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Original subtitles

-Sim? - Inspetora? � Su�rez.

Achamos algo nas fitas de v�deo de seguran�a do museu.

-� importante. -Estou indo.

-Tome. -Obrigada, �ngel.

Revisamos os v�deos de seguran�a do museu e...

Ou�a, ou�a. Raquel.

Queria me desculpar por ontem.

Estava sem dormir h� 48 horas e tinha bebido demais.

-N�o quero que pense... -�ngel, �ngel. N�o se preocupe.

N�o houve nada.

46 HORAS DEPOIS

Ou�a, Su�rez achou uma brecha no caso.

� o v�deo do dia em que Anibal Cortez e Silene Oliveira foram ao museu.

Veja os objetos que depositam na bandeja de seguran�a, na entrada.

Aproxime ao m�ximo.

A�. Pare. Amplie.

� a chave de um carro.

De um SEAT.

Com o chaveiro original.

O modelo pode ser entre os anos 1989 e 1996.

Temos o dia e a hora em que entraram

e a marca do carro.

Vamos varrer a �rea. C�meras de seguran�a, parques, com�rcio,

bancos, tickets de estacionamento, tudo.

Descarte. O outro arquivo. Suba.

Temos de encontrar o carro, a todo custo.

Estou mandando um arquivo. Achamos.

� um Ibiza 92.

Perfeito.

Essa chave e o carro v�o nos levar aonde tudo come�ou.

IDENTIDADE ENCONTRADA

-Cale a boca! -Pegue a chave do carro.

Nair�bi e Rio, vistam-se para ir ao museu.

-Eu? S�rio? � cidade? -Voc�.

Mas n�o me mande com o garoto. Mande-me com um homem.

Com Helsinque. Por que n�o me manda com Helsinque?

-Est� a fim da pessoa errada. -O qu�?

Vamos. Voc� e eu.

Comparem as c�meras de seguran�a com v�deos de visitas anteriores.

Confirmem localiza��o, os �ngulos e os objetivos.

Vamos. Vistam-se.

Helsinque, um bicha?

Santa M�e!

Mas voc� gosta de homens?

Guerra...

cadeia...

-As mulheres, n�o? N�o gosta? -N�o.

-� melhor eu ir com Rio? -Mudei de ideia.

Por qu�? O que houve?

Mudei de ideia e ponto final.

Voc�...

O que houve?

N�o confia em mim? Eu fiz algo?

Que porra eu fiz?

N�o fiz nada, n�o �?

� isso.

N�o.

Aconteceu algo?

Minha m�e?

Um infarto. Sinto muito.

-Quando? -Ontem.

Resolvi que voc� n�o deve ir...

ao museu, para n�o ser tentada a lhe dar o �ltimo adeus.

Ficarei com ela. Que outro v�.

N�o preciso me despedir.

J� fiz isso.

Da �ltima vez que falamos, ela queria me entregar � pol�cia.

Ent�o, essa mulher n�o era minha m�e.

Professor?

Diga o que fazer com Berlim.

Vamos jog�-lo aos c�es?

-Ou lhe damos um tiro? Ordene. -Vamos ver. Passe para Helsinque.

-N�o � a pol�cia? -Ora! Pegue.

-Helsinque. -Sim?

A foto que me trouxe do carro era de um Ibiza, certo?

Porque estou olhando cuidadosamente

e, n�o sei, parece que a cor da pintura n�o �

exatamente a mesma.

Larguei o carro no ferro-velho.

Helsinque, a foto que voc� me trouxe � do Ibiza?

N�o.

De outro carro. Mas disseram...

-que acabaria assim. -Helsinque, eu lhe dei mil euros.

Mil euros para lhes pagar

e eles prensariam o carro na sua frente.

O que voc� fez? Ficou com os mil euros,

quando o golpe era de dois bilh�es?

Dois bilh�es de dinheiro voando.

E mil euros de dinheiro na m�o.

Esperei

cinco meses sem trabalhar, Toledo.

E a minha fam�lia?

Mandei todo dinheiro � fam�lia.

Se mil euros n�o s�o importantes para voc�,

para mim, s�o.

Importantes? Helsinque, esse carro � uma ponta solta.

E dela podem tirar outra. E outra. E outra.

N�s deixamos muitas pontas soltas aqui.

Voc�, a� fora, s� uma.

Est� bem.

Est� bem. Diga, ao menos, se limpou as digitais no carro.

Sim. Sim.

Helsinque, o que s�o digitais?

Digitais. Sim, professor. Digitais.

O que significa "digitais"?

N�o sei.

Limpou o volante com amon�aco?

A alavanca de c�mbio? Os vidros? O cap�? Todo o maldito carro?

Sim.

N�o. N�o fiz isso.

Ligue-me com o sequestrador.

Acho que dormir lhe fez bem. Parece mais alerta, hoje.

� correndo que se pegam ladr�es. Estamos passivos demais.

Meu l�pis?

Vamos aumentar a press�o.

Bom dia, professor.

Como vai o Sr. Roman depois da cirurgia?

Bem. Descansando. E o melhor � que est� sem febre.

Pensei que tivesse me esquecido, inspetora.

Ao contr�rio. Na verdade, n�o fa�o sen�o pensar no senhor.

� mesmo? Parece uma fantasia.

Dever�amos explorar mais esse caminho.

Se vai me perguntar o que comi de manh�, se tive um orgasmo matutino

ou se gosto das preliminares, vou lhe dizer que n�o � o caso. Mas...

sim, � uma fantasia.

Um fantasia com algemas.

Que coloco no senhor. E o meto no cambur�o.

Bem, � uma fantasia. Ent�o, acaba.

Claro. E, se quiser, mais tarde pode me contar a sua, pessoalmente.

Preste aten��o. Vou lhe dar uma m� not�cia.

Primeiro, o barco que solicitou, o Malaika ,

est� atracado � espera de julgamento.

Ou seja, ainda � de propriedade de seu armador.

N�o � desculpa, inspetora.

A pol�cia pode pedir ao juiz a autoriza��o

para uso do barco na repress�o ou persegui��o de delitos.

Desde que n�o haja julgamento envolvido.

Ent�o, pode pedir para usar o barco, ainda mais com algo t�o importante.

N�o me diga que nunca o fez.

Vejo que tamb�m entende as leis.

Bem, sou um amador.

Gosto de ler senten�as judiciais.

Ficaria surpresa com quanto podem ser fascinantes.

Muito bem. Levarei em conta, agora que terei mais tempo.

Serei afastada do caso.

Estamos em um beco sem sa�da.

Passaram-se horas demais,

e, como pode entender,

meus superiores t�m um limite.

Se quer realmente negociar comigo, libere oito ref�ns.

Oito ref�ns. E quero que sejam menores.

Por que eu faria isso?

Porque agora � sua vez de ser gentil comigo.

Se quiser ter cr�dito, libere esses ref�ns.

Se n�o, outro inspetor assumir�. Algu�m com outras ideias e objetivos.

Dou-lhe uma hora para pensar. Nem um minuto a mais.

Esse sujeito n�o quer o Malaika .

Por que diz isso?

Por que pedir um barco que s� conseguiria em cinco dias? Poderia ser outro.

Para ver quem tem mais for�a?

Ou�a, inspetora. N�o sei. Mas entregue o barco e os tire de l�.

Est�o pensando em sair de outro jeito.

-�ngel. -Sim?

Chame os policiais. Vasculhem a rede de esgoto em um raio de 500 metros.

Antigos t�neis, saneamento, qualquer buraco.

-Est� bem. -Vamos! Ao trabalho.

FECHADO FERRO-VELHO

Ei! Voc�!

Finalmente, me achou. Estou tentando...

Des�a!

Por favor! Des�a!

Des�a!

Por favor!

N�o!

Por favor! Des�a!

Ponha-me no ch�o!

RECEBENDO CHAMADA

Salva. Salva?

-Al�? -Salva. � Raquel.

Bem, � que estou na cafeteria

bem, como n�o o vi aqui,

e j� � um costume encontr�-lo aqui.

Bem, pensei que talvez quisesse tomar um caf�, fazer uma pausa.

Bem, eu adoraria, mas estou fora de Madri.

Salva, voc� est� bem?

Sim, desculpe. � que me distra�, e um caminh�o quase me pegou.

Desculpe. N�o vou mais distra�-lo.

Bem, ent�o, nos vemos por aqui.

Bem, gostaria de comer algo hoje?

Desculpe, Salva. � que...

falei de voc� para minha m�e, ontem.

Ela sempre foi uma hippie. E resolveu me repreender...

porque eu deveria p�r um pouco de cor em minha vida, conhecer gente, flertar.

Por favor, n�o me entenda mal.

Ela s� quis dizer que eu deveria ter mais vida social. Por isso o convidei.

-Est� bem. -Sim?

Genial.

-Jantar � melhor? -Perfeito.

-Claro. -Est� bem. Certo.

-At� mais . -At� logo.

Tchau. At� logo.

Por favor!

Pare!

Pare agora!

N�o fumam?

Est� bem.

N�o serei eu a prejudicar sua sa�de.

Est�o bem aqui, n�o �?

Todas juntas.

Sem viver o horror.

Os tiros.

O sangue. As cirurgias.

Tenho de vir mais vezes aqui.

L� fora, tudo � complicado.

Hoje � noite...

liguei para um amigo.

E lhe contei como � dif�cil manter a ordem e a harmonia aqui dentro.

E tamb�m lhe disse que tive de matar.

Que dei ordem para matar... uma mulher.

Se n�o se p�em cad�veres sobre a mesa, ningu�m o respeita l� fora.

E vejam que...

pude sentir a emo��o de meu amigo.

Seu sobressalto...

sua respira��o...

agitando-se.

E sua dor.

Ele...

Ele n�o estava aqui.

Nem conhecia essa mulher.

M�nica Gaztambide.

E, por um momento...

por um momento, achei que seria muito bom sentir...

como meu amigo sente.

Sentir esse tipo de emo��o.

Essa dor.

Essa culpa.

Mas n�o.

Nada disso me comove.

Que horror, n�o �?

Estou aborrecendo voc�s com minhas bobagens. Desculpem. Silvia?

Silvia.

Est� tendo um ataque de p�nico, n�o �?

Ela s� est� um pouco nervosa.

Mas vai passar logo.

Claro.

Claro que vai passar.

Venha comigo.

Silvia. D�-me sua m�o.

Isso.

N�o. Silvia. N�o.

Eu vim porque meu carro est� aqui.

E deixei algo importante no porta-malas.

Muito importante.

Pulou a cerca!

Agora, conte � pol�cia.

Compro o carro, a dinheiro.

-Quanto? -Muito.

Veja, veja. Muito dinheiro.

-Isso n�o � muito. -N�o tenho mais dinheiro.

Tome minha carteira.

Fuja, agora.

Vou contar at� cinco e solto o cachorro.

Voc�. N�o volte mais.

Entende?

Cinco! Quatro! Tr�s!

Dois! Um!

V�!

-O que est� fazendo? -Estou montando as c�lulas.

Para p�r explosivos nas poss�veis vias de entrada.

-Foi Berlim quem pediu? -O Professor.

Mais como um acess�rio. Para que n�o vejam da tenda.

E isso?

O cafajeste tinha aqui, e estou deixando respirar.

Cacete!

Chefe.

O cargo de diretor geral lhe cai muito bem.

Sente-se, por favor, Srta. T�quio.

Notei que chegou tarde.

Terei de reportar isso.

Sinto muito, Sr. Diretor.

Se...

Se eu lhe mostrar um seio,

-n�o me despedir�? -Uma oferta tentadora, sem d�vida.

Mas ter� de oferecer algo mais.

Sei como est� se sentindo.

-Rio? -Estou aqui.

Enfiado neste buraco.

E s� penso em como cheguei aqui.

Mas n�o me lembro.

Lembro que um dia...

pediram-me para haquear um sistema de seguran�a.

E acontece que era uma mans�o em Genebra, totalmente vazia.

Eu nem estava l�.

Mas... cacete!

Haquear sistemas de seguran�a � muito mais legal do que trabalhar em TI.

Ent�o, nem pensei.

Para mim, era um jogo.

Agora, n�o tenho pais.

Tamb�m n�o tenho m�e.

� um pouco diferente.

Meus pais est�o vivos.

Eu poderia ter feito algo legal.

Era bom no que fazia.

Poderia ter ganhado dinheiro.

Poderia ter uma vida normal.

Conhecer uma garota normal.

Ter amigos normais.

Eu n�o era como voc�s.

N�o sei o que dizer.

Preciso de sua porta.

Que porta?

A porta de que me falou no dia que visitamos o museu.

O dia em que soubemos que sua m�e morrera.

As c�meras 12 e 13 mudaram o objetivo.

Agora t�m um campo visual maior.

A c�mera 14 continua igual.

Est� enfocando a entrada.

J� podemos ir.

E por que vamos sair...

no dia em que podemos fazer um pouco de turismo?

Beijar-nos nos bares...

na rua.

Na rua?

Sem essa. Pode ser apanhada.

Est� bem. Na rua, n�o.

Venha.

Sinto como se eu a tivesse matado.

Ela era t�o bonita.

Eu a matei de tristeza,

de n�o estar l�, de desgosto

por causa de minha vida de merda!

Ela s� queria me proteger.

Ela me amava.

Ela me amava com loucura.

Disse que queria me entregar � pol�cia,

para n�o me ver morta no notici�rio.

Quando eu era pequena

sabia que, ao lado dela, nada aconteceria comigo.

O problema era quando ela n�o estava.

E seu pai?

N�o existe.

Mam�e trabalhava em uma f�brica de malas.

Quando n�o havia dinheiro, no fim do m�s,

ela pegava o turno da noite.

E, como n�o tinha com quem me deixar,

eu ficava sozinha.

Tinha tanto medo.

Quantos anos tinha?

Oito. Nove.

Um pouco mais jovem que voc�, hoje.

A quest�o � que mam�e inventou um truque.

Pintou uma porta...

na parede de meu quarto.

Era uma porta m�gica.

Se eu ficasse com medo...

podia abri-la, e ela estaria do outro lado.

Voc� abriu, quando ela saiu?

Disse que eu s� podia abrir uma vez.

S� uma vez na vida.

Quando precisasse dela.

Mas s� uma vez.

Ent�o, quando eu sentia medo...

sempre pensava...

ainda posso aguentar um pouquinho mais.

Um pouco mais.

Pensava que, no dia seguinte, poderia sentir mais medo.

Sentir-me mais sozinha.

E precisar da porta.

Eu a abriria no primeiro dia.

Nunca abri.

Voc� � a pessoa mais forte que conhe�o.

E a mais incr�vel.

E...

E o qu�?

E o qu�?

Porra!

Voc�... O estacionamento.

O que � isto? Uma multa?

Uma multa de estacionamento para o Ibiza 92.

A duas quadras daqui. Veja a data e a hora.

Justamente no dia em que os assaltantes visitaram o museu.

Bom trabalho, �ngel.

Verifique a licen�a no banco de dados. Ser� a multa mais cara da hist�ria.

Vai lhes custar milh�es de euros. Liguem-me com o assaltante.

-Inspetora? -Professor.

Preciso de uma resposta.

Quero os oito ref�ns. Os menores.

Anote os nomes dos que v�o sair.

Pablo Holgado, Silvia Moreno, Abraham Salmeron, Ignasi Castell,

Magdalena Ribot, Roc�o Huertas,

- Jessica Sanchez e Alicia Villanueva. -E Alison Parker?

� uma das meninas do Brighton.

Quero que a coloque na lista.

Certo. Vejo que est� percebendo, inspetora.

Sabemos que Alison � uma rainha de copas neste castelo de cartas. N�o.

� indispens�vel que ela saia.

Ou�a, vou lhe propor algo.

Alison, em troca da vida dos oito.

O que disse?

Eu lhe entrego Alison Parker.

E ningu�m mais.

Sabemos que ela � importante para a senhora e para mim.

Ent�o, se quiser que ela saia, sair� sozinha.

-Tenho de consultar. -Tem um minuto.

Chame-o. E diga que sim.

Que Parker saia.

N�o assumirei a decis�o. � totalmente imoral optar por uma vida

podendo salvar oito.

Por mais que sua �tica diga o contr�rio,

este � um assunto de Estado.

A primeira coisa a fazer � tirar a filha do embaixador.

Eu assumo a responsabilidade.

Ligue-me com o assaltante, de novo.

Ent�o?

Alison Parker.

Tem certeza?

Prefere salvar Alison Parker a oito alunos?

Sim, tenho certeza.

Est� bem.

Agora, sou eu quem tem de pensar. N�o esperava essa resposta.

D�-me uma hora para pensar.

Est� bem.

-Espero sua chamada. -Se eu n�o chamar,

saber� igualmente que decis�o tomei.

O que quis dizer com isso?

N�o sei. Mas veja.

O Ibiza n�o � usado h� dez anos. Sem seguro, sem dono, sem impostos.

Est� fora de circula��o.

Aten��o, todos. Venham, por favor.

Sentem-se.

O que fariam, se tivessem de fazer um carro sumir sem deixar rastro?

Queimar.

Est� bem.

Procurar por carros incendiados, municipais e Guarda Civil. O que mais?

Afundar.

Procurem se h� not�cia de carro surgido em p�ntanos, rios, ou outra coisa. Mais?

Desmontar, vendendo as pe�as.

Enterrar.

-Como? -Cavar um buraco e enterrar.

Vi em um filme, e funcionou.

Algo mais?

Qual � o modo legal de fazer um carro sumir e destruir as digitais?

Mandar prensar em um ferro-velho.

Prioridade. Procurem em ferros-velhos, cemit�rios de carros, etc.

Mas � domingo. Est�o fechados.

Pouco me importa. Tirem os donos de casa, se precisar.

R�pido.

SALA B

Calma.

N�o vai acontecer nada.

Estar� mais protegida, aqui.

Mais isolada.

Sem saber essas coisas que afligem sua alma.

J� estou melhor. Quero voltar com as outras.

Ou�a.

� melhor que fique aqui.

Vou precisar amarrar voc�.

Porque vai ficar sozinha,

mas estar� melhor.

Nada a machucar�. Assim.

Vamos sentar. N�o vei querer ficar de p�.

Olhe s� como est�.

Onde se enfiou?

Deixe-me ir com as outras, por favor.

Calma.

N�o entende?

As que t�m medo agora...

s�o elas.

Meninas, ela vai voltar.

Vai voltar.

Com certeza, logo a trar�o.

� uma menina. N�o v�o lhe fazer nada.

Agora, descanse.

AMON�ACO

O que vamos fazer com tanta grana?

N�o sou ganancioso.

S� quero uma Maserati,

cor azul-c�u.

Este � o carro vermelho.

H� quanto tempo o carro est� aqui?

N�o sei.

N�o sei. Meu chefe est� de folga.

Seu chefe nos disse que voc� controla todos os carros daqui.

H� quanto tempo?

Uns vinte dias.

Quem trouxe?

Um estrangeiro.

Do Leste. N�o russo

Pegue luvas e chame a t�cnica. Diga que achamos o carro.

Pelo que entendo, o homem que deixou o carro apresentou a documenta��o.

Deu-lhe um recibo pela compra do carro?

Ticket?

Sim. Talvez.

-Como assim, talvez? -�ngel...

V� ao escrit�rio e veja se encontra algo. V�.

Est� bem.

...n�o deram declara��es sobre essa dif�cil situa��o.

Uma conversa em que a Inspetora Raquel Murillo

negocia com um dos sequestradores que poderia ser o l�der.

Inspetora.

Ei!

Ei!

Verifique aquele homem. O que ele faz aqui.

A inspetora quase certamente levara o jogo a um xeque-mate.

Por�m, mesmo nesse momento de total desespero,

o professor tinha guardado uma jogada extra,

que come�ava a ser ouvida em todas as r�dios.

O porta-voz da oposi��o classificou como lament�vel e vergonhoso

que prevale�am as rela��es diplom�ticas

� vida de oito adolescentes espanh�is.

Lembramos o conte�do da grava��o...

-Sim. -T�quio, ou�a

O Professor me ordenara liberar a conversa com a inspetora

Uma conversa que deixava muito mal o governo espanhol e ela mesma.

Ent�o?

Alison Parker.

Tem certeza? Prefere salvar a vida de Alison Parker do que oito alunos?

Sim. Tenho certeza.

Talvez porque Berlim o chamara de fraco, ele decidira dar um soco na mesa,

castigando quem estivesse contra ele.

...de libertar Alison Parker, filha do embaixador,

em vez de outros jovens espanh�is,

foi sem d�vida uma decis�o muito pol�mica e...

Ou simplesmente porque aquela grava��o

poderia nos apresentar como her�is frente � opini�o p�blica.

Mas Raquel era um c�o farejador.

...do embaixador brit�nico, Alison Parker...

E tinha achado um rastro.

E n�o o largaria, porque esse rastro

-era o c�rebro da opera��o. -Pare! Pol�cia!

O pr�prio Professor.

Nada.

O que faz aqui?

Eu n�o estava roubando.

Eu... Eu...

-Que merda de cheiro � este? -Amon�aco.

Eu n�o estava roubando.

O Professor se transformara em um despojo humano para fugir,

mas precisava de interpreta��o para sair do xeque-mate.

E ele o fez.

Andando.

AMON�ACO

Era ele.

Era ele!

Legendas: Marcia V. A. Torres

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