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FILMEXPORT HOME VIDEO apresenta
UM DIA UM GATO
Estrelando
No papel das crian�as
Associates Sound Illustrations
Roteiro, cen�rio e Storyboard
M�sica
Orquestra Sinf�nica do Filme regida por
Editor de imagens Editor de som
Decorador/ Estilista Maquiador
Decorador/ Estilista Maquiador
2� Camera / Camera Assistente Fotografia
Efeitos especiais / Arquiiteto Assistente/ Treinador de animais
Efeitos de som / Efeitos musicais
Iluminador chefe Assistente de Editor
1� Assistente do Director Demais assistentes
Produtores associados
Executivo de Custos
Diretor de Fotografia
Diretor
Produzido pelo grupo
Vou contar uma est�ria... com mais verdade que fantasia.
Observar a correria da vida,
� divertido. �s vezes voc� at� ri, mas deve gostar de ver gente.
Para isso, deve-se olhar as coisas de uma altura apropriada.
Alto demais, como astronautas, n�o d�. Eles flutuam sem peso.
Eles tamb�m n�o t�m tempo para notar o que acontece aqui.
Uma pouca altura, numa simples torre, num povoado humilde, serve.
E voc� ver� mais trag�dias que nas trilogias gregas.
Agora, vejamos o que o dia de hoje nos reserva daqui.
Ali, vemos 5 carrinhos de beb�. Oh, n�o. J� s�o 6.
Estamos crescendo sem controle e n�o h� nada a fazer.
Aqueles ali s�o turistas vindos de long�nquas fazendas de cooperativa.
Sempre aparecem por aqui, principalmente depois da colheita
para admirar nossas c�pulas renascentistas e saborear a cerveja.
Esse a� � o maior expert em tr�fego. Vejam com aten��o
como ele induz � colis�es. Sorte nossa que ningu�m o obedece.
Eis o Frank Madeira, ou Cano, dependendo do pouco trabalho que faz.
Susan desenha o dia todo. A crian�a est� tentado tamb�m.
Hettie, pode me ouvir? Por que s� desenha de azul?
S� tenho esse giz, tio.
T� certo! Por que n�o? Picasso n�o teve sua fase azul?
Ah, a fofoqueira. Sempre pulando para ver dentro das janelas.
Ela fiscaliza esses dois. Ele n�o s�o casados, veja,
e ela acha que deveriam ser. Essa � a fun��o dela.
H� h�spedes celebrando. N�o deve ser nada grande, j� que
bebem em copos pequenos. Seriam fiscais do Distrito ou
talvez do Escrit�rio Regional? Eles teriam ta�as maiores, eu acho.
Esse a� � o Joey com seu pai, Jack, que vive falando
a todos que sofre de artrite. Na verdade, sofre � de vontade de t�-la.
Frank est� levando tijolos.
A auditoria continua ali.
Vejam! O Jack est� trabalhando? Mas n�o tem artrite?
Claro que n�o! L� vai ele simular um colapso, como sempre.
E Marianne vai ajud�-lo, ela � realmente gentil.
Ela � m�e da menina do giz azul.
N�o sei se � vi�va ou m�e solteira
bem...o que isso nos importa, n�o � mesmo?
Mas que patife!
Outro babaca � esse a�. Seu nome � Robert.
N�o sei o que ele v� nela.
Amor, tem certeza? Se n�o, me diga. Ainda � tempo.
Acertei. S�o do Escrit�rio Regional. Eles t�m Sedans pretos n� 603.
Vejo que as contas do Hotel estavam OK. A bebida, inclusive.
E esse resto deve ser para o motorista, imagino.
E o show termina.
V�o lev�-lo para casa. Ele "melhora" e da� escapole para o boteco.
Frank, de novo? O que ele tem no pesco�o? Medalha estranha, eu diria.
Esse a�, se n�o o pararem, vai trabalhar at� morrer.
N�o posso ver isso. Come�a como uma opereta,
mas se Robert n�o pensar direito, vai acabar como uma trag�dia.
Voc� vai me amar pra sempre, at� morrer?
Tenho que ir para casa tomar caf�. - N�o v�...
- Fant�stica pontaria. - Que belo tiro!
- Assassino! - Eu assassino? Que tolice.
Por que fez isso? Matar cegonhas � proibido.
Eu sei, mas tenho uma licen�a especial para isso.
Aguarde, e ver� o trabalho na ave.
Ela sabe que n�o fazemos isso para n�s mesmos.
Algu�m pode me falar o que faz essa cidade famosa?
- � o Museu de bichos empalhados. - Me diga, professor, e todos voc�s...
O que seria de nossa cidade se n�o houvesse o museu?
- N�o ter�amos museu de c�ra. - Voc� deve se dar conta
que um animal perfeitamente empalhado � o melhor para se estudar.
Aprender como � um cad�ver, n�o �? N�o te entendo.
Nenhum animal vivo � melhor para estudar
que um animal empalhado. - Voc�s s�o assassinos mesmo assim.
Eles n�o gostam de s�res com penas. Temos sorte de n�o t�-las.
Ou�a, Sr. Oliva, com essa bolsa a�, voc� n�o tem o direito de falar de ningu�m,
entende? Olhe pra si mesmo. - Isso aqui n�o � qualquer coisa.
Voltem �s suas ocupa��es, todos voc�s.
S� um minuto, estou um pouco atrasado.
Al�.
E algo para voc� tamb�m, Johnny. Aqui est�.
Bom dia.
- Aquela fileira deve ser reparada. - Eu j� vi. Vou consertar.
- Espera a�. Limpe isso, camarada. - Sim, senhor.
Ficar� brilhando... Olda, n�o pode ser... quando...
- Vai, vai. - Ent�o...
Bom dia.
Meu filho n�o � meio burro?
N�o acho. Ele � um garoto esperto. Todavia, requer cuidado.
Cuidar dele n�o � f�cil, ainda mais quando se � vi�vo.
Para piorar, o Robert � que � o seu professor.
Escute-me, Robert. Chamar o seu superior
de assassino em p�blico n�o me parece uma cr�tica construtiva.
- Ou �? - Bem...
Como v�, n�o �. Apesar de tudo, nunca desisti da id�ia
de traz�-lo para o caminho certo, o �nico que h�, como a verdade, sabia?
- Especialmente a sua verdade. - Minha verdade?
O que voc� quer dizer? Afirma que cada um tem uma?
Que esp�cie de disparate � esse, garoto? Cuidado!
Com licen�a, colega.
Claro. Caminho certo, camarada.
- Perd�o? - Eu disse o certo.
Ah, para o certo.
O que sempre dizemos que � a melhor coisa do mundo? Joey?
- Amizade. - E o que mais, Hettie?
- Sinceridade. - Sim, e o que mais, Olda?
- N�o ofender as pessoas. - N�o ofender, isso a�.
E tudo isso junto significa ser um bom cidad�o em nossa cidade.
Agora, cada um vai escrever, desenhar ou pintar o que gosta
ou n�o gosta em nossa cidade, ou o que gostaria
que melhorasse aqui. Vamos l�, todo mundo.
Sei que voc� est� me observando, mas o que eu poderia fazer?
Precisei de grana para o carro, depois pr� gasolina, tamb�m para a sua m�e.
Se dou aos h�spedes o que eles merecem, n�o terei para os impostos...
A�, vou pr� cadeia. Se pago meus impostos
e tiro dos turistas... - Te mandam pra cadeia tamb�m!
Aqui na classe dizemos que as melhores coisas do mundo...
s�o sinceridade e amizade. Mas tem gente que s� conta lorota...
N�o gosto de meu pai, mas n�o vou escrever isso aqui
sen�o ele me sapeca na vara de marmelo.
Visto que a realidade mostra-se abaixo de nossas exig�ncias
� essencial prestar particular aten��o ao aspecto moral do caso.
ao aspecto moral do caso... datilografou a�?
Nossas exig�ncias morais... Entre! ...n�o coadunam com atos...
Oh, Julie, aplicada como sempre.
Charlie, feche os olhos.
Que bobagem, Rosie.
Maravilha! Que primoroso! Ficou absolutamente perfeito!
- Voc� � um grande artista, senhor. - Fez um belo trabalho, camarada.
Eu s� fiz a parte t�cnica. A parte art�stica coube toda...
ao nosso excelso diretor. - Como queira,
cada um com suas habilidades. Voe aqui em volta.
- N�o entendi, senhor? - Voe. Finja estar vivo.
- Desse jeito? - Isso mesmo.
Garotada, hoje vai ser desenho de observa��o.
O senhor Oliva ser� nosso modelo.
Se quiserem...
Posso contar algumas est�rias.
Conte como se apaixonou um dia.
Fale de quando foi marinheiro e enfrentou um naufr�gio.
Querem amor e perigo... Por que n�o?
Ambos fazem um homem comum se tornar her�i.
E eu queria ser her�i de novo. Eu era jovem e lindo,
N�o sou mais jovem, apenas lindo.
- Por que n�o riu, Helen? - Voc� � lindo, tio.
Obrigado, querida. Mas n�o me chame de tio.
Eu era o segundo timoneiro num navio grego.
Adentramos o mar num lindo dia. Tudo ia muito bem...
at� passarmos no Cabo dos Sem Esperan�a. Antigamente era
Cabo dos Sem Esperan�a, mas hoje � Cabo da Boa Esperan�a,
estava tudo calmo... A�, quando passamos pelo cabo,
de repente veio uma tempestade. Foram terr�veis 3 dias e 3 noites!
A tempestade fazia de tudo, o barco lutou como um le�o,
eu lutei como um tigre, mas o capit�o era meio burro,
da�, batemos num rochedo e o navio acabou afundando.
No dia seguinte, acordei na areia de uma praia, sem saber
como cheguei ali. N�o vi ningu�m, a n�o ser os destro�os.
Vi mais adiante um povoado. Andei e, quando cheguei l�,
vejam voc�s, n�o vi ningu�m nas ruas...
ningu�m nas casas, nem nos jardins... Tudo deserto!
Notei, por�m, que n�o longe dali, trazida pela brisa, vinha uma m�sica.
Encantadora, como de uma flauta m�gica. Podem ouv�-la?
Eu segui aquele som, o que acabou me levando a uma pra�a
onde todos do povoado estavam reunidos, escutando
um mago tocar uma flauta m�gica. Havia uma garota com ele,
t�o charmosa...Nunca vi garota t�o bela em toda a minha vida,
e olha que eu j� procurei! Seu nome era Diana.
E enquanto ela dan�ava e cantava t�o lindamente,
um gato andava ali por perto, e esse bicho tinha algo...
que nenhum outro gato no mundo jamais teve:
- Pequenos �culos de sol! - Verdade, tio...Sr. Oliva.
Ainda os tenho. Aqui est�o.
N�o posso dar a voc�s.
Ei, voltem para a carteira, sentem-se.
Estes �culos s�o a �nica coisa que tenho para lembrar de Diana.
Ela, para meus olhos, parecia incorporar...
toda a beleza do mundo, e todo o mist�rio do mar.
- O que havia acontecido comigo? - Apaixonou-se.
E como! Viajei com ele de povoado em povoado,
de cidade em cidade. Me juntei ao show, fiz de tudo, mas havia algo
que eu era proibido de fazer: tirar os �culos do gato.
- Mas por que? - Foi o que eu perguntei tamb�m.
Mas ningu�m me revelava. Parab�ns, Lassie,
voc� � uma perita no desenho. Que talento!
Voc� poderia ir para o circo como a desenhista veloz!
Onde eu estava? Ent�o, ningu�m me contou nada.
At� que num belo dia, Diana pegou no sono debaixo de uma ameixeira florida.
Quando se dorme debaixo de uma dessas, voc� vai falar a verdade.
Assim diz um velho ditado �rabe...ou ah...vem do Oriente.
Da�, quando ela j� estava dormindo gostoso,
eu perguntei: "Diana que dorme debaixo da ameixeira,
por que n�o tirar os �culos do gato?" "Porque, disse ela ainda dormindo,"
" se o gato ficar sem �culos..."
"as pessoas v�o mudar de cor, segundo seus atos e sua natureza."
"e as pessoas n�o gostam disso." Da�, eu s� esperei o pr�ximo show
e no cl�max da apresenta��o, arranquei os �culos do gato.
E foi como Diana dissera. As pessoas foram mudando de cor
segundo sua natureza e seus atos. Vi umas ficarem roxas...
- Quais? - As mentirosas e hip�critas.
- Os desleais ficaram amarelos. - � mesmo, como o enxofre...
ou gema de ovo, ou can�rios. - Foi bem merecido.
Mas veja, Hettie, os apaixonados ficaram vermelhos como papoulas.
- E com as pessoas normais? - Que aconteceu com elas?
Bem, o maior problema acontecia com os normais.
Eles n�o ganharam nem perderam nada, mas houve grande confus�o.
Os roxos e os cinzas...
n�o queriam que ningu�m soubesse que eram maus, da� mataram o gato.
- E a Diana? - Diana desapareceu...
e tudo o que restou foram os �culos.
Te conhe�o! Voc� � voc� e ele � ele.
N�o permita que aqueles que pintam percam suas esperan�as.
O que pensa que faz na minha escola? Voc� � um doid�o!
- E o que o viajante faz ali? - O camarada Oliva...,
estamos na aula de artes, e ele � nosso modelo.
Ah sei. O que vi foram palha�adas de um doid�o!
- Ele est� estimulando a imagina��o. - N�o � cient�fico.
Nada mais h� para mim. Nada mais existe...
Tabby!
Chanin!
- Chanin! - Pera�, n�o seja tolo.
Aqui, chanin, chanin.
Chanin, chanin!
Nada? Droga. Chanin! Chanin!
Machucou?
Venha.
Chanin, Tabby.
Chanin, Tabby.
- Sente-se. - Obrigado.
N�o est� quente?
- Isso d�i? - N�o.
Voc� � a mulher mais linda que eu j� vi.
Pelo menos, eu acho.
- Acertei a cabe�a dele. - Oh, isso acontece.
- S�o probabilidades. - � um prazer...
- Que eu tenha levado a pancada? - N�o. Prazer em conhec�-lo.
- Voc� parece nosso castel�o. - Pare�o quem?
O castel�o. Ele parece com voc�, fala como voc�. Se chama Oliva.
Oliva... Conhece algum Oliva?
- Ele � um cara legal? - Assim como voc� parece ser.
- Uma eleg�ncia, imagino? - Voc� deveria saber,
j� que � um m�gico. - N�o sei de nada.
S� sei o que me interessa. Voc� queria saber tudo de tudo?
- Bem, se eu fosse m�gico... - Que tal um cafezinho?
- Caf� preto? - Sim.
- Tenho qualquer tipo de fantasia. - S�rio?
De quem voc� quiser. Qual deseja? De Napole�o?
- N�o. Essa � comum. - Gengis-Khan?
- N�o. - Colombo, ent�o?
N�o, eu queria algo... menos militar, mais comum.
- Tipo o que? - Tipo eu.
Assim...
Aqui est�. Fantasiado, fica igualzinho
Igual ao infinito ou ao finito do Universo.
Qual universo prefere, um finito ou um infinito?
- N�o sei. E voc�? - Bem, eu penso
que uma x�cara de caf� cairia bem, o que me diz disso?
Todos j� se acomodaram.
Vai ser dif�cil com o Robert, afinal.
Vamos, pega a�.
Robert � t�o teimoso. Mas ao mesmo tempo � um banana.
Muito engenhoso, n�o?
Obrigado.
Essa foi boa, n�o?!
Quanta besteira.
Totalmente sem p� nem cabe�a, n�o quer dizer nada.
Muito comum. Achei meio obsceno.
Pobre homem, parece que estamos no mesm barco.
Amarelo � a cor da infidelidade.
Uma rosa cinza, muito estranha...
Cuidado, madame, cinza � a cor dos ladr�es, dos lar�pios.
A roxa � para os hip�critas, trapaceiros, ego�stas e mentirosos.
Vermelho � para o amor verdadeiro, para os apaixonados.
N�o sabia que estava ocupado.
Ainda te reconhe�o, senhor.
N�o se preocupe. Acharemos Tabby.
- Tem certeza? - Tabby se foi.
- � a vida. - Vou mat�-lo! Vou mat�-lo!
Esperava por mim, amigo pulguento?
Qual o problema?
Quieto!
Tabby!
Chanin, chanin!
O que est� havendo?
� um congresso de clones, ou a mat�ria frente � antimat�ria?
Isto eu n�o recomendo, pois elas se anulam...
e efeitos desconhecidos surgir�o. J� bastam os conhecidos.
Sr. Oliva, por favor, voc� viu o gato?
Mentir ou n�o mentir, eis a quest�o, ainda mais no escuro.
- Eu vi sim. - Pra onde ele foi?
Eu o trouxe escondido num saco, pois queriam mat�-lo.
E o libertei por aqui, para que ele vivesse um pouco mais.
- Ele corre perigo aqui. - Ele corre perigo em qualquer lugar.
Poderia nos mostrar o que traz a� nessa bolsa?
Voc� � um m�gico. Deveria saber.
- Desculpe-me a desconfian�a. - Tudo bem.
Estamos acostumados a desconfiar. As m�s l�nguas dizem que eu como gatos.
Mas eu trago � carne de cavalo. Adoro um ensopado, sabe?
- Boa noite. - Bons sonhos.
Voc� tamb�m.
- Boa noite, clone. - A prop�sito...
n�o se lembra de mim? - Como me esqueceria,
voc� foi meu substituto. E era apaixonado pela Diana.
Oh, e como! Mas como ela n�o me reconhece?
A juventude tem mem�ria curta. S� os mais velhos guardam lembran�as.
Ela era linda e jovem. O que estou dizendo?
Ela ainda �! Espera a�, h� algo errado!
Por que? Juventude n�o envelhece e beleza n�o se enfeia.
A� tem coisa... H� quanto tempo � assim?
Quanto? Desde quando as pessoas t�m precisado.
Uma pitada de beleza, outra de magia, adicionadas a um pouco de domingo
a um dia cinza de trabalho. E voc�, o que anda fazendo?
Estou tentando cultivar a fantasia nas crian�as.
� uma fr�gil flor. Vai murchando ao passar da inf�ncia.
Eu a chamaria como uma flor de uma s� primavera.
Bem, estou tentando cultivar uma flor mais resistente.
- Um bot�nico, hein? - Hmm.
Parece que n�s dois estamos presos ao trabalho.
- A prop�sito, clone, boa noite. - Muito boa noite.
- De onde veio o gato Tabby? - De nossa casa.
Sei... da sua casa. E onde fica essa casa?
Qualquer lugar onde estejam crian�as, onde esteja o Sr. Oliva e voc�.
- E pessoas como voc�s. - Eu j� te vi antes, Diana,
h� muito tempo, eu subia por essas colinas.
Quando se � jovem, parece que se sobe montanhas muito altas.
Voc� continua subindo, mas isso n�o importa, porque o vento sopra
e o c�u est� sobre voc�, t�o azul que d�i no cora��o.
E quando voc� tenta toc�-lo, ele retrocede.
Voltando a essa �poca, quando eu escalava, eu via voc�.
Muitas vezes, e n�o sei como n�o te reconhecia toda vez.
- Mas voc� ainda est� subindo. - Sinto isso ao seu lado.
Ou quando estou com as crian�as.
Acho que � por isso que adoro minhas aulas.
- Tabby! - Chanin, chanin!
Tabby!
- N�o se v�, Diana. - Eu preciso. Nos esperam.
Encontre o Tabby.
Voltarei por ele.
Aten��o! Aten��o! Este � um aviso extra�rdinario.
Sumiu um gato chamado Tabby. O bicho tem o tamanho
de um gato adulto, e � cinzento. � um animal treinado,
de inestim�vel valor. H� uma gorda recompensa por ele.
Nada pode me acontecer.
Mas tem gente que est� contra a parede agora, hein?
- N�o estou nem a� pra esse tal de gato. - Eu n�o gosto de gatos,
por serem naturalmente p�rfidos. Tamb�m detesto vagabundos.
N�o h� o que temer para os de consci�ncia limpa.
Miau, miau.
O que quer dizer I-ha-ha-ha-ha?
Viram aquele gato andando pelo campo perto do bosque.
No meio do mato, o bicho
est� desprotegido ante feras humanas. - Voc� tem licen�a pra ca�ar...
e n�o a usa. - Eu adoraria dar uns tiros por a�.
Seu rifle est� polido e brilhando.
- Ent�o a tarde promete, hein? - Esta tarde.
- Quem paga? - Eu, fa�o quest�o.
- Que aconteceu, senhor? - Que fedor!
Que catinga horr�vel. Espera!
Marianne! Tenho dores terr�veis.
- Voc� est� falando a verdade? - Juro por Deus.
E a�, pai?!
- Miau! - Ou�a, Sr. Oliva,
- Voc� j� foi mais engra�ado. - E voc� j� foi menos cinza.
- Para que a pressa? - N�o estou com pressa.
Ah, n�o est�. Mas est� sim! Sempre temos pressa quando estamos envergonhados.
N�o sabe bater na porta?
Traga o Robert aqui.
Acharam o Tabby, veja. Chame o Joey pra c�.
Eu queria ver de perto esse mago de quatro patas.
Vou tentar.
Chamando Joey pra vir com o gato at� a sala do diretor.
- Voc� vai cuidar dele? - Claro que vou.
Ele ficar� bem comigo at� que Diana volte pra busc�-lo.
- Legal, ele vai brincar com a chanin. - Ele vai se esbaldar.
V� agora e diga �s crian�as que eu vou cuidar do Tabby. Pode deixar.
Estou chegando. Quero ver essa pequena aberra��o.
Espera! Espera a�!
- Espere voc�, vamos conversar.
- Me perdoe, mas isso � trai��o! - Perfeitamente, � trai��o.
Sua trai��o. Voc� traiu o sacerd�cio de ser professor.
- Sou um bom professor! - Sil�ncio e senta a�.
Ensinou �s crian�as a prejudicar nossos cidad�os. Esse gato � obra sua.
- O gato s� mostra a verdade. - O assunto aqui � voc�, n�o o gato.
Como queira, mas diga ao servi�al pra me devolver o Tabby!
- Gosta de lecionar? - Claro, sen�o n�o estaria aqui.
Vou te dar um conselho: Esque�a desse papo de gato,
p�ra de inventar moda, e vai lecionar. Do contr�rio...
Soube de tudo, Robert.
O que direi �s crian�as? Me deram o Tabby pra que eu cuidasse...
- Rebeldia n�o vai te ajudar. - N�o posso aceitar isso, Julie.
Calma. Ter estrat�gia e fingir um pouco n�o significa que voc� aceitou.
Sua vida de estrat�gias te fizeram ficar toda roxa.
Estrat�gias por voc�, Robert. S� por voc�...
Seja sensato. Se quer o gato e as aulas...
voc� tem que saber jogar. - Como quiser. J� estou jogando.
Sem ironias. Um jogo tempor�rio � poss�vel.
Como assim? Hein?
Olha. O que o diretor mais preza?
- Mas j� lecionei sobre a cegonha. - Ent�o vai repetir a li��o.
- � por uma causa maior. - Boa coisa n�o parece.
� o gato pela cegonha, pau a pau.
- Deixa o resto comigo. - Julie...
� verdade que o Tabby n�o est� com voc�, senhor?
Deixei com o pai da Olda por uns dias.
- Meu pai n�o gosta dele. - Isso acontece.
Crian�as, que p�ssaro � aquele, quem sabe?
� uma cegonha.
- Correto. - Mas j� estudamos ela.
Eu sei, mas � um p�ssaro importante, da� repetiremos a li��o.
- Hettie, o que voc� sabe a respeito? - Ela come peixes e outros bichos da �gua.
- Vamos pegar o Tabby de volta?
Bom dia.
Continue a aula, camarada.
Sinto minha coluna dobrando.
A cegonha. � um t�pico sensacional.
Diretor, a classe quer saber como se empalha a cegonha.
- Verdade? - Ele fala s�rio?
Pupilos, dissecar e preparar
este comedor de sapos n�o � f�cil.
� uma especialidade art�stica...
Olha! O servi�al est� levando o Tabby numa gaiola.
Enfiaram uma meia na cabe�a dele.
Empalhamento � interessante, mas n�o precisamos mais disso.
N�o precisamos matar os bichos para faz�-los ferramentas de estudo.
N�o � muito mais interessante capturar sua vida e beleza num filme?
Ou fotografias? Olhem essa pobre criatura.
� uma vis�o vazia. Ou apenas imaginem o Tabby empalhado aqui
nos olhando com olhos de vidro.
Voc� � insano, Robert. Devia pedir desculpas.
- Ou pede desculpas, ou... - Ou o qu�?
- Ou est� tudo acabado entre n�s. - Eu concordo.
- Com o qu�? - Com o fim do relacionamento.
- Mas, Robert... - Ser� melhor assim, Julie.
Nossos valores n�o combinam.
Interessante. � primeira vista parece um gato comum,
no entanto... - � um monstro, n�?
Fica de olho naquele anarquista.
- E fa�a o que... - N�o se preocupe,
Est� tudo arranjado. Posso come�ar agora mesmo.
Pensei que, agora que o pegamos,
algo podia acontecer ao gato, como comer algo terr�vel
por exemplo, ou... - Diga ao hoteleiro e ao Jack
para virem ao meu escrit�rio antes da meia-noite.
Pode deixar.
Convoquei voc�s para discutirmos o que fazer com o gato.
� um assunto delicado.
Aviso aos senhores que n�o irei influenci�-los,
pois sou imparcial no caso.
Meu �nico desejo � prevenir futuros epis�dios escandalosos
em nossa cidade, e a desonra de nossos bons cidad�os.
- Vamos fati�-lo. - Sejamos civilizados, amigo.
Civilizados.
Ningu�m vai pegar o gato. J� preparei tudo.
- Continue. - Eu me ofere�o para fati�-lo.
E se algu�m roubasse o gato? Estou apenas supondo.
Por exemplo, o servi�al vai ao por�o amanh� e constata que
a gaiola est� vazia, a janela arrombada, da� suspeitar�o do Robert,
enquanto o gato... ...est� morrendo devagar.
O que acha?
N�o vou opinar, estou apenas mediando.
Tudo bem, mas algu�m deve tomar a decis�o, certo?
Voc� chegou ao fundo do po�o, meu jovem.
Diga-me, algu�m assim pode ensinar nossas crian�as?
De jeito nenhum.
Digo, Robert, encontre outro emprego ou serei obrigado...
Mais um para o ch�o!
Ei...
Arranque essa porcaria e destrua tudo!
GOSTAMOS DE NOSSO PROFESSOR E DE TABBY.
EST�O FAZENDO MAL AOS DOIS. POR ISSO VAMOS EMBORA.
Aten��o! Aten��o! � uma ordem! Alunos da 3� s�rie
� uma ordem! Alunos da 3� s�rie
voltem para suas casas.
Repetindo. Alunos da 3� s�rie
voltem imediatamente para suas casas.
Se pelo menos eles soubessem
o que eu sei.
Aten��o! Aten��o! � uma ordem! Alunos da 3� s�rie
voltem para suas casas.
Repetindo. Alunos da 3� s�rie
voltem para suas casas agora.
Vinnie!
- Crian�as! - Olda! - Jaruna! - Olda!
Podem me ouvir? Joey!
Olda!
- Crian�as! - Voltem, garotos!
- Crian�as! - Olda!
Joseph!
- Joey! - Blazenka!
- Svatopluk! - Tony!
Todos me sigam! Em frente!
Os da esquerda v�o � esquerda, os da direita v�o � direita.
Peter! Peter! Pete! Tony!
- Pare de berrar. - Peter! Pete!
- Vai pr� l�, eu vou por aqui. - Peter!
Mulher! Que � isso?
- Francis! - Francis!
- Mary! - Mary!
- Dusan! - Dusan!
Peter, por favor!
- Peter! - Peter!
Peter, Pete!
Aten��o! Aten��o! � uma ordem! Alunos da 3� s�rie
voltem para suas casas. Repetindo! Alunos da 3� s�rie
� uma ordem! Voltem para suas casas.
Como se j� n�o tiv�ssemos problemas suficientes.
Eles procuraram em todo lugar, mas as crian�as evaporaram no ar.
� por isso que agora eles j� est�o apelando para qualquer coisa.
Joey, se voc� n�o aparecer
n�o precisa voltar mais. - Hettie, pode me ouvir?
Acabou a brincadeira, � hora de voltar, sen�o... pode me ouvir?
Calma, senhores. Trata-se apenas de uma travessura.
Ao escurecer, ter�o m�do e voltar�o com o rabo entre as pernas.
Mas, mulher...
Peter, o que est� fazendo conosco, seu miser�vel?
Mulher, mulher.
- � o azar que baixou! - � urucubaca do gato!
- Oh n�o, o culpado � o Robert. - N�o, o diretor � que �.
- Ningu�m pode acusar assim. - Ningu�m pode, mas eu posso.
O servi�al � o respons�vel. Indo para o bar, ele disse...
Sim! � tudo culpa minha.
Eu quis matar o gato, e fiz coisas terr�veis
ao Robert. Tamb�m agi como um puxa-saco.
Sinto muito, diretor. N�o se fa�a de surpreso.
Que crian�a suportaria um pai como eu?
Olda!
Volte aqui,
Prometo que isso n�o vai se repetir.
Como eu poderia julg�-lo! Sou o maior fingidor de doen�as.
Meu filho � que est� doente de mim. Quando Joey voltar,
Darei bom exemplo de trabalho. Serei condecorado por excel�ncia!
Mas quem n�o tem culpa?
- N�s n�o merecemos isso. - O diretor � o culpado.
Isso � in�til. Devemos nos unir e
pedir perd�o ao Robert e ao gato. Pelo amor de Deus,
quantos golpes planejamos... Pergunte ao diretor!
V�o em frente! Perguntem! H� algo mais belo que uma
sincera autocr�tica? - Sim.
Voc�s erraram, meus amigos, mas est�o perdoados.
- Agora, devemos unir as for�as. - Espera a�! O servi�al
disse algo sobre golpes. - Por favor, Marianne,
n�o o afunde mais na lama, n�o v� que ele sente culpa?!
- Ele j� tagarelou demais. - Deixe-o tagarelar!
- Deixem o servi�al falar. - Sim. Se acreditam em mim,
bons cidad�os, eu falarei, Falarei ainda que possa morrer!
- E sobre sua auto-cr�tica? - Eu errei, eu aceito
mas me diga onde. Acreditei nesses homens, cegamente.
Voc� mesma ouviu. Um puxa-saco, um falso doente... d� nojo.
O momento � grave, companheiros
Procuram um culpado, mas � tarde demais.
Eu o adverti diversas vezes!
Tentei abrir seus olhos, mas ele n�o me ouvia. Sua cabe�a era a lei.
Finalmente, ele mandou as crian�as pregarem cartazem em toda a cidade.
- Essa � a verdade, Marianne. - Mas quem ca�ou o gato com um rifle?
N�o sei, pode ser qualquer um. Eu s� ca�ava lebres.
Ent�o por que atirou em tudo quanto � gato?
- Vi com meus pr�prios olhos... - Chega, Tonya.
Penso que seria melhor trazer o Tabby pra c�, n�o acha?
- O que me diz? - Como desejar,
Me alegrar� ficar livre dele. Al�m disso, ele n�o me fez nada.
- Traga o gato. E com vida. - J� vou.
Nada. Nem sinal deles.
- O que? - Cale-se, Madonna.
Por que Robert n�o fala ao microfone?
Todas as crian�as o amam.
� prop�sito, gostaria que o professor favorito
e o mais capacitado membro de minha equipe
falasse ao meninos sumidos. Camarada Robert.
- Sim. - Ele est� certo.
- Sei que voc� consegue, sei disso. - Queridas crian�as...
- Fala do Peter. - Aqui sou eu, o professor Robert.
Estou esperando por voc�s, com seus pais e m�es.
Se vissem como eles est�o tristes, e eu tamb�m.
Voc�s n�o me tra�ram e mantiveram
a confian�a em mim, e isso foi muito bonito de suas partes.
Mas eu n�o posso ajudar se continuarem escondidos.
Se voltarem, estaremos unidos para que n�o toquem num s� p�lo
da cabe�a de Tabby.
� por isso que devem voltar logo. Da�, poderemos ficar juntos
e dizer uns para os outros que a coisa mais bonita que temos
� a nossa amizade.
Vem c�, seu pestinha.
E essa senhorita.
- Peter. - Meu garoto!
- Cad� o Tabby? - Bem aqui!
- Ele n�o pode enxergar. - Tira essa meia da cabe�a dele.
- J� mostramos nossa cor, mesmo. - � verdade!
� o suficiente. Voc�s j� mimaram o Tabby...
agora devemos guard�-lo como a menina dos nossos olhos.
- N�o tem vergonha?
- D� ele aqui? Prometi d�-lo �s crian�as.
- Mas eles j� n�o o t�m?
- Ei, ei, ei. - Voc�s agem como garotos.
- D� o gato a�. - Solta o bicho!
Calma, Robert!
Ei, ei, Robert. Seja sensato.
Podem ouvir?
Um camale�o. Olhem, ele � um camale�o!
Afinal, voc� venceu. Est� feliz?
Venha comigo, Robert.
Voc� vem?
Vou contar uma est�ria... com mais verdade que...
LEGENDAS BOI-GORDO & OSNOFF
FIM
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