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Rachida deve pagar pelos erros da irm�?
N�s dois queremos o bem dos nossos filhos.
Ahmed, apelo � nossa irmandade.
Repense a sua decis�o, pense na felicidade deles.
Talvez Amina tenha errado, mas por que punir Rachida e Al�?
N�o posso, Mohamed.
Hassan, por que n�o est� cuidando da sua irm� Amina?
� melhor ir embora, Al� est� irado e n�o quer v�-lo.
O que eu tenho a ver com isso?
Se voc� n�o cuida da fam�lia, quem vai cuidar?
Hassan!
Eu soube o que Amina fez.
N�o d� ouvido a eles.
Mas eles t�m raz�o.
Aquele homem � muito teimoso, Rachida.
Ele n�o mudar� de ideia.
Te pedimos perd�o e agradecemos
pelo alimento que hoje p�s em nossa mesa.
Am�m.
Bom apetite.
O que foi?
Vou dar uma volta.
- Mas estamos jantando. - Estou sem fome, Elena.
BANHO TURCO
AMINA, ESTOU AQUI FORA. POR QUE N�O RESPONDE?
Amina...
Amina, abra a porta! Abra! Socorro!
Amina!
Algu�m me ajude!
Equipe inSanos apresenta:
Tradu��o e Sincronia: JuLima
Revis�o Final: LikaPoetisa
N�O MATAR�S 1� Temporada | Epis�dio 5
Amina... Amina!
Sou a detetive Ferro, ela est� viva?
Sim, mas o estado � grave, levou uma facada no abd�men.
Vamos, vamos!
Detetive...
Ela se chama Amina Mansour e tem 22 anos.
Aquele homem a viu de fora, mas a porta s� abre por dentro.
Os bombeiros precisaram arromb�-la.
Falem com os moradores cujas janelas d�o para a rua.
Descubram se algu�m viu alguma coisa.
E consigam as filmagens daquela c�mera,
mesmo que n�o esteja virada para c�.
Sr. Curti, ela � a detetive Ferro.
Conte o que aconteceu.
Eu vi a luz acesa e depois...
atrav�s da porta eu a vi, mas n�o pude fazer nada.
O senhor a conhece?
Conhe�o.
Ela trabalha no Banho Turco.
Conhe�o todos aqui, tenho uma lavanderia aqui perto
e muitos moradores s�o meus clientes.
E n�o viu ou ouviu algo antes ou depois?
Ele tentou quebrar o vidro.
V� com ele ao pronto-socorro. Obrigada.
- Ela vai se salvar? - Esperamos que sim.
Valeria...
Ela foi esfaqueada fora, depois entrou.
A dona do Banho Turco est� te esperando l� embaixo.
Ol�.
Valeria Ferro, Esquadr�o de Pol�cia.
Magda El Saeed.
- A senhora � italiana? - Sou.
Mas casei com um eg�pcio e constru�mos juntos este lugar.
H� quanto tempo Amina trabalha aqui?
N�o faz nem um ano.
N�s gostamos dela como uma filha.
Eu n�o deveria deix�-la sozinha,
mas n�o achei que chegariam a esse ponto.
- Sabe quem foi? - N�o.
Mas conhe�o bem a comunidade mu�ulmana.
Alguns s�o tradicionalistas, especialmente com as mulheres.
E basta usar uma saia e j� te consideram sem-vergonha.
Imagina namorar um italiano e passar o fim de semana
nas montanhas com ele, como ela fez.
Vira um esc�ndalo e foi o que aconteceu.
A senhora conhece o namorado dela?
N�o, eu nunca o encontrei
e eles est�o juntos h� pouco tempo.
O que aconteceu precisamente?
Eles a chamaram de tudo quanto � nome.
Outro dia a xingaram aqui fora, bem na minha frente.
- Quem? - N�o sei, rapazes do bairro.
Meu marido os expulsou.
E por que voc�s a deixaram sozinha?
Amina tem as chaves, quase sempre � ela que fecha.
�s vezes, ela passa a noite aqui.
Por qu�?
N�s deixamos que ela fique
quando tem problemas em casa.
Ent�o ela n�o se entende com a fam�lia,
nem com as pessoas do bairro?
Principalmente com o irm�o, pelo que sei.
Eu sinto muito.
Quem foi?
Ainda n�o sabemos, Sr. Mansour.
Eu quero v�-la.
Estou indo ao hospital, posso acompanh�-los.
Sim. Obrigado, detetive.
Hassan, vamos.
Eu n�o vou.
Como assim n�o vai?
N�o quero v�-la.
V�o na frente, por favor.
Pare de mexer essa m�o.
Segure isto. Ouviu o que disseram?
Enquanto n�o soubermos se quebrou, n�o deve mexer.
Tanto tempo aqui para tirar uma radiografia.
Seria melhor se tivesse me ouvido.
Como assim?
Se n�o tivesse sa�do de casa, n�o estar�amos aqui.
Voc� tem no��o do que est� dizendo?
L� dentro h� uma garota correndo risco de vida.
E se eu n�o a visse,
talvez ningu�m percebesse e ela teria morrido.
Mas ao menos n�s estar�amos em casa.
Bela atitude.
Depois voc� reza sem parar.
Reze mesmo, porra.
Amor, voc� precisa se acalmar.
Est� cheio de raiva.
Por que voc� est� aqui? V� para casa.
N�o precisa passar a noite no pronto-socorro comigo.
Por que n�o?
Estou falando por voc�, para que ficar aqui?
Pode ir.
Quando eu e minha esposa viemos para a It�lia,
Amina era muito pequena.
Ent�o decidimos deix�-la com os av�s.
Ela chegou h� poucos anos
e se adaptou melhor que todos.
Arranjou emprego,
tirou carteira de motorista com dinheiro pr�prio.
� a primeira mulher da fam�lia a ter habilita��o.
Por isso n�o h� nada em que ela e Hassan concordem.
Por�m eles s�o irm�os
e se amam.
Mohamed...
Eu acabei de saber.
Sinto muito pelo que houve com sua filha.
Obrigado, meu caro.
Todos aqui conhecem o senhor.
Aqui foi onde encontrei meu primeiro emprego.
Passei cinco anos limpando as salas cir�rgicas.
E agora tenho minha empresa de faxina.
Entrei no carro assim que voc� me ligou.
- Como est� Amina? - Ainda n�o nos disseram nada.
Este � Fabrizio Cerri.
Namorado da Amina e gerente de log�stica da empresa.
- Muito prazer. - Ela � a detetive Ferro.
Voc� trabalha com o Sr. Mansour?
Sou gerente de log�stica, mas dirijo o furg�o.
Mas sim, h� um ano e meio.
Quando foi a �ltima vez que viu Amina?
Bem... hoje � tarde.
Passei no Banho Turco para v�-la.
Sua filha est� fora de perigo.
O que o senhor faz aqui?
Me desculpe. Ol�, sou Mauro Curti.
Mohamed Mansour, o pai da Amina.
E o senhor, quem �?
Eu a encontrei no Banho Turco.
Ouvi no pronto-socorro que estava fora de perigo
e pensei em ver como estava.
Espero n�o ter incomodado.
N�o, imagina.
Pelo contr�rio.
Obrigado.
Papai!
Eu n�o sei quem foi.
N�o era ningu�m conhecido?
Nunca o vi na vida.
Era italiano ou estrangeiro?
Italiano.
E o que aconteceu, o que ele te disse?
N�o sei, eu n�o lembro.
Talvez ele quisesse a bolsa.
N�o encontramos nenhuma bolsa.
Ent�o � isso...
ele roubou minha bolsa.
Como fez para entrar se estava sem a bolsa?
Voc� n�o tinha fechado a porta?
Antes de sair coloquei a chave e o celular no bolso.
Ent�o poderia ter feito uma liga��o para pedir ajuda.
Amina.
Sei que tem problemas familiares e com os vizinhos.
Se conhece quem te agrediu, n�o deve ter medo de contar.
Eu j� te disse que nunca o vi antes.
Me ligue se lembrar de alguma coisa.
- Bom dia. - Ol�, Sr. Mansour.
Oi, Rachida.
O que disse para ela?
Nada. Disse que n�o conhe�o o agressor.
A culpa � toda minha.
Agrade�o por ter vindo, Imam.
Espero n�o ter criado problemas ao mandar te chamar.
Problema algum. O que posso fazer por voc�?
Soube o que houve com Amina Mansour?
Soube. J� descobriram quem foi?
N�o, e � esta a quest�o.
Voc� conhece Hassan, o irm�o da Amina?
N�o pode ter sido Hassan que machucou a irm�.
Todos dizem isso, mas se n�o foi ele
talvez possa me ajudar a descobrir quem foi.
Detetive...
Tem certeza do que est� dizendo?
Pois n�o acredito que algum dos meus fi�is
fez algo do g�nero.
Claro que houve problemas quando o casamento foi anulado.
- Qual casamento? - Da Rachida,
a irm� mais velha da Amina, com Al� Suliman.
O pai do Al� nunca viu Amina com bons olhos.
E depois que ela namorou um rapaz italiano,
ele decidiu anular o casamento.
- E como o Al� reagiu? - Mal. Obviamente, mal.
Mas como toda noite, ap�s a ora��o,
ontem ele ficou com os amigos antes de ir � escola noturna.
Ele est� tentando conseguir o diploma.
Mohamed fez de tudo para consertar as coisas,
por amor � Rachida.
Mas certas barreiras s�o dif�ceis de superar.
E Rachida?
Ela far� tudo o que a fam�lia disser.
Ela e Amina t�m personalidades completamente diferentes.
Mas garanto que Mohamed achar� um marido melhor para ela.
Hassan tamb�m frequenta a escola noturna?
N�o, n�o. Ele j� se formou.
E n�o sabe onde ele estava ontem � noite?
N�o sei.
N�o roubarei mais seu tempo. Agrade�o pela colabora��o.
Significa: "Que Deus facilite seu caminho".
Obrigada.
Amina est� bem.
Ela jurou que vai mudar e se comportar.
Talvez a gente possa falar com Al�.
No momento, o que conta � a sa�de da sua irm�.
Quando voltar para casa, precisar� de repouso.
Vou para o meu quarto.
Hassan...
Olhe para mim.
Meu filho,
respeite Deus e me diga a verdade.
Foi voc�?
Era sua obriga��o.
Se sua m�e estivesse aqui,
n�o permitiria que voc� dissesse estas coisas.
Se ela estivesse aqui,
n�o permitiria que Amina se comportasse assim.
Ela sabia se fazer respeitar.
Ela sabia.
Oi, Hassan.
Estou feliz em te ver, Al�.
Eu queria conversar com voc�.
Como est� Amina?
Eu soube o que fizeram com ela.
Foi preciso coragem.
Ela est� bem.
Logo voltar� para casa.
E ser� uma boa mu�ulmana, como Rachida.
Amina se arrependeu.
Voc� precisa falar com seu pai.
Sen�o tudo isso ter� sido em v�o.
Quase.
Estes s�o os laudos da Per�cia, nada de relevante.
Obrigada. Eu estava mesmo precisando disto.
Como est�o as coisas com sua m�e?
Por enquanto, tudo bem.
Quer dizer...
� estranho ter minha m�e andando pela casa.
� estranho ter minha m�e por perto.
Mas?
Mas voc� tinha raz�o. Era a coisa certa a fazer.
T�o cedo e j� acordada?
Quer leite?
Obrigada pela camiseta.
Eu lembro dela, sabia?
E lembro que quando voc� tinha 13 anos,
ela batia no seu joelho.
N�o imaginei que ainda a tivesse.
- Bom dia! - Bom dia.
- Vem c�. - Oi, Michela.
Voc� tem sete minutos para tomar caf�, aproveite.
Srta. Costanza, voc� est� presa.
- Sente-se para tomar seu caf�. - Obrigada.
- Est� procurando algu�m? - N�o.
O que est� fazendo aqui?
V� embora antes que algu�m apare�a.
N�o tenho a menor inten��o de ir embora.
Eu te amo.
Agora voc� me ama?
Nunca deixei de te amar.
S� de pensar em te perder, eu fico sem ar.
Voc� j� me perdeu quando terminou comigo.
Me perdoe, pe�o que me desculpe.
Se desculpa e espera que tudo volte a ser como antes?
� por causa daquele rapaz?
N�o pode ficar com ele, voc� n�o o ama.
N�o � por ele. Terminei com ele ontem.
Eu queria te deixar com ci�mes.
Sabe o que me diziam antes das sess�es de quimio?
Feche os olhos e pense em algo bel�ssimo.
Aquela Amina n�o existe mais.
Minha fam�lia tem raz�o.
Eu quero viver seguindo as regras.
Me diga a verdade, Amina.
Tem algu�m te obrigando?
- A facada foi por isso? - A facada n�o tem nada a ver.
Ent�o vamos fugir daqui.
V� embora, Mauro.
Saia daqui. Por favor.
N�o deixe as flores morrerem.
Se est� t�o convencida que foi Hassan,
basta intim�-lo e faz�-lo confessar.
N�o tenho certeza, mas foi algum conhecido.
Mas sem testemunha e sem prova, n�o podemos fazer nada.
- Pode entrar. - Com licen�a.
A bolsa da Amina foi encontrada.
A Per�cia recuperou a digital de um criminoso.
Ent�o talvez seja mais simples que o previsto
e pode ser que ela tenha dito a verdade.
- E quem seria esse cara? - Se chama Marcello Campo.
Tem tr�s passagens por pequenos furtos.
- Ele sabe por que est� aqui? - N�o, mas se declara inocente.
Bom dia, Sr. Campo.
Talvez possa me explicar por que achamos suas digitais
na bolsa de uma mo�a tunisiana.
Detetive, eu juro.
J� disse aos seus colegas que n�o fiz nada.
- O que voc� n�o fez? - N�o roubei a bolsa, a achei.
- Onde? - Ca�da no ch�o.
- Onde exatamente? - Na Via Fiocchetto.
N�o me interessa a bolsa ou o conte�do dela.
S� me interessa a dona que foi esfaqueada nessa rua.
N�o vi nenhuma garota.
A bolsa estava no ch�o. Eu juro, estava jogada...
Se esforce e me conte exatamente como tudo aconteceu.
Eu j� disse, estava passando, vi a bolsa e a peguei.
E quando a abri, n�o tinha praticamente nada.
S� 35 euros na carteira e um �culos de sol.
E fiquei com tudo.
Oi, Amina.
Oi.
Se sente melhor?
Sim.
Voc� conhece este homem?
N�o tenho certeza. Eu deveria conhec�-lo?
Apenas responda a pergunta.
Sabe quem � ele?
Sim. Agora o reconhe�o.
� ele, � o cara que me agrediu.
Eu soube do cancelamento do casamento da sua irm�.
E soube que muitas pessoas te responsabilizam.
A fam�lia dele... a sua.
A minha n�o.
Seu irm�o.
Ou�a, voc� � livre para viver sua vida como desejar.
Se conhece o agressor, tem o dever de denunci�-lo.
Pode acontecer de novo e talvez n�o tenha tanta sorte.
Tem certeza que este � o agressor?
Sim, tenho certeza.
- Bom dia, Imam. - Bom dia.
Me chamo Mauro Curti.
Tem um minuto para mim?
Como posso ajud�-lo?
Eu gostaria de me converter ao islamismo.
Se converter � muito simples.
Se deseja realmente, nem precisa da minha ajuda.
Basta pronunciar o testemunho de f�.
Mas deve estar convencido em seu cora��o.
Eu estou.
Gostaria que me ensinasse o testemunho.
Estou vendo que usa uma alian�a.
� casado na igreja?
Como chegou a essa decis�o?
Eu tive um tumor
e passei por um per�odo muito ruim.
A doen�a � uma causa externa,
n�o � interna.
Deve procurar a f� no seu �ntimo.
Para mim � importante, do contr�rio, n�o estaria aqui.
E sua esposa...
o que ela acha disso?
N�s discutimos o assunto e ela entendeu.
Veja, Sr. Curti...
a religi�o � como a uni�o
entre duas pessoas.
O primeiro passo � o encontro,
depois vem a familiaridade.
Est� confirmado que ap�s sair da mesquita,
Al� foi para a escola noturna, temos v�rias testemunhas.
J� na rua do Banho Turco, nenhuma testemunha.
Perguntamos em todas as casas.
Vamos dar uma olhada nas imagens de seguran�a.
Mas n�o foi o Campo? Amina at� o reconheceu.
- Ela mentiu. - Esta � a loja da frente.
Aumente a imagem.
Aquela � Amina.
Mas aonde est� indo?
Volte um pouco.
Algu�m a chamou.
Veja como anda tranquilamente.
Porra, voc� tinha raz�o, ela o conhecia.
Por isso ela entrou de novo, est� acobertando o agressor.
- Como voc� est�? - Estou bem, n�o se preocupe.
Sinto muito pelo que houve com voc�.
Como pode ver, Al� te protegeu e guiou.
E com o susto, te fez recuperar a raz�o.
Mas agora deve falar comigo como se eu fosse seu pai.
Diga, seu arrependimento � sincero?
Sim, Sr. Suliman.
No fim, o que conta para mim � a felicidade de Al�.
Vamos pensar nos nossos filhos.
Mas tenho uma condi��o.
Voc� precisa demitir o Fabrizio.
Farei com que ele perca o emprego
por causa dos nossos problemas pessoais?
N�o basta Amina prometer que n�o o ver� mais?
Fabrizio pode arranjar outro emprego, pai.
Preciso pensar.
�timo.
Aonde eles foram?
Por que quer saber?
Pois estou tentando entender o que houve com sua irm�.
De novo isso? Por que n�o nos deixa em paz?
Isso n�o passa de preconceito.
Ent�o por que n�o me diz aonde foram?
Eles foram � casa de Ahmed Suliman
para tentar convenc�-lo a ajeitar meu casamento com Al�.
Detetive Ferro, aconteceu alguma coisa?
Sim. Aconteceu que Amina n�o disse a verdade.
O que significa isso?
- Que ela se enganou? - N�o.
Ent�o me diga o que ela fez.
Ela mentiu conscientemente.
Ela conhece quem a esfaqueou, h� um v�deo que comprova.
Quanta besteira.
Hassan, acalme-se.
� verdade, Amina? Voc� o conhecia e n�o contou?
N�o, papai. N�o.
Amina, � in�til que continue mentindo.
Posso te mostrar a prova, se quiser.
E voc� pode me ajudar e contar quem te agrediu.
Ou posso descobrir sozinha
e te incriminar por falso testemunho.
- Voc� n�o pode fazer isso. - Claro que posso.
Fui eu.
- Que arma voc� usou? - Uma faca de cozinha.
Estou com sede, posso tomar �gua?
N�o.
E depois voc� a colocou de volta no lugar?
N�o, eu a joguei fora.
Depois fui comprar uma nova para substitu�-la.
Onde e quando comprou?
Corso Giulio Cesare, ontem de manh�.
Me conte exatamente como tudo aconteceu.
Fui ao Banho Turco na hora de fechar.
Ela fez um esc�ndalo e perdi a paci�ncia.
E levou uma faca para discutir com ela?
Sim, para assust�-la.
O casamento foi cancelado por culpa dela e daquele babaca.
"Aquele babaca" seria Fabrizio Cerri?
Voc� est� preso por tentativa de homic�dio.
Melhor que fazer papel de trouxa.
Amina te protegeu at� o �ltimo momento,
por que ela fez isso? Voc� a amea�ou?
Ela agiu assim, pois percebeu que errou.
Acha que tenho medo da pris�o?
Eu n�o sou como o meu pai.
Seu pai me parece um homem corajoso.
Ele � um fraco.
� preciso coragem para criar tr�s filhos sozinho.
Na verdade, era minha m�e quem ditava as regras.
Viu que Costanza desenhou a av� tamb�m?
Veja s� a Valeria.
� a mais alta de todos, como de costume.
Olha s� onde desenhou ela mesma.
- Falando nisso, cad� ela? - Est� brincando l� fora.
E quem � aquela?
Quem?
Costanza!
Quem � voc�?
Eu...
sou uma amiga da Lucia.
Voc� � amiga da Lucia? E como entrou aqui?
Assim voc� assusta as pessoas, sabia?
O que voc� quer?
Estive pensando em algo.
Voc� tinha um desejo, lembra?
Quando est�vamos presas, voc� sempre falava dele.
Ver o Monte Viso.
Iremos at� Pian della Regina,
depois at� Crissolo, onde deixaremos o carro.
Nesta �poca do ano s� � poss�vel chegar em Pian del Re a p�.
Mas essa � a beleza, n�o?
Celebraremos o seu retorno, sempre disse que queria rev�-lo.
Sim. Voc� lembrou.
Claro que lembrei. Eu quero te levar.
Mas dependo completamente da minha fam�lia.
Moro com eles e nem tenho carro.
Pode pedir o do Giacomo emprestado.
Est� certo, eu arranjo o carro.
O que voc� tem?
Qual � o problema? N�o estou entendendo.
Fiz tudo o que mandou, respeitei suas escolhas.
E aquilo que me confidenciou, eu guardei para mim.
Voc� sabe que jamais te trairia.
O que quer dizer com isso?
Nada.
Mas sei mais sobre voc� do que seus pr�prios filhos.
Voc� n�o pode negar.
Como quiser.
N�s faremos a viagem.
Rachida...
Sente-se.
Voc� deseja mesmo se casar com o Al�?
Claro. Por que pergunta?
Voc� � uma garota maravilhosa.
E Al� deveria estar honrado em casar com voc�.
Mas deveremos seguir as condi��es do pai dele.
Como se ele estivesse nos fazendo um favor.
Estamos s� tentando consertar o que Amina fez.
Como fez seu irm�o?
Voc� n�o deve defend�-los.
O que est�o pedindo n�o � justo.
Por isso vou perguntar agora
qu�o grande � seu desejo de se casar com Al�?
� de cora��o?
Desejo mais que qualquer outra coisa no mundo.
Ent�o falarei com o Fabrizio.
Bom dia, inspetor Mattei e agente Rinaldi da Pol�cia.
- Bom dia. - Bom dia.
Podemos dar uma olhada na cozinha?
- Claro. Entrem. - Obrigado.
Eu mostro o caminho.
Com licen�a.
A faca era igual �s outras, mas era a �nica nova.
E na loja confirmaram que ela foi vendida ontem.
Voc� falar� com o promotor para pedir a pris�o do Hassan?
- E soltem Marcello Campo. - Coitado.
Ele deu sorte, um detetive precipitado
o trancaria na cadeia e jogaria a chave.
Vamos.
- Querido. - Oi.
S�o 5h da manh�.
O que est� fazendo no sof�?
N�o consigo dormir.
Me diga a verdade,
voc� est� vendo aquela fulana de novo?
- De onde tirou isso? - Voc� est� ausente, diferente.
� a mo�a que empacota, vi como voc� olha para ela.
S�o 5h da manh�, te imploro, n�o recomece com isso.
N�o v� que estou com medo dos exames?
Vamos para o quarto? Podemos rezar um pouco.
Vou daqui a pouco.
Est� certo.
- Mauro. - Imam.
J� me decidi.
Muito bem.
Obrigado.
Oi, Mohamed.
N�s j� terminamos aqui.
E como est� Amina?
Eu n�o quis incomodar, por isso n�o liguei para ela.
Ela est� melhor.
Aconteceu mais alguma coisa?
Eles prenderam Hassan.
Foi ele?
Sinto que n�o reconhe�o mais nenhum dos meus filhos.
V� para casa, eu cuido de tudo e nos falamos depois.
N�o, preciso te dizer algo importante.
Fabrizio, voc� n�o pode mais trabalhar para mim.
Mas como assim?
N�o fa�a perguntas, por favor.
Sabe que sempre me comportei com Amina, eu a respeito.
- Sim, eu sei muito bem. - Ent�o por qu�?
- Porque n�o depende de mim. - Que diabos quer dizer?
Fabrizio, sinto muito.
Mas posso te ajudar a arranjar outro emprego.
Eu arranjarei sozinho.
Lucia disse que a mo�a mudou desde que saiu da pris�o.
- Mas ela n�o me parece normal. - De fato, ela n�o �.
- Talvez ela n�o apare�a mais. - E o que faremos?
- Eu me atrasei, desculpa. - Sem problemas.
Aonde est�o indo?
Preciso assinar a condicional e Michela vai me levar.
Poderia pedir para mim, eu trabalho l�.
- Nunca sei os seus hor�rios. - Estou indo para l� agora.
Ent�o vou com a Valeria. Obrigada.
Eu nunca mais entrei neste carro.
Quer dirigir?
Numa outra oportunidade.
Valeria, o caso est� encerrado, tire o dia de folga.
Mas ainda preciso escrever o relat�rio.
Deixe para amanh�, voc� precisa descansar.
- Senhor Lombardi. - Senhora Ferro.
- Quanto tempo. - Pronto, m�e?
Sim, obrigada pela carona.
Imagino que a situa��o possa te parecer estranha.
N�o, tive muito tempo para me habituar com a ideia.
�timo, pois a Valeria j� sente vergonha de n�s dois...
Na verdade, estava me referindo � assinatura da condicional.
Mas o que estiver bom para ela, est� bom para mim.
Estou indo.
Ela n�o sabia?
Vai ficar ofendida? Eu deveria me ofender.
- O que esperava para contar? - Lembre-se que voc� a prendeu.
E da�? Achou que esconderia por quanto tempo?
Veja, eu n�o sei... Esperava o momento oportuno.
A� est� o momento oportuno. Melhor, acabaram os segredos.
- Oi, Magda. - Amina, preciso te ver.
Sim, estou bem. Obrigada.
Mas n�o sei quantos dias ficarei sem trabalhar.
Sei que n�o pode falar, mas preciso te ver,
tenho algo muito importante para dizer.
Vou te esperar em frente � sua casa.
Arranje uma desculpa para sair.
Sim, tudo bem.
Esperarei a noite toda at� voc� sair.
Voc� sabe que farei isso.
Sim, eu sei. Obrigada por ligar, Magda.
Com quem estava falando?
Um cliente.
Voc� quase o amea�ou.
Ele nos deve muito dinheiro.
Est� certo.
Estou indo para a igreja, voc� me encontra l�?
Ainda tenho muito o que fazer. Se der tempo, eu vou.
Falei para Rachida que ia at� a farm�cia,
ent�o ande logo.
E ent�o?
Eu mandei se apressar.
Recebi a ben��o do Imam.
Agora poderemos nos casar e ningu�m dir� nada.
Mas voc� j� � casado.
Por pouco tempo.
Amina, eu te amo.
E estou disposto a tudo.
Se quiser, falarei com seu pai e com seu irm�o.
Voc� s� precisa decidir.
Voc� � completamente louco.
Quando cheguei aqui, ela estava indo embora.
N�o queria que viesse aqui todo dia.
Me desculpe, Vale.
Voc� vem jantar conosco e fico te enchendo de problemas.
Mas n�o quero essa mo�a andando pela casa.
Eu vou falar com a minha m�e.
- � mesmo? - Claro.
Obrigada.
Eu te adoro.
- Meu Deus, a comida! - Queimou?
N�o, estamos salvos. Est� quase pronta.
- Oi, Lucia. - Oi.
- Posso pedir um favor? - Claro.
Voc� tira do forno daqui uns cinco minutos?
- Pode deixar. - Vou terminar umas coisas.
O que houve?
Ela quer que a gente converse sobre a Monica.
Imaginei que voc� quisesse conversar sobre o Lombardi.
Eu queria te contar,
mas agora voc� j� sabe.
E n�o tem liga��o com voc�, nem com todo o resto.
Aconteceu muitos anos depois.
Mas agora vamos falar da Monica.
N�o pode evitar que ela venha aqui em casa?
Se gosta tanto dela, leve-a para outro lugar.
Na verdade, decidi lev�-la ao Monte Viso.
Quando est�vamos presas, eu disse que adoraria ir.
Maravilha.
Passar�o uma semana nas montanhas?
N�o, ser� s� um passeio e voltaremos r�pido.
Eu tamb�m vou dar um passeio,
mas n�o sei quando volto.
Chegamos. O jantar est� pronto?
O que houve?
Valeria foi para onde?
Ela teve uma emerg�ncia.
Acho que o jantar est� pronto.
- O que houve? - Por causa dela, n�o casarei!
O que est� dizendo? Estava tudo certo.
- Ela foi vista aos beijos... - N�o � poss�vel.
Ela estava aqui e Fabrizio estava comigo.
Mas n�o era Fabrizio, era outro homem.
- Sua filha � uma vadia. - Rachida!
Eu n�o sou vadia.
S� beijei o homem que amo!
O que voc� est� fazendo?
Sinto muito, pai. Eu tentei, mas n�o consigo.
N�o tenho nada do que me envergonhar.
"Todas as merc�s de que desfrutais emanam d'Ele;
e quando vos a�oita a adversidade,
s� a Ele rogais."
- Mauro! - Estou aqui.
Tudo bem?
Poderia aparecer quando promete. Fiquei te esperando.
Vou preparar o jantar, estou com fome.
Mas n�o pode ficar brava com sua m�e.
E deveria ficar brava com aquela inSana?
Lucia gosta dela. Para voc� � um problema ela ter uma amiga?
Mas ela n�o � uma amiga.
Tio, voc� precisa v�-la, tem algo doentio naquela garota.
Creio que ela esteja coagindo minha m�e.
A� est� a emerg�ncia.
Qual emerg�ncia?
Lamento ter sa�do daquele jeito,
mas ela sempre consegue me tirar do s�rio.
Por que n�o a convida para ir �s montanhas
ou para onde voc� quiser?
Pois garanto que se convidasse,
ela iria mais feliz com voc� do que com a Monica.
Nem que fosse at� a colina de Superga.
Bom dia.
Oi.
Me desculpe pelo modo como reagi ontem.
N�o se preocupe.
A verdade � que eu gostaria de te levar a algum lugar.
Para o Monte Viso, ou aonde voc� quiser.
Voc� n�o faz ideia do quanto eu adoraria.
- Vamos quando voc� quiser. - Agora.
- Agora? - Por que n�o?
Bem, eu tenho que...
s� preciso avisar a Monica.
Estou pouco me lixando para ela.
Enfim...
Se prefere, pode ir com ela.
Quero ir com voc�, Valeria.
Te juro, mas devo avis�-la. S� isso.
Voc� tem certeza?
Ainda pergunta?
- Ent�o podemos ir amanh�. - Sim, amanh�.
No m�ximo, depois de amanh� se n�o me derem folga.
- Coloque caf� para mim? - Sim.
Me desculpe.
Al�?
Amina!
Sr. Mansour, sei que � dif�cil,
mas precisa me ajudar.
Por que Amina, naquelas condi��es,
estava no Banho Turco e n�o em casa?
� tudo culpa minha.
N�o deveria ter deixado que sa�sse.
Quando voltei para casa,
Amina e Rachida estavam gritando.
Eu nunca tinha visto elas brigarem daquele jeito.
E por que brigaram?
Porque o casamento foi novamente cancelado.
E por qu�?
Algu�m viu Amina beijando um homem.
Fabrizio?
Sr. Mansour...
Detetive, estou pensando numa coisa horr�vel.
Ontem precisei demitir o Fabrizio.
E por qual motivo?
Foi a condi��o imposta por Ahmed Suliman.
Ele disse que era isso ou n�o haveria casamento.
- E como Fabrizio reagiu? - Mal. Ele ficou furioso.
Mas eu n�o sabia que Amina j� tinha terminado com ele.
- Quando? - N�o sei.
Ligue para ele e pergunte quando foi.
J� liguei.
O celular dele est� desligado.
E se ele tivesse cometido uma loucura?
Ele perdeu a namorada, o emprego,
depois ela foi vista com outro homem.
- Que outro homem? - N�o sei, outro italiano.
Amina disse que o amava.
Mas n�o perguntei mais nada e a deixei sair.
Ao inv�s de conversar com ela.
Meu filho tem raz�o quando diz que sou fraco.
Eu n�o deveria ter deixado ela sair de casa.
N�o deveria ceder � chantagem de Ahmed Suliman.
Mas agora � tarde.
Amina se foi.
Sr. Mansour...
n�o � culpa sua.
Agora v� para casa.
Como foi?
Estes s�o os objetos pessoais da Amina.
Acabaram de traz�-los e eu n�o quis te incomodar.
Precisamos encontrar Fabrizio Cerri.
- Onde est� o celular da Amina? - Aqui.
"Papai."
"Papai."
"Lavanderia?"
Verifique se � o n�mero da lavanderia do Curti.
Sinto muito, Mauro.
Eu n�o esperava por esse diagn�stico.
- Existe alguma esperan�a? - Claro que existe.
A met�stase est� contida em dois linfonodos.
Podemos combat�-los.
Mas voc� deve reagir.
Precisa ter a mesma coragem que teve da outra vez.
Se quiser, pode atender. Deve ser importante.
Se quiser, pode atender o telefone.
O senhor � o homem com quem Amina foi vista ontem?
Eles a mataram, pois nos viram juntos?
N�o sei, Sr. Curti.
Mas por isso ela brigou com a irm� e foi ao Banho Turco.
Por que ela n�o me ligou?
Ela costumava ligar?
Ligava a qualquer hora, mesmo o senhor sendo casado?
Eu e minha esposa trabalhamos juntos.
Por isso n�o havia um hor�rio.
Memorizei o n�mero dela com o nome de um cliente.
Se minha esposa estava perto, eu fingia falar com o cliente
e ligava de volta quando estava sozinho.
N�o era uma pulada de cerca.
Eu at� tentei desistir dela
para ficar com minha esposa.
- Agora n�s t�nhamos decidido. - Decidido o qu�?
Viver nossas vidas juntos.
Conversamos ontem e ela ficou muito feliz.
E tamb�m contou para sua esposa?
Eu ia contar hoje.
Mas agora n�s dois estamos mortos.
Mauro!
Mauro!
Querido, onde voc� se meteu?
Estou te procurando h� horas.
Eu falei com o m�dico.
Rastreamos o telefone de Fabrizio Cerri.
Ontem esteve no Banho Turco �s 20h20 e ficou 15 minutos.
- E onde est� agora? - Perdemos o rastro.
Ele tirou a bateria do celular?
Ou est� num lugar irrastre�vel. D� uma olhada.
At� certo ponto, � poss�vel segui-lo.
Ele foi ao Vale de Susa e parou em Chiomonte.
Os pais dele t�m casa na regi�o.
H� duas horas ele se moveu em meio �s montanhas
e aquela �rea n�o tem cobertura.
Alertem o posto policial mais pr�ximo e v�o peg�-lo.
Ele n�o pode atravessar a fronteira.
Estamos indo.
Monica! Monica!
- O que faz aqui? - Preciso falar com voc�.
Sobre o qu�?
Foi um belo gesto da sua parte pensar em ver as montanhas.
Mas eu n�o posso.
Como n�o pode? N�s t�nhamos um acordo.
N�s duas ainda faremos muitas coisas juntas.
Mas ainda preciso da sua ajuda.
Preciso tentar, entende?
Devo tentar recriar os la�os com a minha fam�lia.
E se viajarmos juntas agora, eles n�o entender�o.
Principalmente a Valeria, ela n�o entenderia.
Andei pensando...
em viajar com ela por alguns dias.
Ela vai se acalmar e tudo ser� mais simples.
Prometa que ter� paci�ncia.
E que n�o vai me trair.
Sim.
Eu prometo.
Eu nem sabia que Amina tinha morrido.
N�o entendo por que est� me acusando.
- Por que voc� sumiu? - Eu n�o sumi.
S� quis caminhar nas montanhas para me acalmar.
E l� em cima o celular n�o funciona.
E por que pensa que a matei? Eu a amava.
Seu celular te coloca no Banho Turco
enquanto Amina era morta. E antes disso, na casa dela.
Sim, � verdade, estive l� ontem � noite.
- Mas n�o fiz nada para ela. - Mas voc� foi demitido.
E al�m de ser vista com outro, ela terminou com voc�,
algo que n�o mencionou no hospital.
Eu n�o quis preocupar mais o Mohamed
e esperava que ela voltasse atr�s.
Por isso a procurei ontem � noite.
Eu estava bravo pela demiss�o e precisava v�-la.
Mas n�o sei nada desse homem de quem est� falando.
Ent�o me conte exatamente como tudo aconteceu.
Eu fui at� a casa dela,
ia tocar a campainha, mas a vi saindo.
Estava apressada e chorava por ter brigado com Rachida.
- Ela te disse o motivo? - N�o.
O mesmo de sempre, eu acho.
Ela disse que ia dormir no Banho Turco
e insisti para acompanh�-la.
Fizemos o trajeto juntos
e depois eu quis entrar, queria conversar com ela.
Mas ela n�o quis.
Estava agitada e disse que n�o voltaria comigo.
- E voc�s brigaram. - Eu apenas fui embora.
E foi para as montanhas �s 20h30?
- N�o fiz nada para ela. - Tem motivo e n�o tem �libi!
Eu n�o a matei.
Amina morreu por insufici�ncia card�aca
devido � perman�ncia excessiva no cald�rio.
Algu�m a trancou l� dentro, enquanto estava desmaiada,
devido � contus�o na cabe�a, e l� ficou a noite toda.
Ent�o algu�m bateu nela.
Ou ela bateu a cabe�a, o legista ainda n�o determinou.
Mas h� sinais de luta, ela est� com hematomas.
E no ch�o havia cabelos arrancados.
Exato, algu�m a pegou pelos cabelos.
O interessante � que a Per�cia identificou no couro cabeludo,
vest�gios de... qual � o nome?
Alquil Sulfatos.
Isso, um tensoativo presente em produtos de limpeza.
Quem arrancou os cabelos dela, tinha res�duos nas m�os.
Em qual tipo de produto � encontrado?
Nos usados na limpeza de casa, lavagem de roupa, pisos.
Deve ser algu�m que usou recentemente
ou que usa com frequ�ncia.
Cerri trabalha numa empresa de limpeza.
Eu pensei numa mulher.
N�o s�o as mulheres que fazem isso?
Brigam puxando os cabelos?
Pode me explicar o que est� havendo?
Fiz tudo errado.
Tudo o qu�?
A facada...
o caso desde o in�cio.
- N�o foi Hassan. - O que est� dizendo?
Ele confessou, temos a nota fiscal da faca.
Exato. Ele morava naquela casa, por isso sabia.
N�o percebe que prendi a pessoa errada?
E agora ela terminou o servi�o.
Ela?
- Foi Hassan quem te contou? - N�o.
Ele sempre te protegeu.
Eu s� queria me casar com Al�.
Mas ela estragou tudo, como sempre fez.
Al� tinha me dito que o pai dele n�o mudaria de ideia.
Eu precisava tomar alguma provid�ncia.
E depois voc� contou para o Hassan?
N�o. Ele viu que faltava uma faca.
E quando vi a nova, percebi que tinha sido ele.
Mas nunca falamos sobre isso.
E ent�o Amina decidiu contar a verdade.
- � por isso que a matou? - N�o, eu n�o a matei.
N�o a matei, eu a esfaqueei,
mas agradeci Al� por t�-la poupado.
Quando Hassan assumiu a culpa, eu quis contar a verdade
e Amina me convenceu a n�o contar.
Mas o casamento foi cancelado de novo,
voc�s brigaram, voc� a seguiu, a agrediu...
- N�o, eu juro. - Claro que sim!
Eu nem sa� de casa ontem. Pode perguntar ao meu pai.
Pode me prender,
eu mere�o.
Eu machuquei minha irm�
e desonrei minha fam�lia.
Mas n�o a matei.
Al� � minha testemunha.
Voc� est� livre.
Mas o promotor decidiu te indagar
por contamina��o de provas e falso testemunho.
Pode ir agora. At� logo.
Hassan!
Voc� precisa me ouvir, eu sou seu pai.
Para existir um pai, deve existir uma fam�lia,
mas n�o existe nenhuma. Voc� � o pai de nada.
Sente-se.
Agora ningu�m me respeitar� mais.
N�o se importe com eles.
Voc� tamb�m acha que n�o tenho coragem?
Nada disso. V� conversar com o Imam.
N�o sinta vergonha.
Saiba que Al� � maior que as fofocas.
Querido, o que faz aqui fora? Vai pegar friagem.
Voc� precisa ficar calmo.
Eu falei com o m�dico, n�s conseguiremos.
Vai ficar tudo bem.
Pai Nosso que estais nos C�us,
santificado seja o Vosso Nome,
venha a n�s o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade,
assim na terra como no c�u.
O p�o nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas d�vidas,
assim como n�s perdoamos aos nossos devedores
e n�o nos deixeis, cair em tenta��o,
mas livrai-nos do Mal. Am�m.
Encontrou conforto na ora��o?
O socorro divino sempre surge nas horas de dificuldade.
Fiz tudo errado.
Voc� ainda tem tempo de consertar.
Pois seu cora��o � sincero.
Agora tenho que ir.
Olha s� quem est� a�.
Ainda tem coragem de aparecer em p�blico?
Era obriga��o dele,
n�o era responsabilidade da Rachida.
Nada disso teria acontecido.
Ele quase ficou preso no lugar da Rachida, tenha respeito.
Eu sei que n�o deveria acabar assim
e lamento sinceramente pela Amina.
N�o ousem pronunciar o nome da minha irm�.
N�o me importa o que pensam.
Invocarei o perd�o de Al� pelas coisas que fiz.
- Hassan. - Papai, eu...
eu fiz tudo errado.
Me perdoe.
O que foi?
N�o ouvi o despertador.
Ainda n�o tocou.
E por que levantou t�o cedo?
Eu n�o dormi.
Quer que prepare o caf�?
Eu vou embora, Elena.
Vai embora? E para onde?
N�o te amo mais.
Est� falando s�rio?
Tem ideia das coisas que fiz por voc�?
Lembra o que superamos juntos?
N�o posso ficar com voc� por gratid�o.
Perd�o. Vamos conversar um pouco.
Sente-se. Volte aqui, vamos conversar.
Se sair por aquela porta, n�o me ver� mais, entendeu?
Mauro!
Os produtos usados na empresa de Mohamed Mansour
cont�m apenas tensoativos de origem vegetal,
em nenhum tem Alquil Sulfato, que � qu�mico.
E Mohamed confirmou que Rachida estava em casa
na noite do homic�dio.
O que foi?
Bom dia, Sr. Curti.
Bom dia.
- Sua esposa est�? - N�o, hoje ela n�o vir�.
Voc�s brigaram?
Eu sa� de casa.
Sei que j� perguntei isso, mas pense bem.
� poss�vel que sua esposa soubesse da Amina?
Ela sabia de uma rela��o que tive h� um tempo atr�s,
mas desconfiava de outra pessoa.
Mas ela poderia ter descoberto nos �ltimos dias?
Sua esposa costuma usar produtos de limpeza aqui?
Quando descobriu que se tratava da Amina?
H� alguns dias.
Ele estava estranho
e imediatamente percebi que estava pensando em outra.
Depois encontrei o Alcor�o e entendi tudo.
- E a �nica solu��o era mat�-la? - Eu queria humilh�-la.
N�o se deve olhar para homens casados.
E sabe o que aquela putinha me disse?
Que eles iam casar.
E o que a senhora fez?
Eu a agarrei pelo cabelo com todas as minhas for�as.
Depois ela caiu e bateu a cabe�a.
Eu a arrastei pelo Banho Turco e fechei a porta.
Sei que irei para o inferno, mas n�o me arrependo.
Voc� o ama?
Quer conversar sobre o Giorgio de novo?
De novo? � a primeira vez que conversamos.
Garanto que n�o � um problema para mim.
� s� que...
me surpreendeu v�-los juntos na delegacia.
N�o quero falar sobre isso.
Tem uma luz acesa. Veja.
Encoste. Pare o carro.
Eu n�o sei, este carro tem mais de 20 anos.
Onde encontrarei pe�as para trocar agora?
Talvez amanh� consiga achar algo.
Valeria, vamos descobrir como voltar para Turim
e amanh� veremos o que fazer com o carro.
- N�o vou deix�-lo aqui sozinho. - � s� um carro.
Para voc� � s� um carro.
M�e, eu tentei.
Mas toda vez que olho para voc�,
penso que est� aqui e meu pai n�o.
� mais forte que eu.
Eu te entendo.
- N�o sei o que fazer. - N�o, voc� jamais vai entender.
Com licen�a, voc�s est�o indo para Turim?
- Sim. - Nosso carro quebrou.
- Querem carona? - Sim, � para minha m�e.
Eu vou esperar o mec�nico.
Pode ir, m�e.
Entre.
- Vou subir, papai. - Sim, eu j� vou.
M�e, voc� est� em casa?
- Papai! - Costanza!
O que foi?
N�O MATAR�S
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