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Original subtitles

- Art Subs - 8 anos fazendo Arte para voc�!

Legenda - Fel�cia -

Revis�o - jfbruna -

AMOR E AMIZADE Baseado na obra de Jane Austen

LANGFORD NOVEMBRO

Langford.

Langford.

Se apenas n�o houvesse Langford.

Qu�o feliz poder�amos ter sido.

Manwaring!

Manwaring, n�o d� suas costas para mim, por favor!

Eu n�o posso suportar!

Frederica!

Espere! Eu imploro!

LORDE MANWARING UM HOMEM DIVINAMENTE ATRAENTE

LADY LUCY MANWARING A ESPOSA RICA DELE

SRTA. MARIA MANWARING A JOVEM IRM� DELE

SIR JAMES MARTIN JOVEM PRETENDENTE RICO

UM POUCO TAGARELA!

CASTELO CHURCHILL OXFORDSHIRE

SRA. CATHERINE VERNON CUNHADA DE LADY SUSAN

SR. CHARLES VERNON MARIDO PRESTATIVO DELA

IRM�O DO FALECIDO FREDERIC VERNON

SR. REGINALD DECOURCY JOVEM IRM�O DE CATHERINE

Catherine, uma carta.

Parece que Lady Susan finalmente vir�.

Na verdade, ela j� est� a caminho.

- O qu�? - Lady Susan Vernon?

Parab�ns por estar prestes a receber

o mais talentoso flerte de toda a Inglaterra.

- Voc� a julga mal, Reginald. - Como assim?

Bem, como muitas mulheres de beleza e distin��o,

nossa cunhada tem sido v�tima do esp�rito de ci�me e etc.

- � ci�me? - Sim.

Como qualquer um, Susan pode ser capaz

de uma a��o ou uma observa��o mal interpretada,

mas n�o posso evitar sen�o admirar a coragem

com que ela suportou grave infort�nio.

Desculpe-me, falei sem pensar.

Por que Lady Susan, que est� t�o bem ajustada em Langford,

- de repente quer nos visitar? - Qual a raz�o que ela d�?

A "ansiedade por me encontrar e conhecer as crian�as"

nunca a preocupou antes.

RUA EDWARD LONDRES

SRA. ALICIA JOHNSON

UMA EXILADA AMERICANA AMIGA DE LADY SUSAN

SR. JOHNSON MARIDO RESPEIT�VEL DE ALICIA

Vossa Senhoria.

Susan. Venha r�pido.

Minha querida, que pressa. Como voc� est� curiosa.

A carruagem do Sr. Johnson est� para entrar na rua.

Certamente deve acontecer com frequ�ncia.

- Voc� n�o recebeu minha carta. - Carta?

O Sr. Johnson me pro�be de ver voc�.

Mas isso � um absurdo. Por que meios "pro�be"?

Ele amea�a com a mais severa puni��o imagin�vel:

me mandar de volta para Connecticut.

Passar alcatr�o e cobrir com penas.

Ele diz que tem neg�cios importantes em Hartford.

Ele amea�a se estabelecer l�

se n�o estivermos legalmente separados.

E por quais poss�veis raz�es ou pretextos?

A antiga pupila dele, Lucy Manwaring,

escreveu para ele.

Ela escreveu?

- Mulher horr�vel. - Eu sei.

Demente. Se ela fosse ficar com ci�mes,

n�o deveria ter casado com um homem t�o encantador.

Lembro-me de pensar, quando me aproximei de Langford,

"Eu gosto desse homem,

que o c�u n�o permita que isso cause algum mal."

Eu estava determinada a ser discreta, e fui,

n�o aceitando aten��o de ningu�m a n�o ser de Manwaring,

evitando qualquer flerte geral,

exceto uma pequena aten��o concedida a Sir James Martin,

mas, se o mundo soubesse meu motivo, me honraria.

- Martin? - Sir James Martin,

de Martindale.

- Bastante rico, muito simples. - Perfeito.

Srta. Maria Manwaring flertou com ele,

considerando a renda t�o grande para n�o ser compartilhada,

mas, com um pequeno aviso,

eu o separei e logo ele se apaixonou por Frederica.

Se minha filha n�o fosse a maior tola na terra,

- ela estaria noiva dele agora. - O qu�?

Ela o recusou... um baronete com 10.000 por ano.

- � tudo t�o provocante. - Mas onde voc� morar�?

Se houvesse outro lugar para ir, eu rastejaria at� l� de joelhos.

O pior ponto deste lado do oceano.

Uma vila rural. Churchill, moradia do meu cunhado.

Sra. Cross, uma dama sem condi��es financeiras,

vir� comigo como companhia,

para fazer e desfazer malas, voc� sabe, esse tipo de coisa.

E, como h� um elemento de amizade envolvido,

creio que pagamento de sal�rio seria ofensivo para n�s duas.

Meu cunhado Charles Vernon � muito rico.

Quando um homem tem conta em banco, ele rola em dinheiro.

� irracional a esposa invejar os montantes que ele me adianta.

Decididamente irracional. Nenhum pouco racional.

Eu n�o tenho dinheiro nem marido.

Na dificuldade, dizem, est� a oportunidade.

N�o que eu fosse pensar de forma oportunista.

Certamente n�o. Nunca.

Vista de Churchill aparecendo, Vossa Senhoria.

C�us, que chatice.

Sim. Decididamente chato.

Charles.

- Susan, bem-vinda. - Obrigada.

- Esta � a Sra. Cross. - Sra. Cross.

� muito bem-vinda a Churchill. Estes s�o Frederick e Ellen.

Boa tarde, Frederick. Encantada em conhec�-lo.

Sra. Cross � uma amiga de Lady Susan

e deveria estar no quarto ao lado.

WILSON MORDOMO DE CHURCHILL

SRA. CROSS AMIGA IMPROVISADA DE LADY SUSAN

O JOVEM PADRE DA PAR�QUIA DE CHURCHILL

N�o h� raz�o para reclamar da recep��o do Sr. Vernon.

N�o totalmente satisfeita com a esposa dele.

N�o?

Ela � muito bem-educada, surpreendentemente at�.

O jeito dela n�o me convenceu de que estava a meu favor.

Como deve ter notado, procurei ser o mais am�vel poss�vel.

Excepcionalmente am�vel. Na verdade, totalmente charmosa.

- Desculpe-me por dizer isso. - Por nada. � verdade.

Eu queria que ela me apreciasse, mas n�o consegui.

N�o consigo entender isso.

� verdade que eu sempre a detestei

e que, antes do casamento dela, eu tentei longamente impedi-lo.

S� mostra um esp�rito iliberal

a ressentir-se de um plano n�o bem sucedido.

Decididamente iliberal. Nenhum pouco liberal.

Minha oposi��o ao casamento dela

e, mais tarde, ao prevenir a ela e a Charles

de comprar Vernon Castle

poderia ter-lhe dado uma impress�o negativa de mim,

mas j� reparei que onde h� disposi��o de n�o gostar

um pretexto logo ser� encontrado.

- Voc� n�o deve se censurar. - N�o o farei. O passado j� foi.

Meu projeto ser�o as crian�as.

Eu j� sei alguns nomes

e j� decidi me ligar ao jovem Frederick em especial...

lev�-lo no meu colo e suspirar por ele como uma querida tia.

Entre.

Com os cumprimentos da Sra. Vernon, Vossa Senhoria.

Ela pede que voc� e a Sra. Cross se juntem a ela para tomar ch�.

Com prazer.

Sra. Cross preferiria o repouso, mas agrade�a a Sra. Vernon.

Juntar-me-ei a ela imediatamente.

Sim, Frederick, vejo que tem um grande apetite.

Voc� crescer� alto e bonito como o seu tio.

Fred, querido, seja bonzinho.

N�o toque nisso.

Frederick, tenha cuidado. Eu sinto muito.

- N�o, n�o foi nada. - Les enfants...

Que semelhan�a familiar. Particularmente me comove.

Voc� vai querer se trocar.

N�o. Vamos tomar nosso ch� enquanto ainda est� quente.

A Sra. Cross � um g�nio com tecidos.

- Tem certeza? - Sim.

Como Frederick me lembra o querido tio dele.

Voc� acha que h� uma semelhan�a?

Not�vel. Os olhos.

Os olhos de Frederick Vernon n�o eram marrons?

Refiro-me mais � forma e � inclina��o da testa.

Devo agradecer por esta visita.

Receio que aviso a curto prazo deve ter sido uma surpresa.

S� porque achei que voc� estava t�o feliz em Langford.

� verdade que Lady Manwaring e o marido

me fizeram sentir muito bem-vinda,

mas a aptid�o de sair os levou frequentemente � sociedade.

Eu poderia ter tolerado essa vida certa �poca,

mas a perda de um marido como Sr. Vernon

n�o pode ser facilmente suportada.

Ficar com voc� aqui no seu...

ambiente charmoso tornou-se meu maior desejo.

Fiquei feliz por ter a oportunidade de te conhecer.

Posso confidenciar algo?

Langford n�o era ideal para a minha filha.

A educa��o dela foi negligenciada,

e eu me culpo por isso.

A doen�a do Sr. Vernon impediu-me de dar-lhe a aten��o

que o dever e o afeto requerem.

Ent�o eu a coloquei numa excelente escola,

da Srta. Somers-Keeve.

Creio que Frederica nos visitar� em breve.

Uma visita, t�o deliciosa quanto poderia ser,

representaria tantas horas e dias

deduzidos do grande assunto da educa��o,

e temo que Frederica n�o possa bancar essas dedu��es.

Mas ela vir� para o Natal.

Infelizmente n�o.

Srta. Somers s� poderia dar-lhe aten��o nessa �poca.

- Sinto muito. - N�o foi nada...

Se me der licen�a, vou dar isso � Sra. Cross,

que, quando descansada, anseia por atividade.

Quando ela usar seu m�todo aqui,

todos os vest�gios da travessura de Frederick desaparecer�o.

As taxas da escola de Frederica

s�o altas demais at� para pensar em pagar.

Ent�o, em um sentido, � uma economia.

Sim, mas a Sra. Cross est� l� em cima descansando.

Confesso que estou curioso por conhecer esta senhora,

para ver de perto seus poderes sedutores.

- Ela � t�o linda quanto dizem? - Voc� me preocupa, Reginald.

N�o.

Entendo que Lady Susan possui um grau de fraude cativante

- que pode ser am�vel detectar. - Voc� realmente me preocupa.

Boa noite.

Que express�es encantadoras.

Susan, deixe-me apresentar meu irm�o Reginald DeCourcy.

Reginald, apresento a vi�va de Frederick Vernon

Lady Susan e a amiga dela Sra. Cross.

� um prazer conhec�-la.

Sua fama a precede.

Receio que a alus�o me escape.

Sua reputa��o

como um ornamento para nossa sociedade.

O que voc� diz me surpreende.

Desde a grande tristeza da morte do meu marido,

tenho vivido em isolamento completo.

Para conhecer melhor a fam�lia e tamb�m fugir da sociedade,

eu vim a Churchill,

n�o para fazer novas amizades do tipo fr�volo,

mas fico feliz em conhecer os parentes de minha irm�.

Penso que est� achando a companhia do Sr. DeCourcy

- mais prazerosa. - Em certo grau. No in�cio,

a conversa dele traiu um atrevimento e familiaridade,

que � minha avers�o, mas depois

encontrei uma qualidade que me interessa particularmente.

Quando o inspirei com maior respeito

do que as salas da irm� dele permitiram,

- ele pode ser um bom flerte. - Ele � bonito, n�o �?

De uma maneira geral, n�o como Manwaring, claro,

mas h� prazer em fazer algu�m pr�-determinada a n�o gostar,

em vez de reconhecer a superioridade de outrem.

Que del�cia ser� humilhar o orgulho

destes DeCourcys pomposos.

PARKLANDS

PROPRIEDADE ANCESTRAL DA FAM�LIA DECOURCY

SIR REGINALD E LADY DECOURCY PAIS DE CATHERINE E REGINALD

Carta para voc�, minha querida.

- Carta? - Sim, de Catherine.

Espero que ela chegue em breve.

A esta��o est� triste sem crian�as.

E ent�o?

Receio que a gripe tenha afetado os meus olhos.

Poupe seus olhos, minha querida. Lerei para voc�.

- N�o, est� tudo bem. - N�o, eu s�...

Aqui...

Vamos ver.

Catherine espera que esteja bem

e pede mais particularmente que me mande lembran�as.

Sim, e?

Reginald ficar� em Churchill para ca�ar com Charles.

Ele cita o bom tempo aberto.

Que bobagem. O tempo n�o est� aberto.

Talvez esteja l�, ou quando ela escreveu.

Querido, pode apenas ler?

- Tudo? - Sim, as palavras.

A voz de Catherine estar� nelas.

Lerei cada palavra, v�rgula, e tra�o, se � o que deseja.

Aqui...

Estou inquieta v�rgula m�e querida v�rgula

sobre Reginald v�rgula

por testemunhar o aumento r�pido

da influ�ncia dela ponto-e-v�rgula

S� as palavras, por favor.

Sem nenhuma pontua��o? Est� bem. � muito mais f�cil.

"Ele e Lady Susan est�o agora em amizade mais especial,

frequentemente ocupados em longas conversas."

- Lady Susan? - Ela est� visitando Churchill.

- Lady Susan Vernon? - Sim.

Como Reginald poderia conversar com Lady Susan Vernon?

Conversas que s�o...

longas.

Sobre o que conversariam?

Meus olhos clarearam. Posso l�-la. N�o se incomode.

N�o. Se meu filho e herdeiro

est� envolvido com uma mulher dessas, eu devo me preocupar.

"Lamento sinceramente que ela tenha entrado nesta casa."

"O poder dela sobre ele � sem limites."

"Ela n�o s� apagou totalmente a opini�o anterior dele,

como o persuadiu a justificar a conduta dela com paix�o."

- Bem, eu devo ir. - N�o. Eu vou escrever.

N�o. Se est� acontecendo, n�o h� tempo.

Obrigado.

- Pai. - Reginald.

Que extraordin�rio voc� estar aqui.

- Voc� est� bem, eu creio? - N�o.

Como est� Mam�e?

O que o traz aqui?

Sente-se.

N�o vou fingir e dizer que tenho neg�cios na regi�o.

O motivo da vinda � mais importante.

O que � t�o importante?

Sei que os jovens n�o admitem inqu�rito

em assuntos do cora��o,

mas, como �nico filho de uma antiga fam�lia,

deve saber que sua conduta � muito importante para n�s.

Sua felicidade, a nossa, o nome da fam�lia, sua sobreviv�ncia...

- Pai. - N�o, n�o, n�o. Ou�a-me.

Eu sei que voc� deliberadamente

n�o se comprometeria sem nos informar.

Mas n�o evito recear que voc� cairia em uma obriga��o

a que todos perto de voc� devem se opor.

- O que quer dizer, senhor? - Lady Susan Vernon...

Pai, voc� me surpreende.

O que o surpreende?

Impugnando tais ambi��es � Lady Susan.

Ela nunca pensaria numa coisa dessas.

Meu �nico interesse tem sido apreciar a conversa animada

de uma dama superior.

O preconceito de Catherine � t�o grande.

Preconceito?

O desprezo de Lady Susan por seu marido morto,

seu excesso e dissipa��o,

o encorajamento dela a outros homens s�o not�rios...

Estas s�o cal�nias vis.

Eu poderia explicar cada uma, mas n�o quero dignific�-las.

Sei que gasta pouco tempo na sociedade.

- Nenhum. - Tivesse frequentado mais,

saberia o grau absurdo de ci�me vil e odioso em nosso pa�s.

N�o menospreze nosso pa�s, sir.

N�o posso impedi-lo de herdar a propriedade da fam�lia,

e meu talento de tortur�-lo durante minha vida

n�o � o tipo de vingan�a que eu escolheria.

- Isso � desnecess�rio. - Deixe-me continuar.

Uma liga��o permanente entre voc� e Lady Susan Vernon

destruiria cada conforto de nossas vidas.

Seria a morte

do orgulho honesto

que sempre o consideramos.

Seria uma vergonha ver voc�,

ouvir voc� ou pensar em voc�.

Pai,

humildemente, deixe-me dizer que o que voc� imagina...

� imposs�vel.

A pobre Sra. Cross foi obrigada aceitar

um cargo remunerado em Buckinghamshire.

Como havia um elemento de amizade entre n�s,

notei que pagar um sal�rio seria ofensivo para n�s duas.

Voc� valoriza muito a amizade.

Sim. Espero ter sido de alguma ajuda para ela.

E que seus amigos n�o se esque�am.

Obrigada, Charles.

� da escola de Frederica.

N�o.

N�o acredito. Desafia a compreens�o.

- O qu�? - Frederica fugiu.

- Ela fugiu da escola. - C�us. Para onde?

- Eles n�o sabem. - Ela se perdeu?

N�o. Descobriram o plano dela a tempo de intercept�-la.

Que loucura. Aonde ela pensou que poderia ir?

Certamente aqui.

N�o, este � o �ltimo lugar aonde ela viria.

Quer dizer, em vez...

Mas ela deve sentir muito a sua falta.

Claro, s� acho que Churchill n�o seria a finalidade dela.

Isto � ultrajante.

Srta. Somers quer que Frederica seja retirada da escola.

Srta. Somers deve pensar que,

como vi�va sem fortuna, eu posso ser intimidada.

Ela esqueceu que Frederica � uma Vernon.

Mas Charles deve corrigir isto.

Confrontando com palavras impositivas

que at� mesmo uma mestre escolar deve agir com justi�a.

Eu n�o imagino Frederica sendo t�o teimosa.

Ela parecia uma completa Vernon.

Confirma a justi�a do meu plano. Sir James a visitou?

- Muitas vezes. - Excelente.

Eu segui suas instru��es, repreendendo-o severamente

por fazer amor com Maria Manwaring.

Ele protestou que tinha sido s� brincadeira.

Voc� est� certa. Ele � maravilhosamente bobo.

Mas n�o deixemos que ele esque�a por quem ele est� apaixonado.

Um homem t�o rico e tolo n�o ficar� solteiro muito tempo.

Sir James est� longe de esquecer os Vernons,

creio que ele se casaria com uma de voc�s num instante.

Devo voltar para Churchill.

Mas preciso de sua ajuda para achar uma escola

se a Srta. Somers n�o aceitar Frederica de volta.

De maneira nenhuma Frederica ficar� em Churchill.

Isso � s�bio.

O que quer dizer?

A proximidade entre as idades dela e de Reginald.

Que deselegante.

- Perdoe-me. - Perdoada.

A ilus�o da juventude.

N�o est� muito claro, que n�s,

mulheres decididas, detemos os trunfos?

Lady Susan? Lady Susan Vernon.

Como ousa dirigir-se a mim, senhor.

Mas, Lady Susan...

Fora, senhor, ou mandarei chicote�-lo.

- Ultrajante. - Voc� nunca o encontrou?

N�o. Eu o conhe�o bem.

Eu nunca falaria assim com um estranho.

Espero que conhe�a minha amiga Alicia.

Ela � americana, de Connecticut, filial da fam�lia Delancey.

Embora at� o melhores americanos n�o pare�am muito finos,

h� um frescor no jeito dela que eu acho reanimador.

A fam�lia dela foi destratada l� durante a �ltima guerra,

punida pela forte lealdade deles � coroa.

Americanos t�m-se mostrado ser uma na��o de ingratos.

S� quem tem filhos pode entender tal din�mica.

Sim.

Susan, estava procurando por voc�.

A carruagem da tarde trouxe esta nota.

Talvez Charles tenha sucedido com a Srta. Somers.

� como eu j� temia.

Srta. Somers recusa manter Frederica.

Ela diz que deve pensar na reputa��o da escola.

Um absurdo. Eu nunca ouvi falar da escola dela.

- Seriam eles? - Frederica?

Aqui.

Ol�, ol�. Aqui estamos.

- Esta � Frederica? - Sim.

Permita-me apresentar nossa sobrinha,

menina encantadora... Srta. Frederica Vernon.

Bem-vinda, Frederica. Prazer em conhec�-la.

Meu irm�o, Reginald DeCourcy.

Ol�. Prazer em conhec�-la.

Boa tarde, Frederica.

Boa tarde, Mam�e.

� o que eu temia. Com licen�a. Tenho de ir com a minha filha.

Pobre Frederica.

- Pobre m�e de Frederica. - O qu�?

A filha �, eu entendo,

- uma garota problem�tica. - Por que acha isso?

Ela n�o tomou ch�. Pode ser falta de alimento.

Onde est� Frederica?

Nos aposentos dela, praticando o pianoforte.

Ela pratica em sil�ncio.

N�o olhe. Frederica est� nos observando.

- Observando-nos? - Pela janela. N�o olhe.

Como � estranho ser espionado.

� a sina dos pais.

Trazemos essas lindas criaturas ao mundo,

entusiasmados, felizes, e ent�o, n�o muito depois,

est�o nos espiando e julgando, raramente a favor.

Ter filhos � o nosso maior desejo,

mas, ao faz�-lo, damos luz aos nossos maiores cr�ticos.

� uma situa��o absurda, mas de nossa inteira culpa.

- Admiro seu bom humor. - Bem, que alternativa temos?

� como funciona o mundo. Devemos aceitar com um sorriso.

Claro que, quando s�o bem pequenos,

h� certa do�ura que compensa parcialmente

pela terribilidade que vem depois.

- Teme pelo futuro de Frederica? - Temo pelo presente dela,

reconhecendo que a responsabilidade

de garantir o futuro dela depende de mim.

Vai.

Venha.

Bonita? Voc� acha?

Sim. Voc� n�o acha?

N�o, eu n�o diria isso.

De qualquer forma, beleza importa pouco.

Vivacidade e uma intelig�ncia animada � o que se procura,

mesmo quando jovem.

FREDERICA VERNON FILHA DE LADY SUSAN

SIR JAMES MARTIN PRETENDENTE REJEITADO DELA

Sinto muito. Por favor, desculpe-me.

Eu imploro seu perd�o.

- O que foi, querida? - Srta. Vernon!

Ele est� aqui.

O sr. James est� aqui.

- Quem? - Sinto muito. Desculpe-me.

Frederica!

Fre...

Desculpe-me por aparecer assim.

Suponho que n�o estava me esperando.

Sir James, permita-me apresentar-lhe minha cunhada,

Sra. Catherine Vernon e o irm�o dela, Sr. Reginald DeCourcy.

- Como vai? - Como vai?

Gentil de sua parte perguntar. Estou excelente.

Muito bem, de verdade. Obrigado.

Desculpe minha pressa em vir,

a falta de aviso de antem�o, et cetera, et cetera.

A verdade � que me esqueci de escrever.

Depois era tarde demais. E agora estou aqui.

Tomei a liberdade de uma rela��o esperando que haja uma em breve.

Devo dizer que voc� parece surpresa.

Voc� ficou surpresa por me ver, n�o? N�o?

Foi o que pareceu.

Sim. Fiquei surpresa, e ainda estou.

Uma resid�ncia impressionante voc� tem aqui, senhor. Parab�ns.

Impec�vel.

O Sr. DeCourcy � irm�o da Sra. Vernon.

Muito bom.

� o marido dela, Charles Vernon, que � dono de Churchill.

Churchill.

Ent�o � assim que se pronuncia.

Tudo junto assim: Churchill.

Isso explica muita coisa.

Eu ouvia "church" e "hill", mas n�o achei nenhum dos dois.

Tudo o que conseguia ver era essa casa enorme.

Belo nome, Churchill.

Marlborough, certo? O general. Lutou ao lado dos franceses.

- Deve estar muito orgulhoso. - N�o h� conex�o.

Mas acredito ter ouvido falar a respeito.

Acho que voc� mencionou. Churchill.

Acho que sim. Mas, de novo, entendi "church" e "hill",

n�o consegui ver tamb�m.

Mas percebi que estava enganado e agora isso foi corrigido.

Acontece bastante.

Reginald, faria a gentileza de levar Sir James at� Charles?

Penso que voc� achar� Charles muito versado

nos m�todos agr�colas avan�ados pelos quais voc� se interessou.

M�todos agr�colas avan�ados. Muito mesmo.

Collins, que supervisiona Martindale para mim,

fala muito disso.

Um fazendeiro precisa saber muitas coisas atualmente.

� o nosso papel.

"Ol�, Collins," digo eu

"Que m�todos agr�colas avan�ados temos hoje?"

Excelente.

A� est� voc�.

Est� dormindo?

- N�o, Mam�e. - Ent�o o que foi?

Estava se escondendo de mim.

Explique, por favor.

N�o.

Minha menina estranha.

- O que estava tramando l�? - O qu�?

Fugindo antes que o Sr. James entrasse na sala.

N�o suportaria v�-lo.

N�o poderia suportar. Jeito mesquinho de falar.

Frederica, querida,

Sir James Martin � um jovem de bom cora��o,

cujo crime � querer lhe oferecer uma vida de conforto.

N�o tem nada a dizer?

Querida, nossa situa��o confort�vel no presente

est� do tipo mais prec�rio.

N�s n�o moramos. N�s visitamos.

Estamos inteiramente � merc� de amigos e parentes,

como descobrimos t�o dolorosamente em Langford.

Aqui, voc� parece ter conquistado o afeto de sua tia.

Voc� foi bem aqui, pois ela faria tudo para me irritar.

Mas tal din�mica n�o continuar� para sempre.

- Mas, Mam�e... - Mas, Mam�e.

N�o estarei sempre aqui para voc� me contradizer.

Se uma vida de conforto como a que Sir James oferece

n�o � do seu gosto, o que far�? Como viver�?

- Eu poderia dar aulas. - Aulas.

Se tivesse ido mais � escola, nem consideraria tal coisa.

Responda a isso.

Quando Deus escreveu os mandamentos,

o que ele considerou t�o valioso que p�s em quarto lugar?

Em quarto lugar?

Sim, o quarto mandamento.

Eu sei os mandamentos, mas n�o na ordem.

Viu? � o resultado de uma educa��o irregular.

Sim, quarto mandamento.

- N�o se deve... - N�o, esse deve.

- Esse deve, sim. - Deve?

Se eu n�o estivesse aqui, me perguntaria se sou sua m�e.

Honrar pai e m�e.

Desculpe, mas fiz algo que desonrou voc� ou papai?

Honrar significa, entre outras coisas,

ouvir com respeito um conselho sincero dos pais.

Eu ou�o com respeito, Mam�e. S� que...

Como n�o presta aten��o em mim, talvez preste num poder maior.

A lei do universo.

Uma oferta espl�ndida como a de Sir James

� improv�vel que apare�a de novo.

Ofereceu a coisa mais valiosa que ele tem,

a renda dele.

Temo e me censuro

por t�-la protegido por muito tempo.

Se eu a tivesse deixado passar fome um pouco mais,

voc� resistiria muito menos.

Mam�e, eu passei fome na escola.

Evidentemente, n�o foi o suficiente.

De qualquer forma, inani��o na escola

n�o � nada como a de um pobre. � isso que voc� quer?

N�o.

Sei que Sir James � um homem gentil,

e, se n�o fosse pelo casamento, com certeza gostaria dele.

Mas casamento � para a vida inteira.

N�o pela minha experi�ncia.

Por ora, devo pedir-lhe que n�o fale disso com seus tios,

nem pe�a que eles intervenham.

Eu insisto. Promete?

- Lembre-se do mandamento. - Sim, mam�e.

A chegada repentina de Sir James

requer alguma explica��o.

Espero que n�o tenha ficado muito surpresa.

Foi inesperado.

Certamente. Para mim tamb�m.

Temo que as melhores qualidades do sr. James

n�o sejam imediatamente aparentes.

- Claro, ele n�o � um Salom�o. - Salom�o?

O rei s�bio da B�blia

que pensou em dividir ao meio o beb� disputado por duas m�es.

Ou em dois. N�o me lembro das palavras exatas.

- Sim, claro. - Sir James n�o � Salom�o.

Quantos pretendentes s�bios uma jovem espera encontrar hoje?

- Eu n�o sei. - Nenhum.

E, eu me pergunto, � desej�vel essa qualidade em um marido?

Que divertido.

Bolinhas verdes.

Sim. Sabor agrad�vel.

Um pouco doce. Como s�o chamadas?

Ervilhas.

Sim. Eu sabia disso.

Agora me lembro.

Mandarei Collins cultivar isso em Martindale.

Novidade em vegetais. Poderia fazer uma boa quantia.

Pequena.

Estou apreciando a visita de Sir James.

A conversa � animada. Traz um novo ponto de vista.

O que acha de visitar a Fazenda Fredericksville?

Ele disse que tinha interesse em m�todos agr�colas.

Sim.

- Frederick, tenha cuidado. - Frederick, tente ser bom.

- Ele � totalmente rid�culo. - N�o � nenhum Salom�o. Mas...

- Salom�o? - O rei s�bio da B�blia.

Eu sei que ele n�o � isso.

Mas qualquer homem navegando nas cascatas do amor rom�ntico

e, ocasionalmente, cai na espuma das �guas

pode n�o aparecer no seu melhor.

- O qu�? - Uma palavra simples, Reginald.

Compreens�o.

Admiro sua mente c�ustica,

mas acho que voc� n�o � inteiramente sensato

de um jeito que pode intimidar os outros.

Particularmente um jovem sobre quem voc� tem vantagem,

posi��o, apar�ncia e car�ter.

Sir James Martin � tolo por minha causa.

Sim. Perto de voc�, ele parece muito bobo.

- Ele n�o � bobo perto de todos? - N�o.

Creio que deu a mesma impress�o a todos.

Eles s� o viram perto de voc�.

Mas nega as inten��es de Sir James por voc�.

- Por mim? - Ele est� obcecado por voc�.

� em Frederica que ele est� interessado.

- N�o � poss�vel. - Bem, ele prop�s a ela.

Como permitiu a esse est�pido cortejar a sua filha?

� incompreens�vel.

Esta � a incompreens�o dos ricos e tranquilos.

Voc� pode se dar o luxo de ter boa posi��o, e mais seu orgulho.

Se voc� perceber o tamanho da masculinidade rid�cula

que uma jovem sem fortuna deve suportar,

voc� seria mais generoso com Sir James.

Que bom que voc� p�de fugir.

S� podemos nos encontrar sob subterf�gios.

Sr. Johnson est� implac�vel.

Eu n�o serei enviada para Connecticut.

N�o sei por que ele acredita que a rela��o comigo

nublaria a sua reputa��o.

Mas uma pergunta.

Sir James mencionou alguma inten��o de vir a Churchill?

C�us, n�o. Que loucura.

Como o Sr. DeCourcy reagiu?

Eu tive alguma gratifica��o l�.

Primeiro, ele observou Sir James atentamente, sem afeta��o,

mas foi imposs�vel realmente tortur�-lo,

ent�o revelei que a finalidade dele era Frederica.

Ent�o, ele ficou at�nito.

Quando sozinhos,

n�o me foi dif�cil convenc�-lo de que eu era inocente.

N�o me lembro exatamente o racioc�nio,

mas foi tudo disposto confortavelmente.

Ent�o, qual � o seu veredicto sobre o jovem DeCourcy?

Ele n�o � est�pido, e ele tem muito a dizer,

mas n�o posso deixar de olhar com um certo desprezo

para os desejos de um cora��o t�o desconfiado

da raz�o de sua pr�prias emo��es.

Prefiro vastamente o generoso esp�rito de um Manwaring

que, totalmente convencido de seu casamento,

acha que o que todos fazem � certo.

Eu sei que ningu�m realmente merece voc�, mas...

o jovem DeCourcy pode valer a pena.

Com licen�a, Frederica.

Quando desci esta manh�, eu n�o pude deixar de notar

que voc� estava lendo um livro.

Que livro era aquele?

Este volume de versos de Cooper.

Cooper, o poeta?

Ele tamb�m escreve verso?

Muito impressionante.

Sim, ele � vers�til assim.

Ent�o, Frederica,

voc� l� tanto verso quanto poesia.

Nesse sentido, creio eu, voc� puxou sua m�e,

que sabe muitas coisas.

Ainda ontem, ela contou-me uma hist�ria da B�blia

sobre um rei muito s�bio.

Lembrou-me de muitas dessas hist�rias

que se aprende na inf�ncia.

Talvez

mais significantes na forma��o dos princ�pios

seja a do velho profeta

que veio das montanhas com blocos,

pleiteando os 12 mandamentos,

que o Senhor nos ensinou a obedecer sem falhar.

12 mandamentos?

Desculpe-me, mas eu creio que havia apenas 10.

� mesmo?

Apenas 10 devem ser obedecidos. Excelente.

Bem, ent�o, quais foram retirados?

Talvez aquele sobre o s�bado. Eu prefiro ca�ar.

- Bem... - Depois disso, � complicado.

Muitos deles negativos. N�o matar�s.

N�o cobi�ar�s a casa, ou mulher do teu pr�ximo.

Ningu�m faria isso, de qualquer maneira.

Porque s�o errados.

Mesmo que o Senhor nos permita tir�-los ou n�o.

"Prestes a virar parente, Sir James ajuda uma vi�va."

� muito gentil de sua parte.

N�o, � um prazer.

Honrado. Meu prazer.

Voc� gostaria que eu escrevesse?

Sem documentos.

N�o, n�o � necess�rio.

Tudo em fam�lia, ou esperando que seja em breve.

E a carruagem?

Sim, a carruagem. Definitivamente. Certamente.

O prazer � meu. Honrado.

- Bom dia, Charles. - Bom dia.

Ol�.

- Bom dia. - Bom dia.

Sabe onde eu posso encontrar sua m�e?

Acredito que ela tenha sa�do.

Saiu?

Voc� est� bem?

O que aconteceu?

Conte-me o que est� errado.

Por favor, fale.

Sir, eu...

Eu n�o sei a quem recorrer.

O que foi? Por favor, diga.

Sinto muito, eu n�o deveria ter dito nada.

� s� que...

Voc� � o �nico que eu penso que mam�e ouvir�.

Por que voc� diz isso?

Ela n�o ouve ningu�m como ouve voc�, exceto Lorde Manwaring.

- Como assim Manwaring? - N�o.

Desculpe-me.

�... � s� que

de todas as pessoas, eu pensei que mam�e ouviria voc�.

Deixe-me entender isso.

� que voc� acha a presen�a de Sir James

e o cortejo indesej�veis.

Se a presen�a dele a perturba, � a Charles e � minha irm�

que voc� deve recorrer.

Prometi a mam�e que eu n�o iria.

N�o estou entendendo. Por que prometeria isso?

Ela exigiu.

O que ela exige?

O qu�?

Esses sil�ncios s�o irritantes.

- Mam�e proibiu. - Eu n�o entendo.

Prometi n�o falar disso com minha tia e meu tio.

- Por que raz�es? - � errado eu falar

e eu n�o o faria se n�o estivesse no limite.

N�o posso casar com Sir James.

A que voc� se op�e?

Voc� deve ter notado.

Ele � muito tolo.

Mas al�m disso.

Al�m disso?

Confesso, a primeira impress�o que tive dele tamb�m foi...

med�ocre,

mas o conhecimento sobre assuntos inteligentes

n�o fazem de Sir James um bom partido,

ou par, ou o que quer que se diga?

Um homem de temperamento alegre,

feliz em dedicar a renda dele ao conforto de uma esposa.

Eu preferiria trabalhar pelo meu p�o.

Mas o que voc� faria?

Poderia dar aulas.

- Aulas. - Eu poderia...

Sim.

Deve ter ficado muito pouco na escola para pensar isso.

Diga-me, como isso aconteceu?

Sua m�e � uma mulher muito s�bia.

A preocupa��o dela com voc� � grande, mas s�bia e sensata.

Como ela poderia ter confundido,

se voc� despreza Sir James?

Eu n�o desprezo Sir James.

Acredito que ele seja um homem bom.

E ele tem um...

certo encanto.

E, certamente, ele � simp�tico,

e eu poderia gostar dele

se ele fosse um primo ou primo de um primo,

ou um amigo ou amigo de algu�m,

ou um parente ou um padrasto.

Eu s� n�o quero casar com ele.

Venha. Conte-me os detalhes.

Se eles s�o como voc� diz,

n�o consigo imaginar que sua m�e ignoraria os seus desejos.

Obrigada.

Catherine.

Eu gostaria de agradecer pela visita.

- Voc� est� indo? - Sim, eu devo.

Por qu�?

Como disse, � importante um de n�s ficar com nossos pais.

Voc� decidiu isso agora?

Sim, mas

antes de ir devo pedir-lhe uma coisa.

Eu agradeceria se voc� visse justi�a ser feita � Frederica.

Ela � uma menina doce que merece um destino melhor.

Estou feliz que veja o valor dela.

Sim. Meus olhos se abriram para muitas coisas.

Tia, eu fiz algo muito errado.

Tenho certeza que n�o.

N�o, eu fiz. E agora ele e minha m�e brigaram.

Ele est� indo e a culpa � minha.

- Mam�e nunca me perdoar�. - N�o se preocupe.

Se acontecer o que voc� teme, ficarei feliz em interceder.

LOZENGES REM�DIO PARA GRIPE

Boa tarde, Catherine.

Essa tosse do jovem Frederick me preocupa.

Tenho umas pastilhas excelentes do Dr. Preston.

- Gostaria para o garoto? - Sim. Obrigada.

� verdade que vamos perder o Sr. DeCourcy hoje?

Sim, parece que vamos.

Que estranho.

Quando conversamos h� pouco, ele n�o falou sobre isso.

Talvez nem ele mesmo soubesse ent�o.

Os homens jovens s�o impetuosos em suas resolu��es.

Ora, eu n�o diria que Reginald � impetuoso.

Sim, ele �. Ele � como outros jovens.

R�pidos em fazer resolu��es e ainda mais em desfaz�-las.

Eu n�o me surpreenderia se ele mudasse de ideia e ficasse.

Ele pareceu muito decidido.

Bem, veremos.

Alguma estranheza tamb�m parece estar afetando Frederica.

Creio que a menina se apaixonou. Pelo seu irm�o.

Sir, Lady Susan perguntou se ela pode ter uma palavra com voc�.

Ela perguntou se voc� seria am�vel

para ir visit�-la nos aposentos dela.

Entre.

Pe�o desculpas por chamar voc� aqui, senhor,

mas eu soube da sua inten��o de partir hoje.

- � verdade? - Sim, �.

Pode fechar a porta?

Suplico que n�o encurte a sua visita nem uma hora.

Bem...

Estou perfeitamente ciente

de que, ap�s o que se passou entre n�s,

ser� dif�cil qualquer um de n�s permanecer na mesma casa.

Sou eu quem deve ir.

N�o. Por qu�?

A minha visita foi inconveniente para a sua fam�lia.

Se eu ficar, arrisco dividir um cl� t�o ligado entre si.

Aonde eu vou � de pouca import�ncia.

Enquanto sua presen�a � importante para todos.

� assustador como cheguei perto da destrui��o.

Tudo come�ou com Frederica, num ato de loucura qualquer,

suplicando para Reginald interceder em nome dela

como se eu fosse uma m�e cruel

n�o querendo o melhor para o filho.

Depois, Reginald visitou-me em meu quarto

com uma express�o de extrema solenidade

para me informar da impropriedade

de permitir Sir James Martin cortejar Frederica.

Eu tentei gracejar com ele, mas ele se recusou.

C�us, ele � realmente t�o pomposo?

A pomposidade eu aceito.

Foi a deslealdade dele que me indignou.

Se ele confiasse em mim,

n�o acreditaria nessas insinua��es contra mim.

Um amante digno deve assumir algu�m

que tem motivos irrespond�veis por tudo que faz.

Certamente.

Quase uma hora se passou

quando eu soube que Reginald estava deixando Churchill.

Algo tinha que ser feito.

Condescend�ncia era necess�rio, embora eu abomine isso.

Chamei Reginald.

Quando veio, parecia surpreso com o sil�ncio,

e parecia meio desconfiado, meio desejando ser suavizado

pelo que eu poderia dizer.

O resultado justifica parte da vaidade, querida,

cujo efeito n�o foi menos favor�vel do que imediato.

- Brilhante criatura. - Agora eu tenho muitas tarefas.

Devo punir Frederica pelo apelo dela a Reginald

e puni-lo por aceitar de modo t�o favor�vel.

E devo fazer as pazes comigo mesma

pelas humilha��es a que fui obrigada a me submeter.

Manwaring est� na cidade.

Manwaring. Como ele est�, o homem divino?

Totalmente miser�vel por voc�. E com ci�mes de DeCourcy.

A tal ponto que n�o surpreende que ele cometa o descaramento

- de segui-la a Churchill. - C�us.

Acho que eu o dissuadi disso.

Se me ouvir e se casar com DeCourcy,

ser� indispens�vel manter Manwaring fora do caminho.

S� voc� consegue mand�-lo para casa.

E permanecendo na cidade,

eu serei capaz de recompensar um longo supl�cio em Churchill.

Com um pouco de antecipa��o de riqueza.

Madame, Lorde Manwaring chegou e pede para ser admitido.

Por favor, pe�a-lhe para esperar.

Srta. Vernon?

� t�o bom ver voc� aqui.

Posso ajudar voc�?

Sim. Um amigo estava perguntando...

de acordo com a doutrina crist�,

como o quarto mandamento deve ser honrado?

O quarto mandamento?

�, lembre o dia de s�bado para santific�-lo.

N�o, eu quis dizer o mandamento: "Honrar pai e m�e."

O quinto mandamento. Meu favorito.

� a igreja de Roma que o tem como o quarto.

Sim, o quinto mandamento, honrar pai e m�e

e que teus dias sejam longos sobre a terra

que o Senhor, teu Deus, deu.

Bonito. Profundo.

Eu acredito que se deve aplicar

este sentimento de gratid�o e lealdade

em cada aspecto de nossas vidas.

N�o nascemos num deserto selvagem,

mas em uma bela mans�o do Senhor,

que o Senhor e os que vieram antes de n�s constru�ram.

Devemos evitar negligenciar esta mans�o,

mas glorific�-la e preserv�-la.

Como todos n�s dever�amos fazer com toda a cria��o do Senhor.

A soberba Baumgarten delineou essa trindade est�tica

como beleza, verdade e bondade.

A verdade � o perfeito, percebida pela raz�o.

Beleza, pelos sentidos.

E bondade, pela vontade moral.

De onde voc� vem?

Da igreja.

Por que voc� estava na igreja?

Bem...

� nossa religi�o.

Sim, mas a essa hora do dia,

nem ora��o matinal nem vespertina?

O c�u ficou nublado. Achei que ter�amos chuva torrencial.

Tivemos.

Voc� est� encharcado! Deve colocar roupas secas!

Com licen�a.

Querida, bem-vinda.

Que alegria sua carta nos deu.

- Eu escrevi apressadamente. - O qu�?

N�o poderia imaginar

que minhas expectativas seriam frustradas t�o rapidamente.

Voc� me assusta.

Pobre garota. A �nica chance de ela se libertar.

Quem sabe o castigo que a m�e dela vai lhe impor.

Mas Reginald n�o pode ser cego a esta linda garota.

Ele ficou cego.

Reginald est� mais atado a Lady Susan do que nunca.

Por favor, n�o conte a seu pai. Eu me preocupo com a sa�de dele.

Contar-me o qu�?

Susan, pare!

Terr�veis not�cias. Sr. Johnson est� curado.

Como isso � poss�vel?

Mal soube que voc� estava em Londres e ele se curou.

Poderia me fazer um grande favor?

Poderia ir � Seymour Street e receber Reginald l�?

N�o me atrevo arriscar que ele encontre Manwaring.

Mantenha-o com voc� toda a noite, se puder.

Invente qualquer coisa.

Desculpe por n�o estar l� para receber voc�.

Mas n�o providenciei uma substituta charmosa?

Estranho, voc� fica em sil�ncio

mas a Sra. Johnson n�o p�de parar de elogi�-lo.

Como disse?

Temo que Alicia tenha se apaixonado por voc�.

Isso me deu um susto.

Est� brincando?

Mas voc� gostou dela.

Claro.

Eu admiro Alicia.

Ela n�o tem nada da rudeza

que se espera de americanos, mas toda a sinceridade.

O marido dela, Sr. Johnson, � mais velho e bem desagrad�vel.

Mas uma palavra de queixa nunca sai dos l�bios de Alicia.

Exemplar.

S� um amigo verdadeiro pode saber.

Alicia, � meu desejo, espero, ajudou-o a pensar melhor de mim.

J� pensava bem de voc�.

Voc� n�o est� atormentado pela d�vida?

Algo me desconcertou, mas voc� n�o estava aqui.

Por favor, n�o seja severo. Eu n�o posso suportar censuras.

- Mas... - Eu rogo. N�o posso suportar.

Minha aus�ncia foi para dispor que pud�ssemos estar juntos.

Estou proibida de dizer mais. Por favor, n�o me censure.

Voc� considerou o que eu pedi?

Eu considerei, e creio que nosso assunto requer um cuidado

e delicadeza que talvez, em nosso entusiasmo sincero,

possamos n�o ter prestado aten��o.

O que quer dizer?

Temo que nossos sentimentos nos apressaram a um grau

que n�o est� de acordo com o ponto de vista do mundo.

Estou certo de que com tempo...

Talvez com o tempo, mas...

considerando nossos sentimentos...

N�o quer mais se casar?

N�o! Tudo que estou dizendo,

ou sugerindo hesitantemente, � que adiemos

um entendimento aberto at� a opini�o do mundo

esteja mais de acordo com nossas inclina��es.

- Poderia significar nunca. - N�o, n�o.

Talvez... meses.

Confesso que esse atraso � contra minha inclina��o.

Ent�o vamos.

N�o, Reginald,

n�o serei respons�vel por dividir sua fam�lia.

Pensei que hav�amos decidido.

Eu sei que esse atraso � insuport�vel,

especialmente quando estamos em Londres.

Mas separa��es, s� aquelas que tamb�m s�o geogr�ficas,

podem razoavelmente ser toleradas.

- O qu�? - Eu sinto muito, Reginald.

Ficar em Londres seria a morte de nossas reputa��es.

N�o devemos nos encontrar.

N�o devemos sequer estar perto.

Por mais cruel que possa parecer,

a necessidade disso deve ser evidente para voc�.

Aonde voc� vai?

Claro, � necess�rio que eu fique em Londres.

H� arranjos que eu devo fazer para estarmos juntos.

Mas, pelo contr�rio, sei que sua fam�lia anseia por sua presen�a.

Particularmente aquele senhor a quem voc� deve tanto.

Eu odiaria ser a causa de uma dist�ncia entre voc� e seu pai.

Quem, perdoe-me, pode n�o ter muito tempo aqui.

N�o h� raz�o para se preocupar, que eu saiba.

- Pai est� no auge dele. - Gra�as a Deus.

Ent�o ele n�o est� em decl�nio.

Ele tem as dores habituais, mas tem, creio eu, boa sa�de.

Em qualquer caso, ele n�o se preocuparia por conta disso,

- que ele consideraria bobagens. - Mortalidade.

Nossa mortalidade e dos outros, mais particularmente a nossa,

� a mais dif�cil e intrat�vel que a vida pode nos dar.

Anseio encontrar o caro senhor.

� claro que � natural que ele queira ignorar ou minimizar

o frio triste fim que espera a todos n�s.

De modo nenhum. Papai � um crist�o...

para quem a perspectiva do final n�o � triste nem fria.

Sim. Gra�as a Deus por nossa religi�o.

T�o importante nesta vida e mais especialmente na pr�xima.

Devemos realmente esperar?

Suplico que reconsidere.

Lady Manwaring.

Desculpe-me por estar em tal estado.

Eu n�o sei o que dizer. O Sr. Johnson est� em casa?

Preciso falar com meu tutor!

Sim, claro. Pobrezinha.

Vou avis�-lo que voc� est� aqui.

Lucy Manwaring est� aqui para ver voc�.

- Sr. Johnson! - Por favor, entre.

- Voc� precisa me ajudar! - Querida, por favor.

Madame, o Sr. DeCourcy.

Bom dia.

Sr. DeCourcy, que surpresa.

Foi gentil de sua parte avisar.

Devo agradecer por definir a situa��o noite passada.

Lady Susan explicou tudo.

Envergonho-me de ter falado como falei. Foi tolice minha.

N�o, de jeito nenhum. Muito simp�tico.

Mas n�o tem que me agradecer. N�o foi s� cortesia.

Na verdade, n�o � o �nico motivo.

Lady Susan me confiou uma carta para voc�.

Estritamente particular. Que intrigante.

- Tem um animal ferido? - N�o, teatros privados.

Medeia. Apresentam na pr�xima semana,

mas n�o querem ser vistos ensaiando.

Obrigada novamente pela noite encantadora.

Ela est� com ele agora!

Isso n�o pode continuar! N�o pode!

Lucy, por favor, n�o.

Fique aqui, descanse, recupere a sua tranquilidade.

Tranquilidade? Eles est�o juntos agora!

Eu te imploro, venha comigo.

Fale com Manwaring. Argumente com ele.

Como meu tutor, voc� n�o vai ajudar?

Mesmo que o encontrasse, o que poderia ser feito?

Ou�a o Sr. Johnson. O conselho dele � excelente nesse assunto.

O que voc� tem? Uma carta? Em sua m�o?

Devolva essa carta. Ela n�o � sua!

- Lucy, n�o! - Com licen�a!

Madame,

acredito que voc� est� � beira de cometer um erro grave.

Voc� � Lady Manwaring? Lady Manwaring de Langford?

Reconheceu a letra de sua amiga, Lady Susan Vernon,

e achou que fosse para voc�.

Acha que essa lady � minha amiga?

Ela est� com meu marido agora.

Enquanto conversamos. Ele a visita.

N�o � poss�vel, Madame. Acabo de deix�-la. Ela est� s�.

- At� os criados sa�ram. - Owen!

Owen, venha aqui. Fique aqui.

Diga a este senhor o que voc� viu.

- Vossa Senhoria... - Repita-lhe o que me disse.

Bem, senhor... Lady Susan dispensou o criado,

e depois que voc� saiu, alguns minutos mais tarde,

Lorde Manwaring chegou

e foi recebido por Sua Senhoria.

- Sozinha? - Sim, senhor, acredito que sim.

Ningu�m mais entrou ou saiu.

N�o, pare, a carta � s� para a Sra. Johnson.

Aqui. "Eu envio Reginald com esta carta."

Mantenha-o a� a noite toda, se puder.

Manwaring vem agora.

Isto n�o � poss�vel.

Preciso parar isso!

Por favor, senhor, venha comigo.

O que poderia ganhar? Pode at� ser perigoso.

Este � um assunto para seus advogados.

Sra. Johnson, isso est� al�m do que eu poderia ter imaginado.

Voc� prometeu que iria desistir do contato com esta mulher.

N�o imagino o que ela escreve. Ela enlouqueceu.

Sinto dizer, querida,

ouvi que a passagem do Atl�ntico � muito fria nesta �poca.

- Madame? - Agonia, minha querida.

- O que aconteceu? - O pior.

- Desastre. - Desastre?

O Sr. De Courcy chegou quando n�o deveria.

Lucy Manwaring acabara de irromper

no escrit�rio de Sr. Johnson a solu�ar sua ang�stia.

Ela n�o tem orgulho? Nem autorrespeito?

Que impress�o ela passa.

Saindo da sala do Sr. Johnson, se lamentando como uma crian�a.

Vendo a carta com sua caligrafia,

tirou-a de Reginald para ler em voz alta.

- N�o! - Sim.

"Manwaring est� vindo neste momento."

- E Reginald ouviu isso? - Ele pr�prio leu.

Que deselegante.

� chocante. N�o posso acreditar.

Sim, muito chocante.

Um cavalheiro confiado com uma carta marcada particular

a l� displicentemente, e depois, por causa de certas observa��es,

a vergonha � minha?

Quem agiu mal neste caso?

S� voc� e eu estamos inocentes

de ler a correspond�ncia de outras pessoas.

Infelizmente, Lady Manwaring tamb�m descobriu

pelo criado do marido dela

que Manwaring a visitou em particular.

Provas s�o coisas horr�veis.

N�o se preocupe, reinventarei minha hist�ria para Reginald.

Ele ficar� um pouco furioso no in�cio,

mas eu juro que tudo estar� bem at� o jantar de amanh�.

Eu n�o creio, ele estava com Sr. Johnson quando sa�.

Perdoe-me por dizer isto, mas

temo imaginar o que est� sendo dito contra voc�.

Que erro voc� fez casando-se com Sr. Johnson.

Muito velho para ser controlado, muito jovem para morrer.

Boa tarde, senhora.

Claro que pode parecer estranho ou chocante para os outros,

mas n�o esperamos que os outros leiam nossa correspond�ncia.

E coloquem as coisas em benef�cio pr�prio.

Manwaring s� me visitou como amiga da esposa dele.

Amiga? Ela mesma nega isto.

Mas � claro.

Eu era amiga dela quando ela estava s�.

Sua grande inimiga desde ent�o.

Manwaring deixou Langford para fugir das suspeitas tolas dela.

Ao conceder-lhe uma entrevista, meu �nico motivo era

persuadi-lo a voltar para ela e ver o que pode ser feito

- para aliviar-lhe a mente. - Mas por que sozinha?

Por que organizou para v�-lo sozinho?

N�o pode adivinhar o motivo?

Criados t�m ouvidos,

com a tend�ncia infeliz de falar tudo o que imaginam que ouviram.

Eu temia ferir a reputa��o da pobre mulher ainda mais.

Imagina que eu poderia aceitar tal explica��o?

Eu s� posso lhe dizer o que � verdade.

- Voc� teve sucesso? - O qu�?

Convenceu Manwaring a voltar para a esposa?

Sim, consegui.

Mas

parece que o julgamento dela est� muito ruim para permitir.

A natureza ciumenta e duvidosa dela n�o permitiria confian�a.

Voc� esquece.

Eu li a carta com meus pr�prios olhos.

N�o, eu n�o esqueci. Eu me ofendi muito.

Uma culpa que voc� agravou pela m� interpreta��o de algo

que n�o deveria ter visto.

Voc� acha que eu teria confiado uma carta a um terceiro

se eu pensasse que o conte�do fosse perigoso?

Eu j� n�o expliquei tudo que o mais grosseiro do mundo

poderia interpretar ao meu descr�dito?

O que ent�o poderia abalar sua estima por mim agora?

Depois de tudo que discutimos e propomos um ao outro,

voc� p�de duvidar das minhas a��es,

minhas inten��es? Minha palavra?

Desculpe, Reginald, eu refleti sobre isso profundamente.

N�o posso casar com um homem com car�ter desconfiado.

O qu�?

N�o podemos casar.

Seja qual for o compromisso que t�nhamos, est� desfeito.

Qualquer liga��o � imposs�vel.

O que voc� est� dizendo?

Desconfian�a n�o faz nada bem para qualquer uni�o.

Eu tenho um grande respeito por voc�.

Sim, um respeito apaixonado, mas eu devo control�-lo.

Catherine? Catherine?

- Reginald voltou. - Ele est� aqui?

- Ele foi encontrar seu pai. - N�o �...

N�o, a not�cia mais feliz.

- Nossos receios foram em v�o. - O qu�?

- O compromisso foi rompido. - Como?

Bem, Lady Susan rompeu.

Ela rompeu?

Reginald est� muito abatido.

Mas creio que logo se recuperar� e, ousemos esperar,

ponha seu olhar em outro lugar.

Aquela mulher � um dem�nio.

- O que quer dizer? - Lady Susan.

Ela tem uma percep��o misteriosa da natureza dos homens.

Ao romper, ela comprometeu o orgulho de Reginald.

Percep��o? N�o estou entendendo.

Ele come�ar� a duvidar de tudo que ouviu em detrimento dela.

Um pesar culpado vai domin�-lo,

e, lentamente, se convencer� de que foi injusto com ela.

Voc� me assusta.

Sim, se Frederick Vernon, famoso por seu bom senso,

deixou Lady Susan arruin�-lo, que chance tem Reginald?

Fala como se o seu irm�o n�o fosse inteligente.

Tenho certeza de que ele �.

Todos comentam sobre sua intelig�ncia espirituosa.

Voc� � a melhor das m�es,

mas Reginald tem o tipo de natureza sincera

vulner�vel a uma mulher da genialidade dela.

Acha que ela � um g�nio?

Diabolicamente, como a serpente no jardim do �den.

Essa mulher sempre consegue o que quer?

Pelo que sei, apenas comerciantes inteligentes

s�o astutos para ver atrav�s dos estratagemas dela.

V�rios se uniram para enviar seus agentes

para intercept�-la na Rua Seymour,

obrigando-a a penhorar a �ltima das joias dela.

Mate o novilho cevado, querida, o filho pr�digo retornou.

O que h�, meu garoto?

A alegria de ver seus pais idosos escapa-lhe.

- N�o o provoque, pai. - � o direito de um pai.

- Ele voltar� para Londres. - N�o h� risco disso, garanto.

Londres n�o tem mais encanto para mim.

Voc� percebeu isso? �timo.

Nunca me atraiu de nenhuma maneira.

Suja, barulhenta, gases nocivos. Fuligem.

Eu n�o entendo as cidades.

Melhor viver na pr�pria terra. Todos deveriam.

Receio que isto se relacione � minha cunhada.

Sim, irm�.

Felicita��es pela sua defesa.

Pelo contr�rio, eu n�o pare�o fora de perigo.

- Eu certamente estou. - Qual � o problema?

Que aconteceu? N�o estou entendendo.

Reginald, querido, Frederica preparou uma pe�a encantadora.

Ajude a convenc�-la a cantar para n�s.

� muito gentil, Lady DeCourcy. Eu n�o estou pronta.

Desculpe-me, Srta. Vernon.

M�e, por mais que eu gostaria,

temo estar muito cansado para assistir adequadamente.

Se me permitem.

N�o, deve ficar. Frederica canta como p�ssaro.

Nunca ouvi nada parecido.

N�o nos negue esse prazer, querida.

Reginald, precisamos que insista.

- Como eu disse... - N�o, me desculpe. Com licen�a.

Voc� deve tocar, minha querida. Por favor.

O rouxinol de Kent, eu a chamo.

A voz � not�vel, mesmo para meu ouvido.

Deve ter puxado o lado da m�e.

A voz de Lady Susan � um soprano claro, natural, linda.

Linda.

�, n�o �?

- Voc� espera visitas, m�e? - N�o. Quem nos visitaria?

Olha quem chegou de Londres? Que agrad�vel surpresa.

Desculpem-me por chegar assim.

Que deliciosa pose familiar.

Esta � a esta��o para unir as fam�lias.

� especialmente bem-vinda aqui.

Obrigada, Charles.

Espero que o reconhecimento da ansiedade de m�e

para ver seu filho possa desculpar minha brusquid�o.

Nada a desculpar. Sir Reginald, Lady DeCourcy,

posso apresentar minha cunhada, Lady Susan Vernon.

Encantada. Por favor, perdoem esta intromiss�o.

Agora que estou na cidade, n�o posso ficar sem Frederica.

- Essa ansiedade n�o � nova? - Sim, �, estou de acordo.

Mas agora estou em Londres, onde

o ensino que Frederica precisa pode ser facilmente encontrado.

A voz dela tem alguma promessa.

Alguma? Ela � uma verdadeira cantora.

O rouxinol de Kent, eu a chamo.

Voc� chama? Aquele � mesmo Kent?

Agrad�vel.

Tem raz�o, sir, Frederica tem o talento nato

de um p�ssaro, mas

aquelas poucas notas podem ficar repetitivas.

Mas, mam�e, eu n�o poderia ficar?

Charmosa.

Agrade�o, querida irm�,

por fazer Frederica sentir-se bem e bem-vinda

aonde quer que ela v�.

Consegui para voc� uma aula com Signore Veltroni.

Onde o grande assunto da educa��o est� em causa

n�o h� desculpa para meias medidas.

N�o � fundamental, senhor, cultivar a voz dela?

- Um rouxinol, voc� n�o disse? - Sim, est� certa.

O rouxinol de Kent, eu a chamo.

Denomina��o deliciosa, e talvez

com um professor como Signore Veltroni possa ser verdade.

- Frederica, tem as suas coisas? - Partir para Londres agora?

Esper�vamos tanto ter Frederica conosco.

Que extraordin�rio.

Umas semanas atr�s, era dif�cil achar um lugar para Frederica.

Agora o mundo luta pela companhia dela.

Surpreendente.

Porque foi negligenciada antes ou por ser disputada agora?

Excelente observa��o, cara irm�, mas vou parar agora,

porque sei como minha filha odeia ser louvada.

Como vai, senhor? Espero que bem.

Temos que ir.

Desculpe-me, m�e. Devo recolher minhas coisas.

Sim, voc� deve.

N�o podemos comprar um vesti�rio novo para cada deslocamento.

Essa pobre menina. Voc� viu o rosto dela?

Devo lembr�-la de que sempre ter� uma casa conosco.

Ou conosco.

Se est� se referindo ao passado,

eu duvido que a m�e dela arriscaria uma m� interpreta��o.

Agora, cremos que Lady Susan deixar� claro para Frederica

a considera��o e afeto que orientam as a��es dela.

N�o me dei o trabalho de buscar

Frederica de Parklands para ser novamente frustrada.

Maria Manwaring pode solu�ar,

Frederica pode gemer, os Vernons podem agastar-se, mas

Sir James casar� com Frederica antes que o inverno acabe.

- Voc� � brilhante. - Obrigada, querida.

Parei de submeter minha vontade aos caprichos dos outros.

De renunciar meu pr�prio julgamento e defer�ncia

�queles a quem nada devo e por quem tenho pouco respeito.

Muito facilmente deixei minha determina��o enfraquecer.

Frederica deve conhecer a diferen�a.

Voc� � muito indulgente com a menina.

Por que deixar Frederica t�-lo quando voc� pode t�-lo para si?

Sir James?

Sim, eu conhe�o sua natureza altru�sta,

mas voc� pode permitir-se doar Sir James � Frederica

embora n�o tenha Sir James para si?

Senhora, Sr. Johnson manda dizer que retorna para jantar.

Obrigada.

- Que insulto. - O oposto.

N�o duvido de sua capacidade de ter DeCourcy quando quiser.

Mas realmente vale a pena t�-lo?

O pai dele n�o � o tipo de velho chato que viver� para sempre?

E como voc� vai sobreviver?

Com a pens�o que Frederica como Sra. Martin pode conceder-lhe?

Como h�spede em Churchill?

Prefiro ser casada com meu marido

do que depender da hospitalidade de outros.

Devemos proteg�-la.

N�o s� pelo bem dela, mas pelo querido pai falecido.

O que podemos fazer?

Temos de encontrar o argumento para convencer a m�e

de que � do interesse dela,

o que, naturalmente, � o �nico guia dela.

Significar� uma viagem a Londres.

Por sorte, Charles tem neg�cios l�

para justificar uma viagem.

Que marido maravilhoso voc� tem, querida.

Charles parece viver para obedecer.

� verdade. Eu tive sorte.

Charles sempre tem um pretexto

para fazer exatamente o que � preciso.

Querido, acredito que voc� tem neg�cios urgentes em Londres.

Sim.

Frederica?

S�o t�o gentis em nos visitar.

Frederica ficar� encantada.

E como est�o as crian�as? Especialmente o amado Frederick.

Muito bem, obrigada.

Frederica, venha ver quem est� aqui.

Mal posso agradecer

pela hospitalidade que nos ofereceu.

Que nada, foi grande prazer.

- Ol�, Frederica. - Boa tarde, querida.

- Espero que esteja bem. - Obrigada.

� muito bom ver voc�s.

Frederica, por que n�o sobe e toca algo?

Escolha algo belo para mostrar aos seus tios o que estudou.

Com prazer.

Ver�o o progresso que ela est� fazendo.

Prestem aten��o.

Frederica toca a m�sica nova inteira.

Haydn, Himmel. Bernadini.

Carabini.

Sentem-se.

Ent�o voc� est� feliz com o progresso dela?

Sim.

S� em uma cidade como Londres, creio eu,

ela poderia ter tido essa instru��o.

Se Frederica est� fazendo um bom progresso em Londres,

isso complica as coisas.

Que complica��o seria?

Esper�vamos que Frederica retornasse a Churchill.

Sentimos falta dela, especialmente os pequeninos.

Que sentimento comovente de estima dos primos.

Mas minha preocupa��o, minha obriga��o,

� ver os defeitos da educa��o de Frederica reparados.

Poder�amos convidar os professores a Churchill

para continuar as aulas l�?

Que ideia gentil.

Mas estes s�o os Mestres mais procurados de Londres.

Nem um convite para um retiro campestre,

mesmo num lugar como Churchill, eles poderiam aceitar.

Talvez um professor particular.

Posso confessar algo?

Frederica e eu nos tornamos t�o grandes amigas

que seria dif�cil para mim me separar dela.

Voc�s devem ter notado que, por um tempo,

houve uma estranha tens�o entre n�s.

Que agora felizmente desapareceu.

Com licen�a, voc� est� bem?

Desculpe, colocamos nossos cora��es na volta de Frederica.

Eu entendo. Ela se tornou uma companhia agrad�vel.

Mesmo os sil�ncios dela aprendi a achar tranquilizantes.

Mas h� um fator que me preocupa.

Ela parece muito bem?

- Sim. - Essa foi a sua impress�o.

O ar vaporoso de Londres n�o �, eu acho,

saud�vel para ela.

- Ela n�o parece p�lida? - Ela parece.

O ar de Londres,

estes gases fumarentos n�o s�o salutares para ela.

O ar puro do campo � do que a jovem necessita.

Sim, como eles s�o estranhos.

Ser� que o ar �mido da cidade

n�o favorece a propaga��o da gripe?

A gripe em Londres?

V�rios casos foram relatados. �, afinal, a temporada dela.

De todos os dist�rbios do mundo,

o risco de cont�gio da gripe � o que eu mais temo

pela sa�de de Frederica.

N�o devemos considerar, ent�o, remov�-la desse perigo?

O que voc� diz me d� uma pausa.

Mas seria dif�cil perder a companhia da minha filha

justo quando aprendi a contar com isso.

E, claro, os estudos dela.

Felicite-me, minha cara.

Os tios de Frederica levaram-na para Churchill.

Achei que estivesse gostando da companhia de Frederica.

Comparativamente. Um pouco.

Mas n�o sou t�o complacente

de querer chafurdar na companhia de uma crian�a.

Infelizmente, temo que este seja nosso �ltimo encontro.

Pelo menos enquanto Sr. Johnson viver.

O neg�cio dele em Hartford tornou-se dispendioso.

Se continuar vendo voc�, ele ir� para Connecticut para sempre.

Voc� poderia ser escalpada!

Pressenti que a palavra "Respeit�vel"

um dia nos separaria.

Seu marido, eu abomino, mas devemos ceder � necessidade.

Nosso afeto n�o ser� arruinado por isso,

e em tempos mais felizes,

quando voc� for independente como eu,

voltaremos a nos unir.

Posso esperar pacientemente por isso.

Eu tamb�m.

Que o pr�ximo ataque de gota do Sr. Johnson

termine mais favoravelmente.

Obrigado.

Voc� sabe onde Frederica est�? Lady Susan escreveu para ela.

Frederica?

Frederica, uma carta de sua m�e.

Obrigada, Tia Catherine. O que ela diz?

Ela escreveu apenas para voc�.

Minha m�e e Sir James Martin se casaram.

O qu�? Como isso poderia acontecer?

Como eles poderiam se casar?

A que se refere? Ambos eram livres.

Ele � solteiro, Susan vi�va.

Sir James Martin � um tolo.

Bem, um pouco tagarela, talvez.

Um pouco tagarela? Ele � uma besta completa.

Bem, existem tr�s poss�veis explica��es, a meu ver.

Primeiro, talvez Sir James tenha mais m�ritos do que permitimos.

N�o.

Segundo, talvez para garantir o seu futuro, Frederica,

sua m�e achou necess�rio ter uma uni�o est�vel ela mesma.

Esse poderia ser o caso.

Mam�e sempre se preocupou com o meu futuro.

E a terceira poss�vel explica��o?

Que ela passou a am�-lo.

Existe um ditado: "O cora��o tem sua estranheza"

ou palavras com esse efeito.

O cora��o � um instrumento que possu�mos, mas n�o conhecemos.

Amor humano partilha do divino, ou pelo menos � o meu caso.

Voc�s encontrar�o nos escritos de Rousseau.

Julie. Ou The New Heloise, eu acho.

Confirmarei a cita��o, se quiserem.

Eu s� acho incompreens�vel

que uma mulher t�o brilhante se case com

um c�rebro de ervilha. Ou c�rebro de ervilhas.

- Acontece o tempo todo. - Dif�cil acreditar.

Claro, como disse, Sir James n�o � Salom�o.

Mas se ele pode dar � Lady Susan felicidade e seguran�a

das quais os fatos dos �ltimos anos a privaram

ent�o, ele � algu�m que eu e todos n�s devemos valorizar.

Concordo inteiramente, tio. Todos n�s devemos concordar.

Desejo a eles toda a felicidade do mundo.

Parab�ns, senhor, pela uni�o que sempre favoreci.

H� uma justi�a por estarem juntos.

N�o que algu�m pudesse realmente merecer Lady Susan.

Concordo de todo cora��o.

E tenho o prazer de adicionar parab�ns em dobro.

O qu�?

A mulher mais linda da Inglaterra,

excluindo a aqui presente,

ser� brevemente a m�e mais bela.

Sim, eu vou ser pai.

Maravilhoso.

Voc� certamente n�o perde tempo. Parab�ns, senhor.

Sim, na mesma manh� depois do casamento,

Lady Susan insinuou a not�cia feliz

que foi logo confirmada.

Realmente maravilhoso.

Estou t�o orgulhoso que nem imagina.

O que � isto?

Um fardo.

Quando os Manwaring se separaram,

Sr. Johnson, que � o tutor de Lucy Manwaring,

convidou-a para morar conosco.

S�rio? O que a perturba?

Ainda a separa��o.

- Ela continua nisso. - O qu�?

A contrariedade de um casamento que terminou semanas atr�s.

Se uma mulher n�o satisfaz o marido,

por que continuar com isso, anunciando o fracasso dela?

Por que anunciar ao mundo

que o homem que voc� ama prefere estar com outra?

Parece que Lady Manwaring falhou

em considerar a diferen�a entre os sexos.

Para um marido se desviar n�o � o mesmo como vice-versa.

Se um marido se desviar,

ele est� meramente respondendo a sua biologia.

� como os homens s�o feitos.

Mas para uma mulher agir de forma semelhante � rid�culo.

Inimagin�vel.

At� a ideia � engra�ada.

N�o poderia concordar mais. Muito engra�ado.

Eu culparia a cena de Lady Manwaring

de mandar o marido dela para longe.

Mas a perda dela foi nosso ganho.

Como resultado dos problemas que os advogados dela causaram,

tivemos Manwaring hospedado conosco nas �ltimas semanas.

Isso n�o � inconveniente?

De modo nenhum. Companheiro excelente.

N�o poderia ser melhor. Adora ca�ar.

Jogos sem limite.

Excelente ter um h�spede.

E as conversas que surgem.

Claro, Lady Susan � atenta,

mas � mais f�cil falar com um colega,

especialmente um que compartilha os mesmos interesses.

Em pouco tempo, teremos outro convidado.

Frederica?

Claro que n�o. O beb�!

Manwaring? Manwaring?

Voc� viu o meu marido?

O que voc� tem a dizer, diga-me. Como ele est�?

Bem, Senhora. Muito bem, eu acredito.

N�o poderia estar melhor.

- Ch�? - Claro.

Cuidado!

Ent�o, aqui est� a igreja.

Mas onde est� a montanha?

N�o vejo. N�o parece haver uma.

Estranho. Esquisito.

Deus aben�oe a todos!

Por favor, com licen�a.

Sua m�e deve estar muito orgulhosa.

E sou imensamente grata a ela.

Sem os esfor�os dela,

eu nunca encontraria tanta felicidade.

Com licen�a.

E dar falso testemunho?

N�o, esse seria o nono.

Deve estar muito orgulhosa de Frederica.

Eu n�o diria orgulhosa.

Estou feliz por ter sido capaz de cuidar da educa��o dela.

Minha filha mostrou-se ser astuta e manipuladora.

N�o poderia estar mais feliz. Uma Vernon nunca passar� fome.

Deve pedir para Frederica cantar.

Isso seria delicioso. P�ssaro cantante, a chamamos.

O qu�? N�o.

O rouxinol de Kent. Sempre a chamava assim.

P�ssaro cantante? Que absurdo. Lixo.

Rid�culo.

Senhoras e senhores,

Sr. Reginald DeCourcy.

Nos �ltimos meses continuei a ser surpreendido

pela amabilidade e bom cora��o de Frederica.

Eu queria escrever alguns versos

como um memorial para essas descobertas.

Mas eles s�o agora t�o extensos que formariam um livro.

Ent�o, lerei algumas linhas.

Bendita seja De todas as gra�as humanas

A fisionomia envolvente e rosto fascinante,

Significa compromisso?

Mien. Apar�ncia, ou semblante.

Vem do franc�s, fisionomia, eu acredito.

Eu posso encontrar a cita��o.

No entanto, uma beleza maior � o seu cuidado,

Virtude,

o charme que mais adorna o justo.

Sra. Reginald DeCourcy.

Como sabem, eu acato os pedidos

de Lady DeCourcy como ordens,

e, portanto, eu cantarei essa pe�a.

Sobre as montanhas

E sobre as ondas

Sob as fontes

E sob as sepulturas

Sob inunda��es Que est�o mais profundas

A que Netuno obedece

Sob rochas Que s�o mais �ngremes

O amor descobrir� o caminho

Eu detesto imprud�ncia e emo��es sinceras de todas as formas,

no que diz respeito a Manwaring.

E rapidamente ele estava de bom humor?

Sei o que quer dizer,

como a lisonja altera o esp�rito de um homem. � delicioso.

Tal postura, ressentindo um pai bem-intencionado

� comum entre as meninas da idade dela.

Elas est�o, talvez, mal cozidas.

De modo nenhum. Est�o perfeitas.

Sim. Sabor agrad�vel. Um pouco doce.

Eu n�o deveria ter dito nada.

Ela � ador�vel.

DeCourcy n�o deve esquecer o que Lady Susan fez

para evitar que Charles casasse com Cathy,

pois, se conseguisse, arruinaria a vida de sua irm� para sempre.

Lady Susan dispensou o criado?

Ent�o voc� saiu e alguns minutos depois...

Sra. Johnson, isso est� al�m do que eu poderia ter imaginado.

Eu nunca vou perdoar o problema que ele causou.

Obrigada, querida.

Que o pr�ximo ataque de gota seja grave.

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Legenda - Fel�cia -

Revis�o - jfbruna -

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