All language subtitles for bonitinha_mas_ordinaria_xx

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian Download
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Pois.

Ninguém mais liga para acabar.

E outra.

É o médico.

A mulher sai mais virgem do que entrou.

É o pitangui das xoxotas.

Então, resolveu?

Senta.

Que mania de ficar de pé.

Acho que uma viagem é o ideal.

Para uma mulher, só o casamento resolve.

Pois não, doutor Tessuto.

Dona Wanda, vá no departamento pessoal... e apanhe as fichas de todos

funcionários solteiros.

Sim, senhor.

É melhor para você.

Afinal, o casamento não é tão mau assim.

Você vai ver.

Eu me mato de trabalhar.

Enfrento fila, ônibus lotado.

Dou um duro até altas horas da noite e vou ser aceitando carona de qualquer um.

O Edgar é um cara respeitador.

Sua boba.

E mais a mais você tem namorado. Isso não está direito.

Eu não sou mais criança, tá? Eu já tenho 18 anos.

Escuta, eu dou um duro danado para que vocês se casem.

Olha, para mim eu não quero nada.

Eu só quero, eu só peço a Deus para que vocês se casem na igreja, direitinho, de

vela e grinalda.

Entendeu?

Ai, não enche.

Olha, se eu souber que uma de vocês, qualquer uma, aceitou carona, eu quebro

cara de uma.

Deixa de onda, Ritinha.

Você está aí com ciúme.

O quê?

É isso mesmo. Você vive dando em cima dele. Do Edgar.

Você vai repetir isso, Aurora.

Vive se abrindo. É isso mesmo.

Aurora. Agora, repete. Vive se abrindo.

Repete.

Repete. Que vergonha.

É isso que você é. Para com isso, menina.

Toma. Para.

Para, menina.

Eu te odeio.

Calada. Eu te odeio. Dona Rita.

Estou andando para trás.

Meu marido morreu. Estou andando para trás.

Dona Rita.

Segura a mamãe. Não deixe eu andar para trás.

Estou andando para trás.

Dona Rita.

Dona Rita.

Você não é Dona Rita?

Sou sim, mamãe. Eu sou Dona Rita.

Ah, sim. Você é Dona Rita.

Dona Rita, houve um roubo nos Correios.

Disseram que fui eu. Vou ter que repor o dinheiro.

Deu tudo para trás.

Está dando tudo para trás. Minha vida está dando tudo para trás. Está dando

para trás. Está dando tudo para trás.

Está dando tudo para trás.

Amém.

Você está bêbado?

Eu estou bêbado.

É hora de abrir o jogo.

De tirar todas as máscaras.

Você é o que se chama o mau caráter?

Quer vencer na vida?

Se eu sou o mau caráter?

Escuta aqui.

O senhor conhece o Otto?

O Otto Lara Resende?

O do futebol?

O de futebol, onde? O Otto, o imortal.

Ele escreveu um livro e entrou para a academia. Ele disse uma, olha só. Ele

disse, o mineiro só é solidário no câncer. Que tal?

O mineiro só é solidário no câncer?

Piada.

Aí que está.

Não é piada.

Escuta aqui, doutor Pichu.

A princípio, eu até achei graça.

O mineiro só é solidário no câncer.

E daí?

Eu vou lhe contar.

Quando meu pai morreu, os vizinhos tiveram que fazer uma subscrição, uma

vaquinha. Eles se coetizaram para pagar o enterro.

Comigo não. Comigo a frase do Otto me ensinou.

Agora eu quero um caixão com tampo de vidro como o de Getúlio Vargas.

enterro de penacho, mausoléu, diabo. Não sou defunto de covarrasa, porra.

Isso mesmo.

O Otso Lara é que está com a razão.

Ô, Manolo, deixa que eu me viro.

O mineiro só é solidário no câncer.

Eu sou mineiro, pronto.

Mas, escuta.

O que eu tenho que fazer?

É simples.

Você não vai matar ninguém.

Vai se casar.

Eu casar?

Mas que piada é essa?

Piada ou escolaria.

Tintim.

Casar.

O duro.

E quem é a cara?

Brasil.

Milionária. A melhor família brasileira.

Eu sou um perrapado. Um borra -bota. Não interessa. Viu?

Não interessa.

O mineiro só é solidário no câncer.

É ou não é?

Só no câncer.

Portanto, já sabe.

Eu arranjo tudo.

Certo? Ela entra com o dinheiro e você com o resto.

Ainda por cima, linda.

Linda, rapaz. Uma coisinha.

Essas gajas que saem da manchete não chegam nem aos pés.

Não são nem páreo pra tal garota. Eu topo. Eu caso.

Caso imediatamente. Eu caso já.

Eu sempre gostei de granfina.

A granfina é a única mulher limpa.

Trepa e não transpira.

Mal caráter. Eu não sou defunto de cova rasa.

Eu quero enterro de penas. De penas. Mal caráter. Mal caráter.

De Penacho!

De Penacho!

De Penacho! De Penacho! Cidade maravilhosa!

Toma.

Chega a tempo. Não estou pronto.

Igual o pai, gastando dinheiro com bebida.

E eu aqui?

Porra, mamãe.

Pode se entrar?

Doutor Peixoto?

Desculpa a desarrumadão.

Dora, minha senhora.

O senhor... Eu vou fazer um cafezinho.

Eu vim pra gente continuar o nosso papo de ontem.

Doutor Peixoto, eu... Corta o doutor.

Eu ontem fiz um papelão.

O senhor... Você me desculpe. Isso.

E trate de você.

Pelo contrário, você foi brilhante. Aquela frase do Otto.

Otto? A frase do câncer.

Aquela do câncer.

Tem mineiro. Entra mineiro na história.

Como é mesmo, diz.

O Mineiro só é solidário no câncer.

Exatamente. Aliás, você... Bobagem.

Bobagem. Em absoluto.

Sua interpretação foi brilhante.

Ah, espera aí.

Um momento.

Você diz que se o Mineiro é isso, tudo é permitido.

Eu concordo.

Sou da mesma opinião.

Mas não foi bem assim.

Ah, foi.

Eu tenho boa memória. Mas não interessa, não interessa.

Você casa ou não casa?

Casar? Ah, espera aí, doutor Peixoto, você deve estar brincando.

Escuta, Miguel.

Você tem namorada?

Noivo?

Algum compromisso? Tem?

Bom, no momento, eu... Quer dizer, é uma menina, minha vizinha, uma coisinha.

Mas, por enquanto, não há nada.

Mas esse casamento é uma piada, claro.

Oh, rapaz, piada vírgula.

Olha, eu vou ser mais claro.

Uma certa família, das melhores do Brasil, encarregou -me de arranjar um

para a menina.

Menina, aliás, linda.

Linda. E esse marido pode ser você.

É o senhor?

Desculpe. É você quem escolhe? A pequena não apita?

Eu explico. Você vai compreender.

Essa menina sofreu um acidente.

Um acidente do tipo especial.

Ela vinha de carro por uma estrada.

Não! Não!

Não! Não!

Não!

Negro morre!

Quem me chama de negro morre!

Eu mato!

E agora que você já sabe... é casar.

Casar.

Edgar, perda no futuro.

Bom, então você já sabe de tudo.

De fato.

Contei o caso por alto.

Bem importante, você já sabe que a moça...

A moça sofreu um acidente.

Foi um acidente.

Como atropelamento, uma trombada.

Entende? Essa moça é minha filha.

Filha do seu patrão.

Presta atenção, porque isso é muito importante.

Filha do seu patrão.

Entendido?

Gostei da inflexão.

Sim, senhor.

Assim como direi... Meu filho.

Ouve o que ouve com a minha filha.

Mas eu posso garantir.

Nunca ouve menina mais virgem.

Exato, exato.

Mas vamos ao que interessa.

Você trabalha na firma há 11 anos.

Entrou para lá antes do Peixoto.

Começou de barro.

Meio do nada.

Qual foi mesmo o seu primeiro posto lá?

Auxiliar de escritório.

Mentira!

Que isso, Heitor?

É mentira dele!

Começou como contínuo.

Contínuo.

Contínuo. Não foi como contínuo?

Contínuo. Eu menti.

Continuo, continuo.

Portanto, não se esqueça disso.

Você é um ex continuo. Põe isso na sua cabeça.

Heitor, você está humilhando o rapaz.

Meu marido gosta de se fingir de mal.

Mas ele é bom.

Eu posso falar?

Senta. Um momento.

Não, não acabei.

Você vai casar com minha filha.

Tá bom.

Mas sabe como é.

Com separação de bens.

Aliás, eu acho que se eu me casar, se realmente eu... Não ouvi.

Eu acho que a separação de bens é o certo.

É o justo.

Eu também prefiro. Prefere nada conversa.

Olha aqui, meu senhor. Senta, rapaz. Essa mania, essa obsessão de ficar de

Separação de bens.

Mas você vai ganhar alto.

Não faz diferença.

Ganhar até mais.

Heitor.

Você fala como se tivesse comprado um genro.

Lígia, não atrapalhe.

Essa eterna mania.

Meu marido é bom.

Mentira.

Você me acha um capageste?

Diz que eu faço barulho quando eu como?

Nunca.

Eu vou me retirar.

Você é bom, Hector.

Você é bom.

Caso sério, minha vida.

E você que quase não fala.

Tudo sai de você aos bocadinhos feito de tica de cabra.

Fala, rapaz.

Vou falar, sim.

Mas senta.

Escuta aqui, Dr. Werneck.

E você também, Peixoto.

Você. Não é doutor não, tá?

Você.

Olha, eu não vou mais casar com sua filha, não. Não vou mais, não. E tem

Eu largo o emprego.

Enfio os 12 anos de estabilidade no rabo. É, no rabo.

E tem mais.

Eu sou um ex -contínuo. E você é um filho da puta.

Seu filho da puta.

Apanha a panela, mãe.

Deixou o emprego por quê, Edgar?

Quer apanhar, pelo amor de Deus.

Não sei para que tanto orgulho.

Problema meu.

Todo dia, todo dia você chega bêbado.

Seu pai também era orgulhoso.

E qual foi o resultado?

Deu para beber.

Bebia. Não fala do pai, mãe.

Você exatinho, seu falecido pai.

Mas exatinho, meu Deus.

Olha, o meu arrependimento, olha.

Eu não volto mais ao Dr. Werneck, mas nem atiro. O meu arrependimento é não

enfiado a mão na cara dele naquele dia mesmo.

Devia ter metido a mão.

Abaixa a cabeça, Edgar.

Abaixa a cabeça.

Capricha, mãe, capricha. Abaixa.

Quem tá boa pra burra é a Vitinha.

Dá um negocinho, mãe. Você vai acabar como seu falecido pai.

Porcaria esse edifício.

Sujeito tem que tomar banho de panela.

É o Brasil.

Vai pra cidade?

Tijuca. Eu vou pra lá, eu levo você.

Obrigada. Prefiro o Jones.

Vamos.

Entrem.

Aliás, foi bom até.

Olha, Edgar, vou te pedir um favor.

Não oferece mais carona para as minhas irmãs.

Mas por quê? Eu não entendo.

Há algum mal?

Há. Um momento.

Escuta.

Escuta, eu não tenho.

E eu estou sendo honesto.

O menor interesse por suas irmãs. Mas nenhum.

Meu interesse é por você.

Só por você.

Eu gosto de correr.

Eu vou raptar você.

Que tal?

Não brinca assim que eu... Esgar, eu tenho que estar no colégio. Vamos

Vamos para as matas da Tijuca.

Você tá maluca? Eu tenho hora marcada, os alunos.

E se eu fizesse com você? É, com você. O que fizeram com a moça que eu conheço.

Aliás, grampa inérgiva.

O carro enguiçou na estrada.

Apareceram cinco criolotes.

Agarraram a moça e fizeram miséria com ela. Legal, hein?

Se você não parar, eu salto. Eu me atiro.

Pois salte, eu quero ver.

Edgar, pelo amor de Deus, eu preciso voltar.

Escuta aqui.

Eu gosto de você e você gosta de mim, ou não é?

É mentira.

O Mineiro só é solidário no câncer.

Não me interessa, Mineiro.

Maldita hora.

Vá lá.

Eu vou ser humano.

Eu volto daqui e levo você na Tijuca.

Levo no colégio. Eu levo.

Mas antes, vem cá.

Você vai me dar um beijo? Nunca.

Um beijo só. Olha aqui, Edgar, o que você está fazendo comigo?

Sua burra! Sua burra!

Olha, eu bem podia fazer com você... o que os criolões fizeram com a Granfina.

Mas não quero.

Eu quero um beijo.

Um beijo e voltamos imediatamente.

Certo. E seu Delbero?

Você promete? Jura?

Prometo.

Juro.

Eu fecho os olhos.

Vem. Então tira a mão. Não me segura.

Isso nunca foi beijo.

Na face.

Eu quero na boca. Na boca!

Ou você me beija, ou ficamos aqui.

Até amanhã.

Escolhe. Eu vou beijar, mas obrigado, porque sou obrigada.

Não quero mais.

Não resista. Não quero mais.

Nós estamos sozinhos. Não adianta gritar, hein?

Vem.

Deita.

Me larga. Me larga.

Não.

Não. Quieta. Não adianta gritar.

Quieta. Não.

Não, Daniel.

Eu também quero!

Eu também quero!

Eu também quero! Eu sou filho de Deus!

Eu sou filho de Deus!

Eu também quero!

Olha aí.

Olha aí, é a maior turuba.

É uma bicharia, cara.

Puta que pariu. Eu tô duro, porra.

Guarda essa merda.

Guarda essa merda e aguenta aqui.

Oh, rapaz, você desapareceu? É que eu... Olá.

Senta, senta.

A Maria Cecília queria falar com você.

Comigo, é? Olha, o emprego continua lá, hein? É teu.

Eu me demiti.

O Dr. Wernick não aceitou a sua demissão.

Continua ganhando.

Papai gosta tanto de você, Edgar.

Ele me humilhou, fui humilhado.

Não chateia, Edgar.

Como vai, doutor?

Se conhecem?

É, de vista.

A Maria Cecília quer conversar contigo.

Vem comigo.

E não se esqueçam, o mineiro só é solidário no câncer.

Eu vim aqui, queria que você fosse falar com o papai.

Com seu pai eu não falo. Nem eu pedindo.

Maria Cecília, eu sou filho de vó. Posso falar?

Desculpe. Eu acho, não sei. É uma impressão. Eu acho que você tem

lá, de ter sido contínuo.

Eu? Você.

Em absoluto.

Vergonha por quê?

Contínuo é um homem como outro qualquer.

Um ser humano.

Então explica. Por que você ficou vermelho?

Ficou, Edgar, você ficou vermelhinho.

Mas nunca que eu... Me deixa falar?

Eu me lembro quando eu era garotinha, você ia lá em casa.

Eu olhava para você e você nem... Um dia você almoçou na cozinha.

Você usava uniforme caixa.

É, uniforme.

Você se ofendeu?

Por quê?

É lindo, tão lindo ser esposa de um ex -contínuo.

Ex -contínuo.

Ex -contínuo.

É gostoso, eu acho.

Vai. Eitinha. Na mola com a Eitinha.

Olha pra lá, Nadia.

Olha. Vai ser uma puta festa.

Não vou. Não adianta.

Sozinha não vou.

Porra, vambora. Então vai todo mundo.

A Nadia topa, não topa, Nadia? Eu topo. Eu não vou. Nem você, Nadia.

Gracinha.

Quem fica com a mamãe?

Eu dou um jeito.

A única coisa que presta no mundo é o sexo.

Deixa a punheta!

Como é que é? E o Fluminense?

É, o Fluminense precisa de time, né? Ah, vai melhorar, você vai ver. É, sim,

tchau.

Cabeceira no chão.

Cama daquele jeito.

Não enche o saco, você também.

Coitada, Teresa.

Você sabe, eu não sou de reclamar.

Eu sou um marido que não reclama. Mas na minha casa, na minha cama...

Minha.

O quê?

Minha. A casa é minha.

Eu não admito aqui dentro.

Chateia. Aqui não. Aqui eu não quero.

Eu te conheço.

Você nunca soube ser homem.

Esse Arthurzinho.

Não fala nesse cachorro.

Esse palhaço!

Se você fosse homem, por que não quebrou a cara dele?

Vem aqui dizer que vai casar.

Ei, Liana!

Está com dor de cor, não é?

Ou você pensava que fosse o quê?

Dor de corno, sim.

Mas você nem sabe o que é isso.

Você não gosta de ninguém.

É incapaz.

Você já gostou de alguém?

Eu gosto de alguém.

Duvido.

Uma mulher pior que você.

Mais suja que você.

Eu amo essa mulher.

Doutor Werneck.

Como está?

E o mineiro? Só é solidário no câncer?

Doutor Werneck.

Vamos falar sério. Estou falando seríssimo.

Essa frase tomou conta da cidade.

Doutor Werneck.

Eu vim aqui como homem. Antes de mais nada, diga.

Aquilo que houve entre nós... foi... como um brasileiro diz, um... mal

entendido.

O brasileiro é cínico para burro.

Vamos botar uma pedra?

Eu voltei para o emprego há dez dias e não estou satisfeito.

Eu não faço nada. Eu não tenho função, doutor Vernet.

Foi ordem minha, Edgar.

Escuta aqui, Edgar.

Você não é um funcionário qualquer.

Cometeu o salário quatro vezes.

Fique sabendo.

Você é meu genro. E meu futuro genro. Não precisa trabalhar.

Eu não quero ser um genro. Eu quero trabalhar.

O pessoal lá fala, doutor Pernet. Não dá bola.

O pessoal fala mal de mim, nas minhas costas. Dizem um diabo. Eu não me sinto

bem.

Olha, então, faz o seguinte.

Não vai lá.

Fica em casa.

Passa lá só para receber o dinheiro.

Pronto. Doutor Bernet, eu não sou peixoto.

Engano.

No Brasil, Edgar, todo mundo é peixoto.

Apanha o talco.

Ali.

Passa nas minhas costas.

Está coçando para burro.

Aí é assim.

Massageia. Mais para baixo.

Mais para baixo.

Eu tenho caráter, Dr. Burnett.

Eu sinto cócegas.

Quando eu tomo massagem, eu me sinto... me sinto aí como um

mero... De um filme americano.

Ah, bom.

Mas vem cá, do que é mesmo que... que você estava falando?

Ah,

caráter.

Escuta aqui.

Tem caráter?

Tem, senhor.

Tem?

Você até que tem muita sorte.

Minha filha continua pura.

Tão pura que nem a alma tem.

A alma vem... vem depois.

Com o tempo.

Você disse que tem caráter.

Eu quero esse casamento.

De qualquer maneira.

Toma.

Para quê isso?

Cheque.

Ao portador.

Leia, importante.

Leia.

Cinco milhões de cruzeiros.

Por quê?

A troco de quê?

É o teste.

O mineiro só é solidário no câncer, Edgar.

É seu dinheiro.

Mas se você tem caráter, e eu acredito, se você tem caráter,

rasga o cheque.

Depois você atira na minha cara, papel picado.

Ou você é peixoto.

Não passa de um peixoto.

Eu quero me despedir de você.

Me despedir?

É, eu vou me casar.

É mentira. Fiquei noio.

Olha, Diana.

Quer dizer que... E como é a última vez, a última, eu quero ficar uma hora com

você.

Edgar, eu tenho responsabilidade. Eu conheço o lugar.

Bacané. O melhor lugar.

O lugar mais discreto.

Ideia sinistra, Edgar?

Ideia mais sem graça?

Chega, parece uma traca.

Evidente. O que é que eu estou fazendo aqui?

Você é noivo, e mesmo que não fosse noivo, eu não posso gostar de ninguém.

Eu quero te falar uma coisa.

Tá bom, Edgar, fala.

O que é?

Edim, escuta.

Tá bom, mas não fala bonito.

Ritinha.

Eu não gosto de homem que fala bonito.

Ouve.

Até hoje, só conheci duas mulheres dignas de amor.

Uma é minha noiva.

A outra é você.

Eu? É, você.

Sua noiva, sim.

Eu, não.

O que?

Um túmulo vazio.

Venha cá, Rita.

Venha.

Venha, Edgar.

Pule também.

Pule.

Você está louco?

Pelo amor de Deus.

É a nossa despedida, Rita.

Escuta, olha.

Eu quero te beijar, Kim.

Pode ser mórbido, mas dane -se a morbidez.

É o nosso último beijo, vem.

Agora eu quero um beijo.

Você quer um beijo?

Eu te dou um beijo.

E o resto?

Tudo.

Mas de graça, não.

De graça, não?

Três mil cruzeiros.

É quanto eu cobro.

Dou mil à dona e fico com o resto.

Olha para mim.

Eu quero ver tua cara.

Edgar, eu gosto de você.

Eu continuaria fingindo se fosse outro.

A professorinha é uma máscara e sou outra coisa.

Eu trepo com qualquer um por dinheiro.

Não me compare à sua noiva.

Eu não sigo aos pés da sua noiva.

Se queres ser bonita, queres ser bonita, queres ser bonita, queres ser bonita,

queres ser bonita, queres ser bonita, queres ser bonita, queres ser bonita,

queres ser bonita, queres ser bonita, queres ser bonita, queres ser

bonita.

Ah, vá lá, vá lá.

Vá lá, vá lá.

Agora dão mais uns beijinhos, vamos andar, e que isto não são locais de

bandalheiras. Daqui a pouco o enterro vem para cá.

Ó, meu chá.

Mas o que é que foi?

O mineiro só é solidário no câncer.

Ó, deixa para lá, deixa para lá.

Quer dizer que você é uma... Esse nome não.

Não diga essa palavra. Essa palavra não.

Eu não presto.

Pode ser uma vagabunda, uma ordinária.

Tudo o que você quiser.

Mas eu te adoro.

Ninguém.

Nem tua noiva.

Fala, Ligia, não perde tempo.

Para o noivado, mamãe já encomendou a missa de ação de graça.

Oito de paus.

Que noia. Era um casamento simples.

Civil e religioso em casa.

Sem vestido de noiva.

Valete.

Sem vestido de noiva por quê?

Depois do que houve, não seria decente.

Mas ninguém sabe.

Deus sabe.

Deus não se mete.

Aquele médico.

Resolvi a situação.

Você pensa o quê?

Que toda noite vai acabar, não é?

Essas expressões, Heitor.

Você sempre com essa mania de ser honesta.

Lígia, vem cá.

Ninguém é honesto.

O mineiro só é solidário no câncer.

Não, Heitor, essa frase não.

Abri as portas da salvação e recebei -me em

vossa mansão.

Aceitai esse no meu coração como o penhor.

Como vai a frase do Otto?

Muda de chapa, Peixoto.

Está com vergonha de mim?

Eu também sou mau caráter.

Eu não sou mau caráter.

No Brasil, quem não é canalha na festa, é canalha no dia seguinte.

Está bêbado, Peixoto.

Mas olha, eu não me vendi.

Eu aceitei esse casamento porque...

Eu já conhecia Maria Cecília.

Eu sempre achei que podia me apaixonar por Maria Cecília.

E a tua vizinha?

Que vizinha?

A tal que é um negocinho.

Aquele não foi nada. Ainda por cima, uma vigarista.

Mas olha, eu já gosto de Maria Cecília.

Escuta, Richard.

Toda família tem um momento que começa a apodrecer.

Percebeu? Pode ser a família mais vertente, mais digna do mundo.

Lá um dia aparece um tio que é pederasta, uma irmã que é lésbica, um

ladrão, um cunhado que é louco.

Tudo ao mesmo tempo.

Está ouvindo, Edgar?

Acaba.

Com a minha autoridade de bêbado, te digo.

A família da minha mulher, da tua noiva...

Começou a apodrecer.

Nós, eu, você, também é de gás.

Pessoa, você é de uma surdidez.

Sou um canalha.

Ninguém se enche de mim.

Pois eu sou um canalha. E digo isso de boca cheia. Eu sou um

canalha.

Edgar, vamos casar?

Eu quero que saibas de tudo.

Olha, meu bem. Sim.

Eu quero te mostrar um lugar.

Está vendo?

Foi aqui que aconteceu tudo.

Vamos embora.

O Peixoto estava me ensinando a dirigir.

Peixoto?

O carro começou a dar defeito. Ele veio aqui procurar um mecânico. O motor

morreu.

Ele saltou.

Ligue o motor.

Como é que é, meu chapa?

Quer uma mãozinha?

Acho que foi o carburador.

Tem uma chave aí?

Tem, tem. Eu vou ver.

Aqui. Vamos,

amorzinho. Dá um beijinho. Dá!

E aí, rapaziada, o amor está na mesa!

Papai é rico!

Papai dá dinheiro!

Papai dá dinheiro!

Beijo ao negro!

Assume essa, negro!

Não me xinga de negro!

Me xinga!

Eu não sou negro!

Por

que

o Peixoto não matou esses caras um por um?

Desmaiou. Numa hora dez, o sujeito não desmaia, o sujeito mata, tem que matar.

Edgar, um dos miseráveis se chamava Cadelão.

De vez em quando eu ouço uma voz repetindo, Cadelão.

Foi esse que... foi o primeiro, mandava nos outros.

O pior você não sabe.

Telefonaram lá para casa, voz de homem.

Uma vez o sujeito só disse isso.

Maria Ficília, você gostou de ser violada.

Eu gostei de ser violada.

E desligaram.

Só pode ser o Cadelão.

Miserável cachorro.

Edgar.

E se você... Nós estamos sozinhos aqui.

Se você quisesse me pegar à força, quisesse fazer sozinho, porque os cinco

homens... Mas você não tem coragem.

É covarde.

Meu amor.

Depositou o cheque?

Nem vou depositar.

Edgar, traz o cheque.

Vai, Edgar.

Fica comigo.

Se eu depositar esse cheque, se eu tocar um tostão nesse cheque, eu tô perdido,

mãe. Eu tô perdido, mãe. Edgar, esse dinheiro é nosso.

Não vem, mãe.

Não vem, senão eu queimo.

Meu Deus!

Meu filho!

Eu sou velha!

Velha!

A sua mãe quer o dinheirinho!

Mãe!

Você parece uma bruxa!

Filhinho!

Você não vai fazer isso comigo!

Você não vai deixar sua mãe na merda!

Eu quero queimar e não posso.

Não consigo. Porque o mineiro só é solidário no câncer.

Escuta, mãe. O mineiro só é solidário no câncer.

Não repete, Edgar. Não repete.

Eu não gosto de mineiro. O mineiro só é solidário no câncer.

A frase do Otto, mãe.

A frase do Otto.

Chega.

Chega.

Desgraçado.

Você é igualzinho ao pai.

Eu marquei um encontro, Edgar. Eu queria explicar.

Vitinha, não interessa.

Edgar, você não sabe. Eu não era assim. Eu juro. Eu era direitíssima. Quer

dinheiro? Não me humilhe, Edgar.

Sabe o que é isso? É um cheque.

Ô, Edgar.

Um cheque de 5 milhões de cruzeiros.

Edgar, eu sou o que sou, porque eu... Se eu não rasgar isso, serei um canalha.

Pelo amor de Deus, escuta.

Quem tem razão é o Otto.

A frase do Otto é genial.

Não adianta você me contar nenhuma história. Enquanto eu não rasgar esse

ou eu rasgo esse cheque, ou a frase do Otto é verdadeira.

Edgar, minha mãe era tesoureira dos correios e telégrafos.

Funcionário antigo.

Eu quero que Deus me segue se eu tiver mentindo.

Um dia, houve um roubo.

Desapareceu uma grande quantia.

Eles fizeram uma comissão de inquérito.

Eu fui falar com o presidente da comissão.

O presidente?

É de casa, está me ouvindo?

O Mineiro foi a solidária no câncer.

Continua.

Ele disse que minha mãe era culpada.

É?

São os fatos.

São os fatos.

Em 20 anos, minha mãe não teve uma falta.

Nem tirou licença -prêmio.

São outros 500.

Outros 500.

Sua mãe roubou.

Roubou.

Todas as suspeitas.

Entende?

Roubou.

Minha mãe é incapaz.

Incapaz de tirar um níquel.

Nós passamos privação.

Você é minha filha. Ela não aceita. Não concebe.

Faça -se justiça.

Doe a quem doer.

Não vou me sujar.

Ou você pensa que não sou moleque?

Estou sendo durão por causa dos outros.

Ficou ouvindo.

Uma corja.

Afinal, esses meus anos de emprego.

Eu tenho netos.

Netos?

Tenho muita peninha de ti. Pelo amor de Deus.

Vamos fazer o seguinte.

Você vem aqui no domingo.

No domingo não tem ninguém.

E podemos conversar.

Conversar.

Eu deixo a porta encostada.

Se empurra.

E entra.

O negócio tem que ser discretíssimo.

Conversaremos e... Não garanto nada.

Mas quem sabe...

Ele prometeu.

Insistiu.

Eu voltei lá no domingo.

Nervosa?

Mamãe, acho e disse... Sua mãe é uma colega como poucas.

Distintíssima.

Sabe que sua mãe depende de mim?

Sabe?

Só de mim.

Eu sei, eu sei.

O que eu quiser, os outros assinam em cruz.

É o que eu quiser.

Agora, escuta uma coisa.

Você quer salvar sua mãe?

Sim ou não?

Mas o que é isso?

Está bem, eu não toco em você.

Eu me afasto.

E você?

Você abaixa um pouco o decote.

Para baixo.

Um pouquinho.

Não quero.

O senhor não pode fazer isso.

Ou preferem?

Escuta, menina.

Você prefere que eu ponha sua mãe na cadeia?

Preferem?

Depende de mim!

De mim!

Eu pedi o mínimo.

O mínimo.

O senhor está abusando de mim.

Você só mostra o seio.

O seio.

Eu fico olhando, não toco em você. Fico de longe.

Olhando.

E salvo sua mãe.

Agora escolha.

O senhor jura que minha mãe não será presa?

Sou um homem de bem. Um homem de uma palavra só.

Juro.

Agora.

O médico não apontou.

Minha filha.

Minha filha.

Lá mesmo.

Em pé.

Em pé.

Depois me mandou ir fora do expediente.

Prometia, prometia.

Até que um dia... O resultado do inquérito foi contra a mamãe. Exato.

Contra a sua mãe.

O senhor abusou de mim, pretendendo que... Suto uma coisa.

Os médicos, quando tiram casquinhas, e suas clientes reclamam, dizem,

neurótica.

Eu também tenho a minha saída.

Digo que você é uma neurótica, uma vigarista.

Cínico. Não só tem vergonha, isso aqui não é o que você pensa.

Nós temos aqui uma polícia particular.

Você entra na borracha.

Mulher aqui apanha também.

Quer fazer chantagem comigo, só que sem vergonha.

Neurótica!

Neurótica!

Neurótica!

Neurótica!

E agora, compreendeu?

Duas violadas.

Você ouviu?

Eu não nasci vagabunda.

Me fizeram isso.

Eu tive que arranjar o dinheiro.

Para repor.

De qualquer maneira.

Você está com febre.

Você está quente. Está assim.

A frase do Otto.

Entenda. A frase do Otto é mais importante do que todo o machado de

Tudo é a frase do Otto.

Se eu não rasgo o cheque.

Se o cara te violentou.

É porque a frase do Otto é verdadeira.

Olha, lá no cemitério eu falei aquilo do dinheiro.

Mas foi... Olha, Edgar, eu te via tão iludido.

Eu não queria enganar você.

Eu quis.

Mas eu não aceitaria nada de você.

Só amor.

Você é o único que eu... A frase do Otto.

A frase do Otto é que eu canse.

Estou voando para trás.

Estou voando para trás!

Estou voando para trás!

Estou voando para trás!

Que cara é esse?

Doente.

Quer ver como eu sou um psicólogo?

A tua doença é a frase do Otis.

É ou não é? Uma merda, Peixoto.

Uma merda.

Confessa, Edgar.

Peixoto.

Passei a noite toda acendendo e apagando esse isqueiro, tentando queimar esse

cheque e não tenho coragem.

O cheque não tem fundo?

Desiste.

O cheque tem fundo.

Guarda isso.

Você precisa conhecer a família da sua noiva.

Família não interessa, porra.

Interessa.

Peixoto.

Você não entende, Peixoto.

Eu não vou desiludir Maria Cecília. Ela foi violada. Eu não posso.

Sou uma besta.

Seu sogro não me festa.

É um negócio.

Seja bem comigo.

É uma família que começou a apodrecer.

Atenção! Nós vamos fazer uma brincadeira.

Meus amigos, o negócio é psicanálise. Psicanálise. É de ganheiro, mas é

psicanálise. Quem vai querer?

De preferência, mulher casada.

Com o marido presente.

No sofá.

Fica a análise, tem que ser aí, ó, no sofá. Tem que ser nua, eu só vou nua.

nua, nua. Tira a boca, mas respeita o doutor Floyd, fala.

Ana Isabel, qual foi o seu michê mais barato?

75 cruzeiros.

Trepei no buraco do metrô. Eu inaugurei o metrô do Rio de Janeiro.

Eu também quero.

Eu preciso falar.

Fala, vamos lá.

É psicanálise grupo.

É psicanálise grupal.

Boa noite.

Dona Rita.

A senhora me conhece.

Detesto fofoca.

Mas as meninas foram todas para o filperama.

Até a... A senhora é sua mãe, que anda para trás.

Seu Ziris, o senhor tem certeza?

Absoluta.

Onde estão as meninas?

Branca de neve, cadê minhas irmãs? Eu não sei, dona Rita. Fala, viado. Eu não

sei, dona Rita. Você sabe disso.

Fala, dona Rita.

Fala, dona Rita. Eu não sei, dona Rita.

Fala, pelo amor de Deus.

Fala, fala.

Vocês vão ver um show.

Um crime sexual.

Três meninas.

E nós vamos entupir os namorados de drogas.

Estou louco.

Eu vou embora.

Ele já me viu.

Sabe que nós estamos aqui.

E não está bêbado.

Está representando para nós.

Vocês não acreditam?

No poder econômico?

Com meu dinheiro?

Tapo a boca da família.

Com dinheiro?

Eu tapo a boca de qualquer um.

Perfuto.

Se ele fizer isso, espera e verá.

Escuta, se ele fizer isso, eu mato, eu juro. Eu mato, eu mato este velho. E teu

casamento? Eu mato.

Eu juro.

Teu casamento?

Sim, com Maria Cecília.

Mas é um crime, bisoto.

Nós vamos só assistir.

Olhar.

Pelo amor de Deus, mais rápido!

Ninguém é de ninguém.

Itinha!

Quem é você?

Eu sou irmã.

Eu sou irmã dessas meninas.

Elas são direitas, eu juro.

Eu pago.

Velho indecente.

Velho filho da puta.

Você vai morrer. Eu vou te matar.

Olha aqui.

Escuta.

Essas meninas eram tudo o que eu tinha na vida.

Você quer me ouvir?

E eram virgens.

Eu caí na putaria para que elas, ao menos elas, se casassem direitinho.

Mas vocês, vocês devoraram.

Não tem mais nada na vida.

Eu dou dinheiro.

Dinheiro grande.

Vocês arrebentaram minhas irmãs.

Eu pago a costura.

Seu médico.

Pitangui dos cabaços.

Eu pago.

Ele dá o retoque.

E na noite do casamento, o negócio vai sangrar até mais.

Eu pago.

Eu quero ser bom para vocês.

Acordada? Te esperando, meu amor.

Quer dizer que eu ainda sou o amor de alguém?

Meu.

Ainda?

Sim.

Isso.

Eu queria que você dissesse.

Diz -se agora.

Nesse momento.

Que eu sou bom.

Você é bom.

Eu te chamei porque... Eu vim correndo. Papai e mamãe saíram. As empregadas

estão lá fora. Eu tive medo, não sei.

Medo de ficar sozinha.

Eu te adoro, Cadelão. Meu Cadelão.

Você me chamou de Cadelão?

Te chamei... de Cadelão?

Você sabe que todas as noites eu sonho com o Cadelão?

Sonho.

Todas as noites.

Desculpe.

Querido, olha, deixa eu te chamar de Cadelão. Não, assim eu não quero.

Cadelão, meu Cadelão.

Eu sou o Cadelão.

Ele vai mentir. Ele vai mentir.

É assim que me chamavam no colégio.

Meu apelido de colégio.

Eu não admito, Peixoto.

Eu não admito.

Eu não sou tão canalha.

Foge dessa casa.

Cale essa boca, Peixoto.

Cale essa boca ou eu te arrebento.

Ela é a última.

A última das cachorras.

Mentira! Eu não me ofendo mais.

Nunca mais.

Eu sei de mim.

Isso.

Cadê Lão?

Quando Maria Cecília saiu do colégio.

Logo depois... Mentira!

É mentira!

Maria Cecília leu no jornal.

Uma reportagem de curra.

Os caras pegaram a crioria no Leblon.

Esse era o diabo. É o Cinco.

Estou mentindo?

Cabelão. Continua.

Eu me apaixonei por ela.

Então ela me dizia, eu quero uma curra igual aquela do jornal.

Pôs isso na minha cabeça.

Catei cinco sujeitos.

Paguei os cinco.

Custou 50 mil cruzeiros.

Ela queria que eu ficasse olhando.

Compreendeu, Edgar?

Foi ela.

Ela que pediu para ser violentada.

Hahahaha!

Não,

não, não.

Você está me machucando.

Você me chamou de Cadelão. Por quê?

Escondido.

Tenho 17 anos e sou o mais maluco aqui.

Só sabe amar assim.

A única coisa que aprende de mim é o apelido.

Cadelão.

Edgar.

Foge dessa mulher.

Foge. Porque eu... eu não fugirei nunca.

Não, Edgar!

Não! Não!

Cadê Lão?

Meu amor.

Eu não mereço viver.

Nem você.

Eu vou acabar com você.

Ah!

Ah!

O que é que há, rapaz? A garota está comigo.

Desperta!

Edgar, quero te dizer uma coisa.

Olha, eu me julgava fria porque não conseguia desejar homem nenhum.

Mas quando te vi pela primeira vez, me senti toda humilhada.

Por quê?

Eu nunca tive prazer com homem nenhum.

Você vai ser o primeiro.

Olha aqui.

O quê?

O cheque. O tal cheque.

Cinco milhões de cruzeiros.

Cinco milhões?

Cinco milhões.

E eu vou queimar.

Fala.

É muito dinheiro.

Você não acha que... Continua.

Nós vamos viver juntos.

E esse dinheiro?

Acaba.

Esse dinheiro pode ser importante para nós, Edgar.

Nós vamos começar do nada.

Sem um tostão.

E se for preciso, um dia você beberá a água da sarjeta.

Comigo.

Apanharemos água com as duas mãos.

Entendeu?

Agora olhe.

Está morrendo.

O mineiro, se for solidário... Morreu.

A frase do óculos.

Morreu.

Olha o sol.

O sol.

Eu não sabia que o sol existia.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.