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Original subtitles

A LUZ QUE NOS GUIA

MARÇO DE 2021

Olá.

Aqui, não tens de fazer vénia.

Está bem.

A madrugada é uma boa altura para programar.

É tranquilo.

Quanto à avó e ao avô,

estão felizes por eu trabalhar

e estão sempre a pagar coisas às pessoas da aldeia.

E o Hui-seo…

Está muito contente.

Diz sempre que está feliz.

Nunca ouvi ninguém

a dizê-lo em voz alta.

Pensava que era só uma palavra.

É estranho.

Quanto a mim…

Bem…

Isso importa, sequer?

A LUZ QUE NOS GUIA

O comboio está a chegar.

SETEMBRO DE 2025

Em posição.

ESTAÇÃO DE DONGJAK

Portas e portas de segurança abertas.

As portas vão fechar.

As portas vão fechar.

As portas de segurança vão fechar.

MAQUINISTA YEON TAE-SEO

Olá.

- O Tae-seo. - Olá.

- Vou indo. - Olá. Já vais?

- Acabaste? - Sim.

Pelo menos, vimo-nos. Até logo.

- Boa sorte. - Adeus. Boa sorte.

- Eu… - Pedimos para ti.

Obrigado.

- Queres uma bebida? - Amanhã, entro às 6h01.

Depois, tenho de ir.

Comemos depressa por causa do trabalho, mas calma.

Quando é que chegaste?

Ia ter com a Mi-ju, mas ela está ocupada.

Céus! Tenho fome.

Vamos fazer ramyeon.

Esqueci-me de ligar o gás. Sabes que não cozinho.

Há três anos que te esqueces. Céus!

Meu Deus!

Claro. Acontece.

Como queiras.

Isto é um exagero.

Claro, acho que não faz mal viver assim.

O que é isto?

Pode ser barulhento.

É muito barulhento para fazer à noite.

Então? Porque é que vives assim?

Até depois.

Não olhes assim para mim.

- Não apontes. Faz assim. - Vai.

Porque queres que vá ao casamento da irmã do Sr. Mu?

Devias ir tu.

Trabalho ao fim de semana.

Vá lá.

Estás sempre ocupado e nunca vens cá.

Avisa-me se algo se estragar.

Vou logo arranjar.

É preciso alguma coisa se estragar para vires a casa?

Não tens pena de mim?

Sinceramente, eu nunca te incomodo

enquanto tomo conta da avó e do avô.

Porque é que estás ocupado sempre que ligo?

Cá vamos nós.

Se estivesses a namorar, tudo bem.

Para te casares, tens de namorar.

Depois, posso ter sobrinhos.

Assim, posso ser um tio incrível.

Que tal três filhos?

- Vou desligar. - O quê? Estou…

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O comboio está a chegar.

É a Eun-a.

ESTAÇÃO DE DONGJAK

- Sra. Mo Eun-a? - Sim.

Venha por aqui, por favor.

A maioria dos nossos hóspedes viaja sozinha.

Muitos são escritores que ficam por longos períodos.

Tem de combinar as horas de limpeza com esses hóspedes.

A limpeza é feita por outra empresa.

Esta é a nossa nova gerente.

- Aqui está o inventário. - Certo.

Certifique-se de que sai às 16h10 em ponto.

O chefe disse que tem muita experiência

e insistiu para lhe lembrar a hora de saída.

Informamos os clientes de que é um hotel sem funcionários,

mas há sempre quem se queixe.

Lembre-lhes isso quando fizerem o check in.

Além disso,

tem de usar roupa branca em cima e preta em baixo.

Só precisa de acertar nas cores. Trouxe roupa?

Sim. E os manuais?

Abri-os a todos no monitor.

- E a sala de convívio? - Por aqui.

Esta é a sala de convívio.

- Para já, vou pôr isto aqui. - Está bem.

Queria dar uma volta pela zona.

Sei que já geriu uma residencial.

Onde era?

O que aconteceu?

Ao menos, pôde gerir o seu negócio.

- Já encontrou casa? - Vim à pressa, por isso…

A minha casa é ótima.

A minha companheira de casa também. Saio daqui a duas semanas.

É perto daqui. Recomendo.

Digo-lhe porque parece simpática.

Dá-me o seu número?

PADARIA MAISIE

Há quanto tempo.

Olá.

Eun-a.

Como estás?

Vamos.

Vamos lá.

Estou tão contente.

O que é?

Uma foto do meu pai.

Vim cá buscá-la.

Podes ficar com os lençóis.

São novos.

São usados em hotéis de luxo.

Devias usá-los tu.

Vais precisar deles aqui.

Parecem caros.

Enviei-os para tos dar.

Vim à pressa e não me consegui organizar.

Não pude trazer mais nada.

Estás com fome?

Sim.

Nem cheguei a ir a Tongyeong.

Como foi isso acontecer?

Acabou tudo.

Na verdade, estou aliviada.

Quando fechei a residencial,

fiquei chateada e destroçada durante meses.

Mas estou aliviada.

- É o kimchi da tua mãe? - Sim.

Está delicioso.

Come.

Podes comê-lo todo.

Podes ficar aqui e procurar casa com calma.

É um pouco longe, mas dá para ir de transportes.

Não, não é preciso.

- Durmo no trabalho. - Desde quando?

Tenho muita sorte.

Encontrei trabalho em poucas horas.

E a minha antecessora arranjou-me casa.

A colega dela vai estar fora uma semana e ela disse para eu ficar lá.

É em Seul.

Desde que decidi vir para Seul, tudo corre bem.

Mesmo assim,

se não gostares de ficar lá, podes vir para aqui.

O Seung-jun concorda.

Está bêbedo outra vez.

Disse-lhe para vir para casa cedo.

Porque mudas a palavra-passe?

Eun-a! Não precisas de sair!

Fica aí, Eun-a! Não faz mal!

És tão barulhento!

- Disse-te para vires cedo. - Eun-a.

Bem…

Vê o que alcançámos todos!

Alunos de uma escola rural reúnem-se em Seul.

Estamos em Suwon.

Tudo bem contigo?

Até parece.

Eun-a, és a pessoa que mais invejo no mundo.

Cala-te e sai.

- Sabes porquê? Eu digo. - Rápido.

- Vai lavar as mãos. - Demitiste-te.

- Cheiras mal. - E tens outro.

Encontraste outro trabalho.

Vais a sítios incríveis, como Namhae e Tongyeong.

Já para não falar no Havai.

Quero viver livremente como tu!

Céus! Podes calar-te?

Há muito que não a víamos…

Paragem de Dongjak.

As portas são à sua direita.

Paragem de Dongjak.

As portas vão fechar.

Está a chegar o comboio para Buramsan.

Atenção, por favor.

Vamos parar um momento para manter a distância entre os comboios.

SEONG-CHAN

As portas vão fechar.

Portas e portas de segurança fechadas. O comboio vai partir.

A partir de hoje, vou ficar em Seul por uns tempos,

tal como tu ficaste em Yeonwoo, pai.

Vou ficar em Seul.

Só por um momento.

- Qual é o número do nosso quarto? - É o último.

Treze milímetros.

Treze.

Estou?

Claro. Percebido.

Esqueci-me.

Certo, adeus.

Esqueci-me que partilhava a conta

e porque a partilhava.

Esqueci-me disso.

- Olá. - Olá.

- Stay Youngwon? - Sim.

Aqui tem.

- Obrigada. - De nada. Bom dia.

Para si também.

Obrigada pelo seu trabalho.

Para que são as flores?

Para celebrar o meu primeiro dia.

Só na primeira semana.

É um ritual pessoal.

Paragem de Isu. Estação da Universidade Chongshin.

As portas são à sua direita.

Em posição.

As portas de segurança vão abrir.

Portas e portas de segurança abertas.

Tenha cuidado, por favor.

Comboio 4654, por favor, fique parado por mais um minuto.

Fala o Comboio 4654. Pedido para parar recebido.

Atenção, por favor.

Para manter a distância entre os comboios,

vamos parar um minuto antes de partir.

Tae-seo.

Comboio 4654, já pode partir.

As portas vão fechar.

Portas e portas de segurança fechadas.

O comboio vai partir.

Tenha cuidado, por favor.

COMBOIO PARA OIDO COMBOIO PARA ANSAN

NÚMERO 610

Vou a caminho. Estou na estação de Isu.

Olha, o Seong-chan ligou-me do nada.

Depois de lhe dizer que vinhas a minha casa hoje,

percebi que ia ser mau se ele aparecesse.

A Na-yeong acha que nos conhecemos através do Seong-chan.

Eu disse-lhe que me ligavas quando chegasses a Isu

e que nos encontrávamos aí.

Não sabia o que dizer.

Não vai estar à tua espera, pois não?

Eu já te ligo.

O que fazes aqui?

Eun-a.

Vem para Tongyeong.

Não.

Preciso de uma pausa.

Desapareceste logo a seguir a fechares a residencial.

As portas vão abrir.

Também tens de saber!

Eun-a!

Eun-a.

Eun-a.

Yeon Tae-seo.

SEONG-CHAN

Fomos colegas durante dez anos.

Uma pausa de quê, se nunca tivemos nada?

Assim, não me podias contactar a dar más notícias.

Éramos parceiros. Devíamos partilhar o fim.

Sim, somos colegas. Contente?

É típico deles.

Se correr bem, expulsam os gerentes e tomam conta.

Fomos enganados por intrusos maldosos.

Não tens culpa. Quando ganharmos…

O que temos a ganhar?

Eles não podem gerir…

Não podemos deixar que façam negócio.

Se o processo se arrastar, eles também perdem.

Vou levar isto até ao fim.

Não quero mesmo saber.

Não quero ouvir falar nisso.

Chegaste tão longe.

Porquê Seul?

Posso vir visitar-te.

Não. Odeio andar para trás e para a frente a tentar arranjar tempo.

O trabalho é simples e fácil.

É bom para passar o tempo.

É confortável.

Passaste por tanta coisa.

Boa viagem.

Olá, Sr. Mu.

Olá, porque enviaste tanto dinheiro de prenda?

Não é nada.

Devia ter estado presente.

Não era preciso. Estás ocupado.

E o Hui-seo ajudou muito.

Recolheu o dinheiro na receção e entregou as senhas de refeição.

Vieram muitos alunos e foi caótico,

mas o Hui-seo tratou de tudo.

Os meus colegas de turma também foram?

Chamar-lhes colegas de turma é…

Aqueles que talvez conheças…

A Eun-a…

Não teve notícias dela?

Não. Ninguém sabe nada dela.

Não mantiveram o contacto, certo?

Não.

Foi no mês passado?

Foi registada uma queixa em nome da Eun-a.

Soube que foi arquivado um documento

a pedir para demolir a casa dela.

Como sabes, a minha mulher trabalha na junta.

Demolir uma casa vazia exige muitos documentos complicados,

mas só havia uma folha de papel com o nome da Eun-a.

Chegou pelo correio.

Este documento é absurdo.

Demolir uma casa vazia gera um monte de lixo,

logo, exige uma morada de entrega.

Tem a morada dela.

Então, depois de demolirem a casa, querem meter lá o lixo?

Não há telefone. Não sei o que fazer.

Tae-seo!

Mas que raio?

É o meu irmão.

- Certo. - Tae-seo!

- É o orgulho de Yeonwoo. - Certo.

O que te traz cá?

Devias ter-me dito.

É dele que estou sempre a falar.

- Os meus colegas dos correios. - Olá.

- Este é o meu mentor. - O Hui-seo falou-me de ti.

Porque vieste?

Há três anos, apareceste de repente

e largaste uma bomba quando te demitiste da empresa.

Ainda tenho trauma.

Queixas-te quando venho e quando não venho.

E o trabalho?

Os correios não funcionam sem mim.

Não te tinha dito?

Não te preocupes comigo.

Isso é verdade.

Foste sempre tão responsável. Porque estás a ser assim?

Só fazes o que queres.

Nunca pensei que me ia preocupar contigo quando crescesse.

Então? Come primeiro. Está bem?

Vieste sem avisar, por isso, não me preparei.

Já que vim, vou tratar disto. Há mais alguma coisa?

Não. Vem comer.

Põe aqui.

O avô está a demorar.

Quando trabalhava nas quintas dos outros, esforçava-se.

Agora que temos a nossa quinta, quase que vive lá.

É bom ter a nossa própria quinta.

Podemos viver confortavelmente graças aos nossos netos.

Céus! Esqueci-me do kimchi. Vou buscá-lo.

- Então, vou arrumar isto. - Está bem.

MERCADO

Sim? O que foi?

Céus! Vejam só quem é.

Como está?

A Eun-a esteve cá, certo?

Estes desenhos de legumes são dela.

Ela não vem cá.

Com licença.

Dê-lhe isto.

010-0922-1109 YEON TAE-SEO

Cruzei-me com ela por acaso em Seul.

A Eun-a está bem, em Seul?

Não me parece.

Só a vi por acaso.

Estás enganado. Ela está bem.

Estão aqui.

Envia-me cartões de Natal todos os anos.

Foram enviados de hotéis e pousadas onde ela trabalhou.

Este.

É do ano passado.

Avó, como estás?

Acho que vou ficar aqui.

Ela está bem.

Para.

Vamos parar

com as preocupações.

Já chega.

Vou anexar a foto, já que pode ser divulgada.

Tem 12,7 cm por 17,8 cm.

Sem vidro. Uma margem de, pelo menos, dez centímetros.

Pode procurar online por Património Cultural: Casa Velha.

ENCONTRAREI UM SENTIDO

Por ordem,

carvalho, cerejeira, nogueira e ácer.

Veja como ficaria.

Pode deixar margens, assim,

ou apertar mais a moldura.

Esta.

Seria bom deixar margens.

Pode ser papel tradicional?

Sim, pode.

Trabalha em quê?

Sou maquinista.

Certo.

E não trabalha hoje?

Trabalho amanhã à tarde e à noite.

Cinco, no total. E o seu nome?

Im A-sol.

Sra. Im A-sol.

A madeira é carvalho.

Na terceira semana…

… do próximo mês. Certo?

O que há de bom em ser maquinista?

Bem…

É bom não poder levar trabalho para casa.

Isso é incrível.

Também tenho uma pergunta.

Porque me escolheu para este trabalho?

Só tinha feito isto para os meus colegas.

Foi num restaurante.

Havia uma foto com uma moldura digna de uma galeria, por isso, perguntei.

Pesquisei o endereço escrito no verso.

Além disso, posso pedir-lhe outra moldura?

Esta não tem prazo. É um quadro.

Qual é o tamanho?

Bem, é mais ou menos…

Deste tamanho?

Ou talvez deste?

Dê-me cinco minutos.

Desculpe?

O quê?

- É este. - Vive aqui perto?

- Sim. - Eu…

É o primeiro quadro que comprei.

A corda rebentou e ele caiu ao chão.

A moldura partiu-se.

Nunca trabalhei com um quadro. É mesmo enorme.

Boa. Quero uma moldura nova.

Qual é o tamanho?

Não tenho fita métrica.

Não é preciso.

Pode tirar as medidas em casa e enviar-mas.

Está bem.

Deixe-me tirar uma foto.

Pode ser?

No restaurante, disseram-me que já foi programador.

É o senhor, não é?

Em que restaurante foi?

Naquele debaixo do centro de estudo.

Certo. O centro do Hyeong-seok.

Então, acho que sou eu.

Era isso que fazia. Estou a ver.

Porquê? Aconteceu algo?

Bem, a mim,

aconteceram-me umas coisas

e a moldura, que durou dez anos,

caiu ao chão quando a corda rebentou.

Não é estranho?

É uma pergunta estranha. Acabámos de nos conhecer.

Bem, não aconteceu nada.

Perguntam-me sempre isso. Não me importo.

Estou a ver. Perguntam-lhe sempre.

Foi…

… um dia estranho para mim também.

Como se momentos do passado se juntassem e…

Não sou muito bom com as palavras.

Mas foi um dia assim.

Não precisa mesmo de ajuda?

Não.

REABERTURA APÓS RENOVAÇÃO CAFÉ MAEUM

Já viste que agora é um café?

Sim, já vi.

Ficou muito luminoso depois de desobstruir as janelas.

Na altura, ser escuro ajudava na concentração.

Agora é mais aberto.

Concentram-se melhor com pessoas sempre a passar.

Minha senhora, sou eu.

- Olá. - Porco salteado picante.

Foi aquela.

Foste tu.

Foste tu que falaste à dona do meu antigo trabalho.

De que estás a falar?

Queres beber?

Isto é raro.

Estão a ligar-te.

Não.

- Era um número desconhecido. - Então, porque atendeste?

- E uma omelete! - Está bem.

Durante dez anos, esqueci-me.

Tinham desaparecido.

As preocupações antigas podem regressar?

Dez anos, depois de entrares na universidade.

Então, não é a tua família.

Não falas daquilo que te preocupa realmente.

Estavas a passar um mau bocado antes do serviço militar.

Tinha de ser uma rapariga,

mas tu não falavas nisso porque não te querias lembrar.

Disseste que, se falasses, morrias.

Por isso, se estás a falar, é porque não é um problema.

Se for mesmo um problema, não falas.

Tens medo de te preocupar.

Certo.

Céus! Era isso.

Geri o centro de estudo durante dez anos.

Sou especialista em encorajar e aconselhar miúdos que não estudam.

"És importante. Quem decide és tu.

Ele vive segundo as suas próprias regras.

Ele não aguenta a bebida. Quando bebe,

só pensa no que fazer e em que rumo seguir.

Também te devias concentrar nisso.

E ele entrou na Universidade Hanguk.

Sentava-se no Lugar 1." E acabo a promover o centro.

Portanto, para de pensar em preocupações antigas.

Está bem?

Já te esqueceste do futuro que a tua mãe queria para ti?

"Algo seguro e tranquilo."

Quando me casar, vai ser o meu lema.

Então, memoriza como deve ser.

Isto é tranquilo.

"Algo seguro e tranquilo

em que possa ganhar a vida sem dificuldades."

JANEIRO DE 2022

Tae-seo.

Sim?

Foste transferido

para a filial da Índia.

Trabalhámos com eles. Vai haver caras conhecidas.

É uma oportunidade.

Sim. Eu compreendo.

Não é nada de mais,

mas o avô caiu quando estava a arrancar ervas daninhas.

O chefe da aldeia diz que ele desmaiou.

Está só a tomar aspirina.

Ele devia… Devia ir ao hospital.

Obriga-o a ir buscar uma receita. Vou aí no fim de semana.

Não te preocupes. Vem só no Ano Novo.

As pessoas ocupadas só vêm no Ano Novo e no Chuseok.

Está tudo bem por aqui graças a mim, mas não vai durar.

Aproveita a liberdade.

Hoje, vi a tia Suk-hui.

A mãe trabalhava com ela na estação.

Disse que pareço a mãe quando ela saía do traballho e dizia:

"Adoro ver o mar."

- Que dia estranho. - Sou parecido com ela.

De manhã, ofereceram-me uma oportunidade.

O Hui-seo falou da nossa mãe e não costuma fazê-lo.

E, à tarde, recusei a oportunidade que me ofereceram de manhã.

Não queres que veja o quarto?

É numa subida, mas tem um bom preço.

- Na verdade, quero que vás vê-lo. - … Dongjak.

- Ligo-te depois. Adeus. - A porta…

- As portas vão fechar. - Olá, Hyeong-seok.

- As portas vão fechar. - Podes ir ver o quarto?

Acabei de sair do metro. Não estava a ouvir nada.

Bem, surgiu uma coisa esta manhã.

Sim.

Certo, adeus.

Naquele momento, tive a forte sensação de que sabia

o que importava para mim.

Mãe!

Tae-seo!

Comparando com o que a minha mãe se preocupava comigo…

Espera um bocado.

… eu não me preocupava nada comigo mesmo.

"Onde?"

Caso aconteça alguma coisa lá em casa,

uma distância que possa percorrer num dia.

Um dia, mais tarde,

farei aquilo que quero.

"Com quem?"

Comigo.

Brevemente livre, graças ao Hui-seo.

Comigo mesmo.

Será possível?

UNIVERSIDADE CHONGSHIN (ISU)

Março.

Pensei em ti todos os anos, no início do ano letivo.

No aniversário da morte dos teus pais, pensava que devias estar triste.

Pensava:

"Devia ligar-te?"

Depois, vinha abril.

No verão, não consigo.

No outono, torna-se ainda mais difícil.

No inverno, desisto completamente.

Isto repetiu-se durante vários anos.

Mas agora vou parar.

Porque te vi.

AVÓZINHA DA MERCEARIA

O Tae-seo está preocupado contigo.

010-0922-1109 YEON TAE-SEO

CHAMADA NÃO ATENDIDA

CHAMADAS

Estou?

Desculpe ligar a esta hora, mas tinha uma chamada.

Sou eu.

Porque estás preocupado comigo?

Foi o que disse a avózinha da mercearia.

Estás na rua?

Sim.

Posso ligar-te, daqui a pouco?

Sim.

Olá.

Olá.

És maquinista, certo?

A avózinha da mercearia disse-me que és maquinista, em Seul.

Entras na estação de Isu?

- Dizem que não é igual para todos. - Na estação de Dongjak.

Estou a ver.

Maquinista Yeon Tae-seo.

Fica-te bem.

Liguei-te para não te preocupares.

Não estava numa boa situação.

Talvez isso te tenha preocupado.

Que tipo de situação era?

Ele quer pedir-me desculpa.

Tínhamos umas coisas a acontecer.

É uma longa história.

É o teu colega do hotel, certo?

Sê clara com ele.

Assim, ele não aparece do nada…

… para pedir desculpa.

- Se não há motivo de preocupação… - Não há.

Não te preocupes.

Está bem. É tarde.

- Vou desligar. - Está bem.

NÃO ATENDER FORA DO HORÁRIO

Estou?

Não podes ficar aí.

Por favor, segue o contrato. É um hotel sem funcionários.

Peço desculpa.

Vim à pressa, por isso…

A partir de hoje, tenho onde ficar.

Um dos clientes viu-te.

Quis saber se havia funcionários no hotel.

Segue as regras, ou deixas-me numa situação difícil.

Eun-a.

- Não estou atrasada? - Não, nada.

Soube que estiveste em Isu, mas voltaste por causa do trabalho.

Teria sido ótimo jantarmos juntas.

- Ho-sik, a Eun-a chegou! - Vou já.

- Trazes a câmara e a bateria? - Sim.

- Tenho tudo. Pronto. - Ótimo.

O nosso trabalho é viajar,

mas o cão e as plantas tornam difícil fazer viagens longas.

Temos sorte por cuidares das plantas.

Podemos ficar longe graças à Eun-a.

É verdade.

Não é nada. Eu é que agradeço.

Vocês salvaram-me.

Vá lá. Vamos.

Ela estava à tua espera.

Despachem-se, vão.

Aproveitem a viagem.

Que foi isso? Pareces a gerente de um hotel.

Toma conta da nossa casa.

- Boa viagem. - Adeus.

Vamos lá!

Vamos lá! Estamos atrasados!

Estação de Dongjak.

DONGJAK (CEMITÉRIO NACIONAL DE SEUL)

As portas de segurança vão abrir.

As portas vão fechar.

As portas vão fechar.

Por favor, afaste-se.

Há quanto tempo.

A LUZ QUE NOS GUIA

Não mudaste nada.

Não mudou. Os meus sentimentos não mudaram.

Gostava de ti há dez anos

e ainda sinto o mesmo.

Tudo o que vês todos os dias em Seul,

eu também quero ver.

Fica ao meu lado.

Avó!

Leva o que é teu e continua com a tua vida.

Ele…

… preocupa-te muito?

Legendas: Claudia Marques

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