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CASOS PRIVADOS Major I.E. Willoughby

Associados Fred Streeter e Guy Johnson

O HERDEIRO DA INDÚSTRIA DE CIGARROS CASA-SE PELA QUARTA VEZ.

WILLIE HEYWARD E SUA NOVA ESPOSA.

- Grande boda, não? - Formidável.

Onde esteve o dia todo?

Na cama.

- O noivo está sóbrio? - Provisoriamente.

Este matrimônio põe fim ao seu contrato com Heyward?

Não, ainda tenho a criada.

Ouça, vai perder sua juventude tirando um bêbado dos bares?

Isso é indigno até mesmo para um detetive particular.

Por cem dólares por semana, nada é indigno.

Por acaso vai levar você na lua-de-mel?

Não, ele vai dar conta. Será minha folga.

Já viu isto?

Dê-me.

Espertinho.

BAILARINA PROCESSA HEYWARD.

EXIGE REPARAÇÃO DE DANOS POR SEUS SONHOS ARRUINADOS

Conheço essa mocinha. É encrenca. O que vai fazer?

Tenho várias ideias.

- Quer um conselho? - Não.

Estes assuntos são uma verdadeira porcaria.

Eu gosto.

Nada como uma bailarina espanhola para acabar com tudo.

Eu falo sério. Arriscar seu pescoço para encurralá-la.

E tudo isto para quê?

Por cem dólares por semana.

Ok, a ganância vai te perder.

Olha, há pouco tempo eu tirava apenas o mínimo para sobreviver

como demonstrador de cinturões elétricos em uma farmácia.

Isso é bem melhor. Willie é meu benfeitor,

e vou tirá-lo de problemas quando e enquanto me pagar.

Bom dia, chefe.

Ligação para você, Sr. Johnson.

Tenho um ótimo trabalho para você esta noite, no Harlem.

Tem de se disfarçar de negro.

Muito bem, major.

Alô? Guy Johnson no telefone.

Sim, Gus. O que houve?

Seu chefe está perdido de novo.

Sim, muito mal.

Não, saiu cambaleando pela porta.

Ok, vou encontrá-lo.

Voltou a fazer outra vez?

Casou não faz nem 24 horas e já passa as tardes fora.

Sabe para onde foi?

Não disse nada. Desapareceu cambaleando.

Ficou apenas quinze minutos.

- Bebeu muito? - Litros.

Boa noite.

O Sr. Heyward esteve rondando por aqui?

Sim. Me bateu e me chamou de tudo o que pôde.

E então disse: eu sou seu amigo.

Ele me respondeu que os idiotas desfrutariam desta tarde.

Quis me bater de novo! Então, o pus em um táxi.

- Aonde o levaram? - Para o Hotel Fairhaven.

- Para o Hotel Fairhaven? - Sim.

Rápido, para o Hotel Fairhaven!

Quero ver a Srta. Gonzales.

Pergunte a esta cobra se ela está sozinha.

Quero falar com ela a sós, ok?

Sim, Sr. Heyward.

Atenda!

Atenda!

Alô?

Srta. Gonzales? O Sr. Heyward pergunta se está só.

Sim, diz que está só.

Melhor assim.

Para o nº 36, garoto. Rápido.

Por favor, o que vai fazer?

Por favor, deixe-me ir!

Cale-se! Abra a porta quando tocar.

Vamos, abra!

Alô?.

Ela está no quarto. Deve ter esquecido o telefone fora do gancho.

Alô?

Meu Deus! Um grito! Tiros! Alguém está atirando.

O que está fazendo aqui?

- De onde tirou esta arma? - Que arma?

A que tinha na mão!

O que é isso?

A metade de uma moeda. Vamos, ajude-me.

Não me aborreçam! Estou procurando a Dolores!

Onde está aquela cobra?

Está morta!

- Você a matou? - Matei quem?

Recomponha-se, seu idiota!

Quando entrei, tudo ficou escuro.

- Ele a matou? - Não, foi uma armadilha.

Não fale sobre isto com ninguém. Está tudo bem. Eu sou detetive.

- Vem vindo alguém. - Não tem outra saída?

Sim. No quarto. A escada de incêndio.

O que está fazendo?

WILLIE HEYWARD PROCURADO POR ASSASINATO EM SUA LUA-DE-MEL

HEYWARD DESPISTA DETETIVE NA ESTAÇÃO DE TREM

A POLÍCIA INTERROGA A ESPOSA DE HEYWARD

Compreendo sua dor, Sra. Heyward,

mas preciso fazer-lhe mais perguntas.

Responderei a todas as suas perguntas. Não tenho nada a esconder.

Amo Willie. Sempre o amarei.

Perfeito.

Sabe se Willie queria ver a Srta. Gonzales?

Claro que sim.

Ela queria destruir a sua felicidade.

Eu disse-lhe que não me importava. Que nada mudaria meu amor por ele.

Vai se divorciar se ele for capturado?

Oh, não! Jamais! Estarei com ele até o fim.

Não se mova!

Queiram dar-me licença.

Acho que não consigo mais falar.

Nós a apoiamos, Sra. Heyward. Obrigado.

- Atenda os cavalheiros. - Sim, senhora.

Olá, querido.

Olá, querida.

Querido.

Perguntaram muito?

Não, tudo saiu bem.

- Quer uma bebida? - Não.

Vai amar-me mais quando eu for uma viúva milionária?

Você ainda não é.

Logo pegarão o Willie. Ele certamente pegará a pena de morte.

Suponho que sim.

- O que houve? - Nada.

Algum problema? Deixou suas digitais?

Deixe algo mais.

O quê?

A metade da sua moeda que ia levar ao conserto.

Ela pegou quando caiu sobre mim.

Nada a liga a mim.

E a outra metade?

Termine sua bebida. A outra metade está enterrada.

- Seu marido se chamava Ned Brown? - Sim.

Morreu na Austrália.

Sim, em uma viagem. Um médico escreveu-me de Melbourne.

- Você é um tolo. - Acha?

Ouça isto! Encontrei na revista Variety.

Ned Brown, ator inglês,

juntou-se à Companhia Chambers que estará em temporada de verão.

Sr. Brown chegou da Austrália na semana passada.

Austrália?

Isso é impossível!

Estou com medo. O que vamos fazer?

Eu não sei.

Se tiver a outra metade da moeda, vai-nos implicar.

Se nós permitirmos.

- Você não vai permitir, não é? - Não.

Quando alguém se lança à caça de milhões, tem de ir até o fim.

É você!

- Você está bem? - Não consigo dormir em um barco.

- Remorço? - Não. Eu fico enjoado.

Estou nervoso.

Quem não está?

Tem de me tirar dessa. Você sabe que não sou culpado.

Basta olhar para mim, não?

Você é muito bonito, mas não estou interessado. Vista-se.

- Para quê? - Vai dar um passeio.

- Aonde? - Na Polícia.

Não pode me entregar agora! Você disse que encontraria o culpado.

Isso é impossível.

Alguém a matou e pôs a pistola na minha mão.

Ouça, estou a 15 dias trabalhando nisso sem nenhum êxito.

Tem de ir prestar depoimento!

Você disse que encontraria o dono da outra metade da moeda.

E já me arrisquei demais!

Eu te dou 50.000 dólares se me tirar desta!

- Você é culpado? - Não, claro que não.

Não grite!

Eu te dou 100.000 dólares se encontrar o culpado.

Cem mil dólares? Ponha por escrito.

Feito!

Não se preocupe. É legal. Sou advogado nas horas vagas.

Há uma pequena possibilidade.

100.000 dólares...

De ser ouro de tolo.

Que possibilidade?

Que a metade da moeda pertença à sua esposa.

Vivian? Do que está falando?

Ou de um de seus amigos.

Você está delirando. Ela me ama.

Especialmente se for assado em uma cadeira elétrica

e com seus milhões no nome dela.

Eu digo que está louco!

Se todo este golpe der certo e você for executado,

quem se beneficia de tudo isso? Sua senhora.

Esta é minha única pista. Fique aqui. Eu vou investigar.

Não saia daqui antes que eu...

Boa noite, comodoro.

Clandestinos.

- Bato nele? - Depois.

Acalme-se, Capitão Kidd.

Algeme-o.

COMPOSTO O JÚRI DO CASO HEYWARD

ESPOSA PERMANECE AO LADO DE HEYWARD

HEYWARD CULPADO CONDENADO À CADEIRA ELÉTRICA

DETETIVE JOHNSON JULGADO POR CONSPIRAÇÃO

MARCADA A DATA PARA A EXECUÇÃO DE HEYWARD

GUY JOHNSON CONDENADO A UM ANO EM SING SING

Inspetor, em 40 minutos entregaremos o Johnson.

Sentirei sua falta como parceiro, Sr. Johnson.

Você é um bom jogador.

- Uma de espada. - Duas de espadas.

Seis de espadas.

Seis? Não venha com essa!

Espera um momento... Você tem uma.

O preso aqui aumenta para seis.

Deixe-me pensar...

Permite-me?

Pago o seis.

- Eu passo. - Eu também.

Eu dobro o seis.

Eu não tenho jogo.

Está tudo bem. É um palpite.

Mostrem as cartas.

Você ficou maluco?

Aposta em seis com isso? Perdemos cinco pontos.

Pobre idiota!

Pode ser que eu tenha me enganado.

Não acha que está me enganando, não é, Johnson?

Não ligue. A dívida é dele tanto quanto sua.

Vamos jogar.

Acho que enviamos o homem errado para a cadeira elétrica!

Não se aborreça tanto.

QUER VER SEU FALECIDO MARIDO NO TEATRO SAUGERTIES NA QUARTA-FEIRA?

METADE DE UMA MOEDA.

- Do que está rindo? - Adivinhe!

Vamos ver estes 5 pontos.

Deixe disto!

Vou precisar de 10 anos para me recuperar deste golpe, Johnson!

Minha cabeça está girando.

Vou dar uma volta.

Acompanha-me, sargento?

Por que não?

É sempre um prazer acompanhar um cavalheiro.

Volte logo. Preciso me recompor.

Estava começando a me sentir sufocado naquele compartimento.

Vai ter de se acostumar a ficar trancado.

Prisioneiros são obrigados a viver em celas.

- Atrás das grades. - Tem fogo?

Você aborreceu bastante o Miller.

Fez de propósito, não é?

Ganhei este em um barco.

Tenho uma ideia. Suponha que voltamos ao jogo.

Quando recomeçar, você anuncia algo.

Só tem de dizer que está adivinhando.

E vamos dividir metade a metade. O que diz?

Metade a metade, tudo bem!

Vamos, fora! Vá embora!

Vai!

Vai! Pegue o chapéu!

Vamos!

Vamos, vá embora daqui!

Que bom para você.

Pensei que havia morrido.

Estará melhor em uma hora.

Deixo os amendoins se sentir fome.

Esse cachorro é seu?

Não. Não temos nenhuma relação.

Tive curiosidade de saber com quem ele brincava.

Curiosidade?

Sim, tinha.

Mas está tão escuro aqui que não pude ver nada.

Mesmo?

Bom, tenho de ir.

Adeus.

Aonde pensa que vai?

Eu não vi nada, eu juro.

- Vamos, mexa-se! - O quê?

- Os pés, idiota! - Desculpe.

- Vá na frente. - Sim.

Não corra.

- Caminhe. - Sim.

O que vai fazer comigo?

- Este carro é seu? - Sim.

Entre.

Eu juro que não direi nada. Deixe-me ir.

Vamos, entre.

Vai me levar a um passeio?

Ouça! Não se mova e cale a boca. Ou então vai ver.

Não pense que me assusta, seu bruto!

Pensei que os criminosos fossem galantes! Mas você é um estúpido...

Muito bem, você desce aqui! Vamos!

Vai ficar com o meu carro?

Sim, para boa sorte.

Você o matou, não é?

Não queria dizer isso. Acredite em mim.

Há um telefone há uma hora daqui, se você conseguir chegar inteira.

A uns oito quilômetros de Tarrytown.

Não, eu estou bem. Tentaram me afogar.

Eram cinco caras grandes. Estavam esperando no rio.

Faz uns quinze minutos. Não devem estar longe.

Estávamos fumando e ele saltou.

Não, chefe. Cumpri o meu dever. Eu o segui.

O que está havendo?

A polícia procura um sujeito que escapou.

Só isso!

Te alguém com ele?

Não. O rádio diz que está só.

Bom, logo o pegarão.

- Até logo. - Até logo.

Pare! Espere um momento!

Obrigada! Um assassino roubou o meu carro e...

Você de novo!

Senti sua falta. Sobe.

Não! Você me libertou. Não é justo!

Preciso que me vejam com você. Vamos, suba.

Nunca! Recuso-me!

Deixe-me ir!

Solte-me! Deixe-me ir!

Solte-me!

Você me machucou!

Nem te toquei. Você estava sorrindo.

Eles vão te prender!

Socorro!

Socorro!

Bom trabalho.

Deixe-me descer. Vão te enforcar por isso!

Cale-se! Vamos encontrar um lugar para te deixar.

Mate-me se quiser, mas eu vou gritar até a morte.

Não se incomode!

Sua buzina quebrou?

Não acha que está abafado aqui?

Está pegando fogo.

Está delirando.

Eu vou queimar!

Não me importa!

Estou ficando com calor!

Abane-se!

Saia daí, sua incendiária!

Engasguei com a fumaça!

Seu chapéu está pegando fogo!

Saia de perto do carro.

Largue meu chapéu! Olhe isto!

Igual a todas as mulheres: estúpida e idiota!

Você se acha inteligente?

Que idiota colocaria fogo no próprio carro?

Largue-me, vamos!

Para você me denunciar?

Eu dou-lhe minha palavra que não direi nada à polícia.

Jura?

- Sim! - Pode manter segredo?

- Juro pelos meus olhos! - Pelo quê?

Meus olhos. Você não me conhece, mas quando juro pelos meus olhos,

pode acreditar em mim.

- Mesmo? - Sim.

Vou pensar.

Impossível.

Por favor! Por quê?

Este lugar está deserto e é perigoso para você.

Disse que juro pelos meus olhos.

Cale-se! Já tenho problemas demais.

Está muito escuro. Não vejo nada.

Vamos, pode ver muito bem.

Desculpe.

Vamos, ande.

Meu pé!

Bom, vamos parar. Sente-se.

Estou morta de cansaço!

Inacreditável.

Já poderia estar em Saugerties se não tivesse tanta má sorte.

Você é a pior coisa que me aconteceu nos últimos cinco anos.

Você não é melhor.

Acalme-se. É só uma vaca.

Eu sei.

Deve ter mais de um milhão de tiras nos meus calcanhares.

- Tiras? - Tiras! Policiais!

- Ah, policiais! - Sim.

Mas que pena!

Estou com fome. Importa-se de me trazer uma maçã?

As barraquinhas estão fechadas.

Quero lembrar-lhe de que estamos em um horto.

De maçãs? Vamos pegá-las.

- Não sei subir em árvores. - Aprenderá.

Vamos!

Não pode subir você, por favor?

Você vai fugir logo que eu subir.

Não se preocupe. Dá para alcançar. Suba em minhas costas.

- Tenho medo de cair. - Vamos.

- Rápido! - Não se mexa.

Vá com calma. Não precisa atirar.

Vamos, suba.

Vamos, rápido. Tire os sapatos!

Espere um minuto.

Você é muito desastrada!

Eu vou cair!

Pegue as maças!

Não abuse!

Eu vou cair!

- Quebrei a perna! - Não creio.

Vamos nos esconder.

Poderia me dar uma?

Obrigada.

Você matou muita gente?

Ainda não.

Se quer falar dos seus crimes,

se isso o aliviar, estou disposta a ouvi-lo.

Escute, estúpida! Cometi alguns crimes, mas não sou um criminoso.

Cada um tem seu próprio ponto de vista.

Inclusive, posso dizer-lhe a verdade. Sou um detetive particular.

Perdão.

Detetive? É sério?

Sim, é sério!

Nunca teria imaginado!

Estou procurando um assassino.

- Entendo! - Sim.

O homem que pulou com você do trem. Você o levava para a cadeia?

Não, ele me levava para a cadeia.

- Por ser um detetive? - Sim.

Não sabia que prediam detetives.

Somente os melhores.

Vamos, não seria melhor me dizer a verdade.

É verdade. Eu sou detetive.

Meu cliente vai ser executado por um crime que não cometeu.

E eu fui condenado por escondê-lo enquanto investigava o caso.

Pulei do trem porque descobri uma pista.

Agora tenho de encontrar uma mulher em Saugerties.

Adoro as estórias para crianças.

Vou deixá-la em algum lugar assim que conseguir um carro.

Eu juro pelos meus olhos...

Cale-se! Vou tirar um cochilo.

Eu também, se não se importa.

- Está cansada? - Sim, estou morrendo de sono.

- Que pulseira bonita. - Sim, ela é.

- E aqui tem outra. - Oh, não! Solte-me!

Não me obrigue a jogar-lhe no chão!

Você não pode fazer isso.

Agora pode fazer o que quiser.

Não se mexa muito.

Como se atreve...

Não tenha ideias erradas.

É mais incômodo para mim do que para você.

Você é a pessoas mais repugnante que já conheci.

Igualmente.

Aviso que tenho sono muito leve.

Dormi demais. Vamos andando.

Quando se soltou?

Há algumas horas. Foi simples. A chave estava no seu bolso.

Chamou a polícia?

Você é bem lento pela manhã, Sr. Johnson.

Não ficaria aqui esperando, se este fosse o caso.

O café-da-manhã está pronto.

Sem frutas?

Não acontecerá de novo.

Roubou isso?

Você é um detetive!

- Quer o pão aquecido? - Sim.

Você está nos jornais, Sr. Johnson!

FUGITIVO PROCURADO PELA POLÍCIA APÓS SALTAR DE UM TREM

Você atuou como um extrema direita em nível nacional?

Sim.

Desculpe não ter acreditado que era um detetive.

Imagine isso. Duzentos patrulheiros!

Poderia ter mostrado meu potencial psicológico.

Nota-se que não é um criminoso.

Embora pudesse ser um falsário.

Eu estou na página três.

Três.

Discreta, mas não está mal.

- É você, então? - Sim, sou eu.

A foto é horrível! E esse chapéu é ridículo!

Sempre como muito cachorro quente nos jantares,

sobretudo nos jantares literários.

Por isso, isto aconteceu comigo.

Edwina?

Não fique tão impressionado.

Você é poetisa?

Algumas pessoas nascem sem sorte.

- O que quer dizer? - Nada, nada.

- Nada. - Leu meus poemas?

Não, nunca tive a oportunidade.

- É muito viril para isso? - Sim.

Escrevi um poema à noite, enquanto você dormia.

Que bom! Então pode guardá-lo.

Ele falava de nós dois na madrugada.

As estradas devem estar cheias de policiais.

"A noite estará lá quando não estivermos mais.

"Quando não estivermos mais, as estrelas permanecerão.

"E outras vozes cantarão ao amanhecer.

"O mundo é maravilhoso, meu amor."

Não entendi.

Significa que depois de nossa morte,

os que permanecerem apreciarão a beleza da vida.

Duzentos patrulheiros não é a minha ideia de beleza.

Encantado em conhecê-la.

- Eu não vou embora. - Mas eu, sim.

- E o almoço? - Estou com pressa.

Espere. Você tem de ir a Saugerties, não?

Quem te falou sobre Saugerties?

Você, ontem.

Eu falo demais.

Não, por favor! As pessoas confiam em mim.

Olha, linda. Gosto muito das mulheres legais.

Mas não tenho tempo.

Dê-me seu telefone e nos veremos quando eu tiver tempo.

Entendo, mas você precisa de mim.

Tanto quanto preciso de uma girafa!

Não preciso de uma mulher que estrague tudo.

Com um policial em cada esquina, tenho de viajar à noite.

Hora: 07:52

Fugitivo e poetisa identificados.

Pego-o?

Não, ele pode ser útil.

Ei, rapaz, venha cá!

Eu não confiaria nele, se fosse você.

Se tem uma coisa que entendo são crianças.

Porque já foi uma.

Olá, soldado. Como está o combate?

Como vai, senhor?

Pegou algum índio?

Não procuro índios. Procuro pássaros.

Com caderno e lápis?

Não vou detê-lo aqui.

Pode guardar segredo?

Juro que nunca vou revelar o que vou ouvir.

Este é nosso juramento.

Tudo bem. Confio em você.

- Não se arrependerá, senhor. - Tudo bem.

Eu sou Armando Applegate e esta é a Srta. Hortensia Doolittle.

Prazer em conhecê-los. Eu sou Stanley Cavandish.

O quê?

Toca aqui, Stanley!

Agora ouça com atenção.

A Srta. Dollittle e eu estamos enrolados.

Entende?

Como Romeu e Julieta?

Pode encontrar um esconderijo até que...

o pai dela se acalme um pouco?

- Venham comigo. - Aonde?

Ao velho moinho. Vocês se escondem na torrre e eu vigio.

Vão gostar. É assombrado.

Vai na frente, soldado.

Viu? Crianças: aventura e romance.

Seu próprio mundo.

Enquanto o nosso vai pior a cada dia.

Quando era menino, achei um esqueleto.

Solte-o!

Estava mandando sinais com um espelho.

Está me mordendo!

O que há? Pare, garoto!

Amordace-o, senão podem ouvi-lo.

Vou calar o seu bico.

Tem uma foto nossa.

Como adivinhou?

Fui professora. Conheço esses meninos.

Muito bem, malandrinho. Tente gritar agora.

Stanley Cavandish, hã?

Herman Plotka.

Muito bem, continuem!

Continuem!

Lembrem-se: Nenhum matagal é pequeno demais.

Chegam aos montes! Um exército! Para onde vamos?

- Suba na árvore! - O quê?

Procurem por buracos que possam esconder um homem.

Olhem onde pisam.

Aprendam a andar em terreno irregular.

Atravessem o horto.

Virem a direta e vejam a ponte.

Está procurando alguém?

O aventureiro está pronto para as manobras.

Não vejo nada com estes óculos. Tudo me bate na cara.

Venha, vamos.

- E quanto a eles? - Vão encontrá-los rápido.

- Não vão passar frio? - Não. Vamos.

Tenho de acostumar com estas lentes.

- São umas cem milhas até Saugerties. - Sim, eu sei.

Temos que chegar ao rio para pegar a balsa.

Está bem, está bem. Relaxe. Pare de se agitar como um coelho.

- O que é? - A polícia!

- Onde? - Vindo em nossa direção.

- Quem? - A polícia.

Não vejo nada com estes óculos.

Seus garotos já encontraram alguma pista?

Não, senhor.

Mas temos esperanças. Muitas esperanças.

Mantenham-nos informados.

Imadiatamente, senhor. Imadiatamente.

Isso foi maravilhoso. Você é o homem mais corajoso que já vi.

Quer me fazer um favor?

Pular no lago?

Não. Só envie um telegrama a Fred Streeter, meu sócio.

- Posso telefonar. - Não, o telefone deve estar grampeado.

Não é emocionante?

- Vai fazer ou não? - Sim, certamente.

Vejamos...

"Querida...

Ah! Está ditando, não?

Hã? Sim, sim, sim.

"Querida, estou usando a cinta elétrica que me deu."

"Mamãe diz que quer que eu vá ao teatro com você."

"Assinado Gertie Saw".

Anotou?

Gertie Saw...

Saugerties!

Acha que ele vai entender que é Saugerties?

Sim, ele é um mestre. Vá!

Você me deu sua palavra de honra.

Eu não jurei pelos meus olhos.

Pelo seu próprio bem. Se a polícia nos encontrar, vão atirar em nós e você morre.

- Não importa. - É claro que importa.

Já viu um cérebro sair do crânio por conta de uma bala?

É tão gentil por se preocupar comigo! Mas não se preocupe.

Se alguma desgraça me acontecer, será uma tremenda publicidade para os meus poemas.

Como com Lord Byron.

Eu devia ter ficado no trem.

Eu discordo. Precisam de você em Saugerties.

Vamos, garotinho, mexa-se!

Estão nos seguindo?

Espere! Vou dar uma olhada.

AS BALSAS SAEM A CADA MEIA HORA.

AS BALSAS SAEM A CADA UMA HORA.

Caminho livre. Quando sai a balsa?

Não sei. Está no quadro.

Não vejo nada com estes óculos.

A cada hora.

Restam 35 minutos.

Olha, conte-me todos os detalhes,

assim poderei me preparar.

Boletim especial de notícias.

O carro desaparecido da poetisa Edwina Corday

foi encontrado abandonado no caminho para Yonkers.

A polícia está procurando a poetisa

que se fez famosa com estes versos:

"A noite estará lá quando não estivermos mais.

"Quando não estivermos mais, as estrelas permanecerão.

"E outras vozes cantarão ao amanhecer.

"O mundo é maravilhoso, meu amor."

Agora, aproveitem os suaves acordes

da orquesta do Club Pigeon.

As poesias voam!

Esta é a primeira vez que minto na minha vida.

Juro pelos meus olhos!

Tem de acreditar em mim.

Não quero que você me julgue como uma mentirosa qualquer.

Fale mais baixo. Estão nos olhando.

Envie o telegrama a Streeter Faça este favor. Vamos.

Tem uma cabine ali. Mande pela Western Union.

Não até você me perdoar.

Eu te perdoo. Eu te perdoo.

Você é tão gentil.

Ei!

Ali está!

Desesperava-me pensar que o tivesse perdido!

Muito obrigada pela carona!

Sempre disposto a ajudar as damas!

Johnson é muito esperto para deixar-se ser capturado.

E falta pouco para ficar em liberdade.

Estas batidas nunca servem para nada.

Talvez não com este Johnson, mas não custa dar uma olhada.

Ali vem um daqueles escoteiros.

Ouvi dizer que cruzam os campos com seus garotos.

Talvez tenha novidades.

- Vocês são policiais? - Sim.

Estou tão feliz por encontrá-los! Eu sou Edwina Corday.

Está brincando?

Oh, não! Absolutamente!

Claro que é. Eu tirei uma foto dela na semana passada.

Na festa espanhola. Eu me lembro de você.

Não a sequestraram?

Conte-nos a estória.

Eu não fui sequestrada. Eu fugi com meu noivo.

Minha nossa! Onde está o cara?

Bem ali.

Fugimos para nos casar em segredo.

Desculpe tê-los preocupado.

Escreva que estou sã e salva. E muito feliz.

- Oh, Armand! - Armand, de quê?

Applegate. É um ator inglês muito charmoso.

Oh, querido!

Querido, já contei tudo a eles. É melhor assim.

Viver nossa lua-de-mel publicamente.

Que peças você interpretou?

- Shakespeare. - Hamlet, não?

Hamlet, Ricardo III, Macbeth, Romeu, todas elas.

- Alegro-me por você estar bem. - Obrigado, muito obrigado.

Vamos, a balsa vai partir.

Não é todos os dias que se vê uma estória assim.

Uma poetisa e um ator.

Posem para umas fotos.

- Não, não, não temos tempo! - Abraçados. Inspetor, fique ali.

Ei, Koretz, fique aqui!

Como aconteceu?

Amor à primeira vista. Como deve ser.

Quer tirar os óculos? Dá reflexo, Sr. Applegate.

Coloque o braço em seus ombros.

É isso, inspetor.

Para onde vão?

Prefiro não dizer.

Ouça, amigo...

Tive um acidente e perdi minha carteira.

Poderia me emprestar duas libras?

Isso são uns 10 dólares.

- Oh, claro, claro! - Para começar nossa viagem.

Sempre um prazer ajudar os pombinhos.

Rápido, vamos perder a balsa.

Estou feliz por ter tranquilizado nossos amigos.

A quem tenho de devolver o dinheiro?

Ao inspetor Fred Koretz do 12º distrito.

Vêm ou não?

Vamos! Não queremos perder a pista do Johnson.

- Adeus, amigos. - Feliz em conhecê-los.

A propósito, minha filha coleciona autógrafos. Se importaria?

- Como não. - Escreva: "Para Nathalie".

- Posso ter um do Sr.Applegate? - Claro.

Aqui mesmo.

Se incomoda se eu escrever sua estória?

Oh, não! Absolutamente. Escreva o que quiser.

- Adeus! - Adeus.

Nathalie ficará entusiasmada. Adeus.

- Adeus! - Adeus!

Adeus!

Adeus!

Adeus!

Que significa toda esta farsa?

Oh, por favor, não se chateie! Eles suspeitarão.

E daí?

Tive de improvisar rápido!

Poderia ter dito que sou seu irmão, ou algo assim.

Eles averiguariam. Temos que sair daqui.

Você já se deu conta? Agora, é uma cúmplice.

Eles vão descobrir tudo e você vai passar muitos anos na prisão.

Melhor! Ninguém é feliz se não arriscar alguma coisa.

Agora estamos juntos,

como verdadeiros sócios. Não é maravilhoso?

Conheci um boxeador que era como você.

- Bugsy McCoy. - Sim?

Sim. Gostava de levar socos.

Posso ajudá-los, meninos? Aonde querem ir?

Oh, seria maravilhoso!

Eu menti um pouco.

Ele não é meu irmão. É meu marido.

Sim, eu ouvi o que falaram para a polícia.

- Ele tem um barco. - O Minnietonka.

Da maior companhia de petróleo do Oriente.

Eu pescava pérolas nos mares do Sul.

Quase fui devorado por canibais.

Um tubarão mordeu minha perna.

Vamos aonde quiserem, se pagarem a gasolina. Adoro companhia.

Nos levaria a Saugerties?

Estaremos lá antes do amanhecer. Vamos, então?

Sim, sim.

Todos a bordo! Por aqui.

ESCRITÓRIO DO CAPITÃO

Ao ajudar um fugitivo, vocês se põem contra a lei.

Vamos pegar o Johnson. Com ou sem a ajuda de vocês, cavalheiros.

Quanto tempo isso dura, inspetor?

Três dias ou mais.

Nós o pegaremos até amanhã à noite, capitão. Eu garanto.

Não escapará do nosso cerco. Deixe conosco.

O que houve, capitão? Sente-se mal?

- Inspetor Miller. - Pois não, senhor.

Você está realmente procurando Sr. Guy Johnson?

- O que quer dizer? - Responda!

Há 48 horas que não durmo.

Estamos há dois dias caçando-o sem dormir.

Certamente, não!

Eu garanto. Como cães de caça.

Cães de caça...

Olhem esta foto!

Este não é Guy Johnson?

Minha nossa!

"O Inspetor Koretz emprestou-lhes 10 dólares e desejou-lhes muita felicidades

Longe desta câmera indiscreta."

Não tenho nada a dizer.

Você deu 10 dólares a Guy Johnson?

Ele estava de uniforme.

"Os recém-casados derão seus autógrafos para a polícia".

Você tem autógrafo dele!

Meus parabéns!

Pensei que era uma celebridade. Suas calças não estavam passadas.

E usava óculos.

E a mulher?

- É a poetisa! - Cale-se!

Estou perdendo tempo com vocês.

Dê-nos mais uma oportunidade.

Eu o pegarei sozinho!

Nem sequer percebeu quando estava embaixo do seu nariz!

Vou para meu escritório, se não precisar mais de mim.

Eu posso emprestar-lhe os dez...

Cai fora daqui!

Peguem os dois!

Obrigado, capitão.

Fora daqui!

- Guy. - Sim.

- Não quer dormir? - Não.

- Gimpy já voltou? - Não.

- Você deveria descansar. - Estou sem sono.

É inútil se preocupar. Agora, não podemos fazer mais nada.

Amanhã será quarta-feira.

Você pode acordar cedo e descansado.

Tenho certeza que encontrará o dono da outra metade da moeda. Eu sinto isso.

- É inútil se preocupar. - Obrigado.

- O que houve? - Nada.

Parece um general antes da batalha.

Não quer vir aqui ver a noite? Está linda.

Está mesmo, não é?

"A noite estava adornada com cintas de prata,

"e uma enorme lua de verão refletia-se em seus cabelos."

Importa-se se eu entrar?

Bem...

Não, absolutamente.

Está com frio?

Oh, não. Eu estou bem.

O que vai fazer em Saugerties?

Qual será o primeiro passo?

Um trabalho como ator.

Tem uma queimadura de sol.

Ficou bonita.

Sim, obrigada.

Dói?

Não, não, não.

Deveria por vinagre.

Não. Melhor não.

O que quer dizer?

Não sei. Pareceria uma salada.

Estava tão ocupado que ainda não tinha reparado.

Que você é muito bonita.

Oh, eu...!

Vinho?

Oh, não! Obrigada.

Tem certeza?

Claro.

É muito bom.

Eu não bebo.

Vamos. Só um pouco. Para quebrar o gelo.

Não, é verdade. Eu não bebo.

- Não bebe? - Não.

Escrúpulos, hein?

Acha isso?

- Você escreve poesias e só? - E só.

Mesmo que só escreva poesias, deveria saber de uma coisa.

Quando uma mulher se aferra a um homem da forma como você fez,

ele pode tirar certas conclusões. Mesmo que não seja detetive.

Lamento que tenha chegado a este tipo de conclusões.

Ouça...

Veja-me como uma espécie de Sherlock Holmes.

Como quiser, Sherlock Holmes.

Eis aqui seu cachimbo.

"Boletim Especial de Notícias."

"O playboy, Willie Heyward, que está no corredor da morte,

tentou suicidar-se em sua cela esta noite."

O quê?

"Heyward ingeriu barbitúricos."

"Salvo pelos médicos, não escapará da cadeira elétrica."

"Voltamos com a música do Club Pigeon."

Seria terrível que se matasse antes de você provar sua inocência.

Sim! Este é tipo de sorte que eu tenho!

- Você fez o melhor que pode! - Sim, claro!

Ninguém pode dizer o contrário.

É mesmo?

Se eu não conseguir solucionar este caso, eu vou perder 100.000 dólares.

Esse sou eu. Quando chego perto de dinheiro, ele voa. Como uma borboleta.

Quer dizer que está fazendo isso somente por dinheiro?

Só isso! Apenas pelo dinheiro!

Eu me arrisco a pegar 50 anos de cadeia por 100.000 dólares!

Não precisa gritar. Eu já entendi muito bem.

Eu me enganei quando pensei que você era diferente.

Diferente de quê?

Que decepção ver que você é apenas um grosseirão ganancioso!

Também fiquei decepcionado com você.

Achei que tinha sinto bondade em você.

Algo de bom e poético por trás de toda esta grosseria.

Moça, você é uma puritana.

E você é bem do tipo qualquer. Desses que assobiam para as mulheres na rua.

Eu assobiaria para você?

Nada te importa além da sua ganância!

Deixe de hipocrisia!

Suponho que para você, uma pessoa romântica e aventureira é algo repugnante!

Você fala de romance e se nega a tomar um vinho comigo?!

- O que está fazendo? - Vou nadar.

Se tentar me seguir, eu te afogo!

Segui-lo?! Acha que vou segui-lo?!

Você me segue por toda parte. Como uma sombra.

Eu...

Estou começando a me cansar de você, Sr. Johnson.

Se me dá licença...

Dê-me meu paletó. Estou com frio.

Muito bem.

Toma.

Adeus, sua doida!

Esconda-se. E fique onde está.

Ei, volte aqui!

Vamos...!

Ei, volte!

"TEATRO DE SAUGERTIES APRESENTA MADAME J L CHAMBERS"

"O PREÇO DA GLÓRIA".

"ESTREIA ESTA NOITE"

Tem alguém em casa?

Oh, você é Cyril Hemingway, não?

Madame Chambers?

Oh, Cyril! Estou tão feliz que tenha decidido vir.

Eu o reconheci imadiatamente, Sra. Johnson.

Eu escrevo para The New York Times.

Madame Chambers, que grande trabalho para o teatro!

Você é tão gentil.

Um dos atores está doente.

É um papel pequeno. Tenho certeza que o decorará até esta noite.

É um soldado do sul.

O Sr. Hemingway também é do sul.

De Virgínia, não é?

Ah! Alabama.

Seria perfeito se você pudesse me passar algumas falas.

Madame, eu ficaria encantado em repassá-las com você.

Perfeito, perfeito! Pobre Sr. Isaac.

Nunca poderia imitar tão bem o sotaque de alguém do Mississippi.

- De Alabama. - Oh, Alabama.

São só algumas falas, mas são essenciais.

Por favor, se me permite, vou fazer algumas fotos para o meu artigo.

- A senhora é muito gentil! - Obrigada.

Até logo, Cyril.

Sente-se. Eu vou situar a sua fala.

A cena passa-se em um refúgio

E você, é um soldado de Louisiana.

Oh, Alabama! Aqui está.

- Conseguiu o papel? - Camarim nº 3.

Por aqui.

Maravilha!

Não se preocupe. Ninguém me reconhecerá.

Quero pedir-lhe desculpas.

Por ontem à noite? Não. Foi minha culpa.

Quando se gosta de alguém, imaginamos sempre o melhor da pessoa.

Você não é tão mau.

Não me desculpo pela noite passada.

Você foi muito boba.

Sinto muito.

Eu pensei que você era como as outras.

- Como? - Idiota.

Não sei.

É impossível que todas sejam estúpidas. E os homens, não.

Mas era o que eu pensava, antes de conhecer você.

Obrigada.

Você mudou a minha visão sobre as mulheres.

Pensei que não tinham inteligência.

E isso é o que mais você tem.

Sou como uma Mestra da Mente, então?

Sim, uma espécie de maga.

Bem, você ainda não viu nada.

Consegui a lista dos atores e vou entrevistar todos.

Sobre seus estados civis.

Teremos uma pista assim que anoitecer.

Bom, tenho que decorar meu papel agora.

Sabe atuar?

Eu aprendo rápido.

De um mago para o outro.

Então.

"Eu era um me..."

"Eu era mecânico..."

"Eu era mecânico de trens no Estado..."

"No Estado de Louisiana."

"Três acidentes na minha divisão..."

"divi..., divisão."

Saudações, Flash Gordon.

Onde está o Ming?

Fico feliz em te ver.

Eu gostaria de dizer o mesmo.

Entre e esteja à vontade.

Obrigado.

- Tem lido os jornais? - Não tive tempo.

Tem muita gente te procurando. Mas você não se importa.

Ouvi a respeito. Estão te seguindo?

Não tenho ideia. Estou rondando por aí.

Foi difícil encontrar este lugar. Você é mesmo um lince.

Vamos aos fatos, espertinho.

Vou pulou do trem e desapareceu para virar ator?

Não, é só um disfarce.

O promotor vai pedir o máximo quando te pegarem.

Pelo menos 15 anos.

Vamos, estou te ouvindo.

Então, não me interrompa.

Eu estava no trem, a caminho da cadeia.

Quando de repente algo me chamou a atenção.

Muito interessante até aqui.

Lembra da metade de moeda encontrada junto à vítima?

Sim, eu me lembro.

Sempre pensava que havia uma outra metade.

Como almas gêmeas. Compartilhadas por dois amantes.

E foi isso que li no trem.

Achei que a metade da moeda estaria com um ator daqui.

Em primeiro lugar, disse a mim mesmo:

A outra metade da moeda está chantageando sua ex-mulher, a Sra. Heyward.

Em segundo lugar: a Sra. Heyward tem um cúmplice que irá matá-lo.

E em terceiro lugar: eu tinha que estar aqui quando acontecesse.

Quem é o cara que tem a outra metade da moeda?

Isso é o que temos que averiguar.

Bom, parceiro...

Em 25 anos neste negócio, nunca vi algo tão ridículo.

Vou fazer uma sugestão. E falo sério.

Eu chamo a polícia e digo que você está louco.

Que não sabe seu nome e nem onde está.

Que vê coisas subindo pela parede!

Te colocamos com um psiquiatra e ele te internará.

Em dois anos, você sai.

Com certeza é a polícia. Ouça: eu falo sério!

Para valer!

Entre.

Madame Chambers quer ensaiar com os trajes.

Estarei lá em cinco minutos.

Acho que esse é o traje.

Qual o melhor hotel da cidade?

O Hotel Sêneca, por quê?

Muito bem ,ligue para lá.

Pergunte se a Sra. Heyward reservou um quarto.

Se a resposta for não, aceitarei sua sugestão.

Ligue-me com o Hotel Sêneca, por favor.

Não há risco em reservar com seu verdadeiro nome.

Hotel Sêneca?

A Sra. Vivian Heyward se encontra hospedada?

E então?

Entendo.

Quando chegará?

Para o jantar?

Entendo.

Não, ligarei mais tarde.

E então?

Isso mesmo.

Temos que achar a metade da moeda. Tem alguma ideia de quem é?

Acho que é um dos da tropa.

Um deles?

Sim, ele vai nos ajudar.

Precisamos dele vivo.

Tenho de ligar para o major. Ele espera um informe.

Interurbano.

Ligue-me com o Departamento de Polícia.

É Sr. Streeter no telefone.

Ligue-me com o Major Willoughby em Nova York.

Eu espero.

Alô, major? Escute. Encontrei Guy Johnson.

Tenho que ser breve.

Ele foi contratado como ator...

Oh, capitão", vamos.

"Capitão Flagg, estou sangrando!" Vamos, venha.

Aproxime-se.

"Oh, cap...!". Pegue meu braço. Vamos.

Ajoelhe-se, ajoelhe-se. Muito bem.

"Oh, Capitão Flagg, estou sangrando!

"Estou sangrando..."

E você fica assim até fecharem as cortinas.

Isso é tudo, rapazes. Vamos testar os efeitos sonoros.

Muito bem. Os efeitos sonoros.

Maravilha!

Maravilha!

Isso é tudo, rapazes.

Tem muitos tiros nesta peça?

Somente esses. Não ouvi nada mais barulhento desde Ben Hur.

Já terminei.

O que houve?

- O que houve, vamos? - Tenho que te falar uma coisa.

Vamos, rápido, fale!

- Eu fiz uma coisa horrível. - O quê?

Acho que eu matei alguém.

- Tenho certeza! - Quem?

Um policial.

Acalme-se e explique-se.

Tive de fazer. Estava chamando reforços...

Com que arma?

Não sei, com um bastão.

- Bateu na cabeça? - Sim.

Tem certeza que ele está morto?

Sim, acho que não respira.

Está bem. Acalme-se.

Bati-lhe na cabeça e o amordacei.

Mas acho que não era necessário. Está morto.

Vamos, reaja!

Vamos vê-lo!

Está bem. Eu...

Quando ele disse que havia te encontrado,

Eu perdi a cabeça. Não sabia o que estava fazendo.

Fique calma. Onde colocou o corpo?

No seu camarim. Embaixo de uma manta.

Colocou-o no meu camarim?

Não o coloquei. Ele já estava lá.

Ele já estava... no meu camarim?

Sim, estava fazendo uma ligação.

Era um homem baixo e calvo?

- Calvo com um terno azul? - Você o conhece?

Responda!

Por quê?

Estava ligando para um major?

Sim, um Major... Esqueci o nome.

Não se irrite, Guy. Gosto tanto de você.

Eu me enganei. Mas fiz por você.

- Fez por mim? - Sim.

O que houve?

- Você bateu em Streeter, idiota! - Streeter?

Veio me ajudar.

Oh, vou desmaiar.

Não pode desmaiar! Vamos, de pé!

- Onde está? - Ali.

- Onde? - Ali.

Oh, meu Deus, ele se foi!

- Estava amarrado? - Sim.

Que idiota! Onde o deixou?

Embaixo desta manta!

Alguém o encontrou.

- Está vivo! - Cale-se!

Que conclusão você tira destas pistas?

Um cadáver não se desamarra.

Vou desmaiar.

Faça o que quiser.

Onde ele está?

Como eu vou saber?

Talvez seja a polícia!

Com que o amordaçou?

Com meu lenço.

Com suas iniciais?

Não tinha outro.

Fora daqui!

Fora, vamos!

Rogo-te que me deixe te ajudar!

Não vejo o que você possa fazer! Já me trouxe problemas demais!

- Isso é injusto. - Injusto?

Injusto? Se a polícia souber que Streeter foi encontrado aqui...

com seu lenço na boca...

Já tive muitos problemas na vida! Mas você foi insuperável!

Oh, Guy!

Eu retiro o que eu disse. Eu tinha razão desde o início.

Não há uma mulher que tenha cérebro.

Eu só quero que você me deixe em paz.

Depois do que você fez, a polícia chegará aqui em poucas horas.

Agora é uma chance em mil! E vou fazer isso sozinho!

Oh, não, Guy!

QUER VER SEU FALECIDO MARIDO NO TEATRO SAUGERTIES NA QUARTA-FEIRA?

Cigarros.

- Me permite? - Obrigada.

Onde está o carro?

Perto da casa de campo. Já falou com ele?

Para que perder tempo com isso?

Pediu um milhão.

Não vai precisar dele amanhã.

Boa sorte.

Olhe por onde anda!

Perdão.

Foi uma experiência extraordinária.

Uma vez, estivemos...

Quer olhar por onde anda?!

Eu sinto muito.

Você sabe que... As cortinas se levantarão em 5 minutos.

- O que fazemos aqui? - Estamos esperando.

Cobriram as saídas?

Quatro homens são suficientes.

Lupton Peabody já chegou?

Não o vi.

As cortinas se levantarão em 5 minutos.

Sabe suas falas?

Sim, é claro. Você já viu Lupton Peabody?

Sim, ele está organizando a iluminação lá em cima.

Em seus postos.

- Como se sente? - Mais ou menos.

Já chegou alguém.

- Quem? - A assassina, Vivian.

A crueldade encarnada. Ela age como se nada tivesse acontecido.

- Ainda não aconteceu. - O que...?!

Como assim nada aconteceu? E ainda me bateram.

Mas não foi ela. Tenho um trabalho para você.

- Quem foi? - Uma amiga.

Procure estes três caras.

Que amiga?

Uma garota que conheci.

Não foi a Vivian?

Não percamos tempo.

- Quem é? - Você não a conhece.

Por que ela me bateu?

- Para me ajudar. - Ajudar você?

Sim, pensou que você fosse um policial. Fez isso para me ajudar.

Sabem de você?

- Quem? - A polícia.

Claro, mas despistei. Não conseguiria disfarçar.

Estavam vigiando?

Ligarão para o major.

Então tudo está perdido!

Miller e Koretz nos colocaram escutas.

Por que não foge?

Ainda tenho uma chance.

Está aqui, nesta noite. O cúmplice dela está nos bastidores.

- Quem? - Como é que eu vou saber?!

Não sabemos quem é a vítima, nem quem é o assassino.

E temos meia hora para encontrá-los.

Temos que resolver um crime que ainda nem foi cometido.

Vou-me embora, parceiro.

Espera. Ainda não te disse tudo.

- Tem uma pista? - Não.

Há 100.000 dólares em jogo.

Nunca vi alguém tão ambicioso.

Vai ter sua parte. Esse é o trato.

Continue a investigação. Esses três nomes.

Esse cara aí em cima, é um deles.

Chama-se Lupton Peabody.

Diga para ele que Vivian te mandou.

Levantem as cortinas.

Estou meio tonto.

Muito bem, recomponha-se!

Fique atento quando fizerem os efeitos sonoros.

Onde ela está?

Daqui, você não a vê. Está última fila.

Com licença, você é o Sr. Peabody?

Sou um amigo, "metade da moeda". Não se preocupe.

Vivian me mandou aqui.

Tenho 500.000 dólares para você.

Sr. Delmonico, tire este louco daqui.

O que está fazendo?

Está me atrapalhando.

Deixe-o em paz.

Não há pior imbecil do que um imbecil velho.

- Perdoe-me. - Estou ocupado.

- Tenho que falar com o senhor. - Quem é você?

Sou Edwina Corday. Ajudo Guy Johnson.

Eles estão na plateia.

Você é louca e vão pegar o Johnson!

Não tenho tempo para explicar. Eles estão na plateia.

De quem está falando?

Quem está lá?

- Os policiais! - Miller e Koretz?

Sim.

Quase desmaiei quando os vi.

Você os vê?

Claro que vejo.

Estamos perdidos.

Não, espere. Eliminei cinco nomes.

Restam dois ou três.

- Três o quê? - Atores no camarim 7.

Estava lá?

Veja quem esteve no camarim 7.

Descobriu que ele foi no camarim 7? Que maravilha!

Olhe a cena. Há alguém morto?

Não, estão discutindo.

Posso ajudá-lo? Deve haver algo que eu possa fazer.

Sente-se lá de novo e vigie os tiras.

- Vão prendê-la. - Quem se importa?

É uma causa perdida.

Enquanto "metade da moeda" estiver vivo, há esperança.

De pé, mexa-se.

Vamos, a comida está ali.

- Ei, amigo! - O que houve?

É do camarim 7?

Estava, mas me arrumei em casa.

Tenho que te perguntar algo.

Entro em cena agora.

Serei breve, só uma pergunta.

Dá azar falar com estranhos antes da performance.

Ouça, "metade da moeda"...

Por favor, tenho que entrar. Falamos depois.

Eu era mecânico de trens em Louisiana.

Houve três acidentes no ano passado.

E então a guerra começou.

Se ainda tivesse um trem...

- Quem são esses? - Fuzileiros, senhor.

Capitão Flagg!

Capitão Flagg, estou sangrando!

Capitão Flagg, estou sangrando!

Um médico! Ele levou um tiro.

Faça um anúncio ao público. Acalme-os.

Senhoras e senhores, não há motivo para alarme.

Se há algum médico na plateia, pedimos que venha ao palco.

Obrigado.

Amigo.

Amigo, consegue me ouvir?

Diga algo, eu imploro!

Vamos, diga! Quem atirou em você?

Eu não sei.

Por aqui, doutor.

Saiam daqui. Tivemos um acidente...

Afaste-se! Polícia! Esta é a vítima?

Somos o Inspetor Miller e o Inspetor Koretz.

Vocês serão mais úteis do que eu.

Este homem está morto.

Não entendo como isso aconteceu. Alguém deve ter colocado uma bala de verdade.

Duas balas.

Ninguém sai daqui! Bloqueie as saídas!

Quero falar com todos que estavam atrás do palco.

Eu esperava para dizer minhas falas depois das dele.

- Mesmo? - Sim, senhor.

Quem é você?

Meu nome é Hemingway, senhor.

Como soube que ele levou um tiro?

Realmente não sei.

Pareceu-me ouvir o pobre rapaz gemer.

Oh, que desastre!

O público está indo embora. O que eu faço agora?

Quem está no comando aqui?

Eu estou.

Olhem! Achei alguém aqui! Venham!

Quem é?

Não sei. Estava caído.

É Streeter! Sim, veja.

Acorde! Onde estava?

Este saco deve ter caído em cima dele.

Vamos, vamos, volte a si. Desperte.

Acorde, Streeter! Volte a si.

- Onde está? - Quem?

Não sei. Alguém me bateu.

Duas vezes num dia? Não sei como pode.

Alguém me traz um uísque duplo.

O que sabe sobre o assassinato do ator?

- Que ator? - Sim. Não enrola.

Então mataram? Por isso me bateram.

- Que disse? - Nada.

Onde está Guy Johnson?

Jogue limpo e tudo ficará bem.

- Onde está Johnson? - Não sei.

Nem sequer eu sei quem sou eu. Onde estou?

Vejo criaturas subindo pelas paredes! Tirem-nas! Tirem-nas!

Guy, era o "metade da moeda".

Mataram-no, como você disse. O que está fazendo?

As malas!

- Fugindo? - Isso mesmo.

- Para onde? - Te mando um cartão postal.

Não pode fazer isso. Você tinha razão. Ela os matou.

- E daí? - Não se renda agora.

Solte-me.

- Você ainda está livre. - Não por muito tempo!

Tem de ir até o fim. O jogo ainda não terminou.

- Deixe-me ir! - Eu vou bater em você, mesmo!

- Primeiro me escuta. - O cara está morto!

Você é muito melhor do que isso!

Você é do tipo que luta quando tudo está perdido!

É por isso que eu te... Que consigo ver como você realmente é.

Tenho a chance de fugir para o Canadá e é o que vou fazer.

Solte-me.

Você pode ganhar! Você tinha razão!

Um dia escreverei este poema só para você.

"Não havia escapatória

"e ele seguia em frente, mesmo abaixo de golpes. E no deserto de derrota,

"seu coração floreceu como uma rosa".

Você pediu isso!

Sr. Hermingway, graças a Deus eu o encontrei!

Pobre Sra. Johnson, que horror!

Aqueles policiais horríveis querem vê-lo.

Pobre rapaz, debutou numa tragédia!

Estava tão feliz por substituir Ned Brown.

Substituir quem?

Oh, interrogarão a todos nós!

Quem substituiu Ned Brown?

O jovem que foi assassinado. Era tão agradável o pobre rapaz.

Substituiu um ator?

Sim, Ned Brown pegou gripe e dei o papel a George.

- Onde ele está? - Quem?

O cara que devia estar morto.

Ned Brown está na vila turística.

- Em qual bangalô? - No 3.

Vila turística. Bangalô 3.

Pobre Sra. Johnson, sei como se sente.

Espere. Usarei meus sais.

Depressa! Eles o esperam.

Vamos, vamos.

Ora, ora, o que temos aqui!

Vamos, Johnson. Faça um esforço.

Parece um enfeite de árvore de Natal!

Muito bem.

Reviste-o, inspetor. Mãos ao alto.

Eu fico com isto.

- Onde estava? - Bateram-me na cabeça.

Muito bem.

Vamos, venha com seu sócio.

Podem ir à lua-de-mel.

Neste carro bem chamativo. E rápido!

Você os viu?

Me bateram de novo na cabeça, enquanto vigiava.

Tenho algo a dizer, inspetor. Tem que me ouvir.

- Tudo que disser será usado contra você. - Essa é a oportunidade da sua vida.

A chave para o assassinato de González e do jovem ator.

- De quem está falando? - Vivian!

Vivian Heyward matou Dolores González e também o ator.

Essa é boa!

Por isso saltei do trem. Para poder provar isso.

Pode provar tudo ao juiz.

Houve um homicídio.

Esse não é o nosso setor.

Outro cara vai ser morto.

Não tente enrolar...

Espere um pouco!

Tira as mão de mim, tira de meia-tigela!

Um homem vai ser assassinado e vocês fogem como dois cachorrinhos assustados!

Queria fazer isso há tempos.

Vamos, levante! Ande, de pé!

- Vocês são uns idiota! - Vai levar um também.

Vá em frente. Todo mundo já fez isso hoje.

Subam!

Vamos, entrem!

- Desça do carro, moça. - Vocês são da polícia?

- O que você quer? - Que o prendam.

Tinha medo que fosse escapar.

Mais um truque sujo e vai pegar 5 anos.

Está brincando? Estou nisso desde o início para ajudar a polícia.

Espere. Guy Johnson é o assassino.

Cale-se, sua idiota. Está louca.

Ele é o assassino. Matou Dolores González. Ela era minha melhor amiga.

Ele a matou por ciúmes. Tudo para incriminar Heyward.

Do que está falando?

De Johnson. Guy Johnson. Eu posso provar.

Sua traidora! Saia deste carro!

Onde você quer chegar?

Johnson saltou do trem porque alguém sabia de tudo.

O pobre ator morto esta noite.

Johnson o matou?

Sim, fingi estar apaixonada por ele para ajudar vocês.

Está louca de pedra!

Tenho provas. As cartas que escreveu à Dolores.

Estão na vila turística. Bangalô nº 3.

Era para lá que eu ia.

O ator as guardava.

Ela é louca! Johnson nunca matou ninguém.

Leve-nos para Nova York.

Ele tentou me matar quando descobriu que eu sabia de tudo.

- Está dizendo a verdade? - Eu juro.

Juro pelos meus olhos.

Quem me conhece sabe que é algo sagrado para mim.

Por meus olhos que Johnson é o assassino.

Que diz disso, Johnson?

Sua víbora suja!

Pensou que eu te amava?

Pensou que eu era uma idiota que você podia usar e jogar fora?

O que está havendo?

Esse aí também. É cumplice dele nos assassinatos.

Eu é que estou ficando louco!

Cale-se! Eles não vão acreditar nela.

Acreditarão quando virem as cartas.

As ameaças que você escreveu. Nas cartas e no diário também.

Que diário, moça?

O diário do jovem ator sobre Guy Johnson.

Ele me mostrou.

Está no armário, atrás das garrafas. Eu juro por meus olhos.

Onde fica esta vila turística?

A seis milhas, próximo à estação.

Ela está te enganando, Miller.

Eu decido isso.

Sabia que ia acabar se complicando.

Seis milhas nesta direção?

Sim, depressa.

Segure-o e não o perca de vista.

Eu cuido dele, madame.

Eu os vigio. Vá buscar o diário.

Não podemos entrar assim.

Precisamos de um mandado.

- O que houve? - Estão aí.

Quem?

Saque sua arma.

Para quê?

Fale baixo que podem ouvi-lo.

O que está havendo aqui?

Eles estão lá dentro.

Quem está lá dentro?

Os assassinos de Dolores e do jovem ator.

Madame, responda, existe ou não um diário?

- Tem muito mais que isso. - O quê?

Os assassinos de Dolores González.

Chega! Vamos para o carro.

Vamos, Mata-Hari!

Estão ali! Cerquem a casa.

Vamos sair daqui.

Estão tentando escapar.

O que está acontecendo aqui?

É o tal que tem a metade da moeda. Solte-me.

Cale-se! Vamos, expliquem-se!

Não vejo como isso possa-lhes interessar. Este homem perdeu a razão.

Vamos interná-lo.

Cuidado, está armado!

Cuidado, Guy!

Ei, volte aqui!

Se fingindo de vaca de presépio.

Isso já é demais.

Pegue o cara. Eu cuido da garota.

Solte-o, já peguei a arma. Vamos, galinhos de briga.

Aqui está o seu homem. Vivian Heyward.

O que tem a dizer, madame?

Nega-se a falar, não?

É uma assassina. E também bígama.

Espero que esteja tudo bem.

Vamos, acorde!

Vamos!

Perdoe-me por jurar por meus olhos! Mas era preciso fazer algo!

Sei que serei castigada, mas era uma questão de vida ou morte!

- Dê-me isso! - Oh, sim!

Cuide dos presos. Vou interrogar este cara.

O que está fazendo amordaçado e descalço?

Vamos para dentro!

Que ninguém se mova até ser esclarecido o mistério.

Bom trabalho, parceira!

Não me venha com isso. Nenhum homem vai me bater e se safar.

Vou mudar de ideia de novo, mas retiro o que disse.

Você é um gênio! Juro pelos mes olhos!

É mesmo?

Oh, querido, sinto muito. Eu não queria!

Não importa, querida, eu mereci.

Escute Johnson, Ned Brown disse que esta mulher é sua esposa

e que ela queria matá-lo. E que sabe que ela incriminou Heyward.

O que diz disso?

Tudo que sei é que escrevi um poema.

"As rosas são vermelhas As violetas são azuis.

"Acabo de ganhar 100.000 dólares

"Mas eu quero você!"

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