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Alto!
Jim, se queres continuar com vida, melhor que tenhas mais cuidado.
Chris, levo tempo a seguir-te a pista.
- Andei � tua procura. - Ser� melhor irmos ao povoado.
Vamos.
Tenho medo, m�e. Muito medo.
N�o tento desculpar. O que fiz est� mal.
Mas o castigo n�o se corresponde com o delito.
S� tem 18 anos.
N�o � mais que um mi�do.
- Que fizeste? - Divertir-me um pouco. Roubei uma loja.
Ajude-nos, senhora, por favor. Fale com o seu marido.
Poupe as l�grimas, senhora.
O sheriff n�o tem clem�ncia, piedade nem compaix�o.
- Que fiz? - Pepe Carral?
Assaltou quase todos os bancos desta zona.
E Big Walt � demasiado forte para o c�rebro que tem.
Chris.
Chris.
N�o.
Mas se n�o � mais que um mi�do.
Sentia os desejos de um homem quando roubou.
N�o gastou o dinheiro em comida para a fam�lia.
Gastou-o em mulheres, �lcool e nas cartas.
E depois, quando o prendem, volta a dizer que � um mi�do.
Se o mete nesse buraco de Tucson, sai feito uma besta.
O lojista que roubaste tem seis filhos.
Arruinaste-o.
Liquidaste dez anos de duro trabalho numa noite. Uma noite de borga.
- Aprendi a li��o, juro. - Chris, por favor.
N�o.
Voc� � um homem importante. � amigo do governador.
Mas � pior que qualquer homem que enviaram a Tucson.
H� algu�m ali que tenha morto tantos homens como voc�?
Nem sequer que tenha morto a metade.
N�o matei pelos mesmos motivos que eles.
N�o � mais puro que os homens que est�o ante voc�.
Chamo-me Noah Forbes, sheriff.
Decidi fazer por si o que Ned Buntline fez por Bill Cody.
- Ridiculizar-me. - Faz�-lo famoso.
� escritor?
Trabalhei em todos os jornais das grandes cidades.
Isso significa que � muito bom ou que n�o � capaz de manter um emprego.
S� tem que falar comigo.
Eu escrevo. Voc� ganha um ter�o.
Conheci Buntline. Li o seu livro. Quase tudo eram mentiras.
As coisas n�o se passaram assim.
O que as pessoas pensam que � verdade � mais importante que a verdade mesmo.
Ningu�m n�o se faz rico dizendo-lhes que se enganam.
N�o ganho a vida assim.
Algu�m escrever� sobre voc� de todos modos. Porque n�o eu?
De acordo, mas ganha metade.
E n�o publicar� nada que eu n�o goste.
Trato feito.
Rye. Traz uma garrafa e aponta na conta do sheriff.
Fico liso at� que acabe o livro.
Ser� melhor que escreva depressa.
Que fazes aqui? Devias fica na cama uma semana.
N�o tenho uma semana, Chris. N�o me sobra nnuma hora.
Bom, passa. Bebe um copo.
Jim Mackay, Noah Forbes. Sobre ele sim que podia escrever.
- Cavalg�mos juntos v�rias vezes. - � sheriff, Sr. Mackay?
- S� ia ser ca�ador de recompensas. - Um dos poucos que os trazia vivos.
Mas agora sou sheriff, e n�o te rias, Chris.
Um sheriff respeit�vel e em toda a regra.
T�m um bom sheriff. Em que povoado?
Magdalena, ao sul do passo de Sonora. Um povoado de camponeses.
Quase todos mexicanos e v�rias fam�lias americanas. Damo-nos bem.
Um sheriff americano num povoado mexicano.
N�o tinham muito por onde eleger. Estavam desesperados.
Lidamos com as terras de De Toro.
Quem � De Toro?
Um bandido. Rouba em ambos lados da fronteira.
A cavalaria e os rurales podiam prend�-lo se se organizassem,
mas nenhum bando permite que o outro passe a fronteira.
Aqueles dois pistoleiros eram de De Toro?
Suponho que imaginam que venho em busca do grupo dantes.
Jim, cruzou tr�s vezes a fronteira para lutar contra bandidos.
- N�o voltarei ali. - Ataca-nos qualquer momento.
Tem 50 ou 60 homens. Eu tenho um punhado de camponeses.
Eu tenho um bom trabalho
e uma esposa que praticamente continua a ser uma noiva.
N�o gosto dizer isto, Chris, mas uma vez salvei-te a vida.
Isso n�o te d� o direito a pedir-me a minha agora.
Depois, n�o te he salvado hoje o pelhejo?
Isso faz que estejamos em paz, j� que levas a conta.
Chris, uma vez disseste: ''Devo-te uma. Se queres algo, pede e ter�s''.
Guardei essa promessa durante dez anos como um tesouro,
esperando que acontecesse algo importante, e este � o momento.
N�o, Jim. N�o posso.
Lembras a primeira vez? Os sete lev�mos 350 d�lares. 50 por cabe�a.
As pessoas de Magdalena confiam em mim. Deram-me tudo o que t�m.
Aqui tenho 3.000 d�lares. 1.000 s�o para ti por um par de semanas de trabalho.
Talvez algu�m do grupo.
Quase todos est�o mortos ou meio retirados como eu.
Skinner? Elhiot?
Na pris�o de Tucson.
Quem nos parou, Chris?
Os tempos mudam, Jim. N�o puderam aceitar.
Sim, bom.
Suponho que eu tamb�m n�o.
Boa sorte, Chris.
Boa sorte.
N�o a fechaste com chave.
Pensaste que, se o fizesse, a tirarias abaixo.
Chris.
S� tem 18 anos.
Hickok, Clay Alhison, os irm�os Dalton,
como pensas que sobrevivi a eles?
Sabendo quando n�o correr riscos desnecess�rios.
Sei que � duro, mas � o �nico que funciona.
Contra quem?
Shelhy n�o � como Mark Skinner ou Pepe Carral.
N�o te pe�o que ajudes pistoleiros.
O juiz Parker disse-me uma vez:
''Aqueles que enforquei n�o voltaram a matar. Muitos que n�o enforquei, sim''.
Diz-me que se enganou.
N�o se referia a um mi�do que roubou uma loja.
Enterrei a amigos que acreditaram que n�o eram perigosos uns mi�dos imbecis.
Significa muito para ti, verdade?
N�o devo nada a Shelhy e fa�o-lhe um grande favor.
Devo muito a Jim Mackay, e n�o fa�o nada por ele.
Parece que n�o sei fazer nada bem.
Claro que sim.
PRIS�O DE TUCSON
Adiante.
Chris, porque estou acorrentado e Walt n�o est�?
Prometeu que n�o fugia.
- E acreditaste? - Sim, acreditei. Vamos.
Espera.
Lamento, Chris, mas as algemas fazem perder a pontaria.
- Ol�, Skinner. - Vejo-te a pr�xima vez que me escape.
Aqui estarei.
N�o sei onde tinha escondido. Aprende com as m�s.
- Esquece. - Se o dizes.
Adiante, tragam-nos.
Alto. Espere um momento. Soltem-no.
Shelhy.
Vai para casa e n�o te metas em brigas.
Ou�a sheriff. Tenho uma ordem contra ele.
Tinha uma ordem. Vamos, vai.
Adiante.
Acaba com ele, Pepe.
Maldito sejas, Chris! D�s uma oportunidade a todos menos a mim!
Mata esse cabr�o.
Esse mi�do n�o merece que o deixes livre!
Mato-te.
Fa�o-o, Chris.
- Mato-te. - N�o se eu te matar primeiro.
Pepe.
Obrigado.
Um copo de �gua.
Meti na sua conta.
Pode enganar-me em coisas sem import�ncia,
mas n�o o tente em coisas que a t�m.
J� dei conta disso.
Quer que trabalhemos um pouco?
De acordo, a batalha de Adobe Walhs. Que me pode contar?
Bom, �ramos 28.
Bat Masterson, Bilhy Dixon, uma mulher e eu.
Os outros eram ca�adores de b�falos.
Quanah Parker trazia 600 comanches com ele.
28 contra 600. Gosto. Que se passou?
Foi uma batalha terr�vel.
E?
Ganh�mos.
Mi�do, quando vi que aquele carro ia sem mim,
Senti-me como nunca.
Durante todo o caminho, os p�s diziam: ''�s livre, livre, livre''.
Para fazer o qu�? Voltar � mesma vida que por pouco te levou a Tucson?
N�o est�s melhor que antes, Shelhy.
- Apetece-te vir a casa almo�ar? - Sim.
Se pensa que nos vai acompanhar a casa, esque�a.
De acordo. Vou ao restaurante. Tamb�m tem uma conta ali, n�o?
Shelhy, n�o!
N�o, Chris.
N�o!
- Se disparam mais, vai doer. - Sobe.
- N�o. - Acima. Vem c�.
Ficar�s bem.
J� tinha escrito o teu epit�fio e pedi ao governador que viesse ao teu enterro.
Obrigado.
Foi ela que te tratou, Chris. N�o dormiu em 48 horas.
Onde est� Arrila?
Levaram-na.
Oh, Deus.
Suponho que odiava a grande.
Que vais fazer?
Mat�-los.
N�o morras enquanto cavalgas. Seria um mau final para o livro.
Ainda pod�amos dizer que deixaste o teu leito de morte e morreste � sua procura.
Isso ficava bastante bem.
Quanto pensas que cavalg�mos? 150 quil�metros?
A mim parecem 1.000. Maldi��o, d�i-me o cu.
Como pode estar t�o duro feito de feno?
Ali em baixo h� algo.
Parece o vestido.
� uma parede escarpada, Chris. Eu vou.
Est� morta?
N�o v�s, Chris. N�o v�s.
For�aram-na?
Violaram-na, mataram-na e deixaram-na aos abutres.
Hank, est�s usando todas as mantas?
Tenho frio. Tenho muito frio.
Dorme.
- Pensava que n�o t�nhamos caf�. - N�o temos.
Em p�.
Queres morrer deitado ou de p�?
Sheriff, por favor. Tem que entender.
Levantamo-nos ao amanhecer desde pequenos.
Trabalh�vamos e depois ia-mos dormir porque n�o t�nhamos querosene.
Que h� de mal em querer melhorar?
Nada, o mal � a forma como tentaram.
Digam, onde est� Shelhy?
Encontre-o voc� mesmo.
Voc� � o sheriff. Tem que nos levar a tribunal.
N�o nos mata a sangre frio. N�o me assusta.
Onde est� Shelhy?
- Foi para o M�xico. - Quando?
Depois de deixar o povoado. O da mulher... foi coisa de Hank.
Eu n�o tive nada a ver. Nem sequer olhei.
Tamb�m n�o a ajudaste.
� meu irm�o.
A ele por o que fez,
e a ti por o que n�o fizeste.
Podias t�-los detido.
Duvidavas da sua culpa?
Si perdesse o tempo a fazer o que dizes, perdia o rastro de Shelhy.
Ainda assim n�o esteve bem.
Chris!
Chris! Aqui acima!
Sabia que n�o me enganavas.
Viste passar um mi�do a cavalo nos �ltimos dias?
Louro, um metro e oitenta, uns 18 anos.
Sim, ontem. Tentei contrat�-lo, mas tinha muita pressa.
- De Toro est� arrasando tudo. - Como sempre.
O que tenho a meu favor s�o boas inten��es. Agricultores e comerciantes.
Ontem contratei esses dois. Paguei um ter�o do que te ofereci a ti e n�o o valem.
Suponho que o resto est� disposto a morrer, mas preciso assassinos.
- Por isso pensaste em Chris? - N�o quis dizer o que parece.
Jim, ser� melhor que te v�s daqui antes que De Toro ataque.
Ficar � suic�dio. S� te vai prejudicar.
- Tu importas-te? - N�o, mas n�o me tinha metido nisto.
Limonada sem a��car. Ajuda a tirar a sede.
Obrigado.
Est� feito um mercen�rio, padre. Onde tem a arma?
- Disse que n�o tinha que a levar. - Tamb�m n�o a tinha levado.
A minha � uma batalha diferente. Utilizo outras armas.
Esta � uma batalha ao estilo de De Toro.
N�o o impressiona a minha congrega��o?
Uniram-se ante a adversidade.
Em muitos aspectos, j� ganhei a minha grande batalha.
- Os caminhos do Senhor s�o misteriosos. - A mim tamb�m me acontece confundir.
A primeira vez que fomos a Magdalena, s� sentimos as nossas diferen�as.
Ele mostrou-nos e destinou estarmos juntos.
Nestas circunstancias, n�o acho que lhes fez um favor.
Apercebe-se de que seguramente morrer�o todos?
Se essa � a sua vontade, estamos dispostos a morrer.
N�o me importa conhec�-lo.
N�o sei se ganhaste esse encontro.
Acho que ele tamb�m n�o.
Se todos os teus homens s�o como ele, ter�s problemas.
- N�o est�s a ser um pouco duro com ele? - Menos do que o ser� De Toro.
Em que situa��o me deixa isso?
S�.
Chris.
Boa sorte.
- Shelhy tem muita pressa. - Vamos.
- De Toro? - Sim.
Parece que Shelhy se juntou. Vamos.
Olha, calma. Que o vamos alcan�ar!
Assim foi como Shelhy se juntou. Mackay fez a emboscada ali.
- Shelhy levou-o para a retaguarda. - Maldita seja. Vamos.
N�o descer a�, n�o?
Adiante.
N�o vejo Mackay. Talvez te tenha ligado e ido embora.
N�o acho.
N�o sei se me agrada ou n�o.
Desde que te conhe�o, n�o deixo de ver mortos.
Enterramo-los?
Os vivos precisam mais de n�s.
No povoado s� ficaram as mulheres... e De Toro.
Suponho que ter�o ido embora.
H� um homem na cantina e outro na porta da miss�o, apontem-lhes.
Desmonta lentamente.
Mant�m o cavalo entre a miss�o e tu.
De acordo.
Noah! Podes sair.
Est�s seguro?
Chris.
Obrigado.
Sou Laurie Gunn.
Senorita ou senhora?
Senhora, quero dizer...
Lamento.
Deixa que chore, vai sentir-se melhor.
Tome.
Chamo-me Noah Forbes. Chamo-me Chris.
Jim Mackay falou-nos de si. Disse que vinha ajudar-nos,
mas chegou demasiado tarde.
Como est�o as outras mulheres?
Deus, mesmo que nenhuma fique gr�vida.
Pode dizer-me que se passou?
S� somos 17 mulheres.
E...
De Toro chegou ao povoado com 40 ou 50 homens.
Disse que tinha encontrado os nossos maridos nas colinas.
E que os tinha morto a todos.
Disse para onde se dirigia?
Disse quando voltaria?
Acho que iam para o Texas.
Param aqui de regresso a casa.
Seguramente, para as levarem.
Isso foi o que disse.
- Quase todas dormem. - Oh, Madge.
- Quando nos tira daqui? - Reuniremos os cavalos pela manh�.
- Levaram-nos todos. - Podemos caminhar.
Caminhar? Pelo deserto?
- Morriam no primeiro dia. - � a nossa �nica possibilidade.
Por cada quil�metro que andes, De Toro pode cavalgar 30.
Se os apanha em campo aberto, esfola-as vivas.
- Vamos em busca de ajuda. - Onde?
Os rurais n�o podem fazer nada. O ex�rcito n�o pode cruzar a fronteira.
N�o h� volunt�rios que queiram lutar contra De Toro. Mackay j� o tentou.
- Que est� a dizer? - Tem que ter uma solu��o.
- Aceito sugest�es. - Se voltam, suicido-me.
Maldita seja! Pense nalguma coisa.
Talvez possa conseguir homens t�o duros como De Toro.
Onde?
Diz-me tudo o que saibas dele.
Como �? Como actua? Tudo.
Bom...
O primeiro n�o que te fies �... nos olhos.
Dizem-te que est� louco.
Completamente louco.
- Vamos, Chris. - Come alguma coisa.
N�o voltar�s a faz�-lo em bastante tempo.
Isto n�o ser� como com Mackay? Vamos desentender-nos delas?
N�o. Se n�o, tinha-lhes dito que fizessem outros planos.
De repente, j� n�o � t�o mau, verdade?
- Qu�? - Que seja um assassino.
N�o, a verdade � que acabaste a ser muito �til.
Depois, j� n�o temos que ir em busca de Shelhy.
Vir� com os homens de De Toro. Vamos.
- Voltas? - Sim.
E se regressam antes que voc�s?
Rezem para que n�o seja assim.
N�o se preocupem. Voltaremos.
Sabia que n�o ia embora.
� Shelhy. Mackay matou-o.
Ainda assim, as mulheres precisam de ti.
Tens que as ajudar, Chris.
Se prometeste.
Ele fez o meu trabalho.
Eu fa�o o seu.
PRIS�O DE TUCSON
- N�o acho que seja legal. - N�o quero saber o que achas.
O governador aprovou. � ele que manda.
- N�o deixo livres estes homens. - N�o os est� a deixar livres.
Est� a p�-los sob minha cust�dia.
N�o me parece bem solt�-los para que fa�am o mesmo
que fez que acabassem na pris�o.
Sheriff, acho que deve saber. J� n�o s�o t�o duros como antes.
- Tive que os domar um pouco. - N�o os domou, destruiu-os.
N�o vieram de f�rias.
Pepe.
- Chris, estive pensado em ti. - Sim?
Melhor que acredites.
Que tal est�s, Walt?
- Responde! - N�o se passa nada.
Sim passa.
Agora est�o sob a minha cust�dia.
Capit�o.
Posso perguntar que significa isso de que agora estamos sob a sua cust�dia?
Ainda sabes como usar dinamite, Elhiot?
Bem.
- Ainda continuas a sorrir, Skinner? - S� por fora, Chris.
- Continuas igual de rapidez? - Oxal� me deixasses demonstrar.
Estes s�o indultos assinados pelo governador para todos voc�s.
Quando os assinar, estar�o livres.
- Ent�o, assina-os. - Primeiro t�m que os ganhar.
- Como? - Numa miss�o sob o meu comando.
- Vai para o inferno. - Muito bem, levem-no para a cela.
Espera um momento.
De acordo, Chris.
- O que disseres. - A quem perseguimos?
- Juam De Toro. - No M�xico?
Indultos. Sete contra 70. Levas-nos para o nosso funeral.
As possibilidades s�o poucas. O pagamento � bom.
Mas h� um problema.
Se me matam, ou se morro por acidente ou �s m�os dos homens de De Toro,
o governador assume que foram voc�s.
E far� que os enforquem a todos.
Mas estaremos no M�xico.
Muito bem, quem quer ir?
Walt?
Tira-lhe as algemas.
� direita. Marchem!
Idiota, n�o v� o que est�o a pensar?
Deixam que os leve para o M�xico, matam-no e juntam-se a De Toro.
Estou seguro de que � justo o que est�o a pensar.
- Esses s�o todos? - Sim.
- Reunimos mais homens. - O sete � o meu numero da sorte.
Maldi��o, n�o podia esperar que estivessem mais longe?
Apanha-as.
Este doble � para ti, Skinner.
Se �s bom, s� precisas um.
Achei que gostavas deste.
N�o pensei que quisesses uma.
H� tempos que n�o estava numa situa��o como esta.
N�o dispares no p�.
- Quem � o tipo da cidade? - Toma notas.
Escrever� sobre voc�s.
Quando estiverem prontos, montem. Elhiot, tu levas o carro.
Soube que tiveste um pequeno problema.
Alguns rapazes Fizeram-me passar mal.
Tinham uma boa raz�o?
Isso pensavam. Wardem fez que me encarregasse de um trabalho.
Tive que construir um novo bloco de celas.
E constru�ste-o s�lido, n�o? Voltar�s a construir.
- Com pedra ou tijolo? - Esta vez, com terra.
Terra.
- Naquele momento, sentia-me assim. - Escolhi-te
porque preciso a algu�m que saiba de batalhas.
N�o de tiroteios, mas de batalhas.
Falemos claro, Chris. Estou fora e n�o quero voltar.
- Podes confiar em mim. - Isso mesmo.
Vamos.
Ponham-nos atr�s. N�o gosto dar-lhes as costas.
N�o importa. Se tentam matar-te, n�o poder�s det�-los.
Quanto tempo pensas que esperam?
N�o � um grupo muito paciente.
Por aqui, vamos.
Chris, por aqui n�o se vai Para Magdalena. Onde vamos?
� fortaleza de De Toro.
- N�o est� l�. - Se estivesse, n�o �amos.
Tem que ser essa.
A mulher de De Toro.
Mesmo que De Toro esteja t�o orgulhoso dela como disse Laurie.
Laurie enganou-se numa coisa.
N�o est� completamente louco.
Deixa-me v�-la.
J� te a apresentei.
Quantos guardas pensas que h�?
Suficientes para que te toque algum.
H� uma fazenda atr�s dessa colina. Pode ser que seja perigoso,
mas h� suficiente dinheiro como para que possam come�ar uma nova vida.
- Vais a ajudar a roubar a fazenda? - Amanh� ser�o ricos.
- Ricos? - Porqu� tantos favores?
N�o estou a fazer nada que n�o fariam por mim.
Que diabos quer dizer isso?
- O que ouviste. - Est�s do lado dele?
Fiz que o guarda n�o me apanhasse outra vez com o garrote.
Maldito idiota, n�o o fiz por ti.
Sabia que, se te acertassem no cu, n�o podias cavalgar.
Fizeste-o por isso?
N�o exactamente.
Espera. Dizes que podemos entrar e apanhar tudo o que quisermos?
� justo o que disse.
- Bem, qual � o plano? - Pensei que pod�amos entrar
e matar todo aquele que tiver uma arma.
� um plano muito bera.
Quem atacar�? Quem nos cobre? H� que cobrir os flancos.
Pesas que atiram, a quem estiver no comando?
Noah.
- Eu estou mais capacitado. - Tranquilo, H�es.
Capit�o H�es. Fiz uma emboscada aos apaches.
Tudo o resto � um jogo de meninos.
Acho que tem raz�o.
De acordo, H�es.
- Fazes tu. - Ouviram todos?
Sim, ouvimos.
Capit�o!
- De acordo, vou fazer algum plano. - H�es, �s como um fur�nculo no cu.
Sim, mas �til. Vamos, vamos.
Pepe.
Toma.
Encarrega-te da metralhadora Gatling.
Sempre me toca a pior parte.
- Porque sempre me toca a mim? - Porque � o que melhor o faz.
Sou?
Se n�o obedeces, Pepe, tamb�m matar�s os teus amigos. P�e-te em marcha.
N�o s�o meus amigos.
Ali.
Walt, vigila o estabulo.
Skinner, tenho algo para ti.
V�s esses dois ali?
Mata-os.
Vamos.
- Mant�m esse com vida. - Estamos a comandar recrutas,
melhor dar-lhes um pouco mais de tempo para que tomem posi��es.
Olha, amigo.
Pepe!
Pepe!
- Terei que ir pelo outro lado. - Sim, eu cubro-te.
Pepe! Onde diabos est�s?
Dem�nios.
Aqui em cima.
Vamos.
Noah. Ata-a.
H�es, traz-me o subserviente.
Falas ingl�s?
Vai ter com De Toro e diz-lhe que eu, Chris, lhe fodi a mulher.
Skinner.
E dizes os nomes dos homens que o fizeram.
Pepe Carral. Walt Drummond.
E Andy H�es.
Scott Elhiot. Noah Forbes.
E Mark Skinner.
Percebeste?
E dizes que estaremos � espera, com a sua mulher, em Magdalena.
Agora, vai.
Quieto!
- Que merda fizeste, Chris? - Pobres diabos.
N�o podem voltar aos Estados Unidos porque os enforcam,
e tamb�m n�o se podem unir a De Toro porque lhes arrancaria o cora��o.
Agora j� podemos ir a Magdalena.
Voltaram! Voltaram!
Voltaram! Voltaram!
O sheriff voltou!
Sabia que voltarias.
Quero que a vigies a todo momento.
� a mulher de De Toro.
Martha, vigia-a.
Tu, vem comigo.
Disse que venhas comigo.
- Quem s�o? - Volunt�rios.
Vieram ajudar-nos.
Porqu�?
Porque s�o pessoas caridosas.
Comam um pouco, que depois vamos trabalhar. Vamos.
A comida est� na cantina. Tragam o que h� no forno.
Muito bem, n�o temos muito tempo.
Que as mulheres se ponham contra a parede e os homens contra a barra.
Temos dois dias, talvez tr�s, antes de que cheguem.
Trabalharemos dia e noite.
Os homens lideram grupos de trabalho.
Elas carregam as armas durante a luta. Escolham as vossas companheiras.
E que seja algo m�tuo.
N�o.
N�o.
- Que passa com elas? - Continuem a escolher at� que se acabem.
As mulheres trabalham
ajudando os homens, alimentando-os e cuidando deles,
mas imponham as vossas limita��es.
Vamos descarregar o carro.
Espingardas de largo alcance? Estas s�o de ferrolho. Precisamos de repeti��o.
Continua a apontar. Cuidado com as miras.
Espingardas Winchester De calibre 30-40, modelo 1885.
S�o novas, capit�o. Tem que se tirar a gordura.
Quero-as prontas para passar uma inspec��o.
Muito bem, senhoras, preciso �gua a ferver para tirar a gordura.
Cartuchos para espingarda de calibre 12.
E espingardas anti-dist�rbio da policia.
Tinhas que usar espingardas oficiais da policia, n�o �, Chris?
Capit�o, d� ordenes ao Pepe. Preciso.
Vamos, Pepe.
- Vai para o inferno. - Move-te.
Leva as tuas mulheres contigo.
E n�o vais com as m�os vazias.
Preciso qualquer coisa que sirva para levar terra.
Fronhas de almofada, sacos de farinha, pernas de cal�as.
- Que fa�am sacos com o que for. - De acordo, Chris.
Muito bem, capataz. Digo-te porque te trouxe.
V�m por ali e temos que ao parar.
As espingardas de mira s�o de longo alcance, usamo-las na primeira linha.
- Quantos homens pensas que ser�o? - 40? 50?
Cavaremos trincheiras. Ajustaremos a mira das espingardas e marcamos o alcance.
Quando passarem numa marca, sabemos onde est�o e n�o falharemos tanto.
Cavaremos os buracos aqui.
Se os cavalos correm 100 metros cada cinco ou seis segundos,
significa que est�o aqui um minuto depois de ter aberto fogo.
Deve dar tempo a disparar tr�s vezes.
A ser sete disparando, podemos matar entre 15 e 20 homens, mais ou menos.
Quando estiverem a 300 metros, temos que ir para a segunda linha.
Atiram-se a n�s.
Ent�o � preciso impedir que nos caiam em cima.
Coloca explosivos nos buracos.
Isso acabar� com cinco homens mais.
Chris, tens que pensar nas baixas.
Com todo esse chumbo a voar, um par de n�s cair�.
Ent�o, ficamos cinco ou seis na segunda linha.
Que cinco o seis?
Pomos a fila de Winchesters aqui.
O mesmo. Hoeus.
Se os paramos, p�em-se a coberto.
Abrigam-se nesses pequenos barrancos.
Meto-lhes dinamite.
Est�o t�o loucos como De Toro.
Que os faz pensar que far� tudo o que querem?
Carrega contra a primeira linha porque est� furioso.
Ent�o, quando vir os poucos que somos,
isso vai ferir o seu orgulho e carrega contra a segunda linha.
- E depois, qu�? - Depois come�ar� a ter cuidado.
- E flanqueia-nos. - Sim.
Ent�o, ter� um ter�o dos seus homens e v�rios de n�s.
Oxal� deixasse de dizer isso.
- Atacar�o por todos os lados. - Pensarei em alguma coisa. Arame, explosivos...
- Quanto mais, melhor. - Que acontece quando chegarem ao povoado?
Poremos a maior carga debaixo do altar da miss�o.
E levamos esses cabr�es connosco.
- Vamos. Hora de comer. - N�o, tenho que continuar a trabalhar.
Deixa a p�. Tens que comer alguma coisa.
Tens que conservar todas as tuas for�as.
- Chega? - Quase.
Quando nos matarem, ao menos descansaremos.
Se � demais para ti, Pepe, vai dormir.
Diz-se que, se uma �rvore cai no bosque e ningu�m a ouve,
faz algum ru�do?
Se ningu�m viver para contar isto,
morreremos cobertos de gloria?
Claro que sim.
Sinto-me bem construindo de novo. Temos feito bem.
Pode ser que n�o bastante bem, mas o melhor que podemos.
Estou satisfeito.
Suficiente dinheiro para que me dure toda a vida.
Roupas que as mulheres gostam.
Todas as mulheres que quiser.
E estarei morto antes de poder desfrutar.
Chris calou-me.
Disse que n�o era capaz de manter um emprego.
Mi�do, n�o sabes quanta raz�o tinha.
Devia ver algo mais em ti,
o n�o tinha perdido tempo contigo.
Pequena, est�s em frente de um sem vergonha de 14 quilates.
Um tipo que se as sabe todas, mas que n�o tem princ�pios.
Tens princ�pios ou n�o notarias a diferen�a.
Est�s empenhada em fazer-me sentir bem, n�o?
N�o te zangues, mas j� temos suficientes problemas com os nossos.
Essa � a quest�o. Come�o a ver que � verdadeiro.
Pela primeira vez, sei.
Esta historia, ou qualquer outra,
posso cont�-la porque aprendi a senti-la.
A viajem com Chris mostrou-me o que sempre precisei saber.
Agora � demasiado tarde.
Noah disse que nunca tiveste filhos.
N�o gostas?
Claro que sim. Dou-me bem com eles.
Vamos.
Assim gosto.
Disse que a tua mulher era muito bonita.
Porque falava tanto de mim?
Porque eu perguntava.
Boas noites.
Boas noites.
Como era o teu marido?
N�o terias reparado nele.
N�o era algu�m que aparecesse.
N�o o digo com m� inten��o. Era um bom homem.
N�o era muito bom agricultor,
e tamb�m n�o grande pistoleiro,
mas portava-se bem comigo.
Queria-nos. N�o era infeliz.
Porque te casaste com ele?
Preferiria falar sobre ti.
Tu j� tens respostas e eu n�o tenho nenhuma.
Prometeu-me uma vida melhor.
Um lugar donde viver.
Manteve a promessa.
Eu tamb�m sou um agricultor desastroso.
- E n�o mantenho as minhas promessas. - Claro que sim.
Prometeste que voltavas e fizeste-o.
N�o estou acostumado a faz�-lo.
Se amanh� estivermos com vida,
n�o fico no povoado.
Eu sei.
600 metros. Baixa o alcance.
Vamos!
N�o!
V�o voltar e n�o poderemos det�-los!
Tira as mulheres daqui. Vamos!
- Vai. - N�o!
Vamos!
Deixa-o, Pepe. Vamos!
Voltar�o. Vamos.
V�s alguma coisa?
Pelas minhas contas, Liquid�mos metade.
Mataram metade dos nossos.
A propor��o � a mesma que no principio.
Senta-os todos.
Senta-os.
Toma, vamos.
- N�o, Chris. N�o! Por favor, n�o! - Laurie, p�ra j�!
Sabes que � o �ltimo recurso.
Chris! Deixa que volte com ele. Talvez v�.
Se a devolvesse,
mas ela j� n�o lhe importa.
Preferiria v�-la morrer antes de sair-mos com a nossa.
Laurie,
ter�s que decidir tu mesma,
e faz�-lo ou n�o.
N�o posso.
De acordo.
De Toro deixa os meninos viver, n�o?
N�o sei o que far�. Disseste que estava louco.
Laurie.
S�o uns bons mi�dos.
Lamento.
Era um bom homem.
Como se chamava?
N�o se me lembrei de lhe perguntar.
N�o me pareceu importante.
N�o era muito falador.
Walt.
Walt Drummond.
De Toro!
Oh, Chris.
Olha, Chris.
Onde est� o meu indulto?
Este povoado precisa um sheriff, Skinner.
- Interessa-te? - N�o � um grande povoado.
Tr�s homens e um monte de mulheres e meninos.
As mulheres escasseiam nesta parte do pais. Vir�o mais homens.
Porque n�o?
Chris. Disse-te alguma vez que sou de Salt Lake?
Sou mormom.
Noah.
Suponho que n�o volto por aqui.
O sheriff do povoado � um velho inimigo meu.
Se te portares bem, n�o ter�s problemas.
- Disseste-lhe para fazer isso. - N�o.
- Sei que o fizeste. - Acostumaram-se a ti.
Os mi�dos acostumam-se facilmente aos maus h�bitos.
Como os adultos.
N�o te prometo nada.
Quem te pediu alguma coisa?
Skinner! Acabas de ser nomeado a ajudante do sheriff.
Sim, j� imaginava.
N�o tive muito tempo para trabalhar.
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