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Original subtitles

É um bebé muito giro, Brian. De onde veio o nome Sutton?

Da Great White Way.

Nunca entendo o que dizes,

- mas pareces feliz, e fico feliz. - Eu mal estou feliz.

Pronto, ninguém olhe para ele.

- Ele quer que perguntemos porquê. - Sim.

Porquê? Porque o Charlie se vai ausentar por três meses,

e tenho de ser pai solteiro.

Não têm de me chamar herói.

Ninguém o ia fazer.

Olha essa carinha.

És tão bonita.

Não tens de ir para a escola nem desenvolver uma personalidade. Nada.

É muito mais pequena do que o Jimmy era.

Era tão cabeçudo que, até aos dez anos, sempre que se virava depressa

cambaleava nessa direção.

Mais alguém partilhe algo.

Aproveita essa idade enquanto podes, Brian. Crescem depressa.

Nem acredito que ela vai acabar a secundária amanhã.

Não acredito que ele continua a fingir que vai.

Sabes, cresci com um pai assim.

Fútil, mas encantador.

Portanto, não abertamente mau,

mas fazia-nos sentir mal a toda a hora.

Entendes-me.

Entendo.

- Mas estás a esmagar-me. - Pois.

Guardas isso para a Sofi?

Não resultou.

Não.

Já estás bem?

- Ainda não. - Está bem.

Certo. Quem quer começar?

Eu começo. O Sean é um cabrão.

Admira-me ele estar aqui

e não numa entrevista para outro grupo de apoio mais chique.

Aceitei um emprego num restaurante, portanto, tenho de fechar a carrinha.

E abandonar-me como um sacana.

Caramba.

Pronto. Calma, sim? Isto não é o The Jerry Springer Show.

- O que é isso? - Céus. Esqueci-me de que sou mais velha.

Era uma espécie de feira com pessoas doentes da cabeça

que víamos quando não íamos à escola por estarmos doentes. Tóxico e violento.

Tenho tantas saudades.

Agora, Jorge,

entendo que estejas zangado com a aparente atitude sacana do Sean.

Que tal falarmos do que sentes para o podermos resolver?

Sei como resolver isto.

Certo. Rapazes, não é assim que resolvemos os problemas.

Vá lá, meu.

Fala comigo.

- Vai-te foder. - Jorge, não faças isto.

Porque são sempre os dentes?

Não dói.

Acho que este é falso.

Assinaram termos de responsabilidade, certo?

Todos os nossos filhos crescidos sob o mesmo teto.

Sinto muita gratidão.

Querida, somos ricos

com amor e família.

- Porque está o Derek tão emotivo? - Está assim desde a operação.

- Certo. - O que posso dizer? Certo.

A vida é curta.

Quero saborear cada momento. Todos o devemos fazer.

Matthew, o que estás a saborear?

Por acaso, o meu negócio dos ténis está em alta.

Poupei o suficiente para ter a minha casa

com os meus amigos Finn e Leo.

E o Jack.

E quatro desconhecidos.

Quantos quartos têm?

- Dois. - Nunca mais vais bater uma.

Arranjámos um sistema para isso.

Uma agenda para bater uma. Boa.

É boa comunicação.

É assim que se constroem as sociedades.

- Alice. - Olá.

Em breve, terás um momento para saboreares.

- O fim da secundária. Como te sentes? - Pronta para despachar isso.

A secundária não foi a melhor experiência para mim, caso não saibas.

Estás a gozar?

És uma brasa, és inteligente,

toda a gente te adora…

Por causa da tua mãe.

Pobre criança sem mãe.

Derek, não.

Sim, ela… não tem mãe.

Se o meu namorado se sentasse com a minha mãe, adoraria a festa.

Ela gosta de apalpar.

Foi uma vez, e ela pensou que lhe tinhas roubado o tabaco.

Ela abriu-me a braguilha.

- Bem, é normal… - Sim.

… ela querer conhecer-te melhor.

Vê se te orientas.

Olha para o Will e até o Matthew.

És o novo Matthew.

É mau para a tua marca.

- Podes voltar lá para cima. - A namorada do Will está grávida.

- A sério? - O quê?

Então, mano? Ele contou-nos isso em conferência.

Em confidência.

Foi o que eu disse.

Vou andando.

Tenho mesmo de ir, mas diria isso, fosse como fosse.

Mãos no ar quem achava que eu seria a primeira.

Nem acredito que o Paul se vai embora.

Paul. Tudo bem, meu?

Vou buscar uma barra de proteína.

- Fazes bem, meu. - Boa notícia.

Não me chateiem.

Ele não parece tão triste quanto eu.

Vou sentir falta do cheiro a velhote resmungão.

Transformamos o gabinete dele num museu do Paul.

As escolas fariam visitas de estudo.

A Disney faria um boneco robotizado.

A dizer coisas como: "Vejam, as ferramentas."

E: "Rafeiro."

O Paul não te contou?

- O quê? - Certo.

Bem, o Paul deu-me o edifício para o meu centro de traumas.

Bem, na verdade, vou alugar o espaço por um dólar por mês.

Não devo pagar porque ele não aceita pagamentos digitais. No fundo, é à borla.

A menos que ele se meta no digital. Não vai acontecer. É mesmo à borla.

- Ele deu-te o edifício todo? - Sim.

- Isso é fantástico. - A sério?

Falei com o Paul sobre isso há anos. Não me interessa gerir um negócio.

Só quero poder ver os meus pacientes.

Faço isso em qualquer lado.

Já o faço agora, praticamente.

Este é o teu sonho.

É um capítulo seguinte muito bom para este lugar.

Obrigada, Jimmy.

Isso é mesmo importante para mim.

Mesmo muito, muito.

- Podemos ter o Paul robotizado à mesma? - Tem de ser.

"Tramado. Porque sou um boneco, Jimmy?"

Por aqui. Olá, Paul.

Nem acredito que isto está a acontecer. É o meu próprio multiverso.

- Avô Feliz, este é o Avô Resmungão. - Quem é quem?

- Acho que sabes. - Para mim, tanto faz.

- Randy. - Paul.

- Obrigado. - Eu disse-lhe

que me apoiaste muito nos últimos anos,

e achei que seria bom vocês se conhecerem.

- Vou chamar o meu pai. - Sim.

- Grande miúda. - A melhor.

Ela disse que te encontravas com ela no parque, em troca de doces?

Parece mais sinistro do que era.

Ouve, tenho… tenho de dizer que agradeço,

por estares lá para ela, depois da morte da Tia.

Eu teria gostado de ter estado mais presente.

Deve ter sido difícil para ti também.

Sei que é difícil lidar com pessoas que estão a sofrer.

Sim. Foi…

Bem, é o que é, certo?

Se te estou a deixar pouco à vontade, podes mudar de assunto.

Obrigado pelo roteiro.

- Tocas guitarra? - Não.

Certo. Está 0-1.

Isto é bonito. Não sabia que a conversa fiada pagava tão bem.

Aposto que o Jimmy é excelente nisso. Herdou-o da mãe.

Ela também era do tipo emotivo e falador.

O teu filho é um excelente terapeuta.

Folgo em ouvi-lo.

- Tens barras de proteína. - Queres uma?

- Não. - Vejam quem encontrei.

Bem me cheirou a perfume de aeroporto.

É o Avô Randy.

Gaby.

- O meu copo cheio de chocolate quente. - Podes crer.

Nunca me deixas chamar-te chocolate.

Gosto que tipos mais velhos me chamem "quente".

Isso é treta.

TERAPIA SEM FILTROS

Não me lembro de uma única vez

em que me tenha ligado ao meu pai a um nível emocional.

Uma vez, o meu pai embebedou-se,

acordou-me a meio da noite,

trancou-me na cave e disse-me que ia pegar fogo à casa.

- Ganhas nos pais maus. - Obrigado.

Parece que a Alice gosta muito dele.

Pois.

Não sabe que ele a vai deixar pendurada, como a mim, quando eu era miúdo.

Alguma vez falaste com ele sobre isso?

Não te podes zangar com alguém por não mudar de comportamento,

se não tiveste a coragem de lhe dizeres o que sentes.

Eu sei, Paul. Mas de que vale, se ele não vai mudar?

Raramente mudam.

Mas podes ficar furioso e atirar-lhe tudo à cara.

Estive para fazer isso tantas vezes.

Sou apenas um cobarde?

Ouve,

sabes o que penso destas coisas.

Não o farias para o mudar.

Só para te libertares desse fardo.

É um fardo demasiado grande,

e esse tipo de merda tóxica acaba por vir à tona, um dia.

Ele também não foi à minha festa de final da secundária.

Uma vez, o meu pai pôs-me a lutar com um cão que me mordeu.

Não admira que seja tudo "tramado".

Falámos sobre todas as nossas opções

e queremos ficar com o bebé.

Vocês têm sequer uma relação séria?

É uma coisa para sempre?

Ainda não é público, mas ela tem o creme do eczema em minha casa.

Sim. É verdade.

Ainda nem te convidámos para um café e sanita, Peyton.

Não sei o que isso é.

É um símbolo de aceitação nesta família.

Eu venho cá muito para C e S.

C e S. Gosto.

- Summer. - Sim?

Levas o Connor para ele conviver com a tua mãe

e se habituar a ela antes da festa?

- Boa ideia. - O quê?

Ela já deve estar desperta.

Devias proteger-me.

Como é que isto aconteceu?

Não usaram proteção?

Usámos.

Só que acho que não resultou.

Vá lá, campeão.

E tive de parar com a pílula porque me afetava o humor.

Deixa-me mesmo má.

Um bebé vai deixar-te pior.

E ficarás com crostas nos mamilos.

E ficarão duros.

E nojentos durante um ano.

Como pequenas pedras.

Dos dois?

Só um.

Quero dizer…

Como vão sustentar o bebé?

Os agentes desportivos ganham bem.

Sim, mas trabalhas na sala do correio, por enquanto, até a IA te substituir.

Posso ir para o MomTok.

Conseguir acordos com marcas. Muita gente ganha dinheiro assim.

- Até a IA ir para o MomTok. - Para de dizer IA.

É uma ameaça existencial, querida.

Só quero que ambos saibam quão difícil vai ser.

- Só o parto… - Isso não me preocupa

porque quero fazer um parto em casa, na água, sem anestesia.

Conta.

Um.

Dois.

Até quanto vai ela contar?

- Por um parto na água? Talvez 100. - Quatro. Cinco.

Obrigado por não se passarem completamente.

Sei que é uma trapalhada.

Pois. Não é ideal.

Mas adoramos-te

e vamos superar isto.

Sim!

- De nada. - Obrigada.

- Adoro-te, mãe. - Adoro-te.

- Adoro-vos. - Fiquem bem. Adoro-te.

- Vão com cuidado. - Céus.

Vamos ter um bebé.

Vamos ser avós novos.

Céus. Tanta gente vai achar que sou a mãe.

Concorda comigo.

Tanta gente.

Mesmo muita gente.

- Vamos ligar a todos. - Vou comprar uma luva de basebol.

Fato de treino!

O meu ginásio é, oficialmente, demasiado gay.

Têm uma aula nova chamada Rabiosque Garland

onde fazemos agachamentos ao som da Judy Garland.

Tão idiota.

E podem beber na aula.

Fixe. Certo, alinho.

Encontrei o meu professor de Pilates no Instagram,

e ele tinha muito rabo à mostra.

- Estamos a falar de mim, Kellie. - Desculpa.

Já pedi desculpa.

- Queres o Insta dele? - Sim. Sê mais rápida, Kellie.

- Olá. - Olá.

O papá tem boas notícias.

Aprovaram o meu pedido de alojamento para a família na viagem ao Tennessee.

Podemos ir todos juntos.

Não tenho de passar três meses longe de vocês os dois.

Desculpa. Não me posso afastar tanto tempo.

Também trabalho, sabes?

- Brian, não podes trabalhar remotamente? - Claro que posso.

Não vou ao escritório há meses. Acho que se mudaram,

mas se perguntar agora, será estranho.

Porque não queres ir para o Tennessee?

Parece uma aventura.

O Elvis é de lá.

Têm churrasco.

E outras coisas de apropriação cultural.

Nós… roubámos-vos o churrasco?

- Podes crer. - Bolas.

Vá lá. A vida é curta.

Céus, Derek.

Chega disso da vida ser curta.

Não quero ir para o Tennessee.

Há demasiada humidade.

É longe.

E sabiam que Memphis

- é a capital nacional do homicídio? - A sério?

Não sei, mas se for, não é assim que quero descobrir.

E onde vou comprar a minha roupa? No Walmart?

O que queres dizer? Não compro merdas no Walmart.

- O quê? - Chegaste, felizmente.

O Brian está mais Brian do que o normal, e até dói ver.

Saí à pressa do velório do meu tio.

Não tinha acabado, mas disseram que era urgente.

- Não é. - Raios, desculpa.

Estou a gozar convosco porque foram muito estranhos ao telefone.

- O que se passa? - Eu digo-te.

O Matthew tem um trabalho a tempo inteiro, e ele…

… vai mudar-se daqui.

Boa. Não achei que ele conseguisse.

Nem eu.

Sim. A remodelação ainda não está terminada.

Preciso de alguém que arranje algum do trabalho que o Matthew fez.

Como a torneira ao contrário da casa de banho.

- Ainda sai água. - Agora, é um bidé.

Preciso de quem supervisione os trabalhos.

Se puderes fazer isso…

… podes ficar sem pagar renda. E, quando estiver disposto a vendê-la,

talvez estejas disposto a comprá-la.

Com esse teu novo emprego importante e chique.

- Vá lá. Olha… - Meu.

… sei que antes não estavas pronto,

e não faz mal se ainda não estiveres.

Só quero que saibas que isto também é para mim, está bem?

Tenho pensado muito sobre a minha vida e sobre quem quero ser.

E quero ser alguém que apoia e está presente para quem eu adoro.

Caramba, D-Train.

Vinha só me gabar da ideia. Agora, estou empenhado.

Sim.

- Está bem, aceito. - Boa!

- Vem ao papá! - Viva!

- Sim! - Sim!

- Adoro-te. - E eu adoro-te.

- Obrigado, Derek. - De nada.

- Não, Brian. - Já chega… Pronto.

- Vá lá. - Era para mim.

Vinte e três em 25.

Bateste-lhe com fúria.

Gosto de pensar que a estou a mandar para um lugar melhor. É a tua vez.

Boa ideia, puto.

Sim. Achei que não tínhamos passado muito tempo sozinhos.

Certo. É melhor ligares à NASA.

- Esta vai entrar em órbita. - Certo.

Vamos, Jimbo.

Na Liga Infantil, batias bolas mais rápidas.

Lembra-te do que te ensinei.

Pensa em alguém que te deixa furioso

e imagina essa cara na bola.

Essa foi mesmo com força.

Como em 1989, quando deste a vitória aos Badgers.

Gostaste desse dia.

Gostei mesmo.

É uma daquelas memórias nucleares.

Acho que o final da secundária será uma dessas memórias para a Alice.

Vá lá. Não vamos voltar a isso.

Não passámos uns dias fabulosos, todos juntos?

Ela adora mesmo o carro.

Acho que é fantástico

o quão generoso,

carinhoso e divertido tu consegues ser, quando nos vens visitar.

Mas parece sempre que estás pronto para partir.

Para os miúdos, isso pode ser confuso.

Fá-los sentir que não são tão importantes para ti como tu és para eles.

Isto do "divertimo-nos e pronto" não chega para ela.

Nunca chegou para mim.

Jimmy, a tua mãe é que sempre teve jeito

para as coisas sentimentais contigo. Eu só… Eu fazia…

- Fiz o melhor que pude. - Eu sei. Sei que sim. Eu sei.

Eu entendo. Entendo mesmo, pai.

E sei que achas que a Alice não se vai importar que te vás embora.

Mas sabes o que ela me disse?

Disse: "Estou tão feliz por podermos estar todos juntos."

Porque nós os dois…

… somos tudo o que ela tem.

O que é que gostavas que eu fizesse?

Cancela a pescaria.

Vai à festa de final da secundária.

Não sou assim, Jimmy.

E digo-te já que não quero nada ter esta conversa vezes sem fim,

portanto, se tens alguma coisa a dizer,

desembucha tudo agora.

Deixa estar.

Ótimo.

Vendem gelados ali.

Vamos. Pago-te um.

Vamos ter um bebé!

Fico tão feliz por vocês,

pelo vosso filho solteiro e pela aspirante a mamã do Instagram.

Obrigada.

Há tanta coisa para fazer.

Devíamos transformar o quarto do Will num quarto de bebé,

porque o bebé vai estar ali a toda a hora. Tenho de lhe arranjar um médico novo,

e um novo plano para o parto sem a palavra "banheira".

Querida, sei que estás entusiasmada,

mas não é um bocadinho cedo?

Eles não sabem o que estão a fazer.

No fundo, vamos criar esta criança durante os próximos cinco anos.

- Dez, com sorte. - Sim.

- Talvez 20. - Espero.

- O que foi? - O Charlie e as SMS sobre o Tennessee.

Agora, manda-me emojis tristonhos, e ele a fazer cara de emoji tristonho.

- É especial. - Não tem piada.

- Não tem piada. - É arte, Brian.

Tenho o direito de não querer ir para o Tennessee.

Brian, talvez ele parasse se ganhasses coragem para lhe dizeres a verdade.

Como te sentes.

Concordo com a Gaby sobre dizeres realmente o que sentes.

Pois concordas.

Porque a Gaby é um génio.

Não quero criar o bebé do Will.

- Pateta. - Lindo serviço, Gaby.

- Calma contigo. Não tenho medo de vocês. - Certo.

Não estavas feliz por seres avô?

E estou, mas como um avô normal,

que vê os netos aos fins de semana e nas férias, lhes dá uns doces,

e diz aos pais que o défice de atenção não é uma coisa real.

- Bem, é real. - Não é.

- O quê? - Certo.

Sei que estão todos fartos de me ouvir dizer que "a vida é curta",

mas é mesmo.

Não quero ter 90 anos

e estar numa cadeira de baloiço, ainda com a cabeça cheia de cabelo,

a desejar ter feito coisas fixes.

Quero ir de avião para outro fuso horário,

e, quando lá chegar, é ontem.

Quero ir ao Vietname.

Quero comer fruta que cheira a rabo.

- Posso sugerir rabo a sério? - Sobrevalorizado.

Podes ter tido uma má experiência.

Estou só a dizer

que quero que os dias que me restam sejam recheados de aventuras.

A minha aventura não é comer fruta-rabo,

mas força nisso.

Jamais te impediria de fazeres algo que te deixe feliz.

Não quero ir sozinho.

Quero ir contigo.

Mas não é a minha cena, querido.

Porque não convidas o Matthew? Ele ia ao Vietname. Ou o Connor.

- Olá. Posso comer um pêssego? - Toma, pequenita.

A Summer ia contigo, na boa.

Não a vou levar ao Vietname.

Não sabia que essa possibilidade existia.

Se mudares de ideias, eu alinho.

Querido.

Obrigada.

Pois. Vês? É por isto que mentimos.

- Porque tens as piores conclusões? - Como?

Fizeste papas de aveia para o dia da festa.

Sim, claro que fiz.

- É o teu preferido. - Memórias.

Fiz um lote de teste ontem, com água.

- Ficaram uma merda. - Certo.

Desta vez, usei leite de coco, e acho que descobri o segredo.

Boa!

Como é que gostavas disto?

Foram tempos sombrios.

- Olá. - Olá.

Para que é a mala?

Desculpa, miúda.

Surgiu uma coisa.

O meu amigo convidou-me para pescar em alto-mar.

Desculpa perder a cerimónia, mas estou muito orgulhoso de ti.

Não tem mal. Vais perder a parte chata.

Quem me dera ir pescar.

Por acaso, espera. Teria de tocar num peixe?

- E o peixe morreria? - Sim às duas.

- Então, esquece. - Certo.

- Enche o teu pai de orgulho. - Sim.

Vou mudar de roupa

- e buscar o chapéu. - Sim.

- Vou ter contigo ao carro? - Claro.

- Adeus, avô. - Adeus.

- Adoro-te. - Também te adoro.

- Boa sorte, miúda. - Obrigada.

Vês? Eu disse-te que ela ficaria bem.

Nem toda a gente é tão sensível como tu.

Obrigado pela visita. Até breve.

Acho que, quando me mudar, é de ti que vou ter mais saudades.

Falas de mim ou da sandes?

Não queres saber.

Cuidado com o que dizes ao Sean ou ainda levas um murro.

Ele não arranja o dente de propósito,

só para me fazer sentir mal.

É como trabalhar com o Daffy Duck.

Adoro o Daffy Duck.

Ele está furioso, mas sei que não tenho de resolver a vida dele.

- O que achas? - És bastante inteligente

para resolveres isto sozinho.

Certo, Sr. Miyagi. Assim farei.

Eu e a Julie partimos de manhã.

Vai dando notícias.

Liga para me dizeres quem é o Sr. Miyagi.

- Espera aí. - O que foi?

Achas mesmo que te vais embora sem me dares um abraço?

Dei-te um no fim da última sessão.

Foi um abraço entre médico e paciente. Quero o abraço de amigo.

- Não refiles por abraços. - Está bem.

Está bem.

Isso mesmo.

Credo. Ridículo.

Vejam só que lindo.

Vê se arranjas a merda do dente.

BEM-VINDOS SECUNDÁRIA DE CROWN VALLEY

- Estás bem? - Nervosa.

Também eu.

E eu só tenho de me sentar.

Antes de irmos para ali,

- a tua mãe… - Eu sei.

- Ela adora… - Eu sei.

Pois.

O que podemos fazer?

O que podemos fazer?

Miúda.

Toda a gente vai estar a olhar para nós, por causa da mãe,

portanto, que seja este o nosso momento emotivo, sim?

Ali, vamos apenas sorrir, e apontar um para o outro,

- cheios de estilo. - Combinado.

O que é isto?

Um recorte da tua cara, em bebé, mas não sei porque está aí.

Nem pensar.

Por favor? Eras tão fofa.

Pai, eu juro que, se levantares isto, nunca mais te perdoo.

Está bem.

- Adoro-te. - Adoro-te mais. Vamos.

Kyle Lacey.

Alice Laird.

Winnifred Lutke.

Kenneth Martin.

À maneira, não é?

Um bar com torneira, ar condicionado central,

e, ao contrário da casa da piscina, esta casa tem alguns quartos separados.

O que foi? Trouxeste-me mesmo aqui para te gabares da tua casa nova e fixe?

Sim.

Mas é a nossa casa nova e fixe.

Vem viver para cá.

Sem renda. Sem condições.

Pelo menos, até organizares a tua vida.

Bem, uma condição. Eu fico com o quarto maior.

Mas eu jamais teria chegado aqui sem ti.

- Então, o que me dizes, meu? - Falas a sério?

Pareço estar a brincar?

- Conta comigo. - Sim!

Isso mesmo.

Sean…

- Não tens de ser lamechas. - Dás-me boleia ao dentista?

Passei o dia à espera que me pedisses.

Vamos lá arranjar isso.

PARABÉNS, ALICE ADORAMOS-TE!

Tenho um companheiro de casa, portanto, adeus escritório, ginásio e gaiola.

- Como? - Ia comprar um pássaro,

e ali seria a gaiola.

Agora, não tens pássaro e a tua namorada não pode circular despida.

Ainda assim. Às vezes, temos de fazer sacrifícios pelas pessoas que adoramos.

Sean.

É mesmo verdade.

Quase me sinto tentada a dizer: "Eu disse-vos." E sem ironia.

Mas não o farei.

Mas faz-nos pensar.

- Sean, traz as fotos. Vamos. - Sim, senhora.

Foi uma boca mais para ti.

Por favor.

Nem cheiras fruta-rabo com um homem cujo único crime é amar-te demasiado.

Tu nem mudas de casa com o teu marido porque tens medo de tarte de noz-pecã.

É muito pegajosa!

E se não conseguir abrir a boca?

Parabéns!

- Vamos, um discurso! - Discurso!

- Força! - Está bem.

Muito obrigada por terem vindo.

Adoro-vos mesmo muito.

Foi uma jornada de loucos,

mas sinto-me grata por vos ter a todos ao meu lado, a toda a hora.

Aviso já que o Paul conta isto como a despedida dele,

portanto, peçam um abraço depressa.

Raios, Alice.

Conseguimos. Acabámos a secundária.

- Adoro-te tanto. - Eu adoro-te.

Também vos adoro.

- Não é um momento teu. - Quase nos separaste, Connor.

Vem cá. Adoro-te.

- Diverte-te no Connecticut. - Sim.

É a minha gente.

Devia-te uma planta viva.

Estou orgulhoso de ti.

E eu estou orgulhosa de ti.

Subchefe.

Chique.

Como prenda de despedida, não pagas a minha última fatura.

Por acaso, tens de pagar. Por lei, tenho de ser pago.

Gostamos do teu vestido.

É mais ou menos.

Estão zangadas porque não deixei que o viessem comprar comigo?

- Talvez. - Não foi muito fixe.

E se escolhessem a minha roupa de "conduzir até à faculdade"?

Está bem.

- Sim? Certo. - Nós adoramos-te.

- Adoramos-te. - Adoro-vos.

Parabéns pela Alice.

Obrigado.

Não sei o que é mais difícil.

Ser quem se vai embora ou quem fica para trás.

Ali está ela.

- Estou tão orgulhosa. - Obrigada.

Espera, nada de abraços se vais chorar.

O pai chora sempre que me aproximo dele.

Nem toda a gente é tão sensível como ele.

Sou um tipo rijo. Eu aguento.

Está bem.

Nem acredito que me vou despedir de ti também. Podemos curtir só uma vez?

- Está bem. - O quê…

- Certo. Tenham calma, sim? - Céus, o meu coração ia parando.

O meu também.

Bem, quando parar, eu estarei aqui.

- É bom saber. - Sim.

Aí estás tu.

Aonde vamos para o pequeno-almoço de despedida, amanhã?

Àquele sítio com "akaya"?

É açaí.

Estás bem, puto?

Vim apanhar um pouco de ar.

É um momento emotivo.

Há uns meses, depois de começar a tratar das tuas merdas todas…

… a Gaby avisou-me que tu nunca me agradecerias, fizesse eu o que fizesse.

E eu esperava que ela estivesse errada.

Está bem.

Queres um agradecimento? Claro.

Obrigado.

Fazes as coisas por isso? Pelo agradecimento?

És mesmo arrogante,

- sabes? - Sim, sei.

Esperas que todos te idolatrem,

e não queres saber se se sentem ou não valorizados.

Achas mesmo que isso é verdade?

Não sei o que fiz de errado, Paul.

Sempre te apoiei.

- Certo. - Apoiei os teus pacientes.

Fui da equipa Paul.

Fui da equipa Paul a toda a hora.

Eu. Equipa Paul.

Tudo o que eu fiz, sempre foi tudo para te fazer feliz.

Sim, dormi com a Meg…

Caramba!

Tu fizeste o quê?

Jimmy,

com a filha dele, não.

- Derek! - Tinha de fazer chichi.

Tiveste de passar por três casas de banho para chegar à varanda!

Gostamos de ar fresco.

Volta para dentro!

Está bem.

Dormiste com a Meg.

- Quando? - Há uns tempos. Não foi nada.

- Não foi nada? - Não, foi ótimo.

- Ótimo? - Paul, não interessa.

Aconteceu e, agora, ela voltou para o Dave,

e não temos de voltar a falar disto.

Tu deste a clínica à Gaby.

Falámos disto há muitos anos.

Disseste que odiavas a burocracia

e que só querias passar tempo com os teus pacientes.

As pessoas mudam. Nem sequer me perguntaste, Paul.

- Terias aceitado? - Não.

Então, estás zangado comigo

por não te oferecer uma coisa que tu não queres?

Sim, estou!

Eu devia ser o teu homem.

Tenho sido o teu homem.

E é assim que tu me tratas?

Eu não mereço esta merda!

- Calma, puto. - Não, estou zangado, Paul!

E estou envergonhado.

Teve de ser a Meg a dizer-me que te ias mudar.

Nem tiveste a decência de me olhar nos olhos

para me dizeres que me ias deixar.

Vamos fazer uma pausa.

Acho que isso que estás a sentir

pode ser dirigido a outra pessoa.

Não, acho que é dirigido aos dois.

Agora, já entendo.

Não sou tão importante para ti como tu és para mim.

Só me sinto idiota por ter demorado tanto a perceber isso.

Ouve, agora, vou para casa.

Vou-me embora amanhã de manhã, às 10 horas.

Vem despedir-te quando estiveres mais calmo.

Não me quero ir embora sabendo que ficas desgostoso.

Não sou assim tão sensível, Paul.

Hei de sobreviver.

Estava a andar em Memphis

A andar com os meus pés Mesmo perto da Beale

Kellie, se vais cantar comigo, por favor, acompanha o meu tom.

O que se passa?

Eu e a Sutton vamos contigo para o Tennessee.

E a Kellie também, se ela puder.

A sério?

Sim. Tu és incrível.

E estamos gratos por te ter.

Obrigada.

Sim. Vou fazer com que dê.

Ótimo. Lembra-me de a elogiar, de vez em quando,

senão, ela pode mesmo matar-me.

Espera, vocês vêm mesmo?

Fazemos sacrifícios por aqueles que amamos.

Depois, acusamo-los e falamos disso em todas as discussões,

para o resto da vida. Não é?

- Olá. - Olá.

Tenho estado a pensar.

Pois.

Eu vou ser uma avó incrivelmente controladora.

Estou muito ansiosa por isso,

e não há nada que possas fazer para me impedir.

Eu sei.

Mas também sei que tens necessidades.

Sabes?

Não adoro.

Portanto… comprei-te isto.

É a sério?

Achei que temos uns sete meses até eu ficar completamente louca.

Portanto, porque não estar na Europa?

Tens bilhetes para a fábrica da Guinness, em Dublin.

Mais uma reserva para o meu restaurante preferido em Verbier.

Depois, quando o bebé nascer,

ainda podemos fazer umas aventuras,

de vez em quando.

Mas esta começa em Barcelona.

Está bem, mas…

Podes dizê-lo bem?

Barcelona.

Muy sensual.

- És tonto. - Gracias, mi amor.

O carro chegou.

Está bem. Vou já.

O MEU CARRO CHEGOU.

Toalhas de praia Abanam na corda da roupa

Faço-te lembrar do teu pai No seu Ford de 1988?

O labrador de cabeça de fora Na janela do passageiro

A areia do teu cabelo Está a entrar-me nos olhos

Põe a culpa na praia Os homens feitos não choram

Lembras-te daquele sofá Muito velho na cave?

Eu cantava-te canções de amor E tu falavas-me

De como a tua mãe fugiu E empenhou o anel

Lembro-me Lembro-me de tudo

Da indiferença à hora de fechar

Imploravas-me para ficar Até ao nascer do sol

Surgiam palavras estranhas

Da boca de um homem feito De mente descontrolada

Imagens e o tempo a passar

Só sorris assim Quando estás a beber

Quem me dera não o fazer Mas faço

Lembro-me de todos os momentos Das noites que passei contigo

Legendas: Cláudia Nobre

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