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N�o acredito que voc� n�o me reconheceu.
Sou o Michele, eu estudava com a sua filha.
Como est� a Elena?
Saia daqui!
- O qu�? - Vista-se e v� embora agora!
- Mas... - Eu mandei sair!
Voc� � inSana.
Socorro!
Algu�m me ajude!
Pare, por favor!
Meu Deus!
Fabiana. Fabiana, me d� sua m�o.
Meu Deus. Fabiana, segure minha m�o.
- Me d� a m�o. - Socorro.
Levante-se.
Vamos, levante.
Equipe inSanos apresenta:
Tradu��o e Sincronia: JuLima
Revis�o Final: LikaPoetisa
N�O MATAR�S 2� Temporada | Epis�dio 11
Voc� � um bosta.
- Um grande merda. - O que est� fazendo?
Sabe o que � isto? � o fim da sua carreira.
Usou a Viola para investigar o Menduni sem autoriza��o
enquanto estava suspenso.
Se agora ela corre o risco de n�o andar, a culpa � sua.
- Menduni n�o matou sua m�e. - N�o ouse, Giorgio.
Voc� fez isso s� para salvar sua pele.
Pois se Menduni � inocente, a assassina � minha m�e
e voc� teria raz�o, mas voc� errou as duas vezes
e eu procurarei o delegado e te denunciarei.
- Pode ir. - Voc� est� acabado!
- Suma daqui! - V� se foder!
O que houve?
Um caminhoneiro a encontrou na autoestrada para Alba
e estava sem documentos.
Levou quatro facadas no pulm�o direito
e morreu a caminho do hospital.
Por sorte o beb� se salvou.
A v�tima estava no nono m�s de gravidez.
O beb� sobreviveu por milagre.
Encontramos vest�gios de Atosibano no sangue dela.
� um rem�dio para retardar o parto.
Havia outra garota com ela, acabou de receber alta
e est� na delegacia com o Luca.
Oi.
Eu sou a Valeria.
Quer me dizer seu nome?
A garota que encontramos era sua amiga?
Estamos tentando descobrir o que aconteceu com ela
e tenho certeza que voc� pode ajudar.
O beb� est� bem.
Valeria.
Temos uma testemunha.
Ele tem um bar perto da autoestrada.
Ontem � noite a v�tima entrou no local
por volta da meia-noite para fazer uma liga��o.
Notou algo em particular?
Ela tinha um barrig�o e estava transtornada.
E continuava olhando para fora,
como se algu�m a seguisse.
N�o ouviu o que ela disse ao telefone?
Estava pedindo ajuda a algu�m.
Falava de um homem que a estava seguindo.
Ela estava em p�nico,
mas fugiu em seguida.
Tenho certeza absoluta que ela veio da comunidade.
Elas s�o todas inSanas.
A comunidade?
Sim.
� um lugar na regi�o, eles a ocupam h� uns 20 anos.
S�o pessoas estranhas, ningu�m sabe o que fazem.
Reconhece isto?
Reconhe�o. � o s�mbolo deles.
Sabe me dizer como chegar l�?
Sei.
Por que n�o recolheram os len��is?
Era a vez da Fabiana.
Mas hoje de manh� nem ela, nem a Elena estavam aqui.
Roberto.
As garotas est�o nervosas,
n�o sabemos onde est� a Elena.
- Voc� sabe onde ela est�? - N�o.
N�o sabe?
O que acontece se disserem alguma coisa?
Prenda os c�es, por favor.
Bom dia.
Lea, os c�es!
Desculpa, eles s� latem para estranhos.
Sou a detetive Valeria Ferro da Pol�cia de Turim.
Oi, Valeria.
O que podemos fazer por voc�?
Voc�s a conhecem?
Sim.
Precisam ir comigo � delegacia.
Filhas de Maat.
Chamam de culto sincr�tico.
Maat � a deusa eg�pcia da ordem c�smica.
S�o uma esp�cie de comunidade hippie,
n�o usam telefone, internet, nenhuma tecnologia.
Ele � Roberto Piastra.
Come�ou como fot�grafo de revistas porn�s.
Depois, nos anos 90, abriu uma livraria esot�rica.
E desde que abriu a comunidade, sumiu do mapa.
Voc�s pensam que fui eu?
Uma comunidade s� de mulheres,
uma garota gr�vida assassinada
e voc� � o chefe.
Onde estava ontem � noite?
No meu trailer, meditando.
Pode provar?
Fabiana teve uma vida dif�cil,
eu e Gabriella a tiramos da rua.
E a nossa foi sua �nica e verdadeira fam�lia.
Eu n�o tinha motivos para mat�-la.
Se ela estava t�o bem nessa fam�lia, por que fugiu?
N�o.
As garotas s�o livres para irem embora.
Ningu�m foge.
Como essa hist�ria termina com Fabiana assassinada
no meio do campo?
Tem gente estranha rondando a comunidade.
O que quer dizer?
H� dois meses, vi um homem se masturbando,
ele estava atr�s de uma �rvore,
espiando e fotografando as garotas.
Por que n�o deu queixa?
Eu dei, pode verificar.
Eu te imploro,
ache quem matou a Fabiana e o beb�.
O beb� est� vivo.
Voc� sabe de quem �?
N�o.
Agora n�o tem ningu�m, n�s abrimos mais tarde.
Voc� a conhece?
� a Fabiana.
Ela � amiga da minha filha Sofia.
Mas faz uns dois anos que n�o a vejo.
Foi uma fuga.
Minha filha trabalha aqui como gar�onete
quando est� a fim.
Posso falar com ela?
O telefone dela est� desligado desde cedo.
Por qu�?
� por causa daquela vadia?
Fabiana foi morta a facadas esta noite.
Descobrimos que antes de morrer, ela ligou para c�.
Voc� pode verificar?
Voc� tem raz�o.
Tem uma liga��o atendida de ontem � noite.
Mas n�o fui eu que atendi,
deve ter sido minha filha.
Quando falar com a Sofia, me avise.
N�o me importa, n�o farei isso.
Sim, eu assumo a responsabilidade.
Se ele encher o saco, mande me ligar.
Mudou de ideia?
Sim.
Sou eu.
Aconteceu alguma coisa?
Pegue.
Oi, Elena.
Trouxe algu�m para te ver.
Ela est� morta.
Por que saiu com a Fabiana ontem � noite?
Conte para ela, Elena. Por que voc�s sa�ram?
Eu n�o sa� com ela,
s� a encontrei depois.
Ouvi os c�es latindo e acordei.
Estava tarde e ela n�o estava na cama.
Eu fiquei preocupada
e sa� para procur�-la.
Voc�s eram muito amigas?
Elas eram insepar�veis.
Eu perguntei para ela.
Por que ela fugiu?
Ela n�o fugiu.
O que o Roberto fazia com voc�s, Elena?
Nada.
Pare com isso.
Confie em mim, n�o te acontecer� nada.
Foi o Roberto, n�o foi?
Ele a matou porque ela queria fugir da comunidade.
Voc� n�o pode dizer isso porque n�o � verdade.
Por que n�o a deixa falar?
Quero ir embora.
Ou�a, Elena...
Tem uma pessoa te esperando.
Quem?
Elena � menor de idade e deve ficar com a m�e, � a lei.
Voc� precisa ser forte.
Amor. Meu amor.
Meu amor. Como voc� est�?
Veja o que eu trouxe, sua blusa favorita.
N�o sou mais crian�a.
N�o quero ir embora com ela.
Eu n�o quero.
Voc� � menor de idade. Sou sua m�e, deve vir comigo.
Voc� nunca foi minha m�e.
Elena!
Deixe as duas a s�s um pouco.
Vamos entrar.
O que eles fizeram com ela?
Estamos tentando descobrir.
H� quanto tempo n�o a v�?
J� faz dois anos.
Ela viajou para Berlim e n�o voltou mais.
A verdade � que fiz tudo errado com ela.
A culpa � minha.
Leve-a para casa.
Vamos, Gabriella.
- Gabriella! - Gabriella!
- Quando a Fabiana vai voltar? - Eu n�o sei.
Hoje a pol�cia esteve aqui, eles querem nos levar embora?
- Cale a boca. - Ningu�m vai lev�-las embora.
Fabiana est� morta.
Ela morreu
porque decidiu sair daqui.
E l� fora s� encontrou �dio, raiva e viol�ncia.
Se alguma de voc�s
decidiu fazer a mesma coisa,
saibam o risco que correm.
Voc�s s�o mulheres.
� bom que saibam
que enquanto estivermos juntos, nada acontecer�.
Aqui estamos seguras.
Este � o Sr. Pellegrini, que Roberto denunciou
por praticar ato obsceno em lugar p�blico.
- Eu n�o fiz nada. - Mas o GPS do seu carro
mostrou que estava perto da comunidade ontem � noite.
Este � o cart�o da m�quina fotogr�fica.
Eu te disse, aquele cara � um pervertido.
Mas a parte interessante vem agora.
Voc� deu azar.
Disse que passou a noite no trailer, meditando.
Por que mentiu para mim?
Ontem � noite, a Fabiana saiu,
quando vi que estava ficando tarde,
sa� para procur�-la, mas n�o a encontrei.
Poderia ter me contado antes.
Ou�a...
Ao inv�s de insistir comigo, por que n�o cuida do fulano?
Porque a Fabiana fez uma liga��o de um bar
e aquela hora "o fulano" j� estava em casa.
Voc� a matou?
N�o. N�o matei.
Teria sido um fracasso, n�o?
Uma garota que te abandona.
Como explicaria para as outras?
Claro.
Voc�s sempre sabem tudo.
Voc�s t�m suas pequenas verdades de merda
e s� enxergam isso.
Ent�o me diga a verdade.
Eu amei a Fabiana mais que tudo no mundo.
Jamais a machucaria.
O filho � seu.
Sim.
Por que n�o me disse?
Voc� n�o compreenderia.
Sua companheira sabe?
Eu e a Gabriella n�o temos segredo.
Consiga uma amostra de sangue para o exame de DNA.
Novidade da comunidade?
Nenhuma das garotas viu nada,
mas achamos vest�gios recentes de um acidente
na estrada que leva � comunidade.
Eu mandei as partes para a Per�cia,
talvez a gente descubra o modelo do ve�culo.
Voc� disse que se chama Sofia?
Sabedoria...
em grego.
Sabe o que dizia Aldous Huxley?
"Voc�s conhecer�o a verdade
e a verdade os deixar� loucos."
Voc� tem certeza que quer conhecer a verdade?
O que a pol�cia te disse?
N�o estamos mais seguros aqui.
Ent�o vamos embora.
Voc� e eu.
Vamos recome�ar em outro lugar.
N�o podemos abandon�-las. Voc� sabe disso.
- N�o. - Por que n�o?
Porque � imposs�vel.
Quem � a garota nova?
Se chama Sofia.
Disse que quer um lugar.
Mas n�o creio que veio num bom momento.
- Sofia. O que est� fazendo? - Vamos embora.
H� anos falamos sobre isso, agora � a hora.
N�o voltarei a trabalhar num fast-food.
Fabiana me ligou ontem � noite, ela estava em p�nico.
Eles a mataram, acha que Roberto n�o est� envolvido?
Voc� n�o sabe nada sobre n�s.
Sofia, venha.
Vi que se escondeu quando a pol�cia chegou.
Do que voc� est� fugindo?
Do meu pai.
Estou procurando um lugar onde ele n�o me encontre.
Diga a verdade, Sofia. Aqui n�s dizemos a verdade.
Esta � a verdade.
Aquele desgra�ado s� sabe me bater.
N�o, n�o.
Mas se n�o me quer aqui, eu vou embora.
N�o. Me d� seu telefone.
Por qu�?
Me d� o telefone.
Se quer ficar aqui,
deve renunciar a tudo que h� l� fora.
Venha comigo.
Lea! Licia!
Esta � a Lea, hoje voc� dormir� com ela.
Nos vemos amanh�.
Eu n�o quero ficar aqui.
Esta n�o � a minha vida, consegue entender?
Voc� lembra disto? Foi a minha primeira comunh�o.
Onde voc� estava? Eu te digo, numa audi�ncia em G�nova.
E esta da final da competi��o,
voc� estava em M�naco, viajando a trabalho.
Fiz tudo isso por voc� e voc� me deixou sozinha.
Foi voc� que me deixou sozinha...
mam�e.
- Oi. - Oi.
Preparei o jantar.
Eu sei que posso fazer melhor.
Obrigado.
Novidades?
N�o.
Voc� falou com o Lombardi?
E por que pergunta?
Passei o dia pensando no que aconteceu de manh�.
Tem certeza que quer entrar em guerra com ele?
N�o estou a fim de falar sobre isso.
Eu n�o faria isso.
Disse que n�o quero falar sobre isso.
- Eu s� disse que n�o faria. - Certo, vamos conversar.
Vamos estragar o jantar.
Minha irm� corre o risco de ficar paral�tica
porque aquele babaca a usou para cobrir seus erros.
O que voc� faria?
Valeria, sua irm� nem sabe quem � voc�.
- Por que est� dizendo isso? - Deixa pra l�.
N�o, n�o.
- Esque�a. - N�o, me explique.
Diga-me o que devo fazer.
Se denunci�-lo ser� porque o odeia pelo que te fez
e talvez tenha raz�o, mas n�o venha me dizer
que est� fazendo pela sua irm�, certo?
Se gostasse da sua irm�, se preocuparia
em estar ao lado dela e n�o em brigar com ele.
- J� terminou? - Sim, terminei.
- Bom apetite. - Obrigado.
Amor?
Amor.
Pode vir comigo a um lugar?
Giorgio.
- Anna, como vai? - Tudo bem.
Elena, � um prazer te ver.
- A sala de consultas � por ali. - O que significa isso?
� s� uma consulta para ver se est� tudo bem.
- Eu n�o vou a lugar nenhum. - Elena!
Voc� vai e ponto final.
N�o, Luca, eu n�o mudei de ideia.
Prometi ao Arturo que conversar�amos no almo�o
que agora virou um jantar, mas vou convenc�-lo.
Est� certo. Nos vemos � noite. Tchau.
- Giorgio. - Anna.
Os exames mostraram que est� tudo bem.
Mas tem uma coisa que deve saber.
Existem sinais evidentes de um parto.
Elena teve um filho.
Pietro Cognetti, veterin�rio.
Chegamos nele pelos destro�os do acidente.
Na noite do homic�dio ele foi ajudado na estrada.
- Voc�s revistaram o ve�culo? - Sim, e encontramos isto.
Havia mais frascos deste no ambulat�rio.
Serve para retardar o parto.
Posso saber o que querem de mim?
Atosibano.
N�s o encontramos no seu ambulat�rio.
E tamb�m havia vest�gios dele no corpo da v�tima.
N�o entendo.
Por que aplicou a inje��o na Fabiana?
N�o conhe�o nenhuma Fabiana.
N�s estamos com o seu furg�o.
N�o vai demorar para acharmos res�duos org�nicos da garota.
Por que aplicou a inje��o?
Pois ela n�o queria que o filho nascesse na comunidade.
- Voc�s se conheceram l�? - Sim.
Num semin�rio de medita��o aberto ao p�blico.
Voc�s estavam envolvidos?
N�o, ela s� queria falar com algu�m de fora.
E para mim, isso bastava.
O que aconteceu ontem � noite?
Eu a convenci a ir embora.
Durante a �ltima medita��o, n�s combinamos tudo.
Deixei o rem�dio com ela para o caso
de entrar em trabalho de parto antes do dia da fuga.
Mas quando sa�mos de l�,
ela mudou de ideia, ficou com medo.
Dizia que Roberto a encontraria.
Ela colocou a m�o no volante e fez o carro derrapar.
Eu desmaiei
e quando acordei, ela n�o estava mais l�.
Eu n�o a matei.
Licia. Licia!
Licia, olhe para mim. Voc� est� bem?
Licia!
- Oi. - Onde est� a Sofia?
- Onde est� a minha filha? - Ela n�o quer te ver.
- Papai! - Onde est�?
Que diabos est� fazendo? Solte ele!
- Mandei soltar! - Sofia.
N�o encha meu saco!
O que acha que vai ensinar para ela agindo assim?
- Babaca, ela � minha filha. - Solte ele!
Voc� n�o tem nada a ver conosco.
Tudo bem. Ou�a...
Eu te conhe�o, certo?
O que houve? Voc� � uma v�tima?
Est� cheio de �dio e raiva, o que voc� tem?
Aqui n�s somos livres, entende? Livres para escolher.
Sofia agora � uma mulher, voc� consegue ver?
Quer arrast�-la para casa?
Voc� sabe que ela vai fugir de novo.
Seja esperto.
Deixa que ela decida.
Sofia.
Fui um imbecil, eu sei que errei,
mas n�o posso ficar sem voc�.
Certo. Deixe ela tomar a decis�o.
Eu vou ficar.
Foi voc� que avisou o pai da Sofia?
Por qu�?
Porque n�o... Eu n�o gosto dela.
Voc� n�o gosta dela?
Est� com ci�mes
porque ela � mais nova que voc�.
Ela � nova sim, mas � uma puta.
Uma puta?
E voc� n�o lembra o que n�s �ramos?
Ent�o ela � a puta.
N�o quero olhar para isso.
Vem c�.
Venha.
Voc� ainda � a minha princesa.
- N�o � mesmo? - Sou.
� mesmo?
Sim.
Ent�o demonstre.
Demonstre para mim.
Licia.
Beba.
- O que � isto? - Ayahuasca.
Serve para te purificar.
Preciso te mostrar algo. Venha comigo.
Isso.
Voc� o reconhece?
- J� o viu com a Fabiana? - N�o.
Voc� tem certeza?
Ela disse que n�o, por que insiste?
O que ele fez com voc�?
N�s fomos at� l� � noite, depois que escureceu.
N�o fomos ao hospital porque eles pedem documentos.
Havia gaiolas com c�es e gatos.
Eles olhavam para mim.
Eu fiquei com medo.
O m�dico me deu anestesia e mandou contar at� 10.
E o beb�?
Nasceu morto.
Era do Roberto, correto?
O meu beb�...
Amor, por que n�o me contou?
Por qu�?
Porque voc� n�o estava por perto.
O que voc�s faziam com os beb�s?
Quais beb�s?
- Quero falar com um advogado. - Depois voc� fala.
O que houve com os beb�s que voc� fez o parto?
N�o sei do que est� falando.
Posso intimar todas as garotas da comunidade,
as que foram ao seu consult�rio, te reconhecer�o.
Quantos voc� ajudou a nascer?
Quantos?
N�s fizemos tr�s vezes.
Fabiana teria sido a quarta.
O que aconteceu com os beb�s?
Roberto � muito mais perigoso do que parece.
Abra aquela gaveta.
- � da Fabiana. - Sim.
Agora � seu. Venha.
Vem c�.
N�o...
N�o, n�o.
Voc� fez o mesmo com a Fabiana?
Ela n�o queria, por isso voc� a matou.
Solte-me!
Est� me machucando.
Est� me machucando.
Solte-me.
Solte-me!
Corra, Sofia! Fuja daqui!
N�s n�o precisamos dela!
Licia! Licia!
Corra!
Socorro!
Ajude-me!
Cheguei.
Eu fiz compras, vamos cozinhar juntas?
Elena!
Pode vir voc� tamb�m.
Achamos este celular no seu trailer.
Est� no nome da esposa do Cognetti
ele te ligou ap�s o acidente.
Ele confessou.
E tamb�m confessou todo o resto.
As garotas sabiam?
Sabiam.
Mas nem todas aceitavam.
Para a Elena eu disse que o beb� tinha morrido.
Explique direito.
Como conseguiu convencer as m�es a darem os filhos?
N�s somos contra o aborto.
Eu salvei a vida daqueles beb�s.
Nenhuma delas queria um filho.
N�o, voc� n�o salvou a vida de ningu�m.
Voc� abusou delas,
fez sexo com garotinhas para vender os rec�m-nascidos.
- Voc� precisar� provar isso. - Setenta mil euros cada beb�.
Aproveitou daquelas pobres garotas
e de casais que n�o podem ter filhos.
Como se sente? Em harmonia com o universo?
Fabiana morreu por isso.
Ela tentou fugir enquanto voc� e Cognetti
a levavam para fazer o aborto.
- N�o. Eu n�o estava com ele. - Ent�o onde estava?
Onde estava?
Quando a Fabiana entrou em trabalho de parto,
eu liguei para o Cognetti.
Quando ele chegou, deixei que a levasse.
Eu n�o podia deixar as garotas sozinhas � noite.
Quando ela viu o Cognetti entendeu tudo.
Entendeu o qu�?
Entendeu que dar�amos o beb�.
Por nove meses eu garanti que ficar�amos com ele.
Ela se sentiu tra�da.
Eu amava a Fabiana
mais que tudo no mundo.
E aquele teria sido o primeiro filho de verdade
da nossa fam�lia, entende?
E por que mudou de ideia?
Gabriella concordou em ficar com o beb�?
Caralho!
Caralho, n�o!
Que merda!
Eu n�o sabia.
N�o sabia.
Quando...
Quando Cognetti ligou ap�s o acidente,
eu e Roberto fomos procurar a Fabiana.
Eu a encontrei, ela estava transtornada.
Ela disse que era culpa minha
se o Roberto tinha mudado de ideia.
Ela queria ter o beb� e convencer o Roberto
a ficar com ela, queria roubar o meu lugar.
Do contr�rio, contaria tudo o que faz�amos na comunidade.
Eu tinha uma faca comigo,
sempre tenho uma por perto.
Eu a agredi.
Depois quando vi a Elena chegar,
eu fugi.
Roberto me fez acreditar
que a comunidade era a nossa fam�lia.
E as meninas eram nossas filhas.
Mas ent�o um dia,
ele come�ou a olh�-las com outros olhos.
E eu fingi que n�o via.
Eu o deixei fazer tudo.
Foi a senhora que decidiu vender os beb�s?
Sim.
Eu n�o pude ter filhos.
Eu falei com a Valeria.
- E ent�o? - Ela n�o vai te denunciar.
Preste aten��o,
fiz isso s� porque n�o quero que ela se torture
enquanto n�o vir � tona toda a verdade sobre Menduni.
Justo.
Ent�o voc� me deve um favor.
O que voc� quer?
De hoje em diante trabalharemos juntos.
O que voc� tem?
Aquela mo�a...
a filha do Menduni.
Viola.
Ela est� no hospital,
est� muito mal.
E eu...
sinto que devo estar perto dela.
Como assim estar perto dela?
� a filha do homem que...
Voc� sabe, n�o?
Trinta anos atr�s
quando a mam�e fugiu do Menduni
para vir a Turim,
ela estava gr�vida de mim.
Quando voc� descobriu isso?
Quando o prendi.
N�o se aproxime.
Por que n�o me disse antes?
Porque n�o era o momento.
- N�o era o momento? - N�o, n�o era, Giacomo.
- N�o encoste em mim. - N�o...
N�O MATAR�S
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