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Temos um ouvinte de P�dua que nos faz notar
que � preciso distinguir o uso, do abuso de �lcool.
Mas isso dissemos na abertura, o uso de �lcool, se moderado,
� um �timo h�bito italiano,
mas �s vezes excedemos...
Vai embora assim?
Imagino que comece outra longa batalha,
outro ano para combater o abuso de �lcool
e tudo aquilo que comporta na nossa vida e na sociedade.
At� logo e bom trabalho.
Interrompemos a transmiss�o para uma edi��o extraordin�ria
do nosso telejornal.
Enquanto prosseguem as investiga��es
sobre a morte do pequeno Matteo Nardi,
um elemento inesperado complicou o caso.
Parece que esta manh�, o tio da v�tima
sequestrou o irm�o mais velho do pequeno Matteo, Simone Nardi.
A pol�cia monitora a regi�o
em busca do esconderijo.
Continuem sintonizados para novas informa��es.
Al�?
Equipe inSanos apresenta:
Tradu��o e Sincronia: JuLima
Revis�o Final: LikaPoetisa
N�O MATAR�S 2� Temporada | Epis�dio 4
Viola.
Viola.
Viola.
Bom dia, sou o delegado Lombardi.
Seu marido me deu o endere�o.
Meu ex-marido, mas se � sobre meu pai,
pode falar diretamente com o advogado.
N�o, preciso falar com voc�. S� alguns minutos, por favor.
- Pode entrar. - Obrigado.
Eu deveria avis�-la primeiro, mas preferi vir at� aqui
porque queria fazer algumas perguntas
sobre o dia do desaparecimento de Lucia Ferro.
Naquela manh�, voc� ligou v�rias vezes para o seu pai.
Sim, mas ele n�o atendeu nenhuma das vezes.
Por que estava procurando por ele?
Pois havia um problema com as lembrancinhas
queria que ele passasse na loja. Porque eu n�o podia.
E de onde estava ligando?
Do celular.
Eu sa� bem cedo e voltei na hora do almo�o.
E seu pai estava em casa?
N�o. Ele chegou depois.
Estava com a Sandrina resolvendo uns compromissos
e tinha esquecido o telefone aqui.
Veja...
Este � o hist�rico telef�nico.
Esta � a �ltima liga��o recebida e veio do telefone fixo da casa.
Foi voc� quem ligou?
Sim, meu celular tinha descarregado.
Mas por que est� fazendo todas essas perguntas?
Eu queria apenas tirar uma curiosidade.
Para mim � o suficiente. Desculpe por incomod�-la.
At� logo. Muito obrigado.
Ap�s quanto tempo voc�s foram procurar o Simone?
Cinco ou dez minutos no m�ximo.
O tempo de me trocar, eu desci e ele tinha sumido.
O vizinho viu o carro do Sr. Alessi
por volta das 16h30.
O homem que viram na dire��o
bate com a descri��o de Jacopo Nardi.
Informe a todas as viaturas a placa e o modelo do carro.
E tamb�m envie uma foto do Jacopo.
Desculpem-me, vim o mais r�pido que pude.
- O que aconteceu? - Simone foi sequestrado.
Acreditamos que agora esteja com Jacopo Nardi.
Com licen�a.
Irene, amor. Mas n�o � poss�vel.
- Fique a� que j� estou indo. - O que foi?
Um acidente. Preciso ir.
- Eu te acompanho. - Pai, fique aqui. Eu vou.
Obrigado.
- Tenha cuidado. - Pode deixar.
Te espero na delegacia.
Obrigado.
- Ela apareceu do nada. - Irene, como voc� est�?
- Estou bem. E o Simone? - Ainda sem not�cias.
Leve-me para casa.
Vamos lev�-la ao hospital.
For�a, vamos.
Detetive, pode acompanh�-la? Vou ficar e cuidar do carro.
Te ligo quando chegarmos no pronto-socorro.
- Socorro! Me ajude! - Calado! Fique quieto!
Voc� precisa ficar calado! Calado!
Eu fiz tudo errado.
Se tivesse sido menos cega,
Matteo e Simone estariam aqui.
Ele tinha ido comprar o rem�dio certo.
O que quer dizer com isso?
Quando prenderam meu esposo,
a pol�cia disse que ele matou o Matteo e depois foi � farm�cia
comprar o Accolate para criar um �libi.
Mas Ettore n�o sabia do Accolate.
Matteo mudou de rem�dio recentemente
por causa de uma alergia.
E se Ettore sabia � porque precisou perguntar para ele.
- Podemos come�ar a tomografia. - Obrigada.
Vou esperar aqui.
N�o se preocupe.
Obrigada, detetive.
Valeria.
Essa...
hist�ria do rem�dio do Matteo,
voc� contou para algu�m?
Dos meus colegas, quero dizer.
N�o.
N�o tive tempo,
porque o Jacopo tinha acabado de fugir e depois...
houve o sequestro.
Obrigada, Irene.
Agora v� descansar, qualquer novidade, eu aviso.
V� se foder!
Eu vou te desamarrar.
Mas voc� deve se comportar.
N�o, n�o.
N�o, n�o, n�o.
Valeria...
Conseguimos, Ettore Nardi falou, vamos pegar o desgra�ado.
Ele indicou quatro lugares aonde o irm�o pode ter levado Simone.
Voc� vem conosco?
N�o. Ainda n�o estou pronta.
Preciso me readaptar um pouco.
Eu j� vou.
Tem certeza?
Prefiro ficar aqui.
Eu trouxe o laudo da aut�psia para voc�.
Obrigado.
Se mudar de ideia, me ligue. Fa�o algu�m vir te buscar.
Tchau.
Detetive, estou feliz que voc� esteja aqui.
O que escreveu para o seu irm�o nesta mensagem?
Quem � voc�?
Sou a detetive Ferro, est� certo?
O que escreveu para o seu irm�o nesta mensagem?
Que estava indo � farm�cia.
Queria que ele viesse para n�o deixar Matteo sozinho.
Foi por isso que ligou para ele antes?
Matteo estava tendo um ataque de asma violento,
durante a fuga, ele perdeu o inalador.
E eu queria que meu irm�o fosse � farm�cia,
mas como ele n�o respondeu...
Eu mesmo fui.
Ent�o por que n�o atendeu quando seu irm�o ligou de volta?
N�o lembro, talvez j� estivesse na farm�cia.
- Sem telefone? - N�o sei, eu n�o lembro!
Meu filho estava sufocando na porra daquele quarto.
O quarto foi alugado no nome do seu irm�o.
Sim.
Claro, meu irm�o � um cliente habitual.
Pensei que usando o nome dele,
a pol�cia levaria mais tempo para nos achar.
Seu irm�o sabia das suas inten��es?
Sabia.
E como ele reagiu?
Pareceu tenso, preocupado?
Meu irm�o...
� diferente.
Ningu�m pode compreender o que ele realmente sente.
Ningu�m.
Mas voc� acha que foi ele, n�o acha?
Sr. Nardi, voc�...
tem inimigos?
Algu�m que possa estar bravo com voc�?
- Por que faz essa pergunta? - Apenas responda.
A fam�lia da minha esposa nunca me suportou.
Inclusive Barbara Alessi?
O que est� havendo, Barbara?
Por que Jacopo raptou o Simone
se n�o foi ele que matou o Matteo?
Pois o Simone agora � o �nico que pode acusar o Ettore.
Os Nardi n�o s�o pessoas normais.
Est�o dispostos a tudo para se defenderem.
Vamos.
Espere, espere.
N�o sei se aguenta mais de uma pessoa.
Calado.
Quieto. Precisa ficar calado.
O que � isso?
S�o vozes.
E ent�o?
Nada.
Socorro!
- Socorro! - Vem c�!
- Algu�m me ajude! - Calado!
Venham, eles est�o aqui.
Socorro!
Meu irm�o n�o fez nada.
Agente!
Agente Alessi...
Est� tudo bem, Simone.
Simone.
Amor.
Quero saber o que fez da hora que seu irm�o te ligou
at� o homic�dio do Matteo.
Seu irm�o te ligou v�rias vezes, o que ele queria com voc�?
Foi por causa da asma.
Matteo estava sozinho
e fui at� l� por causa da asma.
O que aconteceu depois?
Ettore n�o estava l�, ele n�o estava.
- Ent�o entrei no quarto. - E encontrou o Matteo.
N�o, n�o. Matteo n�o estava l�.
A porta...
estava aberta e n�o havia ningu�m.
Quero saber por que sequestrou seu sobrinho.
Voc� prendeu um garoto de 10 anos
por 12 horas num silo.
Quero saber que diabos voc� fez!
Eu, eu... n�o, n�o.
Queria calar a boca dele de uma vez por todas?
N�o. Eu queria a verdade!
Ele deveria dizer a verdade! Eu s� quero a verdade.
- Pare com isso! - A verdade.
Chega, pare com isso!
- Deve dizer a verdade! - Basta, chega!
Chega, basta.
A verdade...
A verdade.
Andrea?
N�o, estou na estrada do motel Crystal.
Detenha Barbara Alessi, depois te explico.
Eu j� estou indo.
- Posso saber o que houve? - Onde est� Barbara Alessi?
N�o est� aqui. Mandei esperar, mas n�o adiantou.
Por qu�?
Preciso falar com ele.
Voc� estava patrulhando com a agente Alessi
quando Matteo foi encontrado, correto?
Sim, n�s est�vamos juntos.
Conte-me como foi.
Est�vamos patrulhando os campos pr�ximos � rodovia.
Num determinado momento, n�s paramos e o avistamos.
Ele estava deitado de bru�os
no arrozal atr�s do motel Crystal.
E foi voc� quem o avistou?
N�o, foi a Barbara.
Ele estava do lado dela. Por que quer saber?
Qual a liga��o da Barbara com tudo isso?
O que houve depois?
Recebemos um chamado do r�dio.
Ettore Nardi tinha sido visto na farm�cia da cidade.
Quando chegamos ele ainda estava l�.
N�s o prendemos e voltamos ao motel.
Voc�s voltaram juntos?
- Voc�s voltaram juntos? - N�o.
Barbara me deixou com os outros.
Eu s� a revi quando voltei ao motel.
Voc�s j� tinham chegado.
E onde acharam as botas?
Na lixeira.
E como foram parar l�?
Voc� declarou que achou as botas na lixeira,
ent�o como tamb�m achamos as digitais da Barbara?
Foi ela que colocou as botas naquela lixeira.
N�o � mesmo?
Voc�s estavam juntos?
Eu estava com outros agentes escoltando o Ettore.
S� descobri depois.
Como?
Achei suspeito quando ela n�o contou do inalador.
N�s o achamos na estrada para o motel.
Foi assim que encontramos o Matteo.
Quando seu colega perguntou, ela n�o disse nada.
Ela ficou em sil�ncio e eu entendi tudo.
Eu a abordei e ela confessou.
Foi ela que colocou as botas na lixeira.
Sabe que se ela n�o tivesse pego as botas erradas
voc� teria ajudado a condenar um inocente?
Pode deixar seu distintivo com o meu colega.
J� estava com saudades de mim?
Voc� voltou.
O que est� fazendo?
Al�? Aqui � a agente Barbara Alessi.
Estou fora do trailer de Manlio Carbone
e estou ferida.
Por que voc� o matou?
Foi ele que matou o Matteo.
O que quer dizer com isso?
Manlio era zelador da escola,
nos conhecemos quando fui buscar Matteo e Simone.
Eu fiz umas pesquisas.
Quando jovem, ele foi afastado de uma escola de Turim.
Ele nunca foi acusado de nada,
mas os pais dos alunos exigiram que fosse demitido.
Suspeitavam que ele abusava das crian�as.
Coloquei meus sobrinhos nas m�os dele sem perceber.
Ent�o decidi abord�-lo.
Mas ao citar o nome do Matteo, ele me agrediu.
N�s lutamos, ele pegou a faca e eu atirei.
Eu precisei atirar.
Foi voc� quem colocou as botas dentro da lixeira, correto?
O agente Galli confessou.
Ficar em sil�ncio ser� in�til.
Sim.
Fui eu.
Por que voc� odeia tanto o Ettore?
Foi ele quem fez isto em mim.
Eu era uma crian�a,
por�m estava apaixonada,
loucamente apaixonada.
Ettore me convidou para um baile.
Era uma noite de S�o Louren�o.
Era estranho porque...
ele nunca tinha olhado para mim.
Mas eu estava feliz.
Tinha passado a tarde me arrumando.
Mas quando eu e minha irm� chegamos,
rapidamente entendi por que ele tinha me convidado.
Era a Irene que ele queria.
Eu fingi que estava passando mal
para que ele me levasse embora.
Mas Ettore tinha bebido demais.
O carro saiu da estrada, sofremos um acidente horr�vel.
Ele e a Irene sa�ram ilesos
e eu com isto aqui.
Oi, Simone.
Eu me chamo Valeria.
Sou policial, sabia?
Como a sua tia.
Preciso da sua ajuda.
Quer ver uma foto comigo?
Voc� conhece este homem?
Foi ele que te machucou?
Obrigada, Simone.
Ent�o ele confessou?
Infelizmente quando chegamos ele j� estava morto.
A �ltima pessoa a v�-lo vivo foi sua irm�.
Eles estavam envolvidos.
N�o sabia?
N�o.
Eu n�o fazia ideia.
Acha que minha irm� sabia que o Manlio...
Ela me disse que n�o.
Guido, tem um segundo?
O que est� fazendo aqui? Voc� est� suspenso.
N�o � boa ideia aparecer no tribunal.
- S� preciso de um segundo. - Pode falar.
E isto? Como conseguiu?
S�o documentos confidenciais.
Menduni afirmou que fez tudo sozinho, certo?
Ele sequestrou Lucia Ferro, a matou e ocultou o cad�ver.
E com o rastreamento telef�nico tivemos a confirma��o, correto?
E se o telefone n�o estivesse com ele?
Se algu�m tivesse pego de prop�sito?
Aquele dia a filha ligou v�rias vezes,
mas ele n�o atendeu.
Ele estava se livrando do cad�ver de uma mulher.
Talvez sim ou talvez n�o.
Ele disse para a filha que esqueceu o celular em casa,
mas n�s sabemos que o telefone se moveu.
�s 12h40, vemos que estava na casa,
mas �s 12h55, algu�m ligou para o celular
usando o telefone fixo e ningu�m atendeu.
Tudo isso j� consta nos autos, n�o est� dizendo nada de novo.
Foi a filha que fez aquela liga��o.
Ela chegou em casa,
n�o achou o pai e ligou para ele.
Foi ela mesma que me disse.
Vamos ver se entendi...
voc� interrogou uma testemunha enquanto est� suspenso?
Ent�o voc� quer mesmo ser demitido?
Foi ela que fez a liga��o.
�s 12h55, o celular do Menduni estava em casa, mas ele n�o.
Aquele telefone se moveu sozinho.
N�o foi ele que matou Lucia Ferro.
Eu j� entreguei os autos h� um m�s.
A investiga��o est� encerrada
e daqui a 10 dias, sair� a senten�a.
Guido...
eu n�o errei 18 anos atr�s.
Eu forcei uma prova, admito, mas n�o errei o assassino.
Giorgio, chega. Acabou.
Fa�a as pazes com essa hist�ria.
- Tchau. - Guido.
Voc� precisa ouvir as testemunhas outra vez.
� importante.
Irene, voc� est� a�?
O que est� fazendo?
Eu esperava que ele se abrisse comigo,
mas n�o se abriu.
Deixe-me tentar.
Sou eu, o vov�.
Oi.
Os agentes os escoltar�o at� sua casa e ficar�o vigiando.
- Voc�s n�o podem sair da casa. - Posso ver meu filho?
A ordem de restri��o ainda est� em vigor, Sr. Nardi.
E ter� que responder pelo sequestro dos seus filhos.
Podem ir.
Quem foi, detetive?
Quem matou o meu filho?
Eu tenho o direito de saber.
Simone indicou Manlio Carbone como respons�vel pela viol�ncia.
Ele era o zelador da escola dos seus filhos.
Ele morreu hoje de manh�, sua cunhada chegou antes de n�s.
O que voc� acha?
Voc� investigou Manlio Carbone?
Sim, a diretora da escola que o afastou
confirmou que suspeitavam dele.
- Onde voc� esteve? - No motel Crystal.
Barbara n�o s� plantou provas falsas contra Ettore,
mas tamb�m contaminou a cena do crime.
Um ferro do aquecedor foi removido
ap�s a coleta de evid�ncias da Per�cia.
- N�o entendo por qu�. - Para acobertar o assassino.
A primeira vez que fui ao motel, me machuquei perto da janela.
Talvez o assassino tenha feito a mesma coisa.
Talvez houvesse marcas de sangue naquele ferro.
Ent�o se n�o acobertava Manlio Carbone,
quem acobertava?
Simone...
Simone, meu amor.
O que foi?
Amor...
Olhe para mim. O que houve?
Fique calmo.
N�o, Jacopo, n�o!
Papai!
Papai!
Estamos livres.
Estamos livres.
Por que fez isso?
Porque ele era um homem malvado.
Ele me machucou muito.
Bruno fez com voc� o mesmo que fez com o Simone?
Desculpa, pai.
N�o queria que ficassem bravos com voc�.
Eu te amo.
Eu tamb�m te amo.
E agora est� tudo acabado. Tudo.
Estou aqui com voc�.
V� ficar com sua m�e.
Por favor, Sra. Nardi.
Voc� sempre soube do papai, n�o � mesmo?
Irene, eu...
Est�o levando Jacopo Nardi para Turim.
Eu tamb�m estou indo, voc� vem comigo?
- Ei. - Oi.
N�O MATAR�S
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