quer saber como se empalha a cegonha.

- Verdade? - Ele fala s�rio?

Pupilos, dissecar e preparar

este comedor de sapos n�o � f�cil.

� uma especialidade art�stica...

Olha! O servi�al est� levando o Tabby numa gaiola.

Enfiaram uma meia na cabe�a dele.

Empalhamento � interessante, mas n�o precisamos mais disso.

N�o precisamos matar os bichos para faz�-los ferramentas de estudo.

N�o � muito mais interessante capturar sua vida e beleza num filme?

Ou fotografias? Olhem essa pobre criatura.

� uma vis�o vazia. Ou apenas imaginem o Tabby empalhado aqui

nos olhando com olhos de vidro.

Voc� � insano, Robert. Devia pedir desculpas.

- Ou pede desculpas, ou... - Ou o qu�?

- Ou est� tudo acabado entre n�s. - Eu concordo.

- Com o qu�? - Com o fim do relacionamento.

- Mas, Robert... - Ser� melhor assim, Julie.

Nossos valores n�o combinam.

Interessante. � primeira vista parece um gato comum,

no entanto... - � um monstro, n�?

Fica de olho naquele anarquista.

- E fa�a o que... - N�o se preocupe,

Est� tudo arranjado. Posso come�ar agora mesmo.

Pensei que, agora que o pegamos,

algo podia acontecer ao gato, como comer algo terr�vel

por exemplo, ou... - Diga ao hoteleiro e ao Jack

para virem ao meu escrit�rio antes da meia-noite.

Pode deixar.

Convoquei voc�s para discutirmos o que fazer com o gato.

� um assunto delicado.

Aviso aos senhores que n�o irei influenci�-los,

pois sou imparcial no caso.

Meu �nico desejo � prevenir futuros epis�dios escandalosos

em nossa cidade, e a desonra de nossos bons cidad�os.

- Vamos fati�-lo. - Sejamos civilizados, amigo.

Civilizados.

Ningu�m vai pegar o gato. J� preparei tudo.

- Continue. - Eu me ofere�o para fati�-lo.

E se algu�m roubasse o gato? Estou apenas supondo.

Por exemplo, o servi�al vai ao por�o amanh� e constata que

a gaiola est� vazia, a janela arrombada, da� suspeitar�o do Robert,

enquanto o gato... ...est� morrendo devagar.

O que acha?

N�o vou opinar, estou apenas mediando.

Tudo bem, mas algu�m deve tomar a decis�o, certo?

Voc� chegou ao fundo do po�o, meu jovem.

Diga-me, algu�m assim pode ensinar nossas crian�as?

De jeito nenhum.

Digo, Robert, encontre outro emprego ou serei obrigado...

Mais um para o ch�o!

Ei...

Arranque essa porcaria e destrua tudo!

GOSTAMOS DE NOSSO PROFESSOR E DE TABBY.

EST�O FAZENDO MAL AOS DOIS. POR ISSO VAMOS EMBORA.

Aten��o! Aten��o! � uma ordem! Alunos da 3� s�rie

� uma ordem! Alunos da 3� s�rie

voltem para suas casas.

Repetindo. Alunos da 3� s�rie

voltem imediatamente para suas casas.

Se pelo menos eles soubessem

o que eu sei.

Aten��o! Aten��o! � uma ordem! Alunos da 3� s�rie

voltem para suas casas.

Repetindo. Alunos da 3� s�rie

voltem para suas casas agora.

Vinnie!

- Crian�as! - Olda! - Jaruna! - Olda!

Podem me ouvir? Joey!

Olda!

- Crian�as! - Voltem, garotos!

- Crian�as! - Olda!

Joseph!

- Joey! - Blazenka!

- Svatopluk! - Tony!

Todos me sigam! Em frente!

Os da esquerda v�o � esquerda, os da direita v�o � direita.

Peter! Peter! Pete! Tony!

- Pare de berrar. - Peter! Pete!

- Vai pr� l�, eu vou por aqui. - Peter!

Mulher! Que � isso?

- Francis! - Francis!

- Mary! - Mary!

- Dusan! - Dusan!

Peter, por favor!

- Peter! - Peter!

Peter, Pete!

Aten��o! Aten��o! � uma ordem! Alunos da 3� s�rie

voltem para suas casas. Repetindo! Alunos da 3� s�rie

� uma ordem! Voltem para suas casas.

Como se j� n�o tiv�ssemos problemas suficientes.

Eles procuraram em todo lugar, mas as crian�as evaporaram no ar.

� por isso que agora eles j� est�o apelando para qualquer coisa.

Joey, se voc� n�o aparecer

n�o precisa voltar mais. - Hettie, pode me ouvir?

Acabou a brincadeira, � hora de voltar, sen�o... pode me ouvir?

Calma, senhores. Trata-se apenas de uma travessura.

Ao escurecer, ter�o m�do e voltar�o com o rabo entre as pernas.

Mas, mulher...

Peter, o que est� fazendo conosco, seu miser�vel?

Mulher, mulher.

- � o azar que baixou! - � urucubaca do gato!

- Oh n�o, o culpado � o Robert. - N�o, o diretor � que �.

- Ningu�m pode acusar assim. - Ningu�m pode, mas eu posso.

O servi�al � o respons�vel. Indo para o bar, ele disse...

Sim! � tudo culpa minha.

Eu quis matar o gato, e fiz coisas terr�veis

ao Robert. Tamb�m agi como um puxa-saco.

Sinto muito, diretor. N�o se fa�a de surpreso.

Que crian�a suportaria um pai como eu?

Olda!

Volte aqui,

Prometo que isso n�o vai se repetir.

Como eu poderia julg�-lo! Sou o maior fingidor de doen�as.

Meu filho � que est� doente de mim. Quando Joey voltar,

Darei bom exemplo de trabalho. Serei condecorado por excel�ncia!

Mas quem n�o tem culpa?

- N�s n�o merecemos isso. - O diretor � o culpado.

Isso � in�til. Devemos nos unir e

pedir perd�o ao Robert e ao gato. Pelo amor de Deus,

quantos golpes planejamos... Pergunte ao diretor!

V�o em frente! Perguntem! H� algo mais belo que uma

sincera autocr�tica? - Sim.

Voc�s erraram, meus amigos, mas est�o perdoados.

- Agora, devemos unir as for�as. - Espera a�! O servi�al

disse algo sobre golpes. - Por favor, Marianne,

n�o o afunde mais na lama, n�o v� que ele sente culpa?!

- Ele j� tagarelou demais. - Deixe-o tagarelar!

- Deixem o servi�al falar. - Sim. Se acreditam em mim,

bons cidad�os, eu falarei, Falarei ainda que possa morrer!

- E sobre sua auto-cr�tica? - Eu errei, eu aceito

mas me diga onde. Acreditei nesses homens, cegamente.

Voc� mesma ouviu. Um puxa-saco, um falso doente... d� nojo.

O momento � grave, companheiros

Procuram um culpado, mas � tarde demais.

Eu o adverti diversas vezes!

Tentei abrir seus olhos, mas ele n�o me ouvia. Sua cabe�a era a lei.

Finalmente, ele mandou as crian�as pregarem cartazem em toda a cidade.

- Essa � a verdade, Marianne. - Mas quem ca�ou o gato com um rifle?

N�o sei, pode ser qualquer um. Eu s� ca�ava lebres.

Ent�o por que atirou em tudo quanto � gato?

- Vi com meus pr�prios olhos... - Chega, Tonya.

Penso que seria melhor trazer o Tabby pra c�, n�o acha?

- O que me diz? - Como desejar,

Me alegrar� ficar livre dele. Al�m disso, ele n�o me fez nada.

- Traga o gato. E com vida. - J� vou.

Nada. Nem sinal deles.

- O que? - Cale-se, Madonna.

Por que Robert n�o fala ao microfone?

Todas as crian�as o amam.

� prop�sito, gostaria que o professor favorito

e o mais capacitado membro de minha equipe

falasse ao meninos sumidos. Camarada Robert.

- Sim. - Ele est� certo.

- Sei que voc� consegue, sei disso. - Queridas crian�as...

- Fala do Peter. - Aqui sou eu, o professor Robert.

Estou esperando por voc�s, com seus pais e m�es.

Se vissem como eles est�o tristes, e eu tamb�m.

Voc�s n�o me tra�ram e mantiveram

a confian�a em mim, e isso foi muito bonito de suas partes.

Mas eu n�o posso ajudar se continuarem escondidos.

Se voltarem, estaremos unidos para que n�o toquem num s� p�lo

da cabe�a de Tabby.

� por isso que devem voltar logo. Da�, poderemos ficar juntos

e dizer uns para os outros que a coisa mais bonita que temos

� a nossa amizade.

Vem c�, seu pestinha.

E essa senhorita.

- Peter. - Meu garoto!

- Cad� o Tabby? - Bem aqui!

- Ele n�o pode enxergar. - Tira essa meia da cabe�a dele.

- J� mostramos nossa cor, mesmo. - � verdade!

� o suficiente. Voc�s j� mimaram o Tabby...

agora devemos guard�-lo como a menina dos nossos olhos.

- N�o tem vergonha?

- D� ele aqui? Prometi d�-lo �s crian�as.

- Mas eles j� n�o o t�m?

- Ei, ei, ei. - Voc�s agem como garotos.

- D� o gato a�. - Solta o bicho!

Calma, Robert!

Ei, ei, Robert. Seja sensato.

Podem ouvir?

Um camale�o. Olhem, ele � um camale�o!

Afinal, voc� venceu. Est� feliz?

Venha comigo, Robert.

Voc� vem?

Vou contar uma est�ria... com mais verdade que...

LEGENDAS BOI-GORDO & OSNOFF

FIM

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