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Exatamente, Clara. Imagine, se eu vim aqui, é precisamente por causa disso.
Estou voltando agora e Eu tenho que dar um monte de explicações
e eles estão indo ter que ser muito claro.
Sim.
Sim. Mas ela não...
Se ela dissesse o contrário, seria uma história diferente, mas ela não o fez.
Ela não afirmou isso claramente ela não quer a posição.
Ela não disse "Eu não quero a posição."
Claro.
Não… Sim…
Se eu vier até aqui, será não para ouvir não, é para receber um sim.
Exatamente. Se ela...
Se ela quisesse diga "não", ela diria "não".
Bem, exatamente. Um silêncio não é um não.
Não é um não. Pegue seu café.
- Não, não quero café. - Pegue, tome seu café.
Clara, a situação aqui é muito clara.
Tem uma pessoa aqui que assumiu um compromisso com alguma coisa.
E eu assumi um compromisso, precisamente por causa de seu compromisso. Sim?
Então o que eu faço?
Eu vim até aqui para que aquela pessoa podem fazer o que têm que fazer. Isso é tudo.
Isso é tudo. Não...
Mas há pistas!
Existem todos os tipos de pistas. Como o carro desse cara, sim.
Não, mas agora tenho as chaves, sim.
Não, não, ele não sabe.
Não, ele não sabe de nada.
Não, para ser honesto, ele parece...
Ele parece bastante perdido.
E Laura… Não, não é um mistério.
Vamos lá, sejamos lógicos:
ela é indecisa, ela quer o posição, mas estou aqui no meio.
E por algum motivo...
ela não quer contar mim porque estou envolvido.
Então não podemos misturar lado acadêmico com uma situação...
Espere! Espere um segundo!
- Vou buscar açúcar. - Temos que ir ao Fortín Olavarría.
Espere por mim um segundo, por favor.
Você pode esperar no carro?
Sim, aqui está. Ouvir…
Clara, para ser claro...
isso não é apenas uma coisa profissional.
Sim.
É por isso que tento não misturar as coisas.
Você pode imaginar que eu estaria…
Atormentado.
Bem, sim, estou um pouco perturbado.
Você sabe como as coisas são.
Academia não prepare você para a tristeza.
Bom, não acho que seja boa ideia ficar lá.
Não, não sinta pena de mim também.
Bem, estou muito grato a você, Clara.
Muito obrigado.
Vamos fazer isso. Vamos sair agora e...
Eu vou mantê-lo atualizado velocidade em como isso acontece.
Perfeito.
E esperemos que assim seja.
Esperemos.
Esperemos. OK, obrigado!
Um milhão de agradecimentos. Tchau.
Tchau.
Você pode acreditar que ela deixou as chaves com uma criança?
Uma criança?
Um garoto, um gaúcho da região. Uma criança, sim.
Mas o cara que me ligou...
Não. A estação de serviço gerente ligou para você.
Quem é o pai do menino.
Por que? Não.
O gerente da estação de serviço é o gerente do posto de gasolina.
O pai da criança deixou as chaves
com o gerente.
E também deixou seu número de telefone.
Neste pedaço de papel.
Eu imagino que você vai reconhecer a caligrafia.
Eu posso ter aquilo?
Disseram-me que ela poderia estar perto de Fortín Olavarría.
Você sabe alguma coisa sobre isso?
PARTE 1
EU A AVENTURA
Acho que já ultrapassamos isso.
Eu sei que já passamos disso.
- Então o que estamos fazendo? - Estamos procurando por ela...
Disseram-nos para procurar em Fortín... Então procuramos em Fortín.
Mas assim? Em geral?
Espere aqui.
Olá, boa tarde.
Como tá indo?
Posso te perguntar uma coisa?
Estou procurando um amigo, que seja provavelmente esteve aqui nos últimos dias…
Eu me pergunto se você a reconhece...
Vamos ver...
Ah, não era essa garota andando por aqui?
Ah sim?
Talvez Mas...
Você ligou para lá?
Eu liguei, mas… Ele deve estar tirando uma soneca.
- Ninguém saiu. - Não, mas ele deve estar lá.
Sim?
- Mas você a viu? - Sim.
Obrigado.
Oi, como vai? Como tá indo?
- Prazer em conhecê-lo. - Prazer em conhece-lo também.
Ouça, estou procurando um amigo e me disseram...
ela poderia ter sido aqui, nestes últimos dias.
Ela é minha namorada, então cuidado com o que você diz.
Não, porque você normalmente não trazer muita gente por aqui.
Mas ela diz que a viu, e talvez você se lembre…
Porque o trem passa por aqui, e não há muitas pessoas por aí…
De vez em quando, e no fim de semana…
Você sabe onde pode pesquisar?
Ela é muito parecida...
Laura claramente estava na aldeia.
- A senhora viu que ela a viu. - Ela a viu?
Sim. Mostrei a foto para ela...
Ela diz que...
semana passada ou na anterior...
uma garota estava vagando toda tarde.
Estas são coisas que as pessoas notam mais em cidades pequenas.
Você tem algo a dizer?
Como o que?
Não sei. Qualquer coisa que eu deveria saber.
Eu não acho.
Vamos para o Puricelli.
Quem é Puricelli?
Ele é um cara que tem um armazém geral. E ele aluga quartos.
"É aí que todos os pessoas de fora da cidade vão", disse a senhora.
Ela disse "de fora da cidade"? Ela usou essa palavra?
"Fora da cidade", ela disse, sim.
Laura, uma moradora de fora da cidade.
Ela conversou com você sobre o cargo?
Não.
Ela nunca disse nada sobre a posição?
Eu não acho.
Mas você trabalhou com ela no conselho.
Não.
Ah, no telefone você disse que sim.
Eu disse que trabalho para o Conselho mas não trabalho com Laura.
Eu trabalho em outro departamento.
Qual departamento?
Transporte.
Transporte?
Transporte de materiais.
Você transporta coisas?
Sim.
E como você conhece Laura se você transportar coisas?
Às vezes fomos enviados juntos para 30 de Agosto...
para La Indiana, ou o campos onde ela trabalhou.
Então você a transportou?
Às vezes sim.
Espere, espere aqui.
- Como tá indo? - Olá.
Olá, boa tarde. Como vai?
- Rafael, prazer em conhecê-lo. -Daniel.
Ouça Daniel, Estou procurando um amigo...
de Buenos Aires. Ela pode ter vindo aqui para fazer uma ligação.
Eu tenho uma foto aqui. Deixe-me saber se...
se você a visse por aí.
Não, eu não a vi por aqui.
Ela está tentando se comunicar, mas não sabemos onde...
Onde devo continuar perguntando?
Talvez no próximo armazém geral, próximo.
- Mas está tudo fechado. - Não, aqui não.
Na estrada.
OK. Onde devo fazer uma curva?
Vire à esquerda aqui e de lá...
Vamos.
Temos que ir para outro armazém geral.
E devemos começar a nos preocupar se encontrarmos algo estranho no caminho até lá.
Claro. Vou mantê-lo atualizado.
Sim. Certo, escute.
Mande beijos para todos os meninos e meninas da Academia.
Teremos que esperar.
Oi. Boa tarde.
Como tá indo? Meu nome é Rafael. Como vai você?
Ouça, estou procurando um amigo.
Uma garota...
Ela é minha namorada, na verdade. Achamos que ela pode ter estado aqui.
Você a reconhece?
Porque ela é…
Ela trabalha no classificação de plantas, flores…
Ah sim.
Há um homem na América que tem...
uma plantação de orquídeas.
- Orquídeas? - Orquídeas.
- Qual é o nome desse homem? - Abrante.
Dê-me um momento, por favor. vou tomar nota...
Abrante.
E isso é na América, não?
ADEUS, ADEUS, ESTOU INDO EMBORA.
Temos que ir para o América.
Temos que ir e ver um homem chamado Abrante.
Parece que Laura esteve aqui...
parece que eles contaram a ela sobre ele e tenho certeza que ela foi vê-lo.
Com todos os informações que tenho…
Eu não posso deixar de pensar Sobre alguma coisa.
Abrante é produtora de orquídeas.
Abrante mora na América.
Na América é a marca da única espécie restante.
Olhar...
Você vê?
Laura ainda tinha uma espécie não classificada.
PENDENTE.
"Pendente."
Aqui está a coisa:
Laura comprometeu-se a terminar um trabalho.
E é exatamente isso que ela está fazendo.
Nem mais nem menos. Acabei de terminar um trabalho.
Ela foi para a América em busca de uma espécie que ela ainda precisa classificar…
Quem sabe por que diabos…
Tudo se resume.
Ela enlouqueceu.
Bem, como tantos outros enlouqueceram:
Sinclair, Treviso, Paillán… O próprio Franco Vidal.
Você vê?
Todos eles foram atrás de uma espécie que eles ainda não haviam classificado
e jogaram suas vidas longe procurando por isso.
Segue-me?
Sim, mais ou menos.
Temos que ir para América para ver Abrante.
Essa é a resposta.
Sim, a questão é...
Eu realmente…
Não podemos deixar passar esta oportunidade.
Laura está perdida.
A família dela está preocupada.
Ela está destruindo minha carreira. Ela roubou seu carro.
Eu conheço uma versão de Laura...
e você conhece outro.
Não há ninguém além de nós dois procurando por ela.
Você vê?
Não, você sabe, como eu disse...
Eu sei eu sei. Sim.
É complicado com as crianças, ou com seu ex.
Mas tudo bem, vamos resolver isso.
- Agora no caminho vamos ligar… - Viviana.
Viviana e nós explicaremos para ela mais ou menos.
Sim?
Vou usar o telefone que este Nereo me disse que acha que pode conseguir.
E eu vou ao banheiro.
Você deveria ir também.
Temos cerca de 25 milhas.
II PARTE DE EZEQUIEL
Deus, ou azar, pune-o cegando-o.
Daí a expressão ‘Peeping Tom’...
que é o que chamam de voyeurs em inglês.
Certo, voyeurs...
Há muitos Peeping Toms neste estúdio...
Olha o Rodro...
Eles estão todos loucos de excitação sobre Lady Godeeva.
Obrigada mais uma vez, Laura, para a seção Mulheres que Fizeram História.
Muito obrigado.
E ainda estamos aqui em Um mar de novidades...
com o humor da Patita e...
muito mais novidades.
A rádio é uma mídia cega...
Até você observar com os ouvidos.
A transmissão da estação. Exclusivo.
Assim como você.
LU 11 convida você ao primeiro Concurso Viagem à Itália,
coordenado com a Casa de Cultura Trenque Lauquen.
Agora você também pode mudar o curso da história.
Porque viajar é para todos.
Olá.
Muito bom, eu estava ouvindo.
Você gostou?
Sim, eu não conhecia a história.
É divertido, não é?
Muito bom.
Você tem um mapa ou coordenadas?
Não, mas vamos La Indiana, perto de 30 de Agosto.
OK.
O que é?
A fazenda perto de La Querencia?
Certo. A caminho para La Querência.
La Querencia primeiro?
Você pensa?
OK.
Parece que é hoje estamos no assunto de nus…
- Quem é Anita Ekberg? - A doce Vida!
Você não se lembra disso cena emblemática
dela tomando banho quase nua na Fontana di Trevi?
- Assim como Lady Godiva! Nu! - Exatamente.
Bem, então, se os ouvintes quero participar do concurso...
É verdade que ela cavalgou nu a cavalo?
Verdadeiramente nu?
Parece que sim.
Deve ser desconfortável.
Sim. Realmente deveria. Eu não quero imaginar.
E o cara era louco...
Forçando sua esposa a fazer isso...
Não não. Tecnicamente ele não a obrigou.
Você acha que foi um jogo?
Não não. Que jogo?
Ela fez isso para que ele reduziria os impostos.
O que?
Eu acho que foi erótico jogo entre eles.
Não. A lenda diz que ela sacrificou-se pelo povo…
Eu acho que foi um jogo entre eles.
Ele adorou a ideia de seu esposa completamente nua em um cavalo.
Ele tinha essa fantasia.
Absurdo.
Ela estava interessada nisso. Ambos eram excêntricos.
Eu acho que é você quem fazendo disso um romance erótico.
Eu acho que é óbvio.
Bem, pelo menos ele baixou os impostos.
Esse é o seu namorado?
Sua mãe?
Não. Meu namorado. Ligo para ele mais tarde.
OK.
Ele deve estar sentindo sua falta, não?
Sim. Estamos construindo uma casa juntos...
então ele me liga muito. Há muitas coisas para decidir.
Na verdade, estamos reformando um casa que era do meu namorado
e agora vai ser a nossa casa.
- E precisa de tudo feito. - Certo.
Portas, janelas…
Sim. A cor da parede no quarto. Tudo...
Sim eu sei o que queres dizer.
Quero dizer… Você vai para casa e se casa.
Sim. Estamos nos mudando juntos, digamos...
RAFA
Desculpe, tenho que atender isso.
Sim, claro.. Sem pressa.
Olá?
Sim, eu estava almoçando.
Vá em frente, me diga!
Diga-me!
Ali está ele.
- Olá, Hugo. - Ola laura.
- Como vai você? - Tudo bem, você?
Como você está, Chicho?
Tarde! Como vai, Hugo?
Tudo certo. Aqui estamos.
Eu vim aqui procurando para este eu tinha deixado.
Vim fazer uma última pesquisa mas…
Você sabe, ainda estou sentindo falta daquele que parecia Symplocos Uniflora.
Olhar.
Eu estava dizendo para Hugo que poderia estar no…
Atrás de la Ollita ou em el Molino.
Ah, sim, eu conheço o lugar. Esses poderiam ser bons lugares.
Sim, porque já olhei no mato e nada.
-Vem, Chicho? - Não, eu vou ficar. Faça a sua coisa.
Encontramos alguns outros coisas, mas não aquela.
É difícil conseguir.
Bem, você ainda tem um.
- Isso não é tão ruim, não é? - Não...
Você está ocupado esta tarde?
O que você precisa?
Vá e veja uma fazenda.
- Onde? - Na rota 33.
Eu tenho um mapa.
Uma antiga propriedade. Martin Fierro, é chamado. Você ouviu falar?
Eu penso que sim.
Acho que posso encontrar isso lá.
OK, vamos lá.
A única coisa é Eu tenho que pegar as crianças.
Você se importa de ir com eles?
- Nós achamos! - Vamos ver.
Estava lá no mapa antigo, mas não neste.
Não, pai! Está na outra direção!
Pare com isso!
Mas estamos dizendo a você: está na outra direção!
Pare com isso!
Não! Não!
Sentar-se.
Sente-se, eu disse!
- Não! - Sente-se aqui.
Acho que a propriedade Martin Fierro está bem aí.
Lá. É aquela casinha.
É isso?
Eu acho que sim.
Esta propriedade pegou fogo.
Eles devem ter conseguido errado no Conselho…
Esta propriedade pegou fogo, você está certo.
Sim.
Queimou.
Talvez eles quisessem dizer a aldeia de Martín Fierro...
Não, "Propriedade Martin Fierro"...
Desculpe. Você estava com as crianças?
- Não, eles estão com a mãe. - Ah ok.
Aqui está a coisa.
Eu fiz uma descoberta.
É bobagem, mas...
Mas eu queria saber o que você pensou.
Claro.
Você pode não até mesmo estar interessado.
Não, tenho certeza que estarei interessado.
- Tem algo a ver com flores? - Não. É outra coisa.
Eu me sinto uma mulher louca.
Olhar.
Eu achei isto.
Cartas.
Exatamente. Cartas.
Acho que me tornei o único testemunha de um pequeno mistério…
Caramba.
Sim.
Eu me sinto como ninguém sabe disso. Apenas eu.
Bem. Agora você também...
OK.
Você os encontrou no hotel ou o quê?
Não. Espere. Deixe-me explicar.
Costumo ir à biblioteca procurar material para rádio, para minha participação como convidado.
- Geralmente o bibliotecário… -Susi.
III AS CARTAS E OS LIVROS
Susi! Existe uma seção sobre mulheres na ciência?
Algum fascículo?
- Mulheres cientistas? - Sim.
Existem algumas coisas sobre os cientistas aqui.
Mas mulheres cientistas…
não sei se existe qualquer coisa. Se é que existe.
Mulheres cientistas?
Certo. Cientistas, sim. Mas mulheres cientistas…
quem descobriu alguma coisa...
Maria Curie.
- E a mulher macaco? - Quem é aquele?
Aquele que escreve sobre o chimpanzés. Ela é muito boa.
Ah, deixe-me ver.
Ela deve ser uma cientista…
Olha, "dedicado à ciência e guiado
por fatos empíricos da realidade."
- Ela é como uma cientista. - Sim.
Mas ultimamente ela não tem encontrado tanto.
Gostos diferentes.
Ela diz coisas como Mercedes Sosa, ou coisas locais...
Estou procurando, você sabe, coisas mais universais, cientistas…
Ou coisas que são mais inéditas,
como a Papa Joana, a Rainha de Sabá, Mata Hari…
- Mata Hari é muito boa. - Sim, Mata Hari é muito boa.
E os locais...
Alfonsina Storni, Evita, Mercedes Sosa…
Devo pegar você as biografias que temos?
- OK. - Pepê!
Nós temos alguns.
Se você quiser eu posso configurá-los separado. Você pode então verificá-los.
Se ajudar, você fica com ele...
Um dia Susi se reuniu
todas as biografias de mulheres que havia na biblioteca.
Levei-os para o hotel.
Comecei a ler. Nada me convenceu muito…
até que me deparei a mulher russa.
Uma mulher chamada Alexandra Kollontai.
E o livro se chamava "Autobiografia de uma mulher sexualmente emancipada".
- Sobre o que é o livro? - É uma autobiografia...
- De uma mulher sexualmente emancipada… - Certo.
De qualquer forma, pensei que seria seja bom fazer o espaço de convidado
e também gostei muito de como ela escreveu.
Certo.
O que mais me chamou a atenção foi um aspecto da edição:
toda vez que Kollontai se referia para uma realização pessoal...
havia uma nota de rodapé do editor
dizendo que Kollontai no última hora tinha pedido para virar
o primeiro singular pessoal na primeira pessoa do plural.
Ou seja, toda vez que o “eu” teve que ser substituído por "Nós".
Desculpe. O que foi isso denovo?
- O “eu” teve que ser substituído pelo “nós”. - Ah ok.
O engraçado é que Então me deparei com as notas
aquele alguém que também leu o livro fez
e eles ficaram surpresos com isso mesmo aspecto da edição que eu.
Aquela coisa de mudar “eu” para “nós”.
Isso me interessou:
alguém leu o livro e concordou comigo.
Talvez em outro momento, em outro lugar.
... POR NÓS...
Você me perdeu um pouco com essa última parte…
Não, não se preocupe. Isso não importa.
A coisa e que nós dois fomos atingidos pela mesma coisa.
Ambos?
Sim, nós dois. Espere...
AUTOBIOGRAFIA DE UM MULHER SEXUALMENTE EMANCIPADA.
No início do livro havia um selo que dizia "Propriedade Martín Fierro".
E abaixo disso uma nota que dizia:
"Carmen Zuna, leia para o primeira vez em setembro de 1962".
A tinta desta Carmen Zuna
parecia ser a mesma tinta do sublinhado
que encontrei ao longo do livro.
Propriedade Martín Fierro…
Sim. Eu menti para você.
Não foi para trabalhar. Foi espionagem.
OK.
Então este livro pertencia para esse Zuma...
- Zuna. - Zuna.
Sim, mas de qualquer maneira. Isso não é importante da mesma forma.
Quando cheguei na metade do livro...
descobri que as páginas saltou de 45 para 50.
E então eu percebi que entre essas páginas
que estavam grudados intencionalmente...
havia algo.
Uma letra.
Uma carta de amor.
Sim...
Sim.
A carta foi endereçada a ela.
Para Carmem Zuna.
Essa foi a primeira carta que encontrei.
E então eu percebi...
que não foi o primeiro carta entre eles.
Que fazia parte de uma correspondência que tinha começado antes...
A carta que encontrei é datada de 1962
e assinado por alguém chamado Paulo Bertino.
- Paulo Bertino… - Sim, Paulo Bertino.
Os Bertinos são italianos, eles tinham terras aqui.
Exatamente.
Na verdade, Acho que ainda restam alguns.
Sim Sim. Um pouco.
E sobre o que eram as cartas?
Eu te conto mais tarde.
Mas seriam cartas de amor?
Sim Sim. Bem...
A questão é que isso é onde as abelhas entram.
O livro sobre abelhas.
A carta terminava com um prometo enviar um novo livro
em que outra carta ia ficar escondido.
E referia-se ao “universo das abelhas”.
Aí eu descobri isso toda essa correspondência...
todas as cartas de Paulo e Carmem...
poderia estar entre os milhares de livros
na Biblioteca Trenque Lauquen.
Mas eu só precisava encontrá-los.
E para fazer isso eu tive alguma coisa, eu tinha uma ideia:
A pista de que a mesma carta estava me dando.
Você vê?
Eu penso que sim. A pista eram as abelhas.
Exatamente!
Verificar.
Verificar.
Verificar.
Verificar.
Verificar. "Autobiografia de uma mulher"…
Não, vou ficar com esse.
Kollontai, aqui não.
Susi, posso te fazer uma pergunta?
Existe registro de doações? Isso aparece em algum lugar?
Espere um segundo porque isso é… eu me perco.
O que é que você quer?
Eu quero saber uma coisa, sobre uma coleção…
- Qual? - Martin Fierro.
- Propriedade Martín Fierro? - Sim.
É uma coleção enorme.
Agora, quanto às mulheres e às mulheres cientistas e tudo mais, esqueça…
Não não… Não é isso.
É porque fiquei intrigado porque encontrei um selo que...
OK, espere um segundo.
Voltei para a biblioteca.
Pedi à Susi que me deixasse ver o disco inteiro de doações que estavam na biblioteca.
Poderíamos ver os registros das doações?
OK.
A escada é segura? Quero dizer, isso não vai nos matar...
OK, estamos indo agora.
Venha comigo.
Entre os milhares de cartões, Encontrei uma coleção da propriedade Martín Fierro.
E então comecei a olhar para ver
se houvesse algo para fazer com o universo das abelhas.
Abelhas...
120...
A VIDA DAS ABELHAS.
- E? - Eu encontrei um. "A vida das abelhas."
- Bom! - Sim.
Encontrei na seção infantil. E lembre-se, não é um livro infantil.
Quando abri o livro, não havia carta
mas havia uma nota com uma página número e várias páginas arrancadas.
Comecei a procurar todos os livros que tinha a assinatura de Carmen Zuna...
que por causa do selo foi arquivado
no Martin Fierro Coleção de imóveis.
Então eu percebi que todos os livros de Carmen
acabou nas mãos de os Bertinos ou sabe-se lá onde.
Mas ninguém jamais encontrou as cartas?
Não parece.
A PERSONALIDADE DOS ANIMAIS
A CIDADE GREGA
Itália.
Roma.
Cartas que vêm e vão entre Trenque Lauquén
e várias cidades italianas.
Vários de Roma, alguns de Turim.
Muito de Quincinetto e Scalaro, Eu nem sabia onde eles estavam.
“Isso é o que eu ofereço a você, cartas de amor, indo e vindo.
Começa assim…”
Encontrei uma carta em cada livro.
Montei um mapa com tudo isso.
Eu os classifiquei, eu os ordenei por data, eu os estudei.
Eu li todos os livros. Bem, nem todos eles...
Espere, espere. Desculpe.
- Posso fazer algumas perguntas? - Sim.
Além de encontrar todas aquelas cartas…
O que não é pouca coisa…
Correspondência oculta entre milhares de livros.
- Incrível. - Sim. E daí?
É isso que estou perguntando a você:
o que?
O que?
Bem…
Deixe-me explicar de outra forma.
Por que você é tão interessado em tudo isso?
Quero dizer… Além dos mil livros…
Qual é o mistério?
Leia isso.
Alto?
Por favor.
"Carmen: Me sinto arrebatada.
Sinto que até ontem eu era uma criança, e que você me tornou um adulto.
Algo apenas começou.
Eu perdi meu virgindade de novo...
desta vez definitivamente.
Todas as mulheres Já estive com você antes...
a mulher para quem eu era casado há mais de dez anos...
cada um dos meus muitos amantes, aparecem diante de mim como menininhas.
Sua vagina, Carmen. Sua vagina.
Alguém me deu um tesouro mapa, e comecei a explorá-lo.
Eu quero voltar para o seu vagina repetidas vezes.
Mergulhe nisso, entregue minha vida a isso.
Se eu pudesse morar lá, Carmen...
se esse sexo devorador aceitasse eu como habitante permanente...
Eu faria, depois de tantos anos, finalmente seja feliz.
Meu falo é um pobre inocente.
Um pobre cego que entrou a selva e agora não pode sair.
Eu estou chorando. Eu sou um náufrago. Eu estou perdido.
Paulo."
O mistério é ela.
Carmem Zuna.
Inacreditável.
Sim.
"Querida Carmem:
Ontem pensei em você o dia todo."
- Ele abandonou as formalidades. - Sim.
"Aquele pequeno quarto de hotel, aquela escada...
aquela mesa, serão pequenos santuários para mim, pequenos templos."
Espere...
Interessante. Muita informação.
Sim. Nós sabemos isso eles se conheceram em um hotel.
Mas a escada... Quem sabe por que ele diz isso.
Talvez eles sempre começou na escada…
Na escada do hotel? Você pensa?
Eu não ficaria surpreso.
O que não entendo é a mesa. Por que ele menciona a mesa?
"A mesa. Aquela mesinha de madeira...
e você por cima.
Seu olho, esperando, aberto como..."
"Seu olho esperando aberto como uma laranja..."
Ah ok…
“Quero que o verão chegue agora.
Por favor, querida Carmem, vamos nos encontrar novamente.
Vamos marcar uma hora e um lugar para o nosso próximo encontro.
Lá estarei, sempre seu. Paulo."
"Carmem: peço desculpas."
Ele volta à formalidade.
“O aluno não estava à altura da tarefa.
Eu falhei. Eu falhei com você, e eu mereço punição.
Eu fui tolo, fui fraco.
Ver você nos braços daquele homem, ver aquele homem possuir você...
ver você excitada, ofegante, gritando, se rendeu...
rude.
Queimando como um fogo por aquele grosseiro cara, aquele homem bruto e áspero...
para aquele animal que não e não poderia saber
quem ele tinha nos braços foi demais para mim.
A imagem me torturou e continua a me torturar.
Lá estava eu, sentado, observando você...
O gaúcho, me observando...
Rindo de mim enquanto ele possuía você.
E você, Carmen, sua felicidade, sua fúria, sua risada...
olhando para mim contente como uma criança."
Caramba.
"Não sei se vou conseguir...
não sei se serei capaz para continuar meus estudos.
Não sei se essa arte é para mim.
Não sei se sou útil para você.
Se eu puder lidar com o seu fogo, meu senhora, minha rainha, minha sacerdotisa.
Eu sou pior que você.
eu não mereço qualquer um de vocês, Carmem.
Nem eu mereço ser humilhado por você. Paulo."
- Isso está ficando um pouco estranho. - Sim.
O que você acha disso?
Sua Senhoria pegou o gaúcho para o haras.
Você acha que ela é proprietária de terras?
Não sei. Isso parece ser o caso, não é?
Sim.
- Devemos ir? - Sim.
“Carmem, minha querida.
Uma breve nota nesta tarde ventosa.
Estou tão excitado que Não sei por onde começar.
Eu sinto que estou sendo examinado sobre um novo assunto.
Eu te escrevo cartas e rasgá-los.
Não consigo encontrar as palavras.
eu não reconheço minha caligrafia no papel.
Será que estou aterrorizado com o ideia de perder meu lugar em seu coração?
Seja o que for, mal posso esperar.
Eu sei que ele será recebido como um de nós."
Sinceramente não entendo nada.
"Seja o que for, mal posso esperar...
Eu sei que ele será recebido como um de nós.
E você Carmem?
Quando vou te ver de novo?
Será em breve?
Eu sinto mais sua falta do que nunca. Paulo."
"Querida Carmem: Já não sei por que lhe escrevo.
Três meses se passaram desde que você partiu.
Onde você está? Com quem você poderia estar?
Quem está no lugar onde Eu estive por tantos anos?
Foi tão fácil me substituir?
"Carmem, não sei mais onde Encontro forças para escrever para você...
mas sinto que é a única coisa que posso fazer.
Eu não estou resignado para que isso seja uma despedida.
Oh Carmen, oh minha viajante,
oh meu aventureiro, não me deixe assim!
Depois de abandonar tudo, este incêndio deixou muitas feridas.
- Ele deixou a esposa? - Bem, sim.
- Paulo era casado. - Claro.
Então eu lembro que seu corpo é o mapa da minha vida,
e sem o seu corpo estou perdido.
Suas cartas chegam até mim dos lugares mais remotos.
E suas palavras se tornam igualmente remoto e vago.
Será que você os escreveu pensando que eles seriam seus últimos?
Não posso aceitar isso.
Eu nego essas palavras, Eu os impundo.
São as palavras de uma menina.
Uma garotinha que repete mecanicamente
os versos cruéis das brincadeiras infantis.
Mas você nao é uma menininha, Carmem.
E isso não é um jogo.
Seu, Paulo."
Ele a está perdendo.
Sim.
Não sei por que ele insiste tanto nas palavras.
Que palavras?
“São as palavras de uma menina.
Uma garotinha que repete mecanicamente."
O que poderia ser isso?
Estou deixando você!
Para mim, parece um tapinha no bolo.
Eu deixo você, eu deixo você, Eu abandono você, eu abandono você...
Eu mato você, eu mato você, Eu enterro você, eu enterro você...
Adeus, adeus, adeus!
Não sei.
O que você acha que ela disse a ele?
- Bye Bye? - Bye Bye.
Tchau, tchau, tchau?
Adeus, adeus?
- Estou indo embora! - Estou indo embora.
Adeus, adeus, Estou indo embora.
Sim, isso parece mecânico.
Sim.
Se você se arrepender Estou saindo, estou saindo
Tendo dado o seu amor Adeus, adeus
Não foi minha culpa Estou saindo, estou saindo
Você me deu a chance Adeus, adeus
O ciúme pesa sobre mim Eu não sei por que
4 "ADEUS, ADEUS, ESTOU VINDO"
Tudo bem, Abrante, obrigado.
Então eu venho aqui de onde vim entrar e seguir direto para Piedritas?
Sim Sim.
Em frente, você verá uma placa. OK?
Estou com pressa. Com licença.
Não não. Por favor. Obrigado.
Muito obrigado. Tchau.
Nada, cara. Este Abrante não faz ideia.
Ele não sabe alguma coisa sobre Laura...
ou quem é esse cara no bar... Ele não sabe de nada.
Ele não tem orquídeas há dez anos.
Ele não sabe de nada sobre plantas. Agora ele tem porcas.
Mães.
3 meses, 3 semanas e 3 dias.
Em 114 dias eles conseguem 8 a 12 leitões.
Portanto, cada porca poderia ter até ...
Cerca de 30 leitões por ano.
Dez mães...
300 por ano.
Cada leitão pesa 10 quilos, mais ou menos 5.000, 5.500 pesos.
Bom negócio, não?
O que Abrante me contou...
é que há uma grande reserva natural aqui perto, perto de Piedritas.
Talvez haja a coisa estamos procurando.
Laura?
Não exatamente.
Espécies não classificadas de Laura.
Acho que isso pode nos levar a Laura.
Você se lembra quando foi o último foi quando você a viu exatamente?
Eu não tenho certeza.
Evidentemente com a coisa do carro...
Ah, claro. Quando ela veio pegar o carro emprestado.
E quando ela roubou seu carro...
Desculpe, mas não sinto como se ela tivesse roubado meu carro.
Bem...
OK.
- Você a levou de carro, certo? - Sim.
OK.
Com que frequência? Você se lembra com que frequência?
Uma ou duas vezes por semana.
Dependia do trabalho que ela tinha que fazer.
Como foi isso?
Me conte a rotina... Você se encontrou no conselho?
Geralmente eu a pegava no rádio.
O rádio?
Ela trabalhava em uma estação de rádio.
Quem?
Laura...
Laura trabalhava em uma estação de rádio?
Ela teve uma participação especial em um programa.
O programa da Juliana.
Ouça, ela contar alguma coisa sobre mim?
Quero dizer, ela contou você ela tinha namorado?
- Sim, ela me contou. - OK.
OK.
Então, o rádio...
Sim.
Continuar.
Eu costumava buscá-la no rádio...
iríamos para a fazenda onde ela teve que trabalhar...
Às vezes almoçávamos...
então a deixei no hotel. Isso é tudo.
Certo.
Certo. Esse trabalho foi o primeiro passo para ser nomeado…
como chefe de departamento.
Éramos presidentes conjuntos.
Eu era a cabeça, ela ainda não foi nomeada…
Ela estava prestes a ser nomeada...
Certo.
Quero dizer, se ela fizesse bem esse trabalho, a posição foi confirmada…
Certo.
É por isso que eu não entender o que está acontecendo.
Certo.
Você pode me dizer o nome da rádio?
LU.
L para "Laura", U para "unicórnio"...
11.
OK.
Vamos.
Você dirige, estou cansado.
O que aconteceu?
Pneu furado.
OK, vamos pegar o valete.
- Não. - Não o quê?
Não, eu não tenho um.
O que?
Acabei de perceber, o dia Laura pegou o carro emprestado...
Tirei todas as coisas da mala para limpá-lo e deixei tudo em minha casa.
Não, eu não entendo.
Você vai dirigir no país sem macaco?
Vou lembrar que não foi em meus planos de dirigir aqui.
Eu tenho a pior sorte!
Ligaremos para o serviço de avarias.
Você tem certeza sobre o macaco? Você não quer verificar por precaução?
Tenho certeza, mas vou verificar.
Ver?
Essa é a mochila da Laura?
Ligue para o serviço de avarias, por favor.
OK.
Eles estarão aqui em uma hora, hora e meia.
"Autobiografia de um sexualmente mulher emancipada."
Caramba.
Então eu posso dormir um pouco...
Ei, você poderia me dar um despertador às quinze para as cinco?
Sim claro. Meninas, vocês quer assistir TV na cozinha?
Vou configurar meu telefone do mesmo jeito…
mas se eu não ouvir eu prefiro ser acordado por um profissional.
Posso tomar café da manhã nesse horário?
Eu vou descobrir, senhor.
Se for muito complicado: Um café, algo rápido...
então eu não preciso ir sair com o estômago vazio.
- Sim senhor. Vamos pegar um café para você. - Obrigado, muito gentil.
Não se preocupe com meu amigo aqui, ele provavelmente continuará dormindo.
- Obrigado, muito obrigado. - De nada.
- Mãe, podemos assistir TV? - Em um minuto.
Quando?
Em um minuto quando Terminei de limpar a mesa.
- Bom dia. - Manhã.
- Você vai tomar café da manhã? - Sim.
Com licença. Eu poderia ter mais alguns croissants, por favor?
Mas os de manteiga.
Tenho doce ou salgado. Tudo bem?
Doce.
Doce.
- Você dormiu bem? - Yeah, yeah...
Bom.
Você não tomou banho?
- Não. - O chuveiro está ótimo.
Só para você saber…
Há muito a fazer.
Eu estava na reserva natural esta manhã.
Reserva muito bonita, muito bem conservada, não havia nada lá.
Nem um vestígio. Nem um vestígio do espécie não classificada, nenhum vestígio de Laura.
Não havia sequer um vestígio do mulheres que trabalhavam lá.
Obrigado.
Então me mandaram de volta para cá, para a América.
Para um viveiro municipal.
Eles queriam enviar eu a um zoológico. Nada.
Não há nada.
A coisa é outra coisa.
As notícias do dia estão aqui.
“O homem sempre tentou impor seu ego a nós, mulheres
e nos adaptar completamente aos seus fins.
Assim, apesar de tudo,
a inevitável rebelião interna eclodiu
porque o amor se tornou uma prisão."
Vou ler outro para você.
"Eu tive que ir, tive que romper com o homem escolhido, caso contrário...
isso foi um sentimento subconsciente...
eu teria me exposto ao perigo de perder minha existência independente."
Mais um… Sublinhado com caneta.
“A diminuição do nosso a capacidade de trabalhar foi perdida
em experiências emocionais estéreis."
E a tinta combina com o pedaço de papel onde ela anotou seu número de telefone.
O pedaço de papel que ela deixado no posto de gasolina.
Está claro o que está acontecendo aqui.
Laura estava fazendo uma casa comigo.
Ela estava prestes a tomar uma posição no meu departamento.
Não é que Laura tenha enlouquecido.
É que ela está com medo.
Apreensivo?
Sobre o que?
Em geral.
Amar ou trabalhar.
Um homem ou uma vida independente. Uma carreira...
Laura precisa encontrar aquela espécie não classificada.
Resolva o enigma.
E sinta...
como se ela mesma tivesse feito isso.
Que ninguém resolveu isso para ela.
Que eu não resolvi isso para ela.
Só então ela será capaz para voltar à sua vida habitual.
Está tudo aqui.
Neste livro.
Rafael...
Preciso que voltemos para Trenque.
Veja as pessoas que eram próximos desta Laura.
Preciso que você venha comigo.
Vou pagar o hotel.
E compre alguns produtos regionais que Comprei na excursão esta manhã.
Posso ver você no carro?
Já tenho gasolina.
Com licença, posso dar uma olhada?
- Sim certamente. - Obrigado.
Eu vou ao banheiro. Vou deixar o cartão de crédito aqui.
Algo que eu nunca quis
É ter sido ingrato
É por isso que nunca esqueci
Quanto você tem esteve lá para mim
Eu poderia dizer que você e eu
Nós temos sido bons amigos
Não sei se é o destino
Isso separa os caminhos
Você sempre vai com tanta pressa Escondendo-se em sua risada
Talvez você nunca tenha entendido Que eu me movo devagar e tristemente
Eu te ofereci minha alma sinceramente
E você nem estava capaz de pegar minha mão
Não sei se foi em vão
Eu dificilmente poderia dizer que você sente isso com tristeza
E não pergunte por que
Não há sentido em saber
Apenas sente-se em silêncio ao meu lado
E não pergunte por mim quando eu me for
V AS ESTRADAS
CARTAS DE AMOR
PROPOSTA
PROPRIEDADE MARTIN FIERRO
EU NÓS
ABELHAS (SEM LETRA)
SEM PISTAS
“QUEM TEM FILHOS ACEITA A VIDA” PÁGINA 48. PAVESE, LE AMICHE
SEM RESPOSTA
ANDANDO
MINHA RESPOSTA É JUANA
É a única nota de Carmen assinada por ela.
Eu não entendo como eu perdi esse detalhe.
Se houver um bilhete de Carmen entre as coisas de Carmen...
é porque isso a nota nunca foi enviada.
E é porque esse nome, Juana...
representa algo que ela queria omitir.
Algo que ela pensou, escreveu, mas depois não enviou.
Misterioso, hein?
É a única vez que ela é mencionada?
Sim, a única vez.
Há alguma coisa curioso sobre as Juanas…
Há um livro sobre Joana D'Arc, um sobre Irmã Juana Inés de la Cruz.
E o livro sobre Joana D'Arc é também traduzido por uma Juana, Juana Castro.
Certo.
Certo...
- Mil Juanas. - Sim.
Não sei. Só para ter isso em mente. Talvez isso nos ajude a pensar.
Certo.
Certo...
- E aí? - Nada.
- E aí? - Nada.
Eu encontrei algo.
- Carmem Zuna. - Não!
A primeira coisa que me chamou a atenção sobre Carmen é que ninguém a conhecia.
Eu cresci nesta cidade.
Todo mundo se conhece.
Uma mulher assim nunca passaria despercebido.
Menos ainda com o perfil de Carmen.
Como poderia ser isso ninguém notou ela?
Tinha que ser alguém que vinha à cidade de vez em quando.
Um médico, que veio trabalhar no Hospital.
Ou uma freira.
Mas naquela época não havia conventos.
Procurei em todos os registros que encontrei.
Guia local, guia Kraft...
lista telefônica, livro de negócios...
serviços profissionais, registros eleitorais.
Nem um vestígio.
Até que tive uma revelação. Uma intuição.
Já que eles brincaram tanto com a ideia do aluno,
o professor, aprendendo...
- Talvez eu tivesse que ir ver… - Você foi para a escola?
Escola número 1. Eu sou um ex-aluno.
Na escola conheci todo mundo.
Chicho! Muito tempo sem ver!
Tito, o zelador.
Lelia, minha professora da segunda série.
Graciela, a bibliotecária...
e Maria, a diretora.
Perguntei-lhes se eles tinham um arquivo daquela época...
De 1960.
Eu não contei a eles exatamente para que servia.
Eu simplesmente disse que estava interessado no arquivo da escola.
A primeira coisa que me mostraram foi uma foto de "A Década de Ouro".
Foi a era das grandes escolas.
Eu descobri que o material didático de '60 a '70 foram excelentes.
Nesses dez anos, os professores eram quase todos eminências.
Foi a hora das grandes escolas, segundo me disseram.
Você sabe quem são todos eles?
Alguns, sim.
Esta é Ana María Sastre.
O problema é que Tito, Graciela, Maria e Lélia...
passei algum tempo colocando nomes aos professores.
Eles reconheceram todos eles.
Ana María Sastre, Leoncia Garro...
Silvina San Miguel, "la Bergamasco"...
Ulda Sáenz de Fosatti...
Piaggio, Trotta, Barragué, Muñiz.
Todos eles têm um nome.
Longobardi… E este…
Quem é esse, porque este sabemos até aqui, mas aquele?
Não me lembro disso.
Eu não consigo identificá-la.
Não. Os outros, sim.
Todos tinham um nome, exceto um.
-Beatriz Del Sarto. -Del Sarto...
- E este? - Ela é Barragé?
Ei, e quanto a isso aquele com cabelo comprido?
Ela não é a mesma não sabemos de lá?
Era sempre a mesma mulher: um professor que eles não conseguiam identificar.
Esta é a mesma foto de…
Esta é a foto de lá. Exatamente, é a mesma pessoa.
A revista do centenário da escola.
Olha, 100 anos.
Essa mesma foto aparece até em a revista do centenário da escola.
Vamos ver se nós posso encontrá-la aqui.
Com todos os nomes de todos os professores, exceto o dela.
Mas você vê, aqui está ela.
Ah, olhe. É a mesma foto.
Lá está ela.
Garro, Scuderi, São Miguel...
Eu tenho uma hipótese.
-Teresa Trotta… - Sim.
Piaggio...
Se todos eles tivessem um nome, exceto um…
E este?
É Carmem Zuna.
Carmen Zuna era professora.
- Professor substituto. - Como você sabe?
Eu verifiquei todos os registros de '60 a '70.
Uma vez por mês uma assinatura aparece e, ao lado: Fornecimento.
O nome nunca aparece.
Comecei a fazer perguntas.
Especificamente, perguntei a eles sobre Zuna.
Você conhece uma "Carmem Zuna"?
Não... Eu não.
Mary diz: "Não parece familiar."
Eu perguntei a ela sobre os professores substitutos da época.
Ela me disse que havia vários.
Eu pergunto a ela: de onde eles vieram?
Ela diz...
Bem, a maioria deles de La Pampa.
"Quase todos eles de La Pampa, de Santa Rosa".
Certo, você foi para Santa Rosa
e procurei os registros de Zuna como um professora suplente que veio de Santa Rosa
quando um professor estava ausente.
Não. Eu perguntei a Grace, no conselho
e ela olhou para isso na internet.
- E? - Carmem Zuna.
Mas a foto foi igual a este?
Não, não havia foto. Mas tudo o mesmo:
Havia uma professora chamada Zuna.
Professor substituto.
Naquela foto todo mundo tem um nome.
Só existe um que não tem nome.
- Acho que está claro… - Sim, está claro.
-Carmem Zuna! - Sim Sim.
VI CARMEN ZUNA
- Há outra coisa. - O que?
Eu olhei os registros de alunos de '65 a '69 na escola.
E?
Mário e Marcelo Bertino.
- Ela era a professora auxiliar dos filhos. - Exatamente!
Mário e Marcelo Bertino.
- Você tem mais fotos? - Sim, continue procurando.
Esta é ela?
É ela.
OK…
Mas espere, espere. Isso fica melhor.
Continuei lendo as cartas que você me deu.
A partir do primeiro semestre do ano, Bertino é o mesmo de antes.
Ele é como uma espécie de amante que está aprendendo. Ela é sua professora.
Mas em um momento algo aconteceu.
Um evento.
Nas cartas ele começa a parecer preocupado.
Ele começa a falar sobre outra pessoa.
Ele diz: “Ele será recebido como um de nós."
Quem é ele?
É o gaúcho? Da coudelaria?
A certa altura, ela vai embora.
Ele continua escrevendo cartas para ela, completamente desesperado...
mas ela desaparece.
Ele culpa o outro.
Ele sente que ela abandonou-o pelo outro.
Mas ao mesmo tempo ele não pode falar do outro com ódio.
Como se ele também amasse aquele outro.
Há três, e os dois amam Zuna.
E Carmem...
Quem ela ama?
O tempo passa. Finalmente, no últimas letras, Zuna reaparece.
E ouça isto:
Ele não é mais ele.
Ele é ela.
O terceiro agora é mulher.
Isso é tudo que eu tenho.
Você pode esperar enquanto vou ao banheiro?
Claramente, há um evento. Mas não é um amante.
Olha para esta fotografia.
É do final de 68, alguns meses antes de Carmen desaparecer do mapa.
Então?
Seu rosto mudou.
- Ela parece triste? - Cansado, talvez?
Ela está mais gorda.
- Ela esta gravida. - Uma filha?
Joana.
É tipo isso…
As cartas de 69 reconstruir todo o mistério de 68.
Em algum momento de 68, enquanto você lê,
Carmen engravida de Bertino.
Suponha que Bertino receba a notícia da gravidez enquanto estava na Itália,
numa viagem de negócios.
Bertino não entende, ele não sabe o que fazer.
No início, ele escreve coisas como:
“Eu cuidarei de tudo”, "Não tenha medo",
"Você não está sozinho."
Comentários de um homem casado para seu amante nesta situação.
Ele quer se comportar como um adulto.
Eu acho que ele descobriu deixando sua família uma coisa escandalosa.
Mas uma resposta de Carmen,
não sabemos qual é, o surpreende.
Algo aconteceu.
Algo muda dentro dele.
Por exemplo, veja o que ele escreve nesta carta:
“Sua resposta me deu esperança.
Nunca pensei em ter um filho comigo era uma possibilidade para você,
da mesma forma que uma Deusa não ter um filho com um simples mortal.”
Esse é o tipo de coisa que ele escreve.
Ele está fora de controle. Apaixonado como nunca esteve antes.
E ele se refere a essa criança como um milagre, uma forma presente destino.
Esse tipo de clichê.
E é aí que começa o problema:
As cartas de Carmen param de chegar.
Mesmo assim, Bertino continua escrevendo para ela.
Ele mantém o ritual...
um pouco resignado.
Durante longos meses, aparentemente, Carmem não responde.
Nada, nem uma única carta, nem uma única palavra.
Bertino sofre, teme, espera.
Finalmente a Carmem chega a tão esperada carta.
E o que pode ser lido nessa carta é ainda mais perturbador para Bertino.
Mais uma vez, Carmen não comporte-se como ele espera.
Algo está errado.
Carmen anuncia que está indo embora.
Onde? Não sei.
E Bertino também não sabe.
Carmen simplesmente conta ele que: estou indo embora.
O que eu entendo é que Carmen começa a andar…
O que você quer dizer com andar?
Para caminhar pelos campos…
Como você sabe que ela começa caminhar pelos campos?
Como você poderia saber disso?
Ele diz que não sabe onde ela está.
Ele quer descobrir, mas no final ele desiste.
Ele diz a ela:
“Depois de dias tentando descobrir onde você está,
Eu percebi que você não está em lugar nenhum.
Ou melhor: você está em todo lugar.”
Eu não acredito nisso.
Espere! Ela começa a andar. Existem mais pistas.
Quais pistas?
Veja essas cartas.
Se você seguir o que ele diz
é como se ela tivesse se tornado uma criatura selvagem, quase um animal.
Ele escreve coisas como:
“Peregrino dos pampas”, “explorador solitário”,
"aventureiro". Até "vagabundo"…
Carmem, uma vagabunda...
- Ele escreve "vagabundo"? - Muitas vezes.
OK. Vamos imaginar isso.
Carmen caminha pela província de Buenos Aires durante meses, à medida que sua barriga cresce.
É como se ele a estivesse vendo:
andando por estradas de terra,
entrando em uma fazenda de vez em quando daqui a pouco, para pedir comida.
Sozinho, um tanto perdido.
mas ao mesmo tempo determinado a não voltar atrás.
E Bertino?
Enquanto isso, Bertino está na Itália.
Todas as suas cartas estão carimbadas lá:
de uma aldeia remota onde ele se refugia.
E lá ele fica.
Bertino espera por ela.
Ele sabe da gravidez.
Essa gravidez é o que Bertino tenta imaginar em suas cartas.
Onde ela está?
Onde ela está indo?
Ela esta bem?
Ela sabe o que está fazendo?
Ou ela enlouqueceu?
Com o que ela está preocupada?
Ela está preocupada com alguma coisa?
Ela vai voltar?
Naquela época ele pensou seria um menino.
Olha, ele escreve:
“Ele será recebido como um de nós”.
Ele confirma para ela que ele estará lá com ela...
para cuidar dele.
Mas não parece ser suficiente.
Algo mudou em Carmen.
Algo aconteceu com ela.
Ele teme por ela.
Ele tem medo que ela esteja perdida.
Carmen responde apenas esporadicamente.
E, pelo que Bertino diz em seu cartas, suas anotações são erráticas e amargas.
Mas Carmen está bem.
Ela está melhor do que nunca.
Ela encontrou naquela caminhada algo que ela sempre procurou…
Por alguma razão, ela não consegue parar de andar.
Ela atravessa toda a província e não cansa.
Ela anda tanto, ela até chega ao mar.
E lá ela fica, esperando.
Suponhamos que algum tempo depois, em alguma cidade litorânea,
a menina nasce.
Obrigado.
"Minha resposta é Juana" é a resposta por que ela desiste da vida com ele.
Aquela vida cheia de amor e aventuras.
Essa vida não é mais possível.
E não há como eles podem ser os mesmos novamente...
amem-se igualmente.
As cartas de Paolo daquele período são as cartas de um homem triste.
Ele sente falta dela.
Ele pensa nela o tempo todo.
Ele viaja aqui e ali, como uma sombra solitária.
Ele pensa nela, enquanto ele viaja pela Itália
como se estivesse tentando encontrar algo.
Como se ele estivesse tentando substituí-la.
E é aqui que surge um novo mistério. Ouvir...
Em algum momento, Eu não sei como,
Juana aparece na Itália, morando com o pai, com Bertino.
“Continuamos esperando por você aqui, Carmen. Sempre no mesmo lugar",
ele diz a ela em uma de suas últimas cartas.
Como ela chega lá?
Como é que Carmen deixa a garota ir? Ela a abandona?
Carmen e Bertino se encontram novamente?
Se não o fizerem, como é que a menina viajar para a Itália?
Aqui estamos nós no coração do enigma.
O grande mistério da história de amor entre Bertino e Carmen Zuna…
Joana.
- "A resposta é Juana." - A questão é Juana.
A menina cresce.
Ele a cria sozinho.
Ela é a única coisa que o mantém perto dela.
A única garantia de que Carmen pode voltar um dia.
E então o que acontece?
Não sei.
Tudo o que sabemos é que em uma hora ele volta...
e quase como uma cerimônia, como um ritual, ele deixa as cartas no mesmo lugar.
Ele sabe que ela não vai voltar...
mas ele prefere isso as letras estão lá:
no mesmo lugar onde os encontrei.
Ele não escreve cartas para ninguém?
Algo parecido.
Bertino fala dela como se ela se perdeu nas estradas.
Ele aceita isso ela não retornará.
Carmem enlouqueceu?
Ou foi ele quem enlouqueceu?
Imaginando-a como uma espécie de personagem lendário?
Isso é alguma coisa nunca saberemos.
O que sabemos é que eles não nos vimos novamente.
E ele nunca para pensando nela.
A vida dele é ela.
E ele pensa sobre o anos que passaram juntos...
como o único momento quando sua vida fazia sentido.
VII PARTE DE RAFAEL
...Roma é uma das cidades mais belas cidades do mundo, certo?
- Você já tinha ido. - Não, não tínhamos Juliana...
E nós adoramos. Foi como um sonho para nós.
Quando eu era um menino eles falaram muito comigo em italiano,
porque minha família era italiana.
Então eu consegui me comunicar. Consegui entrar em contato, digamos...
O que você quer que eu diga? Também não sei explicar, Clarita.
Não sei.
Não não. Rude. Chip em seu ombro.
Não, o que você quiser, mas você simplesmente não faz isso.
Você não abandona ninguém encalhado em Piedritas...
Você simplesmente não faz isso.
Não não!
Isso mesmo.
Ele me odeia.
Eu disse: ele me odeia.
Ele me odeia!
Nada nada. Não se preocupe, Clarita.
Te ligo quando chegar.
Veja se você consegue organizar esse ingresso para mim.
Eu disse verifique…
O bilhete…
Eu disse…
Eu disse verifique…
Nada....
Tchau.
Tchau. Tchau. Sim.
Vamos para um intervalo comercial e estaremos de volta com "A Sea of News".
A rádio é uma mídia cega...
Até que você observe com seus ouvidos...
A transmissão da estação. Exclusivo.
Assim como você.
Olá. Como posso ajudá-lo?
Olá sim. Norma?
Norma…
Ah, como você está? Eu sou Rafael.
Rafael?
Eu sou a pessoa que você providenciou a transferência de Laura com.
Laura?
Ela é...
Laura?
Ah! Laura! Claro! Laura!
Desculpe… Sente-se, estou um pouco desorientado…
lutando com isso papel de presente
para embrulhar isso para meu afilhado.
Rafael! Nós conhecemos cada um outro bem, mas por e-mail!
Sim. Mas não pessoalmente...
Você recebeu o projeto concluído e assinado por mim, não foi?
Perfeito, sim.
Você gostaria de alguma coisa, um café ou algo assim?
Não, obrigado. Estou bem.
E o que traz você aqui?
- Aqui estamos… - Aconteceu alguma coisa?
Não não...
A verdade é...
Eu só queria vir pessoalmente, para cuidar de alguns assuntos que
Laura meio que saiu em uma bagunça.
- Você é parceiro dela, não é? - Exatamente.
Você vai se casar.
Vamos morar juntos.
Certo, está certo. Pois é, é a mesma coisa…
Sim, é o mesmo.
- Tem certeza que não quer café, nada? - Não não. Obrigado.
Na verdade eu queria te perguntar se você lembre-se da última vez que viu Laura.
Laura? Aconteceu alguma coisa com ela?
Não.
De jeito nenhum.
A coisa é...
Ela saiu de férias e depois de um tempo
Não tive notícias dela, mas não é nada...
Isso é estranho.
Ela veio ao conselho para terminar o trabalho dela. Ela assinou tudo.
Ela completou tudo certo?
Sim, tudo bem. Ela fez um excelente trabalho. Ótimo.
A equipe a adorava.
Mas acho que ela estava desaparecida alguma coisa, ela me disse...
Ela terminou tudo e eu acelerei as coisas
para que pudessem avançar com a posição universitária.
Certo. Estou muito grato a você...
Não sei. Ela examinou um último campo
e ela me disse que iria cuide do restante
e que em qualquer caso ela voltaria.
Eu não me lembro exatamente o que combinamos.
Certo...
- O espécime não classificado. - Desculpe?
O espécime não classificado, o restante.
Ah sim. Um pendente.
O pendente.
É o que diz no arquivo.
Sim, mas isso é apenas burocracia.
"O" pendente, "o" restante...
Certo.
Você não se lembra como quanto tempo ela ficou no hotel?
Isto é muito estranho... Você foi rejeitado?
Ela saiu com um homem local?
Não, não, absolutamente não.
Eu tenho que tomar preciso informações para o departamento
e agora Laura não… Um monte de coisas.
Que estranho!
Ela tem um ingresso.
- Quem? -Laura.
Ela comprou uma passagem...
Para segunda-feira.
E como você sabe?
Porque eu sou o chefe dela.
Ela vai voltar. Não se preocupe.
Não, sim. Eu sei que ela está vou voltar.
Você caiu?
Não…
Agora que penso nisso, talvez haja foi um pequeno mal-entendido, mas...
Acho que vou tomar um chá agora.
Olhar...
Não, eu sei o que você é vou dizer, mas não é isso.
Laura não faz coisas assim.
Ela não me deixou por outra pessoa.
Então espere por ela, ela estará de volta.
Obrigado.
O que eu queria contar você é outra coisa...
Laura fez um ótimo trabalho…
Eu sei…
Mas no final ela saiu dos trilhos.
Ela saiu dos trilhos?
Sim. Talvez não seja nada, mas...
ela esqueceu de pagar algumas coisas no hotel…
Um pouco irresponsável.
Desleixado, você sabe.
Muito minibar, um muito serviço de quarto…
E ela nem disse, se ela nos disse que teríamos consertado...
Claro.
Escusado será dizer que posso cuidar disso.
E peço desculpas em nome de todo o departamento.
Ela se tornou uma pessoa hostil personagem, sabe?
Então ela teve que sair de Trenque...
e eu não sei por que, mas ela decidi ficar mais alguns dias
mas o conselho não conseguiu continue pagando pelo hotel
porque o contrato dela já havia terminado.
Então, sendo tão amigável...
Ofereci-lhe um quarto que minha avó aluga.
E não só ela não pagou...
mas ela nem foi embora para ela uma caixa de chocolates.
Minha avó está aposentada, você sabe.
Bem, mais uma vez...
Eu vou ter certeza de conseguir um bom presente para sua avó.
Ela pegou um par de galochas de a minha também, e uma capa de chuva...
Um Perramus.
Eu gostaria de me oferecer para pagar para isso também, Norma.
Ela se tornou bastante rebelde.
Ela saiu do quarto uma bagunça. Tivemos que chamar alguém para limpar...
E ela havia criado uma espécie de habitat sujo e fedorento…
E as coisas dela?
Não, ela os levou, suponho.
E o resto foi devolvido.
O que você quer dizer com retornou?
Para a biblioteca. Ela ia muito à biblioteca
porque ela tinha um rádio programa, você vê?
Sim Sim…
E havia mapas e coisas do conselho…
Mas tudo isso também foi devolvido.
Certo, você devolveu.
Não, Chicho devolveu.
- Quem é Chicho? - Chicho, o cara do transporte...
Ah, sim… Chicho.
Sim, eu sei a quem você se refere.
Eu vou ter que ir porque meu treinador está saindo.
Você já está indo embora?
Sim, eu nem trouxe roupa.
Vim passar o dia e acabei ficando.
OK, mas você voltará.
Claro. Sim, claro.
Além disso, se Laura não volte em alguns dias
talvez eu comece ficar preocupado...
Eu não acho. Ela estará de volta.
Sim claro ela está voltando.
Devo levá-lo à rodoviária?
Estou perdido. E eu vou deixe este presente para meu sobrinho.
Vá em frente, vá em frente. Vá em frente, isso é útil.
- Posso te ajudar com isso? - OK.
Você já conhece a prefeitura…
É uma monstruosidade…
Foi aqui que Lau começou a trabalhar.
E esta é a rua principal… Villegas.
Você vê como é uma avenida?
Bem, todas as ruas de Trenque são avenidas.
Este era “o” bar para Laura.
Este é Kalos.
Ela vinha muito aqui. Ela passou seu tempo aqui.
Acho que ela o usou como escritório...
Certo.
Foi para lá que Laura se mudou quando ela saiu do hotel...
Certo.
Esta é a casa da minha avó Telma.
Aquele com o banco.
Como eu disse, foi de lá que ela saiu todas as coisas dela.
Parece um OVNI.
Sim…
Um disco voador.
Mais avenidas…
Todas as avenidas.
Este é o lago.
Trenque Lauquen significa “lago redondo”.
Você vê aquele quarto com a persiana fechada?
Laura ficou lá durante os primeiros seis meses que ela estava trabalhando em Trenque.
Seu ônibus para Buenos Aires está aqui.
Dê um tempo a ela, Rafa. Talvez ela esteja confusa.
Sim.
Talvez eu chegue em casa e ela estará me esperando lá.
Escusado será dizer que posso assinar a conclusão do projeto...
tomar responsabilidade para o restante.
Não sei, também posso enviar para alguém para terminar este negócio na próxima semana...
então não fica pela metade.
Não, não se preocupe, Rafael, obrigado.
Além disso, o projeto está em espera
e não vamos conseguir outro alocação de dinheiro para isso.
Não, claro, sim.
Este foi um ano difícil.
Todos os cortes orçamentários foram para a saúde quando aconteceu a coisa do macaco.
E agora com as eleições e a reeleição de Pérez Fox
você não pode vender um projeto para classificar flores locais para qualquer pessoa.
Não é uma alma…
Qual é a coisa do macaco?
A coisa do macaco… Bem, eu chamo isso de coisa do macaco.
Você não leu as notícias sobre um aparição no lago,
um tempo atrás?
Não não. Eu não estou ciente disso.
Essa coisa apareceu e nós não sabe o que foi, no lago do parque…
havia milhares de teorias.
Todo o negócio com um médico daqui
que foi meio controverso quem levou para a casa dela...
Loucura.
- E o que aconteceu? - Nada…
Acabou no final.
Foi uma grande confusão até sair
que era um animal bastante normal.
Um jacaré ou algo assim.
Um jacaré? Jacarés aqui?
Foi um escândalo.
Havia tudo isso história de ficção científica...
e então eles disseram isso era tudo um truque, uma tela.
Um truque?
Sim. Para manter as pessoas entretido e assustado
enquanto o lago foi tomado num projecto de privatização.
Uma praia artificial.
Uma praia artificial em Trenque Lauquén...
- Com ondas artificiais. - Não...
Nada de novo, ideia de Pérez Fox.
Está saindo agora.
Bem, prazer em conhecê-lo.
Da mesma maneira. Sim…
Mantenha-me atualizado e me avise.
Se você vier eu te reservo um hotel através do conselho.
Ah ok. Claro, claro, claro.
Bem...
- Muito prazer em conhecê-lo. - Da mesma maneira.
- Tchau. - Tchau.
Obrigado.
Boa jornada!
PARTE II
"Cidades desmoronando, os políticos não fazem o seu trabalho"
por Juliana Verdi.
"Juliana Verdi de Paris..."
"Uma das novas mulheres do oeste da província de Buenos Aires."
Quão útil para a cidade...
HORÁRIO DE RÁDIO LU11 SEGUNDA A SEXTA
6h às 9h BOM DIA TRENQUE LAUQUEN
9h às 13h UM MAR DE NOTÍCIAS
NO AR
... quando terminarem o ensino médio,
em vez de sair do caminho,
pode ter alguma ideia do que eles querem fazer...
Do que você está rindo?
O que eles querem fazer, que escolha fazer na vida.
Esta é a imagem Tenho do seu trabalho, Marcio,
porque eu posso ver isso.
Vejo muitas crianças entrando, às vezes para conversar...
e você pode ver que eles não têm apoio em...
em suas famílias e também do governo...
tentando guiar essas crianças para ver o que eles farão com suas vidas,
que atividade ou disciplina eles podem desenvolver...
talvez não com todas as crianças,
Tentando canalizar seu talento em algo.
Acho que o seu trabalho, de alguma forma...
talvez não com todas as crianças, mas de alguma forma ajuda nisso.
Se essas crianças não estivessem fazendo isso, onde eles estariam?
O que acontece quando eles terminam a escola...
Se algum dia o fizerem...
... se eles não sabem o que fazer.
Um pouco de apoio, um pouco de orientação.
Guie essas crianças e veja o que eles fazem com suas vidas.
Que atividade, a que disciplina eles se dedicarão…
VIII PARTE DE JULIANA
Então, tentando canalizar o talento e eu acho que você...
as atividades com as crianças...
Se não, eles estariam em casa no PlayStation.
O que será deles mais tarde? Serão advogados?
Não sei.
- Por exemplo. - Possivelmente.
Você sabe que eles sempre me agradecem...
e tento definir o limite. Para explicar isso...
o mérito é todo deles.
Eu sou o professor. Eles conhecem meu lugar.
E o que alguém numa posição como a minha tem a ver
é acompanhar.
Este é o LU 11 de Trenque Lauquen
também transmitindo em LU 25 em Fortin Olavarría,
LU 23 em Tres Lomas, LU 33 em 30 de Agosto,
LU 34 em Pellegrini e LU 37 em Salliqueló.
Você está escutando “Bom dia, Trenque Lauquén”
com Enrique "Rolo" Rolandi.
Olá, Patita.
Olá, Karla.
Rodro.
De alguma forma, seu trabalho, talvez não com todas as crianças,
mas de alguma forma isso os ajuda para descobrir o que querem fazer.
OK. A operadora diz que já passamos do tempo.
Os caras do A Sea of News estão aqui, mas eles terão que nos perdoar.
Então...
OK. Temos mensagens de alguns ouvintes.
Um deles dá parabéns ao Márcio
por apoiar o esporte e trazê-lo para nossa cidade.
- Muito obrigado. - Isso é verdade.
Aqui está mais um... Ah, eu conheço este: "El Gato" Montes.
- Meu amigo do ensino médio. - Sim claro.
- Que cara legal, "El Gato". - Cara muito legal.
Ele diz que está esperando você e as crianças para um churrasco na casa dele.
Não sei se ele está brincando ou...
Eu não o vejo há séculos.
- Que cara legal, "El Gato"! - Cara legal.
Você sabe, o pai dele... Tito Montes...
Costumava jogar futebol conosco em La Plata, quando éramos estudantes...
eu e meus irmãos.
Sim Sim. Outro cara legal.
Toda a família Montes, na verdade.
Eles não são apenas pessoas boas, mas também fazer muito pela comunidade.
Essa família fez muito para Trenque Lauquén...
Então... Temos que encerrar, mas antes disso...
Uma palavra dos nossos patrocinadores, que tornam a transmissão ao vivo uma realidade...
Somos patrocinados por...
Tratores Almafuerte: 30 anos pelos campos.
E quem fez os croissants, Lila?
Padaria "Los Amigos": Mais que uma amizade...
Agora estamos prontos. OK...
Estamos saindo agora. Garotas de "Um Mar de Notícias".
Você veio vestido com esmero...
Obrigado por tudo. Obrigado, Márcio.
- Obrigado. - Até mais.
- Até amanhã, amigos. - Vejo você amanhã.
LU11 apresenta Juliana em...
“Um mar de novidades”.
A revista isso está lá para você todas as manhãs.
Boa tarde.
Esta é uma nova edição de "Um Mar de Notícias".
Mais uma vez, estamos no do chão da Rádio LU11...
e pedimos desculpas pelo atraso habitual.
Aqui estamos ao lado da nossa equipe, nossos amigos, nossos ouvintes.
Reunindo-nos mais uma vez para começar o dia com notícias, entretenimento...
e acima de tudo, ansioso para compartilhar este lugar...
conversar com todos os Comunidade Trenque Lauquén.
Hoje temos conosco nossa boa amiga de Buenos Aires: Laurita.
- Nosso quase biólogo, não? - Quase sim.
Ela vai nos dar uma seção surpresa, pelo que diz aqui. Certo?
Nos tambem temos... Curcio sobre esporte.
Hoje: seção histórica no arremesso de peso...
E é... Bem...
- É relacionamento com... - Ok, muito bom.
E a nossa querida Patita. Com seus personagens heterogêneos que...
nos junte, nos mova, nos faça rir e chorar...
E esperamos que ela tenha trazido mais personagens, certo?
A cartomante veio?
Parece que sim!
OK, tudo bem...
E vamos indo, sim?
Rodro, da sala de controle aí, sempre confiável...
Nós vamos começar com um assunto animado
sobre o trabalho que está sendo feito no complexo do lago
que todos vocês conhecem muito bem, na área da Rota 33...
que está causando tantas discussões sobre a construção de uma barragem.
Esperamos que esta tarde o prefeito da cidade, Francisco Pérez Fox
virá nos ver.
Ele prometeu que iria, mas você nunca sabe...
Ele estará aqui. Claro.
O prefeito é um homem ocupado.
Agora vamos entrevistar Marta Rípodas...
diretor da peça que estreia hoje à noite no Teatro Municipal de Trenque.
Um lindo teatro, um lugar maravilhoso para ir.
Mas também esta noite...
é a apresentação da empresa da Marta, que se chama “Teatro a priori”,
que estão se apresentando esta noite uma interpretação de "Esperando Godot"
por Samuel Beckett...
Estrelado por pais e filhos.
Marta está viajando para Trenque e nós a temos na linha agora...
Como vai, Marta?
Olá Juliana. Você pode me ouvir?
OK, e aqui está agora...
nossa seção sobre Mulheres que fizeram história.
Uma seção clássica para todos nós.
Esperamos que Laurita nunca sai de Trenque...
Ela não poderia ser substituída, certo?
Não por favor. Espero que não seja!
Então conta pra gente, Laurita...
quase biólogo?
Quase, quase. Estou chegando lá.
OK, quase biólogo. O que você nos trouxe esta manhã?
Eu trouxe um personagem
quem vai causar um pouco de controvérsia, eu sei.
Ela já fez isso antes.
O nome dela é Lady Godeeva.
- Lady Godeeva, certo. - Acho que se pronuncia Lady “Godiva”...
Não, Godeeva está bem.
- Sim, eu digo Godeeva. - Godeeva trabalha.
Tudo bem, Laura... Conte-nos quem é essa mulher que fez história…
OK. Em primeiro lugar, poderíamos dizer
que ela é a mais famosa nudista de todos os tempos.
Uau, bom começo. Nudista?
Nudista, exibicionista, como você quiser chamá-la.
Voltamos à Idade Média, especificamente no século XI, Inglaterra.
Quando pensamos na Idade Média,
temos que imaginar o que isso significa para nós:
o castelo, o senhor feudal…
- Os vassalos... - Essa é a cena.
Lady Godeeva era casada com este Leofric, que era o senhor da cidade de Coventry.
Godeeva era muito querido pelo povo por sua bondade e beleza...
E ela era muito popular numa época em que as diferenças de classe
estavam mais marcados do que nunca.
Leofrico, por outro lado...
era um senhor durão, bastante tirânico. As pessoas não gostavam dele...
Um homem chauvinista, não?
Em um momento de escassez ele decidiu aumentar os impostos
que literalmente deixaria a cidade à beira da fome.
O povo implorou a Leofric que mostrasse misericórdia, mas ele não podia ser movido.
Foi então que os comerciantes e os pobres virou-se para Lady Godeeva
esperando que ela fosse capaz de convencer seu marido a reduzir os impostos.
Lady Godeeva enfrenta seu marido, mas ele não vai mudar de ideia.
Zombando do pedido dela, Leofric oferece um acordo.
Ele diz: "OK, vou baixar os impostos, mas com uma condição:
você deve andar a cavalo pela cidade de Coventry, nu."
- Uau... - Algum tipo de sexólico.
O Rodro já está pesquisando no Google…
Imagine...
Que pervertido. Acho ele muito perverso.
Agora imagine o quão escandaloso isso seria hoje...
Para ter a primeira-dama pergunto pelas ruas nuas...
Sim. Talvez um pouco de gril de Trenque Lauquen poderia fazer o mesmo, não?
- Talvez isso inspire o prefeito... - Certo.
- Um ouvinte, talvez? - Devíamos começar um casting...
Isso poderia funcionar.
- Prateleira de cima, você poderia dizer. - É isso!
Prateleira de cima. Agora imagine isso na idade média...
OK. Então Lady Godeeva aceita o desafio.
O assunto é anunciado...
Parece que até o último minuto Leofrico acreditou
ela não cumpriria sua promessa...
mas chega a hora, Lady Godiva sela seu cavalo
e cavalga completamente nu pelas ruas de Coventry.
Bom trabalho, senhora.
Mas a coisa mais comovente é que as pessoas,
quem sabe que Lady Godiva está fazendo esse sacrifício por eles,
decidir fechar as janelas, feche todas as cortinas e ninguém a verá.
Então o sacrifício não é tão grande...
enquanto ela cavalgava nua pelas ruas vazias de Coventry.
Nós não deveríamos desvirtuar isso também, certo?
Ela andava a cavalo, nua...
Isso é verdade, sim.
Ela também fez Leofric reduzir os impostos.
- Muito bem, Leofrico. - Tinha de ser dito...
Que legal, Leofrico.
Bom trabalho.
Desculpe. Um último detalhe!
A lenda diz que apenas um dos habitantes de Coventry,
um homem chamado Tom,
não resistiu e espionou Lady Godeeva quando ela passou pela casa dele.
Então os deuses, ou azar, ou quem sabe o quê...
puniu-o cegando-o.
É assim que obtemos a frase “Peeping Tom”...
qual é a palavra inglesa para o que chamamos de “voyeurs”.
Certo, voyeurs.
Há muitos Peeping Toms neste estúdio.
Olha o Rodro.
Eles estão todos loucos de excitação sobre Lady Godeeva.
Obrigada mais uma vez, Laura, para a seção Mulheres que Fizeram História.
Muito obrigado.
E ainda estamos aqui em Um mar de novidades...
com o humor da Patita e...
muito mais novidades.
A rádio é uma mídia cega...
Até você observar com os ouvidos...
A transmissão da estação. Exclusivo.
Assim como você.
Olá.
IX MAR DE NOTÍCIAS
- Você estava ocupado? - Não, de jeito nenhum.
Eu estava terminando algumas coisas para o programa de amanhã.
Bem, na verdade Eu tinha acabado de voltar do Pilates
e estava começando com algumas coisas…
Algo está errado?
Não. Não há nada de errado.
Bem…
Não sei se há algum sentido em te contar isso.
Eu tenho algumas informações isso pode ser útil para você.
Ah ok. Alguma informação…
Algo jornalístico, você quer dizer? Ou o que?
É sobre Laura...
Ah ok.
Há algum tempo, antes de ela partir,
havia um número de situações que...
pode nos ajudar a entender o que aconteceu.
O que aconteceu com o quê?
Com ela.
Então…
Laura está no controle de suas faculdades.
Ela sabe exatamente o que está fazendo.
Não é como se ela tivesse enlouquecido.
O que?
Nada nada.
Basicamente, Laura me disse encontrá-la aqui uma vez
e ela me contou uma coisa muito misterioso.
Bem aqui?
Sim aqui. Em Kalos.
Vocês dois vinham muito a Kalos.
Sim. Principalmente depois daquela reunião.
Naquela mesa.
Laura costumava sentar ao lado da janela.
Eu costumava sentar de frente para ela.
Talvez eu esteja lhe contando algo que você já conhece?
Não não. Continue, Chicho.
Ela havia encontrado alguns correspondência oculta em alguns livros,
que ela tinha sido retirada da biblioteca municipal.
No momento, nós dois ficamos obcecados
com quem o povo quem escreveu as cartas foi...
As cartas eram… Digamos…
…bastante arriscado.
Bastante arriscado?
Meio erótico.
Pornográfico?
Erotismo.
E havia dois amantes que, por algum motivo, se separaram.
O fato é que Laura estava realmente interessado no caso.
Carmem Zuna...
Os livros Kolontai... Ela nunca te contou nada sobre isso?
E por que você está me contando isso?
Eu acho que alguns do que ela está passando
pode ter algo a ver com isso…
O que ela está passando?
Esse.
O que é isso, Chicho?
Ela desapareceu, Juli.
Bem, eu não sei. Ela se foi.
A coisa com as cartas e os livros…
Por que você está falando tão baixo?
Porque é um segredo que evidentemente apenas nós dois descobrimos.
Acho que há uma pista aí, é claro.
não contei para ninguém...
Você conheceu Rafael.
Como você sabe?
Você já recuperou seu carro?
Como você sabe tudo isso?
Eu sei que Laura roubou seu carro.
Bem, ela realmente não roubou...
Eu tive que ir buscá-lo com esse cara. Com esse Rafael.
- Você conhece ele? - Sim.
Ele me ligou tantas vezes que eu o bloqueei no final.
Eu não confio nele. Ele é um idiota típico de Buenos Aires.
Ele é um cara legal.
Sim, tenho certeza que ele deve ser um cara legal.
Eu acho que Laura não anda com bandidos...
Não sei.
Tive uma revelação, uma intuição.
Eu acho que o que estou lhe dizendo vai nos ajudar a encontrá-la.
Eu sei muito sobre isso.
Eu sei quais lugares ir procurá-la.
Eu sei como falar com as pessoas que deve estar perto dela agora.
Eu conheço o mundo que ela perseguiu.
Acredite em mim:
há algo neste negócio de cartas que tenho certeza de que…
E o que faz você pensar ela quer ser encontrada?
Porque talvez ela não quer ser encontrada.
Não sei…
Estou preocupado com ela.
Eu quero encontrá-la.
Eu me importo com ela.
Chicho, você tem algum tempo?
Eu quero que você veja algo comigo.
- Agora mesmo? - Agora mesmo.
Claro.
Você pode... Você pode me ouvir?
Não, os outros. Os retrô, atrás de você.
Você pode me ouvir agora?
OK...
Olá Olá… Olá…
Olá...
OK. Vamos…
Boa tarde.
Esta é a seção “Mulheres que fizeram história.”
Hoje vou falar sobre Alexandra Kollontai.
Alexandra Kollontai nasceu em São Petersburgo, Rússia, em 1870.
Ela era uma política russa, marxista, comunista e revolucionário.
Ela foi a primeira mulher a liderar um ministério em um governo nacional…
Não, espere…
Vou começar de novo.
Eu escolhi essa pessoa, uma mulher, russa, Marxista, feminista…
Muitos adjetivos...
Não, espere.
Rodro, eu vou de novo. Pegue três.
Alexandra Kollontai escreveu a história de sua vida...
sem saber que algum tempo depois ela iria reescrevê-lo.
Em seu livro “Autobiografia de uma mulher…”
Não não. Isto é errado…
OK, não consigo entender isso.
Eu não posso fazer isso…
Espere…
Ah, preciso de um xixi.
Júlio, o que é isso?
OK, não consigo entender isso.
Eu não posso fazer isso.
Juli, ouça...
Vou gravar isso para você, e deixo para você aqui, na rádio.
Apenas para você. OK?
Isso é segredo, Juli.
Quando você ouvir isso, por favor, não compartilhe com ninguém.
Estou indo embora e preciso que alguém saiba.
Eu não quero ser o único que sabe.
Mas eu não quero você para contar a alguém também.
Entrarei em contato.
Mas vou ficar bem.
Especialmente isso: Eu sei que vou ficar ótimo.
Não me procure, a menos que algo realmente estranho aconteça.
Quando você ouvir isso e todo mundo está me procurando...
e me perguntando onde estou...
Eu vou ficar bem.
eu vou fazer O que eu quero fazer.
Ou o que ninguém pensa eu poderia estar fazendo...
Não sei se isso está claro…
Você deve estar se perguntando por que estou gravando isso para você...
Não sei. Deixe-me ver…
Vou começar com...
Vou começar com o jacaré.
Não, espere.
É tipo isso… Assim que cheguei em Trenque...
naqueles primeiros dias, quando eu ainda estava me aclimatando...
algo estranho aconteceu.
Algo que esqueci mais tarde.
- Isto é sobre as cartas. - Acho que foi no dia em que cheguei.
Sim. Claro, naquele dia.
Naquele dia eu cheguei e, vestido como estava, tive que ir trabalhar.
Olá.
-Laura? -Laura, sim.
Como vai você?
Você tem o endereço? Eu não faço ideia.
- Sim, para a casa de Baigorria. - Obrigado.
O município providenciou um táxi direto da rodoviária
para uma fazenda perto de Fortín.
- Olá. - Oi.
Você esta fazendo um levantamento topográfico da área?
Sim.
De flores…
Sim... Temos uma licença.
Posso te mostrar se você quiser.
Não... Não, isso não é necessário.
Apenas uma pergunta rápida.
Sim vá em frente.
Você achou algum desses por aqui?
Não… Não esses...
Encontrei aqueles com haste longa, que são semelhantes.
Há muitos deles aqui.
Eu apenas comecei, no entanto…
Não se preocupe.
Eu precisava disso.
Obrigado.
- Tchau. - Tchau.
Não sei como ela chegou aqui.
Os gaúchos nem notaram ela.
Foi a coisa mais próxima para uma aparição que eu já vi.
Mais tarde pensei:
Devo ter visto um fantasma...
uma daquelas mulheres mortas que vagam pelos campos.
Foi a coisa mais próxima para uma aparição que eu já vi.
Mais tarde pensei:
Devo ter visto um fantasma...
- Carmem Zuna. - Não.
uma daquelas mulheres mortas que vagam pelos campos.
Um espectro.
Você sabe como eu acredito nessas coisas…
Então o tempo passou, eu esqueci sobre a aparição, ou ela...
Continuei como sempre.
A pesquisa, o município, Normita...
Rafael...
A casa em Buenos Aires...
E nunca mais vi aquela mulher.
OK, espere.
Ei, estou bebendo seu uísque...
Não resta muito, de qualquer maneira. Vou comprar outro para você.
E justamente nesse momento...
a coisa com as letras e os livros aconteceram.
Acho que já te contei…
Ou não?
De qualquer forma, me deparei esta correspondência oculta
em livros que tirei da biblioteca.
Correspondência entre dois amantes…
Um homem italiano e uma mulher daqui, de Trenque.
- Essa é Carmem Zuna. - Um muito misterioso...
romance.
Uma professora e seu amante.
Tudo muito pornográfico.
Bem, eu não sei sobre pornografia, mas cartas muito sexuais.
A verdade é que fiquei um pouco obcecado.
Bem, “nós” ficamos obcecados.
Eu e Ezequiel. Chicho.
Fizemos algumas espionagens.
Passamos dias com isso.
Foi divertido.
Não me lembro se te contei...
E me apaixonei um pouco...
Então…
Então… Flores amarelas. Lembre-se disso.
Um dia me deparei com aquelas flores, aqueles que esta mulher me pediu.
- Encontraste alguma coisa? - Nao e nada. Vamos continuar.
Eu não tinha certeza se eles estavam exatamente o mesmo.
E eu não sabia onde poderia encontre esta mulher para levá-los para ela.
Eu nem tinha certeza que essa mulher existiu...
Então eu os deixei e não fiz nada.
Continuei com minhas coisas.
Mas de qualquer forma, lembre-se disso, porque é importante:
flores amarelas.
Lembre-se disso.
Aquele dia… o dia do beijo.
Não sei se te contei sobre o beijo.
Isso não importa, no entanto.
Naquele dia, saímos de Kalos
e Ezequiel me levou até o hotel.
Vejo você amanhã.
Laura?
- Oi. - Como vai você?
Multar.
Você encontrou as flores que eu pedi?
Sim, eu os encontrei...
- ... mas não consegui te encontrar. - Mas você não conseguiu me encontrar.
Certo.
Acho que sei onde eles estão.
Posso ir amanhã se você quiser.
Onde você os quer?
Deixe-os aqui.
Aqui?
Sim aqui. Você não vai ficar no El Faro?
Sim.
Estando eles aqui.
Romina e eu iremos buscá-los.
Romina… Quem é Romina?
Romina.
Vejo você amanhã.
“Deixe-os aqui no El Faro”.
Como ela sabia meu nome?
Como ela sabia que eu estava hospedado no El Faro?
Quem era aquela mulher?
O que foi todo esse negócio com as flores amarelas?
ESPERANZA RENUNCIA O CASO DO LAGO
Era ela.
Sim.
A mulher misteriosa, o espectro.
Era ela.
Era Elisa Esperança.
E ela voltou para a cidade...
cuidar de algo isso estava preocupando a todos.
Alguma coisa que eu não tinha prestou tanta atenção.
Algo que aconteceu três dias antes, no lago do parque.
Algo que você mesmo relatado para toda a cidade.
X O CASO DO LAGO
Bom Dia a todos.
Estamos começando o dia com algumas novidades
isso está chamando toda a nossa atenção.
Tem a ver com a aparição,
nas primeiras horas desta manhã, Na nossa cidade…
onde um dos guardas imediatamente relatado
o que aconteceu nas primeiras horas.
Até agora não podemos ter muitos detalhes...
mas algumas autoridades diga que pode ser Marquitos.
O garoto órfão...
que apareceu antes na Laguna Gomez em Junín
e quem, depois das 10 dias em observação...
havia conseguido escapar.
Em todo o caso...
não pode ser confirmado.
Até agora, não pode ser confirmado
se é um caso de criança em estado de desnutrição
ou qualquer outra condição vulnerável.
O organismo...
apareceu inesperadamente e parecia estar na água
por mais de 24 horas.
O fenômeno está causando mais preocupação do que o habitual entre médicos e cientistas,
já que não conseguem entender como esse ser ainda está vivo
apesar de ter passado tantos dias num estado de sobrevivência tão precário...
Ele agora está em observação no hospital municipal de Trenque Lauquen
e a prioridade é dada à sua saúde tanto quanto ao esforço das autoridades
para encontrar sua origem.
Dra. Elisa Esperança, um médico renomado local...
Você lê as notícias e naquele momento você falou sobre Elisa Esperanza.
Mas para mim foi apenas um entre milhares dos nomes envolvidos no caso.
Na época eu estava lendo essas cartas eróticas que encontrei,
de Carmem Zuna…
Não sei. não prestei muita atenção…
Quero dizer, quando você relatou isso, Eu ainda não sabia que era ela.
Que ela era a mulher das flores.
A aparição.
É um caso muito significativo, para o qual nossa comunidade
provavelmente vai ser prestando muita atenção.
Sim, além disso, há sérias dúvidas...
em relação, não apenas à sua sexualidade
mas também a possibilidade de ser…
humano…
- ... ou alguma outra coisa. - Eu não entendo.
Se não fosse humano, o que seria?
Não sei. Algum tipo de animal…
Algum tipo de animal...
Sim, aqueles...
crianças selvagens…
- ...criado por macacos. - Macacos na província de Buenos Aires…
Existem macacos na Província de Buenos Aires.
Sim, é o que dizem.
Então eles dizem…
- Rumores… - Rumores.
Como não lidamos com boatos...
dado que a rádio e o jornalismo é o que fazemos…
nós vamos deixe esse assunto para depois.
Gostaríamos de perguntar aos nossos ouvintes...
O que você pensa sobre esse assunto?
Dado que está ligando
profundamente a atenção da nossa comunidade.
Pelo menos eu não achava mais que estava louco ou que eu estava imaginando coisas.
A mulher existia. E tinha um nome.
E uma missão muito importante:
pegar o caso do lago e malhar o que fazer com essa descoberta.
APARIÇÃO MISTERIOSA NO LAGO
Estamos aqui com Eugenio Pastor,
gestor de parques e espaços verdes em Trenque Lauquén,
onde ocorreu o incidente.
Ele vai nos contar como surgiu essa descoberta.
Eu estava vasculhando um dos outros parques...
quando recebi um alerta de um pescador que é regular aqui,
pesca de manhã cedo...
que disse ter visto algo estranho.
Então comecei a operação Classe C,
que é quando há uma certa gravidade ao assunto.
Então, coordenamos com a polícia, ambulância e outros serviços…
O prefeito da cidade, Francisco Pérez Fox...
ainda está discutindo com o provincial governo e o governo nacional
o que fazer sobre o caso...
visto que a natureza do ser encontrado ontem no lago central
na cidade ainda não foi estabelecido.
Enquanto isso, Dra. Eliza Esperanza assumiu a responsabilidade pelo caos…
Desculpe, o caso…
e causou mais polêmica.
Ela tinha isso a dizer esta manhã
fora do hospital Trenque Lauquen:
Os políticos podem fazer política.
Somos nós, cientistas, que deveríamos estar lidando com esse tipo de coisa.
E se eles não gostarem, eles podem negociar com as próprias consequências…
ou ir para a universidade e estudar. Ainda é grátis.
As palavras aí de Elisa Esperanza...
que como sempre usa um estilo não muito amigável...
muito duro com a imprensa e com o povo.
Transmitindo direto do parque central em Trenque Lauquen...
a poucos metros de distância onde uma criatura foi encontrada há dois dias
sobre os quais ainda sabemos pouco.
As autoridades continuam a debater como e onde estudar
pois eles ainda não definiram a natureza do ser…
Estamos aqui com Alda Bossi...
chefe de gabinete do prefeito de Trenque Lauquen, Francisco Perez Fox...
depois de um episódio infeliz no hospital Trenque Lauquen...
onde segundo testemunhas...
ENFERMEIRA ASSALTADA NO HOSPITAL LOCAL
o garotinho atacou um das enfermeiras que o estavam transferindo...
O próprio prefeito Pérez Fox visitou a enfermeira esta tarde no hospital...
- Com licença... - Sim diz-me.
Houve alguma violência envolvida?
Aparentemente,
bateu nele contra uma maca que estava na sala,
mas não conseguimos confirme
se a enfermeira escorregou primeiro,
ou como foi que foi parar ali…
Tarde de domingo. Estamos fora da Câmara Municipal de Trenque Lauquen.
Estamos aqui com secretário de imprensa do conselho.
Obrigado por se encontrar conosco hoje.
Você está ciente da comoção na cidade?
A tempestade, se você quiser...
em toda a comunidade como resultado disso.
Estamos todos preocupados.
Somos cidadãos, como todos os habitantes desta cidade.
Também estamos preocupados, mas queremos enviar
uma mensagem de cautela ao povo.
Não estamos alarmados.
Palavras do secretário de imprensa Alberto Speczialle lá…
LU11 apresenta Juliana em...
O "MENINO" ERA UM JACARÉ O TEMPO TODO
... "Um mar de palavras".
A revista isso está lá para você todas as manhãs.
Finalmente tivemos algumas novidades.
Parece que a criatura, segundo Pérez Fox...
- ...é um animalzinho. - Um dos animaizinhos de Deus!
ESPERANZA RESINGA O CASO DO LAGO
Parece que o assunto...
que causou grande confusão em todo a comunidade de Trenque Lauquen...
foi discutido esta manhã com Dra. Elisa Esperanza
que pediu demissão do caso...
e afirmou que não iria continue com isso...
visto que é um… animal...
e que sua área de especialização está em cérebros humanos, não em cérebros de animais.
Vamos ouvir a Dra. Elisa Esperanza, por favor.
Amostras foram coletadas e as suspeitas da equipe forense
que era algum tipo de animais foram confirmados.
As amostras genéticas pareciam ser de uma espécie de jacaré.
Tivemos uma reunião com Pérez Fox e...
Obviamente, renunciei ao caso,
já que é um animal e meu especialização são cérebros humanos...
não animais”.
Então a equipe de biólogos do conselho
estão analisando onde o jacaré veio,
Parece ser do norte ou algo assim.
Um jacaré...
Um jacaré! Caramba!
Veja bem, parece que é um crocodilo de mãos grandes.
Soa como agarra-te durante a noite e…
Mais tarde, jacaré!
Atenção!
Vamos para um intervalo comercial.
Rodrô...
Ah, foi um grande drama...
A criatura, o garotinho, Marquitos, o macaco...
era um jacaré.
Elisa Esperanza renunciou. Caso encerrado.
Nunca ouvi outra palavra.
Mas e as flores?
O que eu deveria fazer com essas flores?
Por que ela me perguntou para essas flores?
Por que ela veio até mim?
Eu pensei: Eu tenho que encontrá-la.
Eu queria fazer uma seção de rádio para que eu pudesse me aproximar dela.
Eu sugeri isso para você no rádio.
Mas você disse que ela era uma mentirosa, cúmplice de Pérez Fox...
Louco, na curva, fora de si, ressentida.
Enquanto para mim, ela era uma mulher muito misteriosa...
e bonito...
a quem eu devia algumas flores.
Flores amarelas.
Louco, na curva, fora de si, ressentida.
Enquanto para mim, ela era uma mulher muito misteriosa...
e bonito...
a quem eu devia algumas flores.
- Desculpe, não entendo nada. - Vamos continuar...
XI ELISA ESPERANZA
"Folha de Flecha sida..."
- Isso entrou. Foto? - Entendi.
Captura GPS?
Aqui.
Sim. Aqui.
- Sábio. - Preciso do nome comum.
Não, mas é sábio. Por isso não coloquei nada.
É a mesma coisa. Não vou colocar nada então.
O problema é que, se eu deixar a caixa vazia, o sistema trava.
Coloque um X.
Vamos ver.
Ótimo. Aqui vamos nós.
Oxalis, nome comum: azedinha.
Há uma foto e captura.
- Oxália… - Oxalidáceas.
OK, ótimo, terminamos. Obrigado.
OK, se eu puder consiga uma assinatura, por favor.
Bem aqui, por favor.
Aqui vamos nós.
Você estará acessível do mesmo jeito? Poderemos entrar em contato com você?
Ela vai para Buenos Aires, Grace. Eles têm telefones lá...
OK, quando você vai?
Não, vou ficar por enquanto.
Mas seu contrato termina no dia 30.
Sim, sim, eu sei.
Eu gostaria de conversar com Normita, hein...
- Normita sabe? - Sim.
Tenho que rescindir seu contrato hoje.
Sim está bem.
Mas você não tem um ingresso para Buenos Aires no dia 1º?
Sim, mas não vou usar.
Ah, é uma pena, vai se perder.
Tchau, Liz!
- OK... - Você está saindo.
Sim, já.
Tudo bem. Venha nos visitar novamente.
Sim. Obrigado...
- Não estarei longe. - OK. Estaremos esperando por você.
Até então eu tinha terminado meu trabalho para o Conselho,
então saí do hotel.
Laura?
- Oi! - Norma. Mãe de Normita.
- Obrigado. - Eu estava arrumando seu quarto...
Eu não sabia por que, mas decidi não voltar imediatamente para Buenos Aires.
Eu não entendi o porquê.
Mesmo assim, senti que sair
significaria o fim da minha história com Elisa Esperança.
- Ainda não entendo o que é. -É um animal...
Ela não teria jeito de me encontrar.
Os dias se passaram e eu não consegui tire isso da minha cabeça.
Eu andei por toda a cidade, e agora eu entendo
entenda que eu estava andando para ver se eu a encontraria.
Eu confiei naquele ditado local...
que duas horas é o suficiente para andar pela cidade
e esbarrar em pelo menos metade de seus habitantes.
Um dia finalmente a vi.
Ela estava entrando em uma picape vermelha e fazendo várias viagens.
Eu a segui.
A picape vermelha facilitou as coisas.
Mas acima de tudo, havia algo isso me ajudou a perceber que ela estava lá.
Uma canção.
Ela sempre andava pela cidade ouvindo a mesma música.
Uma música dos anos 80.
- Olá. - Olá, já vou com você.
Eu a segui até um centro de jardinagem. Ela estava comprando flores.
Por algum motivo, não falei com ela. Ela também não fez isso comigo.
Ela agiu como se não pudesse me ver. Ou ela não me viu.
Nunca tive certeza absoluta.
Eu me acostumei a segui-la através da música.
Como se ela fosse o flautista de Hamelin.
Finalmente cheguei em casa onde ela morava.
Ela morava com outra mulher.
Em algum momento, algo aconteceu.
Não me lembro se foi o alarme primeiro
ou se eles notaram algo estava acontecendo
e então o alarme disparou.
Ouça com atenção o que vou te contar, Juli
porque é muito estranho.
Imagine...
As duas mulheres estavam completamente relaxado, quase festejando.
De repente, um alarme dispara e eles enlouquecem, alerta máximo.
De repente Elisa Esperanza começa a fazer algo
que não consigo ver ou entender.
No começo eu pensei ela tinha uma seringa.
Então ela foi embora.
Então eu vejo isso, o que os preocupa, a coisa que disparou o alarme,
fica no primeiro andar da casa.
Elisa Esperanza reapareceu pouco depois.
Tudo resolvido, ao que parecia.
Depois houve um momento de calma.
Mas então comecei a ouvir algo.
Um som estranho, como um gravador.
Mas claramente não era um gravador.
Se houvesse uma coisa que eu tivesse certeza,
foi esse aquele som estava vindo de alguém.
Alguém que estava vivo.
Um gemido, um choro.
É isso, como uma criança ou um cachorrinho chorando.
E é aqui que a verdadeira história começa, Juli.
Não são as letras, não os livros.
Não é Ezequiel. Não Rafael.
É o “menininho”.
O jacaré.
O jacaré existe, Juli.
O jacaré ou o que quer que você quero chamá-lo, do lago, existe.
Essa é a primeira coisa que tenho a dizer.
O jacaré.
O jacaré existe, Juli.
O jacaré ou o que quer que você quero chamá-lo, do lago, existe.
Essa é a primeira coisa que tenho a dizer.
No dia seguinte, peguei as flores, Eu tenho coragem
e eu bati na porta deles.
- Quer um pouco de gelo? - Sim.
Ele está aqui?
Quem te contou isso?
Não sei…
Ele está aqui, sim.
Posso vê-lo?
Não.
Não...
Tudo bem. Ouça-o?
Ouça-o respirando. Parecem pequenas bolhas.
Eu não ouço nada.
Você tem que esperar por isso. Espere por isso.
Nada.
Estou preparando esse quarto.
A ideia é que ele more aqui?
Assim que possível…
Olá.
Romina está aqui, você terá que sair.
Olá.
- Olá. - Olá.
Vir. Sirva-se de alguma coisa, se quiser.
Vir.
Sentar.
Eles estão aqui novamente.
Vamos ver se consigo pegá-lo.
Existem dois deles.
Eu te disse que temos que sair veneno por todo lado.
Mas você não quer o veneno.
E você? Você quer um sanduiche?
Tenha um sandwitch!
Rude aqui, não lhe ofereceu nada.
Vá em frente, coma. Não se preocupe com isso.
Ela até faz eu pareço o malvado.
Você olha para nós e pensa "ela é a má."
Ela é a má. Com aqueles olhos de anjo...
Ela não é? Eu não posso matar um mosquito.
Ela é a única toda a cidade odeia.
Eu sou bom, Eu sou tranquilo.
Eu sou uma garota descontraída.
Você não me vê tranquilo?
Eu me vejo como uma pessoa fácil de lidar.
Como você pode não me ver tranquilo se você bebesse todo o meu uísque?
Comer.
- Não, obrigado. - Comer!
Você estava com fome...
Você estava com fome, hein?
Do que você está rindo, gordo?
Venha aqui.
É um pouco tarde, não é?
Sim, desculpe.
Vou.
Venha nos visitar sempre que quiser. Apenas nos deixe saber.
OK...
Elisa…
Posso te perguntar uma coisa?
Claro.
O que é?
O que você quer dizer?
Sim. O que é?
É um animal?
Um menino? Uma planta?
É um ser que consegue respirar debaixo d'água...
E é um mutante.
Alguém que todos os dias torna-se algo diferente.
Como um camaleão.
Não...
E hoje em dia acho que é uma mulher.
É isso.
Devo acompanhá-lo até o portão? Ou você pode fazer isso sozinho?
Não não. Eu posso fazer isso.
Depois daquela noite...
Passei alguns dias vagando pela cidade.
Sem direção…
Eu estava de férias.
Finalmente, um dia Elisa me ligou para pedir ajuda.
E eu fiquei lá.
Fiquei vários dias.
- Laura, você pode me ajudar aqui? - Sim.
Começamos a fazer coisas em casa.
Serviço de manutenção.
Com o loteamento, coisas assim...
Tomilho, orégano.
Sálvia, alecrim.
Camomila também funciona se você encontrar algum.
- Coentro? - Não, não é coentro.
Durante o dia juntamos coisas.
Vá até o galpão, procure...
eu não conseguia entender se estávamos limpando o parque
ou se algo mais estava acontecendo.
- Selecione tudo que for semelhante... - Ah, você está fazendo isso.
... e certifique-se de que eles não tenham úmidos e não estão lascados.
E varas.
Varas. Postes das cercas caídas.
-Tem alguns ali... - Não não. Aqueles ali.
Todos os pólos e cercas caídas, agarre-as.
- E bolotas. - Nozes.
Dos carvalhos. Tudo o que você pode encontrar.
- A azinheira ali também, certo? - Não.
Não, eles não são bons. Não a azinheira.
Bagas de eucalipto.
- Bagas são as frutinhas, não? - Sim. Reúna o máximo que puder.
Folhas.
Folhas secas. Certifique-se de que estejam secos. Isso é importante.
Se não estiverem secos, deixe-os secar ao sol…
- A agropol? - Não não Isso.
OK, encontrei algumas coisas.
não sabia se esse tamanho era bom...
Isso é muito bom. Muito bom.
Olhar!
- Isso é bom, não é? - Sim.
Não falamos sobre o “menininho”.
Sempre esteve lá.
Eles se esquivaram do assunto e gradualmente
Eu aprendi que era algo que eu não poderia falar com eles.
De qualquer forma, tive que esperar.
E eu sabia que mais cedo ou mais tarde eles iam me deixar ver.
Ou eles iam me contar...
A verdade.
- Oh, que bom. - Sim. Olhar.
É enorme.
Uma tarde, caminhando pelo campo...
Encontrei um campo muito pequeno das flores amarelas.
Estava coberto e trancado com uma folha de metal e um cadeado.
Decidi não perguntar.
O andar de cima continuou a ser um mistério.
Desde aquela noite, com o whisky...
nunca mais mencionamos isso.
Continuei a respeitar o silêncio.
Mas eu achei muito difícil para entender o que estava acontecendo.
Naqueles dias, quando eu passava a noite...
eles nem pareciam prestar atenção nisso.
Certa noite eu os ouvi. Eu os ouvi trabalhando.
Ruídos estranhos, discussões.
No dia seguinte, eles estavam dormindo como animais.
Às vezes eu fantasiava em subir, abrindo a porta e vendo.
Mas eu rapidamente entendi que esse não era o acordo.
Eu tive que esperar.
Enquanto isso, tudo era amor entre nós três.
Eu os amava mais a cada dia.
Eu senti que queria estar com eles.
Eu queria ser eles.
Eu era eles.
- Como está meu gordinho? - Com fome, como sempre.
Ei! Venha aqui!
Perdi o medo de me perder, de morrer, de correr riscos...
de se tornar um animal, um extraterrestre ou a mulher louca da aldeia.
Eu senti que tudo o que eles fizeram ia ficar bem.
E eu queria estar lá.
Uma noite bebemos alguma coisa.
Uma bebida bem amarga que Elisa preparou.
Ela nos disse que isso nos faria bem, para nos relaxar e afastar nossos medos.
Não me lembro exatamente, mas...
eu lembro disso naquela noite ela falou comigo.
Ela finalmente falou comigo.
Romina vai se atrasar hoje.
Ela vai ficar na cidade, certo?
Não…
Você sabe algo?
As flores que você comprou naquele dia...
As flores, sim.
Aqueles que eu te pedi.
- Sim, as flores. - Flores amarelas.
Flores amarelas. Haste curta.
Eles são os comidos por…
Comido por...?
Comido.
Certo. Aqueles que ele come...
Usamos suas amostras para The Plantation, sabe?
Eu nunca te disse.
Isso é bom.
Eu estava dizendo para Romina ontem que...
quando terminarmos de trabalhar na sala, talvez você pudesse ver.
Você sabe como temos trabalhado à noite?
Sim eu ouvi voce.
Não é que eu queira ouvir você. Mas eu posso ouvir você.
Então de qualquer maneira... Talvez quando terminarmos tudo…
Você pode ver isso.
Teremos que ver se ele quer...
Certo. Se quiser.
Aquele dia você veio me ver no campo...
Sim.
Aquele terreno perto de Fortín…
Certo, foi perto de Fortín.
Você já estava procurando para aquelas flores.
- Sim. - Flores amarelas, caule curto.
Sim.
Posso perguntar por quê?
Como assim por quê?
Por que você estava procurando por eles quando o garotinho...?
Ah, por favor, não seja ridículo.
Não chame isso de “o garotinho”...
OK.
Por que você estava procurando por eles se nada já havia aparecido no lago?
Você já sabia que havia algo no lago?
- Quero dizer… - Entendo perfeitamente o que você quer dizer.
Você se importa se tivermos um momento de silêncio?
Não.
Acho que vou beber mais um pouco.
- Você quer mais também? - Não, acho que estou bem. Obrigado.
Até aquela noite, a noite da bebida,
Elisa não tinha falado comigo sobre as flores.
Ou o menino, ou o quarto, ou nada.
Algo aconteceu.
Pediram para eu sair de casa...
Disseram que queriam ficar sozinhos, que tinham fazer algumas coisas “a portas fechadas”.
eu não entendi se eu tivesse feito algo errado ou o que...
Não sei. Eu não entendi.
Voltei para minha casa.
Bem, a casa da Telma.
Tive uma noite estranha.
Essa insônia isso às vezes toma conta de mim.
A manhã chegou.
Em algum momento eu consegui cair, mas fui acordado pelo telefone.
Olá?
Olá?
Olá?
Você está sozinho?
Eu sou Elisa. Você está sozinho?
Não sei...
Precisamos falar com você. Você está sozinho?
Você pode falar?
Não sei.
Não sei se estou sozinho.
Estou sozinho na sala, isso eu sei.
OK. Faça-me um favor.
Vá para onde você tem certeza você está sozinho e eu te ligo de volta.
Olá?
Me ouça. Alguém sabe que você esteve aqui?
- Não. - Bom Bom.
Você fez bem.
Escute, preciso que você compre um carro.
Um carro? O que você quer dizer com carro?
Fale mais baixo.
Um carro. Um normal. Você pode?
Um carro normal…
Não sei, devo verificar, Eu acho que eu posso.
Você pode ou não?
Sim, ok. Eu posso.
Bom.
Obtê-lo agora.
- Agora? - Sim agora.
Pegue e vá para minha casa.
- Sua casa? - Sim, para minha casa.
Entre pelos fundos.
OK… Tudo bem, mas o que aconteceu?
Eu te conto mais tarde. Faça o que eu digo e aguarde minha ligação.
E não use cores que são muito brilhantes, ok?
Ei!
Que surpresa.
- Achei que você tinha ido embora. - Não, eu não fui embora.
Você veio me visitar?
Vim te pedir um favor.
Posso pegar seu carro emprestado?
- O carro? - Sim.
- Você precisa de uma carona em algum lugar? - Não, não há necessidade.
- Aconteceu alguma coisa? - Não não.
- Algo aconteceu. - Te conto mais tarde, posso?
Sim claro.
Posso pegar emprestado?
Certo, tudo bem.
- Mas vou precisar dele às 6. - Sim, às 6 estará aqui.
Sharp, é possível? Porque tenho que levar as crianças.
- A chave está dentro, espera aqui? - Claro.
Obrigado, Ezé.
- Você tem licença? - Sim Sim.
Tenha cuidado com o quebrar, está um pouco instável, ok?
Elisa me pediu para pegar um carro.
Ela não explicou muito.
“Pegue um carro”, ela disse.
Pedi ao Chicho o carro dele e fiz o que me disseram.
Eu fui para casa.
"Nós precisamos de comida", Elisa disse.
"Alguém suspeitou de algo e nos relatou.
Tivemos que sair de casa.
Precisamos que você nos ajude, estamos desesperados.
Entre pela porta dos fundos do lugar e depois passe por uma janela.
Vá para o quarto lá em cima, a sala que está sendo construída,
e faça o in vitro.
Se você encontrar comida, leve-a.
Leve tudo que encontrar.
Vamos dar uma volta pelos campos, para ver se encontramos mais.
Nos encontraremos amanhã de manhã, às 10h.
No posto de gasolina de Fortín Olavarría.
Partiremos daí, todos juntos.
E por favor, não use cores brilhantes.
Não gosta deles."
Quando entrei no quarto, eu percebi
o que estávamos trabalhando por todo esse tempo.
Não tenho certeza do que aconteceu então.
Mas quando eu acordei já era no dia seguinte.
Quero dizer, hoje.
Eu não entendo o que eu fiz com aquelas flores.
A última coisa que me lembro é ter sentido o cheiro deles...
Mas talvez eu os tenha comido, Não sei.
O problema é que dormi e descansei. Como um animal.
OK. Está chovendo agora.
Vou ter que lhe dever uma parte. Desculpe, Júlio.
Eu não acho que você ouvirá de mim por muito tempo.
Não procure por mim.
Estou indo embora.
- O que tenho que fazer agora... - Com quem você está saindo?
- Rodro! - O que você está fazendo aqui tão cedo, Laura?
Vocês juntaram um show para solteiros?
Não admira que o corte automático!
Nina, uma amiga. Laura.
- Olá. Sim, eu a conheço. - Oi, como vai?
Curcio me ligou, disse que a transmissão foi interrompida.
- Você tocou em alguma coisa? - Não, eu juro.
Vim gravar minha parte para Juli, porque Não poderei entrar amanhã.
Eu estava gravando com a mesa 2, Não toquei na mesa 1.
- Mas você está na mesa 1. - O que?
Você vai sair ao vivo...
Não. Brincando.
Não sei o que aconteceu com o automático.
Maldita coisa.
Por que você não vai nos buscar algum companheiro, Gringa?
- Não sei onde está a erva... - Está tudo na cozinha.
Despeje e traga.
Bem... Quer continuar, Laurita?
Sim? Ou você quer que eu pare com isso?
Ou edite-o ou renderize-o, Eu posso fazer o que você quiser.
Sim, pare com isso.
Parando com isso, então.
Está tudo na cozinha. Despeje e traga.
Bem... Quer continuar, Laurita?
Sim? Ou você quer que eu pare com isso?
Ou edite-o ou renderize-o, Eu posso fazer o que você quiser.
Sim, pare com isso.
OK.
É isso.
Eu não consigo descobrir quando Laura gravou isso para você.
Não entendo por que ela grava isso.
O que devemos fazer?
Não há nada que possamos fazer, Chicho.
Nada.
Nada mesmo.
XII PARTE DE LAURA
Bom Dia a todos.
Estamos aqui em uma nova edição de “Um Mar de Notícias”.
Estamos ouvindo Tracy Chapman.
Enquanto isso,
podemos contemplar o tempo tempestuoso do oeste da província de Buenos Aires.
Muitos de vocês provavelmente estão ainda saindo da cama.
Como é agradável o aroma da terra úmida nas ruas de Trenque Lauquen, não?
Olá.
Obrigado.
Olá?
Por que você não atendeu?
Eu pensei que não tem que atender a ligação...
Nós pensamos em algo Aconteceu com você.
Pararemos aqui de qualquer maneira.
O que?
Que vamos parar por aqui. Tivemos que sair.
Temos milhares de flores. Você fica com eles ou se livra deles,
ou faça como quiser.
Você fez bem.
Nós não conseguimos. Mas não foi você, a culpa foi nossa.
Não se preocupe.
Você tem dinheiro para devolver?
Não, mas não se preocupe.
- Eu dou conta disso… - Sim.
Você será capaz de lidar com isso.
Obrigado por tudo.
Beijos de nós dois.
ADEUS, ADEUS. ESTOU DEIXANDO, ESTOU DEIXANDO.
- Precisas de alguma coisa? - Não, obrigado.
Não não. Eu não quero nada.
Saúde!
Com licença, companheiro. Quando ouço a palavra "truco"...
- "Truco"! - Vamos ver.
eu embaralho...
Você não descobrirá nada!
Você, dê uma olhada de perto. Lá.
Um 2.
É um 7!
E então...
O cartão desaparece!
Mais um, bravo!
Isto é forte.
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