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Lamberto, voc� quer a foto?

Sim, coloquem a foto da garota, quero come�ar com ela. Obrigado.

Isso, esta mesmo.

- Cuidado que vai estragar. - N�o!

O m�rito tamb�m � meu, certo?

Logo vou querer ele no primeiro lugar do p�dio.

Venham, todos juntos.

Pode entrar.

Amor, daqui a pouco ser� a vez do papai.

- N�o quer ir para a sala? - J� vou.

Sil�ncio, por favor.

Estamos ao vivo no local onde est�o ocorrendo as buscas.

� um complexo industrial abandonado

que os moradores do bairro chamam de "A pequena Bucareste",

por causa dos numerosos crimes sexuais

cometidos por romenos.

Paola, est� me ouvindo?

Sim, Lamberto, estou ouvindo. Agora mesmo, aqui atr�s de mim,

h� mais de 100 pessoas empenhadas na busca.

Muitos volunt�rios se juntaram aos agentes da pol�cia.

O caso da Sara tocou o cora��o da cidade.

Obrigado, Paola.

Agora teremos como convidado:

Giancarlo Damiano, o pai da Sara.

Ele pediu expressamente que n�o fa�amos perguntas

e respeitaremos sua discri��o. Est� aqui para fazer um apelo.

- Est� tarde, � hora de dormir. - Quero ver o tio Giancarlo.

- Renzo, por favor. - V�o dormir.

- Que saco! - Olha a boca, mocinha.

O sumi�o dessa garota que o pai busca desesperadamente.

Em 15 dias,

Sara e o pai participariam

de uma competi��o de salto ornamental.

Bem, vamos apresentar nosso convidado.

O Sr. Giancarlo Damiano.

� sua vez. Pode ir!

Sr. Damiano...

Bem-vindo ao programa.

Sente-se.

H� duas semanas estamos nos perguntando

o motivo de estar acontecendo tudo isso conosco.

Buscamos respostas, mas n�o acusamos ningu�m.

Queremos imensamente que nossa filha Sara

retorne ao seu mundo. Se algu�m tiver not�cias...

Sr. Damiano, infelizmente devo interromp�-lo.

Acabo de receber a not�cia que n�o gostaria de dar, mas...

Paola, voc� est� a�?

Sim, estou aqui, Lamberto.

Pode confirmar a not�cia que acabei de receber?

Sim, infelizmente confirmo.

Acabei de receber o comunicado oficial.

Obrigado, Paola. J� voltaremos com voc�.

Existem momentos e not�cias

que colocam � prova nosso profissionalismo.

Mas o dever de comunicador me obriga a continuar...

Posso terminar?

Exatamente agora...

o caso do desaparecimento de Sara Damiano

chegou a uma tr�gica conclus�o.

� com uma dor profunda, Sr. Damiano...

que eu comunico

que o corpo da sua filha Sara

acaba de ser encontrado.

Equipe inSanos apresenta:

Tradu��o e Sincronia: JuLima

Revis�o Final: LikaPoetisa

N�O MATAR�S 1� Temporada | Epis�dio 1

Quanto?

Cinco e tr�s. Mais uma vez.

Costanza, assim vou desmaiar.

- De novo. - Mas � a �ltima vez, certo?

- Pronta para dar a largada? - Vai!

- Giacomo! - O que foi?

- Termine voc�, eu preciso ir. - Est� certo.

- Oi, pequena. - Oi, m�e.

- Estou indo. - Tchau, Valeria.

- M�e. - Oi.

Pode ir para o seu quarto?

J� te ajudo com o pijama.

N�s vencemos o recurso.

Ela assinar� a condicional semanalmente.

Basta levar os documentos � delegacia.

- Eu mesmo farei isso. - Assim conversa com Valeria.

Ela n�o vai entender.

Giacomo, n�o contar est� fora de quest�o.

Ela n�o � s� sua m�e, � dela tamb�m.

Certo.

Todos j� sa�ram?

Sim, mas n�o vamos cont�-los por muito tempo.

Havia dois romenos que dormiam no t�rreo.

Agora est�o na delegacia sendo interrogados.

Certo.

Hora de agir.

Detetive, � mesmo Sara Damiano? Nos diga alguma coisa.

Por que n�o podemos entrar? N�s a encontramos.

Soube que procuraram aqui primeiro.

- Ela estava embaixo d'�gua. - A Homic�dios assume daqui.

Deixe o dossi� na minha mesa.

Ei! Parado!

- J� o encontraram? - Ainda n�o.

Vou buscar roupas secas para voc�.

N�o quero roupas secas, quero o fot�grafo.

- Estamos atr�s dele. - Quem o deixou entrar?

- Quem � voc�? - � o novato.

- Voc� o deixou entrar? - Gerardo, podem ir.

Que novato? Eu n�o escolhi ningu�m.

Eu o escolhi. E este lugar � cheio de entradas

e n�s somos poucos, ningu�m teve culpa.

Aquele cretino contou ao vivo que a filha dele est� morta.

Ele n�o merece mais isso, n�o podem public�-la.

Eu cuido disso.

Mas agora se acalme.

O que faremos?

Vamos tirar a �gua.

Me desculpe por mais cedo.

- �s vezes perco a paci�ncia. - N�o tem problema.

- Como voc� se chama? - Luca Rinaldi.

Valeria Ferro.

Agora pode me dizer, foi voc�?

- Eu o qu�? - Voc� o deixou entrar?

Agora chega, deixe-o em paz.

Ela foi morta no dia do desaparecimento.

No m�ximo, no dia seguinte.

Saberemos ao certo ap�s a aut�psia.

Sinais de viol�ncia sexual?

N�o evidente, mas n�o descartamos.

A unha foi encontrada?

Aqui tem res�duos de sangue.

Pode ser a arma do crime.

- Tem sangue na terra? - N�o.

Voc�s verificaram o andar inteiro?

Sim, n�o achamos nada.

O que voc� achou?

- N�o tinha �gua aqui. - O qu�?

Veja o cano de escoamento.

Foi a �rvore a quebr�-lo, por isso o subsolo alagou.

Est� vendo os passarinhos? Ainda est�o rosados.

Significa que a �rvore caiu h� pouco tempo.

Chequei a previs�o, h� 10 dias choveu muito, lembra?

Por isso a �rvore caiu.

O subsolo n�o estava alagado quando Sara foi trazida.

Quem a matou n�o quis ocultar o cad�ver,

mas que fosse achado onde outras garotas foram agredidas.

Queria nos fazer crer que foram os romenos.

Por que um agressor casual criaria toda essa farsa?

Quem matou Sara a conhecia.

DE CHIARA: COMO VOC� EST�? EST� FAZENDO FALTA NA ESCOLA

ACEITAR AMIZADE

Oi.

N�o vamos acordar a tia Rosa?

N�o, deixe que durma, ela est� cansada.

Renzo, voc� falou com Giancarlo?

- Ele disse quando volta? - N�o, o celular est� desligado.

Hoje dormiremos aqui ou em casa?

Ficaremos enquanto for preciso ou at� seu tio voltar.

Ele ainda est� no programa de TV?

Como voc� � idiota! O programa foi ontem � noite.

- Vejam, o Paolo. - Ele veio para a escola?

MENSAGEM DE CHIARA

VAMOS ESTUDAR JUNTOS HOJE � TARDE?

Quero contar do Castelli para a pol�cia.

- Voc� n�o dir� nada. - Pode ter sido ele.

- O que o Sr. Castelli fez? - Nada, querido.

Sua irm� s� abre a boca para falar besteira.

Voc� tem medo de perder o emprego!

Cristina, n�o fale assim com sua m�e.

Ela s� pensa nisso, n�o pensa na Sara.

Quer trazer mais dor aos seus tios

contando uma hist�ria que nem sabemos se aconteceu?

Vamos.

- Bom dia. - Bom dia.

Sou a detetive Valeria Ferro. O senhor � o irm�o do Giancarlo?

- Sim, sou Renzo. - Bom dia.

Ela � minha esposa Anna e eles s�o nossos filhos.

- Seu irm�o est� em casa? - Ele ainda n�o voltou de Mil�o.

Por isso dormimos aqui essa noite,

para fazer companhia para minha cunhada Rosa.

Ela ainda est� dormindo.

Sinto muito pela perda de voc�s.

Sara era uma garota maravilhosa.

Voc�s eram muito pr�ximas?

Quer me falar sobre ela, sobre a rela��o de voc�s?

Pe�o desculpas, mas estamos levando as crian�as � escola

e tentando n�o chegar tarde no trabalho.

Claro, ent�o conversaremos em outro momento.

- Obrigada. At� logo. - At� logo.

Venha, Cristina.

Andrea, intime a prima da Sara para ir � delegacia,

mas sem a m�e, depois te explico.

E ligue para o casal Damiano, eles devem reconhecer o corpo.

N�o, vou ao parque em frente ao clube de nata��o,

onde Sara foi vista pela �ltima vez.

� FAM�LIA DAMIANO

SENTIREMOS SAUDADES, DOCE SARA

- E voc�, o que faz aqui? - Estou esperando o papai.

Que desenho lindo!

- Oi. - Oi. O que faz aqui?

Eu precisava renovar a licen�a da venda de bebidas alco�licas.

Podia ter pedido para mim.

Hoje Michela trabalhar� at� tarde.

- Voc� pode ficar com Costanza? - Vou tentar, mas acho dif�cil.

- Ent�o ficar� comigo. - Sim.

Talvez eu passe para te pegar depois.

Vamos, Costanza.

A m�ozinha.

Tchau, tia.

- Baixe as fotos e imprima. - O que s�o?

Bilhetes deixados no parque. Ache os autores e os intime.

- J� leu o dossi� do Catrical�? - Sim, deixei na sua sala.

Quem a viu no dia do desaparecimento?

Uma colega da equipe de salto a viu indo embora.

- Sara estava sozinha? - Sim.

Ela n�o ia embora com o pai? Ele era o treinador.

Sim, mas nesse dia ele ficou limpando a piscina.

A hip�tese que tivesse um encontro foi verificada?

N�o h� nada no registro telef�nico

e a fam�lia n�o sabe responder.

Estava saindo com algu�m?

N�o, o �ltimo namorado foi um colega de escola.

Ele mudou com a fam�lia h� mais de um ano.

- Encontrou o fot�grafo? - Sim, mas ele j� vendeu a foto.

Lombardi est� cuidando disso. Espere, Catrical� est� a�.

D� uma olhada nisto. Os laudos da aut�psia.

A cal�a abaixada fazia parte da encena��o,

n�o houve viol�ncia sexual. A ferida mortal � a do cr�nio.

Tem outro trauma na nuca, talvez causado por uma queda.

O dia da morte foi confirmado, � o mesmo do desaparecimento.

Mas temos um hor�rio preciso: entre �s 19h e meia-noite.

- A an�lise da pedra chegou? - A parcial, o sangue � da Sara,

mas a Per�cia identificou outra subst�ncia

e est�o fazendo an�lises mais detalhadas.

Voc� resolveu o problema com o fot�grafo?

Poderia avisar quando exclui um colega da investiga��o?

- Catrical�? Ele n�o me serve. - Eu decido quem serve ou n�o.

Voc� resolveu ou n�o?

Resolvi, e custou muito dinheiro.

Por que sinto que minha autoridade

- n�o funciona contigo? - Porque � verdade,

sou sua favorita e sempre ven�o.

Detetive, a prima da Sara est� a� dentro com o pai.

Certo.

Fale, conte o que houve com voc�s.

- Mas a mam�e n�o quer. - Ela vai entender.

Quatro meses atr�s, minha m�e foi demitida

do mercado onde trabalha como caixa.

Eu e Sara s� quer�amos nos vingar do Castelli.

- Quem � Castelli? - O gerente.

Como queriam se vingar?

Fomos at� l� para roubar.

A ideia foi minha.

Ent�o Castelli descobriu e nos levou at� o escrit�rio.

Ele estava furioso e amea�ava contar tudo aos nossos pais.

Eu estava com medo.

Fiquei me desculpando como uma idiota

com aquele babaca que demitiu minha m�e.

Mas Sara n�o tinha medo, ela era corajosa.

N�o era como eu.

Eu jamais me perdoarei.

Pelo qu�?

- Por t�-la deixado sozinha. - Voc� a deixou sozinha?

Num certo momento, Castelli disse que eu podia ir,

ele fingiria que n�o tinha acontecido nada.

Mas disse que Sara deveria ficar.

Por qu�?

Ele disse ter visto que s� ela roubou,

mas n�o era verdade.

Eu deveria ter insistido, mas fugi correndo.

O que houve depois?

Esperei no estacionamento, mas ela n�o sa�a.

E quando saiu estava estranha,

perguntei o que tinha havido, mas ela n�o respondeu

e sempre que tentei conversar, ela mudava de assunto.

O que voc� acha que aconteceu?

Acho que ele deu em cima dela.

O senhor e sua esposa sabiam de tudo?

E n�o fizeram nada?

Por qu�?

Minha m�e temia ser demitida novamente.

- N�o, n�o � verdade. - Ela foi readmitida?

Sim, logo depois.

Achamos que Cristina tivesse inventado para evitar o castigo.

O Sr. Castelli � um homem respeit�vel.

� casado, tem dois filhos.

Eu tamb�m tentei falar com Sara.

E ela garantiu n�o ter acontecido nada de ruim.

Mas agora...

depois de tudo o que houve,

achamos ser correto contar tudo para voc�s.

Fui eu que os intimei.

Bom dia, Sr. Castelli. Me desculpe pelo atraso.

N�o se preocupe, Anna.

Voc� foi corajosa.

Renzo!

Vamos embora.

- Por que estavam aqui? - Entre, senhora.

Foi esse Sr. Castelli que matou minha filha?

Ainda n�o sabemos.

Sara n�o te contou nada?

Ela nunca se abria comigo.

Para ela s� existia Giancarlo.

Onde est� o seu esposo?

Voc� deve pegar mais impulso e esticar a perna!

Vamos, Antonella!

Giancarlo!

Algumas vieram assim mesmo,

mas n�o sabiam o que fazer.

Por isso eu as fiz treinar um pouco.

Eu n�o consigo, por um tempo n�o poderei trein�-las.

- Eu cuido disso, se quiser. - Obrigado.

Giancarlo... A Federa��o ligou

por causa da inscri��o da Sara na competi��o.

Devo inscrever outra garota no lugar dela?

N�o. Eu cuido disso.

Deixa comigo.

Quem �?

Ol�, � Giancarlo Damiano. Martina est�?

Por que quer saber?

Sou treinador de salto dela.

Martina n�o treinar� mais.

- � o pai da Sara. - N�o me interessa.

- Pai, por favor... - J� conversamos e n�o ir� mais!

- Oi. - Oi.

Desculpe por aparecer sem avisar,

mas na sua ficha n�o tem o telefone.

N�o tem problema.

Ou�a, queria te perguntar uma coisa.

Daqui a duas semanas, minha filha participaria

de uma competi��o que consideramos muito.

Ent�o eu...

queria que voc� fosse no lugar dela.

Eu n�o treino mais.

Sim, eu notei.

Mas por que voc� parou?

Voc� era muito talentosa.

N�o temos muito tempo, precisamos treinar todo dia.

Amanh� �s 16h est� bom para voc�?

Eu preciso ir.

Martina...

Ao menos prometa que vai pensar.

Fique com isto, � para voc�.

- O que �? - � para voc�.

- At� mais. - Tchau.

Giancarlo, me ligue quando ouvir a mensagem.

N�o estou em casa. Me ligue logo, est� certo?

Ela est� aqui.

Eu n�o consigo.

N�o poderemos prosseguir com a aut�psia se a senhora...

Eu n�o consigo.

Aguarde um segundo.

N�o estamos burlando o protocolo?

Fa�a uma reclama��o.

Senhora...

Consegue olhar uma foto?

� sua filha?

Por onde voc� andou?

Perdi o trem, voc� sabe.

A pol�cia me levou para ver a Sara.

Paolo n�o voltou da escola e n�o atende o celular.

N�o sei o que deu nele. E voc� n�o estava aqui.

Me desculpe, sinto muito.

N�o me deixe sozinha.

Sozinha eu n�o aguentarei.

Vai recome�ar com aquela pergunta idiota?

Eu n�o abrirei mais a boca.

O que houve no escrit�rio entre voc� e Sara?

J� te disse cem vezes. Nada!

S� a assustei um pouco e a mandei embora.

N�o � o que alega a prima dela.

Foda-se!

Sua esposa n�o te excita mais?

Deixe minha esposa fora disso.

Como Sara estava vestida aquele dia?

Usava uma saia curta?

Ainda pensa nisso, n�o � mesmo?

Pensa naquelas pernas nuas, lisas e brancas.

No seio pequeno e firme, e se excita enquanto sua esposa

- dorme ao seu lado. - J� mandei deix�-la fora disso.

Eu j� encontrei tantos como voc�.

Todos dizem a mesma coisa,

que as v�timas provocaram

que n�o foram obrigadas e at� gostaram.

Interpretam o medo como disponibilidade.

Assim podem olhar no espelho e se sentir homens de verdade.

Mas s�o apenas fracos que obt�m o que desejam com viol�ncia.

O que houve no escrit�rio entre voc� e Sara?

Foi ela que tomou a iniciativa.

Agora tamb�m vai dizer que ela gostou?

- � isso mesmo. - Por que expulsou a Cristina?

Te disse que tra� minha esposa com uma adolescente.

N�o � o suficiente?

Por que mandou a Cristina embora?

Por que a mandou embora?

Est� certo, porra. Eu quis aproveitar da situa��o.

Mas depois ela fez tudo sozinha.

E voltou a me procurar. N�s sa�mos por um m�s.

Sara me fazia sentir coisas que eu...

nunca tinha experimentado em toda minha vida.

� sua palavra contra a de algu�m que n�o pode desmenti-la.

- Sara n�o era uma garotinha. - Eu preciso de provas.

Voc�s falavam ao telefone, trocavam mensagens?

Ela n�o queria, tinha medo...

que o pai descobrisse.

Ela morria de medo.

Sempre falava dele.

Ela me deixou por causa dele.

Est�vamos fazendo amor na colina e ela pediu para ir embora.

E disse que n�o queria mais me ver,

pois tinha medo de faz�-lo sofrer.

E como faziam para se encontrar se n�o podiam conversar?

T�nhamos um local fixo e depois �amos para a colina.

- Qual estrada? - Via della Fornace.

Onde exatamente?

No posto de gasolina da esquina.

Ainda assim, ele poderia ter matado.

Ele n�o a matou.

Amor, n�o me espere para o jantar.

Precisamos fazer o invent�rio do m�s.

N�o sei quando irei embora.

Sim. At� mais tarde. Tchau.

Onde estava ter�a-feira, dia 13, entre �s 19h e meia-noite?

Eu contei toda a verdade, o que mais quer de mim?

Me contou do envolvimento com uma garota de 15 anos,

que voc� se apaixonou e que ela p�s fim na rela��o.

Onde estava dia 13, entre �s 19h e meia-noite?

- Eu n�o a matei. - Onde voc� estava?

Eu n�o sei, como vou lembrar? J� passou tanto tempo.

Eu n�o tenho pressa.

Na matem�tica, a rela��o entre duas grandezas...

Acho que vou embora.

Quer ver o quarto da Sara?

Entre.

Seus pais n�o ficar�o bravos?

Eles n�o est�o em casa mesmo.

Parece uma loja.

N�o cabiam mais no guarda-roupas.

Meu pai sempre trazia uma roupa nova para Sara.

Veja quantas t�m.

Minha m�e n�o quis comprar este para mim.

Ela achou muito decotado.

Quer experimentar?

Eu posso?

- Este batom � muito caro. - Pode ficar para voc�.

Sim, ter�a-feira, dia 13, na hora do jantar.

� verdade, aquele dia n�o pudemos.

N�o pergunte para minha esposa. Esque�a.

Obrigado. Tchau.

Por que voc� faz isso se n�o foi ele?

Porque ele merece.

Eu n�o lembro mesmo.

Naquela noite, convidei meu chefe para jantar.

Foi a primeira vez que ele nos visitou.

Para mim era uma ocasi�o importante.

Pode encontr�-lo neste n�mero.

Chegou o laudo definitivo da an�lise da pedra.

Lembra do res�duo da outra subst�ncia? � tartan.

O parque em frente ao clube pode ser o local do crime,

- j� enviei a Per�cia. - Valeria, pode vir aqui?

At� mais tarde.

Dois meses atr�s, Sara me procurou no clube

e perguntou se eu queria ser o treinador dela.

- N�o era o pai que a treinava? - Por isso fiquei surpreso.

Giancarlo e Sara eram insepar�veis.

Eles venciam.

N�o que eu n�o seja um bom treinador,

mas ela j� tinha o melhor e eu disse isso.

E qual foi a resposta dela? Contou por que queria mudar?

N�o, s� disse que n�o queria mais

treinar com o pai.

Mas nunca chegou a treinar com voc�?

Nos falamos algumas vezes por telefone,

mas eu queria que ela pensasse bem.

E n�o queria enganar meu colega.

Depois aconteceu tudo isso.

Giancarlo sabia da decis�o da filha?

N�o sei.

Obrigado, Sr. Salvucci. Pode ir.

- At� logo. - At� logo.

S� o vimos pela TV, n�o veio com a esposa e agora isso.

E descobrimos que a filha sa�a com um homem mais velho.

Eu chamo isso de linha de investiga��o.

O que me diz? Vamos intim�-lo e interrog�-lo?

N�o. Eu vou falar com ele.

Eles te entrevistaram?

N�o.

As imbecis da sala da sua irm� est�o disputando

para ver quem ser� entrevistada.

Antes a odiavam

e agora dizem que eram melhores amigas.

Eu gostava da sua irm�.

Ela era legal.

Minha prima disse que Castelli deu em cima da Sara.

Uma vez um homem deu em cima de mim.

Eu nunca contei para ningu�m.

Conhece o farmac�utico pr�ximo da escola?

Eu fui comprar rem�dio para minha m�e

e ele insistiu para medir minha press�o.

Disse que era uma brincadeira divertida.

Me fez sentar em seu colo enquanto me tocava,

aquele porco nojento.

O que est�o fazendo aqui?

Tire esse vestido agora mesmo.

Me desculpe, senhora.

Chiara, espere.

Voc� enlouqueceu?

N�o tem um pingo de respeito pela sua irm�?

Chiara! Chiara!

Quanto tempo vai durar isso?

Eu j� disse, foi a pol�cia que nos chamou.

O que dever�amos fazer?

N�o! V� embora. Daqui seguirei a p�.

Oi, Rosa, fiz compra para voc�s.

- V� embora. - Por que est� dizendo isso?

Sara estaria viva se sua filha n�o a for�asse a roubar.

- Eu juro que n�o sabia. - Mentirosa.

Voc� e Renzo sabiam de tudo, a pol�cia me contou.

Voc�s deveriam se envergonhar.

Nos deixe em paz, nunca mais apare�am aqui.

Boa noite, senhora.

Posso entrar um minuto?

Pode voltar amanh�? N�o � um bom momento.

Queria comunicar que Castelli n�o � o assassino da sua filha.

Mas eles tiveram uma rela��o.

Mas Cristina disse que ele a obrigou...

Eu sei, parecia ser isso.

Mas ap�s aquele encontro, eles continuaram se vendo.

Durou s� um m�s e depois Sara terminou.

Seu marido est�?

Posso falar com ele?

- Eu n�o sei se ele pode. - Senhora...

Voc� me disse que Sara s� se abria com ele.

Para mim � importante poder falar com ele.

Vou cham�-lo.

A policial de quem falei quer falar com voc�.

- N�o vou falar com ela. - Ela j� entrou, o que direi?

- O que voc� quiser. - Ent�o diga voc�.

Boa noite, Sr. Damiano. Sou a detetive...

Eu sei, minha esposa me disse, mas eu...

- n�o posso ajud�-la. - Mas eu acho que pode.

Est� enganada. N�o tenho nada para dizer.

Fa�a o favor de ir embora.

Sara avisou que n�o queria mais treinar com o senhor?

- Giacomo. - Oi.

- Oi, tio. - Oi, maravilha.

Chegou tarde.

- E Costanza? - Dormiu no sof�, pobrezinha.

N�o pode deix�-la aqui at� esta hora.

N�s crescemos aqui e nunca se preocupou.

Sinal que estou envelhecendo.

- Obrigado. - Boa noite.

- Tchau. - Boa noite.

USU�RIO: SARA DAMIANO SENHA: ESTA � A �GUA

- Parab�ns! - Parab�ns!

Parab�ns pra voc� Nesta data querida

Parab�ns pra voc� Nesta data querida

Parab�ns, meu amor.

Isso, dance.

Parab�ns, meu amor.

V�DEO POSTADO POR GIANCARLO DAMIANO

Pode entrar.

Ainda acordada?

Estou trabalhando.

Ela perguntou de mim?

Sem parar.

Mentirosa.

Espere. Coloque isto.

Obrigada.

Michela.

O que Giacomo tem estes dias?

- Nada, por qu�? - N�o sei, ele anda estranho.

Ele n�o me disse nada, se bem que mal nos vimos.

- Obrigada. Boa noite. - Boa noite.

CASO DAMIANO

Giacomo, voc� precisa contar para ela.

- Eu vou contar. - Quando?

Voc� me fez mentir para ela, n�o suporto isso.

J� te disse que vou contar.

- Preciso achar o momento certo. - Este � o momento certo.

Sen�o ela descobrir� sozinha e ser� muito pior.

� poss�vel que voc� n�o perceba?

Eu sei.

Mas tenho medo da rea��o dela.

- Oi. - Bom dia.

- Vou lev�-la para a escola. - Obrigada.

Est� feliz de ir com a tia?

Espere aqui.

Venha ajudar a mam�e.

- Andrea? - Voc� leu o jornal?

- N�o, por qu�? - A hist�ria do Castelli...

Eles publicaram a not�cia. Te enviei um PDF.

Est� certo, j� estou chegando.

CASO DAMIANO, A REVIRAVOLTA

SARA DAMIANO SE RELACIONAVA COM UM HOMEM CASADO

Quem foi?

Quem fez esta lamban�a?

E ent�o?

Detetive.

Eu n�o falei com a imprensa,

mas ontem � noite encontrei o detetive Catrical� no bar.

Ele perguntou como andava a investiga��o.

Eu n�o quero mais v�-lo.

Espere, aonde...

Que porra � essa?

Se meta na minha investiga��o e acabo com voc�.

- Do que est� falando? - Os jornalistas te pagaram?

S� porque transa com o chefe, age como quer?

- Vou quebrar sua cara! - Ent�o quebre, porra!

Imbecil!

Precisei aguentar uma longa reuni�o

com o chefe de pol�cia, e com o chefe do Catrical�

para evitar que voc�s fossem punidos.

Andrea n�o teve culpa, s� tentou nos separar.

- Dando um soco na cara dele? - Ele p�s as m�os nela.

Por acaso estamos numa creche? Voc�s s�o duas crian�as?

Catrical� � um babaca.

Se vingou porque o exclu�mos da investiga��o.

Porque voc� o excluiu, sem a minha autoriza��o.

Sara passou de santa a algu�m que procurou por isso.

Criaram hist�rias absurdas e perdemos tempo verificando.

- Acabou? - N�o.

Aquele babaca comprometeu minha investiga��o.

Ele deveria ser punido, n�o eu.

Agora acabei.

- Posso voltar ao trabalho? - N�o.

Voc� falou com o pai da Sara?

N�o.

O que est� esperando?

- Ele ainda n�o est� pronto. - E Castelli estava?

Voc� arruinou a vida dele porque uma garota contou uma hist�ria.

- Castelli era diferente. - � mesmo, ele � inocente.

� in�til falar sobre isso agora.

- Por que est� protegendo ele? - N�o estou protegendo.

Ent�o me d� um motivo v�lido para n�o intim�-lo.

Intime voc�, se quer tanto.

Oi.

N�o posso aceit�-las.

Por favor, fique. Elas j� est�o pagas.

Meu pai jamais me deixar� ir sozinha.

Voc� pode ir com ele, se quiser.

Era um presente para Sara?

Era uma surpresa para depois da competi��o.

- Eu sabia que ela venceria. - Eu n�o vou vencer.

N�o sou talentosa como ela.

N�o � verdade, n�o mesmo. De qualquer forma, n�o importa.

Voc� s� precisa fazer o seu melhor.

Escuta...

Este � o programa que estabelecemos.

Tem as obriga��es e exce��es.

Isto � muito dif�cil para mim.

Tudo bem, ent�o...

podemos mudar e escolher outra coisa.

O que me diz...

de dar uns mergulhos para aquecer e retomar a forma?

Pode ser.

- Voc� me fez bancar a idiota. - Me desculpe.

Por que n�o me disse que sua m�e voltaria?

- Eu n�o sabia. - Isso � desculpa?

Preciso te contar algo importante.

Aquela hist�ria do farmac�utico,

eu ia te contar, mas minha m�e chegou.

No dia que Sara sumiu eu a vi entrar no carro dele.

Voc� tem certeza?

E por que n�o contou para ningu�m?

N�o sei.

Eu contei para voc� agora.

Bom dia.

- Bom dia. - Sou a detetive Valeria Ferro.

- Posso fazer umas perguntas? - Pode.

Meu colega me disse que no dia do sumi�o da filha,

o Sr. Damiano ficou limpando a piscina. Voc� se lembra?

- N�o sei, que dia era? - Ter�a-feira, dia 13.

- Geralmente limpamos de s�bado. - Sempre limpam de s�bado?

Sim, porque domingo abrimos mais tarde.

DE ANDREA: LOMBARDI MANDOU UMA VIATURA BUSCAR O PAI DA SARA

Obrigada.

- Oi. - Oi.

Voc� � aluna dele?

Eu sou da pol�cia.

- Voc�s o prenderam? - N�o.

N�o sei o que fazer, ele mandou esperar aqui.

N�o creio que ele voltar� hoje.

At� mais.

- Isto � do Sr. Damiano. - Obrigada.

� verdade que Sara queria mudar de treinador?

Perguntamos por a�, mas ningu�m sabe o motivo.

Talvez voc� possa me dizer.

O senhor n�o veio � delegacia.

E se recusou a responder as perguntas da detetive Ferro.

Sr. Damiano...

voc� sabia do romance entre Sara e Castelli?

Estava com ci�mes?

Foi por isso que a matou?

Voc� molestava sua filha?

Voc� foi a �ltima pessoa a ser vista com Sara,

depois disso ela acabou assim!

- O que houve? - Ele apanhou.

- O que voc� fez? - Eu? Ele quebrou meu nariz.

Ele perdeu a cabe�a quando viu a foto do cad�ver.

Agora � culpa minha?

Ele comprou uma passagem para Sara ap�s o sumi�o.

- N�o foi ele. - Ou ele � muito esperto.

Me d� a chave.

Sinto muito pelo seu colega,

eu n�o queria machuc�-lo.

Sr. Damiano...

eu preciso da sua ajuda.

Eu sei que jamais machucaria sua filha.

Mas preciso que confie em mim.

Sara disse que n�o queria mais treinar com o senhor

no dia do desaparecimento?

Por isso ela foi embora sozinha.

Posso ir agora?

Pode.

Anna, vem c� um segundo.

Pode deixar o uniforme a�.

- Oi. - Oi.

Como ficou em mim?

Bonito.

Ficou a marca.

Olhe s� para elas.

Que imbecis!

Quem sabe qual mentira est�o contando.

N�s sim temos algo para contar.

Vamos contar.

Quer contar o que voc� viu?

Sim, eu a vi entrar no carro do farmac�utico.

Sabe o nome desse farmac�utico?

� o Sr. Battistini, a farm�cia dele � aqui perto.

Paolo, por que decidiu contar esse epis�dio s� agora?

Eu n�o achei que fosse t�o importante,

mas Chiara me contou que ele deu em cima dela tamb�m.

� verdade?

Sim, ele tocou na minha perna na farm�cia.

Voc�s v�o colocar no ar?

Acredita que o babaca do Lamberti queria p�r no ar?

Descubra quando foi tirada.

At� mesmo a medida do barco de pescaria

� considerada e tratada pelo autor como...

- Bom dia, diretora! - Bom dia, diretora!

Paolo e Chiara, saiam um momento, por favor.

Obrigada. Oi, Paolo.

Voc� deve ser a Chiara.

Eu assisti sua entrevista.

O que disse � muito s�rio.

Agora deverei intimar aquele homem e interrog�-lo.

N�o � nada agrad�vel ser acusado de homic�dio,

voc� sabe disso, certo?

N�s dissemos a verdade.

Paolo, olhe para mim.

Aquilo que voc� contou � verdade?

Era mentira?

Eu n�o sabia, a minha hist�ria � verdadeira.

- Onde comprou esse batom? - Ele me deu de presente.

Era da sua irm�?

Posso ficar com ele?

Eu nem quero mais mesmo.

O que far�o comigo agora?

Nada.

Mas precisa me fazer um favor.

Estava aqui dentro.

Obrigada.

At� mais, senhora.

Foi tirada 10 dias antes do homic�dio.

Qual � o n�mero do Castelli?

Acha que quem a matou tamb�m tirou a foto?

Sr. Castelli...

� a detetive Valeria Ferro.

Voc� j� deu um batom roxo para Sara?

Certo. Obrigada.

N�o foi ele que deu.

Veja como n�o est� � vontade,

envergonhada.

Quem tirou a foto pode ter dado o batom.

Mande algu�m a esta loja.

Consiga os recibos do dia em que a foto foi tirada

e dos dois meses anteriores.

Voc� n�o deve s� pensar na entrada na �gua.

Precisa se concentrar no giro tamb�m.

As pernas n�o estavam alinhadas.

- Me desculpe, professor. - N�o precisa se desculpar.

Vamos fazer um intervalo e te conto uma hist�ria.

- "Esta � a �gua". - Exatamente. Voc� lembra dela?

Dois jovens peixinhos est�o nadando no mar,

encontram um peixe mais velho que diz:

"A �gua est� gelada hoje, n�?"

Os dois peixinhos se olham, fingem concordar

e quando o peixe mais velho vai embora, um deles fala:

"O que � essa tal de �gua?"

As outras meninas tamb�m nunca entendiam esta hist�ria.

N�o � para entender.

Garanto que agora far� um salto perfeito.

- Papai. - V� se trocar.

- Mas, pai... - Vai logo!

Por que est� fazendo isso?

Fique longe da minha filha.

Ela n�o � como a sua.

Senhor?

Obrigada.

Est� indo embora?

Ainda est� bravo comigo?

Voc� n�o pode continuar se comportando assim.

Voc� tinha raz�o, deveria falar antes com o pai da Sara.

N�o � s� isso, � que n�o pode fazer como bem entende.

- Eu n�o ligo para o que dizem. - Mas eu ligo.

Eu sempre me comportei assim.

Eu sei e estou pedindo que pare.

Me desculpe.

Tchau.

Passe em casa mais tarde.

N�o sei, ficaremos at� tarde.

Est� certo, me avise depois.

Estes s�o dos �ltimos dois meses.

Vamos achar quem comprou aquele batom.

O que faz a� parado?

Deixa pra l�, Martina. Por favor, v� para casa.

- Acha que posso ganhar? - Mandei voc� ir embora.

Meu pai n�o sabia que eu treinaria com o senhor.

Por isso ele fez aquela cena.

Ele sempre disse que n�o sou talentosa,

por isso parei de treinar.

Mas eu gostava.

Eu posso ganhar?

Claro que pode.

�timo, at� agora tudo certo.

Mas ainda n�o decidimos o �ltimo salto,

pensei que poderia fazer aquele que foi programado,

mas faz o salto para frente que � mais simples.

Lembro quando Sara fazia esse salto.

Era a �nica que alcan�ava aquele grau de dificuldade.

Ent�o pode ser o salto para frente?

Vamos tentar.

Fa�a no seu tempo, concentre-se.

Vai.

Martina, espere. O que est� fazendo?

Mandei deixar pra l�.

- Eu consigo... - N�o fa�a isso. Martina!

Ela est� fora de perigo, est� repousando agora.

- Queria mat�-la tamb�m? - Venha. O que est� fazendo?

Al�?

Sr. Damiano?

� verdade, voc� tinha raz�o.

Aquele dia Sara me disse que n�o treinaria mais comigo.

Mas se engana em pensar que brigamos.

Porque...

sempre convers�vamos sobre tudo.

N�s nunca brig�vamos.

Aconteceu h� uns tr�s meses,

um dia voltei para casa e achei que ela n�o estivesse.

Eu tinha certeza que ela havia sa�do com o namorado.

Do contr�rio n�o teria entrado no quarto dela.

Eles estavam fazendo amor.

Eu fiquei chocado.

Fiquei envergonhado

e sa� correndo sem dizer nada.

Eu fiz com que ela se sentisse suja.

E a partir daquele dia, ela mudou.

Parou de sair,

quando n�o treinava, ficava no quarto estudando.

At� terminou com o rapaz, para demonstrar

que era uma boa garota, mas eu...

sabia muito bem que ela era uma boa garota.

Eu nunca tive coragem de tocar no assunto

e dizer que n�o havia nada de errado.

Voc� vai ach�-lo, n�o vai?

Vai encontrar quem a matou.

Eu vou.

Preciso sair, pode dar licen�a?

- Al�? - Andrea?

Me encontre no mercado do Castelli.

- Certo, j� estou indo. - Nos vemos l�.

Voc�s sempre vinham para c�? Nunca mudavam de lugar?

N�o.

At� no dia que Sara te pediu para lev�-la embora?

Sim.

Para onde sigo, direita ou esquerda?

Vire � direita.

Saia.

Quando Sara quis ir embora o que estavam fazendo?

Como assim?

Ainda estavam fazendo amor ou j� tinham terminado?

- Que pergunta � essa? - Responda.

Est�vamos fazendo amor.

Como?

No banco da frente ou no de tr�s?

N�o acho que sou obrigado a responder isso.

N�o � mesmo.

Mas creio que tamb�m quer descobrir quem a matou.

Eu puxava o banco para frente e fic�vamos no de tr�s.

Como?

Beleza.

N�o acho que Lombardi aprovaria.

Deixa eu me concentrar.

Quer compartilhar comigo ou vai guardar para voc�?

Algu�m os observava aquele dia.

Os espiava daqui.

Venha. Vamos dar uma olhada.

Aonde est�o indo?

Olhe l� embaixo.

Um carrossel.

Isto aqui � tartan.

Chame a Per�cia.

N�O PODE VISUALIZAR O PERFIL DE CHIARA, POIS N�O S�O AMIGOS

Paolo?

Sinto tanta falta da Sara.

Eu sei, eu tamb�m sinto.

DE MARTINA: ESTA � A �GUA

Como acharemos o bisbilhoteiro? Pode ser qualquer um.

N�o qualquer um.

Algu�m que era obcecado pela Sara e deu aquele batom.

- O batom n�o nos ajudou. - Agora temos outra informa��o.

Detetive, veja isto.

Como sabia que Sara e Castelli vinham para c�?

Ele os seguiu.

Encontraram res�duos de pele na unha da Sara,

temos o DNA do assassino.

Tamb�m temos o nome.

- Ol�, Sr. Damiano. - Ol�.

- Fique � vontade. - Obrigado.

Estaria disposto a se submeter ao teste de DNA?

O que s�o estas coisas?

� o resultado do teste de DNA ao qual seu irm�o se submeteu.

Vou resumir.

Diz que o assassino da Sara � o irm�o do Giancarlo.

Ou seja, o senhor.

O que voc�s disseram para ele?

A verdade.

Que sentia uma atra��o doentia pela sua sobrinha,

a seguia e espiava quando ia fazer amor na colina.

E aquele dia a levou ao mesmo lugar,

porque olhar j� n�o bastava.

E a matou porque ela disse n�o.

Essa n�o � a verdade.

Eu n�o sentia nenhuma atra��o doentia pela Sara.

Voc�s devem dizer ao meu irm�o exatamente como tudo aconteceu.

E como exatamente tudo aconteceu?

Por que deu este batom se n�o sentia atra��o por ela?

E por que espiava enquanto ela fazia amor com Castelli?

Nunca vi esse batom, eu n�o o dei para Sara.

� verdade, eu a segui,

mas foi s� uma vez, e n�o era para espi�-la.

Quando minha filha contou o que houve no mercado,

eu s� quis descobrir se era verdade.

Por isso segui os dois.

Depois decidi abord�-la

e disse que se ela n�o parasse de sair com o Castelli,

eu contaria tudo para o Giancarlo.

Ela disse que ia terminar com ele.

Voc�s devem dizer isso ao meu irm�o.

� essa a verdade.

Por que a matou?

Foi um acidente, eu n�o queria.

Eu estava voltando para casa,

passei pelo parque e vi Sara beijando um homem.

Mas n�o era o Castelli.

Eu parei o carro, sa� e o homem fugiu.

- E fiquei sozinho com ela. - Que homem?

- De quem est� falando? - Eu nunca o vi antes.

Ent�o eu fiz Sara entrar no carro

e disse que n�o ficaria mais calado.

Mas enquanto est�vamos no carro,

ela enlouqueceu.

Disse que se eu n�o contasse nada

faria comigo o mesmo que fazia com Castelli.

E eu perdi a cabe�a, ela era t�o bonita.

Mas quando chegamos l�

e ela se aproximou para me beijar,

eu a empurrei e sa� do carro.

Eu queria ir embora

queria escapar daquela tenta��o.

Mas ela come�ou a gritar

que contaria ao Giancarlo que eu...

tinha tentado violent�-la.

Ela gritava muito

e eu s� queria faz�-la parar.

Ent�o a empurrei, ela caiu e bateu a cabe�a.

Mas continuava me amea�ando.

Ent�o...

eu peguei aquela pedra...

S� queria que ela calasse a boca.

Ele est� mentindo.

Temos o DNA, temos a confiss�o.

- O que mais voc� quer? - A verdade.

Sara morreu por dizer n�o �s inten��es doentias do tio,

n�o por causa das mentiras que ele contou.

Mas por que ele mentiria?

O caso n�o est� encerrado.

A hist�ria que ele contou n�o muda a ess�ncia,

admitiu ter ocultado o cad�ver, despistou a investiga��o.

- Vai pegar a pena m�xima. - N�o me importa.

O juiz est� me atormentando, ele quer instruir o processo.

O chefe de pol�cia convocou a coletiva para amanh� cedo.

- Adie. - N�o! Chega!

Voc� achou o culpado, v� embora descansar.

Se provo que ele deu o batom, a hist�ria desaba.

- Voc� j� tentou. - Tentarei mais.

N�o!

Voc� n�o d� a m�nima para os pais da Sara.

Eles t�m o direito de saber a verdade.

Voc� tem at� o meio-dia, nem um minuto a mais.

� um trabalho in�til, j� retrocedemos seis meses.

Vamos continuar.

E se foi comprado em outra loja?

Uma vez comprei uma blusa para minha namorada,

como fiquei com vergonha que soubesse que paguei barato,

eu usei a sacola de outra loja.

REGISTROS TELEF�NICOS DE RENZO DAMIANO

Sim, eu fiz aquela liga��o.

Est�vamos preocupados porque...

Sara ainda n�o tinha voltado.

- Mas Renzo n�o atendeu. - Ele n�o podia atender.

Ele estava com a Sara.

Amor, v� para o seu quarto. Eu j� vou.

V�, querido.

E n�o tentou procur�-lo em casa?

Tentei.

Anna atendeu

e disse que tamb�m n�o sabia onde Sara estava.

E o senhor n�o quis falar com seu irm�o?

- Eu quis. - E o que Anna disse?

Que ele estava dormindo.

Renzo a viu com aquele homem e quis lev�-la para casa.

- Sara o provocou. - Ele mentiu para a senhora.

Para tornar seu crime menos horrendo.

E te transformou em c�mplice.

Ele confessou o que fez na mesma noite?

E juntos decidiram levar o cad�ver para aquele lugar?

M�e, aquele menino me empurrou.

N�o foi nada, j� passou. V� brincar com as crian�as.

Tem algu�m com quem possa deixar seus filhos?

S� tenho Rosa e Giancarlo.

Vamos fazer assim...

Se quiser, eu posso falar com Giancarlo.

Hoje a senhora procura uma solu��o

e amanh� me encontra na delegacia.

Obrigada.

V� ficar com seu filho agora.

Obrigada.

- Bom dia. - Bom dia.

- Ainda n�o foi trabalhar? - N�o e j� estou atrasada.

Quer um pouco de caf�? Acabei de fazer.

Obrigada.

- Voc� quer? - Sim, obrigada.

E Giacomo?

Sabe que dia � hoje, n�o?

� dia de visita.

Oi, m�e.

Oi, querido.

Veio de m�os vazias hoje?

- Nada de fotos? - Nada de fotos.

- Por qu�? - Voc� n�o precisa mais.

O recurso foi aceito, voc� sair� mais cedo.

Valeria sabe?

N�O MATAR�S

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