All language subtitles for La.Casa.de.Papel.S01E06.720p.NF.WEB-DL.DDP2.0.x264-PRiEST

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino Download
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Onde est� o kit cir�rgico que o Professor nos deu?

Com Berlim.

Os m�dicos. Roube instrumentos deles! Corra!

Espere! Espere!

D�-lhe o bilhete!

S�BADO 18H31

33 HORAS DE ROUBO

O que �?

�s vezes, h� gente como voc� na TV.

Como eu?

Assaltantes.

Mas voc� n�o se encaixa bem.

Isso n�o � sua praia.

Por qu�?

O modo como segura a arma.

Pensei que fosse filha de embaixador, n�o do Rambo.

Meu pai sempre quis ter um filho.

E me leva para ca�ar desde que eu tinha cinco anos.

Dando tiro? Para qu�?

Acertar patos no parque?

Javalis, cervos. Ant�lopes.

Mas meu pai preferiria ca�ar ecologistas.

Mas n�o gosto de armas.

Uma vez, em Norwich...

a arma de um amigo de papai disparou.

Eu vi tudo.

Um tiro nas costas. As pessoas gritando.

� como...

um acidente na estrada, voc� n�o consegue esquecer...

a mancha de sangue.

Est� bem.

N�o est� carregada, certo?

N�o tenha medo.

O que acha, doutor?

Vou sobreviver?

A bala...

est� alojada na clav�cula.

N�o perfurou nenhum �rg�o vital

e tamb�m n�o se percebem

fragmentos de osso.

Ningu�m vai morrer.

R�pido.

Denver n�o tinha tempo para diagn�sticos.

-Anestesia. -M�nica estava sangrando.

Se n�o roubasse os bisturis logo...

poupar a vida dela n�o teria adiantado nada.

Que anestesia vai usar?

Com pouco tempo, � melhor anestesia total.

� melhor anestesia local.

E meu amigo Arturo e eu poderemos conversar durante a cirurgia.

Calma, calma.

Para que � esse rel�gio?

Para controlar a dura��o da anestesia. Vinte e cinco minutos.

Se houver problemas durante a cirurgia, temos de aplicar outra dose.

Mostre o rel�gio na tela.

Aquela cirurgia fora programada.

E deveria durar exatamente os 25 minutos ditados pela inspetora.

A contagem regressiva levaria dois policiais mascarados at� o interior.

Ou, se desse errado, dois corpos nos dutos de ventila��o.

Largue esse rifle.

Est� descarregado. Largue, ou me aborre�o.

H� uma bala na c�mara.

Su�rez? Est� copiando?

O duto est� limpo.

Estamos perto do alvo.

Vire-se com as m�os na nuca.

Ande!

"Ande"?

"Ande"?

O que foi? N�o � t�o durona, n�o �?

Vamos, cacete. Vamos.

Atire.

Putinha idiota. De joelhos.

-Bisturi. -Espere, espere.

Sou eu que dou as armas aqui.

Bisturi.

J� bateu a cabe�a, certo, Arturo?

Trocou o nome de sua mulher.

Sei que � normal.

Trepando com M�nica de manh�.

Passando as tardes com Laura.

� �bvio que se confunde.

Mas amo as duas.

� verdade.

Quando est� em meu lugar, � f�cil julgar. Todos...

acham que sou um canalha.

Um filho da puta.

Deus me livre de fazer ju�zos.

Posso entender tudo.

Pode falar comigo.

Tranquilamente. De qualquer coisa.

Na verdade, sou um desgra�ado.

Um coitado apaixonado por duas mulheres...

que n�o tem peito para escolher uma.

Em meio � onda de sinceridade...

Denver conseguiu o bisturi.

E o bilhete de amor que M�nica lan�ara no mar caiu no vazio...

ou quase.

Porque Nair�bi, sempre muito atenta a detalhes,

o viu.

-Por que fez isso, porra? -N�o sei. Desculpe.

-Desculpe. -No ch�o!

Est�o a onze metros da entrada.

Entendidos. Continuamos.

Putinha de merda.

Desculpe.

Cale essa boca.

N�o me conte sua vida. N�o sou seu amigo. Est� claro?

Se quer amizade com sequestrador, est� louca.

Sabe que...

estou gr�vida de seis semanas s�...

e a vida do beb� vale mais que a minha.

� preciso mais do que uma infec��o para impedir o beb� de ser saud�vel.

Como � seu nome?

Moscou. Chamam-me Moscou.

Ou�a, Moscou.

E como �?

Bem...

ser pai.

Ser pai...

Ou�a, ser pai � como ter, de repente,

um monte de problemas jogados em cima de voc�.

Al�m disso, viver preocupado o resto da vida.

Primeiro, as tosses do beb�. Todo fim de semana no PS, n�o no bar.

N�o tem import�ncia. N�o bebo.

Pior para voc�.

Porque n�o sabe como � bom, quando o deixa dormindo no ber�o.

Depois, a escola.

O medo...

que n�s, pais, temos

de que seu filho seja o tonto, o saco de pancadas da turma.

Acontece que, em meu caso...

era meu filho que batia.

Vira e mexe, era expulso.

N�o sei por quantas escolas passou.

Depois, a m�e dele, coitada, que ajudava bastante, bem...

me deixou. Largado como...

Para fazer tudo.

No fim, tudo que se quer �...

que ele seja normal.

Que n�o fique na esquina, fumando maconha...

em vez de ir � escola.

Mas ser pai...

� bom. �...

Ei! N�o, n�o, n�o! N�o durma!

Olhe para mim! Olhe!

N�o pode dormir. Vamos, olhe para mim.

O que foi? O que foi?

Est� com muita febre.

Continue olhando para mim.

Tenho tudo.

Cinco minutos para os m�dicos sa�rem.

Entendido.

Peguei.

Obrigado.

Agora, costure.

Quem? Eu?

Sim. Voc�. � enfermeiro, n�o �?

Sim. Sim.

Ent�o, comece.

� anestesia local.

Aplicamos no ferimento e, pronto, sem dor.

Deixe-me. Eu fa�o.

-Preste aten��o ao pulso dela. -Certo.

Ou�a. Vamos...

Calma, calma.

Sabe o que vou fazer, quando sair daqui?

Vou estudar.

� dist�ncia.

-Nunca estudou. -N�o vou fazer medicina...

mas vou continuar...

Vai doer um pouco mais.

-Veja, veja. -Calma.

Acabou.

Agora...

em cinco minutos, faz efeito...

e come�amos a abrir. Certo?

Certo.

Est�o a dois metros da entrada.

Visualizamos o objetivo.

Ou�a...

estou me sentindo mal. Acho que vou vomitar.

� enfermeiro, bailarino ou o qu�? O que tem?

Sou enfermeiro.

Mas n�o trabalho cercado por armas.

Calma.

Eu costuro.

Mas quero todos calados.

Por favor.

Est� bem, vamos.

Pin�as.

-O Professor quer lhe falar. -Muito bem.

Leve o enfermeiro para vomitar.

Se n�o vomitar, mergulhe sua cabe�a, at� vomitar.

At� vomitar.

Tchau, Arturo.

Ande.

Transmitem em ondas curtas. Est�o entrando. N�o sei por onde.

Copiado. Ativar Plano B.

Ativar e tirar os m�dicos da�...

agora.

Seja forte, meu amor. Estou bem. Amo voc�.

M�nica.

O Subinspetor �ngel soube que tinham perdido outra batalha.

As m�scaras sinistras significavam que sacrificariam dois homens.

Al�m disso,

que o sujeito que planejara o roubo era mais inteligente do que a pol�cia,

o Servi�o Secreto e a Unidade de Interven��o.

E, se t�m vantagem...

voc� tem de correr.

Temos de sair agora.

Senhorita, por favor, terminamos. Podemos sair?

-Sim. -Sim?

Naturalmente.

Venham comigo.

Doutor! Doutor!

Um momento.

Um minuto, 30 segundos.

Bloqueadores de frequ�ncia.

Su�rez, est� copiando?

H� bloqueadores de frequ�ncia.

Vamos perder a comunica��o.

Su�rez, est� copiando?

Bloqueadores. Perdemos comunica��o.

Su�rez?

Como foi a cirurgia?

Bem. Mas ter�amos de voltar daqui a 24 horas.

Agrade�o seu interesse, mas temos pessoal preparado.

Meu amigo, enfermeiro.

J� est� melhor?

-Sim. Obrigado. -Tudo bem.

Desculpe por n�o acompanh�-los, mas est�o em boas m�os.

-Adeus. -Adeus.

Enviem nossas lembran�as ao exterior.

Disse a Arturo que estou bem?

Disse a Arturo que estou viva?

-Sim. Claro, n�o disse. -N�o disse...

Eu lhe dei o bilhete.

O que ele disse?

Ficou maluco.

Disse que...

que a ama muito.

O que mais?

Disse que, quando sair daqui...

ir�o para a Austr�lia.

Austr�lia?

Sim.

Nem imagino.

Tamb�m disse que n�o sabe o que viu nele.

-Austr�lia. -Austr�lia, sim.

� o destino sonhado pela esposa.

E Arturo sabe que tenho medo de voar.

Ela entrou, n�o �?

A mulher dele entrou?

Laura esteve aqui?

-N�o. -Sim.

Falaram por telefone.

-Su�rez. -Posto de Comando, copia?

Posto de Comando, copia?

Cacete!

Inspetora. Os m�dicos est�o saindo.

N�o pare.

N�o pare, Jos�.

Corra. Corra, agora. Corra, agora!

�ngel saiu correndo. Houve algo.

Abortar! Eles trocaram as m�scaras. Eles n�o v�o como Dalis.

V�o direto para o matadouro.

O qu�?

Aten��o! Abortar a entrada.

Su�rez, copia?

Objetivo alcan�ado.

� retirar a tampa, e estaremos dentro.

O que fazem?

Uma bala.

Um ferimento a bala.

Ai, ai, ai, Moscou! Est� fazendo uma carnificina!

-Largue! -E, ent�o, aconteceu algo inesperado.

Nair�bi usou todo seu esfor�o e meticulosidade a servi�o do bem comum.

Em vez de delatar, ajudou os dois a salvarem a vida de M�nica.

Vou respirar um pouco.

Ao menos, a perna dela.

Cacete!

Ela, sim, que n�o matara ningu�m.

Droga, vamos!

E, como eu disse,

n�o estava disposta a deixar nada arruinar o plano do Professor.

Su�rez, copia?

Mudaram as m�scaras!

H� interfer�ncia.

Comando, copia? N�o ou�o nada.

N�o usam m�scaras de Dal�.

� um maldito suic�dio.

Abortar entrada. Repito, abortar!

� uma armadilha.

Mudaram as m�scaras. N�o usam m�scaras de Dal�.

Aten��o! Copiaram?

Abortar entrada.

-Abortamos. -Porra!

Abortamos.

Berlim.

Todos tranquilos. O plano B funcionou como previsto.

Oculto atr�s de uma voz met�lica, com c�meras e a estrat�gia de negocia��o,

o Professor estava como peixe na �gua.

No resto das coisas da vida, era um aut�ntico alien�gena.

T�o diferentes, os dois, como Clark Kent e Super-Homem.

Talvez porque tivesse passado a inf�ncia em uma cama no hospital de San Sebastian,

s� falando com enfermeiras...

e lendo livros.

N�o era algu�m nem muito normal, nem muito social.

E, muito menos, um sedutor.

Posso me sentar?

Sim, claro.

E eu adorava deix�-lo nervoso.

E o que faz, quando n�o planeja um golpe?

Quer dizer, no tempo livre?

-Vai dan�ar ou... -N�o. Eu...

Tem namorada?

Esposa?

J� dissemos, nada de informa��o pessoal.

� virgem?

J� tive relacionamentos.

V�rios.

N�o muitos, nem duradouros, mas tive.

Relacionamentos...

espor�dicos.

N�o digo prostitutas. N�o entenda mal.

Bem, talvez seja gay .

Por Deus! N�o!

N�o sou. N�o estou em nenhum arm�rio, nada.

N�o, n�o, n�o!

Leve para fora!

As pessoas acham muita coisa sexy.

Dan�ar, ter m�sculos, ser loiro.

Sotaque franc�s.

Sabe o que acho sexy?

Intelig�ncia.

Quando falam, e n�o consegue evitar de admir�-los.

Fico excitada quando falam de coisas que n�o sei.

Bem, isso est� nos dicion�rios. Chama-se sapiofilia.

Sabe tudo, n�o �?

Com licen�a, vou cuidar do almo�o.

Uma coisa.

Como pensou nesse roubo?

N�o foi ideia minha.

De quem foi?

N�o foi ideia minha.

Sapiofilia soa como foder um sapo.

Como eram as m�scaras?

N�o sei.

Tinham as bocas abertas como se agonizassem,

como em O Grito de Munch.

Munch.

O pintor expressionista.

Dal�. Munch? Qual ser� o seguinte?

Como fico feliz que pergunte, inspetora!

Se fosse mudar a m�scara, que pintor escolheria?

N�o sei. Picasso?

Goya?

Goya.

Vel�zquez.

Vel�zquez...

Da Vinci.

-Assim, de barbinha. -Gosto da barbinha.

Andy Warhol.

Aquele da sopa.

Andy Warhol?

N�o sei.

Sim, Andy Warhol. O que pintou Marilyn.

� um pintor...

muito conhecido.

Ic�nico.

O cabelo, os �culos.

O senhor � uma caixa de surpresas.

Uma caixa de surpresas com um microfone nos �culos.

Poderiam mudar as m�scaras diariamente, por um m�s.

Sim. Mas n�o � esse o "x" da quest�o, inspetora. E sabe disso.

Mas isso n�o � importante. O importante �

como sabiam que est�vamos l�?

Quanto tempo investiram estudando cada movimento nosso, a cada momento?

Na verdade, metade de minha vida.

Quanto tempo planejam ficar l�?

Nada. S� mais nove dias. Dez, onze, no m�ximo.

Estamos jogando xadrez, cacete.

E estamos perdendo.

Tenho um cavalo de Troia, inspetora. � muito dif�cil que ganhem.

Acho que � hora de refletir...

e olhar para tr�s.

Voltar � origem.

Sabemos que come�ou faz tempo.

Sabemos que os que est�o l� estiveram l�, antes.

Mas entraram sozinhos?

Era sua primeira visita, ou a �ltima?

Quantas visitas foram?

Falaram com algu�m? Talvez um gesto, um olhar. Deixaram alguma pista?

Quero que revisem de novo os v�deos de seguran�a. Segundo a segundo.

Os demais, vamos descansar.

Alguns est�o h� mais de 30 horas sem dormir.

Su�rez...

qualquer coisa, me chame. Fica encarregado.

Marcelo Usera requisitando. Pode se aproximar?

Por favor. Deixar o canal oito livre para a crise com ref�ns.

Ningu�m deve usar o canal oito. Obrigada!

Ou�a, quer tomar algo, antes de ir para casa?

Entre comer e dormir, normalmente, escolheria o primeiro, mas...

estou exausta. Obrigada.

Nunca pensaram que, se pudessem voltar atr�s,

talvez n�o tomassem as mesmas decis�es?

Todos fazemos nossas bolas de neve com as m�s decis�es.

Bolas que v�o se agigantando.

Como a rocha de Indiana Jones.

Que o perseguem colina abaixo para esmag�-lo.

Tome.

Todas as decis�es que tomamos no passado...

levam-nos inexoravelmente ao futuro.

Rio perceberia isso,

ao ligar o �nico televisor que deix�ramos na Casa da Moeda,

caso perd�ssemos contato com o Professor.

Vamos, garoto, vamos. Vamos saber o que dizem de n�s.

Recordemos que um n�mero desconhecido de assaltantes entrou...

O que querem os assaltantes?

O maior roubo na hist�ria do mundo...

Mam�ezinha! Nem os americanos! Isso � marca "Espanha"!

Porra! Meus pais!

Um adolescente...

estranho.

-T�mido. -T�mido.

Nosso filho sempre se fechava no quarto.

Mas ach�vamos que jogasse no computador.

N�o que fosse um criminoso.

A�, voc� o v� na TV, disparando um fuzil.

Com 60 pessoas sequestradas.

� como se fossem jihadistas.

Paco.

Como se n�o fosse seu filho?

Ele � s� um menino.

Para mim, � como se estivesse morto.

Paco!

Acabamos de ouvir as chocantes palavras dos pais...

O Professor disse para n�o vermos os notici�rios.

Tamb�m dissera que seria um assalto limpo.

Sem sangue. Sem viol�ncia.

Sim, �ngel?

Al�, Raquel.

Estava dormindo?

N�o, n�o. O que foi?

N�o, n�o. N�o foi nada.

Ou�a...

estou pensando em algo. Tem um minuto?

Deixe-a, homem. Ela est� um caco.

Sim, claro.

Desculpe ser t�o direto.

De onde veio Andy Warhol?

-Como �? -A caixa de surpresas?

Por qu�? N�o posso gostar de museus e pintores modernos?

N�o posso gostar de algo al�m do Atl�tico?

Sim, claro.

Fiquei surpresa, porque n�o sabia.

Como n�o sabia que � f� do Atl�tico.

Mas tudo bem para mim?

-Sim. -Sim.

Ou�a, �ngel.

Estou muito cansada. Falamos amanh�.

O cara com quem a vi na cafeteria, de m�os dadas.

Dormiria com ele?

Diga. Quero saber.

�ngel, por que isso agora?

Iria para a cama com ele, Raquel? Sim ou n�o?

Responda.

Sim. Sim, sim. Por que n�o?

Sou uma mulher livre de 40 anos.

E, na verdade, uma boa transa me faria bem.

Para ter algo diferente em que pensar.

Ent�o, com certeza, sim.

E da�?

Entendo.

Quer dar uma chance a um qualquer. Entendo.

�ngel.

�ngel, o que houve entre n�s em Cercedilla foi uma aventura.

J� � passado.

Ou�a, terminei porque somos colegas.

E amigos, Raquel.

Amigos.

-E voc� � casado, �ngel. -Sou casado...

porque voc� disse que n�o daria certo entre colegas.

E, a�, vai e se casa. Com um colega.

E porque nunca me olha...

como um ganhador. Sou o perdedor que n�o pode gostar de Warhol.

Se olhasse para mim uma vez como homem, Raquel...

eu n�o demoraria nem dez minutos para largar Carmen.

Perd�o, Raquel.

Cacete! Nem sei o que digo.

Esse assalto est� nos deixando loucos.

Sim. � verdade.

Todos n�s.

� tarde, �ngel. V� dormir. Falamos amanh�.

Boa noite, Raquel.

Boa noite.

Com que falava?

N�o acredito que estava espionando.

N�o pude deixar de ouvir a conversa.

Pois esque�a e v� dormir. � tarde.

Agora, n�o consigo mais.

Vamos ver.

E agora? O que acontece?

Tem dois pretendentes?

N�o � um pretendente. � �ngel, colega meu.

Mas provocou nele ci�mes do desconhecido do bar.

Mam�e! N�o estava provocando ci�mes.

N�o feche as portas.

Agora que n�o est� casada, pode dar umas beliscadas.

-Beliscadas? -�, beliscadas.

Querida,

no fim, o amor �...

o que nos faz ver a vida de outra cor

E, ultimamente, voc� s� tem visto tudo preto.

-Talvez n�o tenha superado... -Mam�e, pare.

O que eu n�o superei? O qu�?

Tamb�m acha que fiz uma falsa den�ncia?

E que vivo amargurada porque meu ex saiu com minha irm�?

Seu marido est� envolvido com sua irm�?

Mam�e, o que est� dizendo?

O qu�? Nada.

S� queria quebrar o gelo.

Afinal, o cara dorme com as duas irm�s, como nos filmes er�ticos.

Mam�e? Voc� est� bem?

Como est� lidando com o assalto?

Mal, mal. Fico sentada l�, o dia todo...

em uma situa��o bloqueada e...

Fica sentada, filha?

Voc� precisa correr!

� correndo que se pegam os bandidos.

Como se voc� n�o soubesse.

Boa noite, meu amor.

Que agrad�vel visita.

Deveria vir mais vezes.

Vejo que tem um belo escrit�rio.

-Tem dois. -Gosto de escrit�rios.

Eu sempre quis...

ter uma escrivaninha de mogno.

Mas o crime e os escrit�rios n�o combinam.

Est� calor, n�o?

Vejo que p�s o colete � prova de balas para me ver.

Eu preferiria um espartilho. Veneziano.

Veja...

nunca entendo voc�.

O que quer, T�quio?

Pedir-lhe...

por favor...

para chamar o Professor.

E lhe conte o que fez.

Executou uma ref�m.

Garoto mau.

Sabe de uma coisa?

O Professor � meu anjo da guarda.

E, se voc� n�o contar,

-eu terei de faz�-lo. -Voc�?

E ficar como traidora?

Dedo-duro? Um alcaguete nojento?

Sou um cavalheiro, n�o poderia permitir.

Sim.

Violei a primeira regra.

Matei um ref�m.

Bem, n�o eu. Foi Denver.

Digamos que seguia minhas ordens, rigorosamente.

E preferi eu mesmo lhe contar.

Era a �nica linha vermelha.

Voc� fodeu tudo.

Entendo o choque.

Voc� fodeu tudo.

A mulher tinha um celular entre as pernas.

Talvez quisesse ligar para a prima, Chelito...

e contar que trepava com o diretor geral,

mas acho que, na verdade, queria chamar a pol�cia.

N�o h� mais telefones.

Pode ter certeza.

Quem era ela?

M�nica Gaztambide.

Vai me castigar?

Deveria.

Sei que � um idealista.

Que acha que v�o nos dar o dinheiro pedindo "por favor".

Quer ser um bom sujeito, enquanto nos d� armas e explosivos para explodir tudo.

Chega de jogos.

Ter� de me castigar.

Se n�o tiver coragem, isto n�o acabar� bem.

Eu lhe disse isso muitas vezes, durante anos.

N�o sou eu quem tem problema. � voc�.

Ter� de me castigar para mostrar que � um capit�o

que pode segurar o tim�o com firmeza.

Que � algu�m em quem se pode confiar.

Parece que n�o est� a fim de falar.

Ningu�m sabe sobre a mulher, ent�o, o plano segue normalmente.

V�o pedir prova de vida em menos de 48 horas.

Legendas: Marcia V. A. Torres

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.