All language subtitles for Banksters - 1x05 - Episode 5.WEB.EDITH.pt

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Original subtitles

BASEADO NUMA HISTÓRIA VERÍDICA BERLIM 2004

A questão é se fazes uma declaração.

- Que diz a tua advogada? - Ouve a mãe, para variar.

- Diz a verdade. - Já disse para parares.

Não se interrompam. Deixem-no falar.

- Ele tem de prestar declarações. - Um de cada vez.

- Estou? - Estou.

- Yusuf. - Consegues ouvir?

-Tenho um plano. - Ele não precisa de um. Que plano?

- Que estás a fazer? - O quê?

- Quero falar com ele. - Põe-no em alta-voz.

- Isto diz respeito a toda a família. - Ele fez isto tudo por mim.

Vamos.

- Yusuf? - Pai?

- Estamos sozinhos. - Ouve, tenho um plano.

Que tipo de plano? Um em que o meu filho vai preso?

Torna-se criminoso. Assaltante de bancos.

Quantas vezes te disse para não o fazeres?

Andas a mentir-me. Day Trading? Isso é treta.

Nem consigo imaginar o que andas a tramar.

Desculpa. Devia ter demonstrado mais respeito.

Filho.

O respeito conquista-se. Desiludi-vos a todos.

E lamento.

Que diz a tua advogada? Quanto tempo terias de cumprir?

Depende do que conseguirem provar. O primeiro assalto, sim.

Quanto ao resto, não há provas.

Então, ninguém pode depor e aí então temos uma hipótese.

- E quanto seria? - Dois anos em vez de dez.

E teríamos de devolver o dinheiro do primeiro assalto.

- Quanto é isso? - Cento e vinte mil.

Se todos contribuírem, será fácil.

Achas que podes planear tudo, certo?

- Prever tudo? - Tudo é previsível.

Os teus amigos já não têm nada. Nem dinheiro, nem nada.

Como está o teu plano agora? E então?

Filho, nem tudo na vida pode ser planeado. E isso é bom.

Talvez também estivesses errado em relação a mim.

Achas que gastei um cêntimo

quando não sabia onde arranjaste o dinheiro?

Disseste que precisava de um plano. E arranjei um.

Todos contribuíram.

Guardei o dinheiro todo para to dar quando precisasses.

Como sabias que se passava algo?

Que se passa com a agente imobiliária?

A agente imobiliária está a demorar séculos com o contrato.

Não assinaste e já começaste a trabalhar?

Apertámos as mãos. Confia em mim.

Sim? Está bem.

Dariusz, tinhas o teu próprio negócio, certo?

Queres disfarçar a origem do dinheiro.

Geres o negócio através do Dariusz. Filho, não sou parvo.

Quando o Dariusz me perguntou sobre o meu plano de negócios

e pensei que não ia dar prejuízo,

soube que foste tu que o convenceste, que a ideia vinha de ti.

Havia algo de errado com o dinheiro e querias proteger-me.

Obrigado, pai.

Obrigado eu.

Levo o dinheiro à advogada amanhã. Eu tiro-te daí, Yusuf.

Já chega. Estou farto.

Caraças. Conheço-a de algum lado.

Já sei.

Sei como o fizeram. Sei quem são os outros.

Dez anos!

Diz a irmã dele. Diz a procuradora.

E vais deixá-lo na mão?

Não acredito que não o tenhas feito.

Denunciar assim à Polícia é o teu estilo.

Porque alguém como o Yusuf nunca te deixaria pendurado.

Porquê envolver outras pessoas quando só queres a atenção do papá?

Porque te sentes sempre tão injustiçado?

- Diz alguma coisa. Traíste o Yusuf? - Não! Quantas vezes tenho de dizer?

Não acredito em ti.

Sabes que mais? Talvez precises de problemas a sério.

Não só esta treta de filho mimado que está a dar cabo de ti.

Estou? Tenho informações sobre uma investigação em curso.

De Berlim.

Começa a falar. Denunciaste-o à Polícia?

Estás apaixonada por ele, não estás? É por isso que estás a reagir assim.

Senão, não quererias saber.

Não sei quem sou, Lotte. Entendes isso? É esse o meu problema.

Não sinto nada. Nada.

Tirando às vezes, às vezes sinto algo,

quando estamos a fazer uma fortuna.

Para o chão!

Obrigado.

Sim, já li. Não, não leio os jornais regionais. Não mesmo.

Está bem, mas antes de mais, acalma-te.

Não me interessa se acham que temos de fazer uma reunião especial.

Todos eles podem ligar-me pessoalmente

e eu explico que estamos a fazer todos os possíveis

para proteger os depósitos dos nossos clientes.

Aonde vais?

- Queria dizer-te. - Quando?

- O teu pai é o presidente do banco? - O teu pai!

Sabes o que farão se descobrirem?

- Malte. Porque fazes isto? - Malte!

- São teus amigos? - Que discurso interessante.

- Yusuf Arslan, certo? - Sim.

Orador da turma, disse o Borchert.

- Sim, é preciso muito... - Eu sei. Eu também fui.

Gostaria de falar consigo. Com licença.

O Borchert tem algo interessante para dizer.

As finanças da sua comunidade não estão bem.

A maior parte do dinheiro é enviado para casa.

Ele diz que tem um pé na porta e tu é que a abres?

- Foda-se! - Estamos lixados.

A bomba de cor no dinheiro, a merda com o Cem, agora o teu pai.

Podes explicar-me porque fazes isto?

Não temos de limpar tudo? E limparmos as impressões digitais?

De que serve isto, se a Polícia anda atrás de nós?

- Cabrão de merda! Vá lá! - Deixa-o em paz.

Malta, consigo ouvir-vos da rua.

- Onde estiveste? - Ele estava a interrogar-me.

- Não parava de falar. - O que queria ele de ti?

Falar do futuro. O que achava do mundo bancário.

- Canalha. - É isso, certo?

Se o velho estiver de olho em ti.

Malte? É isso?

- Temos de roubar tanto que ele... - Perde o emprego?

E depois? É só isso que tens para dizer?

Gostava de lhe dizer o que estamos a fazer. Que achas?

- Não se trata só de ti! - Larga-o.

Mas o Steven tem razão. Estamos nisto juntos.

Só resultou porque confiámos uns nos outros.

Não volto a confiar nele.

- Ele está fora. - Não está nada.

Mas que raio!

- Pronto, já está. - Melanie?

Não vais atrás deles?

Eles voltam.

Não sei se entendes. O teu pai é diferente. Fixe.

Deixa-te ser quem és.

Não é assim para todos.

O teu pai convidou-me para jantar amanhã.

Consegues lidar com isso?

O Yusuf é meu amigo. O pai vai-mo tirar.

- O quê? O Yusuf? - Sim.

Nunca trairia o Yusuf. Ele é meu amigo.

E dizes que o traí.

Sabes que o pai te ama?

Estive com ele na campa da tua mãe.

Ele disse-me: "Temos de cuidar bem do Malte.

Ele é o nosso pintainho."

Para ele, sou apenas frango grelhado, nada mais.

Ele não consegue mostrar-te.

- Olá, Yusuf. - Olá.

Não era preciso. Mas é simpático, obrigado. Anda.

Pertenço à última geração que aprendeu o trabalho de raiz.

Depois, eram só licenciados cromos e, pior, computadores, algoritmos.

É uma loucura. Onde é que isto vai parar?

- É delicioso. Come. - Hoje está quente. Bebe muita água.

Valorizo isso em ti, Yusuf.

Seguiste o caminho difícil. De baixo para cima.

- O Malte está a fazer o mesmo. - A ideia não foi dele.

Como sabes? Não paras de falar!

O teu bife está a arrefecer.

É fantástico, não é? Quando está bêbedo, não gagueja.

Incrível. O terapeuta também não consegue explicar.

Mas, claro, a bebida constante não é solução.

Não pedi bife.

Não te pedi para te sentares a comer neste estado.

Queria falar com o Yusuf em paz. Podes ir.

Podemos adiar isto.

Volto noutra altura. Sei que queres sair, Malte.

Não é preciso.

Pai, o cheiro está a espalhar-se pela casa.

A vegan. A minha filha, Charlotte.

Olá.

Yusuf!

- Malte! - Malte! Espera, eu ajudo-te.

- Que se passa? Estás bem? - Vá lá.

- Nada está bem. - Estás muito bêbedo?

- Vamos para dentro. Podes descansar. - Fazes sempre isso.

- Ages como se não percebesse nada. - Malte, para.

Estou a ouvir. Que sabes?

Sei tudo e muito mais! Coisas que não fazes ideia.

- O conteúdo dos cofres! - O quê?

As bombas de cor nos pacotes, os números dos cartões de crédito...

Quem te dera saber. Sê sincero.

Sabes a hora de abertura?

Vamos continuar a roubar até te expulsarem.

Pode levá-lo para o quarto dele?

Lamento, Yusuf.

Compensamos noutra altura, nós os dois.

A Charlotte acompanha-o.

- Eu saio sozinho. - Tu ficas aqui.

O que o Malte disse é verdade?

- Ele não está bem. - Fica aqui.

Ainda te sentes mal?

Viste a cara dele?

A cara dele.

Malte, é verdade o que disseste? Andas a assaltar bancos?

Não me podes deixar pendurado.

Tem a ver com a avaliação, como a emissão de empréstimos.

Qual é o rácio de risco e recompensa?

O risco é grande, a recompensa é pequena.

Pensa nisso. Cem, bomba de cor, cofres, violência.

- Sabem quanto guardam os alemães? - Cinquenta mil milhões.

216 mil milhões.

Para quem tem mais de 18 anos, dá menos de 1500 euros a cada.

Parece muito, mas se abrirmos 50 cofres e só tiverem apenas a média,

é melhor não o fazermos.

Temos de saber de quem são os cofres.

- E se vale a pena. - Exato..

Se soubermos de quem são os cofres, a probabilidade muda.

Isso não significa que contenham algo.

Podes ser podre de rico, mas o teu cofre estar vazio.

Depende do dono, não é?

A questão é: qual dos cofres está cheio?

- Sabem onde estarei em duas semanas? - E eu também lá estarei.

É de loucos,

mas é aqui que todos os joalheiros de Berlim têm os cofres.

E esses cofres estão sempre cheios.

Nos arredores, perto da autoestrada e da floresta.

Como é que vocês sabem que caixa é de um joalheiro?

Há listas. Todos os bancos têm uma.

Sim, normalmente é assim, mas como são joalheiros de Berlim...

É o gerente que a tem e não a vai entregar.

- Não sei. - Como assim?

Parece brilhante. Eles os dois vão pensar em algo.

Ouçam o que estão a dizer. Acham que são génios?

O vosso plano é fraco. Baseado no acaso. Algum de vocês pensou

no que fariam se o gerente vos apanhasse?

Que diriam? "Como acabei com isto?"

Que farias?

GERENTE DA FILIAL

Sim?

Desculpe. Preciso de ajuda para abrir uma conta.

Por favor, não me incomode com coisas dessas, Sra. Hübner.

É um tipo diferente de conta. Do estrangeiro.

Então, veja e aprenda.

Enchanté!

- Em que posso ajudar? - Tenho de explicar tudo duas vezes?

O meu pai mandou-me para Berlim para estudar.

Gosta de Berlim e quer trazer o dinheiro para cá.

Abrimos a conta, o seu pai transfere o dinheiro. Sem problema.

Ele vai trazer o dinheiro para cá.

- Em dinheiro? - Isso é um problema?

Então, quanto é?

Estou certo de que encontraremos uma solução para isto

no sistema legal alemão.

Vai precisar de um cofre grande.

Ou de muitos. Vejamos.

Sra. Hübner, trate do diretório. Siga-me.

Estive em Moscovo algumas vezes. Gostei muito.

- Sim, e fiz bons negócios lá. - Sim? Interessante.

415, Joalharia Prema.

Joalharia Weimann. 416.

Joalharia König, 414.

- König? Joalharia König? - Sim!

- Malte. - Cala-te.

- Baixem-se! Para baixo! - Baixem-se!

Merda! O meu pai. Foda-se!

Pode dizer ao Sr. Dobberstein que estou aqui?

- Claro. - Obrigado.

Parece-me atrativo. O meu pai vai gostar.

Fico contente.

- Onde estiveste? Agora é tarde. - As suas revistas caíram.

Falamos disso enquanto bebemos champanhe.

- O Dr. Kaiser chegou. - Sim, esqueci-me.

Leve-o à minha secretária. Vá, depressa!

Dr. Kaiser. Queira seguir-me até ao escritório.

Eu sei o caminho. Pode atender os clientes?

- Quer um café? - Obrigado, não bebo café.

- Olá, Dr. Kaiser - Sr. Dobberstein.

- O seu carro? - Espero que não.

- É o meu pai. - Sim. Despacha-te. Vou distraí-lo.

Quer alguma coisa? Chá, café, água?

Uma cadeira seria bom.

Para! Temos de ir. Temos de nos afastar dele.

- Larga-o. - Nem pensar!

- Esperamos pela Charlotte. - O Malte tem razão.

A Charlotte vai ficar bem.

- Obrigado, Sra. Hübner. - Prazer.

Temos de sair daqui, Yusuf. Yusuf!

Abre a porta!

- Ele viu-te? - Malte, vamos. Vai!

- Deixa-te de brincadeiras! - Não me digas o que fazer!

Para a merda do carro! Para!

- Vai-te foder, idiota. Vai-te foder! - Vá lá. Charlotte?

Vamos continuar sem ela.

E por isso continuámos.

O Yusuf queria saber o que está lá dentro e onde.

SEGURANÇA PARA HOJE E AMANHÃ

- Olá. - Olá.

- Continua! - Chuta!

Sim, continua.

Sim. E chuta!

- Não! - Merda.

- Onde estiveste? - Pessoal, já chega por hoje.

Desculpa. A culpa não foi tua. Eu é que entrei no banco.

Ninguém tem culpa que o meu pai tenha aparecido.

Desculpas aceites?

Desculpas aceites.

Podes abri-las tu.

É a primeira vez que uso o dinheiro roubado.

- Sabes descontrair. - Anda, quero mostrar-te uma coisa.

Não conheço ninguém que cozinhe tão bem como o meu pai.

- Complexo de pai. - E depois?

A geração dele não teve as minhas oportunidades.

Porque não pediu um empréstimo ao banco?

Nem pensar.

O meu pai tinha dívidas.

O banco lixou-o. Queriam extorqui-lo.

Só consegui o emprego porque me viram como um turco.

Para gerar novos clientes.

Abrir contas, vender poupanças.

O banco ganha o dobro.

As pessoas só têm o suficiente para sobreviverem.

Estás a ver?

Sim.

Não conseguia ver uma saída.

Agora parece algo normal e não para.

- Não queres ir para a cama? - Não estou cansada.

Estás a pensar nele?

Ele é especial.

Se é assim tão especial, porque foste embora?

Romântico.

Achas?

Sim.

Uau! Ensinas-me a fazer isso?

- Saúde. - Saúde.

Que queres mesmo fazer?

O que é que o Yusuf Arslan quer fazer? Por ti.

Não faço ideia.

Nunca tive tempo para pensar nisso.

Acabamos a cerveja e vamos comer qualquer coisa.

Ao fim de semana, vamos ao cinema ou ao teatro ou seja lá o que for.

Gostava muito.

Mas não vou comer contigo, nem ao cinema, nem a lado nenhum,

se não parares com isto.

Liga aos outros e cancela.

Eles param, se tu o fizeres. Eles ouvem-te.

E se não o fizeres,

não te posso prometer que não vou à polícia.

Só para acabar com isto.

Quem estava no banco e quando? Durante os assaltos. Dos estagiários?

Os verdadeiros criminosos estão no banco.

O Yusuf Arslan é do banco.

É lógico que os outros também sejam do banco, certo?

Todos os que estavam no banco à hora dos assaltos.

Sim. A Melanie Hübner.

O Steven Wedemeyer e o Malte Kaiser. Toma.

Você também teria descoberto isso. Descobri por acaso.

Parabéns.

- Muito bem. Tiro-lhe o chapéu. - Obrigada.

- Que fazes aqui? - Fui preso.

Tu?

O teu irmão assaltou bancos?

- Continuo sem perceber. - Acho que te devo uma explicação.

Ouve, eu e tu, se quiseres ficar comigo,

se formos juntos para Greifswald, não vai ser fácil.

Os meus pais, os meus irmãos. Como se dão contigo.

- Como te dás com eles. - Então queres?

Não tive tempo para pensar nisso nos últimos dias.

Isto do teu irmão é uma loucura.

E sempre soubeste?

E alguém o traiu?

Sabes o que pensei quando me perguntavam sempre a mesma coisa?

A única pessoa com coragem para fazer o teu irmão parar,

para fazer o correto e moral, a única pessoa que me ocorre...

Sou eu?

Não devíamos vigiar primeiro? Recolher provas?

A preparação é essencial.

E deixá-los continuar a brincar connosco?

Hoje é dia de pagamento.

Idiota.

Malte! Espera!

Ouve-me! Não o denunciei à Polícia.

Ele disse que não te podia desiludir, chorámos os dois

e depois fiz as malas e fui para Londres,

porque não vos queria ver mais.

E agora, tudo acabou como eu esperava.

E tenho sorte por o meu irmão estar aqui. E se o Yusuf for preso?

Qual é a tua oferta?

Vamos ser breves, só pode provar o primeiro assalto.

O meu cliente assume toda a responsabilidade.

Confissão de culpa, remorso, reembolso do dinheiro.

Dois anos em condicional. Pouparemos o julgamento.

Contei-o, se é disso que se trata.

Também gostaria de fazer uma oferta a ambos.

Steven Wedemeyer.

Melanie Hübner.

Bom dia. Polícia de Berlim. Está a tentar fugir?

- Que querem? - Olaf, deixa.

Sra. Hübner, está presa. Levem-na.

Olaf, acho que as coisas não vão resultar entre nós.

Malte Kaiser.

Tradução: Miguel Martins Iyuno

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