Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Desculpe, desculpe.
Olhe, desculpa n�o, o ponto � meu.
9 a 7.
Como que est� 9 a 7? Perd�o. Qual � seu crit�rio?
Todos os pontos do jogo s�o seus?
Se um errar, o outro ganha.
N�o, voc� quer ganhar sempre.
- Quanto est�? - 8 iguais.
- Porque este ponto � meu. - Valeu. Vamos.
Socorro!
Eleonora!
O que h�?
Socorro!
Que faremos?
Eleonora!
N�o! N�o v�!
- Que est� acontecendo? - � perigoso! Espere!
- Vai � merda. - Espere!
Socorro!
Socorro!
Me largue!
Quieta.
N�o me deixe!
Vou morrer!
N�o est� morrendo!
Vou morrer! Ajuda-me.
Carlo!
Quieta!
Fica quieta!
Me deixe
Quieta!
Fica quieta!
Eleonora! Eleonora!
Vamos, apoia em mim.
Ah! Est� aqui!
- Sabe o melhor de tudo? - O qu�?
Que se formos por ali,
nem nos reconhecem
porque n�o viram que n�s que as salvamos.
- Vamos. - Logo eles ver�o.
Mas que bando de idiotas!
Salvamos duas idiotas numa praia de idiotas!
Mas aqui sempre tem sido assim.
N�o sei por que papai comprou uma casa aqui!
Vamos, Carlo, estas pobrezinhas iriam morrer.
Pobrezinhas? Duas idiotas com muito dinheiro.
A minha era muito antip�tica, nem me ajudou.
- A tua, como era? - E como vou saber?
Era bonita?
Era bonita?
E o que sei? Est� louco?
- T� rindo de qu�? - Gostou dela?
Carlo, est�vamos quase morrendo os quatro! Nem olhei para ela!
S� a salvei! Est� louco! � um man�aco!
O que aconteceu?
Ol�.
Papai chegou.
Papai!
Aonde estava? Aonde estava?
Te ligaram tr�s vezes! Aonde estava?
Por que n�o veio logo?
Mam�e caiu.
Se precisar de algo � s� me chamar.
Muito bem.
Tchau.
A proposta � melhor do que pens�vamos.
- Esse n�o � o problema. - E qual �, Jean Claude?
Steiner ter� o monop�lio da TV paga na Europa!
Em 2 anos n�s ter�amos o monop�lio.
O que Jean Claude e eu queremos dizer e creio que Pietro concorda
� que o projeto era crescermos sozinhos
como estamos fazendo, sem os norte-americanos.
Esta fus�o � um salto sem volta.
Sabe quanto subiram as a��es no 1� dia? 18%.
Nunca mais teremos uma ocasi�o igual.
Isto voc�s n�o entenderam.
Sim.
E voc�, Paladini,
- n�o diz nada? - N�o, desculpem.
Pietro, se quer dizer algo...
N�o consigo entender qual � o problema. Vou sair um pouco.
- Bom dia. - Bom dia.
- Como vai? - Bem. Obrigada.
- Bom dia. - Bom dia.
- Samuel, ol�!
- Ent�o era verdade que estava aqui? - Sim.
- Aonde estava? - Com os chefes.
- Haver� a fus�o? - Parece que sim.
Pelo que sei, parece que vamos faz�-la.
E voc� sabe que � uma estupidez?
N�o, porque...
N�o entendo bem do assunto.
Ir� derrubar muita gente.
Mas a Claudia tamb�m est� aqui! Ol�!
- Ol�, ratinha! - Ol�!
- Como vai? - Bem.
Veja,
os outros telegramas.
Bem, logo os verei, logo os verei.
- Annalisa. - Sim?
Ajuda-me a procurar os sapatos roxos?
Temos que ir.
- Quero terminar o jogo. - Olha!
J� encontrou os sapatos. Vamos.
- Faz a margem que fica f�cil. - Fica f�cil...
� verde.
Como est�?
Bem.
Claudia!
Claudia, est� pronta?
Sim, j� vou.
Venha, vamos atrasar.
Venha, vamos.
Prende meu cabelo?
- Sim. J� colocou as meias? - Sim.
Que fa�o agora?
Com o el�stico, d� duas voltas.
Com o el�stico,
- uma... - Ai!
e duas.
Que tal?
Talvez ficasse melhor o cabelo solto.
Est� bem, Benedetta me arruma.
Bem, vamos.
A mochila.
Os livros nos d�o no col�gio.
Bem, vamos.
Pronto!
- Venha, papai. - N�o posso?
N�o. N�o gosto.
- Meus sentimentos. - Obrigado.
- Ol�, pequena! - Ol�, pequena!
Ol�!
- Bom dia! - Olha, a diretora quer falar com voc�.
Queria conversar...
Sim. Que tal outro dia?
As professoras nos colocar�o juntas.
- Tchau, Benedetta. Tchau, Claudia. - Tchau.
Bom dia! Como vai?
Pode me chamar quando quiser.
Se precisar viajar, sabe que as meninas se d�o bem juntas.
- Sim, � verdade. - Promete?
- Tchau. - Tchau.
- Bom dia! - Bom dia!
Claudia!
- Olha, pequena, eu te espero aqui. - Sim, tudo bem.
Como tudo bem? Olha, n�o vou sair daqui at� que saia.
Sim, tudo bem.
- Vou ficar aqui. - Tudo bem. Tchau.
- Fico aqui. - Sim, j� entendi. Tchau.
Anda, vamos.
At� mais.
Vai embora?
- N�o, acabei de chegar. - Valeu.
Annnalisa, sou eu.
Preste aten��o. Esta manh� n�o vou a�.
Lembre-se da reuni�o com o pessoal de Anica.
Outra ao meio dia sobre a retransmiss�o do festival.
Vai ter que adiar todas elas.
Creio que tenho que ir ao cart�rio.
Precisa de alguma coisa?
N�o.
Vou ao cart�rio. Estou na frente do col�gio de minha filha.
Disse para ela que iria esperar at� que sa�sse.
Por isso ficarei aqui.
O presidente perguntou por voc�. O que digo?
Pois diga
a verdade. Estou na frente do col�gio e que hoje n�o vou trabalhar.
E que nos vemos amanh�. T� certo?
Olha...
Estou bem. Faz um lindo dia
e posso trabalhar muito bem no carro. T� certo? Tchau.
At� logo.
I TOPI NON AVEVANO NIPOTI.
Esta frase � um pal�ndromo.
E o que � um pal�ndromo?
Uma frase ou uma palavra que se pode ler ao contr�rio.
Bem.
Vamos tentar juntos?
As coisas revers�veis s�o as que se podem
inverter.
Buscamos algum exemplo?
Comer.
Por qu�?
Porque logo se pode vomitar.
Lia?
Sujar-se, porque se se lavar fica limpa.
- Vestir-se. - Marcar um gol.
N�o. Quando marca, fica marcado. N�o � revers�vel.
Realmente, neste caso se diz que � irrevers�vel,
porque n�o se pode voltar atr�s.
Bem, vamos prosseguir.
Agora tentem voc�s escrever
uma palavra que se leia de um lado ou de outro. De acordo?
Comecem a trabalhar.
Lista das linhas a�reas
com que voei em minha vida:
Air France, Alitalia,
British Airways,
Air Lan, Meridiana,
Panama Air, Aerol�neas Argentinas,
Iberia, Singapure Airlines,
Olympic Airways,
Air Canada, Sky Europe,
Egypt Air,
Pan Am,
Air Dolomiti,
TWA,
Lufthansa,
Lufthansa...
Ou�a, por favor,
voc� tem algo para comer? Algum lanche?
Minha mulher cozinha para uns clientes, mas tinha de pedir antes,
assim o teria preparado.
- Muito bem. Agrade�o. - De nada.
Annalisa?
Ou�a, quando fui ao Canad� em mar�o,
com que companhia voei?
Ah, a United! Obrigado.
At� logo.
Assim temos, United Airlines,
Royal Air Marocco, KLM,
SAS,
Japan Airlines,
Aeroflot.
Mas n�o me diga que tem que ajudar o cinema italiano, porque eu sei,
todos sabemos, n�o pensamos em outra coisa.
Sim, todos.
Tudo bem.
Sabe em quantas semanas teremos um filme? Seis!
Senhora!
Gloria!
Queria saber como foi tudo hoje com Claudia.
Bem, bem. Esteve tranquila, atenta.
Bem, ela � muito forte,
mas temos que apoi�-la muito porque
qualquer coisa pode provocar...
Sim, eu sei, qualquer coisa...
Fique tranquilo, estamos atentos e temos seu telefone.
Diga-me.
Quais s�o suas janelas este ano?
S�o essas duas, no terceiro andar,
as centrais.
- Aquelas ali? - Sim.
Aparece,
aparece, querida, aparece agora.
Aparece,
Claudia, aparece agora.
N�o acredito que haja algu�m porque depois de comer t�m recreio.
Sim, � verdade.
- Bem, j� vou. - Sim.
Nos veremos. Fique tranquilo.
Ol�!
Como vai?
Posso pegar a Claudia
e lev�-la para voc� depois.
Sim, vou ver o que ela diz, talvez.
Para lev�-la � gin�stica.
Eu posso ir se me chamar.
Posso levar as duas � gin�stica, se voc� ligar.
Sim, Anna Maria, que am�vel! Mas
vamos ver, parece que j� est�o saindo, n�o?
N�o, estes s�o pequenos.
Claudia!
- Como foi tudo? - Bem.
- Est� cansada? - N�o.
Benedetta, ol�, bonita camisa!
- Obrigada. - Ent�o, pode me ligar.
- Sim, ok. - Tchau.
Tchau.
A m�e de Benedetta se chama Anna Maria, n�o?
Ela se chama Maria da Gra�a.
N�o me lembro de nada.
Cuidado!
"E a resposta � que:
a miss�o secreta de Pizzano Pizza
consistia em que ningu�m soubesse
que estava ali em miss�o secreta.
E ent�o perguntavam a ele:
Mas, por que podemos saber agora e antes n�o?
O que mudou?"
I TOPI NON AVEVANO NIPOTI.
- "E esta � uma boa "... - I TOPI NON AVEVANO NIPOTI!
O que h�?
Do que t� rindo?
Que � isso de topi e avenano?
Quer saber?
Sim, o que �?
� um pal�ndromo:
I TOPI NON AVEVANO NIPOTI.
Entendeu? Pode-se ler ao contr�rio.
O que voc� sabe sobre pal�ndromos?
� revers�vel.
A professora nos explicou que h� coisas revers�veis
e coisas irrevers�veis.
"Sator... " Tamb�m sei um.
"Sator Arepo tenet opera rotas".
Mas isto n�o significa nada!
Como que n�o significa nada? � latim,
significa...
significa...
O semeador Arepo
segura e opera
o arado
com empenho, com grande empenho.
"E esta � uma boa pergunta, meninos"...
Como est� a senhora que voc� salvou?
E como voc� sabe disso?
Ora, eu sei.
Suponho que esteja bem.
"E esta � uma pergunta t�o boa, que � ideal
para acabar o primeiro cap�tulo".
Bom dia.
Tchau, papai!
Claudia,
olha,
realmente, ontem fiquei aqui o dia todo, entende?
- Verdade? - Sim.
E ficarei tamb�m hoje, at� que saia.
No recreio, v� at� a janela, assim me ver� e nos acenamos.
E se chover?
Se chover ficarei no carro.
Talvez possa te ver mesmo de l�.
- At� logo. - At� logo.
- Aqui est�. - Obrigado! - Bom dia!
Eles o culpam pelas cartas dos Gormiti.
Sei, mas n�o � nada demais, ele a pegou para jogar.
Mas, tenha um pouco de paci�ncia. N�o � que...
Olha, meu filho tamb�m leva coisas e as devolve no dia seguinte.
Sua m�e jura que n�o foi ele.
As casas em que vivi:
Viale Bruno Buozzi, 341, quinto andar;
Via Chiana, 22;
Viale Giotto, 14, segundo andar;
Via Vale, 37, �ltimo andar;
Via S�o Tommas D'Acquino,
logo outra vez Via Chiana, Piazza Crati,
de novo Piazza Crati,
Via Chiana de novo, Via delle Isole,
n�o, Via delle Isole...
essa foi a primeira casa com Lara. Basta!
Basta, n�o posso mais.
Fim da lista.
Que menino?
- Guido! - Um que � um pouco...
- Um pouco gordo, sim. - O que fez?
Levou as cartas dos Gormiti.
Ele as roubou no col�gio, mas...
As cartas...
Estamos exagerando muito em tudo isto.
Benedetta nunca o faria.
N�o? N�o!
N�o. E a Claudia?
- Ol�! - Ol�!
- Como vai? - Bem...
Aqui estou.
- Fica bem aqui. - Sim, � bonito!
Ent�o, este � o col�gio?
Sim. E as janelas de Claudia s�o aquelas.
Essas duas, as duas centrais, Veja.
Claudia!
Jean-Claude!
Ol�!
Venha, vamos.
- E como ela est�? - Bem.
N�o entende bem o que est� acontecendo, mas parece que est� bem.
Pietro, me tiraram o avi�o.
J� n�o posso usar o avi�o da empresa.
E por que fizeram isso?
Chama-se corte de custos.
Mas sabe o que significa?
Significa que estou acabado, Pietro.
Que est� acabado? Vamos...
Sabe quem assinou a resolu��o?
Thierry?
Sim.
Tinha que assin�-la, n�o?
N�o. N�o! Thierry me traiu.
Thierry se p�s do lado de Boesson.
Mas Thierry est� contra a fus�o!
Estava contra a fus�o.
Agora n�o est� mais.
Olha, no ano passado, durante o Festival de Veneza,
me chamou de Paris e me disse: "Temos que falar,
dentro de duas horas estou a�. N�o diga nada".
- Como vai? - Oh! Thierry. - Ol�! Queria falar comigo?
Da fus�o nem falar.
De que fus�o est� falando?
Eu n�o sabia de nada
mas, como podia imaginar que Boesson
estaria fazendo uma alian�a com Steiner,
seu maior inimigo?
Sabe o que eu pensava aquela tarde? Que era feliz,
que estava fazendo um pacto com meu melhor amigo.
O mundo est� cheio de executivos que jantam juntos,
mas n�o amigos de 20 anos, como Thierry e eu.
� um traidor!
A fus�o?
Nunca!
Nunca!
Entende agora?
Como est� Francesca?
N�o sei, um pouco estressada. Sempre pergunta por voc�.
Como vai tua mulher com teu filho?
� uma confus�o:
Francesca e Sandrino n�o se suportam.
Ent�o n�o podem se ver!
N�o h� nada a fazer.
Acabou, Pietro, acabou.
E ent�o, o que est� pensando em fazer?
Esperar. Meu modo de trabalhar ser� n�o trabalhar.
Fa�a voc� o mesmo, fica aqui na frente do col�gio.
Fica enquanto pode.
Concorda?
- Tchau. - Tchau.
- Obrigado. - De nada.
Ah, recorta para o tio?
O que parece?
Que posto voc� ocupa entre os solteiros de ouro, hein?
ACORDO IMINENTE COM STEINER
Como se limpa a cola?
- N�o sei, na escola. - Que voc� fez?
- N�o, nada, um pouco. - Um pouco?
Deixa ver:
27, 26,
23, 24, mas colou em todo setembro!
E onde vai anotar os exerc�cios?
Tenho o caderno.
E para que compramos a agenda?
Para colar fotos.
Tua agenda...
Papai n�o entende nada, hein?
E a�, Pietro?
Pietro!
Por que est� buzinando, imbecil?
Saia.
Vamos. Saia de uma vez.
Deus! Espera.
Vamos ficar aqui todo o dia? Saia.
Imbecil!
Saia da� ou passo por cima!
Deus! Vamos, vamos, vamos.
Safados!
N�o posso ficar aqui o dia todo!
- Sim, espere. - Bem, mas tenho coisas a fazer.
Espere um momento, e se n�o, se espera igual. Marta, que...
- O que quer de mim? - Nada. Afaste-se um pouco.
Mas o que est� acontecendo?
Sempre esta bagun�a.
O que quer de mim?
Marta.
- Marta, calma. - Me diga, d� para notar?
- O qu�? - Eu sei, v�o me tirar o papel.
Abotoa, vamos.
T� todo mundo te olhando.
- T� falando de qu�? - Estou gr�vida.
Como gr�vida? De quem?
Do cen�grafo da companhia. � mais jovem que eu, casado
e com uma filha.
E vai fazer o qu�?
Nada.
- A gente nem se v� mais. - N�o...
- N�o disse para ele que estava gr�vida. - N�o...
Estreamos dentro de dois meses.
Tem certeza que n�o d� para ver?
Pietro,
s� voc� sabe que espero um filho. N�o contei a Lara,
n�o tive tempo.
Quem � aquela?
Quem?
N�o sei. Tem
um c�o. N�o sei.
- � bonita? - Sim, � bonita.
- Bonita. - Mais bonita que eu?
- N�o sei, tem algo... - � mais bonita que eu?
N�o, n�o, n�o � mais bonita que voc�!
Bem.
Me abra�a forte.
N�o quero terminar como minha irm�. Quero ser amada.
Al�m de Claudia, s� tinha voc�.
E voc� n�o amava ela.
Talvez nem a Claudia.
Marta, o que voc� tem hoje?
Diz que est� tranquila, que n�o chora nunca,
que de noite dorme como se n�o houvesse nada.
Lara est� morta, mas voc�s
n�o est�o tristes, muito bonito!
O que voc� sabe? Deixa disso j�.
Sabia muito bem que n�o a queria!
Se sentia mal e eu ia com ela aos m�dicos.
N�o, Lara n�o se sentia mal.
Era ela que ia contigo aos m�dicos, a todos.
Voc� estava mal e hoje, inclusive, est� pior.
Est� claro que voc� nunca se deu conta.
- De qu�? - De que estava mal.
� verdade, nunca me dei conta
de que minha mulher estava mal,
vivi com ela doze anos, mas n�o me dei conta.
E nossa filha tampouco a queria.
- Papai! - E tampouco...
Ol�, querida!
Ol�!
- Tampouco eu a queria, n�o? - Tia Marta!
Ningu�m amava Lara.
- Adeus, Marta! - N�o!
Espera!
Sabe aonde fomos na �ltima vez que sa�mos Lara e eu?
- N�o, n�o sei. - Fomos ver uma vidente.
Quando?
Quando voc� levou as crian�as ao Aquapark.
Jogou as cartas,
mas as pegou de volta e n�o queria falar.
Mas Lara insistiu
e a vidente disse que ela ia morrer
sem um homem, como sempre havia estado.
Mas o que � isso de que ia ver a uma vidente?
Era o que faltava. Lara ir ver uma vidente.
Vamos, Claudia.
N�o! Repita!
Reta.
Para cima. Gl�teos duros!
Bem, pequena!
- Vamos ver o que Rheya fez para n�s. - Fez um pastel de verduras que n�o como.
Como que n�o come?
Vamos aquec�-lo um pouco mais.
O que �?
Olha bem. N�o tenho certeza.
- � um pastel. - N�o exatamente.
Que horror!
Claudia!
E o que digo para ela cozinhar?
Frango e batatas!
Frango e batatas. Olhe, da pr�xima vez que for ao gin�sio,
levarei a filmadora.
- Para te filmar. - O qu�?
N�o vai levar a filmadora ao gin�sio.
Para tua professora ver que voc� faz bem os exerc�cios,
ela est� obcecada com teus quadris. N�o � verdade...
Ela tem raz�o.
Disse que sou boa
no "espagat", com empenho,
mas na vertical ainda n�o sou perfeita.
E que significa perfeita?
Perfeita no sentido absoluto.
Lista das coisas
que n�o sabia de Lara.
la ver uma vidente porque se sentia mal,
tinha bastante dinheiro
em sua conta corrente,
sempre contava tudo a sua irm�.
Fez uma consulta com um cirurgi�o pl�stico,
talvez porque queria
retocar o nariz,
sim,
ou talvez porque queria que eu retocasse o meu.
N�o sei se tamb�m para ela a vertical de Claudia
n�o era precisamente perfeita.
Tinha muito mais sapatos do que eu pensava.
Era assinante da "Cozinha Italiana".
Viveu dois meses em Ravena
ao terminar a escola secund�ria
com essa amiga sua, Daniela.
Acabava de come�ar
a ler o �ltimo livro de Bret Easton Ellis.
E mais, tomava caf� com as outras mam�es todas as manh�s
e trocava e-mails
com esse Gianni ponto Orzan
que, casualmente, � o que escreve os livros de contos
que tanto agradam � nossa filha. Assim, agora
vou ler o que tanto escreviam esses dois.
Papai!
Papai!
O que houve, querida?
Teve um pesadelo?
Aonde voc� ia?
Quando?
Antes.
Quando me chamou?
Sim. Aonde ia?
A nenhum lugar.
Vamos, era s� um pesadelo.
Vamos, deite.
Pois n�o parecia um sonho.
Porque os pesadelos nunca parecem sonhos.
Vamos,
amanh� j� ter� esquecido. Boa noite.
- Papai. - Diga.
Sabe o que foi que
mais me impressionou em toda minha vida?
Quando descobri que minha av� tamb�m era sua m�e.
SELECIONAR TUDO
432 ELEMENTOS SELECIONADOS
DESEJA APAGAR OS 432 ELEMENTOS?
AFASTAMENTO E SEPARA��O "MEDO DA PERDA"
Bem, faz bem em ficar aqui.
- Samuel! - Tem que estar a seu lado.
- Est� sabendo? - Do qu�?
Jean-Claude se foi.
- J� sabia? - Sim.
- Desde quando voc� sabia? - Umas duas semanas.
Duas semanas? Mas ele se demitiu ontem!
Como se demitiu?
Sim, nos deixou. O que voc� acha?
O que acho? N�o sei, temos de esperar, ver o que acontece.
Escrevi este documento, leia com calma
total, aqui tem tempo.
Digo o que sei.
E o que sabe? Era o diretor de pessoal!
Explico o que � uma fus�o para os trabalhadores.
Olhe como come�a:
"As fus�es n�o s�o boas para os seres humanos,
para os quais � o pior trauma de trabalho que podem sofrer".
Entendeu?
Os seres humanos! Leia todo,
falo do fator humano, de seu efeito devastador sobre os
que est�o aqui, h� 40 ou 50 anos, que ser�o mais afetados.
Ah! Leia o final,
o final tem que ler agora, olha, as �ltimas linhas.
- Leio: "Esta situa��o... " - Deixe, eu vou ler:
"Esta situa��o � muito desestabilizadora
e s� tr�s grupos podem suport�-la:
venais, traidores e colaboracionistas".
- Agora leia voc�. - Continuando:
"Por isso n�o existe nenhuma fus�o que n�o tenha falhado,
juro pela Virgem, em um par de anos".
E vai entregar assim?
- J� entreguei. - Mas escrito assim?
N�o t� vendo? Sabe que sou cat�lico?
- N�o. - Meu irm�o � mission�rio na �frica.
Eu nunca blasfemei. em minha vida. Nunca!
Ei, que animalz�o!
- Niebla! - Niebla! Bonito!
Desculpe, mas se o solto, escapa.
Sempre escapa.
Ol�!
Vamos.
- Que bonita! Quem �? - N�o sei. N�o a conhe�o.
- Mas falou com ela. - Sim.
� Thierry.
N�o atenda.
Sim?
Thierry, ol�!
Sabe algo de Jean-Claude?
Voc� tirou o avi�o dele.
Sim. Sabe por qu�?
Corte de custos, creio eu.
Ontem se demitiu.
Com esta fus�o
eu me ocuparei da It�lia, mas tenho de buscar outro presidente.
Vim pedir que ocupe o posto de Jean-Claude.
O posto de Jean-Claude?
- Sim. - Eu?
Sim.
Gosta disso?
Sim, mas n�o sei o que tem dentro.
Pois � de ovelha.
J� falei com Boesson, est� de acordo.
N�o tem de responder agora. Pensa com calma.
Nem vou pensar, porque Jean-Claude n�o se demitiu.
Voc�s o demitiram. Ainda mais, � meu amigo,
n�o posso fazer isso com ele.
M�rio!
Pergunte a seu amigo se em Paris comem isto?
N�o sei se comem, mas, por que colocou queijo?
Para misturar. Sen�o, teria gosto de br�colis.
Como n�o � br�colis? � massa de br�colis!
Voc� fica inseguro e se preocupa em p�r demais dentro.
- Voc� me conhece bem. - N�o precisa nada dentro.
Sabe o que Jean-Claude fez? Sabe ou n�o?
N�o.
- Ele que roubou. - Ah!
Mentiu e roubou. E fez isso a mim
Diz que � seu amigo.
�ramos amigos e se aproveitou.
- Deixe ele. - Tem roubado muit�ssimo dinheiro.
Falsificou balan�os.
- E quando notei, me amea�ou. - N�o acredito.
- Porque � um homem honrado. - N�o acredito
porque � amigo meu,
ent�o deixe ele em paz.
N�o renuncie a esta oportunidade.
Olhe, esta oportunidade...
Se estou aqui e n�o no escrit�rio � porque agora
a fus�o n�o me importa nada.
- Ent�o, me engano. - Mas me importa
esse col�gio de minha filha
e quero estar aqui, junto dela.
Faz bem, eu te entendo.
N�o me responda agora.
Por�m dentro de um ou dois meses as coisas mudar�o.
N�s podemos esperar.
� o homem adequado.
Por que se demitiu, Jean-Claude?
- Por que se demitiu? - Porque, porque
n�o queria lhes dar a satisfa��o de me despedirem.
E o que vai fazer?
Quero estar um pouco mais com meu filho.
Se Sandrino n�o encher minha paci�ncia.
E quero ir com Francesca
para a montanha. Temos uma casa em Courmayeur.
- Uma casa? - Sim.
Comprou?
Por uma quantia que me envergonho
de falar. � uma casa preciosa.
Bem, do que queria falar?
Nada, soube da tua demiss�o.
Estou pronta.
Perd�o por t�-los feito esperar tanto.
Fa�a bom proveito, ent�o.
O que disse?
Pode servi-los voc�?
Claudia, vamos,
que a mesa j� est� servida.
Aqui estou.
S�o simples.
Gosta?
O que h�?
Pietro, por favor.
Pode repetir o que voc� disse?
Por qu�? O que ele disse?
Disse que eu podia enfiar... n�o quero dizer onde.
� uma brincadeira?
N�o, n�o � uma brincadeira.
Disse ou n�o disse?
Eu disse...
Est� representando?
Disse e n�o disse.
Est�o representando?
N�o sei.
Vamos, diga-me.
Deixa a menina. Pietro, tem que dizer...
Bom apetite, Jean-Claude. Francesca, bom apetite.
� verdade, t�o simples mas
est�o ricos, tudo est� bem
e, ainda mais, de suas coisas,
que seja melhor que falem depois, quando Claudia e eu sairmos.
Vamos,
vamos comer logo, venha.
Boa noite, Paladini.
Nos indica uma mesa? Chegamos tarde.
- Essa. - Ol�, que tal?
Ol�!
Obrigado.
Perd�o pelo atraso, mas havia um tr�nsito alucinante. Sou Carlo.
- E eu sou Eleonora. - N�s sabemos, n�s sabemos.
Sinto n�o ser sua f�.
Por qu�?
Porque seus vaqueiros chegaram tarde para mim.
N�o � verdade, talvez n�o saiba que a maioria...
Mas o admiro igualmente, sabia?
E seu sucesso � muito merecido.
Sucesso...
A prop�sito,
seu irm�o pode tornar-se mais famoso que voc�.
Sim, meu irm�o � muito bom em seu trabalho.
Mas em que sentido?
Esse Paladini do col�gio n�o � seu irm�o?
Esse Paladini do col�gio?
� uma historia muito comovente.
- Voc�? - Que faz aqui?
E quem te disse que eu estava aqui?
- Ol�! - Ol�!
Estar� orgulhoso de seu gesto, verdade?
Claro.
E como est� a menina?
Como morreu exatamente sua m�e?
Quando ocorreu, estava s� em casa com sua filha,
sem o marido.
Sabe o que aconteceu em Roccamare?
Numa casa junto � sua?
Quando ia dizer que n�o me agradava falar de voc� e de Lara
e desses coment�rios, lembrei e Ihe contei sobre o salvamento.
Por que n�o se cala de vez em quando, Carlo?
N�s as salvamos porque ningu�m se movia e n�o se podia perder tempo.
Logo, um imbecil nos disse:
"N�o v�o, � perigoso". e como n�o parecia perigoso,
fomos, mas nos demos conta
que as mulheres n�o estavam perto uma da outra.
E vejo que diante de mim estava uma senhora...
Fala devagar para eu entender.
Estava uma mo�a, uma senhora, loira, muito elegante, com um vestido marfim,
que escutava com uma aten��o at� excessiva.
Mas n�s conseguimos.
N�o ir�o acreditar, mas ningu�m se deu conta de nada,
como se n�o tiv�ssemos salvado-as.
� uma coisa... vamos, curiosa.
Eleonora!
Querida, o que aconteceu?
Ela se chama Eleonora Simoncini,
uma mulher bonita, elegante.
� propriet�ria de Chocolates Brick.
Sabe? A publicidade do coelhinho
que come cenouras de chocolate.
Brick est� no grupo com o qual vamos fazer a fus�o.
- O de Steiner. - O que voc� sabe de Steiner?
Est� na m�dia!
Inclusive no Corriere dello Sport?
Olha, ela tamb�m tem a��es desta firma, falaram ontem.
Mas afinal se acalmou,
se sentou junto de mim, me perguntou um monte de coisas sobre voc�,
queria saber como voc� est� e que te agradecesse. Quem � essa?
� uma mo�a
que traz aqui o c�o todos os dias,
o c�o se chama Nebbia.
S� nos saudamos, n�o nos conhecemos.
- N�o, mas... - Sim, eu sei, � muito bonita e voc� sabe.
E leva a guia dos vaqueiros.
- N�o havia percebido. - Muito mal.
Mal, certo.
- Chateado com a noticia? - Me chateio porque � gente que n�o conhe�o.
Fica falando de mim, Carlo.
Bem, mas voc� acampa em um banco, est� transtornado.
- N�o estou transtornado. - � normal estar mal depois
- do que te aconteceu. - N�o estou mal.
Por favor, n�o comece com isto.
Carlo, eu n�o estou sofrendo.
E por que est� aqui?
Estou bem.
Se sente bem ficando aqui sentado o dia todo em frente a um col�gio?
N�o estou aqui sentado o dia todo. Eu ando por a�.
- N�o entendo o que faz. - E da�?
N�o � bom para Claudia ver seu pai assim.
Pietro, estou preocupado com voc�!
Obrigado. Voc� j� me disse, t� bom.
Vamos comer no bar?
Est� muito bom.
- Hoje tenho... - Claro, n�o pode, tem uma coletiva de imprensa.
Mas esta noite levo a Claudia para jantar. J� Ihe prometi.
- Pode vir. - N�o. Sei que prefere ir sozinho
- contigo. Ela te adora. - Sabe o que escreveu uma vez?
"Meu tio � um mito fantasm�tico".
Ela gostar� de restaurante japon�s?
Se voc� a levar, com certeza.
Mas, tome cuidado,
n�o sei se est� preparada para falar de algumas coisas.
Ainda que pare�a normal
e n�o tenha momentos de tristeza. Sempre se controla.
Como voc�.
Carlo, este equil�brio
� muito fr�gil, pelo que voc� tem...
Mas eu sou um mito fantasm�tico e assim serei.
Valeu,
v�.
- Adeus. - Adeus, Pietro.
Pegue a pr�xima rua � direita.
E chegar� ao ponto de destino.
Obrigado.
Boa tarde.
Me chamo Manuela Solvey Grassetti,
sou psicoterapeuta.
Antes de come�ar queria fazer algumas perguntas.
Como surgiu a necessidade de falar deste tema?
Bem, de forma espont�nea
porque temos tido que falar com nossos filhos da morte.
Quando falamos de morte,
temos de nos referir � morte de algu�m:
� nossa, � de nossos entes queridos,
� dos soldados que as crian�as veem na televis�o.
- Todos conseguem me ouvir? - Sim, daqui.
Vamos refletir acerca de uma ideia muito simples mas fundamental:
transferimos nossas emo��es a nossos filhos.
At� certa idade, o que sentem � uma r�plica do que sentem
os pais. Cuidado, n�o devemos nos esfor�ar para mostrar-Ihes
sen�o o que sentimos de verdade.
Antes de nos preocupar...
O mesmo que disse meu irm�o,
que se Claudia n�o sofre talvez seja porque eu n�o sofro o bastante.
Est� tudo claro?
Bem, podemos come�ar.
Senhora.
Senhora.
Est� saindo sangue daqui.
Lista de coisas que n�o sou capaz de olhar:
Os milhares de �culos amontoados em Auschwitz,
as dentaduras e os cabelos,
sempre em Auschwitz, os acidentes das estradas.
A extra��o de sangue da Claudia,
o v�mito verde do Exorcista,
Lara, no ch�o, rodeada de fatias
de mel�o.
Mas o que aconteceu?
Porra! Que papel�o!
Lista dos lugares aos quais n�o voltarei nunca:
Sala de reuni�es da Escola de Pais
e a casa de Roccamare.
Ol�!
- Ol�! - O que est� fazendo?
Ela est� dormindo.
Dorme.
Mas que porra voc� est� fazendo? E como quer dizer que dorme?
Quer?
Como vou querer, Carlo? Como vou querer?
A verdade � que �
- um baseado! - Que chato, sempre com serm�es.
Certo, �, mas agora d� uma tragada.
� um baseado, Carlo, um baseado.
Afasta este cigarro.
Quase desmaiei. N�o, eu desmaiei.
Mas onde?
Diante de trinta pessoas.
Relaxa, d� uma tragada. Confia!
- Que fa�o? - Uma tragada, anda. Confia!
N�o me faz nada.
J�, j� voc� me conta, quando relaxar.
Mas por que t� rindo?
Mas n�o pode falar muito at� saber?
Vamos.
Tem que aspirar, assim, inspira.
T� gostando?
- Que sente? - O que �?
�pio. O que sente?
- Como �pio? - �pio. E que sente?
- Nada! - Porque faz errado.
Valeu, eu aspiro assim.
Aspiro mal, aspiro mal.
Sabe? Esses contos n�o s�o nada mal. Eu li
com Claudia, ela dormiu
e segui lendo.
Gianni Orzan.
Gianni Orzan escrevia cartas � minha mulher
Como um b�nus? Valeu.
Vamos, outra tragada!
- Do que t� rindo, Carlo? - Outra tragada!
Gianni Orzan escrevia cartas � minha mulher. � Lara!
- Anda, anda. - Sabe de uma coisa?
Me perdoe, um momento.
Do que t� rindo?
"Gianni Orzan vive
entre Gr�cia e Roma, onde ensina filosofia romana".
Filologia! Tonto! Filologia
romana!
Havia tr�s e-mails no computador, ao menos 3, tamb�m havia 300.
E o que diziam?
- N�o sei. - Como?
N�o os li. Porque...
O qu�?
Deletei!
Apaguei todos.
Em um certo momento...
Sabe? Eu os teria lido logo.
Voc� sempre faz o certo.
Me d� um exemplo.
Lembro quando me levava aos jardins da Villa Celimontana.
Lembra?
Pare. N�o gosto. Lembra...
Lembra... Lembra...
- Lembra... - Ao menos de Lara.
Ao menos de Lara.
Ao menos de voc�.
Falando s�rio?
Ainda mais, n�o gosto desses contos, me d�o enjoo.
E sabe o que mais? Como se chama este... Gianni Orzan,
Gianni Orzan,
Que se foda!
Se foda, Gianni Orzan!
Se foda, Gianni Orzan.
N�o fico, n�o fico, n�o fico.
Fica, fica.
Carlo, n�o fico, n�o fico.
- Fica, fica, fica.
E com c�mera de v�deo, como o do tio.
� um celular de rico! Quer ver?
Agora n�o. E � claro que n�o o levar� ao col�gio.
- Eu sei. - Bom dia!
- Ol�, tio! - Bom dia!
Vamos, Claudia. Pega a mochila que est� tarde.
E quando se d� presente a uma menina,
tem de perguntar primeiro a seus pais se concordam.
- Desde quando? - Desde agora.
Desde este exato momento.
Nunca perguntou por que Claudia n�o tinha celular?
Vejo que est� recuperado. � o mesmo de antes.
Bastante, sim.
Na pr�xima vez te levo ao restaurante indiano.
Use com calma este meio tecnol�gico porque
pode te enlouquecer.
Que encantador! Hein, Claudia, o tio, que simp�tico!
O que est� acontecendo?
Ontem me enganei, est� fazendo o correto.
Aguenta.
Senhor!
Sim.
Sim, sim, te escuto, parecia...
Sim.
Doutor!
- Ou�a! - � comigo?
Sim!
Tomate e alfavaca! Estou fazendo a pasta. O que diz?
Que gostoso! Muito gostoso!
Me alegro.
Eu n�o cozinho.
Nem eu, at� o ano passado.
Quem cozinhava era minha pobre Teresa. Faz dois anos que se foi.
Sinto muito.
Sabe que passei um ano inteiro varrendo?
Cinco, seis vezes ao dia.
Varria, varria...
- N�o! - O que t� acontecendo?
� um jogo.
Depois te conto, � um jogo que fa�o com um menino todos os dias.
� isto!
Marta!
Marta! Estou aqui!
Sim, j� vou, espera!
- Se tem que ir, n�o se... - N�o, � minha cunhada. Termino antes.
H� uma mancha de sangue na camisa.
N�o, � molho, estava comendo.
Espera, vem.
- Espaguete. - Que est� fazendo?
Se ficar quieto, eu limpo.
Que droga! Saliva!
- Que droga! - Continua com raiva de mim?
Mas o que est� dizendo, Marta?
Olha que confus�o voc� arrumou.
Creio que Lara tamb�m pensava.
N�o, Lara sabe que foi s� uma noite.
Duas.
Mas na segunda est�vamos b�bados.
Faz falta um pouco de �gua.
Eu estava b�bado.
N�o, olha, fica assim. Por favor.
- Calma, j�... - Calma, estou dizendo...
Depois ri muito com Lara.
Muito bonito, n�o havia nada para rir.
Foi dois anos antes de conhec�-la!
E por que me obriga a falar disso?
N�o gosto. N�o gosto de falar disso.
- Dessa hist�ria. - Eu gostava, mas tamb�m...
Tinha medo.
Com o calor, secar�.
N�o, olha, me deixa, me deixa.
- O que �, est� com raiva? - Com o que est� acontecendo?
Por que veio?
Pensei numa coisa e vim te dizer.
O qu�?
Acredito que tenha que ir a um m�dico.
Eu que tenho que ir ver um m�dico, � isto?
Uma amiga me deu. � um psiquiatra freudiano,
n�o, � junguiano, freudiano, s�rio, tradicional.
�timo. Abrimos a bolsa,
enfiamos o freudiano dentro...
Bem, se n�o quer, podemos ver uma amiga minha, que � boa
- em trabalhar os chacras. - Ou ver a vidente.
Se voc� se anima...
Voc� est� louca.
N�o, Pietro, desculpe, mas n�o � isso.
Porque, segundo voc�, quem est� louco sou eu.
Pois olha, para demonstrar que tem raz�o,
vou fazer um "striptease" como voc� faz,
quando chega e mostra os seios a todo mundo.
Safado!
- Valeu? - Imbecil!
- Deixe-me em paz. - Voc� � uma mentirosa.
Nunca entendeu! E muito menos � Lara!
Marta, deixa em paz a Lara!
Farei o que quiser, irei � vidente, aos chacras, iremos aos m�dicos,
por�m, deixa em paz a Lara. N�o fale mais dela
- comigo! - Me promete uma coisa.
- O qu�? - Que iremos todos a Roccamare.
N�o, n�o, ali n�o volto.
Vamos, pelas crian�as. Tenho certeza que � o melhor.
- Eu n�o, n�o sei. Veremos. - N�o.
- Me promete. - N�o sei. Vou pensar.
- Prometido? - N�o.
Nojento! Nojento de ver!
Venha. Vamos embora.
- Perd�o. - Vamos nos sentar.
Tenho que perguntar uma coisa muito importante para mim.
Que aconteceu exatamente quando se jogaram na �gua?
Nadamos at� voc�s.
E antes? Ningu�m disse nada? Apenas se jogaram?
Claro. N�s apenas nos jogamos. Por qu�?
Seu irm�o disse que um homem tentou impedi-los.
Ah, aquele, sim, era um idiota.
Parecia ter medo.
Falou que a gente n�o ia conseguir. e ent�o...
- Foi este o idiota? - Carlo e eu...
Carlo e eu...
S� me diga, sim ou n�o.
Sim, � ele.
Bem.
Obrigada.
Pietro?
Jean-Claude, ol�!
Que fazia aqui a Simoncini?
E o que voc� sabe sobre Eleonora Simoncini?
O que todo mundo j� sabe, que � a amante de Steiner.
Como que � a amante de Steiner?
Sim, � o que dizem.
� o que dizem, todos sabem,
parece que... Vamos, Jean Claude, n�o comece.
Pietro, est� se tornando um homem misterioso.
- Um homem misterioso? - Um pouco, sim.
Vamos ao bar, anda.
Sabe que neste restaurante servem por��es como se fossemos veados?
Como?
Bem, o dono tamb�m disse: "Como?".
E ela:
"Parab�ns pela tortinha de verduras".
Como a mesma coisa todos os dias.
Tenho anotado todas:
"Senhora, n�o pode usar sand�lias porque tem um p� horr�vel",
"Se n�o mijar, vou estourar",
"Quando me defloraram aos 15 anos"...
Ah, e a p�rola: "Parece que os caralhos dos negros... "
"... n�o s�o diferentes dos dos brancos", sabia?
- Sabe a quem disse isto? - N�o.
- Ao c�nsul senegal�s! - Nem quero saber como os olharam.
Escrevi tudo porque Ihe prometi n�o falar disso,
ou ela me deixa. Disse que me deixa. E sei que o far�.
Certo, anda, vamos. Pago depois?
Sim, pago depois, anda, vamos.
Porque est� doente, Pietro, doente.
E cedo ou tarde vai precisar de tratamento.
Ent�o ser� �til o que escrevi.
Tenho que ir.
Voc� disse que comer�amos juntos. Agrade�o os seus conselhos.
N�o te dei nenhum.
Adeus.
Foi outro dia na reuni�o da Escola de Pais?
N�o fui, porque meu irm�o veio me ver.
O do show?
Sim.
Diga-Ihe que para mim ele � um mito.
- Menos mal. - T� vendo?
Sim.
Meu marido diz que pare�o adolescente, e eu Ihe digo: e da�?
Bem. Agora tentamos os solos.
Me interesso por moda.
Se antes de saltar n�o me olhar,
far� mal o exerc�cio.
Se n�o me olhar antes de saltar,
estar� com raz�o o Carlo.
Se antes de saltar n�o me olhar,
ser� verdade
que n�o estou fazendo nada por ela.
Agora!
Muito bem.
N�o olhe para o papai antes de come�ar.
Tecnicamente, n�o teria sentido dizer "ganhar uma fus�o",
precisamente porque � uma fus�o.
Mas nem Boesson nem Steiner querem faz�-la sem ganhar.
Mas Boesson e Thierry asseguram que ganharemos.
Em troca, sei que ser� um suic�dio.
- E como voc� sabe? - Pelo modelo que escolheram.
Procure v�-la do ponto de vista religioso.
- Religioso? - Religioso!
- Boesson � cat�lico, Steiner judeu. - E que modelo voc� pensa
que seguir�o para decidir os cargos?
O judeu, Pietro, n�o o cat�lico.
Boesson fez uma burrice:
mesmo que consiga o cargo mais importante, perder�.
Para ganhar, tinha que escolher o modelo cat�lico.
- E qual seria? - A Trindade:
Pai, Filho e Esp�rito Santo.
Boesson escolheu o posto mais alto,
o do Deus solit�rio dos judeus.
Mas tinha que ter planejado tr�s lugares na mesma altura:
um para o Pai, outro para o Filho, outro para o Esp�rito Santo.
N�o entendi muito bem.
Steiner tem 70 anos e 3 pontes de safena.
� um galinha.
Enquanto que Boesson esbanja sa�de,
tem 50 anos. S� tinha que sentar a seu lado.
Steiner n�o o perturbaria e ele s� teria que esperar.
A Trindade? E o terceiro, quem �?
Todos sabemos como termina o Filho.
Sim, mas quem � o filho?
- O que sei? - Como?
Isto tem que ser dito a algu�m, a Thierry.
O que Ihe digo? Se n�o entendi nada? Que � isto?
Minha demiss�o.
Sua demiss�o? E j� pediu?
N�o, pedirei esta tarde.
Bem, mas antes, fale com algu�m.
Com quem? As pessoas apresentam sua demiss�o a mim!
Sexta-feira, pela manh�, viajo ao Zimbabwe.
Se tudo correr bem, 2� feira estarei na miss�o de meu irm�o,
um povoado na fronteira com Z�mbia.
H� inunda��es h� seis meses e n�o t�m �gua para beber.
Com a indeniza��o, quero comprar um caminh�o tanque.
- Adeus. - Adeus.
- Toma. Boa sorte. - Obrigado.
Ou�a, chofer, decidi ir � praia. Vamos.
Como quiser, princesa. � praia.
N�o, papai, n�o sou uma princesa, sou Britney Spears.
O tio Carlo disse que vem com dois choferes
- e cinco maquiadores. - Cinco? Olha quem �!
Ol�, pequena, como est� bonita!
O que est� acontecendo?
H� um problema.
O que aconteceu?
N�o podemos ir.
� uma brincadeira?
N�o, Pietro, confia em mim. Poderemos ir amanh�.
Como confiar em voc�? O que h� com voc�, Marta?
Desculpe, acabam de me dizer.
O qu�?
O cen�grafo est� em Roma. Esta noite estreia um espet�culo.
Tenho certeza que vai com sua mulher, tenho que ir de qualquer jeito.
- E o que vai fazer l�? - Como?
Tem que me ver, me sentarei junto a eles
e ele que me apresente a sua mulher!
Durante a pe�a, eu me viro
e come�o a olhar s� para ele, fixamente,
at� que ela se irrite.
Ela se irrita e a�, o que acontece?
Voc� me disse para pensar no futuro desta crian�a!
N�o te disse com essas palavras.
Tenho que enfrentar a situa��o com esse safado.
E quer arrumar confus�o?
metendo no meio a mulher?
Mas por que estou perdendo o tempo com voc�?
Por qu�?
Voc� inventou esta excurs�o a Roccamare
porque t�nhamos que enfrentar o trauma
e agora deixa a gente sozinho?
Estou me imaginando na cena desta noite. Tenho que ir.
Olha, Marta, na verdade n�o sei o que �,
na verdade o que �, n�o sei o que �. N�o sei.
N�o sei o que �.
Claudia, acabou.
N�o vamos mais a Roccamare.
- E por qu�? - Por qu�?
Porque sua tia n�o pode ir, n�o quer ir. Aonde vamos?
E n�o poder�amos ir s� n�s dois a Roccamare?
Quer ir de qualquer jeito?
Sim.
Esta.
E esta.
Espere, querida, eu a levo. N�o se preocupe.
- Cansada? - Um pouco.
N�o, espera.
� a tia?
N�o, n�o � ela.
Claudia, faz frio aqui dentro.
Os aquecedores n�o funcionam.
Vou ver a caldeira. Certo?
Volto j�.
Ok.
Que � isto?
Para esta noite. A Benedetta me emprestou.
Disse que � de bruxa. Mas ficou grande em mim.
Ficou grande em voc�?
Certo, vamos chamar o tio Carlo
e perguntamos o que podemos fazer.
Mas � leve. Vai pegar resfriado.
A caldeira quebrou.
- No ano passado tamb�m n�o funcionava. - Temos que troc�-la.
Podemos trocar tudo, comprar uma casa nova.
O que acha? Gostaria de uma casa nova,
talvez com piscina?
- Sim. - Sim?
Me fizeram uma oferta de trabalho muito importante.
Poderia ganhar mais, muito mais.
� pelo que me disse da...
Sim, da fus�o.
Na pr�tica, n�s
e um grande grupo americano
nos unimos e eu seria o presidente na It�lia.
- Ter� chofer? - Terei chofer.
E pedirei que nos deem
- cinco maquiadores. - Que acha?
N�o! � uma proposta.
Ainda n�o respondi. Est� bem?
- Digo sim ou n�o? - Sim!
N�o sei.
Boa noite.
Vejo que se divertiu.
Calma. Nem pense em entrar com esses sapatos.
Olha quantas coisas!
- Eu tamb�m quero. - E isto?
O bicho da ab�bora
Ah, o bicho da ab�bora!
O bicho da ab�bora.
Para a cama, r�pido.
- Sem tomar banho. - Mas durmo com voc�.
- Sim. - Vai ler o conto?
- N�o tenho o livro. - Eu te pedi!
Eu me esqueci.
E acabaram os contos de Orzan! Hoje eu invento um.
Certo, estou um pouco cansada.
Ah! Voc� quer enganar seu papai? Que bonito!
TE ESPERO
ENVIANDO MENSAGEM
Fiz muito barulho?
Tranquilo.
Eu te disse que n�o precisava vir.
Mas tinha vontade de te ver. Que confus�o! Houve festa?
Olha, pode ir dormir ou...
N�o, n�o, vamos fazer caf�. Trouxe "croissants",
com creme, simples.
Olha o que eu trouxe para Claudia.
- Quem �? - � Britney Spears.
- Ora... - Olha o que est� escrito:
"Para Claudia, tudo que h� de melhor". Original, hein?
Ficar� muito contente.
N�o gosto que fiquem aqui sozinhos.
- N�o gosto nada. - Por alguns dias.
Tio!
Aqui est� a pequena!
Veja que surpresa eu te trouxe. Veja, veja, veja.
� a Britney? Obrigada.
- Annalisa. - N�o imagina quem vai at� a�.
Meu Deus!
J� est� aqui.
- Senhor Paladini. - Sim.
Steiner, � um prazer.
Sei quem �. Bom dia.
- Meus p�sames. - Obrigado.
Falaram-me muito de voc�.
Quem?
- Temos um assunto a tratar. Fala ingl�s? - Sim.
Gostaria de falar a s�s com voc�.
Ali h� um bar, servem boa comida. Gosta de massa?
- Tem carro? - Mario... Sim.
Sim, tenho.
Vamos falar no carro.
Paladini.
Conhece bem Steiner? � teu amigo?
Bom dia. N�o, nunca o havia visto.
E por que veio aqui?
N�o entendi bem, veio falar.
Contou-me uma coisa que n�o tem nada a ver com a fus�o.
Ent�o,um grande capitalista veio aqui,
entrou no teu carro
e conversaram sem tocar no assunto da fus�o? N�o � estranho?
Sim, � estranho.
Se me disser o que ele falou, poderia entender.
Nem pensar.
Por que n�o pode me dizer?
Porque � pessoal.
Ou�a-me, Pietro. Dentro de duas horas Steiner e eu vamos
assinar a fus�o.
O acordo prev� que eu seja presidente e ele vice-presidente.
Por que aceitou ser meu vice-presidente?
N�o entendo.
Veja, at� o momento
tudo que Steiner disser � importante para mim.
Certo, Steiner me fez uma cena
- de ci�mes. - N�o brinca.
Ent�o eu vou dizer por que ele aceitou.
Diga.
Voc� ficou sozinho.
Voc� ficou isolado.
Voc� tinha de pensar na Trindade cat�lica.
Assim podia deixar-Ihe a presid�ncia.
- A Trindade? - Sim.
E o terceiro homem seria voc�?
- N�o. - Ele sugeriu voc�?
Ou�a-me, Pietro.
Voc� era dos nossos. Tinha nossa confian�a.
Te ofereci o posto de Jean-Claude. E aceitaria esta nova candidatura.
Que candidatura?
N�o, n�o, se quer que confie em voc�, diga o que ele te falou.
N�o quero o posto de Jean-Claude
e n�o quero que venha me contar suas coisas
e fazer propostas.
Quero ficar aqui e que me deixem em paz.
Adeus.
Papai, papai!
- Olha! - O que h�?
Levanta, olha.
Espera.
- O que est� acontecendo? - Olha.
Que bonito!
Se continuar at� o Natal...
Ser� um Natal bel�ssimo.
E ser�, te prometo.
- Que presente voc� quer? - Ainda n�o pensei nisto.
Quero te dar um bom presente.
H� algo que deseja?
- De verdade? - N�o sei.
- N�o sabe? - Certo, pensarei.
Vamos, pensa, anda, vai.
V� se vestir.
Cuidado!
Nebbia! Para!
Vem!
- Obrigada. - De nada.
Me chamo Yolanda, e voc�?
Pietro.
- Bem, j� nos conhecemos. - Sim.
Tchau, Claudia.
Tchau.
Tchau.
O que h�?
- Tenho pensado. - O qu�?
O presente. Lembra do que disse a professora no primeiro dia?
No primeiro dia? N�o me lembro.
I TOPI NON AVEVANO NIPOTI, a reversibilidade.
- Lembra? - A reversibilidade, sim.
A professora nos falou disso e voc� come�ou a ficar
aqui perto, creio que as duas coisas estavam relacionadas.
Uma coisa bonita que ocorre
e que logo n�o volta porque � irrevers�vel.
N�o pode estar sempre aqui, n�o �?
- Sim. - Sabia que
em algum momento me diria que voltaria ao escrit�rio.
N�o me disse e fiquei contente,
muito contente, s� que...
S� o qu�?
Meus colegas come�aram a zombar de mim,
voc� sabe como s�o as crian�as, sem piedade.
As professoras n�o dizem nada?
Elas n�o sabem disso.
Quando vou � janela e falo com voc�, quando me viro vejo que meus
amigos riem.
Quem ri?
Lucilla, Beatrice,
- todos, tamb�m os meninos. - E Benedetta?
Uma vez, tamb�m, a vi rindo.
Papai, o presente
- que te pe�o... - J� entendi, certo.
Ficou com raiva?
N�o, iria fazer o qu�, aqui o tempo todo?
Voc� fez bem em me dizer.
Devia ter ficado quieta.
N�o, voc� fez bem.
� preciso dizer as coisas sempre,
sempre, se lembre disso.
Tchau, pequena.
Vai, vai.
Revis�o: Kleen
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.