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UM FILME ORIGINAL NETFLIX
Eu olhava para o espaço
com esperança
e espanto no meu olhar...
... até o espaço ter olhado para mim.
Invasor Zim:
o maléfico soldado alienígena do Império Irken,
enviado pelos seus mestres diabólicos, os Altíssimos Poderosos,
para se infiltrar na Terra e a preparar para a invasão iminente.
Disfarçado como um de nós,
mudou-se para o meu bairro.
Ele andava na minha escola
e com a ajuda dos seus abjetos servos mecânicos
planeava a destruição de tudo o que temos,
de tudo o que somos.
E depois...
... desapareceu.
Chamo-me Dib Membrana.
Tenho 12 anos
e sou tudo o que impede o Zim de aniquilar o nosso mundo.
Agora...
... preparem as vossas barrigas gorgolejantes e esfomeadas
para a fantástica iminência do jantar!
O Fomeca 3000 espera que adores o que preparei.
Aliás, o que é o amor?
Que ótimo aspeto, pai. Vou comer tudo.
Espera lá, filha.
O teu irmão não se devia juntar a nós?
Bolas, não.
Desde que o Zim desapareceu, o Dib já passou um milhão de anos no quarto.
Já nem o reconheço.
Ele senta-se naquela cadeira, cada vez mais nojento,
mais malcheiroso...
Pois é, mas tenta ser mais compreensiva.
O Dib está a libertar-se da sua obsessão idiota
com alienígenas e fantasmas e todo esse disparate não científico
e isso não é fácil para ele.
Imagina, e se deixasses de acreditar em jogos de computador?
Nem brinques com isso, pai.
Querida, deixar para trás ideias parvas faz parte do nosso crescimento.
Quando eu era pequeno, achava que os tubarões eram meus amigos.
Agora já sei que não são.
Sê mais solidária. Afinal, ele é o teu irmão.
Está bem, pai.
GAZMAT
ACREDITA
Dib! O pai chamou-te para jantar!
Sabes que não posso abandonar o meu posto, Gaz.
Empurra a comida cá para dentro.
Onde está o pau de empurrar? Não posso empurrar sem o pau.
O Zim ainda anda por aí, Gaz, por isso tenho de esperar
e de observar.
Mais ninguém o fará.
Nunca veriam a verdade. Mas porquê?
Lavagem cerebral? Controlo da mente?
Fantasmas que formatam o cérebro?
Ninguém acredita em mim, mas hei de lhes mostrar.
Vou denunciá-lo ao mundo e fazer com que a humanidade perceba
o perigo que sempre correu.
Até o pai,
um cientista de fama mundial, dirá:
"Acredito em ti, Dib. Desculpa ter duvidado de ti."
É a pior imitação do pai que já vi,
mas esquece lá isso, Dib.
O Zim já desapareceu há muito tempo
e pelo que sabes, pode ter desaparecido de vez.
Quase aposto que o Zim nunca, mas nunca...
Espera, ali está ele.
É o Zim!
Ele voltou e está a fazer alongamentos!
Só faz alongamentos destes quem se prepara para o Mal.
É agora.
O...
... momento que eu...
... tanto esperava.
O que estás a fazer?
Tenho de apanhar...
... o Zim.
Dib, não! Olha bem para ti!
O mundo não está preparado para ver no que te tornaste.
Estás horripilante.
COCÓ
Que cheiro!
O mundo...
... precisa de mim.
Vai tomar banho antes!
Vai tomar...
Vai tomar banho!
Não!
A NICKELODEON APRESENTA
DIB MEMBRANA CONTRA
INVASOR ZIM
Zim!
Sim, sou eu.
E...
Espera.
Desculpa, segue o teu caminho, criatura horrenda.
Estou numa pose dramática para quando o Dib aparecer.
- Eu sou o Dib. - O quê?
- Mas?... - Um segundinho.
Nós conhecemo-nos.
Estava à tua espera, Dib!
Já percebi, até ligaste os aspersores e tudo.
Não podes provar nada.
- Seja como for, eu... - Por onde andaste, Zim?
Andei a vigiar a tua casa, a escola,
o restaurante de tacos que adoras.
Não, é o Gir que adora. Eu acho-o nojento.
- Já lá comi um bebé. - Pois comeu.
O que andas a tramar, Zim?
A fase um do meu plano maléfico, humano.
A fase um.
ESCONDERIJO OFICIAL
- Computador, ri-te comigo. - Não me apetece.
Estiveste sempre em tua casa, sentado numa sanita?
- Sim. - Mas mesmo sempre?
Exato.
Tinhas mesmo de te sentar numa sanita?
Não tentes compreender os hábitos do meu povo, Dib!
Desde o momento em que começou a minha missão neste planeta horrível,
tu estás aí, a assombrar os meus passos, como um squak no meu shmoopsquizz.
Um quem no teu quê?
Enquanto o resto da tua espécie foi fácil de enganar,
tu conseguiste ver para lá do meu disfarce genial.
Martha?
O filho do vizinho é um alienígena.
- Esquece, Martha, afinal ele é normal. - Está bem.
Eu sabia que, se sumisse por tempo suficiente,
esperarias e observarias,
o teu corpo negligenciado cada vez mais fedorento
e inútil.
Mas essa era apenas a fase um do meu plano maléfico.
Continua a observar, Dib-Cocó. Observa impotentemente enquanto inicio
a Fase
Dois!
- Não! - Vou trocar o correio às pessoas.
Isso é ilegal.
Não!
Vou ler o jornal de outra pessoa. Não paguei a assinatura.
Já ninguém lê jornais, mas não, para!
Minialce! Junta-te à destruição!
É o autocolante de piza da minha mãe. Ela é doida por piza.
O que?... O que estás?... Isso é...
Não faças isso! Espera!
Não...
Excelente!
Eu!
Deixa-me fazer um.
Lancei o pug para o espaço.
Pensava que gostavas do porco.
Porque fiz aquilo?
Qual é o problema, humano?
Não me vais impedir?
Não consigo retaliar.
Passei muito tempo sentado.
Tenho a cadeira colada ao rabo.
Sou mais cadeira do que homem.
Os humanos são tão frágeis e sentimentaloides.
Um Irken nunca se tornaria numa cadeira.
Espera! A Fase Dois foi isto?
Claro que foi.
Provavelmente. Sabes que mais? Agora não sei bem.
Seja como for, não me podes impedir, Dib-Cadeira. Adeusinho!
Bem-vindo a casa, filho.
Zim!
Excelente trabalho, eu!
Tudo corre conforme o plano, mas ainda há muito para fazer, Gir.
Sim, senhor.
Adoro-te, Shmoopsy!
Floopsy.
Computador?
O que foi?
Estabelece ligação com os Altíssimos Poderosos,
os meus líderes e maiores fãs.
- A preparar a ligação aos Altíssimos. - Sabes, Gir?...
A ligar aos Altíssimos já!
Os Altíssimos não têm tido notícias minhas,
o seu inovador mais extraordinário e incrível,
há muito tempo.
Devem estar preocupadíssimos.
OS ALTÍSSIMOS
Olha!
Lembras-te do invasor Zim?
- Quem? - O Zim. Pequenino.
Gritava muito.
O tipo que nos mandou os dónutes?
Não, esse é o invasor Jim.
É ótimo.
Espera! O Zim!
- Odiamo-lo. - Sim, esse mesmo.
Lembras-te de quando mentimos
e dissemos que o enviaríamos para a Terra numa missão secreta,
mas só nos queríamos livrar dele porque é um chato?
Sim, somos hilariantes.
Meus Altíssimos?
- Uma transmissão do exterior. - Sim.
A vida tem sido boa desde que o Zim desapareceu de vez.
Seja como for, passa lá a transmissão.
- Quem poderá ser? - Sou eu, o Zim!
Meus Altíssimos,
alegrar-se-ão em saber
que a Fase Um do meu plano mais engenhoso
para preparar a Terra para a vossa chegada
foi um sucesso.
Zim? Pensávamos que tinhas morrido.
Um Zim morto conseguia fazer isto?
Senhores, o meu arqui-inimigo terráqueo é uma triste cadeira agora,
o que me permite completar a fase mais diabólica do meu plano,
a Fase Dois.
Na qual eu...
Computador, põe-nos em espera.
Não, não me lembro de qual é a Fase Dois.
Fiquei na sanita demasiado tempo. Pensa, Zim, pensa.
Não queremos saber, Zim!
Porque não apontei?... Espera!
Computador, passa as gravações de quando discuti a Fase Dois.
Encontrada uma gravação.
Quer que grave toda e qualquer menção da Fase Dois?
Não, obrigado. O Zim não se esquece de nada.
Além de me lembrar do quanto sou e soo fixe,
não serviu para nada.
Ele sabe que o conseguimos ver e ouvir, não sabe?
Eu gostava quando ele estava morto.
Eu lembro-me da Fase Dois!
Lembras-te?
Muito bem, Gir. Conta-me.
Tens de encomendar um milhão de pizas
e depois eu rebolo-me em cima delas
e é essa a história de como me tornarei numa piza gigante.
Não é altura para a história da piza gigante, Gir,
e isso nunca acontecerá!
Silêncio! Preciso de pensar. Acalma-te.
Computador?
Puseste os Altíssimos em espera?
Não.
- Acho que não ouviram nada. - Ouviram, pois.
Sou o melhor invasor de Irk.
Se os Altíssimos souberem que não consegui dominar a Terra
porque me esqueci da Fase Dois,
sabe-se lá o que farão.
Invasor Zim,
já foste o nosso melhor invasor, o mais fantástico,
mas agora és um idiota.
E és estúpido.
De castigo, serás despojado do teu posto de invasor
e recodificado como nada.
Não podem fazer isso! Sou o Zim.
Cérebros de controlo! Recodifiquem-no.
A recodificar.
Terminado, meus Altíssimos.
Zim?
Viverás o resto dos teus longos e tristes dias como...
Espera, não, esquece.
Gir, não há tempo a perder. Os Altíssimos podem chegar a qualquer momento
e o Dib não será uma cadeira para sempre.
Vai ao meu laboratório de intrigas e traz tudo o que possa ser a Fase Dois.
Depressa!
FASE DOIS
SABÃO
MESTRE DO DIB REJEITADO
Seu cocó imprestável!
Preciso de mais tempo para me lembrar da Fase Dois.
Computador, quanto tempo me resta até à chegada dos Altíssimos?
- Informação desconhecida. - Inaceitável.
Acede aos computadores dos Altíssimos e obtém o plano de voo deles.
Sim, é para já, senhor.
Isso era um sotaque?
Eu aborreço-me. P.S.:
Não há energia suficiente para aceder ao plano de voo.
Arranja mais energia
e faz isso sorrateiramente.
A ativar "Modo Sorrateiro".
A ser sorrateiro.
A ser sorrateiro.
A ser sorrateiro.
A ser sorrateiro.
Plano de voo obtido.
Nesta linha, estão todos os mundos que a Armada Irken quer conquistar.
Onde está a Terra?
Os Altíssimos disseram que era a missão mais importante de todas.
Computador, reduz.
A reduzir.
Reduz até saberes a que distância da Terra estão os Altíssimos.
A reduzir.
A reduzir.
- Despacha-te. - A reduzir.
Vámonos!
Tenho de iniciar a Fase Dois
antes que o chato do Dib volte a ficar em forma para lutar.
A reduzir.
De certeza que estará por aqui...
... algures.
A reduzir.
Estava em baixo de forma, depois demasiado em forma.
Agora estou na minha forma normal.
Bolas, Dib, o casaco não.
Dá-me um ar misterioso.
Sai da frente. Tenho de travar um Zim.
Muito bem, crianças-cobaias,
estas braceletes são protótipos, por isso tentem não respirar
nem pensar, ou o campo energético será...
O quê?
Vejam o meu filho homem.
Não me lembro da última vez que te vi tão entusiasmado com a ciência.
A minha nova Membracelete, Edição Dia da Paz.
Amanhã, na minha grande apresentação, vou revelá-la ao mundo
e no Dia da Paz,
as crianças da Terra darão as mãos e... Espera lá.
A mala de caça aos alienígenas?
Meu filho, outra vez este disparate?
Pai, salvar a Terra do mal alienígena do Zim não é um disparate.
Sem mim, pode não haver uma Terra onde fazer um círculo de mãos dadas.
Filho, não há alienígenas.
Tentei ser paciente com os teus interesses pouco científicos:
os Pés-Grandes, os fantasmas, as abelhas-vampiro.
Tu viste as marcas das picadas! E sabes que agora como muito mel!
Bem, como cientista, preciso de provas e ainda não vi...
Provas?
Precisas ainda de mais provas?
Tudo o que recolhi das minhas inúmeras batalhas contra o Zim,
das minhas ousadas viagens ao desconhecido,
coisas às quais a tua ciência fecha os olhos.
Isto atrapalha muito para chegar ao corta-relva.
É a nave da Tak.
Uma nave espacial alienígena que capturei a uma das inimigas alienígenas do Zim!
As naves espaciais não voam?
E há de voar, assim que me deixar repará-la.
Dib, tens uma cara estúpida.
Construíste uma bela nave espacial a fingir, filho, mas...
A fingir? Não é a fingir.
Pai, ninguém acredita em mim,
já me habituei a defender sozinho o nosso mundo,
mas quem me dera contar contigo só desta vez.
Desejar não é científico, filho.
Isto acaba hoje, Zim!
Estou pronto para tudo o que tiveres!
Bem-vindos mais uma vez ao...
... da contagem decrescente para o Dia da Paz...
Intruso! Prepara-te para... Entra!
Sou Ian Bywish, o vosso apresentador
neste lindo dia soalheiro.
E connosco na "Contagem Decrescente para o Dia da Paz"
temos o Porco Gorducho.
O que nos trouxeste, Gorducho?
Olá, robô maléfico do Zim. Onde está ele?
É a minha piza especial.
Fiz de propósito para o Dia da Paz.
Tem dez tipos de piza lá dentro,
por isso é mesmo boa.
Onde está o Zim?
Não sei. Ralo-me tanto com aquele rapaz.
Queres uns nachos?
- Não, obrigado. - Pouco barulho!
Estou a tentar sentir-me infeliz no meu casulo de queijo e infelicidade.
O que se passa aqui?
O que é esta tralha toda?
Pois, são experiências
que eu tinha esperança de que fossem a Fase Dois do meu plano.
Aquilo era para ser o meu pai?
Olá, filho!
Sim, achei que podia substituir o teu verdadeiro...
... pai...
... e, sei lá,
pôr-te de castigo para sempre ou assim.
Mas não consegui pô-lo a fazer pudim da maneira de que tanto gostas.
Isso estragou a ilusão.
Eu não adoro pudim.
Que cheiro é este?
O cheiro é todo meu.
O que vais fazer?
Vou prender-te, é isso.
Está bem, não quero saber.
Espera, a sério?
Porquê?
Esta é a trajetória de voo da Armada Irken
e aqui,
a "quadrizilhões" de anos-luz dessa trajetória,
está a Terra.
Percebes o que significa, humano?
Espera lá, os teus líderes só sabem voar em linha reta?
Os Altíssimos não vêm cá!
Então, estás mesmo a desistir?
Posso ganhar finalmente?
A Terra está em segurança.
Os meus Altíssimos não me respeitam.
Então, meu.
Chegará a altura
em que os Laboratórios Membrana deixarão de tornar o mundo mais maravilhoso...
Sabes, o meu pai também não respeita o que faço.
Mas ainda não chegou essa altura.
Ele acha-me maluco, tal como o resto do mundo.
O mundo que acabei de salvar sem que ninguém soubesse.
... amanhã, na apresentação dos Laboratórios Membrana,
voltaremos a entrar para a história.
Laboratórios Membrana. Quem quer que tudo seja melhor?
Espera lá. A apresentação.
Amanhã o pai vai apresentar a nova Membracelete.
O mundo inteiro estará a assistir.
Se eu conseguisse controlar a emissão da apresentação do pai,
podia denunciar um alienígena a sério. "Mentiste perante todo o planeta."
Eu acredito em ti, Dib.
Desculpa ter duvidado de ti.
Pois é!
És capaz de ainda servir para alguma coisa, Zim.
O que me dizes?
Está bem, não quero saber.
HOJE: APRESENTAÇÃO
Senhoras e senhores,
tenho o orgulho de apresentar....
... a nova Membracelete, Edição Dia da Paz.
Dib?
O Zim está aqui porquê?
Não te preocupes com isso, Gaz, é...
Eu depois explico.
É a grande noite do pai.
Nem penses em fazer nenhuma estupidez
ou eu... - Gaz, não te preocupes, vai-te embora.
Diverte-te com o espetáculo.
Tenho a certeza de que será muito especial.
Zim, usaste as tuas cenas alienígenas para ocupar a sala de controlo?
Pois, dá-me um minuto.
... aplicações como...
... o simulador de amendoins.
Atualizei a tua bracelete.
É só carregar no botão e controlarás tudo.
- A atualização está a guinchar? - Parece que sim.
Nem acredito no que vejo, mas é o teu melhor trabalho de sempre.
Pois.
Como sabem, amanhã é o Dia da Paz
e ninguém está mais entusiasmado do que eu com as grandes celebrações.
- Eu estou! - Isso não é cientificamente possível!
As crianças. Descobrimos que geram um campo energético
com um potencial caótico ilimitado.
Chamamos a essa energia das crianças
"criannergia".
A nova Membracelete capta a "criannergia" e canaliza-a para o exterior
como pura paz e alegria.
Amanhã as crianças darão as mãos, rodeando o planeta com Membraceletes
para gerar uma paz como o mundo nunca viu.
Prepara-te para abrir os olhos, mundo, mas sobretudo o pai.
O quê?
Para!
Não!
Saudações, caros humanos.
Zim?
Espera! O quê?
Onde está o meu pai?
Eu sou... o professor Zim.
O outro tipo foi para a reforma,
pôs-me a mim a mandar nisto e eu fiz umas mudanças catitas à bracelete.
NOVIDADE
Não! Esperem!
O Zim é um alienígena.
- O quê? - Não!
Ele é tão fixe.
Devíamos fazer tudo o que ele diz, mesmo que seja algo maléfico.
Salve, Zim!
Sim, alegrem-se, idiotas.
Comprem a minha bracelete e preparem-se para o Dia da Paz mais pacífico
que os vossos olhos grotescos jamais viram!
A bracelete está disponível em quatro cores.
Zim!
Não, impeçam-no!
Não!
Por favor, digam-me que foi um terrível pesadelo.
- Filho! - Pai?
O pequeno-almoço está pronto.
Boa!
Bom dia, pai... Não!
Feliz Dia da Paz, filho! Estás de castigo para sempre!
O pequeno-almoço é a refeição mais científica do dia.
- Pudim. - Se o Fomeca 3000 pudesse...
Não, Fomeca, eu trato disto.
São os meus filhos e ciência e cenas.
Gaz, desculpa, o Zim enganou-me.
- Eu não queria que nada disto... - O quê?
Não querias dar cabo do espetáculo do pai, fazer com que o raptassem
nem dar ao Zim as chaves dos Laboratórios enquanto tu e e eu somos prisioneiros
de algo que se parece com o pai quando tem uma reação alérgica
a abelhas radioativas?
Passa-se alguma coisa, querida?
Não, está tudo bem, pai.
Como consegues estar tão calma? Aquela coisa não é o pai.
Pois, ouve, alinha na cena.
Não és o nosso pai.
Pronto, cá vamos nós.
Que coisa horrível de se dizer, filho.
Dib, estás sempre a brincar. É claro que ele é o nosso pai.
Que belo pequeno-almoço, pai.
O pudim é bom?
É o pior pudim que já comi na vida.
Obrigado, querida.
Não é fácil tomar conta de duas crianças sozinho, mas...
... é tão gratificante.
És um clone.
O nosso verdadeiro pai foi raptado pelo Zim.
Filho! Não é bonito dizer coisas feias sobre o teu melhor amigo!
O Zim não é o meu melhor amigo.
Ele é maravilhoso.
Não, ele é do piorio.
- Adoras o Zim? - Não, odeio-o.
- Ele é o pior... - Eu adoro o Zim.
- Temos de sair daqui. - E achar o pai, mas o Clembrana é rápido.
- Clembrana? - Clone, Membrana e sim,
já tentei pirar-me de todas as formas possíveis. Esquece.
Tentaste fugir sem mim?
Concentremo-nos no presente, Dib.
Ele impediu toda e qualquer tentativa que eu fiz.
Lembrem-se, meninos, estou aqui para vocês.
Se precisarem de conversar sobre algo...
Estudem. Lavem os dentes.
Que bons conselhos, pai.
Está na hora do Dia da Paz.
CONTINUAM AS CELEBRAÇÕES DO DIA DA PAZ NO MUNDO
Se só agora começou a assistir à nossa reportagem do Dia da Paz,
está a ver o Zim,
o novo diretor dos Laboratórios Membrana,
a supervisionar em pessoa as vendas da sua nova Membracelete
a partir das novas lojas móveis dos Laboratórios Membrana
espalhadas por todo o mundo.
FUNCIONÁRIOS DOS LABORATÓRIOS AFIRMAM QUE ESMAGAMENTOS SÃO NORMAIS
PROFESSOR ZIM: TÃO HUMANO
Este programa é só o Zim a rir-se?
PROFESSOR ZIM: NÃO É UM ALIENÍGENA, MALTA.
... e assim termina a parte hilariante do programa.
Pessoas da Terra,
das quais faço parte, porque sou humano e inferior
e nojento tal como vocês.
Feliz Dia da Paz.
Viva!
A minha nova e fantástica bracelete do Dia da Paz é um enorme sucesso.
Tu aí, monte de carne e molho praticamente inconsciente,
o que achas da minha bracelete nova?
Adoro-a!
Mas tem mais vida do que eu esperava.
Lá isso tem.
Neste momento, crianças em todo o mundo começam a dar as mãos.
Em breve, o círculo de crianças ligar-se-á aqui
e o meu plano mais fantástico de sempre será revelado.
AS CRIANÇAS CANTAM, AS PESSOAS ALEGRAM-SE, AS VÍTIMAS MORTAIS SÃO ÍNFIMAS
Ele parece adorar o que faz.
Esperem lá, conheço aquele sítio.
Aquilo é?...
Zim!
Sai da minha propriedade!
Olá, Dib!
O que fazes aqui?
Eu vivo aqui.
Tens de falar mais alto!
Não te vais safar desta.
O quê?
- Não te vais... - O quê?
- Não te vais... - O quê?
- Não te vais... - O quê?
- Não te... - O quê?
Dib, vê só, a tua cabeça parece enorme na televisão.
Estou aqui para ti, amigo. Anda cá.
Esforcem-se mais, crianças.
Esforcem-se mais!
Não querem a paz no mundo?
Esforcem-se mais pelo Zim.
GATO DO BAIRRO ODEIA A PAZ, CRIANÇAS TRISTES
Olá, Dib.
Olha para eles, Gir.
Tanto tempo a tentar subjugar os humanos
e afinal eu só precisava de lhes cobrar por isso.
Mas as crianças da Terra estão a deixar-me ficar mal.
Tens de usar a energia do teu cérebro de robô Irken
para compor uma canção sobre a paz.
Uma que seja tão inspiradora que não reste outra hipótese às crianças
senão esforçarem-se mais pela paz.
Deste género?
Não, Gir.
Tenta outra vez.
Acho que já sei.
Sim.
A paz é boa, a paz é boa
A paz é melhor do que bacalhau com broa
Paz, paz, paz Boa, boa, boa
Paz, paz, bacalhau Broa, broa, broa
A paz é boa, a paz é boa
A paz é melhor do que bacalhau com broa
Paz, paz, paz Boa, boa, boa
Paz, paz, bacalhau Broa, broa, broa
A paz é boa, a paz é boa
A paz é melhor do que bacalhau com broa
Paz, paz, paz, Boa, boa, boa
Paz, paz, bacalhau Broa, broa, broa
A paz é boa...
Está a resultar.
Está a resultar!
Parem!
O Zim fez qualquer coisa à bracelete.
Não deem as mãos.
Descontrai.
Estamos a falar do Zim.
Seja lá qual for o plano dele, não vai resultar.
Não!
Não aconteceu nada, Zim.
Claro que não, humano.
Isto não é só acrescentar um borrão alienígena de espaço fásico
às braceletes.
Espaço fásico?
Também é necessário algo capaz de captar a energia negra do espaço
para as ativar.
Apenas um ser em todo o Universo conhecido tem semelhante poder.
A minha criação:
o Minialce.
Testemunhai a minha vitória!
- Vejam só, enganei-me. - O que fizeste, Zim?
Eu...
... teletransportei a Terra para um ponto no caminho da Armada Irken.
Agora os Altíssimos terão de me visitar a seguir.
- O nosso pai? - Tu quê?
Nem acredito que caí na tua conversa da treta.
A minha conversa não era treta nenhuma.
Eu achava mesmo que tinha desapontado os Altíssimos,
mas quando me falaste do poder das braceletes,
inspiraste-me. Até tem piada. Gargalhadas, Gir.
E devo-te tudo a ti.
Cheira-me a pudim.
A ti!
Isso faz parte do teu plano infalível, Zim?
Se calhar.
Quer dizer, sou tão incrível que nem eu sei tudo o que faço.
Computador,
o que foi aquilo que aconteceu no espaço?
"Aquilo" é um Buraco Florpus criado pelo teletransporte incrivelmente idiota
de um planeta inteiro.
Um Buraco Florpus é tão fixe como parece?
Um Buraco Florpus absorverá todos os planetas próximos,
que colidirão violentamente com as realidades alternativas.
Pronto, vês? É só um buraco da treta.
Além do mais, os Altíssimos chegarão aqui muito antes de haver problemas.
Zim, o Florpus vai destruir a Terra contigo incluído.
Se estás tão preocupado com o Florpus, pede ajuda ao teu pai.
Estou aqui, pessoal.
Ele só está a um "quadrizilhão" de anos-luz, em Moo Ping Dez,
também conhecido como a prisão espacial!
Porque não pegas na tua nave espacial e vais lá salvá-lo?
Pois, espera, não tens nave espacial!
Lawrence! Se me dão licença, estou à espera de visitas de alto gabarito.
Zim!
Meus Altíssimos!
Parece que algo...
... surgiu no nosso trajeto.
O que é isso?
Uma anomalia espacial terrivelmente mortífera!
- Que interessante. - Está bem.
Assim como o planeta Terra.
A Terra? Ou seja, o Zim! São as piores notícias que já recebi!
Meus líderes, ainda temos tempo para alterar a rota.
- Mas nós vamos a direito. - Pois, virar não tem piada.
Porque está isto a acontecer? Faz com que não aconteça!
Foram dez anos, Gaz.
Dez longos anos aprisionados nesta casa com o monstro do pudim.
Foram só dois dias, mas está bem.
Porque não brincam com o cachorro científico que vos fiz, meninos?
- Porque é pudim. - Eu odeio isto tanto quanto tu,
mas ninguém pode exatamente sair pela porta da frente.
Pronto, nós não podemos exatamente sair pela porta da frente,
mas talvez possamos...
Pai?
Não o chames de pai!
Prestem atenção ao presunto,
porque não há de ser a última vez que o verão nesta história.
Pai, tu e o Dib têm de passar mais tempo entre pai e filho.
Olha para ele, todo lixado. Precisa de mais tempo de qualidade contigo.
Já estou a perceber. Tens alguma sugestão?
Que boa ideia, querida.
Os projetos científicos unem as famílias. Em que te posso ajudar, filho?
Queres que ponha pudim científico nisso?
Talvez depois.
Continua a mexer, pai.
Humano pestilento! Roubaste-me à minha legítima proprietária!
Ouve, nave, já sei que não gostas de mim, mas precisamos da tua ajuda.
Eu não ajudo ninguém! Ao ataque!
Vês? Não adianta.
Odeias o Dib, não odeias?
Afirmativo.
- Mas odeias o Zim ainda mais? - Correto.
Já vi aonde queres chegar.
Ajudar-nos a libertar o pai de Mooppington deixaria...
Espera! Referes-te a Moo Ping Dez?
Certo.
Isso deixaria o Zim superinfeliz.
Que lógica impecável. Eu ajudo-vos.
- Boa. - Com uma condição.
Qual é?
Desliguem os sensores dos bancos
para eu não sentir os vossos horríveis rabos humanos.
Combinado!
Conseguimos, meninos. Viva a ciência!
Certo. Quanto a esse pudim...
Não fiques acordado à nossa espera, Clembrana!
- Boa! - Sim!
Vocês agora têm um Buraco Florpus mortífero.
- Que novidade. - Pois, despacha-te, nave.
Não me dês ordens, mas está bem.
É isto que eu gosto de ver, Gir.
Humanos patéticos a fugirem aterrorizados quando avistam o Zim!
Nem sequer estão a olhar para ti!
É um sinal de respeito.
Os seus olhos idiotas não aguentam isto tudo!
Seja como for, que cartazes horríveis, Gir.
São piores do que eu esperava.
Obrigado.
Construíste-me o trono que te pedi?
Excelente.
Agora subirei a este trono
e reclamarei o meu legítimo lugar...
As chamas? Não posso dominar o mundo
sem umas chamas fixes atrás de mim.
Carrega no botão das chamas.
Espera lá, são amendoins?
- Experimenta o botão dos amendoins. - Está bem.
Chamas? Amendoins?
Amendoins!
Os Altíssimos vão ficar tão felizes!
Estamos tão infelizes.
O Zim está tão perto que até lhe sinto o cheiro.
Meus líderes, não é assim tão mau, a sério.
- Podemos passar ao largo... - Espera.
Para quê passar ao largo da Terra quando a podemos mandar pelos ares?
Sim, somos ótimos a mandar coisas pelos ares. O que é aquilo?
- Parece que é... - Rebenta com isso!
Mas, meus líderes, temos de considerar o buraco espacial aniquilador.
Caraças, este gajo...
"Eu manobro a nave espacial e adoro passar ao largo!"
Pois. "Olhem para mim a passar ao largo de tudo e mais alguma coisa.
Olhem para mim a passar ao largo com as minhas mãozinhas pequeninas."
Gosto que tenhamos piada.
Squibba deep doo, Squibba dee doo
Hoinka doinka shmeep shmoop Fleepa dee mee
Dinka bleep bloop squeep squoooop
- Então? - Os vossos barulhos são horríveis.
Além disso, já chegámos.
Moo Ping Dez.
A prisão para os criminosos mais infames da galáxia.
Pronto, as defesas estão quase a ir abaixo.
Como é que sabes?
Preparem-se.
Está bem, e agora?
Vou causar uma distração e volto depois de acharem o vosso cão.
O nosso pai.
Não interessa.
-Squibba-deep-doo. -Squibba-doo.
-Hoinka-doinka. -Hoinka-doo.
É a nossa distração. Estás pronto?
Já nasci pronto, Gaz. O casaco de espião não é só para dar estilo.
-Hoinka pushuyua. -Squibba-deep-doo.
Agora nunca acharemos o pai.
Costumo achar piada a ver-te a chorar no chão, mas vá lá.
A culpa é minha, Gaz.
Porque não dizes "Eu bem te avisei"?
Porque gozar contigo não tem piada quando estás assim tão triste.
És meu irmão, pá.
Só te atormento porque sei que aguentas.
Já fiz muito pior do que te atirar para uma prisão espacial.
Isto não é nada. Levanta-te.
Eu devia salvar o mundo, Gaz, não era ajudar o Zim a destruí-lo.
Eu ia revelar a verdade às pessoas.
Eu sabia que, se vissem algo de maravilhoso,
mesmo que fosse algo horrível como o Zim, as pessoas abririam os olhos
e deixariam de pensar em todas as coisinhas insignificantes
e veriam que há algo ainda mais grandioso.
Algo contra o qual se uniriam
em vez de lutarem umas com as outras e o mundo saberia que há...
Dib, cala a boca e olha!
Pai!
Filho!
Eu não queria interromper o teu adorável discurso imaginário.
Imaginário?
A última coisa de que me lembro é de algo a atingir-me a cabeça
e a dar origem a esta alucinação incrível.
Não, está mesmo a acontecer.
O Zim usou as tuas braceletes
para transportar a Terra para outra parte do Universo.
Sabes como o fez?
Ele não sabe.
Filho, a membracelete só serve para aplicações e para a paz mundial,
mas em teoria poderia ser usada, digamos,
para criar uma espécie de portal galáctico.
O quê?
Que loucura, pá!
Bem, sabíamos que era possível,
mas só se fosse acrescentado um puramente teórico
borrão alienígena
alimentado por um puramente teórico minúsculo alce roxo espacial.
Mas nada disso existe, por isso não nos preocupámos muito.
O Minialce.
Pai, se tivesses o alce roxo espacial, podias usá-lo para transportar a Terra
para onde deve estar?
Em teoria, sim.
Infelizmente, estamos presos.
Três rabos humanos é de mais, então, trouxe isto.
Entrem.
- Isto é tão real. - Não é uma alucinação.
Eu vou à frente.
Até depois.
Parece que só há espaço para vocês.
Agarrem os vossos rabos nojentos!
Qual é o teu problema com rabos?
Pronto, já chega de correrias e gritos, vamos inovar um bocadinho!
Verguem-se perante mim ou coisa parecida.
Saltar também serve.
Bem, aquilo foi muito convincente.
Porque era a sério, pai.
Como é que algo tão horrível pode ser a sério?
Pai, a Terra está prestes a ser destruída.
Porque te ris?
Minialce é um nome engraçado.
Costumo dizer para não me tocarem, mas podes dar-me uma ajudinha?
Isto não é bom.
Gaz!
Maravilhoso!
Acredito mesmo que estou a cair para uma morte horrorosa.
Segura-te, pai!
Não largues.
Não te preocupes. Nada disto é a sério.
Eu vou provar-te tudo.
Segura-te bem.
Ficarás orgulhoso de mim!
Filho, não tens de provar nada.
Estou sempre orgulhoso de ti.
Pai!
Consegui, Gir.
Os humanos encolhem-se de medo perante o meu superior poder Irken
e já não era sem tempo.
Estarei a ver os Altíssimos?...
Tu.
Dib?
Tu.
Dá-me o alce.
Zim!
O alce é a única coisa que pode salvar a Terra do teu Florpus.
Arranja um alce para ti, humano! Este é meu!
Também te acho fixe, Minialce!
HORA DO GORDUCHO
Para! O tempo está a esgotar-se!
Ficas feio quando mentes, Dib.
- Não estou a mentir. - Então, porque estás tão feio?
FELIZ BLORFIVERSÁRIO, GLOINKY!
- Dá-me o alce! - Não!
Gostava mais de ti quando eras uma cadeira.
E eu gostava mais de ti quando eras uma sanita.
Eu não era uma sanita!
O gato-duende não!
Eu estava escondido numa sanita.
Zim!
Não!
Bem, ele morreu. Gir?
Tanto mal está a dar-me cabo da garganta.
Traz-me uma pastilha calmante.
Pai!
Porque usam essas camisas?
Não contratei nenhum de vocês!
Não te preocupes, filho.
Eu apoio-te.
Spencer! Devon!
Maria!
Lawrence!
Não!
Gir! Vinga os teus irmãos robôs! E a Maria.
Sim, mestre.
És uma nódoa, Gir!
Acabou-se, Zim.
Acabou?
Agora fiquei triste. Esperem! Já te esqueceste?
Estás de castigo!
E tu,
afasta-te do meu filho!
O que se passa? O que é esta coisa?
- Ele és tu, pai. - O quê?
Quem sou eu, filho? Eu sou eu. Quem é este?
Pausa para pudim.
Agora estou muito confuso.
Então, já foi revelado.
Já descobriste que o clone não é...
... o teu verdadeiro pai!
Tu disseste-me que ele não era o meu verdadeiro pai.
- Acabou a pausa para pudim. - Isto parece mesmo a sério!
Precisamos daquele alce, pai!
Não há nada mais feio do que invejar o alce alheio, Dib. Mas que?...
Donde é que?...
Tens o pior rabo de todos, Zim.
Dib!
Ainda tens o presunto que te dei?
Claro.
O presunto!
Estão a ver?
Lá está o tal presunto outra vez.
Bom trabalho, querida, mas...
Querida?
Brigar não resolve nada!
Além disso, achei este alce? Vejam só, não é engraçado?
Ordeno-te que me devolvas o alce
e destruas a família Membrana.
Mas...
... é a minha família.
E aquele tipo... é como olhar para um espelho.
- Olha que não sei... - Já devia saber que me desapontarias.
Nem sequer aprendeste a fazer pudim como deve ser!
Deixa o Clembrana em paz!
Pois, é o melhor pudim que já comi na vida!
Excelente.
Agora é só...
Não!
Está a acontecer!
Usa o alce!
Muito bem. Usar o alce.
Está bem.
Voltem todos a dar as mãos!
Sim, as vossas vidas dependem disso!
Está bem. Dá-me a mão!
Nem penses! Vê se atinas. Vamos lá, pessoal.
Mais depressa!
Dei o meu melhor.
Não adianta, Dib.
Perdeste. A Armada Irken já chegou.
Canhões dianteiros na potência máxima!
Já está quase.
Pai, despacha-te.
Estamos a entrar no Florpus!
O Zim venceu!
Não é para te pressionar, pai, mas...
Dá-me uma abébia! É o meu primeiro alce!
Tem calma. São só as realidades a colidirem, como o meu computador disse.
E a destruir a Terra, seu grande idiota!
Pronto. Não.
Já consegui!
SALVAR O MUNDO S / N
Meus Altíssimos?
A Terra? Desapareceu.
Que ótimas notícias.
Crise evitada.
Viva! Já não temos de virar.
Senhores, ainda temos aquele horrível buraco espacial à nossa frente.
Porque és tão negativo?
- Viva! - Viva!
- Boa... - Boa...
24 HORAS DEPOIS
Agora
preparem as vossas caras de comer
para uma nutrição incalculável!
Bom trabalho, Fomeca.
Obrigado, Gaz-leen.
Espero que consigas saborear a simulação de amor que usei na confeção.
Só falta um último ingrediente.
Família e pudim e ciência e robôs e cenas!
Então, ele agora vive cá ou quê?
- Continuo muito confuso. - Pois.
Estás a saborear a tua refeição de perdedor, Dib?
Perdedor? O teu plano não resultou.
Ai não, Dib? Ai não?
E se eu te dissesse que o meu plano foi sempre roubar...
... isto, seja lá o que isto for?
A Fase Dois, foi sempre a Fase Dois.
É o cachorro-palhaço de porcelana da nossa sala de estar?
Quem se ri agora, Dib?
Sou eu, vê?
Porque não convidaste o teu amiguinho verde para jantar, filho?
Pai! Era o Zim, o alienígena que quase destruiu o mundo, não te lembras?
Filho, é claro que me lembro.
Lembro-me de levar uma pancada na cabeça e de sonhar com todas essas loucuras.
O quê?
- O que se passa? Já acabou? - Sim, Gir.
Estou só à espera que os Altíssimos atendam a chamada
para os informar do meu sucesso.
Ganhámos?
Ganhámos?
Ganhámos?
Claro que sim! O Zim ganha sempre!
Mas não graças a ti, que trabalhas para o inimigo.
Boa, Minialce. Não consigo ficar zangado contigo.
Cá vamos nós.
Altíssimos, tenho o prazer de vos informar de que o meu plano foi um êxito
e agora tenho o cachorro-palhaço do Dib,
que foi o meu plano desde sempre.
Isto agrada-vos?
Aquilo pareceu-me um sim.
Viva! Tive tantas saudades tuas!
Legendas: Marta Gama
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