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- O que foi? - Fique a�.

Al�?

N�o. Ainda n�o achamos nada.

Eu te ligo.

Est� certo. Tchau.

Agora eles v�o ach�-lo, voc� vai ver.

Eles v�o ach�-lo.

Amor...

N�o tem problema.

Equipe inSanos apresenta:

Tradu��o e Sincronia: JuLima

Revis�o Final: LikaPoetisa

N�O MATAR�S 2� Temporada | Epis�dio 3

- Como voc� est�? - O que est� fazendo aqui?

Podemos mudar de pergunta ao menos por hoje?

Onde colocou os comprimidos?

Onde est�o?

- Sabe o que eu adoraria fazer? - N�o.

- Gostaria de sair e tomar caf�. - Onde est�o?

- Depois d�ssemos um passeio. - Onde voc� colocou?

E conversar, faz tempo que n�o conversamos.

Saiba que est� complicando tudo.

- Achei que estava te ajudando. - N�o, est� me irritando! Cad�?

- Eu n�o sei... - Devolva, devolva logo!

Que diabos est� olhando?

Assine sua licen�a.

- Assine voc�, d� no mesmo. - N�o assinarei mais nada.

Assuma suas responsabilidades,

admita que ao inv�s de trabalhar prefere dormir o dia todo.

Beleza.

O que voc� est� fazendo?

- N�o posso deix�-lo l�. - Voc� n�o pode mov�-lo.

Antes suspeit�vamos de duplo sequestro,

mas agora � homic�dio.

Barbara...

Precisamos avisar a pol�cia de Turim.

Eu s� quero limp�-lo. V� buscar algo no carro.

Diga-me por que n�o quer avisar Turim.

Deixe-me em paz e poderei fazer algo pelo meu sobrinho.

Barbara, ele est� morto.

Voc� n�o conhece o pai dele, eu sim, h� anos.

E ele � um lixo.

Eu quero prend�-lo.

Devo isso � minha irm�.

- Irene... - Barbara, novidades?

Sim.

O Simone est� a� com voc�?

Sim, est� aqui comigo.

Matteo est� morto.

M�e...

Amor... Querido.

O que est� fazendo?

Os outros j� chegaram?

Sim, chegaram.

Ligaram da delegacia.

Ettore foi visto na farm�cia.

Eu o vi na fila e chamei voc�s.

Barbara, o Matteo est� mal, teve um ataque de asma,

est� no motel Crystal, ele precisa do Accolate.

- Saia daqui, seu merda. - O que est� fazendo?

Leve-o at� a delegacia e ligue para Turim.

Eu queria conversar com meus filhos, s� isso.

Al�?

Sim, Gerardo. Certo. Tudo bem.

J� estou indo.

Abra, por favor.

Valeria...

Eu preciso ir, ligaram da delegacia.

Valeria.

Valeria...

- Prazer, detetive Russo. - Agente Alessi.

Compreendo seu envolvimento emotivo,

mas � muito grave que tenha movido o corpo do garoto.

Eu sei que a v�tima � seu sobrinho Matteo Nardi.

Tamb�m sei que o pai foi buscar ele e o irm�o na escola,

apesar da ordem de restri��o por suspeita de abuso.

Sei que n�o soarei profissional ao dizer essas coisas,

mas preciso deixar uma coisa bem clara.

Ettore Nardi � um ped�filo e assassino,

s� trouxe desgra�as desde que entrou para a fam�lia.

Quando souberam dos abusos?

H� cerca de tr�s meses.

A professora do Matteo chamou minha irm�

porque notou um comportamento estranho.

Ele n�o brincava mais, estava distra�do

e fazia desenhos esquisitos.

E por que o pai foi acusado?

Foi o Simone.

Meu outro sobrinho, irm�o mais velho do Matteo.

Ele contou ap�s uns encontros com a assistente social.

O pai abusava deles nos fins de semana.

E onde est� seu outro sobrinho agora?

Em casa com minha irm� e meus pais.

Por sorte ele conseguiu fugir, sen�o para cal�-lo,

tamb�m teria sido morto.

Bem, devemos delimitar a regi�o, aqui e pr�xima � farm�cia.

Claro. O que estamos procurando?

Quando Ettore Nardi foi preso estava usando roupas limpas.

O que � improv�vel considerando o local do crime.

Evidentemente ele se trocou e jogou a roupa suja.

Vou te deixar voltar para sua fam�lia.

- Boa noite, comiss�rio. - Boa noite.

Agente Alessi, por acaso sabe me dizer

onde posso encontrar Jacopo Nardi?

Por que o Jacopo?

A dona do motel

disse que ele a contatou h� alguns dias

para alugar o quarto onde Ettore levou o garoto.

Ela afirmou que Jacopo � um cliente habitual.

Ele mora num s�tio perto da sa�da para Sannazzaro.

Obrigado.

S� mais uma coisa, voc�s foram os primeiros a chegar, certo?

- Sim. - Fomos.

Por acaso acharam o inalador do Matteo?

Pois Ettore usou como �libi o fato de ter ido � farm�cia

porque o Matteo n�o estava com o inalador.

- N�o achamos nada. - N�o? Tudo bem.

Obrigado.

Michela mandou suas roupas,

est�o lavadas e passadas.

Pensei que estivesse pior.

Foi o Andrea.

Quer alguma coisa?

N�o sei o que tem aqui.

Voc� est� fazendo algum progresso

- ou s� a casa est� mais limpa? - A segunda op��o.

E voc�?

Estou bem o bastante.

Estou me esfor�ando.

At� porque tenho a Michela, Costanza,

a escola, a nata��o.

- Voc� resolveu isto? - Sim.

� mesmo?

N�o.

Por favor, me deixe em paz.

Por que n�o quer minha ajuda?

S� sobrou n�s dois, Vale.

E eu n�o aguento mais te ver assim.

Mas claro...

alguma hora vai acabar.

Esquecerei que minha m�e foi assassinada

e voltarei a sorrir para a alegria de todos voc�s.

Amanh�.

- O que tem amanh�? - Voc� vai se levantar,

vai se arrumar e levar� a Costanza ao parque.

Porque eu e Michela estaremos ocupados por algumas horas.

Vou entender como um sim.

J� n�o passamos por aqui?

Pode me ajudar aqui?

Est� vazio.

Veja isto.

Espere aqui.

Detetive...

Voc�s v�o incrimin�-lo?

Por ora estamos apenas tentando entender o que houve.

� comum um sequestro terminar em homic�dio,

mas ainda nos faltam elementos.

Ele est� assim desde que voltou para casa ap�s o sequestro.

Tentei fazer perguntas, mas ele n�o responde.

N�o podemos adiar, por favor?

N�o, senhora, eu sinto muito.

Simone...

quando seu pai pegou voc� e seu irm�o e os levou ao hotel

lembra qual sapato ele estava usando?

Por que est� fazendo essa pergunta?

Porque n�o havia lama no sapato do seu esposo quando foi preso.

Simone...

Lembra se o Matteo estava com o inalador hoje cedo?

Sim, estava com ele.

Coloquei na mochila dele antes de lev�-los � escola.

Mas por qu�?

Seu esposo disse que enquanto estavam no carro,

Simone abriu a porta do carro e pulou levando o irm�o junto.

Eles correram um pouco, mas Matteo ficou para tr�s

porque ficou sem ar.

Tamb�m disse que no hotel, Matteo teve uma crise de asma.

Ele procurou o Accolate na mochila,

n�o o encontrou e correu at� a farm�cia para comprar.

O que houve?

Pois n�o?

Temos novidades, detetive.

Eu j� volto.

Achamos numa lixeira pr�xima ao motel Crystal.

S�o do Ettore, j� o vi usando dezenas de vezes.

Sra. Nardi, pode vir aqui?

Reconhece estes sapatos?

Sim, parece ser do Ettore.

Mas...

Vem c�, acalme-se, respire.

N�o entendi o que o detetive disse.

Ettore foi comprar o Accolate na farm�cia.

Irene, acalme-se e me escute.

N�o posso me acalmar, vou ficar com o Simone.

Voc� precisa decidir se far� o reconhecimento do Matteo.

Est�o esperando por ele em Turim para a aut�psia.

Papai...

Por que o deixaram neste lugar horr�vel?

Sr. Jacopo Nardi?

Inspetor Mattei, agente Rinaldi, Esquadr�o de Pol�cia Turim.

Precisamos fazer umas perguntas, podemos entrar?

Primeiro precisamos sentar

e tirar o sapato.

S�o s� algumas perguntas, ser� bem r�pido.

Minha m�e diz que n�o podemos entrar em casa com sapato

sen�o depois tem que limpar v�rias vezes.

E isso n�o � legal.

Est� certo. Tudo bem, Sr. Nardi.

Voc� costuma frequentar o motel Crystal?

Pergunto porque seu nome foi usado para alugar o quarto

aonde o pequeno Matteo Nardi foi levado antes de ser morto.

Eu n�o aluguei quarto nenhum.

Tem certeza?

Pois como j� disse meu colega, n�s descobrimos o contr�rio.

Voc� precisa ir conosco at� a delegacia.

Filho da m�e!

- Nardi! - Parado, Nardi!

Caralho!

Gerardo, ele sumiu!

Espere-me!

- Venha, estamos saindo. - Para onde vamos?

Jacopo fugiu.

Barbara.

Estes aqui eram o que Jacopo usava antes de fugir.

N�s o vimos tirar antes de entrar em casa.

- Devo continuar, mesmo com... - Agente, pode falar.

Posso assistir? Acompanhar a investiga��o me acalma.

Bem, os sapatos do Jacopo est�o todos bem gastos. Veja s�.

- Como os achados na lixeira. - Exato.

Aqui est�o.

Mas agora vem a parte boa,

j� estes, achamos no fundo da cesta de sapatos do s�tio.

E como pode ver, as solas n�o est�o gastas.

Botas de trilha. S�o iguais.

Mas os n�meros diferem. S� uma est� com a sola gasta.

Os sapatos da lixeira pertencem ao irm�o.

Se estes s�o do Jacopo, significa que ele matou Matteo.

Al�m dos sapatos e do inalador, quais pistas plantou que n�o vi?

Voc� � inSano.

Ligue o carro.

O que voc� fez � muito grave.

Voc� deveria reportar aos nossos superiores.

Eu s� ajudei a verdade vir � tona.

Por que odeia tanto o seu cunhado?

O que est� fazendo?

Porque ele me fez isto.

Infantic�dio em Novara.

Hoje ao amanhecer, foi encontrado o cad�ver

do pequeno Matteo Nardi, de seis anos.

A investiga��o se concentra no pai da crian�a, Ettore Nardi.

O homem que est� preso, j� havia sido denunciado

por suspeita de abuso sexual infantil.

Quem est� investigando o caso � a Pol�cia de Turim.

Valeria Ferro.

Faz bem tomar susto, sabia?

Faz os m�sculos oxigenarem.

Prazer em conhec�-la, detetive. Sou Rita Boero.

Estou substituindo Lombardi enquanto estiver suspenso.

Todos falam muito bem de voc�, detetive Ferro.

Como voc� est�?

Por ora, me limito a sobreviver.

Valeria!

Ol�, detetive Russo. O que faz aqui?

Ele veio por minha causa, estamos juntos.

- Que bom. - Sim.

- E j� encontraram Jacopo Nardi? - N�o. Ainda n�o.

Ele cresceu naqueles campos, isso lhe d� uma boa vantagem.

Claro. Mantenha-me informada.

Ningu�m prestar� queixa, pode ir para casa quando quiser.

Valeria...

espero rev�-la em breve.

E voc� n�o me parece algu�m

que se limita apenas a sobreviver.

Muito pelo contr�rio.

Tudo bem, j� entendi.

Fiz algo horr�vel, n�o voltarei a dizer que estamos juntos.

- Continua entendendo errado. - Ent�o explique.

Voc� s� se importa consigo e � uma pena.

Voc� tem um talento real para este trabalho,

policiais como voc� s� nasce um a cada s�culo.

Estamos exagerando com as belas palavras.

Continua n�o entendendo.

Eu me esfor�o como louco e obtenho, no m�ximo,

a metade dos seus resultados.

L� fora tem muita gente a quem sua ajuda faria a diferen�a.

Voc� deveria ter visto o cad�ver daquele garoto.

J� vi cad�veres o bastante.

PARA GIACOMO: CERTO, AMANH� FICAREI COM A COSTANZA

Est� brava comigo, m�e?

N�o, amor.

Por que deveria estar brava?

Eu tentei lev�-lo comigo.

Eu sei.

Voc� fez a coisa certa.

Estou muito orgulhosa de voc�.

Matteo soltou a minha m�o.

Mas eu estava segurando ele, te juro.

S� que a m�o dele estava toda melada.

Chega, chega.

Se eu n�o tivesse soltado, ele ainda estaria vivo?

N�o, amor, n�o � assim.

Voc� � um �timo garoto. N�o foi culpa sua, entendeu?

- M�e... - Voc� � um bom menino.

Fique calmo.

Sabia que comprei um presente para voc�?

Vitamina em forma de animais.

Aquelas que voc� adora.

Quer uma?

Posso perguntar uma coisa?

Voc� contou ao papai que Matteo tinha mudado de rem�dio?

Por que voc� foi comprar Accolate?

Como soube que Matteo tinha mudado de rem�dio?

Foi ele que me disse.

O que voc� queria fazer?

Queria abusar deles de novo?

Eu nunca abusei de ningu�m.

E voc� precisa acreditar em mim.

E ent�o, o que queria fazer?

Queria convenc�-los a dizer a verdade.

Que verdade, Ettore?

Eu n�o entendo.

Por que seu irm�o fugiu?

Foi ele?

Ele matou o Matteo?

Tia, abra a porta.

Mo�a, � sua a menina com o casaco cinza?

Eu a vi se distanciar com um homem.

Costanza...

Costanza.

Costanza.

Costanza!

Costanza.

Desculpe-me, n�o quis assust�-la.

Eu s� queria lev�-la para ver a toca de esquilos aqui perto.

Esta � minha filha Vittoria, elas sempre brincam juntas.

Desculpe-me.

- Voc� est� bem, pequena? - Eu sim, tia. Mas o que foi?

Nada, agora vamos para casa.

Desculpa.

Eu me assustei, perd�o.

- N�o... - Sim. Vamos abrir para o papai.

Tia...

abaixe um pouquinho.

O que foi, amor?

N�o vamos contar dos esquilos para o papai.

- Oi, voc�. - Oi.

Pai, veja, eu maquiei a tia como se ela fosse menina.

Costanza, a tia � menina.

N�o acredito, voc� est� rindo.

� o poder das crian�as.

- Vamos? - Sim.

- O casaco. - Aqui est�.

- Pegue. - Obrigado.

- Voc� se divertiu? - Sim, muit�ssimo.

- Tchau. - Tchau, amor.

- Tchau, tia. - Tchau.

MATTEO NARDI

POR FAVOR

Simone foi sequestrado. Voc� vem comigo?

Eu j� alcan�o voc�s.

N�O MATAR�S

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