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Original subtitles

AS GUARDI�S

* ILUMI�RE * Uma forma ILuminada de legendar!

* BethRockefeller *

* Durenkian *

* Hawkeye147 *

* jfbruna *

* Krica05 *

* Lletaif *

* O.O *

Nossa!

N�o � de ouro, mas � merecida.

Isso deixou seu pai t�o feliz.

O senhor professor agora � tenente.

Somos todos her�is, l�.

Se n�o os tiv�ssemos impedido, seria o fim.

Estou muito orgulhoso de voc�.

E dos outros.

- Nos vingaremos. - Sim, nos vingaremos.

ESCOLA MUNICIPAL

Bom dia, mestre.

Bom dia, crian�as.

- Bom dia, Lucie. - Bom dia, Fran�ois.

Sentem-se.

- Como vai o senhor? - Bem, muito obrigado.

Preparamos uma surpresa.

Baptiste?

Os Alem�es

Canalhas sinistros e doentios Com seus des�gnios abomin�veis

Matam mulheres, velhos e crian�as

Eles enojam os assassinos

Os Alem�es

Manter a honra como uma bandeira

Respeitar igreja e t�mulos

Isso n�o entra em seus miolos Eles detestam o que � belo

Os Alem�es

Cada franc�s bravo e sarc�stico

Portando no esp�rito E no cora��o

Um D'Artagan ou um Gavroche, Por isso ser� vencedor

Sobre os alem�es.

Obrigado, Baptiste.

- Posso? - � claro.

� duro.

Todo mundo tem orgulho de voc� aqui, sabia?

Muito orgulho.

�.

Tire tudo isso.

Voc� � linda, irm�.

Linda.

Devia aproveitar a aus�ncia do Cl�vis

para modernizar a fazenda.

No front de guerra vemos coisas.

Tratores...

m�quinas de lavar roupa...

um monte de coisas novas.

� patroa!

Uma patroa sem empregados, n�o � uma patroa.

Ap�s a guerra tudo ser� diferente.

Ent�o, aos seus futuros filhos que conhecer�o a paz.

Jamais haver� filhos.

Eu n�o posso.

O Cl�vis j� sabe?

N�o.

Ent�o, � vit�ria?

Sua vit�ria.

Ent�o, � vit�ria.

Ningu�m estava preparado.

N�o se deve acreditar em tudo que se l�.

Parte-se para uma guerra rel�mpago

e depois, por dois anos, vivemos no inferno.

No meu regimento h� caras que enlouquecem.

Logo ser� preciso um soldado atr�s de cada um

para ir at� l�.

Se a colheita for boa...

pretendo comprar uma ceifadeira.

Mas � um pouco cara...

� cara, mas � um bom investimento.

N�o acabaremos mais com as costas e...

ganharemos tempo.

O prefeito me disse que poderei

receber indeniza��o do minist�rio.

Emprestaram para outros tr�s.

Est� bem, mam�e.

� uma coisa boa.

Precisa encontrar algu�m para te ajudar.

N�o deveria ter mandado as mo�as embora.

Solange estava certa. N�o ajudavam nada.

�, um pouco. O que elas faziam estava feito.

- Pela metade. - Era necess�rio refazer.

- �, por vezes. - Sempre era necess�rio refazer.

Por que n�o pede � Suzanne?

O filho dela foi chamado.

Ficou com muito trabalho.

- N�o pode ficar no Paridier? - N�o!

Cada um na sua.

Precisa encontrar algu�m

para te ajudar antes da colheita.

N�o quer mesmo que eu te leve?

N�o, quero caminhar.

Boa viagem!

Sejam fortes!

Vamos!

Vamos!

Espere.

Assim, n�o. Coloque...

Vamos l�. Mais para c�.

Vamos l�.

Quanto devo?

A situa��o... Toda essa colheita...

N�o tenho ningu�m,

nem sequer um diarista a oferecer.

A senhora veio tarde demais.

N�o tive tempo.

J� est�o todos locados?

Haveria uma jovem servente da nossa casa.

Ela � robusta, honesta

e, sobretudo, uma oper�ria perfeita.

Ficar� livre logo.

Mas se quiser encontr�-la,

precisar� ir at� Bellac.

� longe demais!

Vou confiar no senhor.

Diga que ficarei com ela at� o fim da colheita.

N�o vai se decepcionar.

Francine Riant s� tem 20 anos,

mas � apta ao trabalho pesado

tanto quanto ao trabalho de precis�o.

Eu te agrade�o.

Assim que puder, a espero l� em casa.

Muito bem.

Ent�o, vou preparar o contrato.

"Meu caro George.

Como � doloroso para uma m�e imaginar o sofrimento do filho.

N�o leio mais o jornal.

Todos esses combates me apavoram e sinto dor imaginando voc� a�.

T�o longe do pa�s que voc� ama tanto.

Constant obteve a licen�a dele, ele est� bem.

Agora ele � tenente.

Aqui choveu demais e o trigo cresceu irregularmente.

Diga-me do que sente falta.

Enviarei a voc� uma encomenda bem r�pido.

Sua m�e, que pensa muito em voc�."

Parado l�.

- Muito obrigada. - De nada.

Sra. Hortense?

Sou a Francine.

Esperava por voc�. Fiquei muito contente.

Vamos.

Vamos l�.

Sabe conduzir o rebanho?

Sim.

J� fazia isso nos antigos patr�es.

N�o tenho medo.

Como foi l�?

Muito bem.

Antes de enfrentar o trabalho na planta��o,

ajudar� a Solange no trabalho da casa

e na horta.

Receber� 40 francos, como combinado,

no fim do m�s.

Ter� os domingos livres, exceto durante a colheita.

Pegue suas coisas. Solange vai acompanh�-la.

Venha, vou te mostrar o quarto.

Ela parece ser gentil e am�vel...

Ent�o...

Veremos.

Vamos!

N�o corte os dedos!

Uma ou duas?

Sim, ponha mais uma.

Deve ser suficiente.

Vamos misturar com o vinho.

A barrica est� no fim.

- Sabe o que � barrica? - N�o.

� um tonel pequeno assim.

Um tonelzinho.

Uma pipa.

Ponha mais uma.

- A�. - � suficiente?

Sim.

Poremos mais, se for necess�rio.

Vamos experimentar depois.

P�o e um bom vinho.

A� est�, n�o � complicado.

N�o precisa ser um g�nio para fazer isso.

Obrigada, Hortense.

Vamos l�!

- Bom dia. - Bom dia.

- Me chamo Marguerite. - Francine.

GEORGES SANDRAIL 90� REGIMENTO DE INFANTARIA

5� COMPANHIA SETOR POSTAL 90

Ele voltou!

� o Cl�vis!

E os alem�es...?

Quem s�o os alem�es?

S�o monstros, sanguin�rios?

Pois n�o s�o.

Os alem�es s�o gente como n�s.

S�o oper�rios.

S�o professores prim�rios, como Constant.

Lavradores,

como n�s.

N�o espero mais nada.

Um dia, avan�amos...

dez metros.

E dez metros, no dia seguinte,

n�s perdemos...

N�o podemos dizer nada.

Vamos!

- Vamos! - Vamos...

- Viu o Cl�vis? - Sim.

Exagerou na bebida.

� assim na frente de batalha, para continuar...

� preciso rir.

Acha que vai dar para ver?

Um pouquinho.

Mas n�o muito.

- Pode me deixar esta noite? - � claro.

Voc� aprendeu a costurar no orfanato?

Foi.

A ler e a escrever tamb�m.

Tenho um certificado de estudos, sabe?

E voc�, s�o dif�ceis seus estudos?

� a contabilidade das ind�strias agr�colas.

� restrito, mas quando eu sair

poderei ajudar meu pai na fazenda.

Quero que ele sinta orgulho de mim.

Ele me assustou no jantar.

N�o o reconhe�o mais.

Tenho medo que voltem.

Sossegue, seu pai ser� corajoso.

Quando a guerra terminar, ser�...

Ser� muito melhor para voc�s.

E poderei, talvez, ajudar Georges na fazenda tamb�m.

Ele ter� uma licen�a logo.

�, mas s� ficarei 3 dias para a colheita

e volto para o internato.

Voc� tem sorte: pelo menos ir� v�-lo.

Contratei voc� para a colheita,

mas estou contente com voc�.

Voc� trabalha bem.

Ent�o, se voc� quiser, poderia

prolongar seu contrato para o ano.

Sim, obrigada.

- Obrigada, Sra. Hortense. - Ora...

Lagos, Lucien Jean L�on,

agricultor, 70� Regimento,

soldado de 2� Classe, ca�do no campo de honra.

Marchapi�s, Fran�ois Louis Gaston,

cantoneiro de La Gache, 73� Regimento,

soldado de 2� Classe, ca�do no campo de honra.

Rifeau, Jean-Louis Alphonse,

carpinteiro em Landes,

138� Regimento,

soldado de 2� Classe, ca�do no campo de honra.

Acolha-os Senhor, com a honra do repouso eterno

e que sem cessar, sobre eles, reine Sua luz.

Am�m.

Pare.

Est� bem.

Est� bem.

Vamos.

Obrigado.

Alguma not�cia do Cl�vis, depois da permiss�o?

Sim.

Recebemos ordens, principalmente.

Ele acha que d� para dirigir uma fazenda

a partir da linha de frente.

Ele confia em n�s...

E voc� mam�e, anda menos exausta?

Com a ajuda da menina, est� melhor.

� uma boa oper�ria.

Vale por dois homens.

Mi, pega! Venha, venha.

Voc�, por vezes, Na colina

Entre os suspiros acariciantes

Ouviu uma can��o divina

Que canta o trigo estremecendo

Bela, quando a noite

descer� sobre a Terra

E que o rouxinol

Vir� cantar ainda

Quando o vento...

Voc� � a Francine?

Georges.

� voc� a empregada mais eficaz do pa�s?

Fa�o o melhor que posso.

Preciso voltar ao Paridier, Sr. Georges.

"Senhor", n�o.

Georges.

Estou te intimidando?

N�o.

Vou voltar ao Paridier, Sr. Georges.

- At� logo, Henri. - At� amanh�, Francine.

Vamos l�! Ande.

N�o � muito bem cuidada no Paridier.

Eu conhe�o minha m�e.

Sua m�e se preocupa.

Eu a compreendo.

E Solange?

Ela � t�o elegante.

Ela � diferente das outras camponesas.

Voc�s ainda n�o viu nada.

Com tudo isso, nem tive tempo de lev�-la � floresta.

As �rvores s�o bem mais bonitas que aqui.

E al�m disso, tem um tesouro.

Um tesouro?

O que �?

N�o vou contar agora.

� uma surpresa.

Voc� viria?

� claro. Com a Marguerite.

Gosto muito da Marguerite, mas � como uma irm� ca�ula.

� uma crian�a que vi crescer.

Amanh� vou embora.

Quem sabe se voltarei...

Vai voltar.

Mas talvez n�o esteja mais aqui.

N�o depende s� de mim.

Precisamos de voc�, n�s a estimamos.

Ningu�m pensa em te mandar embora.

Ent�o, vou ficar.

Voc� me escrever�?

Vamos pegar a �gua e uma vaca.

Ser� a �ltima do ano.

Espero o aceite do minist�rio e a senhora ser� na quinta.

CEIFADEIRAS-EMBALADORAS ARADOS AUTOM�TICOS

COMBINADOS

Eu a amassei bem.

N�o pode ficar com ar, retire o excesso.

Se sentir frio � noite, pe�a um outro edredom � Solange.

Obrigada. Por enquanto, est� tudo bem.

Mesmo quando a guerra acabar, ficaremos com voc�, filha.

"Caro Georges,

j� que voc� permitiu que te escrevesse,

te mando algumas not�cias do Paridier.

Esse � meu primeiro inverno com sua fam�lia.

Ficamos sabendo de Verdun,

o que aqueceu nossos cora��es.

O dia da vit�ria se aproxima.

Est� tudo bem com sua m�e.

Ela me prometeu que ap�s a guerra

vou continuar no Paridier.

Se isso pode consol�-lo,

saiba que longe, uma pessoa pensa em voc� todos os dias

e existe agora uma pessoa sobre a Terra

que pensa em mim, que me conta seus sofrimentos

com quem os compartilho.

Rezo por voc�, Francine."

Mam�e!

Mam�e.

Mam�e.

Cl�vis foi preso na Alemanha.

Voc� reencontrar� seu marido.

Ele n�o foi desonrado.

E mais...

Veja pelo lado bom:

ele n�o corre o risco de ser morto.

Vamos.

N�o consigo entender onde ele est�.

Como diz a�?

Mannheim.

Espere.

A� est�. � aqui.

- At� amanh�, Suzanne. - At�, Francine.

Quem foi?

Foi Constant.

Posso fazer alguma coisa?

Venham.

Minha m�e tamb�m morreu de parto.

Sua m�e devia ser linda.

N�o sei.

Nunca vi fotografias.

Nunca conhecerei os rostos dos meus pais.

Ent�o, por vezes, eu os imagino.

Voc� precisa tentar dormir.

Ser� preciso ser forte amanh�.

Rezemos,

Virgem Santa, durante Sua estada gloriosa

n�o esque�a as tristezas da nossa terra.

Dirija um olhar de bondade

para aqueles que est�o sofrendo,

aos que lutam,

e que n�o cessam de molhar os l�bios nas amarguras da vida

e tenha piedade daqueles que semearam

e que foram separados.

Tenha piedade do isolamento do cora��o,

da fraqueza de nossa f�,

dos objetos de nossa ternura.

Tenha piedade dos que choram,

dos que gritam, dos que sofrem,

dos que tremem.

D� a todos

a esperan�a e a paz.

Am�m.

"N�o se deve mais rezar, as rezas n�o nos salvar�o.

Para chegar � linha de frente � muito sofrido e perigoso.

Uma ravina de 1 km mais ou menos,

quem saberia o n�mero de homens mortos l� dentro.

Por vezes at� penso que Constant est� entre eles.

Entre corpos decompostos

que n�o d� mais para identificar.

No entanto, � necess�rio passar ali.

N�o h� outro lugar.

Sinto saudades de voc�, Francine.

Uma carta sua me faria bem.

Eu voltarei, prometo,

e a levarei aos meus bosques.

Espere por mim, seja comportada.

Um beijo forte, minha Francine.

Do seu peludo, Georges."

Eu te prometo, Hortense...

N�s o enterraremos dignamente.

Mas quando?

Quando?

Ele est� em algum lugar!

Ele foi posto em algum lugar. Na terra, em algum lugar.

Num caix�o.

N�o � t�o dif�cil assim.

� normal que uma m�e sofra. � normal.

N�o vejo nada de extraordin�rio.

� o meu filho!

"Meu caro Georges,

como sofro por te sentir t�o triste.

Com frequ�ncia, apesar do cansa�o,

� imposs�vel dormir

tamanho o medo que sinto por voc�.

Fa�o o poss�vel para aliviar sua m�e.

O sofrimento dela � grande,

mas tentamos ser t�o fortes quanto voc�.

Havia muita gente na missa de seu irm�o.

Os alunos cantaram para ele.

Todo mundo estava sofrendo.

Ter�a-feira, farei 21 anos

e tenho sorte de trabalhar na fazenda de voc�s.

Desse modo, estar� sempre nos meus pensamentos.

Aguardo em cada carta, o an�ncio de sua licen�a.

Anseio por rev�-lo.

Sua Francine."

Francine...

A Assist�ncia devolveu sua caderneta.

O tesoureiro colocou 700 francos.

Isso � muito bom, na sua idade.

POUPAN�A

J� tenho 150 francos de economias.

100 francos de b�nus do governo e 30 francos em dinheiro.

Muito bem.

H� muitas filhas de burgueses menos ricas que voc�, Francine.

A senhorita � um bom partido, Srta. Riant.

E... tenho certeza que daqui a pouco

voc� se casar� com um rapaz honesto.

Talvez sim.

Seu diploma...

Ap�s a guerra voc� poder� us�-lo.

E a borboleta, quanto custa?

18 francos.

- Levo tamb�m. - Sim, � muito linda.

- Obrigada. - De nada.

CORREIOS E TEL�GRAFOS

Marguerite?

Tenho um presente para voc�.

O que aconteceu?

Comprei esta borboletinha para voc�.

Achei a sua cara.

Est� triste por ir embora, � isso?

Voc� n�o possui ningu�m na guerra.

N�o podia ter achado outro?

Por que n�o me contou que ele te escrevia?

Ele quer saber da fazenda.

N�o.

Ele te ama.

Saia do meu quarto.

Saia.

O que ele est� fazendo?

A guerra estraga os homens, Marguerite.

Voc� � jovem demais para isso.

Georges... Ele mudou.

E meu Cl�vis tamb�m, eu sei.

Anda!

Anda.

Anda!

Anda, vai! Anda.

� como um pesadelo.

Espero o retorno dele todos os dias.

Todos os dias.

Todos os dias.

E Cl�vis?

Est� com os alem�es.

N�o est� sendo maltratado,

pelo que escreveu.

Isso � bom.

Bom dia, Sr. George.

Deixe-nos, Francine, estamos tristes.

Meu irm�o, Georges.

Muito prazer.

Vieram comprar manteiga e legumes.

Bons legumes franceses.

E ent�o, gostaram da Fran�a?

Muito.

�... as pessoas

s�o muito gentis.

E as mulheres...

Muito bonitas.

Exato. Sim.

Eu disse, muito bonitas.

- O que est�o fazendo aqui? - O qu�?

O que est�o esperando? Por que j� n�o est�o lutando?

- O qu�...? - Na lama, como meu irm�o?

Algu�m tem que explicar.

- Responda! - Georges.

- Do que est� falando? - Voc� entende?

Pare.

Eles tamb�m est�o longe de casa.

Jamais falou dos americanos que v�m aqui.

Pensei que Solange tinha te escrito.

S�o bons clientes.

Compram bastante.

Bons clientes?

Uns ladr�es, isso sim.

E acham que podem tudo com as mulheres daqui.

Eu entendo que fique bravo,

mas � injusto.

Est�o esperando a ordem para ir ao combate.

Domingo vou te levar na minha floresta.

Voc� vir�?

Vou.

Venho te buscar ao meio-dia.

No calv�rio.

Sim.

- Bom dia, Francine. - Bom dia.

Vamos.

- Est� bem instalada? - Estou.

Pode abrir.

Meu Deus!

Marguerite!

N�o preciso que um hip�crita venha me buscar.

O que fiz para merecer tanta raiva?

Voc� escreveu para Francine.

� ela quem voc� ama.

N�o eu.

� claro que amo voc�.

Conhe�o voc� desde seus onze anos.

� minha irm� ca�ula.

Voc� � o meu sol.

Sou uma mulher agora.

Sim.

Ali�s, est� se tornando uma linda mulher.

Colocamos a fruta aqui, nesse compartimento.

Elas fervem,

o �lcool � um vapor,

Ele passa pela serpentina e esfria.

Gosto desse cara.

- E cai aqui. - Certo.

- E servimos. E bebemos. - Bebemos.

- �! - N�s bebemos.

Gostamos de beber.

Todos gostam de algu�m que gosta de voc�

- Aqui! - Obrigado.

- Obrigado. - A voc�s tamb�m.

- Certo? - Voc�s tamb�m.

Certo.

- �, vamos. - Certo. Vamos.

Muito obrigado.

- Obrigado! - Boa viagem. Boa sorte.

- Obrigado! - Boa viagem.

Muito bem, vamos l�!

Vai!

Georges!

V� mostrar a eles. Aos americanos.

- N�o, droga! - O que h� com voc�?

- Est� passando bem? - Est�?

Desse jeito.

Agora... Bem reto.

Um por vez.

Um por vez, vamos l�.

Voc� tamb�m.

- Isso, muito bem. - Certo. Obrigado.

- Estamos com um problema. - Qual?

Francine, sabe onde anda Solange?

N�o, n�o sei.

Aumentou seu rendimento.

� raro, nesse momento.

Encontramos solu��es.

Cuidado, Hortense.

Vai criar inveja.

Defendo os interesses da minha fam�lia como posso.

Est�o falando da sua filha.

Falam muita coisa por a�.

N�o vamos mentir.

Talvez eu n�o volte.

Como Constant.

Ent�o...

Queria dizer a voc�s...

Marguerite...

Marguerite...

Temos orgulho de voc�.

Irm�...

Voc� nos dar� belas crian�as.

Mam�e...

Voc� � uma mulher magn�fica.

Amo voc�s.

Meu Deus...

Cuide bem do meu amor,

fa�a com que n�o seja morto, nem ferido.

Francine.

Sobrou alguma bebida para os americanos?

Acho que sim. Vou ver.

Muito bem.

Cinco, dez e dez... Aqui est�.

E... dois.

O que est� querendo?

Francine trabalha bem, mas...

� uma mulher de nada.

Ela sai com os estrangeiros.

Voc� sabia disso?

Voc� sabia que sua servente era uma qualquer?

Com mulheres dessa esp�cie, se espera qualquer coisa.

Elas n�o t�m senso.

Mande-a embora.

Minha filha,

a partir de hoje, n�o precisamos mais de voc�.

Mas o que eu fiz?

H� rumores demais no Paridier.

A respeito do Paridier e dos americanos.

N�o h� fuma�a sem fogo.

M�e Hortense,

m�e Hortense, n�o sou eu.

A senhora sabe que n�o sou eu.

Eu n�o fiz nada.

Eu sei.

Mas isso precisa parar antes da volta do Cl�vis.

Cl�vis?

Mas Cl�vis n�o tem nada a ver, eu...

Faz dois anos que trabalho aqui.

Fiz tudo certo, Hortense.

e a senhora me estima, eu sei.

Preciso proteger minha fam�lia.

E eu n�o sou da fam�lia.

� injusto.

� injusto, Hortense, e a senhora sabe.

Eu fa�o tudo aqui.

Fa�o tudo.

Farei uma carta de recomenda��o

e pagarei 2 meses de bonifica��o.

N�o quero.

N�o quero mesmo.

A senhora � um monstro.

V�!

Voc� me d� vergonha.

Seu marido preso na Alemanha e voc� vira puta dos americanos.

N�o virei puta, n�o me pagaram.

Como ousa me dizer isso?

E voc�?

Ousou mandar embora Francine que tanto nos ajudou?

Tudo isso para salvar seu projetinho

de n�pcias de Marguerite e George?

Mandei embora porque...

todos falam dos americanos no Paridier.

Eu a mandei para salvar sua honra

e a do seu marido.

Mas eu n�o pedi nada.

E n�o fiz nada.

- Mas eu vi. - Ah, �? Viu?

- Sim, vi voc� com ele. - Viu o qu�?

Viu o qu�?

Sim, sou uma mulher jovem.

Sim, tenho vontades.

E, sim, eu o achei muito bonito.

E quer saber a verdade?

Ele me beijou. Eu o beijei.

Ele me acariciou os seios.

Sim, eu senti prazer.

Muito prazer.

E depois pensei no Cl�vis.

E nos vestimos de novo, s� isso.

Nada aconteceu.

Nada!

Nada.

- Bom dia. - Bom dia.

Sou a Francine.

Mam�e.

Mam�e, ela chegou.

- Bom dia. - Bom dia.

Entre.

Pode por a pequena l� em cima.

Desculpe.

N�o sei o que tenho os �ltimos tempos.

Me sinto enjoada.

Tive a mesma coisa com a Jeanne no in�cio.

Como assim?

N�o fique se perguntando, filha. Voc� est� gr�vida.

N�o fa�a essa cara.

Talvez seja bom.

O inverno est� chegando. H� menos coisas a fazer.

N�o, n�o estou gr�vida.

E como vou fazer?

Como todo mundo, oras...

Venha, meu anjo

Meu adorado anjinho

Venha comigo at� um c�u puro

Cantar um refr�o doce

Venha, meu anjo,

Meu adorado e lindo anjo

O papai trabalha para o seu amor

E s� pensa em n�s.

Est� cansada?

"Levaram �s duas irm�s

que fizeram todo o poss�vel para enfiar nos seus p�s.

Mas n�o conseguiram.

A Cinderela, que olhava e os reconheceu, rindo..."

Voc� ficar� aqui muito tempo?

Enquanto sua m�e me quiser.

"Querem que eu veja se n�o cabe no meu p�?"

"At� perder de vista,

a terra est� coberta de cad�veres.

Tudo mudou.

Os vivos est�o aterrados e os mortos sobre o ch�o.

Esse �, minha cara m�e,

o estado de esp�rito com o qual enfrento o perigo.

Te asseguro que a morte n�o me d� medo.

E se, por vezes, em minhas cartas

deixo passar um certo desencorajamento,

n�o quero que creiam que � por medo.

Mam�e,

pense em mim.

Ningu�m jamais saber�

qu�o grande � o nosso sofrimento.

Seu Georges."

Monette, estou angustiada.

Desde que cheguei aqui,

minhas cartas voltam.

Talvez tenha acontecido alguma coisa.

N�o, voc� saberia.

Aqui, sabe-se tudo.

Talvez ele esteja morto?

N�o, sossegue.

Mas eu n�o entendo.

Ele sabe que o amo.

Escrevi para ele.

Ele n�o pode acreditar que eu o tra�.

Quando essa guerra maldita terminar, voc�s se ver�o.

E se tornar pai muda um homem.

Vamos, coma um pouco.

Fa�a uma bola.

Uma linda bola, Jeanne.

Tudo a mam�e sabe.

Bem apertada at� o fim.

- Assim? - Ah, sim.

Entre.

Bom dia.

Venha Jeanne, vamos sair.

� o seu marido.

Quero ficar com a mam�e.

N�o, Jeanne, vamos passear.

Vamos dar uma volta.

Venha.

Venha, Jeanne.

Sr. Gu�rard, o seu p�o est� pronto, at� amanh�.

At� amanh�. Obrigado, Marthe.

Ele voltou para a guerra

e se recusou a responder as minhas cartas.

Esse rapaz, � claro, fez como os outros.

Ele parou de te ver assim que soube do seu estado.

Ele n�o sabe de nada.

Ningu�m sabe de nada, eu n�o contei.

Mas Francine,

se ele soubesse, a conduta dele talvez fosse outra.

Pe�o que conte,

sen�o por voc�, fa�a pelo beb�.

Voc� quer abandon�-lo?

Jamais.

Tenho dinheiro.

Tenho a poupan�a.

Vou trabalhar.

Vou me privar por ele.

Ele ter� meu sobrenome.

E me defender�.

Sim.

Ele me defender�.

"Hesitei muito tempo antes de escrever,

t�o grande era a raiva que tive pela senhora.

A senhora foi muito injusta comigo.

Hoje, se lhe escrevo � porque espero um filho do Georges.

Ele n�o responde mais �s minhas cartas.

Certamente,

ele acredita que me deixei levar pelo americano.

Voc� � a �nica com quem posso contar

para dizer a verdade a ele.

Hortense, n�o consigo acreditar que a mulher justa e honesta

que era, tenha mudado a esse ponto.

Suplico que escreva ao Georges

para lhe dizer que n�o amei,

nem conheci outro homem al�m dele

e que logo ele ser� pai.

Sinto esperan�a

por todos os dias passados no Paridier

servindo-a com sinceridade

e por ter sido feliz ali.

Francine."

Tchau, Benjamin.

Victor!

Voc� est� ferido?

Tive um ferimento.

Fa�a de n�s, padrinho e madrinha,

testemunhas aut�nticas do amor de Deus.

EM MEM�RIA DE CONSTANT SANDRAIL MORTO PELA FRAN�A

Ensina-nos a viver o que ensinamos.

A ensinar aquilo em que cremos

e a crer naquilo que descobrimos de Ti,

em nosso cora��o

e no evangelho.

Bom dia, Hortense.

Henrique, eu te batizo

em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.

At� a noite.

Anda.

Comprei-o por um bom pre�o.

Os americanos o encontraram atr�s das linhas.

Que bom!

Constant jamais se interessou por essas terras.

- Ele era professor. - O que ele fazia?

Ele passava por ela.

E, �s vezes, dava suas aulas aqui.

Meu pai tem raz�o.

Solange investiu numa ceifadeira e num trator.

Seria pena n�o rentabiliz�-las.

N�o podemos deixar os bosques abandonados

e as terras ao Deus dar�.

Pensamos que seria bom que meu pai e Solange

voltem a cultivar as terras

e voc� ficaria com os bosques.

Voc�s pensaram?

E por que n�o seria eu que voltaria a cultivar

com Cl�vis cuidando dos bosques?

A colheitadeira foi minha m�e quem pagou.

E ela comprou os campos da Mirenne

e ainda por cima querem a floresta?

Voc�s me d�o vergonha.

A guerra mal acabou e j� brigam

por um peda�o de terra que era do Constant?

Constant sequer sabe

em que terras foi enterrado.

Nem se sabe quando ele reencontrar� suas terras.

Eles acabar�o se entendendo.

Prefiro v�-los dessa forma.

Voltaram a ser o que eram.

Dizem que para ser feliz

O amor � indispens�vel

Que ele torna Os cora��es generosos

E a exist�ncia agrad�vel

Ent�o, nos deixamos amar

O cora��o enganado Por essa mentira

Mas a felicidade � um v� sonho

Pois se deve confessar:

Os amores s�o fr�geis

Os serm�es s�o f�ceis

Como brinquedos De criancinhas

N�o se deve olhar O que h� dentro

Achamos que s�o s�lidos

Mas, infelizmente, S�o vazios

Ao menor choque Que venha feri-los

Crac! A� est�! Os amores se quebram

E agora compreendi

Gra�as a muita experi�ncia

Que o cora��o Verdadeiramente apaixonado

� para toda a exist�ncia

Esta � s� uma can��o Guarde apenas a m�sica

N�o tome como ver�dico

Esse refr�o alegre Desengon�ado

Os amores s�o fr�geis

Os serm�es s�o f�ceis

Como brinquedos De criancinhas

N�o se deve olhar O que h� dentro

Achamos que s�o s�lidos

Mas, infelizmente, S�o vazios

Ao menor choque Que venha feri-los

Crac! A� est�! Os amores se quebram

Docinho

Quando a lua Iluminou a plan�cie

Com melodias barulhentas

Quando a estrela enigm�tica regressa

A brilhar no c�u azul

Voc�, �s vezes, sobre as colinas

Envolta na brisa carinhosa

Ouviu a can��o divina

Que canta o trigo Florescendo

Docinho

Quando o C�u descer� Sobre a Terra

E que o rouxinol

Vir� cantar ainda

Quando o vento

Soprar sobre a Terra De urzes

N�s iremos escutar

A can��o do trigo dourado

N�s iremos escutar A can��o do trigo dourado

Voc� por vezes Sobre os ramos

Na hora Em que cantam as espigas

Ouviu a voz delas E o murm�rio

Na borda Dos vales adormecidos

Voc� conhece Essa voz profunda

Que regressar� Nos finais do dias

Cantar em meio � colheita loira

Refr�os cheios de amor?

Docinho, quando a noite descer� Sobre a Terra

Docinho, quando a noite descer� Sobre a Terra

E que o rouxinol Vir� cantar ainda

Quando o vento

Soprar sobre a Terra De urzes

N�s iremos escutar A can��o do trigo dourado

N�s iremos escutar A can��o do trigo dourado

N�s iremos escutar A can��o do trigo dourado

Docinho, Vamos na noite cerrada

Sonhar com as can��es da primavera

Enquanto o perfume das rosas

Vir�o embalsamar Os nossos vinte anos

Vamos nos amar Debaixo desses lindos ramos

Porque a natureza Ter� sempre

O sol para dourar os ramos

E rosas Para os nossos amores

E rosas Para os nossos amores

Docinho, quando a noite descer� Sobre a Terra

Docinho, quando a noite descer� Sobre a Terra

E que o rouxinol Vir� cantar ainda

Quando o vento

Soprar sobre a Terra De urzes

N�s iremos escutar A can��o do trigo dourado

N�s iremos escutar A can��o do trigo dourado

N�s iremos escutar A can��o do trigo dourado

N�s iremos escutar A can��o do trigo dourado

* ILUMI�RE * Uma forma ILuminada de legendar!

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